PORTUGAL POST ANO XVI • Nº 189 • Abril 2010 • Publicação mensal • 2.00 € Portugal Post Verlag, Burgholzstr. 43 • 44145 Dortmund • Tel.: 0231-83 90 289 • Telefax 0231- 8390351• E Mail: correio@free.de •www. portugalpost.de •K 25853 •ISSN 0340-3718
Leia nesta edição
Cônsul-Geral de Portugal em Estugarda ao PP:
Comunidades Parlamento aprova sete diplomas da oposição
“As associações devem conceder mais atenção à terceira idade
Página 4
Remessas Emigrantes enviaram menos dinheiro para Portugal em 2009 Página 5
Parlamento Deputados disponíveis para revogar quadro legal do ensino de português Página 4
Pág. 3 Cônsul Honorário de Portugal em Munique suspenso sine die pela S.E. das Comunidades
Conta jornalista alemão “Spínola queria eliminar fisicamente adversários políticos”,
Pág. 5
Vice-Cônsul em Frankfurt deu posse ao Conselho Consultivo Pág. 7 Página 17
Associações não conseguem gerar soluções que travem a sua lenta agonia Pág. 8 Publicidade
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PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
PORTUGAL POST
Crónica Mário dos Santos
Agraciado com a medalha da Liberdade e Democracia da Assembleia da República Fundado em 1993 DIRECTOR: MÁRIO DOS SANTOS
CORRESPONDENTES ALFREDO CARDOSO: MÜNSTER ANTÓNIO HORTA: GELSENKIRCHEN JOÃO FERREIRA: SINGEN JORGE MARTINS RITA: ESTUGARDA JOSÉ PINTO NASCIMENTO: DÜSSELDORF KOTA NGINGAS: DORTMUND MANUEL ABRANTES: WEILHEIM -TECK MARIA DOS ANJOS SANTOS - HAMBURGO MICHAELA AZEVEDO FERREIRA: BONA ZULMIRA QUEIROZ: GROß-UMSTADT COLUNISTAS ANTÓNIO JUSTO: KASSEL CARLOS GONÇALVES: LISBOA DORA MOURINHO: ESSEN FERNANDA LEITÃO: TORONTO JOSÉ EDUARDO: FRANKFURT JOSÉ VALGODE: LANGENFELD LAGOA DA SILVA: LISBOA LUIS BARREIRA, LUXEMBURGO MARCO BERTOLOSO: COLÓNIA MARIA DE LURDES APEL: BRAUNSCHWEIG PAULO PISCO: LISBOA RUI MENDES: AUGSBURG RUI PAZ: DÜSSELDORF TERESA COLAÇO: COLÓNIA ASSUNTOS SOCIAIS JOSÉ GOMES RODRIGUES: ASSISTENTE SOCIAL CONSULTÓRIO JURIDICO CATARINA TAVARES: ADVOGADA MICHAELA A. FERREIRA: ADVOGADA MIGUEL KRAG: ADVOGADO FOTÓGRAFOS: PAULO FERREIRA E FERNANDO SOARES AGÊNCIAS: LUSA. DPA IMPRESSÃO: PORTUGAL POST VERLAG
Um equívoco que se chama PSD
P
ara quem acompanha a vida politico partidária em Portugal e viva num país como, por exemplo, a Alemanha deve ficar bastante confuso com as designações pelas quais são conhecidos os partidos portugueses.. Olhemos, por exemplo, o caso concreto do PSD, isto é, Partido Social Democrata, que, como o nome indica, deveria ser um partido colocado ao centro esquerda, pertencer à família social-democrata europeia e ser, digamos, um partido irmão do SPD alemão. Não seria assim? Pois é. Mas ficará o leitor surpreendido se lhe dissermos que não é bem assim. O PSD português (que se diz social-democrata, sublinhese) não tem nada a ver com o SPD alemão, nem tão pouco com a social-democracia. A força politica com quem o PSD tem afinidades é a CDU, partido conservador e conotado à direita, politicamente falando.
REGISTO LEGAL: PORTUGAL POST JORNAL DA COMUNIDADE PORTUGUESA NA ALEMANHA ISSN 0340-3718 • K 25853 PROPRIEDADE PORTUGAL POST VERLAG REGISTO COMMERCIAL HRA 13654 OS TEXTOS PUBLICADOS NA RÚBRICA OPINIÃO SÃO DA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE QUEM OS ASSINA E NÃO VEICULAM QUALQUER POSIÇÃO DO JORNAL PORTUGAL POST
Posto isto, concluímos que a cena partidária portuguesa não deixa de ser confusa. Agora que o assim designado PSD elegeu um novo líder com convicções neo-liberais e claramente encostado à direita, o partido deveria aproveitar a onda e mudar de nome para mudar de vida . Achamos um grande equívoco o PSD a dizerse social-democrata, porque, historicamente, a social-democracia é uma ideologia política conotada à esquerda que surgiu nos finais do século XIX por “partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem uma revolução, mas por meio de uma evolução democrática. A ideologia social-democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade socialista”. Será isto que quer o PSD?
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Não acredita? Mas olhe que é assim. Tal como o leitor mais desinformado e distante das coisas partidárias em Portugal, também nós abrimos a boca de espanto quando ouvimos os responsáveis do PSD a dizer que pertencem à família da democracia-cristã europeia, isto é, à direita. Família a que também pertence o CDS/PP, esse sim, assumidamente de direita. Para o surpreender - se é que isto seja motivos para surpresas - ainda mais, dir-lhe-emos que o partido português que tem mais afinidades com o SPD alemão é o Partido Socialista, esse, sim, com atitudes e linhas programáticas da cor da social-democracia europeia. Aliás, SPD e PS têm uma profunda ligação porque foi aqui na Alemanha que o PS nasceu com alguma ajuda do SPD.
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REDACÇÃO E COLABORADORES CRISTINA KRIPPAHL: BONA FRANCISCO ASSUNÇÃO: BERLIM FERNANDO A. RIBEIRO: ESTUGARDA HELENA GOUVEIA: BONA JOAQUIM PEITO: HANNOVER LUÍSA COSTA HÖLZL: MUNIQUE
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Entrevista
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
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Cônsul-Geral de Portugal em Estugarda ao PP
“As associações devem conceder mais atenção à terceira idade Diplomata de carreira experimentado, com grande poder de escuta e forte amabilidade, o Cônsul-Geral de Portugal em Estugarda, dr. Manuel Gomes Samuel, desdramatizou as tensões que existem na Comunidade portuguesa residente na capital da Baviera. Mostrou-se atento e tem cumprido o seu plano de contactos com as autoridades e industriais daquele Länder meridional . Por outro lado, diz que o Consulado está aberto e com capacidade para estudar todos os pedidos de auxílio ao investimento formulados pelos núcleos associativos espalhados nas duas regiões.
desde que a Colectividade sirva o interesse da Comunidade. Portanto, o nosso objectivo é apoiar esse Movimento Associativo. Eu tenho feito aqui na Alemanha. E penso que não há registo de num curto espaço de tempo- isso não são de forma alguma louros meusmas, sim , são louvores do Consulado, das autoridades de Lisboa, e também das Associações que apre-
F. Almeida Ribeiro
Portugal Post: Como vê o papel do Associativismo luso na região? Manuel Gomes Samuel : O Movimento Associativo nasceu aqui na Alemanha nos anos 60. E teve como objectivo criar naturalmente um pólo de atracção e apoio para o emigrante português, que vinha de Portugal para trabalhar na Alemanha. Era um network - entidade de concentração de apoios - de que as pessoas necessitavam para se sentirem mais próximas umas das outras. Para terem entreajuda num país onde a língua é muito difícil. Para terem entreajuda num país onde a aculturação não é fácil e onde a Cultura é muito diferente da portuguesa, se bem que europeia. O mesmo se passou com a Emigração lusa na Venezuela, nos EUA, em França, por todo o lado, portanto.nos anos 60, não são os mesmos motivos que hoje existem para que os portugueses, quando vêm para o estrangeiro trabalhar tenham esse apoio. PP: Que sectores devem as Associações privilegiar? MGS: Pessoalmente, considero que o Movimento Associativo deve ter – para conseguir apoios da parte do Governo português - e também para ter um espaço de manobra e justificação junto da Comunidade Portuguesa, prestar uma função palpável, sobretudo, naqueles domínios que são prioritários. E quais são esses domínios: a Terceira Idade, os idosos têm que ter apoio, os idosos têm que ter companhia, os idosos não devem nem podem ficar em casa sozinhos e , caso contrário, todos os perigos se juntam e os cuidados médico-hospitalares disparam por causa disso. Portanto, esse espaço associativo comum deve ser potenciado para alargar o convívio dos membros da Terceira Idade, para que eles se possam juntar a beber um chá, um café e para estarem a ver tv ou a jogar as cartas. Para estarem à conversa, para estarem juntos uns com os outros. Para se sentirem que fazem parte
Cônsul de Portugal em Estugarda, Manuel Gomes Samuel
de uma grande família. Esse é, para mim, um dos objectivos principais. Em segundo lugar, já noutro espectro diferente do leque etário, as Crianças. E porquê? Porque as crianças são sempre um elemento que levam os pais junto aos pais dos amigos. Nas Associações, o espaço pode também ser aproveitado para actividades concretas: o Ensino do Português e outras actividades culturais como a Música, o Canto, o tocar Piano, a Guitarra. E a consulta da Internet para se informarem. Para estarem juntos uns dos outros. Os jovens de uma idade, que pode ser a partir dos 4/5 anos até aos18, mais ou menos. Depois todos sabemos como o tempo começa a escassear. Até os jovens hoje já têm pouco tempo com a Internet, o satélite, etc. PP: Ajudas e comparticipações do Estado, motivam bons planos e controlo, não é? MGS: Cada entidade é uma entidade por si própria. E, naturalmente, quando querem pedir apoios ao Estado português têm que cumprir um conjunto de regras que se estabelece. E essas regras são, nomeadamente, o registo e a transparência de todos os instrumentos de gestão e fiscalidade dessa agremiação. Desde que existam objectivos sociais palpáveis,
sentaram dois projectos. tangíveis, palpáveis representativos de um trabalho de equipa: Mittelberg e Fellbach Conselho Consultivo de Estugarda soma já quatro plenários PP: Mesa-redonda com a Missão Católica, delegado da FAPA e o Kulturamt da cidade de Estugarda. Porque não tentam reunir esses responsáveis para discutir o futuro do Associativismo? MGS: Temos três pilares: as autoridades alemãs, as autoridades portuguesas e temos o movimento Associativo português no BadenWurttemberg e na Baviera. Para que nós estabelece-se-mos essa relação com as autoridades alemãs, seria necessário existirem compromissos da nossa parte que não são possíveis. As autoridades alemãs iam-nos perguntar o que é que o Consulado português pode oferecer. E nós fazemos uma apreciação casuística, caso a caso. Não podemos responsabilizarmo-nos perante a Câmara de Estugarda, e dizer, olhe: nós agora gostaríamos de participar convosco na reestruturação do Movimento Associativo. O Estado português participa com estes custos e os srs. participam com outros. O contributo percentual para
as Colectividades; ora bem , nós não temos condições de prometer logo à partida. PP: Mas eu referia-me mais ao controlo jurídico e fiscal feito pelos dois lados. Estabelecer uma troca de Informações, digamos. MGS:Nós trocamos a informação junto do Conselho das Comunidades Portuguesas. E depois agora temos a oportunidade de a divulgar junto do Conselho Consultivo. O C. Consultivo tem uma série de elementos representativos da Comunidade, que foram escolhidos não pelo Cônsul-Geral mas pela Comunidade. Não fui eu que tomei a iniciativa de escolher A, B ou C. O Conselho tem-se reunido, já tivemos 4 reuniões. Penso que na Europa, somos talvez o Consulado que mais reuniões tenha feito. Tenho transmitido a Lisboa todas as Informações recolhidas. PP: Entende que o Conselho Consultivo colide com as competências do Conselho das Comunidades? Como se tem pautado o trabalho do novo orgão de apoio? MGS: Acho que não. E digo isso com toda a franqueza. O que tem acontecido, aqui, em Estugarda. E falo naturalmente por Estugarda, é que na interpretação da lei do Regulamento Consular-o ConselhoConsultivo foi criado dando a possibilidade à Comunidade de escolher os seus próprios representantes. A conselheira do CCP aqui por esta área- que na ocasião do CC não se candidatou –e, como o C Consultivo é um orgão totalmente aberto e transparente, o chefe do posto consular, eu próprio,achei por bem convidar a conselheira para fazer parte das nossas reuniões. Onde,aliàs, ela exprime os seus pontos de vista.. Ela, a Piedade Frias, é como se fosse alguém que se junta à família. E, portanto, tem um espaço de intervenção muito maior. O objectivo é que todas as sugestões que nos aqui temos, todas as Informações agenciadas, possam ser divulgadas e tenham a maior amplitude possivel.Não existe nada que não seja transparente. E nós estamos cá para apoiar e fomentar apoios. Tudo o que possamos apoiar dentro do espírito da Convenção de Viena das Relações Consulares PP. Depois do Manifesto da colónia portuguesa de Munique, depois do Comité de Redacção ter sido recebido e de
ter entregue no Ministério dos Negócios Estrangeiros as suas reivindicações, o que é que evoluiu? MGS: Em relação à nossa parte, existe uma ligação com o Cônsul Honorário em Munique. O Cônsul Honorário na capital da Baviera depende do Cônsul-Geral de Estugarda. Portanto, trabalhamos em colaboração: o dr. Jürgen Adolff, quando eu vou a Munique, em regra, reúne-se comigo. Temos a nossa articulação que está a funcionar. Fazemos parte do mesmo network consular: trabalhamos com a embaixada, se bem que a embaixada se debruce mais em assuntos políticos, e é mais um elemento de coordenação. Mas no que respeita a relação entre o Consulado-Geral de Estugarda e o Consulado Honorário de Munique está de acordo com aquilo que entendemos que deve ser. Reiniciamos agora as permanências consulares, quer em Munique, quer em Singen, a partir de Abril próximo. Fazemos também visitas conjuntas a empresas. Estivemos já por diversas vezes com o ministro do Interior da Baviera. E com o seu colega da Educação. Há cerca de três semanas. Habitualmente, desloco-me uma vez por mês a Munique. O objectivo dessas missões são três basicamente: fomentar o relacionamento com o Governo da Baviera. Temos um relacionamento bom. O segundo, é aproveitar também para dinamizar e promover o relacionamento com as empresas bávaras. Em terceiro lugar, é o apoio e os contactos com a Comunidade.
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Nacional & Comunidades
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
Parlamento aprova sete diplomas da oposição sobre as comunidades O Parlamento aprovou sete diplomas da oposição sobre as comunidades portuguesas, entre os quais propostas de apoios ao associativismo, à comunicação social em língua portuguesa e novas formas de acompanhamento dos fluxos migratórios. Do ‘pacote’ de dez diplomas apresentado pela oposição, foram aprovados sete, com os dois projectos de lei do PSD e do PCP relativos ao associativismo português no estrangeiro a merecerem apenas o ‘chumbo’ da bancada socialista. O PSD viu ainda aprovado um projecto de lei de apoio à comunicação social e dois projectos de resolução sobre “a problemática da mulher emigrante” e o acompanhamento dos fluxos migratórios portugueses para o estrangeiro. O CDS-PP viu igualmente aprovado o seu projecto de lei de apoio à comunicação social em língua portuguesa no estrangeiro e uma resolução que recomenda ao Governo a elaboração de um estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo. O projecto de lei dos sociais democratas que alterava a lei da nacionalidade, estendendo a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses nascidos no estrangeiro foi rejeitado com a abstenção do CDS-PP e o voto contra
de todas as restantes bancadas. Também o projecto do PCP para a criação de um Fundo de Apoio Social aos emigrantes foi chumbado, com os votos contra do PS e do CDS e a abstenção do PSD. Durante a discussão deste ‘pacote’ de diplomas na quarta feira, a bancada socialista, que votou contra todos os dez diplomas apresentados pela oposição, já tinha dado a entender o seu sentido de voto, com o deputado Paulo Pisco a argumentar que „há já resposta dada por programas e apoios em todos os domínios apresentados“ pela oposição. Ainda durante a discussão em plenário destes diplomas, o deputado socialista Defensor de Moura tinha também deixado críticas à revisão da lei da nacionalidade, sugerida pelo PSD, considerando „exagerada“ a proposta de esten-
der a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses nascidos no estrangeiro. Numa nota divulgada após as votações, o deputado do PSD José Cesário classificou como “grave” o ‘chumbo’ da proposta dos sociais democratas relativa às alterações à Lei da Nacionalidade, lamentando que “uma vez mais” tenha sido recusado fazer “justiça” a “milhares de descendentes de portugueses que legalmente se continuam a ver privados de acederem à nacionalidade dos seus avós”. “O PSD reafirma que continuará esta justa luta pelo reconhecimento destes direitos, voltando a apresentar esta iniciativa num futuro próximo, na linha do que julgamos ser a mais elementar defesa das nossas Comunidades”, acrescenta ainda o deputado social democrata.
Deputados disponíveis para revogar quadro legal do ensino de português Os deputados da comissão parlamentar da educação mostraram-se disponíveis para revogar o quadro legal do ensino da língua portuguesa nas comunidades, disse o presidente de uma comissão do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP). No final de uma reunião com a comissão parlamentar de Educação e Ciência, o presidente da Comissão Permanente Língua, Educação e Cultura (CLEC) do CCP, Amadeu Batel, afirmou que os deputados estiveram „muito receptivos a unir esforços no sentido da revogação do quadro legal do ensino do português nas comunidades portuguesas“. Esta disponibilidade vai no sentido das preocupações do CCP, já que, segundo Amadeu Batel, o actual regime jurídico para o ensino do português nas comunidades „é lesivo para os seus interesses“, já
que língua não é „privilegiada [nesse documento] como língua materna“, dificultando as políticas de educação e cultura. Para Amadeu Batel, se o Governo português não investir na política de ensino da língua portuguesa, „estará a hipotecar o futuro das comunidades portuguesas“. Na reunião foram discutidas também propostas para a formação de professores, procurando definir „o perfil adequado para o ensino do português como língua minoritária nas comunidades“, a „necessidade do impulso da investigação cientifica nas universidades portuguesas que tratem do problema do português enquanto língua“ e a „avaliação sistémica do uso do português nas comunidades“. „Disponibilizou-se um diálogo aberto para encontrar soluções
para qualificar o ensino português no estrangeiro, que na nossa perspectiva não está nada brilhante“, concluiu Amadeu Batel. A comissão da CCP encontrouse também com o adjunto do secretário de estado das Comunidades Portuguesas, Renato Leal, numa reunião „improdutiva“. „O doutor Renato Leal não tem poder de decisão e não pode responder às nossas questões, por isso houve apenas uma troca de impressões genéricas“, disse Amadeu Batel, sublinhando que é „necessário reunir com o Secretário de Estado“. O Instituto Camões mostrou-se igualmente disponível para debater políticas governamentais sobre a língua, o ensino e a cultura para as comunidades portuguesas, no final de uma reunião com a mesma comissão da CCP.
Opinião por Fernanda Leitão Ao ver e ouvir Fernando Costa presidente da Câmara Municipal das Caldas da Raínha, durante a transmissão dos trabalhos do Congresso do PSD pela RTP, não pude deixar de me lembrar duns mocetões, ribatejanos e alentejanos, que foram meus companheiros de estudos no Colégio de Nun´ Álvares, em Tomar. Eram encorpados e tesos, pegavam toiros, jogavam futebol, tinham bom murro e ficavam fulos se alguém lhes oferecia um copo de leite. Fossem lá chamar maricas a outros. Tirando isso eram uns corações de manteiga.Homens de cara direita e de palavra, amigos do seu amigo, leais até depois de Almeida. Homens da província com fundas raízes no meio rural. Trigo sem mistura.Vinho de boa cepa. O que, tal acomo aconteceu com o discurso de Fernando Costa, é sempre apelidado de “caricato” por uns intelecto-altos que vivem de aparências, medos e cálculos. A propósito, vou transcrever um pedacinho de uma carta de Eça de Queiroz a Jaime Batalha Reis, era então o autor de “Os Maias” director de um jornal regional, em Évora: “Nós, os da Capital, rimo-nos da vida pequena da província; mas, no entanto, na província há uma serenidade, uma franqueza, uma verdade de sentir, um desassombro dos espíritos que é doce. Diz-se que a vida da província é de intriga, de interesses imperceptíveis: mas sabe-se porventura a pequenês dos interesses de Lisboa, o acanhamento da vida, a restrição dos sentimentos?” Naquele congresso, inesquecível por más razões, o autarca das Caldas foi franco, directo, desassombrado e verdadeiro, mas sempre sereno. Não foi grosseiro nem insultuoso como um barão daquele pátio costuma ser quando não lhe dão o dinheiro que quer ou lhe descobrem compadrios e incompetências. Fernando Costa foi, ali, a autenticidade do Portugal Profundo, do País Real. Disse o que havia a dizer na cara de quem merecia ouvir, ali, frente a frente. Virou a mesa, destapou o jogo. Foi duro? Foi bruto? Tinha de ser porque estava a dirigir-se a pessoas que se julgam impunes e fartamente têm abusado da boa fé do povo. Quando assim é, há que ser bruto, porque só assim os abusadores ouvem e percebem. Há momentos na vida dum país em que se impõe esta dureza. Não o digo por teoria, sei do que falo. Há muitos anos, num momento de Pátria aflita, tive de
fazer o mesmo aos lacaios de Moscovo e Pequim, aos vira-casacas que assinavam de cruz por causa dos negócios. Numa noite, em pleno PREC, estava Sá Carneiro em Londres, entre a vida e a morte, uma reunião do conselho de ministros, no VI Governo Provisório, deu em peixeirada. O primeiro ministro de então, almirante Pinheiro de Azevedo, arredou a sua cadeira para trás, demarcou-se do granel e pôs-se a ler jornais. Quando leu o Templário, deu uma palmada atroadora na borda da cadeira e berrou: “Desta é que eu gosto! É uma besta como eu!”. Foi-me isto contado mais tarde pelo seu chefe de gabinete, um distinto oficial da Marinha que conheci em casa de um grande tomarense, de um grande português amargurado, o general Silva Cardoso, da Força Aérea. Foi preciso ser bruta e assumo que fui. Tinha de ser. Por isso entendo e aprecio Fernando Costa. Teve toda a razão no que disse. Prova disso foi que, pouco depois, um barão tresnoitado propôs uma alteração de estatutos, segundo a qual serão punidos, incluindo com expulsão, os militantes que ousarem discordar e criticar dirigentes nos 60 dias que antecedem uma eleição. Daquele barão não se esperava melhor, mas a verdade é que os candidatos a presidentes do partido se calaram e 350 militantes, ali presentes, votaram a favor. Estes são os factos. A jeremiada dos candidatos depois do congresso encerrado, face ao berreiro indignado do país, vem tarde e mal. “Democracia” assim só no PC. Agora entendo as alianças parlamentares entre o PSD e os comunistas, apenas, e só, com fito de um golpe de estado que derrube Sócrates, aquele de quem mais se falou no congresso, em vez de se falar, como o país esperava, em soluções concretas para os problemas concretos que afligem os portugueses. Que confiança podem os eleitores ter nestes barões, nestes candidatos? Que alternativa pensam eles ser para este governo? Já pensaram aquilo que muitas pessoas pensam: se este é o partido do Presidente da República, se este é o partido que apoia o Presidente da República, será sensato colaborarmos neste diasparate? Portugal precisa de um presidente independente ou dum partidário? Para além de lamentável, este congresso foi mais uma traição à memória de Francisco Sá Carneiro.
Nacional & Comunidades
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Segundo Partido Socialista
Prémios Talento 2009
PCP e PSD querem acabar com programas de apoio a emigrantes carenciados
Abertas candidaturas para prémios que distinguem portugueses no estrangeiro
O PS votou contra o projecto de lei do PCP sobre o fundo social para os emigrantes, alegando que o diploma vai acabar com dois programas de ajuda financeira a idosos carenciados da diáspora.
A Secretaria de Estado das Comunidades está a receber candidaturas para os Prémios Talento 2009, que distinguem portugueses e luso-descendentes no estrangeiro em áreas desde o Desporto à Política, disse fonte do gabinete do secretário de Estado.
O voto contra socialista pretendeu condenar o projecto de lei comunista „apoiado“ pelo PSD, por significar „o fim“ dos programas de Apoio Social para Idosos Carenciados (ASIC) e Apoio Social para Emigrantes Carenciados (ASEC). Segundo o deputado socialista, Paulo Pisco, eleito pelo círculo da Europa, „não faz nenhum sentido“ substituir os programas ASIC e ASEC, „instrumentos de apoio social que funcionam muito bem“, por „uma coisa absolutamente indeterminada“. O projecto de lei do PCP, sustenta a bancada parlamentar socialista em comunicado, supõe „um universo indeterminado“ de beneficiários, sendo „omisso relativamente às situações de natureza pontual que precisam de apoio“. Criados em 2000 pelo governo socialista de António Guterres, o
Paulo Pisco acusa PCP e PSD de quererem acabar com programas de apoio a emigrantes carenciados
ASIC concede apoio financeiro constante a emigrantes idosos carenciados e o ASEC prevê ajudas a este tipo de pessoas em dificuldades momentâneas. De acordo com Paulo Pisco, o ASIC atribuiu, em 2009, 6,5 milhões de euros a mais de três mil beneficiários, sobretudo residentes na América do Sul e em África. O montante do ASEC rondou os 50 mil euros.
O PS contesta ainda no projecto de lei comunista a integração no conselho de administração do Fundo de Apoio Social aos Emigrantes de um membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, que, sendo um elemento de „um órgão de consulta do Governo, não pode, em circunstância alguma, passar a ser gestor titular de um fundo que gere a atribuição de subsídios a carenciados“.
Emigrantes enviaram menos dinheiro para Portugal em 2009 Os portugueses radicados no estrangeiro enviaram no ano passado menos 215,66 milhões de euros para Portugal do que em 2008, com o valor a aproximar-se dos 2269 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal. Em 2008, o montante enviado para Portugal pelos emigrantes foi de cerca de 2485 milhões de euros, já então em queda anual, mas inferior em menos de metade à registada no ano passado. A maior queda de remessas verificou-se de França - menos 97,69 milhões de euros - embora este país continue a ser a principal fonte de remessas de emigrantes para Portugal, com 885,34 milhões de euros, seguido da Suíça, com 530,74 milhões de euros. Entre os países da União Europeia com dados individualizados, só de Espanha as remessas aumentaram - de 126,23 milhões de euros para 129,69 milhões de
euros. Com este aumento, Espanha ultrapassou, aliás, em 2009, os Estados Unidos e a Alemanha, que até agora eram os terceiro e quarto países, respectivamente, de onde provinham maiores remessas.Dos Estados Unidos chegaram 126,89 milhões de euros enviados por emigrantes, menos 44,57 milhões de euros do que em 2008, e da Alemanha 120,41 milhões de euros, menos 27,2 milhões de euros. O envio de dinheiro para Portugal diminuiu também de países como o Reino Unido (menos quase 40 milhões de euros), Canadá e Brasil, estes com menor
significado, tendo aumentado as remessas do Luxemburgo e estabilizado as oriundas da Venezuela. Dos países não contabilizados individualmente, tratados em grupo como „do Resto do Mundo“, o fluxo de remessas dos emigrantes também aumentou, passando para 155,23 milhões de euros, contra 128,32 milhões de euros em 2008. O envio de dinheiro de imigrantes em Portugal para os seus países de origem também caiu em 2009, para 539,64 milhões de euros, quando a tendência nos anos anteriores tinha sido de aumento. Em 2008, esse montante foi de quase 580 milhões de euros
Os Prémios Talento, que cumprem este ano a sua quarta edição, pretendem homenagear portugueses e luso-descendentes no estrangeiro que se tenham distinguido nas áreas de Artes do Espectáculo, Artes Visuais, Associativismo, Ciência, Comunicação Social e Desporto. Divulgação da Língua Portuguesa, Política, Humanidades, Mundo Empresarial e Profissões Liberais são as outras categorias em concurso. Fonte do gabinete do secretário de Estado citado pela lusa disse que esta iniciativa „tem cumprido o seu objectivo que é o de homenagear cidadãos portugueses que se destaquem no estrangeiro e, sobretudo, espelhar melhor em Portugal as mais valias que proliferam lá fora“. „Infelizmente, em Portugal, continua a prevalecer uma ideia errada sobre a realidade e as potencialidades
das comunidades portuguesas“, disse a fonte. Apesar disso, a mesma fonte admitiu que „melhorou“ a forma como se encara os portugueses no estrangeiro, mas sublinhou que „ainda há muito a fazer“. “Há milhares e milhares de portugueses talentosos por esse Mundo fora, conhecidos e aplaudidos por lá. Falta o palco nacional reconhecê-los. Além de os homenagear, o Governo pretende, simbolicamente, estimular e agradecer-lhes o quanto prestigiam o país e os nossos cidadãos”, referiu. As candidaturas aos Prémios Talento 2009 podem ser apresentadas pelos próprios candidatos ou por terceiros e enviadas por correio para a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas ou entregues em missões diplomáticas ou postos consulares. Um júri constituído por três pessoas para cada categoria irá seleccionar três candidaturas para cada categoria e determinar a vencedora. As candidaturas serão admitidas até Junho e os vencedores serão anunciados em Julho durante uma gala que terá transmissão directa na RTP1, RTP Internacional e RTP África.
Cônsul Honorário de Portugal em Munique suspenso sine die pela S.E. das Comunidades Na sequência da divulgação pelo semanário "Der Spiegel ", de casos de suborno em projectos individuais realizados pela empresa Ferrostal, a que vendeu os dois submarinos a Portugal em 2004, que têm estado a ser examinados exaustivamente pelo Ministério Público alemão em várias zonas daquele país, o Governo português anunciou na passada quarta-feira, 31 de Março último, ter suspendido o cônsul honorário de Portugal em Munique, Jürgen Adolff, " de todas as funções relacionadas com o exercício do cargo ". "Em resultado de informação proveniente das autoridades alemãs sobre a acção judicial em curso naquele país, o Governo suspendeu de todas as funções relacionadas com o exercício do cargo o cônsul honorário de Portugal em Munique, Alemanha, o senhor Jürgen Adolff, a partir de 31 de Março 2010 ", lê-se num comunicado do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga. A suspensão das funções de Jürgen Adolff do cargo de cônsul honorário de Portugal em Munique manter-se-à " até cabal esclarecimento das investigações que o envolvem pessoalmente ", acrescenta o comunicado transmitido pela agência Lusa. O semanário " Der Spiegel " noticiou na edição de 29 de Março último que um cônsul honorário de
Portugal, que não identifica, terá recebido um suborno de 1,6 milhões de Euros da Man Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004. As autoridades judiciais de Munique, que efectuaram já diversas buscas na Ferrostaal, encontraram " mais de uma dúzia de contratos de consultoria suspeitos ", que visavam " dissimular os canais de pagamento " para que " subornos pudessem ser enviados a responsáveis do Governo ( português), dos Ministérios e da Marinha ", refere a revista . Entretanto, o cônsul honorário de Portugal em Munique garantiu à Lusa desconhecer este processo, bem como a decisão do Governo de o suspender de funções. "Não sei de nada, nem faço ideia do que me está a falar", respondeu Jurgen Adolff ao ser contactado telefonicamente pela Lusa . Adolff asseverou que não tinha lido qualquer notícia na imprensa alemã ou portuguesa que lhe fizesse referência e não ter também conhecimento da sua suspensão, anunciada hoje de manhã pelo Governo português."Seria simpático se me tivessem informado de que estou suspenso", acrescentou o homem de negócios de Munique que é cônsul honorário de Portugal na capital da Baviera há 15 anos. Com Lusa
Opinião
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PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
Opinião Carlos Gonçalves
A importância da Comunicação Social em língua portuguesa no estrangeiro
A
comunicação social em língua portuguesa é um elemento primordial na preservação e difusão da língua e cultura portuguesa no Mundo e um verdadeiro factor de agregação das nossas Comunidades através do acesso que estas têm a um conjunto de informações que contribuem para manter bem viva uma ligação a Portugal. Nesta lógica a defesa destes órgãos de informação seria, à partida, a política mais correcta a seguir, mas e infelizmente, o Governo tem vindo a optar por uma progressiva atitude de desvalorização deste sector o que vem, claramente, prejudicar a ligação a Portugal dos portugueses que residem no estrangeiro e contrariar aquilo que é dito no próprio Programa de Governo. De facto temos observado uma constante diminuição da aposta neste sector não levando
em conta, independentemente da sua dimensão ou tiragem, o seu real valor e impacto no seio das Comunidades a que se dirigem. Dou aqui apenas três exemplos que permitem ilustrar isto que acabei de dizer. O primeiro tem a ver com a decisão do Governo de acabar o porte-pago que era, para muitos destes órgãos de informação em língua portuguesa, um apoio essencial para a sua própria existência e para a sua divulgação junto de muitas associações portuguesas no estrangeiro. Com esta decisão, o Governo deu um sinal claro da sua insensibilidade nesta área, prejudicando todos por igual na tentativa de corrigir algum erro pontual que possa ter surgido na aplicação deste apoio. O segundo exemplo de que vos quero falar é o da RTPi e do serviço público que, supostamente, este canal deveria prestar
ou oferecer aos inúmeros portugueses que residem fora de Portugal. Ora e, tal como até é reconhecido por deputados do próprio PS, a RTPi não presta esse serviço ficando, nesse plano, muito aquém das expectativas
“
O segundo exemplo de que vos quero falar é o da RTPi e do serviço público que, supostamente, este canal deveria prestar ou oferecer aos inúmeros portugueses que residem fora de Portugal. Ora e, tal como até é reconhecido por deputados do próprio PS, a RTPi não presta esse serviço ficando, nesse plano, muito aquém das expectativas que gera entre as Comunidades Portuguesas.
que gera entre as Comunidades Portuguesas. Finalmente o terceiro exemplo, tem a ver com a falta de apoio à Lusa, a agência de notícias pública, no que diz respeito à sua área da Lusofonia, que engloba a cobertura de tudo o que diz respeito às Comunidades. Segundo declarações recentes, em sede da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, de um Director dessa agência noticiosa, o Governo terá deixado de transferir uma verba de 300 000 € do Fundo das Relações Internacionais, exactamente para permitir o funcionamento do serviço Comunidades, tal como estava previamente protocolado com a Secretaria de Estado das Comunidades. Parece-me claramente que este não será o caminho mais adequado para fortalecer a nossa imprensa de língua portuguesa
no estrangeiro e coerentemente apresentei, já nesta Legislatura, com outros deputados do meu Grupo Parlamentar, uma iniciativa legislativa que vai no sentido de apoiar esses órgãos de comunicação garantindo aos nossos compatriotas residentes fora de Portugal, o acesso a essa imprensa e desse modo manter o contacto com a realidade das suas terras e de Portugal no seu todo. Estaremos assim realmente a contribuir para manter vivos os laços entre Portugal e a sua Diáspora e a incentivar efectivamente a promoção da nossa língua como um factor de afirmação do nosso país no Mundo. O que importa realmente é agir e não ter apenas um discurso que depois não se baseia em medidas concretas que consigam ir ao encontro daquilo que as Comunidades necessitam. Publicidade
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Comunidade - Alemanha
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
Vice-Cônsul em Frankfurt nomeou Conselho Consultivo
Permanência consulares bimensais em Munique e Singen Os serviços de Apoio Consular e Social que habitualmente foram prestados na primeira quinta-feira (Consulado Honorário em Munique) e na última segunda-feira (Rathaus de Singen) de cada mês , passam doravante a ser prestados alternadamente, isto é, na primeira quinta dos meses de Abril, Junho, Agosto, Outubro e Dezembro em Munique (consulado Honorário de Portugal), como de costume entre as 10h00 e as 16h00 e na última segunda-feira dos meses de Março, Maio, Julho Setembro e Novembro em Singen (Rathaus), entre as 10h00 e as 16h0. É assim que o ConsuladoGeral de Portugal em Estugarda
Os membros do Conselho (da esquerda para a direita): Maria de Jesus Kremer Bruno Lopes, José Luís Coelho, Apolinário Madeira Pires, Abílio Dias Ferreira, Manuel Rubens da Costa, Irene da Glória Rodrigues, Fátima Veiga, Teo Mesquita, Dina Maria André. Falta o membro António Justo, que não esteve presente na primeira reunião do CC.
O Vice-cônsul Abílio Dias Ferreira convocou as associações e os professores da área consular para uma reunião de eleição de pessoal, a nomear pelo titular do posto consular, para o Conselho Consultivo da Área Consular de Frankfurt. Após a reunião efectuada no Consulado, a 25 de Janeiro de 2010, o Vicecônsul Abílio Dias Ferreira apresentou a lista do Conselho que consta dos seguintes membros: Abílio Dias Ferreira, Vicecônsul, Irene da Glória Rodri-
gues,, Assistente Adm. Especialista do Consulado, Fátima Veiga, Maria de Jesus Krämer, Teo Ferrer Mesquita, António da Cunha Duarte Justo , Bruno Lopes, Dina Maria André , José Apolinário Madeira Pires , José Luís Coelho, Manuel Rubens da Costa O número de conselheiros depende, segundo a lei, do número de portugueses inscritos no Consulado. É da competência do conselho “produzir informações e pareceres sobre matérias que afectem
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os portugueses residentes” e “elaborar e propor recomendações respeitantes à aplicação das políticas dirigidas às comunidades portuguesas”, como refere o Artigo 16° do Decreto-Lei n.º 71/2009 de 31 de Marco.. O conselho funciona por um período de dois anos e meio. Reúne-se ordinariamente três vezes por ano e “extraordinariamente por iniciativa do seu presidente ou a requerimento de, pelo menos, um terço dos seus membros”. António Justo
Centro Português Felbach recebe subsídio de apoio
anuncia a continuação das permanências consulares em Singen e Munique, como de resto o PP tinha já anunciado na edição de Fevereiro. Contrariamente ao que acontecia até a interrupção da deslocação de um Técnico consular àquelas duas cidades, agora a deslocação do funcionário consular far-se-á alternadamente, como, de resto, anuncia a nota do consulado. Entretanto, o consulado lembra que que os Cartões de Cidadão, que vieram substituir os Bilhetes de Identidade, e os Passaportes só podem ser requerido (e levantados) presencialmente no consulado em Estugarda.
Padre Manuel Janeiro ignora pedido O padre Manuel Janeiro convidou, no dia 7 de Março passado, toda a comunidade de Singen para uma assembleia com a finalidade de se esclarecer em que moldes se vai processar o trabalho de apoio social aos portugueses que senhora Custódia Winkler presta. A senhora Winkler explicou que vai continuar a dar assistência, mas noutras condições. “Tudo será mais eficiente e os custos serão diferentes”. Com o intuito de conseguir verba para esse fim, um dos presentes fez solicitou ao padre Manuel Janeiro enquanto Delegado da Conferência Episcopal Alemã e, Coordenador da Assistencia Pastoral e mediador entre Bispos de Portugal e Alemanha, que intercedesse junto da Dioceses de Freiburgo com o objectivo de conseguir os meios necessários para suportar os custos da renda do escritório de
Custódia Winkler
Custódia Winkler. A reacção do padre Janeiro a esta proposta foi ignorar quem a fez e, logo, recusar comentar a ini-
Comunistas portugueses festejam aniversário
Conforme o PP anunciou na sua anterior edição, o Cônsul-Geral de Portugal em Estugarda, Samuel Gomes, entregou um cheque no valor de três mil setecentos e cinquenta euros ao presidente do Centro Português de Felbach, José Loureiro.
O núcleo do PCP da área consular de Dusseldorf celebrou no sábado, dia 6 de Março, os 89 anos da fundação do PCP no Centro Português de Essen. Segundo os organizadores, o encontro reuniu mais de meia centena de pessoas que participaram num jantar precedido de intervenções políticas e imagens relativas à acção do Partido e à Festa do Avante!. Entre os presentes destacavamse conhecidos dirigentes associativos, professores, membros do CCP e dos conselho de estrangeiros nas autarquias. Depois de dadas as boas vindas
pelo Presidente do Centro, Sr. Arménio Martins, Luciano Caetano da Rosa do Organismo de Direcção da Alemanha fez uma intervenção salientando o papel do PCP na defesa das conquistas e direitos do povo e dos trabalhadores portugueses. Durante o jantar cantou-se a “Grândola Vila Morena”, o hino do PCP, “Avante Camarada!”, a “Internacional” e o hino nacional, a “Portuguesa”. O PCP salienta o reforço do partido “que só no ano de 2009 na área consular de Dusseldorf contou com a adesão de mais 15 novos membros”
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Comunidade - Alemanha
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
Movimento associativo não consegue gerar soluções que travem a sua lenta agonia A Federação de Associações Portuguesas na Alemanha (FAPA) está como que hipnotizada ante a crise que o movimento associativo atravessa no presente Com colectividades a fechar, outras a contas com o fisco e com problemas de recursos humanos e materiais, a FAPA, enquanto órgão representativo do movimento associativo, não encontra modo de criar alternativas, apoios e mecanismos para sugerir às associações . Impotente, a FAPA, também ela com problemas e limitações materiais, não consegue criar uma dinâmica em que se afirme como porta-voz das associações. Por muito mais que a Federação deseje apoiar e encontrar soluções para promover o apoio às associações, os seus dirigentes são confrontados com a falta de recursos para o fazer. Vítor Estradas, presidente da FAPA, disse ao PP que desde 2005 está a tentar obter apoios para levar a cabo um programa de seminários “para fazer cursos de formação para sócios directores das associações” que os ensinem gerir melhor as agremiações. Vítor Estradas diz que a FAPA ainda não perdeu as esperanças de que um dia esse apoio que pediu com o parecer da Embaixada em Berlim possa vir a ser concretizado. A resposta que obteve das autoridades competentes, “é que
achavam a ideia muito boa, mas... deveríamos ir para a frente com meios próprios”, disse Vítor Estradas. “A burocracia e o pedido de papéis e mais isto e aquilo” tem sido um entrave à concretização deste projecto que, segundo Vítor Estradas “poderia, e muito, ajudar a enfrentar algumas das dificuldades das associações”. Os seminários de formação seriam organizados, segundo a FAPA, em fins-de-semana. Nesses encontros os sócios directivos “eram formados e receberiam informações” sobre como lidar com os problemas com que as associações são confrontados, como seja, “assuntos fiscais e de gestão”. Segundo ainda a FAPA, “estes seminários seriam realizados periodicamente com a participação de directores das associações”. Colocado perante a questão se a realização desses seminários estaria apenas dependente do apoio oficial, Vitor Estradas não descartou a ideia de realizar este programa “mesmo com patrocínios de entidades privadas”. Para já a FAPA ainda espera por uma resposta ao pedido que fez ao Governo através da Embaixada de Portugal em 2005 e, insistindo no pedido, em 2008. Sobre este assunto, a embaixada pela voz do seu segundo responsável, António Moniz, disse-nos que tanto quanto puderam verificar nos arquivos, tiveram “um pedido da FAPA em 2008, que foi encaminhado para a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades, que, por sua vez, nos soli-
citou informações adicionais , como seja: programa, oradores e números de participantes previstos, indicações das associações que manifestaram interesse em participar, apoios previstos de entidades nacionais ou estrangeiras”, questões estas “que foram encaminhadas para a FAPA em Junho de 2008” . António Moniz disse que a FAPA confirmou recepção deste pedido, informando a embaixada que iria preparar a documentação solicitada, mas, diz o diplomata, “o que é certo é que nós não recebemos qualquer resposta da FAPA.” “Agora a bola está do lado da Federação”, disse-nos o diplomata. Seja como for, a questão é que o movimento associativo na Alemanha está a passar por um período de grandes dificuldades. Há associações que, não há muito tempo, eram consideradas sólidas e que hoje têm dificuldades em sobreviver. Muitas delas vivem com problemas quase inultrapassáveis, com dívidas ao fisco que as tolhe e as decapita. A falta de meios materiais e humanos e a incapacidade de adaptação aos novos tempos faz o resto. A guetização, o isolamento e a falta de capacidade em se abrirem a grupos etários mais jovens, bem como à falta de inovação das suas próprias actividades, são também motivos que contribuem para a agonia lenta de estruturas que têm um historial de memória que deveria ser preservado, já que ela está ligado à história da emigração dos portugueses para este país de há 46 anos para cá. Conhecendo esta realidade, a
Embaixada de Portugal quando tinha ao seu serviço um Conselheiro Social, ainda no tempo da missão do embaixador João de Vallera, instituiu um prémio no valor de €1000 para contemplar associações que apresentassem, no âmbito das suas actividades, projectos inovadores, prémio esse extinto com a saída do embaixador João de Vallera, em 1996. Ouvida a embaixada sobre a extinção deste prémio, o diplomata António Moniz disse-nos que a embaixada dá prioridade a outras iniciativas “mais valiosas”, como por exemplo as Bolsas de Estudos,“prémios estes que abrange um maior número de pessoas”. Mas, diz ainda António Moniz,“isto não quer dizer que tenhamos posto de parte” a ideia do prémio. “Estamos, inclusive, a discutir com os conselheiros das comunidades portuguesas para ver a melhor forma de atribuir esse prémio”. Uma outra questão que tem gerado uma falta de consenso é sobre o número de associações existentes neste momento. Segundo Vitor Estradas, “o número pode andar à volta de 250, mas não quer dizer que seja uma informação exacta”. Por isso, “já enviámos, em 2004, a todas as associações um questionário para tentar saber da situação real das associações”, informounos Vitor Estradas, que disse estar a pensar enviar um novo questionário para fazer um levantamento do número de associações e “da situação em que se encontram no presente momento”. Mário dos Santos
O Santander Totta com os portugueses no mundo O banco Santander Totta faz roteiro pelas comunidades para explicar e dar a conhecer o banco aos portugueses. Desta vez o Santander Totta organizou um encontro nas instalações do seu Escritório de Representação em Colónia, tendo, para tal, convidado algumas personalidades mais representativas da comunidade local, tais como alguns dirigentes da FAPA, técnicos dos Serviços Sociais do Consulado Geral de Portugal em Dusseldorf, alguns advogados portugueses a residir em Colónia e os colaboradores do banco. O encontro teve como orador o Dr. Luís Santos,
responsável pela área Internacional do Banco Santander Totta, que se fazia acompanha pelo responsável do Escritório em Colónia, Rogério Pires. Os objectos destas reuniões são, como explicou Luís Santos “perspectivar eventos para melhor dar a conhecer o banco, porque havia e ainda há alguma falta de conhecimento sobre este banco”. Refira-se que já Já foram levados a cabo encontros deste género na África do Sul, Venezuela, Canadá, França e agora na Alemanha. Luís Santos informou ainda que o banco Santander Totta está em Colónia desde 1996 com Escritório
de Representação. Na zona Euro, o Santander é o maior Banco com capitalização Bolsista de 84.5 Mil Milhões de Euros. Com catorze mil balcões no Mundo e mais de 3 Milhões de accionistas, o banco teve em 2009 um resultado líquido de 523.3 milhões de euros, isto é, manteve resultados positivos no tempo de crise e está em 8º lugar em capitalização bolsista. Em Portugal o Santander está na 4. posição do Ranking dos bancos portugueses com mais de 10% do mercado nacional com 775 balcões e mais de 2.1 milhões de clientes. José Pinto
Rogério Pires (à esq.) e Luís Santos, responsável pela área internacional do Santander Totta
Grupo Etnográfico Coração do Minho festeja o seu 9º aniversário
O Grupo Etnográfico Coração do Minho (GECDM) vai festejar em grande o seu 9º aniversário de existência com um festival de folclore a realizar no dia 24 de Abril. Mais um dia e o Grupo Etnográfico Coração do Minho poderia ter um argumento para juntar o seu ao 36º aniversário da Revolução dos Cravos que libertou Portugal da guerra e de um regime muito, mas muito ditatorial Com sede em Hagen, este grupo é considerado um dos melhores representantes do folclore minhoto na Alemanha. Ainda recentemente, o grupo decidiu em 2009 mudar de nome de Coração do Minho para Grupo Etnográfico Coração do Minho. Ana Paula dos Santos, presidente do grupo e uma das personalidades da comunidade que mais batalha pelas tradições populares portuguesas na Alemanha, disse ao PP que a mudança do nome se deveu ao facto das músicas, danças, cantares e trajes obedecerem à genuína tradição vianense, que é um dos mais ricos folclores de Portugal. Neste momento o GECDM tem cerca de cinquenta elementos, os quais são a vida de um grupo que teima melhorar e aperfeiçoar as suas actuações A festa do 9º aniversário do GECDM é a 24 Abril na Gesamtschule Hagen Haspe, Kölnerstr
A direcção do GECDM eleita a 27 de Março 2010 é constituída por: Presidente: Ana Paula dos Santos Vice-Presidente: Ana Martins 1. Secretário: Jorge Santos 2. Secretário: David Martinho 1. Tesoureiro: Jorge Martins 2. Tesoureiro: Augusto Costa 1. Revisor: Michael Pimenta 2. Revisor: João Ferreira Presidente Assembleia Geral: Regina Pimenta Vice - Presidente Assembleia Geral: Helena Gomes 1. Secretário Assembleia Geral: José Pimenta 2. Secretária Assembleia Geral: Angela Ferreira
Osnabrück
Vice-Cônsulado com “site” na net
Num tempo de comunicação online, com a internet a comandar os destinos da informação em tempo real e, deste modo, a revolucionar o mundo, tornando-se cada vez mais pequeno, dois consulados na Alemanha estão a ver mais longe e a prestar um serviço suplementar ao colocar online preciosa informação e serviços que tornará a vida dos utentes mais fácil. De todos os consulados, Hamburgo, Osnabrück, Dusseldorf, Frankfurt e Estugarda, apenas dois
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Comunidade - Alemanha
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
nos permitem aceder a informações via internet: Osnabrück e Frankfurt. Mas, deverá saber o leitor que a presença na internet de ambos os consulados não é uma iniciativa que corresponda a uma medida oficial para tornar todos os consulados mais próximos do cidadão através da internet. Não, os dois casos são avulsos e realizados graças à carolice e boa vontade dos dois vice-cônsules de Osnabrück e Frankfurt. Navegando por estes sites,
chega-se depressa à conclusão que os dois merecem o reconhecimento por parte da opinião pública pelo esforço e pela intenção em colocar à disposição do utente informações consulares úteis. Dos dois sites, o de Osnabrück merece ser aplaudido pela forma, conteúdo e profissionalismo. De construção recente, o site www.viceconsulado.de é uma boa notícia para a comunidade daquela área consular. Veja em: www.viceconsulado.de www.cgportugalfrankfurt.de
Papa e Conferência Episcopal da Alemanha distinguem pároco em singen O PP apurou que o Padre Manuel Gonçalves Janeiro, membro da Diocese de Leiria-Fátima, foi nomeado Monsenhor pelo Santo Padre Bento XVI. Manuel Janeiro, que é pároco da comunidade de Singen, é, desde 1991, o Delegado da Conferência Episcopal alemã para coordenar a assistência pastoral às comunidades de língua portuguesa, sendo ainda responsável pelos párocos e os diversos agentes de assistência pastoral das paróquias de língua portuguesa na Alemanha. “Os anos de trabalho neste campo pastoral, bem como os estudos e a reflexão que tem desenvolvido nesta área, permitem considerar Mons. Janeiro como uma das personalidades que melhor conhece os problemas das comunidades migrantes na Alemanha. É, por isso, convidado frequente para conferências e debates, e solicitado como consultor pela conferência episcopal alemã e outras entidades públicas.Nos últimos anos, as suas intervenções têm sido sobretudo
Padre Manuel Gonçalves Janeiro
sobre temáticas das suas áreas de especialização: integração social, socialização, identidade social, multiculturalidade, família e juventude em contexto de migração, sociologia da religião, doutrina social da Igreja”, diz um comunicado chegado à nossa redacção. Manuel Janeiro, tem 68 anos de idade, padre há 44 anos, encontrase desde 1978 na Alemanha ao serviço da pastoral dos migrantes de língua portuguesa.
Página da internet do CCP-Alemanha continua a confundir utilizadores
Baile com “FM RADIO”
Gesamtschule Hagen Haspe, Kölnerstr
O Conselho das Comunidades Portuguesas na Alemanha (CCP) continua com a sua página na internet desactualizada, contribuindo para lançar a confusão entre aqueles que a visitam e queiram ser informados ou utilizar a sua informação. Já foram muitos os leitores que nos alertaram para o desinteresse dos membros do CCP em actualizar a página. Desde 2005 que não houve qualquer actualização. O utilizador mais desatento ao visitar a página vai ficar erradamente informado sobre a composição do CCP –Alemanha. Já houve um ex-conse-
lheiro que nos comunicou o seu desagrado pelo seu nome ainda constar como conselheiro na página oficial do CCP-Alemanha. Como se deve imaginar, contactos, comunicados, etc., tudo está desactual e não corresponde em nada àquilo que é o presente CCP. Uma nota do PP sobre esta questão publicada numa das edições anteriores mereceu um comunicado dos membros do CCP em que fala de tudo menos das questão que aqui se volta a colocar: a actualização da página ou, pura e simplesmente, a desactivação da mesma. Publicidade
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Mercearia Fina Feinkost LUÍS DE FREITAS é o responsável pela banco Montepio com escritório de representação em Frankfurt. O banco, que iniciou a sua actividade na Alemanha em 1996, teve sempre Luís de Freitas como seu responsável. Em 2001, o Montepio inaugura o seu Escritório de Representação em Frankfurt . Pertencendo à segunda geração de portugueses residentes na Alemanha, Luís de Freitas gere hoje uma rede de 20 promotores externos do banco. Foi também dirigente associativo e agraciado em 2004 com a medalha Portugaleser, prémio de mérito da Comunidade instituído pelo Portugal Post.
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Comunidade - Alemanha
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Maria Teresa Duarte Soares Professores de português no estrangeiro
Alemanha - Entre a comissão e a avaliação
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á no fim do segundo período – como este ano passou depressa!- e fazendo a retrospectiva de Setembro até agora, não há dúvida em afirmar que o presente ano lectivo se pode contar entre de um dos mais conturbados no historial do EPE. A há largo tempo alardeada passagem para o Instituto Camões teve por fim lugar a 1 de Fevereiro, assim como a confirmação de que os professores se encontravam, realmente, em comissão de serviço, facto que constava na legislação publicada a 28 de Julho de 2009, mas que necessitou da intervenção de juristas do Ministério dos Negócios Estrangeiros para ser finalmente considerado vigente. Os boatos de concurso em plano geral causaram também uma compreensível inquietação entre os docentes, dado que contavam
com a relativa segurança da renovação de contrato e viram-se, sem o esperar, confrontados com situação de terem de ir,talvez, para outra área ou até para outro país. Como os professores não são criaturas etéreas que se alimentam de ambrósia e habitam em árvores ou nascentes, emergindo semanalmente das nuvens para leccionar nos vários cursos da sua responsabilidade – embora muitas vezes pareça ser esse o conceito partilhado pelos responsáveis do EPE em Lisboa – preocuparam-se, e com toda a razão. Felizmente, o concurso geral não passou mesmo de um boato, tendo porém sido necessário um desmentido do Instituto Camões para esclarecer a situação e repor a tranquilidade. Porém, outro problema se aproxima, e a passos largos: a avaliação
dos professores do EPE, necessária, segundo a legislação em vigor, tanto para renovação de comissão de serviço como para efeitos de progressão na carreira. Com o atraso habitual, o ME iniciou há pouco a apresentação, discussão e negociação das regras orientadoras desse processo, tendo porém declarado que no próximo ano lectivo o mesmo passará para a responsabilidade do Instituto Camões. No momento, há a registar dois factos positivos no processo de avaliação: a possibilidade de ingresso e progressão na carreira, assim como a constituição de júris para avaliar os docentes, não sendo aceitável que esse poder se concentrasse apenas na coordenadora ou coordenador, como estava previsto no início . Restam cerca de dois meses e meio para o fim do ano lectivo. Durante esse tempo, terá de ficar
assente o processo de avaliação e dar-se-á lugar à execução do mesmo. Prazo curto ,demasiado curto para aplicar regras que são novas e que existem na teoria, mas nunca foram comprovadas na prática. Assim, em fins de Abril, a avaliação de professores, que tanta tinta fez correr em Portugal e que tantos protestos originou da parte dos docentes devido às injustiças que continha, chegará ao estrangeiro. Esperemos que os responsáveis tenham aprendido com a experiência e evitem repetir erros cometidos. E, caso na avaliação dos professores no estrangeiro se registem factores de carácter prejudicial, resta seguir o exemplo dos colegas em Portugal, protestando, fazendo valer os nossos direitos e defendendo, sempre, a nossa dignidade profissional.
Comunidade em Estugarda promove festa de solidariedade com a Madeira Piedade Frias, membro do Conselho das Comunidades Portuguesas eleita pela área consular de Estugarda, tem vindo a promover encontros com grupos de folclore em colaboração com um membro do Conselho Consultivo junto do Consulado-Geral de Estugarda , Patrick Costeira. O objectivo é formar uma futura federação de grupos de folclore para, em conjunto, apostarem na união e na qualidade do folclore luso naquela área. A mesma conselheira anuncia
uma festa de solidariedade para com os madeirenses que foram vímimas de uma catástrofe natural em Fevereiro último. A ideia nasceu no do 3° encontro dos grupos de Folclore que se realizou no Centro Português de Fellbach. A festa, que se vai realizar no dia 24 deste mês, terá como objectivo reunir fundos para as vítimas da catástrofe na Madeira e que terá lugar na Lindenbachhalle, Solitudestr.243, 70499 Stuttgart (Weillindorf).
Aqui fica o apelo à comunidade residente naquela área para participar naquela festa e, simultaneamente, ajudar os nossos compatriotas madeirenses. „Se se sentir nesta onda de solideriedade e quiser participar, junte-se a nós e traga um amigo. Contamos com o seu apoio”. apela Piedade Frias. Para mais informações sobre a festa de solidariedade e/ou a futura Federação de Folclore, contacte : Piedade Frias, Tel: 0711/8889895.
Fala o Leitor Piedade Frias, Conselheira do CCP em Estugarda
A importância da Língua Portuguesa É através da nossa língua e cultura que nos podemos manifestar no Mundo. Como todos sabem, o ensino da Língua Portuguesa junto das comunidades é de extrema importância, o qual deve continuar e cada vez com mais qualidade. Mas, e será por que devemos lutar, o ensino da Língua Portuguesa, como Língua estrangeira, também tem a sua importância. Na Alemanha, este ensino faz-se apenas em cerca de 5 escolas, mas mesmo assim já se sente que existe interesse em aprenderem a nossa Língua.
Piedade Frias
Para incentivar mais o interesse na Alemanha em aprender a Língua Portuguesa como língua estrangeira, os Conselheiros do CCP da Alemanha fizeram uma proposta ao
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. António Braga, para ser atribuído um prémio ao melhor aluno, de cada escola, do 12 Ano na disciplina de Português. Esta proposta foi aceite prontamente pelo Sr. Secretário de Estado, o qual se comprometeu a atribuir este prémio já a partir do corrente ano lectivo ( 2009- 2010), sendo este constituído por um conjunto de livros de autores clássicos e contemporâneos. Conselheira do CCP na Alemanha Piedade Frias
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PP Repórter Envie-nos a sua história
portugalpost@free.de O PORTUGAL POST errou Na edição de Março, nas fotos que ilustravam o artigo “Doze portugueses eleitos para os Conselhos Consultivos na NRW” a foto do candidato António Machado de Burscheid aparece repetida no lugar onde deveria aparecer a do candidato Manuel Machado de Münster . Surge ainda Paulo de Jesus Pinto como candidato eleito por Euskirchen, o que não corresponde à verdade. Eleito em lista individual foi Bruno Pinto, irmão Paulo de Jesus Pinto eleito pela CDU nas últimas eleições comunais para o “Stadtrat”. Por isto, pedimos desculpa aos visados e a todos os nossos leitores.
Comunidade - Alemanha
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
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Deputado socialista Paulo Pisco vista a Alemanha e participa em encontro luso-angolano e alemão O deputado do PS pela emigração na Europa, Paulo Pisco, esteve três dias na Alemanha, de 27 a 29 do mês que findou. Precisamente em Frankfurt no lançamento dos Encontros trilaterais de Economia e Sociedade, entre Portugal, a Alemanha e os principais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), neste caso, Angola. O encontro foi da responsabilidade conjunta da delegação da VPU Rhein-Mainz e do advogado Paulo Coelho. O evento trilateral contou com a presença de membros do corpo diplomático angolano, do Vice-Cônsul de Portugal, Abílio Ferreira, e de altos dirigentes do MPLA na Alemanha. A secção PS-Estugarda também se associou ao lançamento das conferencias. As instalações do Sporting Clube de Frankfurt e.V albergaram mais de quatro dezenas de convidados. No Domingo, 27, o deputado socialista visitou várias associações na Região de Estugarda, tendo confessado ao PP: „Tivemos um programa de visitas em cheio, com destaque para o grande acolhimento da caravana em Pforzheim, Weilhelm-Teck , Backnang e o festejado Clube Filatélico de Estugarda „,sintetizou. No encontro jantar de Frankfurt, o dinamizador da iniciativa, Paulo Coelho, destacou a importância da ronda mensal de debates e mostrou-se confiante no reforço dos laços económicos e culturais
entre Portugal, Angola e a Alemanha. Pinto Costa, da secção PS- Estugarda, destacou o novo ciclo de vida da estrutura política socialista. Tendo chamado a atenção da juventude para a necessidade de continuar a engrossar o número de militantes socialistas. „A nossa Secção comemora este ano o 35° aniversário, se bem que tenha atravessado períodos de baixa. Houve sempre alguém que, de uma maneira ou de outra, conseguiu manter a chama „, frisou. Depois de enaltecer o trabalho de equipe, Pinto Costa apontou: „ Estar pre-
União Lusitana Rhein Neckar e. V. O Grupo de Dança Crazy Kids está de parabéns
Desde 2005 que o grupo de dança prestigia o nome da associação pelos mais variados palcos onde actua sempre, espalhando ritmo e alegria. O grupo é coreografado por Sara Alves e Alexandra Cabral (ao centro na fotografia) a quem muito se deves nestes cinco anos de existência Uma palavra de apresso para os pais e mães, que fazem muitas vezes 30 e 40 km para trazerem os seus filhos aos ensaios e também ao sócio Dário Cabral que durante estes anos acompanha o grupo assumindo muitas vezes a logística do grupo.
Aspecto da mesa com Paulo Pisco e, à sua direita, os Vices – Cônsules de Portugal e de Angola sente e ajudar a nossa Comunidade na resolução de todos os problemas que afectam os portugueses preservar a nossa Língua, a nossa Cultura, não esquecer as nossas raízes de que muito nos orgulhamos. E, ao mesmo tempo, partilhar aqueles problemas - que não são poucos - que afectam a Comunidade , eis as razões do nosso compromisso político „, disse . Em seguida, teve a palavra o dr. Manuel Tito António, alto representante do MPLA na Alemanha. O dirigente angolano agradeceu a „ oportunidade „ para o estreitamento de laços entre os três países. Dirigindo-se a Paulo Pisco, Manuel Tito sublinhou a importância das relações económicas bilaterais.“ Oficialmente, estamos autorizados a ter contactos com Instituições alemãs e portuguesas, mas não decisórias. Quando forem traduzidos oficialmente, então, temos que ter a autorização do MPLA de Luanda. Isso quer dizer que todo o nosso trabalho é delegado a partir de Angola „, acrescentou. Com grande fair-play, o dirigente do MPLA-Alemanha diz que tem contactos e troca de informações com representantes de outros partidos de Angola residentes na Alemanha. Claro, há desavenças, é normal na política; mas estamos à procura de consensos sobre os problemas angolanos“. „ Como sabem, desde 2002 até 2009, Angola desfrutou de um crescimento económico da ordem dos 23 por cento/ ano. Sendo o único país de África com esse alto pico de crescimento. Nunca visto em África. Nesta óptica, o nosso trabalho aqui é também cativar investidores
para Angola em diferentes áreas: Agricultura, Saúde, Indústria, Pesca, principalmente“. Manuel Tito destacou o trabalho pioneiro da Embaixada de Angola na Alemanha na procura e apoio de investidores na Alemanha e Portugal, a partir do território alemão. Estamos disponíveis para apoiar todas as iniciativas de investimento em Angola, no privado ou em parceria com o Estado angolano, rematou.
Fortes relações com Angola, hoje Paulo Pisco agradeceu, a Paulo Coelho, a iniciativa de estreitar os laços de cooperação trilaterais. Bem como saudou as restantes personalidades lusitanas, angolanas - com destaque para a Vice-Cônsul de Angola em Frankfurt e Manuel Tito. Assim como a direcção empresarial da VPU. „ Este conclave é, de alguma maneira , um encontro inovador. Porque é uma plataforma que põe em contacto as nossas estruturas políticas de base, PS e MPLA, e as pessoas do país de acolhimento, neste caso os nossos amigos alemães. E com uma intenção: temos as Comunidades, o interesse económico e o interesse político. Temos uma proximidade cultural, temos afinidade, que nos vem do facto de aqui na Alemanha os portugueses e os angolanos estarem sintonizados, para lá do facto de os portugueses, que estão aqui há muito tempo, estarem particularmente entrosados na sociedade alemã. E isto proporciona este tipo de ligações. E eu acho também importante usarmos os partidos políticos com esta finalidade. Os partidos políticos basicamente são
instrumentos para organizar a sociedade e oferecer oportunidades às pessoas. E quando os partidos políticos conseguem alcançar estes objectivos estão a trabalhar bem. Porque se não houver esta finalidade de proporcionar novas oportunidades, de aproximar os povos, resolver problemas e de melhorar a situação das pessoas - então, os partidos políticos perdem um bocado a oportunidade. Este encontro vem num contexto muito importante. Acho que nunca como agora, a questão da Lusofonia, dos povos que falam Português, esteve tão presente. Este factor: o falar Português- esta identidade, laços e História partilhados - que nos unem, pode também constituir uma força para todos nós“, defende Paulo Pisco. „ A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é um ganho muito grande para a nossa projecção colectiva. Para a defesa dos nossos interesses comuns. A nível Global, não só a nível europeu“, reiterou. Paulo Pisco destacou também a recente criação da Confederação Empresarial dos Empresários do CPLP. „E isto são mecanismos que aproximam cada vez mais todas estas oportunidades que existem neste espaço. Portugal tem relações extraordinárias com Angola, hoje. Acho que temos todos a ganhar nesta criação de uma nova imagem de África e de Angola. Porque ela é merecida e justa. Temos grandes relações de amizade e sintonia política com o MPLA. E isto é muito importante para nós. A política tem que servir de alavanca para nós desfazermos preconceitos e aproximar os povos. „, rematou. F. Almeida Ribeiro
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Rui Paz, compositor e professor de música ao PP:
“O mundo é cada vez mais governado pelo poder do dinheiro Rui Paz, que os nossos leitores conhecem pelo seu trabalho enquanto membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, é músico, compositor e professor de harpa. É também um nome ligado a um movimento de protesto contra a guerra colonial que se manifestou através da ocupação de uma igreja em Lisboa. Neste mês em que se comemora mais um aniversário do 25 de Abril, o PP entrevista Rui Paz por ter participado num dos mais simbólicos movimentos de protesto contra a guerra colonial e e ser autor, conjuntamente com a poetisa Sophia de Mello Breyner , de uma canção contra a guerra que ficará ligada à libertação de Portugal do regime ditatorial que vigorou até ao 25 de Abril de 1974.
clandestinas em casa do arquitecto Nuno Teotónio Pereira e na noite de 31 de Dezembro os participantes na vigília começaram a chegar ao café Nicola no Rossio e a ocupar as mesas que iam ficando livres. A certa altura tinham ocupado já todo o café e antes da meia-noite começámos a sair em pequenos grupos para não dar nas vistas. Depois de atravessarmos o Rossio, entrámos na igreja de S. Domingos onde o cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Cerejeira, que era amigo pessoal do ditador Salazar então já falecido e fervoroso adepto do fascismo e da guerra colonial es-
PORTUGAL POST: Quer partilhar com os leitores o seu percurso como músico, compositor e professor de um instrumento original como é a harpa? Rui Paz: Desde muito cedo, tinha cinco anos, comecei a aprender música, a tocar a piano e a cantar em coros. Aos 12 anos já sabia que queria estudar música no Conservatório em Lisboa. Como era necessário tocar dois instrumentos comecei também a aprender harpa. Finalmente acabei por concluir o curso do Conservatório Nacional com 20 anos. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian aperfeiçoei-me em harpa no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris e estudei musicologia na Universidade de Vincennes, tendo posteriormente actuado na Orquestra da Fundação Gulbenkian e leccionado no Conservatório Nacional em Lisboa PP: E como é que veio para Alemanha e ser hoje um professor deste instrumento neste país? R.P.:Vim para a Alemanha no início dos anos oitenta concluir o mestrado em Ciências Musicais na Universidade de Colónia e frequentar o curso de composição algorítmica (informática) no Conservatório Robert Schumann em Düsseldorf. PP: Em que escola ensina e quem são os são alunos? R.P.: Logo que cheguei fui imediatamente convidado para leccionar harpa na Folkwang Musikschule em Essen e dirigir o teatro acústico, um projecto interdisciplinar que envolvia instalações musicais, música electrónica e música ao vivo. Os meus alunos são jovens músicos que actuam não só na Alemanha mas também no estrangeiro, na Finlândia, Rússia, Polónia, Itália, Hong-Kong ou Singapura. Neste momento a classe de harpa da Folkwang Musikschule é a maior e a mais premiada da Alemanha. PP: Em Portugal, o seu nome está ligado a um movimento de vigília numa igreja em Lisboa
contra a guerra que o antigo regime mantinha nas antigas colónias. Quer contar-nos como foi? R.P.: Eu era um dos poucos alunos do Conservatório que na altura me interessava pela situação politica, pois frequentava simultaneamente a Faculdade de Direito de Lisboa. Nalguns concertos ou acções de protesto sobretudo contra a guerra colonial as pessoas vinham ter comigo para eu ajudar na parte musical. Na preparação de uma vigília de protesto contra a guerra colonial na passagem do ano de 1968/69, um grupo de cristãos progressistas pediume para compor cânticos que as pessoas pudessem cantar imediatamente sem ensaios pois a vigília estava a ser preparada clandestinamente para evitar a repressão policial. Fizeram-se várias reuniões
tava a acabar de celebrar uma missa com meia dúzia de velhinhas. O mais intrigante para o cardeal era o facto de que quanto mais a missa se aproximava do fim mais a igreja se enchia de gente inclusive jovens. PP: Também está ligado a uma composição musical com texto de Sofia de Mello Breyner que na altura se cantava como manifestação contra a guerra. R.P.: Um dos cânticos entoados na vigília de S. Domingos foi a “Cantata da Paz”. A letra foi escrita pela poetiza Sophia de Mello Breyner que era minha vizinha no bairro da Graça em Lisboa. Durante várias semanas trabalhámos juntos. A Sophia recitava os versos que lhe iam surgido em voz alta e eu tentava descobrir os ritmos e as melodias mais adequadas de
modo a que os participantes ouvindo-as uma vez pudessem cantar logo lendo só o texto. A “Cantata da Paz” acabou por se tornar numa espécie de hino de protesto dos cristãos que estavam contra o regime e a guerra colonial e apesar de proibida na rádio, passou a ser regularmente cantada nas celebrações da capela do Rato e posteriormente gravada pelo padre Fanhais que também a tinha cantado na Vigília de S. Domingos. PP: O Rui Paz ficou ligado ao movimento de resistência contra o regime que foi derrubado a 25 de Abril de 1974. Hoje, para quem tem 30 ou menos anos não faz ideia de como era esse regime. Quer contar muito resumidamente como se processava essa resistência? R.P.: Toda a actividade política tinha de ser organizada clandestinamente. Basta dizer que os partidos políticos estavam proibidos. A policia política, a PIDE-DGS tratava de organizar ficheiros, prender, torturar ou assassinar as pessoas que se opunham ao fascismo e à guerra colonial. Greves e protestos dos trabalhadores eram proibidos e violentamente reprimidos. A emigração era feita na maior parte dos casos “a salto”, isto é, atravessando a fronteira de Espanha clandestinamente por serras e montes para não se ser apanhado pela polícia. Os jovens eram obrigados a ir para a guerra em Angola, Moçambique e Guiné onde muitos morriam ou ficavam estropiados para toda a vida, sem olhos, sem braços e sem pernas. As prisões estavam cheias de presos políticos. Quando surgiu a Revolução do 25 de Abril, só os 26 membros do Comité Central do Par-
tido Comunista Português em exercício na clandestinidade tinham passado no total 250 anos nas prisões do fascismo. É importante que a juventude conheça a nossa história para que Portugal não volte a passar por tanto sofrimento e para que a democracia instaurada com o 25 de Abril possa ser aprofundada no sentido de uma sociedade mais justa e mais fraterna ao serviço de todo o povo português e não de meia dúzia de banqueiros como acontecia no tempo do fascismo. PP: O facto de estar empenhado aqui na Alemanha nas questões da comunidade lusa quer dizer que a sua luta iniciada antes do 25 de Abril de 1974 não está concluída? R.P.: É evidente que a Revolução do 25 de Abril tem um valor universal ao ter instaurado as liberdades políticas, ao concretizar uma série de conquistas económicas, sociais e culturais e ao acabar com a guerra colonial em África, aspirações do povo português mas que hoje são comuns a todos os povos do mundo. Hoje, vivemos cada vez mais uma situação em que os valores e as conquistas democráticas, da justiça social e da paz se encontram em perigo. O mundo é cada vez mais governado pelo poder do dinheiro e não pelas legitimas aspirações dos povos. Enquanto portugueses com uma experiência tão rica de luta pela liberdade temos o dever de transmitir aos mais jovens os sentimentos democráticos e patrióticos que tornaram possível a Revolução de Abril de 1974. Mostrar-lhes que vale sempre a pena lutar por um ideal que seja justo e libertador. Mário dos Santos
PP: Fale-nos um pouco do instrumento. Que capacidades se deve ter para tocar esse instrumento? R.P.: A primeira dificuldade é que se trata de um instrumento caro. Uma harpa de concerto custa hoje a partir de 15 mil euros. A técnica e o sistema da escala nas cordas são muito semelhantes às do piano. Podemos dizer que nas 47 cordas encontram-se as teclas brancas do piano e que as teclas pretas são feitas através de um sistema de 7 pedais, cada um com três posições (sons diatónicos, sustenidos e bemóis). De resto é apenas necessário ter-se alguma musicalidade e capacidade motora nas mãos, nos dedos e nos pés. Eu costumo dizer aos meus alunos que os harpistas a exemplo dos futebolistas também tocam (jogam) com os pés.
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Crónica Por Cristina Krippahl
Os pecados inconfessáveis da igreja e afins
O
escândalo do abuso de menores por padres da Igreja Católica chegou a Portugal. Depois dos casos que vieram à tona nos Estados Unidos da América, na Irlanda, na Alemanha, na Áustria e na Suíça, era uma questão de tempo. Outras revelações se seguirão noutras partes do mundo, inevitavelmente. Aliás, a novidade não consiste no facto do abuso de crianças e jovens na igreja existir, mas de ele ter deixado de ser tabu. É evidente que não se trata de um problema inerente à Igreja Católica. É antes um problema inerente a instituições fechadas sobre si próprias, com estruturas antidemocráticas e autoritárias, às quais são entregues crianças indefesas. E que criam assim as circunstâncias que atraem quem tem determinadas tendências. Mas tanto faz quem administra o internato, o orfanato ou o reformatório. Se não houver uma fiscalização séria e independente, o problema não se resolve. E é aí
que a porca torce o rabo. Em Maio de 2001, na qualidade de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, ordenou aos seus bispos, que mantivessem o silêncio absoluto sobre casos de pedofilia dentro da Igreja, proibindo sobretudo que entregassem docu-
mentação às autoridades para fins de persecução dos padres criminosos. Esta atitude é sintomática para a prática milenar do Vaticano: não contam as vítimas, conta manter a aparência de que os homens (e digo conscientemente os homens, já que as mulheres não têm voto na matéria) desta organização são intocáveis,
O então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, ordenou aos seus bispos, que mantivessem o silêncio absoluto sobre casos de pedofilia dentro da Igreja,
planam numa esfera superior à do comum dos mortais e, na qualidade de intermediários entre estes e um hipotético deus, nunca podem ser postos em causa. É a maneira que encontraram para assegurar a obediência das «ovelhas». Cabe às autoridades dos países democráticos legislar de forma a que este procedimento seja por sua vez criminalizado: quem não denuncia um crime tão horrendo como o abuso sexual ou físico de menores, e, pior ainda, esconde as evidências e permite que a situação se eternize, deve, por sua vez, ser julgado por conluio. Ou que – como aconteceu na Irlanda e provavelmente não só naquele país – pressionaram as crianças a não denunciar os padres criminosos, obrigando-as a assinar juramentos de sigilo, tudo para proteger os abusadores. Mas a maior responsabilidade cabe aos pais. É um erro assumir que as vítimas se resumem a crianças desprotegidas e abando-
nadas em instituições de caridade ou em reformatórios, como provam os casos em internatos altamente prestigiados, ou aqueles nas dioceses. Pais católicos continuam relutantes em incluir os padres no número de todos os adultos desconhecidos nos quais as crianças não devem confiar. Um dos aspectos mais terríveis dos casos agora revelados, é a quantidade de pais que não só não notou o que se passava, como não acreditou nos filhos que o denunciaram. Talvez porque também os pais foram socializados de forma a ver em padres algo mais do que aquilo que são: homens, tão falíveis como qualquer outro, nem nem menos criminosos, com os mesmos vícios e as mesmas virtudes.A nenhuma mãe ocorre deixar a filha pequena sozinha num consultório com o médico ou encontrar-se com o professor em casa. E não é porque deva partir do princípio de que todos os médicos e todos os professores são pedófilos. É apenas por ser sensato. Publicidade
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Freixo de Espada à Cinta:
Vila mais manuelina de Portugal quer entrar nos roteiros do turismo cultural Freixo de Espada à Cinta está tornar-se num museu vivo em que os visitantes são convidados a passear pela história da „vila mais manuelina de Portugal“ que quer entrar com este legado nos roteiros do turismo cultural. O rumo está traçado e passa também pela ligação ao Oriente desta terra transmontana de onde partiram o primeiro navegador português a chegar à China, Jorge Álvares, e inúmeros missionários. Mais de uma centena de livros em chinês e sobre o Oriente trazidos nas missões vão ser disponibilizados ao público na biblioteca dos navegadores e missionários a instalar na igreja do Convento São Filipe de Nery. O monumento é um símbolo
do período manuelino da vila e será um dos pólos do Museu do Território e da Memória. Em declarações à imprensa, o responsável por esta área na autarquia, Jorge Duarte, salientou que em vez de um museu num espaço fechado, o município optou por contar a história da vila ao vivo, fazendo as pessoas circular num roteiro composto por vários núcleos. O passeio parte do coração do manuelino, o estilo arquitectónico que personifica um dos pe-
ríodos mais esplendorosos de Portugal, e que abunda na vila raiana transmontana com exemplares únicos como a Torre do Galo, com forma heptagonal, sobranceira à igreja matriz. A imponente igreja guarda no seu interior retábulos da Escola de Grão Vasco e apresenta uma dimensão muito superior aos tradicionais templos, acreditando-se ser „uma miniatura dos Jerónimos“, já que têm em comum dois arquitectos, segundo José Duarte. Igreja e Torre são o que resta do castelo e muralhas cujos blocos de granito estão dispersos pelas casas do centro histórico da vila com a arte manuelina nas portadas redondas. Um freixo (árvore) com uma espada presa no tronco alimenta naquela zona a lenda da origem do nome num cavaleiro de espada à cinta que terá descansado à
sombra daquele ou de outro freixo.Esse museu vivo tem ainda lugar reservado para a casa onde nasceu o poeta republicano Guerra Junqueiro, para a demonstração de todo o ciclo da seda, e poderá ser alargado no futuro às freguesias rurais. Em Mazouco, o ponte de interesse será o famoso „Cavalo“, a mais antiga figura rupestre junto ao Douro Internacional procurada sobretudo para visitas de estudo escolares. O presidente da Câmara, José Santos, aposta em articular o turismo cultural com a paisagem que há muito despertou o interesse turístico, mas ainda não consegue fixar o „turista do farnel“ das excursões, que pouco mexe com a economia regional. A festa das amendoeiras em flor é disso exemplo com enchentes de visitantes ao fim de semana
para apreciar o espectáculo natural, que tem cada vez mais locais preparados para esse fim. O município elaborou com a vizinha província espanhola de Salamanca a rota de miradouros, que permitem desfrutar da paisagem polvilhada pelo contraste de uma agricultura variada com assombrosos „fragaredos“. O autarca local acredita que estão a ser criadas condições para mudar o perfil do turista e prova disso é a lotação esgotada durante todo o verão nas pousadas da Gongida encaixadas na rocha junto à praia fluvial do Douro Internacional. Do lado espanhol, a oferta está também reforçada e ambos os lados têm num barco que passeia os turistas pelo rio o barómetro de que a procura aumenta e os visitantes começam a ficar alguns dias naquelas terras. Publicidade
Parabéns pelo 9º aniversário
Gupo Etnográfico Coração do Minho
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“Spínola queria eliminar fisicamente adversários políticos”, conta jornalista alemão António Spínola queria voltar ao poder através de um golpe de Estado e “eliminar fisicamente” os adversários políticos, disse à Lusa o jornalista Guenter Wallraff, que em 1976 se encontrou com o general na Alemanha, disfarçado de traficante de armas.
“Nas conversas que tive com ele em Dusseldorf, disse-me que precisava de armas para exterminar fisicamente os adversários”, garantiu Wallraff em entrevista à Agência Lusa, em Berlim. Em 1976, o jornalista, já então famoso pelas reportagens “undercover”, conseguiu infiltrar-se no MDLP liderado pelo ex-Presidente da República, disfarçado de nacionalista germânico que forneceria armas ao movimento. Wallraff recordou o episódio que serviu de base ao seu livro “Aufdeckung einer Verschwoerung - die Spínola Aktion” (“A Descoberta de uma conspiração, a acção Spínola”, ed. Bertrand, 1976), nas vésperas do 35.º Aniversário do 11 de Março, o golpe que levou o militar do monóculo a fugir do país e a criar o MDLP, uma força clandestina anti-comunista. “Eu estava a trabalhar numa cooperativa em Portugal, a Estrela Vermelha, e resolvi ir ao Norte, à Póvoa do Varzim, a um local de encontro dos terroristas”, contou Wallraff. O jornalista, hábil a representar, estabeleceu contacto com a organização de Spínola, dizendo que trabalhava para Franz-Josef Strauss, conhecido pelas suas posições conservadoras e líder dos democratas cristãos da Baviera. Conquistada a confiança dos interlocutores lusos, chegou a ter “encontros secretos” nas monta-
nhas de Portugal com os seus líderes, a quem prometeu armas. Regressado à Alemanha, em Março de 1976, Wallraff recebeu um telefonema, indicando que o “general Walter”, nome de código de Spínola, iria pessoalmente a Dusseldorf falar com ele e com os elementos da sua “organização”. Spínola chegou, “com a gola do sobretudo levantada, e de óculos escuros”, e só quando, no hotel onde se reuniram, tirou os óculos e pôs o monóculo que o celebrizou, Wallraff soube quem tinha pela frente. “Eu nem queria acreditar, era o lendário ex-Presidente da Re-
pública, o ex-guia da Revolução dos Cravos”, disse o jornalista alemão, hoje com 68 anos. Wallraff recordou ainda que as conversas que tiveram foram “escaldantes”, e que Spínola lhe disse que a sua organização já tinha pontos de apoio no Alentejo, e estava prestes a tomar o poder. O facto de Spínola lhe ter dito que queria armas para exterminar fisicamente os adversários levou depois a que as autoridades suíças, a quem Wallraff entregou provas, o detivessem e extraditasse mais tarde para o Brasil. Durante algum tempo,Wallraff também evitou ir a Portugal,“porque era perigoso”, diz, e mesmo na Alemanha foi alvo da fúria da extrema direita, que lhe incendiou o escritório e destruiu o arquivo. Mas o escritor e jornalista alemão continua a ter amigos em Portugal, adora Lisboa e revelou à Lusa que em breve irá a Lisboa visitar a filha do falecido cantor José Afonso, de quem foi amigo. “Tenho recordações muito nostálgicas de Lisboa, e quero voltar para desfrutar do ambiente da cidade”, disse Wallraff, lamentando a extinção das cooperativas criadas pela Reforma Agrária no Alentejo. “Os latifundiários voltaram, é trágico”, desabafou o jornalista alemão, que continua a ser uma figura polémica, e a pôr a nu injustiças sociais no seu país. FA
Álvares Cabral e descoberta do Brasil „entram“ em debate no parlamento alemão
SOS amigo chega 23 anos depois
A referência foi feita pela ministro dos Negócios Estrangeiros alemão que evocou Pedro Álvares Cabral para justificar o facto de incluir familiares, amigos e empresários nas suas delegações. Pedro Álvares Cabral e a descoberta do Brasil „marcaram presença numa discussão no parlamento alemão, onde o governo de Angela Merkel e o ministro dos Negócios Estrangeiros foram severamente criticados. O ministro Guido Westerwelle é acusado de incluir nas suas delegações que o acompanham ao estrangeiros familiares, amigos e empresários que fizeram largos donativos ao seu partido, o FDP. Reagindo às criticas, o também líder do FDP, que recentemente vi-
Um rapaz de 11 anos que vivia na antiga Alemanha de Leste gostava muito de ter um amigo e resolveu escrever uma mensagem e lança-la ao rio, dentro de uma garrafa. A mensagem demorou, mas chegou finalmente este ano às mãos de Yuri, uma criança de nove anos.Inspirado pelas mensagens e postais que cruzavam com a ajuda de balões o muro que dividia as duas Alemanhas, o jovem Marko olhou para o rio que passava perto da casa dos pais e no dia 3 de Janeiro de 1987 escreveu uma carta, guardou-a numa garrafa e esperou que a corrente fizesse o resto. Aos meios de comunicação social, Marko Bode, hoje engenheiro eléctrico de 34 anos, diz que achou excitante a ideia de não saber onde
sitou o Brasil, evocou o descobridor português que fez-se acompanhar por 13 naus e lembrou que os portugueses já sabiam que para salvaguardar os interesses de um país no estrangeiro é aconselhável levar uma delegação.
A oposição retorquiu, acusando o chefe da diplomacia germânica de nepotismo, isto numa altura em que, segundo uma sondagem, 50 por cento dos alemães disse não concordar com as atitudes de Westerwelle.
a carta iria parar e se alguém lhe responderia, se calhar um amigo, do outro lado da fronteira, na Alemanha ocidental. Ao todo, enviou cinco garrafas, mas só se voltou a lembrar do caso quando um amigo viu a história nas notícias.A carta tinha encontrado um destinatário 23 anos e 42 quilómetros depois.Yuri, uma criança de nove anos descobriu a garrafa, levou-a para casa, onde o pai a partiu com um martelo. Dentro estava a tal carta, em busca de um amigo, assinada por Marko Bode em 1987. A garrafa terá ficado presa nas margens do rio durante todos estes anos até que se soltou com as cheias deste Inverno. Resta saber se as outras quatro garrafas de Marko ainda vão chegar ao destino.
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Bilhões de marcos alemães ainda não foram trocados por euros Oito anos depois de notas e moedas de euro entrarem em circulação na Alemanha, são cerca de 13,6 bilhões de marcos alemães ainda estão para ser trocados pela moeda europeia. Isso é o equivalente a quase 7 bilhões de euros ou cerca de 175 euros por cada lar alemão. Muitos alemães mais idosos têm um carinho especial pela moeda forte que lhes trouxe riqueza e prosperidade depois da guerra. „Há muitas pessoas da antiga Alemanha Ocidental que ainda nutrem um sentimento nostálgico em relação ao marco alemão. Algumas pessoas têm até mesmo notas de grande valor emolduradas nas paredes de casa“, diz o psicólogo especializado em economia Alfred Gebert, da Universidade de Münster. Mas ele também acredita que há uma série de outras explicações menos nobres para o fenómeno, como esquecimento, letargia e até mesmo medo de complicações burocráticas. Guido Kiell, psicólogo de finanças da empresa especializada em pesquisa de mercado Grass Roots, destaca o afecto pelo dinheiro como causa do fenómeno. „Não
acho que tem alguma coisa a ver com o amor ao marco alemão. O custo psicológico de trocar esse dinheiro é maior do que a real vantagem que eles vão tirar dela“, explica. „É como no caso de restituição de impostos e taxas. Demora apenas meia hora para preencher os formulários, e os be-
que os cidadãos esvaziem os seus cofrezinhos ou troquem o dinheiro antigo guardado debaixo do colchão. „Na maioria dos outros bancos centrais, da zona do euro não há limite de tempo para trocar marcos alemães por euros“, lembra Adelheid Sailer-Schuster, chefe do escri-
nefícios serão muito superiores que o custo do tempo gasto, mas mesmo assim, acaba-se relutante em providenciar os papéis“, diz Kiell. Essa relutância em fazer hoje o que a pessoa pode fazer amanhã parece ter sido incentivada pela determinação do Banco Central alemão em não fixar um prazo para
tório de Hamburgo do Deutsche Bundesbank, o banco central da Alemanha, em entrevista ao jornal Hamburger Abendblatt. „Não há necessidade de pressa. A troca pode ser feita em 50 ou em 100 anos“, acrescenta a economista. E, em muitos aspectos, é exactamente esse o problema. No ano passado, cerca de 158,5 mi-
Publicidade é um investimento e não uma despesa
lhões de marcos foram trocados por euros. Parece uma soma enorme, mas é realmente apenas uma gota no oceano, em termos relativos. Outra barreira subjectiva é a impossibilidade de se realizar a operação de câmbio num banco regular. É necessário ir uma das 53 filiais do Bundesbank. „Isso também é um factor psicológico. Mesmo que, na prática, você tenha que viajar apenas duas estações de metro a mais“, diz Kiell. „Porque você tem a certeza que ainda pode fazer a troca nos próximos 10 anos“, completa. O psicólogo Alfred Gebert acredita que alguns alemães também temem a burocracia em que podem se envolver ao recorrerem a uma instituição estatal. „Muitas pessoas pensam que será um processo muito mais demorado do que realmente é“, acredita. Grande parte dos marcos desaparecidos pode ter sido simplesmente esquecida. Gebert admite que ele mesmo tem nas suas estantes algumas notas antigas, enfiadas em livros, como marcadores improvisados de leituras passadas.
Outros podem ter razões fiscais para „esquecer“ o seu dinheiro por um tempo. „Alguns comerciantes esconderam o dinheiro que não declararam, e mais tarde os seus filhos podem ter vendido as lojas sem saber o que estava escondido lá dentro“, especula Gebert. Ainda permanece um mistério quanto tempo deve levar para que todas as notas antigas apareçam efectivamente. No ritmo actual, poderá levar cerca de 70 anos até que todas elas sejam convertidas. Cerca de 30% por cento das notas e moedas estão possivelmente no exterior, bem longe da filial mais próxima do Bundesbank. Segundo os especialistas, o melhor conselho é mesmo desenterrar o dinheiro e trocá-lo o quanto antes, já que tudo indica que o valor dos marcos alemães deve diminuir nos próximos anos. „Pode haver ainda algumas pessoas que pensam que o marco é um investimento mais seguro ou que será reintroduzido. Porém essa mentalidade tem algo de altamente patológico“, avalia Guido Kiell. Julie Gregson Cortesia DW
Maria Santos Hamburgio
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Economia e Negócios
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
ITB – Bolsa Internacional de Turismo
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Turismo:
O Secretário de Estado do Turismo acredita na retoma do Madeira com “trabalho acrescido” na mercado emissor alemão ITB Berlim para recuperar clientes O Secretário de Estado do Turismo acredita na retoma do mercado emissor alemão para Portugal, em 2010, depois de uma quebra de cerca de sete por cento de turistas provenientes da maior economia europeia, no ano passado. “Sentimos por parte do mercado alemão alguma retoma, alguma maior disponibilidade para fazer viagens de lazer”, disse Bernardo Trindade na Bolsa Internacional de Turismo de Berlim, após contactos com os principais operadores germânicos. “O mercado alemão é um mercado importantíssimo para Portugal, sobretudo para um conjunto de regiões turísticas de enorme relevância, designadamente o Algarve e a Madeira”, disse Bernardo Trindade, lembrando que os operadores alemães representam cerca de 75 por cento das dinâmicas de procura.O Secretário de Estado anunciou também que a verba a investir na promoção do turismo português na Alemanha será sensivelmente igual à do ano passado, 2,5 milhões de Euros, repartidos pela iniciativa privada, pelas agências regionais de
Secretário de Estado do Turismo, Benardo Trindade
turismo e pelo Turismo de Portugal. “Este ano vamos negociar com base no entendimento entre as diversas regiões, as quais têm planos de promoção que contratam com os operadores, propondo-nos juntar esses planos e fazer a respetiva negociação sobre a égide do Turismo de Portugal”, anunciou o responsável da tutela. Portugal estreou na ITB, a maior bolsa de turismo do mundo, a nova imagem-padrão dos seus “stands” de representação internacional.mO espaço lusa passou a in-
cluir ecrãs de plasma, molduras digitais e um “Dream Panel” onde passam imagens do país. Futuramente terá também jogos interactivos, para despertar mais a atenção dos visitantes, novidade que ainda não surgiu na ITB. No “Stand” português, que tinha uma área de cerca de mil metros quadrados, estavam presentes mais de 50 operadores nacionais, e ainda as sete regiões turísticas (Açores, Alentejo, Algarve, Centro, Lisboa, Madeira e Porto e Norte de Portugal), FA
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A Madeira aproveitou a presença na Bolsa Internacional de Turismo de Berlim (ITB), para esclarecer operadores e e clientes obre os trabalhos de reconstrução que se seguiram à tempestade de 20 de Fevereiro, de efeitos devastadores. “Estamos a fazer um trabalho acrescido junto de operadores, clientes e destinatários da informação para compensar a falta de visibilidade das boas notícias, que nunca são ultrapassadas pela má notícia inicial”, disse a secretária regional do turismo. madeirense. Conceição Estudante sublinhou também que as pessoas neste momento apreciam e valorizam a forma como a Madeira reagiu, e até já se fala de um case study,por ter sido reposta a normalidade num curto espaço de tempo”. A Madeira esve presente com mais de 20 operadores turísticos, sob a égide da associação de promoção de turismo da região autónoma, na ITB 2010, o maior certame mundial do género. A Madeira ocupou o terceiro lugar no número de dormidas de
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turistas alemães em Portugal em 2009, com 19,7 por cento, logo a seguir ao Algarve (40 por cento) e a Lisboa (23,7 por cento). A catástrofe natural que assolou partes da ilha, nomeadamente a baixa do Funchal e a Ribeira Brava, a 20 e 21 de fevereiro, causando mais de 40 vítimas mortais, levou a alguns cancelamentos de reservas de viagens na turísticas de alemães. Segundo Conceição Estudante, e alguns operadores turísticos , o número de anulações foi reduzido, o que ficou também a dever-se ao facto de as agências de viagens terem permitido aos clientes mudar a data das estadias, mas não indemnizar os desistentes. FA
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Comprar casa em Portugal Continuação da edição de Fevereiro Registos Provisórios e Seguros Após a aprovação do empréstimo deverá proceder, na Conservatória do Registo Predial da área onde se situa o imóvel, aos registos provisórios da transmissão da propriedade a seu favor e da hipoteca a favor do banco. Estes registos são válidos por seis meses, a contar da data da formalização do pedido e o seu custo é suportado pelo promitente comprador. O banco exigir-lhe-á, igualmente, um seguro de vida dos subscritores do empréstimo e um seguro de incêndio do imóvel a financiar. Imposto Municipal Sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) Antes da realização da escritura pública de compra e venda, e no caso de não estar abrangido pelo regime de isenção, deverá proceder ao pagamento do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), que é calculado por uma taxa correspondente ao valor de aquisição do imóvel. A liquidação do imposto é provisória, podendo vir a ser corrigida oficiosamente pela Administração Fiscal após a transmissão do imóvel, logo que seja efectuada a avaliação definitiva do mesmo nos termos e com base nas regras do Imposto Municipal sobre Imó-
veis. Escritura Chegada a altura de realizar a escritura pública de compra e venda no notário, necessita de reunir a seguinte documentação: * Certidão do teor da descrição predial e das inscrições em vigor, emitida pela Conservatória do Registo Predial com antecedência não superior a seis meses; * No caso de recurso a crédito à habitação cópia, autenticada pela Conservatória do Registo Predial onde o imóvel está registado, dos pedidos de registos provisórios da transmissão de propriedade do imóvel a seu favor e da hipoteca a favor da entidade bancária. Os registos caducam seis meses após o pedido, devendo a escritura ser celebrada nesse prazo para evitar os custos de novos pedidos; * Caderneta predial actualizada ou certidão do teor da inscrição matricial emitida com antecedência não superior a um ano; * No caso de prédio omisso, o duplicado da participação para a inscrição na matriz, que tenha aposto o recibo do Serviço de Finanças, com antecedência não superior a um ano ou outro documento dela emanado, autenticado com o respectivo selo branco;
* Licença de utilização do imóvel, se a construção do mesmo tiver sido concluida após 13/08/1951; * Declaração para liquidação do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), acompanhada do correspondente comprovativo de cobrança. Havendo lugar a isenção deste imposto, dependente de reconhecimento prévio, deve ser apresentado documento comprovativo desse reconhecimento; * Ficha técnica da habitação, quando a finalidade é aquisição de imóvel destinado a habitação, a construção do imóvel tenha sido concluída após 13/08/1951 e, à data de 30/03/2004, não exista licença de utilização ou requerimento apresentado para a sua emissão. * Apólices do seguro do imóvel e de vida. No momento da realização da escritura pública de compra e venda e, no caso de haver lugar a recurso ao crédito, têm lugar dois tipos de contratos: um contrato de mútuo com hipoteca e que é celebrado entre o comprador e o banco e em que este assume a posição de credor em relação àquele; um contrato de compra e venda, através do qual o comprador assume a posição de proprietário do imóvel. O contrato de mútuo que pode ser efectuado por
documento particular, com menor custo para o comprador, uma vez que é ele que suporta o custo financeiro da realização da escritura pública de compra e venda, estipula tudo o que se relaciona com a dívida contraída, o valor da taxa de juro, suas regras de indexação, o prazo de pagamento, etc. Imposto do Selo Aquando da realização da escritura pública de compra deverá pagar ao notário o Imposto do Selo de 0,8% sobre o preço de transacção do imóvel e, no caso de recurso ao crédito, será debitado na conta à ordem pelo Imposto do Selo de 0,6% sobre o montante do crédito utilizado. Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) O imposto municipal sobre imóveis (IMI) é anual, constitui receita dos municípios onde se localizam, incide sobre o valor patrimonial tributário constante da matriz predial e é calculado multiplicando esse valor por uma percentagem que pode ir de 0,4% a 0,8% (prédios urbanos) ou de 0,2% a 0,5% (prédios urbanos avaliados pelas regras do Código do IMI). No caso de o imóvel se destinar a habitação própria e permanente do agregado familiar ou a habitação para arrendamento, pode o novo pro-
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prietário, no prazo de 60 dias, a contar da data da realização da escritura pública de compra e venda, requerer no serviço de Finanças a isenção do pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI). Garantia O imóvel está sujeito a um período de garantia de cinco anos de forma a responder por eventuais defeitos motivados por erros de construção ou de execução. A denúncia deverá ser formalizada pelo comprador junto do vendedor até um ano depois de conhecido o defeito. No caso de não haver acordo o comprador tem o prazo de um ano após a denúncia para propor acção judicial para reparação, substituição ou indemnização. Hipoteca Após a liquidação do empréstimo bancário, o banco deverá emitir um documento em que renuncia à hipoteca constituida a seu favor – distrate da hipoteca - e no qual declara liquidada a dívida. Este documento deverá ser entregue pelo proprietário na Conservatória do Registo Predial para efeitos de se proceder ao cancelamento do registo hipotecário, deixando assim o banco de ter quaisquer direitos sobre o imóvel. Michaela Azevedo Ferreira
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PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
José Gomes Rodrigues
Assistente Social Caritas Neuss
Exmo Senhor Director do Portugal Post Mais uma vez me dirijo ao nosso jornal para pedir algumas informações sobre a minha reforma. Aproveito também para vos agradecer as muito úteis informações que me foram facultadas no Jornal de Setembro de 2008 no Nr. 170. Nasci em Junho de 1946. Era minha intenção ter-me desligado já do mercado de trabalho, mas como a firma tem tido muito trabalho não o fiz. Juntei muitas horas extraordinárias para que pudesse prolongar mais o meu tempo livre. Não as quis receber em dinheiro pois como estou numa classe de impostos em que desconto muito preferi assim. Com o acordo da empresa, encontro-me em casa, mas permanecerei ligado à empresa até a idade da minha reforma que será, se Deus quiser, em Julho de 2011. Encontro-me na Alemanha desde 1973 e sempre empregado. Nunca estive nem um mês no desemprego. Trabalhei em Portugal de 1960 a 1964. Trabalhei em Moçambique como torneiro mecânico até 1967. De 1967 a 1971 fui militar no ultramar tendo trabalhado de novo em Portugal até 1973, altura em que vim para a Alemanha com um contrato no bolso. Como desejo regressar a Portugal tenho as seguintes questões a colocar: Quando e onde deverei requerer a reforma? Que elementos são necessários a apresentar? Que descontos serão feitos sobre a minha reforma? Terei algum corte na reforma se regressar a Portugal? Que deverei fazer para que a reforma seja enviada com segurança para Portugal? Como é com os tempos de serviço militar e os tempos em que trabalhei em Moçambique? Será que receberei uma só reforma? Agradecia uma resposta a esta carta agradecendo também o anonimato. Leitor devidamente identificado Amigo leitor: A sua carta mereceu-nos a melhor das atenções. Muito obrigado pela fidelidade e confiança no PP.Alegra-nos que o compatriota tenha a certeza de se sentir como membro duma grande família que são os leitores e admiradores do jornal. Permita que lhe de os parabéns pela sua longa vida laboral. Tudo somado são quase 5 décadas continuas. Bem merece um merecido Outono e que possa colher
nesse tempo e por muitos anos os frutos do seu esforço. Procurámos contactá-lo telefonicamente, mas através do número que nos indicou foi-nos impossível. Não quisemos que o amigo esperasse tanto tempo pela resposta escrita. São várias as questões que nos põe e vamos tentar ser concisos e claros.
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que o processo de transferência seja ultimado. Claro que •Constituição do estrato total de descontos receberá duma vez as prestações que lhe terão sido reti•Quando e como requerer a sua reforma das. Terá também de informar caixa de doenças da sua de•Quais os descontos sobre a sua pensão acisão, para que a assistência médica, no futuro, seja assu•Em caso de regresso a Portugal mida pela caixa de Segurança •Serviço militar e reforma Social da sua nova residência. Esta lhe dará indicações atra•Tempos de trabalho em Moçambique vés dum formulário própria que entregará na sua caixa em Constituição do estrato total de descontos • A que Pensões terei direito Portugal. A caixa de reformas contiO primeiro passo que deverá efecnuará a reter os descontos até que banco em questão em como tem lá a tuar é o requerer os tempos totais de não receba indicações suas em como sua conta e com as indicações do núseguro para a reforma. Para tal basta tem uma reforma portuguesa e que mero e do IBAN. uma pequena carta a enviar ao LVA esta lhe dá o direito a receber assisPara facilitar o desenrolar do proUnterfranken em Würzburg, que é a tência médica por outra Pensão, no cesso de reforma, e conforme a nossa entidade responsável pela administraseu caso, a portuguesa.. Geralmente experiência, convém apresentar a ção dos processos de reformas para conta que possui na instituição alemã. o seguro devolve-lhe as prestações os cidadãos portugueses na Alemanha Logo que decida regressar a Portugal, que terão sido descontadas, desde a e que tenham vindo directamente de data em que fixou residência em Porbasta uma cartinha aos correios que Portugal para aqui. No final menciotugal e a caixa portuguesa assumiu a a caixa indicar para fazer a nova naremos o endereço posta desta inssua assistência médica e, claro, a das transferência bancária indicando o tituição que para nós portugueses a seus familiares agregados. seu banco em Portugal com todos os viver e a trabalhar na Alemanha tem dados das sua conta. Os correios gemuita importância. Esta instituição irá ralmente pedem um certificado próenviar-lhe um formulário que o seServiço militar e reforma prio do banco. Não deverá ser difícil nhor terá de preencher o mais minuO reconhecimento dos tempos de já que muitos bancos portugueses ciosamente possível, indicando os serviço militar prestado quer em mantêm na Alemanha uma representempos de emprego no estrangeiro, a Portugal continental, quer no antigo tação ou sucursal. direcção das firmas, o ramo de trabaultramar, é importante, tanto aqui na lho e para que caixa foram executaAlemanha, como em Portugal. Esses dos os respectivos descontos. tempos são considerados, antes de Quais os descontos sobre a sua pensão mais, como períodos de garantia. Ou Durante a sua residência na Alemanha seja, contam como tempo de desconterá de efectuar da sua reforma os Quando e como requerer a sua reforma tos mas não interferem na importândescontos normais para a caixa de Geralmente bastam três meses antes cia a receber da sua reforma alemã. doença e para a caixa de cuidados inde completar o tempo a que tem diPara a caixa de pensões em Portugal tensivos. Só 50% dos descontos para reito à sua merecida reforma, ou seja estes períodos poderão contar para o mês em que completa os 65 anos. a caixa de doenças pois a outra meaumentar, mas minimamente, a sua tade é subsidiada pela sua reforma. O O primeiro mês de reforma é para si reforma, dentro de diversas condivalor dos descontos para os cuidao mês de Julho, em virtude de ter nasções e somados aos outros períodos dos intensivos dependem de ter educido em Junho. A reforma será transdescontados. cado algum filho, por isso é-lhe ferida para a conta que indicou no pedido, no acto do requerimento, Como o amigo tem bastante tempo requerimento: Será paga só no fim de disponível, como imaginamos, queira uma certidão de nascimento de um cada mês, para o mês que finda. Para averiguar se todos os seus tempos dos filhos. A transferência bancária a requerer basta dirigir-se aos serviestão já declarados junto da LVA para Portugal é gratuita a não ser que ços camarários da sua cidade ou conalemã, através do formulário E 205, algum que outro banco em Portugal celho, identificar-se com o respectivo como antes indicámos. Se faltarem os Bilhete de Identidade ou passaporte. cobra algo pela transferência. Pela tempos de tropa ou outros, não heparte alemã não lhe cobrado um cênDeverá ir munido com o um dos exsite em pedir a sua inclusão. timo sequer. tractos dos descontos do seu seguro Para tal aproveite nas férias para se de reforma, que entretanto terá já em dirigir ao quartel da sua região e reseu poder. Podem exigir-lhe uma cerEm caso de regresso a Portugal queira uma certidão sobre os seus tidão de casamento e uma certidão Antes do seu regresso a Portugal, dede nascimento dum dos seus filhos. verá com uma certa antecedência, tempos de serviço militar. Eles possuem toda a documentação em arDeverá dar também as indicações da transmitir por escrito aos correios quivo. Entregue essa declaração ao instituição bancária para o qual quer sua nova conta bancária. Logo após a seu Centro Distrital de Segurança Soque seja transferida a reforma. Geralcomunicação do regresso, o pagacial com o pedido de a enviarem para mente é exigido um certificado do mento da reforma será congelado até
Lisboa, para a Caixa Central de Pensões. Tempos de trabalho em Moçambique Verifique nesse extracto se os tempos de trabalho em Moçambique estão também incluídos. No tempo em que trabalhou lá, Moçambique era considerada território ultramarino nacional. Por isso, se lhe fizeram devidamente os descontos para a reforma, estes deveriam estar também inscritos nos serviços centrais em Lisboa. Se não for o caso, tente que lhes sejam incluídos. Terá, para tal, de comprovar, junto da caixa portuguesa, esses tempos através de folhas de pagamento, contratos de trabalho ou outro desse tempo. A que Pensões terei direito .Conforme a sua carta o amigo tem direito a duas reformas separadas. A pensão mínima e da caixa Nacional de Pensões e a pensão a que tem direito dos descontos na Alemanha. Se tivesse acumulado tempos de trabalho e de descontos também na Franca ou noutro pais membro da Europa comunitária o tempo suficiente para ter direito à uma pensão, conforme a legislação daquele pais ou daqueles países, acumularia uma outra pensão. Procure também, se for o caso, o apoio dos Serviços Sociais do seu consulado. Eles são a instituição privilegiada e competente, não só para o informar devidamente, como para servir de intermediária entre as instituições alemãs e as de Portugal. Pode ter a certeza que os seus funcionários são solícitos e competentes. Às vezes basta um telefonema! Resta-nos desejar-lhe uma óptima estadia em Portugal junto dos seus enteas mais queridos e dos seus amigos e que possa ainda e por muitos anos, realizar os sonhos que o tempo intensivo de trabalho o impediram de efectuar. Continue fiel, mesmo em Portugal à família dos nossos leitores. A caixa de Pensões alemã, responsável pelos segurados que antes de virem para Alemanha tenham descontado em Portugal LVA Unterfranken Friedenstraße 12-14 97072 Würzburg Publicidade
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PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
Citações do mês
Agenda Tome Nota
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem Mário Quintana Pena é não haver um manicómio para corações, que para cabeças há muitos Florbela Espanca
Abril 2010 1/30.04.2010 – HAMBURGO Onde o Mar encontra a Terra -Exposição de fotografia de Hans-Jürgen Odrowski . Consulado-Geral de Portugal . Büschstr. 7 . 20354 Hamburg 10.04.2010 – RHEINE – Grande Festival de Folclore com a ptresença de 13 grupos da Alemanha e Holanda. Local: Kopernikussporthalle, Schützenstr. Música ao vivo com o grupo “Trio Cabrita”. Cozinha tradicional e tômbola. Uma grande festa de família. Iní-
cio: 16h00. Org.: F.F. Âncora do Mar. 10.04.2010 – BERLIM – Actuação do Grupo A Alma do Fado. Local: Philharmonie Kammermusiksaal , Herbert-vonKarajan-Str. 1 ,10785 Berlin 10.04.2010 – HANNOVER Festival Internacional de Folclore. Local: Freizeitheim Döhren- An der Wollebahn 1. Início: 16h00. Org: Casa de Portugal e Rancho Sol Nascente.
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A CASA DA RÚSSIA John le Carré Preço: 13,50 Publicado em 1989, apresenta os meandos de espionagem e contra-espionagem entre o Ocidente e a antiga União Soviética. John le Carré arrasta-nos, uma vez mais, para o seu mundo secreto e faz dele o nosso. Em Moscovo, Leninegrado, Londres e Lisboa, numa ilha da costa do Maine que pertence à CIA, e no coração do próprio Barley Blair, Carré desenvolve não apenas uma história de espionagem, mas uma alegoria do amor individual confrontado com atitudes colectivas de beligerância. TRAVESSIA DE VERÃO Truman Capote PREÇO: 11.50 Obra póstuma e inédita, Travessia de Verão é um primeiro romance precoce e seguro que mostra o sentido implacável da narração de um dos maiores escritores do século XX. Os seus fraseados imaculados, a sua crua ironia e a sua visão das subtilezas das diferenças de classe anunciam os futuros triunfos de Capote. Digno de um lugar em qualquer estante de um leitor de Capote, este é, em todos os sentidos, um tesouro perdido e reencontrado.
AVENTURAS DE SHERLOCK HOLMES Preço: 11.50 Aventuras de Sherlock Holmes é uma colectânea de 12 contos de aventuras publicada em 1892. Os contos foram originalmente publicados na revista Strand Magazine, nos anos de 1891 e 1892.
Manuel Alegre Preço: € 11,50 As memórias de infância. Os cheiros, as vozes, as emoções de um tempo em que o tempo não tem fim e o significado está presente nas mais pequenas coisas. Todas elas ficam sempre, como marcas na alma, princípios que norteiam a vida. A nostalgia dos lugares mágicos da infância. De Alma, vila encantada onde convive tradição e subversão, melancolia e audácia, crendices, ideologia e futebol... Pela voz audaciosa de quem não receia dar-se a conhecer, chegam-nos ecos de um Portugal dividido entre a República e a Monarquia, um país que era, á época, o mundo de uma criança expectante e atenta. De Alma, partiu toda a sua vida.
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A Cidade e as Serras Eça de Queiros O romance foi publicado em 1899 (um ano antes da morte de Eça) na Revista Moderna, e saiu em livro em 1901. Pertence à última fase do escritor, quando Eça se afasta do realismo e deixa a crítica dura que fazia à sociedade portuguesa da época. Anónio Lobo Antumes Os Cus de Judas Preço: € 11.50 António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1942. Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria. Exerceu, durante vários anos, a profissão de médico psiquiatra. Em 1970 foi mobilizado para o serviço militar. Embarcou para Angola no ano seguinte, tendo regressado em 1973. Em 1979 publicou os seus primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; imediatamente o transformaram num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional. Miguel Torga Bichos Preço: € 11.50 «Querido leitor: São horas de te receber no portaló da minha pequena Arca de Noé. Tens sido de uma constância tão espontânea e tão pura a visitá-la, que é preciso que me liberte do medo de parecer ufano da obra, e venha delicadamente cumprimentar-me uma vez ao menos. Não se pagam gentilezas com descortesias, e eu sou instintivamente grato e correcto (…)»
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Aprenda aProteger-se Orações para Todos os Males Contra a Inveja e Mau-Olhado Formato: 14x21cm Formato: 15,5 X 23 cm Páginas: 90 Paginas: 156 Preço: 22,00 € Preço: 19,90 € Por razões de saúde, familiares, afectivas, materiais ou espirituais, Nas alturas de maior fragilidade, há que todos mpassamos em algum momcriar uma protecção efectiva contra os mento por situações difíceis. Nesta possíveis efeitos das energias negativas. obra encontrará uma centena de oraNeste livro damos-lhe conhecimento de ções adequadas a cada caso. Orações mantigos amuletos, fórmulas, rituais prátipara encontrar mcompanheiro/a, cos, orações e rezas especiais mpara que possa repelir esse encantamento para conseguir casar-se com o seu namaligno. morado, pela paz da família, contra doenças, etc.
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Eça de Queirós A CIDADE E AS SERRAS Preço: 11.50
CONTOS POPULARES PORTUGUESES Preço: 11.50 Contos Populares Portugueses são contos de todos os tempos e de todas as idades. Uma obra que nos devolve o imaginário e o maravilhoso da nossa cultura popular, e de que faz parte, entre outras, «História da Carochinha», «A Formiga e a Neve», «O Coelhinho Branco», «A Raposa e o Lobo», «O Compadre Lobo e a Comadre Raposa» e «Os Dois Irmãos».
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Como Cortar Trabalhos de Bruxaria Formato: 14x21cm Páginas: 152 Preço: 25,00 € Um ritual de magia negra posto em acção contra alguém pode prejudicar avítima e destruir a sua vida de forma brusca e surpreendente. Todas as áreasestão sujeitas a ficar afectadas. Tudo à sua volta parece ruir. E, mais graveainda, a vítima de magia negra não consegue encontrar forças para reagir. Neste livro de carácter prático, a autora apresenta rituais fáceis de executar quepermitem criar uma aura de protecção.
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Vidas
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
Deitamo-nos na cama que fazemos Olá Portugal Post! Vocês têm sido a minha companhia desde que me encontro na prisão. Leio o jornal todos, todas as linhas, de fio a pavio, e é pena que seja só mensal. Também vos queria agradecer o envio do jornal apesar de estar em falta com a assinatura. Por isso peço-vos que esperem até que eu possa pagar a ultima factura da minha assinatura. Tenho lido as histórias de vida que os leitores escrevem no Portugal Post e pensei também escrever a minha, o que fiz. Quando dei por ela ia já na décima folha, logo pensei que seria muito. Mas mesmo assim enviovos e peço-vos para retirar dela o essencial para publicação. Também vos peço para não divulgarem o meu nome nem o estabelecimento prisional onde estou. Agradeço-vos muito por isso. Sou casada e separada e tenho três filhos em Portugal que já não os vejo há cerca de cinco anos, isto é, desde que vim para aqui tentar a minha sorte. Morava numa terriola do centro de Portugal e trabalhava numa fábrica que de um momento para outro fechou colocando dezenas de pessoas sem trabalho. Depois de dois anos de ficar desempregada separei-
me do meu marido e fiquei numa situação muito complicada sem saber o que fazer à vida. Um dia conheci um homem que me disse estar de férias do pais onde estava emigrado. Imagina-se que, para encurtar a história, comecei a ter uma relação com esse homem que me dizia que trabalhava na Suíça. Tive com ele cerca de dois meses em Portugal. No fim, quando se despediu de mim, disse-me que se eu um quisesse ir ter com ele que me telefonasse que me poderia arranjar qualquer coisa . Assim fiz. Entreguei os meus filhos à ordem da minha mãe dizendolhe que logo que arranjasse modo de vida os iria buscar, e parti. Cheguei à Suíça e liguei o número que ele me tinha dado. Liguei, e da primeira vez pensei que tinha errado no número por que me tinha atendido uma voz de mulher. A segunda ligação foi a mesma voz que atendeu e pedi para falar com o sr. J.... E desligaram. Na terceira tentativa fui insultada por uma mulher dizendo-me para lhes deixar em paz, a ela, ao marido e aos filhos. Foi como um choque. Percebi que o homem era casado, e bem casado, com filhos e uma mulher bastante ciumenta e ciosa do seu marido.
Memória futura
Fiquei ali como o burro na ponte. Procurei uma pensão barata e pensei procurar na lista telefónica restaurantes portugueses onde eu me pudesse oferecer para trabalhar. Não foi num restaurante na Suíça que encontrei trabalho mas sim na Alemanha, numa gelateria. Foi num restaurante português que consegui a morada de um outro português na Alemanha que tinha uma gelataria italiana e que, como me disseram, empregavam portugueses. E assim foi. Meti-me no comboio e vim para Alemanha,
“E foi por causa das companhias que hoje me encontro presa com cerca de ano e meio ainda para cumprir para perto de Munique. Trabalhei na Gelataria durante cerca de ano e meio. Podia finalmente enviar um pouco de dinheiro para os meus filhos em Portugal e ainda sobrava algum, pouco, para amealhar. Foi nessa gelataria que conheci um homem que foi a causa da minha desgraça. Ele não era português, mas sim ro-
Nós queremos publicar aqui as fotografias que fazem viver as suas recordações das férias, na associação, no trabalho, com os amigos, no restaurante, nas festas, etc. O envio das fotos pode ser feito por e-mail ou por carta (com a garantia de restituirmos todas as fotos que recebermos)
Recordar é viver O ex.Secretário de Estado das Comunidades, José Lello, posa para a foto ladeado pelos ex-directores do FC Magriços de Singen. à esquerada, o ex-cônsul de Estugar e o embaixador em Bona, Pasos Alonso
1998
meno. Começou a frequentar a gelataria quase todos os dias e falava de modo muito gentil comigo. Aliás, era um homem bem parecido e vestia-se bem. Não demorou muito e ficamos a ser namorados. Cerca de um mês após o começo do nosso namoro, começou a dizer-me que eu merecia mais do que trabalhar na gelataria. Às vezes levava-me com ele às compras e eu vinha com sacos cheios de vestidos e outras prendas. Um dia saí da gelataria por ordem dele e comecei a ir à noite para bar muito selecto com porteiros e segurança. Não demorou para eu estar sob a sua dependência e um pouco tempo mais para que eu tivesse a atender clientes durante a noite numa situação que eu nunca me imaginei estar. Meses mais tarde senti a verdade bater-me na cara quando fui abandonada e explorada por esse homem. Do muito que tinha e que lhe dava pensando que ele guardava para mim fiquei sem nada e não tive outra alternativa que não fosse a rua donde eu sobrevivia. Diz-se que uma desgraça nunca bem só. Esse ditado sentio na carne com o que vou contar o que me aconteceu. No meio em que eu estava e vivia bastava um pequeno em-
purrão para cair noutro abismo. De repente comecei a sentir as dificuldades de quem anda nesta vida com uma concorrência que nos ultrapassa e nos deixa sem possibilidades para ter receitas seguras. De modo que da vida que levava e cair em modos de vida como droga e outras coisas que destrói a vida de qualquer um foi um passo. Depois as companhias a fazer o resto. E foi por causa das companhias que hoje me encontro presa com cerca de ano e meio ainda para cumprir. As causas de eu ter vindo para aqui não importam para o caso. Foi uma hora má que tive e e hoje, olhando para trás, parece que a minha vida foi feitas apenas de horas más. O que eu agora quero é sair daqui, arranjar modo de vida honesto e limpo e estar à beira dos meus por que o meu destino não é este nem eu o quero assim. Esta é a úlima factura que estou a pagar dos erros que cometi. Leitora identificada Pedimos aos leitores que nos enviam correspondência para esta rubrica para não se alongarem muito nos textos que escrevem. A redacção reserva o direito de condensar os textos. Obrigado.
ESCREVA-NOS e conte-nos a história da sua vida Sabemos que há mulheres e homens que desejam comunicar as suas aventuras ou até mesmo histórias sobre a sua vida ou que querem relatar experiências e contar casos de que foram testemunhas ou os principais protagonistas. Todos, uns mais que outros, temos uma história para contar, como por exemplo, como cá chegamos; a nossa dificuldade em compreender a língua; os sonhos que acalentamos para aguentar estar num país tão diferente; o choque cultural, o primeiro dia de trabalho e, porque não, as dificuldades por que passamos. Nós queremos contar a sua vida, o bom e o mau. Escreva-nos como sabe e pode e a sua história poderá ser um valioso testemunho da nossa presença neste país. Não se esqueça de nos enviar as fotografias que deseja ver publicadas. Morada: PORTUGALPOST Burgholzstr.43 44145 Dortmund Fax: (0231) 83 90 351 E mail: correio@free.de
Passar o Tempo
PORTUGAL POST nº 189 • Abril 2010
CONSULTÓRIO ASTROLÓGICO E-mail: mariahelena@mariahelena.tv TELEFONE: 00 351 21 318 25 91 Por Maria Helena Martins
CARNEIRO Amor: Aja de acordo com as indicações do seu coração. Seja audaz no que diz respeito à conquista da sua felicidade. Saúde: É possível que uma doença do passado volte a surgir, prejudicando o seu sistema imunitário. Esteja alerta e tudo correrá pelo melhor. Dinheiro: Apesar de ser um mês positivo, poderá estar sujeito a alguns gastos inesperados. TOURO Amor: Acredite que o seu amor apenas tem olhos para si e fomente a cumplicidade entre ambos. Saúde: Tenha alguns cuidados e mentalizese que a sua saúde não é de ferro. Dinheiro: As suas finanças denunciam alguns problemas. Esteja atento às suas fragilidades. GÉMEOS Amor: É uma boa altura para os nativos solteiros iniciarem um relacionamento estável. Saúde: O descanso e o exercício físico são fundamentais para conseguir aguentar a pressão exercida sobre si durante este mês. Dinheiro: Planifique a sua vida profissional para que possa ser mais organizado e rentabilizar o seu trabalho. CARANGUEJO Amor: Tente não se desentender com uma pessoa querida por meros boatos. Opte pelo diálogo e aja com sentido de justiça. Saúde: Apesar de as suas preocupações estarem voltadas para outros aspectos da sua vida, a saúde é algo que não poderá descurar durante este mês. Dinheiro: Poderá ter de ajudar alguém de quem gosta muito, através de um empréstimo
Previsões para Abril de 2010
financeiro.
gaveta.
LEÃO Amor: Durante algum tempo tem feito progressos nesta área, mas não se iluda com alguém que conhece mal. Saúde: Neste período, poderá sentir o seu sistema imunitário mais fragilizado. Reduza o ritmo de trabalho. Dinheiro: Evite colocar em risco a sua reputação. Seja responsável e dedicado ao trabalho.
SAGITÁRIO Amor: Dê especial atenção aos seus amigos, pois eles necessitarão da sua ajuda. Saúde: Afaste-se um pouco da sua rotina diária, tire uns dias de folga e restabeleça as suas energias. Dinheiro: Possibilidade de abraçar novos projectos profissionais que permitirão uma entrada extra de dinheiro.
VIRGEM Amor: Esforce-se por basear a sua relação em atitudes de diálogo e compreensão. Saúde: O desequilíbrio em que se encontra pode estar associado ao cansaço e à falta de exercício. Dinheiro: Desenvolva alguns dos seus projectos, pois esta é a melhor altura para os colocar em prática.
CAPRICÓRNIO Amor: Dê a si mesmo a oportunidade de a emoção estar mais presente na sua vida. Saúde: É um período excelente para melhorar a sua actividade física. Dinheiro: Aprimore o sentido de responsabilidade e competência e o seu reconhecimento será feito.
BALANÇA Amor: As relações amorosas estão na ordem do dia, mas previna-se contra as falsas amizades. Saúde: Liberte-se um pouco do trabalho e da rotina diária e dê especial importância ao seu bem-estar. Dinheiro: O seu trabalho reflectir-se-á na sua saúde e no modo como organiza a sua rotina diária. ESCORPIÃO Amor: Sentirá a necessidade de fazer alguns sacrifícios para manter o bem-estar familiar. Saúde: Tendência para sentir uma ligeira indisposição que o conduzirá à redução do seu ritmo diário. Dinheiro: Poderá ter as condições necessárias para se dedicar a um projecto deixado na
AQUÁRIO Amor: Será alvo de muita atenção por parte de quem o rodeia. Saúde: Boa saúde e bem-estar serão as palavras-chave que o acompanharão ao longo de todo o mês. Dinheiro: A obtenção de dinheiro em áreas distintas daquela em que trabalha revelar-se-á uma boa opção que lhe possibilitará aumentar os seus rendimentos. PEIXES Amor: Altura ideal para efectuar a mudança que tanto necessita de fazer. Saúde: Canalize a sua energia para actividades de lazer. Faça apenas aquilo que realmente gosta. Dinheiro: Esforce-se por aumentar os níveis dos seus rendimentos, para conseguir melhorar a sua situação económica.
Quer passar férias no Uma senhora muito feia está gravemente doente e o marido chama o médico. — A sua esposa não me agrada nada — diz o médico. — Nem a mim, tão-pouco — responde o marido.
Numa povoação do interior, todos sabiam que as mulheres que traíam os maridos, ao confessarem-se, diziam que tinham «caído no buraco». Um dia, o velho padre morre e chega um substituto. Sem saber de nada, este diz a todas que cair no buraco não é pecado e vai reclamar com o presidente da Câmara: — O senhor precisa de cuidar melhor das ruas. Elas estão cheias de buracos. O presidente, que sabia da história, desata a rir. — E o senhor ri? — pergunta o padre. — Só esta semana a sua mulher já caiu cinco vezes!
Algarve?
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Endereços Úteis Embaixada de Portugal Zimmerstr.56 10117 Berlin Telefone 030 - 590063500 Telefax 030 - 590063600 Consulado -Geral de Portugal em Hamburgo Büschstr 7 - 20354 - Hamburgo Tel: 040/3553484 Vice-Consulado de Portugal em Osnabrück Schloßwall 2 - 49080 Osnabrück Tel:0541/40 80 80 Consulado-Geral de Portugal em Düsseldorf Friedrichstr, 20 - 40217 -Düsseldorf Tel: 0211/13878-11;12;13 Vice-Consulado de Portugal em Frankfurt Zeppelinalle 15 - 60325- Frankfurt Tel: 069/979880-44;45 Consulado-Geral de Portugal em Stuttgart Königstr.20 - 70173 Stuttgart Tel. 0711/2273974 Consulado Honorário de Portugal em Munique Maximiliansplatz 15 - 80333 München Tel. 089-29163131
Conselho das Comunidades Portuguesas: Alfredo Cardoso, Telelefone: 0172- 53 520 47 AlfredoCardoso@web.de Alfredo Stoffel Telefone: 0170 24 60 130 Alfredo.Stoffel@gmx.de José Eduardo, Telefone: 06196 - 82049 jeduardo@gmx.de Maria da Piedade Frias Telefone: 0711/8889895 piedadefrias@gmail.com Rui Clemente Paz Telefone: 0173 - 5351651 ruipaz@gmx.de AICEP Portugal Zimmerstr.56 - 10117 Berlim Tel.: 030 254106-0
Federação de Empresários Portugueses (VPU) Hanauer Landstraße 114-116 60314 Frankfurt Tel.: +49 (0)69 90 501 933 Fax: +49 (0)69 597 99 529
Embaixada de Portugal em Berlim Telefone de emergência (fora do horário normal de expediente): 0171 - 9952844
Astrologia, Karma e Felicidade Preço, 20,99 € Autor: Cristina Candeias Formato: 14x21cm Páginas: 112 A astróloga residente do programa "Praça da Alegria", de Jorge Gabriel, tornouse um fenómeno nacional, com as suas previsões em directo. Este é o seu primeiro livro. O livro que nos ensina a atravessar o deserto para encontrar o oásis e a felicidade plena. É necessário reflectir sobre quem fomos, o que somos e o que temos de vir a ser. Só depois de aceitarmos os nossos processos de mudança a vida se nos revelará.
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