Ano XX - Nº 128 NOVEMBRO/DEZEMBRO 2018 Tiragem: 12 mil exemplares Distribuição gratuita e dirigida
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Expediente Presidente: Dr. Gutemberg Fialho Vice-presidente: Dr. Carlos Fernando da Silva Secretário-geral: Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso 2º Secretário: Dr. Ronaldo Mafia Cuenca Tesoureiro: Dr. Luis Sales Santos Diretor Jurídico: Dr. Antonio José Francisco Pereira dos Santos Diretor de Ação Social: Dr. Eloadir David Galvão Diretor de Relações Intersindicais: Dr. Augusto Dê Marco Martins Diretor de Assuntos Acadêmicos: Dr. Jair Evangelista da Rocha Diretora de Imprensa e Divulgação: Dra. Adriana D. Graziano Diretora de Cultura: Dra. Lílian Suzany Pereira Lauton Diretor de Medicina Privada: Dr. Francisco Diogo Rios Mendes Diretores adjuntos: Dr. Antônio Evanildo Alves Dr. Antônio Geraldo da Silva Dr. Baelon Pereira Alves Dr. Bruno Vilalva Mestrinho Dr. Cezar de Alencar Novais Neves Dr. Filipe Lacerda de Vasconcelos Dr. Flávio Hayato Ejima Dr. Gustavo Carvalho Diniz Dr. Paulo Roberto Maranhas Meyer Dr. Ricardo Barbosa Alves Dr. Tiago Neiva Conselho Fiscal: Dr. Cantídio Lima Vieira Dr. Francisco da Silva Leal Júnior Dra. Josenice de Araujo Silva Gomes Dr. Jomar Amorim Fernandes Dr. Regis Sales de Azevedo
Revista Médico Conselho Editorial: Dra. Adriana Graziano Dr. Carlos Fernando Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso Coordenação Geral: Viés Marketing Estratégico Coordenação de produção: Adriano Mariano Textos: Carla Rodrigues e Nicolas Bonvakiades Fotografia: José Roberto da Câmara Belmont Direção de arte e editoração: Luís Henrique Medeiros Fale com a redação: imprensa@sindmedico.com.br +55 (61) 3244-1998 Contato comercial: Rogério Mendes +55 (61) 3244-1998 gerencia@sindmedico.com.br Tiragem: 12.000 exemplares Ed. Centro Clínico Metrópolis SGAS 607, Cobertura 01 CEP: 70200-670 Tel.: +55 (61) 3244-1998 sindmedico@sindmedico.com.br www.sindmedico.com.br
Editorial Superar desafios é o nosso motor Dr. Gutemberg presidente do SindMédico-DF
É atribuída a Sócrates, um dos maiores filósofos gregos, a célebre frase: “o início da sabedoria é a admissão da ignorância”. E, para além de estudos teóricos, me arrisco a dizer que o aforismo se aplica também na prática do desenvolvimento político e econômico de um país. Neste ano, fomos – a maioria de nós, cidadãos brasileiros – autores de importantes mudanças. No âmbito federal, conseguimos dar adeus a um câncer que instalou, durante anos, a demagogia e a corrupção como forma de fazer política. Aqui no DF, optamos também pela mudança. Reconhecemos nosso erro no passado, fugimos de nossa própria ignorância e colocamos fim à “nova” velha política de Rodrigo Rollemberg. Diante de tais mudanças, podemos dizer, portanto, que este foi um ano de renovação. Não apenas política: pela qual tanto esperamos. Mas, de planos. Optamos pelo “adeus” a velhas práticas, que claramente não deram certo, e nos dispusemos ao novo que, aos poucos, se apresenta a nós. Já sabemos, por exemplo, qual o nome do indicado ao cargo de secretário de Saúde da próxima gestão. O farmacêutico Osnei Okumoto é, atualmente, chefe da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e a ele foi dada a missão de gerir o Sistema Público de Saúde do DF. Por meio da imprensa, sabemos, para além de seu nome e sua profissão, das declarações que chegam até nós. E estamos atentos. Preocupa-nos, por exemplo, quando, mais uma vez, após quatro anos de ataques, parece recair sobre os médicos a responsabilidade pelo caos que vivemos atualmente na rede pública de Saúde. Tal situação, cuja cortina de fumaça começou após dois dias de entrevista de Okumoto aos jornais locais, nos deixa em alerta e, mais do que isso, nos converge a um debate necessário sobre qual futuro queremos e como faremos para construí-lo.
O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) chegou aos seus 40 anos de atuação na defesa dos médicos e da Medicina. E é exatamente dessa forma que seguiremos rumo aos próximos 40. Não abriremos mão dos nossos direitos e das garantias que, por Lei, nos foram dadas e, tampouco, permitiremos a continuidade da precarização do SUS, que também em 2018 completou 30 anos. Como presidente do SindMédico-DF, garanto que as batalhas do passado continuarão guiando nossa conduta e postura firme diante dos novos desafios. Hoje, somos mais fortes do que ontem. E, amanhã, tenho certeza, nossa representatividade, aqui no Distrito Federal, continuará sendo exemplo para todos os estados do país. Somos e fomos ousados. Iniciamos lutas, ao longo dos últimos anos, que acabaram se tornando conquistas para todos os servidores da Saúde. Brigamos pelo o que é correto na Saúde suplementar. Da nossa parte, daquilo pelo qual lutamos até hoje, podemos dar a garantia de que não seremos cooptados. A política, para nós, é o palco das grandes mudanças e não balcão de negócios. Não aceitaremos o avanço na privatização da rede pública de Saúde do DF e tampouco a continuidade da precarização das relações de trabalho. Quando me dispus, também neste ano, a disputar uma das 24 cadeiras da Câmara Legislativa como representante da Saúde do DF é porque acredito em nosso potencial. Recebi mais de 13 mil votos e, mesmo não tendo sido eleito, sei de cada um dos compromissos que assumi com os médicos e a Medicina: eles não foram escritos a lápis. O futuro que queremos e a maneira como vamos conduzi-lo depende da nossa vontade. E superar desafios sempre foi o motor do SindMédico-DF. Continuem ao nosso lado. Estamos juntos.
Boas festas a todos e contem com o SindMédico-DF! Médico
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Sumário Entrevista
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Governador eleito, Ibaneis Rocha (MDB), revela como será sua gestão nos próximos quatro anos e garante: “Não haverá troca-troca”
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Política/Sindicais
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Suspensão dos atendimentos eletivos no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) preocupa SindMédico-DF
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XII edição do Prêmio SindMédico: sindicato comemora 40 anos de história com show da banda Blitz
Números do IHB não apontam evolução no maior hospital do DF
JURÍDICO Abono permanência: médicos com 25 anos de serviço público têm direito ao reembolso
SUPLEMENTAR Recém-inaugurada, clínica Vitta traz inovação em radioterapia para o DF
ACONTECEU MedLife é nova parceria do SindMédico-DF para atendimentos de urgência, emergência e remoção
CRÔNICA Dr. Evaldo conta a história do menino que amava o luar. Confira
Entrevista
Em troca de valorização, Ibaneis vai exigir excelência Ibaneis Rocha pode ser um novato no processo eleitoral, mas já deu provas de que o processo político não lhe é nem um pouco estranho. Antes mesmo de iniciar o governo de transição, o governador eleito dá a entender que seu mandato e o atual são como a luz e a escuridão: prevendo um rombo no orçamento, foi ao governo federal em busca de recursos e garante que “não vai ficar reclamando”. Na montagem das equipes de transição e do novo secretariado, está trazendo para perto de si sindicatos de trabalhadores e patrões, os partidos políticos, instituições da sociedade civil organizada e já articula o trânsito com o governo de Jair Bolsonaro. Se, por um lado demonstra propensão a uma política à moda antiga com a indicação do ex-ministro Sarney Filho (PV-MA) para a pasta do Meio Ambiente, o sucessor de Rollemberg fez brilhar os olhos das feministas com a indicação da coronel Sheyla Soares Sampaio,que será a primeira mulher a comandar o cargo mais alto da corporação da Polícia Militar na história do país. Ibaneis age estrategicamente. Nesta entrevista, o governador eleito fala de compromissos, planos e desafios que vai enfrentar a partir de janeiro de 2019.
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Entrevista
SindMédico – O que o senhor tem a dizer àqueles que dizem que o senhor “prometeu demais”? Ibaneis Rocha – Me parece que as pessoas se acostumaram com governos que realizaram pouco. O que foi prometido na campanha será cumprido; algumas coisas estão acontecendo mesmo antes do governo começar, como a decisão para a transferência da Junta Comercial para a administração do GDF. Isso vai facilitar muito a vida das micro, pequenas e médias empresas, ajudando na criação de emprego. As dificuldades são muitas, mas é possível cumprir todos os compromissos. SindMédico – Muito se falou em “nova política” nos últimos anos, mas práticas como negociação de cargos em troca de apoio na Câmara Legislativa nunca deixaram de existir no GDF. Como será o exercício da política da gestão Ibaneis Rocha? Ibaneis Rocha – Não haverá troca-troca. É óbvio que pretendo governar com os partidos, assim como com toda a sociedade orga-
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...não vou ficar reclamando; fui eleito para resolver os problemas e não para falar de dificuldades.”
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nizada, e aceito indicações, desde que sejam pessoas técnicas, com conhecimento das áreas. É como estamos fazendo. A relação com a Câmara Legislativa será a mais respeitosa possível, quero ter uma interlocução produtiva com os deputados, quero que participem das decisões de governo. Mas cada um em sua posição, como poderes independentes. SindMédico – Quando o senhor fala em um rombo de R$ 5 bilhões o que entra na conta? Ibaneis Rocha – Esse é um cálculo preliminar, que considera todos os débitos vencidos e a vencer, alguns inclusive sem previsão orçamentária. Mas não vou ficar reclamando; fui eleito para resolver os problemas e não para falar de dificuldades. Todos os estados brasileiros estão em dificuldades, mas acredito que se a gente destravar a economia do Distrito Federal vamos conseguir ter um resultado muito positivo em pouco tempo. As pessoas vão sentir a diferença rapidamente. SindMédico – Como será tratada a questão do reajuste dos servidores públicos diante da perspectiva de rombo no orçamento? Ibaneis Rocha – A terceira parcela do reajuste já está prevista no próximo Orçamento e vai ser paga. Vamos negociar, considerar todas as contas, mas assumimos este compromisso com o servidor público. Mas em troca nós vamos exigir um serviço de excelência. Quando o serviço é bem feito ninguém reclama se o salário é alto ou baixo e o importante é que a sociedade esteja satisfeita, bem atendida. SindMédico – Como o senhor avalia o passivo trabalhista deixado pelo atual governo e como pretende lidar com ele? Ibaneis Rocha – Eu sou forjado no diálogo. Há precatórios que precisam ser pagos e temos até prazo para cumprir a determinação da Justiça. Vamos cumprir tudo. Ainda estamos fazendo o levantamento de tudo e não tenho condições de dizer
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ainda como vamos pagar, mas é fundamental resolver esses problemas. SindMédico – O senhor já afirmou, mais de uma vez, que o seu plano de governo nasceu com a equipe de Jofran Frejat. Quais são objetivamente as prioridades desta gestão? Ibaneis Rocha – A prioridade é tirar a saúde do Distrito Federal do caos, porque é disso que estamos tratando. Não é possível manter esse estado de coisas. Ainda estamos conversando para encontrar as melhores soluções, mas quero resolver algumas questões emergenciais nos primeiros dias, como a melhoria do atendimento, a reestruturação da rede e principalmente zerar a fila de cirurgias. Há várias propostas, vou decidir nos próximos dias. SindMédico – O senhor já tem missões e diretrizes para o seu secretário de Saúde? Qual será o nível de autonomia do titular da pasta? Ibaneis Rocha – Todos os secretários terão total autonomia para tocarem suas pastas. Na saúde ou em qualquer secretaria, eu quero resul-
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A missão do secretário de Saúde será reestruturar o sistema, com ações de curto, médio e longo prazos.
tado, com foco no cidadão, quero o cidadão satisfeito. As diretrizes podem variar, mas o resultado deve ser o mesmo. A missão do secretário de Saúde será reestruturar o sistema, com ações de curto, médio e longo prazos. Saúde não espera; portanto, tudo é urgente. SindMédico – Em entrevista após visita recente ao Ministério da Saúde o senhor falou em “busca de um novo modelo”. Como ficam as questões do concurso público e do controle externo na eventual adoção de novo modelo de gestão na Saúde? Ibaneis Rocha – Eu acredito no serviço público; quero fazer concursos que supram as necessidades de todo o mandato, para não ter problema de pessoal. Como ainda não definimos o modelo de gestão, é precipitado falar em fiscalização e controle. Mas o aferimento que eu vou dar mais valor é o do cidadão que usa o sistema de saúde; quero ter uma aferição permanente da sociedade. SindMédico – O senhor pretende trazer o Hospital de Base de volta para a administração pública direta ou indireta ou o manterá como serviço social autônomo? Ibaneis Rocha – Minha ideia é recriar a Fundação Hospitalar para dar agilidade na administração, mas tudo isso está sendo estudado na transição com um grupo de especialistas. Temos que ver as implicações legais se optarmos por mudar a forma de gestão do Hospital de Base. O importante, repito, é o cidadão; ele
vai dizer se o sistema está ou não funcionando. SindMédico – Há um descontentamento generalizado dos profissionais de saúde em relação à política de atenção primária à saúde nos moldes atuais. O Converte vai acabar? Ibaneis Rocha – Mais uma vez, estamos estudando a questão no governo de transição. Temos prazo para definir como vai ficar a atenção primária, mas o importante é recompor as equipes para que o serviço seja prestado com competência e ajude a diminuir as filas nos hospitais.
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quer prestar um bom serviço. Falei muito na valorização do servidor durante a campanha e estou reafirmando este compromisso. Mas eu quero principalmente é que a sociedade valorize o servidor e o serviço público, o que pode ser alcançado se eles tiverem condições para prestar um atendimento decente. Vamos realizar concursos, de preferência que supram todo o mandato, e cuidar das áreas essenciais.
SindMédico – O atual governo deixa para o senhor resolver uma série de questões pendentes referentes à previdência social dos servidores públicos. Que medidas o senhor tem em mente para a gestão do Iprev-DF? Ibaneis Rocha – Não temos outro caminho que não seja o de recompor as perdas do Iprev. Senão o rombo aumenta. Isso será feito a partir de ações que serão desenvolvidas horizontalmente, por várias secretarias, mas antes de apresentar a solução temos que fazer um diagnóstico completo da situação. SindMédico – Os servidores estão desgastados, desmotivados e ressentidos após quatro anos de governo Rollemberg. Quais serão as diretrizes para a gestão de pessoal no seu governo? Ibaneis Rocha – Eu acredito no servidor público. Sei que a maioria
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Jurídico
Aplicação individualizada do teto para médicos do Judiciário A aplicação aos salários dos médicos com duplo vínculo empregatício no Judiciário, no Executivo e no Legislativo deve ser feita a cada contracheque separadamente. Essa decisão foi reafirmada em acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em ação do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal em favor dos médicos que trabalham no Poder Judiciário.
Veja, ao lado, o documento da decisão com o leitor de QR CODE do seu celular. Revista interativa Fotografe com seu aplicativo QR CODE!
Essa ação foi movida porque, apesar da decisão com repercussão geral do Supremo Tribunal Federal, de abril de 2017, nem todos os órgãos dos três poderes estavam aplicando o teto separadamente. Agora existem decisões específicas para cada um dos Três Poderes. Portanto, aqueles que continuam tendo a aplicação do teto à soma dos proventos devem imprimir a decisão (https://bit.ly/2ByJyAM) e apresentar ao departamento de pessoal de sua unidade administrativa com requerimento para que seja normalizada a situação. Caso a unidade administrativa não cumpra a decisão, os médicos prejudicados devem procurar o departamento jurídico do SindMédico-DF: (61) 3244.1998, falar com Raquel.
Atenção, médicos que ingressaram no GDF até 1993 Existem mais de 400 médicos que ingressaram no serviço público do Distrito Federal até dezembro de 1993. Tendo completado 25 anos de trabalho e preenchendo os requisitos legais,
Abono permanência de 25 anos de trabalho
mesmo não tendo interesse de pedir aposentadoria especial, esses profissionais podem ter direito a pedir o Abono Permanência. O Abono Permanência corresponde ao valor da contribuição previdenciária de 11% descontada nos contracheques mensalmente. Decisões judiciais já têm garantido o ganho a vários servidores da Saúde sem nenhum prejuízo posterior, no momento da aposentadoria. Os interessados devem entrar em contato com a secretaria do Departamento Jurídico do Sindicato.
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Adicional de Insalubridade Decisão judicial recente estendeu a outras categorias da Saúde a garantia de pagamento do Adicional de Insalubridade em períodos de afastamento legal. Ressaltamos que a Justiça deu essa decisão em ação movida pelo SindMédico em 2015. Assim sendo, eventual desconto desse adicional em período de férias ou outra licença prevista é indevido. O médico lesado deve pedir o estorno e informar o sindicato.
ARRITMIA CARDÍACA E O AVC A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais frequente, com prevalência estimada entre 0,5 e 1% na população geral, podendo atingir um em cada dez indivíduos acima de 75 anos. Além da alta prevalência, a FA está associada ao aumento da morbidade e mortalidade dos pacientes portadores, sendo responsável por até um terço dos acidentes vasculares cerebrais (derrames). Dentre os tratamentos recomendados, a ablação por cateter da fibrilação atrial tem ganhado destaque, por possibilitar chances de cura desta arritmia, melhora da qualidade de vida dos pacientes e redução dos riscos de complicações associadas à FA. Por se tratar de técnica recente, é necessário estrutura diferenciada do laboratório de eletrofisiologia, bem como profissionais especializados.
RT: Dr. Sebastião Maluf CRM-DF 0004088-DF
O Centro de Medicina Intervencionista (CMI) é um dos mais avançados e prestigiados do Distrito Federal. Possui estrutura, profissionais altamente capacitados e técnicas avançadas, como PVAC e o método CARTO, para oferecer à população soluções e a assistência necessária ao manejo adequado da fibrilação atrial e de outras arritmias prejudiciais.
(61) 3043-6400 | 3451-3000
99905-4720 | 1º andar - sala 101 A - Centro Clínico, Hospital Santa Marta Setor E, Área Especial 1 e 17, Taguatinga Sul/DF
Regionais
ICDF: Inadimplência, descontrole e falta de transparência O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) vê com preocupação a suspensão dos atendimentos eletivos por parte do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), motivado pelo atraso nos pagamentos a cargo da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), como divulgado pela imprensa do DF.
A situação se arrasta há meses, sem que medidas tenham sido adotadas para regularização dos serviços. Segundo o presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg, o caso demonstra os perigos da terceirização dos serviços de saúde. “Essa situação com o ICDF ocorre após uma ação deliberada de esvaziamento do atendimento em cirurgias cardíacas na rede pública de saúde”, aponta. “Com as unidades públicas de saúde sem insumos, uma suspensão dos
atendimentos de urgência pelo ICDF será gravíssima”, destaca. “Sem atendimento no Instituto Hospital de Base e no ICDF, quem vai atender o paciente cardíaco? Vão deixá-lo largado na maca?”, questiona o vice-presidente do SindMédico-DF, Carlos Fernando, que também destaca a preocupação com os profissionais que atuam no ICDF, os quais serão afetados pela falta de pagamentos, como o 13º.
Cenário O Relatório de Atividade Quadrimestral do primeiro quadrimestre deste ano mostra que uma auditoria detectou falhas no acompanhamento da execução do contrato entre a SES e o ICDF. Os auditores recomendaram que a comissão de acompanhamento instituída passasse a efetivamente cumprir sua função, averiguando a prestação de serviço e os valores a serem pagos. O presidente e o vice do SindMédico-DF destacam que, além de falta de organização, a SES demonstra falta de transparência na gestão deste e de outros contratos de prestação de serviços.
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MAPA DO CAOS HRS fica alagado após ruptura de cano O Hospital Regional de Sobradinho ficou alagado, no início de novembro, depois de um cano estourar. Vídeo gravado por servidores e pacientes mostra a água jorrando do teto e inundando corredores e salas, atingindo microscópios, mesas e luminárias da Unidade.
Teto cai e consultas são reagendadas O forro do teto de um dos corredores da Unidade Básica de Saúde 6, de Taguatinga, caiu, em outubro, depois de uma forte chuva. Por conta do incidente, serviços, como vacinação, foram suspensos e as consultas agendadas foram reprogramadas.
Escorpião no IHB Uma mulher foi picada, em outubro, por um escorpião dentro do Instituto Hospital de Base (IHB). Ela estava no local para acompanhar a mãe em uma consulta e, segundo testemunhas, o animal estava no chão quando a picou. Após o incidente, a mulher recebeu atendimento e foi medicada. À época, a SES-DF informou que a direção do IHB tem tomado medidas para evitar o aparecimento de escorpiões na maior unidade de saúde do Distrito Federal. Será?
Geladeira desligada e remédios no lixo Após uma geladeira ficar desligada por três dias no Instituto Hospital de Base (IHB), em setembro, uma grande quantidade de medicamentos simplesmente foi para o lixo. E, um detalhe: os remédios perdidos eram usados em tratamentos contra câncer, reumatismo e doenças neurológicas. À imprensa local, a SES-DF afirmou que iria investigar se o fato foi acidental ou criminoso, já que a geladeira ficou desligada durante todo um fim de semana.
Pacientes se humilham por remédios nas Farmácias de Alto Custo do DF Segundo levantamento feito pela imprensa local, aproximadamente 23 medicamentos estão em falta nas Farmácias de Alto Custo do DF. Por conta disso, milhares de pacientes tiveram de interromper o tratamento. A situação, aponta a reportagem, faz com que muitos literalmente “se humilhem” para conseguir os remédios. Ao todo, as Farmácias de Alto Custo disponibilizam 220 medicamentos.
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Nova clínica apresenta inovação em radioterapia Inaugurada em 6 de novembro, a clínica Vitta – Centro Avançado de Radioterapia, apresentou uma novidade no tratamento radioterapêutico no Distrito Federal, o Acelerador Linear TrueBeam, da empresa americana Varian. Tecnologia de ponta, esse equipamento confere maior precisão ao tratamento, permitindo diminuir o número de sessões e tempo de exposição dos pacientes à radiação. A clínica Vitta integra mas não é exclusiva para atendimento à rede Cettro (Centro de Câncer de Brasília). “Ela foi feita para atender todo o Distrito Federal e macrorregião centro-norte do país”, afirma o diretor do Cettro, o oncologista Murilo Buso. Além de maior conforto ao paciente, com sessões de 12 minutos de duração, o TrueBeam oferece capacidade técnica de realizar protocolos clínicos utilizados nos maiores centros de referência mundiais com maiores taxas de controle da doença e menores efeitos colaterais. No caso do câncer de
próstata, por exemplo, o número de sessões pode ser reduzido de 41 para até cinco. No caso de câncer de pulmão podem ser reduzidas de 33 para até três sessões. Segundo o rádio-oncologista Juliano Nakashima, diretor médico da Vitta, o sistema TrueBeam possibilita a realização das diversas técnicas radioterápicas: 3D conformacional, com intensidade modulada (IMRT), arco modulado (VMAT), radiocirurgia intracraniana e extracraniana e guiada por imagem (IGRT). “Tudo isso para possibilitar tratamentos com maior precisão, menor índice de efeitos colaterais e melhor qualidade de vida para o paciente”, afirma Nakashima. “O equipamento TrueBeam possui tecnologia para verificar a posição real do tumor antes e durante o tratamento, o que garante irradiar o mínimo possível os tecidos sadios adjacentes ao tumor”, explica o físico médico Samuel Avelino. O próprio equipamento detecta mudanças no posicionamento do tumor durante a aplicação da radiação, interrom-
pe a emissão e, usando um sistema robótico de reposicionamento do paciente, reposiciona o paciente e corrige com eficiência milimétrica. A precisão do equipamento, explica Avelino, permite reduzir as margens de exposição dos tecidos adjacentes à radição, o que permite aumentar as doses no tumor e, consequentemente, diminuir o número necessário de sessões. “Assim, diminuem a toxidade, as chances de recidivas ou de metástase e os custos. De outro lado aumenta a possibilidade de controle local da doença, o conforto e a qualidade de vida do paciente”, afirma. O Vitta – Centro Avançado de Radioterapia fica no Prédio da Organização Hospitalar de Brasília (OHB), Edifício Pio X, na 716 Sul. Saiba mais sobre os serviços e sobre o novo acelerador de partículas da Vitta assistindo à entrevista concedida à TV SindMédico. Acesse o link com o leitor de QR CODE do seu celular. Revista interativa Fotografe com seu aplicativo QR CODE!
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XII Prêmio SindMédico
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No dia 8 de novembro, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) completou 40 anos de existência. Para comemorar a data, que traz consigo as lutas e as conquistas na defesa e na representação da classe médica brasiliense, a instituição realizou o XII Prêmio SindMédico: uma festa tradicional entre a classe, que prima pela elegância e bom gosto em cada detalhe. Neste ano, a banda Blitz levou o melhor do rock brasileiro aos sete homenageados do evento e ao restante dos convidados. Ao todo, mais de 1.500 médicos prestigiaram a celebração. Organizadora da festa, a diretora de imprensa do SindMédico-DF, Adriana Graziano, conta que, neste ano, o prêmio foi ainda
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mais especial. “A gente procura se superar ano a ano. No entanto, pensar em uma festa em comemoração aos 40 anos do sindicato foi muito emocionante. O trabalho foi primoroso e, para nós, diretores da instituição, ver os médicos se divertindo, dançando e aproveitando o evento foi, de fato, uma recompensa. Uma merecida recompensa para todos nós que, no cotidiano, sabemos o quanto é árduo lutar pela Medicina”, diz. Em seu discurso durante o evento, o presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg, além de ressaltar as afirmações e as realizações da instituição, aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio da classe nas eleições deste ano, quando disputou uma das 24
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cadeiras da Câmara Legislativa. “Tivemos 13.373 votos. Fui o 12º colocado; mais votado do que 13 candidatos considerados eleitos, o que demonstra o envolvimento dos médicos e o desejo de ter representação política”, destacou. Para o vice-presidente da instituição, Carlos Fernando, esta foi uma das festas mais animadas do Prêmio SindMédico. “O que muito nos honra. Porque a ideia, além de merecidamente prestigiar a excelência dos profissionais da Medicina do Distrito Federal, é oferecer à categoria uma noite especial, lembrando, sempre, a batalha diária do sindicato por mais conquistas e na defesa daquilo que conseguimos”, enfatiza.
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o:
nos de muitas realizações Atração da noite Formado no Rio de Janeiro, o grupo iniciou sua carreira com o sucesso da música “Você Não Soube Me Amar”. A banda é uma das precursoras do chamado “BRock” ou Rock Brasil. No começo, era formada por Evandro Mesquita, que permanece até hoje nos vocais, Fernanda Abreu (backing vocal), Marcia Bulcão (backing vocal), Ricardo Barreto (guitarra), Antônio Pedro Fortuna (baixo), Billy Forghieri (teclados) e Lobão (bateria). No XII Prêmio SindMédico, além de clássicos, como “A dois passos do paraíso”, a banda tocou músicas novas, uma delas, inclusive, feita em parceria com Zeca Pagodinho chamada “Fominha”. Hoje, a banda é composta por: Evandro Mesquita, Billy (teclados), Juba (bateria), Rogério Meanda (guitarra), Cláudia Niemeyer (baixo), Andréa Coutinho (backing vocal) e Nicole Cyrne (backing vocal).
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Banda Blitz
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Os agraciados Medicina Acadêmica
Elisa de Carvalho
Graduada em medicina pela Universidade de Brasília, Elisa de Carvalho é doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília, com foco em Pediatria. Possui título de especialização em pediatria e gastroenterologia pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Associação Médica Brasileira. É diretora clínica do Hospital da Criança de Brasília, supervisora da Residência Médica em Gastroenterologia Pediátrica do Hospital de Base e professora do curso de Medicina do Centro Universitário de Brasília. É autora de quatro livros nas especialidades de gastroenterologia e hepatologia em pediatria.
Medicina Suplementar
Murilo Buso
Sócio-fundador e superintendente do Centro de Câncer de Brasília (CETTRO) e diretor do Hospital do Câncer Anchieta, é graduado em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB). O médico é titular na área de oncologia clínica pela Sociedade Brasileira de Cancerologia e pela sociedade brasileira de oncologia clínica. Entre 2003 e 2005, esteve à frente da Coordenadoria do Câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Lá, desenvolveu o projeto do centro do câncer infantil e do hospital da criança: o que resultou na doação do terreno e parceria com a Abrace para a criação do serviço de cirurgia oncológica no Hospital de Base.
Revelação Médica O médico chegou a Brasília em 2009 para fazer o curso de medicina das Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac). Foi fundador da Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil, que fez contraponto à dominação ideológica do movimento estudantil médico. Ingressou no programa de residência médica em ortopedia do Hospital das Forças Armadas, em 2015 e transferiu, então, sua militância para a Associação Nacional dos Médicos Residentes, que passou a presidir em 2017. Recentemente, compôs a chapa que venceu as eleições que compõe a nova formação do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).
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Juracy Barbosa
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Pesquisa em Medicina
Marcos Ávila
Graduado em medicina pela Universidade Federal de Uberlândia, fez residência médica no Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro, cursou o fellowship em doenças vítreo retinianas na Harvard Medical School e Retina Foundation em Boston, Estados Unidos. É Professor Titular de Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás, onde fundou o Centro de Referência em Oftalmologia, e orientador da UnB. É presidente do Centro Brasileiro da Visão e do Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos. Hoje, é, também, membro da Academia Americana de Oftalmologia, da Academia Pan-Americana de Oftalmologia e da Sociedade Americana de Especialistas em Retina, dentre outras instituições. Publicou cerca de 150 artigos em revistas científicas e é autor de 10 livros e cerca de 200 capítulos de livros.
Venceslau Barbosa da Silva
Medicina Socialmente Responsável O Dr. Venceslau Barbosa da Silva é egresso do curso de medicina pela Universidade de Brasília, turma de 1982. Atuou no Hospital Regional de Planaltina, no Hospital Imaculada Conceição, no Pronto-Socorro Municipal de Formosa e no Mendes Junior Internacional, no Iraque. Depois de aposentarse, em 2012, por vontade própria e desejo único de ajudar aqueles que mais precisam, aos 66 anos ele embarcou, em setembro deste ano, para Boa Vista, capital de Roraima, onde foi voluntário da Força-Tarefa Logística Humanitária, executada em conjunto pela Marinha, Aeronáutica e Exército.
Ranon Domingues da Costa
Contribuição de Vida à Medicina Formado em Medicina pela UnB, concluiu, em 1979, a residência médica em radiologia no então Hospital de Base de Brasília e ingressou no serviço público de saúde do Distrito Federal em 1981 exercendo essa especialidade, sempre priorizando essa atuação na saúde pública. Atuou em diversos hospitais públicos e privados do DF e, em 1985, tornou-se um empreendedor na área da saúde, enfrentando burocracia e crises econômicas como diretor e proprietário da clínica de imagens Diagnóstico, em Taguatinga. Ao longo de sua história, teve uma atuação consistente pela comunidade médica do Distrito Federal: foi presidente da Sociedade de Radiologia do Distrito Federal, diretor do SindMédico, conselheiro no CRM, presidente da Associação Médica de Brasília e vice-presidente para o Centro-Oeste da Associação Médica Brasileira.
Comenda do Mérito Sindical
Francisco José Rossi
Estabeleceu-se em Brasília em 1982, depois da graduação em Medicina pela Universidade Gama Filho, com residência médica em cirurgia geral e medicina do trabalho. No Hospital das Forças Armadas fez nova residência em ortopedia e traumatologia. Desenvolveu sua carreira atuando no serviço público e na iniciativa privada. Em 1998 teve sua primeira participação em mandato classista, como diretor de informática, organização e estratégia do SindMédicoDF. Foi presidente do sindicato entre 2001 e 2004 e também presidiu a Federação dos Médicos do Centro-Oeste e Tocantins entre 2003 e 2005. Sempre integrado às lutas trabalhistas dos médicos, hoje é diretor de Inativos do SindMédico.
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Confira, agora, os melhores momentos do XII Prêmio SindMédico, que só foi possível graças ao patrocínio do Grupo Exame Imagem e Laboratório, da Rede D’Or São Luiz e do Laboratório Sabin Medicina Diagnóstica e, também, ao apoio da Advocacia Riedel, do Hospital e Maternidade Brasília, da Medlife e Hospital Anna Nery, da Toscano Corretora de Seguros e da Qualicorp Soluções em Saúde.
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Aconteceu
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Júlia Curcina lança livro
Dia do Médico: AMBr promove “Noite Mediterrânea”
No dia 20 de outubro, o presidente do SindMédicoDF, Dr. Gutemberg, o vice, Carlos Fernando e a diretora de imprensa, Adriana Graziano, prestigiaram a Festa do Médico, promovida pela AMBr, em comemoração ao Dia do Médico. Neste ano, o tema do evento foi “Noite Mediterrânea” e a principal atração foi a banda Squema 6. Outubro 2018
Com apenas seis anos, a pequena Júlia Curcina Martins, filha dos médicos Edvaldo Silma Lima e Marta Curcina Martins, leu mais de 50 livros só neste ano. Em outubro, a pequena leitora lançou sua primeira obra: “A aranha que tinha medo dos bichos – O amor vence tudo”. O evento, que ocorreu no Carpe Diem, na 104 Sul, foi prestigiado pelo presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg. Outubro 2018
SindMédico e MedLife No dia 28 de setembro, Dr. Gutemberg e Carlos Fernando assinaram com o empresário e diretor da MedLife, Celso do Amaral, contrato para atendimento de UTI móvel urgência e emergência para os associados do SindMédico. A empresa garante excelência nos serviços oferecidos, com equipe capacitada e suporte tecnológico de última geração.
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Laboratório Sabin homenageia médicos
O laboratório Sabin prestou homenagem ao Dia do Médico com uma festa que comemorou também a inauguração de nova unidade com serviços de diagnóstico por imagem. O evento ocorreu no dia 22 de outubro e a diretora de imprensa do SindMédicoDF, Adriana Graziano, participou. Na foto, ela está ao lado do gerente de marketing e relacionamento do Sabin, Leandro Melo.
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Maria Rita para homenagear o Dia do Médico O presidente do SindMédicoDF, Dr. Gutemberg, o vice, Carlos Fernando, e a diretora de impren sa, Adriana Graziano participa r am, no dia 9 de novembro, da comemoração do grupo Exame em comemoração ao Dia do Médico. A principal atração da festa foi a cantora Maria Rita, filha de uma das maiores vozes femininas do mundo, a gaúcha Elis Regina.
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Competência a toda prova Dr. Gutemberg e Carlos Fernando participaram, dia 12/11, da entrega dos certificados aos médicos brasilienses que chegaram a 50 anos de exercício contínuo da profissão sem nunca ter cometido falta ética. Essa homenagem é feita anualmente pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal como parte das comemorações do Dia do Médico. O evento foi realizado no auditório da Fepecs. Novembro 2018
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Foco na terceira idade
AMeB promove seminário sobre os 30 anos do SUS
O presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg, assinou contrato, no dia 12 de novembro, de parceria com a empresa ConVida que atua na gestão da saúde dos idosos. A instituição trabalha com transporte e acompanhamento a eventos, consultas, exames e tudo o que for necessário para uma longevidade mais saudável. Novembro 2018
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Antônio Geraldo na presidência da APAL
No dia 19 de outubro, o diretor adjunto do SindMédico-DF Antônio Geraldo tomou posse da presidência da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL). O presidente do sindicato, Dr. Gutemberg, prestigiou a solenidade e parabenizou o colega pela nova conquista. Em seu discurso de posse, Antônio Geraldo ressaltou que “estar à frente de associações tão importantes é uma responsabilidade enorme. É fundamental honrar suas histórias e aqueles que as construíram: sempre pensando no futuro.”
Entre os dias 7 e 8 de novembro, a Academia de Medicina de Brasília (AMeB) realizou seminário, em Bra sília, para debater os 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg, participou da mesa de abertura do evento e também palestrou sobre a implantação, a estrutura, o financiamento e os limites do SUS. Novembro 2018
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Mudança no comando da Saúde O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) recebeu com surpresa a indicação do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde Osnei Okumoto para ocupar o cargo de secretário de Saúde do Distrito Federal. A expectativa do SindMédico-DF, dos médicos e demais servidores da saúde, era que o novo secretário fosse escolhido dentre os não poucos servidores públicos de carreira da SES-DF com o conhecimento técnico e da estrutura do sistema público de saúde local, o que a nosso ver muito contribuiria para um
bom desempenho à frente da pasta da Saúde e para a melhora da qualidade da assistência à população, o que é uma necessidade urgente. Depois de quatro anos em que os servidores se viram desrespeitados e desvalorizados pela atual gestão, esperamos que o secretário indicado atenda aos anseios da nossa comunidade e demonstre sensibilidade para o estabelecimento de boas relações e para a necessidade de valorização dos servidores da Saúde do DF. Ao mesmo tempo em que se dispõe a apoiar a nova gestão no que for considerado benéfico ao resgate
do serviço público de saúde do DF, o SindMédico-DF não abrirá mão de sua independência e de seu papel de lutar pelos direitos dos médicos e dos demais servidores da Saúde e pela melhoria da assistência a todos os usuários da saúde pública do Distrito Federal, exercendo o papel de crítica e de oposição a medidas que forem contrárias ao que consideramos adequado às políticas públicas do setor. O SindMédico-DF faz votos para que seja uma gestão bem-sucedida, em benefício da população e dos trabalhadores da saúde – pois é na ponta do atendimento que os profissionais e os pacientes mais se ressentem e sofrem com os desacertos e desmandos de gestões equivocadas e ineficientes.
Lei Sobre atendimento obstétrico em debate
Gastos públicos locais na saúde
A pedido do SindMédico-DF, o texto da Lei nº 6.144/2018, sobre as medidas de informação às pacientes sobre a política nacional de atenção obstétrica e neonatal, está sendo revista na Câmara Legislativa. Em reunião realizada com gineco-obstetras logo após a aprovação, foram elaboradas alterações em tópicos do texto que trazem prejuízo potencial aos profissionais da saúde. Em audiência pública realizada no dia 21/11, o vice-presidente do SindMédico, Carlos Fernando, destacou que a lei deve ser clara no que diz respeito ao cumprimento de protocolos médicos e na atribuição das responsabilidades a quem de direito, inclusive dos gestores das unidades de saúde. Para a representante do coletivo de advogadas Nascer Direito, Ruth Rodrigues, a responsabilidade do Estado (no caso da assistência na rede pública de saúde) é “subentendida” e os hospitais é que seriam alvos de ações cíveis com vistas a penalização pecuniária. Para as demais representantes de entidades participantes da audiência o texto pode ser alterado desde que não seja alterado o sentido de proteção e esclarecimento às mulheres sobre seus direitos. Também participaram do debate o presidente do Conselho Regional de Medicina, Farid Buitrago e o representante da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Distrito Federal, Etelvino Trindade. As negociações continuam, mas a efetiva alteração do texto pode ser votada apenas na próxima legislatura. O deputado Wasny de Roure, que deixará a CLDF em 2019, se comprometeu a deixar o texto fechado antes do fim do ano.
Relatório do Conselho Federal de Medicina divulgado em novembro apontou o DF como a segunda unidade da Federação no ranking da aplicação de recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS) declaradas pelos entes ao Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde, do Ministério da Saúde. Considerando, no entanto, o total de recursos aplicados por habitante com base na arrecadação de impostos estaduais e municipais (que no DF têm em caixa único), os R$ 898,48 anuais colocam o gasto público local em saúde por habitante pelo GDF na sexta posição, atrás de Roraima, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre e São Paulo.
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Política/Sindicais
Receitas válidas em todo o território nacional Em fevereiro, as receitas médicas passam a ter validade em todo território nacional, graças à aprovação da Lei nº 13.732/2018, proposta pelo então senador Jayme Campos (DEM-MS) e publicada no dia 9 de novembro. A proposta tramitava no Congresso Nacional há seis anos e o texto final foi alterado para mencionar especificamente as substâncias sujeitas ao controle sanitário especial – medicamentos entorpecentes, psicotrópicos e outros sob
regime de controle especial - substâncias com ação no sistema nervoso central e capazes de causar dependência física ou psíquica. O diretor adjunto do SindMédico-DF e presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), Antônio Geraldo da Silva, teve uma atuação firme na luta pela aprovação da lei. “É uma lei muito importante para os nossos pacientes. Somos gratos ao senador Jayme Campos, que depois de um período sem mandato, volta agora ao Senado, por ter encampado esta nossa demanda”, declara Antônio Geraldo.
Tchau, ! Querido Produtividade abaixo da média no IHB Está em curso uma campanha pela manutenção do Hospital de Base do Distrito Federal como serviço social autônomo. Para isso, entre muito discurso e ações de relações públicas, têm sido plantadas reportagens com referência a números de produtividade que supostamente atestam o sucesso da empreitada. Na verdade, comparado à média históri-
ca, o desempenho do IHB atesta o fiasco do atual governo na gestão da Saúde. Entre janeiro e setembro deste ano, segundo apresentação feita ao Conselho de Saúde do Distrito Federal, o Instituto Hospital de Base realizou 208.506 consultas e 6.644 cirurgias eletivas e emergenciais. Considerados os relatórios de ser-
viços médicos hospitalares de 2000 a 2014, a média anual do Hospital de Base era de 481.772 consultas. A média de cirurgias era de 9.947, entre eletivas e emergenciais. Verificadas as médias mensais, o número de consultas e cirurgias são, respectivamente, 17% e 11% menores do que a média do hospital sob a gestão pública direta.
PRODUTIVIDADE NO HOSPITAL DE BASE DO DF – MÉDIAS MENSAIS
Média 2000/2014
Média 2018
Consultas
40.147
33.167
17%
Cirurgias
829
738
11%
Médico
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Variação
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bastidores da política O primeiro desafio de Mandetta é S E FA Z E R C O M P R E E N D E R Vai demorar um pouco para serem digeridos e entendidos pela população e até pelo próprio governo partes do discurso sobre a medicina e sobre a condução da Saúde no Brasil feito pelo deputado Luiz Henrique Mandetta, indicado para ocupar o cargo de ministro da Saúde a partir do ano que vem. Isso se deve, em parte, pela polarização ideológica que se acirrou a partir de 2013, mas também porque as discussões feitas pela classe médica têm chegado à sociedade como mero ruído ou têm sido mal interpretadas. Foi o que ocorreu no caso da sugestão de avaliação de proficiência para egressos dos cursos de medicina, que é discutida no meio médico há duas décadas, interpretada como um “Revalida para brasileiros”, com suposição de que fosse motivada pela questão da saída dos cubanos do Programa Mais Médicos. A imprensa também não ajudou em nada: preferiu explorar uma suposta divergência entre Mandetta e o presidente eleito, Jair Bolsonaro, do que explicar o pano de fundo da discussão. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) começou a aplicar um exame não obrigatório de proficiência em 2005, quando houve 988 participantes de 25 escolas de medicina do estado. Na 14ª edição, em abril deste ano, participaram 3.174 estudantes de 37 escolas paulistas (de um total de 59) e 4.690 inscritos. Em questionário aplicado nas duas últimas avaliações, mais de 80% dos participantes opinaram que o exame deveria ser obrigatório. Obviamente, ninguém quer um arremedo de “exa-
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Revista Médico
me de ordem” e um comércio paralelo de cursinhos preparatórios. Por questões óbvias, nem todo mundo que explora o mercado da educação acha a ideia boa. Já se pode antever outras pseudocrises à frente. Até hoje, por exemplo, não caiu a ficha da população brasileira para o fato de que o Mais Médicos paga bolsas de formação ou de intercâmbio, a depender da nacionalidade do participante. Sem vínculo trabalhista, é pouco razoável acreditar em fixação do médico nos locais de difícil acesso ou mesmo de um fluxo regular que mantenha o programa funcionando, com oferta de assistência com qualidade minimamente razoável para as comunidades atendidas. Mandetta deve encampar como solução para essa fragilidade a proposta da criação da carreira médica de Estado especificamente voltada para expansão da oferta de assistência na atenção básica – leia-se Estratégia Saúde da Família. Com certeza, será mais um motivo de grita geral para os detratores, porque o que não falta é gente torcendo para dar tudo errado. E não só na oposição, que vai ver saírem por todos os lados os quadros alocados em posições estratégicas do Ministério da Saúde. Embora conte com um forte apoio da classe médica e suas entidades, além de outros segmentos de trabalhadores da saúde, também é previsível que em algum momento vai haver discordâncias e embates com os profissionais da saúde – afinal, há disputas internas e Mandetta vai assumir a posição máxima no órgão executor da política nacional de saúde e não a de representante ou mediador de trabalhadores. A tarefa de erguer a saúde brasileira a um novo patamar é um desafio imenso. A esta altura, importa a todos nós, médicos e toda a população, que com sua competência política, com a experiência amealhada na gestão da saúde pública e suplementar, Luiz Henrique Mandetta tenha êxito em fazer as mudanças necessárias para o avanço da saúde pública brasileira tanto no que toca o Sistema Único de Saúde quanto o sistema suplementar.
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Carlos Fernando, Vice-presidente do SindMédico-DF
Crônica
O Menino que amava o Luar Raul era um menino de comportamento estranho. Aguardava a fase em que a lua ganhava corpo e força, para ficar olhando o céu durante a noite, até ser levado para o outro lado do sonho. Passeava seu olhar pelas estrelas, mas era a lua que ele realmente admirava, mas não sabia por quê. Percebera que todos os meses a lua iniciava sua caminhada no céu em forma de uma tirinha de casca de melão, fininha e curvada. Ia crescendo, se alargando, até ficar com jeito de uma banda de melancia. Daí, ia se alargando até chegar quase a explodir, de tão gorda. Por aqueles dias Raul estava ansioso. Falavam que daquela vez a lua seria maior e mais brilhante, e que passaria mais perto da terra. Ele não poderia perder esse momento mágico de uma lua muito grande, chamada de superlua. Tenso, o menino foi deitar cedo. Depois de cantar o Santo Anjo do Senhor, em duo com a mamãe, puxou sua cama para junto da janela e ficou olhando o céu ainda pouco iluminado que se oferecia em seu campo de visão. Logo a lua começou a aparecer no canto direito. Estava vestida de amarelo claro e se exibia majestosa,
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mostrando aos poucos sua cara de queijo do reino roído no meio. De repente, algumas nuvens escuras tentavam encobrir a visão do menino. Um vento maroto chegou, e com seus chicotes espantou os intrusos celestiais. De sua cama, junto à janela, o menino percebia que a lua reinava absoluta no céu de poucas estrelas. Calado, apenas sorria. Novamente as nuvens tentavam se agrupar. Raul imaginou que elas tinham a intenção de encobrir o céu. O menino ficou alvoroçado, mas percebeu que havia algo de inusitado acontecendo pros lados daquelas nuvens. Ele não sabia ler o que estava escrito, mas na escola aprendera muito bem as letras do seu nome: R, A, U e L. E as nuvens foram se juntando para, finalmente, formar uma palavrinha conhecida: RAUL. O menino estava embevecido, e sorriu. Com os olhos fixos no céu, percebeu que flutuava feito uma pluma. Não sentiu um tiquinho de medo. Subiu, subiu, e logo se deu conta de que estava entre a lua e as nuvens, pois conseguia ler seu nome do alto, e pela primeira vez de forma invertida: L-U-A-R. O menino encostou a cabeça no travesseiro e dormiu.
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Evaldo Alves de Oliveira Médico Pediatra
a certificação Diamante do programa Qmentum International. Isso mostra que estamos alinhados a padrões internacionais de qualidade técnica e de gestão para melhor atender os pacientes. Esta é uma grande conquista para os brasilienses, alcançada pelo esforço dos mais de mil colaboradores e médicos que, todos os dias, dedicam seu trabalho cuidando dos nossos pacientes.
Veja alguns dos motivos que trouxeram essa certificação para o nosso hospital: • O ser humano colocado sempre em primeiro lugar • Estrutura, recursos materiais e humanos para atender a toda a linha de cuidados • Equipe multidisciplinar de alta performance
www.hospitalbrasilia.com.br SHIS QI 15, Conjs. G/S - Área Especial Lago Sul, Brasília – DF
RT: Dra. Maria de Lourdes Worisch (CRM - DF 9036 | RQE - 3302)
O Hospital Brasília é o primeiro da capital a receber