PORTUGAL POST ANO XIX • Nº 215 • Junho 2012 • Publicação mensal • 2.00 € Portugal Post Verlag, Burgholzstr. 43 • 44145 Dortmund • Tel.: 0231-83 90 289 • Telefax 0231- 8390351 • E Mail: correio@free.de • www. portugalpost.de • K 25853 •ISSN 0340-3718
Vamos lá, Portugal!
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Até onde pode ir a selecção no chamado “grupo da morte”? Págs. 16 / 17
Entrevista
Embaixador de Portugal em Berlim ao PP:
Permanências Consulares já funcionam Pág. 7
www.portugalpost.de
“Não contem comigo para lamúrias” Pág. 5
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PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012
Editorial Mário dos Santos
PORTUGAL POST Agraciado com a Medalha da Liberdade e Democracia da Assembleia da República Fundado em 1993 Director: Mário dos Santos Redação e Colaboradores Cristina Dangerfield-Vogt: Berlim Cristina Krippahl: Bona Joaquim Peito: Hanôver Luísa Costa Hölzl: Munique
Uma boa medida do Governo
C
om um mês de atraso, finalmente parece que começaram as esperadas permanências consulares tal como o Governo prometera. Os portugueses de Osnabrück, Nordhorn, Cuxhaven, Münster, Minden, Meschede, Offenbach, Mainz, Kaiserslautern, Singen, Nuremberga e Munique saem a ganhar com esta medida que vem, sem dúvida, tornar os serviços consulares mais próximos, evitando que os utentes percorram grandes distâncias para tratar da sua vida. Em princípio, as permanências vão praticar todos os actos consulares: cartão de cidadão, passaporte, procurações, actos de registo civil, inscrição no recenseamento eleitoral, etc. É justo que se diga que esta medida é eficaz e que corresponde a um antigo desejo dos portugueses. O Governo vale-se dos avanços tecnológicos para implementar medidas que tem o apoio da generalidade das pessoas.
Correspondentes António Horta: Gelsenkirchen Elisabete Araújo: Euskirchen Fernando Roldão: Frankfurt/M João Ferreira: Singen Jorge Martins Rita: Estugarda Manuel Abrantes: Weilheim-Teck Maria dos Anjos Santos: Hamburgo Maria do Rosário Loures: Nuremberga Vitor Lima: Weinheim Colunistas António Justo: Kassel Carlos Gonçalves: Lisboa Glória de Sousa: Bona Helena Ferro de Gouveia: Bona José Eduardo: Frankfurt / M Lagoa da Silva: Lisboa Luciano Caetano da Rosa: Berlim Marco Bertoloso: Colónia Paulo Pisco: Lisboa Rui Paz: Dusseldórfia Teresa Soares: Nuremberga Tradução Barbara Böer-Alves
Com esta medida, são os consulados que vêm ao encontro das pessoas. Por isso elogiese o Governo e que isto o inspire no sentido de implementar outras iniciativas que consintam a aprovação das pessoas. Quanto a nós, e como já dizemos algures nesta edição do PP, as permanências consulares ficariam completas se os responsáveis dos postos consulares juntassem aos actos consulares o serviço de atendimento social prestado por técnicos sociais de que os consulados dispõem e que, simultaneamente, poderiam prestar esse serviço durante o decorrer das permanências. O encerramento de dois postos consulares veio complicar mais a vida a compatriotas nossos carentes de informação e de apoio social que, por doença ou dificuldades várias, vão estar impedidos de ter acesso a este serviço devido a grandes distâncias que são obrigados a percorrer. Tal como dizemos na página sete, num ar-
tigo dedicado às permanências, se as permanências são concretizadas por uma “questão de justiça”, temos que concluir que o serviço de apoio social é também um acto de justiça que permitirá a prestação de um serviço mais completo que não se traduz apenas em actos consulares. Deixamos aqui esta sugestão que, de certeza, terá o melhor acolhimento entre os responsáveis pelos postos consulares. Uma outra nota, para a qual queremos chamar a atenção, tem a ver com os meios a utilizar para divulgar junto dos portugueses as datas e os locais das permanências. Neste capítulo, o PORTUGAL POST cumpre com esse serviço ao dedicar uma página inteira às informações mais elementares das permanências de todas as áreas consulares. Chama-se ainda a atenção para o sitio da internet www.portal-comunidade .com que também divulga uma lista detalhadas das permanências.
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PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012
MÜNSTER
Share-it-y – caridade a 100%
RHEINE
Força Portugal
Jovem português cria iniciativa que gera solidariedade Mirelle Neto
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edro Pena Carvalho é filho de pais portugueses oriundos de Vila do Conde e nasceu em Nordhorn a 13 de maio de 1984 onde residiu até ingressar na Universidade de Münster, cidade que escolheu para viver após os seus estudos em economia do desporto. Neste momento é dirigente de um centro de Fitness destinado a idosos (“Gesundheitstraining”). O projeto share-it-y nasceu em dezembro de 2011 pelo facto de Pedro Carvalho ter um amigo pessoal, Fred Wettey, cujo pai é rei de uma província de Gana, a província de Awutu. Assim, tendo em mente conceitos como a solidariedade e o amor ao próximo, surgiu a ideia de ajudar os habitantes desta província através da oferta de um contentor repleto de vestuário. Rapidamente surgiram quatro slogans: “love”(amor), “happiness”(felicidade), “hope” (esperança) e “peace”(paz), sendo estes os fios condutores desta organização sem quaisquer fins lucrativos, que não tem dúvidas em reconhecer que apesar da situação atual, o ser humano continua repleto de valores tais como a bondade e a solidariedade. Conscientes de que os jovens de hoje em dia passam muito tempo nas redes sociais, optou-se por usar os social media e as redes sociais, tendo sido criados para a divulgação desta organização um site, http://www.share-it-y.de/, um canal no youtube, o twitter e o Google+, através dos quais se divulgam as diversas iniciativas de share-it-y. É com muito orgulho e uma felicidade resplandecente que Pedro Carvalho durante esta entrevista fala sobre as diversas iniciativas levadas a cabo. No que concerne a primeira iniciativa desta organização que consiste na entrega de um contentor de roupa em Gana, os mentores deste projeto ficaram positivamente surpreendidos com a solidariedade das pessoas, pois para além do vestuário oferecido, houve pessoas que colaboraram na recolha, seleção e triagem da roupa que rapidamente o encheu. A organização promete uma transparência total na entrega. Assim, todo o público em geral poderá acompanhar, não só o percurso, bem como
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Pedro Pena Carvalho, o terceiro a partir da direita. Foto PP a entrega do mesmo, certificandose que todo o vestuário foi entregue e que seguiu o seu devido caminho. “Num futuro próximo gostaríamos de levar outros voluntários a Gana para que também eles possam sentir a felicidade estampada no rosto daqueles que se sentem presenteados com tanta generosidade. Também pretendemos, numa fase posterior deste projeto, levar professores a Gana, bem como enviar livros escolares.”, afirmou Pedro Carvalho. Para além desta iniciativa, também já foram e estão a ser dinamizadas outras, cujo sucesso foi
fazer as pessoas sorrir através de cartazes em que estavam sorrisos. Pedro Carvalho afirmou que “quisemos demonstrar às pessoas que sorrir dá prazer e que é importante sorrir!” Também esta iniciativa teve uma excelente resposta por parte da população local. Numa escola primária em Münster, foi lançado um desafio solidário às crianças e que consiste em colocar aquilo que quiserem oferecer numa caixa de calçado. “É necessário incutirmos valores tais como a solidariedade e o amor ao próximo. Não há nada como relembrarmos a criança que
e está a ser evidente: “Ich denk an Dich” consiste em reaproximar dois jovens que estão distantes. Numa fase inicial será enviado um vídeo de um amigo ao outro para que posteriormente, e com o fator surpresa, se possam voltar a juntar os dois. Na cidade de Hamburgo levou-se a cabo a iniciativa “Smile for me” que consistiu em
um simples brinquedo pode deixar alguém que nada ou pouco tem muito feliz. É preciso fazermos bem uns aos outros.”, afirmou Pedro Carvalho. Quando confrontado com a questão que se relaciona com as dificuldades na concretização deste projeto, a resposta sorridente foi a de que “o dia só tem 24 horas e nós queremos mostrar
quem somos e o que queremos fazer. Faltam-nos patrocinadores… Necessitamos do apoio de empresas! Já fomos contactados pela rádio e televisão alemãs que pretendem ajudar a divulgar este projeto! As pessoas podem também contribuir através de um simples clique nos nossos vídeos no youtube, mas para que este clique conte efetivamente como donativo, é necessário que a pessoa subscreva o canal e que tenha uma conta no youtube. Através destes cliques angariamos mensalmente entre 20€ e 30€. De qualquer modo, a ideia consiste em partilhar este projeto, levando-o ao maior número possível de pessoas para que em conjunto possamos praticar o bem. Para já podemos afirmar que as nossas expectativas foram ultrapassadas a 100%, pois o feedback das pessoas foi enorme.” Pedro Carvalho terminou esta entrevista confessando que, “quanto ao futuro, gostaríamos que esta organização continue a mostrar que se pode partilhar sem que se tenham quaisquer fins lucrativos, dando-se supremacia a valores humanos!” www.share-it-y.de Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico
Nos próximos dias 9 e 10 de junho de 2012, realizar-se-á na Associação Portuguesa de Rheine o “Sommerfest 2012”, o festival de verão, que visa acompanhar o jogo entre a seleção portuguesa e a selecção alemã e promover o convívio entre famílias. Este festival terá o seu início no dia 9 de Junho às 17h00. Irá haver diversas iguarias, que lhe permitirão desfrutar de especialidades grelhadas, bem como da cozinha portuguesa. Poderá assistir ao jogo ao ar livre, e, após o mesmo seguirse-á uma “After Game Party” que contará com a animação do DJ Ricardo Gomes.
Vamos apoiar a nossa seleção! No dia 10 irá haver grelhados da parte da tarde! Não falte, pois contamos consigo! Associação Portuguesa de Rheine Stoverner Str. 47 48431 Rheine
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Nacional & Comunidades
PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012
Remessas de emigrantes portugueses estagnaram em 2011 Em termos médios, cada cidadão a viver no estrangeiro só enviou 240 euros As remessas dos emigrantes portugueses em 2011 praticamente estagnaram relativamente ao ano anterior, atingido 2.430 milhões de euros, segundo dados divulgados esta semana pelo Banco de Portugal (BdP) e citados pela Lusa. Este valor representa um aumento de apenas 0,2%relativamente às remessas de 2010. Ainda assim, é o segundo ano consecutivo em que as remessas de emigrantes aumentaram; em 2009 e em 2008, o valor das remessas dos emigrantes chegou mesmo a cair. Em valor nominal, as remessas dos emigrantes portugueses atingiram o nível máximo em 2001: 3.737 milhões de euros. No entanto, nessa altura as remessas tinham já um peso relativo bastante menos importante que nas décadas de 1970 e 1980. Segundo dados do BdP apresentados pela Pordata, em 2001 as remessas representavam 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) português; em 1979, chegaram a valer 9,6% do PIB. Nos últimos anos, o peso das remessas de emigrantes tem sido progressivamente menor: desde 2008 que tem estado nos 1,4%. Com base em números do Instituto Nacional de Estatística, a Lusa calculou que as remessas de 2011 também terão representado uma fatia de 1,4% do PIB.?? Ainda segundo os números do BdP, o saldo entre remessas de emigrantes e imigrantes diminuiu em 2011, embora a redução também tenha sido
euros). Remessas de imigrantes para o estrangeiro crescem 3%
pouco significativa. As remessas dos imigrantes em território português aumentaram de 567 milhões em 2010 para 586 milhões de euros no ano passado. O saldo continua positivo em 2011 para as contas portuguesas: 1.845 milhões de euros, mas reduziu-se 0,75% em relção ao ano anterior. Contas feitas, o montante das remessas enviadas pelos emigrantes portugueses o ano passado foi equivalente a 240 euros por cada cidadão residente em Portugal. Por países, Angola já é a terceira principal origem das remessas de emigrantes portugueses, tendo sido a fonte de 147 milhões. Nos números do BdP, as remessas dos portugueses em Angola estavam assim em 2011 já bastante acima das
recebidas de destinos tradicionais da emigração portuguesa, como os Estados Unidos (130 milhões de euros), a Alemanha (113 milhões), o Luxemburgo (68 milhões) ou o Canadá (40 milhões). No entanto, as principais fontes de remessas de emigrantes continuam a ser a França e a Suíça. Estes dois países representaram mais de metade dos valores enviados para Portugal em 2011: 868 milhões de euros no caso da França, 681 milhões de euros no caso da Suíça. Os países da União Europeia continuam a representar um pouco mais de metade das remessas dos emigrantes portugueses, mas o valor das transferências intracomunitárias reduziu-se de 2010 (1413 milhões de euros) para 2011 (1354 milhões de
Quanto às remessas que os imigrantes de outras nacionalidades em Portugal enviam para os seus países, a Lusa destaca os brasileiros, cujas remessas caíram quase 10% em 2011, mas o Brasil continua a representar quase metade do total das transferências de estrangeiros residentes. Em 2011, o fluxo de remessas enviadas por imigrantes estrangeiros para fora de Portugal cresceu 3,2% relativamente ao ano anterior, para 585,6 milhões de euros. Deste montante, 47,4% refere-se às remessas de imigrantes brasileiros, o equivalente a 277,5 milhões de euros. Em 2011, o segundo maior destino das remessas foi a China, com 63,6 milhões de euros, 10,9% do total. Houve um grande aumento nas remessas de imigrantes chineses nos últimos anos: em 2008 eram 10,6 milhões de euros, em 2010 eram 21,7 milhões e em 2011 chegaram aos 63,6 milhões. Em terceiro lugar na lista de destinos das remessas de imigrantes aparece a Ucrânia (48,9 milhões, 8,4% do total), seguindo-se a França (20,9 milhões, 3,6%) e a Roménia (19,3 milhões, 3,3%). Ainda segundo os dados do BdP, as remessas para países africanos de língua portuguesa representaram 36,9 milhões de euros, 6,3% do total.
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Ensino:
Governo estuda isenções e reduções à propina anual para filhos de emigrantes O Governo está a estudar um conjunto de isenções e reduções à propina anual de 120 euros que os filhos dos emigrantes terão que pagar pelas aulas de português no estrangeiro no próximo ano, disse fonte oficial. „A nossa intenção é resolver todos os problemas que pudermos. Questões que se prendem com o modo de pagamento [da propina], situações específicas de famílias monoparentais (…) há várias matérias que estamos a avaliar“, disse o secretário de Estado das Comunidades, adiantando que todas as isenções e reduções constarão de uma portaria a publicar em breve. Citado pela Lusa, José Cesário disse haver “um decreto que vai habilitar o Governo para poder proceder ao pagamento da propina e depois há uma portaria regulamentadora que vai definir os valores que variam de caso para caso - e
permitir efectuar os pagamentos“, disse o governante, lembrando que já está contemplada a redução de propina para os filhos de pais desempregados. „Estivemos a analisar a preparação do próximo ano lectivo. Procurei alertar tanto quanto possível para a necessidade de corrigir alguns problemas deste ano e darmos as respostas indispensáveis pelo menos nas zonas onde há mais crianças inscritas, tentando utilizar da melhor forma possível os professores que vamos ter no próximo ano“, disse Cesário. O Governo determinou que os alunos que pretendam frequentar aulas de português no ensino paralelo no estrangeiro no próximo ano lectivo são obrigados a fazer uma pré-inscrição online, passando a pagar uma propina anual de 120 euros, medidas contestadas por sindicatos, pais, professores e repre-
sentantes das comunidades, que temem que a medida dite o fim do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE). O período de inscrição decorreu entre 30 de Março e 27 de Abril, tendo-se registado ‘online’ 25.966 alunos, segundo dados oficiais. Com inscrições em papel ainda por introduzir, o Governo estima que o número final ultrapasse os 26 mil alunos, menos 9.000 do que os 35 mil alunos que compunham o universo a que se dirigia esta inscrição. A propina de 120 euros aplicase apenas aos alunos do ensino paralelo, deixando de fora os dos cursos integrados nos sistemas de ensino locais e os pais desempregados (20 euros por aluno), com dois filhos inscritos (80 euros por aluno) e com três ou mais filhos inscritos (75 euros por aluno) beneficiam de reduções na propina.
TRABALHO Emigrantes querem que Governo faça campanha sobre livre circulação Sindicalistas portugueses radicados em vários países da Europa exigiram que o Governo português faça uma „ampla divulgação dos direitos“ resultantes da livre circulação de trabalhadores na Europa, em particular junto dos emigrantes. A medida faz parte de um conjunto de reivindicações expressas numa resolução que a CGTP e a sua congénere Luxemburguesa, OGBL, vão apresentar ao Governo português, ao Presidente da República, à Assembleia da República e às autoridades europeias, no sentido de acautelar os direitos dos emigrantes e a liberdade de circulação dos trabalhadores. A resolução foi aprovada no 3.º Encontro de Sindicalistas e Dirigentes Associativos na Europa, realizado no Luxemburgo, promovido pela CGTP e a OGBL. O documento, que sintetiza a discussão de dois dias de trabalhos, faz o enquadramento da situação económica, política e social portuguesa, salientando o agravamento do desemprego e das desigualdades, que estão a levar os portugueses a emigrar, muitas vezes sem condições de trabalho dignas. „Ainda que os portugueses sejam considerados cidadãos comunitários e com direito à livre circulação, o facto é que os emigrantes portugueses têm visto a sua situação económica e social agravar-se“, diz a resolução. Por isso, os sindicalistas presentes no Luxemburgo reivindicam um conjunto de 28 medidas, nomeadamente „a defesa intransigente dos interesses“ das comunidades portuguesas por parte do Estado português. A expansão do ensino do português e a adequação da rede consular às crescentes necessidades das comunidades emigrantes são outras das reivindicações. PUB
Entrevista
PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012
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Embaixador de Portugal na Alemanha, Luís DʼAlmeida Sampaio ao PP:
“Mas não contem comigo para lamúrias” “Vamos fazer diplomacia económica e melhorar a imagem do nosso país na Alemanha” – foi com esta frase que Luís D’Almeida Sampaio iniciou a sua missão de Embaixador na Alemanha em 1 de Abril de 2012. Um embaixador com um currículo marcado por sucessos em missões difíceis e que chegou a Berlim com uma agenda ambiciosa: criar uma nova dinâmica entre Portugal e a Alemanha, entre os portugueses e os alemães, e operar mudanças de mentalidade. Recebeu-nos gentilmente na Embaixada para conversarmos sobre o modus operandi da sua missão. Quais são os principais objectivos da missão do Senhor Embaixador na Alemanha? Os principais objectivos prendem-se com passar a mensagem de que Portugal é uma história de sucesso. E para isso é necessário criar uma dinâmica que promova efectivamente a diplomacia económica que passa também pela expansão da presença cultural portuguesa na Alemanha. Queremos pôr a embaixada cada vez mais ao serviço dos portugueses que aqui vivem e trabalham. Numa altura em que Portugal se encontra nas mãos de entidades estranhas ao país devido à situação de crise económico-financeira, o que é que o Senhor Embaixador poderá fazer para tentar alterar a imagem de Portugal como país resgatado e com fama de ser um pouco como a Grécia? Porque é esta a imagem que os Media alemães estão a passar aos seus leitores. Portugal e o seu destino estão, como sempre estiveram, nas mãos dos portugueses. Somos uma nação antiga e um povo com raízes profundamente ancoradas na história e somos uma nação homogénea. Quanto à imagem de Portugal, mesmo os observadores mais críticos, sabem que nós não temos nada a ver com outros exemplos menos bem-sucedidos. Temos que vencer a crise económico-financeira e que nos apanhou impreparados porque não tínhamos feito as necessárias reformas estruturais nas últimas décadas. Não é possível haver crescimento económico sustentado sem finanças em ordem. No entanto, temos condições políticas únicas porque todos os partidos do arco da governação reconhecem a necessidade de assumir compromissos com as instituições financeiras internacionais para depois de pôr as finanças em ordem relançar a economia. Por outro lado, temos um consenso social notável. Isto é importante para a Alemanha porque, como principal motor da economia europeia, é um país que só tem a ganhar com uma história de sucesso no sul da Europa. E isso é também do superior interesse da UE que precisa de uma história de sucesso. Repare que a discussão em torno do Euro não é inocente porque há muitos interesses em jogo e esses interesses não são do nosso interesse. Como embaixador represento o Estado e, por isso, a minha visão vai para além do debate político-partidário quotidiano e é uma perspectiva de médio e de longo prazo. Iniciámos uma nova imagem nas redes sociais, facebook e twitter, temos uma Newsletter económica em alemão destinada aos decisores económicos e que tenta descrever esta caminhada de Portugal rumo à recuperação econó-
mica. Do ponto de vista económico, queremos atrair mais investimento alemão para Portugal, mencionando histórias de sucesso de clusters portugueses. Concordo consigo em que temos um défice de imagem. Portugal hoje em dia nada tem a ver com o país que éramos há trinta e cinco anos atrás. E é essa imagem do Portugal moderno, inovador, capaz de competir com os melhores do ponto de vista tecnológico que tem de se vender. O termo competir, competitividade, é a chave - porque numa economia global ou somos competitivos ou morremos. O que é que o Senhor Embaixador entende por diplomacia económica? Poderia explicar sucinta e simplesmente aos nossos leitores? A diplomacia económica é pôr a nossa diplomacia ao serviço do desenvolvimento económico de Portugal e das empresas portuguesas. A diplomacia é networking, é relações públicas, é a criação de redes de contactos, é a possibilidade de promover os produtos e os sectores, e isto só é possível integralmente quando partir de uma política concertada e de uma estrutura criada para o efeito. Por isto, a AICEP foi colocada em fusão com as instituições tradicionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros sob a alçada do mesmo ministro. Pego no que o Senhor Embaixador acabou de dizer, para lhe perguntar como se pode reforçar as exportações de Portugal para a Alemanha? Reforçar procurando que os produtos portugueses encontrem o caminho progressivamente acrescido do mercado alemão. Nós temos empresas que rivalizam pela sua qualidade com as melhores empresas do mundo em vários sectores. Na sua opinião, como é que os portugueses residentes na Alemanha podem contribuir para tornar os produtos portugueses atraentes? Consumindo coisas portuguesas. Eles é que são os agentes do quotidiano no seu relacionamento com os interlocutores alemães e são os agentes dessa nova imagem de Portugal. O Embaixador sozinho poderia pouco se não fosse apoiado pela presença da comunidade portuguesa e também pelos portugueses mais qualificados e representativos que aqui temos. O vosso jornal é um instrumento importantíssimo para veicular a imagem de Portugal porque chega a muita gente. Transmite imagens escritas, fotográficas e mentais que têm impacto sobre as pessoas. Como é que o Senhor Embaixador se vai aproximar e dialogar
Eu não a vejo como uma propina, nem sei de onde veio a terminologia propina, e julgo que tecnicamente não há nada que justifique a utilização dessa palavra.
Embaixador de Portugal na Alemanha, Luís D’Almeida Sampaio Foto: PP com a comunidade portuguesa na Alemanha? Na primeira semana da minha missão, fui a Düsseldorf e a Estugarda onde estive com representantes das comunidades portuguesas. Já tinha estado aqui em Berlim com representantes das comunidades. Procurei sobretudo passar a mensagem que estou à inteira disposição da comunidade portuguesa. Queria ainda dizer que os consulados e a embaixada estão ao serviço das comunidades portuguesas, em perfeita sintonia e à escuta daquilo que são as suas necessidades, preocupações e anseios. Mas não contem comigo para lamúrias. Como vê a questão do ensino do português aos luso-descendentes na Alemanha? Apercebi-me das questões que se levantam sobre a questão da mudança que está em curso. Evidentemente, todas as alterações suscitam interrogações. Aquilo que tem que haver é diálogo, fazer ajustamentos, ir ao encontro das dificuldades de uns e de outros, introduzir alterações - e vamos encontrar uma forma de obter os melhores resultados. Como vê a questão da propina? Eu acho que não se trata de uma propina. Trata-se de uma contribuição, sobretudo para a certificação dos diplomas e para melhorar a qualidade do ensino. Estamos a falar de um valor de dez euros mensais por aluno. Evidentemente que, para uma família com dificuldades financeiras e com muitos filhos, pode representar uma carga significativa. Mas nesse caso as autoridades portuguesas cá estão para ajudar a fazer face às dificuldades. Do ponto de vista objectivo, para a esmagadora maioria das famílias, não é um encargo financeiro que se possa con-
siderar exagerado tendo em vista os fins que se pretende alcançar. Uma medida nova como esta que implica encargos está sujeita a debate. Foi isso que encontrei no meu encontro com os professores – uma atitude de seriedade e de diálogo. Os professores merecem-me o meu maior respeito também pelo apoio dado aos encarregados de educação neste processo. Por outro lado, é importante que os portugueses não percam as suas raízes e isto é uma preocupação do Estado, mas sobretudo uma preocupação dos próprios. E por outro lado também da política económica! Porque se a segunda e terceira gerações continuarem em contacto com a língua portuguesa, isso resultará automaticamente na manutenção do contacto com a cultura portuguesa, no eventual desejo de viajar para Portugal e de consumir produtos portugueses! Esse aspecto é relevante! Senhor Embaixador, não lhe parece que estes 120 euros poderão alienar uma parte dos luso-descendentes do nosso país? Afinal já Fernando Pessoa o tinha reconhecido na frase “a língua portuguesa é a minha pátria”! Francamente acho que se a questão fosse uma contribuição de dez euros por mês para preservar a qualidade do ensino do português no estrangeiro e a certificação de diplomas, que se estaria a falar de um montante simbólico. Mas o que as pessoas vêem como uma propina, o Senhor Embaixador acabou de explicar de uma forma que não cai nessa classificação!
Actualmente existe uma petição contra essa “propina”, designemos assim para facilitar a sua compreensão, e há mesmo um movimento contra a “propina”, extremamente activo, que se socorre de um direito fundamental da constituição portuguesa - o direito à educação. Este é mesmo um dos argumentos de maior peso daquela luta. Esses debates são normais em sociedades democráticas como a nossa. Sempre partindo do princípio que as coisas que eu disser e fizer, fá-lo-ei sempre numa perspectiva de seriedade. E, desde que as pessoas aceitem esse princípio, todo o debate é possível e as soluções são encontradas na base do debate e do diálogo. Está para quando a construção da nova Embaixada? Temos um terreno mas julgo que neste momento está fora de causa construir a embaixada em Berlim. Eu até acho que seria o sinal errado num momento em que Portugal tem o programa de ajustamento que tem e está a cumpri-lo de uma forma determinada. E aquilo que é indispensável transmitir é uma imagem de seriedade e de contenção. Em que moldes se vai realizar o dia 10 de Junho deste ano? Os consulados gerais vão ter as suas festas e nós aqui vamos organizar a comemoração do dia nacional. Não vamos fazê-lo no dia 10, mas no dia 5, porque vamos aproveitar o facto de a TAP começar a voar directamente de Lisboa para Berlim, o que está garantido a partir de Schönefeld. Vamos ter oportunidade de fazer um sorteio de bilhetes de avião da TAP para comemorar o voo inaugural. É minha intenção a partir do próximo ano tentar organizar na Alemanha uma festa oficial única e fora de Berlim, ou seja, descentralizar os festejos. Quando falo da dimensão cultural não é apenas o que a embaixada pode fazer porque os nossos meios são limitados. O que me interessa é promover as sinergias e complementaridades entre aquilo que a embaixada pode fazer e todos os agentes que na Alemanha promovem a cultura portuguesa. A minha ambição é pôr-me ao serviço dessas iniciativas como facilitador e procurar promover essas várias complementaridades. Queremos reunir interesses comuns e dar uma boa imagem de Portugal. Cristina Dangerfield-Vogt (entrevista abreviada por motivos editoriais)
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Crónica Por Glória Sousa
Disparo de patriotismo
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á quem tenha pelo futebol uma paixão imprópria para cardíacos e há a quem o mundo da bola lhe passe ao lado, mas a uns e outros une a emoção de um futebol, aquele que é o da selecção nacional. Porque na verdade, este é um tipo diferente de futebol. Quando o colectivo das quinas entra em campo, ficam fora das quatro linhas as quezílias clubistas e a colorida onda de apoio propaga-se das bancadas dos estádios às ruas, praças e às casas de cada família portuguesa. Os jogos da equipa lusa despertam uma emoção única, difícil mesmo de compreender, um sentimento de pertença a um colectivo, envolvido quanto baste pelo sabor da competição e peneirado pelo entusiasmo de quem se bate por uma conquista, que por vezes chega a tocar a euforia. Porque eufóricos são os portugueses quando se trata de defender as suas gentes e terras. E se fossem necessárias provas bastaria recordar, por exemplo, no Europeu de 2004 organizado por Portugal, as longas marchas de adeptos, muitos deles em motas que seguiam fielmente o autocarro dos jogadores nas suas deslocações aos estádios; ou as bandeiras que for-
raram de verde e vermelho as varanque o carinho pela pátria dispara neste Europeu. Até porque, além de das das casas. E é também nas comquando se está fora, como se se tratalento e sorte, a nossa selecção vai petições internacionais de futebol que tasse de um inconsciente pedido de precisar certamente de um grande os portugueses enchem o peito e gandesculpas à nação por tê-la quase que apoio de bancada para passar o chaham fôlego para entoar orgulhosatrocado por outra, redimindo com os mado “grupo da morte”, no qual vai mente o hino, tantas vezes silenciado pulmões cheios de “força Portugal” o enfrentar as temíveis Alemanha, Hoem momentos teoricamente de maior pecado de uma espécie de traição nelanda e Dinamarca. solenidade. cessária. Cá fora, gritar pelos protagoE vamos usar e abusar do entusiCom a aproximação do Euro nistas do futebol português não é mais asmo já a 9 de Junho, no jogo de 2012, recomeça a desenhar-se este cedo que uma maneira de aproximar as estreia de Portugal no Euro 2012 nário de apoio. Em breve, os porturaízes do solo português e de demonsfrente à poderosa Alemanha, que é gueses vestem as camisolas, trar aos portugueses da terra que cá também uma forte candidata ao título. penduram novas bandeiras às janelas fora lutamos por eles. E o patriotismo Em solo germânico, urge entre os pore enchem de entusiasmo as praças em terras alheias estoira-se no calor tugueses a necessidade de torcer pela onde se assiste fervorosamente nossa selecção, de forma a colaos jogos nos ecrãs gigantes. Perante os dissabores da crise, do matar a nossa numérica minoMas o entusiasmo pela seria. E é precisamente o aumento dos preços, de taxas de encontro inaugural aquele que lecção não conhece fronteiras desemprego e de dificuldades nas traz mais expectativas. Pois e, por isso, estende-se muito além da nossa “ocidental praia famílias portuguesas, o Euro surge como será a partir dele que vai correr Lusitana”. Como sabemos, tra- uma fonte revitalizadora do espírito. É tinta para contar, criticar ou dicionalmente, as comunidanecessário apoiar a nossa equipa para elogiar os desempenhos dos des de emigrantes portugueses jogadores e as opções do selecdão um forte apoio ao co- que ela possa revigorar o imaginário do cionador Paulo Bento. Aliás, lectivo nacional, levando para nosso povo. como é normal, não vão faltar os estádios a força e a motivatreinadores de bancadas, de ção dos seus compatriotas que, em dos estádios e nas improvisadas festas sofás e de esplanadas, que serão procasa, esperam e desesperam por vitódos cafés e esplanadas onde os olhos vavelmente os epicentros dos “vivas” rias. São quase como os embaixadocolam ao televisor e as unhas minao futebol. Numa e noutra cidade, de res de bancadas, das mensagens de gam. bandeira e cachecol das quinas em apoio dos portugueses. A energia e a umbilical fé dos punho acredito que os portugueses se Na verdade, tenho a sensação de portugueses vão voltar a disparar vão juntar e transpirar todo o patrio-
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tismo porque juntos somos mais fortes, principalmente em terreno adversário. E neste Europeu, talvez mais do que nunca, os jogadores precisam do apoio lusitano. É que, este ano em particular, a selecção vai em serviço à pátria. O país anseia desesperadamente por vitórias, por motivos para sorrir e festejar. Perante os dissabores da crise, do aumento dos preços, de taxas de desemprego e de dificuldades nas famílias portuguesas, o Euro surge como uma fonte revitalizadora do espírito. É necessário apoiar a nossa equipa para que ela possa revigorar o imaginário do nosso povo. Mesmo para a classe governativa, as vitórias do futebol colectivo viriam em boa altura. Com o calor do Verão a apertar as atenções de multidões de adeptos para os relvados da Ucrânia e da Polónia, afastava olhares críticos das assombrosas medidas de austeridade e da “troika”. Ganhar é pois, a meu ver, uma necessidade nacional urgente. Mas a tarefa não será fácil para os nossos rapazes. Nessa concretização, cabenos a nós, portugueses, o papel de apoiar para que eles, por uns momentos, nos façam sonhar.
Opinião Carlos Gonçalves
Portugal – o nosso objectivo
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oi-me sugerido que escrevesse um artigo de opinião sobre a Selecção Nacional de futebol. Parece-me um excelente tema para tratar em torno da problemática das comunidades portuguesas pois a equipa de todos nós constitui um dos vínculos fortes da identidade das nossas comunidades. Ao mesmo tempo é o melhor exemplo de que apesar das diferenças, e no futebol são muitas pois a clubite tem muita força, os portugueses unem-se em torno de um só e único objectivo: o sucesso de Portugal através dos jogadores que dão corpo à nossa Selecção. A nossa Selecção é pois uma entidade que congrega as vontades de todos os portugueses independentemente de onde residem e que não distingue, nos apoios que merece, aqueles que vivem dentro ou fora de Portugal e muitos dos seus
sucessos só foram possíveis com o apoio inequívoco dos nossos emigrantes. A Selecção é a equipa de todos nós sem diferenças nem ambiguidades e todos a apoiamos com um desejo comum, o sucesso de Portugal. Este exemplo em que Portugal está primeiro deveria ser alargado a outras áreas. Com efeito, um país que face aos erros de vários anos de governação se viu na necessidade de solicitar um pedido de assistência financeira, tendo como contrapartida um caderno de encargos extremamente exigente, necessitava desta forma de estar e de entender o país para superar as dificuldades que conhece. Infelizmente, aqueles que foram complacentes com esses mesmos anos de governação que nos levaram ao quase colapso, saíram de um silêncio de seis anos
para agora se manifestarem contra tudo aquilo que se faz ou que não se faz chegando ao ridículo de defender a súbita e imediata solução de medidas que foram apresentadas pelo anterior Governo. A intervenção sazonal de alguns vai precisamente ao contrário daquilo que é importante para o país e para as Comunidades Portuguesas. Como exemplo, posso dar o ensino de português no estrangeiro (EPE). Em seis anos o orçamento disponível diminuiu em 50%, os professores tiveram, em 2008, uma redução salarial de 35%. Acresce, que o EPE passou para a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao mesmo tempo que foram nomeados novos Coordenadores do Ensino sem qualquer ligação anterior ao EPE e que apesar de exercerem funções há 3 anos só agora são contestados. Foram de-
finidas redes de ensino sem qualquer trabalho de avaliação das necessidades e que não eram minimamente exequíveis e permito-me sublinhar que durante todos esses anos não existiu qualquer tipo de avaliação ou certificação como se o EPE fosse uma espécie de ensino de terceira oferecido aos “coitados” dos emigrantes. Depois de tanto silêncio surge agora uma atitude diferente criticando-se por criticar e sem valorizar aquilo que é importante e que é a tentativa corajosa de devolver qualidade ao EPE através de um processo de certificação e de avaliação ou seja, garantir a qualidade, o que é a melhor garantia da aposta que o actual executivo, apesar das dificuldades orçamentais, quer fazer no EPE. Certamente, nem tudo está bem. Quem trabalha erra sempre
mais que aqueles que nada fazem mas seria bom que o escrutínio que o actual Governo conhece fosse permanente a fim de ir ao encontro do objectivo final que está para além dos interesses pessoais ou corporativos: Portugal e as Comunidades Portuguesas. Por tudo isto entendi a pertinência da sugestão que me foi feita para falar da Selecção Nacional. Ela é o exemplo claro da coesão nacional e do interesse nacional. Para ela desejo, desejamos, o maior sucesso para o Euro 2012. No entanto, também desejamos nas outras áreas o bem do nosso país e dos portugueses e convinha que todos, independentemente das diferenças de opinião remassem no mesmo sentido para alcançar esse nosso grande objectivo que é o sucesso de Portugal.
Comunidades
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MAINZ
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, Inaugura primeira permanência consular Durante a passagem do Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, por Mainz para inaugurar a primeira Permanência Consular na Alemanha, a 19 de Maio último, o PORTUGAL POST quis saber da boca do responsável do Governo pela tutela das comunidades o modo de funcionamento das Permanências e da máquina que acompanhará os técnicos consulares durante os “consulados ambulantes” que vão permitir aos portugueses tratarem dos seus assuntos consulares bem mais perto das suas residências. “Esta máquina tem um PC num sistema integrado com o respectivo monitor que poderá, como vê, fazer, por exemplo, o cartão de cidadão. O PC recolhe as impressões digitais e a assinatura do seu detentor”, explicava-nos José Cesário enquanto o técnico consular procedia ao tratamento de dados de um utente. José Cesário explicou-nos ainda que o aparelho “reúne o chamado quiosque fixo que já existia nos consulados, o qual está ligado ao sistema informático do registo civil. Os utentes poderão, futuramente, tratar de tudo: actos de registo civil, certidões de nascimento, casamento e óbito, etc”. O que a máquina permite é, segundo ainda José Cesário, “fazer tudo ou quase tudo o que se fazia já
rio.
Cesário durante a experiência piloto em Mainz dentro das paredes dos consulados”, isto é, “fazer a recolha dos dados biométricos para os Cartões de Cidadão e passaportes. Pode ser utilizada também para a obtenção de vistos e, finalmente, tratar dos actos cívicos através do sistema informático do registo civil. Esta máquina pratica os actos que levam as pessoas aos consulados, evitando, assim, as deslocações para tratarem dos seus respectivos assuntos”, explicava-nos. No capítulo dos custos que as permanências consulares vão implicar
para o Estado, José Cesário diz que a medida de introdução das Permanências “não tem a ver exactamente com a questão de contenção de despesa, embora possa representar alguma. Tem, sobretudo, a ver com o objectivo de levar os serviços consulares a mais comunidades”, refere. “As nossas comunidades são muitas e dispersas. Temos algumas com um número significativo de cidadãos longe dos postos consulares. Para podermos cobrir a nossa comunidade toda precisaríamos de 200 ou 300
postos. Isto é completamente impraticável nos tempos de hoje. É mais fácil fazermos assim. O funcionário desloca-se, permitindo acompanhar o próprio fluxo destas comunidades”. Outra das vantagens da máquina é explicada por José Cesário quando nos dá o exemplo do campeonato europeu de futebol que faz deslocar muitos portugueses para assistir aos jogos. “Nesses casos, faremos deslocar um ou dois funcionários com equipamentos destes para tratar de situações de emergência”, diz J. Cesá-
Sobre os meios que o Governo vai empregar para chegar a informação da realização das permanências aos portugueses, J. Cesário diz-nos que os utentes vão poder saber através do portal das comunidades quais os locais e as datas em que estas permanências consulares se realizarão. No caso da Alemanha, também o PORTUGAL POST veicula essa informação como, aliás, o faz nesta edição.. “Eu acredito e não tenho, ilusões que muita gente não terá conhecimento das coisas”, confessa Cesário ao PORTUGAL POST . O Secretario de Estado adiantanos que “há uma orientação dada aos nossos postos, para que, tanto quanto possível, envolverem as associações neste programa e também as missões religiosas, visto terem muita facilidade de contacto com a comunidade e conseguirem transmitir às pessoas quais as datas destas permanências com mais facilidade”. O governante fez questão de sublinhar para, nesta fase experimental, as pessoas evitarem de se dirigirem às permanências sem marcação prévia. Por outras palavras, os utentes devem fazer uma marcação através dos contactos disponíveis para não correr o risco de não serem atendidos. Fernando Roldão,
MÜNSTER Cônsul-Geral de Düsseldorf fala ao PP sobre o início das permanências consulares
“Não hesitem em contactar-me” No passado dia 22 de Maio realizou-se em Münster, na missão Católica desta cidade, a primeira permanência consular da área do Consulado-Geral de Düsseldorf. O PORTUGAL POST esteve presente para acompanhar o decorrer desta experiência piloto, tendo tido o prazer de conversar com a Cônsul-Geral de Düsseldorf, Maria Manuel Durão, que acompanhou a realização da mesma. A afluência foi satisfatória tendo em conta os meios como a permanência foi divulgada, salientando-se os problemas técnicos que obrigaram os presentes a algumas horas de espera para verem tratados os seus assuntos. PORTUGAL POST: Que meios irá utilizar o consulado para divulgar a informação sobre as datas e os locais das permanências? Maria Manuel Durão: Irão ser efectuadas divulgações através de contactos com as colectividades locais, bem como através do Conselheiro, das Missões e do site para o Consulado de Düsseldorf, que está neste momento em estudo.
PP: Qual a importância destas permanências para os portugueses? M.M.D.: As permanências visam permitir uma maior proximidade com a comunidade, principalmente para os cidadãos que residem mais longe do Consulado-Geral de Düsseldorf. Pretende-se, ainda, cobrir as áreas do extinto Vice-Consulado de Portugal em Osnabrück. As nossas metas estão estritamente ligadas à satisfação de atendimento do cidadão através da manutenção da qualidade de atendimento. Desejamos que as permanências consulares correspondam de forma eficaz à necessidade dos pedidos efectuados. PP: Na área consular de Düsseldorf só são realizadas permanências consulares em três localidades. Na área de Estugarda, que tem muito menos utentes, serão realizadas permanências em seis localidades. Qual é a razão que leva o Consulado-Geral de Düsseldorf a realizar apenas três permanências na sua área consular? M.M.D.: A área de Estugarda é maior do que a de Düsseldorf no que diz respeito ao território. Düsseldorf
é só um único estado mas, no entanto, é muito populoso. Para além destes factores, pretendemos garantir, nesta fase inicial, a realização destas permanências para que posteriormente possamos avaliar a sua eficácia e fazer um estudo no que concerne a afluência às permanências, bem como a viabilidade da necessidade, ou não, da realização das permanências em outras localidades, para além destas três iniciais, ainda mais distantes para que haja uma maior proximidade para com a comunidade que reside mais longe do Consulado-Geral. PP: O que espera depois desta
experiência piloto? M.M.D.: Espero que os cidadãos não hesitem em contactar-me e que se esclareçam no sentido de perguntarem quais são os documentos de que necessitam antes de se dirigirem ao local em que se realiza a permanência consular. Acima de tudo, espero que as permanências tenham continuidade e que as pessoas as aproveitem. Obviamente as permanências são um complemento ao serviço prestado pelo Consulado-Geral, mas não o substituem. Ciente das dificuldades com que alguns cidadãos vivem, o Consulado-Geral irá analisar a viabilidade de enviar um dos três técnicos de ser-
viço social de que dispõe para as permanências, para prestar o apoio social àqueles que não têm meios para se deslocar ao Consulado ou que residem mais longe do mesmo. Nota da Redacção Em jeito de conclusão, parece-nos que as permanências consulares ficariam completas se os responsáveis dos postos consulares aliassem os atos consulares ao serviço de atendimento social prestado por técnicos sociais de que os consulados dispõem e que, simultaneamente, poderiam prestar esse serviço durante o decorrer das permanências. Agora que os consulados estão mais distantes, quantos compatriotas nossos carentes de informação e de apoio social vão estar impedidos de ter acesso a este serviço devido à reestruturação da rede consular? Se as permanências são concretizadas por uma “questão de justiça”, temos que concluir que o serviço de apoio social é também um ato de justiça que permitirá a prestação de um serviço mais completo que não se traduz apenas em actos consulares. PORTUGAL POST em Münster
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Comunidades
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Dezenas manifestaram-se em Estugarda Osnabrück tem um contra propina para alunos de Português GRAND CAFE Mais de 50 de portugueses e luso-descendentes manifestaram-se, em Estugarda, por um ensino da língua materna gratuito e de qualidade e contra o pagamento de uma propina de 120 euros anuais introduzida pelo governo PSD/CDS. O protesto dos membros de comissões de pais, professores e alunos, convocado pelo Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL) e pelo Movimento para a Defesa do Ensino de Português na Alemanha (MDEPA), percorreu o centro de Estugarda, entre a estação ferroviária e o Consulado-Geral de Portugal, com cartazes contra a introdução da propina e a exigir garantias de continuação do referido ensino. „As pessoas estão indignadas, sobretudo porque acham que deviam ter sido previamente consultadas sobre o valor da propina, que todos consideram exagerado“, disse à Lusa Maria Teresa Soares, professora na Alemanha e secretária-geral do SPCL. „Se os pais dos alunos e as suas comissões representativas tivessem participado no processo de decisão, teria sido possível encontrar uma solução, porque eles estão dispostos a pagar qualquer coisa para que os filhos aprendam Português“, acrescentou a diri-
Paulo Fragão e Vergílio Ferreira acompanhados pelas respectivas esposas
gente sindical. A manter-se a propina, „haverá cursos de Português a fechar, até porque muitos pais se recusaram a fazer a inscrição prévia dos alunos e a pagar a quantia exigida, mas há também muitos que fizeram a inscrição e vão recusar-se a pagar“, alertou Teresa Soares. Após a manifestação, uma delegação dos participantes foi recebida pelo cônsul-geral de Portugal em Estugarda, Manuel Gomes Samuel, a quem entregaram documentação relativa ao protesto. „O Cônsul manifestou compreensão para os problemas que lhe expusemos, mas disse, simultaneamente, que o país está em situação económica difícil“, revelou Teresa Soares. O Governo decidiu este ano que os alunos do pré-escolar, bá-
sico e secundário que queiram frequentar aulas de português no estrangeiro, no próximo ano lectivo, têm que fazer uma préinscrição ‘online’ e pagar uma propina de 120 euros anuais. O período de inscrição decorreu entre 30 de Março e 27 de Abril, tendo-se registado ‘online’ 25.966 alunos, segundo dados oficiais. Com as inscrições em papel ainda por introduzir, o Governo estima que o número final ultrapasse os 26 mil alunos, menos 9.000 do que os 35 mil alunos que compunham o universo a que se dirigia esta inscrição. Na Alemanha, segundo informações recolhidas junto da embaixda o número de inscrições do EPE é 3.553, cerca de 75% do ano passado.
Emigrantes lançam petição contra propina no Ensino do Português no Estrangeiro Emigrantes da promoveram uma recolha de assinaturas para uma petição contra a propina de 120 euros no Ensino do Português no Estrangeiro, que pretendem entregar na Assembleia da República. “Nós achamos que a propina de 120 euros é uma coisa ilegal”, disse Alfredo Stoffel, conselheiro do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) na Alemanha, acrescentando que se trata de uma luta pela manutenção do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE). A recolha de assinaturas decorreu até finais de Maio e a petição será depois entregue na Assembleia da República. De acordo com Alfredo Stofell, “o direito dos filhos dos emigrantes ao ensino de português encontra-se consagrado con-
stitucionalmente (…) e há anos que milhares de crianças e jovens portugueses têm tido o direito à frequência do EPE gratuitamente”. A iniciativa da petição foi do Movimento para a Defesa do Ensino do Português na Alemanha, da qual Stoffel também faz parte, e a recolha das assinaturas foi feita na Alemanha e em outros países como Suíça, Holanda e Luxemburgo. “A petição serve para mostrar à senhora Presidente da Assembleia da República (Assunção Esteves), aos senhores deputados da comissão dos Negócios Estrangeiros que as comunidades estão um bocado apreensivas no que respeita à maneira como o Camões (Instituto de Cooperação e Língua) e a secretaria de Estado das Comunidades está a levar este esse processo do ensino do portu-
guês no estrangeiro”, referiu Alfredo Stoffel. No documento exige-se um debate público sobre o assunto “e a aprovação na Assembleia da República de medidas alternativas às que põem em perigo o direito à manutenção e continuidade de um direito constitucional das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo”. O Governo decidiu que os alunos do pré-escolar, básico e secundário que queiram frequentar aulas de português no estrangeiro no próximo ano lectivo têm que fazer uma pré-inscrição “online”. No caso da Europa, a medida aplica-se aos alunos do ensino paralelo - que não está integrado nos sistemas de ensino locais -, que deverão ainda pagar uma propina anual de 120 euros. Alfredo Stoffel esperava mais de 4.200 assinaturas recolhidas.
Paulo Fragão e Vergílio Ferreira são dois empreendedores portugueses que estão a ter sucesso no ramo da gastronomia com dois projectos empresariais bastante conceituados na cidade de Osnabrück. Em 2004 estes compatriotas abriram um Café Bistro que, graças a um conceito bem definido, cedo começou a ter êxito. Bistro, gelataria e confeitaria, o GRAND CAFE acertou no conceito ao diversificar para ir de encontro às exigências do público . Não destoar no serviço de atendimento, ter um ambiente sóbrio e agradável, aliado ao gosto de servir bem, cedo o GRAND CAFE começou a conquistar os seus clientes que ocupavam e ocupam os seus cerca de 500 metros quadrados sob o olhar atento e profissional dos seus 25 empregados, “por acaso, todos portugueses”, como nos disse um dos gerentes, Paulo Fragão. A história destes dois nossos compatriotas empresários é um tudo nada igual à de tantos outros portugueses que tentaram a sua sorte fora de Portugal. Vieram em 1995 para Osnabrück trabalhar para uma gelataria. Anos depois, o patrão manifestou a intenção de passar o negócio aos dois portugueses porque viu neles o jeito, a arte e o desejo de venceram. E assim foram fazendo o caminho caminhando. Hoje O
GRAND CAFE faz parte do roteiro gastronómico de Osnabrück. Graças à sua diversidade, o GRAND CAFE serve todos os gostos: o de um bom apreciador de um excelente almoço ou jantar; o apreciador de um bom gelado, completando com uma diversificada confeitaria para o lanche ou outros tempos para sabores. Lembre-se que são cerca de 500 metros quadrados o espaço do GRAND CAFE. 200 são para os fumadores que, bem separados do restante espaço, encontram lugar e tempo para o vicio. Naturalmente que servem especialidades portuguesas. Uma delas é o seu famoso frango no churrasco ou, para petiscar, uma tradicional bifana bem portuguesa, entre outros petiscos. Mas nem só de cozinha portuguesa vive o homem. O GRAND CAFE esmera-se e apresenta a quem queira degustar especialidades italianas ou espanholas. O segredo está, como se disse, na diversidade. Por último, os gerentes do GRAND CAFE inauguraram recentemente mais um espaço a que deram o nome de Mediencafe devido à proximidade física com o muito conhecido Neue Osnabrücker Zeitung. Este espaço é café e gelataria que também merece uma visita. Grande Café • Möserstr. 5-6 • 49074 Osnabrück
Embaixada de Portugal atribui bolsas de estudo a estudantes portugueses Com pedido de publicação, recebemos da Embaixada de Portugal em Berlim o nome dos estudantes premiados com bolsas de estudo da DireçãoGeral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas do ano 2011/12. As bolsas irão ser entregues no âmbito da cerimónia dos festejos do Dia de Portugal a realizar no dia 5 de Junho na Residência da Embaixada de Portugal em Berlim 1) Daniel Johannes Schmid - Nota de Abitur 1,0. Curso de Medicina, Universidade de Freiburgo. 2) Nina Cruz Diogo - Nota de Abitur 1,1. Curso de Medicina, Universidade de Heidelberga. 3) Mariana Azevedo Trocado Moreira - Nota de Abitur 1,1. Curso de Engenharia Física, Universidade Técnica de Berlim. 4) Ana Luísa de Almeida Marcelino - Nota de Abitur 1,2. Curso de Medicina, Universidade Humboldt de Berlim. 5) Maria Catarina Serrano Ramos Borges - Nota de Abitur 1,5. Curso de Informática de Gestão, Universidade Técnica de Berlim.
DUISBURG
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Das Lehrwerk „Está bem“ Mit der neuen portugiesischen Rechtschreibung!
iniciativa de cooperação cultural lusófona não podia ter começado melhor! Foi mesmo uma festa! O foyer da VHS Duisburg encheu-se de gente de várias nacionalidades, idades e curiosidades para participar na abertura do primeiro grande evento cultural lusófono na cidade! Produzida pelo Instituto Camões, a exposição Língua Portuguesa – um Oceano de Culturas (uma homenagem aos escritores que com as suas obras literárias representam a língua portuguesa na sua diversidade e criaram, deste modo, um berço comum a numerosas e diferentes culturas) foi o lema escolhido pela VHS Duisburg e o Consulado Geral de Portugal em Düsseldorf para um projeto de cooperação que visa a apresentação dos países lusófonos, nos seus aspetos culturais e geográficos, um melhor conhecimento dos mesmos e a promoção do intercâmbio pessoal. E não poderia ter começado melhor! Em exibição numas mesas adjacentes à exposição estavam adufes feitos com caixas de pizza e enfeitados com motivos portugueses, feitos numa oficina de música que João Martins, do grupo de fado de Coimbra Verdes Anos, fez com as crianças que em Duisburg
As crianças subiram ao palco da VHS Duisburg com os Verdes Anos
estudam o português como língua de origem. Nesta oficina também se cantou Zeca Afonso, temas populares dos Açores e fado. Na abertura do evento, as crianças subiram ao palco da VHS Duisburg com os Verdes Anos, no final do seu simpático e brilhante concerto, e acompanharam o grupo em 3 canções. A sala estava cheia, foi preciso trazer cadeiras extra, havia pessoas sentadas em mesas laterais e muitas em pé. Grande aplauso para todos! Em mais uma iniciativa para ajudar a propagar a diversidade da cultura lusófona dentro e fora da
Alemanha, nesta noite memorável foi ainda apresentado o livro Escritos Lusófonos: literatura e artes na cultura de língua portuguesa (em breve disponível na Editora Varal do Brasil). Organizado por Laura Rodrigues Noehles e para marcar a realização deste evento, o livro conta com artigos de autores atuantes em diferentes áreas culturais, oferecendo uma boa visão geral do cenário lusófono contemporâneo. Este livro propicia uma leitura agradável e informativa para todos aqueles que se interessam pela língua portuguesa. A programação do evento Lín-
gua Portuguesa – um Oceano de Culturas incluíu, ainda, um concerto do grupo Sina Nossa e uma conferência em que Alexandre Martins ilustrou o desenvolvimento da música portuguesa do século passado através de vídeos e textos. O encerramento do evento foi animado pelo músico brasileiro Marcelo da Paz, especializado em Forró, uma tendência musical pouco conhecida na Alemanha. Nestes eventos não faltaram bebidas e especialidades culinárias portuguesas! Há muitos anos que a VHS Duisburg oferece cursos de português! O presente objetivo desta iniciativa conjunta com o Consulado Geral de Portugal em Düsseldorf, porém, tem uma abrangência maior: para além da promoção do ensino da língua, pretende-se criar um espaço regular e contínuo para divulgação e usofruto das culturas de língua portuguesa, em toda a sua diversidade de formas e expressões, envolvendo as comunidades lusófonas residentes na cidade e arredores, e todos aqueles que por estas culturas manifestam curiosidade e interesse. Fiquem atentos à programação dos próximos semestres!
HAMBURGO
Exposição de artista alemã inspirada em obras do compositor Amílcar Vasques Dias A pintora alemã Erdmute Blach inspirou-se no compositor português Amílcar Vasques Dias para uma série de novos trabalhos sobre temas musicais que estão patentes ao público até 12 de de Julho, no Consulado de Portugal em Hamburgo. „Desnudo“, música de Amílcar Vasques Dias sobre poemas e improvisações hispano-árabes, e o ciclo para piano „Lume do Chão Tecido de Memórias e Afectos“, foram as obras em que Erdmute Blach se inspirou para as 26 pinturas e desenhos e os três objectos que integram a mostra. A iniciativa partiu do Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões na Universidade de Hamburgo, com o apoio da representação diplomática em Hamburgo.
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Comunidades
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„Há muitas coisas nas composições de Amílcar Vasques Dias que me tocam, mas para esta exposição concentrei-me, sobretudo, em dois dos seus ciclos musicais“, a artista plástica alemã. Erdmute Blach conheceu o compositor durante uma residência artística na Fundação Obras, em Estremoz, no ano passado, e começou logo a trabalhar, naquela vila alentejana, em obras inspiradas na música de Amílcar Vasques Dias. „Interesso-me muito pela cultura portuguesa, mas acho que o grande tesouro do país são as pessoas, a sua simpatia, e gostaria de voltar a Portugal em breve“, disse à Lusa a pintora alemã. „Aprendi algum Português, mas quero aprender mais e conhe-
cer outros sítios, porque ainda só estive no Alentejo e em Lisboa, por pouco tempo, embora o meu trabalho lá tenha sido muito produtivo“, acrescentou. Erdmute Blach fez também alguns trabalhos sobre a música de Amílcar Vasques Dias inspirada no Cante Alentejano, que não estão na exposição em Hamburgo, por falta de espaço, e espera que esta forma de expressão musical popular seja considerado em breve Património da Humanidade pela UNESCO, quando for apresentada a respectiva candidatura à agência das Nações Unidas para o ensino e a educação. „Seria muito bom que reconhecessem o cante alentejano, que aprecio imenso, como património mundial, enquanto forma genuína
da cultura popular“, disse a artista alemã, de 53 anos, que se formou em Matemática, mas acabou por se dedicar à pintura. A pintora alemã já participou em projectos na Áustria e nos Estados Unidos da América. PUB
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Als erstes Portugiesisch-Lehrwerk für europäisches Portugiesisch berücksichtigt das einbändige Lehrbuch „Está bem“ die Rechtschreibung von 2010. „Está bem“ kann an VHS und Hochschulseminaren, jedoch auch im Selbststudium eingesetzt werden. In 24 Lektionen, die in zügiger Progression bis zur Sprachbeherrschung auf Stufe B2 führen, wird das jeweils neu einzuführende Vokabular anhand von Dialogen und authentischen Texten vorgestellt, grammatische Phänomene werden systematisiert dargestellt und durch ein breitgefächertes, abwechslungsreiches Übungsangebot aufbereitet. Dabei vermittelt das Lehrbuch ein aktuelles, situativ ausgerichtetes Vokabular, das auch die Besonderheiten des brasilianischen Portugiesisch berücksichtigt, und weist gezielt auf klassische Fehlerquellen für deutschsprachige LernerInnen hin. Besonderes Augenmerk legt das Programm auf die soziokulturelle Realität der lusophonen Welt. Teilweise authentische Sachtexte beleuchten gesellschaftliche und historische Aspekte und vermitteln ein differenziertes landeskundliches Wissen. Mit integriertem Vokabelregister und einem umfangreichen Verzeichnis von Verbformen. Zum Lehrbuch sind eine Audio-CD sowie ein Lösungsheft mit integrierter Kurzgrammatik erhältlich Der Autor Joaquim Peito ist Lektor für Portugiesisch an der Georg-August-Universität von Göttingen So urteilt die Presse: «... für die sprachliche Grundausbildung an Universitäten ist es wohl uneingeschränkt geeignet. Ihm sind weitere Neuauflagen ... sowie zahlreiche Benutzer zu wünschen.» Daniel Reimann in «Zeitschrift für romanische Sprachen und ihre Didaktik», 10/08 Joaquim Peito, Está bem! Intensivkurs Portugiesisch, Schmetterling Verlag, 3., überarbeitete Auflage, ISBN 3-89657-872-3
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PP DÁ A CONHECER MAIS UMA PORTUGUESA NA ALEMANHA De algumas edições para cá, o nosso jornal tem vindo a escrever sobre compatriotas que vivem neste país com o intuito de contribuir para fazer um retrato actual da comunidade. Revelamos assim portugueses que, de algum modo, exercem uma ac-
tividade pública nos mais diversos domínios ou que exercem actividade empresarial, sem esquecer personagens cujo trajecto de vida merece ser divulgado por constituir exemplo positivo para todos nós.
Uma conversa com Maria Teresa Duarte Soares, Secretária-Geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas
A vida dos professores está longe de ser cor-de-rosa Maria Teresa Duarte Soares, Secretária-Geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas , é uma mulher forte e determinada, aberta ao um diálogo sem fronteiras, a sua presença enriquece uma casa. Depois de ter leccionado seis anos em Portugal veio para a Alemanha em Outubro de 1981. Uma vez que tinha estudado alemão e pretendia ter uma experiência nova, viria por um ou dois anos, caso não gostasse poderia regressar. Um ou dois tornaram-se trinta anos. O PORTUGAL POST teve o prazer de estar sentado com ela a uma mesa e de lhe fazer algumas perguntas neste momento em que o ensino da língua portuguesa para os filhos dos emigrantes portugueses na Europa está em perigo Por Maria do Rosário Loures, Correspondente em Nuremberga
Desde que saiu de Portugal tem trabalhado continuamente na Alemanha ou já leccionou noutro país estrangeiro? Tive sete anos na Suíça, na área de Zurique. Foi na altura em que na Baixa Saxónia onde eu estava a trabalhar fecharam vários lugares, concorri e fui para a área de Zurique onde havia bastantes vagas. E estive lá sete anos. Agora voltei e estou aqui em Nuremberga, no sul da Alemanha. É do conhecimento do PORTUGAL POST que a professora, sua antecedente aqui em Nuremberga, era funcionária do município da mesma cidade. Algo se alterou através dessa mudança? Eu vim para o lugar da professora Maripaula, que era funcionária das entidades alemãs, colocada por concurso do ministério da educação português porque o estado da Baviera tinha deixado de contratar professores para os cursos de língua materna. Primeiro houve um desenvolvimento positivo, pois abrimos cursos de 10°, 11° e 12° ano (as entidades alemãs terminavam estes cursos no 9°ano) e passou a haver mais horas de aulas para os alunos. Desde a tutela do Instituto Camões a situação piorou, estou como estava a colega anterior, só com um dia para Bamberg, o grupo maior, onde antes tinha 2 dias. Paralelamente à sua actividade como professora é Se-
cretária-Geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas. Gostaríamos de saber o que a levou a dedi-
conseguido através da sua actividade sindicalista melhorar alguns dos problemas existentes? Eu já me dedicava ao sindicalismo em Portugal, era delegada sindical. Aqui continuei, primeiro como membro da Direcção e, desde Maio 2009, como Secretária-Geral. Realmente o trabalho do sindicato é uma sobrecarga, pois só tenho uma redução de horário de 5 horas por semana para o fazer. Mas agrada-me este trabalho porque é um desafio, gosto de trabalhar com legislação, fazer negociação, tentar conseguir melhores condições, e, acima de tudo, apoiar os colegas, porque há mui-
Maria Teresa Nobrega Duarte Soares professora de língua e cultura portuguesa na área consular de Estugarda e secretária-geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL), licenciou-se em Estudos Anglo-Americanos (antiga Filologia Germanica 1977) na Universidade de Lisboa, em 1975 frequentou a Faculdade de letras da Universidade de Siena, absolvendo o curso de língua e cultura italiana para estrangeiros, em 1977 tirou o Certificate of Proficiency in English no British Council de Lisboa e o Curso de Língua e Cultura Italiana da Universita Cattolica dei Sacro Cuore em Milão. car-se ao sindicalismo e sobrecarregar-se com uma actividade dupla? E se tem
tas pessoas que não sabem lutar pelos seus direitos , ou nem sequer sabem que os têm, ou que
têm medo de reclamar mesmo com razão. Quanto a melhorar situações, claro que sim! Mas o trabalho sindical muitas vezes só tem resultados a longo prazo. Em 2009 conseguimos actualização salarial dos vencimentos e subsídio de refeição para os professores de português no estrangeiro, com retroactivos. Deu-me prazer conseguir isso, porque andámos 5 anos a lutar pelo subsídio de refeição, que todos os professores em Portugal sempre tiveram. Quais os projectos para o seu futuro? O meu futuro, que obviamente está ligado ao futuro do meu lugar de trabalho aqui na Alemanha, apresenta-se incerto. Estamos a atravessar um período de enorme instabilidade e insegurança, de que muitos professores ainda não se aperceberam completamente. O futuro do EPE (Ensino da Língua Portuguesa no Estrangeiro) está ameaçado e também os nossos postos de trabalho, assim como a continuação das aulas para os nossos alunos. Depois de tantos anos no estrangeiro, e de ter uma ligação tão forte a este ensino, não gostaria de ir para a minha escola em Portugal. Além disso, lá a vida dos professores está longe de ser cor-de-rosa. Quando acabar este período instável, tenho a intenção, se o tempo e as condições permitirem, começar um trabalho de pesquisa sobre a mulher portuguesa na emigração. Já há muito tempo que arrasto comigo essa ideia, mas falta-me tempo para a concretizar. A viver desde há trinta anos na Alemanha, casada com um cidadão alemão onde pensa passar os dias da sua vida quando a reforma bater à porta? Como nem eu nem o meu marido gostamos de fazer planos à pressa, vamos com calma. Se vamos ficar aqui, em Portugal, ou “cá e lá”, depende de muitos factores, incluindo o desenvolvimento da situação económica e social no nosso país.
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Comunidades
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Miss Portugal Alemanha
O Cabeleireiro Victor Rodrigues e sua equipa que pentearam todas as misses.
Leta Braz, estilista que confeciomou os vestidos para o desfile
Cônsul-Geral de Portugal no acto da coroação da vencedora
Wiesbaden elegeu as mais belas Apontamentos à margem
Fernando Roldão, Correspondente
A comunidade portuguesa de Mainz esteve muito activa entre os dias 17 e 19 da Maio de 2012. Dias antes, a azáfama já se fazia sentir para que nada faltasse quando fossem recebidos centenas de portugueses para mais um salutar e excitante convívio. A União Desportiva Portuguesa de Maiz (UDP) voltou a dar mostras de uma vitalidade extraordinária, sobretudo através do grupo Marias Corações Portugal, a “célula” da cultura dentro da UDP, presidida pelo senhor Agostinho. O programa era tentador e a ansiedade tomava conta de todos, esperando o subir do pano, o acender das luzes multicolores e as vozes dos apresentadores. O cenário estava montado. Teria sido bom que representantes de outras associações pudessem ter estado presentes para levarem para as suas este exemplo de entusiasmo e dinamismo: a eleição da Miss Portugal Alemanha, desfile dos candidatos/as ao título de Princesa e Princípe 2012, entrega de prémios, jantar e baile com a banda “Segura-te”. As presenças do Secretário de Estado das Comunidade Portugueses, José Cesário, e do CônsulGeral de Portugal em Estugarda, Manuel Gomes Samuel, davam um toque solene e de reconhecimento por parte das autoridades portuguesas a uma das iniciativas. Primeira permanência consular na UDP Para além dos momentos lúdicos, estava patente em muitos rostos o desejo em conhecer a funcionalidade da máquina que vai ser a estrela das chamadas permanências consulares, uma iniciativa do Governo para colmatar o encerramento de alguns postos e trazer
As senhoras da Marias Corações Portugal (da esq,) Irene Falcão, Maria do Céu e Andreia Abrantes.acompanhas por José Cesário e Cônsul em Estugarda, Gomes Samuel
Da esquerda para a direita: nº 2 Ana Patricia Mota, Miss Simpatia, nº 3 Jessica Mobre, 2ª Dama de Honor, nº6 Mariana Duarte, 1ª Dama de Honor, nº 8 Sara Peliteiro, Miss Fotogenia, nº 9 Miss Portugal Alemanha Daniela Bareira.
o consulado mais perto do cidadão, evitando muitos quilómetros de deslocação e horas de trabalho perdidas. (Ver reportagem na página sete sobre este assunto) Eleição da Miss Portugal - Alemanha Mas a grande iniciativa teve como palco o Parkcafe na Wilhelmstrasse, com o parque paisagístico Warmer Damm como pano de fundo, na cidade de Wiesbaden, cidade termal e capital do estado de Hessen. O pontapé de saída começou com o desfile das candidatas ao título de Miss Portugal Alemanha de onde sairia a representante da Alemanha à pré-selecção do concurso Miss Portugal 2012, em que participarão candidatas oriundas do continente, das regiões autónomas da Madeira, dos Açores e das Comunidades Portuguesas que decorrerá entre os dias 5 de Julho e 29 de Julho de 2012. As dez candidatas desfilaram
ante uma vibrante plateia e para um júri composto por seis elementos, a saber: a estilista Leta Braz, o empresário Carlos Braz, o cabeleireiro Victor Rodrigues, a jornalista Rita Almeida, Alcina Barros, membro da Marias Corações Portugal e o PORTUGAL POST, na pessoa do seu correspondente em Frankfurt , Fernando Roldão. A missão do júri foi difícil e nada “pacifica”, tal era a beleza das candidatas. O desfile decorreu nos moldes tradicionais, sendo que o ponto mais alto aconteceu durante o desfile em que as candidatas trajavam de vestido de noite, todos confeccionados com materiais recicláveis pela estilista Leta Braz e penteadas pelo cabeleireiro Victor Rodrigues e sua equipa. Enquanto o júri decidia, o jovem cantor português Vasco Fernandes e o Grupo de Dança Generation da UDP de Mainz abrilhantaram o espectáculo apresentado por Andreia Barros e Car-
los Saraiva. As sonhadoras Jessica Almeida, de Mainz, Ana Patrícia Pinto Mota, de Wiesbaden, Jessica Nobre, de Wiesbaden, Catarina Costa, de Speyer, Svenia Tavares Couto Ribeiro, de Gronau-Epe, Mariana Silva Duarte, de Kaiserslautern, Nadia Ferreira Cabete, de Singen, Sara Peliteiro, de Limburgo, Daniela Bareira, de Estugarda e Denise Azevedo, de Frankfurt, foram as figuras da tarde. Só uma podia alcançar a tão esperada coroa que foi entregue pelo Cônsul-Geral Gomes Samuel a Daniela Bareira, de Estugarda, depois de um “renhido despique” com Mariana Siva Duarte, que foi a segunda classificada e 1ªDama de Honor, seguida de muito perto pela jovem Jessica Nobre, 2ª Dama de Honor. Ana Patricia Pinto Mota, de Wiesbaden foi eleita a Miss Simpatia, tendo ao seu lado Sara Peliteiro de Limburgo, Miss Fotogenia.
O PORTUGAL POST, sempre atento aos acontecimentos com o objectivo de poder informar mais e melhor os seus leitores, não quer deixar de registar alguns factos, pessoas e entidades que tornaram possível as iniciativas de Wiesbaden e Mainz. Seria injusto não lhes dar o merecido destaque. Pedimos aos leitores do PP e aos mencionados para que estejam atentos às próximas edições deste jornal. Vamos falar de gente que merece ser divulgada. Começamos pela UDP, na pessoa do seu presidente, o sr.Agostinho. A associação Marias Corações Portugal, na pessoa da dª Maria do Céu. Ao Carlos Ramalho fotógrafo, que também pertencente à associação Marias Corações Portugal. A estilista Leta Braz que vestiu as candidatas. O cabeleireiro Victor Rodrigues que penteou as concorrentes. A casa do Futebol Clube do Porto de Gross Umstadt, na pessoa do seu presidente sr. Queiroz. As empresas que apoiaram este evento e a saber: Viagens Touring, Montepio, Joaquim Gomes, Bar Karamel, Restaurante Portugal, Restaurante Graça, Pizza Boy, Restaurante Casa Portuguesa. Aos colegas Rita Almeida, Joana Tiago e Pedro Venâncio. E para finalizar os mais pequenos, os candidatos/as a Princesa e Principe(3 e 12 anos) que foram bem divertidos ou não fossem crianças, que serão as próximas gerações de portugueses: Daniela Terrinha, Soraia Pereira, Beatriz Neto, António Terrinha, Alissa Carvalho, Fábio Queiroz, Lara Sebastião, Noemy Silva, Patricia Meireles, Carlos Terrinha, Francesco Campisano, Leonel Meireles, Letizia Campisano, Florian Rodrigues, Andreia, Andelina, Lara Rodrigues, Diana Baptista, Paulo Oliveira, Iliane Machado, Rafaela Queiroz e Diana Torres. Em 1º lugar Noemy,em 2º Lara Rodrigues e em 3º Alissa Carvalho nas meninas, quanto aos meninos, em 1º Francesco, 2º Paulo Oliveira e em 3º lugar Leonel Meireles.
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Opinião Maria Teresa Duarte Soares*
O voto da inconsciência Deputados dão luz verde ao fim do EPE
N
o passado dia 18 de maio, na Assembleia da República, o CDS, PSD e PS votaram contra o Projeto de Lei apresentado pelo PCP e Bloco de Esquerda, que visava a continuação do Ensino Português no Estrangeiro a título gratuito, revogando a propina de 120 euros anuais imposta a partir do próximo ano letivo, assim como a instauração de medidas para garantir um ensino de qualidade e com continuidade. Com aberta indiferença pelo facto de a referida propina representar o fim do ensino de Língua e Cultura Portuguesas para muitos filhos de emigrantes, dado muitos deles terem optado por não fazer inscrição, seja por uma questão de princípio, seja por dificuldade económica, como se
constata pela redução de mais de 9.000 alunos relativamente ao ano letivo anterior, os senhores deputados, com indiferenca, arrogância e manifesta inconsciência, condenaram, sem reflexão nem pesar, quase 10.000 crianças e jovens luso-descendentes a ficarem privados das aulas da sua língua e cultura de origem, assim como, indiretamente, enviaram para o desemprego cerca de 90 professores, pois a primeira consequência do número reduzido de inscrições será, inevitavelmente, a redução dos horários existentes. Tal atitude é incompreensível, pois os argumentos apresentados pela Secretaria de Estado das Comunidades e CICL, antigo Instituto Camões, entidades que detêm a tutela deste ensino desde julho 2009,baseiam-se unicamente em factores económicos,
dado que o EPE, citando a Presidente do CICL, „não dá rendimento“. Já em dezembro passado foram despedidos, depois de apenas 4 meses de aulas, 49 professores, por alegados problemas orçamentais. Mais de 5.000 alunos ficaram sem aulas. Agora esse número duplicará, pois serão cerca de 10.000 os alunos excluídos do sistema devido à recusa do pagamento da propina, que foi imposta unilateralmente, sem consulta prévia de comissões de pais ou quaisquer outras entidades atingidas agora pelo processo. A Petição dos portugueses na Suíça, com quase 5.000 assinantes, que esteve na origem do debate e projeto de voto apresentado na AR, demonstra bem o interesse da comunidade pela continuação
de um ensino gratuito e de qualidade, como a Constituição consagra. Muito lamentavelmente, com a conjuntura de funcionários tecnocratas, falsas inevitabilidades e economicismo, aliada a uma orientação política que mais tende a afastar os portugueses de Portugal do que a aproximar, assiste-se ao estrangulamento progressivo de um sistema de ensino que só poderia trazer vantagens ao nosso país, nomeadamente no plano económico, pois os milhões de portugueses no estrangeiro perderão a vontade de investir numa pátria que os trata de modo ofensivo e desrespeita os seus direitos. Poupar não deveria ser sinónimo de destruir.Uma crise não deveria significar negação da nossa identidade nacional, e muito menos do bem precioso e
inalienável constuído pela língua e cultura portuguesas, tão prezadas e acarinhadas pelos portugueses fora de Portugal, mas ao que parece , pelo sucedido na AR , só por esses,pois da parte dos políticos responsáveis a mensagem é clara. „Se querem aulas de português, paguem-nas!“. É discutível se somos ou não um país pobre. Mas somos,sem dúvida, um pobre país, pois a nossa língua, cultura, orgulho e identidade entraram agora na lista dos bens a vender e a comprar, para obtenção de rendimentos. Língua Portuguesa, vende-se. * Professora e Secretária Geral do Sindicato sos Professores nas Comunidades Lusíadas Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico PUB
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Berlim
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Berlim:
Adiamento da inauguração do novo aeroporto de Berlim
Dia Internacional da Língua Portuguesa comemorado na Embaixada
TAP mantém início dos voos para Lisboa a 5 de Junho
No passado dia 7 de Maio, comemorou-se na Biblioteca da Embaixada de Portugal em Berlim, o Dia Internacional da Língua Portuguesa, oficialmente celebrado a 5 de Maio, que contou com a presença do Embaixador português, Luís D’Almeida Sampaio. O novo embaixador de Portugal na capital abriu a sessão comemorativa daquele dia afirmando que “a língua portuguesa é uma língua global e um veículo internacional de comunicação”. O Embaixador referiu ainda que o Brasil, Angola, Moçambique são motores do desenvolvimento da nossa língua no mundo através da sua crescente importância económica e que lhe estão a dar mais notoriedade e visibilidade do que propriamente Portugal. O Brasil é uma das grandes potências económicas mundiais onde as pessoas comunicam em português de Norte a Sul sem intérprete, e isto, em distâncias superiores à de LisboaMoscovo. “O português é uma língua multicultural e uma história de sucesso” – disse ainda. Lembrou que a história da independência do Brasil é uma história romântica ímpar na Europa e realçou também a importância da língua portuguesa nas missões que desempenhou no estrangeiro, como em Angola, país em que existem várias línguas, mas em que a língua oficial unificadora é o português. Na sua última
Luísa Coelho, leitora do Instituto Camões e o Embaixador de Portugal em Berlim
missão na Sérvia, o convidado de honra da feira do livro de Belgrado em 2011 foi: a Língua Portuguesa. Isto resultou de iniciativas e esforços envidados neste sentido pela missão liderada pelo embaixador, já que até então os convidados de honra desta mostra internacional tinham sido países. Assim foi feito um pavilhão da língua portuguesa em parceria com os países “lusófonos” e em que participaram conhecidos escritores destes países, estando mesmo presente a viúva de José Saramago. Seguiram-se duas intervenções plenárias. Uma de Luísa Coelho, leitora do Instituto Camões, que apresentou o tema “a viagem das palavras em Língua Portuguesa”, demonstrando à audiência que há palavras portuguesas integradas na língua japonesa para além ter havido assimilação de palavras novas na nossa língua
que designavam os produtos “exóticos” trazidos pelas caravelas dos Descobrimentos e que assim nos desvendaram mundos também de palavras. Sílvia Melo Pfeifer, coordenadora do ensino português na Alemanha, desenvolveu o tema “o poder da língua, a língua como poder” focando as vertentes da universalidade e da polifonia da língua portuguesa, dos seus coloridos e variantes, não esquecendo a importância da sua função e valor estratégicos e económicos no mundo actual e ainda de lusofonias minoritárias integradas noutras regiões linguísticas e enriquecidas por línguas desses outros grupos linguísticos. O Dia Internacional da Língua Portuguesa terminou deixando os lusófonos certos de que -Somos “grandes” na História e no Mundo. Cristina Dangerfield-Vogt
Foto TaP Portugal O Aeroporto de Berlim-Brandenburgo Willy Brandt (BER) não será inaugurado no dia 24 de Maio por Angela Merkel e, pior ainda, não serão iniciados os voos como planeado, no dia 3 de Junho. Isto implica que a TAP não iniciará os seus voos directos para Lisboa de BER para LIS no dia 5 de Junho a partir do novo aeroporto. .A notícia caiu como uma bomba. Várias companhias aéreas já venderam bilhetes com partidas do novo aeroporto de Berlim. Todo o turismo das férias de Verão que sai da região pelo BER vai ter que ser repartido pelos aeroportos de Schönefeld e Tegel isto se não houver voos cancelados. Prevê-se a entrada em funcionamento do aeroporto Willy Brandt, o mais tardar, até ao fim
de Agosto deste ano. No que se refere à TAP, fonte daquela companhia informou o PORTUGAL POST que se manterá a inauguração dos voos Berlim-Lisboa na data marcada, isto é, a 5 deste mês mas a partir do aeroporto de Schönefeld É já a segunda vez que a abertura do novo aeroporto é adiada e fala-se de 40 milhões de indemnização às companhias de aviação até ao fim de Agosto. O adiamento deve-se a problemas na área da protecção contra incêndios do aeroporto. Pergunta-se porque é que só agora se sabe destes problemas técnicos que já deveriam ter sido reconhecidos há vários meses durante as verificações técnicas. PUB
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Serviço
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Férias em Portugal
O início das portagens nas Scuts Com o início do Verão, os emigrantes regressam a Portugal para o reencontro com a família e descanso merecido, e muitos serão surpreendidos com o facto de já não existir SCUTS (auto estrada sem custos para o utilizador) gratuitas em Portugal, passando a ser devido o pagamento de portagens. Existem sete SCUTS em Portugal, Norte Litoral (A28), do Grande Porto (A4/A41/A42), Costa da Prata (A17/A25/A29), Algarve (A22), Beira Interior (A23), Interior Norte (A24), Beira Litoral/Beira Alta (A25) que inevitavelmente são usados pelos portugueses, muitos numa base diária, mas igualmente para quem visita o nosso país em férias e sai à descoberta. O pagamento das portagens pode ser feito de várias formas, nomeadamente, através da aquisição de um Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM), que poderá ser o já utilizado com a via verde, existindo já prévio contrato ou adquirido nos CTT ou estações de serviço. Posteriormente o sistema
funciona através de carregamentos disponíveis no CTT, multibanco e lojas payshop. Para as matrículas nacionais existe ainda a possibilidade de existir pagamento posterior à passagem por uma SCUT, sendo o proprietário do veículo notificado por correio para pagar o valor da portagem acrescido de taxas administrativas. No caso das matrículas estrangeiras existem duas formas de passar nas SCUTS, uma primeira, em que se aluga o DEM (disponível nas áreas de serviço e CTT) por um período de tempo até 30 dias mediante o pagamento de uma caução de 27€ e com um carregamento inicial de €50 para veículos ligeiros e de 100€ para veículos pesados e outra em que se faz précarregamentos consoante o período de tempo pretendido, nos seguintes moldes: A) 5 dias úteis – carregamento mínimo obrigatório nas classes 1, 2 e 5 de €10 e nas classes 3 e 4 de €20. B) 3 dias – carregamento único
de 20€ para as classes 1,2 e 5, sem limite de viagens durante três dias. C) Viagem pré-definida – é seleccionado o percurso e a classe do veículo com viagem de ida e regresso em duas datas à escolha do titular. Nestas três opções são ainda devidos comissão de adesão no valor de €0,50 + IVA e custos administrativos de 0,25 + IVA por viagem. A aquisição dos cartões prépagos pode ser efectuada nos Correios ou agentes payshop e ainda em três localidades junto à fronteira, Vila Nova de Cerveira, Vilar Formoso e Vila Real de Santo António, para facilitar a aquisição por proprietários de veículos com matrícula estrangeira. A obrigatoriedade do pagamento de portagens nas SCUTS vem aumentar em muito o custo das viagens por Portugal. A título de exemplo, outrora percorrer a Via do Infante (A22) era gratuito e atualmente terá um custo de €11,60. Catarina Tavares PUB
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Cultura
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Maria Gabriela Llansol “Amar um Cão” e de uma interpretação arrojada da obra, desconstruindoa. Ele desvenda-nos um mundo entre a literatura, a música, a imaginação e a realidade que nos rodeia e que nem sempre sabemos sentir ou escutar. Amílcar Vasques-Dias explica-nos numa hora e meia o processo criativo em que se embrenhara completamente durante vários meses e o Portugal Post leva os seus leitores nesta viagem aventureira pelo imaginário criativo do pianista. Foto: PP
Amílcar Vasques-Dias apresentou a sua peça musical “Doze Nocturnos em Teu Nome”, no dia 3 de Maio, na Biblioteca da Embaixada de Portugal. O compositor, docente de música e pianista viveu e estudou durante catorze anos na Holanda. Veio a Berlim para nos levar a explorar o seu processo de criação e de composição musical a partir de uma obra literária. As peças musicais em “Doze Nocturnos em Teu Nome” resultam de uma análise minuciosa e imaginativa da obra da escritora
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Uma viagem pelos sentidos Em terras estrangeiras até as cigarras têm cantares diferentes “Como aparece a ideia do prelúdio à sesta das cigarras? Porque há vinte e muitos anos no sul de França ouvi um som. A música tem a ver com som e silêncio e com o som do silêncio. Ouvi um som de um animal que era um som metálico, forte e contínuo. Era uma cigarra francesa, aparentemente muito potente!” – diz o compositor. Os sentidos e a música “Sentir uma pedra, sentir a textura, ter consciência das coisas, o tacto, o cheiro, o sabor” orientam a criatividade do músico. “Componho a minha música como se fosse um filme. Trabalho com imagens, intuitiva e instintivamente”. A textura dos sons “A música nada tem a ver com plantas, nem com cigarras, nem com cães nem com nada, ela não explica nada. Mas é feita com a organização de sons, cria-se uma textura com sons. Queria desmistificar a música. Tive o privilégio de conviver com a natureza no Alentejo, de sentir a pedra e o paladar das plantas e da azinheira, e do sobreiro, e do alecrim, e do manjericão e da salva.”
O livrinho de Gabriela Llansol e as cores dos sons O compositor mostra um livro de poucas páginas, o livro de Gabriela Llansol “Amar um cão”. Uma obra muito complexa e difícil de classificar. “Tinha que descobrir o que queria transmitir com a minha música. Como é que começo a pensar, a criar uma coisa que não existe. Foi uma obra de análise profunda de cada frase e de cada termo da frase. A música começava ali, o cão Jade estava situada em cima do medronheiro, que veio da serra da Óssea, o tempo era há muito e breve...o tempo ficou suspenso, num berço, nem terrestre nem celeste – e a música? Jade é incidência alada, nem pássaro nem quadrúpede, porque não estava no chão – e eu continuo a pensar no som. Primeiro a ideia do cão abandonado no meu medronheiro, pousado. Aperfeiçoar a imagem e vislumbrar tons e meios tons com escala cromática. Quando estão muito próximos tornam-se agressivos. Escrevo muito, até depurar e ficar apenas com o essencial da minha ideia. Quando estou no processo criativo encontro sons harmónicos que são a cor do som, alguns são ultra-sons, outros infra-sons. O timbre é a cor do som – este som é escuro, este é transparente, ou encarnado...”
O timbre inspirado do músico conquistou-nos e continuamos juntos nesta viagem entre a literatura e a música e as imagens imaginadas. O medronheiro, o cão Jade e a leveza que desafia a realidade “Imaginei o medronheiro estável. Chuva. As primeiras gotas de chuva são um fio de voz. Como é se que faz em música um fio de voz?” “Que ser tão frágil mais alto do que eu!” escreve a escritora-poetisa. “Tenho que pousar em música o cão no medronheiro neste ambiente. Quero imaginar um som físico, real, que tem de ter estabilidade para o medronheiro e leveza – deu-me muito trabalho a decidir o que deveria deixar...” Como se pousa um cão numa nota Fala-nos da partitura e mostra-nos umas notas a tinta mais carregada. “O acto de pousar o animal, foi pousado pela Gabriela, e eu quis pousá-lo nesta notinha aqui...sforzando mas pianíssimo...é muita informação para o pianista interpretar...poderia resolver facilmente carregando no pedal, mas não quis!” Olho nos olhos do músico e vejo orquestrado pelas suas mãos um rodopio de sons e de silêncios, harmonias, tons e meios-tons, e todas aquelas
notas de solfejo em dança elegante ou desenfreada, subtil ou marcante, com enleios e quebrantos, suspensas nos abafos quentes do verão alentejano e que durante semanas, ou talvez meses, povoaram o mundo interior do compositor. Prosa-Poesia de Llansol e a subversão do tempo “O que vem agora é uma mistura de muita coisa, pensei nas vagas purpúreas dos medronhos.” “Posso na realidade perder-me a brincar com os brinquedos do silêncio” escreve Llansol. “A autora começa a desorientarme...porque ela me troca a cronologia. Ela vai buscar algo da infância e noutros livros vai buscar de outras personagens, de outras épocas - é poesia sem rimas e muito complexa.” Arte é - inspiração para outras interpretações do real Amílcar Vasques-Dias confessa que o projecto foi muito envolvente. “Vivo em terra de Pissarra! Não sei se conhecem o termo. É uma terra dura, que as raízes têm dificuldade em furar... o processo de fazer as coisas, a persistência é fundamental!” “O que é giro na arte é inspirar um outro caminho, uma outra interpreta-
ção – disse-me Gabriela Llansol” – e assim termina sem transição perceptível a nossa aventura pelo mundo do imaginário do processo criativo de Amílcar Vasques-Dias. Amílcar Vasques-Dias nasceu em Monção e, presentemente, vive no Alentejo. Quando viveu na Holanda pediram-lhe que tocasse “Grândola Vila Morena” vezes sem conta, a ele que em 1974 saíra de um Portugal a vibrar de esperança revolucionária. No Alentejo, e no meio da natureza, o compositor vive lado a lado com os fantasmas românticos da cultura hispano-árabe, daqueles que foram expulsos pela lei racial de Filipe II de Portugal, III de Espanha. Moçárabes, cristãos e muçulmanos, foram obrigados a fugir do Al-Andaluz, deixando para trás o seu legado - as pérolas da poesia hispano-árabe, “jarchas”, que os poetas e os copistas árabes escreveram. Os românticos apaixonaramse por aquele passado exótico e idealizado. No seu álbum “Desnudo”, as “jarchas”, sensualmente cantadas por Joana Machado, acariciam-nos com a paixão e a nostalgia daquelas que as cantaram. A minha preferida é a “Envio un Saludo” de Hafsa Bint alHayy Ar-Rakuniyya (filha de Hayy o Rakuniyya) de Granada. Cristina Dangerfield-Vogt PUB
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Euro 2012
PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012
Chegou o tempo do contentamento de muitos e muitos portugueses, fundamentalmente para aqueles que vivem fora do país que, não encontrando nada que sirva de auto-estima enquanto lusos, se valem da esperança que reside nos rapazes da selecção das quinas que farão a campanha do Euro 2012 sob o signo de Os Conquistadores. Vão ser difíceis as vitórias num grupo de selecções fortíssimas. Se os jogadores portugueses conseguirem
fazer boa figura frente a essas selecções, como a Alemanha, por exemplo, vai ajudar a esquecer por alguns dias a dura realidade com que os portugueses vivem. Nós, aqui, longe dessa realidade, iremos festejar as vitórias da selecção como um feito de todo o Portugal. Se não vencermos nada, o que muito custa acreditar, devemos pensar que se tratou apenas de futebol, um jogo que coloca onze contra onze e que no fim ganha o melhor.
Calendário dos jogos do EURO 2012
Leitores do PORTUGAL POST com mensagem de optimismo
A Polónia inicia a competição na sexta-feira, dia 8 de Junho, às 16h00, ante a Grécia de Fernando Santos, em Varsóvia, seguindo-se, às 19h45, a outra partida do Grupo A, que oporá a Rússia à República Checa. No dia seguinte, em Kharkiv, a Holanda defronta a Dinamarca, com Portugal a estrear-se ante a Alemanha, em Lviv, nos encontros que marcam o início do Grupo B. No dia 10 de Junho começa o Grupo C, que tem agendados os jogos entre Espanha e Itália e a República da Irlanda e a Croácia. A Ucrânia está no Grupo D, o último a entrar em acção, encontrando a Suécia, em Kiev, já depois da França ter defrontado a Inglaterra, em Donetsk. A fase de grupos decorrerá até 19 de Junho e, depois de um dia de pausa, começam os quartos-de-final, a terem lugar em quatro noites consecutivas. As meias-finais estão agendadas para o dia 29 de Junho em Donetsk e para a noite seguinte, em Varsóvia, com a partida do título a ter lugar no dia 1 de Julho, em Kiev.
Nós acreditamos em Portugal!
Caledário dos Jogos Horário da Alemanha, na Ucrânia mais uma hora
Sexta-feira, 8 de Junho de 2012 1: POL - GRE, 1h00, Varsóvia 2: RUS - CZE, 2h45, Wroclaw Sábado, 9 de Junho de 2012 3: NED - DEN, 18h00, Kharkiv 4: GER - POR, 20h45, Lviv Domingo, 10 de Junho de 2012 5: ESP - ITA, 18h00, Gdansk 6: IRL - CRO, 20h45, Poznan Segunda-feira, 11 de Junho de 2012 7: FRA - ENG, 18h00, Donetsk 8: UKR - SWE, 20h45, Kiev Terça-feira, 12 de Junho de 2012 9: GRE - CZE, 18h00, Wroclaw 10: POL - RUS, 20h45, Varsóvia Quarta-feira, 13 de Junho de 2012 11: DEN - POR, 18h00, Lviv 12: NED - GER, 20h45, Kharkiv Quinta-feira, 14 de Junho de 2012 13: ITA - CRO, 18h00, Poznan 14: ESP - IRL, 20h45, Gdansk Sexta-feira, 15 de Junho de 2012 15: SWE - ENG, 20h45 Kiev 16: UKR - FRA, 18h, Donetsk Sábado, 16 de Junho de 2012 17: CZE - POL, 20h45, Wroclaw 18: GRE - RUS, 20h45, Varsóvia Domingo, 17 de Junho de 2012 19: POR - NED, 20h45, Kharkiv 20: DEN - GER, 20h45, Lviv Segunda-feira, 18 de Junho de 2012
21: CRO - ESP, 20h45, Gdansk 22: ITA - IRL, 20h45, Poznan Terça-feira, de 19 Junho de 2012 23: ENG - UKR, 20h45, Donetsk 24: SWE - FRA, 20h45, Kiev Quarta-feira, 20 de Junho de 2012 Não há jogos Quinta-feira, 21 de Junho de 2012 25: 1A - 2B, 20h45, Varsóvia Sexta-feira, 22 de Junho de 2012 26: 1B - 2A, 20h45 , Gdansk Sábado, 23 de Junho de 2012 27: 1C - 2D, 20h45, Donetsk
Antes de tudo, acredito no potencial da nossa equipa e acredito que tudo farão para dignificar Portugal e a sua imagem. Estamos todos ansiosos, lá em casa, pelo começo do Europeu e pelo começo de uma competição, em que os vencedores sejam aqueles que melhor fizerem uso dos seus recursos físicos, mentais, sócio desportivos e tácticos. O futebol, como todos os grandes desportos, são manifestações culturais que ajudam a criar pontes, laços e unir povos. Alguém vencerá o Europeu. Só os grandes adversários tornam certas vitorias inesquecíveis. Espero que os nossos jogadores saibam e mostrem grandeza em caso de vitória mas acima de tudo em cenários de derrota. Desejo que os grandes valores do nosso povo (coragem, espírito de sacrifício, combatividade, abnegação e criatividade) sejam postos em pratica e nos ajudem a alcançar grandes vitórias. Boa Sorte Portugal e, como Madeirense, Boa Sorte Cristiano Ronaldo.” Paulo Gouveia, Engenheiro, Global Manager, DHL, Bona
Domingo, 24 de Junho de 2012 28: 1D - 2C, 20h45, Kiev Segunda-feira, dia 25 terças, dia 26 de Junho de 2012 não há jogos Quarta-feira, 27 de Junho de 2012 29: Vencedor 25 - Vencedor27, 20h.45, Donetsk Quinta-feira, 28 de Junho de 2012 30: Vencedor 26 - Vencedor 28, 20h.45, Varsóvia Sexta-feira, 29, e sábado 30 de Junho de 2012 Não há jogos Final Domingo, 1 de Julho de 2012 31: Vencedor 29 - Vencedor 30, 20h45, Kiev
Aos nossos grandes jogadores que representam o nosso País no Euro 2012 quero desejar muita força, humildade, espírito de equipa e, naturalmente, sorte.. Tenho a certeza que cada português em qualquer parte do mundo irá apoiar a nossa selecção e fazer chegar toda a energia à Polónia assim como à Ucrânia. Os jogadores sabem que têm uma mar de gente a torcer por eles. Vamos a isso! Vamos lutar, vamos em frente, tragam a taça! FORÇA PORTUGAL !!! Estamos convosco ! Ivo Guedes, músico, Dortmund
No próximo dia 8 de Junho, inicia-se mais um campeonato europeu de futebol para o qual também a nossa Selecção, com algum custo, se apurou, mostrando mais uma vez um grande espírito de luta na recta final do apuramento. O fenómeno do futebol apaixona muita gente e ao qual eu não sou excepção e estarei a torcer e a vibrar sempre que a nossa Selecção entre em campo. Espero que tenham um bom desempenho e se possível, (porque tenho esperanças e sei que não sou o único) que tragam o título para Portugal. Quando se trata da equipe de todos nós, a nossa Selecção, não há clubes, não há chatices, não há adversários, todos torcemos em prol do mesmo objectivo. Aos jogadores digo, a comunidade mais uma vez, cá estará mobilizada para os apoiar inconstitucionalmente, retribuam-nos com o título. Força Portugal, a taça é nossa. Fernando Genro, Técnico Famarceuta e membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, Düsseldorf
No decorrer do Euro 2012 os aficionados portugueses conseguem temporariamente esquecer os problemas político-sociais e a preocupação será o resultado da selecção. Estou consciente que os portadores da camisola com as 5 Quinas reconhecem este comportamento muito especial dos aficionados e o orgulho que os portugueses revelam no diaa-dia para com a nossa selecção em qualquer parte do mundo que se encontre. Desejo que a nossa selecção se revele UNIDA, RESPONSÁVEL, DETERMINANTE e VENCEDORA. O sucesso da selecção será, no difícil momento que o pais vive , um factor muito importante para a divulgação da imagem de Portugal. Luis de Freitas, Bancário, Frankfurt.
„A nossa Selecção deve servir de inspiração para todos nós. Em alturas de dificuldades são sempre os actos heróicos que nos levam a seguir em frente. Espero que os nossos representantes neste Europeu sejam esses modelos e que nós consigamos com eles ter muitas alegrias. O nosso grupo vai ser difícil. E vivendo na Alemanha, e tendo tantos amigos alemães, o jogo com a Alemanha será de especial emoção. Que na nossa humildade consigamos brilhar! Força Portugal!“ Ricardo Schlundt Inglês, Analista de Performance (Performance Analyst) "IDS GmbH Reporting and Analysis Services" em Munique , Munique
Em nome do Rancho Folclórico “Âncora do Mar”, de Rheine, queremos desejar o melhor para a nossa selecção portuguesa de futebol durante a campanha do Euro 2012 Esperamos ver a nossa selecção por muito tempo em campo e, quem sabe, até na final. Os nossos jogadores serão apoiados aqui em Rheine com as janelas cheias de bandeiras; vamos vestirnos a rigor com as cores de Portugal em frente à televisão a pelos jogadores e por Portugal. Mesmo que não venham a ser vencedores, saberemos que darão tudo o que podiam e que juntarão, mais uma vez, milhões de portugueses em frente das televisões pelo mundo inteiro para gritar pelo nome de Portugal! Gina Andrade & Sara Alves, Estudantes e responsáveis pelo grupo folclórico “Âncora do Mar”
Euro 2012
PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012
Portugal em vésperas do Campeonato Europeu O director do Portugal Post pediu-me para comentar as chances de Portugal no Campeonato Europeu de Futebol. Eis um verdadeiro desafio! Do mesmo modo poderia ter pedido para eu explicar em poucas palavras como solucionar a crise financeira na Europa. Nada mais fácil! Marco Bertolaso, Chefe do departamento de noticiários da Deutschlandfunk
O melhor então, é começarmos pelo princípio. No que toca o campeonato também se aplica o velho refrão: “Portugal não é a Grécia”. Isto porque os gregos tiveram muita sorte no sorteio, enquanto aos portugueses calhou o grupo mais difícil, com três ex-campeões europeus. O primeiro é logo a Alemanha, em Lviv, no dia 9 de Junho. Não se trata exactamente de uma boa notícia. Nos últimos tempos, a Alemanha tornou-se para Portugal naquilo que Portugal é para a Bósnia-Herzegovina: um pesadelo. Sempre que há um jogo importante, são os outros que ganham. E também desta vez vai ser complicado. O onze de Joachim Löw está ansioso por voltar a ganhar um campeonato e tem vindo a melhorar de ano para ano. Mas os alemães também não têm a poção mágica. Será que a nova super estrela Özil resistirá à pressão? As lesões que Schweinsteiger sofreu na última temporada, permitirão que volte a ser um jogador com qualidades à escala mundial? O que podemos esperar dos avançados Gomez e Klose? Mas o calcanhar de Aquiles da selecção germânica é provavelmente a defesa. Portugal só terá uma hipótese se a defesa alemã falhar: a probabilidade é de 25%. No dia 13 de Junho, Portugal disputa, igualmente em Lviv, a partida contra a Dinamarca. Na qualificação para o campeonato contra esta equipa, o onze português perdeu um jogo e ganhou outro. No fim, no apuramento a selecção lusitana ficou apurada em segundo lugar atrás da equipa de Morten Olsen. Como as expectativas para a Dinamarca não são elevadas, a pressão sobre este onze também é reduzida. Tal como aconteceu há
20 anos, quando, no último minuto, a Dinamarca substituiu a Jugoslávia, e acabou por se sagrar campeã num torneio espectacular. Mas este é o jogo que Portugal tem que ganhar a todo o custo: a probabilidade é de 55%. Em Kharkiv, no dia 17 de Junho chega a vez dos holandeses, o terceiro e último adversário no grupo. Mais uma vez, o holandeses surgem com uma equipa muito, muito forte. Basta lembrar os avançados Huntelaar e van Persie, goleadores supremos na Alemanha e na Inglaterra nesta temporada. É bom não esquecer também jogadores exímios como Robben e Sneijder. Por outro lado, nos últimos tempos, Portugal teve sorte nas partidas contra a Holanda. Não está esquecida a meia-final do Euro 2004 em Lisboa, nem a “batalha de Nuremberga” no Mundial 2006 na Alemanha. Resta saber se também desta vez as coisas vão correr bem: a probabilidade é de 40%. É claro que muito depende dos próprios portugueses. Cristiano Ronaldo envergando as cores nacionais, devia finalmente ter o mesmo desempenho que já tem nos clubes. Se jogar como no Real Madrid nesta temporada, as probabilidades de Portugal avançar sobem bastante. Pessoalmente gostaria de
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Até onde pode ir Portugal no chamado “grupo da morte”? pedir a Pepe que não perca os nervos, e tambem aos restantes jogadores que não cometam faltas desnecessárias que só enfraquecem a própria equipa, como já aconteceu tantas vezes no passado. E o onze completo tem que agir de forma solidária, como uma unidade, o que nem sempre foi o caso nos últimos torneios. O treinador, Paulo Bento parece ser mais hábil do que o seu predecessor, Carlos Queiroz. Mas já estará à altura de reproduzir os sucessos de Scolari?
Luís Figo e Cristiano Ronaldo afirmam que, desta vez, Portugal pode sagra-se campeão. Pessoalmente não tenho a certeza que a selecção, confrontada com adversários tão difí-
ceis, consiga chegar aos quartosde-final. Mas, se for o caso, garanto que a minha felicidade será tão grande como suponho que será a dos leitores do Portugal Post!
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FUTEBOLÊS
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A linguagem da paixão
... É golo, É golo, É golo É golo É goooolo! Joaquim Peito
o “futebolês”, linguagem estereotipada muito utilizada no meio do futebol, à base de frases feitas ou imagens desgastadas, tal como o comentam na Língua de Camões alguns dos especialistas mais castiços e emblemáticos da televisão, da rádio e da imprensa jornalística que temos. Merece um registo, embora não seja possível ser exaustivo, tal a diversidade e a riqueza do vocabulário que todas as semanas sai da cachimónia de vários peritos e intelectuais da matéria que comentam de viva voz o pontapé na bola que se joga por todos os estádios em jogos nacionais, internacionais e nos jogos de rua entre casados e solteiros. Algumas são autênticos disparates, outras, apenas, ridículas. Alguns exemplos desta gíria muito própria: „Apostado em ganhar“, „averbar uma clamorosa derrota“, „contra-ataque venenoso“, „denunciar fome de bola“, „denotar sentido de baliza“, „direcionar a bola“, „faltou objetividade atacante“, „impedido de penetrar na área adversária“, „incidência(s) do jogo“, „intenção de flanco“, „milita nos escalões cimeiros“, „moldura humana“, „muita ofensividade“, „posicionamento“, „postura em campo“, „prestação“ (em vez de atuação, exibição, ou desempenho) ,“rececionar“ em vez de receber: „o Futebol Clube do Porto vai rececionar esta noite no estádio do Dragão o Benfica“, „retenção da posse de bola“ (ou „ficar com a posse da bola“) „trabalho ao nível do entrosamento“, „bola fora“, „pisar na bola“, “entrar de sola“, „dar bola“, „jogar para canto“, “no enfiamento da jogada”, „coluna do meio“, „ficar na marca de penalty“, etc, etc. Mas há, também, palavras e expressões do futebolês excelentemente inventadas, que constituem autênticas preciosidades. O colorido de expressões como por exemplo: “bola à flor da relva”, “no enfiamento da área”, “cruzamento largo e tenso”, “pontapé de canto em mangas arregaçadas”, “deu nas orelhas da bola”, etc., etc. É a mais confrangedora linguagem estereotipada, que não se sabe se dá para rir, se para chorar, se para fugir. E muitas outras expressões banais mas engraçadas, do estilo „frango monumental“, “um grande goleiraço”, „soberbo chapéu“, „meteu a cabeça onde outros não metem o pé“, „foi ao homem e não à bola“ (ou vice-versa), „virilidade não pode ser confundida com violência“ e ainda outras mais ou menos patuscas. Além da celebérrima expressão „keké’iss’ó meu?“ (o que é que é isso, ó „meu“?), a que o locutor recorria sempre que algum jogador
É
fazia um disparate, insul- O futebol, um desporto de massas, onde, regra geral, havia uma „floresta de pernas“ e tava o árbitro, não acertava com a bola ou acertava nas determinou o surgimento de uma é claro!um „ponta-de-lança desamparado“. canelas do adversário. variante linguística, com um vocabu- muito Digamos que, hoje, Todas elas são expressões criadas espontanea- lário particular, que fascina e se in- embora as inovações vocanão sejam muitas, mente por jogadores, corpora em todas as camadas da bulares esta linguagem se generalitécnicos, locutores e adeptos de futebol para expres- população, independente de variá- zou na razão directa do aumento de transsar significados que não veis como sexo, faixa etária e nível grande missões de jogos pelas teconstam nos dicionários levisões e da eclosão dos escolares. O futebolês foi sócio-cultural. canais privados como da pouco a pouco incorpoSport TV. rando-se na nossa linguaequipa está retardando deliberadaJulgo que a ele se devem expresgem coloquial e nenhum outro grupo mente o jogo. Assim como aperitivo sões tão lapidares como „correr atrás“ de linguagem conseguiu influenciar é um apelido carinhoso para uma parou „ir em busca do prejuízo“, que é tanto a nossa cultura que pode ser notida preliminar e carne assada, para aquilo que faz uma equipa que está a tada na linguagem do cinema, da múum jogo amistoso. Termos como “arperder e se esforça por empatar ou sica, do teatro, da dança, da literatura rumar a cozinha” e “cozinhar o jogo”, ganhar o jogo. Mas a expressão mais clássica, da prosa e até da poesia, que significam nomeadamente aperdeliciosa é, sem dúvida, aquela do joquanto o futebol. Viva o futebolês! feiçoar o sistema defensivo e imprigador que não conseguiu „chutar com Viva o desporto Rei! mir ritmo lento ao jogo. o pé com que sobe para o eléctrico“, O futebol é paixão. A paixão naFutebol é filosofia. Em suma, a que é o que acontece quando um jocional conseguiu produzir uma linsua linguagem „ao nível“ da „filosogador se precipita e chuta com „o pé guagem única na sua forma de fia de jogo“ incluí expressões tão que tem mais à mão“, falha o remate expressão, na qual predominam teracauteladas como „treino específico“ e não consegue „desfeitear“ o guardamos eróticos, culinários, militares e e „concentração competitiva“, „traredes. filosóficos. Se o golo é o orgasmo do balho por setores“ e „bom índice de De resto, é forçoso reconhecer futebol, a bola, com certeza, é a mulque o comentador „bom de bola“ tem her desejada pelo jogador. Aliás, o jode „decidir na hora“ os comentários gador que apresenta bom a fazer sobre o que se está a pasdesempenho em campo é sar „dentro das quatro linaquele que tem intimidade has“. E é isso, „se com a bola, que sabe calhar“, que o faz ver tocá-la, beijá-la até um jogador „meao golo. xido“ e „desequiFutebol é librador“ a paixão, mas „aparecer também é solto“ e a guerra. E na „bater a competição bola em pela bola, arco e rasvale tudo teira“ para atinn u m gir o golo „lance antes do corrido“ adversáem que a rio. Criar sua equipa táticas de conseguiu j o g o , „sair a estratégias jogar“. de defesa, C l a r o marcar o adque, às vezes, versário, fazer há uma „entrada barreira e manmais impetuosa“ dar um “torpedo” de um adversário ou um “canhão” são que está a „fazer de poalgumas das palavras lícia“ e não gosta de „entque revelam esta simboloregar o ouro ao bandido“ e, gia. então, resolve „cair em cima“, “enSem limites a criatividade dos trar de sola” ou „fazer uma tesoura adeptos, dos técnicos, dos jogadores produpor trás“. e dos narradores de futebol ultrapassa ção ofensiva“, „futebol apoiado“ e É o domínio das artes marciais os limites da imaginação. Nada mel„gestão do resultado“. Além da inecom a “pernada” e a “tesoura” que é hor do que a palavra “frangueiro”, vitável „mecanização“ e dos „autoatingir o adversário com as pernas que grande “frango” para mostrar que matismos“, da „jogada estudada“ ou num movimento que lembra uma teo guarda-redes tem um mau desem„de laboratório“, dos „lances de bola soura. E não se fica por aqui, porque penho. Assim como o termo olé, olé, parada“ e dos „cruzamentos ao prinum lance violento pode-se levar um olé serve para evidenciar lances de meiro poste“ ou „ao segundo poste“, “cacetada”, uma “porrada” ou “entrar dribles com o intuito de provocar a do „pontapé intencional“, do „pona matar”. Mas também se usa uma falange adversária. tapé de ressalto“ e dos „remates à linguagem sensual e feminina como A linguagem do futebol também queima“, do „passe rasgado“ e do “abrir as pernas” – facilitar para o adrecebeu um tempero da culinária. O „excelente pique“, do „corredor cenversário, chamar a bola de “gordutermo “cozinhar”, por exemplo, cai tral“ e do „último terço do terreno“, chinha” e marcar um golo que é o como uma luva para mostrar que a
mesmo que “romper o véu da noiva”. Outros campos lexicais por exemplo no domínio bélico temos o “artilheiro”, que é o melhor marcador de golos, o “pontapé-canhão” para um remate potentíssimo e “armar uma muralha defensiva”. No domínio dos transportes usa-se a “bicicleta” para o movimento do jogador ao projectar-se no ar, de costas para o solo em posiçao semi-deitada e ao corte “carrinho” para o craque prejectandose no solo deslizando em posição semi-deitada. Tudo depende do „ângulo de percepção“, mas é muito frequente ver „a bola a ganhar velocidade“ ou „a bola a perder-se“ como se fosse um ser vivo, porque o jogador „não acreditou“ e „deixou descair a bola“ ou deixou-a „sobrar“. Expressões tão castiças e patuscas como „futebol aéreo“, „bola bombeada“, “bola pontapeada”, „pautar o jogo“, “boa jogatona”, “arrancada fenomenal”, „criar desequilíbrios“, „tirar o cruzamento“, „fazer a mancha“, “fazer abertura”, „servir de tampão“, „colar aos centrais“, “ir à linha de fundo”, “rasar a moldura”, “circular o esférico”, “controlo do esférico”, “queimar a jogada”, “jogar a trinco” , “remate do fundo da rua” ou „o chega para lá“, fazem a glória do „futebolês“ e a delícia de quem o ouve. É linguagem „muito puxada para os flancos“, „bem espremida“ e com „súbitas mudanças de velocidade“ que gosta pouco do futebol „sem espaços“ e „muito sofrido“ que por cá se joga. O futebol também foi buscar inspiração noutros idiomas. O jogador que não tem posição fixa no jogo, por exemplo, ganhou o nome de libero, palavra de origem italiana que significa jogador que atua livre. Mas a presença de estrangeirismos de origem inglesa no vocabulário técnico do futebol é maior, já que foi na Inglaterra onde se regulamentou e desenvolveu o futebol como hoje conhecemos. Podemos assinalar: foul (falta), match (jogo, partida), penalty (penalidade máxima), placard (marcador), team (equipa), goal average (média de golos), off-side (fora de jogo, impedimento), derby (jogo entre equipas da mesma cidade), etc. Enfim, o futebol não tem uma língua específica, mas sim uma língua universal compreendida por todos os povos. Assim, o futebol rompe barreiras entre os povos; é o desporto mais universal e mediático de todos. É o mais praticado e é também um dos desportos mais antigos. Daí o fenómeno universal e megalómano do futebol. O futebol faz as pessoas felizes e, sobretudo, faz sonhar não só as crianças como também os adultos. E, como não queremos „matar o jogo“, só podemos gritar: Viva o „futebolês“!
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Michaela Ferreira dos Santos, Advogada Theodor-Heuss-Ring 23, 50668 Köln 0221 - 95 14 73 0
Conheça os seus direitos de passageiro em caso de atraso prolongado, recusa de embarque ou cancelamento de voo Michaela Ferreira dos Santos 1. Atraso considerável de voo? No caso de se verificar um atraso na partida do voo de: Atraso Voos 2h ou mais até 1.500km 3h ou mais intracomunitá rios com + 1.500km outros entre 1.500km e 3.500km 4h ou mais com mais de 3.500km Os passageiros têm direito, a título gratuito: * refeições e bebidas, em proporção razoável com o tempo de espera; * alojamento em hotel ou outro, se necessário; * transporte gratuito entre o alojamento e o aeroporto; * duas chamadas telefónicas/ correio electrónico. Se o atraso do voo for superior a 5h e se desistir de viajar, o passageiro tem direito a receber o reembolso do custo
do bilhete não utilizado. Os passageiros afectados por atrasos prolongados de voos podem ser equiparados aos passageiros de voos cancelados, para efeitos da aplicação do direito a indemnização, podendo, assim, invocar o direito a indemnização, se chegarem ao seu destino final 3h ou mais após a hora de chegada inicialmente prevista pela transportadora aérea. Todavia, o atraso não confere aos passageiros o direito a uma indemnização, se a transportadora aérea puder provar que o atraso se ficou a dever a circunstâncias extraordinárias que não poderiam ter sido evitadas mesmo que tivessem sido tomadas todas as medidas razoáveis (caso de condições meteorológicas, falhas inesperadas para a segurança do voo, greves). 2. Recusa de embarque? Considera-se recusa de embarque num voo aos passageiros que: * Tenham uma reserva confirmada para o voo; * Se tenham apresentado no balcão de check-in com a antecedência indi-
cada, por escrito, pela transportadora aérea, ou na ausência de informação até 45 minutos antes da hora programada de partida do voo; * Se tenham apresentado na porta de embarque de acordo com a informação prestada. Os passageiros a quem foi recusado o embarque, contra sua vontade, têm direito a: 1. receber uma indemnização, no valor de: Indemnização Voos 250€ até 1.500km 400€ intracomunitá rios com +1.500km outros entre 1.500km e 3.500km 600€ com mais de 3.500km em determinadas situações e dependendo da hora de chegada ao destino final, a indemnização pode ser reduzida em 50%; 2. receber, a título gratuito, refeições
e bebidas em proporção razoável com o tempo de espera e, se necessário, ao alojamento em hotel ou outro e transporte gratuito entre o alojamento e o aeroporto e também a duas chamadas telefónicas ou telex ou correio electrónico; 3. receber o reembolso do preço do bilhete apenas nos casos em que desistem de efectuar o voo porque este já não se justifica em relação ao plano inicial da viagem. 3. Cancelamento de voo? Os passageiros afectados pelo cancelamento de um voo, têm direito a: 1. opção de escolha entre: * o reembolso do preço do bilhete, nos casos em que desistam de efectuar o voo porque este já não se justifica em relação ao plano inicial da viagem e * o reencaminhamento, em condições de transporte equivalentes, para o destino final na primeira oportunidade; 2. receber, a título gratuito, refeições e bebidas em proporção razoável com o tempo de espera e, se necessário, ao alojamento em hotel ou outro e trans-
porte gratuito entre o alojamento e o aeroporto e também a duas chamadas telefónicas ou telex ou correio electrónico; 3. receber uma indemnização, no valor de: Indemnização Voos 250€ até 1.500km 400€ intracomunitá rios com + 1.500km outros entre 1.500km e 3.500km 600€ com mais de 3.500km em determinadas situações e dependendo da hora de chegada ao destino final, esta indemnização pode ser reduzida em 50%. Nota Importante: a indemnização não será devida aos passageiros se:tiverem sido informados do cancelamento e/ ou a transportadora aérea operadora do voo puder provar que o cancelamento se ficou a dever a circunstâncias extraordinárias. PUB
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José Gomes Rodrigues rodrigues@live.de
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•Trabalho precário ou a lei dos 400 € • Reforma por inteiro mesmo aos 65 anos • Trabalho remunerado e as diversas reformas • Legislação sobre ganhos complementares e pensão • Planos do governo para o futuro no sector de pensões • Informações úteis Trabalho precário ou a lei dos 400 € Ex.mos senhores Tenho lido com interesse a vossa rubrica social. Tem-me retiradas muitas dúvidas o que muito agradeço. O meu marido tem recortado todas essas informações e tem-nas todas arquivadas guardando-as com muito cuidado no seu pequeno canto do quarto, que funciona como escritório. Eu continuo a fazer alguns trabalhitos ou “minijobs”, que, todos somados, não ultrapassam os 400 € mensais, já que tenho de cuidar dos meus dois filhos e dos trabalhos de casa. Gostaria de saber algo mais sobre os descontos para reforma deste tipo de trabalho, em especial e conforme as novas leis que entraram a vigorar no inicio do ano. Leitora devidamente identificada Caríssima compatriota Estamos reconhecidos pela confiança que tem depositado no nosso trabalho. Continue sempre a querer manter-se informada. Vamos dar-lhe, com prazer, as informações que nos solicitou. Desde 1 de Janeiro de 2012 tornou-se mais vantajoso pagar os respectivos descontos para o seguro de reforma para quem trabalha, usufruindo um ordenado reduzido ou seja, não ultrapassando os 400 € mensais. Como as contribuições para a reforma baixaram de 19,90% para 19,60% então os descontos a pagar diminuíram também para este tipo de emprego que, de 4,9% passaram a ser de 4,6% a contribuição para o seguro de pensões. Para melhor visualizar esta contribuição social, aqui juntamos uma pequena tabela dum possível ordenado mensal com e os respectivos descontos para caixa de pensões:
dez; * Poderá ver elevado o valor da sua reforma ao chegar à idade; * Convém recordar que o empregador continuará a descontar 15% à caixa de reformas. Queira aceitar as nossas saudações amistosas, extensivas ao seu esmerado e cauteloso marido. Reforma por inteiro mesmo aos 65 anos Ex.mos senhores Em toda a Europa procura-se atrasar a idade de reforma. Lembro ainda que colegas e amigos meus em Portugal foram reformados aos 51 anos ou aos 55 anos. Agora estamos a pagar essa factura exigida pela Troika, além de outras facturas que a função pública nos legou. Estivemos adormecidos ou adormeceramnos. Vivemos convencidos que o estado era uma grande inesgotável fonte de rendimentos e que nunca se esgotaria. Esquecemo-nos completamente que essa caixa, vinha do povo era do povo e deveria ser usada somente com toda a responsabilidade para o bem e ao serviço do povo. Deixamo-nos simplesmente embalar e enganar pelas lindas palavras retóricas dos políticos, para estes conquistarem o poder sobre o povo, sobre nós Desculpem este desabafo que não foi intencionado. Aqui na Alemanha, como o PP noticiou, já a idade dos 67 anos entrou em vigor. Mas será que haverá ainda alguma possibilidade de entrar na reforma aos 65 anos mas sem os cortes? Leitor devidamente identificado Compatriota amigo
Damos toda a razão também às suas anteriores afirmações no que se refere a Portugal. Sempre faltou o sentido de co-responsabilidade no que respeita à caixa pública, como por 155 € mensais descontará 7, 13 € se esta existisse sem os seus “ 200 € “ “ 9, 20 € contribuintes e fosse uma fonte “ 250 € “ “ 11, 50 € inesgotável. Tudo isso foi feito “ 300 € “ “ 13, 80 € com o aval de todos os gover“ 350 € “ “ 16, 10 € nos e cores políticas. Não ne“ 400 € “ “ 18, 40 € cessita de pedir desculpas. As suas afirmações são infelizAlém da possibilidade duma fumente uma realidade, sendo um apelo tura reforma e, conforme o tempo nea uma maior ética e moralidade que cessário de seguro, poderá ainda os políticos devem possuir e transpausufruir das seguintes regalias sociais: recer não só antes das eleições mas após as eleições e durante os seus * Direito a uma reabilitação da saúde mandatos. Portanto, esteja à vontade! (termas); Como relatámos numa das últi* Em caso de acidente ou incapacimas edições do PP, a idade normal das dade total ou parcial poderá beneficiar pensões passa gradualmente, desde igualmente duma pensão de invaliJaneiro do presente ano de 2012 e até
2029, dos 65 anos para os 67 anos de idade. Isto significa que, para quem tenha nascido depois de 1946, estes segurados terão de esperar mais algum tempo até que possam usufruir da totalidade da sua pensão. Os que tiverem nascido em 1947 terão de retrasar um mês a sua pensão, a partir de 1959 terão de esperar dois meses por cada ano. Para os que tenham nascido a partir de 1964 receberão as suas reformas normais somente aos 67 anos, sem os devidos cortes. Contudo, poder-se-á ainda usufruir a pensão aos 65 anos, desde que, na altura do requerimento, preenchas as seguintes condições: * Tenham nascido depois de 1946; * Que tenham completado os 65 anos e * Tenham somado 45 anos de seguro obrigatório ou outros tempos reconhecidos para o efeito. O tempo de desemprego não conta para este efeito. Mais se informa que qualquer pergunta sobre a reforma podeis dirigi-la por telefone através do número 0800100048013, indicando todos os seus dados necessários para uma informação o mais exaustiva possível. Receberá as respostas que pretender. Este numero de telefone é gratuito. Trabalho remunerado e as diversas reformas Ex.mo senhor Diretor Cada vez mais se recebe menos de reforma. Com os ordenados mínimos que as empresas estão a pagar e com o contingente de pessoas que receberam e continuam a receber o apoio social ao desemprego (Hartz IV) não há outra coisa a esperar se não houver uma nova estruturação da legislação de reformas. Queiramnos informar sobre as possibilidades de complementar a reforma com um pequeno trabalho. Haverá alguma alteração da lei em vista? se sim qual ou quais. Desde já mais uma vez obrigado pela vossa resposta. Leitor devidamente identificado Caríssimo leitor Tem razão no que afirma, pois cada vez há mais jubilados nas idades compreendidas entre os 60 e os 65 anos que, por terem decidido ou terem sido obrigados por doença a optarem por uma reforma antecipada, recebem uma aposentadoria mínima. Por outro lado, a actual legislação do sector não permite ainda ganhar o suficiente de forma a aumentar os seus recursos financeiros. Esta situação contempla quase nove milhões de pensionistas, tal é o actual número dos reformados
nesta situação. Em média a cada reformado é-lhe retirado da sua reforma a quantia de 117 € mensalmente, que é a factura a pagar por terem optado pela reforma antecipada. Por cada mês que antecipa a sua reforma é-lhe cortado 0,30% da pensão e duma forma definitiva até que a morte os separe dos vivos. Legislação sobre ganhos complementares e pensão Conforme a legislação em vigor, somente depois dos 65 anos de idade é que os jubilados poderão trabalhar livremente e auferir um ordenado sem limites. Deste ordenado serão obrigados a pagar parcialmente os impostos e de descontar para a segurança social. Os mais jovens poderão ganhar mensalmente até 400 € sem que lhe seja diminuída a sua reforma. Até dois meses por ano é-lhes ainda permitido ganhar 800 € mensais, mas só, e repetimos, por dois meses no ano, sem sofrer qualquer corte no quantitativo da sua reforma. Quem muito ganha pode ver a sua reforma diminuída até um terço, isto é válido para os que ultrapassam o ordenado mensal de 400 €. Exemplificando: um indivíduo que receba uma reforma antecipada no valor total de 1.200 € mensais e que acumule com um ordenado de 401 € mensais, receberá apenas dois terços da aposentadoria. Em vez dos 1.200 € ser-lhes-ão enviados para a sua conta pela Caixa de Pensões a quantia de 800 €, durante o tempo em que tenha aquele ordenado. Quanto maior for o ordenado mensal, tanto mais lhe é encurtada a reforma, ou seja, para um terço ou metade, podendo até atingir o corte da sua totalidade. A máxima válida é: quem receber metade do ordenado, receberá meia reforma, quem receber três partes de ordenado, receberá um terço da reforma até que se aplique um corte total. Este procedimento é complicado e isento de qualquer atracção o que faz com que haja poucos reformados que se aventuram a trabalhar ultrapassando essa fronteira de ganhos possíveis. Actualmente são uns 3.000 enquanto os que preferem um “minijob” ou seja, que não ultrapassem os 400 € mensais ultrapassam o meio milhão de indivíduos pré-reformados. Planos para quem acumula a pensão com um trabalho
Num futuro não muito longínquo o pré – reformado, antes de atingir a reforma por idade legal, poderá ganhar mais, sem o receio de perder a sua reforma. A soma da reforma e do ordenado não poderão ultrapassar o ordenado que obtinham quando se encontravam na vida activa. Quando esta quantia somada à reforma ultrapassar o ordenado que anteriormente usufruíam, então sim que lhe será retida reforma mas percentualmente de forma a repor o ordenado que auferia anteriormente. O problema coloca-se aos que antes da reforma tinham já um ordenado mínimo e mal pago. Estes não irão beneficiar da legislação que ainda está na forja, a não ser que os legisladores tenham ainda em consideração esta realidade. Repetimos que estas são simplesmente algumas considerações do actual governo esperando vir a ser devidamente aprovada. Ainda dentro duma estruturação de reformas há forças políticas responsáveis no governo por este sector social que defendem uma reforma mínima extensiva a todos os concidadãos. Esta seria em parte suportada pelo Estado. Algo se vai mexendo nesta matéria e esperamos que haja maior responsabilidade, mais justiça social e uma maior solidariedade. Que se passe das propostas! +++À margem+++ Aumento das reformas a partir de 1 de Julho 2012 As reformas aumentarão este ano a partir do mês de Julho para os 20,5 milhões de reformados o correspondente a 2,3% da pensão, sendo de 3,2% para os que vivem nos assim chamados novos estados (antiga RDA). 6000.000 famílias sem energia elétrica na Alemanha A espantosa subida do gás e da electricidade colocou milhares de famílias na Alemanha perante graves problemas financeiros, provocando até o corte de energia. Só em 2010 esta situação atingiu na Alemanha 600.000 agregados familiares. Na Renania do Norte e Westfalia foram 120.000 as famílias que viram cortadas a sua energia eléctrica. Estes dados tem sido alarmantes e com tendência a crescer, tal é a descida ríspida do poder de compra das pessoas. Apesar do trabalho remunerado, este temse mostrado cada vez mais insuficiente para acorrer a todas as necessidades fundamentais duma família.
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Agenda Tome Nota
IMPORTANTE Às associações, clubes, bandas , etc.. As informações sobre os eventos a divulgar deverão dar entrada na nossa redacção até ao dia 15 de cada mês Tel.: 0231 - 83 90 289 Fax :0231-8390351 Email: correio@free.de
Endereços Úteis Embaixada de Portugal Zimmerstr.56 10117 Berlin
Tel: 030 - 590063500 Telefone de emergência (fora do horário normal de expediente):
0171 - 9952844 Consulado -Geral de Portugal em Hamburgo Büschstr 7 20354 - Hamburgo
Tel: 040/3553484 Consulado-Geral de Portugal em Düsseldorf Friedrichstr, 20 40217 -Düsseldorf
Tel: 0211/13878-12;13 Consulado-Geral de Portugal em Stuttgart Königstr.20 70173 Stuttgart
Tel. 0711/2273974 Conselho das Comunidades Portuguesas: Alfredo Cardoso, Telelefone: 0172- 53 520 47 AlfredoCardoso@web.de
Alfredo Stoffel Telefone: 0170 24 60 130 Alfredo.Stoffel@gmx.de José Eduardo, Telefone: 06196 - 82049 jeduardo@gmx.de Maria da Piedade Frias Telefone: 0711/8889895 piedadefrias@gmail.com
Pegasus Nienkamp 74 • 48147 Münster Fon : +49 (0) 251 922 06-0 Fax : +49 (0) 251 922 06-66 E-Mail : info@umzuege.com www.mudancas.de
"Não posso dar-me a quem me não sabe prender." Natalie Barney , "As quedas de algumas mulheres justificam-nas alguns maridos." Camilo Castelo Branco
JUNHO 2112 2.06.2012 – DÜSSELDORF – Festa Portuguesa de Verão. Open Air. Local: Bürgerhaus Benrath, Telleringstr. 56, 40597 Düsseldorf. Início: 15h00 2.06.2012 – OFFENBACH - Animação no restaurante Casa Portuguesa com o organista/cantor Filipe. Local: Waldstrasse 40 -63065
AICEP Portugal Zimmerstr.56 - 10117 Berlim Tel.: 030 254106-0
2.06.2012 e 03.06.2012 – HAMBURGO - Comemorações do dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas no Völkerkundemuseum (Museu de Etnologia) de Hamburgo, Rothenbaumchaussee 64, 20148 Hamburgo, com a colaboração e participação do Consulado-Geral de Portugal em Hamburgo.
Federação de Empresários Portugueses (VPU) Hanauer Landstraße 114-116 60314 Frankfurt Tel.: +49 (0)69 90 501 933 Fax: +49 (0)69 597 99 529
2.06.2012 – MILTENBERG Inauguração oficial do Centro Português de Miltenberg com a presença do Cônsul-Geral de Portugal de Estugarda do Burgermeister de Miltenberg. Início: 18h00. Local: Fahrweg 41, 63897 Miltenberg
Federação das Associações Portuguesas na Alemanha (FAPA) www.fapa-online.de Postfach 10 01 05 D-42801 Remscheid
3.06.2012 -ESTUGARDA - Dia de convívio com grelhados à moda portuguesa. Início: 12h00. Local: Katholische Heimgarten na Württembergstraße. (Linha do Bus 61 Untertürkheim direccao a rotenberg saida na paragem (ASPEN). Org. Clube Filatélico Português
Fernando Genro Telefone: 0151- 15775156 fernandogenro@hotmail.com
Transportes - Mudanças para toda a Europa Logistik KG
Citações do mês
3.06.2012 – MILTENBERG – Dia da Porta Aberta no Centro Português de Miltenberg. Início: 10h00. Local: Fahrweg 41, 63897 Miltenberg
9. 06. 2012 – LÜBEK - um 18 Uhr möchte der neue Präsident des Landesverbandes, Herr Jan-Taken de Vries aus Scharbeutz alle Mitglieder der DPG sowie alle an der DPG Interessierten zu einem Treffen in lockerer Runde in das "Café Algarve", Große Burgstraße 31, 23552 Lübeck, einladen. Im Anschluss besteht die Möglichkeit, die Begegnung DeutschlandPortugal (Anstoß ist um 20.45 Uhr) im Rahmen der Fußball-Europameisterschaft 2012 im Café zu sehen und den Abend fröhlich ausklingen zu lassen.Anmeldungen erbeten unter E-Mail: info@devries.de, Tel.: 04503 / 88 86 84 Deutsch Portugiesische Gesellschaft / LV Hamburg/ Schleswig Holstein
Até 12.06.2012 – HAMBURGO A pintora alemã Erdmute Blach inspirou-se no compositor português Amílcar Vasques Dias para uma série de novos trabalhos sobre temas musicais que estão patentes ao público até 12 de de Julho, no Consulado de Portugal em Hamburgo, na Buschstr 7. 23.06.2012 – OFFENBACH Grande noite de S.João com o grupo Beto e Victor. Local: Restaurante Casa Portuguesa, Waldstrasse 40, 63065 Offenbach Euro 2012 no C.O.P: - Groß Umstadt – O Clube Operário Português transmite todos os jogos de Euro em directo no salão e esplanada em ecrã gigante. Clube Operário Portugues, GeorgAugust-Zinn-Straße 68, D-64823 Groß-Umstadt
9.06.2012 – RHEINE – Grande Festa para acompanhar o jogo de futebol entre Alemanha vs Portugal. À noite: DJ Ricardo Gomes. Início: 17h00. Local: Associação Portuguesa de Rheine, Stovernerstr.47, 48431 Rheine
FERNANDO ROLDÃO ORGANISTA CANTOR
12.06.2012 – BERLIM Carlos Bica & Norberto Lobo | Jazzkonzert. Local: Altes Finanzamt Schönstedtsr. 7 - R/C 12043 Berlin-Neukölln
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12.06.2012 – BERLIM - Apresentação da tradução para alemão da obra "Jerusalém" de Gonçalo M. Tavares na sede da Representação da União União Europeia, em Berlim, pelas 19 horas.
ALEMANHA CONTACTOS 0151 451 724 90 eferrenator@gmail.com
Serviço
PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012 Anunciadas após o encerramento dos postos consulares em Osnabrück e Frankfurt / M, aí estão as permanências consulares prometidas pelo Governo. As permanências funcionarão em todas as áreas consulares com a deslocação de técnicos dos consulados a localidades previamente escolhidas e, na maioria dos casos, os utentes serão atendidos em associações ou em missões católicas onde estarão técnicos munidos de equipamento apropriado. Em termos gerais, as permanências consulares poderão realizar quase todos os actos consu-
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lares, evitando grandes deslocações dos utentes aos postos. Uma das vantagens destas permanências é todos os portugueses, independentemente de residirem noutra área consular, podem ver os seus assuntos resolvidos nas permanências consulares que vão realizar-se nas cidades que divulgamos nesta página. As permanências consulares vão poder facilitar a vida a muitos utentes. Não só por isto que, a funcionarem em pleno, poderão contribuir para uma melhoria dos serviços consulares prestados aos portugueses.
Mapa das permanências consulares na Alemanha Osnabrück Local: Datas: Horário:
Centro Português de Osnabrück, 15 de Junho 10.00-15.00 h
Bünderstr. 6 29 de Junho 10.00-15.00 h
49084 Osnabrück 13 de Julho 10.00-15.00 h
Nordhorn Local: Datas: Horário:
Centro Português de Nordhorn 23 de Junho 10.00-15.00 h
Heideweg 13
49529 Nordhorn
Cuxhaven Local: Datas: Horário:
Centro Cultural Português 7 de Julho 10.00-15.00 h
Präsident-Herwigstr. 33-34
27472 Cuxhaven
Fonte: Consulado-Geral de Portugal em Hamburgo Consulado-Geral de Portugal em Düsseldorf Consulado-Geral de Portugal em Estugarda
Consulado Geral de Portugal em Hamburgo - Permanências Consulares 2012
Consulado Geral de Portugal em Düsseldorf - Permanências Consulares 2012 Münster Local: Datas: Horário:
Missão Católica Portuguesa 26.06.2012 9.30-15.00 h
Beelerdstiege 3 25.09.2012
48143 Münster 27.11.2012
Minden Local: Datas: Horário:
Centro Português de Minden 14.06.2012
Memelstr.6 13.09.2012
32423 Minden 15.11.2012
Meschede Local: Datas: Horário:
Associação Portuguesa de Meschede 21.06.2012
Hennestrasse 12 20.09.2012
59872 Meschede 22.11.2012
Local: Datas:
Missão Católica Portuguesa, Mensal, 1.ª sexta-feira de cada mês
Marienstrasse, 38, 63069 Offenbach Funcionário responsável: Francisco Duarte, tel.:0711 / 22739 72
Local: Datas:
União D. Portuguesa de Mainz E. V Mensal, 2.ª sexta-feira de cada mês
Mombacherstr, 38, 55122 Mainz Funcionário responsável: Elisabete Marques, tel.:0711 / 22739 79
Local: Datas:
Associação Portuguesa de Desportos, Mensal, 3.ª sexta-feira de cada mês
Pariserstr.117 67655 Kaiserslautern Funcionário responsável: Fernanda Silva, tell.: 0711 / 22739 77
Local: Datas:
Missão Católica de Munique, Mensal, 4.ª sexta-feira de cada mês
Landsbergerstr. 39 80339 Munique Funcionário responsável: Eugénia Santos, tel.: 0711 / 22739 75
Local: Datas:
Missão Católica de Nuremberga, Mensal, 1.ª terça-feira de cada mês
Pirckheimerstr.. 12 90408 Nuremberga Funcionário responsável: Isabel Popin, tel.: 0711 / 22739 79
Local: Datas:
Rathaus (Câmara Municipal) 2.ª terça-feira de cada mês
Hohgarten 2 Funcionário responsável: Helena Fernandes
NOTA - nos dias feriados, a permanência consular realizar-se-á no dia útil seguinte
78224 Singen 0711 / 22739 72
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Consulado Geral de Portugal em Estugarda - Permanências Consulares 2012 (por marcação)
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Passar o Tempo
Amizades &
Afins SENHORA, 63 anos, residente na Alemanha, zona de Frankfurt, divorciada, extrovertida e alegre, vida organizada, gostava de conhecer senhor educado entre os 65-70 anos, com altura: 1,70 ou 1,75 m, elegante e com vida organizada que resida no Estado do Hessen. Resposta a este jornal: Refª 0205
CAVALHEIRO Reformado, 70, 1,65 cm, viúvo, decente, não fumador a residir na Alemanha, procura Senhora de bom carácter, de preferência viúva, para construir futuro de vida a dois.Resposta/carta a este jornal Refª 0106
SENHOR 59 anos a residor da Alemanha (NRW), livre, não fumador, deseja conhecer senhora entre os 49 e 59 anos idade para fins de amizade. Resposta a este jornal Refª 0103 Nota: Os anúncios para este espaço devem ser bem legíveis e dirigidos ao jornal devidamente identificados com nome, morada e telefone do/a anunciante. O custo para anunciar neste espaço é de 17,50. Aqueles que têm resposta ao jornal, o custo é de € 27,50. + Informações: 0231-8390289
poesias de amor e de outros sentires
PORTUGAL POST Nº 215 • Junho 2012
Saúde e Bem estar
Receitas Culinárias
Asma
Bacalhau à moda da avó
A asma é uma enfermidade que se caracteriza por episódios de dificuldade respiratória, acompanhada por uma sensação de sufocamento, devido a um estreitamento geral das vias respiratórias dentro dos pulmões, além de provocar uma frequente e violenta tosse que tem a finalidade de expulsar a mucosidade acumulada nos pulmões. O estreitamento das vias respiratórias deve-se a três factores principais: a. O músculo bronquial ao redor de cada via respiratória se contrai ocasionando um sufocamento ou espasmo, e que o impede que se possa respirar com desenvoltura. b. Acúmulo de mucosidade nos condutos aéreos. c. Inflamação dos revestimentos bronquiais ou uma combinação dos três itens. OS SINTOMAS são: opressão no peito, tosse e dificuldade para respirar, tendo que auxiliar-se, em alguns casos graves, com broncodilatadores e oxigénio extra. AS CAUSAS são: alergias, ar contaminado, infecção respiratória, stress e ansiedade os quais podem produzir um espasmo (contracção involuntária) dos músculos que rodeiam os brônquios, não permitindo a entrada de ar nos pulmões. O TRATAMENTO sugerido: manter um ambiente familiar e de trabalho adequados, já que o stress e a tensão emocional influem muito sobre a asma. Procurar permanecer tranquilo e num lugar ventilado. Ingerir muito líquido, já que isso afrouxa a mucosidade nos pulmões. Pôr água
Se sou amado, quanto mais amado mais correspondo ao amor.
DICA
Se sou esquecido, devo esquecer também, Pois amor é feito espelho: -tem que ter reflexo. Pablo Neruda
RIR
bem quente numa vasilha e despejar uma colher de loção balsâmica de Aloé Vera misturada com eucalipto. Cobrir a cabeça e a vasilha com uma toalha e respirar os vapores. Isto afrouxa o muco e dilata os brônquios. Além disso, recomenda-se fazer uma mistura de loção balsâmica de Aloé com eucalipto, gel de Aloé e extracto activador de Aloé, e com essa mistura esfregar o peito e as costas, para que o efeito do Aloé desinflame e ajude na penetração do eucalipto, que é um óptimo broncodilatador. Logo após, junte a esta mistura um pouco de mel de colmeia e tome várias vezes por dia, sobretudo quando se apresenta um ataque de asma. Ingerir própolis de abelha, com o fim de prevenir e eliminar quaisquer infecções pulmonares, as quais são muito comuns na asma. Já que uma das causas da asma é as alergias, e o Aloé Vera é muito antialergénico. É recomendável que se tome várias vezes por dia durante os ataques agudos. Relaxamento: é de grande ajuda que o asmático aprenda a relaxar, já que isto será benéfico na hora que acontecer um ataque de asma. A tensão aumenta a contracção dos músculos do peito, trazendo mais dificuldade para respirar. A respiração lenta e profunda é muito benéfica e deve ser praticada junto com os exercícios de relaxamento. O exercício é muito importante, principalmente a natação, por que este ajuda muito as crianças e jovens a fortalecerem os músculos da caixa torácica, trazendo assim uma boa oxigenação.
Para 4 Pessoas 700 g de bacalhau 2 dentes de alho 2 cebolas 1,5 kg de batatinhas novas Óleo para fritar Sal, pimenta e colorau qb. 2 dl de azeite Salsa picada Pão ralado qb. Alho picadinho Demolhe o bacalhau e leve-o ao lume a cozer; depois escorra-o, limpe-o de peles e espinhas e lasque-o grosseiramente. Descasque e pique os dentes de alho. Descasque as cebolas e corte-as às rodelas finas. Descasque as baratinhas, lave-as e escorra-as; leve-as a fritar em óleo quente, escorra-as de novo e tempere-as com sal, pimenta e colorau. Num tacho, leve ao lume o azeite, junte-lhe os dentes de alho, picados, e, pouco depois, as rodelas de cebola; mexa, deixe refogarem até começarem a querer alourar e retire. Num recipiente que possa ir ao forno, misture tudo e espalhe sem calcar. Polvilhe com uma mistura de pão ralado, salsa e alho, picados finamente. Leve ao forno forte até alourar e sirva de imediato.
Caldo Verde 200g de couve galega cortada em caldo-verde 500g de batata; 50g de chouriço 1 cebola 2 dentes de alho 1,5L de água 1 decilitro de azeite Sal Coza as batatas descascadas com a cebola, o chouriço e os dentes de alho em litro e meio de água temperada com o sal e metade do azeite. Retire o chouriço, esmague tudo o resto e leve novamente ao lume. Assim que estiver a ferver adicione a couve. Deixe cozer com o recipiente destapado só o tempo suficiente para a couve deixar de saber a crú. Verifique o tempero e adicione o resto do azeite. Corte o chouriço em rodelas, distribua-as pelos pratos e regue com o caldo-verde. Nota: Se a couve for muito dura, escalde-a com água a ferver e passe-a em seguida por água fria.
Para limpar o forno de microondas, coloque uma vasilha com água e ligue no forno por 2 minutos. Passe um pano ou papel toalha e seque em seguida.
Números em Síntese
Queria Ver as Horas
Número de portugueses até ao dia 16 de Maio 2012, às 11h50: 10,742,704
Porque furtou o relógio a esta senhora? — Queria ver as horas. — E não podia perguntar-lhe? — Podia. Mas eu sou muito tímido com as mulheres....
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Vidas
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As armadilhas da vida e encontros ocasionais Caros Senhores, Já uma vez enviei para aí um história que ainda não publicaram. Como já passou algum tempo e penso que nunca mais será publicada, resolvi enviar uma outra na esperança de ser considerada. A história de um meu amigo que aqui transcrevo é um caso que poderia acontecer a qualquer um de nós. Ele ficou viuvo quando o conheci. Na altura ele ainda não tinha cinquenta anos e eu já caminhava para os 55. Encontrara-se assim de um momento para outro viúvo e sem filhos. Como era ainda um homem novo, pensava em casar uma segunda vez com uma mulher que ele tinha conhecido numa viagem de avião quando ele tinha resolvido fazer umas férias no Brasil em casa de uns parentes. Isto tinha-me dito ele logo no início das suas férias no Brasil. Ele partiu de Frankfurt e mal sabia que aquela viagem iria tornar-se num tormento da sua vida. O voo para o Brasil era da Tap. Primeiro voou para Lisboa, mudou de avião e seguiu para o Brasil. A bordo sentou-se ao lado de uma senhora muito distinta, elegante e um “mulherão”, disse-me ele numa mensagem que me deixou no Facebook. Naturalmente que numa viagem que demora algumas horas a conversa com o vizinho do lado é inevitável – e foi isso que aconteceu. Ele botou conversa com o tal “mulherão” e houve ali uma química entre os dois. Disse-me que houve uma ligação inexplicável. Diga-se que o meu amigo não é um homem por aí além. Quero dizer, não é nada atlético nem tem dotes físicos com que faça uma mulher abrir a boca e exclamar Uau!. Nada disso. É uma pessoa normal que passa normalmente por qualquer lado sem ser notado. Mas o destino às vezes tem destas coisas e surpreende-nos com coisas que nunca esperamos. Chegados ao Brasil, o meu amigo e a sua companheira de via-
gem tinham a impressão que já se conheciam há muito. São daquelas impressões que às vezes nos acontece com pessoas que de repente ficam ligadas a nós sem que percebamos muito bem os seus motivos. Adiante. Os dois tinham, como é óbvio, destinos diferentes no Brasil. Combinaram fazer o que tinham a fazer muito rapidamente e encontrarem-se no Rio para passar as férias em conjunto. Assim fez o meu amigo. Fez uma visita de dois ou três dias aos seus parentes muito afastados e voltou a encontrar-se com a mulher que tinha conhecido no avião. Eu sabia dos seus passos porque ele falava comigo via Facebook e contava-me a sua aventura. O meu amigo não é e era pessoa de posses. É uma pessoa simples com uma simples profissão. O dinheiro que ele tinha poupado para a viagem ao Brasil não eram mais de 3.000 euros. Aliás, era o que ele tinha no banco. O funeral da sua esposa tinha custado muito dinheiro porque tinha trasladado o corpo para Portugal. Pelo seu lado, a mulher que ele tinha conhecido pertencia a uma camada superior. Casada com um empresário que tinha negócios no Brasil, ela fazia vida cara e a diária dos hotéis que frequentava quase metade daquilo que era o salário mensal dele. Isto para dizer que, apesar de não ser ele a pagar o hotel onde se instalou no Rio de Janeiro, os seus 3000 euros evaporaram-se num abrir e fechar de olhos. Perante esta situação, ele viuse forçado a dizer-lhe que tinha de partir para a Alemanha porque estava sem cheta e que se sentia mal estar ali às suas custas. Ela disse-lhe para não se preocupar. Pediu-lhe muito para restar e cumprir os seus dias de férias como tinha planeado. Escreveu-me a contar isso mesmo e disse que tinha aceite o convite dela para estar ali naquele lugar de luxo a fazer férias à conta
dela. Disse-me ainda que lhe tinha dito que já não tinha dinheiro nenhum e que já tinha esgotado o “dispo” da sua conta. Ela tornou a dizer –lhe para não se preocupar. Assim aceitou viver com ela e com o seu dinheiro. Entretanto tinha passado mais de um mês e eu nunca mais tive notícias dele. Achei estranho o seu silêncio. A nossa amizade fazia com que não tivéssemos sem falar mais do que uma semana. Ia todos os dias ao Facebook na esperança de o encontrar. Mas nada E o tempo passou. Um mês e tal depois da nossa última conversa comecei a ficar preocupado. De vez em quando também ia a casa dele. Batia à porta...e nada! Telefona-lhe para o telemóvel; chamava e ninguém atendia. Até que um dia recebi em longo email dele que aqui reproduzo: Caro amigo António, Já há muito tempo que nada sabes de mim e não te tenho dado notícias. Como sei que te preocupas comigo, escrevo-te para te dar conta da minha situação. Já há muito tempo deveria estar na Alemanha, até porque as férias já há quase dois meses que terminaram e, sinceramente, também não sei se perdi o trabalho por não ter comparecido. Devo ter na caixa de correio aí na Alemanha a carta de despedimento da empresa, o que vai ser e é uma grande chatice. Nas condições em que me encontro chegar aí e não ter trabalho será muito mau. E como devo ter sido despedido com justa causa acho que não vou ter direito ao subsídio de desemprego. Mas isso veremos quando chegar aí. O meu problema é esse: se chegar aí. O bilhete de avião de retorno já há muito caducou. Encontro-me numa situação desesperada aqui no Rio de Janeiro.
Como sabes, aquela mulher de que te falei largou-me quando o marido a veio buscar estava eu no quarto com ela. Aconteceu assim: estávamos no quarto do hotel, seriam umas 11h00, quando bateram à porta. Eu fui abrir e deparei-me com um homem assim da minha idade mas muito bem vestido. Era português. Perguntou se a R... estava presente, olhei assim meio-parvo para o homem e disse Um momento que volto já. Avisei a minha amante que estava ali um homem que a queria ver e, depois de ela ter estado a falar com ele, veio ter comigo para me dizer se eu não me importava de sair do quarto e esperar por ela lá em baixo. Vesti-me nas calmas e saí. Dirigi-me ao bar do hotel e lá fiquei durante algum tempo, uma hora e tal, por aí. Quando desesperava, vi-a descer das escadas aprotanda para viajar, com malas feitas que um pajem trazia e as levava para o exterior do hotel. Veio ter comigo e, ao entregarme um envelope, disse Lamento e foi-se sem mais, exactamente assim, sem mais palavras. Meio confuso, abri o envelope e li o seguinte: Olá, desculpa mas tenho de ir. O homem que bateu à porta é o meu marido. Estive a falar durante este tempo todo com ele e chegámos à conclusão que eu deveria ir com ele, voltar para a família. Nada mais tenho a dizer-te. PS. O quarto está pago até depois de amanhã. Podes ficar nele. Foram com estas palavras que resolveu aquela situação. Eu, ainda mais confuso, augurando nada de bom para mim, subi ao quarto e encontrei em cima da mesinha de cabeceira um envelope que tinha dentro 100 Reais Atirei-me para a cama desfeito em desespero e a rogar pragas. De premeio insultava-me a mim mesmo por ter acreditado numa situação que só poderia acabar daquela maneira.
Conclusão, fiquei no quarto até ao dia em que estava pago e depois, apenas com os cem Reais no bolso, dirigi-me para o aeroporto na tentativa de apanhar um voo para a Alemanha. Nada feito. Depois de desesperadas tentativas, a senhora da TAP disse que o bilhete já não tinha validade e que eu deveria comprar outro. Depois de lhe explicar a minha situação, foi-me dito que, tendo em conta o facto de eu estar na posse de um bilhete que deixei caducar, poderiam encontrar uma tarifa mais em conta. Mas eu já nem os cem reais tinha. Entre gastos em comer e transportes fiquei sem uma parte deles! Por ali andei no aeroporto durante dias à espera de qualquer sorte. Dormir, dormia por ali onde outros sem-abrigo pernoitavam. Comer não comia, a não ser coisas que encontro que os outros deitam fora. Consegui chegar ao centro do Rio e fui ao hotel na tentativa de a encontrar. Mas nada. Passaram-se entretanto mais de trinta dias e eu ando aqui miseravelmente sem eira nem beira. Pensei telefonar aos meus parentes, mas a vergonha fala mais alto. Encontrei aqui uma alma boa que me deixa utilizar a internet para te pedir que me mandes dinheiro para eu comprar um bilhete de avião para a Alemanha de onde eu nunca deveria ter saído. Foi esta carta que recebi dele. Mandei-lhe o dinheiro para o bilhete e para se governar. Isto foi há sete ou oito meses. António Pinto, Ulm
Pedimos aos leitores que nos enviam correspondência para esta rubrica para não se alongarem muito nos textos que escrevem. Reservamos o direito de condensar e de trabalhar os textos que nos enviam. Obrigado. PUB
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Alemanha:
Economia cresceu 0,5 % no primeiro trimestre de 2012 A economia alemã registou um crescimento de 0,5 por cento no primeiro trimestre de 2012, depois de um recuo de 0,2 por cento no trimestre anterior, anunciou o Instituto Federal de Estatística (Destatis). Vários economistas tinham previsto um aumento menor do Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia europeia ou mesmo uma nova regressão. No último trimestre de 2011, o PIB alemão recuou 0,2 por cento, pela primeira vez em três anos, e uma nova descida significaria, tecnicamente, o início de uma recessão. A recuperação entre
Janeiro e Março deste ano ficou a dever-se, segundo o Destatis, ao curso positivo das exportações, e também ao aumento do consumo privado. „De acordo com cálculos provisórios, as exportações subiram no início do ano, ao contrário das importações“, afirma-se no comunicado publicado em Wiesbaden. Além disso, o consumo privado foi superior ao do último trimestre de 2011, „o que compensou parcialmente a quebra nos investimentos“, referiu ainda o Destatis, que publicará mais pormenores a 24 de Maio. Na comparação homóloga, com igual trimestre de 2011, o
PIB alemão subiu 1,7 por cento, mais do dobro do que se esperava. Com base nestes números, os especialistas aguardam agora uma correção em alta das previsões de crescimento económico. Em Abril, o governo de Angela Merkel previu um crescimento de 0,7 por cento para 2012 e de 1,6 por cento para 2013. „O forte primeiro trimestre levará a uma drástica revisão em alta dos prognósticos para este ano, na casa dos 0,5 por cento“, adiantou Andreas Scheuerle, analista do DekaBank, à edição electrónica do Der Spiegel. PUB