
3 minute read
deu na imprensa
do Automotive Business | automotivebusiness.com.br
PRODUÇÃO DE ÔNIBUS EM 2021 TEVE LEVE CRESCIMENTO
Advertisement
Para este ano de 2022, a estimativa é de crescimento de 6%
OBrasil terminou 2021 com 18,9 mil ônibus fabricados e uma pequena alta de 2,6% na comparação com o ano anterior. Para este ano, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê a produção de 192 mil veículos pesados.
Desse total, cerca de 20 mil serão ônibus, o que resultará crescimento próximo a 6%. A projeção foi divulgada na manhã de sexta-feira, 7, durante entrevista coletiva da entidade.
A produção em dezembro somou 1,4 mil ônibus, anotando queda próxima a 10% na comparação com novembro, algo compreensível em virtude das férias coletivas de fim de ano.
A quase repetição em 2021 do ano anterior ocorreu pelo fraco desempenho do mercado interno e também das exportações, que somaram 4,2 mil unidades e uma discreta alta de 2,8% na comparação com 2020.
A Anfavea recorda que outros mercados de destino sofreram os mesmos problemas que os nossos, como a queda em renovações de frota e também a redução da atividade turística.
“O transporte de passageiros continua bastante fragilizado pela pandemia de Covid-19”, afirma o vicepresidente da Anfavea, Marco Saltini. A projeção da Anfavea para 2022 prevê a exportação de 29 mil veículos pesados. Estima-se que mais de 4 mil sejam ônibus e que os embarques ao menos repitam o desempenho de 2021.
Mercado interno crescerá mais de 20% As novas previsões da Anfavea estimam um mercado interno de 157 mil veículos pesados, dos quais 17 mil serão ônibus. Se a expectativa estiver correta, o setor terá alta de 20,9% sobre os emplacamentos do ano passado.
Embora pareça um crescimento expressivo, ele tem uma base de comparação muito baixa, já que o ano passado teve pouco mais de 14 mil ônibus emplacados, número quase tão ruim quanto o de 2020, com 13,9 mil unidades.
As vendas de dezembro somaram 1,2 mil ônibus, anotando alta de 12,8% sobre novembro.
“Tivemos no mês passado cerca de 200 unidades emplacadas da nova licitação do Caminho da Escola”, recorda Saltini.
O executivo afirma que o programa governamental somará 7 mil unidades em 2022.
De acordo com os dados da Anfavea, o Caminho da Escola respondeu por 26% dos ônibus licenciados em 2021. Em 2022 essa fatia será próxima dos 40%.
do Automotive Business automotivebusiness.com.br
GOVERNO FEDERAL PODE SUBSIDIAR TRANSPORTE PÚBLICO

Dinheiro seria um alívio ao setor, que segue no prejuízo
Apossibilidade de o governo federal passar a subsidiar a gratuidade para idosos nos municípios do país é real.
Um grupo de trabalho criado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional vai se reunir com o Ministério da Economia e com outras pastas para elaborar e apresentar uma proposta ao setor.
O encontro será dia 14 de janeiro. Um dia antes, o grupo se reúne com representantes de Caixa Econômica, Controladoria-Geral da União e Ministério da Cidadania, segundo o jornal Folha de S. Paulo.
O MDR afirmou em nota que as reuniões servirão para “avaliar as possibilidades de viabilização das propostas”.
O pedido para que a União passe a subsidiar, pelo menos em parte, a gratuidade aos idosos é uma das medidas cobradas pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que tem feito visitas a Brasília para discutir o assunto.
Os prefeitos enfrentam pressão das empresas de ônibus, que tiveram quedas vertiginosas de arrecadação por causa da menor circulação de passageiros causada pela pandemia.
Muitas empresas quebraram e as que ficaram não conseguem sustentar suas operações apenas com o dinheiro das tarifas (que inclusive têm subido em todo o país).
O subsídio federal seria uma forma de garantir a operação do transporte nos municípios e também de aliviar as contas das Prefeituras, que não precisariam elas mesmas aumentar seus subsídios para as empresas.
Segundo o setor de ônibus, o prejuízo causado pela pandemia ultrapassa os R$ 16 bilhões.
