Portugal Post Janeiro 2010

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PORTUGAL POST Director: Mário G. M. dos Santos ANO XVI • Nº 186 • Janeiro 2010 • Publicação mensal • 2.00 € Portugal Post Verlag, Burgholzstr. 43 • 44145 Dortmund • Tel.: 0231-83 90 289 • Telefax 0231- 8390351•E Mail: correio@free.de •www. portugalpost.de •K 25853 •ISSN 0340-3718

Embaixador e cônsules encontraram-se com Conselheiros do CCP eleitos pela Alemanha Pág. 7

Leia nesta edição Governo Reforma da rede consular, internacionalização da economia e língua são prioridades para o Secretário de Estado, António Braga Página 5

PSD Deputados querem mais apoios para as associações portuguesas no estrangeiro Página 4

Mensagem Embaixador de Portugal em Berlim escreve à Comunidade Portuguesa na Alemanha Página 8

Os participantes do encontro. Da esq., Abílio Ferreira, Vice-cônsul em Frankfurt/M. Manuel Silva, Vice-cônsul em Osnabrück, Madalena Fischer, Conselheira da Embaixada, João Bernardo Weinstein, Cônsul em Dusseldorf, Alfredo Stoffel, membro do CCP, José Caetano Costa Pereira, Embaixador de Portugal em Berlim, António Alves de Carvalho, Cônsul em Hamburgo, Piedade Frias, membro do CCP, José Eduardo, membro do CCP, Alfredo Cardoso, membro do CCP, António Moniz, Encarregado de Negócios da Embaixada, Lúcia Portugal Núncio, Responsável da secção consular de Berlim e Luís Tibério, Conselheiro Cultural e de Imprensa.

Grupo folclórico “Coração do Minho” muda de nome e passa a chamar-se “Grupo Etnográfico Coração do Minho”

Língua portuguesa Sente que o novo Acordo Ortográfico é confuso? Página 12

Economia Emigrantes que investem em Portugal candidatos a beneficios fiscais Página 17

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PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2010

PORTUGAL POST

Editorial Mário dos Santos

Agraciado com a medalha da Liberdade e Democracia da Assembleia da República Fundado em 1993 DIRECTOR: MÁRIO DOS SANTOS

CORRESPONDENTES ALFREDO CARDOSO: MÜNSTER ANTÓNIO HORTA: GELSENKIRCHEN JOÃO FERREIRA: SINGEN JORGE MARTINS RITA: ESTUGARDA JOSÉ PINTO NASCIMENTO: DÜSSELDORF KOTA NGINGAS: DORTMUND MANUEL ABRANTES: WEILHEIM -TECK MARIA DOS ANJOS SANTOS - HAMBURGO MICHAELA AZEVEDO FERREIRA: BONA ZULMIRA QUEIROZ: GROß-UMSTADT COLUNISTAS ANTÒNIO JUSTO: KASSEL DORA MOURINHO: ESSEN FERNANDA LEITÃO: TORONTO JOSÉ EDUARDO: FRANKFURT JOSÉ VALGODE: LANGENFELD LAGOA DA SILVA: LISBOA LUIS BARREIRA, LUXEMBURGO MARCO BERTOLOSO: COLÓNIA MARIA DE LURDES APEL: BRAUNSCHWEIG PAULO PISCO: LISBOA RUI MENDES: AUGSBURG RUI PAZ: DÜSSELDORF TERESA COLAÇO: COLÓNIA ASSUNTOS SOCIAIS JOSÉ GOMES RODRIGUES: ASSISTENTE SOCIAL CONSULTÓRIO JURIDICO CATARINA TAVARES: ADVOGADA MICHAELA A. FERREIRA: ADVOGADA MIGUEL KRAG: ADVOGADO FOTÓGRAFOS: PAULO FERREIRA E FERNANDO SOARES AGÊNCIAS: LUSA. DPA IMPRESSÃO: PORTUGAL POST VERLAG

Um desafio para 2010 Neste início do ano, fazemos aqui uma breve reflexão em jeito de desafio. Em 2010 conta-se 46 anos após a chegada dos primeiros trabalhadores portugueses a este país fruto de um acordo de recrutamento de mão-de-obra entre Portugal e a Alemanha. Com algumas estruturas representativas da comunidade a funcionar, como sejam, por exemplo, os membros do CCP, a Federação de Associações Portuguesas na Alemanha, os recém-nomeados (e os que serão ainda nomeados) Conselhos Consultivos junto dos consulados, associações e estruturas associativas dos empresários; representantes dos sindicatos dos professores e assistentes sociais, estão, em nossa opinião, criadas condições para se promover um grande Encontro da Comunidade Portuguesa na Alemanha. Não é a primeira vez que lançamos esta ideia. Aliás, ela foi quase concretizada em 2004 quando a Embaixada tinha Conselheiro Social que se dedicava quase em exclusivo às

REGISTO LEGAL: PORTUGAL POST JORNAL DA COMUNIDADE PORTUGUESA NA ALEMANHA ISSN 0340-3718 • K 25853 PROPRIEDADE PORTUGAL POST VERLAG REGISTO COMMERCIAL HRA 13654 OS TEXTOS PUBLICADOS NA RÚBRICA OPINIÃO SÃO DA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE QUEM OS ASSINA E NÃO VEICULAM QUALQUER POSIÇÃO DO JORNAL PORTUGAL POST

Embaixada de modo a que ainda este ano se possa concretizar pode ser o tema da próxima reunião entre o CCP, o Embaixador de Portugal e os cônsules. Como sair da crise que o movimento associativo atravessa; encontrar formas de resposta no campo da assistência social tendo como pano de fundo a crise económica, a situação e saídas profissionais para os jovens (lembramos que no passado foram negociadas com entidades alemãs cursos de formação profissional para os jovens); ensino e defesa da língua portuguesa; unir a comunidade em volta de um grande evento no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.... Em suma, poderíamos aqui enumerar uma série de importantes temas que poderiam ser discutidos nesse Encontro. Estamos convictos que esta seria uma importante forma para contribuir para a resolução de questões com que a comunidade se debate, para a sua coesão e para a defesa dos interesses de Portugal neste pais.

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questões da Comunidade. Este Grande Encontro que aqui se sugere pode (e deve) ser realizado com tempo, melhor dizendo, não deve ser feito antes que se faça um levantamento social, cultural e económico da comunidade na Alemanha. Este levantamento já em tempos era periodicamente feito pelos Conselheiros Sociais da Embaixada. Neste momento não existem números nem dados estatísticos sobre a nossa presença neste país. Mesmo os dados mais simples de apurar que têm a ver com o número de portugueses na Alemanha está desactualizado e não é fácil chegar a um consenso sobre o número exacto dos Portugueses que aqui vivem. O último grande estudo que se fez foi em 2000, actualizado em 2004 com dados de 2001/02/03. Lançar desde já as bases para esse encontro criando uma equipa de trabalho coordenado por um/a responsável dos serviços sociais da

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REDACÇÃO E COLABORADORES CRISTINA KRIPPAHL: BONA FRANCISCO ASSUNÇÃO: BERLIM FERNANDO A. RIBEIRO: ESTUGARDA HELENA GOUVEIA: BONA JOAQUIM PEITO: HANNOVER LUÍSA COSTA HÖLZL: MUNIQUE

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Destaque

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Portuguesa no Dubai distinguida como Mulher do Ano por projecto contra a pobreza

Por Nádia Pessoa Dinis, da Agência Lusa Uma portuguesa, há seis anos a morar no Dubai, foi considerada Mulher do Ano pela revista Emirates Woman (Mulher dos Emirados) por ter criado o Projecto Dhaka, um programa que pretende „quebrar o ciclo de pobreza“ naquela subdivisão administrativa do Bangladesh. Maria Conceição, comissária de bordo de 32 anos, foi a vencedora do título entre 19 finalistas, tendo também vencido na categoria em que concorria (humanitária). Contactada pela agência Lusa, Maria Conceição disse que fundou o Projecto Dhaka em 2005 para „quebrar o ciclo de pobreza“ das famílias e que o objectivo agora é encontrar „trabalhos bons“ para os pais das crianças que andam nas ruas porque essa é a „única maneira de quebrar esse ciclo“. Maria Conceição teve de ficar 24 horas no Bangladesh, numa viagem de trabalho que fez para Dhaka. Foi assim que conheceu uma realidade que a chocou muito. „Decidi aventurar-me e perguntei o que havia para visitar em Bangladesh. O senhor do hotel

disse-me que eu era um bocado ingénua porque não havia nada para fazer, só havia orfanatos. Então, como nunca tinha estado num orfanto, decidi ir visitar o da Mãe Teresa que tratava e acolhia crianças deficientes e também pessoas idosas“, contou Maria Conceição. Nessa visita, foi convidada por duas freiras para conhecer uma menina de 16 anos que tinha tido gémeos e que estava muito doente no hospital. Aceitou o convite e diz que „foi um grande choque“ quando entrou no hospital. „Os hospitais públicos de Dhaka são terríveis, é uma tortura. Não consigo entender como é que as pessoas podem melhorar da condição que têm se não ainda ficarem piores e apanharem mais infecções e outras doenças. Não há higiene nenhuma, há cães, há gatos, há umas 20 pessoas a dormir num quarto, há pessoas a dormir no chão, literalmente no chão só com uma manta e cobertores, nos corredores. Não têm camas, as pessoas que estão doentes não podem ir à casa de banho“, descreveu Maria Conceição à Lusa. Depois deste choque, a portuguesa decidiu „não virar as costas“ àquela realidade e regressou um mês depois. Tirou 12 dias de

férias na companhia aérea Emirates Airlines, onde trabalha, para ir para Dhaka „ajudar a melhorar a higiene“ dos hospitais. „Fui perguntar aos hospitais se eles estavam interessados em (que eu os ajudasse) a melhorar a higiene e eles disseram, muito malcriados, para me ir embora e voltar para o meu país porque os hospitais estavam limpos“, recorda. Maria Conceição procurou, então, orfanatos e percebeu que ali „as crianças têm cama, tem casa, estão a comer e estão a estudar“. Mas ficou curiosa em relação às outras crianças que andavam na rua a pedir e a vender bombons, seguiu-as e descobriu que moravam em bairros de lata sem condições. „Comecei a falar com os pais (para ver) se me deixavam pôr as crianças na escola. No princípio, pusemos as crianças numa escola mas a escola tratava-as muito mal porque eram do bairro da lata e descobrimos que, um ano depois, não aprendiam nada. Havia muita discriminação na maneira como as crianças eram tratadas“, conta Maria Conceição. „Decidi tirar as crianças de lá e, muito chateada e muito zangada, decidi abrir a minha própria escola. Agora temos uma creche,

uma pré-escola, uma escola primária, uma escola secundária, temos um centro dentário muito pequenino“, explicou a portuguesa de 32 anos, Mulher do Ano, no Dubai. O projecto Dhaka começou com 39 crianças e agora dá casa, comida, roupa e educação a 600 meninos e meninas da região. Maria da Conceição percebeu que não bastava ajudar as crianças a sair da pobreza porque elas acabam por voltar para as fábricas, caso os pais ficassem desempregados ou adoecessem. O „ciclo de pobreza“ tinha de ser quebrado nos pais, garantindo-lhes um emprego para que não tivessem de recorrer à mão-de-obra dos filhos. „No Bangladesh, as crianças de idade menor podem trabalhar. Os pais não têm formação nenhuma, é muito difícil para eles encontrarem um trabalho. Então, utilizam as crianças para trabalhar porque custa menos dinheiro. (O Bangladesh) tem muitas fábricas de roupa e é mais fácil empregar uma criança porque é mais rápida, aprende mais rápido e a mão-deobra é mais barata“, explica. Maria Conceição não esconde que treinar os pais é „um trabalho muito longo e cansativo“ mas é aí que o problema pode ser resol-

vido. Por isso, a portuguesa, que continua a trabalhar como comissária de bordo, decidiu abrir um outro projecto que „só se dedica aos pais“. „É pequenino. Temos, de momento, 61 ou 62 pais. Estamos a dar treino escrito em inglês e estou a tentar pedir à Emirates (companhia aérea) e a outras companhias aqui no Dubai para empregar os pais dos meninos porque isso significa que depois os meus meninos podem estar na escola até aos 18 e seguir uma formação sem interrupções“, explica. Maria Conceição, natural de Vila Franca de Xira, não sabe se esta distinção se traduz em algum prémio monetário mas diz que a visibilidade que trouxe ao seu projecto já valeu a pena: várias empresas e particulares ofereceram donativos. Quando pensa no futuro, Maria Conceição diz que o seu sonho é „abrir um orfanato no Brasil“ para trabalhar com as crianças das favelas. No Bangladesh, a sua missão só vai acabar „quando os pais dos meninos tiverem um bom trabalho“ porque só assim é que as crianças conseguem fazer a sua formação completa e quebrar o „ciclo de pobreza“.


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Deputados do PSD querem mais apoios para as associações portuguesas no estrangeiro Os deputados do PSD pela Emigração querem que as associações portuguesas no estrangeiro tenham mais apoio do Governo para melhor promoverem a língua, a cultura e as ligações a Portugal junto dos emigrantes.

„É fundamental aproveitar a rede enorme de associações que temos lá fora para bem das comunidades portuguesas“, disse o deputado do PSD pela Europa Carlos Gonçalves. Por isso, os deputados socialdemocratas apresentaram na Assembleia da República um Projecto de Lei onde propõem criar um Registo Nacional das Associações de Portugueses no Estrangeiro (RNAPE). No documento, assinado pelos deputados Carlos Gonçalves (Europa), José Cesário e Carlos Páscoa Gonçalves (Fora da Europa), lê-se que esse registo irá ser necessário para que „tais apoios sejam atribuídos com regularidade e com critérios de exigência“. „Tal registo deverá constituirse com base numa política séria

de atribuição de apoios e incentivos da mais variada ordem a todas as associações, com organização e credibilidade, que nele entendam inscrever-se“, indicam os deputados. Bolsas de estudo para cursos de língua portuguesa no estrangeiro, subsídios para a criação de cursos de português e incentivos para a divulgação de imprensa regional portuguesa são alguns dos apoios propostos neste Projecto de Lei. „Temos um conjunto de modalidades de apoio, mas damos prioridade às questões ligadas ao ensino da língua portuguesa“, sublinhou Carlos Gonçalves. Os deputados do PSD apresentaram também no Parlamento outro Projecto de Lei para promover a igualdade de género e combater a discriminação e a vio-

lência sexual da mulher emigrante. „Este projecto trabalha a situação específica da mulher emigrante, que está mais fragilizada e é muitas vezes um alvo fácil de discriminação“, afirmou o deputado pela Europa. Os deputados social-democratas propõem assim a criação de um programa que responsabilize mais o Estado para aumentar a sua colaboração com entidades ligadas às comunidades, particularmente o movimento associativo, para uma acção mais eficaz e produtiva em defesa dos direitos da mulher. A realização de seminários e acções de formação destinados a fomentarem a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, iniciativas informativas junto das comunidades portuguesas no estrangeiro e de candidatos a emigrantes e campanhas de sensibilização das famílias e dos jovens portugueses no exterior são algumas das propostas dos deputados.

PSD apresentou Projecto de Lei que prevê o apoio à Comunicação Social em português no estrangeiro PSD apresentou Projecto de Lei que prevê o apoio à Comunicação Social em português no estrangeiro integrando um pacote de medidas de apoios às comunidades portuguesas, o PSD apresentou um Projecto de Lei que prevê um regime de apoio à Comunicação Social em língua portuguesa no estrangeiro, dirigida exclusivamente a portugueses residentes fora de Portugal. Sempre com o objectivo de defesa e promoção da língua portuguesa. Segundo aquele partidom, o diploma “visa assim a criação de condições para o surgimento de um registo de imprensa de língua portuguesa fora do País, que funcionará como um importante apoio na relação que se pretende consolidar entre Portugal e a sua diáspora”. O Projecto de Lei estabelece que o apoio do Estado assumirá as seguintes modalidades: Incentivos financeiros destinados ao lançamento de novos projectos ou ao funcionamento de empresas já existentes; incentivos destinados à reconversão tecnológica de órgãos de comunicação social; apoios para o fomento do associativismo entre tais órgãos; incentivos financeiros e de natureza técnica para o apoio à

Estados alemães anunciam reformulações no ensino superior

Após semanas de protesto por modificações na controversa reforma dos cursos de bacharelado, universitários alemães conseguiram uma primeira vitória. Os secretários da Educação dos 16 estados da Alemanha, juntamente com reitores universitários, decidiram reajustar recentes modificações feitas no ensino superior do país, durante uma reunião ) em Bona. Entre as mudanças anunciadas estão a redução da quantidade de matérias e de provas, além da flexibilização do tempo necessário para o cumprimento dos cursos. Além disso, a mudança entre universidades deve ser facilitada. A Conferência dos Secretários Estaduais da Educação foi convocada para discutir o descontentamento dos estudantes com as controversas reformas que introduziram na Alemanha os cursos de bacharelato e mestrado. O novo sistema faz parte do chamado Processo de Bolonha, assinado em 1999 e destinado a equiparar até 2010 os sistemas universitários dos países europeus. Os críticos à estrutura de ba-

AR: PS chama secretários de Estado para explicarem políticas para as comunidades e cooperação

formação dos jornalistas; dinamização de acções de contacto com os órgãos de comunicação social existentes em Portugal e incentivos para a contratação de jovens profissionais formados em Portugal. Para uma melhor gestão dos apoios atribuídos será ainda criado um Registo Nacional de Órgãos de Comunicação Social em Língua Portuguesa no estrangeiro. No acesso aos apoios deverão ser tidos em consideração, entre outros, o

impacto junto das comunidades portuguesas, a defesa da cidadania e da cultura portuguesa, a formação dos recursos humanos envolvidos, o especial envolvimento de jovens luso-descendentes, o carácter inovador do projecto e a emissão diária de pelo menos três horas, no caso de projectos televisivos ou radiofónicos. Além destes critérios, a edição global deverá ser de pelo menos 75 por cento em Língua Portuguesa.

Os secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, e das Comunidades, António Braga, vão apresentar as suas prioridades de acção logo no início de Janeiro em sede de comissão parlamentar. Segundo o deputado socialista Paulo Pisco, coordenador deste partido para a Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, a proposta de audição dos dois secretários de Estado „partiu do PS e foi aprovada sem qualquer contestação“. Paulo Pisco frisou ainda que esta audição com João Gomes Cravinho e com António Braga sobre as prioridades da política do Governo para as comunidades e cooperação ocorrerá ainda antes da apresentação da proposta do executivo de Orçamento do Estado para 2010.

charelado e mestrado introduzida na Alemanha argumentam que os novos cursos ministram muita informação em um curto espaço de tempo, levando a uma perda de qualidade na educação. Outra reclamação era a falta de flexibilidade da duração do bacharelado, que atualmente deve ser concluído em três anos. Outra reivindicação dos estudantes é a abolição das taxas estudantis cobradas em certos estados alemães pelo ensino superior público, até há poucos anos gratuito em todo o país. Entretanto, os responsáveis pelo sector de educação nessas regiões não pensam em abrir mão da cobrança. O secretário de Educação da Baviera, Ludwig Spaenle, afirmou antes do encontro em Bonn que as anuidades dificilmente serão abolidas. A Renânia do Norte-Vestfália também manterá o ensino superior pago, segundo comunicou o secretário de estado de Ciência e Pesquisa na NRW, Andreas Pinkwart. A legislação educacional na Alemanha é definida, em grande parte, em nível estadual. PP com agências Publicidade


Nacional & Comunidades

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Comunidades: Reforma da rede consular, internacionalização da economia e língua são prioridades para Secretário de Estado

“Em primeiro lugar, a prioridade será para consolidar as reformas que se fizeram na frente da rede diplomática e consular, especialmente no que diz respeito no serviço aos cidadãos que esta rede presta em todo o mundo“, declarou António Braga, à margem do encontro „Mulher Migrante, Perspectivas Sociais e Culturais“, que decorreu em Lisboa. Após as eleições de Setembro, com a manutenção do PS no Governo, o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, foi confirmado para um segundo mandato. „A língua portuguesa neste mandato é a prioridade no que diz respeito quer ao ensino do português no estrangeiro, junto das comunidades portuguesas, quer ao nível da internacionalização da língua, quer também no contexto da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)“, referiu. „Por isso, fez-se a reestruturação do Instituto Camões, que finalmente no próximo ano passará na plenitude a tutela para o Ministério dos Negócios Estrangeiros e esta é a reunião de instrumentos que era importante para implementar esta política da língua portuguesa no estrangeiro“, salientou ainda o secretário. Outra prioridade mencionada pelo governante é a internacionalização da economia com a parceria dos empresários das comunidades portuguesas no exterior. Sobre o Netinveste, António

Braga disse que „é a primeira política pública dirigida aos empresários das comunidades portuguesas, naturalmente também aos empresários que têm sede em Portugal. É reconhecer as potencialidades também no domínio da internacionalização da economia e do tecido empresarial português através dos empresários das comunidades portuguesas“. „É uma ideia que foi lançada há dois anos e meio, que tem vindo a ser trabalhada justamente para também juntar aqui instrumentos. É preciso montar uma rede de balcões para motivar quer o investimento em Portugal, quer facilitar parcerias entre empresas portuguesas com sede em Portugal e empresas portuguesas com sede no estrangeiro, uma vez que são propriedade de portugueses“, garantiu António Braga. O secretário de estado das Comunidades disse que „este programa que se candidatou ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), justamente no sentido de poder financiar o seu suporte organizacional e cuja candidatura está na sua fase final“. „Logo que esteja financiado pelo QREN, que eu acredito que muito proximamente acontecerá, lançaremos toda a articulação do programa, transformando ou dando contributos para que a rede diplomática e consular possa transformar-se numa via verde não só para percorrer toda a informação asso-

Lusa

O secretário de Estado das Comunidades declarou que as prioridades deste seu mandato serão a consolidação da rede consular, a internacionalização da economia, com ajuda dos empresários das comunidades, e a Língua portuguesa.

Secretário de Estado das Comunidades, António Braga

ciada ao investimento em Portugal, mas especialmente fomentando as parcerias entre as empresas portuguesas em Portugal e portuguesas no estrangeiro“, disse o secretário. „Evidente, que são prioridades no que diz respeito a organização programática, mas há todos os outros aspectos do relacionamento com a diáspora, potenciar os acor-

dos bilaterais com os países de acolhimento. Tudo isso se faz sentir num programa que pretende resguardar os direitos dos cidadãos portugueses que vivem no estrangeiro e também assinalar o vínculo de presença e a ligação contínua entre os portugueses que estão fora e os portugueses que estão dentro (de Portugal)“, finalizou.

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António Braga apela a associações para ajudarem emigrantes em situação de carência O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, apelou, na tradicional mensagem de Natal dirigida às comunidades, aos esforços de cooperação das associações portuguesas no estrangeiro para ultrapassar possíveis casos de carência entre os emigrantes. „Encorajo o movimento associativo para que coopere mais entre si e possa congregar melhores recursos para combater os focos de carência que eventualmente atinjam compatriotas. Este é o tempo de reunir instrumentos, de concentrar energias, para dar maior dimensão ao papel social dessas organizações, já de si relevantes, que o Estado português apoia qualitativamente“, refere António Braga. No texto, António Braga refere que „dentro das limitadas possibilidades económicas“, também o país „está a concentrar esforços no sentido de melhor apoiar essas organizações“ e os emigrantes „com extrema necessidade [...] através de programas de carácter social cada vez mais abrangentes e reforçados financeiramente“. „Há parcerias que estão por fazer e que, na era da globalização, podem ajudar muito na construção das relações entre Portugal e os países de acolhimento [de emigrantes] e bem assim contribuir, de modo significativo, para a sua plena integração social e económica, e para a internacionalização da economia e das empresas“, sustenta. Para o secretário de Estado, „vivem-se tempos de grande complexidade cujas respostas aos problemas muito beneficiarão do dinamismo e da positividade com que sempre os portugueses encararam o mundo nas mais adversas condições a que a diáspora os desafiou“.

Deputados do PSD querem identificar problemas das comunidades portuguesas Os deputados do PSD pela Emigração pretendem identificar os principais problemas das comunidades portuguesas, através de um conjunto de questões colocadas a 68 áreas consulares, como base para definir iniciativas legislativas ou políticas. Os deputados do PSD José Cesário e Carlos Páscoa, pelo Círculo Fora da Europa, e Carlos Gonçalves, pelo Círculo da Europa, anunciaram que entregaram o

requerimento ao Ministério dos Negócios Estrangeiros no dia 26 de Novembro. „(O requerimento, que contém 12 perguntas) é como uma radiografia da situação em cada uma daquelas áreas, obviamente pretendemos identificar os problemas e encontrarmos, definirmos algumas iniciativas legislativas ou políticas, que venhamos a fazer no futuro“, disse o deputado José Cesário. Segundo o deputado, „todas aquelas questões foram enviadas,

individualmente, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros para cada um de 68 consulados ou embaixadas”. “São áreas consulares em que nós temos muita gente, em que há fluxos migratórios assinaláveis”, disse José Cesário. Os deputados consideram importante saber quais são os tipos de problemas, a situação de cada comunidade e, particularmente, as questões sociais mais sensíveis. „Nós pretendemos, no fundo, saber tudo o que ali está, as ques-

tões são muito claras, a situação de exploração (laboral), de isolamento (e pobreza), números de ASIC (Apoio Social para Idosos Carenciados) e ASEC (Apoio Social para Emigrantes Carenciados), acções realizadas pelo chefe de posto junto das entidades locais, questões que tenham a ver com o recenseamento eleitoral“, especificou José Cesário. Os deputados social-democratas pretendem ainda receber informações sobre casos de prestação de socorros a portugueses

em dificuldades, incluindo cidadãos em circulação e os presos, além dos pedidos de apoio por parte de instituições comunitárias e respectiva resposta. As perguntas relacionam-se ainda com acções de promoção da cultura portuguesa e de apoio a experiências de ensino da língua, número de actos consulares, reuniões com conselheiros das comunidades portuguesas e outros dirigentes comunitários e acompanhamento de casos sociais delicados.


Comunidade - Alemanha

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Opinião Por Luís Barreira

Ano Novo,....vida velha! Habitualmente, nesta altura do ano, dedicamos as nossas reflexões ao balanço do ano que agora finda e perspectivamos o novo ciclo de 12 meses que se aproxima, na expectativa de que seja muito melhor do que o ano anterior. Muito sinceramente vos digo, que não me é agradável transmitir-vos o que penso de 2009 e, muito menos, do que penso irá passar-se no futuro próximo! Em 2009, nenhum dos grandes problemas que afectam a humanidade foi resolvido ou tentada, seriamente, a sua resolução. Para 2010 não prevejo grandes melhorias. Das guerras inventadas, mas reais e crueis, do Iraque, ao combate ao terrorismo internacional, disseminado por todo o mundo e com hipotética base no Afeganistão, passando pelo Médio Oriente, origem latente e patente de todos os conflitos que opõem as sociedades ocidentais ao mundo árabe, os conflitos ultrapassaram a dimensão bélica das guerras convencionais, para se guindarem a uma etapa superior de perigosidade:

um choque cultural e civilizacional de grandes dimensões planetárias. De uma economia mundial, que se vinha mostrando extremamente assimétrica, acentuando a desigualdade crescente entre países ricos e países pobres, vimos desabar o florescente crescimento económico da economia dos ricos, consequência da avidez desmesurada de lucro fácil e imediato, para uma situação financeira e económica completamente descontrolada, acarretando graves consequências para a população trabalhadora em geral e, consequentemete, para os povos mais pobres, em particular. Da consciência das medidas a adoptar, para evitar as calamidades naturais que se sucediam, em consequência do aquecimento do planeta, produzido pelo tipo de desenvolvimento industrial que adoptámos e que nos vai atingindo no presente e hipotecando o futuro, passámos a uma situação de completo desacordo entre os principais poluidores e a uma vaga intenção de melhorar o actual estado das coisas. Da doença das vacas loucas a uma breve passagem pela gripe das

aves, enfrentamos hoje mais uma epidemia, designada por H1N1, cujas consequências totais ainda não se podem apurar, mas que nos faz duvidar das responsabilidades da indústria farmaceutica e todo o seu arsenal industrial e comercial, na origem destas calamidades para a saúde pública, adivinhando-se que, logo que termine a

Falta a diáspora, os milhões de portugueses espalhados por esse mundo fora, também eles, em diferentes circunstâncias, afectados pelo abrandamento da actividade económica, mas sempre amantes do seu País.

rentabilidade desta, outra poderá aparecer. Num particular momento da nossa jovem União Europeia, exigindo uma liderança forte e carismática,

capaz de enfrentar os enormes desafios da integração social, económica e política, dos povos que a compõem, resistir às mais variadas pressões internacionais que a afectam e traçar um rumo colectivo para este conjunto de nações, vimos designar, para os seus mais altos cargos de responsabilidade, personalidades “cinzentas” do geral reconhecimento público, fruto da imposição de dirigentes de países que se consideram mais importantes do que outros, nesta união considerada “fraterna”. Num breve olhar sobre o nosso País, um dos elos mais fracos deste grupo de nações, o espectáculo não é igualmente animador. Um débil e desadequado aparelho produtivo, mal distribuído pelo todo nacional e uma camada da população cosmopolita, vivendo acima do que o País pode propiciar, a juntar à incapacidade dos nossos dirigentes políticos, em formar os consensos essenciais à minimização dos efeitos da crise internacional, sobre o tecido social português, conduziram o País a níveis insuportáveis de desemprego, a um enorme desiquilíbrio das contas públicas, a um agravamento do nível

de vida das suas populações e a uma mais acentuada clivagem entre ricos e pobres. O próximo ano, a avaliar pela tímida reacção dos criadores de emprego, nacionais e internacionais e o declínio das nossas exportações, a situação não irá sofrer melhorias significativas e, porventura, poderá ainda piorar. Falta a diáspora, os milhões de portugueses espalhados por esse mundo fora, também eles, em diferentes circunstâncias, afectados pelo abrandamento da actividade económica, mas sempre amantes do seu País. Pena é que, salvo honrosas excepções, os actores da política portuguesa não os considerem parte integrante das preocupações nacionais e um factor importante para a unidade e desenvolvimento do País, que também é o seu. Se as caravelas já não voltam a Lisboa, com ouro ou escravos, poderiam voltar com o saber e os meios, para concretizar um País melhor para se viver. Mas,...como a esperança é a última a morrer, desejo a todos um bom Ano Novo! Publicidade

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Comunidade - Alemanha

PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2010

Embaixador e cônsules encontraram-se com Conselheiros do CCP eleitos pela Alemanha Foi pela terceira vez que os membros do Conselho das Comunidades Portuguesas eleitos pela Alemanha se encontraram na embaixada a convite do Embaixador de Portugal em Berlim. No encontro, realizado no passado dia 12 de Dezembro, estiveram presentes os conselheiros, os titulares dos postos consulares de Dusseldorf,Hamburgo, Frankfurt/M, Osnabrück e Berlim e ainda a responsável pela Coordenação do Ensino, Antonieta Mendonça. Do encontro saiu uma espécie de acta enviada à redacção do PP na qual relata ponto por ponto as matérias aboradas na reunião. Assim, “a situação actual do ensino do Português foi focada pela Dra. Antonieta Mendonça”, dizendo ainda que “os cursos de língua materna da responsabilidade do Governo português estão a funcionar em pleno”. A Coordenadora informou os Conselheiros que “em algumas localidades a Coordenação teve que recorrer a contratos locais”. Em outras palavras, a Coordenação contratou localmente professores para que os cursos pudessem continuar. No que diz respeito aos cursos “sob a responsabilidade do Governo alemão, não foi dada nenhuma informação por falta de dados concretos”, adianta o comunicado. Sobre o atraso que se tem verificado no começo das aulas, a acta refere que a questão “é complicada de resolver”, sendo que “neste mo-

BREVES Vice-consulado em Frankfurt vai criar Conselho Consultivo O Vice-consulado de Portugal em Frankfurt anunciou a criação de um conselho consultivo junto daquele posto. De acordo com uma nota enviada ao PP, o Vice-Cônsul, Abílio Dias Ferreira, anunciou a convocação para o último fim-de-semana de Janeiro um encontro em que vão estar presentes representantes de associações, missões católicas, grupos folclóricos, comissões de pais, professores, luso-eleitos e o conselheiro do CCP. Nesse encontro os seus participantes vão poder sugerir ao Vice-Cônsul os membros que farão parte do conselho. Como o PP oportunamente noticiou, o Consulado Geral de Portugal em Frankfurt foi extinto, tendo sido criado o Vice-consulado por despacho de 9 de Julho de 2009. Para titular daquele posto foi nomeado Vice-Consul o ex-Técnico dos Serviços Sociais, Abílio Ferreira.

Aspecto da mesa da reunião. Ao centro, o Embaixador de Portugal em Berlim. Foto: CCP

mento não há nenhuma alternativa visível”. Antonieta Mendonça explicou aos presentes que algumas situações “têm a ver com o próprio regime jurídico do concurso” de professores. Os membros do CCP voltaram a apelar a todos os responsáveis para que sejam feitos todos os esforços possíveis para que as aulas de língua materna comecem sem atrasos. Uma das outras questões abordada no encontro foi a constituição de Conselhos Consultivos junto da cada posto consular. Sobre isto, a acta considera “que a constituição

dos Conselhos Consultivos é da responsabilidade do respectivo titular do posto das diferentes áreas consulares”, mas, mesmo assim, os conselheiros apelaram aos titulares de cada posto para que os métodos de nomeação “sejam idênticos em todas as regiões consulares de modo a que seja garantida a maior transparência possível” Um outro tema falado no encontro tem a ver com aquilo que a acta diz de “desenvolvimento económico” e que supõe-se ser a situação social da comunidade no momento de crise económica. Diz a acta que “a crise económica faz-se sentir na

Grupo folclórico “Coração do Minho” muda de nome Segundo uma nota enviada ao PP, o “Coração do Minho”, grupo folclórico com sede em Hagen, muda o nome e, em vez de “Grupo Folclórico Coração do Minho”, passará, a partir de Janeiro de 2010, a denominar-se ”Grupo Etnográfico Coração do Minho”, com sigla abreviada para GECDM O Grupo Etnográfico Coração do Minho é composto por cerca. 50 membros com idades compreendidas entre os 10 e 60 anos e foi fundado em Abril de 2001 com a finalidade de fazer reviver e preservar os costumes, tradições, danças e cantares das encantadoras aldeias do minho “O nosso Grupo procurou desde o início cantar, dançar e trajar conforme recolhas feitas e que são cópias, tanto quanto possíveis fieis, da vida das gentes que orgulhosamente representa, nos finais do século dezanove e princípios do século vinte”, refere a nota enviada ao PP. Desde o inicio da sua existên-

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cia, o GECDM (Grupo Etnográfico Coração do Minho) especializouse no folclore e etnografia de Viana do Castelo encomendando os seus trajes de acordo com a tradição vianense sendo eles todos confecionados em Portugal por costureiras e tecedeiras especializadas nesta Arte. O Grupo Etnográfico Coração do Minho tem enriquecido o seu curriculum (com uma média de 30

actuações por ano) através das inúmeras apresentações em vários países onde conseguiu significantes sucessos . Os responsáveis e os membros do GECDM estão conscientes da sua responsabilidade e aprenderam no decorrer dos anos que só pode ser considerado como grupo representativo aquele que respeita tradição Etnográfica do Alto Minho.

nossa comunidade. A insegurança é grande e a necessidade de informação e de assistência é agora maior do que nunca”, por isso, “o reforço na área da assistência social com pessoal qualificado (nos consulados) é, neste momento, uma necessidade urgente e a ter em conta”. Por fim, as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das comunidades Portuguesas em 2010 deve ser “um evento com nível e dignidade. Sobre um eventual evento a realizar-se este ano para festejar esta data “nada ficou acordado devido espaço de tempo que se tem disponível”.

Consulado Honorário de Portugal em Munique Com pedido de publicação Rectificação 1 – O Consulado Honorário em Munique sempre esteve e está aberto ao público nas segundas e quintas-feiras das nove às treze horas, ao contrario do afirmado pelo Portugal Post 2 – Até Setembro de 2009 vinha todos os meses a Munique um funcionário competente do Consulado Geral em Estugarda tratar de assuntos consulares, evitando assim que os portugueses residentes nesta cidade tivessem de se deslocar a Estugarda para tratar de bilhetes de identidade, registos, serviço militar, etc. Sobre esta questão foi posteriormente tomada uma decisão a que o Consulado Honorário é alheio. Dr. Jürgen Adolf Cônsul Honorário de Portugal em Munique

Foto FAPA A foto que acompanhava o texto intitulado “CônsulGeral em Dusseldorf cria Conselho Consultivo” publicado na pág. 8 da anterior edição é propriedade da FAPA. Por não termos mencionado a sua fonte, pedimos desculpa aos autores da foto pelo lapso.

Sessão de esclarecimento sobre Direito de trabalho em Essen Numa iniciativa conjunta do senhor advogado Ferdinand Schrag e do Centro R.D. Português de Essen, realizar-se-á Sábado, dia 9 de Janeiro, pelas 17 horas uma sessão informativa sobre Direito de trabalho. Ferdinand Schrag, advogado para o direito de trabalho na região de Bochum e Dortmund, responderá às questões que os participantes lhe colocarão em português ou em alemão. Temas como casos despedimento (“Kündigung”), horário de trabalho reduzido (“Kurzarbeit”) ou acordo de anulação do contrato de trabalho (“Aufhebungsvertrag”), serão debatidos e esclarecidos pelo senhor advogado. A sessão de esclarecimento terá lugar nas instalações do Centro R.D. Português de Essen e.V, Girardetstr. 21 (entrada lateral) 2º andar, 45131 Essen. Já sabe, se tem alguma questão que merece ser esclarecida não falte a esta sessão.

Pais apelam à inscrição de alunos no curso e Português Os pais da região em volta de Heidelberg manifestam-se preocupados quanto à continuação do curso língua e cultura portuguesas. Num contacto junto de um representante da Comissão de Pais, foi-nos explicado que neste momento o curso, dividido por dois grupos, é frequentado por 16 crianças, sendo o primeiro composto por alunos até à sexta classe e o segundo é frequentado por alunos da sétima ao 12º ano que têm aulas uma ver por semana . A preocupação dos pais tem a ver com o facto de no próximo ano lectivo se correr o risco de não existir um número suficiente de crianças suficiente para manter o curso. A ideia dos pais é conseguir mais alunos para se formarem dois cursos em dois diferente dias da semana. Daí o apelo a todos os pais para inscreverem os filhos em idade escolar no curso. Assim, a comissão de pais da Escola Portuguesa em Heidelberg - Baden Wütenberg, informa que todas as quartas-feiras há aulas de português leccionadas por uma professora qualificada contratada pelo Estado portugês. Para mais informações contacte via telefone 0176 292 62 905 (Rosário) ou por via email: escolaportuguesa.heidelberg@hotmail.de


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PSD-Alemanha no Congresso do Partido Popular Europeu em Bona O presidente do secção do PSD na Alemanha, Artur Amorim, participou no Congresso do Partido Popular Europeu, casa politica em que estão integrados o PSD e o CDS/PP, realizado nos passados 9 e 10 de Dezembro no antigo parlamento alemão na cidade de Bona, capital da RFA desde o pós-guerra até à reunificação alemã. Artur Amorim fez acompanhar do secretário da mesa de assembleia de secção, Luis Rodrigues e por Carlos Dias, membro do núcleo de Dortmund. No comunicado que a secção da Alemanha do PSD enviou ao nosso jornal, Artur Amorim dá conta que o congresso juntou cerca de 600 delegados oriundos de todos os países da Comunidade Europeia. O comunicado destaca ainda a presença de Manuela Ferreira Leite e de Paulo Portas nos trabalhos do Congresso que elegeu o euro deputado do PSD Mário David para a vice-presidência do PPE. Tal como o comunicado refere, a Secção do PSD-Alemanha “não perdeu a oportunidade de prestar o seu contributo, ajudando assim a

Foto para a posteridade. Da esquerda: Paulo Rangel, deputado europeu, Carlos, Luis Rodrigues, PSD Alemanha, Manuela Ferreira Leite e Mário David

candidatura do nosso compatriota Mário David que assumiu a vicepresidência do PPE, com cerca de 56% dos votos”. Artur Amorim refere ainda que

Embaixada de Portugal em Berlim

Mensagem à Comunidade Portuguesa na Alemanha Nesta quadra natalícia, em que os valores de coesão familiar e de solidariedade social estão mais presentes, gostaria de dirigir à Comunidade Portuguesa e Luso-descendente os meus mais sinceros votos de Boas Festas e de um Próspero Ano Novo. Como todos sabem, estamos a atravessar uma difícil crise económico-financeira com repercussões que a todos afectam. Tanto na Alemanha como em Portugal, foram tomadas medidas com vista a relançar a economia e o emprego, em acção concertada no seio da União Europeia. Para este esforço, todos somos chamados a contribuir, com dinamismo, determinação e solidariedade, valores de que a Comunidade Portuguesa aqui radicada sempre tem dado provas. A Embaixada, em coordenação com os Postos Consulares na Alemanha, fará o seu melhor pela defesa dos interesses de Portugal e no apoio aos nossos compatriotas aqui residentes – missão que passa também pela criação de um relacionamento de maior proximidade com os utentes consulares e pela melhoria do serviço consular prestado. A par do reforço das relações bilaterais entre Portugal e a Alemanha, a promoção da Língua Portuguesa e da nossa Cultura manter-se-ão como uma das nossas prioridades de acção. A Língua Portuguesa constitui um importante património cultural de que todos devemos orgulhar-nos, incentivando os nossos Jovens a preservá-la e a valorizá-la como um elemento distintivo da Identidade e afirmação de Portugal no Mundo. A todos os meus votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo! José Caetano da Costa Pereira Embaixador de Portugal

o congresso reuniu a nata dos lideres conservadores europeus, bem como todos os primeiros-ministros pertencentes à família conservadora do PPE. Durão Barroso e a

chanceler alemã Ângela Merkel foram duas das figuras de maior destaque presentes no congresso, diz o presidente do PSD -Alemanha.

Fórum lusindex.de poderá não ser mais reactivado O lusindex.de, fórum de portugueses e luso-descendentes na Alemanha na internet, está temporariamente interrompido “devido a problemas surgidos com o funcinamento administrativo do sitio”, disse-nos a jovem Nélia Brito, responsável pelo e proprietária do portal. Segundo Nélia Brito, as dificuldades em conseguir empresas patrocinadoras que suportem financeiramente o projecto é uma das principais causas para esta inesperada interrupção que surpreendeu os seus utilizadores.

Com cerca de 1000 utilizadores inscritos, o lusindex.de foi criado em Novembro de 2007 e até ao momento da sua interrupção parecia ter todas as condições para se tornar num fórum electrónico da comunidade portuguesa. “Esta interrupção pode ser ou não o fim do lusindex.de”, disse-nos ainda Nélia Brito que, como o apoio do PORTUGAL POST, vai tentar encontrar patrocínios para dar continuidade a um fórum que a acabar será uma perda para a comunidade lusa neste país.

Vice-Cônsul em Osnabruck promove reunião para nomear Conselho Consultivo Depois de Estugarda e Dusseldorf, agora é a vez do Vice-Consulado Portugal em Osnabrück nomear o seu Conselho Consultivo. Segundo o PP pôde apurar, o Vice-Cônsul em Osnabrück, Manuel Silva, vai convocar para meados deste mês alguns portugueses para duas reuniões, sendo que uma delas será com professores da área, para nomear o dito Conselho Consultivo. O PP sabe que, para além dos membros que irão pertencer este Conselho Consultivo a ser indicados por um grupo alargado de portugueses que estarão presentes nas

reunião, Manuel Silva pretende nomear três elementos para o referido Conselho. Personalidades como o ex-conselheiro Nelson Rodrigues, a advogada residente em Münster Licínia Santos e a professora e colunista do PORTUGAL POST Maria de Lurdes Apel serão convidados por Manuel Silva. Os encontros para a criação do Conselho Consultivo em Osnabrück serão realizados a 9 e 10 de Janeiro Recorde-se que a área de jurisdição do Vice-Consulado de Portugal em Osnabrück abrange cerca de 15.000 portugueses.

Caixa Geral de Depósitos divulga novos horários em Hamburgo, Colónia e Estugarda O Escritório da Caixa Geral de Depósitos, num contexto de reorganização regional, divulga os novos horários a vigorar a partir de Janeiro, nos atendimentos presenciais nas principais cidades do país. Situada em Berlim, no mesmo edifício da Embaixada de Portugal, do Consulado, da AICEP e do Turismo de Portugal, a sede do Escritório mantém o horário diário, de segunda a quintafeira das 9 às 13 e das 14 às 18 horas, e às sextas das 9 às 13 e das 14 às 16 horas. “A nossa equipa prestará todo o apoio e aconselhamento a clientes residentes em toda a Alemanha, que se dirijam ao Escritório ou nos contactem por telefone, carta ou e-mail. Assim, com toda a comodidade, poderá solicitar os principais serviços bancários, entre os quais abrir uma conta, organizar cartões de débito ou de crédito entre outras operações”, afirma a responsável do Escritório, Giselle Ataíde. Onde há rede, há Caixa, tem sido a nova campanha da Caixa no Mundo! Considerando a diversidade de opções e riscos e a necessidade de um aconselhamento qualificado, o Escritório da Caixa mantém os seus atendimentos complementares a fim de oferecer uma oportunidade adicional para um atendimento personalizado noutras cidades, a par de Berlim, mas agora com novos horários: Estugarda (2ª e 3ª feira), Colónia (4ª feira), Frankfurt (5ª feira) e Hamburgo (6ª feira).

Os atendimentos passam a contar com a colaboração de Miguel Raposo (na foto em cima), que trabalha, desde 2008 no Escritório em Berlim e que agora passará a acompanhar os clientes da região de Hamburgo à sextafeira.

Por outro lado, Carlos Pereira, a trabalhar para o Escritório desde 2005, continuará a prestar o atendimento em Estugarda e Frankfurt e agora à quarta-feira também em Colónia.


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Rui Paz abandona o CCP e dá o lugar a Fernando Genro

PP

Cônsul em Düsseldorf convoca professores para reunião O Cônsul-Geral de Portugal em Dusseldorf, João Bernardo Weinstein (na foto) convocou para o próximo dia 16 deste mês uma reunião com todos os professores da sua área de jurisdição. Num mail enviado aos professores, o consulado dá conta que “a partida do docente de apoio pedagógico („coordenador“ a nível regional) no passado mês de Agosto deixou vago este posto junto do Consulado Geral, situação que muito lamentavelmente ainda se mantém”. E, ao que parece, a situação não se vai resolver tão cedo porque o chefe daquele posto insiste em ser ele quem tem competências para nomear o dito “coordenador” a nível regional. Opinião contrária têm os Serviços de Coordenação de Ensino da embaixada que reivindicam as competências para área e só esse serviço é que podem nomear o “coordenador” regional. Entrementes, para contrariar os Serviços de

GENTE UMA DAS REFERÊNCIAS DO JAZZ EUROPEU, CARLOS BICA, contrabaixista e compositor, despertou para a música em Portugal, sendo no entano na Alemanha que deu um significativo salto na sua carreira. Frequentou a Academia dos Amadores de Música, em Lisboa, tendo depois prosseguido a sua formação nos Cursos de Música do Estoril e na Escola Superior de Música de Würzburg. Foi membro da Orquestra de Câmara de Lisboa e de colectivos congéneres na Alemanha, como a Bach Kammerorchester e a Wernecker Kammerorchester. A sua música reflecte as influências correspondentes a um percurso multifacetado – clássico, folk, rock e jazz – tendo colaborado em projectos, e gravado, com músicos internacionais nestas várias áreas. Também trabalhou e gravou com intérpretes da música popular portuguesa, nomeadamente de fado. Editou vários álbuns a solo e em grupo. Viaja frequentemente para Portugal e tem sido convidado para representar o Goethe-Institut, entidade estatal de promoção cultural alemã, em digressões internacionais nas quais apresenta a sua música.

Coordenação de Ensino, o cônsul explica no mesmo e-mail enviado aos professores que “o novo Regulamento Consular (DL nº 71 de 31 de Março de 2009) consagra a autoridade do Cônsul Geral em matéria de coordenação do ensino na sua área de jurisdição”, ou melhor dizendo, o que o cônsul quer dizer é que é ele que tem competência para nomear o dito “coordenador” e não os Serviços de Coordenação de Ensino em Berlim. Face à inexistência de Professor de Apoio no consulado, o cônsul vê pairar no horizonte problemas na colocação de propfessores no próximo ano lectivo. “Não podemos deixar de recordar, também, um aspecto prático essencial: se nos últimos três anos não se verificaram atrasos na colocação dos professores, que puderam assim iniciar a sua actividade a tempo, isso deve-se em exclusivo ao planeamento efectuado pelos serviços de apoio regional deste Consulado Geral. Infelizmente, neste momento e perante o vazio existente, não há

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qualquer garantia de que no próximo ano não se verifiquem sérios problemas com a colocação dos professores contratados por Portugal”, diz o cônsul na sua missiva enviada aos aos professores. Para tentar fazer luz sobre o assunto, o PP tentou indagar junto do cônsul e sobre a possibilidade de uma entrevista, entrevista essa recusada pela voz de Fernando Matos, funcionário do consulado, dizendo que, e citamos, “o cônsul não vê a necessidade de responder” . Igual pedido foi feito à responsável pelos Serviços de Coordenação do Ensino que nos disse não estar autorizada a conceder entrevistas ao PP. Entretanto, e isto é o mais importante para os leitores, as questões respeitantes ao ensino na área de jurisdição do consulado em Düssedorf são tratadas nos Serviços de Coordenação de Ensino junto da embaixada em Berlim, onde, de resto, funcionam, para já, os serviços de Professor de Apoio (SARE) para área do consulado em Düsseldorf.

Fernando Genro (à esq.) substituirá Rui Paz (à dir,) no CCP

O membro eleito do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) Rui Paz vai abandonar aquele órgão por motivos de saúde. Será, assim, substituído por Fernando Genro, primeiro substituto da lista por onde Rui Paz foi eleito. Fernando Genro, ex-dirigente da Associação Sãojorgense, membro da direcção da Federação de Associações Portuguesas na Alemanha, substitui Rui Paz que deixa o CCP depois de ter produzido, quer no ex como no actual CCP, um trabalho de reconhecido mérito em prol da comunidade portuguesa residente neste pais. Por isso, espera-se agora que Fernando Genro esteja à altura das exigências e das expectativas a que Rui Paz nos habituou.

Caro/a Leitor/a: Se é assinante, avise-nos se mudou ou vai mudar deresidência

Fala o Leitor Saramago, Biblia e outras escrituras Exmo Senhor Director do Portugal Post, Gostaria de tenta fazer um pouco de luz acerca da polémica à volta do livro de J.Saramago. A BIBLIA é motivo de muitas interpretações ,por isso é que existem cerca de 1300 religiões fruto disso ,e eu gostaria de partilhar a minha opinião sobre o assunto. Ptolomeu Bartolomeu no ano 287 antes de Cristo deu inicio à tradução da Biblia do hebreu para o grego e para isso convidou 72 sábios de Israel (6 de cada tribo) para traduzir, tradução esta conhecida por SEPTUAGINTA. Toda esta polémica não teria acontecido se Saramago tivesse compreendido que os cinco primeiros livros escritos por Moisés, chamado também de PENTATEUCO, a TORA judaica .São leis feitas para um povo de dura cerviz como relatam as escrituras. Leis essas que consistiam em fazer lembrar muitos princípios, normas ,cerimónias, rituais e símbolos que tinham o fim de fazer o povo lembrar-se dos seus deveres e responsabilidades. Incluía a lei moral, ética religiosa, mandamentos e cerimónias fisícas -inclusive sacrifícios .Parte dessas leis terminaram com a vinda de CRISTO, no entanto os judeus não aceitaram CRISTO como seu salvador. Os judeus ortodoxos são os fariseus do novo testamento e utilizam ainda hoje a TORA como guia assim como o TALMUD que è a interpretação oral das leis da TORA que foram passadas de boca em boca em épocas de aflição como perseguições, etc,. Schieder da Silva, Munique


Angola • Brasil • Guiné-Bissau • Cabo-Verde • Moçambique • Portugal • São Tomé e Principe • Timor Leste

Lusofonia

Acordo social entre o Brasil e a Alemanha beneficia trabalhadores em ambos os países Entre diversos acordos bilaterais assinados por ocasião da última visita do presidente Lula à Alemanha, no início de Dezembro de 2009, está o Acordo de Previdência Social entre os dois países, que beneficiará brasileiros profissionalmente a trabalhar na Alemanha e vice-versa. Assinado pelo ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, e pelo secretáriogeral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o embaixador António de Aguiar Patriota, o acordo assegura e regulamenta a protecção social de cidadãos brasileiros e alemães nos respectivos sistemas de previdência social Uma das novidades é que as pessoas que exercerem uma actividade profissional no Brasil e na Alemanha poderão somar os tempos de contribuição para a reforma prestada nos dois países, a fim de preencher as condições para requerer a aposentação. Os períodos a serem totalizados não podem recair, no entanto, sobre o mesmo espaço de tempo. Se um brasileiro tiver trabalhado durante um período de sua vida profissional na Alemanha e continuar a trabalhar no Brasil até poder aposentar-se, passará a rece-

ber as prestações sociais de ambos os Estados, proporcionalmente aos tempos de contribuição em cada país. Além disso, o acordo – baseado no chamado princípio de capacidade de exportação, válido dentro da União Europeia – prevê o paga-

mento ilimitado de aposentações no outro Estado. Pessoas que se aposentaram na Alemanha e passaram a residir no Brasil recebiam até agora apenas 70% do que lhes caberia se morassem na Europa. A partir de agora, o pagamento integral dos vencimen-

tos por parte da previdência alemã também passa a valer para os aposentados estabelecidos no Brasil. O acordo também soluciona o problema de pessoas temporariamente deslocadas por seus empregadores para o outro país. Durante uma permanência de trabalho de

até dois anos, a pessoa não precisa se desligar da previdência do país de origem. Essa medida atende, sobretudo, ao interesse de empresas com funcionários com actividade no Brasil e na Alemanha, criando mecanismos para evitar a dupla previdência. Os funcionários de empresas alemãs enviados ao Brasil, por exemplo, são isentos de contribuição para a reforma no país que os recebe temporariamente, continuando sujeitos à legislação alemã sobre a obrigatoriedade da contribuição. O mesmo vale para brasileiros que sejam enviados por seus empregadores para trabalhar na Alemanha por um período de até 24 meses. Antes de entrar em vigor, o Acordo de Previdência Social entre Brasil e Alemanha ainda deverá passar pelo crivo do Congresso em Brasília e das duas câmaras do Parlamento em Berlim (Bundestag e Bundesrat). Estima-se que ele passe a vigorar na segunda metade de 2010, após ratificação e publicação. O Brasil já tem acordos semelhantes com Portugal e Itália, experiências que deram bons resultados até hoje. Simone Lopes Cortesia DW Publicidade

UE dá 17 milhões de euros à Guiné-Bissau por bom desempenho A União Europeia concedeu ao governo da Guiné-Bissau um apoio orçamental de 17,18 milhões de euros como ajuda em reconhecimento pela boa condução da política macroeconómica do país, indicou o responsável da delegação do bloco europeu em Bissau, José Puig Vara. Vara afirmou, no momento da assinatura da convenção do financiamento com o ministro guineense das Finanças, Mário Vaz, que a UE pretende demonstrar dessa forma a satisfação com o desempenho do actual governo.O desbloqueio dos recursos “demonstra o empenho da Comissão e dos Estados Membros da UE em apoiar as finanças públicas da GuinéBissau no quadro da estratégia de luta contra a pobreza e de desenvolvi-

mento” do país, disse Vara.?? Além disso, destacou que em 2009 a ajuda orçamental dos parceiros da GuinéBissau sofreu um atraso considerável devido à violência política que agitou o país durante o primeiro semestre do ano, facto que, disse, foi “rapidamente corrigido com a normalização democrática da vida institucional”. O encarregado de negócios da UE destacou ainda que ao desembolso anunciado acrescenta-se o que foi efectuado no mês de Setembro, num montante 3,77 milhões de euros, totalizando em 2009, um desembolso global de 20,95 milhões de euros. Isso representa 16% do orçamento de receitas do país africano.?? Segundo Vara, a UE considera que apesar das dificuldades do contexto político e da crise internacional, o governo guineense mostrou “um de-

sempenho financeiro notável”, sobretudo pagando regularmente os salários aos funcionários públicos e respeitando os programas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na gestão das finanças publicas.?? Além de ter tomado outras medidas importantes, o governo aprovou no Parlamento o Orçamento do Estado do próximo ano ainda em Novembro passado, bem como elaborou um calendário de compromissos de gestão macroeconómica dentro dos parâmetros exigidos pelas instituições internacionais. Com o dinheiro disponibilizado hoje pela UE, o ministro das Finanças guineense, Mário Vaz, prometeu regularizar, a partir de Janeiro, os atrasos salariais de 2008, pagar aos fornecedores do Estado e ainda a dívida pública com os bancos privados.


Entrevista

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Lá bem no sul do inóspito Sudão o coração generoso luso também bate! Já há muitos anos que o Padre Feliz Martins é-me muito familiar. Fomos colegas de escola. Convivemos anos a fio. Respirámos o mesmo ar. Compartilhamos algumas aventuras na infância e na juventude. Após alguns anos de separação geográfica, eis que conseguiu vir até a Alemanha. Entretemonos muitas horas a tornar presente os tempos passados. Não resistimos à tentação de fazerlhe uma entrevista para o PP. Achámos conveniente colocar aos leitores uma outra forma de emigração. A região martirizada do Darfur, a sul do Sudão, é sobejamente conhecida. Rios de tinta tem corrido na imprensa mundial que o desinteresse politico acaba por apagar.Aldeias queimadas, perseguições, dizimação de milhares de pessoas só porque pertencem a culturas diferentes.

José Gomes Rodrigues

Fale-nos de Darfur e da sua gente. É uma região do tamanho da França situada no extremo Oeste do Sudão, o maior pais da Africa. O Sudão, onde tenho estado como missionário já há quase 20 anos tornou-se conhecido em todo o planeta pela assim chamada guerra do Darfur que assola aquela região

O povo do Darfur não deve ditar aos outros o que poderão ou não fazer. No entanto, agradece a todos quaisquer iniciativas que surjam em qualquer lugar. Com toda a certeza, também os portugueses da “diáspora” estarão incluídos no seu pensamento de gratidão.

desde há mais de cinco anos. Ali vivem etnias de origem árabe (Rezeigat e outras) que se consideram superiores às etnias de origem africana (Fur, Zaghawa, Massalit, etc) e é mesmo isto o que está a provocar a guerra ou conflito armado. Porquê missionário nessa terra se em Portugal e resto da Europa há tantas necessidades? A Igreja procura estar presente onde existem seres humanos. É verdade que eu poderia ficar em Portugal porque aqui como qualquer país da Europa há também muita necessidade. Mas o mandato da distribuição dos “trabalhadores” nos vários sectores da Igreja vem de Publicidade

Astrologia, Karma e Felicidade de Cristina Candeias

Jesus Cristo que convida e chama uns para ficar e outros para partir. Se cada um segue a sua vocação não há-de faltar pessoal missionário em Portugal nem no resto do mundo. Quais os problemas humano religiosos com que se depara o Darfur e, mais concretamente, a sua missão de Nyala? A maioria dapopulação do Darfur é muçulmana. A presença da Igreja já lá era uma realidade antes desta guerra, que não é de tipo religioso. O trabalho missionário, em qualquer parte do mundo, nunca está ausente da promoção social das pessoas com quem se vive. E muito menos agora com o conflito armado no Darfur em que os problemas são de emergência em todo e qualquer sector. Neste sentido não fazemos distinção entre cristãos, muçulmanos ou não crentes. São simplesmente seres humanos e filhos de Deus, de cujos problemas não podemos ficar alheados e distantes.

Preço, 20,99 €

Formato: 14x21cm Páginas: 112

Cupão de encomenda na página 23

A astróloga residente do programa "Praça da Alegria", de Jorge Gabriel, tornouse um fenómeno nacional, com as suas previsões em directo. Este é o seu primeiro livro. O livro que nos ensina a atravessar o deserto para encontrar o oásis e a felicidade plena. É necessário reflectir sobre quem fomos, o que somos e o que temos de vir a ser. Só depois de aceitarmos os nossos processos de mudança a vida se nos revelará.

Qual é o seu trabalho concreto junto das populações de Nyala? Nos campos de refugiados/desalojados, as pessoas dependem em tudo de quem os possa ajudar. Neste caso, eu e os meus colegas da missão parecemo-nos e confundimo-nos com as agências humanitárias. Aí há feridos a cuidar, há pessoas que já não esperam nada da vida nem de ninguém, porque perderam os seus familiares e haveres nos ataques das milícias armadas. São como pessoas mortas ambulantes a quem tentamos dar vida, dignidade e esperança. Há escolas que se levantam. De por si, isto já é ser missionário. No entanto, não deixamos de estar disponíveis para aqueles que já começaram a caminhada da fé

cristã ou que a querem iniciar. A comunidade eclesial é, mais bem, constituída por gente de tribos africanas que vieram do Sul do país. Como tem reagido a Igreja portuguesa ao apelo do Darfur? Respondeu de forma maravilhosa. Foi muito bom saber que os jovens, em contacto com os missionários. A oração de muita gente chegou ao Darfur traduzida, em muitos casos, em ajudas materiais. Destas ajudas, uma escola surgiu no centro católico do campo de refugiados/desalojados em Bileil. Nós encaminhámos os donativos para essa iniciativa da escola porque estamos certos que a cultura é uma arma na mão dos pobres e destituídos. Qual tem sido o papel dos políticos para acabar com esse drama? Os políticos, geralmente, fazem muito quando e porque têm os meios de comunicação ao seu lado. Mas os interesses políticos minam e atraiçoam as palavras e as lindas promessas de muitos no mundo. A vergonha e o escândalo estão mesmo aí. Acredito que poderiam fazer muitíssimo mais para que a paz seja uma realidade hoje naquela região martirizada do Sudão. No entanto, ainda que a sua intenção não seja total e radicalmente a favor dos pobres e oprimidos, há alguns resultados positivos. E a vontade de sobreviver a todo o custo faz com que os darfurianos não deixem de agradecer todas as migalhas que lhes vão chegando dos resultados positivos dos políticos do mundo inteiro. Que podemos fazer nós, comunidades de portugueses na “diáspora”?

Teve a oportunidade, embora muito vagamente, de visitar também duas mesquitas turcas e verificou que existe da nossa parte um desejo, esforço ou tentativa de „Diálogo Inter-religioso“. Pode dizer-nos algo sobre a tua experiência aqui e em Nyala neste campo? Cito as suas mesmas palavras: um desejo, esforço e tentativa. Isso é bom mas, por vezes, tenho a impressão de que se fica só por aí. No entanto, são de louvar todos os esforços e iniciativas que se têm feito no âmbito do Dialogo Inter-religioso em todo o mundo. Por sua parte, a Igreja tem tentado trilhar esse caminho com os irmãos e irmãs de outras religiões que juntamente connosco partilham o espaço do planeta. Particularmente em Nyala-Darfur, onde a esmagadora maioria são muçulmanos, o diálogo inter-religioso já despertou, mas ainda está a esfregar os olhos, vivendo-se a um nível ainda muito inicial. Duvido mesmo que alguns, quer por parte de nós cristãos quer por parte dos nossos irmãos muçulmanos, se tenham questionado acerca de tão importante matéria. Em Nyala vivemos o diálogo da vida. Refiro-me, sobretudo, aos contactos ocasionais, nos encontros que nos proporciona o dia a dia. Acontece, mais bem, em encontros pessoais e entre amigos. Não obstante, entre mim e o meu amigo e irmão muçulmano ainda há duas religiões bem distintas com uma grande distância e um longo percurso a transpor. Nas quase duas semanas que passei entre Neuss e Colónia tive ocasião de constatar que, de facto, existe um desejo, esforço e tentativa em direcção ao diálogo inter-religioso. Notei também que o passo de alguns é mais decidido e procura provocar os outros para se levantar e caminhar nessa direcção. É um bom sinal, mas quando não se caminha ao mesmo passo, há o perigo de querer arrastar o outro ou fazê-lo caminhar à força. Creio que há que dar mais espaço ao exercício da paciência e da liberdade do outro. O diálogo inter-religioso é tanto necessário quanto nobre no nosso mundo de hoje. O seu percurso é o percurso do homem que se contempla perante o seu Criador numa atitude de grande humildade.


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Língua Portuguesa

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Desvios metalinguísticos

Sente que o Novo Acordo Ortográfico é confuso? Sente que o Novo Acordo Ortográfico é confuso? Que nunca se vai habituar? Que nem sequer teve voto na matéria? O facto é que não houve uma consulta aos profissionais que trabalham com a língua, como os escritores, jornalistas e professores. Ninguém foi ouvido, o acordo foi imposto tanto no Brasil como em Portugal. E de que lado ficaria se pudesse, de facto, votar? Até onde estaria disposto a ir? Joaquim Peito «No princípio era eu, a Onomatopeia. E eu distribuí os sons aos fenómenos. Foi um BUM! (ou BIG BANG!, como se diz). E aquele estertor, chocalhando a vaziez do nada mais nada já havido, era eu, a Onomatopeia, obrando o mundo à minha maneira.» Assim começa “O Verso da Língua” - o romance gramatical do (des)acordo ortográfico, do brasileiro Juva Batella, nascido no Rio de Janeiro e que vive em Portugal desde 2004 na cidade de Lisboa, o fruto mais exótico da polémica sobre o Projecto de Unificação Ortográfica para a Língua Portuguesa. Juva consegue aglutinar bom humor e eloquência numa história extremamente original. Numa discussão dramática, com aventura e romance, em redor da gramática, o mote é lançado sobre o acordo ortográfico entre o Brasil e Portugal em acesas discussões no “Debate-

douro”, local onde se reúnem os protagonistas para votar o dito acordo, e na casa do Enredo, arquitecto incógnito de toda a acção. Um autêntico policial gramatical sobre o Acordo Ortográfico, com o selo da Presença, agora publicado em Portugal depois de ter sido publicado no Brasil pela primeira vez em 1995. É uma versão adaptada a Portugal com uma rescrita sintáctica do texto com mudanças dos gerúndios para o infinito e também introdução a algumas referências culturais. Substituição da Sónia Braga pela Soraia Chaves e uma cidade do interior de Minas Gerais por Carrazela de Ansiães. Tudo começa numa reunião entre sinais de pontuação, classes de palavras e funções sintácticas. Uns são contra o Novo Acordo, outros não! Uma coisa é certa: cada uma tem a sua razão. No entanto, como

pessoas e leitores, acho que temos de procurar nós próprios uma razão para nos defendermos, e não é procurando neste livro, que se trata simplesmente de uma discussão entre coisas que constam na gramática e que consideramos essenciais! Entretanto, o Ponto Final desapareceu. Raptado? Porquê? Sem o Ponto, o Novo Acordo não pode avançar! Quem ia querer impedir de tal maneira o Acordo que levaria a este extremo? Todo o livro é cheio de imaginação e brincadeira. Brincadeira porque Batella pega na Gramática Portuguesa e cria personagens, imensas, imensas, imensas personagens, todas saídas das gramáticas portuguesas. Melhor ainda, cada uma tem uma palavra a dizer, o que as torna super interessantes. Um livro engraçado, uma brincadeira que se desenvolve muito maduramente! Até fiquei impressionado nesse aspecto! A história é bastante sólida e tem um enredo que não se pode dizer apenas „giro“, mas sinceramente adulto. Um ponto de interrogação é um sujeito que faz perguntas, um filósofo. O advérbio de igualdade é um comunista e o advérbio de superioridade é um laivo totalitário e por aí adiante... Os substantivos e os verbos inclinaç?es existenciais. Todas as personagens são figuras da língua portuguesa, os advérbios, verbos e

substantivos não são brasileiros, nem portugueses, nem de Cabo Verde ou Angola. São de todos esses lugares. É como se o livro estivesse no meio do Atlântico. Não se pode colocá-lo nem cá nem lá. Para isso teria que ter um carácter híbrido. Ser brasileiro e português ao mesmo tempo. O texto é tal e qual um teatro, mas em prosa motivado por uma espécie de animismo. Cada uma tem a sua fala, o seu aspecto. É sinceramente muito engraçado, e tanto ouve alturas em que me ri um bocado como alturas em que senti que aquelas personagens, que são tão conhecidas, mas abordadas de maneira tão diferente aqui, que nos leva a procurá-las, a querer falar com elas. Uma trama policial que tem como personagens as figuras sintácticas e gramaticais como as Aspas, o Substantivo, a Sílaba, o Sujeito ou o Til, a Metáfora, a Nota de Rodapé e o Ponto Final, seres intervenientes na Narrativa. E por falar em Ponto Final, alguém o sequestrou antes da Norma ser concluída. Será que está suspenso pelas Aspas? Juva Batella foi longe, e criou esta trama insólita - onde não faltam mistérios, sequestros, assassinatos, suicídios e investigações policiais à italiana - protagonizada pelo Verbo, pelo Substantivo, pelo Dr. Aurélio, pelo Pleonasmo, pelas Gírias, pelas Interjeições, pelo Palavrão, pelo Negrito e o Itálico e por

muitos outros. Todo o universo da língua está aqui, num romance híbrido - policial linguístico - sobre a violência das palavras e a nossa língua-pátria, essa língua transatlântica que todos falamos e que nos faz dizer, como Caetano Veloso: «Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões». Um livro que não adopta uma posição relativamente ao Acordo. Expõe, através das personagens, os diversos argumentos sem favorecer (em lógica ou mestria da retórica) um ou outro lado. É também uma obra de grande actualidade na corrente conjuntura política entre os dois países, sobretudo em Portugal, onde a discussão parece ser mais apaixonada pela previsível perda de força e influência do português padrão no mundo lusófono. O Brasil é o único país que recebeu a língua de fora e que impõe uma revisão da língua ao país matriz, como se os Estados Unidos impusessem um acordo ortográfico à Inglaterra. Recomendo a sua leitura para quem procura um livro... Algo diferente. Um livro com personagens tão ideais!!! Acho que será sempre o tipo de leitura que passamos e que até apreciamos, como um chá das cinco. E para um verdadeiro interessado pela Língua Portuguesa, especial para jovens, mas atraente para qualquer idade. Ao mesmo tempo que diverte, o livro instrui sobre o nosso idioma e a sua história.

Os portugueses complicam desnecessariamente uma língua que é uma obra-prima O Português é uma „obraprima“ vítima de „um processo de banalização gravíssimo“ e a parcela de palavras empregues é „ínfima“ face às possibilidades, afirma o filólogo Artur Anselmo, segundo quem faltam os puristas da Língua. Para o presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, o Português está a ser vítima de „um processo de banalização gravíssimo“, que faz com que, cada vez mais, „as pessoas falem todas da mesma maneira“, empregando „uma parcela ínfima“ dos vocábulos ao seu dispor. „Nós temos 110 mil palavras dicionarizadas - e não falo nas locuções, que aí iríamos para as 300 mil - e o Português básico está reduzido a menos de mil palavras, o que é péssimo“, declarou , criticando „esta falta

de variedade, esta uniformidade em que caímos“. „O verbo ‘pôr’ está a desaparecer, hoje toda a gente ‘mete’... Diz-se ‘meto a mesa’ em vez de ‘ponho a mesa’ e isto é mau. O verbo ‘fazer’ também está a desaparecer: já ninguém ‘faz’ perguntas, toda a gente ‘coloca’ questões“, exemplificou o filólogo. Na sua opinião, „os portugueses complicam desnecessariamente uma língua que é uma obra-prima da nossa História“ quando „o simples é o contrário do banal - falar com simplicidade, é falar bem, não é falar difícil nem com estereótipos banalizados“. „O purista acabou, aquele indivíduo que nos dizia constantemente as regras da língua“ já não existe, considerou Artur Anselmo, para quem a ortografia é importante sobretudo para „ajudar à pronúncia correcta“. „Agora, o que é a pronúncia correcta, a chamada ortoépia?“, questionou-se, recordando que, tradicionalmente, se considerava que,

no caso de Portugal continental, essa pronúncia passava numa isoglossa (fronteira geográfica de uma certa característica linguística) „situada aproximadamente entre a Mealhada e Leiria“, dando-se como exemplo o ‘falar de Coimbra’, „devido ao prestígio da erudição universitária“. Actualmente, „a ortoépia é feita pelos comunicadores, pelos locutores. Os ‘predicatores’, que antes eram pessoas ligadas à Igreja e à Universidade, hoje são os comunicadores“. Por outro lado, o número de filólogos „tem diminuído consideravelmente“ em Portugal, pois vive-se uma época „em que esse tipo de preparação universitária não é rendível ou, como para aí se diz, ‘rentável’“, comentou. „Eu digo ‘rendível’ porque sei que vem do latim e sei que o ‘rentable’ francês deu o galicismo ‘rentável’ mas vou para a praça pública crucificar-me a dizer ‘passem todos a usar rendível’?“, interrogou-se, dando também o exemplo dos Países Africanos de

Língua Oficial Portuguesa, cujo acrónimo correcto é PALOP. Os portugueses dizem, por vezes, ‘PALOPS’. „O ‘s’ não sei de onde veio mas o que é que eu vou fazer? Vou pegar numa régua e ameaçar todas as pessoas que dizem PALOPS? Quem manda na língua são os seus falantes e, se estes a falam mal, o problema é deles“, declarou o investigador da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para quem nem o Acordo Ortográfico „vai resolver todos os problemas“. „As línguas vão continuar a evoluir“, sublinhou Artur Anselmo, dando como exemplo o Inglês: „Percebo que os ingleses não tenham acordo nenhum com a Austrália e que os australianos não tenham acordo nenhum com os Estados Unidos da América. Nós queremos consultar um dicionário do Inglês de Inglaterra e consultamos o Oxford mas, se queremos consultar o Inglês dos Estados Unidos, vamos ao Webster“.

No caso da Língua Portuguesa, para o Português do Brasil existem dicionários como „o Aurélio ou o Houaiss“, enquanto para o Português de Portugal estão disponíveis obras como o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de António Cândido Figueiredo, originalmente publicado em 1899 e objecto de várias reedições. No que respeita à Filologia, o presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia comentou que esta área de estudo não é muito atraente „numa sociedade de consumo em que o dinheiro é adorado em todas as ocasiões“. „Infelizmente, o discurso que as gerações mais antigas passam aos novos é aquele que já se passava no meu tempo. Quando eu decidi ir para Letras, as amigas da minha mãe diziam ‘Letras são tretas’“, recordou, afirmando não estar, contudo, arrependido da escolha. „Eu amava as Letras mais do que a mim próprio e por isso cá vou andando, feliz da vida“, assegurou.


Radio Dreyeckland

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Freiburg: Radio Dreyeckland com 19 anos de programas em português Fez no passado dia 15 de Dezembro, precisamente 19 anos que foi emitido em Freiburg a primeira edição do programa “Boa Tarde Portugal” na Rádio Dreyeckland. O programa é emitido todos os sábados, entre as 14 e as 15 horas, em 102,3 MHz da frequência modulada (FM). “Nós tínhamos um Centro cultural português aqui na cidade, frequentado por muitos alemães. Um dia, um dos responsáveis por esta rádio, que por sinal também era advogado, apareceu-nos no Centro e perguntou se não queríamos animar um programa em português” lembra Joaquim Hipólito Carrinho, um dos três animadores do programa. “Claro que estávamos interessados, mas não tínhamos profissionais capazes de fazer o programa. No entanto, o senhor disse-nos que ninguém nasce ensinado e propôs-se ajuda”. Foi assim que tudo começou em 1990. “Na altura estava aqui uma jovem de Lisboa que veio cá estudar e dois dos meus colegas estavam mais a par do que era uma rádio” continua a explicar Joaquim Hipólito Carrinho. Os primeiros programas foram para o ar. Começava uma nova aventura que ainda hoje dura. Desde então o programa guardou sempre o mesmo nome, mas a equipa foi evoluindo. Hoje, para

Agostinho Dias

Joaquim Hipólito

Sara Dias

além de Joaquim Hipólito Carrinho, participam no programa Agostinho Dias e Sara Dias. “Cheguei aqui por acaso em Outubro de 1996. Ainda era eu pequenina. A filha do senhor Hipólito teve de ir estudar para fora e perguntaram-me se eu queria fazer a parte dela no programa. E eu aceitei” explicou ao Portugal Post Sara Dias que já participa no programa há mais de 13 anos. Por sua vez, também Agostinho Dias chegou ao programa por mero acaso. “Vinha cá todas as semanas trazer a minha filha e acabei por ficar a fazer a técnica do programa” contou-nos. Agostinho Dias também é o responsável pelo grupo folclórico português de Freiburg e é membro da Comissão fabriqueira da missa portuguesa da cidade. O programa tem uma vertente musical, mas também dá muitas informações tanto dos Serviços de estrangeiros da cidade como dos Serviços consulares. “Esta rádio é muito politizada” diz Joaquim Hipó-

lito Carrinho. “Tivemos alguns problemas porque os dirigentes da rádio queriam que nós falássemos mais de política, só que os Portugueses que moram aqui não se interessam pela política e nós sempre evitamos esse tema”, confessa ao Portugal Post. A Rádio Dreyeckland é um projecto associativo, sem fins lucrativos.“Nós também fazemos parte da associação” diz Agostinho Dias. É que para além de darem uma parte do seu tempo livre, os três animadores ainda pagam para fazer programas de rádio! “Mas fazemos isto por paixão” dizem quase em coro. A maior recompensa acaba por ser mesmo o impacto que o programa tem junto da Comunidade portuguesa. “Temos mais de 30 a 40 chamadas por programa” diz Agostinho Dias. “Os dirigentes da rádio até ficam admirados por termos tanta participação. Este é um dos programas com mais impacto”. Para mais, uma loja de produtos

portugueses da cidade oferece prémios que certamente motivam os ouvintes. “Telefonam para pedir discos, para comentar assuntos ou simplesmente para falarem connosco”. Nenhum dos animadores teve formação para fazer rádio. “Aqui somos todos amadores” diz Joaquim Hipólito Carrinho. Mas amadores com largos anos de experiência radiofónica. “Se quisermos, podemos participar nos workshops que a rádio organiza, mas nunca tivemos disponibilidade para participar. Aprendemos a fazer...” completa Agostinho Dias. Mas Dezembro foi um mês importante. O Natal chegou antes do tempo para os animadores portugueses já que a Direcção da rádio decidiu atribuir mais uma hora de emissão à Comunidade. O novo programa chama-se “Portugal em Directo”. “É um novo programa dedicado aos jovens, com muita música – música mais jovem – e

tentamos abordar alguns temas de sociedade, queremos trazer aqui grupos, fazer entrevistas... é um programa diferente do Boa Tarde Portugal, mas as pessoas que ouvem um, também ouvem o outro programa” diz ao Portugal Post Sara Dias, que passa a ser responsável pelo “Portugal em Directo”. Para além de ser animadora de rádio, Sara Dias é também estudante universitária. Estuda italiano, português e ciências musicais. Mas também dá aulas de música, faz parte de um grupo de teatro universitário em língua portuguesa, do grupo de folclore português de Freiburg, do grupo coral da igreja portuguesa e gravou recentemente um disco de fado.“Com uma gestão rigorosa do tempo consegue-se fazer tudo isto” diz a sorrir. “Um dia, quando estávamos a preparar uma festa de Natal, surgiu a ideia de cantar fado. Ainda hesitei porque julguei que as pessoas não iam gostar” confessa ao Portugal Post.“Mas como as pessoas gostaram, olhe, trabalhei mais a sério, até que surgiu este disco”. A Rádio Dreyeckland tem também um programa dirigido à Comunidade brasileira residente na cidade. Para além de ser ouvida em Freiburg, a rádio chega também às regiões fronteiriças de França e da Suíça. Texto e fotos Carlos Pereira (LusoJornal) Publicidade


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Cultura

PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2010 Publicidade

Região do Ruhr mostra-se ao mundo As chaminés fumegantes, minas de carvão e siderugias, entre outras industrias, foram durante muitas décadas o símbolo da Região do Ruhr, o maior distrito industrial da Alemanha. No ano que agora começa , o Ruhrgebiet - com 53 cidades e cerca de 5,3 milhões de habitantes, o terceiro maior centro urbano da UE - vai ser capital cultural da Europa. Com a “RUHR.2010”, uma região apresenta-se pela primeira vez como capital cultural europeia, sob o lema “Transformação através da Cultura – Cultura através da Transformação”, oferecendo durante o ano inteiro uma programação com cerca de 300 projectos e 2 500 eventos. No centro das atenções estão os três temas principais: mito, metrópole e Europa. “Queremos tornar compreensível o mito do Ruhr, configurar uma nova metrópole e mobilizar a Europa”, explica Oliver Scheytt, responsável pelo programa “RUHR.2010”.

A mobilização é motivada por uma variedade de eventos artísticos e culturais, que se orientam pelas seis áreas da programação – Imagens, teatro, música, língua, economia criativa e festas são as áreasem se irão manifestar eventos artísticos e culturais. O objectivo da programação é descrever a história da transformação na região e mostrar como as pessoas vivem e tra-

balham na Região do Ruhr. O ano da capital cultural da Europa “RUHR.2010” começa em 8 de Janeiro. Logo no início do ano, dois novos museus demonstram a capacidade de transformação da Região do Ruhr, a nova sede do tradicional Museu Folkwang de Essen e o novo Museu do Ruhr na antiga mina Zollverein. A maior festa será realizada pela metrópole Ruhr no dia 18 de Julho, quando uma mesa com 60 quilómetros de extensão, de Dortmund até Duisburg, reunirá os moradores de toda a região num banquete das culturas, nacionalidades e gerações. Mais de 1700 grupos artísticos e associações culturais participam, além disto, no projeto “TWINS” realizado pelas mais de 150 cidadesirmãs da Região do Ruhr. Recorde-se que na Região do Ruhr concentram-se milhares de portugueses que nos anos 60 e setenta vieram engrossar as fileiras de operários que faziam do Ruhrgebiet o coração industrial da Europa.

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Cupão de encomenda na pág. 23


Sociedade

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Alemanha - o país dos jornais

350 títulos com uma tiragem de cerca de 25 milhões A Alemanha é um país do jornal. Mais de 350 títulos, com uma tiragem de cerca de 25 milhões de exemplares, informam sobre a situação do mundo, até mesmo na mais pequena povoação alemã. É sobretudo o mercado de jornais que promove a multiplicidade de opinião nos mass media da Alemanha. Em todo o país estende-se uma rede de pequenos jornais locais, grandes jornais regionais e títulos de âmbito nacional. Mais de 25 milhões de exemplares são impressos diariamente na Alemanha. Apesar da concorrência feita pela rádio e a internet, o alcance dos diários ainda continua na margem dos 71,4%. Estes são dados que comprovam que a imprensa escrita ainda continua actual, o que também diz respeito à escolha de temas no debate político e social. Até mesmo a televisão apoia-se em jornalistas da imprensa escrita para discussões bem fundadas. O programa da ARD “Presseclub”, sempre aos domingos às 12h00, é

um programa clássico desde já dezenas de anos, no qual participam diversos jornalistas que discutem sobre um tema actual. Sempre presente está um/a jornalista de cada um dos cinco jornais nacionais mais importantes. Estes são o “Süddeutsche Zeitung” (Munique), com 430?000 exemplares, o “Frankfurter Allgemeine Zeitung” (Frankfurt/Meno), com 368?000, o “Die Welt” (Berlim), com 264?000 (junto com “Welt kompakt”), o “Frankfurter Rundschau” (Frankfurt/Meno), com 150?000, e o “tageszeitung” (Berlim), com 56?000. Estes cinco jornais representam o espectro da opinião política. O “Die Welt” é conservador e seus leitores são mais idosos. O “Frankfurter Allgemeine Zeitung” é liberal-conservador. Politica-

mente, o “Süddeutsche Zeitung” é liberal de esquerda, mas segue, nas páginas de economia, um linha em prol dos empregadores. O “Frankfurter Rundschau” é liberal de esquerda. O “tageszeitung” é alternativo e crítico ao sistema, estando organizado em forma de

uma cooperativa, pertencente aos seus leitores. Abaixo deste grupo líder há jornais regionais com cobertura extraordinária, entre eles o “Stuttgarter Zeitung” (Stuttgart), o “Tagesspiegel” (Berlim), o “Kölner Stadt-Anzeiger” (Colónia) ou o “Rheinische Post” (Düsseldorf). A maior participação no cenário da imprensa escrita alemã têm os jornais locais que, em regra, trabalham com artigos comprados de jornais regionais. O jornal diário mais lido na Alemanha, com 3,3 milhões de exemplares, é o sensacionalista “Bild”, da editora Springer-Verlag, a qual também edita o “Die Welt”. O “Bild” lança frequentemente temas, assumidos depois por agências, canais de televisão e outros jornais, mas é alvo de crítica pelos exageros populistas. O semanário mais popular é o liberal “Die Zeit” (Hamburgo), que vende 491?000 exemplares. Mas a crise nos mass media também não poupa os jornais. Tiragens cada vez mais baixas e

redução de anúncios estão a causar dores de cabeça a uma grande parte das editoras. Neste contexto, o mercado alemão de imprensa vem demonstrando tendências cada vez mais fortes de concentração. Assim, o grupo editorial M. DuMont Schauberg, de Colónia, comprou em 2006 a maioria de acções do “Frankfurter Rundschau” e, em 2009, do “Berliner Zeitung”. A Südwestdeutsche Medien Holding, que detém o “Stuttgarter Zeitung”, fez uma fusão, em finais de 2007, com o “Süddeutsche Zeitung”. Até agora, investidores financeiros do estrangeiro não puderam entrar no mercado alemão de jornais. Mesmo os jornais gratuitos, já estabelecidos em muitos países, não tiveram nenhum êxito na Alemanha. Os leitores alemães pagam por um jornalismo bem feito e por informações básicas bem fundadas. Michael Ridder Cortesia Deutschland Magazin


PORTUGAL POST

Junte-se a nós

17 anos ao Serviço da Comunidade Luso­Alemã

Receba mensamente em casa o seu PORTUGAL POST

Ao passar mais um ano, o 17º, de existência e publicação ininterrupta, o jornal PORTUGAL POST consolida ainda mais a sua missão de porta-voz da Comunidade portuguesa na Alemanha. Como um órgão de informação, que já conquistou um lugar no panorama da imprensa portuguesa da emigração, o PP é hoje um jornal que constitui um verdadeiro património da Comunidade lusa residente neste país. Plural, sério, crítico e atento, o PP já há muito que ganhou a confiança de todos, querendo estar cada vez mais ao serviço de toda a comunidade.

Parabéns ao Portugal Post pelo bom serviço prestado à comunidade

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Economia & Negócios

Ein unverzichtbares Medium “Seit 15 Jahren ist die Portugal Post für die über 100 000 in Deutschland lebenden Portugiesen ein unverzichtbares Medium, das aktiv das Gemeinschaftsgefühl fördert und als einzige Zeitschrift einen Überblick gibt über ihre Aktivitäten in den deutschen Städten. Dass die Portugal Post dabei der Hansestadt Hamburg mit ihren speziellen jahrhundertelang gewachsenen Beziehungen zu Portugal besonderes Augenmerk widmet, freut mich natürlich besonders. Die Portugal Post ist aber auch für all jene, die sich, wie zum Beispiel die Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft, für die Vertiefung der Beziehungen beider Länder einsetzen, eine gute Informationsquelle. Uly Foerster, Chefredakteur Lufthansa Magazin, Hamburg”

Devemos estar informados Nunca percebi porque é que o meu pai sempre tinha uma assinatura do jornal da sua terra em Portugal quando, afinal, vivemos na Alemanha ésobre aqui que devemos estar informados. Descobri o Portugal Post há uns meses e cheguei à conclusão que este é um meio importante informação sobre o que se passa com a comunidade portuguesa no país em que passamos a maior parte vida. E sem o PP talvez não saberia que até existe um "Bairro Portugues"/"Portugiesenviertel" em Hamburgo ou que vai haver eventos como o festival da juventude, com muitas bandas portuguesas.. Nélia Brito, Gestora de projectos e Administradora do www.lusindex.de, forum virtual da comunidade luso-alemã

Trabalho sério e rigoroso O Portugal Post cumpre 17 anos de publicação. Foi um tempo de sucesso, construído na base dum trabalho sério e rigoroso que lhe foi granjeando credibilidade e prestígio. A isenção e pluralismo na abordagem dos temas políticos, como instrumento de intervenção democrática, a apologia dos valores cívicos e a motivação e empenho em prol das aspirações e anseios das comunidades portuguesas, fizeram do Portugal Post um título de referência para a generalidade dos seus leitores, os portugueses residentes na Alemanha. Aí, sempre eles encontraram um amparo, uma palavra, o respaldo amigo e o conselho avisado para que ultrapassassem as dificuldades e constrangimentos que sempre afectam quem vive longe da sua terra.Ao jornal, aos seus leitores e, em especial, ao seu director, Mário dos Santos, os meus melhores votos de sucesso e longa vida. José Lello, deputado do PS e ex-Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

O Portugal Post presta um inestimável serviço à comunidade portuguesa na Alemanha A universalidade dessa relevante contribuição é reflectida em cada edição, que tem artigos escritos por autores representativos vindos de todas as partes da Alemanha. As opiniões divergentes sobre temas actuais e do interesse da comunidade, com certeza contribuem para o debate de ideias, divulgando e despertando ao mesmo tempo o espírito crítico dos leitores. Parabéns. Michaela Azevedo Ferreira Advogada, Bonn

O Portugal Post, para quem que como eu se quer manter ao corrente de tudo o que à emigração portuguesa na Alemanha diz respeito, tornou-se leitura obrigatória. Tive o prazer de acompanhar a evolução do jornal desde que há 17 anos apareceu e com ele aprendi muitos dos conhecimentos que hoje tenho sobre a emigração portuguesa neste País. A isenção com que o jornal tem vindo a tratar de todos os assuntos da actualidade, sem nunca perder de vista a defesa dos interesses dos seus leitores bem como de todos os emigrantes em geral, merecem o nosso apreço e respeito. É por isso que não tenho dúvidas em recomendar a leitura do Portugal Post a todos aqueles que querem estar bem informados quer sobre os nossos problemas quer ainda sobre o que se passa no nosso País. Está de parabéns o Portugal Post pelo bom serviço prestado à comunidade. De parabéns estão também os leitores em geral e os assinantes em particular, por terem escolhido e assinado este jornal. José Eduardo Membro do Conselho das Comunidades Portuguesas

O porta-voz da comunidade portuguesa na Alemanha Desde há anos que acompanho a publicação do Portugal Post, que tem sido para mim uma importante fonte de informação. Considero muito importante haver um jornal como o Portugal Post na Alemanha principalmente por duas razoes: 1. Como somos uma comunidade bastante pequena e dispersa por várias partes da país em que vivemos o Portugal Post é um elo de comunicação e de troca de informação entre as várias comunidades; 2. uma vez que os hábitos de leitura dentro da comunidade variam muito, também entre as gerações, o Portugal Post é um contributo importante para manter o contacto com a língua portuguesa escrita, particularmente para os lusos-descendentes. Para concluir, o Portugal Post constitui uma plataforma e é o porta-voz da comunidade portuguesa na Alemanha. Dora Mourinho, Socióloga

Glückwunsch Portugal hat unzählige Freunde in Deutschland: Viele haben schon Urlaub gemacht zwischen Minho und Algarve, dort gearbeitet oder studiert. Andere schätzen Pessoa oder Saramago, sind Fans von Mariza oder Madredeus, Figo oder Cristiano Ronaldo, lieben Pastéis de Nata oder Bacalhau. Noch wichtiger: viele Deutsche mögen Portugal, weil sie portugiesische Kollegen, Nachbarn oder Freunde haben, weil die Kinder mit Portugiesen zur Schule gehen oder weil der Espresso im nettesten Café oder Restaurant in der Nähe Bica heißt. All diese Menschen sollten eigentlich die "Portugal Post" lesen, um auf dem Laufenden zu bleiben und um die Portugiesen in Deutschland noch besser zu verstehen. Am schönsten wäre es aber, wenn die deutschen Freunde Portugals sich mehr mit eigenen Texten und Ideen an der Zeitung beteiligen würden. Dann könnten die nächsten siebzehn Jahre "Portugal Post" noch stärker im Zeichen von Dialog und Miteinander stehen. Marco Bertoloso Leiter der Abteilung Zentrale Nachrichten beim Deutschlandfunk

Uma grande responsabilidade Ao longo destes 17 anos, o Portugal Post tem desempenhado no seio da comunidade portuguesa um papel importante. Apesar de todas as limitações e deficiências, a existência de um órgão de informação em língua portuguesa com notícias de uma comunidade tão dispersa, como é o caso da comunidade portuguesa na Alemanha, é em princípio um bem para a comunidade. Mas esta situação também lhe confere uma grande responsabilidade. O Portugal Post poderá valorizar ainda mais a sua função junto da comunidade se apoiar de uma forma construtiva a componente mais dinâmica do movimento associativo português na Alemanha, a FAPA e se abrir mais as suas páginas aos sectores de esquerda que lutam por soluções mais justas e democráticas para a comunidade portuguesa na Alemanha. Rui Paz, Professor de música e Membro do Conselho das Comunidades Portuguesas


Economia e Negócios

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Emigrantes que investem em Portugal candidatos a beneficios fiscais Emigrantes com residência fiscal fora do país que queiram investir em Portugal vão poder candidatar-se a 10 anos de benefícios fiscais, a par das empresas estrangeiras, segundo o novo Código do Investimento Estrangeiro. O diploma foi publicado há quase três meses mas ainda não beneficiou qualquer investidor pois não estão ainda definidos os códigos de actividade económica (CAE) dos projectos que se vão poder candidatar ao novo regime de benefícios fiscais que o Governo criou para atrair mais investimento a Portugal. O novo Código define apenas os sectores de actividade económica dos projectos candidatos: indústrias extractiva e transformadora; turismo; serviços

informáticos; actividades agrícolas, piscícolas, agro-pecuárias e florestais; actividades de investigação e desenvolvimento e de alta intensidade tecnológica; tecnologias da informação e produção de audiovisual e multimédia; e ambiente, energia e telecomunicações. Os benefícios a conceder destinam-se a projectos de investimento, realizados até 31 de Dezembro de 2020, considerados relevantes para o desenvolvimento dos sectores de interesse estratégico da economia nacional e para a redução das assimetrias regionais. Outro dos requisitos impostos pelo novo regime é de os projectos induzirem à criação de postos de trabalho e contribuírem para impulsionar a inovação tecnológica e a investigação científica nacional. O novo regime fiscal beneficia

os candidatos de incentivos fiscais por um período de vigência que pode ir até 10 anos, entre os quais se incluem também pessoas singulares que não tenham sido tributadas em Portugal em sede de IRS nos cinco anos anteriores. Entre os incentivos fiscais aos projectos de investimento incluemse o crédito de imposto, a isenção ou redução de contribuição autárquica dos prédios utilizados na actividade desenvolvida, a isenção ou redução de imposto municipal (IMI) nos imóveis destinados ao projecto e a isenção ou redução de imposto do selo nos actos ou contratos necessários ao investimento. Os incentivos fiscais a conceder não são acumuláveis com outros benefícios da mesma natureza susceptíveis de serem atribuídos ao mesmo projecto de investimento.

CPLP: Confederação Empresarial dos oito nasceu em Bissau Os empresários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) criaram em Bissau uma confederação empresarial, instrumento que consideram “estratégico” para uma nova dinâmica no espaço lusófono. A criação da confederação foi decidida por unanimidade na reunião da assembleia-geral extraordinária do Conselho Empresarial da CPLP, declarou aos jornalistas Jorge Rocha de Matos, presidente da AIP (Associação Industrial Portuguesa). De acordo com Rocha de Matos, que presidiu à reunião que, na prática transformou o até aqui Conselho Empresarial da CPLP numa confederação, a intenção é levar os países lusófonos a formarem um novo bloco económico com o qual poderão participar na economia global. “É o princípio de uma nova era a nível empresarial” no qual cada país deverá potenciar a sua integração na sua organização regional a favor dos restantes estados lusófo-

nos, defendeu Rocha de Matos. “Estamos a constituir um importante instrumento de cooperação empresarial com o qual vamos deixar de competir uns com os outros“ a passar a haver „complementaridade entre os nossos países e economias”, disse ainda o presidente da AIP. Por seu turno, Francisco Murteira Nabo, na sua qualidade de presidente da ELO e representante de

Portugal no extinto Conselho Empresarial da CPLP, defendeu que o que se pretende é ter a confederação em pleno funcionamento até meados de 2010, altura em que a presidência da CPLP passará de Publicidade

Trespassasse Restaurante Português Em Langestr. 5 - 59555 Lippstadt- zentrum, (por motivo de regresso a Portugal) Trata-se de um restaurante tipico com capacidade de 40 lugares dividido por duas salas e com um terrasso (Biergarten) com capacidades para 50 lugares. O restaurante tem um Ano de vida, tudo o recheio é novo e em bom estado

Em caso de enteresse contacte 0171 28 42 689

Portugal para Angola. Eduardo Neto, presidente da Confederação da Indústria do Brasil, assinalou, por seu turno, que se assiste “a uma verdadeira revolução global na dinâmica económica” que será proporcionada pelos oito países da língua portuguesa. Um fundo financeiro, cujo montante ainda está a ser estudado, será criado para dar cobertura às iniciativas no âmbito da confederação ora criada, mas para já foi entregue ao presidente da Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura (CCIA) da Guiné-Bissau a presidência da instituição. Os actuais corpos sociais do conselho empresarial transitam automaticamente para as estruturas da confederação empresarial da CPLP. De acordo com, Francisco Mantero, secretário-geral do extinto Conselho Empresarial, as transacções económicas dos oito países da CPLP à escala global representam cerca de 60 mil milhões de dólares, mas apenas dois por cento são feitas entre si. Com a criação da Confederação, os oito estados lusófonos pretendem alterar radicalmente estes dados, o que, sublinhou, Mantero, passará pelo incremento de mais trocas comerciais entre os países da CPLP.

Os países de língua portuguesa são uma janela de oportunidades O embaixador Marcel Fortuna Biato da Assessoria Especial da Presidência da República do Brasil salientou que os Países de Língua Portuguesa “representam, cada um, uma janela de oportunidades e uma porta para a globalização do Século XXI”. “Precisamos de ter consciência que são 250 milhões de habitantes, um produto interno que ultrapassa em muito a realidade de cerca de dois triliões de dólares. Não é pouca coisa”, comentou, ao observar que são países espalhados pelos quatro cantos do mundo, com localização estratégica. Para o ministro, os grandes desafios enfrentados resultam da própria realidade. “São países dispersos, na sua maioria com grau de desenvolvimento ainda limitado, que estão a tratar de se organizar enquanto nação do ponto de vista político, enquanto mercado do ponto de vista económico”, ponderou. Fortuna Biato referiu, à margem do V Encontro Empresarial de Negócios em Língua Portuguesa, que se realizou em Fortaleza, no Estado do Ceará, que qualquer parceria mais avantajada, mais ambiciosa depende da superação dessa fase. “Nesse contexto, acho absolutamente fundamental o papel que países como Brasil e Portugal podem desempenhar, primeiro pelo seu estágio mais adiantado de desenvolvimento, segundo por terem uma rede, uma presença internacional forte”, acrescentou. O assessor acrescentou que o Brasil tem feito um esforço muito importante de diversificação do seu comércio internacional. “Mais do que isso, tem tido a capacidade de começar a exportar o que considero a maior mercadoria brasileira que é a institucionalidade”, afirmou. O embaixador falava sobre “a exportação de políticas de inclusão social, de desenvolvimento do potencial agrícola, potencial de cooperação de tecnologia de nível ainda incipiente mas de que muitos países necessitam ”. Segundo disse, a presença de grandes empresas multinacionais brasileiras e portuguesas é outro elemento importante que deve ser promovido. “A minha conclusão é de que fica realmente aberto o desafio para os empresários lusófonos se aventurarem nesse mercado enorme, que tem potencial“, acrescentou.

O PORTUGAL POST está à venda em cerca de 300 postos de venda em mais 200 localidades alemãs. O porta-voz da comunidade portuguesa na Alemanha

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Kultur

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Geschichten aus der Geschichte

Der entscheidende Sieg. Aljubarrota. Sie wurde als königliche Schlacht bekannt, und noch heute zweifelt niemand daran, dass es sich um Aljubarrota handelt, wenn in Portugal die Rede von der „Schlacht“ ist. Es war der 14. August 1385, als Portugal das letzte Gefecht der Kriege gegen Kastilien im 14. Jahrhundert gewann. Es wird als eines der entscheidendsten „für den Prozess der Bestimmung einer nationalen Identität“ angesehen.

nahe Aljubarrota Stellung, auf der Nordseite einer schwer zugänglichen Hochebene. Das ausgewählte Terrain limitierte die Angriffsfläche für den Feind, und darüberhinaus reduzierten sie weiterhin die Front, indem sie Gräben und „Wolfsfallen“, verdeckt mit Sträuchern und

tiert hat, nicht einmal dass die Geschichte, die man sich von ihr erzählt, wahr ist, aber sie wird immer mit der Schlacht verbunden bleiben. Eines ist sicher: Es existierte jemand namens Brites de Almeida, die Bäckerin in jener Gegend wahr. Und es scheint, dass sie ebenso mutig

Zweigen, aushoben. Der König von Kastilien bemerkte die Schwierigkeit seiner Position und versuchte, dem Gefecht auszuweichen, aber nach ununterbrochenen Manövern, die mehrere Stunden dauerten, griff seine Avantgarde das Zentrum der portugiesischen Stellung an, wobei sie gemäß jener Taktik angeordnet war, die die Engländer in Frankreich im Hundertjährigen Krieg populär gemacht hatten (Avantgarde als Nachhut und zwei Reihen, ein Quadrat formend). Angesichts der Beschaffenheit des von den Portugiesen gewählten Terrains, verloren die Kastilier ihren zahlenmäßigen Vorteil: Es gelang ihnen lediglich, einen Teil ihrer Avantgarde in das Gefecht zu verwickeln, und der wurde auf engem Raum, der seine Bewegungen erschwerte, vernichtet. In kurzer Zeit wuchs der Haufen der zu Boden gefallenen kastilischen Ritter. Jene, die nicht verwundet oder tot waren, schafften es wegen des Gewichts ihrer Rüstungen nicht aufzustehen. Die Kastilier gerieten in Panik und flüchteten ins Dunkel der Nacht. Erst am nächsten Morgen begriffen die Portugiesen, welch durchschlagenden Sieg sie errungen hatten. Vielleicht mit der wertvollen Hilfe von...

war, wie die aus der Legende.

Joaquim Peito Die ununterbrochenen Niederlagen D. Fernandos führten zur Heirat seiner einzigen Tochter, der Infantin D. Beatriz, mit dem kastilischen König D. João I. Mit dieser Entscheidung geriet die Unabhängigkeit Portugals ernsthaft in Gefahr. Obwohl D. Beatriz die Thronerbin war, bedeutete die Tatsache, dass sie mit D. João I von Kastilien verheiratet war, das Anwachsen des kastilischen Einflusses. Und D. Fernando hatte ein anderes Problem. Er war mit einer Frau verheiratet, die vom Volk gehasst wurde. Man sagte sogar, dass sie eine Liebesaffäre mit dem galizischen Grafen von Andeiro habe. Als D. Fernando im Jahre 1383 starb, wollte der Souverän von Kastilien das Erbe der Frau einziehen. Die Mehrheit der portugiesischen Adeligen mit der verwitweten Königin, Leonor Teles, an der Spitze folgte der feudalen Logik und erkannte gemäß dem Vertrag von Salvaterra de Magos Beatriz’ Souveränität an. Es war der Mestre von Avis, D. João I (Halbbruder D. Fernandos), der mit der Hilfe des Bürgertums und der Bevölkerung Lissabons im Dezember 1383 die Befürworter Kastiliens aus der Hauptstadt vertrieb, nachdem er den Grafen von Andeiro ermordet hatte. Die Revolution von Lissabon fand Widerhall im ganzen Land und brachte viele Städte und Burgen dazu, Partei zu ergreifen für den Mestre von Avis, der mittlerweile „Regent und Verteidiger des Königreichs“ genannt wurde.Aber kurze Zeit später wurde das Land überflutet von kastilischen Heeren. Als Folge der kastilischen Invasion nahm der Mestre von Avis an der Seite von Nuno Álvares Pereira, eines der brillantesten Strategen, die Portugal je kannte, an mehreren Schlachten Teil, die die Unabhängigkeit Portugals sicherstellten. Der Urheber der Konsolidierung und Expansion Portugals wurde im Jahre 1385 zum zehnten König Portugals ausgerufen. D. João I, der König der „guten Erinnerung“ Nichts deutete darauf hin, dass der uneheliche Sohn eines Königs eine derart wichtige Rolle für die Fahrtrichtung Portugals ausfüllen würde. Er wurde nicht geboren, um

König zu sein aber hatte eine der längsten Regentschaften: 48 Jahre, und er wurde schließlich „der Gründer des portugiesischen Staates“. D. João I der mit der englischen D. Filipa von Lancaster verheiratet war, was sich als von extremer Bedeutung herausstellte, besaß eine kosmopolitische Seite, die bestimmend war für die Ausbildung der Söhne. Die Söhne wurden bekannt als „Berühmte Generation“. Zur Information: D. Duarte, Thronfolger; D. Pedro, unermüdlicher Reisender, der bekannt wurde als „Infant der sieben Aufbrüche“; D. Henrique, der „der Seefahrer“, verantwortliche für die ersten Entdeckerfahrten und D. Fernando, „der Heilige Infant“. Er war es, D. João I, der Gründer der Dynastie von Avis, der großes Gewicht in der Geschichte Portugals haben sollte und im Jahre 1415 die überseeische Expansion startete. Man nannte ihn den König der „guten Erinnerung“, aber zuallererst der Unhabhängigkeitskrieg und danach die Eroberung und Verwaltung von Ceuta stürzten die Portugiesen in Not. Nichtsdestotrotz konnte Camões nicht umhin, ihm eine der größten Lobreden in den „Lusíadas“ zu widmen: „Es lebe der berühmte König, der uns befreit“. Es war er, der „den Willen des Volkes, unabhängig zu sein, symbolisierte“. Aljubarrota bestätigte die nationale Unabhängigkeit Es war die Schlacht von Aljubarrota, die den Ansprüchen des Monarchen von Kastilien ein Ende setzte. Im Juli des Jahres 1383 überfiel das Heer von Kastilien Portugal über Beira und marschierte auf Coimbra zu, wo es jedoch nicht einzudringen vermochte. Am 12. August erreichten die Kastilier Leiria und das portugiesische Heer Porto de Mós. Das legendäre Missverhältnis in der Anzahl der Kämpfer, 6.000 Portugiesen gegen 30.000 Kastilier (eins zu fünf) wurde durch den patriotischen Eifer des damaligen Chronisten Fernão Lopes begründet. Bedächtigere Quellen deuten auf eine Gesamtzahl von ungefähr 7.000 auf portugiesischer und etwa 17.000 auf spanischer Seite hin. Am 14. bezog das portugiesische Heer

Die Bäckerin von Aljubarrota Die Bäckerin von Aljubarrota ist eine der kuriosesten Persönlichkeiten, die mit der berühmten Schlacht von Aljubarrota in Verbindung gebracht werden, wo, noch einmal, die Portugiesen die Kastilier besiegten. Man kann nicht mit Sicherheit bestätigen, dass diese Person exis-

Und so lautet die Geschichte: Brites de Almeida wurde Mitte des 14. Jahrhunderts in Santa Maria de Faaron geboren (heute bekannt als Faro), und ihre Eltern waren sehr bescheidene Leute. Man erzählt, dass als sie klein war, sie schon groß war, sehr stark und muskulös. Und da sie halb „Maria Junge“ war, mochte sie es, alles mit der Hilfe der Fäuste zu klären. Scheinbar starben die Eltern als sie 20 Jahre alt war, und sie benutzte das wenige Geld, das sie ihr hinterlassen hatten, um zu lernen, wie man mit dem Schwert umgeht (nur die adeligen Männer waren es, die das taten). Um Geld zu verdienen, begann sie also, ihre Fähigkeiten auf Jahrmärkten einzusetzen, wo sie gegen Männer kämpfte. Nun erweckte diese Geschichte die Aufmerksamkeit eines Soldaten, der sie herausforderte: Wenn der Soldat gewänne, würde sie ihn heiraten, wenn er verlöre, würde sie ihn töten.Was schließlich passierte... Das Problem ist, dass (einen Soldaten) zu töten ein Verbrechen ist, sogar in jener Zeit. Deswegen musste Brites fliehen. Sie stahl ein Boot mit dem Ziel, nach Spanien zu gehen, aber eine Gruppe von Piraten entführte sie und brachte sie nach Algiers (in Algerien), wo sie sie an einen reichen Araber verkauften. Jedoch war „unsere Brites“ keine Person, die lange Beute blieb. Ein Jahr war vergangen, als sie zwei andere portugiesische Sklaven überzeugte, nach Portugal zu fliehen. Sie nahm ein Schiff nach Valada, von wo

aus sie bereits als Frau gekleidet schließlich in Aljubarrota Halt machte. Bereits erschöpft und ohne eine Möglichkeit, Geld zu verdienen, begann sie um zu überleben, an der Tür einer Backstube um Almosen zu betteln. Dies erregte die Aufmerksamkeit der bereits betagten Bäckerin, die bemerkte, dass Brites eine starke Frau war, die ihr helfen konnte. So begann Brites Karriere als Bäckerin. Eines Tages, als die Bäckerin schon gestorben und Brites die Herrin des Geschäfts war, fand eine große Schlacht in Aljubarrota statt. Wie die Mehrheit des portugiesischen Volkes war auch sie auf der Seite D. Joãos, des Mestre von Avis, und wollte nicht, dass Spanier Portugal regierten. Man erzählt die Geschichte, dass nachdem Nuno Álvares Pereira die Spanier in jener Schlacht besiegt hatte, Brites eine Gruppe von Bürgern anführte, die die flüchtenden Spanier verfolgte. In jener Nacht des 14. August, als sie zurückkehrte, kam sie beim Haus an und fand sieben Spanier, die sich im Backofen versteckt hatten, wo sie das Brot zu backen pflegte. Ohne Zögern griff sie zum Brotschieber und schlug auf sie ein, bis sie sie getötet hatte, einen nach dem anderen, in dem Maße, wie sie aus dem Ofen herauskamen. Verschiedene Versionen dieser Geschichte vermehren die Zahl der Kastilier und auch die Zahl der Grausamkeiten, die ihnen die Bäckerin antat... Mit dem Ende des Krieges wollte D. João nicht in weitere Schlachten verwickelt werden. Er begann die gigantische Aufgabe, das Land zu vereinen. Er ergriff verschiedene Maßnahmen, wie die Stabilisierung der Finanzen der Krone sowie die Herstellung eines Gleichgewichts zwischen den Interessen des Adels und des Bürgertums. Er ging mit England eine Allianz ein, die bis heute Gültigkeit besitzt. 1415 führte er die Einnahme Ceutas an, womit er die portugiesische überseeische Expansion einleitete. Es gelang ihm, ein wichtiges Hafen- und Handelszentrum zu erobern. Es gibt keine Zweifel, dass D. João ein großer König war und ein Mann voll von Tugend. Er wurde vom Volk geliebt und als gerecht angesehen. Er schaffte die politischen und militärischen Bedingungen für die Unabhängigkeit Portugals. Er starb 1433. Klug? Mit Sicherheit. Schüchtern? Vielleicht... Heute nennen ihn alle den König der „guten Erinnerung“. Übersetzung aus dem Portugiesischen von Aiko Thedinga

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Cultura

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Histórias da História

A vitória decisiva. Aljubarrota Ficou conhecida como a batalha real e ainda hoje, quando em Portugal se fala na “Batalha” ninguém dúvida de que se trata de Aljubarrota. Foi a 14 de Agosto de 1385, que Portugal ganhou o último combate das guerras contra Castela no século XIV e considerada uma das mais decisivas “para o processo de categorização da identidade nacional”. Joaquim Peito As sucessivas derrotas de D. Fernando levaram ao casamento da sua única filha, a infanta D. Beatriz, com o rei castelhano João I. Com esta decisão, a independência de Portugal ficaria seriamente em perigo. Apesar de D. Beatriz ser a herdeira do trono, o facto de estar casada com D. João I de Castela implicaria o acréscimo da influência castelhana. E D. Fernando tinha outro problema. Era casado com uma mulher detestada pelo povo. Falava-se mesmo que ela manteria um caso amoroso com o galego conde de Andeiro. Quando D. Fernando morreu, em 1383, o soberano de Castela quis cobrar a herança da mulher. A maioria dos nobres portugueses, com a rainha viúva Leonor Teles à cabeça, seguiu a lógica feudal e reconheceu a soberania de Beatriz, conforme o Tratado de Salvaterra de Magos. Foi o Mestre de Avis, D. João I (meio-irmão de D. Fernando), com o apoio da burgue-

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sia e do povo lisboeta, quem expulsou da capital os pró-castelhanos, depois de assassinar o conde de Andeiro, amante da rainha viúva, em Dezembro de 1383. A revolução de Lisboa ecoou por todo o país e levou muitas cidades e castelos a tomarem voz pelo Mestre de Avis, entretanto nomeado “Regedor e Defensor do Reino”. Mas pouco tempo depois, o país foi invadido pelos exércitos castelhanos. Como consequência da invasão castelhana, o Mestre de Avis participa, ao lado de Nuno Álvares Pereira, um dos mais brilhantes estrategistas que Portugal já conheceu, em várias batalhas que garantiram a independência de Portugal. O artífice da consolidação e da expansão de Portugal foi aclamado como décimo rei de Portugal em 1385. D. João I, o rei da “Boa Memória” Nada indicava que o filho ilegítimo de um rei viesse a desempenhar um papel tão importante no rumo de Portugal. Não nasceu para ser rei mas teve um dos reinados mais longos: 48 anos e acabou por ser “o fundador do Estado Português”. D. João I (1357 – 1433) casado com a inglesa D. Filipa de Lencastre, que se revelou de extrema importância trouxe um lado cosmopolita que foi determinante para a educação dos filhos. Os filhos ficaram conhecidos como a “Ínclita Geração”. A saber: D. Duarte, herdeiro do trono; D. Pedro, infatigável viajante que ficou conhecido como o “Infante das Setes Partidas”; D. Henrique, “o Navegador”, responsável pelas primeiras viagens dos descobrimentos, e D. Fernando, “o Infante Santo”. Foi ele, D. João I, o fundador da dinastia de Avis, que viria a ter grande peso na história de Portugal e lançou, em 1415, a expansão ultramarina. Chamaram-lhe o rei da Boa Memória, mas a guerra da independência, primeiro, e a conquista e manutenção de Ceuta, depois, deixaram os portugueses na penúria. Mas nem por isso Camões deixou de lhe dedicar um dos maiores elogios nos Lusíadas: “Viva o famoso rei que nos liberta!”. Foi ele que “simbolizou a vontade de um povo ser independente”. Aljubarrota confirmou

a independência nacional Foi a batalha de Aljubarrota que pôs ponto final às pretensões do monarca de Castela. Em Julho do ano de 1383 o exército de Castela invadiu Portugal pela Beira e marchou sobre Coimbra, onde não conseguiu entrar. No dia 12 de Agosto, os castelhanos chegaram a Leiria e o exército português a Porto de Mós. A lendária desproporção entre o número de combatentes, seis mil portugueses contra 30 mil castelhanos (um para cinco) foi inlacionada pelo zelo patriótico do então cronista Fernão Lopes. Fontes mais prudentes apontam para um total de cerca de sete mil combatentes do lado português e uns 17 mil do lado dos espanhóis. No dia 14, o

do peso das armaduras. Os castelhanos entraram em pânico e fugiram na escuridão da noite. Só na manhã seguinte os portugueses se deram conta da retumbante vitória alcançada. Talvez com a preciosa ajuda da...

exército português tomou posição perto de Aljubarrota, no lado norte de um planalto de muito difícil acesso. O terreno escolhido limitava a frente de ataque do inimigo e além disso os portugueses reduziram ainda mais a frente ao escavar fossos e covas de lobo, cobertas de arbustros e ramos. O Rei de Castela percebeu a dificuldade da sua posição e tentou evitar o combate, mas depois de sucessivas manobras, que duraram várias horas, a sua vanguarda atacou o centro da posição portuguesa, disposta de acordo com a tática vulgarizada pelos ingleses em França na Guerra dos Cem Anos (vanguarda retaguarda e duas alas, formando um quadrado). Dada a situação do terreno escolhido pelos portugueses, os castelhanos perderam a vantagem numérica: só conseguiram envolver no combate uma parte da sua vanguarda, e esta foi esmagada num espaço reduzido que lhe dificultava os movimentos. Em pouco tempo, os cavaleiros castelhanos amontoavam-se no chão. Os que não estavam feridos ou mortos não conseguiram levantar-se por causa

guém, de nome Brites de Almeida, que foi padeira naquela terra. E parece que era tão corajosa como a da lenda. E assim reza a história: Brites de Almeida nasceu em meados do século XIV em Santa Maria de Faaron ( hoje conhecida como Faro) e os seus pais eram gente muito humilde. Conta-se que quando era pequena já era alta, muito forte e musculada. E como era meio «Maria rapaz», gostava de resolver tudo com a ajuda dos punhos. Parece que quando tinha 20 anos os pais morreram e ela usou o pouco dinheiro que eles lhe deixaram para aprender a usar uma espada (só os homens nobres é que o faziam!). Então, para ganhar dinheiro, começou a usar os seus conhecimentos em feiras, onde fazia combates contra homens. Ora esta história chamou a atenção de um soldado que a desafiou: se o soldado ganhasse, Brites casava com ele. Se perdesse, ela matava-o. O que acabou por acontecer...

A Padeira de Aljubarrota A Padeira de Aljubarrota é uma das personagens mais curiosas ligadas à famosa Batalha de Aljubarrota, onde, mais uma vez, os portugueses venceram os castelhanos. Não se pode afirmar com certeza que esta pessoa tenha existido, nem sequer que a história que se conta acerca dela seja verdade, mas ela vai estar sempre ligada à Batalha! Uma coisa é certa: existiu al-

O problema é que matar (um soldado) é crime, mesmo nessa época. Por isso Brites teve de fugir. Roubou um bote com o objectivo de ir para Espanha, mas um grupo de piratas raptou-a e levou-a para Argel (na Argélia), onde a vendeu a um árabe rico. No entanto, a «nossa Brites» não era pessoa para ficar presa. Passado um ano convence outros dois escravos portugueses a fugir para Portugal. Apanhou um barco para Valada, de onde, já vestida de mulher, acabou por ir parar a Aljubarrota. Para sobreviver, já cansada e sem maneira de ganhar dinheiro, começou a pedir esmola à porta de um forno, o que chamou a atenção da padeira, já idosa, que reparou que Brites era uma mulher forte e que a podia ajudar. Assim começou a carreira de Brites como padeira. Um dia, já depois da velha padeira ter morrido e já sendo Brites a dona do negócio, deu-se uma grande batalha em Aljubarrota. Como a maioria do povo português, ela também estava do lado de D. João, Mestre de Avis, e não queria os espanhóis a governar Portugal. Conta a lenda que, depois de Nuno Álvares Pereira vencer os espanhóis nessa batalha, Brites chefiou um grupo de populares que perseguiram os espanhóis em fuga. Nessa noite de 14 de Agosto de 1385, ao regressar, a padeira chegou a casa e encontrou sete espanhóis escondidos no forno onde costumava cozer o pão. Sem hesitar, pegou na pá de levar o pão ao forno e bateulhes até os matar, um a um, à medida que saíam do forno. Várias versões desta lenda aumentam o número de castelhanos e também o número de crueldades que a padeira lhes fez... Com o fim da guerra, D. João não se quis envolver em mais batalhas. Iniciou a gigantesca tarefa de unificar o País. Tomou várias medidas, como a estabilidade das finanças da coroa e o equilíbrio entre os interesses da nobreza e da burguesia. Firmou, com a Inglaterra, uma aliança que ainda hoje vigora. Em 1415, encabeça a tomada de Ceuta, iniciando assim a expansão ultramarina portuguesa. Conseguiu conquistar um importante centro marítimo e comercial. Não há dúvidas D. João I foi um grande rei e um homem carregado de virtudes. Foi amado pelo povo, foi considerado justo. Criou as condições políticas e militares para a independência de Portugal. Morreu em 1433. Prudente? Com certeza. Tímido? Talvez... Agora todos o chamam de rei de “Boa Memória”


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Catarina Tavares advogados@bpo.pt Telf.: 00 351 21 370 00 00 Advogada Lisboa

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Novo Regime Jurídico do Apadrinhamento Foi publicado em Diário da República, o regime jurídico do apadrinhamento civil, constante da Lei n.º 103/2009 de 11 de Setembro, que permite integrar numa família, crianças que não vão para adopção, sem no entanto cortar os laços afectivos com a família biológica. A nova figura, a constituição de uma relação jurídica civil, permanente, de apadrinhamento, confere uma tutela formal de direitos e deveres, funcionalmente atribuídos ou sujeitos, à pessoa, ou família, que exerçam os poderes e deveres próprios dos pais e estabeleçam determinados laços de afectividade que permitam a prossecução do desenvolvimento e bemestar da criança ou jovem apadrinhada(o).

A relação jurídica é constituída por decisão judicial e sujeita a registo. Poderão apadrinhar as pessoas maiores de 25 anos, devidamente Habilitadas pelos centros de Segurança Social, nos termos de legislação a aprovar. O regime jurídico do apadrinhamento aguarda para a sua entrada em vigor, a publicação da regulamentação que regerá a Habilitação dos Padrinhos. Este diploma que deverá ser aprovado até final do ano, irá regulamentar a certificação da idoneidade e autonomia de vida que permite, à pessoa, ou membros de uma família, assumir as responsabilidades próprias do vínculo jurídico constituído pela relação de apadrinhamento. Por outro lado poderão ser

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Por Catarina Tavares Lisboa

apadrinhadas(os) as crianças ou jovens menores de 18 anos, estejam numa das seguintes situações (i) beneficiem de medida de acolhimento em instituição, (ii) ou de outra qualquer medida de promoção ou protecção, (iii), que esteja sujeita a situação de perigo, confirmada em processo a correr numa Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo (CPCJ) ou em tribunal judicial, e por último (iv), criança ou jovem sujeita a processo de confiança administrativa, ou judicial, ou medida de protecção ou promoção com vista à adopção, logo que se conclua pela inviabilidade do processo adoptivo. A iniciativa para constituir o vínculo jurídico de apadrinhamento poderá ser da iniciativa

do MP, da CPCJ, da Segurança Social, dos pais ou da própria criança/ jovem, neste caso desde que maior de 12 anos. Estabelece-se ainda a tutela dos direitos que caibam à pessoas, ou família que assumam a qualidade de padrinhos, em caso de revogação, sem culpa da parte dos últimos, da relação jurídica constituída. O diploma referido prevê que estes mantêm o direito de: (i) saber o local de residência da criança ou do jovem, (ii) dispor de uma forma de contactar a criança ou o jovem, (iii), ser informado sobre o seu desenvolvimento, (iv), receber registos fotográficos, ou outros de imagem, regularmente, e por último (v) visitar a criança ou o jovem.

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PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2010

José Gomes Rodrigues

Assistente Social Caritas Neuss

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O fisco e as reformas Todos os meses vou à estação de caminhos de ferro da minha cidade para comprar o Portugal Post. O empregado já me conhece e quando me vê ao longe, já coloca PP à disposição. Mesmo que eu, por algum motivo, me esqueço, ele guarda-o quase piedosamente, pois sabe que mais tarde ou mais cedo apareço. É um ritual de cada início do mês. Admiroo assim como o seu conteúdo. Sei que todos os nossos actos são políticos, mas nem sempre partidários, gostaria que tivesse mais informação, não só social, mas em geral, de formação humana, conselhos úteis e até de culinária. Já tem aparecido textos interessantes sobre a história portuguesa nos dois idiomas. É uma óptima iniciativa, pois ainda bem que já há alemães que se interessam pela nossas raízes. Para nós que vivemos aqui há longas décadas e não só, seria interessante que houvesse também alguma informação sobre a história e a geografia da Alemanha, pois à nosso volta tem espaços muito interessantes e carregados de história. Isto provocaria uma maior integração da nossa comunidade o que equivaleria a uma maior qualidade de vida. O nosso interesse pela sociedade que nos circunda e que nos acolhe e continua a acolhe deveria levarnos a este passo. Tenho consciência que muitas iniciativas só se poderão realizar através de prestações de voluntários. Sei que não é fácil, já que estamos numa sociedade em que o voluntariado ainda é, pelo menos para nós portugueses, uma carta fora do baralho. Já muito fazeis o que agradeço de coração. Estou reformado com a minha esposa. Ouvi dizer que também as nossas reformas estão sujeitas a pagar impostos. Será que elas, apesar de serem eximias terão de estar sujeitas a descontos para as finanças? Já não chega para a caixa e para os seguro de cuidados intensivos? Se sim o que e como deveremos fazer? Leitor devidamente identificado

O voluntariado uma força a estimar estimular e a valorizar Que o voluntariado para as nossas comunidades é como uma carta fora do baralho nas nossas comunidades, não estamos conformes. Se levantar os olhos e vislumbrar a panorâmica, para a estrutura e para a história das comunidades portuguesas, poderá verificar que o voluntariado sempre esteve presente. Tanto as associações, os centros, as diversas comissões, assim como as missões católicas nos seus diversos grupos de trabalho, sempre funcionaram e funcionam graças aos braços e cabeças de muitos compatriotas que emprestaram as suas forcas ao bem comum. E se mergulhar ainda mais profundamente nesta realidade, conferirá que a única motivação foi e é, o bem querer, o desejo de diminuir o isolamento da comunidade e de prestar-lhe a qualidade e a dignidade que cada compatriota nas suas diversas idade e interesses, merece. Talvez o que falte é o reconhecimento publico por parte de todos os que têm usufruído deste esforço abnegado e sem qualquer interesse financeiro. Neste campo haveria muito que fazer de forma a multiplicar estas mãos e dar-lhes o merecido valor que merecem. Assim haveria menos associações a fechar e se repensaria duma forma mais adequada aos tempos actuais das iniciativas que existiam e poderão ainda existir. Aqui fica o nosso apelo. Vamos ao caso social e que preocupa actualmente não só a si mas a outros tantos compatriotas nesta situação. Nos últimos tempos as finanças estão a pedir informações às caixas de reformas e a entendidas patronais sobre o valor das reformas que estão a pagar a cada reformado. Procuram deste modo pesquisar quem e desde quando estão obrigados a pagar o devido fisco.

Obrigado amigo pelas suas palavras de apreço e pelas suas muito úteis sugestões, que, dentro do possível serão tidas em conta. Queremos recordálo que o PP já fez uma campanha, através dum inquérito aos leitores, com o intuito de sondar os seus de forma a que o jornal seja na verdade um porta voz de confiança dos leitores. Ele sente que esta é esta também a sua missão. O PP agradece desde já o seu contributo e convida-o a preencher o respectivo inquérito que na edição de Outubro encontrava-se na página 10. Pode recortar ainda o inquérito, preenchê-lo e de o enviar. Faço este apelo em nome do Director, Sr. Mário Santos, um homem com longa experiência no sector da informação, aberto a novas ideias e a novos desafios. Ele merece todo o nosso apoio e o devido respeito. Passe a palavra a outros leitores.

O que está por trás desta nova situação?

A partir de 2005 houve uma alteração à lei de reformas.Tendo em conta que o número de reformados em comparação com o número de trabalhadores ou seja dos que descontam para o seguro de reformas tende a aumentar, foi necessário tomar previdências de forma a que as pensões estivessem seguradas nas décadas seguintes.A diminuição gradual dos descontos para a reforma de forma a aligeirar o peso financeiro da mão de obra, com o intuito de provocar mais empregos, foi outra razão de peso. A tentativa de motivar as pessoas a um esforço individual para melhorarem a sua reforma no futuro, fechando contratos com bancos ou seguros e estes subsidiados com prémios estatais, é a assim chamada “Riesterrente” de que já numa edição anterior expusemos, é outra realidade. Os recursos financeiros que o estado irá arrecadar com o fisco sobre reformas preencheriam estas duas lacunas: aligeirar o preço da mão de obra provocando mais empregos e canalizar também os impostos para o seguro individual e voluntário de reformas. Será que iremos ser sancionados? Não tenha receio se ainda não tomou previdências sobre o apagamento de impostos sobre a sua reforma. Mas se tem a pagar impostos, terá de os pagar. Na maior parte dos casos, os reformados em questão estarão isentos, pela soma da reforma que recebem e por outras fontes de receitas que poderão ter. Se tem de pagar os atrasos poderá pagar uma sanção no valor de 0,5% de juros por mes na maior parte dos casos. O pagamento de juros só é exigido após 15 meses do ano de impostos. Para quem deveria pagar impostos sobre a reforma em 2005, só a partir de Abril de 2007 estaria obrigado a pagar os respectivos juros. Em princípio não lhe será inculcado qualquer processo jurídico. Esta medida extrema poder - se - à

aplicar somente a quem conscientemente terá querido fugir ao fisco e com enormes somas. Não vai haver de forma alguma, assim o dizem quem de direito, a caça ao reformado. Quem deverá afinal de pagar impostos sobre a reforma? Muitos dos vinte milhões de reformados existentes não deverão pagar impostos, em virtude da sua ínfima reforma e pela quantia que está isenta de impostos. Segundo o legislação actual, para o corrente ano de 2009, quem se reformar, sendo só, viúvo ou solteiro, e receber menos de 1405 € por mês, não tem nada a pagar ao fisco. Isto desde que não tenha outras fontes financeiras. Para o matrimónio a quantia é dupla ou seja 2810 €. No fim incluiremos uma pequena tabela onde poderá confrontar-se com a sua situação concreta. Os juros sobre capitais, renda de imóveis e outras fontes de receitas, contam também para efeitos de pagamento de impostos. Se um dos cônjuges ainda trabalham, o seu ordenado conta também juntamente com a reforma do outro. No ajuste anual de impostos terão de ser

declaradas também as reformas juntamente com o ordenado do outro cônjuge. O que tido em conta para abater ao fisco? Mesmo que a repartição de finanças o obrigue a apresentar uma declaração de rendimentos, os gastos com a saúde, incluindo-se aqui o seguro de doenças, de cuidados intensivos ou outros seguros, quotização para partidos políticos ou organizações de solidariedade social devidamente reconhecidos contam a isenção parcial da tributação. Achegas importantes Se vive na insegurança ou com receio de ser incomodado pelas finanças, procure o conselho dum perito em impostos ou através de alguma associação apropriada. Existem também tabelas na Internet onde pode verificar se esta ou não isente de impostos. Se tiver acesso a este meio de comunicação aceda às seguintes páginas da Internet: www.test.de/rechner ou www.lfst.bayern.de.

Como prometido incluímos a tabela que mencionámos. Esta é valida só para pessoas singulares, sendo casados, basta multiplicar por dois.

Ano do inicio da reforma

Até 2005 A partir de 2006 2007 2008 2009 2010

Reforma legal do seguro respectivo/LVA

1 602 € 1 540 € 1 483 € 1 430 € 1 405 € 1 382 €

Esta tabela foi-nos facultada pela associação dos pagadores de impostos (Bund der Steuerzahler Deutschland). Publicidade

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PEDIMOS AOS NOSSOS LEITORES para nos colocar as suas perguntas e sugestões por escrito usando o correio ou, melhor ainda, o correio electrónico. Pedimos também para mencionarem o vosso número de telefone fixo para, sendo necessário, entrarmos em contacto convosco. As questões e sugestões dos leitores podem ser enviadas para as seguintes direcções: jose.rodrigues@caritas-neuss.de Tel.: 02131 269320 - fax 02131 269 336. correio@free.de: Tel. : 0231 8390289 - fax 0231 8390351 Obrigado.

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PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2010

Citações do mês

Agenda Tome Nota

Dêem dinheiro, não emprestem. Dar só faz ingratos, emprestar faz inimigos Dumas (filho) , Alexandre Que Deus me defenda dos meus amigos, já que sei defender-me muito bem dos meus inimigos Voltaire

Janeiro 2010 09.01.2010- Gütersloh – Assembleia dos sócios da Associação Portuguesa de Gütersloh para a eleição dos novos corpos gerentes. Não falte! 09.01.2010 – EssenSessão de esclarecimento sobre questões do Direito de trabalho com a participação do advogado especialista em direito de trabalho, Ferdinand Schrag. Local: Centro Desportiivo R. Português de Essen. Início: 17h00. A sessão será condizida nas duas línguas, português e alemão. 10.01.2010 – ColóniaConcerto de Sina Nossa.

Local: Arkadas Theater , Bühne der Kulturen , Platenstr. 32 , 50825 Köln. Início: 20h00 13 e 27. 01.2010 Hamburgo Cinema às Quartas 13.01.2010 .- Onde andará Dulce Veiga? (Brasil 2008, 135 min.) de Guilherme de Almeida Prado, baseado na obra de Caio Fernando Abreu 27.01.2010 - O Mistério da Estrada de Sintra (Portugal / Brasil 2007, 98 min.) de Jorge Paixão da Costa, baseado na obra de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão As sessões iniciam-se às

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18h15. Local: Universität Hamburg Centro de Língua Portuguesa / Instituto Camões , Phil 663 ,Von-Melle-Park 6 , 20146 Hamburg . Uma iniciativa do Centro de Língua Portuguesa / Instituto Camões na Universidade de Hamburgo. 14 a 28.01.2010 – Germersheim A Arte do Azulejo em Portugal - Exposição do Instituto Camões. Local: Johannes-Gutenberg-Universität , FB Translations-, Sprach- und Kulturwissenschaften , Audimax , An der Hochschule 2 , 76711 Germersheim

21.01.2010 – Bad Homburg – Concerto de Telmo Pires (canto) e Maria Baptist (piano). Local: Kulturzentrum Englische Kirche , Ferdinandplatz , 61348 Bad Homburg. Início: 20h00 21.01.2009 – Oberhausen – Actuação do grupo Extravagante. Local: Ruhrwerkstatt – AKA 103, Akazienstr. 103, 46049 Oberhausen. Início: 20h00 22.01.2009 – Hamminkeln-Marienthal – Actuação do grupo Extravagante. Local: Carpe Diem, Pastor-WinkelmannStr. 5, 46499 Hamminkeln-

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Eça de Queirós A CIDADE E AS SERRAS Preço: 11.50 O romance foi publicado em 1899 (um ano antes da morte de Eça) na Revista Moderna, e saiu em livro em 1901. Pertence à última fase do escritor, quando Eça se afasta do realismo e deixa a crítica dura que fazia à sociedade portuguesa da época. Anónio Lobo Antumes Os Cus de Judas Preço: € 11.50 António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1942. Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria. Exerceu, durante vários anos, a profissão de médico psiquiatra. Em 1970 foi mobilizado para o serviço militar. Embarcou para Angola no ano seguinte, tendo regressado em 1973. Em 1979 publicou os seus primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; imediatamente o transformaram num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional.

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Vidas Excertos de um diário triste 24

Caro Portugal Post, Estou aqui na Alemanha há quase 40 anos, muitos dos quais sem ter ido visitar Portugal. A bem dizer, nos últimos dez anos fui lá uma só vez, na Páscoa de 2004 e porque tive mesmo de ir porque faleceu um tio meu, meio irmão da minha falecida mãe. Esse meu tio não tinha ninguém em Portugal. Ou se tinha ninguém quis saber nada dele durante a sua vida e a sua morte. Fiquei, portanto, seu único herdeiro e dele herdei uma casa muito antiga numa terra perto de Guimarães. Fiquei sem saber o que fazer da casa porque a ideia de ter em preocupações burocráticas em Portugal não era muito aquilo que eu queria. Nos dias que fiquei lá, tive de arrumar a casa e desfazer-me do seu recheio. No sótão, entre muitas velharias, encontrei um diário que não era identificado. À primeira vista julguei não ser desse meu tio devido ao facto da sua encadernação e adornos serem muito femininos. Após algumas páginas de leitura, vim a saber que se tratava de uma filha de um parente desse meu tio que tinha falecido há vários anos. Entre muitas coisas que aqui não transcrevo, o que li no diário foi o que uma filha, que se chamava Vitória, desse parente do meu tio escreveu e que me deixou arrepiado. O diário contava uma história triste.. O que eu aqui transcrevo são excertos, isto é, partes do diário que vou agora aqui transcrever. Fica à consideração dos senhores redactores do jornal a publicação ou não desta parte desse diário. Sexta, 4 de Abril de 1958 Hoje nasceu o meu irmão F. Ficámos a ser três os irmãos. Eu, que tenho 16 anos, o meu irmão Abel com 9 e o que nasceu hoje, que é nosso meioirmão porque a mulher do nosso pai é nossa madrasta. A minha mãe faleceu tinha eu 8 anos e o meu pai, que é novo, arranjou

outra mulher. O meu meio-irmão nasceu durante a noite fomos acordados com os choros dele. O meu pai veio ao nosso quarto dizer que tínhamos um irmão e saiu. Mais adiante fomos outra vez acordados pelos gritos da nossa madrasta e do pai. Percebíamos que a nossa madrasta gritava com o pai e dizia-lhe que ia embora. Que estava farto dele e que o bebé que tinha nascido foi contra a sua vontade. Durante todo o tempo que ela estava grávida nunca falou a ninguém. Metiase dentro do quarto com as janelas fechadas e só saía para ir à casa de banho e, durante a noite, quando estávamos a dormir, ia à cozinha comer qualquer coisa. {…} Eu e também o meu irmão percebemos que a nossa madrasta nunca gostou de nós. Nunca fala connosco, só grita. Foi sempre assim. Domingo, 6 de Abril de 1958 Hoje é Domingo de Páscoa. Está um dia muito lindo. Pela janela do meu quarto entra o sol radioso e bom. Lá fora, os pássaros doidos não se cansam de cantar e voar.Tudo no mundo contrasta com a tristeza que vai pela nossa casa O meu pai vestiu-se com a melhor farpela. Encontrei-o à porta (fechada) do quarto da madrasta. Ele já estava outra vez com as lágrimas nos olhos a implorar-lhe para que saí-se do quarto e se preparar-se para o dia de Páscoa. Não é a primeira vez que o meu pai que chora a implorar à nossa madrasta que o deixe entrar no seu quarto. Tenho saudades da minha mãe e choro por não a ter aqui Felizmente que temos uma cozinheira a quem chamamos tia Ermelinda. È ela que cozinha e, ao fim e ao cabo, tratate nós. O meu pai parece às vezes que não nos vê. A nossa madrasta faz dele gato sapato.

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{…} O dia passou e foi como todos os dias. Nem mais nem menos. Fomos todos à missa, menos ela que esteve fechada, como sempre. Às pessoas na rua olham-nos de uma maneira estranha como se tivessem pena de nós No final, este foi mais um triste dia apesar de ser Páscoa e parecer que o mundo volta abrir os braços às festa da natureza. Terça, 13 de Maio de 1958 Hoje é dia de Nossa Senhora de Fátima. Não fui ao liceu porque o meu pai está desesperado e anda como doudo de um lado para o outra em casa. Desde há três dias que a nossa madrasta desapareceu de casa. Ninguém sabe para onde foi. Foi-se embora durante a noite. Levou as melhores roupas, jóias, que o meu pai lhe tida dado, levou também dinheiro que tínhamos aqui em casa. O bébé grita com fome. Uma sobrinha da tia Ermelinda já tentou dar-lhe a sua mama, mas ele recusa. Agora não tem outro remédio que não seja beber pelo beberão. Quarta, 21 de Maio de 1958 Já há muitos dias que não escrevo. Falto ao liceu. O meu pai saiu de casa à procura da minha madrasta. Disse que ia ao Porto. Ele recebeu uma carta dela a dizer que não voltava para casa e que nunca mais o queria ver, nem a nós nem ao bebé. Agora até a tia Ermelinda chora de tristeza. Não sei aonde é que o meu pai vai procurá-la. Sinto muita pena dele. Desde que a conheceu e a trouxe para casa o meu pai nunca mais foi o mesmo. Ela, mais nova do que ele 13 anos, parece que o encantou, ou embruxou-o. Quando o nosso pai a trouxe para casa, há mais ou menos dois anos, ele chamou-nos, a mim e ao meu irmão, e disse que a devíamos respeitar

poesias de amor e de outros sentires Feliz Só Será Feliz só será A alma que amar.

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Cavalheiro A viver na Alemanha, 53 anos de idade, pretende corresponder-se com senhora pra fins de amizade ou algo mais. . Resposta a este jornal, se for possivel com numero de telefone, Refª A-0101

'Star alegre E triste, Perder-se a pensar, Desejar E recear Suspensa em penar, Saltar de prazer, De aflição morrer — Feliz só será A alma que amar. Johann Wolfgang von Goethe, in "Canções" Tradução de Paulo Quintela

PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2010

como se fosse nossa mãe. Ela, por sua vez, nada nos disse, nem uma palavra, nem perguntou pelo nosso nome. Era magra, baixa, ruiva, e bonita .Tinha os olhos grandes e pareciam maus, de cor verde, que brilhavam como vidro frio. Não passaram muitos dias até eu perceber que ela dominava o meu pai. E a tia Ermelinda disse-me quando lhe perguntei o que pensava que só rezava à nossa Senhora da Salvação para que nada de mal viesse dela. Quarta, 2 de Julho de 2009 O meu pai anda muito triste. Parece que perdeu a alegria de viver. Às vezes ouço-o dizer: “Minha pobre querida, que hei-de fazer sem ti...” Fico sem saber se ele se refere à minha mãe ou à sua outra mulher. A verdade é que nunca mais soubemos dela. E se o meu pai sabe onde eles está não nos diz. Domingo, 5 de Outubro de 1958 O meu pai continua taciturno e triste. De vez em quando vai ao Porto e a Guimarães à procura dela. Felizmente que tem a tia Ermelinda que olha por nós. Sexta, 21 de Novembro de 1958 Hoje faço 18 anos, mas é um dia triste. Choro muito porque não tenho aqui a minha mãe. Sábado, 10 de Janeiro de 1959 Abandonei o Liceu. A pobre da tia Ermelinda já não dá conta do recado. De um momento para o outro ela começou a queixar-se que estava doente. Agora sou eu que a ajudo. Trato do Bebé, limpo a casa e ajudo o meu irmão Abel nos deveres de casa. O meu pai fica sentado todo o dia no alpendre da casa. E fala sozinho. Segunda, 19 de Janeiro de 1959 Vi que a tia Ermelinda foi ao encontro do pai para lhe falar. Pus-me à escuta e ouvi a tia Ermelinda a dizer “ai, meu

rico menino, esqueça-a....Esqueça essa mulher que só trouxe desgraça a esta casa...ai, meu Deus, Nossa Senhora, que desgraça vai aqui dentro de portas”. A Tia Ermelinda tratava sempre o meu pai no “meu querido menino” porque ela já tinha sido a criada da minha avó. Durante essa conversa o meu pai voltou a chorar e disse à tia Ermelinda que sabia onde é que ela estava. Eles falaram tão baixo que eu não percebi mais. Só sei que a Tia Ermelinda saiu da sala com o avental a limpar as lágrimas. Terça, 10 de Fevereiro de 1959 Hoje é dia de Carnaval. O meu pai vai agora todos os dias a Guimarães.Vim a saber que ela está lá numa casa “do pecado”, como disse a Tia Ermelinda. Não percebo como é que o meu pai não consegue esquecer essa maldita mulher. Por causa disso, às vezes tenho medo do meu pai que parece esgazeado e fala sempre sozinho. Ele não quer saber de nós. Fico triste. Sexta, 1 de Maio de 1959 O nosso pai está no hospital dos doentes mentais. Está internado desde o dia 27 de Abril. Não sei que fazer, estou desesperada. A tia Ermelinda trouxe uma sobrinha dela para nossa casa para nos ajudar. Sexta, 29 de Maio de 1959 Há quinze dias que o meu pai faleceu. O desgosto levou-o. Maldita a mulher que nos trouxe a desgraça e matou o meu pai. Leitor Identificado Texto revisto pela redacção do PP. Pedimos aos leitores que nos enviam correspondência para esta rubrica para não se alongarem muito nos textos que escrevem. Obrigado.

ESCREVA-NOS e conte-nos a história da sua vida Sabemos que há mulheres e homens que desejam comunicar as suas aventuras ou até mesmo histórias sobre a sua vida ou que querem relatar experiências e contar casos de que foram testemunhas ou os principais protagonistas. Todos, uns mais que outros, temos uma história para contar, como por exemplo, como cá chegamos; a nossa dificuldade em compreender a língua; os sonhos que acalentamos para aguentar estar num país tão diferente; o choque cultural, o primeiro dia de trabalho e, porque não, as dificuldades por que passamos. Nós queremos contar a sua vida, o bom e o mau. Escreva-nos como sabe e pode e a sua história poderá ser um valioso testemunho da nossa presença neste país. Não se esqueça de nos enviar as fotografias que deseja ver publicadas. Morada: PORTUGALPOST Burgholzstr.43 44145 Dortmund Fax: (0231) 83 90 351 E mail: correio@free.de


Passar o Tempo

PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2010

CONSULTÓRIO ASTROLÓGICO E-mail: mariahelena@mariahelena.tv TELEFONE: 00 351 21 318 25 91 Por Maria Helena Martins

Previsões para 2010

CARNEIRO Em 2010 os nativos do Signo Carneiro têm influência da Carta de Tarot a Temperança, que significa Equilíbrio. Isto quer dizer que quem nasceu sob este signo deve ser equilibrado em todas as situações que se lhe apresentam. Para atingir os seus objectivos, não pode nem deve deixar-se perturbar. No amor, o seu coração estará a transbordar de emoção logo em Janeiro. Se tem um relacionamento, é provável que sinta vontade de avançar para um compromisso mais sério. A nível profissional, estará mais organizado do que é costume porque, também neste domínio, sentirá vontade de assentar e concretizar os teus objectivos conquistando resultados mais sólidos. Na saúde, estará mais sensível a problemas de circulação. Evite estar muitas horas seguidas em pé e adquira o hábito de fazer exercício físico diário. Mesmo que sejam apenas 15 minutos de ginástica em casa, vai ver como se sentirá em forma ao longo de todo o dia.

GÉMEOS Em 2010 os nativos do signo Gémeos têm a influência da Carta de Tarot a Força, que acentuará a sua energia interior e trará muita determinação e dinamismo à vida destes nativos. A sua cabeça, habitualmente fervilhante de ideias, apostará em projectos mais sólidos e grandiosos. Este será um ano de excelência, em que Gémeos procurará transpor os seus próprios limites. Os nativos deste signo terão a sensação que nada os pode deter, e sentirão uma forte necessidade de concretizarem novos objectivos. A nível amoroso, será fundamental saber ouvir o seu coração. Poderá sentir-se um pouco indeciso quanto ao que verdadeiramente quer. Na vida profissional estará cheio de determinação e coragem. As suas maiores qualidades estão em evidência e não vão passar despercebidas aos que o rodeiam. A nível de saúde, deverá mudar tudo aquilo que não é saudável ou que sabe que o prejudica.

TOURO Em 2010 os nativos do Signo Touro têm influência da Carta de Tarot o Mágico, que significa Habilidade. Isto quer dizer que deverão lidar com todos os elementos cuidadosamente. O Mágico remete-nos para o ilusionista, aquele que, com habilidade, transforma as coisas em que toca. Durante este ano os nativos do Signo Touro sentir-se-ão mais activos e dinâmicos do que é habitual. Embora este signo se caracterize pela calma e pela prudência, os seus nativos sentirão agora uma maior facilidade em tomar decisões e vontade de agirem de forma rápida, o que contribuirá para que este ano seja pródigo em novidades e mudanças favoráveis. Na vida amorosa este ano será cheio de acontecimentos e novidades. Se está só, a vontade constante de sair vai levá-lo a travar novas amizades, e algumas poderão evoluir para um relacionamento amoroso. A forma como se empenha em tudo o que faz poderá ajudálo a conquistar vitórias no trabalho. No que diz respeito à saúde, evite sobrecarregar o seu corpo e a sua mente com esforços que vão além do limite das suas capacidades.

CARANGUEJO Em 2010 os nativos do Signo Caranguejo têm influência da Carta de Tarot a Roda da Fortuna. Isto quer dizer que a sua sorte está em movimento, o que hoje está em baixo, amanhã estará em cima. A rapidez e a instabilidade poderão inquietar estes nativos que tanto valorizam a calma e a segurança mas, se souberem estar em harmonia com os ritmos do Universo e se aceitarem que a mudança é necessária para que haja uma evolução, encontrarão respostas para as questões que os preocupam e chegarão ao fim do ano com a certeza de que a sua vida evoluiu muito, a todos os níveis. No que diz respeito ao amor, pode haver mudanças decisivas. Quem está só pode encontrar alguém muito especial, vivendo momentos de intensa paixão e romance. A nível material abrir-se-ão novas portas. A nível de saúde é aconselhável fazer exames de rotina, evitando assim problemas aos quais está mais sensível. LEÃO Em 2010 os nativos do Signo Leão têm influência da Carta de Tarot o Carro, que signi-

fica Sucesso. Isto quer dizer que com cuidado, determinação e mão firme alcançarão o sucesso. Estarão cheios de vontade de alcançarem os seus objectivos e de mudarem tudo o que sentem que não está bem nas suas vidas. Deverão, contudo, evitar a indecisão e a instabilidade, que também estarão presentes nas suas atitudes ao longo deste ano. Será fundamental definirem metas e traçarem o caminho para as alcançar, mantendo-se fiéis a si próprios. No que diz respeito ao amor, o seu coração poderá balançar um pouco. A nível profissional estará muito seguro de si mesmo e do seu próprio valor, e quererá arriscar e ir mais longe. Na saúde, estará mais sensível a nível de ossos e articulações. VIRGEM 2010 será um ano promissor para quem nasceu sob o signo Virgem, pois trará oportunidades que estes nativos já desejavam há muito tempo. A influência da Carta de Tarot a Estrela, que significa Protecção, Luz, indica que os nativos deste signo terão no seu caminho uma ajuda espiritual. Devem seguir em frente e lutar para alcançarem os seus objectivos! Sentirão, também, uma maior serenidade no seu coração. A nivel emocional haverá neles uma forte necessidade de envolvimento, podendo avançar para um nível mais íntimo num relacionamento. Na vida profissional os progressos serão lentos, porém sólidos, e tudo aquilo que conquistarem em 2010 permanecerá estavel nas suas vidas. A sua saúde estará protegida durante este ano e, como tal, se teve algum problema de saúde recente ele poderá ser finalmente superado. BALANÇA Em 2010 os nativos do Signo Balança têm influência da Carta de Tarot a Imperatriz, que significa Realização. Isto quer dizer que estão preparados para realizar os projectos a que se propõem, e também que para chegarem onde estão já superaram muitas provas. Estarão mais seguros daquilo que querem e serão capazes de expressar com maior facilidade o que sentem e o que desejam, o que os ajudará a progredir a diversos níveis. Embora o

Numa farmácia do Entroncamento, entra um cliente e dirige-se ao empregado: — Bom dia, eu queria um comprimido! O empregado vai lá dentro e traz-lhe um comprimido aí com meio quilo. — Então! — diz o cliente. — Apresenta-me isto?! — Caro senhor, aqui no Entroncamento é tudo à grande! — responde o empregado. — Olhe, já agora, queria um pacotinho de algodão! E o empregado traz-lhe um pacote enorme de algodão. — Ena! — diz o homem. — Caro senhor, eu já lhe disse! Aqui no Entroncamento é tudo à grande! O empregado faz a conta e pergunta-lhe: — Não quer mais nada? —Olhe, eu queria supositórios, mas vou comprá-los a Lisboa!

• — Há 20 anos que estou casado e gosto sempre da mesma mulher. — Mas que sorte tu tens! —Sim, mas não digas a ninguém. Se a minha mulher sabe, vai ser o diabo!

seu coração nem sempre seja claro relativamente àquilo que deseja e haja certos conflitos que precisam de ser ultrapassados, a necessidade de empatia e cumplicidade com o seu par ditará as escolhas afectivas que estes nativos virão a fazer. Profissionalmente estão favorecidas as profissões associadas à comunicação, à escrita e também à pedagogia, que serão áreas enfatizadas durante este ano. No que diz respeito à saúde é aconselhável estar atento para evitar problemas de rins. ESCORPIÃO Em 2010 os nativos do Signo Escorpião têm influência da Carta de Tarot a Papisa, que significa Estabilidade, Estudo e Mistério. Isto quer dizer que estão preparados para resolver as questões que lhe apresentam e fá-lo-ão com sabedoria, mestria e inteligência. Este ano caracterizar-se-á por uma energia muito introspectiva e intuitiva, o que não causará estranheza aos nativos deste signo, que estão habituados a ouvir a sua voz interior. Assim, 2010 estará em harmonia com a sua maneira de ser, e esse equilíbrio ajudá-los-á a fazer as escolhas mais acertadas. As acções não serão rápidas, mas sem dúvida que os resultados obtidos serão os mais seguros. No domínio afectivo pode sentir necessidade de fazer uma análise minuciosa ao seu relacionamento amoroso. Profissionalmente terá novos projectos e procurará amadurecê-los. A nível de saúde haverá uma certa tendência para a instabilidade, por isso é aconselhável manter a vigilância, principalmente no que diz respeito à tensão arterial. SAGITÁRIO Em 2010 os nativos do Signo Sagitário têm influência da Carta de Tarot o Mundo, que significa Fertilidade. Isto quer dizer que terão oportunidade de obterem o que desejam pois têm protecção divina mas devem manter presente que a fortuna só permanece junto de quem a respeita. Ao longo deste ano estes nativos poderão experimentar diferentes emoções e estados de espirito. A nível afectivo andarão oscilantes entre a necessidade de liberdade e a procura de um relacionamento estável. A nível profissional poderão surpreender aqueles que os rodeiam com uma grande capacidade de organização. A saúde requer uma atenção especial para que se mantenha o equilíbrio e a boa forma. CAPRICÓRNIO Em 2010 os nativos do Signo Capricórnio têm influência da Carta de Tarot o Julgamento,

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que significa Novo Ciclo de Vida. Isto quer dizer que serão julgados segundo as suas acções; nas esferas subtis está a desenrolar-se o seu julgamento. Durante este ano quem nasceu sob este signo concentrará as suas energias na procura da harmonia a todos os níveis. Afectivamente farão um esforço consciente para conciliar interesses e opiniões com o seu par, porque procurarão a paz emocional acima de qualquer outra coisa. No trabalho poderá haver uma mudança positiva, mas a tendência geral do ano será manter a estabilidade entretanto conquistada. A nível de saúde poderá sentir necessidade de fazer um check-up. AQUÁRIO Em 2010 os nativos do Signo Aquário têm influência da Carta de Tarot o Sol. O sucesso, a riqueza e a felicidade estão associados a este arcano. Exprime alegria e triunfo. Um novo amor poderá surgir no horizonte, para quem está só. Num relacionamento existente haverá equilíbrio e harmonia, e a família poderá aumentar com a chegada de um novo membro. Se têm profissões relacionadas com actividades que envolvam o contacto com o público ou criatividade, estarão particularmente favorecidos. Poderão dar asas às suas ideias e ver alguns dos seus projectos mas queridos darem bons frutos. No que diz respeito à saúde, deve procurar proteger bem a garganta e as vias respiratórias, especialmente durante o Inverno e o Outono, pois são a parte do corpo destes nativos que estará mais fragilizada. PEIXES Em 2010 os nativos do Signo Peixes têm influência da Carta de Tarot o Imperador, que significa Concretização. Isto quer dizer que estão preparados para agir correctamente perante as situações e é essa a sua função e o seu dever. Embora Peixes seja caracterizado pelo sonho e pelo idealismo, quem nasceu sob este signo andará este ano “com os pés mais assentes na terra”, e isso manifestar-se-á em progressos importantes na sua vida a todos os níveis. As mudanças não estão aconselhadas, pois a evolução ao longo deste ano irá no sentido de preservar a estabilidade que já alcançou. Num relacionamento amoroso poderá sentir-se mais seguro em relação aos sentimentos do seu par e às suas próprias emoções, o que permitirá uma maior facilidade de expressão daquilo que sente. Na vida profissional poderá alcançar resultados notáveis, que não passarão despercebidos aos olhos dos seus superiores. No que diz respeito à saúde deve melhorar a sua postura.

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PORTUGAL POST nº 186 • Janeiro 2009

Mundial 2010 Portugueses do Cabo festejam a selecção e pedem “Ronaldo na Presidência” Bandeiras portuguesas em que o escudo central é substituído pela foto de Cristiano Ronaldo, com a inscrição „Ronaldo presidente da nação“, foi um dos símbolos mais visíveis num grande festival realizado pelo Fórum Português na Associação Portuguesa do Cabo da Boa Esperança. Mais de um milhar de portugueses residentes na Cidade do Cabo e arredores acorreram àquela agremiação para um festival de música e comida tradicional, aproveitando a ocasião para manifestar a sua satisfação pela presença de Portugal na fase final do Mundial de futebol de 2010, na África do Sul. „A selecção das quinas [que disputará um dos seus jogos na Cidade do Cabo] tem o apoio massivo dos portugueses da diáspora“, garantiu Manuel Ferreirinha, o presidente do Fórum Português, residente em Joanesburgo, mas que se deslocou ao Cabo para o festival organizado pela organização. Muitos dos participantes envergavam camisolas da selecção portuguesa, algumas com a inscrição „Orgulho em Ser Português“ nas costas, mas na sua maioria ostentando a fotografia de Cristiano Ronaldo com os

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mais diversos slogans. No festival estiveram presentes portugueses que se estabeleceram na zona do Cabo Ocidental há várias décadas, muitos deles empresários em sectores-chave da economia, muitos jovens e também sul-africanos com laços de amizade com membros da comunidade. O cônsul-geral de Portugal no Cabo, Jorge da Fonseca, que marcou presença no festival, disse que o espírito associativo continua a ser uma importante peça na unidade dos portugueses da

região, que ascendem aos 20 mil. „Existe uma tendência recente novas inscrições consulares, em parte porque muitos pais querem que as gerações mais jovens beneficiem do passaporte de Portugal e da União Europeia na sua vida futura, mas os números reais oscilam entre os 20 e os 26 mil“, salientou o representante diplomático português. No festival participaram artistas, um grupo de danças tradicionais e uma cançonetista vinda de Portugal ex-

pressamente para o evento. „A minha família vai começar a tentar o tudo por tudo para conseguir bilhetes para os três jogos de Portugal na fase de grupos, a 21 de Junho contra a Coreia, aqui no Cabo, a 25 de Junho contra o Brasil, em Durban, e a 15 em Port Elizabeth, contra a Costa do Marfim, mas acreditamos que a selecção vai passar à segunda fase e pretendemos estar nos estádios todos onde Portugal jogue“, garantiu Lina Gomes, uma bancária do Cabo presente no festival.

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Governo reforça apoio consular na África do Sul a pensar nos adeptos portugueses

Portugal instala-se em Gauteng durante a competição

O Governo português vai reforçar as estruturas consulares na África do Sul, onde se realiza o Mundial de futebol 2010, e nos países vizinhos, nomeadamente Moçambique, para apoiar os adeptos portugueses, disse fonte oficial.

A selecção portuguesa de futebol vai montar na província de Gauteng o seu „quartel-general“ durante o Mundial2010, na África do Sul, informou a federação (FPF) no seu site oficial. Apesar de ser a mais pequena província da África do Sul, Gauteng é a mais rica e também uma das mais populosas, com mais de 10 milhões de habitantes, e é também aquela em que vive o maior número de portugueses. Segundo o site da FPF, será anunciado „a muito breve prazo“ o local exacto onde a selecção das „quinas“ se irá instalar durante a fase final do Mundial2010, que decorre entre 11 de Junho e 11 de Julho. Embora Portugal dispute a primeira fase ao nível do mar, o seleccionador, Carlos Queiroz, e os responsáveis da FPF optaram por ficar instalados em altitude, já que a província de Gauteng está sensivelmente a 1800 metros. Portugal estreia-se a 15 de Junho com a selecção africana, em Port Elizabeth, seguindo-se os confrontos com os nortecoreanos, a 21 de Junho, na Cidade do Cabo, e Brasil, a 25 de Junho, em Durban.

Segundo fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades, António Braga, “foi já criado um grupo de trabalho para proporcionar apoio consular aos adeptos portugueses que se deslocarão à África do Sul para apoiar a Selecção Nacional”. De acordo com a mesma fonte, além da África do Sul, a

medida estende-se a outros países da África Austral, nomeadamente Moçambique, “onde se prevê grande concentração de cidadãos nacionais, que viajarão para aquele país, quer de Portugal, quer de outros países”. O Governo português pretende assim “disponibilizar meios humanos e técnicos em todos os locais onde a selecção nacional jogar”, acrescentou. Além disso, “será elaborado um folheto desdobrável com indicações úteis e disponibilizados números locais de contactos específicos para atendimento imediato em casos de emergência”.

O grupo de trabalho, que funcionará em articulação com a Embaixada de Portugal na África do Sul, está a estudar as medidas a aplicar, “que garantam resposta imediata a situações que possam ocorrer durante o certame”. De acordo com a fonte do gabinete de António Braga, estas medidas são semelhantes às que foram adoptadas no último Europeu de futebol, realizado na Áustria e na Suíça em 2008. Segundo a mesma fonte, António Braga encontrou-se com um dos responsáveis da segurança do Mundial 2010, o luso-descendente Diniz Adrião, dos Serviços de Polícia

da África do Sul, durante a visita que efectuou àquele país em Fevereiro de 2008. Este responsável esteve depois em Lisboa para recolher informações sobre a experiência das autoridades portuguesas com a operação de segurança no Europeu de 2004. Os índices de criminalidade na África do Sul são elevados e um dos aspectos apontados como um entrave à forte afluência de adeptos, mas o Governo sul-africano comprometeu-se a combater a reduzir estes índices e está a ser apoiado por polícias europeias e dos Estados Unidos (FBI) na formação dos agentes.



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