1º Edição - Revista Oppa!

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"A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”_Albert Einstein

esporte

ANSELMO CARVALHO EM TOUR NO CHILE arte

A ARTE DAS RUAS COM ADAM VIEIRA turismo

revistaoppa.com.br

música

ENTREVISTA COM TEREZA BARBOSA

Ano 1 • Maio 2015 • Edição 01 Distribuição Gratuita

dicas de como viajar barato social

SEJA VOLUNTÁRIO NA MAKANUDOS

capa

Conheça a história da hamburgueria misturado



Com o intuito de ser uma nova CONCEPÇÃO de revista regional, a Oppa! nasce Da vontade de trazer voz ao público jovem do Vale do Paraíba. Com conteúdos que variam em número, gênero e grau, desejamos ultrapassar o limite da informação e levar, acima de tudo, novas ideias que fomentem a inovação e o desenvolvimento regional.

8 SOCIAL

O BEM EM FORMA DE AÇÃO

É com muita satisfação que A PARTIR Dessa edição os sonhos de uma geração hiperconectada, moderna e plural que cresce junto com o Vale. Direção Executiva: Bianca Queiroz Direção de Criação: Larissa Antunes Repórter: Thiago de Lima Projeto Gráfico e Diagramação: Gustavo Costa Revisão final: Caroline Lino cOLUNISTAS: Carolina CalMON, Felipe Antunes, Leandro Oliveira, Miguel Júnior, Natali Casaróti, Thiago Sailer. FOTOGRaFIA: Erasmo Ballot

6 ARTE

A ARTE POLÊMICA DAS RUAS

9 TURISMO

DEIXE DE SONHAR E VÁ VIAJAR!

12 ESPORTE

ANSELMO CARVALHO NO CHILE

Agradecimentos: Mestre Jobs E Quadrinhos Ácidos Impressão: resolução gráfica Foto de Capa: jULIANA pOSCH Distribuição Gratuita Tiragem: 3 mil exemplares Distribuição: Cruzeiro/sp, Cachoeira Paulista/sp, Piquete/sp, Lorena/sp, Guaratinguetá/SP, AparecidA/SP, PindamonhangabA/SP Fale conosco: falecom@revistaoppa.com.br www.revistaoppa.com.br editora: agência gula CNPJ 21.836.079/0001-65

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14 MODA

CONHEÇA MAIS SOBRE O MISTURADO

TOP 5 TENDÊNCIAS - SPFW 2016

22 MÚSICA

O SAMBA QUE CORRE NAS VEIAS

LARISSA ANTUNES. GUSTAVO COSTA. BIANCA QUEIROZ. THIAGO DE LIMA. CAROLINE LINO.

25 EMPREGOS MESTRE JOBS

30QUADRINHOS HUMOR ÁCIDOS


NADA CAI DO CÉU CRISE HÍDRICA E SUAS IMPLICAÇÕES por Thiago Sailer A velha máxima sugere que a única coisa que cai do céu é a chuva, porém, nos últimos anos, e em especial nos últimos meses, assistimos a desmontagem trágica dessa afirmação, com implicações diretas no nosso modo de vida e de consumo. Apesar do Brasil concentrar 12% da água doce superficial do planeta, a região Sudeste concentra apenas 6% desse montante, e enfrenta atualmente uma das maiores crises hídricas de sua história. É

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importante lembrar que uma crise hídrica dessa magnitude já ocorreu na década de 50, porém, seu impacto foi menor devido ao reduzido tamanho da população no período e a indústria ainda incipiente. Atualmente a região Sudeste concentra 42% da população brasileira e aproximadamente 48% do parque industrial nacional, e a região do Vale do Paraíba é um claro exemplo desse crescimento populacional e industrial registrado nos últimos 60

anos, saltando de 500.000 habitantes na década de 1950 para cerca de 2,5 milhões de habitantes em 2013, segundo o IBGE. Diversas causas podem ser atribuídas para explicar o agravamento da crise de abastecimento de água além do crescimento populacional, dentre elas podemos destacar os ciclos naturais de resfriamento e aquecimento do Oceano Pacífico, que age como um regulador do macroclima na Terra.


MEIO AMBIENTE

Fonte: site.expertise.net.br

Causas mais sensíveis à cultura de utilização da água e ao manejo e gestão desse recurso também possuem grande influência no agravamento dessa crise. A gestão dos recursos hídricos no Brasil é verticalizada, politizada e incapaz de suprir com segurança o abastecimento em face das anomalias climáticas e do crescimento da demanda de uma população em expansão. Com decisões tomadas “de cima para baixo”, muitas vezes deixando de fora os principais atores que utilizam água (como a indústria e os produtores rurais), o modelo de gestão de recursos hídricos brasileiro se mostra ineficiente e ultrapassado. Em longo prazo, a solução para a

atual crise hídrica passa pela modernização desse modelo de gestão, evoluindo para um esquema de governança integrada onde os setores se conversem para tomar decisões conjuntas que busquem de forma efetiva a resolução de problemas em determinada bacia hidrográfica, oferecendo mais autonomia aos comitês de bacias já existentes, para que possam decidir onde e como os recursos serão alocados, cabendo ao Estado apenas a execução dos projetos previamente debatidos e aceitos pelos comitês. Em curto prazo, infelizmente, não há mágica. Para enfrentar o “deserto” de 2015, cabe a todos reduzir drasticamente o consumo. O que implica

numa mudança cultural e no abandono da “filosofia da abundância” para a incorporação da “filosofia da racionalidade”, ou seja, usar a água de maneira racional e, na medida do possível, desenvolver métodos simples para economia e captação de água de fontes alternativas. O “deserto” de 2015 está apenas começando com o final da estação chuvosa em março, o pior ainda está por vir. Por isso, é necessário abandonar velhos hábitos enraizados de consumo e, sobretudo, exigir novas posturas quanto à política hídrica do país.


A ARTE POLÊMICA DAS RUAS Da história aos estilos, um panorama do cenário nacional e regional do grafite com o artista Adam Vieira por Bianca Queiroz

Se existe um estilo que há anos se desenvolve e ainda permanece na vanguarda artística e cultural - sem deixar de evoluir e ganhar tanto adeptos, quanto admiradores - com certeza, esse estilo é o Grafite. O Grafite surge no Brasil como uma arte transgressora em meados dos anos 70, localizado na cidade de São Paulo. Ele introduz na realidade da cidade outra forma de se comportar, outros ângulos para visualizar e um novo meio de comunicação com o observador. Como movimento cultural, social, político e, acima de tudo, artístico, o Grafite se expandiu rapidamente pelo país e, após muitos anos na ilegalidade, foi descriminalizado em 2011 através da Lei 12.408, que autoriza sua prática em patrimônio público e privado mediante autorização. Nesse meio, onde a arte se mistura com uma forma de vida e de consciência coletiva, alguns artistas do Vale do Paraíba ganham cada dia mais visibilidade e levam sua arte para mais espaços. Dentre eles, Adam Vieira, conhecido somente como Adam, é grafiteiro de profissão e coração. Nascido em São Bernar-

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do do Campo, se mudou-se para Lorena já adolescente, onde acabou decidindo pelo caminho da arte depois de alguns anos afastado dos sprays e das tintas. Hoje, aos 26 anos, conseguiu transformar em profissão sua habilidade de traduzir sentimentos em Grafite, trabalhando em projetos independentes, na empresa Collor’s Brasil e na revista Collorzine. Em paralelo, também mantém uma parceria com novos talentos do Vale através do projeto Evolução Constante Crew. Adam teve acesso ao universo do G rafite ainda criança, brincando com os amigos. Sempre gostou de desenhar, desde pequeno copiava gravuras e elaborava quadrinhos, mas uma coisa o intrigava: quando via os grafites nos muros, tentava entender como uma parede cinza, um muro limpo, poderia do dia para a noite estar todo colorido. Quem o teria pintado? Como o teria feito tão rápido? Na época, tanto a profissão quanto a arte eram vistas pela sociedade como uma prática marginal, o que dificultava mais ainda o acesso às informações. Porém, como toda criança curiosa, Adam

TRANSFORMOU EM PROFISSÃO SUA HABILIDADE DE TRADUZIR SENTIMENTOS EM GRAFITE, COM PROJETOS INDEPENDENTES.


ARTE

procurou incessantemente a respeito até encontrar uma revista que abordava o Grafite como arte e, com esse estímulo, passou a praticar e desenvolver seu talento das mais variadas formas possíveis. Desenvolveu três estilos principais de grafite: o Wild, o 3D, e Cenários. Wild é um estilo básico de Grafite e consiste na brincadeira do artista com a composição de letras, cores e traços. O estilo 3D, por sua vez, é um trabalho feito com perspectivas, movimentos e profundidade. Já os cenários, são releituras de fotos com criações surreais e animadas. Como a maioria dos artistas, Adam desenvolveu a maior parte das suas técnicas praticando, e é claro ao afirmar que prefere sempre dar asas à imaginação na hora de criar. Dentro desses estilos, possui referências nacionais e estrangeiras. Como grande destaque no cenário nacional,

Adam afirma que os gêmeos, Gustavo e Otávio Pandolfo, deram muita amplitude para a expansão da cultura do Grafite no Brasil e, hoje, já estenderam sua forma de criação para outros tipos de técnicas. Apesar do grafite brasileiro ser considerado um dos melhores do mundo hoje, Adam concorda que ainda é visto como arte marginal, o que por um lado prejudica a valorização e o avanço da mesma e, por outro, nutre a crítica à sociedade que o re-

preende, alimentando, assim, aquele espírito questionador da sua origem, que motiva e cria identidade dentro do movimento. Fazendo de espaços apáticos ambientes de vida, convidativos e que despertam sentimentos no nosso dia a dia, os artistas dos muros, dos prédios, dos espaços sem cor, transgridem a ordem do cinza e criam pequenos momentos de arte em nosso dia. Isso é Grafite!

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AÇÃO SOCIAL

O BEM EM FORMA DE AÇÃO - MAKANUDOS por Felipe Antunes, responsável pela organização social Makanudos em Guaratinguetá/SP Quem não gosta de fazer o bem? Acontece que, às vezes, a gente não sabe como fazê-lo de forma prática. Alguns até têm boas ideias, mas falta tempo para conseguir tirá-las do papel e executá-las. Não é verdade? Uma das principais alternativas práticas para se fazer o bem é o trabalho voluntário. E a maneira mais fácil de se tornar um voluntário é através de ações já existentes, que são desenvolvidas por igrejas, organizações sociais e empresas.

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O voluntário é aquele que disponibiliza o seu tempo, talento, conhecimento, recursos materiais e financeiros para determinada causa. É alguém que se move em direção ao próximo, que está disposto a agir e provocar transformações em si mesmo e ao seu redor. E os benefícios do trabalho voluntário são diversos, como, por exemplo: • Mudança de vida - atividade que provoca mudança em si próprio e no próximo; • Crescimento profissional - desenvolvimento de competências e habilidades; • Transformação do mundo - são pequenas ações que transformam o nosso mundo! Ações voluntárias, quando bem planejadas, acompanhadas e

avaliadas, podem de fato ter um papel relevante na construção de uma sociedade melhor e mais solidária! Sabendo de tudo isso, a organização social Makanudos acaba de criar o Programa Voluntário Makanudos, que tem como objetivo gerar oportunidades diversas para aqueles que estão dispostos a fazer o bem. Para conhecer a organização, os projetos e as oportunidades de voluntariado, acesse:

http://voluntario.makanudos.org


TURISMO

DEIXE DE SONHAR E VÁ VIAJAR! por Bianca Queiroz

Você adora conhecer novos lugares, novas culturas, novas pessoas, mas tem um orçamento apertado e acaba cultivando a vontade de explorar outras partes do mundo como um sonho impossível? Fique sabendo que viajar é possível e essa ideia pode não ser assim tão surreal. Viajar hoje está muito mais democrático do que era há 10 ou 15 anos. Com a ampliação do acesso à internet e

o surgimento de novas ferramentas de busca, ficou muito mais fácil ter acesso a roteiros e passeios bem mais em conta, flexíveis e que agradam a todos os gostos. Antes de qualquer outra coisa, você precisa saber que o roteiro é fundamental. Mesmo que não haja um caminho já definido, é imprescindível que você determine o que quer ver, fazer ou conhecer. Sabendo isso, fica fácil con-

seguir dicas de como chegar, onde ficar ou otimizar o tempo por lá com simples buscas por blogs e fóruns na internet. Um bom exemplo de troca de experiências, roteiros e dicas é o site www.mochileiros.com, onde se encontra de tudo um pouco - de trip ao monte Roraima a dicas de Paris.

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TURISMO

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Tendo seu sonho um pouco mais definido, vamos aos

principais pontos para um bom planejamento

dispa-se DE

Preconceitos!

Viajar é conhecer novos lugares, culturas, e passar por situações que estão fora da sua zona de conforto. Então deixe seus pensamentos negativos de lado e encare o mundo de forma receptiva, para que se torne uma experiência enriquecedora.

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Planejamento com hospedagem e

deslocamento é prioridade

Os maiores gastos em qualquer viagem são o valor do deslocamento e da hospedagem. Por isso, não desista de usar seus minutos livres nos aplicativos de busca de passagens aéreas baratas, pois a dedicação é a melhor forma de conseguir precinhos camaradas. Além disso, abra sua mente para novas formas de hospedagem. Hoje os albergues, também conhecidos como Hostels, possuem ótima estrutura, opções privativas para os mais reservados, além de ser uma ótima opção para os viajantes solitários (impossível não fazer amizade nos quartos coletivos e passeios oferecidos na própria recepção por preços mais baixos).

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controle seu

orçamento

Como a maioria de nós ainda não ganhou na loteria, você deve possuir um orçamento ou uma previsão de quanto pode gastar na sua trip, e é importante manter um controle dos seus gastos para que não decrete falência ao retornar. Porém, ninguém precisa se tornar o Tio Patinhas e controlar os centavos de cada imã que comprou para sua mãe na viagem. O objetivo é relaxar, mas sem torrar toda sua grana nos dois primeiros dias.

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comece por

destinos baratos

e aproveite a baixa temporada

No Brasil, assim como no mundo, existem milhões de lugares tão interessantes quanto acessíveis. Então, por que ir a Campos do Jordão no festival de inverno se podemos ir conhecer os encantos de Cunha e da Serra da Bocaina (e, quem sabe, esticar até Paraty) em qualquer época do ano?

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adicione o coletivo

na sua agenda

Além do deslocamento para chegar ao seu destino, você precisará de meios para ir aos locais que deseja. Para isso, dê sempre preferência aos meios de transporte públicos (que apesar de não funcionarem muito bem na sua cidade, podem funcionar lindamente em diversos pontos do mundo e do Brasil - como em Curitiba). Ou, se for mais ousado, busque caronas não só com seus novos amigos, mas nos aplicativos e comunidades onde são ofertadas de forma segura e controlada (como o Tripda).

Por fim, se você vive sonhando em viajar e acaba acordando todo dia sem esperanças, saiba que é possível viajar com custo reduzido e preços acessíveis quando se planeja com paciência e antecedência. Segundo Amyr Klink, ilustríssimo navegador brasileiro, “pior que não terminar uma viagem é nunca partir”. Então, se jogue no próximo destino!


! s o ã m s a u s m e á t s O futuro do skate e e fortalecem!

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Sérgio Gonçalo frontside grind Santiago-Chile | Foto: Marquez

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Ss – Ollie | Santiago, Chile. Foto: Toni Marques

ANSELMO CARVALHO No CHILE

Na busca para se tornar um profissional, skatista conta sobre início no esporte, inspiração, vida de amador, tour pelo Chile e o sonho de se profissionalizar. por Leandro Oliveira

Do início ainda tímido perto de casa na Praça Caetés, no bairro do Pedregulho em Guaratinguetá, ao profissionalismo. A trajetória do skatista Anselmo Carvalho, de 27 anos, tem tudo para ganhar um capítulo especial em breve. Há 14 anos, Anselmo iniciava sua caminhada no esporte quando o skate ainda era visto de maneira distorcida por parte da sociedade. Ele não sabia, mas essa decisão mudaria para sempre sua vida e sua maneira de enxergar o futuro. Ciente de que queria fazer do skate sua vida, Anselmo Carvalho trilhou, e continua trilhando, um caminho de sucesso que está prestes a deixar de ser amador para se tornar profissional.

Quando e como foi o seu primeiro contato com o skate? Anselmo: Meu primeiro contato foi perto de casa, no Pedregulho. Tinham os caras mais velhos da minha rua que andavam, o Marcelo, principalmente. A gente só via o skate na rua, com a galera. Foi inspirado neles que eu comecei a andar e depois conheci: Thiago Barbosa, Everton “Budega”, Luis Fernando, Marcelo Nova, Rafael “Tuiu” e Gustavo Gomez, que foram os primeiros amigos no skate e que estão comigo até hoje nessa caminhada. O que o skate já te proporcionou? Anselmo: Me proporcionou muita vi-

vência e várias experiências. Acredito que qualquer outro estilo de vida não proporcionaria, pelo fato de você estar na rua, ter que viajar, ir para outros lugares. Todo o meu círculo de amizade, emprego e até mesmo minha namorada conquistei através do skate. Quais são os grandes desafios de um skatista amador para não perder o foco e seguir vivo na busca pelo profissionalismo? Anselmo: O skatista amador vive um momento que ele precisa, de alguma forma, demonstrar que tem capacidade para se tornar um profissional. É um momen-


to complicado, porque você tem que ser profissional e não deixar de lado a diversão do skate. Tem que fazer o trabalho certo e colocar o nome na cena do skate nacional. Tem que, muitas vezes, conciliar estudo, trabalho e o sonho de se tornar um profissional dentro do esporte. O que você precisa para se tornar um profissional do skate? Anselmo: Preciso ter um currículo de skate, com vídeos, fotos, divulgação em mídias, competições e ser aprovado pela CBSK (Confederação Brasileira de Skate). Tenho atualmente dois patrocinadores: a Four Family Skateshop e a Kap One. Ou seja, as marcas precisam trabalhar comigo e proporcionar uma atividade profissional no skate. SOBRE A TOUR Além da rotina de treinos e competições, Anselmo também trabalha na Four Family, uma Skate Shop de Guará. A rotina na loja não atrapalha o skatista. Pelo contrário. A Skate Shop é uma das patrocinadoras dele. Além de apoiar o atleta, a Four Family incentiva a prática do esporte na cidade, na organização de campeonatos, na estrutura aos skatistas da equipe e recentemente realizou uma tour pela cidade de Santiago, capital do Chile, denominada Família Chile Tour.

fael Uzeda e Jonas Silva) que quiseram acompanhar por conta própria. Quando nós chegamos no Chile, a revista Descaro, quis documentar a nossa viagem fazendo fotos e vídeos. No fim, saiu uma matéria sobre a nossa tour nessa revista. Como foi a recepção na cidade e a rotina enquanto estiveram por lá? Anselmo: A gente ficou no apartamento do Diego, dono da revista Descaro. Pelo fato de termos ficado junto dele, acabou nos proporcionando boas experiências, como conhecer skatistas chilenos e brasileiros que abraçaram nossa missão e nos acompanharam. Nossa intenção era andar na rua, e Santiago é uma cidade muito desenvolvida, as ruas e as calçadas são lisas e isso nos favoreceu muito. Lá encontramos diversos picos na rua que aqui no Brasil só se acha em pistas projetadas para andar de skate. Fomos a alguns lugares turísticos de Santiago e Valparaíso, no litoral. Como foi a repercussão em Santiago, sobre a tour? Anselmo: Lá no Chile, a revista Descaro nos abraçou. Acompanharam diariamente, com Instagram e página no Facebook. Então, os skatistas do Chile

ESPORTE

nos encontravam nos picos das ruas de Santiago, porque viam as publicações sobre nós nas redes sociais. Tinha mídia envolvida, pessoas ligadas ao esporte e skatistas chilenos nos acompanhando. E na volta ao Brasil? Anselmo: O trabalho feito por uma Skate Shop de levar os skatistas para outro país chamou muita atenção. Não só no Vale do Paraíba, mas fora de São Paulo também. O esporte não tem barreiras. Um skatista daqui, conhece outro de outro estado, e assim vai. Quando começamos a fazer as publicações e a galera começou a curtir e comentar sobre a tour, muita gente de fora viu e achou bacana o trabalho feito pela Four Family, acompanhando toda nossa viagem nas redes sociais.

Qual era a intenção da equipe na tour por Santiago, no Chile? Anselmo: A ideia era fazer uma viagem para adquirir experiência fora do país, além de registrar o máximo de filmagens e fotos para um futuro vídeo da equipe Four Family. Foram quatro pessoas da equipe (Eu, Lucas Minhoca, Sérgio Gonçalo e Smaily Di Léllis), um fotógrafo (Toni Marques) e mais dois amigos (Ra-

“QUANDO COMEÇAMOS A FAZER AS PUBlICAÇÕES E A GALERA COMEÇOU A CURTIR E COMENTAR SOBRE A TOUR”, DIZ ANSELMO.

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MODA

Top 5 tendências - spfw veRÃO 2016 por Natali Casaroti

No mês de Abril rolou na cidade de São Paulo a 39 edição da semana de moda mais querida da América Latina. Especialmente planejada para comemoração de 20 anos, o SPFW foi realizada no Parque Candido Portinari, trazendo desfiles, exposições, ações e muito conteúdo de moda para a cidade. Confira agora as 5 tendências que sobressairam dentre as 30 coleções apresentadas e que vão dar um up em seus looks para o verão. Lolitta

água de coco

Lilly Sarti

Bermudas Peças volumosas e estruturadas

coreS claras Muito branco, off White e tons pastéis Têca

Tng cintura alta Shape ampulheta, vestidos Lady Like, marcações com cinto

BABADOS Em diferentes materiais, cores e estilos. Não teve regra para o babado 14 | 15

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texturas Bordados, tecidos artesanais, sobreposições de materiais,3D




CAPA

Conheça a história da hamburgueria de sucesso há 4 anos que está de casa nova e cheia de novidades. por Caroline Lino

“somos uma geração que saiu de guará, conheceu o mundo e agora quer (...) evoluir a cidade”, juliana posh

Localizado no bairro Vila Paraíba, um dos mais conhecidos de Guaratinguetá – SP, o Misturado Steak & Burguer está de casa nova e repleta de novidades. A hamburgueria, que já vinha com a pegada retrô, está com a decoração ainda mais moderna, fazendo um mix do clássico vintage com o eterno rock’n’roll. Os dois andares super charmosos, com detalhes cuidadosamente pensados, contam agora com um espaço para acomodar até 140 pessoas. Além do charme local, o cardápio rotativo é uma das principais atrações do Misturado e vem sendo conhecido como exótico pelas diversas opções exclusivas e artesanais. Os pratos são preparados com muito cuidado e carinho, sempre priorizando qualidade e rapidez em busca de excelência no atendimento ao público. Muito antes do Misturado Steak & Burguer ser um sonho, o casal Juliana Posch e Júlio Santos - idealizadores e proprietários – naturais de Guaratinguetá, moravam na grande São Paulo, e, devido à rotina conturbada, sentiram a necessidade de passar mais tempo jun-

tos. “Eu e o Júlio estávamos adaptados em Sampa. Eu terminando o meu mestrado e ele trabalhando em um hotel ótimo, mas não tínhamos tempo para ficarmos juntos. O Misturado começou por culpa do amor, aí eu propus uma ideia juntos. Pensamos primeiro em São Paulo, mas não era viável pelo valor, foi aí que dei a ideia de voltarmos para Guará”, diz Juliana Posh, formada em Biologia e Moda. Inicialmente, não foi nada fácil, pois muitas ideias fugiam do padrão da cidade. Porém, elas já haviam sido concretizadas e as apostas no mercado alimentício eram as melhores possíveis. “Começamos com um café e uma lojinha de decoração. Não estava virando. Digo até que quebrei meu primeiro negócio, só não quebrou literalmente porque escutamos o público. Colocamos um cardápio simples, estilo “monte seu lanche”, mas aí vimos que, de fato, o público queria uma hamburgueria”, conta Juliana. Na época, a saturação do ramo de lanchonetes era oposta à carência dos diferenciais desse mesmo segmento. A visão empreendedora do casal fez com www.revistaoppa.com.br

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que a mudança não gerasse crise, mas sim uma oportunidade para o crescimento do negócio. “O movimento que tínhamos em um semana, conseguimos em um dia!”, diz. Juliana conta que foi difícil participar desse ramo devido à concorrência e ao pensamento um tanto quanto territorialista do interior, e argumenta que o surgimento de outros estabelecimentos deveria ser visto como algo positivo ao crescimento principalmente da concorrência direta, aproveitando a oportunidade para melhorias. “Somos uma geração que saiu de Guará, conheceu o mundo e agora quer voltar para cá e ajudar na evolução da cidade.”, complementa. O nome Misturado surgiu devido à junção das técnicas do casal: o design e decoração dela junto com o domínio e a experiência dele na cozinha. Assim acabam fugindo do estilo puramente “americanizado”, misturando tudo e resultando em uma hamburgueria com temperos mundiais! A proposta do Misturado é trazer um diferencial através da comida para a região, proporcionando aos clientes o que de mais gostoso já experimentaram e procurando colocar todas essas ideias no cardápio. Eles oferecem essências asiáticas, temperos americanos, pimenta mexicana, dentre

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outros toques diferenciados. “Temos a proposta de trazer essa ânsia de novidade pra dentro do lanche”, também afirma Juliana. O casal que se conheceu no rock’n’roll não poderia deixar de imprimir no seu próprio negócio essa identidade marcante. O gosto pelo rock se tornou um estilo de vida que conquista cada vez mais a simpatia do público em geral. A escolha da decoração e do cardápio foram fundamentais para a identificação dos clientes. A mente aberta para as criações, em todos os âmbitos, fez com que as sugestões aproveitadas de amigos, clientes e funcionários virassem um sucesso. “A gente nunca quer que o comodismo nos pegue. Se o meu cozinheiro aprendeu o cardápio todo, opa! Já está na hora de fazer um novo. Eu cresço com isso e ele cresce também. Procuramos profissionais com perfis dinâmicos assim, que queiram inovar, aprender e que tenham carinho pelo setor. Esse não pode ser só um emprego”, acrescenta. Profissionalmente, Júlio tem mais de 10 anos de experiência na cozinha. Trabalhou em padaria, restaurante japonês e em hotel cinco estrelas com massas, peixes e carnes. Juliana, mais acadêmica, estudou moda por 6 meses e é formada em biologia. “Aprendi as coisas aqui para trabalhar no

“... A frigideira se trasformou em duas chapas de um metro e meio”, diz juliana.


CAPA

Misturado, trabalhando!”, diz a empresária. Depois de todas as batalhas e trabalho diário, saber que o Misturado é tratado como referência em apenas quatro anos, é algo que eles não esperavam. Segundo Juliana, “Percebemos que éramos tratados como referência só depois que vimos nas redes sociais a postagem de uma foto que em 3 horas mais de 900 pessoas visualizaram”. No ramo alimentício, a escolha dos ingredientes a serem utilizados é de extrema importância, por isso, encontrar o fornecedor com o produto desejado é a parte mais difícil do processo. Juliana afirma que encontrou os fornecedores certos, uns maiores e outros menores, em diversos locais, apesar de ter o desejo de um dia encontrar tudo

o que precisa aqui mesmo na cidade. A troca de Hamburguer para Steak & Burguer aconteceu por incluírem novos pratos no cardápio, aumentando o desafio e acrescentando opções aos clientes. Muito antes da alteração, o Misturado já trabalhava com a diferenciação dos pratos, sendo eles sempre exóticos e personalizados. As opções variam de vegetariana à bacon com cheddar, para agradar todos os tipos de paladares. “Já tivemos uns 30 cardápios. Além dos fixos, temos cardápios mensais. Reunimos a equipe toda e pensamos juntos. Esses cardápios sazonais funcionam também como um teste de marketing do prato, para ver se vale a pena entrar no cardápio principal”, desvenda Juliana.

A mudança de lugar foi algo inusitado, porém desafiador. No antigo Misturado, a localização era ótima, porém não comportava muitas pessoas. A vontade de crescimento fez com que o casal aceitasse o desafio e mergulhasse mais a fundo: eles foram em frente e conseguiram mudar de ponto em menos de três semanas. Hoje, a lotação máxima é de 140 pessoas, número significante e muito maior em relação ao antigo estabelecimento. “Por termos trabalhado todas as etapas e batalhado por elas, o carinho é maior”, diz Juliana. A ampliação da casa também teve como objetivo a instalação de um delivery, um calendário de eventos, semana do bacon e dia do hot dog. Fora do papel, já está confirmado assumirem a lancho-


nete na UNISAL (Universidade Salesiana), em Lorena. As novidades em breve estarão em prática, mais um motivo de orgulho para os empresários e envolvidos. No comando do cardápio, Júlio Santos - chef de cozinha - se preocupa com o equilíbrio dos ingredientes, sempre com a ideia de montar um prato completo dentro de um lanche. Esse é o diferencial (além de não usarem química, apenas corantes alimentícios!). Um dos molhos de destaque da casa é o barbecue de produção caseira, que conta com uma série de ingredientes especiais. Além dele, existem outras especialidades que fazem sucesso entre os clientes. Quando perguntamos se havia algum segredo industrial, Júlio prontamente nos conta: “Fazemos muita coisa na casa, então, quando alguém me pede a receita [de um prato] eu passo, mas sei que o cara não vai conseguir fazer igual. Para fazer, por exemplo, o “horse” [um dos lanches do cardápio], o cara tem que fazer o hamburguer e a maionese iguais aos da casa. Tem que fazer o molho, cortar e fritar o bacon do jeito certinho, a batata, a salsa, etc. A mão de cada um é única!”.

Da mesma forma, as receitas também são passadas para os colaboradores do Misturado: “Se, um dia, alguém quiser sair daqui e abrir o seu próprio estabelecimento, use o que aprendeu e bola pra frente. Eu aprendi com meu chefe. Quando eu sai do hotel, ele disse pra mim: agora vai lá e usa tudo o que você aprendeu”, conta Júlio. Hoje, o casal de proprietários possui uma sociedade com outro casal de amigos, Silvia Vasconcelos e Rafael Duarte. Silvia, formada em Publicidade e Propaganda, natural de Guaratinguetá – SP, se mudou para São Paulo a trabalho e acabou voltando devido às loucuras da vida na metrópole. Hoje, estudante de Direito, pensa em agregar mais conhecimentos aos que já possui para aplicá-los no empreendimento. A sociedade aconteceu quando perceberam a compatibilidade de ideias entre os dois casais. De clientes do café, passaram a ser grandes amigos e, por fim, acabaram sócios. Silvia nunca havia trabalhado no ramo comercial, mas com a experiência que vem adquirindo acredita que estão no caminho certo. “O que define bem o Misturado é a inovação. Nunca

com medo. Não tenho medo de investir, não temos medo da excelência e do sucesso”, diz Silvia. O seu estilo de vida e do marido passou a ser a rotina do Misturado, quebrando padrões e se divertindo muito! Essa parceria trouxe mais vida e energia para ampliar os negócios e crescer cada vez mais, sem esquecer das oportunidades que a empresa pode proporcionar não só para sua equipe e possíveis novos membros, como também para a cidade de Guaratinguetá. Tem mais novidades no forno vindo por aí e sem dúvida cada inovação será mais um degrau a acrescentar na linda história do Misturado Steak & Burguer! E para os que estão pensando em investir no seu próprio negócio, o alcance do sucesso começa na vontade de crescer: “Não tenha medo de inovar e goste muito “do que escolheu fazer”. Seu trabalho será além do horário comercial, como no meu caso, sou Misturado 24 horas. Nunca pensei que fosse ter isso na minha vida, mas hoje o Misturado é a minha paixão!”, aconselha Juliana. conheceu o mundo e agora quer voltar e ajudar na evolução da cidade”, Juliana Posh.



O samba que corre em minhas veias Cheia de sons, a cantora que descobriu no palco sua chance de ser profissional, abraçou a arte como forma de expressão. por Carolina Calmon

Com muita garra, Tereza Barbosa estabeleceu-se na música e hoje faz carreira como cantora de samba, apresentando-se do Vale do Paraíba até São Paulo. Além do samba tradicional, ela também concentra sua energia para fazer todo ano um grande carnaval de marchinhas com o Bloco da Carroça: “Com ele fico abastecida o ano todo”, diz Tereza. Residente em Guaratinguetá, interior de São Paulo, Tereza Barbosa nos conta um pouco da sua trajetória até o samba aparecer.

Como iniciou sua carreira? Era um sonho desde menina ? Eu nasci com um interesse musical enorme, minha mãe contava que eu estudava pulando corda e cantando, ela achava que eu não estava estudando e, para a sua surpresa, quando olhava, estava com o livro em cima da cama fazendo da leitura música! A música ficou amortecida em mim e foi gradativamente se fortalecendo. Estive em um palco pela primeira vez a pedido de uma amiga, em seu aniversário. Cantei duas músicas e nunca mais saí.

Quais são suas referências? Chico Buarque de Holanda, Cartola, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara (a qual tenho total reverência), Novos Baianos - amo todos! Descobri também Clara Nunes,e ao pesquisar e me aprofundar na sua história, me deparei com a sambista, mulher e uma pessoa altamente espiritualizada. A homenagem que resolvi fazer a ela, à Guerreira, foi um dos meus melhores momentos. Êxtase total! E as referências da nova guarda são: Maria Rita, Mariana Aydar, Fabiana


MÚSICA

Cozza e Roberta Sá (que tem um trabalho sobre samba de roda de ciranda). Costuma ouvir outros gêneros? Tem muitos artistas interessantes que atualmente estou gostando, como, por exemplo: Criolo, Tulipa Ruiz, Teatro Mágico, além de outros grandes nomes, como Gilberto Gil, Os Paralamas do Sucesso, Skank...

Pensa em realizar projetos paralelos a outros gêneros? “Somos feitos de infinitas possibilidades”. Todo dia quando acordo tento descobrir uma Tereza que ainda não conheço. Outra frase que eu gosto é: “A arte é um fluxo contínuo”, não me sinto bloqueada. Enquanto tiver vida, a arte estará dentro de mim. Se pintar alguma coisa e me encantar, a música soará. Como está o mercado para quem trabalha com samba? O samba teve uma fomentada no mercado muito forte, redescobrindo esse ritmo que já foi tão marginalizado. Tenho feito grandes festas no Vale do Paraíba e Sul de Minas, além de cantar em casamentos cada vez mais. Qual Escola de Samba faz o seu coração bater mais forte? Sou mangueirense, verde e rosa!

“TODOS OS DIAS QUANDO ACORDO TENTO DESCOBRIR UMA TEREZA QUE AINDA NÃO CONHEÇO” DIZ TEREZA BARBOSA.

Quais são seus atuais projetos musicais? Me apresento com a Banca Circuito do Samba, composta por músicos e instrumentos tradicionais de samba. Projetos Futuros? Em andamento, tenho uma homenagem à Maria Bethânia, que completa 50 anos de carreira e 70 anos de vida em 2016. Acho-a de uma excelência absoluta! Todo projeto nasce como um esqueleto, onde vai se enxertando as ideias até chegarmos ao coração, bombardeando-o com emoção.

Conte-nos um pouco sobre o projeto do famoso Bloco da Carroça. Em 2010 nasceu o bloco, a partir de uma conversa entre três amigos: eu, Levi (meu marido na época) e Gilson (nosso amigo em comum), após uma ida a um bar cultural em Guaratinguetá e motivados pela vontade de se fazer algo, pois não aconteceria carnaval na cidade nesse ano. Na ausência do carnaval, Levi nos contou como seu avô fazia em sua cidade natal. Embalados por músicos em uma carrocinha percorriam a cidade ao som de marchinhas e assim, a partir desse papo, nasceu o Bloco da Carroça. Montamos o trajeto que permanece o mesmo, desde então: saída da Praça Homero Otoni (antiga Praça da Prefeitura), atravessa o corredor histórico de Guará e desemboca na Praça da Estação. Rendo aqui minhas homenagens a história de família do meu ex-marido da qual procuramos reproduzir a ideia de carnaval o mais próximo com o material que tínhamos. São seis de bloco que conta atualmente com a parceria inquestionável do Ari (amigo) que abraçou comigo a organização e a administração dele. Grandes histórias nesse percurso e infindáveis emoções. O Bloco da Carroça é o meu combustível, amo muito o que faço na noite, mas esse bloco é tudo pra mim, me abastece o ano inteiro!

Bate Bola Um sonho? Continuar cantando. Um medo? Parar de cantar. Ter paz é? Estar bem comigo mesma. Minha voz? Meu instrumento de trabalho, minha alma. Ainda quero fazer? Viajar muito! Gratidão? Pela Vida. Tereza por Tereza? Amo essa mulher! Uma frase: MPB é “O pão nosso cotidiano da cultura nacional. E o samba foi o recheio” (trecho da matéria Livraria da Folha, citando Antônio Cândido no livro Almanaque do Samba, de André Diniz).

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EMPREGO

ESTAMOS AQUI PARA AJUDAR VOCÊ. MAIS INFORMAÇÕES, ACESSE: metrejobs.com.br

TRAINEE COCA-COLA Local de trabalho: São Paulo, Jundiaí, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba. Descrição: Identificar recém-formados com potencial de desenvolvimento diferenciado, para formá-los a fim de que se tornem futuros gestores CocaCola Femsa. de outubro a novembro 2015 Como se inscrever: Diretamente no site www.across.com.br/cocacolafemsa/trainee/programa.html

TRAINEE DURATEX Local de trabalho: Taquari - RS, Uberaba -MG, Agudos -SP, Itapetininga - SP e Botucatu - SP. Descrição: O desenvolvimento do trainee está estruturado em dois anos de aprendizado e desenvolvimento intensivo. Neste período, o nosso compromisso é oferecer bases para sua atuação e crescimento dentro da companhia. até 30 de junho 2015 Como se inscrever: Diretamente no site: w.across.com.br/duratex/

TRAINEE BASF Local de trabalho: Guaratinguetá - SP Descrição: O programa de estágio de Guaratinguetá visa contribuir de maneira sólida e objetiva no desenvolvimento dos estágiarios BASF. 19 DE JUNHO DE 2015 Como se inscrever: www.vagas.com.br/vagas/v1171303/programa-de -estagio-guaratingueta-2015-tecnico


AGENDA

Bourbon Festival Paraty 29 a 31/05 - Paraty/RJ Mais informações:

Thiaguinho 30/05 - São José dos Campos/SP Mais informações:

www.paraty.com.br/bourbon_festival_paraty.asp

www.clubeluso.com.br/agenda

12º Festival da Truta do Gomeral 09 a 12/06 - Guaratinguetá/SP Mais informações:

Virada Cultural - Oficial 20 e 21/06 - São Paulo/SP Mais informações:

www.facebook.com/events/1447507658875978

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CRÔNICA

Heróis e vilões

por Miguel Junior, é mestre em Linguística Aplicada pela Unitau-Taubaté, graduado em Jornalismo pela Unesp e licenciado em Língua Portuguesa pela Universidade de Barra Mansa. É professor de Cultura Regional e Brasileira, Estudos Contemporâneos, Teorias da Comunicação e Metodologia Científica das Faculdades Integradas Teresa D’Ávila (Lorena-SP); de Língua Portuguesa, Literatura e Redação das Redes Objetivo e Salesiana; e de Metodologia Científica e Redação Publicitária da Associação Educacional Dom Bosco (Resende-RJ). Sou um fanático por super-heróis. Tento analisá-los a partir da formação da essência humana. Desde crianças, crescemos com a visão maniqueísta da sociedade. O bem e o mal estão, a todo instante, presentes em nossas vidas. Nossos pais sempre nos amedrontaram com os ataques do bicho-papão, caso não seguíssemos à risca as regras domésticas e escolares. Qual criança nunca teve medo do monstro que morava embaixo da cama ou dentro do armário? Todas essas figuras representaram vilões na nossa vida, ou seja, o mal. Já nossos pais eram as referências do bem. Eles nos acolhiam, protegiam, amavam; eram nossos super-heróis. Pelo menos essa é a lei natural da vida, com exceção de alguns casos. Nossa história é uma narrativa linear, com heróis, mocinhos e vilões, presentes o tempo todo. Precisamos ser as melhores pessoas o tempo todo para completar os espaços no nosso trabalho, em casa... não podemos ser vilões, apesar de que, em alguns momentos, devemos ser, como ao chamar a atenção de um filho, de um aluno etc.

Até nas telenovelas os enredos não mudam. Todas elas, por toda a história, sempre apresentaram os heróis(ínas), mocinhos(as) e vilões(ãs). As tramas são sempre as mesmas, desde que, no século XIX, os escritores procuraram escrever obras de teor mais fácil para a burguesia que havia alcançado o poder. A Bíblia, livro mais vendido no mundo, também, do começo ao fim, apresenta o bem e o mal interligados. Adão e Eva eram puros até que, irresistível e sedutoramente, ela caiu na tentação da maléfica serpente, que lhe deu o fruto proibido. A partir desse momento, apesar do Senhor tê-los alertado, a maldade surgiu na alma e, assim, fez parte da essência humana. O tempo foi passando e, vendo que a situação estava se tornando caótica, Deus pediu a Noé que construísse uma arca e salvasse um casal de cada ser vivo. O Senhor estava decepcionado com o teor da malignidade que os homens alcançaram e lavou a Terra com a enchente bíblica. Com o marketing e os estudos mercadológicos, surgiram os super-heróis e os vilões que temos visto nos filmes hoje. Antes apenas em histórias em quadrinhos, hoje alçaram voos bem maiores no quesito público/lucro. Os bonzinhos não existem sem os maldosos. Precisamos dos dois, pois eles representam a nossa essência. Num famoso diálogo entre Batman e o Coringa, na película Batman – Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan, o herói pergunta: “Por que você quer me matar?”, e o palhaço responde: “Matar você? Eu não quero matar você. Nós precisamos um do outro”. Dessa forma, podemos entender claramente a relação maniqueísta: de que adianta o mal sem o bem e vice-versa? Portanto, engana-se quem pensa que os filmes de heróis que arrecadam bilhões no cinema sejam destinados apenas ao público infantil. Essas figuras representam, por que não dizer, filosoficamente, uma explicação para nossa formação humana. Heróis e vilões são a representatividade da nossa essência. Precisamos deles para distrair nossa mente e até nos vemos na pele de um deles. Faz bem para a alma e alivia as nossas dores; é sempre bom viajar nos caminhos lúdicos que a vida nos oferece.


olhares do vale

CONFIRA AS FOTOS SELECIONADAS NO CONCURSO “PAISAGENS DO VALE DO PARAÍBA”, DO NOSSO FACEBOOK.COM/REVISTAOPPA. NA PRÓXIMA EDIÇÃO TEM MAIS, ACOMPANHE NOSSAS REDES SOCIAIS E PARTICIPE!

Mayara Siqueira - Cunha/SP

André Bimestre - Guaratinguetá/SP

Yara Sampaio - Pindamonhangaba/SP Felipe Antunes - Cunha/SP


MURAL DE FOTOS

Rafael Mollica - Guaratinguetá/SP Huldenize França Santo Antônio do Pinhal/SP

Belmiro Jefferson Guaratunguetá/SP Lucas Dias - Pindamonhangaba/SP

Rafaela Lemes - Tremembé/SP

João Gabriel - Areias/SP


HUMOR

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