Relatório de Parceria - Acepi - Fortaleza

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RELATÓRIO FINAL DOS SERVIÇOS DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL PARA PREPARAÇÃO DA POPULAÇÃO PARA A MIGRAÇÃO DO SISTEMA ANALÓGICO DE TV PARA O DIGITAL NO CLUSTER FORTALEZA

ENTIDADE EXECUTORA: ASSOCIAÇÃO CEARENSE PRÓ-IDOSOS- ACEPI

“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. ” Rubem Alves

FORTALEZA/CEARÁ JULHO A OUTUBRO/2017 1


I - APRESENTAÇÃO

O documento, ora em apresentação, constitui o relatório final das atividades realizadas e os resultados obtidos nos serviços de mobilização social, que foram objeto do contrato celebrado entre a Associação Cearense Pró- Idosos – ACEPI e a Associação Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RVT- SEJA DIGITAL, com o objetivo de executar Campanha de Desligamento do sinal analógico de TV na cidade Fortaleza, capital do estado e mais quinze municípios do Ceará, reunindo 111 profissionais que executaram ações de gestão técnica, administrativa, operacional e logística, mobilizando 1331 voluntários dentre líderes comunitários e agentes comunitários de saúde e endemias, por meio de 33.399 ações que atingiram diretamente 262.080 pessoas de menor renda, pertencentes as classes C2, D e E. O principal objetivo da prestação dos serviços foi o atendimento qualificado à população dos municípios de abrangência da Campanha para se prepararem para o momento do desligamento, a fim de garantir, o acesso ao sinal de TV aberta, gratuita e de qualidade. O contrato estabeleceu como objetivos específicos:  Realizar Ações de Mobilização de Voluntários (líderes comunitários, líderes religiosos, agentes de saúde, jovens e idosos);  Realizar capacitação de todos os atores envolvidos no projeto;  Realizar de Mutirões de agendamento e instalação durante as Caravanas nos Bairros;  Realizar Ações Comunitárias em parceria com as comunidades;  Realizar a Mobilização para o Projeto Caravana na Escola;  Gerir os Ponto de Aconselhamento;  Gerir o Projeto de Comunicação Comunitária junto as Rádios Comunitárias e outdoor social. As informações que integram esse Relatório estão descritas por área de atuação, dando ênfase as ações, equipes envolvidas, instrumentos utilizados, resultados obtidos, registros fotográficos, como também, recomendações e sugestões para o aperfeiçoamento de novas práticas a serem adotadas em iniciativas análogas, considerando que os supervisores foram responsáveis pela gestão das equipes de campo distribuídas nas áreas de atuação do projeto enviando os seus relatórios setorializados que, consolidados, deram origem ao Relatório Final. Os instrumentais utilizados e informações complementares constituirão anexos que ratificarão as ações efetivadas.

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II- MUNICÍPIOS DE ATUAÇÃO

No Ceará 15 (quinze) cidades desligaram o sinal analógico no dia 27 de setembro, conforme previsão estabelecida e, resultante das ações de mobilização social que envolveram os municípios que integraram o Cluster Fortaleza e os Sub Agrupamentos: Aquiraz, Caucaia e Maracanaú. Os municípios foram agrupados por proximidade geográfica, constituindo áreas de atuação, coordenadas, cada uma, por um supervisor, essa estratégia facilitou o deslocamento desse profissional para o exercício das suas ações de gestão, monitoramento e acompanhamento das equipes de mobilização social e facilitação do processo de preparação da população para migração do sinal analógico para o digital de TV.

TABELA I – TERRITÓRIOS ÁREA DE ATUAÇÃO Agrupamento Fortaleza Sub Agrupamento Aquiraz Sub Agrupamento Caucaia Sub Agrupamento Maracanaú

MUNICÍPIO/BAIRROS Seis regionais e o Centro Aquiraz, Beberibe, Cascavel, Horizonte, Pacajus, Pindoretama, Eusébio e Itaitinga. Caucaia e São Gonçalo do Amarante Guaiúba, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba.

MAPAS DOS TERRITÓRIOS

Figura 1 - Agrupamento Fortaleza

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Figura 2 – Entorno III- EQUIPES E ESTRATÉGIA DE ATUAÇÃO

As atividades foram executadas por equipes estruturadas para o exercício das atividades de gestão. A primeira, equipe de supervisão, gestão estratégica, cujos integrantes foram responsáveis pelo planejamento e monitoramento e, à segunda, coube a facilitação e mobilização do trabalho de campo, fazendo chegar ao destinatário final da campanha as ações, isto é, aos beneficiários dos programas sociais do governo federal, identificando-os e inserindo-os, quando necessário, na base de dados da Seja Digital, para o recebimento do kit gratuito, contanto para isso com facilitadores e mobilizadores comunitários. A coordenação geral foi responsável pelas demandas operacionais, pelo contrato do pessoal, oferecendo suporte e viabilizando as atividades estratégicas necessárias ao alcance dos objetivos. TABELA II EQUIPE

FUNÇÃO

Coordenação geral

ATIVIDADES

QUANT. PESSOAS

- Coordenação técnica e estratégica do contrato; - Articulação com a Seja Digital, OSC, CRAS e outras instituições situadas nos territórios; - Acompanhamento e monitoramento da atuação das pessoas contratadas; - Elaboração de relatórios de atividades; - Atendimento ao pessoal contratado, voluntários, comunitários e quem procurar a OSC; - Prestação de contas dos recursos recebidos.

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- Responsáveis pelo planejamento e monitoramento do trabalho das equipes de campo, com ênfase ao acompanhamento de metas e realizações, incluindo distribuição de material e logística; - Elaboração de relatório semanal de atividades; - Cadastro de liderança e demais agentes Supervisores comunitários voluntários; - Contatos com equipe, voluntários, comunidade e parceiros; - Providências administrativas, tais como: contatos telefônicos, e-mails, malas diretas, lista de frequência, etc.; - Responsáveis pelo treinamento do pessoal contratado; -Responsáveis pelo cadastramento e agendamento Facilitadores dos beneficiários; - Responsáveis pela distribuição de material informativo e de divulgação; - Responsáveis pela organização de planilhas; - Responsáveis pelo repasse das informações do projeto junto à comunidade; Mobilizadores - Responsáveis pelo cadastramento e agendamento dos beneficiários; - Responsável por toda a movimentação financeira do Técnico projeto- entradas e saídas de recursos; Administrativo - Responsável pelas despesas e pagamentos; /Financeiro - Responsável pelas prestações de contas - Responsável pelo armazenamento, organização, entrega e distribuição do material de expediente e Técnico de Apoio divulgação; - Apoio de todas as atividades TOTAL DE PESSOAS ENVOLVIDAS

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As ações foram executadas por uma gestão colaborativa e democrática, considerando que o trabalho em equipe foi a modalidade vivenciada em todas as fases do projeto, ou seja, planejamento, monitoramento e avaliação, contando com a direta participação de todos, o que possibilitou uma realimentação do processo em todos os seus momentos. Os mobilizadores contratados realizaram atendimentos nos espaços dos CRAS e demais órgãos parceiros, aonde foram instalados pontos de aconselhamentos e, de forma volante, buscando a população de interesse do projeto nos vários pontos de concentração das classes C2, D e E, ou seja, em praças, polos esportivos, empresas, feiras populares, eventos comunitários, acontecimentos em comemoração de datas festivas municipais, dentre outros. 5


EQUIPES ENVOLVIDAS:  

Equipes da ACEPI: técnica, administrativa e financeira; Equipes do Escritório Regional Seja Digital: Gerente Regional, mobilizadoras e consultora.

Vale ressaltar que, os problemas identificados, as demandas de campo, decisões, registros, encaminhamentos e soluções foram encontradas após grandes e frequentes diálogos, envolvendo a todos, o que favoreceu maior conhecimento, nivelamento das informações e agilidade nos encaminhamentos. A seguir, serão mencionadas as diversas estratégias que foram utilizadas para a realização e êxito do projeto, bem como, os instrumentos de registro das atividades: o

o o o

Reuniões semanais de planejamento para monitoramento/ avaliação, com o objetivo de analisar as atividades desenvolvidas comparando-as aos números alcançados, a fim de realimentar o processo de planejamento com vistas ao pronto alcance dos objetivos. Essas reuniões envolveram a coordenação geral, gerente regional, supervisores, mobilizadoras do escritório regional e consultoria. Visitas aos territórios a fim de acompanhar o andamento das atividades, para monitoramento das equipes e contato com os parceiros; Reuniões específicas com equipes a fim de nivelar as informações e proceder os ajustes necessários; Relatórios Semanais de cada território foram elaborados pelos supervisores, consolidando as ações desenvolvidas, demandas identificadas e resultados obtidos, esses relatórios foram condensados pela coordenação geral e enviados ao escritório regional da Seja Digital. ORGANOGRAMA DO PROJETO

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IV- PROJETOS REALIZADOS O projeto de mobilização social cujo objetivo foi favorecer o acesso da população de menor renda inserida nas classes C2, D e E ao sistema digital de televisão utilizou para isso, estratégias que tornaram possível a: divulgação das informações e esclarecimentos necessários ao processo de transição do sinal analógico ao digital, o agendamento para a retirada do kit gratuito e a identificação de pessoas com perfil de beneficiários, cadastrando-as na base de dados da Seja Digital. Os objetivos foram efetivados por meio das seguintes estratégias/frentes de trabalho: o PDA - Pontos de Aconselhamento: serviço de atendimento para a identificação de beneficiários, a fim de orientá-los, agendá-los para recebimento do kit gratuito e cadastrá-los. Localizados em áreas de alta concentração de pessoas de menor renda, e, em espaços públicos de grande circulação de pessoas, exemplos: CRAS - Centro de Referência de Assistência Social; Terminais Urbanos de Ônibus e VLT; VAP VUPT; Bancos Comunitários; Empresa Municipal de Habitação Popular, Secretaria de Ação Social de Cascavel. Esses pontos tiveram atuação durante toda a campanha. o Mutirões Comunitários: realizados por meio da concentração da população de menor renda em bairros e praças de grande circulação, essa mobilização foi feita pela liderança comunitária local, mobilizadores sociais voluntários e contratados, com divulgação maciça nos equipamentos comunitários com apoio de carro de som. o Ação de Porta em Porta: Visitas domiciliares a famílias de menor renda, realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias – ACS e ACE e líderes comunitários voluntários que aderiram à campanha, tendo em vista o conhecimento da realidade em que atuam, a capacidade de mobilização e credibilidade dessas categorias. o Caravana nas Escolas: essa atividade foi realizada com novo formato ao do previamente planejado, dando origem ao CONCURSO ALUNO DIGITAL, uma vez que os supervisores e mobilizadores sensibilizaram e estimularam a participação de alunos de escolas públicas a produzirem vídeos falando da importância da TV digital como veículo de inclusão e modernidade. A implantação da Vila Digital atraiu o interesse de um significativo número de escolas. O concurso do ALUNO DIGITAL contou com a participação de 248 escolas e 343 alunos do ensino fundamental. Por orientação da Seja Digital e visando fortalecer o vínculo entre a Seja Digital e as prefeituras dos 15 municípios que constituíram o Cluster Fortaleza, e, com o objetivo de definir as responsabilidades e o compromisso de cada um para com o êxito do processo de migração do sinal analógico para o digital, foi assinado um Acordo de Cooperação entre as partes, como estratégia de garantia do envolvimento das 7


secretarias municipais de assistência social, educação e saúde, cujos equipamentos e programas são as principais portas de acesso da população de menor renda aos benefícios sociais, facilitando com isso o contato direto das equipes de mobilização social contratada com o público alvo do projeto, por meio dos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS, da atuação e engajamento dos Agentes Comunitários de Saúde - ACS e Agentes Comunitários de Endemias ACE. O projeto envolveu 76 Pontos de Aconselhamento, envolvendo Centros de Referência da Assistência Social – CRAS, Vapt Vupt, Terminais Urbanos Rodoviários, Bancos Comunitários, Empresa Municipal de Habitação Popular, Secretaria Municipal de Ação Social, dentre outros, instalados nos 15 municípios do Cluster Fortaleza e 1190 Agentes Comunitários de Saúde e Endemias – ACS e ACE lotados em Fortaleza, Maranguape, Guaiúba, Pacatuba, Caucaia e São Gonçalo do Amarante.

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

ATIVIDADE Seleção das Equipes Capacitação das Equipes- Supervisores, facilitadores Capacitação das equipes dos CRAS, Terminais, Vapt Vupt Execução do Projeto Gestão e monitoramento Relatoria e Prestação de Contas

JUL. X X

AGO.

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X

X X

X X

SET.

OUT.

NOV.

X X X

X X X

X

DESCRIÇÃO DOS PROJETOS DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL

PROJETO 1: Pontos de Aconselhamento – PDA Os Centros de Referência da Assistência Social- CRAS, tendo em vista a sua significativa atuação junto às comunidades de menor renda, foram os espaços prioritários para o atendimento da população das classes C2, D e E, objetivando: o Esclarecer a população sobre o processo de migração do sinal analógico de TV para o digital, enfatizando o momento do desligamento; o Identificar os beneficiários dos programas sociais do governo federal para candidatá-los ao recebimento do kit gratuito; o Agendar data e local para os beneficiários receberem o seu kit gratuito; o Cadastrar pessoas com perfil de baixa renda e não inscritas nos programas sociais do governo federal.

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Em Fortaleza os Centros de Referência da Assistência Social – CRAS foram os espaços sociais priorizados para a instalação dos pontos de aconselhamentos da comunidade, tendo em vista, conforme dito anteriormente, a sua grande atuação junto à população de menor renda, porém outros locais também foram utilizados com essa finalidade, por serem de grande circulação do público alvo do projeto, caso específico de Terminais Urbanos Rodoviários, Vapt Vupt centrais de serviços de atendimento à população, Banco Palmas, rede de solidariedade entre produtores e consumidores, situado no Conjunto Palmeiras, bairro proletário com grande densidade populacional, Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, organização comunitária que se propõe a contribuir com a mobilização e a organização do movimento comunitário, também serviu de espaço para instalação de ponto de aconselhamento. A HABITAFOR, órgão da prefeitura de Fortaleza que executa o Programa Minha Casa Minha Vida disponibilizou espaço para instalação de um PDA. Para cada espaço social aonde foi instalado um PDA a ACEPI contratou um profissional mobilizador para atender à população, dotando o atendimento de serviço de internet, quando necessário e possível. Em alguns locais o mobilizador utilizou computador e a internet do equipamento público em outros utilizou o seu próprio celular, com créditos disponibilizados pela ACEPI. A ACEPI chegou a instalar um swicht de internet para que o mobilizador pudesse compartilhar a internet do CRAS e, em áreas de difícil ou impossibilidade de acesso à internet, os cadastros de beneficiários eram feitos pelo sistema manual. O cadastramento manual foi feito por meio de um formulário padrão, elaborado pela equipe de coordenação do projeto, no qual constavam as informações necessárias à inserção do beneficiário no sistema da Seja Digital, atividade exercida pela equipe do escritório da ACEPI. Nos CRAS, a inclusão dos prováveis beneficiários na base e dados da Seja Digital, foi efetivada a partir da validação da sua condição de menor renda, com declaração expedida pelo Centro de Referência da Assistência Social- CRAS e apresentado ao mobilizador/cadastrador. PASSO A PASSO DO PROJETO: 1. Seleção dos mobilizadores a serem contratados para o trabalho. 2. Capacitação de 100% dos mobilizadores, a fim de instrumentalizá-los para a execução das tarefas de identificação, agendamento e cadastramento de beneficiários. Essas capacitações envolveram coordenadores dos CRAS e alguns servidores das secretariais municipais de assistência social, objetivando uma maior integração entre as equipes e um nivelamento do conteúdo do projeto, a metodologia a ser adotada, o seu passo a passo, como também, o papel e a rotina dos mobilizadores. 3. Acompanhamento semanal, por parte dos supervisores, da atuação dos mobilizadores, identificando demandas e estratégias de otimização das atividades.

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4. Consolidações dos resultados semanais de cada PDA enviados pelos mobilizadores aos supervisores e estes encaminhavam a Coordenação Geral. 5. Encaminhamento semanal e, no auge da Campanha, até diário, de formulários de cadastramento para as equipes de digitação para inclusão no sistema da Seja Digital. FLUXO DE ATENDIMENTO AOS INTERESSADOS QUE RECORRERAM AOS CRAS PARA SEREM INSERIDOS NA CAMPANHA A primeira providência do mobilizador era constatar via site Seja Digital ou pelo 147 se o interessado era ou não beneficiário, em caso positivo, o agendamento era feito de pronto, e em caso negativo, o cadastramento era feito via sistema ou via formulário manual. Na situação em que o CRAS possuía folha espelho, o cadastramento era feito na aba cadastrar interessado, tendo por base o documento de comprovação da condição de menor renda, na situação em que o interessado não possuía esse documento, o cadastro era feito na aba agendar.

PROJETO 2: Mutirões Comunitários

As ações de mobilização social realizadas pelos supervisores, facilitadores, mobilizadores, equipe do escritório local, voluntários, lideranças comunitárias e agentes comunitários de saúde objetivaram a orientação, agendamento e cadastramento da população alvo do projeto e, aconteceram em locais de média circulação de pessoas, tais como: missas, cultos, encontros religiosos, reuniões/encontros comunitários, reuniões/encontros de grupos de idosos, escolas, feiras, praças, empresas privadas e eventos em geral. Os diálogos foram planejados e realizados individualmente pelos mobilizadores e voluntários, já os mutirões foram resultantes de ações de mobilização realizados por grupos, em locais de maior concentração e circulação de pessoas. PARTICIPAÇÃO DE VOLUNTÁRIOS Os voluntários que se integraram na campanha eram residentes nas comunidades trabalhadas, foram identificados e convidados pelos mobilizadores sociais a aderirem ao projeto, na condição de elementos multiplicadores, tendo em vista o seu potencial de liderança, credibilidade, conhecimento da área, espírito de solidariedade e cidadania. Esses voluntários foram informados sobre a campanha, locais de abordagem, cronograma, metas, estratégias de atuação, material a ser utilizado, como também, receberam uma camiseta com a identificação de voluntário, folder contendo todas as informações necessárias e formulários de cadastramento. A gestão dos voluntários foi coordenada compartilhadamente pelas mobilizadoras da Seja Digital, supervisores e facilitadores da ACEPI. Esses voluntários eram pessoas de menor renda, predominantemente mulheres na faixa etária de 40 a 60 anos, que aderiram à campanha motivadas pela contrapartida 10


do recebimento de um kit gratuito. As lideranças comunitárias que normalmente participam e apoiam as iniciativas sociais em suas comunidades também aderiram e sua colaboração e participação foi fundamental para o maior êxito da atividade. Todos os voluntários atuantes, no final da campanha, foram contemplados com um kit gratuito a título de retribuição aos serviços prestados.

PROJETO 3: Campanha de Porta em Porta com Agentes Comunitários de Saúde e Endemias- ACS e ACE. Esse projeto consistiu na realização de visitas domiciliares efetivadas por agentes comunitários de saúde e endemias, com o objetivo de divulgar a campanha do desligamento do sinal analógico, informar a população sobre agendamento para retirada do kit gratuito, cadastramento e prestar esclarecimentos sobre a instalação das antenas, busca e sintonização de canais. A estratégia foi utilizada aproveitando o potencial dos ACS e ACE junto as comunidades de menor renda, por meio de visitas domiciliares sistemáticas. Esses agentes participaram de uma capacitação e receberam um kit de atuação, composto de: colete com identificação da campanha, folder e formulários de cadastramento de beneficiário. A participação dos ACS e ACE foi voluntária e constituiu a estratégia mais eficaz e a que possibilitou o maior contato e o atendimento mais direto da população. No final todos os voluntários foram contemplados com um kit gratuito em retribuição aos relevantes serviços que prestaram.

V- METAS PREVISTAS E ALCANÇADAS A proposta elaborada pela ACEPI e contratada estabeleceu metas a serem perseguidas durante todo o processo, a fim de nortear o alcance dos objetivos. A seguir, serão discriminados os resultados alcançados: AÇÕES

Mobilização de voluntários (liderança comunitária, religiosa, agentes comunitários de saúde, jovens e idosos)

METAS PREVISTAS Mobilizar 100 lideranças de bairros/comunidades; Mobilizar 170 líderes religiosos

ALCANÇADAS

Participação em 03 grandes eventos, reunindo mais de 100 líderes religiosos, com uma frequência estimada em 600 mil pessoas

Mobilizar 260 agentes comunitários de saúde 11


Capacitação dos atores envolvidos Realização de mutirões de agendamento e instalação durante as Caravanas nos Bairros Realização de Ações Comunitárias em parceria com as comunidades Realização de mobilização para o Projeto Caravana na Escola Gestão de Pontos de Aconselhamentos Gestão do Projeto de Comunicação Comunitária junto as Rádios Comunitárias e outdoor social

Realizar 30 turmas de capacitação de 3h; Realizar 30 turmas de capacitação de 1h30; Realizar 90 mutirões;

1598 pessoas capacitadas (média de 26,6 pessoas por turma – 60 turmas) 69

Realizar 130 caravanas nos bairros;

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Realizar 33 ações comunitárias;

46

Levar a Caravana da Escola em 130 escolas;

Participação de 248 escolas sensibilizadas com a Campanha Aluno Digital.

Positivar 135 PDA; Positivar 11 meios de comunicação comunitários; Realizar em cada rádio comunitária 01entrevista/depoimento semanal com personagem da comunidade

76 PDA

METAS/ RESULTADOS ALCANÇADOS: 

33.399 ações realizadas atingindo diretamente 262.080 pessoas;

1190 ACS e ACE alcançando diretamente 165.950 pessoas;

76 PDA alcançando diretamente 26.466 pessoas (Dentre esses 66 (sessenta e seis) CRAS, 04 (cinco) Terminais Urbanos Rodoviários e 02 (dois) Vapt Vupt, 01(um) Ponto na HABITAFOR, 01 (um) na Federação de Bairros e Favelas e 01 (um) no Banco Palmas), 01 (um) Secretaria de Ação Social de Cascavel

17 empresas privadas (indústrias e canteiros de obras) alcançando diretamente 5.287 pessoas;

69 mutirões e blitz alcançando diretamente 19.106 pessoas;

46 ações comunitárias alcançando diretamente 45.271 pessoas ( caravanas, patrulhas, Tô na Praça);

1598 pessoas capacitadas (equipes contratadas, liderança, ACS, ACE, antenistas instaladores); 12


141 voluntários ( lideranças comunitárias);

30 pontos de selo;

13 acordos de cooperação assinados.

A campanha do desligamento do sinal analógico de TV realizado em Fortaleza e nos sub agrupamentos Aquiraz, Caucaia e Maracanaú pela SEJA DIGITAL deixa um importante legado para esses municípios, uma vez que suas ações favoreceram uma maior conhecimento e divulgação dos serviços oferecidos pelos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS, ampliando a procura, fluxo de atendimento e o acesso a esses equipamentos sociais pela população de menor renda. VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES As estratégias utilizadas nas ações de mobilização social foram de suma importância para o sucesso da Campanha da Seja Digital no Cluster Fortaleza, sendo uma grande força para chegar mais próximo do público de interesse, vez que proporcionaram um atendimento direto por meio de atividades de corpo-a-corpo, favorecendo a criação de laços de confiança, o engajamento de pessoas e o apoio a outras pessoas. Foi a forma mais rápida de se chegar aos locais mais longínquos, a fim de alcançar as pessoas que estão à margem dos grandes meios de comunicação, algumas dessas podem até acessar, mas não traduzem a linguagem nem captam a mensagem com a mesma facilidade que o atendimento direto proporciona, principalmente, aquele feito por pessoas de uma mesma identidade sociocultural. Quando o comunicador da Campanha é uma liderança local, que conhece as características do público a ser alcançado, integra a mesma realidade social; ou ainda, o agente comunitário de saúde e endemia, que também já participa da intimidade das famílias na comunidade onde atua, a mensagem é aceita, reconhecida com mais facilidade, incorporada, e até mesmo é replicada pelo público final. Observando-se os resultados qualitativos e quantitativos obtidos, avalia-se as estratégias implementadas como extremamente satisfatórias, e alguns princípios adotados foram fundamentais para esse alcance: 1. Gestão integrada e colaborativa entre as equipes da ACEPI, Seja Digital e parceiros/fornecedores. 2. A contínua identificação e formação de grupos multiplicadores capazes de disseminar a mensagem da Campanha e apoiar a população mais vulnerável no processo de digitalização, dando ênfase ao recrutamento de voluntários. 3. O respeito às características socioculturais dos públicos envolvidos. 4. Monitoramento, registro e consolidação contínua dos resultados alcançados, permitindo uma avaliação em processo, orientando estratégias e ajustes em todas as etapas do trabalho. 13


5. Aproveitamento dos fluxos de encontros e ações coletivas já existentes. 6. Atuação nos territórios por meio das lideranças comunitárias, conferindo legitimidade e confiabilidade, além de agilidade ao processo de disseminação da informação.

Recomendações Considerando: 1. Os objetivos da mobilização da social:  Ajudar a população das classes C2, D e E a se converter à recepção do sinal digital, por meio de ações diretas com o público.  Informar a data do desligamento e o que é necessário para a migração do sinal.  Divulgar os canais de atendimento da Seja Digital e orientar seu acesso.  Prestar orientações sobre a retirada do Kit gratuito para quem está inscrito nos Programas Sociais do Governo Federal e para os que não estão, informá-los sobre o que fazer.  Divulgar, engajar e orientar as pessoas nos projetos da mobilização social.  Prestar demais esclarecimentos para a população.  Encontrar estratégias para cadastrar pessoas de menor renda que precisam de apoio para a digitalização. 2. O perfil do público de alcance direto da mobilização - famílias de menor renda com TVs que ainda não estão preparadas para receber o sinal de TV digital, com especial atenção a idosos, pessoas com deficiência e outro grupo vulnerável que possam enfrentar dificuldades para receber o sinal de TV digital em seu domicílio. 3. As características dos territórios/locais onde se encontram. Recomenda-se:  Que todos os envolvidos tenham as informações corretas e completas acerca da Campanha de desligamento, portanto, a preparação contínua das equipes é de fundamental importância.  Nas comunicações de campo, é importante haver reforço sobre informações essenciais como data do desligamento, canais de atendimento, localização dos CRAS e demais pontos de aconselhamento. E para tanto, sugere-se a utilização de recursos de comunicação comunitária.  Dúvidas relevantes de campo são insumos essenciais para as campanhas de comunicação, portanto, é fundamental haver registro dessas dúvidas, e diálogos permanentes entre as equipes da mobilização social e a área da comunicação da SEJA DIGITAL.  O tempo de duração da campanha é relativamente curto, portanto, o encaminhamento das diversas demandas deve ser sempre imediato, com respostas rápidas. 14


ANEXOS

ANEXO 1 RELATÓRIO FOTOGRÁFICO

Figura 3 -Capacitação - Apresentação da Seja Digital, objetivos, metodologia e metas do projeto para supervisores, facilitadores e mobilizadores.

Figura 4 - Reunião de planejamento das equipes do escritório regional e da ACEPI

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Figura 5 - Instalação de ponto de aconselhamento no CRAS Lagamar

Figura 6 - Capacitação de mobilizadores- São Gonçalo do Amarante

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Figura 7 - Ponto de Aconselhamento em Terminal Rodoviรกrio Urbano

Figura 8 - Abertura da Vila Digital de Fortaleza

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Figura 9 - Cadastramento e agendamento comunitário- Associação de Moradores

Figura 10 – Blitz Rádio Liderança no Eusébio – acompanhamento da equipe de Supervisão

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; Figura 11 - Visita Domiciliar - Identificando beneficiários em comunidades de menor renda

Figura 12 - Capacitação de Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias

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Figura 13 - Blitz em Cascavel- mobilização da população para agendamento e cadastramento em local de grande circulação de beneficiários.

Figura 14 - PDA em instituição parceira- Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor).

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Figura 15 - Identificação e agendamento de beneficiários em feiras populares

Figura 16 - Orientação para instalação da antena digital em domicílio de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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Figura 17 - Orientação do antenista na busca de canais em domicílio de família beneficiária

Figura 18 - Orientação do antenista na e busca de canais

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