Editorial
Orquestras de motosserras
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ão há afinação, conjunto e precisão que possam trazer a beleza e a harmonia musical suficientes aos ouvidos, se os instrumentos forem ensurdecedoras motosserras. Mas o que isso tem a ver com a Saúde? Tudo. Os ruídos que a Saúde Pública do DF produzem junto a sociedade vão muito além da falta de profissionais, obsolescência de equipamentos, defasagem de leitos, escassez de medicamentos e excessos de filas. O sistema público da capital do país precisa dos instrumentos certos para produzir os resultados esperados. E mais, necessita de uma regência representativa que organize e coordene o conjunto de variáveis que fazem parte da rede de atendimento. Resumindo: o modelo que hoje aí está, não dá mais para continuar. Isso não quer dizer que o Estado deva presumir sua inapetência gerencial e entregar o sistema para que outros gerenciem a máquina pública e conseqüentemente os recursos do povo. A terceirização não é uma grande novidade ou um achado administrativo que consiga produzir cidadãos felizes, profissionais satisfeitos com as condições de trabalho e um ambiente tão agradável como nas novelas do horário nobre. Pelo contrário, ao delegar a outros sua função essencial de prover saúde, educação e segurança, os governos que optam por tal iniciativa, acabam normalmente freqüentando as páginas dos escândalos políticos-policiais, ao invés das boas notícias de saúde e exemplo de empreendedorismo. E no resumo da ópera, geralmente pelo mesmo enredo: malversação dos recursos públicos. Em todas as unidades da federação onde a terceirização foi implementada, os ministérios públicos colecionam pilhas de denúncias e questionamentos que engordam esse leque de notícias. Brasília infelizmente foi a mais recente delas. A aposta do novo Hospital de Santa Maria como solução aos problemas vividos pela saúde pública do DF não passou de um edifício vazio e com a gestão terceirizada embargada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). O episódio traz alguns alertas e outras lições. Primeiro, saúde não é objeto de engenharia que possa ser pensada e medida por obras e prédios, mas sim, por meio de pessoas e competências. Segundo, saúde pública e discurso político não combinam. A primeira trata de formulação de políticas públicas e cuida do bem-estar da população. A segunda, da política para o público, e se preocupa com as eleições. Ou seja, estaríamos neste caso trocando motosserras por furadeiras e marteletes. Mesmo assim, o problema ainda persiste. Que modelo gerencial é o mais adequado para o sistema público de Brasília? O Sindicato dos Médicos defende uma profunda reformulação, mas que preserve os recursos públicos para uma saúde igualmente pública. A volta da Fundação Hospitalar é uma alternativa, que viria a corrigir outra grande distorção do atual regime: retirar o Secretário de Planejamento e o de Fazenda do comando da pasta da Saúde do DF. É importante que o maestro tenha autonomia e os meios de regir sua orquestra e obter não só o reconhecimento dos músicos, mas extrair as melhores sonoridades. O desafio está lançado e precisa ser assumido por todos que desejam a promoção de uma saúde pública de qualidade. O SindMédico/DF está pronto para ser agente dentro deste processo e espera que médicos, governos, autoridades, estudiosos, profissionais de saúde e a comunidade se juntem nessa corrente. Ainda dá tempo para que o ato final dessa ópera seja de aplausos e não de mais vaias.
Revista Médico
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Sumário
Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores
Presidente Dr. César de Araújo Galvão Vice-Presidente Dr. Marcos Gutemberg Fialho da Costa Secretário Geral Dr. Francisco José Rossi (licenciado) 2ª Secretário Dr. Rafael de Aguiar Barbosa Tesoureiro Dr. Gil Fábio de Oliveira Freitas 2º Tesoureiro Dr. Luiz Gonzaga da Motta Diretor Jurídico Dr. Antônio José Francisco P. dos Santos Diretor de Inativos Dr. José Antônio Ribeiro Filho Diretor de Ação Social Drª. Olga Messias Alves de Oliveira Diretor de Relações Intersindicais Dr. Jomar Amorim Fernandes Diretor de Assuntos Acadêmicos Dr. Lineu da Costa Araújo Filho Diretora de Imprensa e Divulgação Drª. Adriana Domingues Graziano Diretor Cultural Dr. Jair Evangelista da Rocha Diretores Adjuntos Dr. Antônio Geraldo, Dr. Cantídio, Dr. Cezar Neves, Dr. Dimas, Dr. Diogo Mendes, Dr. Martinho, Dr. Olavo, Dr. Gustavo Arantes, Dr. Osório, Dr. Tamura, Dr. Vicente Conselho Editorial Drª. Adriana Graziano, Dr. Antônio José, Dr. César Galvão, Dr. Francisco Rossi, Dr. Gil Fábio Freitas, Dr. Gutemberg Fialho, Dr. Gustavo Arantes, Dr. Diogo Mendes, Dr. Osório Rangel e Dr. José Antônio Ribeiro Filho. Editor Executivo Alexandre Bandeira - RP: DF 01679JP Jornalista Elisabel Ferriche - RP: 686/05/36/DF Bruno Cassiano - Estagiário Diagramação e Capa Girlane de Souza Lima Fotos Gustavo Lima e divulgação Projeto Gráfico e Editoração Strattegia Marketing - Consultoria Anúncios (61) 3447.9000 Tiragem 6.000 exemplares Gráfica Bárbara Bela Editora SindMédico/DF Centro Clínico Metrópolis SGAS 607, Cobertura 01, CEP: 70.200-670 Tel.: (61) 3244.1998 Fax: (61) 3244.7772 sindmedico@sindmedico.com.br www.sindmedico.com.br
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Entrevista
Dr. Luis Macatti Médico do Trabalho
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Fórum
Imposto da Saúde Aprovação da CSS na Câmara
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Artigo
Dra. Mariângela Delgado Organizações Sociais
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Jurídico
Abuso nas auditorias Processos por danos morais
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Capa
Terceirização Modelo sofre severas críticas
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Aconteceu
Literatura Livro sobre Pediatria
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Instituições
Eleições no CRM-DF União e compromisso
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Vida Médica
Wakeboard A nova sensação dos jovens médicos
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Sindicais
Aumento Salarial SindSaúde contrário ao reajuste
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Opinião
AMHP-DF Estamos prontos para o TISS "A Associação dos Médicos de Hospitais Privados do DF tem desenvolvido um trabalho exemplar para melhorar a vida do profissional da saúde." A união médica é o principal catalisador na melhoria da relação do médico com o mercado no que tange ao relacionamento entre entidades, prestadores e planos de saúde. Isso vai nos dar a força necessária para colocarmos em prática muitas necessidades identificadas no passado e sonhadas até hoje, além de fortalecer as entidades na busca de honorários mais justos e melhores condições de trabalho. Ninguém conseguirá nada sozinho. Somente com a união médica poderemos trazer benefícios inestimáveis e perenes à nossa classe. Já na relação prestador de saúde-paciente, a secretária é uma peça importantíssima. Enquanto o paciente espera para ser atendido, a secretária deve tornar aquele espaço de tempo, que às vezes é grande, num momento agradável. Deve fazer com que a experiência vivida em nossa clínica seja positiva e inesquecível. Precisamos investir nelas. Melhores remunerações e capacitação de forma continuada são essenciais, pois é o fator humano que fará toda a diferença (gráfico abaixo). Mas, ações isoladas não adiantam. Tem que ter persistência e consistência. Principalmente agora com o TISS, pois muda muita coisa e elas têm que estar preparadas. Esse desconhecimento sobre o que é exatamente o TISS ainda causa muitos problemas. Alguns prestadores acham que é apenas o envio do arquivo XML. Outros acham que é um programa de computador. Na realidade é algo muito mais complexo e amplo. Na prática, o TISS é o envio e recebimento de informações on-line e em tempo real. Porém é preciso que todas as
partes do processo estejam integradas: prestadores e planos de saúde. Receber e enviar as sete mensagens determinadas pela ANS é condição sine qua non. Nenhuma solução simples será capaz de atender todas as normas Dr. Joaquim Fernandes Presidente da AMHP-DF da ANS. Pensando nisso a AMHP-DF antecipou algumas ações quando percebeu que o TISS era realidade. Realizamos várias reuniões com ANS, entidades médicas e profissionais da área para facilitar o entendimento pleno das diretrizes da ANS, além de, constantemente, divulgar informações sobre o assunto em nossos canais de comunicação. Porém, a melhor e maior das ações, foi o desenvolvimento do Portal de Conectividade AMHPTISS. Um sistema Web que atende plenamente as normas do TISS. O sistema está pronto e em funcionamento. Já conseguimos abertura em alguns planos de saúde para disponibilizar o Módulo Autorizador On-line do sistema. Nos preocupamos em atender a outra ponta e não somente ao prestador. O sistema tem a finalidade de integrar todos os prestadores aos planos de saúde sem custo adicional para nenhum deles. Talvez por isso, dentre outras coisas, nos tornamos referência nacional no assunto. O que nos dá muito orgulho de fazer parte deste momento tão importante para a classe médica.
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Fonte: Harcard Budness School
AMHP-DF - SHLS 716 bloco E - Edifício Centro Médico de Brasília Salas 701-709 - Fone: (61) 3445-6500 - www.amhpdf.com.br
Revista Médico
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Entrevista
“A licença médica é um direito de todo trabalhador” Por Elisabel Ferriche
Luiz Fernando Ribeiro Macatti é médico do trabalho formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, com residência na Unicamp, onde fez gestão de empresas e marketing. Foi presidente da Sociedade Paulista de Medicina do Trabalho e durante anos atuou em empresas multinacionais, onde não só atendeu pacientes como ministrou cursos de motivação e qualidade de vida. Atualmente dá cursos e palestras sobre os temas. Em entrevista a Revista Médico ele falou sobre a situação que os médicos da rede pública do Distrito Federal estão enfrentando com relação à dificuldade de exercitarem o direito de ficarem doentes. SindMédico - O Governo do Distrito Federal está pressionando os médicos para que não tirem licença médica. O que o senhor acha disso? Dr. Macatti – Se o médico precisa de licença, ele tem que tirar licença. É um direito de todo trabalhador e o médico também é um trabalhador. Com a licença na mão, ele apresenta ao médico do trabalho que fará uma avaliação. SindMédico - As condições de trabalho são determinantes nas condições de saúde do tra-
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balhador? Dr. Macatti – Sem dúvida. O trabalhador precisa de condições adequadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os hospitais do Brasil estão fora dos padrões aceitáveis de condições adequadas de trabalho. O problema dos hospitais públicos do Brasil é que eles são mal administrados e os recursos mal empregados. SindMédico - O Governo do Distrito Federal determinou que os atestados médicos devam ser “autorizados” pelos
diretores dos hospitais. Isso não seria uma ingerência na independência do médico do trabalho, na avaliação da saúde ocupacional do servidor e na concessão da licença médica? Dr. Macatti – Será que o diretor conhece o dia-a-dia dos médicos? Ao fazer a avaliação, ele está entrando no campo de outro profissional, o médico do trabalho. É claro que, em caso de dúvida, ele pode solicitar uma segunda opinião. Mas determinar quem sai de licença médica ou não, é uma ingerência. Julho / Agosto 2008
Dr. Luiz Fernando Ribeiro Macatti – médico do trabalho SindMédico - De quem é a responsabilidade pela licença médica do servidor? Dr. Macatti – Uma vez dada a licença médica, é o médico do trabalho que avalia as condições de saúde do paciente e determina se ele concorda ou não com a licença. Portanto é dele a responsabilidade. SindMédico - Centralizar as licenças médicas no gestor do hospital não é ilegal? Dr. Macatti – São os médicos do trabalho, seja nas empresas particulares ou nos hospitais públicos, que avaliam as condições de saúde do trabalhador. Cabe ao gestor decidir o que deve ser feito, se um determinado trabalhador está tirando muitas licenças médicas. Mas é preciso saber os motivos da licença, em primeiro lugar. SindMédico - O Governo pode vincular as licenças médicas às necessidades do serviço? Dr. Macatti – Existem normas reguladoras que determinam as licenças médicas. Se o médico está estressado, se está deprimido ele tem que ser avaliado. Mas muitas doenças ocupacionais são determinadas pelas condições de trabalho. Cabe ao gestor analisar as doenças mais freqüentes que estão acontecendo na sua unidade hospitalar e fazer as mudanças necessárias para dar ao trabalhador médico condições de trabalho para superar determinadas doenças laborais que ali estão surgindo. Revista Médico
SindMédico - Quais os aspectos preventivos da licença médica e as políticas para a prevenção das doenças laborais? Dr. Macatti – Às vezes o médico precisa se afastar do serviço por algum tempo a fim de recompor-se de determinadas situações vividas em seu dia a dia de trabalho. Às vezes é preciso mudar de atividade, de local, o que para os médicos não é simples, porque exercem atividades específicas em local determinado. Mas os médicos precisam buscar qualidade de vida. É fundamental que o médico tenha atividades fora do hospital como exercer a espiritualidade, fazer exercícios físicos e ter vida social. Tudo isto é fundamental. SindMédico - Hoje os médicos, em todo o Brasil, não possuem condições de trabalho e atendem muitos pacientes, numa escala quase industrial, sem descanso e sem estabelecer uma relação médico-paciente necessária no atendimento médico. O que isso pode resultar para os médicos? Dr. Macatti – Hoje os médicos estão sendo responsabilizados por tudo que acontece nos hospitais. Se faltarem medicamentos, se faltam profissionais para atendimento, se o hospital não tem condições, toda a reclamação vai contra a pessoa do médico, não contra o Governo ou o dono do hospital. Os médicos na sua maioria ganham mal e trabalham muito. É claro que isso vai gerando
um estresse muito grande. Faltam é programas de incentivos para os médicos. SindMédico - Como é hoje o absenteísmo na classe médica? Dr. Macatti – O médico tem grandes chances de adoecer por suas condições de trabalho. Ele é exigido, pressionado por pacientes insatisfeitos e pelas empresas em que trabalham. Os médicos deveriam sair de folga uma semana a cada seis meses independente de suas férias normais como trabalhador. SindMédico - Quais as doenças mais comuns entre os médicos? Dr. Macatti – Doenças de ordem psíquicas, neurológicas, diabetes, hipertensão, etc... SindMédico - Os médicos estão adoecendo mais hoje do que no passado? Dr. Macatti – Sim. A vida moderna está piorando a qualidade de vida dos médicos. Os médicos estão trabalhando mais e esquecendo-se de fazer coisas simples como rir, conversar com amigos, passear, relaxar. SindMédico - O que fazer para prevenir essas doenças? Dr. Macatti – Todo médico gosta do que faz. O médico se acha onipotente, mas também é mortal igual aos outros. Em minhas palestras eu recomendo o exercício da espiritualidade, o exercício físico, lazer, convívio social e lembrar-se de cuidar mais de si e não só dos outros.
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Fórum
Governo consegue aprovar a CSS
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om um placar apertado, o governo conseguiu aprovar na Câmara dos Deputados, a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que vai incidir sobre as movimentações financeiras, como a extinta CPMF. Com alíquota de 0,1% e cobrança a partir de 2009, o governo estima que o novo tributo renda R$ 10 bilhões por ano aos cofres públicos. A aprovação se deu com apenas dois votos a mais que o mínimo exigido, sinalizando que o governo terá dificuldades em aprovar a criação da contribuição no Senado, onde o projeto terá de ser votado novamente. O placar registrou 259 votos a favor, 159 contrários e duas abstenções. Apesar da aprovação, esse número de votos governistas seria insuficiente para aprovar uma proposta de emenda constitucional, como a que criou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), por exemplo, que exige 308 votos na Câmara. O governo conseguiu aprovar a CSS seis meses depois de ver derrotada a proposta que prorrogava a CPMF.
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Atualmente, a União é obrigada a aplicar o montante que gastou na saúde no ano anterior corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). A proposta governista aprovada mantém esse cálculo e acrescenta que a arrecadação da CSS será totalmente gasta com Saúde. No entanto, o projeto determina que a CSS não será incluída no cálculo que definirá o montante da aplicação obrigatória para a Saúde no ano seguinte. Para a oposição, o governo poderá usar o dinheiro arrecadado da CSS para cobrir o valor obrigatório que terá de repassar ao setor e, depois, descontar esse dinheiro no cálculo dos recursos obrigatórios. Por exemplo: se o cálculo do montante de recursos que deve ser aplicado no próximo ano for de R$ 55 bilhões e o governo usar R$ 10 bilhões da CSS para cumprir esse mínimo, no ano seguinte o cálculo será feito com base em R$ 44 bilhões apenas. O projeto veda o uso da arrecadação da CSS, assim como o dinheiro do Fundo da Pobreza, no cálculo do valor orçamentário para a Saúde.
Deputado Jofran Frejat critica novo tributo aprovado na Câmara
deputado Jofran Frejat (PR-DF) criticou fortemente da tribuna da Câmara dos Deputados a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), e citou a nota de repúdio publicada pelo Sindicato dos Médicos em jornal de grande circulação do DF. O deputado acredita que os recursos do novo imposto servirão apenas para aumentar a arrecadação do governo
federal. Ele espera que o Senado derrube a nova contribuição, mas acha difícil, pois seria uma “desmoralização” para a Câmara. Segundo Frejat, a iniciativa ressuscita a CPMF, que já foi rejeitada pelo Congresso no fim do ano passado, e é inconstitucional, fundamentada no artigo 154 da Constituição Federal, que não permite a aprovação por lei complementar, de impostos que têm efeito cumulativo.
Médicos têm mais um representante na Câmara Legislativa O médico paraibano Roberto Lucena (foto) é o mais novo deputado distrital e corregedor da CLDF. Ele tomou posse em substituição a Rôney Nemer que licenciou-se do cargo para chefiar a Agência de Fiscalização (Agefis) do GDF. O parlamentar se soma a outro representante em defesa da
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classe na CLDF, o deputado Dr. Charles. Ao fazer o seu primeiro discurso, Lucena lembrou o caminho percorrido até chegar ao posto, destacando a perseverança e o trabalho de sua família. O mais novo deputado emocionou-se ao falar dos filhos e da esposa e também mencionou os colegas de profissão, a quem jurou "defesa intransigente dos interesses da categoria". Roberto Lucena é cirurgião vascular e atuava ultimamente no Hospital de Base. É ex-diretor do Hospital Regional de Samambaia.
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Artigo
Organização social: grave retrocesso
A
s Organizações Sociais (OS) foram concebidas no Brasil como instrumento de viabilização e implementação de políticas públicas conforme determina o “Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado”, elaborado em 1995, pelo Ministério de Administração Federal e Reforma do Estado aprovadas pela Lei nº 9637, de 15 de maio de 1998. Por meio de contrato de Mariângela Delgado Conselheira de Saúde e gestão ou termos de parceria, Conselheira Fiscal - SindMédico vários estados começaram a transferir a essas organizações, bens móveis e imóveis, recursos humanos e financeiros, dando-lhes autonomia de gerência para contratar, comprar sem licitação e para execução e prestação de serviços públicos de saúde sem cumprir a legislação. O Distrito Federal, se espelhando nestas experiências, encaminhou à Câmara Legislativa, projeto que autoriza o Governo do Distrito Federal a contratar Organizações Sociais (OS) para prestar serviços. Mesmo com a resistência consciente de deputados da oposição, o polêmico projeto foi aprovado. A lei permite ao Governo do Distrito Federal terceirizar o hospital de Santa Maria, o que é um retrocesso no sistema público de saúde do DF. A experiência de São Paulo, conforme denunciado pelo sindicato dos médicos do estado, é desastrosa e defendida apenas por governantes e autoridades de saúde. Inúmeras manifestações contrárias e impugnações foram feitas contra a terceirização de serviços públicos de saúde, como por exemplo, os conselhos estaduais e municipais de saúde, as conferências de saúde, que representam 150 mil conselheiros no Brasil, além de representações junto a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e as Procuradorias Regionais, as Confederações de Sindicatos, parlamentares entre outros. Os problemas trazidos pelas OS na experiência de São Paulo foram muitos: custos crescentes, contratos de gestão que não prevêem incorporação de tecnologia e manutenção de equipamentos, crescimento de pressão para restringir ainda mais os serviços ofertados e os gastos em atenção à saúde. Há outros entraves: essa modalidade de gestão também desorganiza os recursos humanos do sistema, pois servidores concursados
Revista Médico
convivem lado a lado com funcionários que ingressam no serviço público sem processo seletivo regido pela lei 8112. Isso permite que trabalhadores com as mesmas funções tenham remuneração diferenciada e profissionais são removidos sem critérios claros para dar lugar a novos gestores. A proposta, antidemocrática e arbitrária, representa o caminho da privatização da saúde pública, desmonte do SUS e uma precarização sorrateira da saúde e dos servidores ativos e inativos. Os governos alegam que o custo de internação nos hospitais administrados por Organização Sociais é baixo. É fato, pois são hospitais de portas fechadas, escolhem doenças de menor complexidade. A alegação de que as OS não têm fins lucrativos, é desculpa para pagar polpudos salários a diretores e cargos comissionados por interesse administrativos e dos apaniguados. Autoridades estaduais e municipais alegam resolutividade e credibilidade das OS, mas a imprensa tem divulgado exemplos contrários. O Hospital Santa Marcelina em São Paulo enfrenta situação grave com déficit orçamentário de R$ 60 milhões e déficit mensal de R$ 1,5 milhão. A famosa Fundação Zerbini tem problemas inclusive no Distrito Federal. Existem outros exemplos desta perversidade. Os defensores das OS no serviço público fazem verdadeira confissão da inoperância do governo para justificar a ineficiência gerencial. Se o SUS tem problemas é porque há ingerência política, corrupção motivada por interesses fisiológicos e falta de profissionalização de gerenciamento. Ao invés de combater o problema com o modelo público, querem transferir a responsabilidade para um ente privado. Querem um governo mínimo com alta carga tributária e transferência de recursos para atender interesses mercantilistas da iniciativa privada e de empresários insensíveis. Querem a desresponsabilização do Estado, sendo que “saúde é dever do Estado e direito do cidadão”, mas está havendo uma inversão na maneira de interpretar a Constituição. Os defensores das OS deixam o Estado como atividade complementar invertendo a lógica da lei e prejudicando a população que depende da saúde estatal. É oportuno e seria transparente que as autoridades de saúde abram as contas dos contratos terceirizados e unidades de saúde administradas por OS e outros convênios para que a verdade seja levada ao conhecimento público. Que venha a privatização!!. Mas porque não privatizar antes a própria Secretaria de Saúde e a chefia dos Executivos?
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Jurídico
Suspensa contratação temporária
A
Secretaria de Saúde garantiu ao Ministério Público que não vai firmar contratos temporários com médicos pelos próximos 120 dias. A medida foi tomada com base em decreto do governador José Roberto Arruda relacionado à contenção de gastos com pessoal para adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal e atendeu à solicitação do Ministério Público que recomendou a suspensão do procedimento seletivo de médicos temporários. A promotoria espera que a decisão seja mantida para além dos 120 dias, pois não há motivos de ordem legal e constitucional para a Secretaria de Saúde privilegiar admissões temporárias em detrimento da seleção feita por concurso público.
Carga horária ampliada
A
Secretaria de Saúde já pode ampliar a carga horária dos servidores e admitir concursados com vistas à substituição de horas extras. A autorização foi dada pelo Governo do Distrito Federal, por meio do decreto nº 29.093, publicado no Diário Oficial do DF no último dia 30 de maio e atende
a reivindicação do SindMédico/DF que solicitou a ampliação da carga horária na proposta de negociação com o GDF. Além disso, o executivo também deu aos novos contratados e aos atuais servidores, a possibilidade de optar pela jornada de 40 horas semanais, limitando no quantitativo necessário para redução das horas extras.
Repouso em Samambaia
N
ão procede a denúncia encaminhada ao SindMédico, de que a diretoria do Hospital de Samambaia iria desativar o repouso dos médicos. Diretores do sindicato visitaram o local e entraram em contato com a diretoria do hospital que negou o fato. Portanto, o repouso médico do Hospital de Samambaia está mantido.
Demora na exoneração
A
tendendo solicitação do SindMédico, a Assessoria Jurídica informou que não existe prazo legal para publicação do ato de exoneração do servidor, após feito o pedido. No entanto, uma vez demonstrado interesse no desligamento do cargo, o administrador deve atender o pedido, sob pena de praticar ilegalidade. O direito a exoneração do servidor está garantido pela Lei 8.112, por isso ela
não pode ficar condicionada a qualquer ato abusivo do administrador público. Sendo assim, os médicos que pediram exoneração dos cargos de chefia e que se sentirem prejudicados com a demora da publicação do ato de exoneração poderão impetrar mandado de segurança contra a Secretaria de Saúde. Para isso, deverá procurar a Assessoria Jurídica do SindMédico para receber as orientações necessárias.
Precatórios pendentes
A
inda falta muito para que o Governo do Distrito Federal quite suas contas com os médicos. São 186 médicos que estão aguardando o pagamento dos precatórios, segundo levantamento feito pelo SindMédico junto ao Tribunal Regional do Trabalho. E os médicos deverão aguardar ainda bastante tempo, pois existem três grupos diferentes aguardando na fila. O grupo do médico Adão Ernani (precatório nº 00162-1986-004-10-40-2) tem 154 precatórios na frente. O grupo do médico Acyr Ribeiro com 392 precatórios à frente e um terceiro, do Dr. Alceu Dias, possue 429 precatórios anteriores pendentes de pagamento
Danos morais contra abusos na auditoria
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SindMédico entende que a auditoria é um direito institucional da SES/DF, mas diante dos abusos praticados por alguns auditores, o sindicato está acolhendo as denúncias da classe para abertura de processos judiciais e a instauração de sindicâncias contra tais auditores
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JĂşridico
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Informes
Exame inaugura Núcleo Técnico Operacional em homenagem a Dr. Tito Figuerôa Laboratório inaugura Núcleo Técnico Operacional (NTO) em Brasília, ampliando a segurança ao paciente e aumentando a capacidade diária de análise de 10 mil para 50 mil testes por dia
O
novo Núcleo Técnico Operacional do Laboratório Exame/DASA em Brasília receberá o nome do Dr. Tito Figuerôa. Um dos fundadores do Laboratório Exame, Dr. Tito, falecido em 2003, foi secretário de saúde do DF e teve uma atuação marcante na medicina do Distrito Federal. Acompanhando as tendências nacionais e internacionais em automação de processos, aliadas à experiência DASA (Diagnósticos da América) na montagem e operação de laboratórios automatizados no Brasil ao longo dos últimos 12 anos, o NTO Dr. Tito Figuerôa é um revolucionário sistema laboratorial de meUsina de Exames - DASA SP dicina diagnóstica. Os serviços ao paciente – que, a partir do NTO, poderá acompanhar a realização dos exames – terão relevantes impactos positivos a partir deste novo conceito de atendimento e de parque tecnológico. O aumento da capacidade analítica garantirá maior segurança à execução dos testes. Além disso, os equipamentos de última geração vão permitir que várias amostras possam ser coletadas sem jejum, minimizando o chamado “efeito de interferentes” nos exames. AUTOMAÇÃO - Desde os primeiros movimentos em automação, implementados em laboratórios consolidados do Japão, novos conceitos de estações de trabalho flexíveis têm surgido, incorporando tecnologia de informação para a melhor adequação dos processos produtivos. Esta metodologia visa conferir segurança, confiabilidade, qualidade, menor prazo e otimização de custos aos exames realizados. Soluções como esta recebem a denominação de Sistemas de Automação Modular Integrada. O objetivo é melhorar significativamente o desempenho dos laboratórios, uma vez que a maior parte das atividades deste setor é de manipulação pré e pós-analítica. Por isso, elas devem ser realizadas de forma automatizada, garantindo segurança ao processo e agilizando consideravelmente o tempo de realização dos exames. O gráfico a seguir demonstra, de forma resumida, a importância das etapas do controle pré e pós-analítico
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dos processos, desde o atendimento ao paciente até o arquivamento dos dados e das amostras. Fase pré analitica Fora do laboratório
Fase pré analitica dentro do laboratorio
Fase analitica
Fase pós analitica
Tempo total de processamento (TAT) Tfinal
T0
coleta fechamento
centrifugação
recebimento
transporte
Inspeção das Amostras(CQ)
arquivo
aliquotagem Controle de entrada: * Seleção de amostras * Abertura
resultados
Separação por plataformas Carregar plataformas
Dados
Amostras
Fluxo Lógico de Gerenciamento de Amostras
Para realizar este projeto, o Laboratório Exame executou, nos últimos sete meses, uma ampla reforma da plataforma de execução dos exames, que já era a maior do Distrito Federal. A usina de produção ocupará 800 metros quadrados da área total (2,3 mil metros quadrados) da nova unidade de atendimento a pacientes, cujas obras deverão ser totalmente finalizadas até o final deste ano. A unidade funcionará na sede do Laboratório (SHLS 716 Bloco B, Térreo, Centro Médico de Brasília). Mas as inovações não se limitam a equipamentos e fluxos de amostras. Para oferecer a médicos e clientes todas as vantagens e benefícios atualmente existentes em Medicina Diagnóstica Laboratorial, um novo sistema de informática foi desenvolvido para a integração total das informações de cada paciente. Este sistema de gestão automatizada de informações laboratoriais permite um atendimento personalizado ao paciente (inclusive na elaboração de laudos) e garante ainda mais Perspectiva da nova Usina de Exames qualidade às análido Laboratório EXAME - DF ses, à liberação de exames, à rastreabilidade das amostras e, principalmente, agrega conhecimento médico aos exames. Todas as informações são disponíveis, em tempo real, via web. Os resulta-
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Informes dos são examinados por médicos altamente especializados que, quando solicitados pelo paciente ou por seu médico, podem emitir avaliação e comentários sobre os exames. EQUIPAMENTOS – Entre os equipamentos e serviços em instalação, destacam-se: Duas estações de trabalho de controle de fluxo de amostras. Elas foram produzidas, sob encomenda na Alemanha, pela PVT, líder mundial na montagem de soluções de gerenciamento de amostras. Estas estações, denominadas RSD 1200 PRO e RSA 1200 PRO, são totalmente robotizadas e capazes de movimentar até 2.400 tubos por hora. As principais atividades das estações são: - Identificação das amostras por leitor de Estações Robotizadas de Controle código de barras - Abertura das amostras de Fluxo de Amostras sem contato manual - Distribuição das amostras conforme os equipamentos de execução dos exames - Criação de alíquotas a partir dos tubos primários de amostra sem contato manual - Classificação, fechamento e arquivamento das amostras ao final do processamento - Seis sistemas automatizados de processamento de exames de Bioquímica, Imunologia e Endocrinologia, fornecidos pela Roche, denominados Modular P e Modular E, capazes de processar até 5 mil testes por hora. - Dois sistemas automatizados de processamento de
Sistemas Analíticos Automatizados de Hematologia
exames de Hematologia, fornecidos pela Sismex, denominados HST Modular. Eles são capazes de processar até 600 hemogramas por hora, acoplados a sistemas totalmente automatizados de preparo e coloração de lâminas, também fornecidos pela Sismex, líder mundial em automação hematológica. - Um sistema automatizado de leitura e arquivamento de lâminas
Sistemas Analíticos Automatizados de Química e Imunologia
Revista Médico
de hematologia, fornecidos pela Sismex, denominado CELLAVISION, que permite a gravação dos dados e das imagens microscópicas, proporcionando edição, revisão, envio remoto para segunda opinião, arquivamento e impressão das imagens microscópicas do hemograma. - Um sistema automatizado de urinálise por citometria de fluxo, fornecido pela Sismex, denominado UF 100. O sistema possui as mesmas características de tratamento de imagens microscópicas do sedimento urinário descritas para hematologia. - Dois sistemas autoSistema Automatizado de matizados de coagulaMicroscopia em Hematologia ção, fornecidos pela Sismex, denominados CA1500, que contém menu adequado à realização de todas as provas de coagulação solicitadas, com capacidade de processar até 480 coagulogramas por hora. - Dois sistemas automatizados de dosagem de hemoglobinas, fornecido pela Biorad, com capacidade de processamento de 800 glicohemoglobinas por dia. - Um novo laboratório de Microbiologia, totalmente aparelhado com os mais modernos sistemas de identificação e totalmente automatizado. - Um novo serviço de Anatomia Patológica e Citopatologia, com equipe médica referenciada para proporcionar uma extensão de serviços com qualidade reconhecida para médicos e clientes. REFERÊNCIA – Referência em medicina diagnóstica, o Laboratório Exame é uma empresa médica com 33 anos de atuação profissional e ética no Distrito Federal. O compromisso com resultados de alta confiabilidade e precisão, aliado a um atendimento personalizado, tem resultado, durante todos esses anos, na confiança dos clientes e da classe médica. O Exame conta com uma rede de 20 unidades e presta atendimento 24h no principal Centro Médico de Brasília. Para a garantia de excelência na prestação de serviços, aliada à máxima conveniência aos clientes, o Exame oferece assistência diferenciada, como coleta a domicílio, unidade 24 horas para emergências, teste do pezinho e atendimento pediátrico. CANAL DO MÉDICO – Formado por uma equipe médica de diversas especialidades com larga experiência em assessoria à Medicina Diagnóstica, o Canal do Médico atende os médicos em todas as suas necessidades: obter resultados de exames de seus pacientes, discutir laudos com a nossa equipe médica, fornecer informações sobre novas metodologias utilizadas em exames e adoção de novos valores de referência, entre outros. Sinta-se à vontade para entrar em contato pelo telefone 3212-2215.
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Médicos rejeitam privatização da saúde no DF
Hospital de Santa Maria está no foco das discussões
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Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou no dia 4 de janeiro a Lei 4.081, de autoria do Executivo, que dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais (OS) no âmbito do Distrito Federal. Isso significa que o GDF poderá qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado e repassar a elas a administração dos hospitais públicos. A lei não se restringe à saúde, sendo extensiva também ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e institucional, à ação social, à defesa do consumidor, à saúde, ao esporte, à agricultura e ao abastecimento. A idéia de utilizar organizações sociais na gestão do bem público não é nova. Surgiu em 1998 com a Lei Federal 9.637, aprovada pelo Governo Fernando Henrique Cardoso. De lá para cá, muitos estados aderiram a idéia, e a saúde, a partir de então, passou a ser terceirizada como acon-
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HBDF já foi exemplo
ão é de hoje que a situação da saúde pública no Brasil está se deteriorando. As entidades médicas lutam por uma saúde pública de qualidade e, se o atual modelo está falido, grande parte por má gestão, busca-se um modelo alternativo, sem que seja a entrega do público ao privado. Entre as sugestões já feitas aos gestores da saúde pública estão a possibilidade dos hospitais públicos aceitarem doações de entidades particulares, pessoa física ou jurídica, seja em espécie ou em material, o que hoje é totalmente impossível. Outra sugestão é atender os convênios, dar autonomia financeira aos hospitais públicos e ainda a possibilidade de atender pacientes particulares. Essa última idéia foi colocada em prática em 1983 no Hospital de Base (HBDF), quando o então diretor da
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tece hoje em São Paulo, Tocantins, Rio de Janeiro, Bahia, Roraima e Maranhão. No Distrito Federal a terceirização da saúde está para ser experimentada no recém inaugurado Hospital de Santa Maria. São contrários a idéia o Ministério Público, o Conselho de Saúde, as entidades médicas, como o Sindicato dos Médicos e os servidores da saúde. A pergunta que se faz é: a quem interessa privatizar a saúde do Distrito Federal? Na prática, o governo repassa verbas para a OS gerir os equipamentos de saúde, os funcionários e aplicar as verbas públicas, em total desrespeito ao princípio do SUS de universalidade, eqüidade e integralidade. Em todos os estados onde a saúde é administrada por OS, os exemplos encontrados são ruins. A principal reclamação do modelo, é que com a privatização dos serviços, o atendimento à saúde, que já e precário, fica inacessível, porque os pacientes com doenças crônicas e os mais desfavorecidos, correm o risco de ver piorar o seu atendimento porque as unidades terceirizadas não dispõe de atendimento de urgência e emergência, sendo eletivo 100% do atendimento. Preocupado com a terceirização, o Sindicato dos Médicos tem procurado os canais competentes para barrar essa iniciativa. O Tribunal de Contas do DF (TCDF) segue o mesmo raciocínio e determinou, no dia 19/06, a suspensão da licitação que transfere a gestão do Hospital de Santa Maria à iniciativa privada, por meio de OS. Entre as irregularidades apontadas pelo TCDF, estão a ausência de manifestação do Conselho de Saúde e de audiência pública. Além disso, o tribunal apontou várias falhas no edital. No texto, publicado no DODF, constam referências ao Estado de SP, quando se queria dizer DF, numa clara evidência de que o edital foi copiado.
época, reservou o quarto andar do hospital como opção para os pacientes que desejavam quartos particulares. Ao invés de pagar ao hospital, os pacientes contribuíam para a Associação dos Amigos do HBDF. Com o dinheiro arrecadado, era possível reformar quartos, adquirir material e equipamentos e garantia a manutenção do próprio hospital, evitando que equipamentos importantes ficassem quebrados por muito tempo, como ocorre hoje. O sistema funcionou bem até 1985 quando uma nova diretoria entrou no HBDF e acabou com o método. O Hospital de Base passou então por um período de decadência que se mantém até hoje. O quarto andar foi desativado, todos os apartamentos viraram enfermarias e de lá pra cá, a situação do HBDF só piorou.
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Porque o modelo de OS é ruim
arecer sobre terceirização e parcerias na saúde pública feito pelo Procurador Federal dos Direitos do Cidadão, Wagner Gonçalves, alerta que as leis estaduais, que transferem à iniciativa privada a capacidade instalada do Estado em saúde, são ilegais e inconstitucionais, porque dispensa licitação quando autoriza a transferência para a iniciativa privada de hospitais e as unidades hospitalares públicas. Além disso, colide frontalmente com as leis vigentes ao desconhecer o Conselho Nacional e os Conselhos Estaduais de Saúde que têm força deliberativa. No parecer do procurador, ele lembra que a Constituição Brasileira, no seu artigo 196 diz que “saúde é direito de todos e dever do Estado” e a Lei 8080/90, no artigo 2º mostra com clareza que “a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. Previu a Constituição um Sistema Público de Atendimento à Saúde da População, intitulado Sistema Único de Saúde, que é de responsabilidade do Estado, facultando a prestação de serviços de saúde também a iniciativa privada. Tudo isso é ignorado nos contratos de terceirização. O procurador Wagner Gonçalves alerta, em seu parecer, que em todos os estados onde houve terceirização dos serviços de saúde as contratações, na maior parte, são feitas sem licitação. Em alguns casos cooperativas de médicos foram criadas especialmente para assumir os serviços públicos de saúde, como aconteceu no município de São Paulo e no Estado de Roraima. Nos dois exemplos, foram transferidas as cooperativas, sem licitação, hospitais e equipamentos, servidores municipais e estaduais. Os recursos do SUS também foram transferidos a essas cooperativas que criaram, cada uma, fundo próprio por elas administrado. Denúncia do Sindicato dos Médicos de São Paulo mostra que os problemas trazidos pelas OS no Estado foram muitos: custos crescentes, contratos de gestão que não prevêem incorporação de tecnologia e manutenção
de equipamentos, crescimento de pressão para restringir ainda mais os serviços ofertados e aumento com gastos em atenção à saúde. No Maranhão, além da terceirização, o Estado passou a credenciar hospitais para o SUS, mediante convênios feitos diretamente com hospitais privados, o que motivou ações do Ministério Público Federal levantando a ilegalidade e a inconstitucionalidade dos convênios. Em Tocantins, a entidade privada também administra o quadro de pessoal, sendo que o corpo clínico é totalmente independente, não sofrendo qualquer tipo de interferência, sendo suas tarefas de responsabilidade da administração. No Rio de Janeiro, a legalidade do processo de transferência de hospitais pelo Estado foi questionada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, via ação civil pública. Já na Bahia, além do Estado transferir bens, equipamentos e instalações públicas sem licitação, as Organizações Sociais podem contratar servidores do Estado, que estejam afastados para tratamento de interesses particulares, estimulando-os a pedir licença para, em seguida, serem contratados pelas OS. O procurador Wagner Gonçalves constatou que em todos os convênios há cessão de prédios e equipamentos públicos por parte do estado, recursos públicos próprios do Estado e do SUS são repassados às entidades particulares, o pessoal também é cedido pelo Estado, sem que as entidades tenham qualquer responsabilidade por ele, liberam-se as empresas a realizar licitação para a compra de material e execução de contratos, sendo que não são exigidas garantias fidejussórias para a execução dos referidos ajustes. O parecer encaminhado ao Procurador Geral da República pediu que fossem promovidas ações diretas de inconstitucionalidade contra as leis estaduais que repassam o serviço de saúde pública a entidades privadas. O assunto está sendo analisado há seis anos no Supremo Tribunal Federal.
Novo secretário da saúde assume cargo
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médico José Rubens Iglesias (foto), 53 anos, assumiu a Secretária de Saúde do Governo do Distrito Federal (GDF) no lugar do atual novo chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel. O ex-secretário da saúde vinha enfrentando uma série de desgastes no setor, que é uma das áreas mais críticas do governo atualmente. O novo secretário já fazia parte da equipe de Maciel, que estava no cargo há três anos, desde o governo de Joaquim Roriz. Iglesias é funcionário da rede pública há quase 30 anos. Especializado em ginecologia e obstetrícia, formou-se na Universidade de Brasília em 1979. No atual governo acumulava cargo de secretário-adjunto de Saúde com direção-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa de Ciências da Saúde (Fepecs), que mantém a Escola de Medicina do GDF.
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Prosus e Ministério Público de Contas do DF de olho nas terceirizações
Cátia Vergara, titular da 2a. Prosus
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terceirização dos hospitais públicos do Distrito Federal sempre esteve na mira do Ministério Público (MPDFT), que em agosto do ano passado expediu “notificação recomendatória” contra a terceirização do Hospital de Santa Maria, além de solicitar novas informações sobre o assunto. Para se ter uma idéia da profundidade desse trabalho, a peça contou com 15 páginas e foi assinada por todos os Procuradores do Ministério Público do Trabalho que atuam no Núcleo de Direito Público, pela titular da 2ª Prosus, Cátia Vergara e pela procuradora Geral do Ministério Público de Contas do DF (MPCDF), Cláudia Fernanda. O Procurador-Geral de Justiça havia recomendado ao Governador José Roberto Arruda, o veto a Lei que autorizou a terceirização. Além disso, ele solicitou ao ProcuradorGeral da República para que ofereça junto ao Supremo Tribunal Federal
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uma Ação Direta de Inconsti- disse a procuradora geral, Cláudia tucionalidade (ADIN) contra a Fernanda. lei. Como até hoje, a ADIN não Com relação as experiências foi proposta, se for assinado desastrosas, a exemplo da Fundação qualquer contrato de gestão, Zerbini, que resultou em prejuízo o MPDFT poderá ajuizar ação de milhões de reais aos cofres púcivil pública, imediatamente, blicos, já auditados pelo Denasus, o visando a sua anulação, inde- promotor de Justiça, Pedro Thomé, pendente da ADIN. ajuizou ação civil pública, tendo O Ministério Público e o o juiz dado como nulo o termo de Ministério Público de Contas parceria entre o governo e a Fundado DF têm atuado com rapi- ção Zerbini. Resta agora o Tribunal dez para evitar que as tercei- de Contas do DF, condenar os resrizações se tornem realidade ponsáveis pelo ressarcimento dos nos hospitais públicos. No dia prejuízos causados. “Compete a 1ª 26 de novembro do ano pas- Prosus ajuizar as ações judiciais, insado, o Ministério Público viu cancelado um edital de licitação que visava credenciar laboratório particular para serviços de histocompatibilidade, o que traria prejuízosNegociaao labora- ções com o governo tório público instalado. se arras- tam há um ano Segundo o MPDFT há decisões da Justiça do Trabalho, reconhecendo em alguns casos, ser possível a terceirização, como, por exemplo, com relação aos monitores, que auxiliavam os professores em sala de aula, por se tratar de atividade-meio. Mas o Ministério Público afastou a possibilidade de serem contratados médicos por cooperativas; e quanto à terceirização dos serviços de imagem e laboratoriais e de lavanderia, Cláudia Fernanda, procuradora Geral do MPCDF não teve informações completas por parte da SES/DF “Nós também clusive de improbidade administradeixamos claro que o Conselho de tiva”, lembrou Cláudia Fernanda. Saúde deveria ser ouvido, antes de Também não de agora que o tudo”, explicou a promotora Cátia Ministério Público tem se maniVergara. “Desaconselhamos a ter- festado contrário as contratações ceirização desses serviços, nos mol- temporárias para a saúde, includes como estava sendo ventilada. sive com o Programa Dentista nas O GDF lançou edital de licitação, o Escolas, uma vez que há médicos qual foi questionado, e o próprio Go- e odontólogos concursados aguarverno resolveu revogar a licitação”, dando a nomeação.
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Bisol é contra uso de Organizações Sociais na administração de hospitais públicos
Jairo Bisol, da 1a. Prosus, diz que a terceirização é inconstitucional
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promotor do Ministério Público, Jairo Bisol, titular da 1ª Prosus, disse que a lei que permite a privatização do Hospital de Santa Maria “é uma ferramenta inconstitucional” e que o Ministério Público certamente irá argüir a inconstitucionalidade desta lei. Ele alertou ainda que adotar a terceirização como estratégia de gestão da saúde pública é frontalmente contrário à Constituição. “Ainda que eleito pelo voto, nenhum governo está autorizado ou legitimado a governar ao arrepio da Constituição Federal e das leis”, informa. Segundo Bisol, a terceirização dos serviços de saú-
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de está longe de se constituir numa solução para a gestão do SUS no Distrito Federal. “A experiência recente nos mostra que os serviços terceirizados são caros e potencializam a corrupção e o superfaturamento de preços antes de primar pelo interesse público e pela boa qualidade dos serviços”. Ele lembra que o ex-secretário de Saúde, Geraldo Maciel, combateu, junto com o Ministério Público, a terceirização do programa Família Saudável, pois uma auditoria conduzida pelo DENASUS num dos contratos, cujo valor era de cerca de R$ 70 milhões de reais, levantou indícios de desvio de mais de R$ 20 milhões. “Não me parece coerente um governo que iniciou com este tipo de crise sua gestão na saúde vir oferecer a terceirização como solução para o setor”. Para o promotor Bisol, a terceirização dos serviços de saúde é uma forma de encobrir situação mais grave. “Parece que está em curso uma estratégia de precarização dos serviços de saúde como caminho da privatização. Primeiro, o governo precariza o serviço, estrangulando-o de tal modo que ele não funcione. Depois põe a culpa no servidor público, oferecendo a privatização como solução. Acho uma estratégia arriscada, pois um serviço de saúde precarizado impõe sérios desgastes à imagem pública do governo”. Com relação à possibilidade do Hospital de Santa Maria, ser gerido por uma Organização Social, anunciada pelo governo, o promotor Jairo Bisol considerou “um escândalo”, caso este cenário de rumores se confirme. “Primeiro se constrói um hospital inteiro, com equipamentos, leitos e tudo o mais, com recursos públicos, ou seja, recursos que saem do bolso dos cidadãos que pagam impostos. Depois, este hospital é praticamente "doado" para a iniciativa privada, através de um contrato de terceirização. O que é pior: este hospital irá vender ações e serviços de saúde para o próprio "Estado-doador" por uma tabela mais alta que a tabela do SUS, tendo assim garantido os seus lucros”. “Fala-se em usar a tabela da AMB, ou seja, três vezes o valor da tabela do SUS. Isto é o que se costuma chamar de "capitalismo selvagem", um capitalismo feito com dinheiro público manejado por interesses inconfessáveis, sem qualquer risco para a iniciativa privada envolvida”, justificou. Soma-se ao fato desta cena estar sendo urdida em plena capital da República e chega-se a uma conclusão óbvia: realmente, se este cenário de rumores se confirmar, um escândalo.
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Lançamento de livro inédito na área pediátrica
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livro “Anatomia funcional da criança – Bases Morfológicas para a Prática Pediátrica Clínica e Cirúrgica”, dos doutores e professores da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Tubino e Elaine Alves realizado no dia 13 de junho na Livraria Cultura do Casa Park traz uma anatomia evolutiva, dinâmica e, sobretudo funcional da criança, porque mostra a estrutura se for-
mando e se adaptando para as contínuas aquisições fisiológicas em direção à maturação. Para tanto, apresenta ilustrações e fotografias de peças dissecadas. Contudo o livro preenche uma grande lacuna que existe no curso médico. Uma curiosidade que o livro mostra é a questão da amamentação dos bebês. Eles conseguem respirar no ato da amamentação devido à laringe, pois quando pequeno é mais alta podendo assim passar o ar junto com o leite materno. Os autores dizem que os conhecimentos abordados no livro são fundamentais para médicos e estudantes de medicina que desejem compreender o organismo infantil como um todo e, se necessário, oferecer ao pequeno paciente o manejo e o tratamento adequados.
A sensibilidade de Angélica Bittencourt
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oi realizada no Iate Clube de Brasília, a exposição de artes “Sensibilidade”. Entre os expositores está a artista plástica Angélica Bittencourt que além de Brasília, já expôs no Rio de Janeiro, São Paulo, Viena, Pequim, Barcelona, Milão, Washington e Paris. Filiada à Sociedade de Artistas Plásticos de Brasília, Angélica Bittencourt, coleciona em seu currículo, 15 exposições individuais e 105 participações em coletivas de arte. Mineira de Araguari, mas vivendo em Brasília desde 1966, época em que se casou com o médico radiologista Eduardo Barreiros, Angélica Bittencourt, dedica-se às artes plásticas profissionalmente desde 2001, embora tenha iniciado sua carreira em 1966, nos Estados Unidos, onde aprimorou seus conhecimentos artísticos. “Minha arte é panteísta, porque surgiu do meu amor pela natureza e do desejo de materializar impressões que ficaram gravadas no subconsciente,
momentos de plenitude vividos em harmonia com árvores, pássaros e flores, céu, terra, água e raios de sol, lembranças que a pintura transforma em florestas encantadas e jardins luminosos”, explicou a artista que utiliza técnicas como acrílica sobre tela, encáustica sobre madeira e aquarela.
Nova radioterapia do Anchieta
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oi inaugurada no último dia 18, a nova unidade de radioterapia do Hospital Anchieta, com modernas instalações e equipamentos de última geração, além de profissionais altamente qualificados. Com a inauguração da radioterapia do Hospital Anchieta que vem se somar a outras unidades também de excelência, como a radioterapia do Hospital Santa Lúcia, Brasília torna-se auto-suficiente na área, junto com o Hospital de Base e HUB, que está em instalação. O mastologista José Antônio Ribeiro Filho, representou o SindMédico na cerimônia de inauguração.
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Médico de Brasília é 1º lugar em titulação de UTI
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médico Sidney da Silva, de Brasília, conquistou o título de especialidade de Terapia Intensiva, após realizar a Prova de Titulação Nacional no Congresso de Terapia Intensiva, em maio deste ano, em Salvador (BA), pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib). O doutor Sidney conseguiu o primeiro lugar com a nota máxima: 90 pontos. Para garantir este resultado, o especialista em terapia intensiva estudou em média seis horas diárias. “Foi uma grande alegria ter passado, depois que fiquei sabendo do primeiro lugar a alegria só aumentou”, conta o vencedor.
Entre os melhores do Iron Man
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competição mais famosa do mundo de Triatlon conhecida como Iron Man disputada na cidade de Clear Water, no estado da Flórida nos Estados Unidos já recebeu o
médico César Tomaz de Almeida Vieira, 62 anos. A prova surgiu há 30 anos na Ilha de Koona por nativos. O competidor tem que fazer o menor tempo disputando três modalidades: natação (3.800 m), ciclismo (180Km) e maratona (42Km e 195m). As provas de Iron Man aqui no Brasil são disputadas em Florianópolis (SC) e os melhores de cada país competem a principal prova nos Estados Unidos. Cada participante possui uma categoria de acordo com a idade. O doutor César Vieira chegou em sexto lugar na categoria entre 60-64 anos que disputa e é o único brasileiro da categoria. O médico esportista já participou de oito Iron Mans entre nacionais e internacionais e treina em média três horas diária para as competições. “O treinamento é muito difícil e específico, pois temos que ficar alternando entre as modalidades”, diz o esportista.
Diretor do SindMédico é também vice-presidente do Clube de Golfe
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diretor de inativos do SindMédico, José Antônio Ribeiro Filho, tomou posse no último dia 21, como vice-presidente do Clube de Golfe, em jantar prestigiado por adeptos do esporte, na sede do clube. Como médico mastologista e ciente de que o esporte é um antídoto para doenças, Dr. Ribeiro, quer estimular a prática do golfe, principalmente na classe médica. Como vice-presidente, ele quer manter a mesma qualidade de infra-estrutura do clube que oferece um dos campos mais bonitos do Brasil, com 7.158 jardas. Durante o ano, o Clube de Golfe de Brasília realiza vários torneios internos em diversas modalidades. Anualmente, coincidindo com o aniversário da cidade, dia 21 de abril, é realizado o Aberto de Brasília, que integra o Campeonato Brasileiro de Golfe Amador.
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Instituições
Entidades querem compromisso com a classe
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os dias 6 e 7 de agosto, o CRM/DF estará realizando eleições para a escolha da nova diretoria. O momento é de reflexão e, principalmente, de união. A categoria deseja um CRM menos burocrático, pragmático, compromissado com a sociedade e também com os médicos, cumprindo os objetivos para o qual foi criado de “zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e elevado conceito da profissão”, como bem enfatiza o regimento interno da instituição. Por isso, sugere-se que os médicos não se lancem em aventuras. O SindMédico/DF acredita na formação de uma chapa de consenso, que reúna as qualidades dos veteranos com o espírito inovador dos novatos. A categoria precisa da experiência aliada ao empreendedorismo daqueles que buscam inovações. A eleição do CRM será uma oportunidade única para fortalecer o que as entidades médicas do Distrito Federal vêm trabalhando há anos: a união da classe. Por esta razão, é importante que a chapa tenha representantes de todas as entidades que buscam um único objetivo: garantir aos médicos melhores condições de trabalho e remuneração. O sindicato espera que a nova diretoria do CRM esteja aberta e engajada para viabilizar a criação do Conselho Superior das Entidades Médicas. A idéia não
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é nova e já funciona com êxito desde 1997 em Santa Catarina, onde o Cosemesc tem tido importante papel nas conquistas dos 9,3 mil médicos ativos do Estado. No último dia 11 de junho, em palestra realizada na sede do SindMédico, o médico Roberto D’Ávila explanou sobre a experiência naquela unidade da federação: “Conselho Superior das Entidades Médicas: Realidade ou Utopia” e falou sobre os dez anos do Conselho em Santa Catarina. Segundo ele, uma entidade única, é importante para fortalecer a classe e garantir melhorias para os médicos que, em SC tem conseguido muitos avanços, como por exemplo, a criação de um Plano de Carreira, a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais, a Gratificação de Atividade Médica, incorporados ao salário para aposentadoria e a adoção, pelo governo do Estado, da Unimed como plano de saúde para os funcionários estaduais. Mais do que benefícios financeiros e sociais, o que a classe médica do DF precisa é de respeito e credibilidade. Pela primeira vez, em muitos anos, as entidades médicas de Brasília, têm conseguido uma convivência harmoniosa para que, juntas, consigam resgatar a identidade médica e o respeito aos profissionais. Os médicos esperam um CRM que fiscalize o exercício da profissão, mas que também saiba cobrar condições de trabalho para o bom exercício da mesma.
CRM/DF debate ética médica
oi realizado nos dias 19, 20 e 21 de junho, o III Congresso de Ética Médica do Distrito Federal, com a participação de representantes das entidades médicas de Brasília. A palestra de abertura foi proferida pelo médico Roberto D’Ávila, do CRM. O presidente do SindMédico, César Galvão, representou a entidade na abertura do congresso realizada no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio.
VIII Congresso Médico de Brasília Após seis anos desde a realização do último evento, o VIII Congresso Médico de Brasília (foto) foi um sucesso reunindo médicos, residentes e acadêmicos que se revezaram para acompanhar as diversas palestras e conferências oferecidas durante os três dias de evento, coordenado pela médica Elza Tosta, diretora de Ensino Médico Continuado da AMBr.
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Alexandre Bandeira
Estratégia
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Consultório Consultoria Consultor de Estratégia e Marketing
Você está pronto para ser líder?
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enho sempre reafirmado que uma das melho- tras. Uma lembrança: não estou falando propriamente da res partes de se manter uma coluna é a capa- assinatura, que por vezes são ilegíveis, mas de uma marca, cidade de interação com o leitor, que elogia, onde a leitura e compreensão estejam preservadas. questiona e também critica. O conteúdo desta edição foi b) Apareça para o paciente: em serviços profissionais elaborado a partir de uma “bronca” de um deles, que me a imagem do prestador é fundamental para associá-lo ao perguntou se eu abriria espaço para dar orientações para seu trabalho. Os líderes precisam se mostrar para os seus aqueles profissionais que estão no “topo da pirâmide”. clientes, pois isso comunica o conceito de credibilidade. Ou seja, médicos que já são reconhecidos pelo mercado c) Valorize o seu saber: crie situações onde o seu coe notorizados pelos próprios colegas de trabalho. nhecimento e reconhecimento lhe coloque no lado de lá A abordagem do doutor é muito pertinente, pois de quem ensina. Procure ou aceite oportunidades de dimesmo os líderes de mercado precisam atualizar suas fundir seu conhecimento, proferindo palestras nos mesformas de competir, criando barreiras frente ao fluxo mos eventos onde você se atualiza, programe seu tempo crescente de novos concorrentes. Aliás, para nós é sem- para dar aulas em escolas de elevado conceito, escreva pre um prazer trabalhar no dia-a-dia com este estrato da artigos para revistas, tanto científicas como de interesse profissão médica, onde a aplicação das estratégias pre- de determinado segmento e não recuse entrevistas. mium são largamente utilizadas. d) Ative seu potencial: a área médica é muito rica em Para começar nossa orientação queremos voltar à entidades, como sindicatos, associações, sociedades e outros indagação do título: “você está pronto para ser líder?”. A ambientes que podem ser utilizados para ampliar o alcance pergunta implica no raciocínio comum de que “não basta de sua marca. Faça parte delas da maneira mais ativa, que ser, é preciso parecer ser”. Imprescindível vai muito além da mensalidade paga. no primeiro contexto é o domínio da téc- "O bom profissional e) Associe-se a outras marcas: os nica, da atualização permanente e do uso médicos naturalmente já são muito assedas melhores e mais modernas práticas. precisa cuidar da sua diados pelos grandes laboratórios. Os que Seguramente o modo como se exercia a estão na ponta do mercado muito mais. embalagem” medicina 10 ou 20 anos atrás é diferente É hora de transformar essa passividade dos dias de hoje. Por isso mesmo, nunca deixe de par- em ações de parceria que realmente interessem a você, ticipar de seminários, congressos, grupos de estudos e principalmente aquelas onde a marca de um, caucione a similares ou ainda, de assinar periódicos especializados. imagem do outro, em prol comum do cliente. Se isso for O estudo é uma constante na vida de todas as pessoas. bem feito, ganham todos. Com as preocupações acima, cuidamos de dar conf) Comunique sucesso: alguns afirmam que pessoas teúdo ou consistência ao profissional (poder ser), pois não podem ser vendidas como produtos de prateleira, não há aparência que resista aos embates do tempo, mas discordo frontalmente. Tal qual como o último, o como um castelo de cartas diante de um ventilador. Mas bom profissional precisa cuidar da sua “embalagem”. ser bom no que faz, sem que as pessoas percebam isso, Preocupe-se com sua aparência, vestimenta e acessórios é não só muito pouco útil, mas também bem dispendio- como relógios, jóias, bolsas, gravatas e canetas. so. Um profissional líder equaliza muito bem os dois exEstas são algumas regras que podem se somar a tremos da balança, conseguindo rentabilizar ao mesmo outras no contexto de firmar liderança, mas tenha semtempo sua imagem como profissional, bem como os in- pre em mente uma lição: é preciso muito trabalho, tanto vestimentos feitos em sua qualificação. Dentro do leque dentro como fora do seu consultório, para construir e estratégico utilizado por quem se enquadra neste perfil, manter sua melhor imagem. podemos enumerar as seguintes normas: a) Faça do seu nome uma marca: uma coisa é escrever Contato com a coluna: seu nome, outra é se preocupar com a grafia dele. A forma, consultorio@strattegia.com.br em termos de memorização é mais importante do que le-
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é a nova onda do s jovens méed é icos
Da esq para dir.: Drs. Laudicele e Renato e os internos: Ana Luisa, Arilene, Camila e George na divertida prática de wakeboard.
Por Elisabel Ferriche
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les não são do Rio, mas são meninos de praia. Vieram para Brasília a pouco tempo para estudar Medicina e estão concluindo o curso. A exceção é o Dr. Renato Sérgio de Medeiros Souza, que veio para Brasília há doze anos fazer residência em cirurgia plástica e aqui ficou. Como veio de Natal, e sempre gostou de mar, decidiu adotar o Lago Paranoá e fazer dele a sua praia, mas como aqui não tem ondas, trocou o surf pelo wakeboard, um esporte náutico que, como o surf, exige habilidade, técnica e destreza. O wakeboard é uma mistura de surf e de snowboard que, juntos, deram origem ao esporte que por sua beleza plástica e radicalidade faz a alegria dos que procuram por adrenalina. No wakeboard o atleta que está sobre uma prancha é puxado por um barco em alta velocidade, possibilitando manobras espetaculares. A velocidade é a grande aliada dos atletas, que se projetam por mais de três metros de altura. Para os
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iniciantes, o melhor é usar um Jet Sky, que faz menos ondas e facilita o equilíbrio. A prancha do wakeboard é parecida com a de snowboard e as manobras trazem influências do surf, skate e, é claro, do próprio snowboard. Para quem está começando, o melhor é praticar em prancha específica para o esporte, com duas botas fixas que garantem o equilíbrio por mais tempo. Seja para iniciantes ou veteranos é preciso além de uma boa prancha, uma corda e um barco. Esses são os equipamentos básicos e necessários para a prática do wakeboard. A prancha deve estar de acordo com o peso e o tamanho do atleta. Não é o caso do Dr. Renato Souza, que prefere as pranchas maiores. Sempre que pode, ele reúne amigos médicos, internos e residentes para praticar wakeboard. A fila de interessados não para de crescer. Todo fim de semana tem alguém, que convidado por outro colega, aparece na Marina Sul, no Setor de Clubes Sul, onde ficam guardados os barcos, para fazerem aula. É o caso da médica Laudicele de Araújo Costa. Ela que também é cirurgiã plástica, começou a praticar o esporte incentivada pelo colega Renato e pelo marido Luis Vasques, analista de sistemas. “Sempre que posso venho aqui espairecer”, diz a médica que começou a praticar o esporte há três meses. Natural de João Pessoa, Laudicele logo sentiu falta do mar e, como Renato, também adotou o Lago Paranoá. “Pena que a orla seja para poucos”, lamenta a médica que chegou à Brasília há 11 anos e, de imediato “se sentiu acolhida pela cidade”. Para ela, praticar wakeboard é mais do que um esporte, é uma terapia, uma diversão. “É uma sensação muito boa, conseguir se equilibrar numa prancha e sair deslizando pela águas do Paranoá”. A primeira vista, praticar wakeboard parece complicado, mas depois de assistir vários iniciantes não parece tão difícil. É preciso muita persistência, determinação e paciência, principalmente de quem ensina. Esse é o caso do Dr. Renato que não se cansa de explicar aos novatos as técnicas básicas do esporte. Ele que conduz
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Vida Médica o Jet Sky, pois é o único que tem habilitação para isso, não se cansa de parar, acelerar, olhar, parar de novo e explicar, até que o novato consiga ficar pelo menos uma volta inteira em pé. “A sensação é maravilhosa!” descreve a futura pneumologista Ana Luisa Ortega Rafael, interna do Hospital Regional de Ceilândia e discípula do Dr. Renato Sousa no wakeboard. Foi ele quem ensinou a ela os primeiros passos e ele é quem mais vibra com o progresso da aluna: “viu só como ela atravessou o lago?” Essa é a vantagem do wakeboard. Qualquer pessoa pode praticar o esporte, de 4 a 80 anos, desde que dentro dos limites do praticante e com toda a segurança, o esporte não oferece qualquer risco. O uso do colete salva-vidas é obrigatório. Para quem está iniciando no esporte é importante que esteja acompanhado de um instrutor ou de alguém que já tenha praticado o wakeboard anteriormente. Assim, é possível tirar as dúvidas além de contar com o auxílio no caso de acontecer qualquer problema. O wakeboard não exige força, não exige técnica, mas requer equilíbrio, força de vontade, persistência e jeito. “Os homens têm mais “manha” que as mulheres, nem por isso elas são piores que nós”, sintetiza Dr. Renato. Para o também interno George Bizarria, do Hospital Regional de Ceilândia e futuro
Dr. Renato Sousa ensina para os internos do Hospital de Ceilândia as manobras do wakeboard
dicina, prefere ver a praticar. “Mais ainda vou cair na água. Não será hoje porque não estou psicologicamente preparada”. Além dos músculos de perna, coxa, peitoral, o wakeboard é excelente para a mente. Principalmente para quem trabalha no estressante dia-a-dia do Hospital de Ceilândia como é o caso da interna Arilene de Souza Luis, futura cirurgiã, e de Érica Chaves, também de Ceilândia, ambas novatas no esporte. Mesmo para àquele que nunca subiu
O Lago Paranoá é o ponto de encontro dos amigos que praticam o esporte
anestesista, praticar wakeboard é ter contato permanente com a natureza. No Ceará, onde ele morava antes de vir para Brasília fazer Faculdade de Medicina, George já esquiava no açude que existe dentro do sítio onde morava. “Aqui tem o Lago Paranoá que possibilita a prática do esporte por não ter muitas ondas e a prancha deslizar com facilidade”, conta ele que, mesmo de braço quebrado não resistiu a tentação de cair na água. Sua namorada, Camila Rosso, que veio do Paraná para estudar Me-
Revista Médico
em uma prancha e foi puxado por uma corda, fica aquela sensação boa e dá uma vontade imensa de cair na água e curtir o visual maravilhoso que o Lago Paranoá proporciona nos finais de tarde. Para quem nunca praticou o wakeboard, já na terceira ou quarta tentativa é possível manter o equilíbrio por mais tempo e percorrer uma maior distância em cima da prancha. No dia seguinte as dores musculares são inevitáveis, mas valem a pena ao lembrar a sensação de liberdade sentida no dia anterior.
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Vinhos
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Dr. Gil Fábio
Vinhos Chilenos
a coluna da Revista Médico de Abril/Maio foram indicados os principais importadores que nos fornecem os vinhos encontrados no Brasil. Não foi uma classificação oficial de vinhos, mas o resultado de uma megadegustação, com avaliação de 2.000 tintos e 500 brancos, feito por mais de 70 degustadores experientes considerando-se custo benefício. Muitas vezes vinhos mais baratos são melhores que outros mais caros. Nesta edição voltaremoso a abordar os vinhos chilenos, mas nas próximas, apresentaremos produtos de todos os países, que produzem vinhos de boa qualidade e tradição. Agora chega de conversa e vamos aos vinhos. Estampa Gold Assemblage 2003 - CA COLCHAGUA, R$ 74,80 (D) Essa tradicional vinícola tem como filosofia produzir apenas vinho de corte. Nesse, mescla de Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot, confirma que tem a receita certa. Seus aromas são finos, fruta madura, floral, alcaçuz, tabaco e leve couro. Na boca, busca mais a harmonia que a força, com taninos suaves, doces e final bastante longo. Tabalí Reserva Especial 2003 – CA Limarí, R$ 78 (GC) Corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah que mostra todo o potencial dessa nova região vinícola no norte do Chile.Aromas ricos misturando fruta madura, fruta seca, especiais, tabaco.Envolvente e bem estruturado na boca, é balanceado nos taninos, acidez e fruta com prazeroso final. Amayna Pinot Noir 2004 – EC VALLE SAN ANTONIO LEYDA, R$ 85,79 (M) A vinícola Garcés Silva consegue mais uma boa safra com seu Pinot Noir. Aromas complexos envolvendo fruta vermelha madura e cedro. Amplo, bom corpo, fino. Botalcura El Delírio Reserve Cabernet Sauvingnon 2003 –EC MAULE, R$ 58 (KMM) Bom conjunto, em que os aromas expressam frutas negras maduras e notas de tostado, tabaco. Na boca, oferece bom corpo, taninos firmes, leve rugosidade e final longo. Cuvée Alexandre Cabernet Sauvignon 2004 Casa Lapostolle – EC COLCHAGUA, R$ 85,79 (M) A empresa, que tem a consultoria de Michel Roland, busca fruta e elegância em seus tintos. Nos aromas, fruta com toque resinoso. Na boca, taninos fáceis, macios. De Martino Carmenère Single Vineyard 2003 – EC MAIPO, R$ 87,50 (D) Linha superior da vinícola, com varietais bem feitos.Nesse, há fundo de frutas, temperado por especiarias. Na boca, tem boa pegada, concentração e final longo.
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De Martino Legado Cabernet Sauvignon Reserva 2003 – EC MAIPO, R$ 64,40 (D) Complexidade já nos aromas de frutas maduras, baunilha e café. Concentrado, bastante extraído tem na boca o estilo potente do Novo Mundo. La Arboleda Cabernet Suavignon 2001 – EC MAIPO, R$ 85 (E) A casa ganhou independência da gigante Caliterra (Chadwick). No tinto, aromas de frutas, misturados a notas de ervas e baunilha. Na boca já está redondo, fácil. Marque de Casa Concha Merlot 2003 –EC VALLE DE PEUMO, R$72,80 (E) Fruta generosa, exuberante, com notas de especiarias e da madeira. Na boca os taninos firmes são amenizados pela fruta, com personalidade e harmonia. Santa Carolina Barrica Selection Carmenère 2004 – EC RAPEL,R$ 42,50 (CP/PP) Vinho expressivo, com boa tipicidade.Aromas de frutas, baunilha, notas florais (violeta) e especiarias. Tem bons taninos e acidez, leve álcool e final longo, com chocolate. Ventisquero Gran Reserva Merlot 2003 – EC MAIPO, R$ 59 (CC) Vinho de ano quente, mas com boa vivacidade. Fruta e a baunilha da madeira se mostram ao nariz, com algum tempero. O corpo médio é equilibrado pela fruta, taninos doces e acidez. Viu Manent Cabernet Sauvignon Reserva 2003 – EC COLCHAGUA, R$ 65 (H) Tinto bem resolvido, para agradar. Nos aromas, frutas, mentol, notas vegetais. Na boca, é austero, taninos firmes, para pratos mais substanciais. Viu Manente Carmenère Reserva 2003 – EC COLCHAGUA, R$ 65 (H) Aromas intensos integrando fruta , cravo, especiarias e leve balsâmico. Na boca, apresenta bom balanço entre fruta e madeira, com taninos maduros.
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Sindicais
Aumento dos médicos adiado sob pressão
Trabalhadores gritaram e empunharam cartazes na CLDF
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o dia 25 de junho, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deu um exemplo de que trabalha conforme as pressões das galerias. Diante da grande mobilização do SindSaúde, Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato dos Odontólogos, que lotaram as galerias e os corredores da Casa, os deputados adiaram a votação do Projeto de Lei, de autoria do Executivo que garantia o aumento salarial dos médicos. Sem a presença da classe, mesmo tendo sido convocada por e-mail e através do site, a diretoria do SindMédico/DF pouco pode fazer para evitar que a votação fosse adiada diante do badernaço produzido pelos sindicalistas da saúde conduzidos pelo presidente Antônio Agamenon e pelo secretário geral Jefferson Souza Júnior, do Sindicatão, da presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Fátima Lemes e Fábio Sabino, do Sindicato dos Odontólogos. Alegando que estavam sendo discriminados por não terem tido o mesmo percentual de aumento, os trabalha-
dores da saúde adotaram uma postura incoerente de que só se pode ganhar se o outro perder. “Preciso ter uma justificativa para as bases”, alegou Jefferson Júnior. “Os sindicatos da saúde foram usados como massa de manobra do Governo para adiar a votação e produzir caixa orçamentário até setembro”, disse o presidente do SindMédico/DF, César Galvão, depois de muita discussão e bate boca entre os servidores de outros sindicatos e os deputados distritais Dr. Charles e Roberto Lucena. Na tentativa de conter os ânimos, os deputados médicos disseram que iriam propor uma emenda ao projeto de Executivo para que os demais servidores da saúde tenham o mesmo percentual de aumento da classe médica. O líder do Governo na Câmara, deputado Leonardo Prudente, em acordo de liderança, garantiu que o Projeto será votado na primeira semana de agosto, após o recesso parlamentar. O deputado Charles disse que vai apresentar emenda ao projeto para garantir que o aumento seja retroativo a 1º de junho, conforme acordo firmado entre a classe médica e o governo durante a campanha Agamenon (a esq.) montou badernaço salarial. A expectativa do sindicato era de que o projeto fosse aprovado com folga, já que o Governo tem maioria na Câmara e o acordo com a classe já estava garantido. No entanto, o que foi presenciado na CLDF não tem precedente. Trabalhadores da saúde contra outros trabalhadores da saúde, impedindo o aumento da classe médica.
Congresso da Fenam debate PCCS e piso salarial
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Federação Nacional dos Médicos (Fenam) realizou nos dias 25 e 28 de junho o IX Congresso Médico da Fenam, em Canela, no Rio Grande do Sul, com o tema “Renumeração e Trabalho Médico”. O Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) e o piso salarial, que a Fenam definiu em R$ 7.503,18, estavam entre os assuntos debatidos pelos médicos presentes ao encontro. O PCCS está sendo elaborado pela Fenam, Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira
Revista Médico
(AMB), Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico/DF) e por outros quatros sindicatos. O Presidente da Federação, Eduardo Santana, acredita que a saúde pública precisa ter médicos em todos os níveis, porque a população merece e o sistema tem a obrigação de disponibilizar profissionais qualificados para a sociedade, conforme sua necessidade. “A valorização do trabalho médico é fundamental para a melhoria do atendimento à população, e esse foi o tom do congresso”, completou.
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Literárias
Dr. Ev
Dr. Evaldo Alves de Oliveira
Medicina em Prosa NÃO VOU... NÃO POSSO
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al o dia clareara e lá estava dona Alice na porta do quarto da filha, como fazem todas as
mães: - Acorda, Lúcia, está na hora. Já são sete e quinze. Desse jeito você vai perder a reunião com o pessoal que vai produzir o desfile que você está coordenando! - Hoje eu não vou para a reunião – respondeu. A mãe não entendera. Mas Lúcia sabia o por quê. Passara a infância com as mãos sempre frias e molhadas – barriga de sapo, sujava os trabalhos da escola, fugia das brincadeiras de roda, dos bailes, dos pastoris, das rodas de ciranda, das festinhas da escola. Seu temor era ter de cumprimentar ou ser cumprimentada. Quantas vezes percebera que as pessoas limpavam as mãos na roupa após apertar a sua mão... Na adolescência, assumira alguns cacoetes, como passar as mãos na calça ou bater nas costas das pessoas, antes de apertarlhes a mão. Namorar, nem pensar. Dançar? Como? Ir à missa era difícil, pois não podia segurar nas mãos das pessoas na hora de rezar o Pai Nosso. Às vezes, cumprimentava as pessoas com beijinhos, de longe, fingindo estar com as mãos ocupadas. Certo dia, tomou uma atitude de quase alucinação: em uma reunião de grupo, durante o curso universitário, no momento em que formariam uma roda, todos de mãos dadas, chegou ao seu limite: foi ao banheiro
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e queimou a palma da mão com um isqueiro, simulando um acidente, somente para não ter que oferecer suas mãos para formar a roda. Hoje, formada em design de interiores, dava os primeiros passos em suas atividades profissionais... e aquele tormento. Fora indicada para oradora da turma de formandos, no semestre anterior, mas não aceitou. Como cumprimentar os amigos com aquela mão de cadáver, e molhada? Mas, naquela manhã, tomara uma decisão definitiva: resolveria aquele problema de qualquer maneira. Já estava cansada de usar cremes, talcos, drogas ansiolíticas, antidepressivas e anticolinérgicas. De forma simples e confiante, o médico lhe falou que a hiperidrose palmar, no seu caso, tinha tratamento, e a cura era definitiva. E foi apresentada ao pomposo nome de sua cirurgia: simpatectomia torácica videoscópica. Decisão firmemente tomada, foi o tempo de fazer os exames e, alguns dias depois, após uma tarde de hospitalização, já estava em casa, com três furinhos abaixo de cada axila, feliz, fazendo questão de apertar a mão de todo mundo. Já no hospital sentira a diferença, mas ficou com receio de que fosse apenas efeito psicológico. Hoje, feliz, ela desenvolve seu trabalho com satisfação e desembaraço, sendo um forte aperto de mão a sua marca registrada. Ah, hoje ela olha as pessoas nos olhos, com o coração em paz.
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valdo Alves de Oliveira