Médico
Ano XX - N° 125 MAIO/JUNHO 2018 Tiragem: 12 mil exemplares Distribuição gratuita e dirigida
Maior Representatividade
Expediente Presidente: Dr. Gutemberg Fialho Vice-presidente: Dr. Carlos Fernando da Silva Secretário-geral: Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso 2º Secretário: Dr. Ronaldo Mafia Cuenca Tesoureiro: Dr. Luis Sales Santos Diretor Jurídico: Dr. Antonio José Francisco Pereira dos Santos Diretor de Ação Social: Dr. Eloadir David Galvão Diretor de Relações Intersindicais: Dr. Augusto Dê Marco Martins Diretor de Assuntos Acadêmicos: Dr. Jair Evangelista da Rocha Diretora de Imprensa e Divulgação: Dra. Adriana D. Graziano Diretora de Cultura: Dra. Lílian Suzany Pereira Lauton Diretor de Medicina Privada: Dr. Francisco Diogo Rios Mendes
NO LABORATÓRIO EXAME TEM NOVIDADE ATÉ NO JEJUM. Em muitos casos, ele não é mais necessário. Recentemente um grupo de sociedades científicas publicou o consenso que é pautado em evidências científicas para flexibilização do jejum na avaliação do Perfil Lipídico, especialmente o Triglicérides. Acompanhando as boas práticas e a evolução do conhecimento em Medicina Diagnóstica, o Laboratório Exame ampliou o portfólio de exames que podem ser realizados sem jejum e os nossos laudos já apresentam os novos valores de referência de acordo com o Consenso Brasileiro para Normatização da Determinação Laboratorial.
Diretores adjuntos: Dr. Antônio Evanildo Alves Dr. Antônio Geraldo da Silva Dr. Baelon Pereira Alves Dr. Bruno Vilalva Mestrinho Dr. Cezar de Alencar Novais Neves Dr. Filipe Lacerda de Vasconcelos Dr. Flávio Hayato Ejima Dr. Gustavo Carvalho Diniz Dr. Paulo Roberto Maranhas Meyer Dr. Ricardo Barbosa Alves Dr. Tiago Neiva
Veja os exames que ainda precisam de jejum:
Leia o estudo completo em: laboratorioexame.com.br/medico
JEJUM 4 horas 4 horas 6 horas 6 horas 8 horas 8 horas 8 horas 8 horas 8 horas 8 horas 8 horas 8 horas 12 horas 12 horas 12 horas 12 horas 12 horas
Conselho Fiscal: Dr. Cantídio Lima Vieira Dr. Francisco da Silva Leal Júnior Dra. Josenice de Araujo Silva Gomes Dr. Jomar Amorim Fernandes Dr. Regis Sales de Azevedo Revista Médico Responsável Técnico: Dr. Sandro Pinheiro Melim CR M-DF 1238 8
EXAME Proteína ligadora de IGF Polipeptídeo pancreático Homocisteína Haptoglobina Peptídeo C Tolerância a lactose Tolerância a glicose Ácidos graxos de cadeia ramificada Vitamina B6 Absorção de xilose Vitamina C Glicemia Gastrina Adiponectina Ácidos graxos Ácidos graxos de cadeia longa Absorção de triglicérides
Conselho Editorial: Dra. Adriana Graziano Dr. Carlos Fernando Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso Dr. Gutemberg Fialho Coordenação Geral: Viés Marketing Estratégico Coordenação de produção: Adriano Mariano Textos: Carla Rodrigues e Nicolas Bonvakiades Fotografia: José Roberto da Câmara Belmont Direção de arte e editoração: Luís Henrique Medeiros Fale com a redação: imprensa@sindmedico.com.br +55 (61) 3244-1998 Contato comercial: Rogério Mendes +55 (61) 3244-1998 gerencia@sindmedico.com.br Tiragem: 12.000 exemplares
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Editorial Novos recomeços, novos desafios e novas conquistas Dr. Gutemberg, presidente licenciado do SindMédico-DF
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este ano de 2018, em que o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal completa 40 anos, precisamos dar um novo salto de representatividade para nossa classe, rumo a novas conquistas e maior proteção contra retrocessos. E, para mudar é preciso coragem. Por isso, agora, mais uma vez, me disponho a buscar novos rumos para um futuro melhor: sou, oficialmente, pré-candidato a deputado distrital. Mas isso, de forma alguma, representa uma despedida. Ao contrário. A luta do SindMédico-DF, pela medicina, pela saúde da população, pela garantia de direitos, continua: aqui e lá, no campo político, onde é essencial ter um representante da classe médica para assegurar que nossas lutas não serão em vão. No SindMédico-DF, deixo meu colega e amigo, Carlos Fernando, em quem confio plenamente para ocupar a cadeira da presidência: nos últimos nove anos, ele participou ativamente de nossas grandes conquistas e defesas. Com ele aqui e comigo lá, na Câmara Legislativa, tenho certeza de que o caminho para as mudanças das quais precisamos e pelas quais sempre nos engajamos será rumo a novas vitórias. Assim, tenham a certeza, seguiremos unidos e firmes com a nossa convicção de que a defesa da medicina e dos médicos, para além dos direitos e garantias que tentam, a todo custo, nos usurpar, é lutar por toda a sociedade. E por mais óbvio que isso pareça para alguns, aqueles que nos atacam
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e nos desumanizam certamente desconhecem que saúde é desenvolvimento: econômico e social. Saio do SindMédico-DF agora não com a sensação de que me despeço. Mas, com a certeza do começo de uma nova relação com os médicos e com a população de uma forma geral. Saio, para lançar minha pré-candidatura, certo de que nós ainda temos muito trabalho por fazer: eu, o Carlos Fernando e vocês, médicos. Porque grandes mudanças, como as que nós queremos, exigem, sim, grandes sacrifícios. Este, portanto, é um momento de transição e as transições são pilastras da democracia: foi o que me permitiu lutar, desde 2009, arduamente para garantir a valorização dos médicos e da medicina. E com o Carlos Fernando frente às decisões do SindMédico-DF esse legado será mantido. Porque nós dois acreditamos que o medo paralisa. O medo é inimigo das grandes conquistas. Não tenhamos medo de escolher o caminho da mudança e de agir para que ela aconteça. A mobilização, a união e a ação de vocês foi essencial para nossas conquistas passadas e, agora, se tornam ainda mais essenciais para as conquistas futuras. Por fim, quero dizer a todos vocês que foi uma honra poder representá-los ao longo de todos esses anos. Obrigado pela confiança. E, não se preocupem, tenho certeza: o futuro do SindMédico-DF está em boas mãos. Um forte abraço.
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Sumário Aconteceu/ Sindicais
Diretor de Medicina Suplementar do SindMédico-DF, Diogo Mendes, realiza a primeira cirurgia robótica na capital da República
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A política é salutar e necessária Carlos Fernando, vice-presidente do SindMédico-DF
Jurídico
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Entrevista
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TDP: GDF faz aprovar a Lei 6.137/2018, que cria a “remuneração por trabalho em tempo definido” (TPD) mais barata que a hora extra
Entrevista Presidente interino do SindMédicoDF, Carlos Fernando, assegura que “não se faz nada sem política”
Especial Imposto Sindical: enquanto o SindSaúde insiste em se apossar do dinheiro dos servidores da Saúde, SindMédico-DF continua lutando, na Justiça, para manter o que é direito dos médicos
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Regionais Sindicato Itinerante vai ao Hospital Regional do Paranoá (HRPa) e constata que nada foi feito para reverter a situação de caos desde a última visita à unidade, em agosto do ano passado
Capa Representação aqui e lá: Dr. Gutemberg se licencia para disputar cargo na Câmara Legislativa e Carlos Fernando assume presidência do SindMédico-DF
Crônica Dr. Evaldo viaja para o “grande bazar de Istambul”, o maior e um dos mais antigos mercados cobertos do mundo
SindMédico no combate à corrupção
Um homem político, que acredita na política, sindical e institucional, em seu conceito mais amplo e democrático, como o único caminho capaz de mudar realidades. Assim pode ser definido o presidente interino do SindMédico-DF, Carlos Fernando. Aos 56 anos, o ginecologista e obstetra assume, pela segunda vez, a presidência da instituição com a missão de continuar o trabalho do Dr. Gutemberg – de quem é amigo há mais de 25 anos – e ampliar ainda mais a atuação do sindicato, tanto na saúde pública quanto na privada, na medicina suplementar. Conhecido por sua capacidade de articular e, principalmente, conciliar situações extremas, ele garante: “aprendi muito com Gutemberg e me sinto totalmente preparado para assumir esse cargo novamente.”
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Entrevista
Entrevista
O que define a orientação do SindMédico é a vontade da classe médica do Distrito Federal
Revista Médico – Como foi sua experiência como presidente interino do SindMédico, em 2014, quando Dr. Gutemberg se afastou para concorrer à Câmara Legislativa do DF? Carlos Fernando – Foi ótima. Já tinha experiência na época. Tivemos uma greve no meio do caminho e o sindicato estava muito bem posicionado e, administrativamente, já funcionava como um relógio. Revista Médico – Por que vocês insistem tanto em falar sobre política no sindicato? Carlos Fernando – Porque as lutas por nossas conquistas e a defesa dos nossos direitos sempre esbarram em um grande fator: não termos um representante comprometido com as causas médicas na Câmara Legislativa. Por isso, foi de extrema importância lançarmos o Gutemberg candidato, em 2014, tal qual estamos fazendo agora, em busca de representação dentro do Legislativo. Não se faz nada sem política. A política escuta, pensa e resolve. Fazer política cidadã é salutar e necessário. O que não pode é politicagem e corrupção com dinheiro público. Revista Médico – Você tem histórico de trabalho na área política tanto dentro quanto fora do SindMédico. Conte um pouco como é essa trajetória. Carlos Fernando – Para mim, tudo é política. Não adianta querermos fugir disso. Minha trajetória com a política começou quando eu me envolvi na preceptoria
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na residência médica em obstetrícia no Hospital Materno-Infantil de Brasília (HMIB). Dr. Valdecir Bueno, Dr. Avelar Holanda e eu tivemos uma luta para estruturar a residência em medicina fetal e gestação de alto risco no HMIB, principalmente na política. A gente precisava muito desse curso e foi necessária muita articulação com a Secretaria de Saúde para que ele saísse. Em 98, teve o “Acorda, Doutor!” e, mesmo não fazendo parte da direção do SindMédico, eu já estava engajado. Desde então, eu sempre participei dos movimentos, das conquistas, das lutas e fui notando, inclusive, a maneira como o sindicalismo foi mudando: com cada vez mais independência política. Em junho de 2009, fui convidado para entrar no sindicato, no conselho fiscal. Depois, fui tesoureiro e, mais adiante, diretor financeiro e, no primeiro mandato do Gutemberg, fui convidado a criar a Secretaria de Assuntos Políticos, ligada à presidência – o que foi muito importante para toda a classe, porque a partir daí criamos um canal mais direto de interlocução com o Executivo, o Legislativo e o Judiciário – e, na sequência, assumi a vice-presidência, cargo que ocupo pela segunda vez. Revista Médico – E na esfera da política federal? Carlos Fernando – A definição da regulamentação nacional do sistema de saúde – do mercado de saúde suplementar e do sistema público – é feita no Congresso
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Nacional. Para articulação nesse nível, para obter conquistas, não perder direitos nem espaço de mercado, é importantíssimo termos representantes também no Congresso Nacional. Tem questões que dizem respeito ao serviço público, à reformulação da Lei dos Planos de Saúde e à formação em medicina, por exemplo, que estão tramitando e interessam diretamente aos médicos e se não estivermos lá dentro, com poder de voto – voto comprometido com os interesses da classe médica – seremos muito prejudicados. Não adianta votar em quem tem título de médico, mas votar favorável aos interesses das operadoras de planos de saúde ou de outros grupos de interesse. Tem que ser gente com história de luta e conquista para a classe médica. Revista Médico – Qual é a vantagem de ter um egresso do movimento sindical na Câmara Legislativa do DF? Carlos Fernando – Total. Porque o Gutemberg não será representante apenas dos médicos e de quem atua na saúde privada também. Com ele lá, tenho certeza, vamos conseguir frear perdas e avançar na prestação de serviço à população de um modo geral. Teremos uma voz e uma força ao nosso lado, pela manutenção e ampliação de direitos e na defesa dos interesses coletivos no serviço público e na iniciativa privada. Também vai poder atuar em questões que dizem respeito à assistência em saúde na iniciativa privada, como questões de gabarito de obra, destinação de área, fiscalização de atividade, a questão do lixo hospitalar, entre outras coisas, que também passam pela Câmara Legislativa, afetam a atividade empresarial na saúde, o mercado de trabalho nesse segmento e a oferta de serviços em
saúde ao conjunto da população, seja por meio de prestação direta de serviços ou convênio com a Secretaria de Saúde. Revista Médico – O que representou o lançamento do Instituto Brasil de Medicina e da Frente Parlamentar da Medicina? Carlos Fernando – O Instituto é uma pessoa jurídica que faz a ponte entre as entidades médicas e o Parlamento, onde tramita a elaboração das leis. O instituto tem a função de levar as demandas da classe médica lá para dentro e de dar assessoria técnica aos parlamentares que compõem a Frente, para alimentar os debates e trabalharem na formação de opinião e das decisões dentro do Congresso Nacional, além de subsidiar negociações com outros grupos. Isso começou com a nossa experiência do sindicato, quando a gente teve um grande encontro com o deputado Luiz Henrique Mandetta e o senador Ronaldo Caiado. Ali, a gente vislumbrou uma frente pela medicina, porque percebemos que, sem esse instrumento, nada caminharia lá dentro. O Mandetta encampou a ideia e tomou frente, mais adiante, com o apoio do deputado Hiran Gonçalves, Izalci e outros, a ideia se concretizou. Revista Médico – Como é essa atuação do SindMédico no Congresso Nacional de que você fala? Carlos Fernando – É um trabalho grande do qual falamos pouco, por que envolve estratégia e articulação – seria prejudicial divulgar todos os detalhes. Se fôssemos publicar na revista do sindicato uma foto feita em cada gabinete de parlamentar federal e deputado distrital que visitamos nos últimos anos, seria algo parecido com o álbum de figurinhas da Copa. Tivemos avanços e contor-
namos muitos problemas atuando em discussões sobre teto, vínculos empregatícios, por exemplo, além de outras questões de interesse da classe médica nos setores público e privado, com o Ministério da Saúde, com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e outros órgãos. Como temos uma situação diferenciada em relação à maioria do país, tem questões às quais outros sindicatos não dão a atenção devida e aí lutamos praticamente sozinhos. Revista Médico – Quais são, na sua opinião, as perspectivas nos possíveis cenários após as eleições deste ano? Carlos Fernando – Com o atual governo, estamos há quatro anos sem reajuste e tudo subindo: escola, supermercado, moradia. E o médico não é diferente de ninguém. Ele tem suas contas. Por isso, não podemos nem pensar em continuidade. Frejat tem experiência – foi cinco vezes eleito deputado federal, é médico e fez tudo pela saúde do DF. Tem total condição de ser governador. Eu não vejo outro candidato para o resgate da nossa cidade, que está em abandono total em todas as áreas. Com Frejat frente ao Buriti e Gutemberg na Câmara Legislativa, com certeza, faremos muito mais pela classe e pela saúde. Revista Médico – O SindMédico confrontou o governo anterior e o atual. Se o Dr. Frejat vencer, o Sindicato vai apoiar ou vai fazer oposição? Carlos Fernando – (Risos) Tivemos umas broncas com o Arruda também, antes desses dois. Em 1998, o SindMédico optou pela independência partidária – os diretores podem ter suas filiações e ideologias, mas o sindicato não é atrelado a nenhum partido polí-
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tico. Os posicionamentos em relação aos governos dependem do procedimento deles com a classe médica e com a condução das políticas de saúde e de gestão dos recursos humanos no serviço público. Se tivermos de confrontar, confrontamos; se houver pontos de convergência, até elogiamos. Nossa postura é de abertura ao diálogo, de negociação. Mas se essa possibilidade, como neste governo, não existir, vamos usar os recursos legalmente e moralmente adequados para defender os interesses dos médicos, independente da coloração partidária deste ou daquele governador. O que define a orientação do SindMédico é a vontade da classe médica do Distrito Federal. Nosso partido é o Partido do Médico. Revista Médico – Você se considera preparado para assumir de vez a presidência do SindMédico, com a eleição do Dr. Gutemberg? Carlos Fernando – Totalmente – tanto do ponto de vista administrativo, quanto técnico, jurídico e político. Eu tenho visto todas as dificuldades, toda a degradação do serviço público e já tenho histórico de trabalho pela categoria. Temos que recuperar a boa saúde pública que Brasília sempre teve e avançar na valorização do médico no serviço público. As condições de trabalho só têm piorado ao longo dos anos e esse movimento tem que ser revertido. Tenho uma outra meta, que é reforçar a atuação do SindMédico no setor privado e na saúde suplementar. Atuei nesse segmento e conheço as dificuldades. Não faço sindicalismo por bico. É por dedicação. Porque acredito. Porque é necessário. Aprendi muito com Gutemberg. E me sinto totalmente preparado para assumir esse cargo.
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Aconteceu / Sindicais
SindMédico-DF @sindmedico
Aconteceu / Sindicais
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Diretor do Sindicato realiza cirurgia histórica
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Recém-inaugurada, a Clínica Gastrus Clinic aposta em inovação
O diretor de Medicina Suplementar do SindMédico-DF, o urologista Diogo Mendes, protagonizou um marco histórico na medicina brasiliense ao realizar a primeira cirurgia robótica na capital da República. No dia 21 de abril, em um procedimento que durou três horas, ele e sua equipe extraíram um tumor da próstata de Genilson Gomes da Silva, morador do DF de 62 anos, utilizando o robô Da Vinci, equipamento especial para procedimentos do abdômen inferior, como urológicos, ginecológicos e proctológicos. “Temos um controle maior da cirurgia, que é ágil. Além disso, a recuperação do paciente é mais rápida e com menos possibilidade de sequelas”, observa, Diogo.
Carlos Fernando, visitou as instalações da recém-inaugurada Clinica Gastrus Clínic, que tem como diretor médico e responsável técnico o cirurgião Coloproctologista Edvaldo Lima, que tem como sócia a farmacêutica clínica Marta Curcina Lima, sua esposa. Situada em um moderno centro clínico em Taguatinga Norte, a Gastrus Clinic oferece atendimento em gastroenterologia, gastroenterologia pediátrica, coloproctologia, cirurgia do aparelho digestivo com suporte de endocrinologista, serviços de nutrólogo e nutricionista. A clínica inova ao realizar ileocolonoscopia pediátrica e tem o diferencial de uma sala de reprocessamento de materiais automatizado, além de possuir pressão negativa, o que impede a passagem de ar de um ambiente ao outro. Dotada de um ambiente moderno, possui três consultórios e duas salas de procedimentos com seus equipamentos dispostos em estativas. A Gastrus está preparada para a realização de cirurgias de baixa e média complexidade. “Nosso objetivo é oferecer serviços com qualidade e segurança, promovendo a realização de procedimentos sem a necessidade de internação prolongada, o que permite redução de custos, entre eles a hemorroidectomia por radiofrequência”, explica o cirurgião. Conheça mais sobre a Gastrus Clinic no site www.gastrusclinic.com.br.
09:00 - 21 abr 2018
16:00 - 18 mai 2018
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Saúde Agora em Ação O movimento popular Saúde Agora, que tem como objetivo ouvir, identificar e propor soluções para os problemas da saúde pública de todo o Distrito Federal, está a pleno vapor! O projeto já passou por Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas e Gama. Tanto Dr. Gutemberg quanto o presidente interino do SindMédico-DF, Carlos Fernando, participaram das ações: atendendo e esclarecendo dúvidas da população. Os eventos ocorreram nos dias 7, 21, 28 de abril e 5 e 12 de maio.
09:00 - 05 mai 2018
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Hospital Brasília em Águas Claras lança segunda fase O presidente interino do SindMédico-DF, Carlos Fernando, prestigiou o lançamento da segunda fase da construção do Hospital Brasília Unidade Águas Claras, no dia 19 de abril. A mais nova unidade da Rede Ímpar, na qual são investidos R$ 300 milhões pretende suprir uma demanda de mais de 140 mil moradores daquela região administrativa. O hospital, que será de grande porte, vai gerar mais de 3 mil empregos diretos e indiretos. A área construída do complexo hospitalar será de 35.500 m², com um centro ambulatorial e de diagnósticos com capacidade para 265 leitos em um Pronto Socorro com estrutura para mais de 20 mil pacientes por mês. “Esse novo empreendimento é um importante acréscimo ao parque da rede de saúde suplementar do Distrito Federal e abre mais vagas de emprego para médicos e demais profissionais da saúde em um momento que, mudando o governo, pode-se sonhar com a retomada do crescimento econômico”, comenta Carlos Fernando. 16:00 - 19 abr 2018
Psiquiatras rediscutem plano diretor Psiquiatras voltaram a se reunir no SindMédico, em abril, para retomar as discussões sobre os problemas enfrentados na rede pública de saúde. Nessa reunião foram apontados os nomes dos profissionais que comporiam o grupo de trabalho do Con-
selho de Saúde do Distrito Federal (CSDF) que trabalharia no aperfeiçoamento da proposta de política de saúde mental para o DF, uma vez que o projeto apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde foi rejeitado, mesmo já tendo sido publicado
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no site da SES como se já fosse definitivo. O representante do SindMédico no Conselho, diretor adjunto Tiago Neiva, foi elogiado pela atuação na rejeição do projeto do governo.
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RT: Dr. Sebastião Maluf CRM-DF 0004088-DF
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Imposto Sindical Colegas, Ao longo dos anos, temos lutado por avanços e novas conquistas para os médicos, que muitas vezes reverteram em benefícios para outras categorias. Também lutamos contra os ataques aos direitos e vantagens que conquistamos. Tivemos sucesso na maioria das vezes, como na ação que pretendia derrubar as leis que fizeram a reestruturação dos planos de carreira, cargos e salários de 2013. A ganância do SindSaúde contra todos nós, servidores da Saúde que eles não representam, para cobrar indevidamente o imposto sindical é um ato de verdadeira bandidagem. O GDF deixou correr o processo judicial no qual eles pediram o débito em folha do imposto
sem dar conhecimento aos demais sindicatos, mesmo sabendo que há diversas entidades que representam os servidores da Saúde e que deveriam ter sido chamados a se manifestar nessa ação judicial.
de todos os nossos filiados que já fizeram o pagamento do imposto sindical, porque não se poderia cobrar o que já foi pago.
Ávida por dinheiro, cheia de pendências na Justiça, a diretoria do SindSaúde recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Decisões a favor e contra o desconto se sucederam.
Apesar de o SindSaúde ter ganhado essa ação em segunda instância, conseguimos que o dinheiro descontado nos contracheques, seja depositado em juízo em vez se ser depositado na conta do SindSaúde. A Justiça também determinou que o desconto fosse feito em duas parcelas. Continuaremos discutindo a legitimidade do desconto. Se ganharmos, os valores serão restituídos.
Usamos de todos os argumentos e melhores instrumentos jurídicos para evitar o desconto. Mobilizamos e atuamos conjuntamente com outros sindicatos. Apresentamos, inclusive, as relações anuais
Enquanto o SindSaúde se esforça para se apossar do dinheiro de cada um de nós, continuamos lutando para manter o que é direito dos nossos sindicalizados e demais trabalhadores até o fim.
Quando tomamos conhecimento, conseguimos evitar o desconto quando o lançamento já havia sido feito em folha, em 2013.
SindMédico-DF contra o desconto do imposto sindical indevido
TJDF dá ganho de causa ao SindSaúde
2009
SindSaúde entra na Justiça
2012
Ação para obrigar a Secretaria de Saúde a debitar em folha o imposto sindical dos servidores da Saúde. Essa ação, contra o GDF, correu em sigilo.
2013
SindSaúde volta a atacar com decisão do STJ
2018
A decisão manda fazer o débito retroativo a 2012 e mais uma vez o SindMédico conseguiu suspender. Em seguida, o STJ mandou novamente fazer o desconto. O SindMédico recorreu mais uma vez.
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Cateterismos para diagnósticos e procedimentos terapêuticos cardíacos e endovasculares.
O CMI é referência para tratamento percutâneo com capacidade para diagnosticar e tratar adequadamente diversas patologias que comprometem o sistema Cardiovascular.
DIFERENCIAIS: •
SERVIÇOS OFERECIDOS: Hemodinâmica, Arritimologia Cardíaca, Eletrofisiologia Cardíaca, Cirurgia Vascular e Endovascular, Radiologia Intervencionista, Neurorradiologia Intervencionista, Angiografias e Arteriografias.
SindMédico-DF evita o débito em folha
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Equipe inter e multidisciplinar: eletrofisiologistas pediátrico e adulto, hemodinamicistas, angiologistas, radiologistas e neurointervencionistas, além de enfermeiros com formação na área de procedimentos invasivos. Estudo eletrofisiológico convencional e ablação. Sistema Eletroanatômico de mapeamento, denominado CARTO e PVAC. Implante percutâneo de valva aórtica, tratamento menos invasivo que a cirurgia convencional no tratamento da estenose aórtica.
O desconto do imposto foi lançado nos contracheques e estornado administrativamente, por ação do SindMédico, que entrou na Justiça para contestar a cobrança indevida.
Enquanto o SindSaúde luta pelo dinheiro, nós lutamos· pelos servidores até o fim. Médico
CENTRO DE MEDICINA INTERVENCIONISTA - CMI
(61) 3043-6400 | 3451-3000
99905-4720 | 1º andar - sala 101 A - Centro Clínico, Hospital Santa Marta Setor E, Área Especial 1 e 17, Taguatinga Sul/DF
Jurídico
Aprovação da TPD só beneficia o governo Rollemberg Sob o falso argumento de dar solução à situação criada pela decisão 3926/17 do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), a qual mandava a Secretaria de Saúde do DF proibir plantões com jornada de 18 horas e impor intervalo de seis horas entre as jornadas de trabalho, o governo fez aprovar a Lei 6.137/2018, que criou a “remuneração por trabalho em tempo definido” (TPD) mais barata que a hora extra. Para tanto, manipulou os estudantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) para fazer pressão sobre os deputados distritais. A questão da extensão das jornadas de trabalho, dos intervalos e dos reflexos disso no funcionamento das unidades de saúde e da ESCS em nenhum momento foi tratada e o assunto, infelizmente, voltará a ser alvo de questionamento pelo Ministério Público e pelo TCDF em futuro próximo. O SindMédico, que já orientava os sindicalizados a não prestarem horas extras de forma costumeira, também não recomenda que se submetam às condições da TPD.
Jurídico pede atenção ao uso de saldo de banco de horas Começaram a vigorar para os servidores da Saúde, em 1º de maio, os efeitos do parágrafo 3º do Artigo 7º da Portaria nº 67/2016, alterado pelas Portarias 517/2017 e 885/2017, as quais se referem às horas positivas remanescentes em banco de horas, que devem, segundo determinação da gestão, ser fruídas até o final do mês subsequente. A Portaria 885, de 20/12/2017, determinou que só poderão ser gozadas após esse período, mediante justificativa, nos casos de “licenças motivadas por força maior ou
caso fortuito”, mas que a liberação para gozo desse saldo de horas depende do “interesse do serviço”. O Departamento Jurídi co do SindMédico orienta os sindicalizados a registrar formalmente e manter cópia das solicitações de fruição dos bancos de horas, das negativas das chefias (caso ocorram) e que registrem queixa junto ao Sindicato no caso de perda de saldo positivo do banco de horas para adoção das medidas administrativas e judiciais cabíveis.
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Mariana Raphael / Agência Saúde-DF
Abono Permanência aos 25 anos de trabalho A assessoria jurídica do SindMédico-DF informa que todo médico enquadrado em hipótese legal de pedir aposentadoria especial, mesmo não tendo interesse em se aposentar nesse sistema, pode pedir o Abono de Permanência. Decisões judiciais favoráveis já têm garantido o ganho a servidores da Saúde. O ganho da ação representa a retirada do desconto previdenciário de 11% do contracheque. Os interessados devem entrar em contato com a secretaria do Departamento Jurídico do Sindicato.
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Transição para maior representatividade médica
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m 1985, a Frente Unitária pela Representação e Autonomia do Distrito Federal deu a largada para o processo que permitiria à população local tomar parte nas definições políticas locais e nacionais. Passados quase 30 anos desde que o brasiliense passou a ter Executivo e Legislativo próprios, é grande a disputa ideológica e por interesses – nem sempre benéficos ao conjunto nem a parte significativa da sociedade. Quem não tem representação enfrenta mais dificuldades para alcançar o que deseja.
contra os servidores públicos, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é que tem sido o palco das disputas, que em outros tempos seriam menos aguerridas e resolvidas por meios administrativos.
Dr. Gutemberg se licencia para disputar cargo na Câmara Legislativa do DF e Carlos Fernando assume presidência do SindMédico-DF ao vice, Carlos Fernando. A missão é manter a força do sindicato e aumentar a representatividade dos médicos, concorrendo a uma das 24 vagas na Câmara Distrital: a dupla promete fazer mais pelos médicos e pela medicina de Brasília, nos setores público e privado.
É nesse contexto que o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Dr. Gutemberg, entrega o comando da instituição
“Nestes últimos nove anos, tive a honra de conviver diariamente com Carlos Fernando e dividir com ele várias lutas e conquistas do SindMédico”, afirma Dr. Gutemberg. “O trabalho de articulação e pressão política feito pelo Carlos tem sido digno de um líder estrategista. Poucas conquistas do sindicato seriam possíveis sem que houvesse essa atuação es-
tratégica”, avalia Dr. Gutemberg. O tamanho das conquistas é proporcional ao esforço por mantê-las. A incorporação da Gratificação de Atividade Médica (GAM), a partir de 2009, e a elaboração do atual Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), aprovado em 2013, são os maiores exemplos. “Se não tivéssemos feito
“Especialmente depois dos eventos de 2013 (veja na pág. 17), o movimento médico redescobriu a importância de ter representações próprias no Legislativo”, destaca Dr. Gutemberg, que se diz tranquilo para se afastar da direção do SindMédico tendo alguém com o preparo de Carlos Fernando para passar o bastão. “É uma transição tranquila, como tem sido desde 1998”, aponta.
um esforço de articulação política e também no âmbito jurídico, o atual governo teria nos recolocado em situação de insegurança salarial”, afirma Carlos Fernando. Com a inclinação do atual governo ao conceito de “Estado mínimo” neoliberal e total indisposição
DEPOIMENTOS: A classe médica precisa de gente que brigue por ela, pela medicina e pela saúde. O Carlos Fernando e o Gutemberg são duas pessoas que não fogem da linha de frente. Eles encaram os desafios da liderança não só nos tempos mais tranquilos, se destacam também nos momentos difíceis.
É um movimento natural e feliz o Carlos Fernando assumir a presidência do SindMédico, enquanto o Dr. Gutemberg busca ocupar um lugar na Câmara Legislativa do DF. Nós, servidores públicos, precisamos de lideranças fortes, como tenho visto eles serem desde que nos aproximamos no movimento unificado dos sindicatos que iniciamos em 2015, quando conseguimos derrubar aquela Ação de Inconstitucionalidade contra os nossos planos de carreira aprovados em 2013 para 32 categorias. A gente nunca vai esquecer a derrota imposta ao GDF no TJDF: 17 votos a favor dos servidores e zero para Rollemberg.
Jofran Frejat, pré-candidato a governador do Distrito Federal
Wellington Luiz, deputado distrital
O Carlos Fernando, junto com o Dr. Martinho e o Dr. Gutemberg fizeram um trabalho grande aqui na Câmara na discussão do teto salarial e dos vínculos de trabalho dos profissionais da saúde e sempre estiveram juntos nas situações que culminaram na criação da Frente Parlamentar da Medicina.
Ibrahim Youssef, presidente do Sindireta
Hiran Gonçalves, deputado federal
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A atuação do Dr. Gutemberg e do Carlos Fernando tem sido forte desde o início do governo Rollemberg dentro da Câmara Legislativa do DF tanto quanto fora. Fizeram muita conversa de bastidor, muita articulação, mas também souberam fazer pressão como naqueles outdoors dos amigos e inimigos da saúde, na votação do Instituto Hospital de Base.
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Conheci o Dr Gutemberg, o Carlos Fernando e outros diretores do Sindicato dos Médicos de Brasília querendo discutir a melhor forma de representar a categoria médica na mídia. Depois, voltei a encontrar o Carlos Fernando várias vezes no cafezinho do plenário da Câmara dos Deputados. Lá também ele estava em função de interesses da classe Heraldo Pereira, médica, sempre dedicado.
âncora de telejornais da Rede Globo e Globo News
Dr. Gutemberg e Carlos Fernando têm sido presenças constantes no TCDF, defendendo o equilíbrio das posições e decisões em relação aos médicos, servidores da Saúde e demais servidores públicos do Distrito Federal. Renato Rainha, conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal
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A política é a arena das conquistas do trabalhador
Em 2011, Carlos Fernando assumiu a Secretaria de Assuntos Políticos e atuou ao lado do Dr. Gutemberg na negociação do novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), que aumentou salários, sobretudo os de início de carreira, e reduziu de 25 para 18 as categorias da carreira médica – o que favorece os profissionais, em especial os que entraram depois de 2003, no cálculo do salário de aposentadoria. Foram dois anos de negociações e o novo PCCS se tornou referência em todo o país.
1990 a 1998
O Distrito Federal teve sua primeira eleição para governador e deputados distritais. Foi um período de instabilidade econômica, com grandes perdas salariais decorrentes de um processo inflacionário e sucessivos planos econômicos e marcado por protestos e greves de trabalhadores. Em 1996, integrantes da diretoria do SindMédico compuseram o governo Cristovam Buarque, que substituiu Joaquim Roriz. Foi criado o Programa Saúde em Casa (PSC), que criou uma estrutura desvinculada da rede tradicional de saúde, com contratação de profissionais por meio do Instituto Candango de Solidariedade, ganhando bem mais que os profissionais da rede.
2009 a 2014
Os cenários político e econômico são determinantes da atuação sindical, das conquistas da classe trabalhadora e dos ataques contra os direitos adquiridos. Confira o resumo de 20 anos de lutas pela classe médica do DF.
Rodrigo Rollemberg adotou uma política de desvalorização do servidor público e de terceirização de serviços básicos, a partir da Saúde.
Dr. Gutemberg lutou pela aprovação da proposta que reduzia de 24 para 20 horas a jornada de trabalho da carreira médica no serviço público do DF, criada em setembro de 2000, com progressão funcional em 25 níveis estruturados em padrões.
As ações jurídicas iniciadas na época em que Gutemberg estava na Diretoria Jurídica tiveram êxito e geraram os Mandados de Injunção (MI) 837 e 836, do Supremo Tribunal Federal, para a contagem diferenciada de tempo de trabalho em condições insalubres para fins de aposentadoria. O “apagão de gestão” que se seguiu ao afastamento do ex-governador José Roberto Arruda, em fevereiro de 2010, aprofundou os problemas já sérios da Saúde. Ao lado do Conselho Regional de Medicina (CRM-DF) e da Associação Médica de Brasília (AMBr), o SindMédico propôs aos candidatos ao governo nas eleições daquele ano a carta de compromisso pelo resgate da saúde do DF.
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O SindMédico dedicou atenção ao foco da Receita Federal na relação de prestação de serviço dos médicos aos hospitais privados – o fenômeno da pejotização.
2015 a 2018
2009 a 2014
2000 a 2008
Foi extinta a Fundação Hospitalar do Distrito Federal. Incorporados pela administração direta, os médicos e demais profissionais vinculados à FHDF passaram à condição de estatutários, regidos pela lei federal 8.112.
Juntos, Dr. Gutemberg, Carlos Fernando e outros membros da diretoria fizeram uma peregrinação pelos gabinetes do Executivo para obter a incorporação da GAM aos salários. Na Câmara Legislativa também foi feito um trabalho de convencimento, para inclusão na Lei Orçamentária. Também conseguiu a aprovação de dois períodos de 20 dias de férias para médicos que atuam em emergências.
O SindMédico liderou o movimento local pela valorização do médico que atua como prestador de serviço para planos de saúde. Também tomou a frente da luta, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) contra a operação de aquisição dos hospitais Santa Lúcia, Santa Luzia e outros hospitais do Medgrupo, o que provocaria uma concentração exagerada de mercado na saúde privada do DF. Em julho de 2013, o governo federal lançou o Programa Mais Médicos que, além de trazer do exterior profissionais sem formação médica reconhecida, abriu margem para uma crise institucional na medicina, desde a fase de formação. Aquele ano foi marcado por uma série de protestos contra a tentativa de precarização do exercício profissional e da formação em medicina no Brasil.
Em 1998, quatro anos após o início do Plano Real, que trouxe estabilidade à economia, o descontentamento da classe médica desencadeou o movimento Acorda, Doutor. Desvinculada de ideologia partidária, uma nova direção do Sindicato dos Médicos se desvinculou da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Com salários desvalorizados, foram criadas as gratificações de atividade, a dos médicos (GAM) entre elas. Ela não dava segurança, pois não entrava na base de cálculo de outras gratificações, como de Titulação, de Movimentação, de Insalubridade e anuênios e, como era percentual sobre o vencimento base, não tinha nem atualização inflacionária. Corrigir essa distorção se tornou objetivo principal do SindMédico.
Dr. Gutemberg e Carlos Fernando também tiveram papel importante nas negociações da Lei Complementar 840/2011, que substituiu a Lei 8.112, como Regime Jurídico dos Servidores do DF. Entre os ganhos figuraram a garantia de licença para acompanhar parentes doentes. Também impediram que ficasse limitada em oito horas diárias a jornada de trabalho na Saúde.
O SindMédico impediu o parcelamento no pagamento dos salários dos médicos da rede pública, reuniu os sindicatos todos e coordenou o Movimento Unificado em Defesa do Serviço Público, em 2015. Por meio de articulação política na Câmara Legislativa e forte atuação no Tribunal de Justiça do DF, conseguiu manter os Planos de Carreira de 32 categorias do serviço público e as duas parcelas de aumento salarial incorporados. A atuação do SindMédico e outras entidades, por meio de pressão popular e articulação política, permitiu evitar subsequentes projetos de terceirização de unidades de Saúde. A falta de representação no Legislativo local foi um dos fatores que facilitou a aprovação da transformação do Hospital de Base em instituto privado. Opções administrativas feitas pela atual gestão, como reformulação da regionalização sem autonomia e conversão das equipes de especialistas que atuavam em centros de saúde sem a garantia de referência e contra-referência configuram desafios para os quais os vencedores das eleições deste ano terão que dar solução. Foram criados a Frente Parlamentar da Medicina, no Congresso Nacional, e o Instituto Brasil de Medicina, instituição que dá suporte técnico e logístico para o trabalho dos médicos no Parlamento. A diretiva do movimento é eleger médicos em todo o país.
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MAPA DO CAOS
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Em 2018, 171 pacientes do DF JÁ acionaram a Justiça em busca de UTI
Rompimento de cano na pediatria do hrt No início de abril, funcionários do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) gravaram um quarto da pediatria e o corredor inundados, após o rompimento de um cano. Nas imagens é possível ver que as crianças precisaram ser deslocadas para outro espaço, por conta do imenso volume de água.
Falta até fita para medir glicose na rede pública
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Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) continuam sofrendo com as falhas do GDF até na compra de medicamentos e insumos. Desta vez, estão em falta fitas para medir glicose nas UBSs do Distrito Federal. A Secretaria de Saúde confirmou a falta do material no meio de abril.
Transplantes de rins suspensos no IHBDF Desde o início deste ano até, pelo menos, meados de abril, o Instituto Hospital de Base (IHBDF) estava com os procedimentos de transplante de rins suspensos. A denúncia foi feita por um servidor da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). Segundo ele, o credenciamento do HBDF para realização de transplantes de rins venceu em dezembro de 2017.
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Segundo dados da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), nos primeiros quatro meses de 2018, 171 ações foram impetradas pelo órgão para tentar conseguir a internação de doentes graves. Em 2017, foram 709 processos movidos pelos defensores públicos. Ainda assim, como o sistema público não possui vagas suficientes para a demanda, nem todo mundo consegue tratamento em UTIs. As informações são do portal Metrópoles. No início de maio, dos 416 leitos espalhados nos hospitais públicos do DF, 65 estavam bloqueados, na maioria dos casos, por falta de profissionais.
Incompetência: pediatria do Gama é transferida para Santa Maria No dia 3 de maio, a comunidade do Gama ficou revoltada com a notícia de que a pediatria do HRG seria transferida para o Hospital de Santa Maria (HRSMA). Um vídeo gravado por um servidor da unidade, sem identificação, publicado nas redes sociais, mostra a ala pediátrica completamente esvaziada e caminhão carregado com móveis para serem transferidos para o HRSMA.
Ainda no Gama... Segundo denúncia da imprensa local, a superlotação no Centro Obstétrico (CO) do HRG está deixando médicos e demais profissionais de saúde desesperados. No dia 5 de maio, ainda pela manhã, os servidores tentavam administrar o atendimento de 33 puérperas, 16 gestantes com outras cinco aguardando entrada no Centro Obstétrico. Mas, o governo garante que está tudo indo “no rumo certo”.
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CLIDIP
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@_clidip
@clidip
SINDICATO ITINERANTE Caos e sofrimento no HRPa Com déficit de médicos e outros profissionais da saúde, o Hospital Regional do Paranoá (HRPa) é mais um que completa o cenário de sucateamento do SUS-DF: tanto é que, no dia 2 de abril, a direção da unidade decretou bandeira vermelha. No dia 9 do mesmo mês, o presidente interino do SindMédico-DF, Carlos Fernando, e o licenciado, agora pré-candidato a distrital, Dr. Gutemberg, visitaram o local e constataram que nada foi feito para reverter a situação de caos desde a última vistoria, em agosto do ano passado. Pelo contrário. De lá para cá, denunciaram os servidores, “as coisas só pioraram”. No dia da visita do SindMédico à unidade, por exemplo, havia apenas uma médica no pronto-socorro. Somando todas as áreas, entre centro obstétrico, pediatria
e ortopedia, o total de médicos era de apenas nove. Vale lembrar que, hoje, o Paranoá possui uma população de mais de 50 mil pessoas. No centro obstétrico, os médicos relataram que há uma quantidade “anormal” de pacientes (gestantes) chegando à unidade sem os exames necessários para avaliação, pois os pré-natais ficaram comprometidos após as mudanças promovidas na Atenção Primária. Outra área do hospital que retrata bem o caos do SUS-DF é a ortopedia que, segundo os médicos, “não tem mais triagem”. Para o presidente interino do SindMédico-DF, Carlos Fernando, diante das denúncias, o próximo passo, agora,
é buscar novamente os órgãos de fiscalização e controle e denunciar a situação para buscar uma solução que contemple os servidores e a população, que não pode ficar sem atendimento. “É sempre muito triste quando voltamos aos hospitais e unidades de saúde para, infelizmente, constatar que o objetivo deste governo é, de fato, o desmonte do SUS-DF”, afirmou.
Sabe aquele paciente que precisa de tratamento medicamentoso mas dispensa internação?
ELE PRECISA DE HOSPITAL-DIA.
HRG também sofre com abandono No Hospital Regional do Gama (HRG), o cenário encontrado não é diferente do HRPa. A situação foi vista de perto pelo presidente licenciado do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg, em visita ao hospital no dia 16 de abril. Um dos exemplos da situação de sucateamento do HRG é a pediatria: o hospital, que deveria receber apenas crianças em estado gravíssimo, sequer tem condições de prestar esse atendimento. A situação, contaram os profissionais, aumenta a pressão diária, já que toda a rede
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sofre com o déficit de pediatras. “Às vezes, é desesperador”, confessou uma médica. Na traumatologia, segundo os médicos, “ainda é possível fazer cirurgias de urgência”. Contudo, as eletivas estão cada dia mais escassas: faltam tanto materiais quanto anestesistas suficientes para atender toda a demanda. É comum ainda, como em toda a rede do SUS-DF, problemas nas escalas dos servidores. Além disso, a estrutura do hospital está bem distante do ideal: macas, cadeiras, andadores: tudo está caindo aos pedaços. Na emergência, em um dos corredores, as “cortinas” dos boxes são feitas de EVA. Na ginecologia, contaram os servidores, “normalmente, há apenas um médico para tocar tudo”.
O médico prescreve e nós cuidamos do paciente com segurança, desde a liberação junto ao convênio até a aplicação da medicação.
Dra. Eliana Bicudo Responsável Técninca CRM DF 6162
710|910 Sul, Centro Clínico Via Brasil, Sala 536 | 61 3442-8186 | www.clidip.com.br
Política
HOSPITAL SANTA MARTA. EXCELÊNCIA PUBLICAMENTE RECONHECIDA E
O mercado quer definir Instituição que visa à reformulação do sistema de saúde brasileiro, com maior participação da iniciativa privada, a Coalização Saúde Brasil, que reúne operadoras de planos de saúde e outras empresas lançou, em 10 de abril, a publicação Coalização Saúde Brasil: uma agenda para transformar o Sistema de Saúde (disponível no link: bit.ly/2IhO4EB). A publicação foi lançada no evento “1º Fórum Brasil - Agenda Saúde: a ousadia
de propor um Novo Sistema de Saúde”, organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde, com participação do Ministério da Saúde e parlamentares. A instituição também defende o aumento da participação do mercado na definição de políticas do setor, com expansão da base de usuários de planos privados de saúde, redistribuição de recursos e desestatização do sistema público de saúde.
Nova regulamentação do Revalida avança na Câmara A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei do Senado 4.067/15, do ex-senador Paulo Davim, que transforma em lei o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida), que atualmente é regulamentado por portaria interministerial (de 2011), não é obrigatório e pode ser feito por procedimento ordinário de universidades públicas, sem padronização. O relator na Comissão, Lelo Coimbra (PMDB-ES), deu parecer favorável à proposta e a uma das emendas aprovadas pela Comissão
de Seguridade Social e Família, que retirou trecho o qual definia que o Revalida serviria apenas para subsidiar os procedimentos já existentes para revalidação de diplomas obtidos no exterior. O presidente interino do SindMédico, Carlos Fernando, compareceu à votação junto a representantes de outras entidades que integram o Instituto Brasil de Medicina, instituição que dá suporte à Frente Parlamentar da Medicina no Congresso Nacional. O projeto será analisado, em caráter conclusivo, na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania.
Operadoras querem mais coparticipação e franquias O mercado de planos de saúde deve ganhar incremento com o avanço do modelo de plano que cobra franquia e coparticipação em consultas e procedimentos, graças a uma proposta de Resolução Normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deve entrar em vigor entre o final deste ano e o início de 2019. Segundo a ANS esses chamados “mecanismos de regulação” já existem desde 1998, mas têm normas genéricas e abertas, sem definição de condições, critérios e limites de aplicação. As entidades representativas das operadoras defendem a proposta acenando com redução de mensalidade (mas com cobranças extras a cada vez que o plano for usado). Para as entidades de defesa do consumidor e pesquisadores da área, como o professor Mário Scheffer, da Universidade de São Paulo, essas modalidades de planos são vantajosas para quem usa pouco o convênio médico, mas excluiriam os que mais precisam de assistência à saúde.
O Hospital Santa Marta acredita que inovações geram melhorias claras na qualidade assistencial, eficiência operacional e na segurança do paciente, por isso, busca excelência, investindo continuadamente em pessoas, processos e na adoção de novas tecnologias.
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Certificação Internacional HIMSS - Health Information and Management Systems Society estágio 6 EMRAM - Primeiro Hospital do DF a receber a chancela de excelência em desenvolvimento tecnológico hospitalar.
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políticas de saúde
CHANCELADA POR INSTITUIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS.
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Certificação pela Great Place To Work 2018 - Pesquisa de Clima Organizacional 2018.
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Selo AMIB - Gestão de Indicadores de Qualidade e Desempenho na UTI Adulto. Certificação Diamante em Cirurgia Segura e Lesões Cutâneas pela 3M. ANS – Figura na lista de Hospitais com acreditação máxima da Agência Nacional de Saúde.
O presidente licenciado do SindMédico-DF, Dr. Gutemberg, participou, em 18 de abril, da audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organi-
zado da Câmara dos Deputados. Na data, foi discutida a criação do Dia Nacional do Combate à Corrupção. A proposta é do deputado federal Laerte Bessa (PR-DF). “O combate
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à corrupção só será possível com a mudança e renovação da maioria de nossos políticos. O futuro do DF, sem corrupção, virá pelas mãos de quem não tem passado na política.”
RT: Dr. Edvaldo Silva Lima CRM-DF 9009
SindMédico-DF no combate à corrupção
(61) 3451-3000
99905-4720 | www.hospitalsantamarta.com.br | Setor E, Área Especial 1 e 17, Taguatinga Sul/DF
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bastidores da política Não basta renovar. É preciso renovar com atenção As regras eleitorais e a conjuntura atual indicam que a renovação do Legislativo deve ser menor do que o anseio popular por uma mudança no cenário político. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), cerca de 90% dos atuais deputados devem tentar se reeleger e, assim sendo, a tendência seria que 60% a 70% consigam manter os cargos no Congresso Nacional. Em vez da grande renovação da qual se falava há não muitos meses, é provável uma continuidade como não se vê há sete legislaturas. Sem entrar na seara das condutas e das cadeias de relacionamentos com grupos e políticos envolvidos em escândalos, essa perspectiva, por si só, já é preocupante. Isso porque a agenda do Congresso Nacional tenderia a ser de continuidade e o encaminhamento de questões referentes às proteções sociais, às relações de trabalho e à oferta de serviços públicos diretos à população dependeria da visão de mundo do próximo presidente da República. Um Congresso com perfil mais conservador tende a dar mais peso a discussões como redução da idade penal e revisão do Estatuto do Desarmamento, que têm grande apelo popular. Havendo forte influência do mercado, tende à predileção pela redução da esfera de atuação do Estado. Em que termos nos é aceitável discutir, por exem-
plo, a reforma previdenciária? Com um Executivo e um Legislativo antipáticos ao serviço público e aos médicos, com certeza, seríamos prejudicados. No legislativo local, reina quase uma tradição de substituição de cerca de 50% dos quadros políticos. A mudança que houver vai ser determinada pela parcela do eleitorado com maior capacidade crítica. Nas classes menos favorecidas da população, a tendência é que se destaquem candidatos com maior poder econômico – para muita gente, voto ainda representa a expectativa de obtenção de algum benefício pessoal imediato. O discurso de todos será o mesmo: o apelo à ficha limpa e à renovação. Mas que renovação atende aos nossos desejos e reais necessidades? O voto pela mudança pura e simples foi, em parte, o que colocou Rodrigo Rollemberg no cargo de governador do DF e as pesquisas apontam que, se houve mudança, foi para pior.
uma base pequena que precisa crescer. No Legislativo local, precisamos ter pelo menos um representante comprometido conosco, para parar de passar o pires mendigando atenção e sensibilidade às nossas necessidades. Além de valores pessoais comuns com os candidatos – e discurso moral todos vão fazer – precisamos considerar nossos interesses e necessidades que não serão atendidos se escolhermos os candidatos errados.
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Revista Médico
Planos de saúde a partir de
Carlos Fernando, presidente interino do SindMédico-DF
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Crônica
No grande bazar de Istambul, perdido Por Dr. Evaldo Alves de Oliveira – Pediatra Você atravessa a ponte Gálata, em Istambul, e dá de cara com um gigantesco mercado. Fica deslumbrado e entra. Lá, você descobre que aquele é o Mercado ou Bazar das Especiarias, ou Bazar Egípcio, um dos maiores e mais antigos bazares da cidade. Você se dá conta de que naquele mercado existem 88 salas abobadadas, e que a ala mais longa tem 150 metros de comprimento e 36 lojas. A ala mais curta tem 120 metros e 46 lojas. No centro existem 6 lojas. E você imagina: Pronto, já vi o bazar de Istambul. Em seguida, levado por um guia, você se descobre em frente ao Grande Bazar, e fica extasiado. Afasta-se para que possa contemplar o Grande Bazar de Istambul por inteiro, e se dá conta de que se encontra diante do maior e um dos mais antigos mercados cobertos do mundo. Situado no bairro de Eminönü, em Istambul, o Grande Bazar se oferece por inteiro através de suas quatro entradas, sendo uma em cada um dos extremos das ruas principais. O Portão Nuruosmaniye liga o setor de tecidos ao de especiarias, e o Portão Beyazit dá acesso ao bazar de Livros, junto à área de couros e prataria.
Minha impressão diante do Grande Bazar de Istambul foi de puro encantamento. Parei em frente ao primeiro grande portão e logo me lembrei da orientação do guia: Anote o número do portão por onde estiver entrando, porque você pode sair em ruas ou locais desconhecidos, e se confundir na volta para o hotel. O mercado foi aberto em 1461, ficando mundialmente conhecido por sua joalheria, cerâmica, seus tapetes e suas especiarias. O Grande Bazar tem mais de 60 ruas e conta com cerca de 3.000 lojas, onde a cada dia correm cerca de 300.000 pessoas. Especula-se que chegue a 20.000 o número de trabalhadores naquele local. No interior, um enorme labirinto repleto de pessoas, onde se vendem luminárias, narguilés, joias, tapetes, almofadas, louças, cerâmicas. Os preços são mais altos que os praticados nas lojinhas da cidade, e a arte de uma boa pechincha pode reduzir o valor de uma peça a menos da metade. A caminhada pelo Grande Bazar nos conduz aos tempos de Aladim, o jovem que sai à procura de uma lâmpada sem se dar conta de que dentro havia um gênio. Lembra também daqueles filmes de suspen-
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se em que as pessoas se perdem em meio a uma multidão apressada e tagarela, e onde um eflúvio de odores de todos os tons nos conduz a um imaginário de quinhentos anos atrás. E fui caminhando, a todo momento me deparando com elementos coloridos, luzes, falares em turco, cheiros e sabores. Grupos de turistas de todas as latitudes e de todos os falares caminham pelos corredores em busca de algo que ainda estão por descobrir. Mas sabem que encontrarão. De repente, fui tomado da impressão de estar perdido. Ali, a terrível sensação e o exato entendimento do sentimento de abandono. Olhei para os lados e não vi o pessoal que estava comigo, mas mantive a calma. Eu saberia sair dali. Eu anotara o número do portão por onde havia entrado, e me controlei. Depois de algumas idas e vindas, finalmente avistei rostos conhecidos, e meu ânimo voltou ao limite da normalidade. Ufa! Não havia ainda o smartphone. Hoje só se perde quem quer. Mais textos do autor em
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