PORTUGAL POST ANO XVI • Nº 190 • Maio 2010 • Publicação mensal • 2.00 € Portugal Post Verlag, Burgholzstr. 43 • 44145 Dortmund • Tel.: 0231-83 90 289 • Telefax 0231- 8390351• E Mail: correio@free.de •www. portugalpost.de •K 25853 •ISSN 0340-3718
Ensino a luso-descendentes na Alemanha estabilizou mas nas universidades regrediu Segundo dados dos serviços de coordenação pedagógica junto da Embaixada de Portugal em Berlim, há mais de cinco mil alunos a frequentar cursos de Língua e Cultura Portuguesa (LCP), na chamada rede portuguesa, em que a contratação de professores está a cargo de Lisboa. Além disso, existem cerca de quatro mil alunos a frequentar os mesmos cursos na chamada rede alemã, em que a contratação de professores é responsabilidade dos estados federados (‘laender’) alemães. Página 7
Leia nesta edição Consulado Honorário de Munique Assistência consular prescinde de instalações cedidas por Jürgen Adolff Página 6
Congresso do PSD Presidente do PSD-Alemanha, Artur Amorim, eleito para o Conselho Nacional do partido Página 6
Emigração: Cerca de 75 mil portugueses partem anualmente... Página 4
Artigo de opinião do deputado Paulo Pisco
“RTP deve ter mais consideração pelas comunidades”
Direitos Conselhos úteis para trabalhadores desempregados
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Portugal Post - Burgholzstr 43 - 44145 Do PVST Deutsche Post AG - Entgelt bezahlt K25853
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PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
PORTUGAL POST
Editorial Mário dos Santos
Agraciado com a medalha da Liberdade e Democracia da Assembleia da República Fundado em 1993 DIRECTOR: MÁRIO DOS SANTOS
CORRESPONDENTES ALFREDO CARDOSO: MÜNSTER ANTÓNIO HORTA: GELSENKIRCHEN JOÃO FERREIRA: SINGEN JORGE MARTINS RITA: ESTUGARDA JOSÉ PINTO NASCIMENTO: DÜSSELDORF KOTA NGINGAS: DORTMUND MANUEL ABRANTES: WEILHEIM -TECK MARIA DOS ANJOS SANTOS - HAMBURGO MICHAELA AZEVEDO FERREIRA: BONA ZULMIRA QUEIROZ: GROß-UMSTADT COLUNISTAS ANTÓNIO JUSTO: KASSEL CARLOS GONÇALVES: LISBOA DORA MOURINHO: ESSEN FERNANDA LEITÃO: TORONTO JOSÉ EDUARDO: FRANKFURT JOSÉ VALGODE: LANGENFELD LAGOA DA SILVA: LISBOA LUIS BARREIRA, LUXEMBURGO MARCO BERTOLOSO: COLÓNIA MARIA DE LURDES APEL: BRAUNSCHWEIG PAULO PISCO: LISBOA RUI MENDES: AUGSBURG RUI PAZ: DÜSSELDORF TERESA COLAÇO: COLÓNIA ASSUNTOS SOCIAIS JOSÉ GOMES RODRIGUES: ASSISTENTE SOCIAL CONSULTÓRIO JURIDICO CATARINA TAVARES: ADVOGADA MICHAELA A. FERREIRA: ADVOGADA MIGUEL KRAG: ADVOGADO FOTÓGRAFOS: PAULO FERREIRA E FERNANDO SOARES AGÊNCIAS: LUSA. DPA IMPRESSÃO: PORTUGAL POST VERLAG
A RTP continua a ignorar as Comunidades
O
leitor que recebe em casa via satélite a RTPi vai concordar connosco que a programação que o canal público nos oferece deixa muito a desejar e, diga-se ainda, fica aquém daquilo que deveria ser um serviço televisivo de qualidade com uma programação dirigida aos portugueses que residem no estrangeiro. Razão tem o deputado Paulo Pisco quando interpela a RTP sobre a grelha de programação do canal internacional que, diz ele, é uma espécie de “vazadouro de programas, que em alguns casos até podem ter qualidade, mas a verdade é que não foram produzidos a pensar nos públicos a que se destinam, isto é, as comunidades portuguesas” Para além dos programas de debate desportivo (futebol) em que se fala uma linguagem percebida por todos os amantes de futebol residem eles onde residirem, facto é que todos os outros programas nada têm a ver
REGISTO LEGAL: PORTUGAL POST JORNAL DA COMUNIDADE PORTUGUESA NA ALEMANHA ISSN 0340-3718 • K 25853 PROPRIEDADE PORTUGAL POST VERLAG REGISTO COMMERCIAL HRA 13654 OS TEXTOS PUBLICADOS NA RÚBRICA OPINIÃO SÃO DA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE QUEM OS ASSINA E NÃO VEICULAM QUALQUER POSIÇÃO DO JORNAL PORTUGAL POST
mento são insossos, inócuos, sem interesse e têm o condão de afastar audiências em vez de as prender. Mas a direcção de programação da RTP teima fazer de conta que não houve as criticas que há anos se faz aos programas do canal RTPi. A RTPi deveria ser uma canal com programas atractivos que poderiam contribuir para que os jovens nascidos no estrangeiros se familiarizassem com a língua que muitos não aprendem devido à inexistência de oferta de cursos nas escolas. Como diz o deputado Paulo Pisco nesta edição do PP: “tal como estão, os canais internacionais (RTPi e RTP África) são pouco mais que puro desperdício”. Assim como assim, e vindo esta opinião de um deputado da bancada que suporta o Governo, vale mais acabar com a RTPi e colocar em satélite os canais RTP1, RTP2 e RTPN, tal como fazem as estações congéneres na Europa.
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com o chamado grupo-alvo para quem a RTPi foi criada. Os programas que nos entram por casa adentro são, em alguns casos, uma vergonha e do pior que se faz em televisão. “Para quem é, bacalhau basta”, devem pensar os responsáveis da tv pública quando elaboram as grelhas de programação. Sem programas de informação direccionados às comunidades, a RTPi acaba por ser de uma chatice muito difícil de tolerar e ver. Ninguém aguenta duas horas seguidas de RTPi. Felizmente que o público televisivo tem alternativas como, por exemplo, os canais dos países onde residem ou tv por assinatura, como são os canais Meo e Zon. Salvo um ou outro programa de informação, sempre atirados para horários incompatíveis com o modo de vida de que vive e trabalha na Europa, por exemplo, a RTP nada mais oferece de interessante aos telespectadores nas comunidades. Os programas chamados assim de entreteni-
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REDACÇÃO E COLABORADORES CRISTINA KRIPPAHL: BONA FRANCISCO ASSUNÇÃO: BERLIM FERNANDO A. RIBEIRO: ESTUGARDA HELENA GOUVEIA: BONA JOAQUIM PEITO: HANNOVER LUÍSA COSTA HÖLZL: MUNIQUE
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Opinião Paulo Pisco*
“RTP deve ter mais consideração pelas comunidades”
O
s canais internacionais de televisão podem ser um poderoso instrumento para afirmar a presença de Portugal no mundo, defendendo a sua imagem, pontos de vista e interesses. Mas para isso seria necessário que a programação fosse encarada de forma madura e com sentido estratégico, para que as suas potencialidades pudessem ser plenamente aproveitadas, o que agora manifestamente não acontece. Em tempos de globalização, com tudo o que isso implica de fácil e rápida circulação de ideias e de concorrência com outros canais internacionais, uma boa utilização da RTP-I e da RTP-África no cumprimento da sua missão de serviço público levaria necessariamente a que fossem consideradas as vastas comunidades portuguesas e o universo mais alargado dos luso-falantes, não só para a difusão e manutenção da língua, mas também para afirmação dos nossos interesses colectivos nos múltiplos pontos do mundo onde temos algum tipo de presença histórica, cultural ou económica. Publicidade
Mas quando se observa a grelha de programação dos canais internacionais, percebe-se a displicência como são encarados, como se fossem uma espécie de vazadouro de programas, que em alguns casos até podem ter qualidade, mas a verdade é que não foram produzidos a pensar nos públicos a que se destinam, isto é, as comunidades portuguesas e os países e populações que falam a nossa língua. Para evitar que os canais internacionais sejam tão despojados de sentido estratégico, era fundamental que tivessem autonomia editorial, financeira e administrativa e equipas profissionais que criassem informação e programas específicos para os seus públicos-alvo, de forma a tornarem-se uma referência para todo o universo dos falantes de português. Tal como seria fundamental que o Canal 1 tivesse um pouco mais de consideração pelas nossas Comunidades, atribuindo um espaço de programação e de noticiário que contribuísse para dar em Portugal uma imagem actualizada sobre a importância dos
portugueses no mundo, o que fazem as novas e as anteriores gerações e como estão integrados nas sociedades de acolhimento. Não é justo ignorar o resto da nação que está fora das nossas fronteiras…. Mas a verdade é que a RTP-I funciona subjugada às necessidades e disponibilidades do Canal 1 e das suas direcções de informa-
Seria fundamental que o Canal 1 tivesse um pouco mais de consideração pelas nossas Comunidades ção e de programação, com poucos recursos humanos e financeiros e uma muito reduzida produção própria. Aliás, o único espaço informativo que existia direccionado para as Comunidades foi suspenso há cerca de dois anos. A RTP-I não transmite valores, apenas pouco mais do que entretenimento inócuo. Não é
feito nenhum esforço para cativar as novas gerações, para promover a imagem de Portugal no mundo, fortalecer os laços de cooperação, promover o intercâmbio empresarial, a cultura ou a dimensão cívica. É incompreensível, por exemplo, que sendo a dimensão política e cívica fundamental para a valorização das nossas comunidades, ela esteja totalmente ausente da RTP-I, não sensibilizando assim os portugueses no exterior para uma melhor afirmação nos países de acolhimento. As linhas de orientação estratégica para tornar os canais internacionais mais úteis, adaptadas aos tempos e aptos a sobreviver num contexto de crescente concorrência com canais internacionais em língua portuguesa e em outras línguas, estão até definidas numa resolução do Conselho de Ministros de finais de 2008. A resolução afirma a necessidade de “reforçar o desenvolvimento dos canais internacionais (RTP – Internacional e RTP- África, RDP – Internacional e RDP – África), em particular no tocante ao cumprimento das suas missões como plataformas de difusão mundial da
língua portuguesa e de informação e criação em língua oficial portuguesa, projectando um olhar português sobre o mundo, favorecendo a cooperação entre os países de língua oficial portuguesa e promovendo a ligação às comunidades portuguesas residentes no estrangeiro”. Mas como nada se alterou ainda, o mais certo é haver, eventualmente, resistências dentro da RTP, das suas direcções de programação e de informação que, como em muitos outros sectores da nossa sociedade, desvalorizam as nossas dimensões externas das comunidades e da cooperação nas suas múltiplas vertentes, o que é um óbvio erro estratégico. Seja como for, a afirmação do interesse nacional nunca deveria ser prejudicada por resistências internas, visões pessoais ou falta de sensibilidade para estas questões. Há pelo menos uma certeza: tal como estão, os canais internacionais são pouco mais que puro desperdício.
*Deputado do PS eleito pelas Comunidades Publicidade
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Nacional & Comunidades
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Emigração: Entre 70 mil e 75 mil portugueses partem anualmente... O coordenador do Observatório da Emigração adiantou , no parlamento, que, em média, 70 mil a 75 mil portugueses emigram cada ano, ressalvando, no entanto, que não existem dados fiáveis. Ouvido pela comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Rui Pena Pires disse ter „sérias dúvidas“ de que o número de emigrantes portugueses tenha aumentado em 2009, considerando que o movimento migratório se mantém „estável“. „A emigração neste momento andará provavelmente entre os 70 a 75 mil por ano. Aproxima-se da média dos anos 1960, mas está abaixo dos anos de maior emigração“, afirmou, explicando aos deputados as várias dificuldades que impedem uma obtenção de dados fiáveis. „Não há em Portugal dados fiáveis sobre a emigração, vivemos num regime democrático onde as pessoas são livres de sair do pais quando quiserem. Há estatísticas razoavelmente fiáveis sobre entrada, mas praticamente um vazio sobre as pessoas que saem“, explicou Rui Pena Pires. „Nós não medimos a emigração, medimos manifestações de emigração“, realçou Rui Penas Pires, lembrando que actualmente o observatório „tem recursos limitados e a sua missão é também restrita“. No inicio dos trabalhos, o deputado do CDS Ribeiro e Castro, que preside à comissão, destacou o interesse que o eventual aumento da emigração, „num contexto de crise e desemprego“, tem
merecido, salientando ser também „uma das principais preocupações
da comissão“. „É um fenómeno que devemos
conhecer melhor“, afirmou O deputado do PS Paulo Pisco respondeu lembrando que não se pode „culpar unicamente“ a situação económica do país pela emigração, lembrando a necessidade de „captar a natureza desses fluxos“. Contrapondo, o coordenador do Observatório realçou que actualmente o problema do país „não é a possibilidade de a emigração ter aumentado, mas de a imigração para o país estar a perder atracção“. Por outro lado, Rui Pena Pires lembrou que, apesar de ser „impossível conseguir saber com rigor quantos portugueses há em todos os países de emigração, é possível aproximar-nos [dessa realidade] em países como a França Suíça ou Espanha“. O responsável explicou também que um dos „equívocos que se criou“ actualmente é que as pessoas que emigram sejam mais qualificadas. O responsável disse que é „preciso ter cuidado“ com os números do Banco Mundial que dão conta de 20 por cento dos licenciados portugueses a viver e trabalhar no estrangeiro. „Esses dados dão apenas conta de que vinte por cento das pessoas que nascem em Portugal trabalham lá fora. Não dizem se essas pessoas se licenciaram em Portugal ou no estrangeiro“, lembrou. Rui Pena Pires disse ainda „não conseguir ter uma imagem negativa sobre a emigração“: „O que mais me preocupa não é como evitar a emigração, mas como compensar a imigração“, reiterou.
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Comunidades: Abertas candidaturas para III Encontro Mundial de Pessoas com Deficiência O Governo está a receber as candidaturas para o III Encontro Mundial de Pessoas com Deficiência das Comunidades Portuguesas, que se realiza em Outubro.As candidaturas devem ser enviadas até dia 14 de Maio junto do posto consular da área de residência dos interessados. À semelhança das edições anteriores, será organizado simultaneamente um Fórum que reunirá portadores de deficiências residentes em Portugal e no estrangeiro para troca de impressões e experiências. O III Encontro Mundial de Pessoas com Deficiência das Comunidades Portuguesas vai decorrer de 11 a 15 de Outubro.
Mário Soares: Desigualdade aumentou em Portugal por se ter descurado melhor repartição da riqueza
O ex-Presidente da República Mário Soares admitiu que a desigualdade aumentou em Portugal desde o 25 de Abril por se ter descurado uma „melhor repartição da riqueza“. „Descurámos um pouco talvez uma melhor repartição da riqueza, é por isso que somos tão desiguais“, afirmou Mário Soares numa entrevista à rádio Antena 1, a última de uma série de três a antigos Presidentes da República do pós25 de Abril. Mário Soares defendeu também que as agências de „rating“ devem ser desmacaradas, por falta de isenção e de honestidade, e criticou as privatizações previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). „Se fosse Governo, passaria sem elas e não lhes dava atenção, desmascarava-as“, disse o antigo chefe de Estado (1986-1996) sobre as agências de „rating“, que acusou de atacarem a Grécia „por especulação“ para tentarem „acabar com o euro“, a moeda europeia. „Nós não podemos deixar isso, defender o euro é fundamental para que nós possamos ser uma construção económica e política europeia a sério“, afirmou. Sobre as privatizações, Mário Soares lembrou que „quando há dificuldades num país, ou numa comunidade como a União Europeia“, não se pede ajuda aos privados, mas ao Estado. „Eu acho que o Estado não deve vender os poucos anéis que ainda tem“, afirmou. Mário Soares disse também não temer pela democracia portuguesa e que se fosse chefe do executivo não iria à comissão de inquérito parlamentar sobre o caso PT/TVI por considerar que tal decisão „tem o factor de descredibilizar o cargo de primeiro ministro“. „Essa é uma das consequências e é nefasta para a política em geral e para a ideia que se tem dos políticos. É preciso defender a política, porque a política é uma actividade nobre e os políticos não são todos ladrões“, justificou.
Nacional & Comunidades
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
António Braga anuncia a organização de um Fórum Mundial de Lusoeleitos O Governo português está a preparar a organização de um Fórum Mundial de Lusoeleitos, anunciou secretário das Comunidades, António Braga. António Braga declarou que está actualmente em curso um estudo para identificar os lusoeleitos nos vários países onde existem comunidades de origem portuguesa, primeiro passo para a realização do Fórum Mundial dos Lusoeleitos em Lisboa. O secretário de Estado das Comunidades defendeu que a existência de eleitos de origem portuguesa em todo o mundo “deve constituirse como um património a mobilizar para construir formas de representação dos interesses de Portugal junto desses países”, em regra “países amigos” com quem Portugal tem “excelentes relações”. António Braga visitou hoje o certame da associação de autarcas de Île de France (a região de Paris), marcando o aniversário da CIVICA, associação de autarcas lusoeleitos de França. Existem actualmente mais de três mil autarcas de origem portu-
guesa em França, o que para António Braga testemunha “o interesse cada vez maior na participação, na definição do interesse das colectividades” dos emigrantes e dos franco-portugueses. “É ao mesmo tempo um orgulho para Portugal e uma responsabilidade, porque é importante que as associações tenham condições de se organizar e dar contributo à relação entre França e Portugal”, sublinhou o secretário de Estado. A existência de lusoeleitos em todo o mundo “é um extraordinário sinal de participação cívica dos
portugueses nos países onde estão a viver”, que justifica a organização de uma plataforma de troca de informações e de reflexão, acrescentou António Braga. “É um sinal que Portugal dará a estes portugueses, porque o seu vínculo de pertença continua a constituir uma mais valia para Portugal. A organização em Fórum Mundial de Lusoeleitos vai contribuir para aperfeiçoar essa participação e permitir que esses portugueses possam ser representantes de Portugal”, explicou António Braga. “Há neste momento um estudo de actualização de lusoeleitos no mundo inteiro e, no final, podemos encontrar uma modalidade de representação para um fórum em Lisboa de troca de experiências, mas também reflexão de como podemos todos contribuir para a internacionalização da economia portuguesa e na melhor defesa dos interesses de Portugal”, afirmou o governante. O Fórum Mundial de Lusoeleitos, que pode arrancar no final de 2010 ou no primeiro semestre de 2011, reunirá de dois em dois anos.
AR: Comissão Negócios Estrangeiros cria comissão para harmonizar diplomas relativos à emigração A Comissão de Negócios Estrangeiros aprovou a criação de um grupo de trabalho para apreciação na especialidade das últimas iniciativas legislativas sobre emigração, já aprovadas em plenário da Assembleia da República. A comissão será constituída por um deputado de cada grupo parlamentar. “Houve um conjunto de diplomas de diversos partidos que foram aprovados e o que se pretende fazer é um trabalho de especialidade para se obter consensos do ponto de vista da redacção jurídica desses textos legais”, disse à Lusa o deputado do CDS, Filipe Lobo D´Avila. Depois de salientar que há um conjunto de diplomas “variadíssimo”, o deputado centrista destacou a questão da atribuição da nacionalidade a filhos de emigrantes nacionais como um das questões mais importantes a analisar. “Há diversos diplomas que abordam esta questão”, disse, sublinhando a necessidade de os agregar e harmonizar.O Parlamento aprovou em 10 de Março sete diplomas da oposição sobre as comunidades portuguesas, entre os quais propostas de apoios ao associativismo, à comunicação social em língua portuguesa e novas formas de acompanhamento dos fluxos migratórios.
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Comunidades Paulo Pisco quer nova forma de pagamento do IMI
O deputado socialista eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, alertou para as dificuldades dos emigrantes para pagarem o Imposto Municipal Imóveis (IMI), que não pode ser feito por transferência bancária, e pediu que se encontrem soluções. Num requerimento apresentado no Parlamento, Paulo Pisco quer „saber qual o tipo de impedimento, administrativo ou legal, para que essa possibilidade [pagamento por transferência directa] não exista“ e, se há algum impedimento técnico que a torne de todo impossível „que se encontre uma alternativa“, explicou o deputado„ Muitos portugueses a residir no estrangeiro têm manifestado a sua dificuldade em pagar o IMI, porque precisam de designar
quem os represente, com os incómodos daí decorrentes, e atrasam-se devido aos constrangimentos da distância, o que implica penalizações com os juros de mora acrescidos ao valor tributável“, especificou o deputado. Dado que hoje praticamente todo o tipo de pagamentos pode ser feito por transferência bancária automática, „não se percebe porque não existe um acordo entre as Finanças, as entidades bancárias e as autarquias (que beneficiam deste imposto), para facilitar o pagamento do IMI por transferência bancária“, advogou Paulo Pisco. É preciso „encontrar uma solução mais prática para os portugueses que vivem fora do país“, defendeu o deputado socialista.
Comunidades: Fundação Talento foi lançada em Abril
Do ‘pacote’ de dez diplomas apresentado pela oposição, foram aprovados sete, com os dois projectos de lei do PSD e do PCP relativos ao associativismo português no estrangeiro a merecerem apenas o ‘chumbo’ da bancada socialista. O PSD viu ainda aprovado um projecto de lei de apoio à comunicação social e dois projectos de resolução sobre “a problemática da mulher emigrante” e o acompanhamento dos fluxos migratórios portugueses para o estrangeiro. O CDS-PP viu igualmente aprovado o seu projecto de lei de apoio à comunicação social em língua portuguesa no estrangeiro e uma resolução que recomenda ao Governo a elaboração de um estudo quantitativo e qualificativo da nova diáspora portuguesa no mundo. O projecto de lei dos sociais democratas que alterava a lei da nacionalidade, estendendo a nacionalidade portuguesa originária aos
netos de portugueses nascidos no estrangeiro foi rejeitado com a abstenção do CDS-PP e o voto contra de todas as restantes bancadas. Ainda durante a discussão em plenário destes diplomas, o deputado socialista Defensor de Moura tinha também deixado críticas à revisão da lei da nacionalidade, sugerida pelo PSD, considerando „exagerada“ a proposta de estender a nacionalidade portuguesa originária aos netos de portugueses nascidos no estrangeiro. Numa nota divulgada após as votações, o deputado do PSD José Cesário classificou como “grave” o ‘chumbo’ da proposta dos sociais democratas relativa às alterações à Lei da Nacionalidade, lamentando que “uma vez mais” tenha sido recusado fazer “justiça” a “milhares de descendentes de portugueses que legalmente se continuam a ver privados de acederem à nacionalidade dos seus avós”.
A Fundação Talento, que pretende promover o talento português que vive fora do país, foi lançada em finais de Abril, disse um dos dinamizadores do projeto, Tiago Forjaz. “A Fundação terá um conjunto de iniciativas voltadas para toda a sociedade”, disse Tiago Forjaz, da Jason Associates, uma consultoria de gestão de talento e um dos promotores da nova instituição. Entre as iniciativas, Forjaz referiu a promoção do “debate sobre o que é o talento em escolas e universidades, além de identificar empresas que paguem bolsas para talentos que possam representar a sua marca no mundo, entre vários outros projectos que serão oportunamente apresentados.” Forjaz disse ainda que fará “parcerias com outras instituições para a promoção dos talentos portugueses pelo mundo.” A fundação, que deverá igualmente criar concursos e prémios, terá como ponto de partida a rede social “The Star Tracker, da qual Tiago Forjaz é um dos fundadores. „The Star Tracker“ é uma rede social de contactos que permite o estabelecimento de oportunidades de negócios e trocas de experiências,
sendo especialmente dirigido para portugueses no estrangeiro, mas 60 por cento dos inscritos reside em Portugal, apesar de já terem tido alguma experiência de trabalho lá fora. Esta rede é primeira de talentos portugueses e conecta mais de 27 mil cidadãos em mais de 125 países. Os portugueses que se juntaram ao „The Star Tracker“ são, na generalidade, jovens com estudos superiores que estão ou estiveram no estrangeiro para evoluírem na sua carreira. “Vamos também organizar uma gala em janeiro de 2011, como já fizemos anteriormente, para apresentar os 220 talentos portugueses que conhecemos em várias viagens”, disse, acrescentando que “estes talentos precisam de acesso às oportunidades e a gala é uma exposição que ajuda neste sentido.” Tiago Forjaz declarou que é visível o aumento da emigração de jovens portugueses mais qualificados para outros países e que “era preferível que ficassem em Portugal”, mas citando Fernando Pessoa disse ainda, “a minha pátria é a língua portuguesa”, já que Portugal “vai para além das suas fronteiras territoriais”, referindo-se nomeadamente à diáspora.
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Comunidade - Alemanha
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Assistência consular em Munique prescinde de instalações cedidas por Jürgen Adolff A assistência consular à comunidade portuguesa de Munique poderá ser transferida para a Câmara Municipal de Munique, após a suspensão do cônsul honorário Juergen Adollf, indiciado por suspeita de tráfico de influências e corrupção no caso dos submarinos. A assistência consular funcionava em instalações cedidas por Adolff, mas após a sua suspensão de funções as autoridades portuguesas tomaram a decisão de inicialmente a transferir para a missão católica, “para assegurar o funcionamento regular” dos serviços prestados à referida comunidade, disse o conselheiro de imprensa da Embaixada de Portugal em Berlim, Luís Tibério. Entretanto, o Cônsul-Geral de Portugal em Estugarda apresentou pedido ao edil de Munique para a cedência de um gabinete na câmara para a prestar assistência consular aos portugueses residentes naquela região. “Tudo indica que a assistência consular vai ser feita na câmara de Munique”, disse ao PP fonte do consulado em Estugarda. Em Munique vivem cerca de dois mil portugueses, e na capital da Baviera e arredores cerca de nove mil, mas o consulado geral mais próximo, em Estugarda, fica a cerca de 200 quilómetros de distância. A permanência consular em Munique, um dia de dois em dois meses, tinha sido interrompida em
Novembro, mas foi retomada no mês passado por decisão do secretário de estado das Comunidades Portuguesas, António Braga. Juergen Adolff não tinha poderes de chancela, isto é, não podia realizar actos consulares, como a emissão de bilhetes de identidade ou certidões, o que obrigava a deslocação periódica a Munique de um funcionário da missão diplomática em Estugarda, que trabalhava nas instalações cedidas pelo cônsul honorário, dono de uma imobiliária. A comunidade portuguesa de Munique estava descontente com o cônsul honorário, e promoveu, em Agosto, um abaixo-assinado a exigir o seu afastamento que recolheu cerca de 500 assinaturas, e foi entregue em Dezembro ao MNE e à Secretaria de Estado das Comunidades. Adolff está a ser alvo de investigações do ministério público de Munique por suspeita de ter recebido “luvas” de 1,6 milhões de euros para ajudar a alemã Ferrostaal a vender dois submarinos a Portugal, noticiou há semanas o semanário Der Spiegel. A revista revelava ainda que Adolff terá organizado uma reunião entre a administração da Ferrostaal e o antigo primeiro ministro português Durão Barroso, atual presidente da Comissão Europeia. Durão Barroso desmentiu as acusações através da sua porta-voz, garantindo que não teve “qualquer intervenção direta ou pessoal” no caso da compra dos submarinos.
Solidariedade para com as vitimas da catástrofe na madeira A Associação Portuguesa de Solingen enviou a quantia de 235 € para a conta de solidariedade e apoio às vítimas da catástrofe natural da ilha da Madeira ocrrida em Fevereiro último. Este gesto, embora pequeno, vale pelo simbolismo traduzido no acto de solidariedade que alguns dos associados da Associação Portuguesa de Solingen quiseram manifestar por quem sofreu com o desastre natural ocorrido naquela Ilha. A quantia foi transferida para uma conta do BCP Millennium a 16 de Abril de 2004.
O cônsul honorário, em comunicado enviado à Lusa, a 01 de Abril, repudiou também as acusações de que é alvo, dizendo desconhecer “qualquer pagamento indevido” e rejeitando as suspeitas de qualquer envolvimento no caso. A porta-voz do ministério público de Munique, Barbara Stockinger, contactada pela Lusa, voltou a não adiantar pormenores do caso Ferrostaal, “para não prejudicar as
investigações em curso”, disse. Pelas mesmas razões, “também não é possível” dizer quando será deduzida acusação contra os suspeitos, entre os quais, além de Adolff, vários gestores da Ferrostaal e um contra-almirante português na reserva, conselheiro da firma alemã, nem quando o julgamento deverá ter início, sublinhou a procuradora germânica. Portugal Post com Lusa
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Presidente do PSD-Alemanha, Artur Amorim, eleito para o Associação Portuguesa em Ochtrup respira de alívio Conselho Nacional do partido Durante o XXXIII Congresso Nacional do PSD realizado em Abril último, o presidente do PSD -Alemanha foi eleito para o Conselho Nacional do partido, encabeçando a lista de candidatos das comunidades para o Conselho Nacional e que integrava, igualmente, Alexandra Custódio de Lyon e como suplentes Carlos Gonçalves em representação de Paris e Alfredo de Jesus pela Bélgica. Num comunicado enviado ao nosso jornal, o PSD-Alemanha informa que na reunião magna do partido “a área das Comunidades Portuguesas esteve representada por 18 delegados entre os quais o representante do PSD-Alemanha Artur Amorim” “Artur Amorim é assim um dos novos Conselheiros Nacionais do PSD em representação da área das comunidades portuguesas e mereceu, por parte dos outros delegados, um apoio inequívoco”, refere o
Artur Amorim
comunicado. Para o PSD-Alemanha, “esta eleição é, sobretudo, o resultado do trabalho efectuado no seio do PSDAlemanha e do dinamismo que trouxe para a área da emigração do seu partido”. Artur Amorim é, assim, o pri-
meiro militante do PSD Alemanha (depois de Joaquim Teixeira) a ser eleito para esta cargo de enorme relevância na família politica social democrata. O comunicado diz que “o PSD inicia agora uma nova era e as estruturas do PSD da emigração acreditam na sensibilidade do novo líder para uma área infelizmente esquecida pelo actual Governo” “São necessárias políticas que possam integrar as comunidades portuguesas no todo nacional. É fundamental que o PSD tenha propostas políticas relativas ao ensino da língua portuguesa, ao acompanhamento dos novos fluxos migratórios, à participação cívica e política e direitos eleitorais, ao apoio ao movimento associativo cujo papel nas comunidades portuguesas é essencial, ao apoio administrativo e consular prestado às comunidades portuguesas, conclui a nota enviada ao nosso jornal.
A falta de recursos humanos, tem sido, de ano para ano, a maior dificuldade com que a Associação Portuguesa em Ochtrup se tem deparado. Os jovens e sócios da colectividade não querem assumir responsabilidades de direcção, sendo este o motivo que levou ao encerramento da associação durante alguns meses. No entanto, o esforço de alguns associados carimbou a abertura da associação após assembleia-geral realizada no passado dia 3 de Abril de onde saíram os novos corpos gerentes para o ano 2010 e 2011. Em Ochtrup (Baixa Saxónia) residem cerca de 160 portugueses 37 dos quais são sócios da colectividade. A Associação Portuguesa em Ochtrup foi fundada em 1973 e agraciada com a Placa de Mérito das Comunidades. . O presidente confidenciou ao PP
Membros da direcção APO
que a a preocupação da nova direcção será encontrar novas instalações para “os nossos associados tenham um local digno de lazer”. Alfredo Cardoso
Comunidade - Alemanha
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Ensino a luso-descendentes na Alemanha estabilizou mas nas universidades regrediu O ensino de português a lusodescendentes na Alemanha pacificou-se, depois de preenchidas as vagas para professores e beneficiou da abertura de escolas bilingues, mas nas universidades houve uma redução de leitores e desapareceram cátedras.
que também conheceu uma fase atribulada há dois anos por falta de professores, levando a que centenas de alunos ficassem temporariamente sem aulas, é agora mais estável. Segundo dados dos serviços de coordenação pedagógica junto da Embaixada de Portugal em Berlim, todas as lacunas foram entretanto corrigidas e há mais de cinco mil alunos a frequentar cursos de Língua e Cultura Portuguesa (LCP), na chamada rede portuguesa, em que a contratação de professores está a cargo de Lisboa. Além disso, existem cerca de quatro mil alunos a frequentar os mesmos cursos na chamada rede alemã, em que a contratação de professores é responsabilidade dos estados federados (‘laender’) alemães. Nos últimos anos, porém, alguns dos ‘laender’ passaram esta responsabilidade para Portugal, criando dificuldades adicionais à coordenação pedagógica lusa na Alemanha, que gasta cerca de 160 mil euros mensais em ordenados para quase setenta professores. Na Baviera, por exemplo, tivemos de assumir os cursos todos’,
Há mais de cinco mil alunos a frequentar cursos de Língua e Cultura Portuguesa (LCP), na chamada rede portuguesa, disse Antonieta Mendonça, responsável destes serviços. A par das duas redes de ensino de LCP, existem ainda escolas primárias e secundárias de ensino bilingue de alemão e de português em Berlim e em Hamburgo, finan-
ciadas por Portugal e pelos senados das duas maiores metrópoles alemãs, e são consideradas estabelecimentos modelo, sobretudo por serem as únicas integradas no sistema de ensino alemão. FA
Participação
Foto FAPA
O Instituto Camões tem de pensar em reforçar os leitorados nas universidades alemãs se quiser manter uma tradição centenária’, disse o professor Henry Thorau, presidente da Associação de Lusitanistas Alemães e Austríacos, que agrupa cerca de 200 investigadores. O catedrático lembrou que, em 2003, a associação a que preside enviou uma carta ao então Presidente da República, Jorge Sampaio, manifestando-se preocupada com a redução de apoios do Institutos Camões às universidades. Anteriormente, tínhamos leitores bem pagos, com experiência, com contratos de quatro ou cinco anos, mas com a introdução do Programa Fernão Mendes Pinto, em 2003, foram substituídos por
jovens licenciados, com pouca experiência, e contratos de um ou dois anos’, disse Thorau. A situação complicou-se ainda mais quando o Instituto Camões passou a exigir que as universidades alemãs, também com dificuldades financeiras, pagassem parte dos ordenados dos leitores de português. Os leitorados passaram a estar sempre em risco, e a continuidade do ensino de Português também, com a alta flutuação de docentes’, referiu o lusitanista germânico. Em Trier, chegámos a receber uma leitora que não sabia alemão, e tinha de dar as aulas em inglês’, conta Thorau. A carta enviada ao PR português foi ‘um grito de alarme, que surtiu parcialmente efeito’. A situação, entretanto, ‘desanuviou-se’, mas o facto de alguns leitores terem de acumular serviço em duas ou mais universidades é ‘contraproducente’, adverte o professor da Universidade de Trier, uma das poucas na Alemanha que mantém uma cátedra de língua portuguesa. Já o ensino de português aos luso-descendentes na Alemanha,
Manuel Lisboa*
Ensino das línguas de origem (línguas maternas) Em Dezembro passado, a direcção da Federação das Associações Portuguesas na Alemanha (FAPA) foi convidada pelo Ministério da Educação e Formação da NRW para participar, em Dusseldorf, na reunião final de esclarecimento e consulta da nova versão do decreto sobre o ensino das línguas maternas. A representar a FAPA estiveram presentes o Sr. Fernando Oliveira e o autor deste artigo. Também participaram na reunião as seguntes associações : uma associação de pais turca, a associação de pais ganesa, a associação de pais italiana de Colónia, a associação de pais polaca, o Sr. Tayfun Keltek , presidente da “Laga”(associação dos representantes dos imigrantes na NRW). A reunião foi presidida pelo Secretário de Estado, Sr. Winands que foi secundado pela Sra.Ohlms e pelo Sr. Schmitz . O Secretário de Estado foi apresentando, em pormenor, cada ar-
tigo da nova versão do decreto, para esclarecimento, consulta e possível alteração, antes do mesmo entrar em vigor. A nosso pedido foram feitas, de facto, algumas alterações no decreto. A nova versão do decreto já entrou em vigor em 21.12.2009 . Resumo da nova versão Na NRW, o ensino de línguas maternas deverá ser promovido gradualmente nas escolas secundárias como língua estrangeira. Isto significa que as línguas maternas serão reconhecidas como uma segunda ou terceira língua estrangeira , ficando mais revalorizadas. (Portanto em vez do inglês ou do francês o aluno poderá escolher o português!). Isto já era possível nas seguntes escolas : Liceu (Gymnasium), Escola Unificada (Gesamtschule), Escola Intermédia ( Realschule), Colégio Profissional(Berufskolleg). Agora, a partir do ano lectivo de
2009/10 foi iniciado um projecto piloto na Escola Elementar (Hauptschule) em várias cidades onde as línguas maternas serão introduzidas como segunda língua estrangeira: Bottrop: turco; Colónia: italiano; Aachen: francês, russo,turco; Herhausen: holandês. (O português, por enquanto, não há). Muito importante : Uma língua materna só pode ser oferecida como segunda ou terceira língua estrangeira numa escola secundária se houver o mínimo de 18 alunos da mesma classe, o que, para o caso dos alunos portugueses, será muito difícil. 5. Aulas de língua materna: (Estas aulas vão continuar como até agora). Para a criação de um curso o número mínimo é de 15 crianças, mas pode haver excepções (p. exemplo com 13/ou 14 crianças. Quem decide é a repartição escolar de cada localidade). 5.7 : (Este ponto já é do decreto an-
terior!): As professoras e professores a cargo do governo da NRW, são obrigadas/os a convidar os pais, no princípio de cada ano lectivo, para uma reunião pedagógica, onde se deverá falar do horário e das matérias a dar. Os pais deverão ter oportunidade de escolher depois um/a representante. É o que acontece nas escolas alemãs. 8. Novo : (Muito importante) Aulas a cargo dos consulados Nas localidades em que o número de crianças de língua materna não atinja o número mínimo exigido pelo governo da NRW para a criação de um curso de língua materna, os respectivos consulados podem assumir a responsabilidade de criar esses cursos. Contanto que as aulas sejam dadas de acordo com os planos curriculares dos Estado da NRW e seja dada pela Inspecção Escolar a au-
torização aos consulados e que os alunos, durante o percurso escolar, tenham frequentado as aulas regularmente, estes podem, no fim do 10° ano, fazer exames de língua materna (com os alunos que frequentam os cursos oficias de língua materna, isto é, a cargo do Governo da NRW) , conforme os cursos que frequentam. Para o efeito, o consulado estabelece acordo com as respectivas autoridades escolares (Bezirksregierung). A nota pode ser incluída no certificado. Tendo uma nota positiva os alunos têm direito de frequentar, no 11° ano do liceu, as aulas de língua materna como língua estrangeira. Este ponto refere-se a assuntos técnicos que só dizem respeito aos consulados e às entidades escolares de cada localidade. Esta nova versão do decreto substitui o decreto de 23.3.1982. * Manuel Lisboa é dirigente da FAPA
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Comunidade - Alemanha
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
A Comunidade Portuguesa de Braunschweig Comunicado da Associação União Lusitana em Weinheim A nossa Associação está mais pobre está em Festa! No passado mês de Fevereiro faleceu após doença prolongada, o nosso sócio e Amigo Arménio Veloso.Todos estamos tristes e bem mais pobres. Arménio Veloso, natural da Varzea da Serra chegou a Alemanha em 1965 para trabalhar numa fábrica de moveis em Laudenbach, dois Anos depois entrava na firma Carl Freudenberg em Weinheim onde viria a trabalhar durante 20 Anos ,Trabalhou ainda de 1999 a 2008 na Firma Adam Hausverwaltung .Uma vida de trabalho na qual sempre arranjou tempo para para servir a comunidade Portuguêsa da região. Fez parte de várias Direcções, quer no já extinto Centro Português de Mannheim, bem como num passado mais recente na Associação União Lusitana em Weinheim, de que tanto gostava. Foi ainda Tesoureiro e Porta-ban-
Aspecto de uma acividade do Centro Português de Braunschweig
O Centro Português em Braunschweig comemora 30 anos de existência a 1 de Maio. A colectividade dos portugueses naquela cidade da Baixa-Saxónia tem sido uma “embaixada” ao participar em grandes eventos culturais para divulgar Portugal, a sua cultura e o seu povo. Francisco Morganho, presidente do Centro, escreve ao PP que “ao longo destas quase 3 décadas, representámos o nosso país nesta segunda cidade da Baixa Saxónia, apresentando programas que dão a conhecer tanto a alemães como a outros migrantes toda uma variedade de aspectos da cultura e tradições portuguesas, que vão desde a divulgação dos nossos vinhos, culinária e folclore até à literatura, história, política e economia dos países de fala portuguesa”.
Morganho diz ainda que as autoridades alemãs “acolhem muito bem nossas iniciativas, reconhecem o nosso trabalho com os maiores elogios, já que apesar de sermos uma comunidade relativamente pequena em número, nos distinguimos das restantes comunidades estrangeiras pela qualidade e nível das nossas realizações”. O presidente do Centro Português de Braunschweig faz uma retrospectiva de 30 anos e recorda “os momentos felizes vividos em conjunto, das muitas horas de trabalho e organização, a sensação de se ter contribuído para que uma comunidade se sinta ligada às suas origens, ao seu país, à sua cultura, costumes e língua”. ”Para além dos momentos alegres, recordamos também e muito especialmente todos aqueles que se
despediram para sempre, deixando um rasto triste de saudade”, lembra o presidente.. ”Em Braunschweig não estamos só entre nós, o nosso Centro é também ponto de encontro para cidadãos alemães, sul-americanos e africanos, entre outros, que demonstram uma grande curiosidade pelo nosso país e interesse em conhecer a riqueza da nossa cultura. Embora a vida associativa pareça atravessar uma crise, tanto mais importante se torna dinamizála, realizando espectáculos e apresentando temas de interesse geral. É neste sentido que o Centro Português de Braunschweig vai prosseguir com o seu trabalho permanecendo aberto a todos os amigos de Portugal”, conclui o comunicado enviado ao PP. Ver programa de festas na página 22
deira do Rancho folclorico “ Lirios de Portugal “ fundado em 1983 o qual ajudou a manter vivo até 2006, pois éra motivo de grande orgulho ver tambem parte da sua familia a dançar e a ajudar manter as nossas tradições. Foi tambem um Homem que deu um enorme valor à familia e durante todos estes anos lutou por este valor mantendo-a unida, nos melhores e piores momentos, mas foi tambem a familia o pilar mais sólido nos seus ùltimos anos de vida, que esteve sempre ao seu lado tentando de tudo para atenuar a sua dor e sofrimento. A sua memória, ficará registada na História da nossa Associação e nos nossos corações.
Coordenação-Geral do Ensino na Alemanha agradece ao Santander Totta e Bausparkasse Mainz A Coordenação-Geral do Ensino na Alemanha e o Serviço de Apoio Regional de Ensino junto do Consulado-Geral de Portugal em Estugarda vêm publicamente agradecer às instituições Caixa Geral de Depósitos, Banco Santander Totta e Bausparkasse Mainz, através dos seus representantes Srs. Carlos Pereira, Francisco Costa e Artur Amorim respectivamente, o contributo prestado por aquelas entidades para a melhoria das condições de ensino/aprendizagem nas aulas de Língua e Cultura Portuguesas na área consular de Estugarda. O referido patrocínio materializou-se na aquisição de 30 leitores
de CDs que foram confiados aos Professores em exercício nesta área consular, por ocasião do Encontro Pedagógico realizado nos passados dias 27 e 28 de Fevereiro último em Estugarda. Paralelamente, o Director do Banco Santander Totta na Alemanha, Sr. Rogério Pires, acordou com o responsável pelo SARE de Estugarda a atribuição de um prémio de 250 € ao melhor aluno do 12º Ano dos cursos de Língua e Cultura Portuguesas da já referida área consular. A Coordenadora do Ensino Antonieta Mendonça
A propósito da crónica de Mário dos Santos intitulada “Um equívoco que se chama PSD” Na edição de Abril 2010 apareceu no PP uma crónica com o título: “ um equivoco que se chama PSD”. Tenho uma apreciação enorme pelo Sr. Mário Santos e respeito-o e admiro-o, não só como director do nosso PP. Quando leio nas entrelinhas os artigos do jornal, noto a sua coragem em procurar dar voz a todas as tendências sócio-politicas. Os comentários de quem assombra a sua opinião com a verdade inexistente e que, por isso, se sente menosprezado, avolumam-se. Uma boa dose de paciência nesta tarefa é importantíssima indispensável. A história, às vezes conturbada, dos movimentos e partidos políticos, pode prestar-se a confusões. Ao largo da curta história da democracia em Portugal notamos diversos deslizes ou uma evolução e regressão programática. Desde a esquerda à direita passando pelo centro. Vão surgindo outros facções partidárias que procuram um espaço ultra esquerda e até ultra direita, porque no leque partidário tradicional, não encontram já esse espaço abandonado. Partidos, que anteriormente eram considerados sociais
democráticos, como PSD, com o tempo procuraram um espaço mais à direita, porque os da esquerda, aqui poderia colocar o PS, foram, também abandonando e demarcando-se das suas tendências marxistas, “metendoas na gaveta”.. {…} Logo após a revolução dos cravos, as diversas forças politicas, umas até então exiladas, outras, mantendose no terreno, a lutar contra regime ditatorial em vigor e outras ainda adormecidas na sociedade, foram-se clarificando e surgindo um leque democrático inicial como visões diversas da sociedade portuguesa do futuro. O PPD (Partido Popular Democrático) surgiu a 5.05.1974, na figura do seu carismático Dr. Sá Carneiro. Ele anteviu o seu modelo politico nas sociais democracias dos países do norte da Europa, então exemplo de desenvolvimento global da sociedade, sem se servir de ideologias esquerdistas. Ao relermos a linha programática de então, verificamos que a evolução do pais para uma social democracia não marxista, era bem evidente nesta visão. Paralelamente surgiram, já nessa
altura e aliados a esta visão politica, o TSD trabalhadores Sociais Democráticos) e a JSD (Juventude Social Democrática). Em 1977 o PPD acumulou um novo nome, que hoje ainda permanece, PSD. Não o fez antes, porque, segundo a história reza, então conviviam com ele outros dois com essa denominação, o PCSD (Partido Cristão Social Democrático) e o PSDP ( Partido Social Democrático Português ) de Adelino de Palma Carlos. Só após a diluição destes é que o PPD incluiu a dita sigla, respeitando estas forças. Em abono da verdade, não podemos silenciar que o actual Presidente da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso militou inicialmente no MRPP, um partido considerado da extrema esquerda. O Dr. Mário Soares bebeu das ideias marxistas do PCP, estando inicialmente nele filiado. O actual Primeiro Ministro, Dr. José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, de seu nome completo, nascido em Alijó, bem lá no Norte, militou, e por alguns anos, no JSD. O PS, aliado à Internacional Socialista, obedeceu também a esta
regra evolutiva, abandonando paulatinamente o marxismo e procurando colocar-se mais no centro, impondo medidas económicas que pouco ou nada diferem das ideologias do centro direita. O mesmo acontece com o seu padrinho de longa data, o SPD alemão que tinha já abandonado o ideal marxista 1959. A legislação sobre a Ajuda Social ao Desemprego, Hartz IV e medidas paralelas, foram e são um nítido exemplo que veio engrossar as hostes de carenciados na sociedade alemã. Medidas estas só orquestradas numa ideologia contrária aos ideais socialistas e até sociais democráticas. Na Europa o nosso PS faz parte da Coligação do Partido Social Europeu (PSE) juntamente com o PSOE espanhol, O SPD alemão, PSF francês, entre outros. Coabitam também no seu seio partidos com tendência Social-democrata. O O PSD, juntamente com a CDU alemã, O PP espanhol e outros, pertencem à coligação EPP (Partido Popular Europeu), que mantêm a maioria no parlamento. Mesmo que a crónica em questão não tocou no PCP (Partido Comunista Português) convém realçar que é um
partido político de esquerda, marxista devidamente vincado. Considera-se patriótico e internacionalista. É o partido político mais antigo e que os ventos da história moderna deixou quase intacto, o mesmo não acontecendo com outros congéneres da Itália, Espanha, França entre outros. É que, segundo analistas políticos, este ainda não satisfez plenamente o apetite do poder. A consistência do seu rumo marxista e unilateral, poderá estar e bem patente no uso duma linguagem repetitiva constante e inalterável. Não me considero dono da verdade, há certamente erros nesta minha apreciação. Ainda bem, pois sou humano. É bom que este trabalho seja colmatado por outros matizando aspectos distintos, pois só assim a realidade ganha colorido e a nossa visão das coisas será mais abrangente e esta constelação se aproxima mais da verdade sem nunca a atingir. Findo esta analise, que acham os leitores se invertêssemos o título para “Um equivoco que se chama PS” alteraria em algo a nossa crónica? Os leitores que nos julguem! José Gomes Rodrigues
Comunidade - Alemanha
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
Werl, Euskirchen, Ottobeuren e Colónia vão celebrar aparições de Fátima Todos os anos em Maio, a comunidade portuguesa manifesta a sua devoção com realizações de eventos religiosos para celebrar as aparições em Fátima. Assim, Werl vai organizar pela 38ª vez a sua peregrinação a 8 e 9 deste mês presidida, desta vez, pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto. Organizado pela missão católica de Dortmund, o programa da peregrinação deste ano começa já no Sábado, dia 8, com vigília e procissão das velas. No domingo, dia 9, pelas 10h00, os fieis começarão a preparar o andor com a imagem da Senhora de Fátima para uma procissão que começará às 14h30. A Werl costumam acorrer milhares de portugueses para manifestaram a sua devoção a Fátima. Numerosas famílias começam a concentrar-se logo de manhã de domingo diante da igreja naquela que é a praça principal da pequena cidade de Werl. Nesse dia, os portugueses fazem de Werl o destino de peregrinação e fé, aproveitando para estarem uns com ou outros num convívio que faz lembrar uma festa de uma aldeia portuguesa. Já no sul da Alemanha, em Ottobeuren, na Baviera, região de Unterallgäu, acontecerá uma peregrinação a realizar na Catedral de Ottobeuren e que será presidida pelo Bispo de Leiria, D. António
Marto. Nesta esta peregrinação, realizada de dois em dois anos, participam várias comunidades do sul da Alemanha que se fazem também representar na procissão que acontecerá às 10h15 de domingo, dia 30 de Maio. Também em Euskirchen tem-se celebrado todos os anos missa e procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima. Mas como desde 2005 as pessoas sentiam a falta da antiga parte recreativa, um grupo de dez cidadãos reuniu-se, formando uma comissão de festas com a intenção de reiniciar a festa antes e depois dos actos religiosos. Tudo acontecerá no sábado, dia 15 de Maio, pelas 16 h00 horas,
com a reza do terço na Igreja St. Marin, seguida da celebração da missa solene e uma pequena procissão com início às 16h30 . Ao fim da tarde, a partir das 18 h30, começará a parte recreativa, com dois grupos de dança (« The Angels » e « PG-Girls »), um grupo de crianças a fazerem uma pantomima com as mãos. A actuação do rancho de Bonn/Lohmar e do conjunto « Zé Lima » culminará a festa.. Também não faltará comida e bebida portuguesa, como petiscos, sardinha assada, churrasco, caldo verde e o vinho para empurrar os petiscos. Em Colónia, mantém-se a tradição com a festa em honra de Nossa Senhora de Fátima que se realizará nos dias 12 e 13 deste mês. O ponto mais alto das festividades é a procissão que se realizará no dia 13 de Maio, pelas 15h15, com saída da Catedral. Para culminar, os promotores da procissão organizarão uma festa recreativa com um programa onde o baile e os comes e bebes não faltarão.Tudo isto organizado no salão da Caritas, Stolzstr 1. A organização pertence à Missão Católica de Expressão Portuguesa de Colónia · Vorgebirgstraße 6 · 50677 Köln · Telefone 0221-355 655 8
GENTE Presidente da Câmara de Singen lê o PP O Presidente da Câmara de Singen, Oliver Ehret, acompanha muito de perto a vida da comunidade lusa residente há décadas na “sua” cidade. Na foto, o autarca posa para máquina fotográfica com o PP na mão. Embora não sabendo português, è o correspondente do nosso jornal, João Ferreira, que lhe traduz/informa sobre os artigos que são publicados no PP sobre os portugueses naquela cidade. Foto: João Ferreira
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Festa do Dia de Portugal vai ser em Düsseldorf Düsseldorf volta às grandes festas. Desta vez a festa ao ar livre do Dia de Portugal é realizada nos dias 12 e 13 de Junho no pátio das antiga instalações da extinta Asssociação Portuguesa de Dusseldorf, na Erkratherstr 206, onde hoje existe uma loja de especialidades alimentares, a Cave Portuguesa a quem cabe, de resto, a organização dos festejos do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. O programa que a organização divulgou tem ingredientes para agradar a um vasto público: Folclore, música tradicional, magia para animar e deslumbrar a pequenada,
Dj da discoteca Portugal Sensation e ainda um conjunto, a Banda Aregetoo, para abrilhantar um animado bailarico. A organização não esqueceu a gastronomia. Os visitantes vão poder saborear especialidades portuguesas confeccionadas segundo a tradição e o bom gosto português. Importa referir que a entrada é livre. Dia de Portugal Open Air Dia 12 com início às 16h00 e 13 de Junho com início às 12h00 Erkratherstr 206, 40233 Düsseldorf
1ª Edição da Taça dos Campeões de Sueca organizada pela União Lusitana Rhein Neckar e. V.
Venceram os Antunes ( João Antunes e João Lima Antunes ) Realizada no passado dia 14 de Março nas instalações da União Lusitana Rhein Neckar e. V., a 1ª edição da Taça dos Campeões da Sueca contou com a participação de dezaseis, equipas de oito cidades da Alemanha: St. Leon Rot, Heidelberg, Mannheim,Witten, Kaiserslautern, Singen, Altensteig e Weinheim. Estiveram ainda em competição quatro Associações ; Centro Português de Singen, C.C.R.P.de Altensteig, Portuguesa dos Desportos de Kaiserslautern e a equipa da casa, a União Lusitana Rhein Neckar. Na final OS Antunes (Mannheim) evitaram que a Taça viajasse para Witten ( Bochum/Dortmund) batendo
assim na final a equipa A.P.Witten por 11-9. De salientar que o torneio decorreu no melhor ambiente e com muito desportivismo demonstrado por todas as equipas. A União Lusitana agradecea todos os participantes, bem como à equipa que assegurou o seviço no bar, liderada pelo sócio Luis Agostinho, que durante todo o dia confeccionou os mais deliciósos petiscos portugueses. Também se agradece ao Banco Montepio, na pessoa do Exmo. Sr. Luis Freitas que patrocinou a iniciativa. Fica a promessa por parte da União Lusitana a realização da segunda edição em 2011.
Equipa finalista A.P. Witten Carlos Baptista e Lino da Fonseca acompanhados pelo presidente da União Lusita ( ao centro,) Constantino Guimarães
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Opinião
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
Mensagem Bispo de Leira e Fátima, António Marto
Fala o Leitor
Bispo de Leiria e Fátima, António Marto, na Alemanha Mensagem à comunidade católica
Sobre a Crónica de Cristina Krippahl – Edição de Abril
“Os pecados inconfessáveis da igreja e afins” Os pecados inconfessáveis“ meus são que sou uma <ovelha> estúpida. Uma das milhões de ovelhas professando em igreja com O CREDO ao Jesus Cristo, o deus encarnado - „um hipotético deus“- e a Sua Igreja Católica. O meu pastor superior chamase Bento e venero-lhe muito o que em comum com nossa comunidade de ovelhas demonstramos na Missa Santa. A nossa profissão de fé é séria e correcta, romana-católica.Mas, como muita gente inteligente diz, já isso mesmo caracteriza-nos suficientemente para ser ovelhas estúpidas. Porém, porque é que essa gente gostaria, considerando o mis-
Caro/a Leitor/a: Se é assinante, avise-nos se mudou ou vai mudar de residência
tério fundamental do cristianismo a Trindade - ser um engano, afastarnos de nossos pastores? E não sabem que só dentro de nosso rebanho há um sentimento de segurança, identidade, uma terra espiritual, distante do país natal? Mas com certeza, há de ovelhas pretas que abusam das suas obrigações dentro de rebanho deles. Para isso, a igreja serve-se de uma legislação chamada CODEX JURIS CANONICI na qual aparece também uma norma considerada ao abuso de crianças, que é a seguinte : “Se um clérigo peca gravemente contra menores com menos de dezasseis anos... ele deve ser suspenso de cada função, cada benefício, cada dignidade e de cada colocação - de uma maneira geral- ser exonerado e em casos graves com deposição, isto é, destituição para sempre.“ {…} O concílio de 1962/65 (VATICANUM II) e as então liberalizações na igreja, entre outras coisas, a norma indicada rigorosa contra o abuso de crianças e jovens
No final de Maio deslocar-me-ei a algumas comunidades de língua portuguesa no sul da Alemanha. A minha presença é expressão da solidariedade de toda a Igreja portuguesa por todos os migrantes que vivem neste país. Quero também manifestar a atenção e o cuidado que a Igreja em Portugal tem para com as comunidades católicas que aqui se desenvolveram e que testemunham um dinamismo cristão muito apreciável. Será uma oportunidade para conhecer a realidade das comunidades que puder visitar e para as animar na vivência da fé. Participarei também na peregrinação em honra de Nossa Senhora de Fátima. Toda a peregrinação é uma viagem que se empreende pondo-se a caminho: não só pelas estradas do mundo, mas, sobretudo, fazendo um caminho interior em direcção à parte mais profunda de si mesmo, ao mistério do seu coração e do seu amor, onde cada um se encontra com o mistério de Deus-Amor. Por isso, a peregrinação é uma “viagem santa”, uma experiência espiritual de oração, de busca de luz e de verdade, de pureza do coração, de reconciliação e de paz. Junto de Nossa Senhora experimentamos a bondade consoladora da Mãe: aqui, conduzidos pela sua mão materna, vamos ao encontro de Jesus Cristo, Deus connosco; aqui, Ela ensina-nos e ajuda-nos a pôr Deus no centro da realidade e da nossa vida pessoal a fim de viver na sua Luz e Verdade, no seu Amor, e a pôr ordem e verdade nas nossas vidas. Desejo a todos os portugueses residentes na Alemanha as bênçãos da Mãe de Deus. Que Maria volte os seus olhos misericordiosos para a nossa humanidade, tão necessitada da sua sabedoria e da sua protecção materna, e nos ajude a viver na verdade e no amor fraterno, solidário e misericordioso.
foi cancelada totalmente na edição do CODEX JURIS CANONICI do ano 1983. Agora há quatro semanas O Papa Bento tinha reinstituído uma norma mais severa com referencia a algumas palavras de Jesus Cristo que são relatadas por três apóstolos: ESCANDALO NA COMUNIDADE (Mat. 18/6)“Mas se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, seria preferível que lhe suspendessem em volta do pescoço uma mó de moinho, das movidas pelos jumentos, e o lançassem nas profundezas do mar“. Em vez de afundar os padres abusadores nas profundidades de mares, eles deviam ser afundados com a proscrição funda da Igreja. Uma ovelha de Colónia do rebanho diocesano de bispo Joachim Gunther Ruppert, 51109 Köln
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Alemanha
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
Instituto de Berlim vendedor
de tempestades A tempestade Xynthia foi baptizada pelo Instituto de Meteorologia da Universidade Livre de Berlim (FU), que desde 2002 „vende“ nomes para fenómenos meteorológicos para superar dificuldades financeiras e manter a observação permanente do estado do tempo. „A ideia nasceu porque, em 2002, deixámos de ter verbas para manter efectivos e tivemos de pensar numa forma de poder pagar pelo menos a estudantes para acompanhar em permanência os fenómenos meteorológicos“, explicou Petra Grasse, do Instituto de Meteorologia da FU. Face às dificuldades, os meteorologistas berlinenses lançaram então uma campanha pública para angariar „padrinhos“ que estivessem dispostos a pagar para dar o nome a uma depressão ou a uma zona de altas pressões (anticiclone). A atribuição de nomes a este tipo de fenómenos já existia em Berlim Oeste desde 1954, e foi inventada por uma das mais conhecidas meteorologistas da televisão pública ZDF, Karla Wege, quando ainda era estudante. Durante dezenas de anos, no entanto, o sistema, inspirado no método norte-americano de atribuir nomes a furacões, era só para entendidos e não saiu do anonimato.
A partir do início da década de 1990, porém, com a reunificação da Alemanha, os nomes atribuídos a depressões e a anticiclones começaram a ser utilizados regularmente pela imprensa e por diversos institutos meteorológicos europeus, embora não seja o caso português. O sistema só passou a ser uma fonte de receitas quando o dinheiro começou a faltar no Instituto de Meteorologia da FU, que necessita de cerca de 50 mil euros por ano para manter um serviço de observação permanente com estudantes. Foi então decidido pedir aos „padrinhos“ 199 euros para baptizar - sempre com um nome feminino - cada depressão, o que permite arrecadar uma receita anual de cerca de 30 mil euros, porque este fenómeno surge, em média, entre 150 e 160 vezes por ano. Quanto aos anticiclones, que têm sempre nomes masculinos, são cobrados 299 euros, porque são mais longos e permanecem mais tempo nas cartas meteorológicas, ocorrendo entre 50 e 60 vezes por ano. „Ficámos entusiasmados com a receptividade à ideia, logo nos primeiros dias recebemos muitos pedidos de apadrinhamento, e desde então temos conseguido manter o sistema todos os anos“, explicou Petra Grasse. A maior parte das pessoas ou
empresas apadrinha depressões ou anticiclones para ajudar financeiramente os serviços meteorológicos da capital alemã, mas também há quem compre um nome para dar uma prenda a alguém. „Por exemplo, para dar uma prenda de anos a uma pessoa, atribuindo o seu nome a uma depressão, ou para festejar as bodas de prata de um casamento, mas também porque alguém tem um nome estranho e quer vê-lo divulgado publicamente“, referiu Petra Grasse. Para incentivar ainda mais as pessoas a apadrinhar estes fenómenos, a FU dá sempre um diploma prévio com o nome escolhido ao padrinho.Depois, é só esperar que chegue a vez dele, ou seja, que o meteorologista de serviço detecte um fenómeno, olhe para a lista - há cinco listas anuais, por ordem alfabética - veja qual é o nome a seguir e o coloque no mapa meteorológico da previsão que está a fazer. Quando a situação eleita tiver passado, o padrinho receberá então um diploma definitivo, com um mapa meteorológico e o historial do fenómeno, para mais tarde recordar. Desde que o sistema começou a ser comercializado, em 2002, já foram registados mais de mil participantes de 13 países europeus, do Japão e dos Estados Unidos, segundo o Instituto de Meteorologia da FU.
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A dupla discriminação dos homossexuais imigrantes Na Alemanha, os homossexuais de origem estrangeira estão expostos a uma maior discriminação. A conclusão é de um estudo divulgado pela Universidade de Jena. “As reacções dos pais e a religiosidade têm impacto sobre a saúde, a satisfação existencial e a auto-estima“, disse a professora de psicologia Melanie Steffens durante a apresentação do estudo, intitulado „Duplamente discriminado ou bem integrado?“. O risco maior de discriminação vem da própria família. Isso acontece, especialmente, quando estas são originárias de países com forte repressão a homossexuais, e os pais são pouco integrados na Alemanha. O envolvimento amoroso do filho homossexual também é mal aceito, disse Axel Hochrein, portavoz da Federação de Gays e Lésbicas da Alemanha (LSVD). O coming out, conscientização da própria orientação sexual, também é um grande problema; por isso entre os imigrantes é baixa a percentagem de gays e lésbicas que levam uma vida amorosa aberta. Muitos são insultados e espancados pela família ou forçados a sair de casa. Essa é a primeira vez que uma pesquisa mergulha na situação de homossexuais imigrantes que vivem na Alemanha. O estudo avaliou o
perfil de 137 pessoas com histórico de imigração e 106 com de origem alemã, ambos os grupos com faixa etária média de 30 anos. A pesquisa apontou também que a discriminação tem efeitos sobre a saúde dos homossexuais imigrantes: aqueles que vêm de nações onde a perseguição e repressão são acentuadas adoecem com mais frequência do os provenientes de países liberais. Suas perspectivas de uma vida independente são também cerceadas. Segundo a professora Steffens, os homossexuais imigrantes são mais discriminados por sua orientação sexual do que por serem estrangeiros. A constatação causou surpresa, já que a opção sexual é menos aparente. Segundo a LSVD, o governo federal deveria aumentar as ofertas de apoio aos homossexuais com histórico migratório. É ainda fundamental um trabalho sistemático de esclarecimento junto aos país e à família dos afectados. Em resposta à divulgação do estudo, a Christine Lüders, chefe do Departamento Federal Anti-discriminação da Alemanha, disse que examinará de perto a dinâmica da múltipla discriminação. „Lésbicas e gays, infelizmente, ainda se vêem quotidianamente discriminados no nosso país. Se têm um histórico de imigração, a sua situação é particularmente difícil“, admite.
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Bispo acusado de maltratar crianças Ribéry ameaçado de processo por apresenta demissão envolvimento com menor O bispo alemão Walter Mixa apresentou a sua demissão na sequência de alegada violência contra crianças e má conduta financeira, informou a diocese de Augsburg. Segundo a diocese, o bispo enviou uma carta ao Papa Bento XVI na qual apresenta a sua demissão para permitir um „novo começo“ à sua diocese. Walter Mixa tem sido acusado de ter empregue violência física contra crianças e, embora tenha inicialmente negado as acusações, reconheceu na semana passada ter esbofeteado crianças do internato católico de Schrobenhausen, quando era padre e professor, entre 1975 e 1996. „Como estão a empolar essa questão, gostaria de dizer que, durante os muitos anos que fui professor e padre na cidade, e lidei com muitos jovens, não posso excluir a hipótese de ter dado uma ou outra bofetada, há 20 ou 30 anos, mas isso era normal na altura, e todos os professores e alunos dessa geração o sabem“, disse o bispo bávaro. O bispo alemão apresentou um
pedido de desculpas, no mesmo dia em que o presidente da Conferência Episcopal Alemã, Robert Zollitch, lhe recomendou „um período de interiorização“ e um retiro temporário, ato inédito na Igreja Católica germânica. Zollitsch afirmou, em Freiburgo, que ele e o Arcebispo de Munique, Reinhard Marx, falaram nos últimos dias com Mixa, e reflectiram em conjunto „como é que ele pode contribuir para acalmar a difícil situação“ na diocese de Augsburg, „e se um período de retiro espiritual e distância geográfica seria útil para criar uma atmosfera de maior objectividade no que se refere ao esclarecimento do caso“. Mixa é também acusado de ter usado indevidamente verbas doadas a um orfanato que estava sob a sua tutela eclesiástica, adquirindo, nomeadamente, peças valiosas, ou vinho para a sua diocese. As revelações foram feitas no magazine Panorama, da televisão pública ARD, que apresentou cópias de documentos das referidas aquisições, assinados pelo bispo.
Estrela do Bayern admite que manteve relação com prostituta sem saber que era menor de idade. Se juiz decidir indiciá-lo, francês Franck Ribéry pode enfrentar até três anos de prisão. Fora dos campos, Franck Ribéry não vive um bom momento. O jogador de futebol francês teve que testemunhar na investigação de uma rede de tráfico de pessoas, envolvendo prostituição e menores de idade em Paris. Ribéry admitiu que teve, no começo de 2009, relações com uma prostituta de um clube que está no alvo da investigação policial. No entanto, não sabia que a garota tinha 17 anos, sendo, portanto, menor de idade, afirma. Outros dois jogadores também devem ser interrogados: o francês Karim Benzema, que joga no Real Madrid, e Sydney Govoy, que defende o Lyon. Cabe agora ao juiz decidir se Ribéry será indiciado. Se for levado aos tribunais e considerado culpado, ele poderá pegar três anos de prisão e
pagar uma multa de 45 mil euros. Apesar do deslize, o jogador de 27 anos recebeu o apoio da esposa Wahiba, com quem é casado desde 2002 e tem duas filhas, de quatro e dois anos. A estrela do Bayern de Munique, que foi expulso na partida contra o Lyon na semifinal da Liga dos Campeões, também deve defender a selecção francesa no Campeonato do Mundo, na África do Sul. Ribéry é o jogador francês mais popular desde que Zinedine Zidane se retirou dos relvados. Franck Ribéry apareceu no mundo do futebol na equipa do Marselha, na França, antes de se transferir para o Bayern. Há a expectativa de que o jogador assine um contrato milionário com uma equipe espanhola ou inglesa no fim desta temporada.
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STASI
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
STASI vigiou Günter Grass durante décadas e tentou instrumentalizá-lo A STASI, polícia política da Alemanha de Leste (RDA), vigiou apertadamente, durante décadas, o escritor Günter Grass, que considerava um “inimigo” do regime comunista e um “reaccionário”, mas nunca ousou ir mais longe e até tentou instrumentalizá-lo. Estas são algumas das revelações do livro “Günter Grass im Visier - Die Stasi-Akte” (Günter Grass na Mira - A Ata da STASI), de Kai Schlüter, após consulta ao volumoso material que a polícia secreta do regime comunista recolheu sobre o Prémio Nobel da Literatura de 1999. A obra, que já está nas livrarias alemãs, reproduz parte dos relatórios dos agentes e informadores da STASI sobre Grass, durante as visitas do escritor à RDA, que chegaram a estar proibidas, e tem ainda comentários do escritor e de testemunhas contemporâneas. A dado passo, Grass garante que nunca se sentiu “ameaçado” pela STASI durante as suas visitas à RDA, mas diz que se sentiu “extremamente controlado”. O cerco montado pela STASI começou oficialmente a 18 de Agosto de 1961, cinco dias depois do início da construção do Muro de Berlim, logo depois de Grass ter exigido à Associação de Escritores
da RDA que se demarcasse da decisão das autoridades comunistas. Ao longo de 28 anos, até à queda do Muro, a STASI envolveu consideráveis meios para vigiar Grass, cuja principal obra literária, “O Tambor”, só seria publicada na RDA em 1987, já em plena Perestroika e Glasnost na União Soviética. A publicação das obras do escritor esteve proibida na Alemanha de Leste durante um quarto de Século, interdição que só foi levantada
com o aparecimento de “Das Treffen in Telgten” (Encontro em Telgten), em 1984. Ao mesmo tempo que perseguia intelectuais leste-alemães que se relacionavam com Grass, a STASI tentou envolvê-lo, sem resultado, nas campanhas pacifistas do bloco leste contra a NATO, nos anos setenta e princípios dos anos oitenta. Grass, no entanto, recusou-se a ser porta-voz do movimento contra a instalação de mísseis norteamericanos na Europa, embora
tenha criticado a decisão, sem abdicar, porém, de fazer o mesmo em relação ao potencial armamentista do Pacto de Varsóvia. O livro de Kai Schlüter, jornalista da Radio Bremen, revela ainda que o ex-presidente da Associação de Escritores da RDA, Hermann Kant, deu informações à STASI sobre encontros com Grass. Kant negou sempre ter sido informador da STASI, apesar das evidências, e recusou um pedido de entrevista do autor do livro para
explicar a sua posição. Outras conhecidas figuras da intelectualidade leste alemã que também passaram informações à STASI sobre Grass foram o presidente da Academia das Artes da RDA, Manfred Wekwerth, e o editor do seu primeiro livro, Hans Marquadt, director da Editora Reclam, de Leipzig.O próprio Grass sempre se recusou a consultar a sua acta nos arquivos da STASI, depois da extinção da RDA, e põe em causa a veracidade das actas, lembrando que frequentemente os informadores falsificavam informação para agradar ao seu oficial de ligação ou para fazerem carreira. Na opinião de Grass, a STASI, que tinha 91 mil agentes e 174 mil informadores para manter em respeito uma população de 16 milhões de habitantes, à data da queda do Muro de Berlim, “não teve muito sucesso”, tendo em conta que não conseguiu evitar o fim da RDA. No entanto, depois de a Alemanha comunista desaparecer, as actas da STASI, na opinião do escritor, “actuaram como um veneno”, porque foram consideradas documentos válidos, e embora tenham servido para desmascarar muitos informadores, “também serviram para lançar suspeitas infundadas”. FA Publicidade
Dortmund
Grande festa do Dia de Portugal e do 13º Aniversário de Open air
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Dia 12 de Junho 2010 Música ao vivo e ecrã gigante para ver os jogos do Mundial 2010 Início: 11h00
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Venha e passe um dia em grande!
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No momento em que festejamos o 13º ano, queremos agradecer ao todos os nossos antigos e actuais clientes por nos terem acompanhado durante estes anos fazendo d‘ O Nosso Café o ponto de encontro de todos os portugueses de Dortmund e cidades vizinhas. por isso queremos brindar os nossos clientes com um festival de grelhados inteiramente grátis* no dia da nossa festa! * Nesta oferta não estão incluidas as bebidas.
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PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010 AS MAIORES FORTUNAS DA ALMANHA
Irmãos Albrecht, os “fazedores” do Aldi Todos na Alemanha conhecem a rede de supermercados Aldi. Afinal de contas, ela detém cerca de 40% do mercado de alimentos no país. Bem menos conhecidos, entretanto, são seus proprietários e fundadores, os hoje octogenários irmãos Karl e Theo Albrecht, que inauguraram não só um pequeno mercado no período pósSegunda Guerra Mundial, mas também um conceito para a venda de alimentos. Enquanto ambos se mantêm bastante afastados do olhar público, a sua impressionante transformação de pequenos comerciantes do Vale do Ruhr em gigantes do comércio alimentício é reconhecida em todo o planeta. No ano de 2005, a fortuna do irmão mais velho, Karl, foi avaliada em cerca de 16 bilhões de euros, segundo o ranking das maiores fortunas do mundo feito pela revista norte-americana Forbes, fazendo dele o homem mais rico da Alemanha. Seu irmão mais novo, por sua vez, não pode se gabar tanto, pois sua fortuna foi avaliada em „somente“ 13 bilhões de euros. Karl nasceu em 1920 e Theo, dois anos mais tarde, ambos em circunstâncias bastante complicadas. Seu pai era um mineiro desempregado, com a saúde muito comprometida por causa de um problema nos pulmões, devido à aspiração de microscópicas partículas de cinzas. Durante
este período, ele trabalhava como empregado numa fábrica de pães. Sua mãe tinha um pequeno mercado num bairro de trabalhadores. Ambos aprenderam a lidar bem com o mercado de alimentos: Theo ao lado de sua mãe e Karl trabalhando numa loja bastante conhecida de alimentos finos. Seus estudos foram interrompidos por causa da Segunda Guerra Mundial, quando Theo então foi mandado à África e Karl para as frentes de batalha no Leste. Depois da guerra veio a reforma monetária, que acabou com o mercado negro da noite para o dia e permitiu que as lojas arrecadassem uma variedade de produtos alimentícios, agora legais. Este foi seu primeiro passo no mercado de alimentos. Inauguraram seu primeiro mercado, criando uma nova política de comércio: a de oferecer uma pequena quantidade de produtos, sempre a preços reduzidos. Em dez anos, eles ampliaram os seus negócios, com cerca de 300 lojas e vendas que ultrapassavam, na época, a marca dos 100 milhões de marcos alemães. A primeira loja a ser chamada Aldi (ALbrecht + DIscount = desconto) foi inaugurada em 1962, em Dortmund. Nessa mesma época, os irmãos resolveram dividir seu império, com Theo assumindo as lojas no norte da Alemanha (Aldi-Nord) e Karl cui-
dando dos negócios no sul (Aldi-Süd). Mesmo assim, ambos continuaram a trabalhar bastante próximos. A fortuna acumulada continua na posse da família e é mantida numa complexa rede de investimentos e holdings. O Aldi conquistou seu sucesso com uma simples fórmula: a selecção de produtos é mantida numa quantidade mínima (cerca de 700 produtos, comparado com os cerca de 25 mil num supermercado convencional). As lojas possuem ainda uma equipa bastante reduzida, além de economizar também na própria loja, como decoração, publicidade ou mesmo no armazenamento dos produtos, pois eles são colocados à venda directamente da paleta de transportes. Toda a economia pode então ser revertida ao consumidor final. O Aldi começou a expandir seus negócios com produtos não-alimentícios, como têxteis e hardwares. Agora, a rede é também a número um em vendas de computadores, detendo cerca de 60% deste mercado. O sucesso estrondoso da rede Aldi permitiu ainda sua expansão para além-mar, permitindo que se encontre suas lojas em vários outros países. Apesar do imenso sucesso de seus negócios, os irmãos conseguiram manter-se longe dos media, conseguindo ocultar suas vidas particulares dos jornais e TVs. Qualquer possibili-
dade de contacto público foi perdida definitivamente em 1971, quando Theo passou 17 dias em cativeiro de sequestradores. A sua libertação aconteceu após o pagamento de resgate. Os criminosos foram presos. Algumas vezes, circulam informações sobre as suas vidas particulares. Diz-se, por exemplo, que Karl aposentou-se já na década de 1980, deixando o controle da empresa na mão de não-familiares. Nenhum dos dois
filhos trabalha para a cadeia de supermercados. Há informações de que ele está criando orquídeas e joga golfe no seu campo em Donauschingen, na Baviera. Já seu irmão mais novo, que, dizse, é coleccionador de antigas máquinas de escrever, continua a velar pelos seus negócios, tendo „falhado“ na criação de um herdeiro para o seu império. Cortesia DW Publicidade
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Cultura
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
Convite a Lisboa por trás dos muros da cidade no seu coração profundo de alicerces de argilas e de sísmicos arroios - cresce uma voz que sobe e fende a brandura das casas (....) Estas algumas linhas dum poema de Al Berto (1948 - 1997) que se encontra, em tradução alemã, num delicioso livrinho de capa em tecido vermelho e foto do elevador de Santa Justa, publicado há umas semanas pela conceituada editora „Wagenbach“ de Berlim e que dá pelo nome: Lissabon. Eine literarische Einladung. De facto, a organizadora Gaby Wurster, ao escolher textos sobre Lisboa, convida-nos a aproximarnos desta cidade não através de informações turísticas, linhas de eléctrico, listas de hotéis ou locais a não perder, antes através das
vozes de escritores e poetas para aguçar no leitor o desejo de visitar Lisboa. São eles quase todos portugueses ou nacionalizados portugueses, muitos deles ainda bastante novos e activos como jornalistas e agentes culturais. A organizadora escolheu como entrada e como saída dois textos de Fernando Pessoa (1888 - 1935), o primeiro retirado do „Livro do Desassossego“, o último dum poema do seu heterónimo Álvaro de Campos. Pelo meio temos por exemplo Walter Benjamin (1892 1940) que reflecte as repercussões que teve o terramoto de Lisboa de 1755. Interessante comparar este texto com o da autora mais jovem da antologia, a italiana Paola d´Agostino, radicada em Portugal e
que descreve aqui plasticamente o incêndio do Chiado em 1988. A cidade tem sofrido catástrofes ao longo dos tempos - a elas podemos acrescentar as actuais urbanizações devastadoras - mas o seu carácter sobrevive a todas as desgraças. Talvez por isso as minhas preferências vão para as pequenas cenas do quotidiano, como a que Irene Lisboa descreve, passada no elevador do Lavra ou para as memórias de bairros como as de Vítor Serpa. Em muitos textos perpassa a nostalgia dum mundo citadino que o progresso tem vindo a destruir. Mas os lugares, os nomes das ruas, os cantos e recantos, tudo isso ainda existe e aparece ao longo da antologia. Poderá pois o leitor, munido dos extractos de romances, apontamentos e poemas, ir marcando
pontos no mapa da cidade que depois procurará na próxima visita. O mercado alemão está cheio deste tipo de compilações de textos, este livro faz parte duma série dedicada a várias cidades. Mesmo sobre Lisboa existem várias antologias, todas elas interessantes. Esta atrai especialmente pela boa escolha de textos - também Saramago, também Lobo Antunes, também Lídia Jorge - que se juntam para homenagear a cidade e suas gentes e conduzir o olhar porventura turístico para uma percepção mais profunda do espírito do lugar. Como diz Al Berto, do fundo do coração da cidade eleva-se uma voz que „fende a brandura das casas.“ Um livrinho a oferecer aos nossos amigos alemães. Recomendo vivamente a sua leitura! Luísa Costa Hölzl
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Arte: Leonor Hipólito expõe joalharia portuguesa contemporânea na Alemanha A criadora portuguesa Leonor Hipólito está apresentar desde o passado 7 de Abril em Idar-Oberstein, uma série de peças de joalharia artística contemporânea, na qual a pedra é o material principal. „Lab“, „Überstein“ e „Gaia“ são os títulos das séries que ficarão patentes até 9 de Maio na Fundação Jakob-Bengel, em IdarOberstein, e que resultaram de um trabalho iniciado numa residência artística no verão de 2008 naquela cidade alemã. A apresentação destes trabalhos inserese num evento promovido anualmente pela Fundação Jakob-Bengel, pela Universidade de Ciências Aplicadas de Trier e pela Câmara Municipal de Idar-Oberstein, com o objetivo de divulgar a joalharia artística contemporânea. Este projeto com Leonor Hipólito contou com o apoio da Direcção-Geral das Artes (DGA), do Ministério da Cultura, e da Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito de um acordo tripartido. Nascida em 1975, em Lisboa, Leonor Hipólito licenciou-se em joalharia na Academia Gerrit Rietveld, em Amesterdão (Holanda), em 1999, ano em que recebeu o prémio Gerrit Rietveld. Foi nomeada representante portuguesa da área de joalharia em 1998, 1999 e 2001, nas 9.ª e 10.ª Bienais de Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo, e na 2ª Bienal de Jovens Criadores dos Países Africanos de Expressão Portuguesa, promovidas pelo Clube Português de Artes e Ideias. Foi também representante da joalharia portuguesa, em 1999, no Festival Internacional de Jovens Artistas Independentes Break21, em Liubliana (Eslovénia). Entre 2003 e 2008 foi professora no Curso de Joalharia do Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, e é atualmente professora no Curso de Pós-graduação de Design de Joalharia da ESAD - Escola Superior de Artes e Design em Matosinhos.
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Emigração em França inventou uma língua de “champanhe com tremoços” Onde fica a „curra da Rosa“, chamariz da vizinhança? E o que é „deitar um cu do olho“? Ou, ainda, o que é „despejar a pubela“? Estas, e centenas, mesmo milhares de outras palavras pertencem a uma língua que não existe mas que, „élá!“, é falada diariamente na segunda maior cidade portuguesa depois de Lisboa: Paris. É caso para perguntar, na mesma língua que não é nem português nem francês: „Ah-bom?!?“ Maria João Lehning, escritora portuguesa radicada em França há 22 anos, interessou-se pelas derivações e invenções da linguagem dos emigrantes portugueses, um estudo que ela aplicou nos seus três romances. „É uma língua inventada pela emigração portuguesa em França e é preciso saber as duas línguas para a conseguir entender“, explicou a autora . „Nem sempre é fácil perceber, tirando aquelas mais fáceis, como ir em vacanças (‘vacances’, férias) a Portugal ou montar as escalieras (‘monter les escaliers’, subir as escadas), exemplifica Maria João Lehning. O champanhe com tremoços servido pelo português Abílio em „D’Acordo“, no último romance de Maria João Lehning, é o resumo e metáfora desta língua nova.„Aprendi muito com a Albertina, uma empregada portuguesa que eu tive aqui em Paris“, diz Maria João Lehning. Formulações como „você foi lá-bá (‘lá-bas’, lá, além)“, tanto como a interjeição „ah-bom?“, que repete uma exclamação recorrente dos franceses, agarram-se desde o início aos portugueses que chegam a França“, esclarece. Muitas vezes, a apropriação de uma palavra resulta num sentido exactamente oposto ao do original francês. „Dizem-lhe, por exemplo, ‘O meu filho está lá em baixo a treinar, a treinar, a treinar (‘traîner’, arrastar-se, não fazer nada). Pensa-se que o filho está activo, mas é o contrário“, explica Maria João Lehning.
„É inacreditável e, por vezes, resulta num ridículo impossível“. No entanto, a autora reconhece que esta língua „porto-francesa“ „reflecte imenso uma crise de identidade“. „A invenção de uma língua deriva de um choque entre identidade e alteridade. O português gostava de ser o ‘outro’ - de ser francês. A vontade de não ser português vem de terem vergonha, como basicamente se sente ainda na nossa emigração mais antiga. A nova é mais rica culturalmente, porque hoje há quadros que fogem de Portugal“, diz a autora. „Nesse sentido, falar francês, mesmo inventado, é uma forma de promoção social. Os emigrantes portugueses estão sempre a dizer mal dos franceses mas gostavam
“Tudo o que cheira a emigração, cheira a pobreza. Cheira a ridículo. É como se Portugal quisesse esconder as suas traseiras” de ser como eles“, acrescenta.A autora de „Travessa de Memória“ e „D’Acordo“, e de um inédito ainda por publicar, acusa, entretanto, a „atitude de ‘snobeira’ e desprezo“ dos portugueses em Portugal e o „chauvinismo da maioria dos franceses“ em relação aos emigrantes portugueses em França. „Tudo o que cheira a emigração, cheira a pobreza. Cheira a ridículo. É como se Portugal quisesse esconder as suas traseiras, as traseiras do prédio. A emigração é o retrato da pobreza do país e do seu analfabetismo“, conclui.Afinal, o português de emigrante é um local de encontro, quase tão físico como a „curra da Rosa“ do romance de Maria João Lehning. A „curra“ é o pátio, „la cour“. O sítio comum onde emigrantes e nacionais podem mutuamente „deitar-se um cu de olho“, perdão, uma olhada („coup d’oeuil“).
Pastelaria Portugália Venda ao Domicilio e fornecimento de toda a pastelaria portuguesa para restaurantes, pastelarias, cafés, eventos, público, etc.
Tel.: 02331 – 484804 Mobil 0171 – 645 80 93 Karlstr.32 - 58136 Hagen Inh. Adélio Oliveira
Pense nas coisas boas e doces da vida. Pense em nós!
Prova de Vinhos
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PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
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Vintages da Rozès distinguidos pela revista norte-americana The Wine Advocate A prestigiada revista norteamericana “The Wine Advocate” elegeu recentemente dois vinhos do porto da Rozès - o Terras do Grifo Vintage 2007 e o Rozès Vintage 2007 com 91 valores e 89 valores (em 100), respectivamente. Num recente artigo daquela publicação, assinado pelo crítico de vinhos Jay Miller, o Terras do Grifo
Vintage 2007 é apresentado como sendo um vinho intenso, que “oferece maior complexidade aromática, mais corpo no palato e uma personalidade aveludada, bastante rica”. Jay Miller refere ainda que a estrutura deste vinho “sugere os 10 anos ou mais em garrafeira, estendendose o seu consumo até 2032”. Não menos elogiado é o Rozès Vintage 2007 que, segundo o mesmo
crítico, é “detentor de excelentes aromas de frutos pretos, especiarias e alcaçuz” e exibe, também, “alguma elegância no paladar, uma textura suave e boa personalidade”. “Trata-se de mais um exemplo evidente de um vintage que deverá atingir o seu pico entre o 5º e 7º ano”, completa Jay Miller. Os dois vinhos são oriundos de três quintas que a casa Rozès possui no Douro Superior. O Terras do
Grifo é feito com uvas da Quinta do Grifo e o Rozès Vintage 2007 tem origem nas quintas da Camaneira e da Veiga Redonda. Ambos foram provados “há relativamente pouco tempo, talvez há um mês”, de acordo com o director de produção da Rozès, Luciano Madureira. A Rozès encontra-se em Portugal há 150 anos e pertence, desde 1998, ao grupo francês Vranken
Pommery, número dois mundial de champanhe. “The Wine Advocate” é uma revista bimestral, dirigida pelo conceituado crítico de vinhos Robert Parker, que reúne uma selecção dos melhores vinhos dos cinco continentes. As avaliações apresentadas em cada edição são reconhecidas pelo seu rigor e exigência. PP Publicidade
Submarinos
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Segundo jornal Alemão: Presidente executivo da Ferrostaal indiciado por corrupção O presidente executivo da Ferrostaal, Matthias Mitschlerlich, também foi indiciado por suspeita de abuso de confiança, no âmbito do alegado escândalo de corrupção que inclui a venda de submarinos a Portugal, notíciou o jornal Süddeutsche Zeitung. O matutino alemão cita fontes judiciais, mas Barbara Stockinger, porta-voz do Ministério Público de Munique, responsável pelas investigações em questão, contactada pela agencia de notícias Lusa, escusou-se a comentar a notícia. “Não temos feito declarações públicas sobre o caso, e acho que ainda vai levar algum tempo até o fazermos”, disse a procuradora alemã. O artigo do Sueddeutsche Zeitung, no suplemento de economia, vem encimado por uma fotografia de Mitscherlich ao lado de uma foto da Torre do Monumento das Descobertas, em Belém, com uma legenda a dizer que “no caso de corrupção em torno da Ferrostaal trata-se também de alegadas irregularidades no fornecimento de submarinos a Portugal”. O mesmo jornal revela ainda que os principais accionistas da Ferrostaal, a Petroleum Investment
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Company (IPIC), do Abu Dhabi, estão preocupados com as recentes notícias. “Possivelmente, os dias de Mitscherlich à frente da empresa estão contados”, vaticinava o Sueddeutsche Zeitung. O jornal adiantou também que a sociedade de advogados norteamericana Debevoise & Plimpton, que já trabalhou no escândalo de corrupção da Siemens, foi encarregada pela justiça alemã de investigar o caso Ferrostaal. O Ministério Público de Munique, no entanto, também não quis confirmar nem desmentir esta notícia. Em finais de Março, procuradores e agentes da polícia judiciária fizeram buscas na sede da Ferrostaal, em Essen, e em instalações da firma noutros pontos do país, por suspeitas de corrupção no negócio de vendas de submarinos a Portugal, e também em negócios na Argentina e na Colômbia. A Ferrostaal alegou na altura, em comunicado, que não era a empresa que estava a ser investigada, mas sim “alguns indivíduos” envolvidos em “projectos específicos”. No âmbito das investigações, foi detido um gestor da ferrostaal, Klaus Lesker, que no ano passado se reuniu com as autoridades portuguesas no âmbito dos negócios de contrapartidas dos submarinos, e um seu colaborador direto. O consul honoráio de Portugal em Munique, Juergen Adolff, entretanto suspenso de funções, é também suspeito de tráfico de influências e corrupção, por alegadamente ter recebido “luvas” de 1,6 milhões de Euros por ter ajudado a Ferrostaal a vender os submarinos, promovendo, nomeadamente, um encontro entre gestores da empresa e o então primeiro ministro Durão Barroso, em 2002. O actual presidente da Comissão Europeia desmentiu no início do mês passado qualquer “envolvimento directo” no negócio dos submarinos, garantindo que se limitou a abordar a questão no âmbito das reuniões do conselho de ministros. Adolff, dono de uma imobiliária com negócios também em Portugal, desmentiu igualmente ter conhecimento de “quaisquer pagamentos indevidos”, e repudiou as suspeitas de que é alvo, considerando-as “infames”, em comunicado enviado à Lusa no dia a seguir à sua suspensão pelo MNE. FA
Catarina Tavares, Advogada em Portugal Rua Castilho, n.º 44, 7º 1250-071 Lisboa E-Mail- advogados@bpo.pt Telf.: 00 351 21 370 00 00
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Geschichten aus der Geschichte
Die Schlacht, die Portugal den Niedergang bescherte Alcácer-Quibir war das größte militärische Desaster in der portugiesischen Geschichte Joaquim Peito
Ein unfähiger König riss das Land in eine Niederlage in einem unnützen Krieg, der die nationale Elite der Führung beraubte und den Verlust der portugiesischen Unabhängigkeit diktierte. In der Schlacht von Alcácer-Quibir, die sich am vierten August 1578 ereignete, verdammte die Unfähigkeit den jungen König, D. Sebastião (1554-1578), nicht nur als Befehlshaber der Streitkräfte - er kommandierte schlecht, verlor und starb - sondern vor allen Dingen als Staatsoberhaupt. D. Sebastião erfüllte nicht die Pflicht eines Königs, die darin besteht, die Nachkommenschaft sicherzustellen, um den Fortgang der Dynastie zu garantieren. Somit verurteilte er Portugal dazu, Filipe II von Spanien überlassen zu werden. All das geschah an einem heißen Tag in Marokko, in der Schlacht von Alcácer-Quibir, die Portugal den Niedergang brachte, jedoch zu einem Supermythos verhalf. Dem sebastianischen Mythos. Was die auf tragische Weise berühmte Intervention in Marokko angeht, so hatte man sie nicht nur einem ritterlichen Eigensinn zu verdanken. Zu dem Zeitpunkt, als man die Expedition vorbereitete, war der Einfluss des Osmanischen Reiches neben dem Sultan von Fez, Abdul-Malik, sehr groß. Dieser Umstand lastete sicherlich auf der Sicherheit des eigenen Königreichs von Portugal. Geostrategisch gesprochen war die Intervention zu rechtfertigen. Was D. Sebastião nicht von seinen Verantwortlichkeiten entbindet. Zunächst zur Sache der Nachfolge: Vielleicht konnte er keine Kinder haben, und sicherlich wollte er sich nicht verheiraten, aber es war unerlässlich, eine Lösung zu finden, bevor er sich an die Spitze des portugiesischen Heeres setzte. Nicht nur sein Leben, sondern darüber hinaus auch noch die Zukunft seines Königreichs und seines Volkes setzte er aufs Spiel. Er war weder dumm noch ein Narr, aber er war auch kein außergewöhnlicher Machthaber; das ist ein unumgängliches historisches Faktum. Er hatte durchaus schlechte Berater, und das seit seiner Kindheit. DER ERSEHNTE Wir werden uns vor allem anderen die Fakten vergegenwärtigen und nicht die Sagen undÜberlieferungen. D. Sebastião, der 16. König von Portugal und siebte der Dynastie
von Avis, wurde am 20. Januar 1554 in Lissabon geboren, und an diesem Tag, ebenso wie an den folgenden, fühlten die Portugiesen eine immense Erleichterung. Jenes Baby war wahrhaftig, was die Historie es letztlich nennen sollte: Der Ersehnte. D. Sebastião kam, um der portugiesischen Monarchie aus dem Hause von Avis Kontinuität zu geben, die Hoffnung auf ein unabhängiges Portugal. Daher die Erleichterung und die große Freude Portugals durch die Geburt D. Sebastiãos: Jenes Baby war der einzige Erbe seines Großvaters, D. João III. Halbwaise bevor er geboren wurde (der Prinz D. João starb 20 Tage vor der Entbindung im Januar 1554) und verlassen von der Mutter mit lediglich vier Monaten (D. Joana von Österreich kehrte im Mai desselben Jahres nach Spanien zurück) folgte D. Sebastião seinem Großvater, D. João III, nach, als er gerade einmal drei Jahre alt war. Während die Regenschaft von der Großmutter, D. Catarina, auf den Großonkel, Kardinal D. Henrique, überging, wuchs der Junge gelehrt von fanatischen Jesuiten auf, die ihn mit religiöser Besessenheit aufzogen. D. Sebastião hatte eine bedachtsame Erziehung aber schwankendes Temperament und Laune. Er war Perioden von Depression ausgesetzt und hatte einen leicht durch jene die ihn umgaben beeinflussbaren Charakter. 1568 wurde D. Sebastião 14 Jahre alt, bestieg den Thron und begann, das Land als König zu regieren. Er war zum Machthaber erzogen worden, das bedeutet, man hatte ihn im Kult des militärischen Heldentums und des fast heiligen Charakters der königlichen Person aufgezogen. D. Sebastião glaubte, der „Kapitän Christi“ zu sein, dazu berufen, in einer späten Wiederbelebung des Geistes der Kreuzzüge ein katholisches Imperium in Marokko zu errichten. Sehr früh hatte sich in ihm die Überzeugung festgesetzt, dass Portugal der Retter der bedrohten Christenheit sei und er das Instrument jener Rettung. 1575 gab D. Sebastião ein höfischer Putsch in Marokko den Vorwand, den er benötigte. Der neue König von Fez, Mulei Muhammad Al-Muttawakkil (der Mulei Mafamede aus den Chroniken) wurde von seinem Onkel, Mulei Abd alMalik (der Mulei Moluco), entthront, unterstützt von den Türken von Argel. D. Sebastião beeilte sich damit, zu schlussfolgern, dass es sich um eine neue türkische Offensive handelte und verbündete sich mit Mulei Mafede.
D. Sebastião entschied sich für Lagos an der Algarve als Etappe vor dem großen Kreuzzug, den er in Nordafrika unternahm, um das mächtige Larache zu erobern. Gegen die warnende aber wenig standhafte Meinung des Großteils der Berater - insbesondere der Câmara von Lissabon - und auch seines Onkels, Filipe II von Spanien. Im Juni 1578, mit 24 Jahren, machte er sich von Lissabon aus mit einer Flotte von mehr als 900 Schiffen, die 24.000 Soldaten, darunter 2.000 spanische, deutsche und italienische Söldner, transportierten, auf die Socken. Die Elite des Adels
Im Juni 1578, mit 24 Jahren, machte er sich von Lissabon aus mit einer Flotte von mehr als 900 Schiffen, die 24.000 Soldaten ging an Bord, als handele es sich um ein Fest. Der Geschichtsschreiber Oliveira Martins schrieb, dass nach dem Desaster 10.000 Gitarren in der Gegend von Alcácer Quibir gefunden wurden. Genauso wenig fehlten das Schwert und der Schild D. Afonso Henriques’, die man aus der Kirche von Santa Cruz in Coimbra geholt hatte.Was tatsächlich fehlte, war die strategische und taktische Organisation der gesamten Militäroperation. Die Expedition erreichte am siebten Juli Tânger und zog weiter nach Arzila, wo Mulei Mafamede mit Informationen, dass Mulei Moluco den Krieg nicht wolle, versuchte, D. Sebastião vom Voranschreiten abzubringen. Der König ließ sich nicht überzeugen. Er begann den Marsch durch die Wüste von Arzila nach Larache an der Küste, jedoch ab einem gewissen Zeitpunkt schlug er die Richtung nach Alcácer-Quibir, weiter im Landesinneren, ein. Er weigerte sich, die Ratschläge der
Offiziere anzuhören, die erfahren waren in Kriegen in Afrika. Die Portugiesen waren müde, schlecht versorgt und erschöpft von dem langen Fußmarsch und der starken Hitze, die herrschte. Sechs Kilometer nordöstlich der Stadt trafen sie auf die Streitkräfte Mulei Molucos: 40.000 Männer, vornehmlich Ritter (auf portugiesischer Seite waren es lediglich 3.000 Ritter). D. Sebastiãos Unfähigkeit zum Kommando erwies sich als desaströs trotz des Mutes der Kämpfenden. Auf Befehle folgten Gegenbefehle. Der König kämpfte mit großer Tapferkeit. Die Schlacht endete nach vier Stunden intensiver Kampfhandlungen mit der völligen Niederlage der Heere D. Sebastiãos. Als die Hoffnung auf einen Sieg verloren war, entschloss er sich, „wohl zu sterben, aber langsam“. Er sah den Herzog von Aveiro, die Grafen von Vidigueira, Redondo und Vimioso, den Baron von Alvito sowie die Bischöfe von Coimbra und Porto an seiner Seite fallen. Die Legende lautet, dass er im Schwertgefecht eine Gasse öffnend verschwand, ohne dass irgendjemand genau wusste, was ihm zugestoßen war. DER VERSCHOLLENE Jedoch beschreibt die Chronik des Feldzugs des Königs D. Sebastião in Afrika seinen Tod nachdem ein alter Maure mit Namen Lauby ihm einen Schwerthieb verpasst hatte, der ihm die rechte Augenbraue abtrennte. Die Leiche wurde nie gefunden. Viele glauben nicht an seinen Tod und erwarten jeden Moment seine Rückkehr. Eine Idee, die sich schnell ausbreitete und allen Kritiken und politischen Verfolgungen widerstand: Nachdem er verschollen geblieben war, würde er an einem nebeligen Morgen auf seinem weißen Pferd zurückkehren. So wurde der Super-Mythos geboren, der Mythos des „Sebastianismus“. Und seither blieb er im Verlaufe unserer Geschichte eine Art „Sehnsucht der Sehnsüchte“. Wenn die Dinge schlecht laufen, und wir wissen gut, wie oft sie schlecht gelaufen sind! So erwacht die Sehnsucht nach dem in Alcácer-Quibir verschwundenen König. Es ist kein konstruktiver Mythos, er ist eher tendenziell passiv: Er inspiriert die Dichter aber lädt nicht zur Aktion ein (dadurch, dass D. Sebastião anzukommen hat, bleibt nur, auf ihn zu warten…). D. Sebastião, jener junge und brilliante Knabe von 24 Jahren entwickelte sich mit oder ohne logischen Grund zu einem Helden. Einem Held, der nicht stirbt. Es gibt keinen Zweifel daran,
dass der Sebastianismus als Programm, als Lebensphilosophie vergebens ist; aber als Thema der Inspiration für Künstler, Dichter und Schreiber ist er extrem ertragreich: Der heroische Traum D. Sebastiãos, sein Tod in der Schlacht, der Mythos seiner Rückkehr und das Hirngespinst des Fünften Imperiums. In der „Schlacht der drei Könige“, wie man sie in Marokko nennt, starben auch der Verbündete Mulei Mafede, ertränkt im Fluss Mocazim, und der Feind Mulei Moluco, an einer Krankheit. Aber nur D. Sebastião wurde zu einem Mythos. Er war 24 Jahre alt, Luís de Camões nannte D. Sebastião „schicksalhaftes Wunder unseres Zeitalters“. Es war eine Lobrede, aber das zu behaltende Wort ist „schicksalhaft“. Von Geburt an bis zum Tod war der „Ersehnte“ eine tragische und umstrittene Figur. D. Sebastião war kein außergewöhnlicher Machthaber. Aber auch Positionen wie die von António Sérgio, der nicht mit Beleidigungen gegen den Monarchen sparte, sind schwer zu akzeptieren. Er nannte in „Narr“, „Trottel“, „Rohling“ und weitere andere Namen. Andere ziehen es vor, seinen „Schrecken für die Frauen“ zu betonen. Der Historiker Sales Loureiro hat eine andere Erklärung für die Tatsache, dass der junge König nicht verheiratet war: „Seine sexuelle Entwicklung war zu verfrüht“, er litt unter einer „schlimmen Syphilis, verursacht durch eine frühreife Erfahrung“. In der Gruft D. Sebastiãos, die sich im Hieronymus-Kloster befindet, verkündet eine Grabinschrift, dass dort der König ruht „si vera est fama“, das heißt, „wenn es stimmt, was man sagt“. Was auf die große Unsicherheit hindeutet: Überlebte der König die Schlacht von Alcácer-Quibir oder nicht? Diese Unsicherheit besteht bis heute fort. Und deshalb verteidigten im Jahre 2007 zwei Forscher, ein Portugiese und ein Spanier, die Idee der Graböffnung, um zu beweisen, dass die Gebeine D. Sebastiãos sich de facto darin befinden und somit - glaubten sie - dem Mythos ein Ende zu setzen. Allerdings ist seine Widerstandskraft wahrlich verblüffend. Nach António Nobre, Teixeira de Pascoais, Fernando Pessoa und einigen anderen Sebastianisten gibt es sie noch heute. Der Mythos ist lebendig und bleibt aktiv. (übersetzt aus dem Portugiesischen von Aiko Thedinga)
Cultura 19
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
Histórias da História
A batalha em que se perdeu Portugal Alcácer-Quibir foi o maior desastre militar da história portuguesa. Joaquim Peito
Um rei inepto arrastou o país para a derrota numa guerra inútil que decapitou a elite nacional e ditou a perda da independência portuguesa. Na batalha de Alcácer-Quibir, travada a 4 de Agosto de 1578, a inépcia condenou o jovem Rei D. Sebastião (1554 – 1578) não só como chefe militar – comandou mal, perdeu e morreu – mas sobretudo como chefe de Estado. D. Sebastião não acautelou o dever de um rei, o de assegurar a descendência para garantir a sucessão dinástica e condenou assim Portugal a ser herdado por Filipe II de Espanha. Tudo isto aconteceu num dia quente em Marrocos, na batalha de Alcácer-Quibir, em que se perdeu Portugal , mas se ganhou um SuperMito. O Mito Sebastianista. Quanto à tragicamente famosa intervenção em Marrocos, não se deveu exclusivamente a um capricho cavaleiresco. Na altura em que se preparava a expedição, era muito grande a influência do Império Otamano junto do sultão de Fez,AbdulMalik, e isto pesava certamente na segurança do próprio reino de Portugal. Em termos geoestratégicos, a intervenção era justificável. O que não retira a D. Sebastião as suas responsabilidades. Primeiro, na matéria da sucessão: talvez não pudesse ter filhos e certamente não queria casar-se, mas era indispensável encontrar uma solução antes de se colocar à frente do exército português. Além de comprometer a sua vida, ele comprometera também o futuro do seu reino e do seu povo. Ele não era nem estúpido nem “tonto”, mas também não era esse governante excepcional; eis um facto histórico incontornável. Teve, sim, maus conselheiros, e isto desde a sua infância. O DESEJADO Vamos, antes de mais, evocar os factos e não as lendas e tradições. D. Sebastião, o 16.® Rei de Portugal e sétimo da Dinastia de Avis, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554 e nesse dia, tal como nos seguintes, os portugueses sentiram um imenso alívio. Aquele bebé era, verdadeiramente, o que a História viria a chamar-lhe: o Desejado . D. Sebastião veio dar continuidade à monarquia portuguesa da Casa de Avis, a esperança de um Portugal independente. Daí o alívio e a grande alegria de Portugal com o nascimento de D. Sebastiãozinho: aquele bebézinho era o único herdeiro do
seu avô, D. João III. tião de continuar, com inforÓrfão de pai antes de nasmações de que Mulei Moluco cer (o príncipe D. João morreu não queria a Guerra. O rei não 20 dias antes do parto, em Jase deixou convencer. Iniciou a neiro de 1554) e abandonado marcha pelo deserto, de Arzila pela mãe com apenas quatro para Larache, na costa, mas a meses (D. Joana de Áustria recerta altura tomou a direcção gressou a Espanha em Maio de Alcácer-Quibir, mais para o desse ano), D. Sebastião suceinterior, recusando-se a ouvir deu ao avô, D. João III, quando os conselhos dos capitães extinha apenas três anos. Enperimentados nas guerras de quanto a regência passava da África. avó, D. Catarina, para o tio-avô, Os portugueses estavam cardeal D. Henrique, o menino cansados, mal alimentados e cresceu educado por velhos jeesgotados pela caminhada e suítas fanáticos que o criaram pelo calor intenso que se fazia. na obsessão religiosa. D. SebasA seis quilómetros a noroeste tião teve uma educação cuida cidade encontraram as fordada mas era de um ças de Mulei Moluco: 40 mil temperamento e humor variáhomens, sobretudo cavalaria veis, sujeito a períodos de de(do lado português havia apepressão, e de carácter um nas três mil cavaleiros). A incapouco influenciável por aquepacidade de D. Sebastião para les que o cercavam. o comando revelou-se desasEm 1568 D. Sebastião fez trosa, apesar da bravura dos 14 anos assumiu o poder e cocombatentes. Sucederam-se meçou a governar o país como ordens e contra-ordens. O rei rei. Tinha sido educado para combateu com grande valentia. governar, isto é, tinha sido A batalha terminou após 4 criado no culto do heroísmo horas de combate intenso com militar e do carácter quase dia completa derrota dos exérvino da pessoa real. D. Sebascitos de D.Sebastião. Perdida a tião acreditava ser o “capitão esperança na vitória, decidiu de Cristo”, chamado a cons“morrer sim, mas devagar”.Viu truir um império católico em cair a seu lado o duque de Marrocos, num revivalismo seAveiro, os condes da VidiRei D. Sebastião rôdio do espírito de cruzada. Muito gueira, do Redondo e de Vimioso, o cedo se radicou nele a convicção nários espanhóis, alemães e italia- barão de Alvito e os bispos de de que Portugal seria o salvador da nos. A fina flor da nobreza embarCoimbra e do Porto. Reza a lenda cristandade ameaçada e ele o ins- cou como se fosse para uma festa. que, abrindo caminho à espadeitrumento dessa salvação. O historiador Oliveira Martins es- rada, desapareceu, sem que ninEm 1575, um golpe palaciano creveu que depois do desastre guém soubesse exactamente o que em Marrocos veio dar a D. Sebas- foram encontrados 10 mil guitarras lhe tinha acontecido. tião o pretexto de que precisava. O nas areias de Alcácer Quibir. Nem novo rei de Fez, Mulei MuhamO ENCOBERTO mad Al-Muttawakkil (o Mulei Mas a crónica da Jornada delMafamede das crónicas), foi desRei D. Sebastião às Partes de tronado pelo seu tio, Mulei Abd O historiador Oliveira Martins escreveu África descreve a sua morte al-Malik (o Mulei Moluco), que depois do desastre foram encontra- depois de um mouro velho apoiado pelos turcos de Argel. D. chamado Lauby lhe ter dado Sebastião apressou-se a concluir dos 10 mil guitarras nas areias de Alcá- uma cutilada que lhe deitou que se tratava de uma nova ofen- cer Quibir. Nem faltaram a espada e o abaixo a sobrancelha direita. O siva turca a aliou-se a Mulei Macadáver nunca foi encontrado. escudo de D. Afonso Henriques, trazidos Muitos não acreditam na sua famede. Foi Lagos no Algarve que D. da Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Na morte e esperam pelo seu reSebastião escolheu como etapa gresso a qualquer momento. antes da grande cruzada que em- verdade, o que faltou foi a organização Ideia que se espalhou rapidapreendeu ao Norte de África estratégica e táctica de toda a operação mente, resistindo a todas as para conquistar a poderosa Lacríticas e perseguições: depois rache. Pôs em marcha o pro- militar. de ter permanecido “encojecto da “jornada de África”, berto”, El-Rei voltaria numa contra a opinião avisada, mas manhã de nevoeiro, montando pouco firme, da maior parte dos faltaram a espada e o escudo de D. o seu cavalo branco. Nascia assim o conselheiros – designadamente da Afonso Henriques, trazidos da super-mito, o mito do “SebastiaCâmara de Lisboa – e também do Igreja de Santa Cruz de Coimbra. nismo”. seu tio Filipe II de Espanha. E desde então, ao longo da Na verdade, o que faltou foi a orgaEm Junho de 1578, com vinte e nização estratégica e táctica de nossa história, ficou uma espécie de quatro anos de idade, zarpou de toda a operação militar. A expedi- „saudade da saudade“. Quando as Lisboa com uma armada de mais de ção chegou a Tânger a 7 de Julho e coisas correm mal, e bem sabemos 900 navios, transportando 24 mil seguiu para Arzila, onde Mulei Ma- quantas vezes têm corrido mal! soldados, incluindo dois mil mercefamede tentou dissuadir D. Sebas- Acorda a saudade do rei desapare-
cido em Alcácer-Quibir. Não é um mito construtivo, é antes tendencialmente passivo: inspira os poetas mas não convida à acção (se D. Sebastião há-de chegar, só resta esperar por ele…). D. Sebastião, aquele jovem e brilhante rapaz de 24 anos, com ou sem razão lógica, transformara-se num herói. Um herói que não morrera. Que bonita história! Não há dúvida de que, como programa, como filosofia de vida, o sebastianismo é estéril; mas como tema de inspiração para artistas, poetas e escritores é riquíssimo: O sonho heróico de D. Sebastião, a sua morte na batalha, o mito do seu regresso e a quimera do Quinto Império. Na “Batalha dos Três Reis”, como lhe chamam em Marrocos, morreram também o aliado Mulei Mafamede, afogado no rio Mocazim, e o inimigo Mulei Moluco, de doença. Mas só D. Sebastião se tornou um mito.Tinha 24 anos, Luís de Camões chamou a D. Sebastião “maravilha fatal da nossa idade” Era um elogio, mas a palavra a reter é “fatal”. Do nascimento à morte, o “Desejado” foi uma figura trágica e polémica. D. Sebastião não era um governante excepcional. Mas também são dificilmente aceitáveis posições como a de António Sérgio, que não poupou insultos ao monarca. Chamou-lhe de “tonto”, “pateta”, “bronco” e mais alguns outros nomes. Outros preferiram sublinhar o seu “horror às mulheres”. ‚O historiador Sales Loureiro tem outra explicação para o facto de o jovem rei não ter casado: “O seu desenvolvimento sexual foi demasiado precoce”, sofrendo de um “mal blenorrágico provocado por uma experiência prematura”. No túmulo de D. Sebastião, que se encontra no Mosteiro dos Jerónimos, um epitáfio anuncia que ali repousa o rei “si vera est fama”, ou seja, “se é verdade o que se diz”. O que aponta para a grande dúvida: o rei sobreviveu ou não à batalha de Alcácer-Quibir? Esta dúvida ainda hoje subsiste. Tanto assim que, em 2007, dois investigadores, um português e um espanhol, defenderam a ideia da abertura do túmulo, para provar que as ossadas de D. Sebastião se encontram, de facto, lá dentro e pôr assim – julgaram eles – um fim ao mito. Mas é verdadeiramente espantosa a sua resistência. Depois de António Nobre, Teixeira de Pascoais, Fernando Pessoa ou alguns dos outros sebastianistas modernos, ainda hoje os há. O mito está vivo e continua activo.
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Direito do Trabalho Despedimento por razões mínimas II
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ratei já na penúltima edição do Portugal Post da questão dos despedimentos por razões mínimas. Como relatei, a legitimidade de tal despedimento dependerá sobretudo de se verificar se houve ou não um abalo da confiança da entidade patronal na honestidade do trabalhador em consequência da prevaricação cometida por este, e se tal perda de confiança terá ou não um carácter duradouro. Será assim necessário proceder-se a uma decisão para cada caso isolado, sendo de importância crucial não só o comportamento ilícito em si, mas também a conduta ante-
rior do trabalhador, o tempo de serviço na empresa, etc. Continuando o meu último artigo, apresentarei aos leitores mais algumas situações que poderão em parte levar a um despedimento, ou que, ao contrário do que muitos trabalhadores desconhecem, são mesmo permitidas. Durante a entrevista de contratação, será lícito não mencionar uma gravidez. Só serão permitidas questões relativas à saúde do trabalhador se estas se relacionarem directamente com o emprego em causa. O mesmo será válido para a questão de uma eventual filiação num partido, num sindicato ou numa religião. Se for posta uma destas pergun-
tas, não persistirá assim obrigação de se dar uma resposta verdadeira. Por esta razão, uma resposta que não corresponda à verdade não consistirá motivo de despedimento. Em princípio, o facto de se infringir uma vez a proibição empresarial relativa a bebidas alcoólicas, não justificará um despedimento. Normalmente, serão necessárias para tal prevaricações repetidas e anteriores advertências de iminente despedimento (Abmahnungen). Contudo, no caso de motoristas profissionais, operadores de gruas, etc., as normas aplicadas serão obviamente mais severas. Uma crítica feita à entidade patronal que tenha sido ex-
pressa de forma objectiva é, em princípio, permitida. Se se trata de uma ofensa grave que justifique um despedimento, dependerá do facto de a mesma atentar ou não de forma significativa contra a honra da pessoa ofendida. Se as palavras empregues se encontrarem dentro dos limites das formas de tratamento usuais na empresa, não haverá motivo de despedimento. Telefonemas privados durante o horário de trabalho serão geralmente motivo de despedimento, após ter sido efectuada a respectiva advertência. A entidade patronal não poderá proibir o trabalhador de fumar. Este terá porém de picar o ponto quando for
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fumar, de contrário arriscar-seá a ser despedido. Como se poderá depreender destes exemplos, a jurisdição sobre os motivos de despedimento é bastante avultada. A grande maioria dos trabalhadores que resolvem recorrer aos tribunais para se defenderem contra um despedimento de que foram alvo, recebem no final de contas uma indemnização em dinheiro ou recuperam o seu posto de trabalho.Assim, não há dúvida que valerá a pena consultar um advogado e esclarecer quais as perspectivas de sucesso que persistem para ser interposta uma acção contra despedimento injustificado. Miguel Krag, Advogado
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José Gomes Rodrigues
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Conselhos úteis para trabalhadores desempregados EXCLUSÃO LABORAL E SOCIAL – UM GRITO MAIS QUE JUSTO Caríssimos do Portugal Post Estou no desemprego, não por comodidade, mas sim porque não consigo encontrar trabalho. Tenho procurado mas só me oferecem trabalhos que não posso de forma alguma aceitar em virtude das minhas doenças ou e esta é nova, por me considerar uma pessoa com dignidade e não um jogo nas mãos de quem quer que seja ou uma isca na mão de quem quer que seja para com o meu suor alguém poder enriquecer. Aconteceu que o „Arbeitsamt“ me envou para um armazém que prepara produtos para colocarem à venda. São estas novas empresas que vendem produtos ao desbarato, semelhantes em Portugal às lojas chinesas. Apresentei-me e quando me falaram num ordenado à hora de 4,70 € não aceitei e dirigi-me ao Arbeitsamt. Este mandou-se esperar em casa por uma decisão. Esta não se fez demorar. Castigou-me reduzindo-me a ajuda em 104 € mensais e durante três meses. Que devo fazer? Devo mesmo aceitar esse sanção? Leitora devidamente identificada O direito laboral que se exige Compreendemos totalmente o seu estado de espírito. Enquanto uns quantos lutam pela dignidade da pessoa, pelo direito ao trabalho justamente remunerado, existem outras forças que, apesar de estarem vocacionadas para remar contra esta maré cada vez mais forte, calam-se. Quem cala consente...diz o ditado. É triste, mas é a realidade. Permitam apelar, neste espaço, às diversas forças representativas para que não tenham receio de apontar o dedo a estas feridas da sociedade que clamam por justiça e fazem sangrar a nossa dignidade. Apelo ás entidades sindicais, eclesiásticas e às diversas Igrejas para que sejam coerentes com a mensagem de que
somos detentores, a construção duma sociedade justa, baseada na dignidade que a fé nos oferece. Que a vida social e laboral seja impregnada dessa esperança que se vai concretizando em passos pequenos mas firmes. Espero que a leitora me compreenda. “O ser cristão nada tem a ver com o mundo que nos rodeia”, é resposta que se recebe quando se fala deste tema, será mesmo assim? Acredito que a nossa leitora não comungue com estas ideias que poderão ser uma negação e atentado contra a fé crista. O ordenado que lhe oferecem, atenta contra a dignidade que afirmámos, contrariando os princípios dos direitos humanos e a própria moral. Não aceite, de forma alguma, essa decisão do Instituto de Trabalho. Recorra, e quanto antes, pela forma escrita contra esse resolução. Recorde-se que há prazos a respeitar. Tem 21 dias úteis para o fazer, após ter recebido por escrito essa decisão. Dirijase pessoalmente ao Tribunal Social e exponha o seu problema e a sua decisão de recurso. Segundo nos deu a entender a senhora deve ter direito à assistência jurídica pelo tribunal. Informe-se no mesmo tribunal e procure então um advogado competente. A decisão do tribunal de Dortmund , um exemplo a seguir Ainda há pouco e numa situação semelhante à sua, o Tribunal de Trabalho de Dortmund, considerou de ilegal essa esse sanção emanada pelo Instituto de Trabalho (Arbeitsamt). Não só essa decisão foi retirada como que a acção do Arbeitsamt foi avaliada como comparticipe na injustiça e constituindo uma acção de apoio a uma certa es-
cravidão no trabalho, indo contra as regras mais elementares do valor e dignidade da pessoa humana. Pode mencionar o numero da decisão que é AZ 31 AS 317 /07. Mais informamos que esta decisão foi aclamada por diversas forças politicas e sindicais e vista como uma vitória contra o trabalho precário e humilhante e mesmo com a aval do estado. Apelamos aos compatriotas e não só para não se deixarem levar por medidas semelhantes, mas que
tomem as devidas precauções para que tal não se repita. Só se pode travar e derrapagem social cada vez mais notória na sociedade ocidental. Coerência e acção são exigidas. Não cruzem os braços à espera que alguém os retira do buraco. Prepararem-se, sendo possível, para os desafios laborais do futuro. Um abraço cara leitora, desejamoslhe que lute com coerência e firmeza!
DESEMPREGO – BAIXA E SEGURANÇA SOCIAL Amigos do Portugal Post sou uma pessoa que gosta de estar
devidamente informada. Preocupo-me com o futuro e antes de tomar uma decisão, seja qual for, não a tomo sem antes saber as consequências financeiras que advém dessa deliberação. Pelo menos as decisões que possam ser negativas para o meu futuro no que respeita à minha segurança social e até financeira. Estou a poucos meses da reforma. A minha empresa despediume, assim como a tantos colegas por falta de trabalho. Para poder alcançar os 63 anos e assim entrar na reforma, sem recorrer ao Hartz IV, estive de baixa o tempo máximo, até a caixa me ter suspendido o pagamento, por ter ultrapassado o tempo máximo de baixa. Pouco tempo depois e por outra doença estive de novo de baixa médica. Acontece que, entretanto, e estando de baixa acabou também o tempo que abrangia o pagamento de desemprego. Será que a caixa, em virtude de acabar o tempo de desemprego, me continuará a pagar o subsidio de doença? Se não, que fazer? Queria também dizer que não é a minha intenção requerer a ajuda social ao desemprego (Hartz IV) Leitor devidamente identificado Caríssimo compatriota, parece ser uma pessoa muito meticulosa e preocupada com o seu futuro financeiro. Esperamos que a sua saúde tenha melhorado e tenha tempo para, de consciência tranquila, saborear os tempos que se aproximam com a sua reforma. Manifestou saber e “bem” contornar a lei e acarretar para si benefícios que delas poderiam advir. Neste ponto não somos quem para o censurar. Contornar a lei será atitude louvável? Deixe que tome a liberdade de dizer-lhe que, seja o subsidio de
doença, como outras ajudas estatais, são oriundos duma caixa de solidariedade que é alimentada também pelo esforço, os descontos dos que estão no activo. O estado não existe, existem sim as pessoas que o formam. Não havendo recursos suficientes nessas caixas, procuram-se então tomar medidas drásticas, lançando novos impostos ou aumentado a devida quotização. O senhor cumpriu a lei, a pergunta que se poderá colocar é se a lei, no seu caso, cumpriu os objectivos para que esta foi feita. Que esta apreciação sirva para outros tantos compatriotas, que pensam cumprir a dita “lei” mas contornando-a. Desejamos as suas melhoras. Vamos às suas questões concretas. Com o fim de retirar qualquer dúvida contactámos uma Caixa de Doenças. Segundo podemos apreciar, durante a segunda doença e, antes de expirar as seis semanas, esgotou-se o tempo de desemprego. Como sabe as primeiras seis semanas são geralmente pagas pela entidade patronal, no seu caso pelo Instituto Nacional de Trabalho. Se o direito ao desemprega se esgotou antes de acabarem estas seis semanas, então não terá direito ao subsidio de doença, já que as condições para a sua segurança na doença expiraram com o fim do Seguro de Desemprego. Só lhe resta, para que esteja segurado contra a doença requerer a sua reforma, já que, segundo consta preenche as condições para a reforma por desemprego. Neste caso estaria segurado como requerente à reforma. Uma outra solução, que o senhor desde o inicio afasta, seria requerer a Ajuda Social ao Desemprego, com todas as consequências que dai advêm. Felicidades e que encontre a melhor solução para si e para os seus não esquecendo essa caixa solidária. Publicidade
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22 Agenda Tome Nota
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
IMPORTANTE Às associações, clubes, bandas , etc.. As informações sobre os eventos a divulgar deverão dar entrada na nossa redacção até ao dia 15 de cada mês Tel.: 0231 - 83 90 289 Fax :0231-8390351 Email: correio@free.de
Citações do mês As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos Shakespeare ,William A grande coragem, para mim é a prudência Eurípedes
Maio 2010 1.05.2010 -BRAUNSCHWEIG – Festa-Jantar do 30º aniversário do Centro Português. Local: Gastwerk, Mittelweg 7 em Braunschweig a partir das 18.30 horas seguido de baile. A música estará a cargo do grupo „DUO SANTOS Y DENISE.tel.: 0531 – 37 56 13 1.05.2010 – BONA – Actuação do grupo Antologia do Fado na Associação Portuguesa Bona, Löwenburgstr. 75.
Início: 21h00. 3.05.2010 -Stralsund . Exposição sobre a vidas dos pescadores bacalhoeiros portugueses. Local: Meersmuseum. Info: www.meeresmuseum.de/veranstaltungen.html
palestra „História e técnica do azulejo português“. Início: 19h30 h, Local: Gemeinschaftshaus-Weststadt, Ludwig-Winter str 4 em Braunschweig. Entrada a partir das 19.00 horas.Haverá especialidadedes e vinhos portugueses
7.05 2010 – BRAUNSCHWEIG - Inauguração da exposição „A TRADIÇÃO DO AZULEJO PORTUGUÊS“acompanhada de uma
8.05.2010 – FRANKFURT – Actuação do grupo Antologia do Fado no Clube de Ténis, restaurante Cheyen. Início: 21h00 Info: 0231-259285
Comunica que no mês de Maio a PORTUGAL SENSATION comemora o seu primeiro aniversário e nós ELEGANCIA EVENTS (Paulo Gomes e Ida Aloísio) temos o prazer de vos convidar para a festa que se realiza no CLUBE DÉJÁ VU em Colónia. Para nós não deixa de ser gratificante todo o trabalho que temos vindo a realizar, para tal ser possível os nossos AGRADECIMENTOS para todos os que nos acompanharam ao longo deste tempo, agradecemos a todos os artistas convidados que com o seu talento e dedicação nos proporcionaram grandes noites e com eles enriqueceram a nossa festa, um especial obrigado ao nosso DJ residente o DJ LEONEL (Leonel Vieira Marques de Praia da Vieira) que nos presenteia com os sons club e quentes do sul e tradicionais portugueses, com eles as nossas noites ficam memoráveis e tornam as noites sensacionais. Um muito obrigado a DJ Overule (Bruno Castro), por ter proporcionado uma esplêndida noite em Março, com o melhor da Black Music agitando o Clube, bem como ao Mr. Smith (Jens Smith) pelos seus sons de Saxofone, e a Guru da Beat Da Armir) com sua percussão e batidas, ao Disco violinista com sua performance depois de ponto de fusão e naturalmente um enorme agradecimento a todos os visitantes que fazem desta festa a sua festa, pelos grandes apoios, agradecemos também aos nossos patrocinadores Clube Português e Cave Portuguesa de Düsseldorf.Desde este ano pode nos visitar no nosso site www.portugal-sensation.de para ver todas as informações e notícias sobre a festa e fotos de eventos passados. Informações sobre reservas para mesas VIP e Limousine para uma noite especial. Para que os agradecimentos fiquem completos, iremos realizar uma festa incrível. Como continua sendo o nosso conceito e projecção da Portugal Sensation. Dia 22 de Maio 2010 será realizada a festa de aniversário e como sempre promete ser uma sensação incrível. Não pode faltar DJ Leonel de Portugal e os nossos convidados especias DJ Mayna feat. Débora Ghira (TVI /Morangos com Açúcar) de Portugal.Mas isso não é tudo, muito já nos contamos. Nos vamos realizar muitas surpresas e ofertas disponíveis. Os primeiros 100 visitantes recebem um cálice de espumante e para cada décimo (10) visitante entre os 100 primeiros ah uma das T-Shirts limitadas da Portugal Sensation. Então não perca e venha comemorar o primeiro aniversário da festa que todos nós construímos ao longo deste tempo. Paulo Gomes und Ida Aloisio
ELEGANCIA EVENTS
8/ 9. 05.2010 – WERL- Peregrinação em Honra de Nossa Senhora de Fátima, presidida pelo Bispo de Coimbra. Sábado, dia 8: vigília e procissão das Velas. Domingo, dia 9: 14h30 Procissão com a imagem de Senhora de Fátima. Org. Missão Católica de Dortmund 8.05.2010 – WEINHEIM – Festa da Dia da Mãe. Este jantar assinala também o 5. Aniversário do Grupo de Dança Crazy Kids.Para mais informações pode contactar Vitor Lima pelo telm. 0173-6740561 Org.:União Lusitana RheinNeckar e.V. Local: Händelstr. 38 -69469 Weinheim Tel:06201 / 18 73 47 12.05. 2010 – HAMBURGO Procissão da Nossa Senhora de Fátima Local: Mariendom, Danziger Straße 12 / 13 de Maio – COLÓNIA – Festa em honra de Nossa Senhora de Fártima - 12 de Maio na igreja de St. Mariä Himmelfahrt • 21h00 : Saída da Procissão de Velas em direcção à catedral, com cânticos e recitação do terço 13 de Maio • 15h15 : Procissão Festa Recreativa- No Salão da Caritas na Stolze Straße 1, 50674 Köln Haverá um grandioso programa com muita variedade e baile.
15.5.2010 – HAMBURGO – O Cônsul-Geral de Portugal em Hamburgo encontra-se com a Comunidade Portuguesa local no Clube Português de Wahlstedt (Schleswig-Holstein), Dr. Hermann-Lindrat-Strasse 21 – 23812 Wahlstedt, pelas 18h00. 15.05.2010 – EUSKIRCHEN – Festa e Celebrações em Honra da Nossa Senhora de Fátima – Local: Igreja St. Marin. Início 16h00. Às 16h30 : Pequena procissão. Ao fim da tarde, a partir das 18 :30 horas, havera a parte recreativa, com dois grupos de dança (« The Angels » e « PGGirls »), um grupo de crianças a fazerem uma pantomima com mãos, o rancho de Bonn/Lohmar e o conjunto « Zé Lima ».Também não faltará comida e bebida portuguesa, como petiscos, sardinha assada, churrasco, caldo verde e a boa cerveja portuguesa e o bom vinho português. 15.05.2010 – BRAUNSCHWEIG –Noite de Fado com a Fadista Ana Lains. Local: Roter Saal, Kulturinstitut Schloss Arkaden, Schlossplatz 1. Org. Centro Português, tel.: 0531 – 37 56 13 15.05.2010 – REMSCHEIDActuação do grupo Antologia do Fado. Local: Auslindenhof,
Gerente: Anibal Gonçalves
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22.05.2010 - FELLBACH Festa do 13° Aniversário do Centro Português de Fellbach e.V. Local: Festhalle-SchmidenHofäcker Str.2 , 70736 Fellbach Schmiden Início (abertura da Sala) 16.00 horas. Participam neste evento os seguintes grupos: TOP-SOM Agrupamento Musical, vindo da Suíça.Artista português convidado vindo da França. Grupos da casa,Band-Expression,Rancho Folclórico Estrelas de Fellbach,Mini Splash e The-Funnkys.Grupos convidados: Rancho, Os Amigos de Folclore e Quinas de Portugal. 29.05.2010–BRAUSCHWEIG- “FESTA da RUA“ no jardim do Centro Português. Sardinha assada, pastéis de bacalhau, como não podia faltar os famosos pastéis de nata e o bom vinho português. Animaçao musical estará a cargo do Grupo SALU E SEUS MUSICOS uma banda LusoAngolana. Início: 15h00. Tel.: 0531 – 37 56 13 30.05.2010 – OTTOBEUREN – Procissão de Nossa Senhora de Fátima presidida pelo Bispo de Leiria / Fátima. Concentração: 10h00. Procissão: 10h15. Mais informações: conselheira Piedade Frias, tel.: 0711/8889895
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A CASA DA RÚSSIA John le Carré Preço: 13,50 Publicado em 1989, apresenta os meandos de espionagem e contra-espionagem entre o Ocidente e a antiga União Soviética. John le Carré arrasta-nos, uma vez mais, para o seu mundo secreto e faz dele o nosso. Em Moscovo, Leninegrado, Londres e Lisboa, numa ilha da costa do Maine que pertence à CIA, e no coração do próprio Barley Blair, Carré desenvolve não apenas uma história de espionagem, mas uma alegoria do amor individual confrontado com atitudes colectivas de beligerância. TRAVESSIA DE VERÃO Truman Capote PREÇO: 11.50 Obra póstuma e inédita, Travessia de Verão é um primeiro romance precoce e seguro que mostra o sentido implacável da narração de um dos maiores escritores do século XX. Os seus fraseados imaculados, a sua crua ironia e a sua visão das subtilezas das diferenças de classe anunciam os futuros triunfos de Capote. Digno de um lugar em qualquer estante de um leitor de Capote, este é, em todos os sentidos, um tesouro perdido e reencontrado.
AVENTURAS DE SHERLOCK HOLMES Preço: 11.50 Aventuras de Sherlock Holmes é uma colectânea de 12 contos de aventuras publicada em 1892. Os contos foram originalmente publicados na revista Strand Magazine, nos anos de 1891 e 1892.
Manuel Alegre Preço: € 11,50 As memórias de infância. Os cheiros, as vozes, as emoções de um tempo em que o tempo não tem fim e o significado está presente nas mais pequenas coisas. Todas elas ficam sempre, como marcas na alma, princípios que norteiam a vida. A nostalgia dos lugares mágicos da infância. De Alma, vila encantada onde convive tradição e subversão, melancolia e audácia, crendices, ideologia e futebol... Pela voz audaciosa de quem não receia dar-se a conhecer, chegam-nos ecos de um Portugal dividido entre a República e a Monarquia, um país que era, á época, o mundo de uma criança expectante e atenta. De Alma, partiu toda a sua vida.
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A Cidade e as Serras Eça de Queiros O romance foi publicado em 1899 (um ano antes da morte de Eça) na Revista Moderna, e saiu em livro em 1901. Pertence à última fase do escritor, quando Eça se afasta do realismo e deixa a crítica dura que fazia à sociedade portuguesa da época. Anónio Lobo Antumes Os Cus de Judas Preço: € 11.50 António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 1942. Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria. Exerceu, durante vários anos, a profissão de médico psiquiatra. Em 1970 foi mobilizado para o serviço militar. Embarcou para Angola no ano seguinte, tendo regressado em 1973. Em 1979 publicou os seus primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; imediatamente o transformaram num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional. Miguel Torga Bichos Preço: € 11.50 «Querido leitor: São horas de te receber no portaló da minha pequena Arca de Noé. Tens sido de uma constância tão espontânea e tão pura a visitá-la, que é preciso que me liberte do medo de parecer ufano da obra, e venha delicadamente cumprimentar-me uma vez ao menos. Não se pagam gentilezas com descortesias, e eu sou instintivamente grato e correcto (…)»
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Aprenda aProteger-se Orações para Todos os Males Contra a Inveja e Mau-Olhado Formato: 14x21cm Formato: 15,5 X 23 cm Páginas: 90 Paginas: 156 Preço: 22,00 € Preço: 19,90 € Por razões de saúde, familiares, afectivas, materiais ou espirituais, Nas alturas de maior fragilidade, há que todos mpassamos em algum momcriar uma protecção efectiva contra os mento por situações difíceis. Nesta possíveis efeitos das energias negativas. obra encontrará uma centena de oraNeste livro damos-lhe conhecimento de ções adequadas a cada caso. Orações mantigos amuletos, fórmulas, rituais prátipara encontrar mcompanheiro/a, cos, orações e rezas especiais mpara que possa repelir esse encantamento para conseguir casar-se com o seu namaligno. morado, pela paz da família, contra doenças, etc.
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Eça de Queirós A CIDADE E AS SERRAS Preço: 11.50
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Como Cortar Trabalhos de Bruxaria Formato: 14x21cm Páginas: 152 Preço: 25,00 € Um ritual de magia negra posto em acção contra alguém pode prejudicar avítima e destruir a sua vida de forma brusca e surpreendente. Todas as áreasestão sujeitas a ficar afectadas. Tudo à sua volta parece ruir. E, mais graveainda, a vítima de magia negra não consegue encontrar forças para reagir. Neste livro de carácter prático, a autora apresenta rituais fáceis de executar quepermitem criar uma aura de protecção.
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PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
Destino ou acaso? Caros senhores do ”Portugal Post”, Envio-vos aqui uma pequena história muito curiosa que se passou comigo. Tinha doze anos quando os meus pais que se davam muito mal se separaram indo cada um para seu lado. Éramos quatro irmãos – três raparigas e um rapaz. As raparigas foram com a minha mãe e o rapaz ficou com o meu pai. Depois da separação, a minha mãe decidiu ir viver para uma outra cidade onde ela tinha uma prima afastada que nos recebeu e nos arranjou um quarto para vivermos os primeiros tempos, Aqueles tempos eram muito maus. Havia muita miséria e os pobres em Portugal não tinham direitos. Eu mesmo que trabalhei a partir dos doze anos a servir em casa de senhoras ricas nunca durante esse tempo tive caixa e o ordenado era uma miséria. Foram muito maus esses tempos. Na altura não tinha entendido porque é que os meus pais se tinham separado e vivia muito triste com a nova situação. O tempo foi passando e lá conseguíamos viver. A minha mãe tinha arranjado um novo homem cuja relação também não durou muito. E por isso ficou muito tempo só. Um dia a minha mãe foi à terra onde tínhamos vivido para tratar de qualquer coisa e soube pelas minhas irmãs que ela não tinha encontrado o meu irmão e que lhe tinham dito que o meu pai
o tinha abandonado para ir viver com uma outra. A partir desse momento a tristeza que já se sentia por causa da nossa situação ainda foi maior depois dessa primeira ida à terra. O meu pai tinha abandonado o meu irmão e ninguém sabia dele. Assim a vida corria. Eu e as minhas irmãs estávamos a servir em casas (hoje diz-se empregada doméstica) e a minha mãe andava a distribuir pão pelas portas logo de manhã muito cedo. Após três ou quatro anos mais tarde, a minha mãe voltou à terra e uma parente nossa disselhe que o rapaz não estava a viver com o meu pai e que em tempos ele lhe batera à porta para comer e depois ia não se sabe onde. Uma irmã, a mais velha, quando fez dezanove casou-se e foi à nossa terra procurar o nosso irmão e apresentar o seu marido ao nosso pai. Foi um encontro nada feliz e, disse a minha irmã, muito frio porque o meu pai não se interessou muito por ela o ter visitado. “Pareceia um estranho”, confessou-nos a nossa irmã. Ele nem sequer perguntou pelo nome do marido da minha irmã, e quanto ao meu irmão ele nada sabia. Disse que o pôs a trabalhar numas obras com barracas onde se podia dormir e, partir desse momento ele nunca mais soube dele. Triste, a minha irmã chegou à nossa beira a contar o que se tinha passado e, desiludida, disse
Memória futura
que a partir daquele momento não tinha pai. Os anos passaram. A minha segunda irmã casou-se e foi com o marido para a França onde ainda hoje se encontram. Eu fiquei por Portugal. Deixei de servir e aos dezasseis anos fui ajudar a minha mãe que distribuia pão de manhã e, logo a seguir, vendia flores na praça. Até que conheci o meu marido e viemos por intermédio de um seu primo para a Alemanha onde vivo feliz com o meu marido e meus filhos já grandes, tendo um deles ter já me dado a alegria de ser avó . Um dia, há alguns de quatro anos, um amigo nosso tinha ido a uma festa de portugueses ver o Tony Carreira a Dortmund. Lá, no meio daquela gente toda, viu um senhor que, disse-me ele, lhe fez lembrar-se de mim porque o
Um dia, há alguns de quatro anos, um amigo nosso tinha ido a uma festa de portugueses ver o Tony Carreira a Dortmund. Lá, no meio daquela gente toda, viu um senhor que, disseme ele, lhe fez lembrarse de mim porque o homem tinha um não sei quê de parecências comigo.
Nós queremos publicar aqui as fotografias que fazem viver as suas recordações das férias, na associação, no trabalho, com os amigos, no restaurante, nas festas, etc. O envio das fotos pode ser feito por e-mail ou por carta (com a garantia de restituirmos todas as fotos que recebermos)
1998
Recordar é viver Este era o grupo folclórico infantil Âncora do Mar (Rheine) em 1998. Muitos dos pequenos já estarão crescidos e olharão para esta foto com muitas saudades e carinho.
homem tinha um não sei quê de parecências comigo. Mas, minutos depois, tinha esquecido esse pormenor embalado pelas cantigas do Tony Carreira. Depois do que me disse esse amigo fiquei muito cismática e, passado dias, esqueci tudo. Foi então que o destino quis que eu vivesse um momento muito estranho e perturbador. Um dia, durante o campeonato do mundo de futebol, desloqueime a Gütersloh para ver um treino dos nossos jogadores portugueses. Era um domingo e o dia estava muito bonito. Havia muitos portugueses que se deslocaram de toda a Alemanha para ver os jogadores. Estávamos, família e muitos amigos, na bancada a festejar enquanto os jogadores treinavam. Até que uma filha minha puxoume pelo casaco e disse, Ó mãe, está ali um homem tão parecido consigo, mas não liguei muito. Insistindo a minha filha dizia que ele estava também a olhar para mim e olhei-o também e tive um bafo no coração porque pareceu-me estar a ver a minha mãe. Fiquei muito incomodada e abalada porque ele continuava a olhar-me. Foi então que o meu marido lhe foi perguntar se nos conhecia já que olhava para nós e, depois, vi o homem a levar as mãos ao rosto e a segurar-se no ombro meu marido e a chegar-se a mim com lágrimas nos olhos e a dizer Minha querida irmã! E eu, aflita, sem saber o que dizer, estava ali
meia parva e a perguntar a mim mesmo se era ele, aquele meu irmão que o meu pai tinha abandonado. Quando o meu marido foi ter com ele e lhe perguntou se nos conhecia de algum lado, o meu irmão disse-lhe que eu lhe lembrava muito uma irmã que ele teve. Depois de o meu marido lhe perguntar de onde é que ele era natural e como se chamava a irmã, confirmou o que ninguém na altura queria acreditar. Foi uma emoção forte. Abandonámos o estádio e viemos para fora. Contou-me então que tinha vindo para Alemanha na companhia de mais dois amigos e que já estava aqui há trinta e tal anos. À vezes o destino é cruel. Outras vezes surpreende-nos com coisas boas. Dou graças a Deus de ter encontrado o meu irmão e hoje a nossa família na Alemanha cresceu muito. Hoje penso muito na minha mãe que nunca imaginou este reencontro estranho com o meu irmão. Sobre o seu passado, a sua história e a sua vida são coisas dele que me escuso a contar. C. Pinto Frankfurt Pedimos aos leitores que nos enviam correspondência para esta rubrica para não se alongarem muito nos textos que escrevem. A redacção reserva o direito de condensar e de trabalhar os textos. Obrigado.
ESCREVA-NOS e conte-nos a história da sua vida Sabemos que há mulheres e homens que desejam comunicar as suas aventuras ou até mesmo histórias sobre a sua vida ou que querem relatar experiências e contar casos de que foram testemunhas ou os principais protagonistas. Todos, uns mais que outros, temos uma história para contar, como por exemplo, como cá chegamos; a nossa dificuldade em compreender a língua; os sonhos que acalentamos para aguentar estar num país tão diferente; o choque cultural, o primeiro dia de trabalho e, porque não, as dificuldades por que passamos. Nós queremos contar a sua vida, o bom e o mau. Escreva-nos como sabe e pode e a sua história poderá ser um valioso testemunho da nossa presença neste país. Não se esqueça de nos enviar as fotografias que deseja ver publicadas. Morada: PORTUGALPOST Burgholzstr.43 44145 Dortmund Fax: (0231) 83 90 351 E mail: correio@free.de
Passar o Tempo
PORTUGAL POST Nº 190 • Maio 2010
CONSULTÓRIO ASTROLÓGICO E-mail: mariahelena@mariahelena.tv TELEFONE: 00 351 21 318 25 91 Por Maria Helena Martins
CARNEIRO Amor: Há uma tendência geral para a melhoria da sua vida afectiva neste período, pode encontrar o amor ou estabilizar num relacionamento já existente. Saúde: Não surgirão nenhumas surpresas nesta fase, no entanto é conveniente manter a vigilância e evitar excessos. Dinheiro: Trabalhe com mais afinco para atingir os seus fins. TOURO Amor: É provável que atravesse um período um pouco conturbado. Procure ouvir a sua voz interior, no silêncio do seu coração encontrará as respostas que tanto procura. Saúde: A sua saúde manter-se-á estável. Dinheiro: Pessoas de grande influência poderão surgir no seu meio laboral. Agarre as oportunidades! GÉMEOS Amor: Sentir-se-á liberto para expressar os seus sentimentos e amar livremente. Viva o amor sem receios e seja feliz! Saúde: Em vez de ter pensamentos negativos, consulte o seu médico se nota que alguma coisa não está bem na sua saúde. Dinheiro: Momento muito favorável sob o aspecto financeiro, saiba aproveitá-lo o melhor possível.
Previsões para Maio de 2010
Amor: evite que a teimosia possa criar malentendidos entre os seus familiares. Saúde: Estará em plena forma física, aproveite para se dedicar a um novo passatempo! Dinheiro: Tudo decorrerá dentro da normalidade na sua vida profissional. Número da Sorte: 23 VIRGEM Amor: Não deixe que os seus amigos que vivem mais afastados se sintam distantes de si, organize um jantar ou uma festa que permita a todos um reencontro. Saúde: tenha alguns cuidados com o seu sistema digestivo. Dinheiro: Tenha atenção no seu local de trabalho com os falsos amigos, pois nem sempre as pessoas que nos sorriem são as mais verdadeiras. BALANÇA Amor: A sua capacidade de entrega e sensualidade estarão em destaque e podem trazer muita animação à sua vida amorosa. Saúde: Sentir-se-á muito dinâmico e determinado, cheio de força de vontade para enfrentar os desafios. Dinheiro: poderá receber uma ajuda da parte de um colega de trabalho.
CARANGUEJO Amor: Esteja atento pois o amor pode surgir na sua vida quando e de onde menos você esperar. Saúde: Neste campo nada o preocupará. Dinheiro: fase pouco favorável, evite despesas que não tem a certeza de conseguir suportar.
ESCORPIÃO Amor: As discussões poderão clarificar algumas dúvidas que estavam pendentes na sua relação de casal. Tenha cuidado com o que diz para não ferir os sentimentos da pessoa amada. Saúde: Deverá cuidar melhor da sua pele. Beba mais água e ponha um hidratante. Dinheiro: Reinará a estabilidade neste campo.
LEÃO
SAGITÁRIO
Amor: Apague de uma vez por todas as recordações do passado que o fazem sofrer. Você merece ser feliz! Saúde: evite tomar medicamentos sem pedir conselho ao seu médico ou farmacêutico. Dinheiro: Esta é uma boa altura na sua vida para fazer uma doação de caridade. Se tem o que lhe basta, ajude quem mais precisa. CAPRICÓRNIO Amor: evite que outras pessoas se intrometam na sua relação afectiva dando primazia ao diálogo frontal e sincero com o seu par. Saúde: procure dar mais atenção à sua saúde, pois na verdade quando julgamos estar bem podemos estar a negligenciar o nosso corpo. Dinheiro: Período pouco favorável a grandes investimentos. AQUÁRIO Amor: Organize uma festa com os seus amigos mais íntimos. O convívio será bastante apreciado por todos. Saúde: Adopte uma postura mais tranquila e verá como a sua saúde melhorará. Dinheiro: procure ser mais tolerante com os pontos de vista das pessoas com quem trabalha. Juntos poderão atingir os objectivos traçados mais facilmente. PEIXES Amor: Não entre em depressão pois tudo na vida tem uma solução e mais cedo ou mais tarde verá resolvidas as questões que o afligem. Saúde: Estará com o sistema nervoso um tanto instável, procure encontrar formas de descontrair e serenar a sua mente. Dinheiro: a sua vida profissional estará dentro da normalidade, não haverá surpresas a este nível.
Endereços Úteis Embaixada de Portugal Zimmerstr.56 10117 Berlin Telefone 030 - 590063500 Telefax 030 - 590063600
Telefone de emergência (fora do horário normal de expediente): 0171 - 9952844 Consulado -Geral de Portugal em Hamburgo Büschstr 7 - 20354 - Hamburgo Tel: 040/3553484 Vice-Consulado de Portugal em Osnabrück Schloßwall 2 - 49080 Osnabrück Tel:0541/40 80 80 Consulado-Geral de Portugal em Düsseldorf Friedrichstr, 20 - 40217 -Düsseldorf Tel: 0211/13878-11;12;13 Vice-Consulado de Portugal em Frankfurt Zeppelinalle 15 - 60325- Frankfurt Tel: 069/979880-44;45 Consulado-Geral de Portugal em Stuttgart Königstr.20 - 70173 Stuttgart Tel. 0711/2273974
Conselho das Comunidades Portuguesas: Alfredo Cardoso, Telelefone: 0172- 53 520 47 AlfredoCardoso@web.de Alfredo Stoffel Telefone: 0170 24 60 130 Alfredo.Stoffel@gmx.de José Eduardo, Telefone: 06196 - 82049 jeduardo@gmx.de Maria da Piedade Frias Telefone: 0711/8889895 piedadefrias@gmail.com Rui Clemente Paz Telefone: 0173 - 5351651 ruipaz@gmx.de AICEP Portugal Zimmerstr.56 - 10117 Berlim Tel.: 030 254106-0 Federação de Empresários Portugueses (VPU) Hanauer Landstraße 114-116 60314 Frankfurt Tel.: +49 (0)69 90 501 933 Fax: +49 (0)69 597 99 529 Federação das Associações Portuguesas na Alemanha (FAPA) Postfach 10 01 05 D-42801 Remscheid Tel.: 02191-26247 (Presidente)
Astrologia, Karma e Felicidade Preço, 20,99 € Autor: Cristina Candeias A astróloga residente do programa "Praça da Alegria", de Jorge Gabriel, tornouse um fenómeno nacional, com as suas previsões em directo. Este é o seu primeiro livro. O livro que nos ensina a atravessar o deserto para encontrar o oásis e a felicidade plena. É necessário reflectir sobre quem fomos, o que somos e o que temos de vir a ser. Só depois de aceitarmos os nossos processos de mudança a vida se nos revelará.
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Quer passar férias no O Tacho Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o filho, que tinha acabado de completar o décimo segundo ano. — Eu tenho uma vaga de assessor, só que o ordenado não é muito bom... — Quanto é, doutor? — Pouco mais de dez mil euros. — Dez mil? Mas é muito dinheiro para o garoto! Ele não vai saber o que fazer com tudo isso. Não tem vaga mais modesta? — Só se for para trabalhar na Assembleia. Meio período. Estão a pagar cinco mil! — Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar por estragar o rapaz. O senhor não tem um emprego que pague uns mil ou até mil e duzentos euros? — Ter, tenho. Mas aí é só por concurso e é para quem tem curso superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito ou Contabilidade, etc. E ainda tem de possuir bons conhecimentos em informática, além de inglês, francês e espanhol fluentes...
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