Revista Médico 102

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A saĂşde precisa de mĂŠdicos efetivos


BRASÍLIA - DF

0800 2820 454

12014 1 e /

PÓS GRADUAÇÃO LATO SENSO

io 0 a 1 m

Medicina do Esporte

Sucesso Absoluto

46ª

Turma no Brasil

6ª TURMA NO DISTRITO FEDERAL

Dr. Haroldo Christo - Coord. Acadêmico

Dr. Mohammed Behnam Talebipour S.

Dr. Marconi Gomes da Silva

Dra. Cris�ane Rocha

Dr. Fabiano Araújo

Dr. Fabrício Bertolini

Médico do Minas Tênis Clube -

Cardiologista / Méd. Esporte / Pres. SMEXE

Mestre e Doutorando USA

12014 1 e /

10 maio

Mestre UFMG - CRM-MG 30101

Mestre UFMG

Doutorado UFRJ

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TE

EN DOC Apoio

Sociedade Mineira de Medicina do Exercício e do Esporte

Medicina Funcional e Preventiva

CRM-RJ 52.28384-6 - Doutor em Ciência de Alimentos pela UFRJ

Mestrado em Ciências Biológicas (Bio�sica) fira pela UFRJ - Prof. Adjunto da UFF Con

Dr. André Nóbrega Pitaluga

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O ORP C Pres. Assoc. Méd Brasileira de Oxidologia Cardiologista Dr. Artur Lemos

Dr. Bruno Andrade

Médico do Atlé�co Mineiro - Espec. IPSEMG

Dr. Walter Taam Filho - Responsável Técnico da Pós Dr. Salim Kanaan

Dr. Lucas Boechat

Mestre e Médico do HC-UFMG

TE

EN DOC

Pós Doutorado e Doutor em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz

Dr. Décio Luis Alves

Mestre em Med. Fac. de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Drª. Luciana Borges

Doutor IFF/Fiocruz

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EDITORIAL

E

m uma relação causa-efeito, não é difícil compreender porque a saúde pública do Distrito Federal continua sua trajetória de declínio, ao ponto de levá-la ao topo das preocupações da popu-

lação. Esse movimento de decadência está umbilicalmente ligado a um modelo de gestão que não conseguiu reverter esse quadro negativo nos últimos três anos, sustentado em medidas paliativas, provisórias e periféricas ao problema central: prover a população de recursos para

A saúde que sofre da mesmice

ser bem atendida nas unidades da saúde da capital do país. Enquanto os hospitais e centros de saúde são relegados em importância, o GDF sustenta sua atuação no setor, por meio de programas desenvolvidos e financiados pelo governo federal que não suprem as carências da comunidade. Acabam se tornando muito mais instrumentos da propaganda oficial, que destoa em realidade das matérias veiculadas nos jornais, nas quais o caos de atendimento é o cotidiano da verdade. Um exemplo prático disso são os mamógrafos que proliferam sobre rodas e inexistem nos hospitais, . A população sabe o que quer quando reclama das filas e da precariedade do atendimento. Ela pede uma rede de atendimento sólida e capaz de prover com soluções para os seus momentos de enfermidade, 24 horas por dia. Não ficar correndo atrás de carretas, mendigando por um pouco de dignidade e atenção. O problema não é difícil, mas precisa ser enfrentado com coragem e responsabilidade. O que falta para resgatar a qualidade do sistema público distrital são investimentos nos insumos que levem saúde aos pacientes. Entre eles, a principal é a oferta de médicos capacitados para prestar esse atendimento de maneira continuada e compromissada. Desde o primeiro semestre do ano passado, o Sindicato dos Médicos do DF vem cobrando do GDF a realização de concurso público para a contratação de profissionais efetivos para a rede. Isso embasado pela reformulação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (Novo PCCS), que permitiu, principalmente nos níveis iniciais da carreira, ter um valor de remuneração mais ajustado à realidade do mercado, para reter os médicos recém-chegados ao sistema. Pois bem, passados mais de seis meses, até o presente momento o Governo do Distrito Federal sequer movimentou-se para reabastecer os quadros da Secretaria de Saúde com profissionais em número suficiente para atender a demanda represada nas unidades de atendimento. Uma escassez que já beira mais de quatro mil profissionais, segundo dados do próprio GDF, publicados no Diário Oficial do DF. A saúde precisa de medidas efetivas, consistentes e sustentáveis para conseguir algum tipo de êxito em termos de qualidade. Enquanto isso, o Secretaria de Saúde lança mão de expedientes muito menos eficazes, como a publicação de editais para a contratação de médicos temporários, demonstrando claramente a visão e a preocupação de curto prazo que o governo local tem com a saúde da população. Ainda há tempo para que o governo comece a promover um processo de ruptura com esse movimento descendente na qualidade dos serviços disponibilizados aos moradores do DF, por meio da contratação de médicos efetivos via concurso público. Profissionais selecionados, capacitados e compromissados em assumir uma carreira que se dedica a atender os mais necessitados que só possuem a rede pública para cuidar da sua saúde.

Edição nº 102

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Revista

Sumário Presidente

Dr. Marcos Gutemberg Fialho da Costa

Vice Presidente

Dr. Carlos Fernando da Silva

Secretário Geral

Dr. Emmanuel Cícero Dias Cardoso

2º Secretário

Dr. Ronaldo Mafia Cuenca

Tesoureiro

Dr. Gil Fábio de Oliveira Freitas

2º Tesoureiro

Dr. Luís Sales Santos

Diretor Jurídico

Dr. Antônio José Francisco P. dos Santos

Diretor de Inativos Dr. Francisco José Rossi

Diretor de Ação Social Dr. Eloadir David Galvão

Diretor de Relações Intersindicais Dr. Augusto de Marco Martins

Diretor de Assuntos Acadêmicos Dr. Jair Evangelista da Rocha

Diretora de Imprensa e Divulgação Drª. Adriana Domingues Graziano

6

16

Entrevista

Geraldo Ferreira, presidente da Fenam

capa

Médicos em campanha: concurso público já!

Diretora Cultural

Drª. Lilian Suzany Pereira Lauton

Diretor de Medicina Privada Dr. Francisco Diogo Rios Mendes

Diretores Adjuntos

Dr. Antônio Evanildo Alves Dr. Antônio Geraldo da Silva Dr. Baelon Pereira Alves Dr. Bruno Vilalva Mestrinho Dr. Cezar de Alencar Novais Neves Dr. Filipe Lacerda de Vasconcelos Dr. Flávio Hayato Ejima Dr. Gustavo Carvalho Diniz Dr. Paulo Roberto Maranhas Meyer Dr. Ricardo Barbosa Alves Dr. Tiago Sousa Neiva

8

Fenam faz companha por candidaturas médicas

14

20

Su plem entar Novo alerta aos planos de saúde será reaiizado em abril

Conselho Editorial Drª. Adriana Graziano Dr. Gil Fábio Freitas Dr. Gutemberg Fialho

ju rídico 10

Multa diária de R$ 1 mil para quem atrapalhar aposentadorias

aconteceu Médicos do trabalho realizam oficina sobre perícia previdenciária

Conselho Fiscal

Dr. Cantidio Lima Vieira Dr. Francisco da Silva Leal Júnior Drª. Josenice de Araujo Silva Gomes Dr. Jomar Amorim Fernandes Dr. Regis Sales de Azevedo

política

Si n dicais 18 A nova onda do governador: Televisão e fita colorida

regionais 22 SindMédico na Cidade

Editor Executivo

Alexandre Bandeira - RP: DF 01679 JP

Produção de conteúdos Azimute Comunicação

Diagramação e Capa

24

Vi da M édica Cães, gatos e outros bichos

Strattegia/DSG

especial 28 A contragosto, CRM/DF prepara mudança para nova sede.

Projeto Gráfico e Editoração Strattegia/DSG

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SindMédico-DF

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5 Opi n ião

21 Estratégia

28 Vi n hos

30 Literárias


Opi n ião

Dr. Antonio José Francisco Pereira dos Santos

As cores

A

da distopia pesar dos mais de vinte anos de existência, o Sistema

A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/

Único de Saúde (SUS) não conseguiu, até o momento,

DF) decidiu, então, adotar – a partir de janeiro deste ano – o uso

instituir o fluxograma de funcionamento ideal, qual

de pulseiras, nas mesmas cores da classificação de risco, atribuin-

seja, a descentralização dos serviços de saúde, priori-

do a elas um suposto “papel didático” e incentivando os usuá-

zando, como estipulado na Conferência de Alma Ata (Cazaquistão,

rios não graves a procurar atenção em outro lugar. Aos que não

setembro de 1978). Sem isso, não conseguiu atingir uma de suas

residem nos limites geográficos do DF, a mensagem é que não

premissas básicas, que é a universalização do atendimento. O

esperem atendimento nos hospitais púbicos da cidade.

sistema continua sendo uma utopia.

Uma simples pulseira tem algum efeito real para resolver o

Sem a atenção primária e a prevenção em saúde, nas-

caos do atendimento nos prontos-socorros e UPAS? A resposta é clara:

ceu o caos – o hospitalocentrismo – que, não raramente,

não. Se não houver profissionais e recursos físicos e materiais suficien-

compromete o atendimento dos casos de emergências e ur-

tes – tanto na atenção básica, quanto nos hospitais – não há solução

gências médicas, pois o funcionamento das unidades bási-

possível para que o SUS cumpra plenamente sua função. Outrossim,

cas de atendimento é insuficiente ou inexistente. Em 2002, o

caberia aos usuários, como afirmado em recente entrevista concedida

Ministério da Saúde criou, por meio da Portaria 2048/MS, o

à TV Record pelo secretário adjunto de Saúde, principalmente aos do

Acolhimento Com Classificação de Risco (ACCR), com a fina-

entorno, procurar por conta própria solução para suas demandas?

lidade de organizar o fluxograma.

Em qualquer lugar do mundo, é nos grandes centros que

Mas as normas e orientações técnicas surgem em velo-

as populações periféricas buscam o suprimento das suas ne-

cidade imensamente superior à adequação das redes públicas

cessidades no que não é disponível em seus locais de origem.

locais e regionais para o acolhimento dos pacientes conforme a

Constitucionalmente, o SUS (Artº 197 CCF/88 “Saúde é direito

premência do cuidado necessário. O resultado é que os pacien-

do povo e dever do Estado”) é obrigado a seguir as premissas de

tes permanecem nas emergências dos grandes hospitais, porque

Universalidade e Equidade.

sabem que ali há médicos para atendê-los, apesar de não serem em número adequado à demanda da população.

Brasília tem número de médicos muito mais que suficiente para preencher as vagas existentes no sistema público de saúde e,

Os marcadores de prioridade vermelha, laranja e amare-

agora, as condições salariais para preenchê-las. Se o governo tiver

la não garantem o atendimento no prazo adequado ou sequer

a coragem de realizar a utopia da universalidade e da equidade,

prometido ao paciente. Aos demais usuários, ainda sob o critério

vai, antes de qualquer outra coisa, contratar o profissional para

de gravidade, cabem as cores verde e azul, as quais significam,

atender o paciente, tanto nas unidades de atenção básica quanto

mais que indiretamente, que devem procurar outros locais para

nos ambulatórios e prontos-socorros.

atender suas necessidades. Eis um dilema ético, moral e legal: o

Os protocolos de classificação de risco não podem se

médico não pode negar socorro a um paciente, mas os gestores,

prestar a ser sistema de castas. A promoção da saúde é instru-

secretários e ministros da saúde pode fazê-lo?

mento de inclusão social, não pode justificar qualquer tipo de

O Ministério da Saúde criou, também, as Unidades de

exclusão. Da forma que é proposta, a classificação dos pacientes

Pronto Atendimento (UPA), que deveriam funcionar como inter-

com as pulseiras coloridas remete diretamente ao sistema de co-

mediárias entre o atendimento básico e os hospitais. No entanto,

res das castas de Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo. Sob

em vez de porta de entrada para as emergências dos hospitais,

essa ótica, o serviço público de saúde que se propõe nada tem de

elas se tornaram extensões delas, utilizando também o sistema

utopia, ao contrário, é a realização plena da distopia.

de classificação de risco. Em nada mudou a estatística de que sete entre 10 pacientes nas salas de espera dos prontos-socorros necessitam de cuidados não emergenciais ou urgentes.

Antonio José Francisco Pereira dos Santos é médico aposentado da SES/DF e do Ministério da Saúde e Diretor Jurídico do SindMédico-DF

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Entrevista

Geraldo Ferreira - Presidente da FENAM

guinada política Apesar de comporem a segunda maior bancada profissional do Congresso Nacional, os médicos têm sofrido sérios revezes no panorama legislativo e político. Também não foram muitas as vozes no parlamento que ousaram se levantar contra as ações do governo federal contra a classe. As estruturas do movimento médico foram chacoalhadas em 2013 e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) se esforça para uma guinada mais forte para o campo político. Segundo o presidente da entidade, Geraldo Ferreira, a prioridade agora é politizar a categoria e trabalhar pela eleição de representantes das bases do movimento médico.

Revista Médico – Qual é a proposta da campanha Saúde: Nossa Voz no Legislativo?

promissos partidários acima das nossas causas. Ao longo dos anos, estamos vendo a degradação do sistema de saúde e

Geraldo Ferreira – A ideia é fazer nascerem candida-

gestores subsequentes não trabalham para reverter o quadro.

turas oriundas do movimento médico. Temos os exemplos

Isso vem se acumulando há anos e já era motivo de desgaste

do Paulo Davim (PV/RN) e do Eleuses Paiva (PSD/SP), que

nas relações com os governos. Este governo foi pior ainda,

começaram suas trajetórias políticas no movimento médico.

porque agrediu toda a categoria. Por isso, vamos trabalhar

Reconhecemos a ajuda que tivemos, em episódios recentes,

pelas candidaturas das nossas bases, para que não fechem

de diversos parlamentares, mas esses dois foram, efetiva-

posição favorável a toda e qualquer ação governamental. Para

mente, nossas vozes dentro do Congresso Nacional. Davim,

realizar essa proposta, precisamos do apoio e da unidade da

que era da Associação Médica do Rio Grande do Norte, teve

classe médica.

o apoio do sindicato, das associações e demais entidades médicas e foi eleito, pela primeira vez em 2002, como legítimo representante da classe médica. Eleuses, eleito em 2006,

Revista Médico – Qual é o perfil do candidato ao qual a Fenam dará aval?

também é oriundo da Associação Médica de São Paulo. Foi

Geraldo Ferreira – Entendemos que ele, ou ela, precisa

nas associações que ocorreram os primeiros movimentos pe-

ter raízes muito bem firmadas no movimento médico; deve

las candidaturas médicas. Hoje, essa bandeira está com os

ter liderança e ter participado de gestões das entidades, em

sindicatos. Precisamos do apoio de cada médico.

especial no movimento sindical; precisa ter familiaridade com a defesa das bandeiras da classe médica; deve ter posição

Revista Médico – Quando surgiu essa proposta?

lúcida e clara contra propostas de governo que agridem os

Geraldo Ferreira – Ela foi aprovada no Congresso Extra-

interesses da classe médica; deve ser coerente na defesa e na

ordinário da Fenam no ano passado, no Rio de Janeiro. Mas é um

busca de avanços para a saúde pública e para a classe mé-

tema recorrente entre as entidades. Precisamos ter representantes

dica. Não podemos cair no erro de apoiar candidaturas sem

próprios, como têm os professores e petroleiros, por exemplo.

histórico no movimento médico.

Antes do Rio, o assunto foi discutido no congresso do Rio Grande do Norte, em 2011. Foi uma proposta do presidente do Sindicato

Revista Médico – Esse apoio se estende a médicos

dos Médicos do Distrito Federal, o Gutemberg Fialho. Teve muito

filiados a qualquer partido? Mesmo àqueles que apoiam o

apoio, mas não foi consenso. Com as agressões contra os médi-

atual governo federal?

cos, no ano passado, retomamos a proposta.

Geraldo Ferreira – Nossos representantes têm que estar em sintonia com a resolução do congresso do Rio de Janeiro, de

Revista Médico – Pelo menos no Congresso Nacional os médicos são muitos.

6

ruptura com este governo e de repúdio a Dilma Rousseff. É muito difícil apoiar candidatos da base do governo. A percepção geral

Geraldo Ferreira – Em todas as legislaturas nós fica-

da classe é que estamos em conflito com o governo. A classe

mos com a segunda maior bancada, apenas os advogados

médica foi afrontada, agredida, não seria coerente apoiar quem

superam o número de médicos, mas a maioria coloca os com-

compactua com quem fez isso.

Revista Médico


Revista Médico – No congresso do Rio de Janeiro tam-

criação da CAP Fenam, temos muita tranquilidade para fazer

bém não houve consenso em relação ao posicionamento po-

análises com mais agilidade, porque antes tudo dependia de

lítico da Fenam. O que mudou entre 2011 e 2013?

consenso absoluto, novamente. Nada impede que as três enti-

Geraldo Ferreira – Cada congresso tem suas características. Até o ano passado, as decisões eram consensuais. Tentava-se

dades se reúnam para ações conjuntas – a maioria das causas é de interesse mútuo.

não desagradar ninguém. Isso provocava uma paralisia na entidade. É claro que as posições divergentes têm que ser respei-

Revista Médico – Como foi a conversa com a Ramona

tadas, mas a vontade da maioria tem que prevalecer – isso faz

Rodriguez quando ela estava refugiada no Congresso Nacional?

parte do jogo democrático. A construção do consenso absoluto

Geraldo Ferreira – Logo depois de tomar conheci-

pode acontecer e isso é desejável, mas isso não pode significar

mento da situação dela, fomos convidados ao gabinete da

inoperância e paralisia. A Fenam, que estava distanciada da ação

liderança do DEM (Democratas). Eles nos pediram ajuda para

porque só tomava decisões por consenso absoluto, tornou-se

garantir que ela não fosse obrigada a retornar para a ditadura

mais ativa e dinâmica.

cubana, porque seria alvo de perseguição. Disponibilizamos auxílio jurídico e até mesmo hospedagem. Ela confirmou ex-

Revista Médico – Como a Fenam vai conduzir essa campanha pela eleição de médicos? Geraldo Ferreira – A princípio, estamos fazendo palestras e visitas aos estados, incentivando e articulando com os

plicitamente denúncias de exploração brutal dos trabalhadores e a situação escandalosa dos cubanos em comparação às condições oferecidas aos bolsistas de outras nacionalidades. A posição dela é justa.

sindicatos discussões sérias sobre essa questão. A recepção tem sido muito boa. Os médicos querem representação de

Revista Médico – Ela deu alguma informação de que

uma bancada eleita por médicos e voltada aos interesses dos

não se tivesse conhecimento sobre a participação no progra-

médicos. A questão não é só votar em médicos, é eleger médi-

ma Mais Médicos?

cos. O voto da categoria não pode ser pulverizado. Estaremos

Geraldo Ferreira – Ela nos mostrou algo gravíssimo:

alinhados com os sindicatos de base. Vamos apoiar os candi-

em nenhum ponto, o contrato assinado para a participação

datos que eles sacramentarem, participar das campanhas e

no programa explicita que está sendo contratado um médico,

subir em palanque junto com eles. Vemos candidaturas fortes

mas sim um profissional da saúde. Em Cuba, existem três tipos

surgindo em diversos estados, como Piauí, Amazonas, Distrito

de cursos na área médica, que vão de 2,5 mil horas aulas a 7

Federal, Rio Grande do Norte. Todos colegas com condições

mil – o que é mais próximo à formação no Brasil. Fora alguns

de defender nossas bandeiras.

que são mostrados como padrão dos que foram trazidos para atuar no país, são os que têm o curso de menor duração que

vamos trabalhar pelas candidaturas das nossas bases, que não fechem posição favorável a toda e qualquer ação governamental. Para realizar essa proposta precisamos do apoio e da unidade da classe médica.

estão sendo trazidos para cá. E as denúncias de erros cometidos por alguns deles dão a entender que não são médicos. Por isso o governo federal não quis que fizessem o Revalida. Ela (Ramona) deu uma importante contribuição ao movimento médico brasileiro. Revista Médico – Os parlamentares que mais se destacam na defesa dos médicos no Congresso Nacional pertencem a partidos de direita. O senhor não teme que as entidades e médicos em geral sejam rotulados por isso? Geraldo Ferreira – Na bancada temos médicos espalhados por todos os partidos. Não podemos colocar a qualificação ideológica do médico como de esquerda ou de direita

Revista Médico – Por que a Fenam criou uma Comissão

simplesmente ou dividi-los entre um time e outro. No perfil

de Assuntos Políticos (CAP) separada do Conselho Federal de

geral, o médico é um liberal que acredita na liberdade da

Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB)?

economia, mas que tem sensibilidade social, até pela natureza

Geraldo Ferreira – Tínhamos muitas comissões conjun-

de sua atividade. O médico é a favor do mérito, por isso não

tas. A CAP era uma delas e houve uma decisão unilateral do

é a favor de distribuição indiscriminada de privilégios, nisso

CFM de trabalhar individualmente, depois do distanciamento

é conservador. O médico compreende a situação de crise que

que houve no episódio da negociação para a votação da Me-

se vive e defende educação, trabalho e saúde como garantias

dida Provisória do Mais Médicos. Nem a AMB, nem a Fenam

básicas que o Estado tem obrigação de dar a todos os cida-

aceitaram participar dessas negociações, porque entendemos

dãos. Sobretudo, politicamente, o médico é um democrata,

que não poderíamos abrir mão das nossas posições. Com a

contra o Estado autoritário.

Edição nº 102

7


POLÍTICA

Médicos na política

Com progr ama nacional, a Feder aç ão Nacional dos Médicos ( Fenam ) pretende incentivar c andidatur as e voto em médicos par a o Legisl ativo No dia 15 de março, o Sindicato

dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) receberá o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM/MS) para falar sobre representação política de médicos no Legislativo brasileiro. A atividade faz parte do programa Saúde: Nossa Voz no Legislativo, promovido pela Federação Fotos: Ascom/Fenam

Nacional dos Médicos (Fenam), com o objetivo de despertar a consciência da classe médica para a importância de sua participação política. A proposta original do programa foi feita pelo presidente do SindMédicoDF, Gutemberg Fialho, no XI Congresso

Gutemberg Fialho e Carlos Fernando participaram da inauguração do programa, no Piauí.

Nacional da Fenam, em maio de 2012, em função dos entraves e reveses políticos na

Amazonas, Mandetta (DEM/MS) e o depu-

posição entre os médicos de colaborar

área da saúde e, em especial, em relação

tado estadual Luiz Castro (PPS/AM) foram

com as candidaturas.

à classe médica, mesmo antes da gestão

os parlamentares participantes. Com esses

Nas palestras que já foram realizadas,

da presidente Dilma Rousseff. O conflito

eventos, a Fenam espera contribuir para

o presidente da Fenam ressaltou que a revolta

com o governo federal sobre as políticas

a construção de uma bancada de parla-

com a forma como a classe médica está sen-

de saúde motivou a retomada da ideia pela

mentares ligados à classe. Por isso, além de

do tratada e como a saúde pública está sendo

Federação, que tornou público o repúdio à

estimular os profissionais a se candidatar a

conduzida não diminuiu desde os confrontos

administração de Dilma.

cargos públicos, também será incentivado

do ano passado. “A percepção geral é a de

o voto em políticos que se proponham a

que este governo tem a marca da hostilidade

defender as bandeiras médicas.

contra os médicos”, destaca Geraldo Ferreira.

Agora, com o apoio dos sindicatos, a Federação promove encontros entre médicos e parlamentares ao redor do

Segundo o presidente da Fenam,

país. Em eventos realizados no Piauí e no

Geraldo Ferreira, já se percebe uma dis-

A federação não definiu apoio a nenhum dos pré-candidatos à Presidência da República.

Médicos mi litares poderão ter víncu lo público civil

8

na ativa, mas sem direito a promoções se-

O Congresso Nacional aprovou a

Crivella afirma que a PEC se propõe

Proposta de Emenda à Constituição (PEC)

a conter a evasão de médicos do serviço

122/2011, do senador licenciado e atual mi-

militar ao possibilitar que aumentem sua

A PEC terá repercussão direta nos

nistro da Pesca Marcelo Crivella, que permi-

renda. Para atender à atual demanda, as

estados que não permitem duplo vínculo

te aos profissionais de saúde das Forças Ar-

Forças Armadas têm 3 mil profissionais em

para profissionais de saúde da Polícia Mi-

madas acumularem outro cargo público, no

regime temporário. A pedido do Ministério

litar e do Corpo de Bombeiros. No Distri-

âmbito civil. A nova lei beneficiará cerca de

da Defesa, o militar que tomar posse em

to Federal, onde o Sindicato dos Médicos

3,5 mil médicos de carreira, que, pela legis-

cargo ou emprego público civil permanente

(SindMédico-DF) obteve, há anos, por via

lação atual, depois da reforma, aos 50 anos,

será transferido para a reserva, como forma

administrativa, que os médicos nessa si-

perdem suas aposentadorias se assumirem

de assegurar a prioridade do vínculo militar

tuação não tivessem que fazer opção por

outro emprego. Com a mudança, serão re-

sobre qualquer outro. Caso o militar tome

um ou outro vínculo, a situação será final-

formados aos 55 anos e poderão acumular

posse em cargo, emprego ou função públi-

mente apaziguada, sem que haja novos

a aposentadoria e os novos vencimentos.

ca civil temporária, ele poderá permanecer

questionamentos ou percalços.

Revista Médico

não por antiguidade.


Mais de uma centena de baixas no Mais M édicos O diretor Jurídico do SindMédico-

“Os líderes do DEM nos pediram

governo cubano para a vinda de trabalha-

DF, Antonio José dos Santos, que repre-

ajuda para que, obtendo asilo no país,

dores daquele país para atuar no programa

senta a entidade na Federação Nacional dos

Ramona pudesse se manter. Oferecemos

Mais Médicos. A primeira questão refere-se

Médicos como diretor de Formação Profis-

ajuda para ela se manter enquanto se

ao valor pago, por médico, ao regime cas-

sional e Residência Médica, participou de

preparasse para a prestação do Revalida

trista, que seria integralmente pelo teto de

visita à médica cubana Ramona Rodriguez,

e pudesse exercer a medicina de maneira

R$ 30 mil por profissional e não pela pos-

que abandonou o programa Mais Médicos

regular”, informou Antonio José.

sível variação entre o piso de R$ 10 mil e o

em fevereiro, refugiou-se no gabinete da

O valor da bolsa que Ramona pre-

liderança do partido Democratas (DEM) no

tende questionar na Justiça pode estar

O caso de Ramona ganhou repercus-

Congresso Nacional e expôs um movimento

subestimado. Em dezembro, o Tribunal de

são e começou a desnudar a fragilidade do

de debandada de intercambistas.

Contas da União (TCU) pediu esclarecimen-

eleitoreiro programa Mais Médicos para o

teto previstos no contrato.

Em entrevista coletiva, no dia 6 de

tos ao Ministério da Saúde sobre possíveis

Brasil. Até o dia 11 de fevereiro, 27 cubanos

maio, ela afirmou ter sido convidada para tra-

irregularidades verificadas no convênio

haviam abandonado o programa, sendo que

balhar no território brasileiro no fim de 2012.

com a Organização Panamericana de Saúde

cinco deles não voltaram para a ilha e para o

Disse que recebia apenas US$ 400 por mês e

(OPAS), responsável pelo convênio com o

tacão do regime totalitário castrista, que re-

outros US$ 600 seriam depositados mensal-

cebe apoio financeiro, a expensas do contri-

mente em uma conta em Cuba e entregues

buinte brasileiro, do governo Dilma Rousseff. Na internet, as tropas de choque do

aos profissionais somente após o término do

partido da presidente insistem em atribuir

contrato com o governo brasileiro. Ramona também acionou a Justi-

as deserções à conspiração das entidades

ça Trabalhista para pedir indenização por

médicas com partidos de direita e iniciati-

danos morais e receber a diferença do sa-

vas do governo dos Estados Unidos para

lário de R$ 10 mil oferecido pelo governo

cooptação de profissionais da saúde cuba-

brasileiro, que, segundo a médica, não foi

nos. Ninguém se propõe a explicar os 89 bolsistas considerados faltosos, prestes a

pago a ela durante os quatro meses em que trabalhou no país.

Visita da Fenam a Ramona, na liderança do DEM.

Atuação em presarial de Ch ioro é alvo de i nvestigação

serem desligados do programa.

Tudo o que todos já sabem

Antes de assumir o Ministério da

Planejamento Ltda., que presta serviços a di-

Instituída no âmbito do Senado Fe-

Saúde, o ex-secretário de saúde de São

versas prefeituras, inclusive no estado de São

deral, a comissão temporária destinada a

Bernardo do Campo (SP), Arthur Chioro foi

Paulo – conduta imprópria para ocupantes

propor soluções ao financiamento do sis-

levado a Cuba pela presidente Dilma Rou-

de cargos públicos. Em setembro de 2013, a

tema de saúde do Brasil (CTS) encerrou os

sseff, a título de deixar claro que o atual

promotora Taciana Trevisoli Panagio instau-

trabalhos em dezembro. O relatório não

ministro vai dar continuidade ao programa

rou um inquérito civil público para apurar se

tem densidade para ser mais que recheio

que é destaque na campanha pela reelei-

há violação ao princípio da administração pú-

de pasta dos arquivos do parlamento.

ção para a presidência e pela conquista do

blica no fato de Chioro acumular a função de

No entanto, os senadores partici-

governo do estado de São Paulo.

diretor da empresa e de secretário de Saúde.

pantes da comissão reconheceram o dé-

Petista de carteirinha, Chioro ocu-

As consultorias dos petistas em seus

ficit do financiamento da saúde em torno

pa cargos nos governos federal e municipal

negócios particulares já renderam dores de

(também nas mãos do Partido dos Trabalha-

cabeça ao governo: o ex-ministro Antonio Pa-

Também reconheceram que esse

dores) desde 2003. Antes de assumir o Minis-

locci foi demitido do cargo após se envolver

valor “corresponde e vai ao encontro do

tério, era presidente do Conselho de Secre-

em escândalo referente à evolução patrimo-

Projeto de Lei de Iniciativa Popular, que

tários Municipais de Saúde do Estado de São

nial de consultoria de sua propriedade. O mi-

tramita atualmente na Câmara dos Depu-

Paulo, que reúne gestores de 645 municípios.

nistro Fernando Pimentel (Desenvolvimento)

tados, estabelecendo que 10% das Recei-

Ao mesmo tempo, era sócio majori-

foi investigado pela Comissão de Ética Pública

tas Correntes Brutas (RCB) da União sejam

da presidência pelo mesmo motivo.

definidos para o setor da saúde.”

tário da Consaúde Consultoria, Auditoria e

de R$ 45 bilhões anuais.

Edição nº 102

9


JURÍDICO

Aposentadorias

não serão revertidas

Fotos: Cidney Martins

Gdf fa z manobras, mas o sindicato montou “cerco jurídico” para preservar médicos

O “presente de Agnelo” anunciado no final do ano foi alvo de duras críticas em assembleia realizada na sede do SindMédico-DF, em janeiro.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF),

Saúde deve procurar a assessoria jurídica”,

insistir na continuidade dos processos

afirmou Gutemberg.

sobrestados junto aos departamentos de

Gutemberg Fialho, e integrantes da asses-

Multa e prisão – Gutemberg Fialho

recursos humanos das regionais em que

soria jurídica falaram para cerca de 120

também anunciou que a 2ª Vara de Fazenda

estiverem lotados, fazendo a requisição

médicos, que se reuniram em assembleia,

Pública do Distrito Federal, em 22 de janeiro,

por escrito, à qual deve ser anexada cópia

no dia 30 de janeiro. O tema foi a Ação

mandou que o GDF se manifestasse sobre o

do despacho do juiz (ambos disponíveis na

Rescisória, de 19 de dezembro de 2013,

descumprimento do MI 836 (com prazo de

sede do sindicato).

pela qual o Governo do Distrito Federal

cinco dias já decorridos) sob pena de impo-

Custeio de pareceres – A assem-

(GDF) tenta fazer a reversão de aposen-

sição de multa diária e outras penalidades

bleia também aprovou a contribuição ex-

tadorias obtidas pela contagem diferen-

previstas em lei, até a prisão do responsável

tra de R$ 250 para custeio de pareceres

ciada de tempo trabalhado em condições

pelo sobrestamento dos processos de apo-

de especialistas em Direito Previdenciá-

insalubres garantida pelo Mandado de

sentadoria. A multa por descumprimento foi

rio e Constitucional. São peças jurídicas

Injunção 836, de 2009.

arbitrada em R$ 1 mil por dia, não só para os

de custo elevado, porém indispensáveis,

“Os que já foram aposentados

réus da ação, mas para todos os agentes ad-

que serão anexadas aos processos ava-

podem ficar tranquilos. A reversão não é

ministrativos ou políticos que tiverem dado

liados pelo STF, pelo Tribunal de Justiça

possível. Quem for pressionado por inti-

causa ao descumprimento.

do Distrito Federal e Territórios e pelo

mação ou pressão direta da Secretaria de

Os médicos sindicalizados devem

Tribunal de Contas do DF.

Defasagem do FGTS entre 1999 e 2013 pode ch egar a 88%

10

Milhares de trabalhadores brasilei-

Por isso, a exemplo do que estão

ros têm sido prejudicados por um cálculo

fazendo dezenas de milhares de pessoas

de correção dos saldos de Fundo de Ga-

postas contra a Caixa Econômica Federal de forma individualizada ou coletiva.

em todo o Brasil, a assessoria jurídica do

Todos os trabalhadores que têm ou

rantia por Tempo de Serviço (FGTS) abaixo

SindMédico-DF vai ingressar com ação

tiveram conta vinculada ao FGTS a partir de

da variação inflacionária. A correção men-

revisional na Justiça para pleitear a recu-

janeiro de 1999 podem requerer seus direi-

sal dos depósitos no FGTS é feita com base

peração das perdas, com o objetivo de re-

tos, inclusive aqueles que já tenham sacado

na Taxa Referencial (TR), acrescida de juros

compor o saldo dos sindicalizados.

o dinheiro do fundo. O tribunal competente

de 3% ao ano, o que, segundo especialis-

A Advocacia Riedel informa que a

tas, seria insuficiente para recompor per-

para julgamento é o de Justiça Federal.

correção só se dará sobre os rendimentos

Documentos necessários para ajui-

das diante da inflação. A defasagem pode

inadequadamente corrigidos e não sobre

zar a ação: Identidade, CPF, Carteira de Tra-

chegar a 88% no período de 1999 a 2013.

o montante do saldo. As ações serão pro-

balho e extratos do FGTS de 1999 a 2013.

Revista Médico


Desconto i n devi do de GAB e GCET

Barriga jurídica

Nova vitória judicial do SindMédi-

licenças previstas em lei, no período de

co-DF em benefício dos médicos sindicali-

2005 a 2012. Os médicos sindicalizados

zados. A 7ª Vara de Fazenda Pública do DF

que foram prejudicados pelo desconto in-

mandou expedir os precatórios referen-

devido e participam da ação judicial de-

tes ao desconto indevido da Gratificação

vem levar cópias dos contracheques ou

de Ações Básicas em Saúde (GAB) e da

fichas financeiras ao Departamento Jurídi-

Gratificação por Condições Especiais de

co do sindicato para que sejam anexados

Trabalho (GCET) em períodos de férias e

aos processos.

Vitória em ação de devolução de I m posto de Ren da Os médicos que fazem parte do grupo do precatório 449/94 podem come-

E xiste uma expressão no jornalismo que significa a publicação de notícia incorreta – a “barriga” às vezes,

DF junto à 7ª Vara de Fazenda Pública do

provocada pela voracidade pelo “furo”,

Distrito Federal.

pela excitação do jornalista, pelo pouco

morar uma conquista extremamente im-

Os valores a serem ressarcidos,

conhecimento do meio ou do assunto

portante para reaver o Imposto de Renda

hoje, ultrapassam R$ 200 mil para cada

em questão ou, ainda, por declarações

retido indevidamente à época em que re-

um dos médicos participantes do grupo.

equivocadas de fontes que desconhecem

ceberam os valores que lhes eram devidos

O GDF ainda pode recorrer. Resta aguar-

as implicações dos fatos que lhes são re-

pelo governo. Foi obtida na ação judicial

dar a tramitação do recurso e trânsito em

latados ou que não tiveram tempo para

promovida pelo Sindicato dos Médicos do

julgado da ação.

fazer uma análise adequada deles. Foi o que ocorreu no caso da

Di famador de m édico é con denado

ação de Inconstitucionalidade julgada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em relação à aplicação do teto constitucional aos

No dia 15 de janeiro, o 3º Juiza-

corpo médico que atendeu o ex-presi-

salários dos servidores do Governo do

do Especial Criminal de Brasília conde-

dente. A pena é leve diante do peso da

Distrito Federal (GDF).

nou José Luís Garcia Mir, autor do livro

agressão infringida.

O julgamento do TJDFT não con-

O Caso Tancredo Neves – O Paciente, a

O radiologista ainda move ação inde-

testa nem anula a decisão do Superior

pena de 30 horas de serviços à comuni-

nizatória, na esfera cível, na qual solicita com-

Tribunal de Justiça, que mandou separar

dade por injúria sofrida pelo radiologista

pensação financeira pelo dano moral causado

os vínculos dos médicos para a aplica-

Gilnei Godoi Guimarães, que fez parte do

à sua imagem e reputação profissional.

ção do teto. O que foi questionado pelo Ministério Público, que moveu a ação,

I nobservância de prazos pode prejudicar defesas

foram as instruções normativa que extrapolou a ordem judicial e estendeu a outras categorias profissionais e a ocupantes de cargos comissionados o que o STJ reconheceu ser direito dos médicos.

A diretoria Jurídica do SindMédi-

ção dos advogados. O médico deve tratar

Mesmo depois de questionado da incor-

co-DF alerta os médicos sindicalizados

as intimações e notificações com a urgên-

reção da primeira instrução normativa,

para a observância dos prazos para a ela-

cia devida. O sindicato solicita ao colega

a correção feita pelo governo excluiu

boração e apresentação de defesas tanto

que, ao receber intimação judicial ou

os comissionados, mas manteve outros

para casos de processos administrativos

notificação de processo administrativo,

profissionais – o que permanecia fora do

quanto judiciais. A equipe da Advocacia

agendem imediatamente uma consulta

escopo da decisão do STJ.

Riedel notificou a diretoria sobre casos

com os advogados para dar a eles todos

Em respeito ao Estado de Direito,

em que os médicos têm apresentado suas

os elementos e o tempo necessário para

o GDF deve cumprir o que determinou o

causas com prazo exíguo para a prepara-

a elaboração de uma boa defesa.

Superior Tribunal de Justiça.

Edição nº 102

11


JURÍDICO

Relatório das ações judiciais coletivas

GAB e GCET – manutenção do pagamento em períodos

Contagem diferenciada do tempo de serviço insalu-

de férias e licenças previstas em lei – OS 2010/01825 – Deferida

bre relativo ao período celetista – Ação contra o INSS – OS

a liminar em 24/08/2010. Sentença procedente em 04/07/2011.

2006/01716 – Sentença proferida em 10/03/2009, julgando pro-

Aguardando processamento do recurso do DF.

cedente a ação. Aguardando julgamento da apelação pelo TRF desde 31/07/2013 com o relator desembargador Ney Bello. Re-

Lei da Transparência – Divulgação do nome, remunera-

querida tramitação preferencial e prioridade.

ção e lotação do servidor na internet – OS 2012/01871 – Mandado de Segurança. Em 18/12/2012, o TJDF julgou procedente

Concurso público de 2008 – perito médico legista

a ação, impedindo a divulgação de informações dos servidores

da Polícia Civil do Distrito Federal – edital estabelece regi-

médicos na internet. Interposto Recurso Extraordinário pelo DF

me de dedicação exclusiva, com a impossibilidade do exercí-

junto ao STF. Designado relator o ministro Ricardo Levandowski.

cio de outra atividade pública ou privada – OS 2008/00135

Aguardando julgamento.

– Deferida liminar para suspender o regime de dedicação exclusiva. Sentença proferida em 14/10/2011, julgando proce-

Benefício Alimentação – Ressarcimento do valor pago

dente a ação. Apelação do DF rejeitada em 21/06/2012 pelo

pelos servidores distritais a título de custeio – OS 2011/01643

TJDF. Recurso Extraordinário do DF indeferido em 03/12/2012.

– Sentença proferida em 04/11/2013, julgando improcedente a

Aguardando julgamento de agravo regimental interposto pelo

ação. Apelação interposta pelo SindMédico-DF. Aguardando re-

DF desde 13/08/2013.

messa dos autos ao TJDF para julgamento do recurso. Tíquete Alimentação – pagamento do benefício suDesvio de função de especialidade médica – pediatria

primido em 1995 – Decisão definitiva favorável. Aguardando

no atendimento à neonatologia – OS 2012/02073 – Deferida a

a expedição de precatório. Requerida tramitação preferencial e

liminar em 26/10/2012 pelo TJDF. Aguardando julgamento desde

prioridade.

10/10/2013. Redução da VPNI e descontos dos valores recebidos GMOV – manutenção do pagamento – OS 2012/00429

indevidamente – Mandado de Segurança – OS 2008/02383 –

– Indeferida a liminar em 14/03/2012. Aguardando julgamento

Liminar deferida para impedir a redução da VPNI e o desconto

desde 02/12/2013.

de qualquer valor pago a esse título. Decisão proferida em 20/01/2009, julgando procedente a ação. Interpostos recursos

Manutenção do pagamento do adicional de insalubri-

pelo DF. Aguardando julgamento pelo STF desde 19/06/2013,

dade nas férias e licenças – OS 2012/02923 – ação foi julgada

com o relator ministro Dias Toffoli. Requerida tramitação pre-

procedente.

ferencial e prioridade.

Impugnação à Portaria 1675/2006 do Ministério do Pla-

Jornada semanal dos analistas legislativos de 30 para

nejamento, Orçamento e Gestão – Afronta à atividade médica –

20 horas – Mandado de Segurança – OS 2007/00347 – De-

autorização de homologação de atestados médicos pela chefia

cisão proferida em 27/07/2010, julgando improcedente a ação.

imediata do servidor, sem passar pela análise do profissional

Interposta apelação. Aguardando julgamento pelo TRF desde

médico – OS 2007/00567 – Sentença proferida em 04/07/2008,

01/08/2013, com o relator desembargador Ney Bello.

julgando procedente a ação. Aguardando julgamento da apelação da União desde 28/05/2009. Relator desembargador Carlos Moreira Alves. Requerida tramitação preferencial e prioridade.

Manutenção da jornada de 20 horas para os ocupantes do cargo de analista judiciário na especialidade médica do TJDF – OS 2009/01462 – Mandado de Segurança. Decisão

12

Contagem diferenciada do tempo de serviço insalubre

proferida em 09/10/2009, julgando procedente a ação. Desde

relativo aos servidores estatutários federais – Mandado de

26/01/2011 aguardando julgamento no STJ da apelação inter-

Injunção – OS 2007/06118 – Decisão definitiva favorável.

posta. Relator ministro Benedito Gonçalves.

Revista Médico



ACONTECEU

CDRB recebe

Médicos do trabalho

se reúnem no SindMédico-DF Perícia previdenciária foi tema de oficina dos especialistas

certificação da ONA A Clínica de Doenças Renais de Brasília (CDRB) comemorou no dia 22/02 a conquista do Certificado de Acreditado com Excelência da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Com isso, ela passa a ser o único estabelecimento de Nefrologia do Centro-Oeste a possuí-lo. A diretora de imprensa e divulgação, Adriana Grazia-

A Associação Brasiliense de Me-

tação de contas sob a presidência da mé-

dicina do Trabalho (Abramt) promoveu a

dica do trabalho Rosylane Nascimento das

Oficina de Perícia Previdenciária e Medici-

Mercês Rocha. A Abramt tem outro evento

na do Trabalho, no auditório do SindMé-

programado para os próximos meses. O II

dico-DF, no dia 6 de fevereiro. O evento

Congresso Brasiliense de Medicina do Tra-

foi prestigiado pelo presidente do sindica-

balho será realizado em Brasília, entre os

to, Gutemberg Fialho. No dia seguinte, a

dias 23 e 26 de abril, na sede da Associação

Abramt fez sua assembleia anual de pres-

Médica de Brasília (AMBr).

Divulgação

Fotos: Cidney Martins

no, prestigiou o evento.

Parceria renovada O presidente do SindMédico-DF,

Posse da nova diretoria da ABP

Hom enagens a Pedro Chacel

Gutemberg Fialho, a presidente da Academia de Medicina de Brasília (AMeB), Janice Magalhães Lamas, e o presidente da Federação Brasileira de Academias de Medicina (FBAM), José Leite Saraiva, firma-

O diretor adjunto do Sindicato

O ex-conselheiro no conselho Re-

ram contrato pelo qual o sindicato estende

dos Médicos do Distrito Federal (Sind-

gional de Medicina do Distrito Federal e do

por mais três anos a cessão de espaço físi-

Médico-DF), Antônio Geraldo da Silva, foi

Conselho Federal de Medicina Pedro Pablo

co para a academia e para a federação na

reconduzido à presidência da Associação

Magalhães Chacel, falecido no último mês

sede da entidade. O contrato foi assinado

Brasileira de Psiquiatria (ABP) por mais

de dezembro, recebeu duas homenagens

no dia 12 de fevereiro.

três anos, depois de um profícuo traba-

no mês de fevereiro. No dia 18, o CRM/DF.

lho à frente da entidade promovendo

descerrou a placa nominativa do plenário

campanhas de conscientização pública,

com o nome do médico. O secretário-geral

entre as quais se destacou aquela pela

do Sindicato dos Médicos do Distrito Fede-

criminalização da discriminação dos por-

ral (SindMédico-DF), Emmanuel Cícero Car-

tadores de distúrbios psiquiátricos. A ce-

doso, representou a diretoria da entidade

rimônia de posse foi realizada no Leme

no evento. No dia 19, foi a vez do CFM, que

Tênis Clube, no Rio de janeiro.

nominou a corregedoria “Conselheiro Pedro Pablo Magalhães Chacel”.

Ob ituár io Trouxe grande pesar à classe médica a perda dos médicos Pablo Chacel, Manoel Scartezini, Jesus Divino de Freitas Souto e Kunio Suzuki. A diretoria do SindMédico-DF se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor.

14

Revista Médico


Ainda mais linda e comunicativa

Revista Médico ganha novo projeto gráfico e editorial Fazer uma publicação que há anos é

desafio do novo projeto foi garantir que

líder de informação junto à classe médica,

todos pudessem compreender e assimi-

ao ponto de ser adotada como referência

lar bem as mudanças feitas e ainda assim

até mesmo por outros veículos, é um de-

identificar como sendo a publicação que

safio que o Sindicato dos Médicos do DF

há anos leva informações de qualidade

encara a cada edição. Porém, de tempos

com diversidade para as mãos de cada

em tempos, novos patamares precisam ser

colega. “Não é fazer uma nova revista,

impostos e superados, como

mas renovar uma revista que já é muito

forma de manter a fórmula de

querida”, destaca Adriana.

vitalidade e credibilidade conquistada perante a classe médica de Brasília. Nesta edição, a Revista Médico apresenta aos seus leitores uma reformulação que permitiu modernizar o produto gráfico editorial, mantendo os princípios que fizeram

com

que ela se tornasse a “revista do médico”. Para a diretora

Uma nova estética

de imprensa e comunicação,

Adriana Graziano,

Adriana Graziano, o principal

diretora de Imprensa e Comunicação

Mais interativa

Novidades sempre

A publicação recebeu um projeto

A Revista Médico passa a adotar

Uma dos principais desafios que

gráfico que prioriza a leveza da leitura, a

em seu campo editorial uma premissa que

a publicação se propõe a superar a

disponibilidade e importância das matérias

se faz presente no dia a dia do sindicato.

partir de agora é o de sempre inovar e

apresentadas aos médicos e um sistema de

Ser uma publicação com a personalida-

experimentar conteúdos novos para lei-

iconografia, que vai facilitar aos leitores en-

de e a presença do médico, que cada vez

tura dos médicos. Assim, nas próximas

contrar o que desejam de maneira rápida e

mais abre espaços para registrar a impor-

edições, novas seções serão introduzi-

eficiente. As fontes utilizadas para redigir

tância dele em suas páginas. “A partir da

das, para que o colega possa desfrutar

matérias e títulos formam um conjunto mais

próxima edição vamos abrir uma canal

de uma ampla gama de assuntos, ga-

harmônico, limpo e sofisticado. Ela passou

próprio para os médicos se manifestarem

rantindo a característica da Revista Mé-

a ganhar toques equilibrados com as cores

sobre os conteúdos apresentados na edi-

dico de ser inteligente, mas ainda mais

corporativas do sindicato: o verde e o laranja.

ção anterior”, conta Adriana.

bonita e comunicativa.


Capa

saúde pode chegar ao Fim do mandato como no início da atual gestão: em estado de emergência

O prazo para a realização de concurso e contratação de Fotos: Cidney Martins

médicos efetivos em situação normal ainda este ano é exíguo. Após o dia 5 de julho, a legislação eleitoral permite que tanto os concursos quanto as contratações sejam feitos apenas em casos emergenciais. Embora o novo Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) tenha pavimentado o caminho para entrada de novos médicos efetivos no serviço público, a atual gestão do Governo do Distrito Federal pode chegar ao fim do mandato da mesma forma que começou: em situação de emergência na saúde. Diante da inércia governamental, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) lançou campanha pela realização de concurso público para médicos efetivos. Dezenas de peças publicitárias foram distribuídas por outdoors da cidade e spots foram veiculados em uma rádio de notícias e outra popular. “O governo deve aos médicos e à população a contratação de mais profissionais efetivos. É uma medida que faz parte do compromisso firmado com as entidades médicas ainda na campanha eleitoral de 2010”, destaca o presidente do sindicato, Gutemberg Fialho.

Médicos e paci entes são reféns dos gestores

16

Revista Médico

A pediatra Larissa Oliveira Dias (foto)

porque não há substituto – mesmo que

tem uma filha de oito meses e voltou recen-

nesses casos a obrigação seja das chefias.

temente da licença maternidade. Trabalha

E casos de quem pede demissão porque é

no pronto socorro do Hospital Regional de

ameaçado pelo fato de seguir os protoco-

Samambaia (HRSAM). Como nas outras uni-

los de atendimento.

dades de saúde do Distrito Federal, a quanti-

Os salários condizentes com o

dade de médicos lotados naquela unidade de

mercado e a redução do tempo de pro-

saúde é insuficiente para a demanda.

gressão ao topo da carreira obtidos na

Sozinha no plantão, já teve que,

negociação do novo Plano de Carreira

fora do horário de seu plantão, acompa-

Cargos e Salários (PCCS), no ano passado,

nhar um bebê removido para o Hospital

deveriam permitir a mudança na rotina de

Regional da Asa Norte (HRAN), deixando

trabalho dos médicos que permanecem

seu próprio bebê esperando por ela em

no serviço público, mas a promessa do

casa. E ela ainda amamenta.

concurso até agora não se concretizou

Há relatos de casos em que médi-

Médicos e pacientes continuam re-

cos permanecem durante todo o período

féns no círculo vicioso da demanda crescen-

do plantão seguinte atendendo urgências

te e estagnação no quadro de servidores.


GDF i nsiste em adotar m edi das paliativas O Conselho de Política de Recursos

tério Público e a Secretaria de Saúde, os

de assinaram um Termo de Ajustamento de

Humanos (CPRH), conforme publicado no

contratos temporários seriam encerrados e

Conduta (TAC) para a contratação de médicos

Diário Oficial do Distrito Federal (DODF)

as vagas seriam preenchidas pelos efetivos.

temporários para preenchimento das vagas

do dia 21 de outubro de 2013 (http://mi-

No DODF de 17 de dezembro de

no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM),

gre.me/hX7nF) , autorizou a realização de

2013, o GDF publicou a Lei 5.240, que al-

reassumido pelo GDF depois do desastre da

concurso para contratação de 997 novos

terou a Lei nº 4.266, de 2008, para ampliar

terceirização para a Real Sociedade Espanhola

médicos, sendo que 665 vagas seriam para

as hipóteses que justificam as contratações

de Beneficência, na mesma época em que o

provimento imediato.

temporárias de profissionais para a Secreta-

governador declarou situação de emergência

ria de Saúde do DF (http://migre.me/hX7Mk).

na saúde do DF. “Desde então, não se falou

bosa, chegou a declarar à imprensa que o

As contratações temporárias deste

mais em emergência, mas a medida para li-

edital do concurso seria lançado até o fim

governo começaram, em 2011, quando o Mi-

dar com o caos permanece a mesma”, critica

de 2013. Mediante acordo entre o Minis-

nistério Público do DF e a Secretaria de Saú-

Gutemberg Fialho.

O secretário de Saúde, Rafael Bar-

Brasília

abaixo da média nacional Segundo relação existente no Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal (http://migre.me/hWQj5), existem 572 pediatras em atividade na Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) – dados de 18 de fevereiro. Segundo aponta a Demografia Médica do Brasil de 2013, elaborada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o número de pediatras com registro ativo no CFM era de 1.144 quando foi feita a apuração para a publicação. Havia mais pediatras no serviço público, mas o número declina junto com as condições de trabalho nas unidades de saúde – só em Santa Maria, a quantidade caiu de 33 para sete pediatras. Os 4.758 médicos atuantes no serviço

à população e as condições de trabalho

O caminho mais fácil – contratações

público, excluídos os aposentados, afastados

inadequadas para os médicos são de res-

temporárias e terceirização de serviços e

e cedidos constantes da relação da Secretaria

ponsabilidade de sucessivos governos, que

unidades de saúde – podem ser questiona-

de Transparência, correspondem a cerca de

não fizeram a adequada atualização dos

do judicialmente tanto pela sociedade civil

40% dos médicos registrados no Distrito Fe-

quadros de médicos e demais profissio-

quanto pelo Ministério Público e pelos par-

deral. Os pediatras são 50% do total de 1.144

nais da saúde. Do início da atual gestão

tidos políticos, que podem ver na medida

especialistas e os clínicos são 705, ou 69%.

até agora, foi pavimentado o caminho para

uma forma indireta de angariar votos e co-

que o quadro pudesse mudar, mas a má-

laboração na campanha eleitoral deste ano.

Enquanto a média nacional de médicos atuando no Sistema Único de Saúde

quina governamental parece emperrada.

O tempo está passando e mesmo

(SUS) é de 55% do total, no DF, o percentual

“Qualquer proposta de recupera-

que o governo lance edital para a realiza-

é de apenas 34%. Apesar de ser a capital

ção da rede que não incluir a contratação

ção do concurso, o prazo para a realização

com a maior oferta proporcional de médi-

de médicos efetivos é inadequada e insufi-

do certame é curto e sujeito a contestações.

cos, Brasília é a 13ª na razão de médicos

ciente para solucionar o caos na assistência

Depois disso, ainda é necessário concluir o

atendendo pelo SUS.

pública de saúde”, alerta o presidente do

processo de contratação. O relógio está con-

Sindicato dos Médicos do Distrito Federal

tra o governo. Usuários do sistema público

(SindMédico-DF), Gutemberg Fialho.

de saúde e médicos esperam impacientes.

As estatísticas não mentem: a deficiência na assistência pública em saúde

Edição nº 102

17


SINDICAIS

O GDF faz... Propaganda muita propaganda

nova aposta da secretaria de saúde, sistema de circuito interno é mais um embuste Não será por falta de TV que o pa-

diretores do SindMédico-DF verificaram

“Se o governo quer, realmente, me-

ciente dos hospitais púbicos vai perder os

que o sistema é pouco ou nada efetivo na

lhorar a situação dos pacientes, a solução

jogos da Copa do Mundo de Futebol. Depois

prestação de serviço aos pacientes. “Se

é a contratação de médicos efetivos. Fitas

de alardear os monitores de televisão da sala

houvesse gente com tempo disponível para

e monitores de TV podem servir para pro-

do governador Agnelo Queiroz como ferra-

administrar esse sistema em todos os tur-

paganda, não melhoram em nada a pres-

menta para resolver os problemas da saúde

nos, seria melhor usar a força de trabalho

tação de assistência, nem as condições de

pública do Distrito Federal, o Governo do

deles em atividade realmente útil”, critica o

trabalho dos médicos e demais profissio-

Distrito Federal (GDF) anunciou a instalação

presidente do sindicato, Gutemberg Fialho.

nais da saúde”, aponta Gutemberg.

de monitores eletrônicos nas salas de espera e corredores das unidades de saúde.

No HMIB foi verificado que realmente são exibidos vídeos educativos sobre progra-

Projeto da Assessoria de Comunica-

mas contra, por exemplo, tabagismo. Até a

ção Social (Ascom) da Secretaria de Estado

previsão do tempo é exibida. Mas a progra-

de Saúde (SES/DF), os monitores se destina-

mação não fica por aí. Como era de esperar,

riam a prestar informações úteis ao paciente.

o sistema é usado para veiculação de campa-

Em visita aos hospitais de Samam-

nhas publicitárias do governo – as mesmas

baia (HRSAM) e Materno Infantil (HMIB),

exibidas em comerciais de TV aberta.

Medi das de preservação da i magem do m édico O Sindicato dos Médicos do Distrito

No dia 19 de dezembro, protocolizou

o vice, Carlos Fernando, a diretora de Di-

Federal (SindMédico-DF) tomou medida ju-

representação contra a Secretaria de Saúde

vulgação e Imprensa, Adriana Graziano, e

dicial para preservar a categoria de situações

do Distrito Federal, por não ter criado ne-

o diretor Jurídico, Antonio José dos Santos,

como a ocorrida na virada do ano de 2012

nhum plano de contingência para suprir even-

atenderam a imprensa denunciando a falta

para 2013, quando o número insuficiente de

tuais carências de pessoal durante o período.

de pessoal e a necessidade de contratação

médicos nas emergências foi atribuído às

Durante todo o período de férias, o

de médicos efetivos para atender a deman-

faltas injustificadas de alguns profissionais.

presidente do sindicato, Gutemberg Fialho,

da reprimida.

Seguro contratado pelo Si n dMédico-DF auxi lia famílias A perda de um familiar é dolorida

município de residência – que deve ser

que assume integralmente as despesas,

e os trâmites para sepultamento são um

atualizado – do médico onde houver o

quando acionada no momento de toma-

peso extra nesses momentos conturbados,

serviço). O seguro também oferece em-

da de providências.

mas que exigem ações práticas. Por isso, o

balsamamento e traslado nos casos de

Os médicos sindicalizados são ins-

SindMédico-DF oferece aos médicos sindi-

ocorrência de óbito durante viagem no

critos automaticamente, com período de

calizados, gratuitamente, um serviço para

Brasil ou no exterior.

carência de 90 dias, contados a partir do

auxiliar suas famílias em caso de óbito.

18

No caso de a família assumir os

primeiro dia do mês subsequente ao ato

O convênio com a Mapfre Segu-

custos, a seguradora reembolsa o va-

de sindicalização. Os números de contato

ros para a modalidade de seguro deces-

lor de R$ 4 mil. Por isso, é importante

com a Mapfre, que devem ser informados

sos garante a execução dos serviços re-

que as famílias saibam desse benefício

às famílias, são 0800 775-7196 (do Brasil)

ferentes a sepultamento, cremação (no

para que possam acionar a seguradora,

e 55-11 4689-5519 (do exterior).

Revista Médico


Si n dicalização em ritmo de cam peonato Campanha para atrair novos médicos vem recheada de prêmios Dentro em breve os médicos de

Gutemberg Fialho, esta ação mostra a pre-

Brasília vão receber uma nova convocação

ocupação do sindicato em sempre executar

para compor o time do SindMédico-DF. É

ações profissionais e efetivas em favor do

a Campanha de Sindicalização de 2014,

médico, que estimulem a proximidade entre

dando uma grande oportunidade a todos

a instituição e a classe médica. “Somos o sin-

os colegas que ainda não fazem parte dos

dicato que sabe bem entregar uma conquis-

quadros da instituição, para que possam

ta do porte do Novo PCCS, bem como fazer

fazê-lo, não só pelas significativas ativida-

uma ação promocional com prêmios para

des de representação e defesa da classe

novos membros da nossa equipe”, compara.

médica, mas também para participar do sorteio de diversos prêmios. Aproveitando a paixão dos brasileiros pelo futebol, em ano de copa do mundo, o sindicato vai sortear ao longo do ano duas TVs de LED 3D de 50 polegadas e

Assessoria contábi l gratuita para declaração do IR

IPADs entre os novos médicos que se sindi-

O SindMédico-DF facilita a sua de-

calizarem, bem como entre os colegas que

claração de Imposto de Renda de Pessoa

já são sindicalizados, que indicaram novos

Física (IRPF), por meio do Balcão da Con-

Não deixe para a última hora! O

membros para fazer parte deste time de

tabilidade. Estando de posse de todos os

atendimento será feito na sede do Sindi-

muitas conquistas obtidas nos últimos anos.

documentos necessários, entre em con-

cato dos Médicos (SGAS 607 Sul, Edifício

Para o presidente do SindMédico-DF,

tato pelo telefone 61 3244-1998 agende

Metrópolis, Cobertura 1)

seu horário de atendimento, e faça a sua declaração sem nenhum custo.


SUPLEMENTAR

Novo alerta

aos planos de saúde Pelo quarto ano consecutivo, médicos fa zem alerta a operadoras de pl anos de saúde Reunidos na Academia Paulista de

relação médico/paciente; e a readequação

Medicina, no dia 7 de fevereiro, represen-

da rede para garantir acesso pleno e digno

tantes de entidades médicas de todo o

aos pacientes.

país ergueram cartões amarelos às ope-

“A evolução na relação com os pla-

radoras de planos de saúde. Pelo quarto

nos de saúde é lenta e um processo cons-

ano consecutivo, o Dia Nacional de Ad-

tante com o qual todos os médicos que

vertência e Protesto aos Planos de Saúde,

atuam na saúde suplementar precisam se

7 de abril (Dia Mundial da Saúde), será

comprometer”, destaca o presidente do

marcado por protestos e manifestações.

SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

A proposta foi aprovada na reunião da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), da qual participaram o presi-

mentos, tendo como referência a CBHPM

dente do Sindicato dos Médicos do Distrito

em vigor; uma nova contratualização e

Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho,

hierarquização baseadas nas propostas

e o vice-presidente, Carlos Fernando.

das entidades médicas nacionais já apre-

A pauta de reivindicações inclui o

sentadas à ANS; o fim da intervenção anti-

reajuste do valor das consultas e procedi-

ética dos planos de saúde na autonomia da

A Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu) é uma comissão tripartite composta pela Associação Médica Brasileira (AMB), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Contratualização nas mãos das operadoras A Agência Nacional de Saúde Su-

Três pontos da proposta da ANS são

to subtrai o direito do médico de recorrer à

plementar (ANS), por meio da consulta

claramente desfavoráveis aos médicos: o pri-

Justiça em caso de litígio com as operadoras.

pública nº 54/2013, está propondo um

meiro é a adoção do Índice de Conformidade

A ANS propõe novamente a re-

sistema de “boas práticas entre opera-

da Contratualização (I-CC), que estabelece o

muneração diferenciada para um mesmo

doras e prestadores”, que poderá agravar

monitoramento dos contratos assinados en-

serviço de acordo com critérios vinculados

ainda mais os conflitos no setor. As pro-

tre as operadoras e os médicos por uma au-

à excelência no atendimento a padrões e

postas entregues pelas entidades médi-

ditoria contratada pela própria operadora, o

protocolos, desfechos clínicos, boas práticas

cas nacionais, em 2012, para o estabeleci-

que compromete a autonomia da fiscalização.

determinadas pelas próprias operadoras de

mento de uma nova contratualização, até

O Índice de Métodos Extrajudiciais de

planos de saúde – o Índice de Remuneração

agora tem sido desconsiderada.

Solução de Controvérsias (I-MESC) propos-

por Critérios de Qualidade (I-RCQ).

Si n dM édico-DF está à frente das ativi dades de protesto contra planos de saú de desde 2011

20

O Centro Clinico Sul e a frente do

nifestações de alerta aos planos de saúde. As

rios Médicos (CDHM) incluíram também a um

Congresso Nacional já foram palco das ma-

atividades da Comissão Distrital de Honorá-

seminário sobre saúde suplementar.

Revista Médico


Estratégia

Alexandre Bandeira - Consultor de Estratégia e Marketing

Você sabe

o que estão falando de você?

O

advento dos sites de busca, como Google e Bing,

nas recepções e os que costumam desmarcar horários. Enfim,

facilitaram não só o processo de se encontrar

a propaganda boca a boca, que antigamente se transmitia na

pessoas e instituições, mas também permitiram a

casualidade e no olho no olho, entre familiares, amigos e co-

ampla e irrestrita divulgação de opiniões sobre as

legas de trabalho, perdeu o rosto e agora colocam estranhos

coisas mais diversas. Isso significou localizar e contatar melhor

conversando como “velhos conhecidos” sobre o que você faz

as empresas, bem como saber o que as pessoas pensam delas.

e a forma como exerce sua atividade.

Particularmente no ramo da saúde, esse fenômeno precisa ser

Ter uma boa presença na internet não se restringe mais

encarado com muita propriedade, pois essa conversa entre

a ter uma página publicada nela, trazendo informações sobre

clientes e consumidores em potencial pode ajudar a desenhar

o seu negócio e algum tipo de serviço para os clientes. Esse

o sucesso ou o fracasso do seu empreendimento.

é só o primeiro passo para que você comece a participar, de

Experimente digitar o seu nome ou o da sua clínica/

alguma forma, do diálogo com o mercado. Além de desenvol-

consultório na internet e veja o que aparece. Sempre que va-

ver um site, é preciso facilitar ao cliente encontrá-lo e, depois,

mos começar um processo de consultoria para um novo cliente

fazê-lo enxergar que as informações ali depositadas possuem

no ramo da saúde, juntamos tudo aquilo que a empresa nos

credibilidade. Afinal, o seu site é a “voz oficial” da sua empresa,

conta com o que os clientes falam dela, mesmo sem ela saber.

que trará a sua versão sobre os fatos.

Geralmente, os gestores ou proprietários se assustam, pois

Para tal, existem diversas estratégias e ferramentas que

descobrem uma realidade muito diferente da que imaginam

ampliam sua visibilidade no mundo digital, que precisam ser

para os seus negócios.

coordenadas com um processo de monitoramento, que vão atualizar seus dados nos mecanismos de busca e introduzi-lo

Ter uma boa presença na internet não se restringe mais a ter uma página publicada

em primeira pessoa nas “rodas de interação” dos internautas. Seja para reforçar informações positivas ou responder às opiniões negativas. Isso pode, inclusive, levá-lo a uma atuação mais audaciosa nas redes sociais, como o Facebook, o Twitter, o LinkedIn e similares. Um passo que deve ser muito bem planejado, pois, uma vez dentro delas, erros e acertos são ampli-

E são muitas as informações, pois dentro desse mundo genérico de busca, existem outros sites que se especializaram

ficados exponencialmente. Seja a favor ou contra sua clínica, consultório ou hospital.

em organizar e apresentar informações estruturadas e categorizadas, somente sobre profissionais e empreendimentos do ramo da saúde. Nesse ambiente digital e sem fronteiras, verificamos conversas de mães falando sobre obstetras que fizeram um bom pré-natal; pediatras que cuidaram bem ou não de seus filhos; cirurgiões plásticos que entregaram ou não o que prometeram; médicos, em geral, que deixam pacientes esperando

Contato com a Coluna consultorio@strattegia.com.br www.twitter.com/StrattegiaSaude

Edição nº 102

21


REGIONAIS

Com o novo PCCS,

médicos querem Concurso Público Já todas as unidades visitadas pela diretoria do sindmédico-df, em 2013, têm vagas de trabalho em aberto Nas três últimas visitas feitas, em

(PCCS) e incentivar novas filiações para

aos médicos que estão no serviço público.

2013, às unidades de saúde do Distrito Fe-

aumentar a força do SindMédico-DF para

No entanto, há uma preocupação genera-

deral, dentro do roteiro do SindMédico na

garantir as conquistas obtidas e avanços

lizada com a demora do governo para re-

Cidade, o foco era dirimir dúvidas sobre o

no futuro próximo. Os ganhos salariais e

alizar concurso público para a contratação

novo Plano de Carreira, Cargos e Salários

a melhora do plano de carreira dá alento

de médicos efetivos.

Ci rurgias feitas no escuro O Hospital Regional do Paranoá (HRPa) recebeu a visita da diretoria do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) no dia 02 de dezembro. O Fotos: Cidney Martins

presidente, Gutemberg Fialho; o vice, Carlos Fernando; o secretário-geral, Emmanuel Cícero Cardoso: e o diretor Jurídico, Antonio José dos Santos, participaram dessa visita. Os médicos que trabalham no hospital se queixaram da demora na realização do concurso público. A cirurgia-geral está funcionando com apenas cinco plantonistas para todos os turnos. Vários médicos fi-

Além disso, faltam os equipamentos ne-

Médico-DF conversaram com os médicos e

zeram pedido para aumentar suas jornadas

cessários para o atendimento. “Relataram

lembraram que o sindicato tem mais força

de trabalho para 40 horas semanais, mas

que operações são realizadas no escuro,

política para lutar por melhorias à medida

sequer obtiveram resposta da Secretaria

com o foco acessório. Falta transdutor de

que mais profissionais se sindicalizarem.

de Estado de Saúde do DF (SES/DF).

ecografia e Doppler”, relatou Gutemberg

Também explicaram as mudanças geradas

O centro obstétrico do hospital

Fialho. O centro obstétrico chegou a usar

pelo novo Plano de Carreiras, Cargos e Sa-

é uma das áreas com maiores reclama-

equipamentos emprestados, que se que-

lários (PCCS) e pediram que mais médicos

ções. Atualmente, o setor funciona com

braram e não foram repostos.

se unam ao sindicato na campanha pela

o máximo de três plantonistas por turno.

Os membros da diretoria do Sind-

realização de concurso público.

Hospital de Samam baia conti nua sem pediatria Na última visita do programa Sind-

Élio informou que o HRSam ainda

Médico na Cidade, o presidente do Sindicato

não tem a quantidade ideal de médicos,

dos Médicos do Distrito Federal (SindMédi-

mas não chega a apresentar problemas

co-DF), Gutemberg Fialho, o secretário-ge-

no atendimento. Desde 2010, quando

ral, Emmanuel Cícero Cardoso, e o diretor

uma Unidade de Pronto Atendimento

Jurídico, Antonio José dos Santos, foram ao

(UPA) foi implantada na cidade, não há

Hospital Regional de Samambaia (HRSam).

mais pediatria no hospital, situação que

Na tarde de 16 de dezembro, eles conversa-

merece atenção do Conselho Regio-

ram com os médicos e apresentaram o novo

nal de Medicina do DF. Tanto o HRSam

Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS).

22

quanto a UPA da cidade já passaram por

A conquista do novo PCCS agradou

os postos de trabalho vagos. “Eu acredito que,

os profissionais do HRSam, que acreditam

com esse aumento, esse ganho, muitos cole-

O HRSam foi o último hospital a

que, com o novo plano e os salários realinha-

gas vão querer entrar no próximo concurso”,

receber a visita da equipe do SindMédico-

dos, é possível atrair médicos para preencher

afirmou o diretor do hospital, Élio de Aguiar.

DF em 2013.

Revista Médico

interdição ética.


Jornadas de trabalho i m previsíveis Em visita ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no dia 9 de dezem-

mas não há capacidade humana de acompanhar o crescimento da oferta de leitos.

bro, o presidente do SindMédico-DF, Gu-

Alguns ginecologistas trabalhavam

temberg Fialho, e o vice, Carlos Fernando,

fora de turno para não deixar escalas in-

confirmaram a falta de médicos crônica,

completas. “Aqui deveria haver quatro

que não se restringe mais à pediatria.

médicos. Nós estamos em três, porque a

A falta de médicos prejudica a po-

colega teve muito boa vontade de que-

pulação e também os profissionais que

brar um galho e vir trabalhar. Senão, sería-

permanecem no hospital. Sem ter como

mos dois”, explicou um dos ginecologistas

atender a todos, precisam dar prioridade

no plantão.

que ele fosse transferido para o Hospital

àqueles cujo estado é mais grave, o que

A diretora do hospital, Josélia Nu-

cria revolta entre os demais pacientes. O

nes, comentou a falta de profissionais –

A diretora reconheceu que as outras

pediatra Rui Toshiaki contou o caso de

especialmente na pediatria. Mesmo com a

especialidades também estavam em situação

uma colega que pediu demissão por ter

informação de que o hospital tem carência

precária, mas acreditava que o atendimento

sido submetida a situação dessa natureza.

na pediatria, as ambulâncias do Corpo de

no HRSM poderia melhorar com a promessa

“Ela estava sozinha e deixou de atender os

Bombeiros e do Serviço de Atendimento

de mais 15 ginecologistas, 11 clínicos e 20

pacientes de classificação verde para aten-

Móvel de Urgência (Samu) continuam le-

ginecologistas contratados temporariamen-

der os amarelos. Apareceram dois policiais

vando para lá pacientes que podem ficar

te pela SES/DF. Até o fim de janeiro, apenas

que ameaçaram levá-la para a delegacia

sem a devida assistência.

duas pediatras haviam assumido.

caso não atendesse”, contou.

Regional da Asa Norte (HRAN).

“Os Bombeiros e o Samu deixaram

“Os contratos temporários não re-

Na clínica médica, por causa da

um bebê de 22 dias, que precisou ser en-

solvem a situação, apenas protelam uma

falta de pessoal, os pacientes chegavam

tubado e ir para a UTI”, contou Josélia, que

crise maior”, comentou Gutemberg Fialho.

a ficar sem receber medicação durante os

comentou que o turno da médica do plan-

“A medida de longo prazo necessária é a

finais de semana. Pretendiam abrir mais

tão havia terminado, mas precisou ficar

contratação de efetivos por meio de con-

vinte leitos na clínica médica do HRSM,

no hospital acompanhando o paciente até

curso público”, apontou.

SindMédico convoca CRM/DF em socorro a pediatras do HRSM O presidente do Sindicato dos Mé-

na (CRM/DF) para discutir as condições de

cos e diretores, para permitir que haja pelo

dicos do Distrito Federal, Gutemberg Fia-

trabalho daqueles especialistas no hospital

menos dois profissionais em cada turno.

lho, reuniu-se com pediatras e gestores da

da cidade, onde enfrentam problemas com

“Os médicos devem ser preservados das

Diretoria Regional de Santa Maria e com

as escalas de plantão. Foi apresentada uma

implicações dos problemas de gestão”, ob-

diretores do Conselho Regional de Medici-

proposta paliativa, construída entre médi-

servou o presidente do SindMédico-DF. Gutemberg também sugeriu aos diretores do Conselho a edição de resolução que reforce a definição (já existente no Código de Ética Médica) de que a responsabilidade pelos pacientes após o horário do médico plantonista, salvo em caso de eventual urgência, é da chefia imediata e do responsável técnico da unidade de saúde. Os médicos não podem ser obrigados a permanecer além de seu horário de trabalho nos casos em que a falta de plantonista no turno subsequente já seja prevista – como nos casos das escalas incompletas.

Edição nº 102

23


VIDA MÉDICA

Os melhores amigos dos doutores São frequentes as reportagens sobre pesquisas a respeito do aumento das populações de bichos de estimação nas grandes cidades. Um ministro de Estado brasileiro chegou até a popularizar a frase “bicho também é gente”. A referência era outra, mas boa parte dos animais domésticos demonstra melhor índole que alguns humanos de que se tem notícia. Exageros à parte, a companhia dos “pets”, dizem, faz bem à alma, desestressa, faz rir, estimula a afetividade e é até um motivo extra para socialização fora do ambiente de trabalho. Além disso, os bichos domesticados ainda prestam favores aos donos, que, cada vez mais, se esmeram em dar uma vida confortável aos companheiros não humanos.

Cari n ho gratuito A pediatra Marisa Cavalcanti já teve seis gatos persas – uma raça delicada e de saúde frágil. Todos morreram e frequentam o céu dos bichos, pois há de haver um. Apesar da tristeza pela perda, ela não desistiu de ter a companhia de animais de estimação. Na mesma época em que perdeu os persas, a pediatra começou a cuidar de um siamês e, aos poucos, alguns felinos vira-latas apareceram em sua casa. Hoje, cria cinco gatos, mas a família vai aumentar: uma fêmea está prenha, e Marisa ainda aguarda a chegada de uma siamesa que ganhou de presente. “Há cinco anos eu me apaixonei por gatos, e sou muito feliz tomando conta deles”, conta Marisa. Quem pensa que o amor pelos animais acaba aí se engana. A casa da pediatra também é o lar de três cães: um pastor alemão, um labrador e o shitzu de estimação da filha. Marisa não se considera uma criadora “padrão”: não passa o tempo todo com os animais, até porque a rotina profissional não lhe permite isso. “Sou bem alternativa, deixo soltos. Eles são felizes, têm espaço, sol, água”. Para evitar brigas, os gatos ocupam a frente da casa, enquanto a parte de trás é território dos cachorros. O contato com os animais de estimação é importante para a médica: “a energia do bicho é muito boa. Quando estou estressada, vou para perto deles. Meu gato siamês é meu xodó, tem um roçar na perna da gente que é um carinho desinteressado”. Marisa acredita que criar os gatos e cachorros é uma forma de devolver esse afeto. “É bom fazer alguma coisa por alguém, cuidar, dar carinho”, afirma. A pediatra tem planos de mudar de casa e construir um gatil, onde poderá voltar a criar gatos persas.

24

Revista Médico

Os gatos da Dra. Marisa


Fotos: Gustavo Lima

Dra. Miltair com sua filha e seus bichos: cães e aves

Proteção emplumada A ginecologista Miltair Baeta e o ortopedista Edgar Alves sempre gostaram de animais. Com bastante espaço em casa, eles têm quatro cachorros – três rottweilers e um labrador –, mas não se limitam aos bichos de estimação tradicionais. O casal cria cerca de quinze galinhas (incluindo galinhas d’Angola), um pato e um peru. Desde criança, Miltair teve cachorros de estimação. Depois do casamento, ela e o marido se mudaram para uma área onde havia muitos escorpiões. Para resol-

carro. A médica garante que “os animais

ver o problema, os vizinhos aconselharam

sabem quando a gente está triste, feliz...

que criassem galinhas, que comem esses

Eles sentem, só de olhar”.

aracnídeos. Aos poucos, o casal começou

Miltair brinca, dizendo que “a casa

a cuidar de patos e, como a filha do casal

parece um minizoológico”. O casal já criou

gostava do peru que vivia na casa de uma

peixes, um papagaio, periquitos, um gato,

vizinha, acabaram ganhando mais uma ave.

uma tartaruga e um coelho. Os bichos sil-

Os animais de Edgar e Miltair vivem

vestres também parecem gostar do local:

soltos, não brigam entre si e sempre ten-

passarinhos costumam cantar na varanda

tam ficar próximos aos donos. “Os bichos

– onde uma coruja já fez ninho um tempo

vêm até a gente. Eles sabem que gosta-

atrás – e alguns micos vêm até as árvores

mos deles e eles gostam da gente, fica

mais próximas, mas os médicos não ten-

todo mundo em harmonia”, conta a gine-

tam domesticá-los. Edgar e Miltair ainda

cologista. O carinho é tanto que, sempre

pretendem criar um pavão. Apaixonada, a

que os médicos voltam para casa, um dos

ginecologista afirma: “nunca me imagino

cachorros corre para recebê-los ainda no

na vida sem animais, nunca!”.

Edição nº 102

25


ESPECIAL

CRM de malas prontas mudança da entidade deve ocorrer até o fim de maio Antes da Copa do Mundo de Futebol, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM/DF) terá novo endereço, uma sala no Centro Empresarial Parque Brasília, um prédio novo na quadra 1 do Setor de Indústrias Gráficas. Foram adquiridas duas salas (201 e 202) no segundo andar no prédio, com o total de 1,2 mil m2, mas, a princípio o Conselho só terá possibilidade financeira para ocupar uma delas, de 700 m2, uma centena de metros quadrados a mais que o atual conjunto de salas. Fotos: Cidney Martins

O motivo da ocupação parcial dos imóveis recém-adquiridos é um só: falta de dinheiro para fazer o acabamento das salas. Por acabamento entenda-se tudo: do piso ao forro, passando por instalações elétricas e tudo o mais que torna um espaço habitável. A sede atual foi vendida para o Conselho Regional de Nutricionistas – 1ª Região (CRN-1). “Conversamos tanto com as Organizações Paulo Octávio quanto com o CRN-1 para tentar reverter as operações de compra e venda, mas toda a escrituração dos imóveis já havia sido feita e nenhuma deles tem interesse em desfazer os negócios”, conta a presidente do CRM/DF, Martha Zapallá, que não esconde o des-

bos – para resolver a situação e viabilizar a mudança, uma vez que

contentamento da atual gestão do Conselho com as operações

é a única opção que nos restou”, afirma Martha Zapallá. Segundo

imobiliárias realizadas pela gestão anterior.

ela, o custo do acabamento de cada sala chega a R$ 800 mil. Além

Pagas duas parcelas de R$ 4 milhões e outra de R$ 4,8 mi-

de quitar o imóvel, o CFM doou mais R$ 300 mil.

lhões pelo CRM, restou um saldo de R$ 5,3 milhões, que foi quitado

Procurado pela equipe da Revista Médico, o ex-presidente

com doação do Conselho Federal de Medicina (CFM). A gestão an-

do Conselho Regional, Iran Augusto Cardoso, afirmou que não

terior já havia anunciado que houve acordo para essa participação

houve nenhuma irregularidade nas operações imobiliárias e que

na aquisição dos imóveis. “Junto com o CFM, negociamos desconto

se pronunciará publicamente após a conclusão da tomada de

diretamente com o Dr. Paulo Octávio – e temos que agradecer a am-

contas promovida pelo CFM.

Retomada do antigo projeto Enquanto não pode ocupar o espaço da nova sede, o CRM/DF terá que pagar aluguel ao Conselho de Nutricionistas. O valor está sendo negociado e o contrato deve ter vigência de até seis meses. Mas a expectativa é que o imóvel possa ser ocupado em um prazo de 90 dias. Mas a proposta da atual diretoria do Conselho é retomar o projeto de construir prédio próprio no terreno cedido pelo governo federal no Setor de Garagens Oficiais,

tinentes, mas a licença expirou logo que a

A preocupação agora é não perder o prazo

acima do Palácio do Buriti. Não está descar-

atual diretoria assumiu. “Fomos à Adminis-

para a ocupação do terreno. “Precisamos

tada a venda de pelo menos uma das novas

tração de Brasília e fomos informados de

ter uma edificação lá até 2016, para, en-

salas para começar a obra.

que o processo tem que ser refeito”, conta

tão, obter a concessão de uso por 30 ou 40

a presidente do CRM/DF.

anos”, explica Martha. “Agora, vamos esta-

O terreno tem 2.970 m e o prédio 2

teria aproximadamente 5 mil m , com 60

O preço estimado para essa cons-

bilizar a situação do Conselho. Com uma

vagas para garagem. O projeto já havia

trução é próximo ao gasto com a sede re-

gestão de cinco anos, teremos tempo para

sido aprovado pelos órgãos públicos per-

cém-adquirida, em torno de R$ 14 milhões.

resolver essa questão”, finaliza.

2

26

No terreno cedido ao CRM/DF, existem apenas cercas, mato e uma placa desgastada.

Revista Médico



Vi n hos

Dr. Gil Fábio de Freitas

Clubes do sabor Degustar os mais variados vinhos, selecionados por sommeliers experientes, no conforto de casa. Essa é a proposta dos clubes de vinhos, tendência mundial que vem se tornando cada vez mais popular no Brasil. Na maioria dos casos, o clube é gerido por uma loja on-line. O sócio paga mensalidades que variam entre R$ 25 e R$ 300 (de acordo com a quantidade e qualidade das garrafas) e recebe em casa os rótulos selecionados no mês. Para quem deseja conhecer vinhos diferentes, com recomendação profissional, preços convidativos e sem sair de casa, os clubes são uma boa opção. Conheça alguns a seguir: ClubeW (www.wine.com.br/wineinfo/clubew/)

Vinogourmet (www.clubevinogourmet.com.br)

O ClubeW é o maior do ramo no Brasil. Oferece a mais de 30 mil

As videoaulas especialmente preparadas pela sommelière Patrícia

sócios três opções diferentes de clubes de vinhos: One (R$ 25 por

Possamai são um dos destaques do Vinogourmet, clube de vinhos

garrafa), Classic (R$ 45 a R$ 55 por garrafa) e Premium (R$ 90 a

da loja VinhosWeb. O clube oferece 10% de desconto em todos os

R$ 110 por garrafa). Cada cliente recebe de duas a seis garrafas

produtos da loja virtual e os associados podem optar por receber

mensais (de dois rótulos diferentes), de acordo com o plano con-

apenas a seleção de vinhos ou uma seleção mesclada com pro-

tratado. Alguns dos vinhos já selecionados pelo clube foram o

dutos gastronômicos, como molhos e azeites especiais. Entre os

italiano Fantinel Refosco 2010, o português Esporão Reserva 2010 e

rótulos já oferecidos pelo clube estão o californiano Wente Beyer

o chileno Chono Pinot Noir 2012. Os associados têm 15% de des-

Ranch Zinfandel 2009 e o português Vinha das Servas Tinto 2011.

conto na loja on-line www.wine.com.br e frete grátis. Winelands (www.winelands.com.br) O grego Nemea Reserve Agiorgitiko 2009 e o argentino Montchenot Chenin Blanc 2012 estão entre os rótulos oferecidos pelo clube da im-

On-li n e, mas ao lado de casa

portadora gaúcha Winelands. As mensalidades variam entre R$ 50 e R$

28

290, de acordo com a quantidade de garrafas enviadas, e o sócio pode

Grand Cru (www.grandcrubsb.com.br)

optar por receber apenas tintos, brancos, rosés, espumantes ou de

Brasília também tem seus clubes de vinho locais. Um deles é o

todos os tipos. Ele também pode consultar os sommeliers pelo site da

da importadora Grand Cru. Por um valor mensal de R$ 175, os

importadora. As entregas têm em todo o país valores de frete variáveis.

sócios recebem três garrafas selecionadas e material impresso

Vinitude (www.clubedosvinhos.com.br)

com curiosidades sobre vinhos. A entrega é gratuita para o

O clube da loja virtual Vinitude mantém uma revista on-line com

Plano Piloto, Sudoeste, Lago Sul e Lago Norte. Os membros

as descrições e histórias dos vinhos selecionados, além de dicas

também podem conhecer os rótulos oferecidos pelo clube,

de pratos para harmonizar. Os sócios têm 15% de desconto sobre

como o argentino Doña Paula Estate Cabernet Sauvignon 2011

o valor dos rótulos da loja, que garante a devolução do dinheiro

e o chileno Santa Rita Gran Hacienda 2010, na loja da Grand Cru,

em caso de insatisfação. Com planos mensais de R$ 100, R$ 200

localizada no Lago Sul.

e R$ 300, e seleções que incluem vinhos como o espanhol Caro-

Gourmet Butler (www.gourmetbutler.com.br)

dorum Vendimia 2011 e o português Colinas Tinto 2007, o clube da

Outro clube brasiliense é o Gourmet Butler, que oferece aos

Vinitude faz entregas em todo o Brasil com frete grátis.

sócios três opções de seleção mensal: Pocket, com duas ou três

ClubEmpório (www.emporiogastro.com.br/clube)

garrafas, Royal, de quatro a seis, e Premium, também de quatro

No ClubEmpório, mantido pelo Empório Gastrô, loja virtual es-

a seis. Um dos diferenciais do Gourmet Butler é a parceria com

pecializada em vinhos, cervejas e produtos da alta gastronomia,

renomados restaurantes da cidade, como Dom Francisco, Lake’s

o sócio pode escolher se deseja receber apenas vinhos, apenas

e Bottarga Ristorante. Os sócios podem levar aos restaurantes

cervejas ou ambos. Os rótulos têm desconto de 10% para asso-

parceiros os vinhos recebidos em sua seleção mensal sem pagar

ciados. Nomes como o italiano Amarone della Valpolicella 2009 e

pela rolha. Entre os vinhos oferecidos pelo clube estão o francês

o argentino Swinto Malbec 2010 figuram entre as seleções.

La Cuvée Du Chat 2012 e o alemão Trittenheimer Altarchen 1997.

Revista Médico


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Literárias

Dr. Evaldo Alves de Oliveira

UM BRINDE À VIDA

P

rofessor universitário, professor emérito de uma

Após um suspiro, o médico propôs:

universidade federal, pró-reitor e crítico literário,

- Vamos fazer um esquema para, aos poucos, abandonar

o velho mestre começou a apresentar uma rouqui-

um dos dois fatores de risco: ou deixa o whisky ou, paulatina-

dão. No início, suspeitou de uma reação alérgica

mente, abandona o uso do cachimbo.

aos milhares de livros de sua biblioteca. Na sequência, a voz

Nesse momento, o professor abriu uma bolsa muito ele-

foi perdendo a intensidade já conhecida por seus alunos, com

gante, que trazia na mão esquerda, presente que um amigo

aquela doçura misturada com a firmeza, no exato tom do com-

trouxera da Inglaterra e apontou para a lixeira, como se pedisse

prometimento. Uma rouquidão sem justa causa. Não posso

licença. Ali, jogou fora seus cachimbos e seus fumos preferidos,

perder a voz, repetia.

todos importados, e falou:

Excelente professor, consciencioso e responsável, foi con-

- Doutor, nossa força está mente. Se, em meu benefício,

vidado por uma Universidade americana para lecionar Literatura

é necessário deixar de tomar o meu whisky e parar com os meus

Brasileira por um período. O professor desembarcou nos Esta-

cachimbos, que assim seja! Nunca mais fumarei, e whisky so-

dos Unidos levando consigo todos os livros de que necessitaria

mente em ocasiões muito especiais, porque ninguém é de ferro.

durante o curso. Ao chegar à sala a ele destinada, verificou que

E tentou esconder um sorriso de menino maroto, ao olhar para

todos aqueles livros encontravam-se em uma estante, além de

o filho ao lado, também médico cirurgião.

outros que não solicitara. No estacionamento, uma vaga com seu nome. Sorriu.

de grande relevância.

Em consulta ao otorrinolaringologista, a descoberta de

No início deste ano, o professor – hoje aposentado

um tumor na prega vocal esquerda, com alta possibilidade de

– resolveu tomar uma dose de whisky para comemorar seus

perda da voz. Levado para o Hospital Albert Einstein, em São

oitenta e cinco anos de idade e vinte e seis anos sem a doença

Paulo, a neoplasia foi confirmada como benigna, sendo o pro-

na prega vocal. Dúvida: tomaria 26 ml, em homenagem aos

fessor submetido a um procedimento cirúrgico, a preservação

anos sem a doença, ou encararia os 85 ml a que tem direito,

da voz como meta.

por sua certidão de nascimento? Na dúvida, pró-reu. Calma-

No primeiro pós-operatório, percebendo a excelente evolução na qualidade da voz do seu paciente, o cirurgião falou: - O senhor é um profissional que trabalha com a voz, toma whisky no jantar e fuma cachimbo há muitos anos. São três importantes fatores de risco, no seu caso. Como professor, não posso lhe pedir para poupar a voz. Restam dois: o whisky diário, mesmo somente no jantar, e o cachimbo.

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Nunca mais fumou, e whisky somente nas comemorações

Revista Médico

mente, degustou 85 ml do mais puro whisky que seu dinheiro pôde comprar. Antes, uma ligação telefônica para um amigo no Hospital Albert Einstein para brindar à vida. Tim-tim.


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Para isso, adote a Regra de Ouro: ‘‘Não faça ao outro o que você não quer que seja feito a você’’. Seja leal aos seus princípios e valores. Seja honesto com você e com o mundo. Tenha fé! Anal, Deus é a base de tudo. Lembre-se que suas atitudes espelham a sua alma. Acredite! Conança é construção do dia-a-dia. E responsabilidade é algo percebido em pequenos atos. Contribua para um mundo sustentável. Anal, ele precisa existir para as suas próximas gerações. Tudo isso traz felicidade e paz de espírito. Tenha todo cuidado com a sua vida. Para tanto, cuidaremos dela com atenção, qualidade, segurança e resultados continuamente aperfeiçoados. SAÚDE PLENA. VIDA EM PLENITUDE!

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IA C N Ê R E F E RES DE R

LO A V S O V O N

RT.: Dra. Sandra Soares Costa, CRF 402-DF

O Laboratório Sabin saiu na frente novamente e já adotou os novos parâmetros da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A V Diretriz Brasileira de Dislipidemias intensificou a busca por metas para estratificação do risco cardiovascular que contribuirão para a redução do risco e melhoria da qualidade de vida da população. Seu principal objetivo é alinhar os valores do perfil lipídico a um score que permita estabelecer grupos de risco que terão terapêutica diferenciada. Além disso, a diretriz chama a atenção para a suspeita de hipercolesterolemia familiar por meio de diferentes valores de LDL em faixas etárias distintas. Desta forma, o Laboratório Sabin alinha os seus valores de referência aos da nova Diretriz, buscando auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares e no diagnóstico dos distúrbios metabólicos.

www.sabinonline.com.br |

@labsabin |

Laboratório Sabin

ISO 9001: 2008

Central de Atendimento: 61 3329-8000


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