utubro
ie III | O
Sér Nº50 –
bro | | Novem
1
bro 201
Dezem
delos |
Mo Novos
t
Despor
oteiros
ens | R
ortag o | Rep
Centro de Portugal recebe
BMW X Experience
Novidades de Frankfurt para Portugal
Guarda fica mesmo nas alturas
Já conduzimos o novo leão hibrido Navegação 4x4 foi um exito
4 - 10 | apresenta ção • Kia Rio
A Calculadora
• Peugeot 3008 H
Segundo as últimas notícias, citando fontes do Instituto de Estradas de Portugal e do Instituto Nacional de Estatística, a introdução de portagens nas SCUTS e o aumento do preço dos automóveis à custa dos impostos, levam a uma diminuição de cerca de 50% do tráfego nas estradas portajadas e a uma diminuição acentuada da vendas de automóveis novos. Conclusão: o Estado perdeu dinheiro. E numa altura em que todo o cêntimo faz falta, perder dinheiro porque não se fizeram contas é uma demonstração inequívoca de irresponsabilidade e incompetência. Naturalmente que não é (ainda e por enquanto) a este Governo que cabem as culpas das medidas tomadas. Mas, a bem de uma consciência tranquila, não nos cansamos de alertar para o perigo que constitui o facilitismo do imposto imediato que pode ter repercussões graves em termos futuros. Não sendo economistas, tínhamos avisado que se corria o risco de perder dinheiro com os impostos sucessivos sobre a venda de automóveis, um dos sectores chave da economia nacional. A manter-se este ritmo actual de quebras nas vendas, não tarda que o parque automóvel esteja envelhecido com as consequências em termos de segurança que daí advém. Já alguém fez contas a quanto isso custa ao país. Quanto custa cada acidente, cada ferido, cada morto? (só os custos directos, sem contar com os danos morais e sociais). E se o número de acidentes aumentar porque os automóveis estão velhos? Já alguém fez contas? Por outro lado, a continuar a ideia de pôr tudo a pagar, de quanto será a diminuição do tráfego nas auto-estradas? Já alguém fez contas a isso? Já alguém percorreu a velha estrada entre Guarda e Vilar Formoso? Imagina-se os pesados (vulgo TIR) e os ligeiros a voltarem a um percurso estreito, perigoso e sem condições? Quantos acidentes? E o tempo perdido? (não dizem que tempo é dinheiro?) Agora que os responsáveis políticos e os decisores são outros, não nos cansamos de pedir que parem para pensar. São necessárias portagens? Muito bem, mas que os preços sejam de forma a que o utente os consiga suportar e que o Estado não perca dinheiro. É preciso um imposto sobre os automóveis? Claro. Mas que seja razoável, de modo a que as vendas se possam manter e o estado não perca dinheiro. Lançar impostos, cortar salários, reduzir gorduras, combater ferozmente o desperdício são medidas necessárias e negociadas no memorando da Troika. Mas é preciso, acima de tudo, fazer contas e pensar no futuro. Para isso, só é necessário uma máquina de calcular. E uma boa dose de bom senso, naturalmente.
ybrid4
• Vw Tiguan
• Hyundai Veloster
• Audi A6 Avant
12 - 18 | DESPOR TO 22 - 25 | Lazer 26 - 27 | Reportagem 28 - 44 | ao volante
45 - 46 | breves 47 - 50 | rotas da
região
• Vila Ruiva - Linh
ares
Entre solares e m
uralhas
João Oliveira Lopes embro 2011
| Dez o | Novembro ie III | Outubr
os | Desporto
Novos Model
s | Roteiros
| Reportagen
Nº50 – Sér
Centro de P ortuga
BMW X Exp l recebe erience
Nº50 | Série III | Outubro | Novembro | Dezembro 2011 Produção: Organizações Escape Livre, SA | Redacção: Luís Celínio, João Oliveira Lopes, Pinto Moreira, Susana Margarido
Novidades de Frankfurt pa ra Portugal
Colaboradores: Nuno Antunes, Luis Coelho e Nuno Costa (Radiomodelismo) | Colaboração Especial: Carlos Sousa | Fotografia: Escape Livre Magazine,
AIFA, Média Digital e Oficiais | Publicidade: Rua Marquês de Pombal, 45 – 2º _ 6300-728 GUARDA | Tel. 271 205 285 Fax 271 205 289 | escapelivre@netvisao.pt | escapelivremagazine@escapelivre.com, www.escapelivre.com Design Gráfico e Paginação: Organizações Escape Livre, SA (Rui Coelho) | Impressão: Fig, Indústrias Gráficas S.A
Tiragem: 16.500 exemplares Suplemento nos Jornais “A Guarda” e “Diário de Coimbra” | Nº de Depósito Legal: 292878/09
Guar
[04] Apresentação
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Novo Kia apresentado em Portugal
J
á está à venda a quarta geração do Kia Rio, o porta-estandarte da marca para o segmento médio-baixo. Apostando fortemente numa estética mais personalizada e ao gosto europeu, num preço competitivo para a sua categoria e, rompendo seriamente com as versões anteriores, o novo Rio tem tudo para seguir um bom “curso”. Fabricado na Coreia, mas concebido em conjunto com os centros de estilo americano e europeu, este novo Kia Rio é um carro destinado a ser vendido à escala mundial. Embora as anteriores versões tenham conhecido um sucesso relativo, no nosso país, na verdade o "Rio" já possibilitou vendas superiores a 850 mil unidades. João Seabra, director geral da Kia em Portugal, destaca, neste modelo, a qualidade, o design, a economia e uma garantia de sete anos, um conjunto de argumentos que o levam a afirmar: “com este produto vamos ter um enorme sucesso e vai ser mais um elemento fundamental para a consolidação da estratégia da Kia que começou em 2007 quando, do nada, se lançou o Ceed no segmento.” Nesta geração é nítida a aposta europeia, tendo sido criadas versões especificamente dirigidas a determinados mercados, quer em termos de equipamento, ao dotá-lo de extras pouco vulgares no segmento, quer na configuração da carroçaria. O novo Rio tem, pela primeira vez, uma versão três portas, só disponível em Portugal nos primeiros meses de 2012, devendo custar menos 750€. O novo modelo é mais comprido, mais largo e mais baixo e apresenta uma distância entre eixos com mais 70 mm, aumentando significativamente o espaço de carga e para os passageiros. Com uma altura total de 1.455 milímetros, o novo Rio é o mais baixo da gama europeia da marca, realçando uma postura utilitária. Visto de frente, o Rio mostra uma nova interpretação da grelha da marca, com os faróis integrados para dar um toque especial à família Kia. O logótipo da marca assenta, agora, por cima da grelha. Por baixo, o novo pára-choques e spoiler mostram o novo
conceito de design da marca. De perfil, a forma esguia e o tecto rebaixado proporcionam ao novo Rio um aspecto dinâmico e desportivo, semelhante ao do Picanto e ao do Venga. O recém-chegado exibe traços do Sportage através da traseira robusta e estável, do guarda-lamas elevado, do ângulo do vidro traseiro, e da silhueta em forma de coupé. O equilíbrio geral do design atribui ao modelo uma presença muito vincada, rara neste segmento. O habitáculo é mais espaçoso do que o do antecessor, e a distância entre eixos é 70mm mais longa e a carroçaria tem mais 25mm de largura. O espaço para as pernas à frente aumenta 45mm e o espaço para a cabeça, 8mm. A bagageira, nas versões de três e cinco portas, aumenta 100mm para 288 litros – um aumento de 6,6 por cento em relação ao modelo anterior – com os bancos em posição normal e para mais de 920 litros com os mesmos rebatidos. Os bancos traseiros são repartidos a 60/40 para uma maior versatilidade, o que ajuda a obter uma superfície quase plana quando totalmente rebatidos. Os compartimentos de arrumação incluem um porta-luvas maior, uma consola central e diversas bolsas de arrumação. Tal como nos restantes modelos lançados recentemente, manteve-se o painel de
Rio “ch
três instrumentos com as funcionalidades simples, o que realça a sensação de espaço. A novidade do tablier é o conjunto de interruptores da consola central integrados na unidade de aquecimento, e que controlam algumas funções secundárias. Com o intuito de oferecer mais opções aos clientes, os modelos para o mercado europeu incluem: luzes LED diurnas, limpa pára-brisas com sensor de chuva e desembaciamento automático, bancos em pele, sistema start/stop, radio RDS com leitor de CD, compatível com MP3 e ligações IPOD e USB + AUX e ligação Bluetooth® mãos-livres (com sistema de reconhecimento de voz disponível a partir de Dezembro de 2011), cruise control, ar condicionado automático, bancos dianteiros e volante aquecidos. Em alguns mercados, o tablier poderá incluir uma pré-instalação para a ligação de um sistema de navegação portátil, ou com um sistema de navegação com ecrã de 18 cm e uma câmara de traseira.
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Apresentação [05]
heio”… No que concerne a equipamento este reparte-se pelos níveis LX, como versão de entrada, surgindo, no meio, a EX até se chegar à bem dotada TX. Em termos de motores, este modelo disporá de versões verdadeiramente competitivas e adaptadas à realidade do mercado português. As informações reveladas no último Salão de Genebra, onde pela primeira vez foi vista a versão final do novo Kia Rio, já adiantavam algumas das motorizações utilizadas no Venga, nomeadamente o bloco 1.4 a gasóleo com 75 ou 90cv e os motores a gasolina 1.4 de 109cv. No entanto para Portugal, as grandes apostas incidem no motor "gasolina" 1.25 de 85cv (sem sistema "stop & go”) e, mais tarde, a variante diesel dotada do trí-cilindrico diesel 1.1 de 75cv, presente no anterior Kia Picanto e esta, sim, dotada do sistema "stop and go", aqui denominado ISG. Finalmente, no que diz respeito a preços de venda, o novo Kia Rio surge em Portugal com um preço-base de 12.600€ para a versão com motor 1.2 e nível de equipamento LX. Já no 1.1 Diesel EcoDynamics, os preços do novo Kia Rio começam nos 15.600€ para o LX, seguindose o EX por 16.800€ e, finalmente, o TX por 17.800€. Como já foi referido, as versões de 5 portas custarão mais 750€ que o equivalente de 3 portas.
[ Ao volante ] Convidados para a apresentação internacional, que decorreu em Portugal, entrámos no Rio e desde logo agradou-nos o desenho do tablier, com tudo bem localizado, bem como a qualidade de construção e dos materiais utilizados, notório quando se circula em mau piso, não se sentindo os ruídos parasitas. Estão portanto, ao melhor nível de um produto do segmento B. Com um comportamento quase irrepreensível o Rio comporta-se de forma excelente em curva, apenas “pecando” por uma direcção (eléctrica) muito leve, o que dificulta a ligação condutor-estrada em percursos mais sinuosos.
No entanto, torna-se optimizada para a cidade e para as manobras, onde a maneabilidade é um ponto a favor. Conduzimos as duas motorizações e embora o contacto não fosse prolongado, apercebemonos de que, em ambas as motorizações, é capaz de se satisfazer as necessidades de quem circula em trajectos citadinos e mistos, embora o maior binário do diesel se torne mais agradável, sobretudo nos baixos regimes. Sem prestações desportivas (essa não é a sua finalidade) a mais valia vem da parte dos consumos e das emissões, já que o 1.2 a gasolina tem como consumo misto um valor de 5,0 litros e emissões de 104 gr/km, enquanto o Rio 1.1 turbo-diesel gasta 3,6 l/100 km e emissões de 94 gr/km, valores anunciados pelo construtor e que o colocam entre os melhores do segmento. Com a garantia de setes anos (ou 150 mil quilómetros) este Rio detém argumentos para encher de contentamento quem o compra e, naturalmente, quem o vende…
[06] APRESENTAÇÃO
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Ovo de... leão
Novo Peugeot 3008 Hybrid4
P
arece quase impossível como é que até agora ninguém tenha avançado com uma solução deste tipo: juntar um motor eléctrico a um propulsor diesel. Pois a Peugeot, se bem o pensou (e mostrou no conceito Prologue, já em 2008) melhor o fez. Eis que se apresenta o primeiro Diesel híbrido do mundo. Dá pelo nome, perdão, número de 3008 e é um autêntico ovo de Colombo, feito à moda do leão.
Ao lançar o 3008 HYbrid4 a Peugeot estabelece um marco no desenvolvimento automóvel. O primeiro Full Hybrid Diesel afirma-se como uma oferta verdadeiramente revolucionária, garantindo novas emoções na condução, além de uma redução de cerca de 35% nos consumos e nas emissões de CO2. A denominação Hybrid4 designa a hibridação de um motor térmico (um 2.0 HDi
FAP de 163cv) com um motor eléctrico com uma capacidade máxima de 37cv). A escolha de um motor Diesel decorre dos seus consumos reduzidos e de emissões de CO2 controladas, para além dos conhecimentos da marca na área da tecnologia Stop & Start de nova geração, a qual assegura múltiplos arranques em silêncio e sem vibrações. Para além disso, esta associação de motores neste crossover possibilita propor 4 rodas motrizes, 200cv de potência, modo ZEV (Zero Emission Vehicle) e 3,8 l/100 km, a partir de 99 g/km de CO2. Esta hibridação do 3008 levou a que se fosse buscar o eixo traseiro (multibraços) ao novo 508, para aí colocar o motor eléctrico. Ora como a tracção do motor diesel se fazia às rodas dianteiras, passámos a dispor de um veículo com tracção às 4 rodas, o que é diferente de um veículo de tracção integral ou seja, o binário não é repartido pelos dois eixos, mas sim um motor diesel para as rodas dianteiras e um motor eléctrico para as traseiras. Deste modo consegue-se um automóvel mais económico, menos poluente e mais potente! O melhor de tudo é que o sistema funciona
de modo que… quase não nos apercebemos do seu funcionamento. Há quatro modos de condução possível e a escolha é feita através de um botão situado na consola central. Foi isso mesmo que fizemos no percurso que a Peugeot nos proporcionou, na Bretanha francesa, onde
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
fomos conduzir este novo 3008. Assim, se optarmos pelo modo Auto, todo o sistema é gerido, naturalmente, de forma automática. Activa-se o motor eléctrico, utiliza-se todo o sistema para o carregamento das baterias, o automóvel roda sem emissões, tudo isto conduzindo de uma forma "normal". Aliás, a "normalidade" é o ponto de honra na condução deste SUV, mesmo em modo ZEV. Aí podemos chegar apenas aos
60km/h e dispomos de uma autonomia de…4 km! No modo Sport, juntam-se os 163cv de potência do Diesel e os 300 N/m de binário com os 37cv e os 200 N/m do motor eléctrico. Ficamos na presença de um desportivo capaz de fazer 8,5s dos 0 aos 100 km! Finalmente, rodamos o botão para o modo 4WD e aí temos as rodas traseiras a traccionar. Não deixámos de o experimentar para percorrermos uma zona de areia macia e ficámos cientes que, não sendo um TT, poderá dar muito jeito em alturas em que a neve ou a lama façam a sua aparição… Tudo tão simples e ao mesmo tempo tão eficaz, que tornam a condução deste híbrido um verdadeiro hino ao construtor automóvel que se lembrou de nos oferecer, numa só proposta, um veículo de tracção total, em zonas de fraca aderência, dinâmico para estradas sinuosas ou para percursos estradistas, económico em qualquer
Apresentação [07]
situação, menos poluente para as cidades e ainda com a vantagem de se tornar mais barato, graças aos incentivos fiscais (paga menos 50% de ISV). Tendo aproveitado este lançamento para um ligeiro retoque, este é o primeiro 3008 a ser portador da nova grelha e do novo símbolo da marca. Os grupos ópticos sofreram igualmente ligeiros retoques. No interior, há poucas alterações a não ser as relacionadas com o tipo de propulsão agora ao dispor do cliente. Assim, num dos mostradores redondos surge a indicação Carga, Eco, Power, enquanto os dados sobre a carga da bateria são postos num monitor digital policromático. Refira-se a boa adaptabilidade da caixa manual pilotada (gostámos do desenho futuristas do selector) enquanto o sistema Stop & Start de última geração está aqui como pão para a boca… O Peugeot 3008 Hybrid4 será lançado em finais de Novembro, em duas versões: a de 99 g/km por 35.950€ e o Hybrid4 proposto por 37.950€. A diferença de preços prende-se com as jantes deste último (17 polegadas) que faz subir as emissões para 104 g/km e ao acréscimo de equipamento como o tecto panorâmico, os sensores de estacionamento, o sistema de navegação, entre outros. O sucesso desta solução é previsível, e não tardará a estender-se a outros modelos do grupo PSA. E todos ficamos a ganhar com isso !
[08] APRESENTAÇÃO
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Novo VW Tiguan
N
Corpo a corpo!
um segmento que tem vindo a conhecer um assinalável sucesso, as diferentes marcas posicionam-se para, com os melhores argumentos, alcançarem as posições cimeiras nas vendas. Um desses sucessos dá pelo nome de VW Tiguan, que agora sofreu uma renovação, de forma a estar apto a enfrentar uma luta “corpo a corpo” com os seus mais directos rivais.
O Tiguan continua a ser o único SUV da sua classe que está disponível em duas versões diferentes: uma para utilização em estrada (on-road) e outra especialmente modificada para condução fora-de-estrada (off-road). As duas versões diferem nas respectivas secções dianteiras, com a on-road a apresentar um ângulo de ataque de 18º, enquanto a offroad tem um ângulo de 28º. Para Ricardo Tomás, Director de Marketing da Volkswagen, o Tiguan “é um modelo muito importante em duas vertentes: conquista de novos clientes e imagem para a marca num segmento que está a crescer em Portugal com um peso relativo”. O equipamento reparte-se, nas versões de estrada, pelo Trend e Sport, enquanto nas versões off-road designa-se por Fun e Track. Sendo o quarto veículo de passageiros
mais vendido da VW (depois do Golf, Polo e Passat), neste reestyling, o Tiguan recebeu uma nova frente e alterações na traseira. Destaque para os grupos ópticos que, quando equipados com faróis Bi-Xénon, apresentam tecnologia Led nas luzes diurnas. O habitáculo distingue-se do modelo anterior pelo novo volante de três braços, pelos bancos (que apresentam, agora, novas cores, tecidos e encostos de cabeça), pelo acabamento das saídas de climatização e pelos novos elementos decorativos do tablier. No mercado português, o novo Tiguan será comercializado nas versões 1.4 TSI de 122cv 4x2, 1.4 TSI de 160cv 4x2 ou 4x4, 2.0 TDI de 110cv 4x2, 2.0 TDI de 140cv 4x2 ou 4x4 e 2.0 TDI de 170cv 4x4. Todos os motores surgem associados a caixas manuais de seis velocidades, podendo o 2.0 TDI de 140cv,
com tracção 4x4 receber, em opção, a caixa DSG de sete velocidades. Quanto à tecnologia BlueMotion (que inclui sistema start/stop e recuperação de energia nas desacelerações e travagens), surge associada a quatro versões de tracção dianteira (1.4 TSI de 122cv; 1.4 TSI de 160cv; 2.0 TDI de 110cv; 2.0 TDI de 140cv) e a apenas uma de tracção integral 4Motion (2.0 TDI de 140 cv com caixa manual ou DSG). O Tiguan 2.0 TDI (140cv) 4MOTION BlueMotion de "tracção integral" consome 5,8 l/ 100km. O motor 2.0 TDI de 140cv com tracção dianteira anuncia ainda consumos mais reduzidos, aproximados dos 5,5 litros. O Tiguan inaugura novos sistemas de segurança, tendo sido introduzidos novos sistemas de assistência, tais como o sistema de detecção de fadiga (de série nas versões Sport e Track), Light Assist para controlo de luzes de máximos através de câmara; Dynamic Light Assist (com ópticas bixénon) e Lane Assist (indicação da mudança involuntária de faixa de rodagem). No que concerne a preços, temos, como mais acessível, a versão com o motor 1.4 TSI Trend 4x2 Bluemotion, proposta por 25.850€. Com o motor 2.0 TDI de 110cv Trend, o custo é de 30.713€ enquanto a versão 2.0 TDI de 140cv Trend é comercializada por 35.379€.
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
apresentação [09]
disponível com dois níveis de equipamento base distintos, Comfort e Style na variante Blue Drive (ISG) com caixa manual de seis velocidades e uma versão Style que equipa com a caixa automática de 6 velocidades DCT. Tendo em vista incrementar o prazer de condução e o conforto a bordo, são ainda disponibilizados na versão Blue Style três pacotes opcionais de equipamento: Lux, Premium e Exclusive. Para dar um toque de personalização ao Veloster estão ainda disponíveis, em opção, os bancos em pele (em três tons de cor diferentes) e as jantes de liga leve Bi-Color de 18 polegadas. Os preços começam nos 22.880€.
Novo Hyundai Veloster
Novos ventos D
epois de na década de 90 o Hyundai SCoupé muito ter contribuído para a implantação da marca no nosso país, os modelos desportivos que lhe seguiram já não conseguiram a mesma dinâmica. Numa nova “onda” formada por outros ventos, surge o Veloster, um belo coupé, com características originais, capaz de devolver à marca sul-coreana a posição de destaque neste segmento.
O Hyundai Veloster é, nitidamente, um coupé com algumas novidades interessantes, a começar pelo número impar de portas. É verdade. Do lado do condutor temos apenas uma. Até aqui, tudo normal, tendo em conta que se trata de um coupé. Do lado dos passageiros… duas portas com uma abertura bem disfarçada na linha da carroçaria, uma estrutura que lhe possibilita uma maior versatilidade e que, na hora de entrar para trás, os passageiros agradecem… Claro que o conceito possibilita, igualmente, uma maior habitabilidade interior, além de uma bagageira com uns bons 440 litros de capacidade. O Veloster representa a natural progressão da linguagem de estilo da Hyundai, “fluidic sculpture” com a sua base aerodinâmica a assegurar um perfil exterior suave, que reduz o consumo de combustível. As linhas do modelo são fortes e dinâmicas, com formas robustas e pormenores cuidados. A grelha hexagonal e o desenho dos faróis exprimem modernidade. Enquanto a
configuração das portas 1+2 maximiza a funcionalidade, o perfil do Veloster revela um estilo diferente de tudo aquilo que existe em termos de coupés e hatchbacks. Apesar do estilo de coupé (altura de 1,40 metros), um arranjo interior inteligente permite que o Veloster ofereça um espaço interior e uma bagageira no topo da oferta do segmento. Com um comprimento total de 4,22 metros e uma distância entre eixos de 2,65 metros, os engenheiros da Hyundai esculpiram o interior para fornecer um espaço generoso para a cabeça à frente (990 mm), espaço para as pernas (1114 mm) e para os ombros (1412 mm), permitindo assim superior conforto. A capacidade da bagageira é de 320 litros (VDA) / 440 litros (SAE). O interior está desenhado para satisfazer as exigências dos compradores mais jovens. A inclusão do rebatimento 60:40 no banco traseiro permite um compartimento de bagagens flexível, enquanto “gadgets” de alta tecnologia e equipamentos tecnológicos foram concebidos paralelamente com o desenho do interior, tendo em vista incrementar o conforto a bordo. O Veloster estará disponível para o mercado nacional com um motor a gasolina 1.6 litros GDI que debita 140cv às 6300 rpm e um binário de 167 Nm às 4850 rpm. O Veloster disponibiliza ainda dois tipos de transmissão diferentes: uma caixa de seis velocidades manual e a nova unidade de seis velocidades e dupla embraiagem DCT. Para o mercado nacional o Veloster vai estar
[ Ao volante ] Durante a apresentação à imprensa conduzimos a única versão disponível (com caixa manual) e agradou-nos a posição de condução, típica de um coupé, baixa q.b. para sentirmos a desportividade que emana. O motor está à altura das exigências e responde aos apelos do pé direito. O comportamento é excelente, mesmo quando se exige mais da carroçaria que se comporta, dinamicamente, de forma brilhante. O conforto está ao nível de um desportivo destas características e não sendo uma referência… não prejudica o comportamento. Uma opinião mais desenvolvida ficará para um “Ao volante” mas num resumo pode dizer-se que este Veloster recupera o espírito Coupé da marca e surge com novidades capazes de atrair o jovem casal com filhos pequenos que gosta de um desportivo, não precisa de muito espaço nos lugares traseiros e gosta de conduzir um automóvel… diferente.
[10] APRESENTAÇÃO
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Apresentação Audi A6 Avant
Mais por menos A Audi pretende que a 6ª geração da A6 Avant possa oferecer mais e melhor mas por um valor inferior, aliado a todas as inovações tecnológicas a Audi consegue assim uma maior competitividade no segmento para um modelo que é referência. As linhas elegantes transmitem logo à partida uma imagem de agilidade e dinamismo, cada vez mais importante para os clientes, assim como a actualização das motorizações, com unidades completamente novas e muito aliciantes. O especial destaque e onde a marca aposta forte é no novo bloco 3.0 TDI V6 de 204cv associado à caixa multitronic de oito relações, e que promete uma enorme agradabilidade de condução. As 136g/
Km de CO2 desta versão são também uma referência no mercado. As caixas manual ou s-tronic de dupla embraiagem, também estão disponíveis, e as emissões de CO2 são de 139 g/km e 152 g/km respectivamente. Em comparação com o modelo anterior, a A6 aumentou 69 mm de distância entre eixos e pesa menos 70Kg, já que 20% da sua construção é em alumínio. No interior estamos habituados ao requinte e qualidade da marca, no entanto a nova A6 volta a surpreender com a adopção de inúmeros sistemas de vanguarda como o head-up display, os bancos dianteiros com função de ventilação e massagem, sistema de navegação com disco rígido MMI navigation plus, cujo manuseamento é
processado através de um ecrã táctil, e outros ainda praticamente pioneiros como seja a utilização de determinados serviços online fruto de uma cooperação com a Google. A enorme bagageira oferece uma volumetria de 565 litros que pode ser ampliada até 1.680 litros com o rebatimento dos bancos traseiros e que agora dispõe de um sistema de abertura automática da porta comandado por sensores de movimento: quando o condutor, de pé e atrás do veículo, realiza um determinado movimento, debaixo do párachoques traseiro, acciona a abertura. A par da motorização já referida e em destaque, a A6 é lançada com outras duas motorizações diesel, 2.0 TDI de 177cv e 3.0 TDI de 245cv, mais tarde surgirá o 3.0 TDI biturbo com 313cv. A gasolina a oferta passa pelos blocos 2.8 FSI de 204cv e o 3.0 TFSI de 300cv. Os preços começam nos 53.550€ da versão 2.0 TDI e vão até aos 82.550€ da versão 3.0 TFSI.
[12] desporto Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Francisco Carvalho no Aston Martin da NGT Mais um pódio no Algarve
Após o interregno das férias, Francisco Carvalho regressou às pistas para dar continuidade às prestações da NGT Motorsport, equipa onde está integrado. A dupla de pilotos Miguel Ferreira e Francisco Carvalho, conseguiu, no Autódromo Internacional do Algarve, no fim de semana de 17 e 18 de Setembro, a segunda posição na segunda corrida referente à quarta jornada do Campeonato de Portugal de GT e do Iberian Supercar Trophy. Largando da segunda posição da grelha de partida, Miguel Ferreira obteve um excelente primeiro turno de prova, mantendo-se na liderança da corrida durante várias voltas. Ferreira acabaria por perder essa posição mesmo antes de entregar o Aston Martin Vantage V8 a Francisco Carvalho, mantendo-se tudo em aberto para a fase final desta animada corrida. Sempre pressionante, Carvalho não conseguiria chegar ao primeiro lugar, sendo forçado a contentarse com o segundo lugar final. “Não foi um mau fim-de-semana para nós, mas ficámos, mesmo assim, aquém dos objectivos que delineamos, ou seja chegar ao
David Saraiva em Seat Leon Título ainda pode chegar
Depois da presença no Circuito da Boavista, onde venceu, em conjunto com Fábio Mota, a Taça de Portugal de Turismo, David Saraiva voltou a ser convidado por Fábio Mota para repartir o volante do Seat Leon, no Circuito de Portimão. E as coisas não podiam ter corrido de melhor forma para a equipa, já que dominaram os acontecimentos, na respectiva classe, do principio a fim. Depois da pole position em ambas as corridas, lograram alcançar a
Pilotos da Gua
faltam t triunfo. Foram duas boas corridas, especialmente a de domingo, que foi muito animada e onde ninguém conseguiu um domínio evidente. Acabámos na segunda posição e está ainda tudo em aberto na luta pelo campeonato. O nosso carro não estava hoje tão eficaz em termos de comportamento, penso que devido às alterações nas condições de aderência da pista, algo que não acautelámos devidamente”, referiu Francisco Carvalho. A dupla da NGT irá ainda estar presente no Estoril e em Braga, provas a realizar já depois do fecho desta edição.
vitória, prova da capacidade dominadora de ambos os pilotos. "Temos adversários à altura, mas o carro está muito bem preparado e temos conseguido em cada pista as afinações ideais”- refere David Saraiva, prosseguindo: "apesar de estarmos em desvantagem por termos menos duas corridas realizadas em relação aos nossos mais directos adversários, vamos dar tudo por tudo para chegar á vitória em cada uma das provas, de modo a podermos chegar ainda ao título. Estando em 2º lugar no Campeonato, Saraiva e Mota encontram-se deveras motivados para lutar pela vitória final, isto apesar das actuais circunstâncias que rodeiam o panorama da velocidade em Portugal,
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
arda em acção
títulos conforme retrata o piloto d Guarda: “É francamente desolador correr em pistas completamente vazias de público. Depois, se há algum tempo havia muitos carros em pista, agora somos apenas 5 ou 6, o que desmotiva ainda mais. Finalmente, existe uma enorme falta de apoios para nos podermos dedicar de alma e coração a um desporto que vê nuvens negras no horizonte e no futuro imediato. A crise faz-se aqui sentir com particular incidência e se não fosse o Fábio convidar-me para integrar a equipa dele, estaria parado, uma vez que não consegui reunir os apoios necessários a uma participação individual. Vamos ver se alcançamos o título para salvar a época”, referiu David Saraiva em exclusivo ao Escape Livre, antes das duas derradeiras jornadas no Estoril e em Braga, provas a realizar já depois do fecho desta edição.
desporto [13]
Em duas rodas, Patrão… manda!
Mário Patrão, envolvido em dois campeonatos, comanda, destacado do Nacional de Todo o Terreno, e só por muito azar o piloto de Seia deixará fugir mais um título. Depois de ter vencido todas as provas do calendário (Baja Carmin, no Algarve, Ferraria, Proença/Ourém e a Baja de Idanha a Nova/ Campeonato da Europa, a última realizada antes do fecho desta edição) o piloto da Suzuki é líder incontestado com 11 pontos de diferença. Se alcançar mais uma vitória numa das provas que faltam (Góis e Portalegre), dificilmente o título lhe irá fugir, uma vez que ainda é preciso deitar fora um resultado. Destaca-se a excelente prestação na modalidade e demonstração inequívoca da classe do piloto, a forma como dominou o campeonato de todo o terreno. Já no Nacional de Enduro as coisas não correram da mesma forma, ainda que Mário Patrão tenha logrado alcançar três pódios com dois terceiros lugares em Gondomar e Ourém, e um 2º em Peso da Régua. Feitas as contas, Mário quedou-se pela 4ª posição da geral no final deste Campeonato. O piloto do Crédito Agrícola esteve ainda em diversas provas do nacional de Motocross, mas como algumas coincidiam com provas dos outros campeonatos em que estava envolvido, "acabei por encarar o Motocross apenas como provas de treinos e de afinação da moto para os outros dois Campeonatos”, afirmou o piloto ao Escape Livre, que, repetimos, se a sorte não o abandonar, deverá trazer para casa mais um título a juntar ao seu já brilhante palmarés.
António Matias na Rampa do Caramulo A última subida…
António Matias, o mais veterano dos pilotos da Guarda, esteve presente na última prova desta temporada, desta feita na Rampa do Caramulo que se disputou entre os dias 2 e 4 de Setembro. Com o carro afinado para o Ralicross, o piloto sentiu sérias dificuldades devido ao comportamento da viatura. É fundamental conseguir-se uma memorização perfeita de toda a pista, de modo a podermos tirar partido de cada pedaço de pista, referiu Matias que, apesar de tudo, conseguiu, ainda um excelente 18º lugar da geral. “As rampas terminam por aqui, este ano. Talvez consiga estar presente no rali de Vila Real. E a época ficará por aqui. Para o próximo ano, se se concretizar o novo campeonato de Off Road (misto de Autocross e Ralicross) tentarei estar presente. Se tal não se vier a verificar é provável que faça algumas rampas” concluiu o piloto do Mitsubishi. No que resta de temporada, apenas Marco Paixão deverá estar presente no Rali de Mortágua, a 22 de Outubro, num esforço para marcar presença, até porque a prova coincide com o aniversário do piloto. De resto, e se pensarmos que já houve épocas com quase uma vintena de pilotos da Guarda em diferentes competições, poderemos aquilatar – se dúvidas houvesse - quão difícil está a situação para o desporto automóvel da Guarda.
MÁRIO PATRÃO PASSOU UM DIA COM AS CRIANÇAS Porque apostar nas crianças é assegurar o futuro, o piloto de Seia colaborou com o município na animação daquela que foi uma festa verdadeiramente concorrida NO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA. Debaixo dos olhares atentos das 1500 crianças, respectivos professores, elementos do executivo da autarquia e comunicação social, Mário Patrão, juntamente com a sua SUZUKI RMZ, demonstrou, numa pista construída especialmente para o efeito, as melhores técnicas para ultrapassar obstáculos, proporcionando alguns suspiros de emoção, sorrisos e muitos aplausos. Durante a manhã, algumas crianças puderam experimentar a sensação de andar de moto, conduzidas pelo piloto de Seia, e de tarde, para além do espectáculo, houve ainda uma sessão de autógrafos com distribuição de posters da equipa pelas crianças. “Foi para mim um verdadeiro prazer poder estar junto destas crianças naquele que é um dia dedicado a elas e acima de tudo sentir que com o que mais gosto de fazer, que é conduzir a minha moto, e proporcionei um dia emocionante e cheio de novidades", salientou. "A responsabilidade social das equipas e das empresas é um ponto determinante na sociedade actual, sendo, desta forma, um privilégio o desafio que o Município de Seia me lançou neste dia, permitindo que todos os meus patrocinadores, se associassem também a esta fantástica iniciativa”, rematou. Um exemplo a seguir…
[14] desporto
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Audi Team NovaDriver na rota do ceptro ibérico de GT3
Depois do triunfo na Taça de Portugal de Circuitos, na Boavista, João Figueiredo e César Campaniço estão motivados para reconquistar o ceptro ibérico de GT3. Os circuitos de Jerez de la Frontera e Barcelona são os derradeiros compromissos para os pilotos Audi Team NovaDriver manterem incólumes as aspirações iniciadas no início do ano. No único título já atribuído na presente temporada – Taça de Portugal de Circuitos –, João Figueiredo e César Campaniço venceram na Boavista, enquanto no Campeonato de Espanha de GT lideram confortavelmente a categoria de GT3. O ano de 2011 tem sido pródigo em triunfos e o título de GT3 está ao “virar da esquina”, o que talvez não fosse expectável é estar em aberto a luta pelo absoluto. A somente duas provas do termo do campeonato espanhol, o piloto/engenheiro de Coimbra, João Figueiredo, “alvejou” os propósitos para as duas regiões mediterrânicas espanholas. «Podemos ser campeões de GT3 já na próxima corrida (Jerez de la Frontera), o que, sem dúvida, demonstra a excelente campanha que estamos a efectuar e que nos permite, inclusive, lutar pelas vitórias à geral. Assim, só podemos estar satisfeitos pela competência e evolução demonstrada em pista este ano ao volante do R8 LMS com as cores Audi Team NovaDriver. «Também não deixa de ser verdade que estamos muito satisfeitos por termos garantido o título na Taça de Portugal de Circuitos e, ainda por cima, no mítico Circuito da Boavista, em pleno “pulmão” da cidade do Porto, com a particularidade de ser a única competição que já conheceu a sua decisão até ao momento. As nossas atenções estão agora centradas nos campeonatos em território Ibérico onde disputamos o primeiro lugar em ambos, numa luta que promete durar até ao final da temporada», sustentou o piloto de Coimbra. A Audi Team NovaDriver já aponta baterias para 2012, havendo a certeza que podem contar com o apoio da Audi Sport, tendo em vista o ano de uma internacionalização mais abrangente da equipa e campeonatos como o Blancpain Endurance Series, o FIA GT3 e o GT Open fazem parte do lote de possibilidades para o próximo ano.
Pilotos de Coim Filipe Albuquerque prossegue o sonho no DTM A aprendizagem é profícua, espelhada no empenho e dedicação que o piloto de Coimbra tem colocado em prática nas pistas que fazem parte da ementa deste campeonato. Filipe Albuquerque continua de corpo e alma no DTM, sendo, inclusivamente, já uma referência nesta disciplina do desporto automóvel. A aprendizagem tem sido profícua e, a obtenção do primeiro ponto no campeonato traduz bem do empenho e dedicação que o jovem piloto de Coimbra tem colocado em prática nas mais diversas pistas que fazem parte da ementa deste singular campeonato. Filipe Albuquerque, no entanto, não tem sido bafejado pela sorte, sobretudo nos últimos compromissos. Em Oschersleben, por exemplo,
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
desporto [15]
Apesar deste desfecho, para trás ficou a satisfação de ter sido um dos pilotos mais rápidos durante esse fim-de-semana, Filipe Albuquerque reconhece que se tratou de uma prova atípica, mas «a nossa equipa fez um bom trabalho e mantive um andamento muito rápido ao longo da jornada». Na corrida, «na altura do abandono, estava a discutir a posição com o Gary Paffett que viria a terminar no quarto lugar. Lamento a desistência pois poderia ter feito a minha melhor prova da temporada. "Agora não vale a pena lamentar o sucedido», afirmou. O circuito de Valência, em Espanha, voltou a rasgar novos horizontes a Filipe Albuquerque que, perante um público exigente e atento às manobras do piloto, respondeu positivamente aos anseios e proporcionou mais uma jornada de excelente nível. Com 26 anos de idade, o jovem piloto de Coimbra, segundo classificado no Campeonato Italiano de GT na temporada passada ao volante de um Audi R8 GT3 da Audi Itália e vencedor da corrida dos campeões, depois de ter batido os campeões mundiais de Fórmula 1 e Ralis em título, Sébastien Vettel e Sébastien Loeb, permanece de “pedra e cal” no Campeonato Alemão de Turismo (DTM) com a mesma pujança que sempre o caracterizou
mbra em acção o piloto do Audi A4 DTM saiu da 11.ª posição da grelha depois de ter sido o mais rápido nos dois treinos livres e o terceiro mais rápido no “warm-up”. Tudo se conjugava para que, uma vez mais, o conimbricense pudesse lograr os lugares pontuáveis. O desfecho, porém, haveria de ser outro, muito por culpa de uma saída de pista do germânico Ralf Schumacher que viria a instalar o caos, “rebocando” Filipe Albuquerque para o abandono, na sequência de um infinito número de toques que danificou a parte da frente do Audi A4 DTM do piloto português.
[16] desporto
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Campeonato de Portugal de Ralis
Contas de somar… Num campeonato atípico, ou pelo menos diferente pelos protagonistas que têm tecido a história deste ano, Ricardo Moura tem conseguido assinar o sucesso, escrevendo um conjunto de vitórias seguidas. Depois da Madeira e dos Açores, com o élan de outros protagonistas, o piloto apoiado pela ARC de Aguiar da Beira comanda, destacado as contas do campeonato. O sexto lugar absoluto nos açores e sétimo na Madeira não aconteceram por acaso. O ascendente e a regularidade do piloto têm feito dele um exemplo. Mesmo assim, e apesar do campeonato continuar igual a si mesmo, Moura tem contado com a oposição de Vitor Lopes e de Vitor Pascoal e, a seu tempo, com Pedro Meireles e Pedro Peres. Mais recentemente, no Rali do Centro, o piloto açoriano reforçou a liderança do campeonato. Não foi uma prova fácil, mesmo depois de ter herdado a liderança com a desistência de Peres. Aos poucos, Moura controlou a diferença lá na frente, sendo Vitor Lopes uma sombra constante. O piloto do Subaru, também apoiado pela ARC, chegou mesmo a estar separado por apenas por três décimos de segundo. Mesmo sabendo que um quarto lugar no rali de Mortágua será o suficiente para se sagrar campeão nacional, Ricardo Moura continua a pensar rali a rali, onde a soma de cada ponto conta. No campeonato das duas rodas motrizes, João Silva, em Renault, ficou à frente de Ivo Nogueira. Com os resultados finais do Rali do Centro, uma vez mais a equipa da ARC conseguiu mais um conjunto de resultados brilhantes. Ricardo Moura, Vitor Lopes e João Silva continuam a ser a mesma face de uma moeda de sucesso. Classificação do campeonato 1º. Ricardo Moura (Mitsubishi) – 110 p 2º. Vitor Lopes (Mitsubishi) – 71 p 3º. Vitor Pascoal (Mitsubishi)) – 53 p
[18] desporto Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
O (re)início Dezassete anos depois da primeira participação de dois pilotos da região em provas oficiais de radiomodelismo, os jovens Nuno Costa e Luís Afonso - a região da Guarda é hoje uma referência no panorama nacional do radiomodelismo automóvel. Em 2010, a Associação Cultural e Desportiva ‘Os Beirões’ organizou a mais importante prova europeia da modalidade: o Campeonato Europeu 1:8 Todo-o-Terreno. Já em 2011 surgiu, pela mão da família
Marujo, um novo complexo de radiomodelismo em Freixedas, onde decorreu a primeira edição do Troféu Freixedas-Pinhel. Composto por cinco provas, este troféu organizado pelo Clube de Radiomodelismo de Freixedas, com a chancela da Federação Portuguesa de Rádio Modelismo Automóvel (FEPRA), marcou o arranque oficial do Campus de Radiomodelismo de Freixedas, numa pista homologada pela Federação com a mais alta categoria atribuída (A). Ao longo das quatro jornadas já disputadas, passaram pela pista do Clube de Radiomodelismo de Freixedas alguns dos melhores pilotos nacionais, que teceram rasgados elogios ao complexo e ao traçado. Deste reconhecimento foi também prova a escolha da pista de Freixedas para a preparação do Campeonato Europeu da modalidade pelo novo Campeão Nacional 2011, Carlos Durães. Carlos Durães voltou a estar presente na quarta prova pontuável para o Troféu Freixedas-Pinhel, que venceu com grande autoridade na frente de Carlos Fonseca, líder do troféu, e Ricardo Simão, que ocupou o último lugar do pódio. Os irmãos Ângelo e Diogo Fonseca continuam a ser os melhores representantes da região no Troféu, ocupando o terceiro e quarto lugar, respectivamente. Marcando o início da actividade desportiva do mais recente clube de rádio modelismo em Portugal, o Troféu Freixedas-Pinhel apresenta-se como uma forma de promoção dos jovens da região, ao mesmo tempo que serve de preparação ao Clube de Radiomodelismo de Freixedas, que deverá contar, em 2012, com as primeiras provas oficiais.
[20] Lazer
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
BMW X Experience
Portugal fica ao Centro
Faltam poucos dias para mais uma aventura extraordinária ao volante dos BMW X1, X3 e X5. O BMW X Experience vai este ano deliciar os proprietários destes veículos com uma travessia pelo centro do país, da serra ao mar, evento apoiado pelo Turismo Centro de Portugal. A variedade de paisagens é proporcional à multiplicidade de argumentos deste passeio todo terreno, o que faz de 21 a 23 de Outubro um excelente fim de semana. Uma viagem de quase três dias, rica em paisagem, visitas culturais, convívio, gastronomia e unidades hoteleiras seleccionadas. O desafio mais interessante será, sem dúvida, e aproveitando a tecnologia xDrive dos BMW, a travessia de alguns dos mais belos trilhos das serras da Estrela, do Açor, da Lousã e da Boa Viagem, rumo
ao litoral, onde ainda se trespassam os arrozais do Mondego, nesta altura já ceifados. Tudo, com a garantia de segurança para viaturas e participantes. Luxo, requinte e… sorte são também sinónimos deste passeio: aos participantes será dada a oportunidade de viajar na TAP para qualquer destino da Europa à escolha e um deles também levará para casa uma máquina de lavar de alta pressão Kranzle. O BMW X Experience / Centro de Portugal começa no dia 21, sextafeira, no H2otel de Unhais da Serra, com possibilidade de utilização gratuita do ginásio e Aqualudic, e logo depois do jantar de boas vindas, tem início uma etapa nocturna pela Serra da Estrela. No sábado, o Piódão é o local de destino, com passagem nos trilhos da serra da Estrela e serra do Açor, continuando depois num percurso de sobe e desce até à serra da Lousã. Após o almoço no Hotel Meliá Palácio da Lousã, a caravana segue para as Ruínas de Conímbriga, depois de uma passagem no Castelo de Penela. O dia termina com a passagem por alguns arrozais e a chegada ao Hotel Mercure da Figueira da Foz, onde a caravana fica alojada. O jantar é servido no Casino da Figueira da Foz, com tempo ainda para alguma diversão. O terceiro dia do passeio, domingo, segue ao longo do rio Mondego em direcção a Montemor-o-Velho, para visitar o castelo. Os trilhos da serra da Boa Viagem e para os que o desejem um troço em areia, põem novamente à prova as capacidades dos BMW e a destreza dos condutores, com destino ao Hotel Mercure, onde decorre o almoço e a entrega dos Troféus SPAL a todos os participantes. Mais informações em www.escapelivre.com ou em qualquer concessionário BMW.
[22] LAZER
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Nas Alturas Navegação 4x4
Navegar: acto ou efeito de… fazer turismo
Dois dias apenas chegaram para abrir o apetite à descoberta da região da Guarda. O Nas Alturas Navegação 4x4, que decorreu de 23 a 25 de Setembro, foi uma prova de navegação e orientação que serviu não só de cartaz desportivo numa modalidade com grandes potencialidades na região, como também cartaz turístico, com todos os participantes a elogiar a paisagem e os waypoints (WP) escolhidos. O desafio que envolveu 16 equipas, 32 viaturas e quase 90 pessoas parece ter resultado bem. Foram dois dias de prova muito positivos, apenas com a reclamação que muitos participantes remeteram a S.Pedro, de que deveria ter molhado os trilhos para evitar o pó. Depois de um encontro de final de sexta-feira que serviu para fazer o briefing, apresentar algumas novidades da prova, funcionamento dos pontos de controlo e noções gerais para os mais iniciados, foi na manhã de sábado que se deu a partida para a primeira Prova.
Os 60 WP do primeiro dia espalhados pelos concelhos da Guarda, Celorico da Beira e Gouveia e o percurso pela Serra da Estrela, nomeadamente pelo maciço central, planalto de Linhares, Folgosinho e Videmonte, destacaram-se como locais de beleza extraordinária e deslumbraram todas as equipas, em particular as que competiram apenas por diversão. Por outro lado, pontos como as zonas do vale do Mondego entre Fernão Joanes e Videmonte, bem como alguns pontos de Folgosinho, foram de mais difícil acesso, com poucas equipas a conseguir cumprir ali as estratégias. O primeiro dia acabaria por ser o mais disputado e, por isso, determinante para as equipas que quiseram, desde logo, obter as melhores classificações. Foi também um dia de alguns percalços de mecânica para algumas equipas, seja por algumas situações até caricatas, como avarias e rápidas substituições de peças improvisadas, seja por outras contrariedades que tiveram que enfrentar. No segundo dia de prova, com 48 WP marcados, os concelhos da Guarda e Celorico estavam obrigatoriamente na rota dos aventureiros, que ficaram deslumbrados com as paisagens das zonas de Vale de Estrela, Aldeia do Bispo e Planalto de Misarela. O Vale do Mondego acabava por se revelar novamente como um dos maiores desafios, que a par de Videmonte e Fernão Joanes, obrigavam as equipas a afinar a estratégia e eliminar WP dos seus planos. No entanto, a recompensa acabaria por chegar, com um desnível de 400 metros a brindar as equipas com um quadro natural sobre o Vale do Mondego. No final, sagrava-se vencedora a equipa Carnes Rodrigues TT, que em casa, conseguiu 25200 pontos dos 36250 que constituíam a prova. Paulo Dias, membro da equipa, mostrava-se, no final, muito agradado com a prestação: “Correu muito bem. No segundo dia foi um
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Lazer [23]
bocadinho mais cansativo porque nos deitámos à sombra do primeiro lugar do primeiro dia e da diferença que tínhamos. Por isso cortámos um bocadinho nos andamentos, não arriscámos tanto em termos de estratégia, tentando manter o avanço já alcançado. O navegador considera que a organização “foi excelente, desde a montagem da prova, com sítios fantásticos, sejam culturais e paisagísticos. Havia waypoints com grau de dificuldade muito elevado, o que é bom para nós e para quem navega com carta e GPS sem cartografia. Esteve tudo muito bom”. Depois de um “trabalho de casa” feito pela organização em todos os campos, e que foi elogiado por muitos participantes, também as entidades organizadoras fazem um balanço muito positivo do evento. O director de prova e representante da Associação Cultural e Recreativa de Fernão Joanes avalia, tendo por base precisamente as
respostas das equipas. José Pereira afirma que “a prova correu muito bem. Em termos competitivos foi excelente e em termos turísticos as pessoas gostaram e tiveram uma opinião muto positiva, quer ao nível de toda a logística apontada, quer ao nível de zonas e pontos de paisagens”. Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre, considera que “foi um desafio interessante, este de organizar na Guarda uma prova importante ao nível de orientação e navegação 4x4, e acho que conseguimos, mesmo pelo número de participantes.” A vitória da equipa Carnes Rodrigues TT (25200 pontos) foi seguida da Proseries Desert Team /Camel Active (19450 pontos), tendo a Exactaventura alcançado o terceiro lugar (16600 pontos). O quarto lugar foi conquistado pela Autoteste 4x4 (14000 pontos) e o quinto pelos Kompinxas (13000 pontos).
Dacia Duster em acção!
conta que todos os WP foram marcados pelo Dacia Duster, podemos dizer que chegaram a todo o lado, foram os únicos a fazê-lo e até chegaram primeiro”, remata.
O Dacia Duster 4x4 foi o veículo oficial desta prova. Com ele, foram marcados todos os WP, fossem de maior ou menor dificuldade. A prova contou com três equipas duplas a navegar com os Duster e mesmo com elementos que nunca tinham feito navegação e orientação, conseguiram o 11º, 13º e 15º lugares na classificação geral, surpreendendo as restantes equipas com a sua presença e prestações. Para Ricardo Oliveira, responsável da Dacia em Portugal, “isto de alguma forma serviu para provar que o Dacia Duster, que ainda é pouco conhecido, é mais do que um SUV tradicional de passear na cidade e é capaz de fazer todo o terreno a sério, como foi o caso desta prova”. Em tom de brincadeira, o representante acrescenta que "a nossa participação também serviu para provar que ele consegue, e tendo em
[24] LAZER
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
IX Off Road ACP
Na rota dos peregrinos N
ão é ano jacobeu, é certo, mas o desafio de seguir os caminhos portugueses de Santiago de Compostela nesta época do ano foi extraordinariamente bem recebido pelos sócios do Automóvel Clube de Portugal, não fosse este um passeio todo o terreno extremamente rico em todos os aspectos.
Cerca de 150 pessoas em 50 viaturas partiram, de 30 de Setembro a 4 de Outubro, para uma aventura inesquecível: Viajar, usando sobretudo caminhos de terra, alguns deles parte do Caminho Português até Santiago de Compostela, num passeio turístico, cultural e, para muitos, religioso. Com S. Pedro a proporcionar um atípico calor de Outubro, o sol trouxe também consigo campos mais secos que o habitual, ou seja: muito pó. O local de encontro da caravana foi no Hotel Turismo de Trancoso, cidade que tem hoje um dos mais representativos centros históricos do país. Depois de uma reunião com os participantes e o jantar de boas vindas, uma caminhada até ao castelo de Trancoso serviu de aquecimento a esta viagem e de cartão de visita para as restantes paisagens que se iriam encontrar. A inauguração dos trilhos de terra seria na manhã seguinte, que prometia ser também clara e quente, favorável à observação das paisagens de Sernancelhe, desde sempre um dos grandes centros de peregrinação ou de passagem dos viajantes. Por asfalto e por terra, a viagem continuou na senda dos peregrinos, primeiro com a visita à igreja do mosteiro de São João de Tarouca, o primeiro em Portugal da Ordem de Cister e local de acolhimento dos peregrinos, e depois com a passagem na ponte e torre de Ucanha, onde em tempos idos só eles estavam isentos de pagamento de direitos de passagem. Seguiu-se Lalim, pertencente também aos monges, e prosseguiu-se por terra até ao ponto mais alto de Lamego.
Deslumbramento foi a melhor palavra encontrada para descrever a imagem obtida do Restaurante Paraíso D' Ouro, na Serra das Meadas, que não só proporcionou um almoço de grande qualidade, como momentos de conversa, êxtase e relaxamento na grande varanda do restaurante, antes de se retomar a etapa. O rio Douro foi fiel companhia nos quilómetros seguintes, feitos por asfalto, com as paisagens vinhateiras até Mesão Frio, prosseguindo a rasgar toda a serra do Marão por corta-fogos e estreitas estradas de serra em direcção ao Alvão, mais exactamente até às Fisgas do Ermelo, uma espectacular queda de água. À noite, em Mondim de Basto, o jantar no Agua Hotel ficou marcado pela presença do presidente da câmara municipal, que teceu palavras muito elogiosas ao trabalho desenvolvido pelo Escape Livre e pelo ACP, desejando o regresso ao seu concelho. O terceiro dia desta aventura rumo ao Minho, amanheceu ao sabor de um verão em pleno Outono. Com a agradável temperatura daquela hora do dia, toda a caravana calcorreou as ruas da pequena aldeia de Agra, para conversar com as gentes da aldeia e tomar um café, uma água e bolos regionais. Ao fim da manhã, o almoço decorreu na estalagem de São Bento, mesmo em frente ao santuário que foi visitado por todos, e na subida, quer a este santuário, quer ao de
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Nossa Senhora da Abadia, verificou-se que ambos estavam repletos de peregrinos, quem sabe também eles aproveitando o bom tempo, e dando um colorido especial ao retrato encontrado. O Mosteiro de Tibães foi o local que se seguiu, com visitas que decorreram com grande interesse de todos. Afinal, aquele local serviu de casa-mãe dos mosteiros beneditinos e foi um dos mais ricos e poderosos do norte de Portugal. Já em Ofir, à noite, houve oportunidade dos vários patrocinadores se dirigirem aos sócios do ACP, sendo também a noite abrilhantada pela entrega de lembranças e dos troféus Spal, e ainda pelo grupo musical da Guarda, os Prós e Contras. Novo dia de Off Road, novo dia de calor, e como que para escapar ao pó, nada melhor que a subida, por asfalto, ao Monte Luzia, em Viana do Castelo, considerada uma das mais belas paisagens do mundo, com a vista sobre Viana, a foz do rio Lima, a ponte metálica do caminhode-ferro e o litoral minhoto. Ainda que com alguma nebulosidade no horizonte, os participantes ficaram muito agradados com o que viram. Seguiu-se uma descida muito íngreme a exigir redutoras ou o controle de tracção dos SUV mais modernos. A passagem para Espanha e a subida ao monte Tecla, por terra,
Lazer [25]
conduziu a um dos miradouros mais espectaculares sobre a foz do rio Minho que separa os países irmãos. O destino seguinte foi o único mosteiro da Ordem de Cister construído à beira mar, o de Oia, principal ponto de acolhimento dos peregrinos que percorriam o caminho português da Costa. Continuando por asfalto até Santiago, estava terminada a terceira etapa, com a chegada ao Hotel de Los Abetos, onde o jantar e uma caminhada nocturna até à catedral de Santiago serviu para desentorpecer as pernas e registar o momento com uma foto de grupo. Na manhã seguinte a chegada à catedral extasiou os participantes., seguindo-se a entrada no grandioso monumento, onde se fez uma visita guiada. A missa concelebrada pelo bispo da Guarda, D. Manuel Felício, a invocação ao Apóstolo e a cerimónia do Botafumeiro encerraram este passeio. Foram mais de 600 quilómetros percorridos por terra ou asfalto, visitas a monumentos e localidades, paisagens de perder de vista, cultura, história, gastronomia, e sobretudo uma vivência e camaradagem que ficam para sempre nas memórias de todos. Fica ainda a garantia dada pelo Clube Escape Livre de que em 2012 novos sócios do ACP farão o caminho de Santiago!
[26] reportagem
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Salão Automóvel de Frankfurt
E Lisboa… a ver estrelas O Salão Internacional de Frankfurt alterna com Paris na organização de um dos mais importantes certames do género a nível mundial. Ficando na pátria de construtores de renome e de prestígio, é natural que acolha com especial relevância os construtores daí oriundos. Frankfurt mostrou ao mundo o que de mais importante a indústria automóvel prepara e que dentro em breve deverá começar a chegar ao nosso país, que por força de uma das maiores crises económicas e financeiras da sua história, viu anulado o Salão de Lisboa previsto para os primeiros dias de Novembro. Fica uma ideia de algumas das estrelas que brilharam em Frankfurt, já que Lisboa fica a ver… estrelas. Audi | A Audi construiu um dos mais belos Pavilhões e a maior aposta incidia em dois concepts: O A2, que do seu antecessor apenas herda o nome, já que se trata de um veículo eléctrico. Um pouco maior que o actual A1, o A2 possui comandos “by-wire” (electrónicos) com iluminação que associa microreflectores a luzes led. A luz assim originada não encandeia. Para além deste, a Audi apresentou ainda o futuro da mobilidade urbana através do Urban concept com dois motores eléctricos. Ainda se viram as renovadas série 5 e 6 e as linhas desportivas S, agora alargadas a todas as gamas. BMW | A marca do hélice azul expôs todas as gamas e pôs a tónica no recém apresentado série 1. O maior destaque foi, no entanto, para os projectos eléctricos denominados i3 e i8. Hyundai | A Hyundai escolheu o salão de Frankfurt para ser palco de apresentação da nova geração do i30. O novo modelo chega com um novo design completamente novo, muito diferente da versão anterior, com um para-brisa alongado e os faróis mais arrojados. O
Citroën | A marca do double chevron esteve em Frankfurt com a gama recém completa da série DS, pondo o acento tónico no mais recente produto: o DS5 e que será alvo de destaque na nossa próxima edição. Esteve acompanhado dos sucessos comerciais que dão pelo nome de DS3 e DS4, além, naturalmente, da gama “normal” da Citroën. Os carros de Ralis com que a marca tem estado envolvida nos mundiais também marcaram presença, a par do concept Tubik.
carro revela um “look”mais desportivo, o que parece ser apanágio da marca para os próximos modelos. Kia | A Kia levou até Frankurt o Rio na versão de três portas, mais desportiva. A marca coreana desvendou um pouco do futuro, com a apresentação do Kia GT Concept. Trata-se da antevisão de uma berlina de linhas desportivas e, pela primeira vez, tracção traseira num modelo da Kia. Mercedes | A comemorar 125 anos de existência, a Mercedes expôs algumas das recentes novidades, nomeadamente as novas classes B, C e M e no SLS roadster, mas os focos incidiam sobre o protótipo visionário denominado F125 que antecipa os principais desenvolvimentos técnicos a ocorrer nas berlinas de luxo, nomeadamente no próximo Classe S.
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Renault | Quem foi a Frankfurt viu o futuro do design Renault. Isto, porque a marca apresenta ao grande público o novo Twingo cuja frente dá indicações muito precisas sobre como será o traço estilístico mais marcante dos futuros modelos com o losango no capot. O Renault Twingo ganha assim um último fôlego, antes da chegada de um modelo totalmente novo, que deverá surgir lá para 2014, e a ser construído em parceria com a Smart. Seat | A marca espanhola do Grupo VW apresentou o novo Exeo, que iniciará, em Novembro, o seu percurso comercial. O grande destaque, no entanto, vai para um Concept designado por IBL. Trata-se de “uma berlina que mostra o futuro da marca espanhola ”segundo responsáveis da marca, mas sabe-se já que é a base do futuro Leon. Um belo design e linhas que prometem cativar. Skoda | No mesmo grupo (SIVA), a Skoda esteve presente com o “Mission L”. Trata-se um um concept já muito próximo de uma possível realidade, sendo as bases de um futuro modelo que estará abaixo do Octavia mas que o pode substituir perfeitamente. Mistura de hatchback com sedan dá indicações precisas do caminho estilístico que a marca checa pretende seguir. E diga-se desde já que está no bom caminho… VW | A VW estreou duas importantes novidades: os novos UP e Beetle. Prestes a entrar em comercialização, o Up vem ocupar o lugar deixado vago pelo Lupo e que tardava em ser preenchido. O pequeno
reportagem [27]
citadino surge, para já em carroçarias de três portas, devendo, lá para o Verão do próximo ano ver a gama reforçada com versões de cinco portas e um CrossUp, capaz de atrair as atenções do público jovem a quem se destina. Aquele que será o mais pequeno “carro do povo” deverá iniciar a sua vida comercial na primavera do próximo ano, com motores a gasolina de 1 litro e potências de 60 e de 75cv, e preços à volta dos 10/11.000 euros. Quanto ao Beetle, mais que um reestyling, foi alvo de uma profunda remodelação. Curiosamente, olhamos para este novo carocha e identificamo-lo muito mais com o célebre modelo que lhe está na génese. Deverá chegar em Janeiro e estará disponível com a gama de motores do grupo VW e preços a começar nos 22.000 euros até perto dos 40.000. A versão mais desportiva denomina-se R e vem na sequência de modelos como o Golf e o Scirocco R. Volvo | Desde há cerca de um ano nas mãos de um grande grupo chinês, a Volvo anuncia um crescimento superior a 20% nas vendas e prepara-se para dar continuidade a este sucesso comercial. Para isso levou à Alemanha, além de toda a gama actualmente em comercialização o concept You que antecipa o próximo topo de gama da marca, deixando antever um veiculo capaz de ombrear com os mais ilustres representantes do segmento. A dotação híbrida é uma hipótese a ter em linha de conta.
[28] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
MINI Cooper D Countryman All4 Cilindrada: 1598 cc Potência máxima: 112cv Velocidade máxima: 185 Km/h Aceleração 0-100 Km: 10,9 s Consumo combinado:4,9 l Emissões CO2: 129 g/Km Preço: 31.500€
Mais
argumentos C
omo slogan, a MINI afirma que apenas 0,2% da terra está alcatroada, mas será este MINI capaz de andar nos restantes 99,8% ? Sendo o Countryman a versão base de homologação do MINI WRC de 2011, argumentos não faltam e o excelente comportamento do chassis em piso irregular prevê um futuro risonho para Armindo Araújo,
que alcançou recentemente o seu melhor resultado no WRC, 8º da geral e 2º melhor entre os MINI no Rali da Alemanha. O sistema ALL4 presente, como extra, funciona de forma permanente. Em condições normais, a transferência ocorre em proporções iguais para os dois eixos, mas em casos extremos de falta de aderência, o sistema pode direccionar 100% da tracção
para o eixo traseiro. Na práctica, tudo funciona de forma irrepreensível, e tanto em estrada como fora dela, nota-se a actuação do sistema, proporcionando bons momentos de condução ao volante. Em terrenos com inclinações mais acentuadas podemos sentir alguma falta de potência desta motorização. Os 112cv intimidam-se com alguma facilidade e acabam por se
revelar um pouco mais gulosos quando associados à tracção integral. Embora a escolha da cor da unidade ensaiada seja discutível, o Countryman, como qualquer MINI que se preze, é configurável segundo uma vasta lista de equipamento e acessórios, as configurações possíveis são tantas que certamente existirá uma ao seu gosto. A acessibilidade aos lugares traseiros, bem como a habitabilidade dos mesmos, está admiravelmente bem conseguida, intimidando alguns dos “concorrentes” mais directos e deixando de parte o argumento de que se é MINI… é pequeno! O Cooper D Countryman também está disponível com caixa automática, e que resultará bem com o sistema ALL4. Contudo, neste caso, terá que abdicar de quase 40.000€, já que o bloco 1.6 passa para 2.0, ainda que com a mesma potência. Se, no entanto, o sistema ALL4 não lhe acrescenta uma maisvalia significativa, aproveite os cinco lugares, opcionais sem qualquer custo, e o espaço extra, nomeadamente os 350 litros de bagageira, poupando 3.250€, e desfrute o ambiente divertido e relaxado que se vive a bordo deste grande… MINI.
[30] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Renault Scenic “Bose Edition” Cilindrada: 1598 cc Potência máxima: 130cv Velocidade máxima: 195 Km/h Aceleração (0-100 Km): 10,3 s Consumo combinado: 4,4 l Emissões CO2: 115 g/Km Preço: A partir de 32.000€
Depois de um dia ou até de uma semana de trabalho, nada melhor que um concerto daquela banda que nunca esqueceu e que lhe relembra momentos de outrora, ou mesmo daquele grupo que agora está na moda, para relaxar e se abstrair da monotonia. Após a compra dos bilhetes, e sentados na plateia com a lotação totalmente esgotada, começamos por nos envolver pelo extraordinário conforto, não habitual, nestes espectáculos. Depois de observado todo o espaço e bom gosto que nos rodeia, chega então a altura de subir ao palco esse senhor da música instrumental. Kenny G estava mesmo ali à nossa frente, ou pelo menos parecia… Começa o concerto e o volume vai subindo, sempre com uma qualidade notável. O conjunto de oito colunas de elevada qualidade alimentadas por uma amplificação específica da marca Bose, subwoofer integrado e sistema “surround” presente na sala, funciona de forma irrepreensível isolando nos de tudo o que nos rodeia. Poderíamos mesmo estar a falar de um verdadeiro concerto mas coube nos ensaiar a edição especial da Renault Scenic, denominada “Bose Edition”. A vantagem aqui é que está tudo ao alcance de uns botões e quem escolhe quem sobe ao
Sala de
espectáculos palco somos nós. Mais ainda, tudo isto acontece onde quiser e como quiser, enquanto se desloca sozinho para o trabalho ou quando regressa a casa já em família. A lotação é de cinco lugares, neste caso, mas por mais 2000€ a Grand Scenic oferece mais dois lugares na terceira fila. Aconchegados e rodeados de tudo o que poderá ser necessário, como o sistema de climatização automático bi-zona, o GPS Carminat by TomTom, cruise control e limitador de velocidade com regulações no volante, cartão Renault mãos-livres, entre outros, destacamos o fantástico
painel de instrumentos digital em ecrã TFT a cores, onde temos o conta-quilómetros/rotações com todas as informações relevantes desde o nível de combustível, indicação da velocidade ideal e temperatura do óleo do motor até às indicações do rádio, e que é configurável entre várias opções possíveis, ao gosto pessoal de cada um. A mais recente motorização 1.6 dCi de 130cv acrescenta ainda uma disponibilidade constante, proporcionando uma condução interessante e, mais uma vez, com um conforto acima da média. Os consumos são também algo referencial,
conseguindo-se médias de cinco litros, mesmo em cidade, onde a Scenic se deixa conduzir sem qualquer dificuldade. A par do equipamento de som que destaca esta edição especial, podemos também contar com o revestimento em couro carbono escuro dos bancos e painéis das portas, jantes de 17” com acabamento escurecido, retrovisores em negro, vidros escurecidos e um badge ”BOSE” sobre a lateral, elementos que reforçam a personalidade cativante. O preço do bilhete "vitalício" para esta autêntica sala de espectáculos é de 32.000€. Divirta-se!
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Audi A1 1.2 TFSI Cilindrada: 1197 cc Potência máxima: 86 cv Velocidade máxima: 180 Km/h Aceleração (0-100 Km): 11,7 s Consumo combinado: 5,1 l Emissões CO2: 118 g/Km Preço: 19.230€
Existem automóveis realmente bem concebidos do ponto de vista estético. Quando a isso juntamos o nome e tradição de uma marca como a Audi e um intenso período de testes e estudos de mercado, só pode dar em caso de sucesso. O novo A1 caracteriza-se pelo carácter jovem e dinâmico mas ainda assim é um automóvel surpreendente. A marca dos quatro anéis soube aplicar ao A1, o que tão bem faz nos segmentos superiores, e estreia assim o primeiro automóvel Premium no segmento dos
Receita de
sucesso
compactos. Para além da qualidade de construção, ímpar neste tipo de ofertas, o A1 é inconfundível e transmitenos a segurança e confiança que estamos habituados ao volante de um Audi. Para isso, em muito contribuem os sistemas de segurança como o ASR, controlo de tracção, sistema de assistência na travagem e o notável ESP com bloqueio electrónico do diferencial desportivo, e que é de série em todas as versões do pequeno Audi, desde esta 1.2 TFSI até ao 1.6 TDI que
já tivemos oportunidade de ensaiar outrora. O resultado é… perfeito! O 1.2 TFSI de 86cv tem um binário máximo de 160 Nm
AO VOLANTE [31]
entre as 1500rpm e as 3500rpm e está acoplado a uma caixa manual de cinco relações com um escalonamento correcto. Em auto estrada e a uma velocidade cruzeiro dentro do permitido por lei, acabamos por sentir um pouco o ruído do motor, o que não acontece nas restantes versões. Este bloco é um exemplo significativo da recente filosofia de downsizing da marca que consiste na substituição da cilindrada pela sobrealimentação. Apesar da ausência de computador de bordo na lista de equipamento desta versão, o que não nos permite ter uma ideia mais precisa dos consumos, o 1.2 TFSI possui um novo sistema de gestão da temperatura que contribui para a redução do consumo de combustível, e que parece ser, de facto, mais um ponto a favor do pequeno Audi, que ainda assim surpreende também nas prestações. De série, esta versão que se situa abaixo dos 20.000€ tem, faróis de nevoeiro, jantes de liga leve de 15”, luzes diurnas, spoiler traseiro, suspensão dinâmica, desactivação do airbag do passageiro, ar condicionado manual, sistema start-stop e bancos dianteiros com função easy entry que aumentam significativamente a acessibilidade aos lugares traseiros. Tardou, mas com o pequeno A1 a Audi acertou em cheio na fórmula que a poderá conduzir a um verdadeiro sucesso de vendas, já que o A1 é um automóvel ímpar e pioneiro no segmento em que se insere.
[32] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Citroën DS4 2.0 HDi Sport Chic Cilindrada: 1997 cc Potência máxima: 163cv Velocidade máxima: 212 Km/h Aceleração dos (0-100 Km): 8.6 s Consumo combinado: 5.1 l Emissões de CO2: 137 g/km Preço: desde 28.343 €
Diferenças
assumidas
Porquê um DS4? Há razões inconfessáveis para nos deixarmos seduzir pela diferença, por uma imagem de modernidade e por um apelo constante às emoções de quem conduz. E a Citroën tem provado que é capaz de concretizar projectos únicos. Elitista – ou não – o DS4 assume uma nova forma de definir conceitos em torno do automóvel. Aprendendo conceitos em diferentes segmentos de mercado (coupés, berlinas e de SUV) o resultado é o DS4. Cada ponto e ângulo do carro constitui um desafio aos sentidos, distinguindo-se formas, linhas e estilos. Se a frente respira desportividade, as linhas laterais (com a porta traseira disfarçada dotada de vidros fixos) transmitem uma grande fluidez que culmina numa traseira robusta. Trata-se de uma perfeita identificação com os valores da marca, onde se associa a mais recente tecnologia, a qualidade de materiais, os equipamentos de excepção. O interior convida a ser sentido em cada detalhe oferecido, consoante
o equipamento: sistema multimédia integrado com disco rígido, sistema de climatização com diferentes intensidades, interior revestido a couro com os bancos da frente dotados de sistema de massagem (nesta versão, o entrelaçado do padrão dos bancos em couro combina com o tablier revestido a couro), o painel de instrumentos multicolor, filtros anti-ruído nos vidros e habitáculo, parabrisas panorâmico, sistema SOS de alerta automático de emergência. E a experiência sensorial continua ao volante. Para
além da utilização da mais recente evolução do motor 2.0 HDi, o DS4 distingue-se pelo tratamento dado ao chassis: a maior altura ao solo é compensada por um conjunto de molas e amortecedores
mais firmes, uma barra estabilizadora de maiores dimensões e uma assistência de direcção mais directa. Estas diferenças emprestam ao DS4 uma condução distinta, mais dinâmica, reactiva, ágil. Associando-se as mais recentes versões de equipamentos de segurança (ABS e ESP), controlo de tracção inteligente, faróis bi-xénon, sistema de alerta de transposição de faixa de rodagem, sistema de sinalização de presença de veículos no ângulo morto do espelho retrovisor, o DS4 afirma-se pela diferença no segmento numa invocação clara ao prazer de conduzir onde a eficácia exigida em certos momentos – quiçá egoísta - se dilui pela excelência de um habitáculo que convida a longos e únicos momentos partilhados em família.
[34] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Peugeot 308 1.6 e-HDi Cilindrada: 1 560 cc Potência máxima: 112cv Velocidade máxima: 185 Km/h Aceleração (0-100 Km): 11.9 s Consumo combinado: 4.2 l Emissões de CO2: 109 g/km Preço: desde 23.622 €
Melhor que
nunca
Falar da renovação da gama 308 da Peugeot é falar de um constante amadurecimento de um conceito que fez escola. Ao reconhecido comportamento dinâmico referencial, ao espaço disponível e à qualidade perceptível de um habitáculo
luminoso junta-se, agora, uma imagem mais moderna e, mais importante, a adoção de um conjunto de novas tecnologias. A imagem exterior assenta numa frente plena de personalidade, onde os vincos esculturais se associam a ópticas mais
rasgadas e à utilização de faróis diurnos de LED. Contudo, é na mecânica que se registam as grandes alterações. Para além da utilização de um motor 1.6 HDi dotado de uma cabeça de oito válvulas (em vez de 16) que permite reduzir a fricção e o peso, a gestão electrónica aproveita o funcionamento deste tipo e arquitectura de motor, privilegiando os baixos e os médios regimes. O resultado, só por si, espelha uma grande evolução, não só na agradabilidade de condução, como na redução global dos consumos. Mas a Peugeot foi mais longe. Colocou, apenas associado a este motor, o mais evoluído sistema “start/stop”. Desde logo, a suavidade de funcionamento deixa antever um sistema diferente de todos os outros. Em cidade, é fácil não darmos conta que o motor se
desliga, e a suavidade quando volta a arrancar, é quase impercetível. O sistema permite desligar o motor abaixo dos 20 Km/h (se colocarmos o pé na embraiagem) e permitenos rolar desligados em ponto morto (com travões e direcção assistida) até aos 30 Km/h antes de voltar a colocar o motor em funcionamento. Basta praticar… O segredo no ligar e desligar está na utilização de um sistema de inversão do alternador associado a uma ligação física com uma correia apoiada num tensor hidráulico. Nada melhor que experimentar… Num segmento importante, a Peugeot desenvolve uma estratégia de mercado sustentada pelo desenvolvimento tecnológico. O novo 308 continua a oferecer um conforto e uma funcionalidade ímpar (a versão SW disponibiliza sete lugares) numa evolução constante do produto. A qualidade do conforto interior é sublinhada pelos equipamentos disponíveis de onde se destaca o tecto panorâmico, o sistema integrado multimédia com disco rígido e navegação 3D, os estofos em couro, o computador de bordo (que contabiliza o tempo utilizado no modo "eco”) e os faróis bi-xenon direccionais para além de todo um conjunto de sistemas de segurança da mais recente geração.
[36] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Citroën C5 2.2 HDi Tourer Exclusive Cilindrada: 2179 cc Potência: 204 cv Velocidade Máxima: 225 km/h Aceleração dos 0 aos 100km: 8,6s Consumos: 6,1l Emissões de CO2: 159 g/km Preço: 60.093 € (versão ensaiada)
O
Citroën C5 ganhou outra alma e outro atrevimento ao passar dos anteriores 175 para os actuais 204 cv do motor 2.2 HDi. Conduzimos a versão Tourer com o equipamento Exclusive. Um regalo… Sem haver fórmulas mágicas, a Citroën fez aqui, neste motor, o mesmo que outros concorrentes fizeram para aumentar a potência dos motores Diesel de quatro cilindros: nova gestão electrónica, mais afinada e mais elaborada, e utilização de dois turbos. Resultado? Um excelente motor com respostas brilhantes, muito bem auxiliado por uma extraordinária caixa automática de seis velocidades que tira partido do elevado binário, possibilitando performances dignas de uma viatura “premium”. Quando o C5 foi apresentado, os 204 cv só estavam disponíveis na versão 2.7 HDi. Um V6 cujo preço o tornava quase proibitivo em termos fiscais, e em mercados como o português. Com a evolução da tecnologia é, agora, possível dispormos desta potência num motor mais ”razoável” para quem utiliza a cilindrada para fazer contas a impostos. A Citroën aproveitou estas “mexidas” e a reestruturação mecânica para introduzir pequenas actualizações estéticas que incidiram, sobretudo, nos grupos ópticos. Nas dianteiras, temos agora luzes diurnas em LED e na traseira os vidros das ópticas foram escurecidos e o design das luzes ganhou em modernidade. Refira-se, ainda, no campo estético, o bom “ar”
Motor...
mas não só transmitido pelos cromados colocados em diversos pontos, nomeadamente nas duas ponteiras de escape integradas no rebordo inferior do párachoques traseiro. Para além da caixa automática, este Citroën apresenta um comportamento dinâmico a todos os títulos notável, graças à adopção da suspensão Hidractiva 3 (plus) capaz de possibilitar diversas formas, nesse mesmo comportamento, sem que no entanto o conforto típico dos Citroën da era moderna se veja minimamente beliscado. Para quem pretende tirar partido da potência e do binário disponível e mesmo em algumas zonas a exigir mais "condução”, recomenda-se o modo “sport”. Apesar das dimensões, ficamos nas mãos com uma carrinha que curva e circula como um pequeno desportivo. Apenas um senão que reside numa direcção demasiado sensível para este tipo de andamento, mas, em contrapartida, oferece-nos uma sensibilidade correcta se
optarmos por percursos em auto-estrada. Para um comportamento global deveras positivo, muito contribuem os pneus de baixo perfil, montados em jantes de 19 polegadas. Os travões nunca acusaram fadiga, apesar de bastante solicitados e consideram o elevado peso do conjunto (muito por “culpa” da qualidade dos materiais utilizados). Um habitáculo generoso, onde a qualidade se faz notar e uma mala de dimensões muito generosas, (cabe lá tudo para uma férias grandes) proporcionam à família viagens
a bordo de umas poltronas de luxo (aqui até com massagem lombar), enquanto o condutor dispõe, neste nível Exclusive, de uma elevadíssima dotação de equipamento. Para este conforto e qualidade muito contribui o facto de a suspensão manter sempre a mesma altura ao solo, independentemente da carga que se introduza. Aqui, a segurança também agradece. Mantendo as características de conforto e comportamento que a distinguem, esta carrinha ganhou outra alma com este novo motor, a um preço ajustado ao segmento e ao que oferece.
[38] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Renault Clio RS Gordini Cilindrada: 1998 cc Potência máxima: 203 cv Velocidade máxima: 225 Km/h Aceleração (0-100 Km): 6,9 s Consumo combinado: 8,2 l Emissões CO2: 190 g/Km Preço: 29.950 €
Emocional
Sucessor do Dauphine, surgiu em 1958 o Gordini. Irreverente, distinto, personalizado, emocional. Estes adjetivos, contudo, já vinham do séc. XIX… com o nascimento de Amédée Gordini. Não se
precisou de muito tempo para este senhor provar a genialidade na mecânica. O R8 Gordini levou a assinatura final para que a Renault a considerasse “sua”. E foi assim que o azul e o branco se
transformaram em verdadeiros ícones das emoções ao volante. Personificando o desejo dos verdadeiros apaixonados, a Renault entregou à sua divisão desportiva, a Renault Sport Technologies (RST), o desenvolvimento do Clio Gordini, tendo como base a versão RS. Não adiantam muitas palavras para reconhecer o espírito deste modelo: eficácia exemplar, e sedução ao volante… Dotado de um chassis “CUP” (o melhor que a marca tem em termos de desportividade), um eixo dianteiro de pivot independente a garantir a melhor motricidade em todas as circunstâncias, um sistema de travagem da Brembo e um motor atmosférico que ultrapassa a faixa os 100 cv / litro. O conjunto é completado com difusor de ar traseiro que produz um efeito de solo de 40kg, uma lâmina aerodinâmica dianteira do tipo F1, um aileron traseiro e grelhas de extratores de ar em cada guarda lamas. No interior, para além do normal que podemos encontrar num Clio, temos estofos em couro preto e azul com assinatura Gordini, volante em couro com a metade superior em azul e listas brancas que indicam o “ponto 0” do volante, alavanca da caixa de velocidades com pega em metal e o conta rotações com mostrador em branco.
E agora? Façamo-nos à estrada… O botão “start” inspira sonhos; o som do escape acorda os sentidos e a suspensão, de trato rude em mau piso e a baixa velocidade, faz-nos transpirar de emoção… Sim, porque este Clio só se consegue exprimir “depressa e bem”, a partir das 5000rpm, onde a 1ª e a 2ª chegam e sobram para uma destas nossas estradas de montanha!... Impressionante é o rigor com que o carro aborda as curvas e a motricidade que oferece, mesmo em forte solicitação. Felizmente que o ESP, dotado de função antipatinagem e controle de subviragem, é totalmente descontável. Não que nos queiramos sentir do outro mundo ao volante, mas tão somente porque nos permite desfrutar do rigor do comportamento do carro, a fazer lembrar a herança do construtor nestes pequenos desportivos. Curioso é o facto deste Gordini conseguir, também andar… devagar. "Se calhar é em 6ª a 50 km/m que também que conseguimos andar… A escolha fica para os verdadeiros prazeres de quem sabe…
[40] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
BMW 650i Cabrio Cilindrada: 4.395 cc Potência: 408 cv Velocidade Máxima: 250 km/h Aceleração (0-100 Km): 5s Consumos combinados : 10,7 l Emissões CO2: 249 g/km Preço: a partir de 140.400€
A
o contrário do que acontece com quase tudo, neste país, incluindo os automóveis, praticamente só o sonho não paga imposto. Pois bem… aproveitemos essa “benesse” e o facto de termos o BMW 650i cabriolet à disposição. Vamos para a estrada… sonhar. O facto de o preço final o tornar proibitivo para a maioria das bolsas, em nada diminui o prazer de conduzir um automóvel que transporta a essência de qualquer construtor: fazer um carro onde tudo está pensado para o prazer dos seus ocupantes. Começando pelo design exterior, verdadeiro deleite para os sentidos (mesmo os mais exigentes), passando pelo interior (destinado a quatro ocupantes), pelo equipamento disponibilizado (seja de série, seja como opcional) até às prestações do motor V8 de (quase) cinco litros de cilindrada. A BMW mantem-se fiel à capota de lona, dando continuidade à tradição da marca no segmento dos "cabrios” de luxo, demorando 25 segundos a ser manobrada, numa operação que se pode realizar em andamento até 30Km/h. Olhando para o interior do 650i, notam-se semelhanças com outros modelos da marca, nomeadamente com a recente Série 5. Destaca-se o enorme ecrã de 7” onde se projectam as informações do sistema de áudio/navegação comandado pelo sistema i-Drive, (ainda) a exigir alguma habituação. Refira-se ainda que a versão ensaiada dispunha de "headup display” – projecção de informação no parabrisas,
Só o sonho não paga
imposto
travão eléctrico, caixa automática de 8 velocidades com comandos no volante, cruise control com regulação da distância para a viatura dianteira e (para além de um largo etc.) aviso de transposição involuntária da faixa de rodagem. Carregando no botão start, chega-nos a melodia do motor V8 e preparamonos para… o sonho. Tendo a possibilidade de optar por diversos tipos de condução, (normal, confort e sport) o 650i tem uma atitude dinâmica, sem mácula em qualquer situação, ainda que o peso do conjunto pudesse ser um “handicap”.
No modo “sport” é mais expedito a curvar mas, em qualquer caso, sobressaem, quer as acelerações, quer as recuperações, onde a caixa de velocidades automática contribui para o gozo da condução. Graças a uma suspensão altamente eficaz com ajuda dos pneus de baixo perfil
e uma direcção directa, o BMW possui uma agilidade só digna de um bem-nascido automóvel. Defeitos? Bom… os passageiros do banco de trás agradeciam um pouco mais de espaço para as pernas. Contra-argumento? Este é um coupé-cabriolet. Nada de “refilices”. Outro defeito? Não está na minha garagem…
[42] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Mercedes Benz E250 CDI Blue Efficiency Avangarde Cilindrada: 2143 cc Potência máxima: 204cv Velocidade máxima: 242 Km/h Aceleração dos 0-100 Km: 7.5 s Consumo combinado: 5.3 l Emissões de CO2: 138 g/km Preço: desde 56.859 €
Representando toda a tradição do construtor, a Mercedes continua a ter no Classe E uma forma de estar no mercado que se assume como tradicional. O apelo aos valores da marca evoluiu com este modelo que agora transporta a nova imagem do construtor. Às características tradicionais de um modelo familiar por excelência, a Mercedes conseguiu dar um cunho mais dinâmico. As linhas, mantendo o classicismo que sempre as caracterizaram, combinam agora pormenores desportivos, tanto mais se optarmos pelo pack AMG. Mais personalidade é o que pode traduzir uma presença discretamente sedutora mas que vem confirmar uma nova postura. O interior continua a oferecer as memórias vivas do modelo onde a ergonomia foi melhor trabalhada, oferecendo um bem-estar inquestionável. Do típico relógio de ponteiros, passando pelo comando conjunto de luzes, piscas,
E de
estatuto limpa-vidros e travão de mão (a pedal), o novo E tem em si mesmo a conjugação com as mais recentes tecnologias que permitem uma condução referencial. A par do sistema de luzes adaptativas e direccionais, o condutor tem à disposição uma série de sistemas que transformam a condução num tratado de segurança e de conforto: suspensão Direct Control de acerto automático, direcção com sistema assistência electrónica, sistema de segurança Pre Safe, som Harman Kardon, interface de acesso às funções do veículo de fácil utilização, sistema de alerta de cansaço do condutor, sistema multimédia com GPS, caixa automática de 7 relações, travagem adaptativa, sistema de auxílio ao estacionamento automático, entre outros. Mas um dos grandes trunfos do modelo é a utilização do novo motor de 4 cilindros em conjunto com a caixa automática. A etiqueta Blue Efficiency, dotada do sistema stop/start, permite reduzir os consumos e os níveis de CO2
sem que as performances sejam preteridas com o downsizing da motorização. O sistema bi-turbo e a gestão do motor permitem obter 500 Nm de binário disponível logo as 1 600 rpm o que, acompanhado com a eficiente caixa automática de 7 relações com três modos de utilização, permite uma condução quiçá tranquila “escondendo”, num breve pisar do acelerador, um dinamismo a que não estávamos habituados. Confrontados com o sistema automático de gestão do amortecimento e uma suspensão tendo como base um
sistema multi-link, o E inaugura uma nova maneira de estar na estrada. Brindados com o conforto típico do modelo, agora temos um comportamento mais rigoroso em qualquer circunstância que nos permite desfrutar de determinados momentos ao volante que nunca foram sentidos, mas que vêm engrandecer uma personalidade já de si marcante.
[44] AO VOLANTE
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Renault Mégane CC GT Cilindrada: 1995 cc Potência máxima: 160 cv / 3750 Velocidade máxima: 215 Km/h Aceleração (0-100 Km): 9,4 s Consumo combinado: 6,7 l/100 Km Emissões CO2: 175 g/Km Preço: 43.500€ Por encomenda
A
Renault aumentou o prazer de condução a céu aberto lançando a versão GT do Mégane CC. Só disponível por encomenda e por um valor bem acima da versão normal, será que as suas mais valias compensam? Como coupés as linhas aerodinâmicas do modelo juntamente com os apontamentos próprios da versão, onde se incluem as jantes de 18”, párachoques dianteiro específico, acabamentos "Dark metal" que envolvem todo o conjunto, e pelo difusor aerodinâmico traseiro, conferem lhe uma imagem apelativa e dão um toque desportivo que lhe cai bem. O tecto panorâmico confere uma luminosidade acrescida mesmo de capota fechada. Os chassis rebaixado 12mm e as jantes 18” permitem um bom comportamento dinâmico e a disponibilidade do binário (380 Nm) às 2000 rpm facilita a condução, dispensando o recurso constante à caixa manual de seis velocidades. A motorização 2.0 de 160cv não surpreende no que diz respeito a performances e revelou consumos acima dos anunciados, mas está muito bem adequada ao modelo possibilitando momentos de mais entusiasmo. Aqui, a actuação dos sistemas de controlo de estabilidade e tracção é irrepreensível, sem margem para quaisquer tipos de susto. Mas é através do botão situado na consola que em 21 segundos o Megane CC se transforma. Agora, as linhas são outras e o Megane fica… esquisito. A elegância permanece mas
Azul do céu fica a ideia de duas partes completamente distintas e a vista de frente a 45º não o favorece. Mas se por um lado é aqui que podemos desfrutar da sua verdadeira vocação, é também de capota aberta que o Megane desilude. A sensação de espaço e o conforto sempre
presentes, contrastam com um ranger da carroçaria quando sujeita a alguma torção. Parado ou em andamento a situação verifica-se e agrava se em estradas com mau piso, algo a rever por parte da marca. Embora com quatro lugares e com uma excelente
aerodinâmica, mesmo de capota aberta, é com a colocação do deflector de vento (opcional por 300€) que passa a ser uma referência ao nível das melhores do segmento. Perdem se os dois lugares mas desfrutam se de autênticos momentos de prazer a céu aberto e sem ficarmos despenteados. O ideal é mesmo conciliar estes momentos com o rádio Arkamis (opcional por 420€) e aumentar o som, tirando partido de um conforto ímpar no segmento.
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Alterações nos quadros da SIVA… Nina Martins é a nova Relações Públicas Nina Martins assumiu a função de Responsável de Relações Públicas da SIVA – Sociedade de Importação de Veículos Automóveis, que distribui em Portugal as marcas do grupo Volkswagen: Volkswagen, Audi, Skoda, Bentley, Lamborghini e os Veículos Comerciais da VW. Com vários anos de experiência na área, Nina Martins será responsável pela comunicação, assim como pela imagem institucional da SIVA e das suas marcas representadas. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, Nina Martins desempenhava desde 2009 o cargo de Marketing Coordinator do canal infantil Nickelodeon, sendo responsável pelo Marketing e Comunicação do canal do Grupo Viacom em Portugal. Com 33 anos e uma grande paixão pelo mundo automóvel, Nina Martins está muito entusiasmada com este novo desafio, uma vez que lhe permite contribuir para reforçar a imagem de uma grande empresa como a SIVA, ao mesmo tempo que aprofunda os seus conhecimentos numa área que sempre a interessou. À nova responsável pelas R.P. da SIVA a equipa do Escape Livre deseja as maiores felicidades.
…e da Seat César Cancela, novo Director Geral A Seat Portugal promoveu alterações na sua estrutura. César Cancela, nascido no México em 1962, casado e com quatro filhos, foi nomeado director geral da Seat em Portugal, cargo que assumirá já no próximo dia 1 de Outubro. Anteriormente, César Cancela esteve à frente da direcção geral da Seat México, onde contribuiu para o sucesso da marca naquele país. Com formação nas áreas de Engenharia e Marketing Estratégico, César Cancela tem uma larga experiência nas áreas de Pós-Venda, contando com mais de 17 anos como quadro do Grupo Volkswagen. Na direcção de Marketing continuará Teresa Lameiras, que verá as suas funções acrescidas, passando agora a ser responsável pelo pelouro dos Recursos Humanos, que se junta aos que já eram da sua responsabilidade: Marketing, Relações Públicas, Formação e Digital. Por sua vez, João Costa Pinto, que esteve até agora na direcção Comercial da Seat em Portugal, irá reformar-se mas continuará ligado à marca como consultor. Teresa Lameiras e João Costa Pinto foram os fundadores da Seat em Portugal, a 1 de Outubro de 2003, e responsáveis pela criação de uma nova rede de concessionários e de uma nova imagem da marca no mercado português, tendo quase duplicado o Market Share de 3,4% para os 6% actuais, aumentando ainda a sua notoriedade e reposicionando-a como uma marca de referência.
Breves [45]
Volvo Portugal tem novo director O suíço Thomas Schmutz, de 39 anos, é desde Agosto o director geral da Volvo Car Portugal. Schmutz substitui Michel de Coninck, que se tornou Vice-Presidente Global de Vendas na sede da Volvo, em Gotemburgo. O novo director estudou Economia na Suíça e Reino Unido e tem uma vasta experiência no sector automóvel, em várias marcas e em áreas tão diferentes como Serviço ao Cliente, Gestão de Rede e Direcção Comercial. Em Portugal promete aplicar o seu lema de trabalho “Practise what you preach” (pratica o que apregoas) e contribuir para o desenvolvimento da marca. “Considero que para além da completa e competitiva gama actual de modelos Volvo, temos em Portugal o pré-requisito mais importante para atingir o sucesso tanto comercial como económico, que é a existência de uma forte rede de concessionários, bem definida e organizada, afirma. A marca que pertence agora a uma holding chinesa vendeu, em Portugal, no mês de Agosto, 2088 carros e estabeleceu como meta conquistar quota de mercado. A Volvo quer ainda investir em comunicação, particularmente nas redes sociais.
Novo Citroen já ganha estrelas DS5 passa nos “testes”
A terceira proposta da Linha DS acaba de ser distinguida com cinco estrelas nos testes da EuroNcap. O novo DS5, que será comercializado a partir do final deste ano, oferece, de facto, um excelente comportamento a nível de dinâmica e de segurança, dispondo de uma arquitectura reforçada, bem como um vasto conjunto de equipamentos. Uma elevada segurança devido, nomeadamente, às comprovadas tecnologias de apoio à condução, tais como o repartidor electrónico de travagem, a assistência à travagem de emergência, o controlo de tracção inteligente ou ainda o limitador/regulador programável de velocidade e a iluminação estática em cruzamentos. Estes bons resultados na avaliação da NCAP foram, assim, obtidos graças aos equipamentos da Créative Technologie disponíveis em exclusivo no DS5, entre eles: uma nova geração do sistema de Transposição Involuntário da Faixa de Rodagem, que 'lê' a estrada a partir de uma câmara implantada na parte superior do pára-brisas, advertindo o condutor sempre que o veículo se afaste da sua trajectória; iluminação automática da estrada, que, através do tratamento das imagens obtidas por essa mesma câmara, permitem a activação e desactivação automática das luzes de estrada de acordo com as condições de iluminação e de circulação circundantes; um sistema heads-up display a cores, que permite visualizar, no campo de visão do condutor, as principais informações relacionadas com a condução do veículo, tais como a velocidade, do regulador ou limitador de velocidade ou ainda as indicações do sistema de navegação. O Citroën DS5 merecerá devido destaque na próxima edição da Escape Livre Magazine.
[46] breves
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Para dinamizar a mobilidade do futuro FIA e Michelin Assinam um acordo
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Michelin, assinaram um acordo para implementar, a partir de 2011 e para os próximos anos, novas acções em prol de uma mobilidade mais segura, duradoura e de respeito para com o Meio Ambiente. Esta colaboração baseia-se em três pontos fundamentais: Melhorar a segurança rodoviária, especialmente com acções de sensibilização dirigidas aos jovens e futuros condutores de todo o mundo; Desenvolver inovações em matéria de pneus para a competição automobilística em prol de uma melhor utilização na estrada; nas novas soluções para reduzir o rasto meio-ambiental da mobilidade quotidiana através da competição. A FIA e a Michelin têm o objectivo de conseguir que a competição contribua bastante para melhorar a mobilidade e pôr na práctica acções concretas em 2011 para cada um dos três pilares desta parceria..
Participantes dos passeios Escape Livre também vão provar Hotel Lusitânia inaugura horta biológica O Hotel Lusitânia inaugurou, em Setembro, a sua Horta Biológica, um espaço que passa a fornecer legumes e frutas para as cinco unidades do grupo IMB Hotels, à qual pertence o Lusitânia. Segundo Luís Veiga, administrador executivo do grupo hoteleiro, o projecto da ‘Horta Lusitana’ vem no seguimento da aplicação do conceito de “Bio Frendly” no Hotel Lusitânia, com vista à certificação como “bio hotel”. Através de um protocolo com a Quinta da Maúnça, um projecto da Câmara Municipal da Guarda, para além de usufruírem dos produtos biológicos utilizados na confecção das refeições, os clientes podem visitar a horta durante a estadia e, no momento da saída, levar alguns produtos para casa. O grupo IMB Hotels tem sido um grande parceiro do Escape Livre que, nos seus passeios, utiliza as unidades hoteleiras do grupo, nomeadamente Hotel Vanguarda, Hotel Lusitânia e H2Ootel, para alojamento dos participantes. A partir de agora, também eles vão poder apreciar iguarias mais saudáveis e saborosas.
Mazda3 passa em testes com distinção
A Mazda continua a somar pontos na prova de resistência da revista alemã Auto Bild. Depois do Mazda6 e do Mazda5, coube agora ao Mazda3 completar, com distinção, os 100.000 km daquele teste de resistência. O ‘best-seller’ compacto da Mazda apenas registou um defeito mínimo após o teste realizado ao longo de dois anos, com uma fixação de plástico na cobertura do compartimento de bagagem. Isto significa que o Mazda3 alcançou a pontuação máxima, tornando-se, assim, no terceiro modelo da marca a alcançar o ‘top 3’ do exigente teste de resistência da Auto Bild, algo que nenhum outro constructor alguma vez conseguiu. O resultado do Mazda3 coloca-o também no segundo lugar na lista dos modelos compactos já testados. Tais resultados levam os editores da Auto Bild a afirmar que "a Mazda é o local preferido para quem procura um automóvel livre de preocupações", acrescentando "que a lendária fiabilidade japonesa ainda está viva e recomenda-se." Estes resultados do teste de resistência efectuado ao Mazda3 foram publicados na edição em língua alemã da Auto Bild, em finais de Setembro. A actual geração do compacto Mazda3 é a segunda do modelo, introduzida em 2009. A partir de Outubro surge, nos vários mercados da Europa, o ‘facelift’ do modelo, com acções dedicadas e destinadas a potenciais clientes. O ‘facelift’ adopta uma nova secção frontal, novos materiais e cores no interior, maior conforto interior e diminuição do nível de ruído no habitáculo. Como novidade para a Europa, regista-se a introdução em alguns mercados do bloco MZR 1.6 a gasolina associado a uma transmissão automática Activematic, integrado num ‘line-up’ de motores que permite aos clientes a escolha entre oito diferentes motorizações.
Principais fabricantes escolhem pneus Bridgestone Run-Flat A Bridgestone lançou recentemente a versão Run-Flat do seu pneu-bandeira, o Potenza S001 UHP. Disponível em quatro medidas, nas séries 40 a 55, proporciona um elevado nível de segurança e conforto proporcionado pela utilização da última geração da tecnologia Run-Flat. Os pneus Bridgestone Run-Flat equipam as gamas da BMW e da Mini na Europa, juntando-se desta forma a um elevado número de modelos da Audi, Mercedes, Lexus e Volkswagen. Muitos desportivos topo de gama estão equipados com Bridgestone Run-Flat, incluindo os modelos da Ferrari e Maserati. Com a última geração dos pneus Bridgestone Run-Flat, os condutores podem percorrer uma distância até 80 km, a uma velocidade até 80 Km/h, mesmo no caso de perca total de ar. Esta característica permite chegar ao seu destino em segurança ou alcançar um local onde possa trocar o pneu. Afinal, mudar um pneu numa auto-estrada pertence ao passado. “Os pneus Bridgestone Run-Flat atingiram agora um equilíbrio entre desempenho e conforto comparável aos pneus standard", refere Franco Annunziato, Director de Qualidade Chefe e Vice-Presidente Sénior de Tecnologia da Bridgestone Europe. "Isto abre o caminho para a expansão da utilização de Pneus Run-Flat para todo o tipo de condutores”.
Vila Ruiva - Linhares
Entre solares e muralhas “Saltei fogueiras de rosmaninho, Acendi o madeiro de natal, Cantei janeiras pelo povoado, Cheirei alecrim e loureiro, Bebi chĂĄ de sabugueiro.â€? Fernando Pereira
[48] rotas da região
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
Estrela. Começamos o périplo por Vila Ruiva. Em redor do solar de Vila Ruiva, o bucolismo exprime-se na tranquilidade dos sons da natureza onde, nesta altura do ano, o verde de alguns prados humedecidos contrasta com as cores quentes de um outono anunciado. Ponto de partida de algumas memórias da história, o passado de Vila Ruiva entrelaça-se com o nome do fidalgo Ruique, que foi dono e senhor destas terras envolventes. A localidade pertenceu a Linhares e a Celorico da Beira, Gouveia e Fornos de Algodres. Sob a invocação de Nossa Senhora da Graça, que se venera na igreja local onde se encontra uma imagem de pedra antiquíssima, a localidade passou
Os caminhos espelham o recorte entre a Estrela e o longo vale do Mondego. Do alto das serranias até aos meandros de um rio que corre tranquilo, estão páginas de história, a cultura das gentes, as tradições seculares que hoje se perpetuam nos testemunhos patrimoniais edificados. Damos a volta a um quotidiano que se encaminha para o outono. Aproveitando o resto do estio, espreguiçamo-nos por entre os caminhos de um vale que tem como recorte no horizonte a serra da
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
por grandes provações aquando das invasões francesas, em especial da retirada das tropas com o comando de Macena, em 1811, em que a igreja foi destruída, perdendo-se os altares em talha dourada. Fazendo-nos ao caminho, circulamos em campos planos antes de atravessarmos a ponte da Mesquitela que data de 1771. Mas depressa chegamos a Celorico da Beira. Ao longe, o castelo recorta a paisagem onde o casario se ergue em torno das muralhas. Para lá da história secular da localidade, da civilização castreja, dos romanos, godos e árabes, do foral de D. Afonso I, confirmado por D. Afonso II em 1217 passando pela atribuição de categoria de vila e o foral novo
rotas da região [49]
assinados por D. Manuel I, em 1512, das lendas que poderá espreitar em conversas à beira da soleira das portas (lenda da truta), Celorico encerra outros pontos de interesse que poderá descobrir. Da história recente, destacam-se os testemunhos de arte barroca e maneirista que se podem apreciar no exterior da igreja da misericórdia da vila e nos interiores da igreja de Sta. Maria, com talha dourada e motivos religiosos. Também mestres pintores deixaram a assinatura, como é o caso de Grão Vasco ou Gaspar Dias. Agora, o caminho segue em direção à serra. A subida até ao alto de Salgueirais é especial pela paisagem que oferece. Entre a Estrela e o Caramulo fica uma planície imensa onde a pintalgado das terras circundantes apelam a todos os afectos de uma beira que continua a oferecer um património ímpar. E, aos poucos, aproximamo-nos de Linhares da Beira. Ao longe, a imponência do castelo disfarça-se por entre a paisagem. O granito espelha séculos de história. As muralhas erguem-se onde, na era da proto-história, se situava um castro da 2ª idade do ferro. A época romana e medieval continuou a marcar a localidade destacando-se o foral assinado por D. Afonso Henriques, em 1169, depois das vicissitudes vividas entre as batalhas de Afonso II de Leão contra os muçulmanos. Pode estacionar junto ao castelo,
[50] rotas da região
Out | Nov | Dez | 2011 | ELM
[ Onde Dormir ]
[ Onde comer ]
Fornos de Algodres Tel: 271 776 015/6 Fax: 271 776 034 inatel.falgodres@inatel.pt 6370-401 Vila Ruiva
Largo da Igreja 6360-080 Linhares da Beira Tel: 271 776 119 | geral@covadaloba.com
• Vila Ruiva - Inatel
• Linhares - Inatel
Largo da Misericórdia Tel: 271 776 081 Fax: 271 776 082 inatel.linhares@inatel.pt 6360-080 Linhares da Beira
visitá-lo e descobrir as ruelas por entre o casario. A igreja matriz, de origem românica, guarda pinturas do mestre Grão Vasco; o pelourinho manuelino, a casa da câmara (onde estão representadas armas reais de Dona Maria), o solar Corte Real (uma construção barroca do século XVIII) e o solar Brandão de Melo (um edifício neoclássico do século XIX) e alguns dos mais belos exemplares de janelas manuelinas completam um cenário de um passeio histórico. Porém não nos podemos ir embora sem antes provarmos um pouco da gastronomia da região. A qualidade dos produtos serve de base à confecção de pratos de sabor único e que há muito integram todo o património destas terras. Pratos de enchidos, o borrego e o cabrito assados, as migas de bacalhau ou o bacalhau à lagareiro depois de uma sopa de grão deliciam qualquer um. O pão centeio e a broa acompanham o incontornável queijo da serra ao lado do sabor do requeijão com abóbora ou o arroz doce.
• Cova da Loba
• Vila Ruiva - Inatel
Fornos de Algodres Tel: 271 776 015/6 | Fax: 271 776 034 inatel.falgodres@inatel.pt 6370-401 Vila Ruiva