Revista Médico 101

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SindMédico-DF traz o clima da Sapucaí para comemorar 35 anos

UM SONHO!


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35 anos com tudo em cima Um ano muito especial precisou e teve uma comemoração igualmente espetacular. Depois de intensas negociações, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal conseguiu avançar em mais um ciclo no processo de melhorias do resgate da remuneração dos colegas médicos que atuam na Secretaria de Saúde com a implementação do NOVO PCCS (Plano de Carreira Cargos e Salários). Junto com, a incorporação da Gratificação de Atividade Médica (GAM), concluída no ano passado, o SindMédico-DF vai conseguir realinhar os vencimentos dos colegas, até 2015, em mais de 150%, em um processo nunca visto na história sindical médica na capital do país. Tudo graças a um trabalho intenso de negociações e articulações propostas pela diretoria da instituição. Nada mais justo do que trazer para brindar com os colegas, neste momento em que o sindicato alcança 35 anos, uma das principais escolas de samba do país: o Grêmio Recreativo Escola de Samba BeijaFlor, que por doze vezes foi campeã do carnaval carioca. Regida pelo seu maior intérprete e personagem, o cantor Neguinho da Beija-Flor. As festividades celebram não só três décadas e meia em que a instituição alcançou os melhores indicadores de sucesso em suas ações e êxito na relação com os médicos de Brasília, mas também prepara o espírito para os desafios que se seguem a partir de agora. Estamos com uma diretoria renovada, composta por colegas com tradição na vida sindical médica e outros ilustres que chegam para oxigenar e trazer novas ideias para que possamos continuar crescendo e nos fortalecendo. Vem aí um novo ano. Com ele novos e importantes desafios. Parte deles já se inicia agora, como a chamada para que o GDF abra concurso público para a contratação de médicos efetivos. Não dá para uma rede pública viver da precariedade dos contratos temporários. E aqui lembramos que um dos grandes problemas que havia no passado era justamente os baixos valores de remuneração para quem entrava no serviço público distrital. Agora que o NOVO PCCS melhorou essa remuneração de acesso, não existe motivo para que o GDF não abra concursos para trazer esses médicos que tanto fazem falta para a rede de atendimento da população. Outro aspecto fundamental para 2014 é melhorar sensivelmente as condições de trabalho do médico, pois só salário não fixa o profissional no serviço público. Nos jornais e televisões, continuam em profusão as denúncias de instalações sucateadas, de falta de insumos e medicamentos e de alto risco de insegurança para profissionais e pacientes. Essa realidade não combina com a Saúde Pública que queremos para que possamos exercer uma medicina de elevada qualidade, tão desejada pela comunidade. Para isso, o SindMédico-DF vai continuar vigilante com suas ações itinerantes nos hospitais e centros de saúde. Da mesma forma, a atuação do Sindicato será intensa para que os valores de honorários e condições de trabalho também sejam aperfeiçoados na rede de atendimento suplementar. Serão combatidos os valores aviltantes pagos pelos planos de saúde e a manutenção de um mercado de trabalho cartelizado na mão de grupos financeiros que estejam dispostos piorar as condições de atendimento em nome do lucro. Além do mais, 2014 é ano de eleições de norte a sul do país. Temos que ser partícipes neste processo para ampliar nossa base de representação nos parlamentos de todas as unidades da Federação, para que medidas como o Mais Médicos não tenham tanta vida fácil, como garantido pela Presidência da República, em 2013. Da mesma forma, aqui, junto a nossa Câmara Legislativa do DF, para que nossas proposições tenham voz e atuação em favor dos médicos da cidade. Esse é só um panorama do que está por vir. Por enquanto, desejamos um feliz Natal e um 2014 repleto de saúde, paz e felicidade. R e v i s t a

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S u m á r i o

Entrevista

Martha Zapallá, presidente do CRM/DF

Presidente Dr. Marcos Gutemberg Fialho da Costa Vice Presidente Dr. Carlos Fernando da Silva Secretário Geral Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso 2º Secretário Dr. Ronaldo Mafia Cuenca Tesoureiro Dr. Gil Fábio de Oliveira Freitas 2º Tesoureiro Dr. Jomar Amorim Fernandes Diretor Jurídico Dr. Antônio José Francisco P. dos Santos Diretor de Inativos Dr. Francisco José Rossi Diretor de Ação Social Dr. Eloadir David Galvão Diretor de Relações Intersindicais Dr. Augusto de Marco Martins Diretor de Assuntos Acadêmicos Dr. Jair Evangelista da Rocha Diretora de Imprensa e Divulgação Drª. Adriana Domingues Graziano Diretora Cultural Drª. Lilian Suzany Pereira Lauton Diretor de Medicina Privada Dr. Francisco Diogo Rios Mendes Diretores Adjuntos Dr. Antônio Evanildo Alves, Dr. Antônio Geraldo da Silva, Dr. Baelon Pereira A lves, Dr. Bruno Vilalva Mestrinho, Dr. Cezar de Alencar Novais Neves, Dr. Filipe Lacerda de Vasconcelos, Dr. Flávio Hayato Ejima, Dr. Gustavo Carvalho Diniz, Dr. Paulo Roberto Maranhas Meyer, Dr. Ricardo Barbosa Alves, Dr. Tiago Sousa Neiva Conselho Fiscal Dr. Cantidio Lima Vieira, Dr. Francisco da Silva Leal Júnior, Drª. Josenice de Araujo Silva Gomes, Dr. Luis Sales Santos, Dr. Regis Sales de Azevedo Conselho Editorial Drª. Adriana Graziano, Dr. Gil Fábio Freitas, Dr. Gutemberg Fialho Editor Executivo Alexandre Bandeira - RP: DF 01679 JP Produção de conteúdos Azimute Comunicação Diagramação e Capa Strattegia/DSG Projeto Gráfico e Editoração Strattegia/DSG Gráfica Charbel Anúncios +55 (61) 3447-9000 Tiragem 12.000 Exemplares SindMédico-DF Centro Clínico Metrópolis SGAS 607, Cobertura 01, CEP: 70200 - 670 Tel.: (61) 3244-1998 Fax.: (61) 3244-7772 sindmedico@sindmedico.com.br www.sindmedico.com.br Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva de seus autores.

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Fórum

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Governo Federal facilita a prática do charlatanismo

Jurídico

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Aconteceu

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Tentativa de golpe contra servidores da saúde

Acadêmicos aclamam nova diretoria para a AMeB

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Capa Prêmio SindMédico 2013: homenagens e festa

Suplementar

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Sindicais

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Especial

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APM aponta falhas na saúde suplementar

Lutas do SindMédico-DF na Justiça e na política

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Médicos em campanha: concurso público já!

Regionais

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Hospitais e pacientes sofrem com falta de contratações

Vida Médica

Boas festas!

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Artigos Opinião - 5 Estratégia - 21 Vinhos - 29 Literárias - 30

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Apelo em favor da saúde Dr. Gutemberg Fialho

A presidente Dilma Rousseff resolveu fazer uma campanha difamando e demonizando a figura dos médicos, como se fossem eles, e não o governo dela, os responsáveis pelo caos na saúde. Não brigamos contra médicos estrangeiros trabalhando no Brasil e sim para que seja demonstrado que eles têm qualificação adequada para atender as famílias brasileiras. O atual governo colocou a proposta de trazer médicos do exterior como solução para os problemas da saúde, mas não é. Veja alguns motivos pelos quais o Sistema Único de Saúde (SUS) não melhora: Nos últimos três anos, o governo foi responsável por fechar 12.697 leitos hospitalares no Brasil. Os valores que o SUS paga pelo atendimento aos pacientes não é reajustado há 10 anos. Por uma consulta médica de emergência, por exemplo, paga R$ 11,00. Os aliados do governo no Congresso Nacional derrubam as leis que pretendem obrigar o governo a investir mais na saúde. O governo Dilma está tentando impedir até o projeto de iniciativa popular que reuniu mais de 1 milhão de assinaturas para que sejam destinados 10% das receitas brutas da União (do dinheiro que o governo arrecada) para o financiamento das ações em saúde. Hoje existe um projeto apresentado pela Associação Médica Brasileira, pela Ordem dos Advogados do Brasil e por outros órgãos que destina à saúde 10% de todo o dinheiro arrecadado pelo governo federal. Recolheram mais de 1 milhão de assinaturas e o governo está tentando barrar de novo. Estão trazendo médico sem aplicar exame para saber se eles têm competência para atender a população. Os médicos estrangeiros nos países desenvolvidos da Europa e nos Estados Unidos têm que passar por testes para provarem que são os melhores. Os que estão sendo trazidos para o Brasil servem de cabos eleitorais para as campanhas eleitorais da presidente Dilma Roussef e do ministro Alexandre Padilha. Os cubanos que estão mandando para o interior ganham menos do que dois salários mínimos. O resto do dinheiro, que vem dos impostos pagos pelo povo, vai para o financiamento do governo cubano, que é uma ditadura.

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O Mais Médicos tem esses contratos temporários, que logo vão acabar. E como são provisórios, a população corre o risco de ficar sem atendimento de novo. É um jogo político. O governo pode criar uma carreira médica para mandar profissionais para onde for necessário em todo o Brasil, para ter médico o tempo todo. Há anos os médicos e várias organizações civis pedem isso e o governo não faz. A oito meses de começarem as campanhas eleitorais, o governo da presidente Dilma lançou o programa Mais Médicos, orientado pelo marqueteiro João Santana, para salvar a imagem da presidente, porque as pesquisas mostravam que 78% da população está insatisfeita com a saúde pública. Defendemos que todo cidadão tenha acesso à medicina com qualidade – tanto quem mora nas grandes cidades quanto quem vive nas periferias e no campo. E que tenha isso não só durante um ou quatro anos, mas permanentemente. A única certeza que se tem com um plano como o Mais Médicos é que, depois que passarem as eleições, vão deixá-lo cair no esquecimento, vão deixá-lo minguar e os pacientes vão continuar sofrendo depois disso. O sofrimento da população que precisa de assistência pública não vai ser resolvido se não houver um governo sério, que trate a saúde como prioridade desde o primeiro dia de mandato e que tome medidas permanentes para melhorar a assistência à população: criar a carreira nacional para médicos do serviço público (carreira de Estado) e destinar 10% das receitas brutas da União para as ações de saúde. É por esses motivos que peço a você que priorize o voto em pessoas sérias e honestas e que não vote para reeleger esses que aí estão, em 2014. Este governo que aí está tem provado, durante dez anos, que não se importa de verdade com a saúde da população.

Gutemberg Fialho presidente do SindMédico-DF

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Mudanças inevitáveis A presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM/DF), Martha Zapallá, acredita que o projeto de construção de uma nova sede em terreno oferecido pelo Governo do Distrito Federal deveria ter sido levado à frente pela última gestão. No entanto, foi adquirido um andar em prédio comercial, ainda sem condição de uso, e a atual sede foi vendida, com previsão de prazo para desocupação. Essa é uma das situações que a atual diretoria da autarquia terá que enfrentar. Lidar com as imposições do programa Mais Médicos, com a pressão sobre os profissionais diante da judicialização e do caos na saúde e com os interesses políticos acirrados em ano eleitoral são outros desafios sobre os quais ela fala com exclusividade nesta entrevista para a Revista Médico.

Revista Médico – Qual é a situação atual do CRM/DF? Martha Zapallá – Encontramos uma situação bastante irregular. O Conselho Federal começou uma auditoria em 1º de agosto, o que seria normal em uma passagem de gestão. Mas, uma vez que se entendeu que houve irregularidades, a intervenção aqui é diferente do que ocorre em outros estados. Quando for concluída a auditoria, vamos informar a toda a classe médica para que fique bem clara a situação do CRM. Revista Médico – O CRM vai mesmo mudar para uma nova sede? Martha Zapallá – Um dos motivos para a auditoria do CFM foi exatamente a compra da nova sede e, também, a venda da atual. Vamos ter que tomar uma decisão levando em conta, também, a questão orçamentária. O contrato de compra e venda determina uma data para nossa saída e não há condição para fazer a mudança para o imóvel adquirido. Assim que for encerrada a auditoria, vamos procurar o auxílio do Conselho Federal para que possamos chegar a uma resolução para essa questão. Revista Médico – Quais são as preocupações do novo colegiado em relação à saúde pública do DF?

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Martha Zapallá – Vamos cumprir nosso papel de fazer valer a ética médica e as normas em relação às fiscalização e em relação às condições para o adequado exercício da medicina. Não há o que inventar. Queremos trabalhar junto ao gestor e cobrar dele as adequações, caso sejam encontradas irregularidades, para que seja dada ao médico e ao paciente condição de assistência de boa qualidade. Revista Médico – A atual gestão assume às vésperas de um processo eleitoral. Há alguma prevenção do Conselho em relação ao uso político que se possa fazer, por exemplo, dos resultados de fiscalizações? Martha Zapallá – Sim, existe. Recomeçamos as fiscalizações. Já realizamos três desde que assumimos. Vamos dar celeridade às fiscalizações por denúncias, além das rotineiras. Em relação ao gestor, entendemos que devemos trabalhar juntos, mas não no sentido de acobertar. Podemos trabalhar em parceria em projetos que visem melhorias no atendimento, mas nossa posição é de independência e neutralidade política. As nossas câmaras técnicas já estão formadas e o departamento de fiscalização é o que recebeu maior número de conselheiros, além da equipe técnica concursada.

Revista Médico – Na atual situação da saúde, o médico, que está na ponta do atendimento, é o principal alvo de acusações e denúncias. Em um cenário de crescente judicialização, como o CRM/DF pretende separar o joio do trigo? Martha Zapallá – O Conselho vai impor seu papel de fiscalizador, de ser um interlocutor com o gestor, de ter vínculo com o Ministério Público no sentido de poder resguardar o médico que está na ponta, refém da situação. Às vezes como vítima, sozinho em um plantão. Vamos cobrar que o profissional seja tirado dessa situação de risco – inclusive de erros médicos – pela falta de condições, de equipamentos... Nessa situação, ele está do lado de cá, como servidor, mas é tão vítima quanto a população. Para isso, é necessário que o Conselho seja forte, autônomo, independente, sem vínculos partidários, visto com respeito e como um órgão idôneo para que possa sentar à mesa com um gestor, com o Ministério Público. E também para que o médico recorra a ele e que seja respeitado em relação aos julgamentos – reconhecido como um órgão isento em que as partes têm seus direitos, inclusive o de defesa, respeitados e no qual as normas são cumpridas.

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Martha Zapallá, presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM/DF)

Revista Médico – Nunca se concretizou a proposta de criação do Conselho Superior de Medicina que reuniria as entidades médicas do DF. Qual é a disposição do CRM na interação com as demais entidades?

Martha Zapallá – É nosso interesse, sim, trabalhar junto às outras entidades, uma vez que os objetivos em relação à medicina e ao bom atendimento são de todos. Cada uma delas tem seu papel e eu jamais passaria por cima das atribuições do sindicato, da associação. Neste momento, há uma necessidade de as entidades se fortalecerem em prol da medicina brasileira. Nossa intenção é trabalhar junto com o sindicato e com a associação médica do DF nos assuntos que interessam a todos nós, respeitada a individualidade de cada um. Temos especial interesse nas atividades de cunho acadêmico. Vamos às outras entidades e também as chamaremos ao Conselho.

Revista Médico – O Distrito Federal não sofre de falta de médicos, tem problema de contratação no serviço público. Como o CRM/DF avalia a vinda de bolsistas do Mais Médicos para cá? Martha Zapallá – Passamos do registro 20.500 recentemente. Claro que entre eles estão os aposentados. Então nos perguntamos que interior é esse, que subúrbio é esse. Núcleo Bandeirante e Brazlândia são as periferias? Interiorização é o que as forças armadas fazem por meio do serviço militar, levando jovens médicos às regiões de fronteira e de florestas, a comunidades indígenas. Não é a situação no Distrito Federal. Revista Médico – E como ficam a fiscalização e o acompanhamento da atuação desses bolsistas que estão sendo trazidos para atuar em Brasília? Martha Zapallá – É sempre bom deixar claro que os conselhos se negaram a conceder registro em função de não terem documentação legal e revalidação de diplomas e não simplesmente por serem estrangeiros. Seriam nomeados supervisores brasileiros credenciados pelo Ministério da Saúde e com registro no CRM da

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localidade em que atuarão esses bolsistas para contornar a situação de fiscalização de quem não tem registro. Recebi oficialmente a notificação da chegada de três deles no DF e ainda não consta o nome dos supervisores. Fiz ofício no mesmo dia, mas até hoje (20/11) não recebi resposta de quem seriam os responsáveis pela supervisão. Revista Médico – Os médicos residentes são contabilizados como força de trabalho no serviço público. Aqui no DF eles 20% do total de médicos. Qual é a sua percepção da situação dos novos médicos com a instituição do serviço civil obrigatório?

O Conselho tem que impor seu papel de fiscalizador, de ser um interlocutor com o gestor, de ter vínculo com o Ministério Público no sentido de poder resguardar o médico que está na ponta, refém da situação –

às vezes como vítima,

sozinho em um plantão

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Martha Zapallá – A residência médica é uma pós-graduação, remunerada por bolsa, e não exige mais dedicação exclusiva, desde 2006. Então se chegou ao entendimento de que o médico residente tem necessidades, às vezes, já tem inclusive família. Mas lembro a eles que, como plantonista, fora do horário e das atividades da residência, vão assumir suas atitudes e responder pelo que fizerem – inclusive plantões e atendimentos de urgência em ambulância sem o devido treinamento. O risco é deles. Com o serviço civil obrigatório, caso o recém-formado queira fazer sua residência, terá que cumprir um ou dois anos no interior. É um médico que não necessariamente tem interesse na atenção básica, nem naquela comunidade. Porque está sendo obrigado, é provável que não renda o mesmo que um médico que queira fazer carreira na atenção básica e no interior. A comunidade viverá sempre na situação de ter um médico diferente a cada um ou dois anos. É diferente de haver uma carreira a qual o médico se dedicaria por opção para se dedicar à atenção básica, para viver e morar naquela comunidade. Revista Médico – Houve quem ficasse descontente com as entidades médicas depois dos resultados dos confrontos com o governo federal. Que mensagem a senhora deixa para os médicos nessa condição? Martha Zapallá – Estamos passando por um momento delicado para a medicina brasileira. É importante fortalecer as entidades e conferir a elas representatividade. No caso do Conselho, a questão não é pagar ou deixar de pagar a anuidade. O apoio, inclusive financeiro, é importante porque o conselho é a voz dos médicos em cada unidade da Federação e a representação junto ao Conselho Federal – não é uma relação de troca de favores. O Conselho não se restringe aos 40 conselheiros eleitos, é a representação de toda a classe. Repito que é necessária a unificação da classe médica em suas entidades até para trabalhar pelo esclarecimento da sociedade das posições dos médicos em relação às atitudes do governo federal e da repercussão delas para a população.

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Veto presidencial favorece o charlatanismo No dia 10 de dezembro, o Congresso Nacional manteve o veto presidencial ao texto da lei que instituiu o programa Mais Médicos (aprovado pelo Parlamento em outubro) e abriu as portas para a prática do charlatanismo no Brasil ao permitir o exercício indiscriminado de atividade médica sem registro nos Conselhos Regionais de Medicina. O parágrafo primeiro do artigo 16 foi extirpado do texto convertido na Lei Federal 12.871, de 22 de outubro de 2013. Ele determinava que “é vetado ao médico inter-

cambista o exercício da medicina fora das atividades do Projeto Mais Médicos para o Brasil, sendo que a prorrogação da permanência no projeto, após a primeira etapa, somente será admitida para os médicos que integrem carreira médica específica”. “Além de vetar a carreira de Estado, o governo Dilma Rousseff decidiu permitir aos estrangeiros exercer a atividade médica em qualquer localidade do país sem revalidação de diploma. Sem o registro nos conselhos, os CRMs não terão como fiscalizar e o exercício ilegal da medicina pode se alastrar. Além

de fazer mais uma afronta à classe médica, o governo federal está expondo a população a um sério risco”, enfatiza o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho. Na votação da Câmara dos Deputados, 204 votos a favor da manutenção do veto e 113 contra. Houve duas abstenções. Os deputados brasilienses Augusto Carvalho (SDD), Izalci (PSDB) e Luiz Pitiman (PSDB) votaram pela derrubada do veto. Erika Kokay (PT), Policarpo (PT), Reguffe (PDT) e Ronaldo Fonseca (PR) foram a favor. A deputada Jaqueline Roriz (PMN) não votou.

Carreira de Estado mais próxima Alexandra Martins/Ag. Câmara

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 454/2009 foi aprovada pela comissão especial que tratava do tema, no dia 20 de novembro. Batizada de a “PEC do Médico”, a proposta, que é de autoria do deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO), cria a Carreira

Médica de Estado. Agora, o projeto segue para votação em plenário da Câmara dos Deputados. Caiado não deixou de criticar o programa Mais Médicos ao comemorar a vitória. Segundo o parlamentar, essa sim é uma medida que pode promover efetivamente a interiorização da saúde no país. A PEC prevê contratação, por concurso público, nas esferas federal, estadual e municipal; dedicação exclusiva, com opção de lecionar em universidades; piso salarial mínimo, aposentadoria e estabilidade. A remuneração inicial seria de R$ 15.187,00 e os médicos federais contratados pelas regras anteriores à promulgação poderiam migrar para a nova carreira. O diretor de Assuntos Jurídicos do SindMédico-DF, Antonio José dos Santos, acompanhou a aprovação do substitutivo do relator do projeto, deputado Eleuses Paiva (PSD/SP). Com informações da Agência Câmara.

Armação federal O índice de aprovação na primeira fase do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) foi o mais baixo já registrado. Apenas 9,7% dos 1.595 participantes do certame – 155 candidatos – passaram. Há dois anos, esse índice foi de 12,5% e, no ano passado, de 14,2%. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) realizou as provas em 25 de agosto e sinalizou que a divulgação dos resultados ocorreria em 11 de setembro. O anúncio dos resultados foi remarcado para o dia 26 daquele mês, mas só ocorreu no dia 28 de outubro. Segundo o Inep, houve 190 ausências e 1.595 participantes. O numero de homologações de inscrição foi de 1.772 postulantes.

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As contas do instituto deixam 13 candidatos no limbo . Dentro do governo foi especulado que a divulgação teria repercussão negativa na tramitação da Medida Provisória (MP) 621 no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou a MP no dia 9 de outubro e o Senado Federal, no dia 16 do mesmo mês. Além de condicionar à conveniência política a revelação dos resultados do Revalida 2013, o Conselho Federal de Medicina (CFM) suspeita que o governo Dilma Rousseff esteja usando o programa Mais Médicos como porta de entrada para os candidatos reprovados no Revalida. No dia 1º de novembro, a Folha de São Paulo voltou a abordar o assunto, dando conta de que, entre os reprovados, estavam

48 participantes do Mais Médicos. O governo federal criou a figura do “profissional de segunda linha”, a quem não se cobra formação. Para o CFM, o programa pode estar servindo de alternativa aos candidatos que não obtêm a aprovação no Revalida para exercer a profissão no Brasil. Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, a preocupação dos conselheiros federais tem fundamento. “Enquanto o índice de aprovação caiu 2,8% este ano, o de abstenção pulou de 8,5% para 13,8%”, aponta. “Com a dispensa da exigência de diploma revalidado no Mais Médicos, o governo incentiva a não regularização profissional das pessoas que obtiveram diploma no exterior”, ressalta. E d i ç ã o

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Atropelos trabalhistas e fiscais no Mais Médicos Durante reunião realizada em 6 de novembro, representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e dos ministérios da Saúde e da Educação não conseguiram convencer procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) de que no programa Mais Médicos o objetivo é a formação e não a prestação de serviço. Os procuradores verificaram haver um desvirtuamento das leis trabalhistas. Segundo declarou o procurador Sebastião Caixeta, há necessidade de ajustamento até mesmo para os médicos cubanos, pois não há justificativa para tratamento diferenciado. Após a conclusão do inquérito, o MPT deve

propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que o governo federal assuma suas responsabilidades para com os contratados. Imposto – Segundo instrução normativa publicada no Diário Oficial da União, em 9 de agosto (segundo informação da Agência Brasil), os profissionais estrangeiros contratados por meio do Mais Médicos também devem pagar Imposto de Renda. Mais menos – A obrigação de pagar imposto de renda e contribuição previdenciária cairia como um banho de água fria nos “bolsistas contratados”. No entanto, no final de novembro, o governo federal divulgou o aumento de R$ 457,00 para compensar o

desconto da previdência. Os que começaram a participar em agosto terão as contribuições previdenciárias retroativas para quitar o débito dos meses anteriores. Com a aplicação da alíquota de 27,5% sobre o valor da “bolsa”, a remuneração ainda deve cair para R$ 7,5 mil, a menos que a equipe de Dilma Rousseff crie uma espécie de “bolsa fisco”. “Essa é mais uma evidência de que o governo tenta mascarar uma relação de trabalho irregular e informal como programa educacional”, destaca o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho. Com informações da Agência Brasil.

Demagogia na demografia Mais de 20 convidados palestraram durante a audiência pública sobre o Mais Médicos, realizada nos dias 26 e 27 de novembro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em defesa do programa, o ministro interino de Assuntos Estratégicos e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Côrtes Neri, disse que pesquisas do órgão revelam maior número de médicos

nas regiões Sul e Sudeste e atribuiu isso à concentração de poder aquisitivo. Ignorou que nessas regiões se concentra mais do que a metade da população brasileira. “A atual situação da distribuição de médicos e de leitos hospitalares pelo país é resultado de políticas equivocadas de anos de gestões infelizes na saúde”, destaca o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

Laboratório EXAME patrocina VIII Prêmio SindMédico.

anos de tradição

Responsável Técnico: Dr. Sandro Pinheiro Melin – CRMDF 12388

O VIII Prêmio Sindmédico 2013 reuniu, no último dia 9 de novembro, grandes nomes da medicina de Brasília. Entre eles, Dra. Adília Segura, diretora-médica do Laboratório Exame, e Dr. Carlos Fernando da Silva, vice-presidente do SindMédico DF, que entregaram o prêmio revelação médica para o Dr. Gustavo dos Santos Fernandes. O Laboratório Exame, mais uma vez, foi patrocinador prata do evento, oferecendo aos convidados um stand com fotos instantâneas, entregues numa caixa personalizada com brigadeiro gourmet da cake designer Maria Amélia.

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Canal do Médico

61 3567 2210 R e v i s t a

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www.laboratorioexame.com.br

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SINDICATO RESPONSÁVEL, PROFISSIONAL RESPEITADO! m na suspende E n ti d a d e s g o lp e e d a n ta ti v Ju s ti ç a te ls o d o s úde no bo d o S in d S a o re s . tr a b a lh a d

Golpe milionário frustrado A Justiça confirmou que o desconto de imposto sindical pelo SindSaúde é indevido. Um acordo entre o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, e o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, permitiu que o débito não fosse feito até a apreciação da Justiça. No dia 6 de novembro, o SindMédico-DF e outros sindicatos de categorias da saúde obtiveram confirmação do juiz Álvaro Luís Ciarlini, da Segunda Vara de Fazenda Pública do DF, que suspendeu os efeitos da decisão obtida pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, e pelo diretor financeiro, Agamenon Alves. “Não vamos tolerar golpe contra os mé-

dicos”, garante o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho. A direção do SindSaúde ameaça recorrer da decisão e impor a cobrança a quem não lhes deve, mas a assessoria jurídica do SindMédico-DF está atenta à situação e a Justiça está informada de que há outros sindicatos representativos de servidores da saúde. Os autos do processo judicial, que correu na Segunda Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, demonstram que Agamenon e Marli usaram de alegação (no mínimo) dúbia, apresentando aquele sindicato como “representante dos trabalhadores e servidores da saúde no âmbito do Distrito Federal”, para induzir a sentença que determinou o desconto geral.

Na opinião de Gutemberg Fialho, a situação toda merece ser investigada. “Tudo estava armado para que não houvesse tempo para reverter o desconto. Uma vez que botassem as mãos no dinheiro, nunca mais voltaríamos a vê-lo”, enfatiza o presidente do SindMédico-DF. A vinculação partidária de Agamenon Alves ao partido do atual governo foi o estopim para que o caso tomasse ares de escândalo político.

No contracheque dos médicos, o desfalque variaria entre R$ 540,00 e R$ 1.830,00. O montante que se subtrairia ilicitamente somente da classe médica chegaria a R$ 9,7 milhões. “Quando olhamos para o desconto individual, vemos que é absurdo. Quando olhamos para o montante de toda a operação, percebemos que não é menos que um golpe milionário”, aponta Gutemberg.

Situação suspeita Os valores fraudulentamente pleiteados pelo SindSaúde para cobrir rombo no caixa da entidade (que ultrapassa R$ 8 milhões só em dívidas trabalhistas, como tem sido amplamente noticiado pela imprensa local) seriam o equivalentes a dois dias de salário (bruto) de cada servidor da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES/DF), referentes aos períodos de 2012 e 2013, descontados em uma única tacada.

Separação do teto para médicos da União Foi ajuizada e está em curso ação judicial pela qual o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), representando os médicos sindicalizados com vínculo funcional com a União (Executivo e Judiciário), pede que seja aplica-

do o teto remuneratório separadamente a cada provento no caso de médico que exercer os dois vínculos empregatícios no serviço público. O juiz responsável pelo processo pediu que o Sindicato indicasse os nomes

de todos os médicos sindicalizados nessa situação, a fim de se delimitar subjetivamente os beneficiários. “O sucesso obtido no STJ (Superior Tribunal de Justiça) indica um bom resultado nessa ação”, ressalta o presidente do Sindicato, Gutemberg Fialho.

Acompanhamento - Mensalmente, o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, e o diretor Jurídico, Antonio José dos Santos, se reúnem com a equipe da Advocacia Riedel para receber informações das ações em curso e discutir o atendimento aos sindicalizados.

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Entenda a Contribuição Sindical Urbana O imposto sindical foi criado, em 1943, pelo governo Getúlio Vargas, junto com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A partir de 1964, o imposto recebeu outra nomenclatura, passou a ser chamado de Contribuição Sindical Urbana, correspondente à remuneração de um dia de trabalho, que deve ser paga por todos aqueles que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, independente de serem associados a um sindicato, em favor de uma entidade sindical representativa da respectiva categoria.

Os prazos para recolhimento da contribuição estão previstos na CLT (artigos 583 e 587). Empregadores devem fazer o recolhimento em janeiro; autônomos e profissionais liberais, em fevereiro. Os empregados e trabalhadores avulsos têm desconto obrigatório na folha no mês de março e recolhimento no mês de abril, pelo empregador. Atualmente, os recursos da contribuição sindical são distribuídos da seguinte forma: 60% para os sindicatos, 15% para as federações, 5% para as confederações e 20% para a “conta especial emprego e salário”,

que integra o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), administrado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Sendo a cobrança compulsória, anualmente, o SindMédico-DF realiza assembleias gerais para definir o valor que deve ser recolhido pelos médicos até 28 de fevereiro do ano seguinte. O valor da contribuição tem sido fixado em 30% do valor do salário mínimo, que, em 2012, foi fixado em R$ 622,00 , ou seja, uma contribuição de R$ 186,60, este ano. A assembleia deste ano foi marcada, conforme publicado em edital, para o dia 27 de novembro.

Sob investigação O diretor financeiro do Sindsaúde, Agamenon Alves, a presidente, Marli Rodrigues, e outros diretores do SindSaúde são investigados pelo Ministério Público do Trabalho. Contra eles, pesa suspeita de desvio de direitos trabalhistas. Existem indícios de que o FGTS e INSS de dezenas de empregados estariam sendo extraviados para contas de pessoas do alto escalão do sindicato – um espeto de pau em casa de ferreiro. As denúncias contra a entidade estão reunidas e documentadas no blog sindsaudedf.blogspot.com. Ex-funcionários lesados e servidores descontentes com a gestão também inseriram nessa página eletrônica o link para uma petição pública pela destituição da atual diretoria. No início do mês, o processo contra as lideranças do SindSaúde subiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo fato de as acusações se tratarem de crime federal.

Nova ação do FGTS O SindMédico-DF, por meio da Advocacia Riedel, está ajuizando ações para recuperação das perdas da correção monetária do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para aqueles que têm ou tiveram conta de FGTS a partir de janeiro de 1999. As ações estão sendo propostas contra a Caixa Econômica Federal, para correção

dos saldos das contas vinculadas, visto que o índice da Taxa Referencial (TR), a partir de janeiro de 1999, deixou de representar a recomposição do poder de compra. O índice reivindicado, até o momento, chega a 88%. Assim, aqueles sindicalizados que têm ou tiveram conta de FGTS a partir de janeiro de 1999 podem agendar aten-

dimento junto à Assessoria Jurídica. Para ingresso da ação, são necessárias e indispensáveis as cópias da carteira de identidade, do CPF e dos extratos do FGTS a partir de janeiro de 1999. Estes podem ser facilmente obtidos pelo titular da conta em qualquer agência da CEF. Os documentos não precisam ser autenticados.

Precatórios sobre IR e contribuição previdenciária Foi julgado procedente o pedido de preferência na devolução dos valores referentes ao Imposto de Renda cobrados indevidamente sobre juros aplicados ao precatório 449. O julgamento foi feito pela 7ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal. O sindicato aguarda a publicação da sentença. R e v i s t a

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Os autos da ação referente ao segundo grupo do precatório expedido em 26/11/2009, referente ao desconto previdenciário superioraos 6% previstos em lei, estão conclusos para despacho após o retorno da contadoria na 7ª Vara de Fazenda Pública do DF. Com o número 2.294 da Lista Uni-

ficada do Tribunal Regional do Trabalho e do Tribunal de justiça do Distrito Federal, o valor do precatório é de aproximadamente R$ 4,7 mil. A discussão sobre a exclusão de médicos que interpuseram mais de uma ação com o mesmo objeto foi motivo para mais demora nesse processo.

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A c o n t e c e u

Edno Magalhães presidirá a AMeB A Academia de Medicina de Brasília (AMeB) tem nova diretoria eleita. Única inscrita, a chapa Academia Presente foi eleita

por aclamação, no dia 25 de novembro. Encabeça a nova diretoria o acadêmico Edno Magalhães, que não poupará críticas que fo-

rem devidas à atuação do governo federal no programa Mais Médicos. A posse ocorrerá na primeira quinzena de abril.

Membros da nova diretoria da Academia: Presidente: Acadêmico Edno Magalhães 1º Vice-Presidente: Acadêmico José Paranaguá de Santana 2º Vice-Presidente: Acadêmico Marcus Vinicius Ramos Secretário Geral: Acadêmico Etelvino de Souza Trindade 1ª Secretária: Acadêmico Lucimar Rodrigues Coser 2º Secretário: Acadêmico Luiz Fernando Galvão Salinas Diretor Financeiro: Acadêmico Procópio Miguel dos Santos Diretor Financeiro Adjunto: Acadêmico Osório Luís Rangel Conselho Fiscal: Acadêmica Izelda Maria Carvalho Costa, Acadêmicos Leonardo Esteves Lima e Mouranilda Tavares Schleicher Conselho Fiscal (suplentes): Acadêmicos Francisco de Assis Rocha Neves, Antonio Geraldo da Silva e Simônides da Silva Bacelar

Renovação no SODF O vice-presidente do SindMédico-DF, Carlos Fernando, representou o Sindicato na posse da nova diretoria do Sindicato dos Odontologistas do Distrito Federal (SODF). O odontólogo José Arnal-

do Pereira Diniz preside a entidade pelo período de 2013 a 2016. A posse foi realizada em evento festivo na Mansão Country House, em 14 de novembro.

Católicos oram pelos médicos No dia 6 de outubro, mais de 60 médicos participaram de uma manhã de oração e reflexão promovida pela Comissão Arquidiocesana de Bioética de Brasília. O encontro religioso foi realizado na Paróquia Imaculado Coração de Ma-

ria, no Park Way, e contou com a participação do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha. O coordenador da Comissão de Bioética, padre Paulo de Matos, afirmou que esse foi o pontapé inicial para o diálogo entre profissionais da saúde e a igreja católica. Ele explicou que a ideia não é formar uma associação, mas “dar assistência diante dos desafios que os médicos enfrentam a cada dia”. A Arquidiocese de Brasília realizará novo encontro em 2014. A infectologista Mariângela Cavalcante, que ajudou a divulgar o evento, reafirmou a boa disposição do arcebispo em relação aos médicos.

Festa na AMBr O presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, e a diretora de Divulgação e Imprensa, Adriana Graziano, prestigiaram a festa do Dia do Médico promovida pela Associação Médica de Brasília (AMBr). “A diretoria da Associação e a equipe organizadora merecem todos os elogios pela realização deste evento”, destacou Adriana.

Sessão solene

O secretário–geral do SindMédico-DF, Emmanuel Cícero Dias Cardoso, representou o sindicato na sessão solene alusiva ao Dia do Médico, promovida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), realizada por iniciativa da deputada distrital Celina Leão (PDT/DF).

Obituário O SindMédico-DF compartilha com parentes e amigos o pesar pela perda dos doutores Augusto Cesar Costa Marques, Eduardo Jorge Vinagre e Paulo Roberto Evangelista Nogueira. A memória de suas realizações e compromisso permanecerá entre nós.

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PRIMEIRO GRUPO HOSPITALAR BRASILEIRO A RECEBER O PRÊMIO EUROPEU DE QUALIDADE O GRUPO SANTA, representado pela Dra Angela Leal, recebeu do presidente da Global Trade Leaders’ Club, no dia 28 de outubro de 2013, o International Europe Award for Quality, em solenidade que ocorreu no Le Meridien Etoile – Paris-França.

Dr. José do Patrocínio Leal Diretor-Presidente Grupo Santa

Dra. Angela Leal Diretora RH Grupo Santa

Décio Wehbe - Controller Dra. Angela Leal - Diretora RH Ricardo López - (GTLC)

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HOSPITAL

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SANTA LÚCIA

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Centro Radiológico do Gama

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UM ESPETÁCULO para coroar um ano de grandes conquistas Os 35 anos do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal foram comemorados com uma festa à altura da data e do ano que 2013 representou pelos grandes benefícios obtidos pela classe médica. Foi a mais perfeita combinação de glamour, descontração, abrilhantado por um espetáculo único. Na noite de entrega das cobiçadas estatuetas do Prêmio SindMédico – Edição 2013, o Sindicato trouxe o clima da Sapucaí para o salão de eventos do Grande Oriente do Brasil, por meio do espetáculo da Escola de Samba Beija-Flor, regida pelo seu maior embaixador, o cantor Neguinho da Beija Flor. Mais de 1.800 convidados puderam testemunhar e aproveitar as festividades, que consolidam o Prêmio SindMédico como o principal evento social médico da capital do país. Para acolher bem os presentes, todo o espaço foi decorado com muito luxo nas tonalidades da escola de samba (azul e branco), com arranjos combinados de máscaras, flores e plumas.

Para melhor atender os médicos presentes, além do serviço de coquetel volante com empratados, uísque e espumante, ilhas de pratos quentes e sobremesas foram estrategicamente montadas para que nada faltasse durante as cinco horas de evento. Isso acrescido dos serviços apresentados pelos nossos principais patrocinadores, como um serviço pleno de cafés especiais (Grupo Santa) e de fotografias de recordação (Dasa-Exame).

Ficha Técnica Organização: Strattegia/Seventt Decoração: Yoshida Catering: Coffee-Break Áudio e Vídeo: Marc Systems Mestre de Cerimônia: Alexandre Bandeira

Fotos: Gustavo Lima, Roger Monsan e Rogério Lopes 1 5

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Uma noite de premiações Revelação Médica Gustavo dos Santos Fernandes Gustavo dos Santos Fernandes é diretor técnico da unidade de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, em Brasília. Nascido em João Pessoa (PB), formou-sena Universidade Federal da Paraíba. Fez residência médica em São Paulo, nas áreas de clínica médica e hematologia, no Hospital das Clínicas. Também fez residência em oncologia no Sírio Libanês da capital paulista, onde se tornou chefe dos residentes. Mudou-se para Brasília em 2009 e hoje é membro do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM/DF). Com dois livros e vários artigos publicados, é especialista em tumores do trato digestivo e membro das sociedades Brasileira e Americana de Oncologia.

Dedicação de Vida à Medicina Maria Jacira Leite Gonçalves Abrantes Aposentada em 1994, Maria Jacira Leite Gonçalves Abrantes tem um invejável histórico de realizações como médica, de valorização do profissional de saúde e dos pacientes. Exemplo dessa atuação foi a implantação da creche, o início do atendimento a pacientes portadores de necessidades especiais e a reorganização, reestruturação e humanização da Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), do qual foi diretora. Formada na Universidade Federal da Paraíba, veio para Brasília em 1968, para fazer residência na Universidade de Brasília (UnB). Trabalhou no Ministério das Relações Exteriores (MRE), tendo conquistado a primeira colocação no concurso público. Foi diretora do Hospital Nossa Senhora Aparecida, que se tornou o Hospital Regional de Samambaia (HRSAM), e comandou a diretoria de Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF).

Medicina Acadêmica Vitorino Modesto dos Santos Formado pela antiga Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (hoje Universidade Federal do Triângulo Mineiro), em Uberaba (MG), Vitorino Modesto dos Santos conduz trabalhos de pesquisa em Clínica Médica, Cirurgia e Anatomia Patológica, ligados à Universidade Católica de Brasília (UCB), no Hospital das Forças Armadas (HFA). Depois da residência em clínica médica no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, em 1966, foi indicado para o internato no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Trabalhou na direção do Hospital Regional da Asa Sul, atual Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), e no HFA. Aposentado em 2003, voltou a Uberaba para trabalhar como professor, ao mesmo tempo em que cursou mestrado e doutorado, e depois retornou à capital para dedicar-se a atividades acadêmicas. 1 6 1 6

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Pesquisa em Medicina Luiz Augusto Casulari Roxo da Mota Endocrinologista formado pela Faculdade de Medicina de Juiz de Fora, Luiz Augusto Casulari Roxo da Mota fez especialização em Milão, na Itália, mestrado em clínica médica na Universidade de Brasília e voltou à Itália para fazer doutorado em Endocrinologia. Trabalhou no Hospital de Base do Distrito Federal até 2004, quando se aposentou. Voltou a trabalhar no Serviço de Endocrinologia do HBDF e orienta o programa de ciências da saúde da UnB. Luiz Augusto já publicou 116 artigos em diversos periódicos científicos, escreveu 18 capítulos de livros médicos e orientou 11 doutores e 18 mestres. É editor-geral da Brasília Médica (órgão de divulgação científica da Associação Médica de Brasília). É um dos fundadores da Fundação de Ensino e Pesquisa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Fepecs) e também do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF).

Medalha do Mérito Sindical Régis Sales de Azevedo Especialista em citopatologia e em ginecologia e obstetrícia, Régis Sales de Azevedo é firme defensor da boa gestão do patrimônio que a classe médica do Distrito Federal construiu ao longo dos 35 anos de história do SindMédico-DF. Ingressou na entidade, como membro do Conselho Fiscal, em 1998. Desde então tem primado pela correção e transparência das contas do Sindicato. Médico da turma de 58 da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco, tem atuação nas áreas da citopatologia e da educação. Foi médico residente do Hospital Evangélico de Londrina (PR); estagiário na cadeira de anatomia e embriologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná e médico do Hospital São Francisco, em Cambé-PR.Em Brasília, atuou como citopatologista no Hospital das Forças Armadas (HFA) e como servidor público concursado da Secretaria de Saúde do DF, nos hospitais de Base e de Taguatinga (HBDF e HRT).

Homenagem de Honra ao Mérito Senador Paulo Davin Primeiro suplente do senador Garibaldi Alves Filho, Paulo Davim (PV/RN) assumiu o cargo, em fevereiro de 2011, quando o titular se afastou para assumir cargo no Executivo. Intensivista e cardiologista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, começou a vida política pela militância estudantil e seguiu uma trajetória que o levou a atuar no Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, na Associação Médica do estado e na Associação Médica Brasileira. Disputou a primeira eleição para deputado estadual em 2002, sendo eleito. Em 2006, foi reeleito. Sua atuação parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte (ALRN) teve como eixos os temas saúde, meio ambiente, educação e segurança. Participa, como titular, das comissões de Assuntos Sociais; de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle; e de Direitos Humanos. No Senado Federal tem se destacado na defesa de melhores condições de saúde e educação para a população, além da luta pela preservação do meio ambiente. Fiel às suas orientações ideológicas e filiação partidária, Davim não abandonou a militância a favor da classe médica e da medicina. Foi um dos articuladores e uma das principais vozes nas lutas contra os vetos à Lei do Ato Médico e contra a MP 651, que instituiu o Mais Médicos. 1 7 R e vRi es vt ia s tMa é dM i éc do i c o

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Sorrindo para a vida Intérprete desde 1976 dos enredos da escola de samba carioca da qual incorporou o nome, Neguinho da Beija-Flor está comemorando, este ano, a total ausência de traços do câncer no intestino que o acometeu em 2008. Com o sorriso largo de sempre, se diz mais espiritualizado e mais próximo aos amigos e está considerando seriamente morar, pelo menos das terças às quintas-feiras, em Brasília – ele é pré-candidato a deputado federal pelo Partido da República (PR) no Rio de Janeiro. Em sua passagem pela capital para animar a festa do VIII Prêmio SindMédico, ele concedeu uma rápida entrevista à Revista Médico.

Revista Médico – Como foi sua luta com o câncer? Neguinho – Agradeço e reconheço o trabalho e o esforço dos médicos, mas a foi a fé em Deus que me segurou. Revista Médico – Essa experiência mudou alguma coisa na sua vida? Neguinho – Mudou. Hoje sou muito mais próximo das pessoas que são importantes de verdade para mim. Tiro um tempo para me dedicar mais a essas pessoas, que são aquelas com quem sei que posso contar. Passei a valorizar mais isso. Hoje, tudo é motivo de festa porque é a minha segunda vida. Também me sinto mais perto de Deus. Respeito todas as religiões, mas tenho a minha. A música Obrigado, Jesus, do meu último CD, é um agradecimento por ter superado tudo. Revista Médico – Não é fácil viver de arte no Brasil. Você consegue? Neguinho – Antigamente, filho de boa família que se metia com samba não era bem visto. Ser sambista era viver na vadiagem. Nunca pensei em ser contratado por uma gravadora e, hoje, tenho um contrato de cinco anos com uma. Hoje sou uma pessoa que atua mais fora do que dentro do Brasil. Apesar de ainda ser discriminado no Brasil, é a música que representa o país lá fora. Revista Médico – Atualmente fala-se muito na questão das biografias não autorizadas. Qual é a sua opinião a respeito dessa questão? Neguinho – Eu acho que tem que ter autorização. Tem que ser autorizado e remunerado. Fui eu que

vivi, então por que alguém vai ganhar dinheiro com a minha história? Revista Médico – Como você vê a questão das cotas raciais? Neguinho – Eu acho que tem que ter. Se não tiver, a turma não vai para frente. Tem que ter incentivo e que criar condição para os negros terem oportunidades iguais de ter uma vida melhor. Estou pensando em ser candidato a deputado federal e acho que tenho chance de vencer. E não vou ser um deputado de fachada. Vou lutar para que lá mesmo seja meio a meio para negros e brancos. Revista Médico – Que outra causa você defenderia no Congresso Nacional? Neguinho – Quero ajudar quem precisa se tratar de um câncer e não tem condição. Câncer é doença de bacana. É cara. O remédio é caro, o hospital é caro, o tratamento é caro. Não sobrevive quem não tem como bancar. Eu tive sorte de ter recurso. Revista Médico – Vai dar para conciliar a política e o samba? Neguinho – O Congresso funciona de terça-feira a quinta-feira. No final de semana, vou para as minhas bases e encontro todo mundo na comunidade, vou estar com a minha escola (de samba). Aqui, eu vou procurar uma casa boa, com espaço para fazer um barulho numa e outra terça-feira, depois das votações. Sem o samba não dá para ficar (risos).

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Patrocínio Prata:

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Apoio:

Organização:

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Suplementar

Queixas sem fim A segunda edição da pesquisa encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM) ao Instituto Datafolha para avaliar os planos de saúde a partir da opinião de seus usuários indica que, nos últimos dois anos, 79% dos pacientes encontraram problemas para usufruir do serviço que contrataram. Ou seja, oito em cada 10 pacientes reclamam dos planos de saúde. A pesquisa também aponta que 30% dos entrevistados procuram atendimento na rede pública ou particular (na relação direta com o prestador de serviço) de saúde porque não têm na saúde suplementar (mediada pelos planos e seguros de saúde) a contrapartida para as altas mensalidades dos planos. A pesquisa foi realizada com 861 pessoas do estado de São Paulo, entre 4 e 12 de setembro de 2013. Os participantes eram homens e mulheres maiores de 18 anos, de diferentes classes sociais, que usaram algum serviço prestado por seus planos de saúde nos últimos dois anos. “A pesquisa da APM mostra o que ocorre em todo o País: os pacientes pagam os planos de saúde porque não conseguem assistência digna no Sistema Único de Saúde e também não recebem o que contrataram das operadoras de planos de saúde. E isso ainda serve de desculpa para diminuir o investimento na saúde pública. O paciente fica no limbo da desassistência”, afirma o presidente da Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Gutemberg Fialho. Quando da divulgação da pesquisa, o presidente da APM, Florisval Meinão, afirmou que os planos de saúde precisam aumentar as redes de assistência urgentemente.

Pacientes reconhecem problemas dos médicos De acordo com a apuração do Datafolha, os usuários não são os únicos a sofrer. Os pacientes encontram dificuldades para realizar exames de alto custo, para ter seus exames autorizados e para manter as regras contratuais e percebem que os médicos também são prejudicados pelos planos de saúde, que pagam valores baixos e exercem pressão para reduzir o tempo de internação, entre outras interferências na relação entre médico e paciente. A pesquisa mostra que apenas 15% dos pacientes já fizeram reclamações, notificações ou recursos contra seu plano de saúde – e essas reclamações foram dirigidas, em grande parte, aos próprios planos. Quando se trata de recorrer à Justiça, somente 2% tomaram essa medida, e o fizeram por causa de recusa para a realização de cirurgias.

Principais problemas O Datafolha definiu 28 problemas diferentes – três a menos que na edição de 2012 – como alvos para a apuração. A média foi de 4,3 problemas por paciente, sendo que o serviço que mais incomodou os pacientes foi o pronto atendimento (80%), seguido pelas consultas médicas (66%). No item consultas médicas, os problemas mais frequentes são a demora na marcação (52%) e autorização de consultas (25%). Quanto aos exames e diagnósticos, as queixas mais recorrentes estão relacionadas a demora para marcação (28%), poucas opções de laboratórios e clínicas especializadas (27%) e tempo para autorização do exame ou procedimento (18%). Nos prontos-socorros, a lotação no local de espera é o principal problema apontado pelos usuários (74%). Já a demora em ser atendido também é um aspecto importante, mencionado por 55% dos usuários. Outras reclamações citadas são a negativa para realização de procedimentos necessários (16%) e o atendimento (9%), além de locais inadequados para receber medicação (13%).

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Ruim com eles, pior sem Mesmo descontentes com os problemas apresentados, 67% dos participantes da pesquisa se declararam “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com o trabalho desenvolvido pelos planos de saúde – o equivalente a sete em cada dez pessoas. A maior parte deles também acredita que os planos não sofreram mudanças nos últimos dois anos (cerca de um terço considera que houve uma piora), e quase metade dos entrevistados não sabe informar se seus planos têm programas de prevenção a doenças. Com base nos resultados apresentados, o Datafolha considera que, para cumprir as obrigações assumidas com os usuários, os planos de saúde devem aumentar as opções de atendimento e diminuir os prazos para que o paciente seja atendido. O instituto reforça a questão de se melhorar as consultas e o pronto atendimento, mas lembra que os problemas relacionados às internações hospitalares e cirurgias também precisam ser observados.

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A l e x a n d r e

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Est raté gia

Uma imagem vale mais do que mil palavras Consultor de Estratégia e Marketing

Geralmente nesta época do ano costumo escrever sobre as necessidades de se fazer um bom planejamento estratégico. Desta vez vai ser um pouco diferente. Não porque falar sobre o tema, não seja mais importante. É sim! Principalmente porque é neste período do ano, que estamos naturalmente predispostos a fazer balanços e traçar perspectivas para um novo ano que se inicia. Porém, queria compartilhar um outro aspecto também relevante para as empresas, que tem uma certa vinculação com essa época do ano. Observe ao seu redor como a paisagem está mais bonita. Ruas, prédios, praças, casas e shoppings estão elegantemente decorados por conta da passagem do Natal. Isso não é por acaso. Afora a parcela daqueles que estão preocupados em externar seu apreço pela data, por meio de uma bela decoração, encontramos também os que sabem que uma boa estética é fundamental para promover negócios. Enfim, que uma boa imagem é necessária para atrair clientes, gerar vendas, aumentar receitas, cativar relacionamentos, entre outros benefícios. Antes que me questionem, meu objetivo não é recomendar o investimen-

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to em ótimas decorações festivas. Somente entender que o design funciona como uma ótima ferramenta para comunicar o que você faz, da forma como você deseja. Saindo um pouco da tônica natalina, vou citar um exemplo muito didático. Para que um médico chegue ao mercado – em via de regra – estudou bastante para passar no vestibular, fez um curso que exi-

ajustar a mensagem que se quer comunicar por meio de instrumentos que orbitam na informação visual

giu anos de muita dedicação e investimentos elevados. Para alguns mais, este tempo foi acrescido de outros anos de residência, pós-graduações, recheados de participações em congressos e similares. Depois de médico pronto e preparado, se apresenta no mercado com um cartão de visita muito aquém da sua competência. Qual a mensagem ele está passando para o mercado?

Outro exemplo do que estou tratando: uma clínica tem muito anos de atividades. Ao longo do tempo se modernizou, melhorou o parque tecnológico e contratou mais funcionários. Porém o laudo que ela entrega ao seu paciente tem a mesma “cara” da data quando foi inaugurada. Será que o paciente conseguiu perceber todos esses esforços e investimentos que foram feitos em favor da saúde dele? O design estratégico serve justamente para isso: ajustar a mensagem que se quer comunicar por meio de instrumentos que orbitam na informação visual. Se você deseja promover a sua competência ou o seu sucesso, vai ter que propagar que você detém essas qualidades. Elas estão nas coisas mais simples, como um pequeno cartão visita, até em aspectos outros como na estética que é adotada para sinalizar um ambiente ou mesmo no desenvolvimento de um site na internet. Você pode até resistir ou questionar, mas tudo isso diz quem você é ou o que você representa na mente das pessoas. Contato com a Coluna consultorio@strattegia.com.br www.twitter.com/StrattegiaSaude

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S i n d i c a i s

SindMédico-DF no Supremo Tribunal Federal Na segunda quinzena de outubro, o presidente e o vice do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho e Carlos Fernando, foram recebidos em audiência pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello e Marco Aurélio. Com o primeiro, o assunto foi a queixa judicial feita ao Supremo contra o Governo do Distrito Federal (GDF) pelo descumprimento do Mandado de Injunção 836, que determina a contagem diferenciada de tempo de trabalho em condições insalubres. Com o ministro Marco Aurélio, a questão abordada foi a separação do teto

salarial por vínculo empregatício legal no serviço público. Como relator da ação da qual o Sindicato participa na qualidade de amicus curiae, o ministro deve pedir que ela entre na pauta do pleno daquela corte. Também no Supremo, Gutemberg e Carlos Fernando estiveram com o chefe de gabinete do ministro Joaquim Barbosa, Sílvio José Albuquerque e Silva, para tratar da revisão das interpretações recentes de integrantes da corte sobre as definições de contagem diferenciada por tempo de serviço efetivamente cumprido e contagem ficta de tempo.

Corregedor será questionado pelo Sindicato O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho, agendará reunião com o corregedor-geral da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES/DF), delegado Maurício de Melo Passos. Rigor desproporcional, acima até dos julgamentos no próprio Judiciário, põe em cheque as motivações e a aptidão para o exercício da função. As queixas dessas desproporções têm se tornado frequentes. A autoridade de correção na Secretaria de Saúde deve ser exercida com embasamento técnico e dentro dos parâmetros administrativos e de condução do trabalho na área da saúde, que é diferente da atuação frente a uma delegacia. Casos relatados por médicos lotados nos hospitais regionais de Santa Maria, de Planaltina e do Paranoá dão conta de que é habitual a acusação de dolo eventual pela corregedoria na conclusão de processos administrativos. O Sindicato quer saber quais critérios têm sido usados na condução desses processos e vai propor um ajustamento dos procedimentos da corregedoria.

Secretário não fará retratação de radiologistas Após discussão prévia com radiologistas servidores da Secretaria de Saúde do DF, Gutemberg Fialho, Carlos Fernando e representantes daqueles profissionais reuniram-se com o secretário Rafael Bar-

bosa para tratar da jornada de trabalho nessa especialidade médica. Obtiveram do secretário o compromisso de não fazer retratações sem a anuência dos médicos e de que uma consulta será feita para que seja

emitido parecer técnico da Procuradoria do Governo do Distrito Federal (GDF) sobre o assunto. Um projeto de lei sob a matéria será encaminhado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

CineMédico - Dois anos em cartaz Em dois anos de atrações, a trajetória da programação do Cinemédico foi muito bem-sucedida, com público crescente a cada exibição. A programação tem contado com o patrocínio de empresas parceiras, como a Bancorbrás, na última sessão. O revés ocorrido nessa exibição por responsabilidade da administração do Cinemark do Pier 21 foi objeto de queixa formal do Sindicato, que cobrou apuração de responsabilidades à empresa. O SindMédico-DF lamenta o inconveniente. A programação será retomada em 2014.

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S i n d i c a i s

Fenam aprova repúdio público a Dilma No Congresso Extraordinário Charles Damian, da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a delegação do SindMédico-DF votou a favor da alteração do estatuto da entidade, que redefiniu a realização de congresso e eleições a cada três anos em vez de dois. Até agora, as eleições eram bienais e a cada dois mandatos, coincidentes com as eleições para o Executivo e Legislativo estadual e federal – o que aumenta a pressão partidária na disputa pela direção da enti-

dade. “Ninguém muda a orientação ideológica de ninguém, mas a política da Fenam, bem como a dos sindicatos, tem que ser a política do médico e pela medicina”, afirma o presidente do Sindicato, Gutemberg Fialho, que chefiou a delegação brasiliense. A assembleia também aprovou moção de repúdio a Dilma Rousseff e Alexandre Padilha pelas agressões que orquestraram contra a classe médica brasileira. O grupo vinculado à corrente política dos dois mandatários

procurou barrar tanto a alteração do estatuto quanto o posicionamento público da Fenam, mas foi derrotado pelo voto da maioria. Estiveram presentes na reunião 151 delegados dos sindicatos médicos de todo o país. Além de Gutemberg, compuseram a delegação brasiliense o vice-presidente, Carlos Fernando, o secretário-geral, Emmanuel Cícero Dias Cardoso, e os diretores Jurídico e de Inativos, Antonio José dos Santos e Francisco José Rossi.

As bandeiras da Fenam listadas na Carta do Rio de Janeiro: Defesa dos Direitos Humanos na Saúde Desprecarização do trabalho médico Piso FENAM de R$ 10.412,00 para 20h Planos de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV) Correta regulamentação da medicina Ensino de qualidade na medicina Aplicação do Revalida Assistência digna na saúde pública brasileira Investimento de 10% da receita bruta da União para a saúde Combate, punição e devolução de recursos desviados da saúde Contra à abertura indiscriminada de escolas de medicina Contra as terceirizações do serviço público de saúde Contra à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) Contra os abusos dos planos de saúde Recuperação da gratificação de desempenho (GDM) dos médicos federais

Cartilha para 2014 Em breve, os médicos do Distrito Federal receberão uma cartilha na qual o SindMédico-DF apresenta sua postura diante de fatos ocorridos neste ano e a relação com as eleições de 2014. O Sindicato não pretende orientar voto contra ou a favor de nenhuma ideologia, partido ou corrente de pensamento. No entanto, não se furta a incentivar que os médicos expressem seu descontentamento e repúdio contra aqueles que atacaram e continuam agindo contra a categoria e com desmazelo diante da qualidade da assistência em saúde que deve ser oferecida à população. O SindMédico-DF incentiva o voto em quem age com respeito à dignidade da classe médica e com a medicina brasileira. O partido do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal é a causa médica, a defesa do médico e do exercício digno da medicina. R e v i s t a

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Prestação de contas Assembleia extraordinária reunida na noite de 4 de dezembro aprovou a prestação de contas dos fundos do Movimento Saúde sem Exploração, da Comissão Distrital de Honorários Médicos (CDHM), e do Fundo de Mobilização de Defesa da Classe Médica contra a campanha difamatória de Dilma Rousseff. A direção do Sindicato propôs e foi aprovada a suspensão do envio de boletos até nova definição do conselho das entidades médicas, no início de 2014, quando devem ser definidas as duas ações anuais pela defesa dos honorários médicos na medicina suplementar (em abril e outubro).

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E s p e c i a l

Médicos em campanha por concurso público

Enquanto a SES/DF não abre concurso público para médicos efetivos, a população sofre com a precarização no atendimento

O Conselho de Políticas de Recursos Humanos (CPRH) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) autorizou, no dia 25 de novembro, a realização de processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 443 médicos de diversas especialidades. Segundo números da Secretaria de Transparência, hoje existem 420 contratos temporários de médicos nos quadros da SES/DF.

Planejamento é indispensável Em 21 de outubro, o GDF autorizou a realização de concurso público para a contratação de 665 médicos. Mesmo sendo feita essa contratação, o número corresponde a apenas um quinto do necessário para o preenchimento dos postos de trabalho vagos na Secretaria de Saúde. Esse número começa a parece pequeno em função do envelhecimento dos profissionais em atividade, muitos chegando à época de aposentadoria, ainda que seja uma praxe os médicos ficarem ativos até a compulsória, apesar das condições de trabalho desfavoráveis. Os afastamentos por motivo de doença também não são poucos. Em novembro, até o dia 25, o portal da Transparência apontava o registro de 55 desligamentos de médicos e outros 380 afastados por motivos diversos.

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Até agora, o Governo do Distrito Federal (GDF), apesar de propalar o esforço para completar o quadro de servidores da saúde pública do DF, não conseguiu realizar concurso para preenchimento das vagas de trabalho. Primeiro porque não oferecia salários e condições de trabalho adequadas, depois por uma inexplicável inércia. “Agora temos salários e um plano

Última leva de temporários “Sem concurso público e, apesar de não sermos favoráveis às contratações precárias, sem uma contratação temporária restrita a este momento, o sistema de saúde entraria em colapso. Mas há um acordo entre a Secretaria e o Ministério Público para que não se prolonguem ainda mais esses contratos precários”, revela Gutemberg. Por esse acordo, os temporários que não lograrem aprovação serão desligados do serviço. Os aprovados continuarão em serviço até a efetivação do contrato de estatutário. Se o concurso não for realizado com rapidez e as contratações não forem feitas no prazo permitido pela legislação eleitoral, haverá mais problemas em 2014. Por isso, os médicos estão em campanha pela realização de concurso público e contratação de profissionais para atuar nas unidades de saúde do DF.

de carreira atraentes. Desde junho escutamos promessas de realização de concurso que não se realizam”, critica o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho. A expectativa entre médicos residentes, recém-formados e profissionais não residentes e dispostos a se estabelecer no Distrito Federal é patente.

Residência pode ser prejudicada Em várias das unidades visitadas pela equipe do Sindicato dos Médicos do DF no programa SindMédico na Cidade, foi mencionada a preocupação com o destino dos programas de residência médica – tanto pela qualidade da instrução dada aos jovens médicos quanto pela possibilidade de descredenciamento das unidades no Sistema da Comissão Nacional de Residência Médica. Como consequência da incompetência do governo em contratar, o GDF usa a força de trabalho de 1.060 médicos residentes, de quem não se pode cobrar atitudes e produtividade de staffs, e a quem são pagas bolsas de valor quase cinco vezes inferior aos ditos intercambistas contratados pelo governo federal. E d i ç ã o

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R e g i o n a i s

Falta gente em todo lugar Com o objetivo de explicar o novo PCCS e incentivar a sindicalização, além de ouvir os médicos sobre suas condições de trabalho, a diretoria continua o calendário de visitas. Uma constante em cada unidade de saúde é a necessidade de pessoal efetivo.

Fotos: Cidney Martins

HRT precisa de reforço Durante visita ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) no dia 21 de outubro, a equipe do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) constatou que o HRT também enfrenta a falta de pediatras que já atingia os hospitais de Gama e Santa Maria e já não tem enfermeiros durante a noite. O presidente Gutemberg Fialho, o diretor jurídico, Antonio José dos Santos, e o então secretário para assuntos políticos, Carlos Fernando (atual vice-presidente), verificaram que o problema do HRT é a falta de profissionais efetivos. Gutemberg explicou aos pediatras que a Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES/DF) e o Ministério Público firmaram acordo para encerramento dos contratos temporários e realização de concurso. Staffs e médicos residentes foram convidados a se sindicalizar, para fortalecer as lutas do Sindicato.

novo PCCS, ouviram questionamentos sobre aposentadoria e deram informações sobre as queixas contra o Governo do Distrito Federal (GDF) feitas ao Supremo Tribunal Federal e à Justiça local, pelo descumprimento do Mandado de Injunção 836. Em relação às condições de trabalho, os cortes de horas extras já determinados a algumas unidades vão dificultar ainda mais o fechamento das escalas. É inevitável haver cortes nos atendimento seletivos e aumento da demanda nas emergências. Os defeitos nos equipamentos de ponto eletrônico são constantes. Além de provocar confusões e correrias, o sistema toma cada vez mais tempo dos chefes de unidade. Eles enfrentam filas com senha para resolver problemas de incompatibilidade entre o Forponto e o Trackcare e inconsistências de registros. “A Secretaria (de Saúde) está cobrando muito, e tem o direito de fazer isso, mas também tem que dar contrapartida e garantir condição adequada de trabalho aos servidores”, apontou Gutemberg.

HRP também está desfalcado

Cortes no HBDF Gutemberg, Carlos Fernando e Antonio José estiveram no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), nos dias 14 (emergência) e 31 de outubro (ambulatórios). Eles explicaram o

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No dia 4 de novembro, a equipe do SindMédico-DF visitou o Hospital Regional de Planaltina (HRP) e viu melhorias, como instalações elétricas e hidráulicas recuperadas na ala pediátrica. “A gente precisa de um hospital novo. Se não tem, precisa deixar o que tem mais digno”, destacou a coordenadorageral de Saúde de Planaltina, Mônica Rocha. Na ortopedia, o problema é a falta de profissionais. E mesmo com concursos públicos, é necessário brigar para levar médicos para

Planaltina, pois a quantidade de contratados é sempre pequena e a distância coloca a unidade de saúde entre as últimas opções dos aprovados. “O desafio do Sindicato é pressionar o governo a realizar concurso e manter o PCCS. Reforçar a base sindical aumenta nosso poder político da categoria”, enfatizou Gutemberg Fialho.

Desencanto e cansaço Em visita ao Hospital Regional de Sobradinho (HRS), no dia 11 de novembro, Gutemberg, Carlos Fernando e Antonio José receberam cumprimentos pela ação rápida contra a cobrança indevida do imposto sindical a favor do SindSaúde. Também ouviram queixas pela demora na realização de concurso público. O número de profissionais não acompanha a demanda. O tempo de espera por cirurgia ortopédica chega a três semanas, porque o programa Fila Zero foi deixado de lado e porque as horas extras estão sendo cortadas. Em proporção inversa à queda na qualidade da assistência, os processos judiciais e as queixas ao Ministério Público e à ouvidoria têm aumentado. A equipe reconhece no atual coordenador-geral de Saúde da cidade, Paulo Lisbão, a disposição para buscar melhoras nas condições de trabalho e da atenção à população. Ainda assim, Sobradinho está entre as regionais mais problemáticas do DF. Com plantões em que dois médicos atendem as emergências e apenas um no ambulatório e outro no centro cirúrgico, a residência médica é prejudicada – o ensino do tratamento “humano” ao paciente é suprimido pela urgência do risco e da dor. E d i ç ã o

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R e g i o n a i s

Reconhecimento internacional Nem tudo no Hospital Regional de Planaltina (HRP) é problema. A dedicação e o empenho da equipe levou o Banco de Leite Humano (BLH) a ser referenciado pela Rede Iberoamericana de BLHs como “padrão ouro”. A coordenadora geral da Regional de Saúde daquela cidade, Mônica Rocha, comemora o sucesso. “Essa certificação envolve vários requisitos”, explica. “Um deles é o treinamento, a capacitação do pessoal”. A equipe do banco de leite é composta por uma pediatra, uma enfermeira, oito técnicos de enfermagem e uma nutricionista – todos treinados para trabalhar especificamente com a questão do aleitamento materno. Os bons resultados de Planaltina permitem que a unidade auxilie outras unidades de saúde: Até outubro, mais de mil bebês foram atendidos pelo banco de leite do HRP. Mais de 500 litros foram distribuídos e transferências de leite foram feitas para outras unidades, como o HMIB, que tem uma demanda maior. O hospital de Planaltina de Goiás também é parceiro: lá não há como pasteurizar o leite, que é enviado ao HRP e devolvido pronto para o consumo.

O banco de leite acompanha os recém-nascidos e as mães desde a gestação: ainda no pré-natal, as gestantes visitam o BLH e a maternidade, onde conversam sobre o aleitamento materno e o parto. Para Mônica, isso cria confiança e um atendimento mais humanizado, o que levou o HRP a se manter como o hospital com maior número de partos normais sem morbidade ou complicações.

Reféns da insegurança Há tempos, andares desocupados no Hospital Regional do Paranoá (HRPa) vêm sendo usados para atendimento aos internos da Papuda – áreas não adaptadas para a restrição de criminosos. Não foi surpresa que dois deles tenham feito de reféns uma criança internada e seu acompanhante durante cinco horas, no dia 24 de novembro. Essa situação de insegurança se

repete em outras unidades de saúde do DF, sem previsão para solução. “O GDF tem que fazer mais do que determinar a apuração de responsabilidade entre os agentes que acompanhavam os bandidos. Tem que garantir a segurança dos servidores e dos pacientes”, reclama o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

Para que facilitar? Lotados no Centro de Saúde 3 de Sobradinho há anos, médicos que foram originalmente admitidos para a medicina de família e comunidade somente agora estão sendo relocados para as equipes. O fato de a Secretaria de Saúde dispor do profissional de forma tão pouco planejada gerou insatisfação entre os médicos, que agora têm que reorganizar suas vidas para se adequar à nova situação. R e v i s t a

M é d i c o

Sob o aspecto administrativo, a Secretaria tem direito de fazer essas mudanças de lotação. “Seria mais simples e menos desgastante que fossem feitas contratações para ocupar os postos de trabalho que estão vagos em vez de mexer em uma rotina já estabelecida e funcionando sem prejuízo ao serviço. Mas alguém na estrutura da SES parece sempre optar pelo mais difícil e penoso”, critica o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

Humanização às avessas A implantação do projeto de “humanização do parto” está se tornando um trauma no Hospital Materno Infantil (HMIB). A diretoria do SindMédico-DF promoveu duas reuniões, primeiro com os médicos, depois com eles e representantes da Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-vida) e do Conselho Regional de Medicina. E, em 26 de novembro, as três entidades realizaram uma visita àquela unidade de saúde. A regulamentação da lei que determina a flexibilização do acompanhamento às pacientes no período de internação e no ato do parto deixou margem a condutas impróprias e dificulta até mesmo a realização de procedimentos. Assédio sexual, constrangimento aos profissionais, aumento de risco de infecção pela presença de acompanhantes no centro cirúrgico e o trânsito de homens alcoolizados e sob efeito de entorpecentes são algumas situações relatadas. Nas enfermarias, durante exames, amamentação e procedimentos de higiene, as pacientes ficam expostas à multidão de visitantes simultâneos. O promotor de Justiça da Pró-Vida Thiago Gomide, após conversar com a equipe e o diretor do hospital, alertou que é necessário estabelecer normas para o comportamento de acompanhantes e visitantes. Além disso, uma reunião com outras instituições, como a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) e a Secretaria de Saúde deve ser marcada, para discutir os problemas enfrentados pelo HMIB e procurar soluções. Não está descartada a proposição de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Para o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, que é obstetra, a presença de acompanhantes no centro cirúrgico representa risco e não deve ser admitida.

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V ida

M édi c a

Casas em festa

Algumas pessoas nunca deixam de cultivar o gosto pelas festas de fim de ano – especialmente o Natal. Para esses, é um deleite decorar a casa e receber familiares e amigos ao redor de uma mesa farta, com os pratos típicos da época, e se esmeram muito nisso. Três famílias de médicos abriram as portas de seus lares para mostrar à Revista Médico o quanto curtem as festas de fim de ano e para dividir com os leitores a perspectiva de alegria e bons augúrios para o novo ano que se aproxima Fotos: Gustavo Lima

Na casa da patologista clínica Adília de Alcântara, a celebração de Natal não pode faltar: preparar a ceia, que era uma alegria da mãe dela, se tornou uma tradição que ela faz questão de manter. Para criar o ambiente festivo, ela decora alguns ambientes da casa, como a entrada, a sala e a cozinha – e os detalhes não são poucos. Cada cantinho tem um toque natalino. A decoração usada por Adília muda de um ano para o outro. Quem pensa que a árvore de Natal é o mais importante na decoração da casa da patologista se engana: “Natal é o nascimento de Jesus e as pessoas se esquecem disso. Eu tento lembr a r

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Fã do Natal, a gastroenterologista pediatra Adriana Graziano passa a data com a família. “É o momento em que a gente faz questão de estar todo mundo junto”, conta ela, que tem familiares em São Paulo e tenta comemorar pelo menos uma das festas de final de ano com a mãe. Para entrar no clima natalino, ela sempre decora a casa e garante a beleza da ornamentação até comprando adereços em viagens internacionais. Um desses bibelôs foi comprado nos Estados Unidos, durante a viagem de lua de mel. É uma árvore de Natal de fibra ótica, que, por ser delicada, é decorada com enfeites de porcelana. Por vários anos, ela foi o centro da decoração, já que é um dos elementos indispensáveis para a noite de festa, na opinião de Adriana. Este ano, porém, a árvore teve que crescer para não ficar perdida no ambiente maior da casa nova. Adriana ressalta a importância da decoração natalina. “Ela torna o ambiente mais agradável; o convidado se sente acolhido”. Neste Natal, os enfeites devem ajudar a criar o clima de festa para a família toda: os parentes que moram em São Paulo estarão em Brasília. Ela receberá, muito satisfeita, cerca de 20 pessoas para festejar. Com essa reunião familiar, é claro que não faltam presentes e brincadeiras tradicionais da época. Hoje em dia, o filho, Yuri, talvez já não acredite mais em Papai Noel, mas não deixa de achar a festa fascinante. Para a família, o sentido do presente é a alegria da troca. “O importante é cultivar os valores da data, lembrar que é um momento de reflexão”, destaca.

esse acontecimento com um presépio”, explica. Para ela, o presépio guatemalteca, que foi presente da filha, é uma peça especial. Os parentes não são os únicos convidados para a comemoração. Ela normalmente chama amigos que moram sozinhos em Bra-

sília. “Nessa época, a gente quer estar junto da família. Assim, ninguém fica sozinho no Natal”, diz. Para ela, é bom reunir todas essas pessoas (normalmente, são 30 ou 40 convidados), porque o importante no Natal é “o amor, é estar junto, poder compartilhar a alegria”.

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V i n h o s

Vinhos e H istórias Especial Dr. Gil Fábio de Freitas

As festas de fim de ano estão chegando. É época de mesa farta e de se permitir alguns pequenos excessos com tantas tentações provocando os olhos e o paladar. São tenders, chesters, perus, pernis, rabanadas, frutas secas, nozes e uma diversidade de pratos típicos do Natal e do Réveillon que a cada ano parece maior. Para nós, médicos, 2013 foi um ano desafiador e esta época é bastante propícia para avaliar e refletir sobre o que passou. Mas também é tempo de agradecer pelas conquistas do ano, de pedir e projetar dias cada vez melhores. Brindemos, então! A bebida perfeita para as festas de fim de ano, em minha opinião, é o champanhe. Afinal, o estouro da rolha já virou tradição, não é mesmo? Boas opções dessa bebida atualmente são mais acessíveis a preços que não pesam tanto no bolso. Entre esses, podemos citar a Veuve Clicquot Brut (R$ 190), a Moët & Chandon Brut Imperial (R$ 180), a Pommery Brut Royal (R$ 170), a Cattier Brut (R$ 150), a Jacquart Brut Mosaïque (R$ 100) e a Montaudon Brut(R$ 90). Outra alternativa são os vinhos espumantes. Nesse quesito, o produto Brasil se destaca pela boa qualidade. São excelentes opções de compra o Maria Valduga (R$ 150) e o Brut 130 (R$ 70), ambos da Casa Valduga, o Cave Geisse Rose (R$ 115), da Vinícola Geisse, e o Salton Brut Évidence(R$ 50) e o Salton Virtude Chardonnay (R$ 50), da Vinícola Salton. Entre os vinhos brancos, opções de bom custo-benefício são o Arco do Esporão Branco (R$ 45), da tradicional vinícola portuguesa Esporão, os chilenos Casillero del Diablo Reserva Chardonnay (R$ 35)e Calyptra Vivendo Reserva Chardonnay (R$ 40) e o francês Baron Philippe de Rothschild Cadet d´Oc Chardonnay (R$ 45). Entre os tintos, também há várias opções com preço em conta e boa qualidade. Merecem destaque, entre outros, os chilenos Cousino Macul Antiguas Reservas (R$ 60) e Casillerode lDiablo Cabernet Sauvignon (R$ 35), os argentinos Santa Julia Reserva Malbec (R$ 60) e Tamaya Reserva Cabernet Sauvignon (R$ 50), os portugueses Quinta de São João D.O.C. (R$ 50) e Rapariga da Quinta Colheita (R$ 40) e os brasileiros Aurora Reserva Cabernet Sauvignon (R$ 30) e Boscato Reserva Cabernet Sauvignon (R$ 50). Enfim, há ótimas alternativas para todos os bolsos. Vamos comemorar, pois a vida merece ser celebrada. Boas festas e que tenhamos um 2014 cheio de felicidades, superação de desafios, saúde, harmonia e prosperidade. Até o ano que vem! R e Rv ei sv ti as t M a é Md éi cd oi c o

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L i t e r á r i a s

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Medicina

em Prosa

A ÚLTIMA TRINCHEIRA

Caso 1 Tarde de sexta-feira. Dr. Elson Moutinho, experimentado médico de UTI, recebeu em seu plantão uma paciente de 62 anos com um gravíssimo quadro de sepse pulmonar, evoluindo para um estado de coma profundo, sendo colocada em respiração mecânica. Dias depois, a paciente foi submetida a traqueostomia. Dona Elvira – nome fictício – tinha muitos filhos, e dois deles se alternavam nos cuidados com a paciente, que continuava em coma profundo. Ficavam ao lado da cama fazendo orações, esforçandose para que ela os escutasse, mesmo naquele estado vegetativo. Nas passagens dos plantões, a paciente era referida como aquela que não inspirava qualquer chance de sobrevida. Dos dois meses que passou na UTI, dona Elvira esteve em coma por vinte e um dias. Certa manhã, a equipe percebeu que a paciente começara a emitir pequenos sinais de melhora. Dias depois, saiu do coma, e foi suspensa a respiração mecânica. Retirada a cânula da traqueostomia, a paciente dava claros sinais de que queria dizer algo. Dias depois, começou a falar. O dr. Moutinho, ao saber que os dois filhos de sua paciente eram padres, brincou: - Dona Elvira, assim até eu sarava! E o riso foi geral. Recebeu alta e foi para casa. Um mês depois, um enfermeiro da UTI chegou na manhã da segunda-feira eufórico: encontrara dona Elvira em um clube de Caldas Novas com um grupo da terceira idade, brincando na piscina.

Caso 2 Hervécio – nome fictício – era um rapaz de 22 anos, dependente químico e pai de dois filhos pequenos. Ao se dirigir do Gama para o Plano Piloto, sofreu um gravíssimo acidente de moto, ocasionando secção completa da coluna toracolombar, com desencontro das partes proximal e distal da coluna. Junto com a lesão da coluna, sofrera um traumatismo craniano grave, com hematoma. Seu estado era desesperador, com midríase – dilatação das pupilas –, sem qualquer reação aos estímulos. Mesmo assim, com mínimas esperanças de sobrevida, os médicos resolveram levá-lo para o centro cirúrgico para drenagem do hematoma.

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O paciente permaneceu em coma profundo por algumas semanas, em ventilação mecânica, sem qualquer melhora do quadro clínico. O doente do leito vizinho ao de Hervécio começou a ler trechos da Bíblia durante boa parte do dia, e fazia questão de se dirigir ao rapaz, como se aquela leitura fosse para ele. Após a alta do paciente do leito vizinho, a esposa do rapaz passou a ler trechos da Bíblia para ele, imitando o que até ali fizera o senhor que recebera alta. Depois de quarenta dias internado, o paciente começou a apresentar melhora. Dias depois, conseguia ler trechos da Bíblia com a esposa e, mesmo sabendo-se paraplégico, vez por outra falava em voz alta para todos na UTI: - Gente, Deus existe! E eu sou a prova! Sua alegria contagiava toda a UTI, e os outros pacientes vibravam com suas palavras de satisfação pela vida. Na sequência, recebeu alta. Soube-se que havia largado as drogas e se dedicava a cuidar de sua família, com o foco em seus dois filhos. Uma luz no fim do túnel. A fé. Ciência Noética. Os estudos indicam que o pensamento pode ser quantificado, por ter uma massa mensurável. Dessa forma, a ideia teria uma massa, e essa massa exerceria uma força de gravidade que poderia atrair massas iguais. De tal modo que, se muitas pessoas se concentrarem no mesmo pensamento, as ocorrências desse pensamento passam a se consolidar em uma só, e a massa acumulada começa a aumentar. Recentemente, descobriu-se que meditações e preces coletivas produzem uma energia altamente ordenada e capaz de alterar o mundo físico. Em outras palavras, descobriu-se que a intenção humana é capaz de afetar o mundo; que o pensamento direcionado pode alterar, entre outras coisas, a direção em que os peixes nadam em um aquário e as reações químicas do corpo humano. Em síntese, o pensamento humano pode transformar o mundo físico, e essa capacidade pode ser incrementada por meio da prática. E fica a pergunta: um razoável número de pessoas reunidas – com o pensamento concentrado – poderia alterar o funcionamento de um equipamento eletrônico?

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Deficiência de vitamina D existe? Estudos realizados demonstraram deficiência de vitamina D em 50%-70% de indivíduos em diversos países(1-3). Dados recentes sugeriram relação entre a latitude e os níveis da vitamina, reforçando que a exposição solar pode ser insuficiente mesmo em países tropicais(4). Dados do Censo do IBGE de 2010 revelaram inadequação do consumo diário de fontes de vitamina D em mais de 90% da população brasileira entrevistada. Definição de deficiência de vitamina D Em recente consenso, o IOM definiu deficiência de 25 (OH) vitamina D em níveis inferiores a 20 ng/mL(5). A saúde óssea é estabelecida quando a vitamina D >30 ng/mL em adultos jovens ou com idade >50 anos(6). Estudos associativos sugerem redução no risco de câncer, doenças autoimunes e cardiovascular e diabetes em pacientes com 25 (OH) vitamina D entre 30 e 44 ng/mL(7-8). Fatores de risco para deficiência de vitamina D A exposição solar inadequada relaciona-se a latitude, longitude, altitude, pigmentação da pele e uso do filtro solar. Em Brasília, seria ideal a exposição de 70% do corpo, por 7 minutos, entre 10h e 16h, para garantir a síntese de 1000 Ui de vitamina D diariamente na pele (www.zardoz.nilu.no). A obesidade, outras doenças e a cirurgia bariátrica, também reduzem a absorção de vitamina D. E algumas medicações podem modificar a meia-vida e a depuração da vitamina D, reduzindo os níveis circulantes. Existem artefatos laboratoriais? Um recente protocolo de padronização de métodos laboratoriais para dosagem de vitamina D, coordenado pelo CDC nos Estados Unidos, (www.cdc.gov/labstandards) determinou critérios de calibração, acurácia e imprecisão, adotados pelo Laboratório Sabin para o método de quimioluminescência. Frequência dos níveis de vitamina D de acordo com a idade em ambos os sexos. 50%

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Dra. Lídia Abdalla - Superintendente Técnica do Grupo Sabin; - (Farmacêutica-bioquímica) graduada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); - Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB); - MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Dom Cabral (FDC); - Auditora interna da qualidade ISO 9001, ISO 14001 e PALC/SBPC.

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Bibliografia: 1.Freedman DM, Cahoon EK, Rajaraman P, Major JM, Doody MM, Alexander BH, Hoffbeck RW, Kimlin MG, Graubard BI, Linet MS.Sunlight and other determinants of circulating 25-hydroxyvitamin D levels in black and white participants in a nationwide U.S. study. Am J Epidemiol. 2013 Jan 15;177(2):180-92. 2.Greene-Finestone LS, Berger C, de Groh M, Hanley DA, Hidiroglou N, Sarafin K, Poliquin S, Krieger J, Richards JB, Goltzman D; CaMos Research Group.25-Hydroxyvitamin D in Canadian adults: biological, environmental, and behavioral correlates. Osteoporos Int. 2011 May;22(5):1389-99. doi: 10.1007/s00198-010-1362-7. Epub 2010 Aug 21. 3.Guessous I, Dudler V, Glatz N, Theler JM, Zoller O, Paccaud F, Burnier M, Bochud M; Swiss Survey on Salt Group Vitamin D lavels and associated factors: a population based study in Switzerland. Swiss Med Wkly. 2012 Nov 26;142. 4.Arantes HP, Kulak CA, Fernandes CE, Zerbini C, Bandeira F, Barbosa IC, Brenol JC, Russo LA, Borba VC, Chiang AY, Bilezikian JP, Lazaretti-Castro M. Correlation between 25-hydroxyvitamin D levels and latitude in Brazilian postmenopausal women: from the Arzoxifene Generations Trial.Osteoporos Int. 2013 Apr 30. 5. IOM, Diaetary reference Ranges for Calcium and Vitamin D. www.iom.edu, 2010. 6. Bischoff-Ferrari HA, Dietrich T, Orav V et al. positive association between 25 (OH) vitamin D and bone mineral density: a population based study in young and older adults. Am J Med 2004, 116:634-9. 7. Michael YL, Whitlock EP, Lin JS, Fu R et al.Primary care relevant interventions to prevent fallings in older patients. Ann Int Med 2011; 153:815-25. 8. Gorham ED, Garland CF, Garland FC, Grant WB, Mohr SB et al. Optimal vitamin D status for colorectal cancer prevention: a quantitative metanalysis. Am J Prev Med 2007;32:210-16.

Os dados e informações apresentados foram fornecidos pela Assessoria Científica e Consultoria Médica do Laboratório Sabin. www.sabinonline.com.br |

@labsabin |

Laboratório Sabin

ISO 9001: 2008

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Assessoria Científica: 61 3329 8028

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Central de Atendimento: 61 3329 8000

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RT: Dra. Sandra Soares Costa, CRF 402 – DF

Conclusões A deficiência de vitamina D é um sério problema de saúde pública e deve ser considerada em populações de pacientes de risco, permitindo o diagnóstico e a intervenção precoces.


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