Bacia de Campos macaé (rj), DOMINGO, 12 E SEGUNDA-FEIRA, 13 DE AGOSTO DE 2012 • ano xxxvii • nº 7851 • este caderno é parte integrante do jornal e não pode ser vendido separadamente
35 anos
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Declaração de Joelson Falcão Mendes emos muito o que comemorar nestes 35 anos da Bacia de Campos, por termos conseguido alcançar um patamar de produção que, a Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC) quase que sozinha já garante as necessidades de petróleo do país. Acho que é um sentimento de orgulho para todo mundo que está aqui na região da UO-BC, para toda a sociedade, já que a Petrobras não está aqui sozinha, chegou com toda a participa-
“Somos um polo petrolífero mundialmente conhecido e com uma capacidade de produção bastante grande” ção da sociedade. Somos um polo petrolífero mundialmente conhecido e com uma capacidade de produção bastante grande. Estamos nos consolidando, cada vez mais, como um importante polo de produção de pe-
Joelson Falcão Mendes - gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos
tróleo que só tende a crescer. A formação dos profissionais da companhia tem passado por aqui. Na alto administração da companhia tem vários pro-
fissionais. A experiencia das pessoas que passam por aqui estão servindo a vários outros setores da companhia. Esse polo da UO-BC é extre-
mamente importante para a companhia, para tudo que estamos planejando, através dos projetos para o pós-sal, assim como para o futuro da exploração, através do pré-sal.
pilar da produção de petróleo nacional ao alcançar os 35 anos, a Bacia de Campos se consolida como um dos principais pontos estratégicos para a ampliação e a recuperação da Petrobras, como um das maiores empresas petrolíferas do mundo. Ao concentrar 80% da produção de petróleo nacional, a Unidade de Operações da Bacia de Campos foi escolhida pela alta administração da companhia para registrar o lançamento de um dos pilares do Plano de Negócios e Gestão da companhia, que estima investimentos de US$ 236,5 bilhões entre 2012 e 2016: o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (PROEF).
O lançamento do programa contou com a presença da presidente da Petrobras, Graça Foster, que esteve na sede da UOBC no último dia 27 de julho. Durante sua apresentação, Graça Foster destacou a preocupação com a curva de produção da Petrobras. "Essa preocupação vem de muito tempo, quando eu ainda era diretora de Gás e Energia. Todos nós temos compromissos enormes. Todo o óleo produzido é um retorno aos nossos acionistas, aos investidores e a nossos controladores. Mas é, acima de tudo, um compromisso com o Brasil", disse. Para o gerente geral da UOBC, Joelson Falcão Mendes,
a presença de Graça só reforçou a importância da Bacia de Campos para a Petrobras. “A presidenta Graça Foster é muito dinâmica e participa muito ativamente dos processos da companhia. Ficamos honrados com a
presença dela. Ela ter colocado o PROEF como um dos pilares do Plano de Negócios e Gestão da companhia, deixa claro a importância que ela dá a UO-BC que produz 80% do petróleo no país. Por algumas razões, estávamos
com um nível de eficiência caindo, que estava dificultando cumprir as metas de produção. Estamos tomando medidas para cumprir o que anunciamos que deveremos alcançar”, informou Joelson.
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berço do ouro negro brasileiro ia 13 de agosto de 1977. Esta é a data que marca definitivamente os novos rumos da economia brasileira e o desenvolvimento econômico de Macaé e região. Exatamente há 35 anos a Petrobras iniciava a exploração na Bacia de Campos. O início das atividades petrolíferas no litoral norte do Estado se deu após a descoberta de acúmulo de óleo em um reservatório marinho nomeado Campo de Garoupa, em 1974. Três anos mais tarde, a Petrobras estabelecia nova sede administrativa em Macaé e iniciava a produção de petróleo na região. Hoje, a Bacia de Campos representa
mais de 80% de toda a produção nacional de petróleo. O Sistema de Produção Antecipada de Enchova (SPA) representou para a Petrobras o primeiro marco tecnológico da produção de petróleo em mar, num trabalho em direção a águas cada vez mais profundas. Ao tornar possível o início da produção de óleo enquanto eram construídas as plataformas fixas, que depois seriam instaladas constituindo os sistemas definitivos, o SPA representou grande agilidade, flexibilidade operacional e economia para as operações no mar, já que reduziu
o tempo gasto entre a descoberta de petróleo e o início da produção comercial. No mesmo ano em que se iniciava a produção de petróleo na Bacia de Campos, o Governo Federal encontrava em Macaé as condições favoráveis para receber as instalações da base administrativa da Petrobras. A primeira sede instalada é a que liga a Praia Campista à Imbetiba, até hoje em atividade. Depois disso, o crescimento evidenciava a necessidade de novas instalações. Hoje, em Macaé, a Petrobras conta, além da sua primeira sede, com os terminais em Parque de Tubos e em Cabiúnas, além de prédios ad-
ministrativos como no Viaduto e em Santa Mônica. A partir de 1977, com a chegada da Estatal, a então Princesinha do Atlântico, alcunha carinhosamente atribuída ao município cuja base da economia era pesqueira, estava fadada ao rótulo de Capital Nacional do Petróleo, como hoje, após 35 anos, Macaé é conhecida, por conta do atrativos do Ouro Negro. Passadas mais de três décadas, desde a descoberta de petróleo na Bacia de Campos, a realidade de Macaé acompanha o desenvolvimento do país, embora esbarre nas ambições de políticos e/ou burocratas de plantão que
administram seus recursos.
Hoje, estimam-se que mais de 10 mil empresas do ramo de petróleo e gás do mundo inteiro estejam com base instalada no município, o que coloca Macaé em posição para lá de favorável no que diz respeito à geração de empregos. Além disso, os recursos dos royalties - subsídios repassados aos municípios produtores como compensação aos impactos - representam grande parte da arrecadação total de Macaé: somente neste ano, o município já recebeu mais de R$ 260 milhões em royalties.
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Tesouro brasileiro que alavanca a economia da nação bacia de campos é uma bacia sedimentar com cerca de 100 mil quilômetros quadrados, se estendendo do Espírito Santo (próximo à cidade de Vitória) até Arraial do Cabo, abrangendo treze municípios do litoral do Estado do Rio de Janeiro. Formada há 100 milhões de anos, a partir do processo de separação dos continentes sul-americano e africano, esta região acabou se tornando um “aterro natural” formado por sedimentos despejados pelo rio Paraíba do Sul no Oceano Atlântico ao longo do tempo que, sob variados níveis de pressão e temperatura, entrariam em processo de decomposição, originando as reservas de petróleo e gás natural, dentro de rochas porosas no subsolo marinho. Em 1974 então, a Petrobras acabaria encontrando acúmulo de óleo num reservatório marinho que nomeou de Campo de Garoupa. Três anos depois,
No dia 13 de agosto de 1977 a 124 metros de lâmina d’água, era iniciada a produção de petróleo na Bacia de Campos. acontecia o grande marco que transformaria um sonho brasileiro em realidade: no dia 13 de agosto de 1977 (há 35 anos), a 124 metros de lâmina d’água, era iniciada a produção de petróleo na Bacia de Campos. O poço escolhido foi o 3-EN-1-RJS, no Campo de Enchova (terceiro campo descoberto, depois de Garoupa e Namorado), com vazão superior a 10 mil barris diários de óleo, através do Sistema de Produção Antecipada sobre a plataformasemi-
submersível Sedco 135-D. Para se ter uma ideia do potencial da região, em média, são produzidos na Bacia de Campos 1,7 milhão de barris de petróleo por dia. Segundo a gerência geral da Unidade de Operação de Exploração e Produção da Bacia de Campos, os números observados na BC representam mais de 80% da produção nacional de petróleo e gás.
A partir de todo esse processo de evolução, a Bacia de Campos atrai atualmente a maior parte dos investimentos planejados pela Petrobras para os próximos anos, através do desenvolvimento do Plano de Negócios para os anos de 20122 0 1 6 ,
onde serão aplicados cerca de US$ 236,5 bilhões em investimentos, dos quais cerca de 60% serão aplicados na atividade de exploração e produção de petróleo realizadas nas unidades situadas na camada do pós-sal. Ao concentrar atualmente a produção de cerca de 80% de todo o petróleo gerado no Brasil atualmente, a Bacia de Campos busca dobrar a sua capacidade de produção de petróleo nos próximos anos, projeção que será alcançada através das atividades de exploração de óleo bruto nas camadas do pré-sal, cujo pico de extração deverá ser alcançado nos próximos quatroanos.
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Plano Diretor: recuperação da eficiência de unidades m meio ao processo de evolução do volume de produção de petróleo, a Bacia de Campos se prepara para colocar em prática um procedimento considerado como essencial para se garantir o nível satisfatório de eficiência de unidades e sistemas de produção implantados na região considerada como a mais antiga da UO-BC. Através do aporte de US$ 5,6 bilhões, recursos anunciados no início do mês, a Petrobras apresentou a implantação do Plano Diretor da Bacia de Campos, projeto desenvolvido desde o ano passado e que deverá atingir o seu ápice de manutenção de poços e sistemas submarinos. “Depois de 35 anos explorando e explotando nesta Bacia, com sistemas ficando antigos, nós resolvemos parar para estudar em todos os reservatórios, em todas as unidades
Queremos diminuir o tempo entre intervenções, que sejamos mais rápidos de forma integrada. Estamos com uma projeção de médio e longo prazo, chamado Plano Diretor da Bacia de Campos, onde estamos olhando para a vida útil de todos os nossos sistemas”, explicou Joelson Falcão Mendes, gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos. Através do plano, a companhia visa recuperar o nível satisfatório de eficiência das unidades e sistemas de produção que desenvolve, há 35 anos, um dos principais papéis de sustentação e ampliação da capacidade da Petrobras em gerar riquezas e fluxo de caixa. “Temos hoje plataformas produzindo com 35 anos,
e poços com essa mesma idade. Estamos olhando de forma integrada para toda a Bacia de Campos geológica. E em um trabalho de médio e longo prazo, estamos pensando em quais serão as plataformas que iremos substituir em 2018, 2020, 2025. Estamos fazendo este trabalho pensando em toda a infraestrutura da Bacia de Campos. Este não é um trabalho de recursos e de forma imediata. É o que chamamos de estruturante”, acrescentou Joelson Falcão. Apesar de buscar resultados a médio e a longo prazo, a implantação do Plano Diretor garante a realização de um procedimento considerado novo pela Petrobras, que revê as prioridades de aplicação de recursos, buscando a elevação da curva de produção.
“Recentemente, no início deste ano, percebemos que uma porção, a mais antiga, da Bacia de Campos, a que estou gerenciando, que tem plataformas sistemas que estão variando entre 13 anos a 35 anos, que está com um nível de eficiência operacional abaixo do que a gente entende que deve ser. Entre várias razões, a principal delas é que se acaba levando muito tempo para colocar recursos de manutenção em poços e sistemas submarinos quando tem um problema. Temos uma carteira muito grande de coisas a serem feitas, e evidentemente acaba se priorizando aquilo que garantirá um retorno imediato”, explicou o gerente geral da UO-BC. Ao propor a reestruturação de
unidades de produção, o Plano Diretor da Bacia de Campos garantirá a realização de novas contratações de equipamentos e serviços, movimentando também outros setores ligados a indústria do petróleo. “Queremos diminuir o tempo entre intervenções, que sejamos mais rápidos, e isso faz com que tenhamos alguns equipamentos disponíveis e determinados serviços de forma mais rápida. A partir de 2013 teremos um aporte maior de recursos como um todo, e um nível maior de manutenção em nossos poços e sistemas submarinos. Isso reflete na contratação de mais unidades de manutenção e segurança, e tudo que envolve essas questões. Ou seja, serão mais serviços que estarão sendo contratados como um todo”, garantiu Joelson.
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Recuperação da curva de produção garante incentivo ao conteúdo local m dos principais desafios assumidos pela Petrobras, nesses 35 anos, é garantir a ampliação da eficiência dos poços de petróleo, através da proposta de recuperação da curva de produção. Ao destinar recursos para ampliar o potencial de atividade das unidades e sistemas, a companhia atende também a uma proposta defendida pelo governo federal, e abraçada pela alta administração da estatal: o incentivo ao conteúdo local. “Um poço de petróleo tem o que chamamos de potencial de produção. Consideramos
aqui na nossa atividade marítima números históricos que apontam que chegar a 88 a 89% de eficiência é algo possível. Hoje estamos na ordem de grandeza de 72%. Esperamos sair deste percentual, dos 70%, e voltar para os 89% e 90%. Isso significa mais produção”, explicou o gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), Joelson Falcão Mendes. De acordo com Joelson, a recuperação da curva de produção está diretamente ligada a aplicação de recursos para garantir a manutenção de uni-
dades de produção. “Recuperar as unidades é manter um padrão médio. Entendemos que as nossas unidades estão no ponto que ainda vale manter. Mas, para isso, precisamos investir um pouco mais. O petróleo mais barato que podemos produzir é aquele onde já se tem uma infraestrutura que permita a produção. Entendemos que vai valer a pena colocarmos recursos adicionais, dentro de sistemas, para aumentar essa produção”, apontou. Segundo Joelson, as duas me-
tas da companhia levam em consideração o incentivo ao conteúdo local, priorizando a contratação de serviços prestados por empresas já consolidadas na cadeia produtiva do petróleo na região. “A preocupação com o conteúdo local é legal. Tem algumas atividades que fazemos que nos comprometemos junto a Agência Nacional do Petróleo a ter o conteúdo local. Porém, mais do que uma preocupação legal, ela é uma preocupação do representante do nosso acionista majoritário, que é o gover-
no brasileiro. Existe uma orientação neste sentido, existe uma orientação clara da nossa alta administração em relação à questão do conteúdo local”, afirmou Joelson. Na visão da Petrobras, Macaé e todos os municípios inseridos nas atividades relativas a Bacia de Campos concentram um polo industrial capaz de atender a dinâmica do mercado offshore. “Estamos interessados no desenvolvimento da indústria que dá suporte às nossas atividades aqui no país”, analisou Joelson.
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garantia de crescimento erço do processo exploratório do ouro negro brasileiro, a Bacia de Campos tende a manter um ritmo de crescimento no volume de extração de petróleo, seja nas camadas do póssal, ou através dos avanços da tecnologia na exploração em águas profundas, no mínimo, por mais uma década. Ao ser considerada como base estratégica para a produção brasileira do petróleo, que registra também números positivos em reserva situadas nas bacias situadas de Norte a Sul do país, a Bacia de Campos terá posicionamento fundamental para o processo
exploratório do pré-sal. “Nós temos hoje de forma comprovada o pré-sal. A legislação do governo federal considerou uma área determinada da camada do pré-sal que vai de Santa Catarina até o sul da Bahia. Hoje temos algumas unidades de operação da Petrobras que são responsáveis por determinadas áreas físicas, devido ao tamanho da reserva. Temos a unidade de Santos, do Rio de Janeiro, da Bacia de Campos e do Espírito Santo. Estas quatro estarão envolvidas no pré-sal”, informou Joelson Falcão Mendes, gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC).
Apesar de estar inserida em um ponto estratégico para o que se chama de “futuro da exploração do petróleo brasileiro”, a Bacia de Campos, no caso da exploração do pré-sal, é monitorada pelo núcleo de inteligência da Petrobras, criado especificamente para acompanhar a evolução da exploração em águas profundas, sediado na unidade do Rio de Janeiro. “Em cada unidade de exploração temos pessoas ligadas ao setor de exploração. A exploração do pré-sal está centralizada na companhia, no Rio de Janeiro, que realiza o monitoramento em todas as quatro áreas divididas inicialmente,
inclusive a Bacia de Campos. Hoje temos a produção do pré-sal em um poço no Campo de Brava, aqui na UO-BC”, informou Joelson. Mesmo com as expectativas positivas em relação a produção do pré-sal, os investimentos e a expectativa de recuperação da curva de produção da Bacia de Campos estão voltados principalmente para a proposta de elevação à capacidade de produção nas camadas do pós-sal. “Hoje a produção da Bacia de Campos está na ordem de grandeza de 1,7 milhão de barris dia. E certamente será maior que 2 milhões em 2020. A Petrobras já
divulgou a produção esperada para 2020, e procuramos não separar por bacias. Mas, com certeza, a Bacia de Campos ainda estará respondendo por mais de 50% da produção de petróleo, a maioria dessa produção virá ainda do que a gente chama de pós-sal”, informou Joelson. Ao concentrar cerca de 80% da produção e exploração de petróleo do país, a Bacia de Campos garantirá a elevação do volume de produção por, pelo menos, mais uma década, acompanhando assim as expectativas de ampliação da Petrobras em todas as suas frentes de produção em todo o país.
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Petrobras: desenvolvimento no passado e no FUTURO esponsável por impulsionar, a partir de Macaé, a economia de todos os municípios envolvidos com o processo de exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos, a Petrobras alcançou, ao longo dos últimos anos, muito mais do que o status de configurar entre as 10 maiores empresas petrolíferas do mundo, levando o nome do Brasil como uma das 20 principais nações produtoras do chamado ouro negro no mundo. Passados 35 anos desde a extração dos primeiros barris na Bacia de Campos, a estatal mantém o mesmo espírito desbravador, inovador e tecnológico, fundamentais para se manter o ritmo de produção de 1,7 milhão de barris diários, números que serão ampliados a partir dos investimentos projetados pela empresa até 2016. Ao passar atualmente por um processo de reestruturação, a empresa genuinamente brasileira mantém a sua relação bem próxima à comunidade macaense, sendo a principal geradora de empregos e recursos fundamentais para garantir a Macaé o reconhecimento como a Capital Nacional do Petróleo. “A Petrobras atua com responsabilidade em relação a toda questão tributária, legal e fiscal e,
desta maneira, não fica perceptível que o grande legado que uma companhia deixa para uma comunidade onde ela atua, não são os projetos sociais e de responsabilidade ambiental, mas sim a geração de emprego, de fluxo de caixa, de tributos, a capacidade de geração de riquezas, como a Petrobras tem feito e que continuará fazendo ao longo dos próximos anos”, apontou o gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), Joelson Falcão Mendes. Ao modificar o cenário da região identificada como o “emirado do petróleo brasileiro”, a Petrobras assumiu o compromisso de desenhar o desenvolvimento econômico, através da visão e do respeito pela responsabilidade social e ambiental. “Tudo que nasce na prancheta dos nossos técnicos está relacionado ao nosso conceito de responsabilidade social. Temos projetos importantes de responsabilidade social, e vamos continuar tendo, construindo junto com a sociedade. Temos avançado, inclusive, em participar para que a sociedade saiba apresentar um projeto. Com todas as limitações legais que nós temos, hoje um projeto precisa ser estruturado de tal forma que a maioria das instituições não estão
preparadas para fazer. E isso não é uma determinação da Petrobras, mas sim de todos os órgãos que nos fiscalizam”, afirmou Joelson. Mais que as questões sociais e ambientais, que acompanham toda a dinâmica produtiva de petróleo, a participação da companhia brasileira no cotidiano da Capital do Petróleo foi suficiente para modificar a vida e a realidade de milhares de pessoas que souberam acompanhar o novo momento econômico vivido por Macaé e pelo país. “Pessoas da comunidade que souberam aproveitar, no comércio ou em empresas de serviço, o fato de ter uma indústria do petróleo aqui, hoje são responsáveis por grandes empresas que acompanharam este crescimento da indústria do petróleo. Empreendedores que estavam na hora certa, que tiveram capital para investir, ao longo dos últimos 35 anos, quando param para refletir podem dizer: Que bom que a indústria do petróleo está aqui”, analisou Joelson. Além de criar oportunidades direta à sociedade macaense, a presença da Petrobras em Macaé garantiu ao município a capacidade de geração de receitas estimadas em R$ 500 milhões anuais, apenas com os recursos dos royalties e da Partici-
pação Especial. “Todo município brasileiro queria ter a Petrobras. Porém, somos uma empresa como outra qualquer, que tem ações
na bolsa de valores, e que tem como principal acionista o povo brasileiro. Temos as nossas responsabilidades, e o poder público tem a dele. O que
temos obrigação como empresa é sinalizar para os municípios o que nós pretendemos fazer, aí o poder público deve se preparar”, apontou Joelson.
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Aos 35 anos, Bacia de Campos se renova o seminário “Brasil: Energia & Futuro”, realizado em julho na PUC-Rio, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, admitiu que o órgão está atento a uma “perda relevante de produção” de grandes campos brasileiros. Como exemplo, mencionou o campo de Marlim, na Bacia de Campos, que já produziu 600 mil barris por dia, com uma média anual de 580 mil barris por dia, e hoje produz cerca de 200 mil barris por dia. Em função disso, a ANP defende a tese de que toda a estratégia de produção desses campos
deve ser refeita visando recuperar os campos maduros, fato já anunciado pela presidente da Petrobras, Graça Foster, em recente visita à Bacia de Campos. O secretário da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) e secretário de Desenvolvimento Econômico e Petróleo de Campos, Marcelo Neves, confirmou recentemente que muitos campos da Bacia de Campos já estão maduros, o que leva de certa forma à queda na produção. “São campos com mais de 20 anos de produção. O Campos de Marlim é um deles. Tem 27 anos de produção, e
a Petrobras comemora este ano os 35 anos do primeiro óleo da Bacia, então, sendo assim, muitos campos estão nesta fase, mas com investimentos da Petrobras em novas tecnologias estes campos podem render ainda bons frutos, além da descoberta de novos campos”, disse o secretário. Mas os especialistas garantem que ainda há muito a explorar na plataforma continental fluminense. De acordo com o superintendente regional da Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo) e do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás),
Alfredo Renault, o desenvolvimento da logística para atender ao pré-sal, a partir de uma base de apoio principal, em local a ser definido, irá gerar entre o município do Rio de Janeiro e o município de Santos um pólo de negócios para apoio as atividades offshore, com o perfil de Macaé. Este novo pólo, acredita Renault, irá tomar forma nos próximos cinco anos, e tenderá a um crescimento brusco, como Macaé nos anos 90. “No entanto, o que parece ser um problema para o desenvolvimento da região norte-fluminense, na verdade pode ser uma oportunidade”, afirma.
Para Renault, em primeiro lugar, a produção da Bacia de Campos, suportada pela base operacional de Macaé, encontra-se ainda em fase de crescimento, tendo recebido recentemente diversas novas unidades produtoras offshore. Portanto, toda a estrutura de apoio, em terra, tem que continuar e até ser ampliada. “Além disto, o trabalho exploratório continua na região, e é razoável admitir que novas descobertas podem ser anunciadas, levando a previsão para o pico de produção da Bacia de Campos para mais tarde”.
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Fator de produção é prioridade para o futuro das atividades as tudo isto em relação à Bacia de Campos é mais do mesmo, pondera o superintendente da Onip. “A grande novidade do pré-sal traz em si novas oportunidades. O eixo Vitória-Macaé-Rio de Janeiro-Santos pode consolidar-se como o grande eixo de desenvolvimento do país a partir das atividades petrolíferas, setor responsável por quase 50% dos grandes investimentos nos próximos anos”. Renault acredita que a economia da região pode se beneficiar da experiência acumulada e as empresas locais podem expandir seus negócios na direção dos
novos centros produtores. “A sinergia gerada por este grande eixo de desenvolvimento pode atrair para a região novas empresas em busca da nova demanda e motivadas pela infraestrutura e logística que estão sendo criadas. Por tudo isso, a perspectiva econômica é altamente promissora, seja pelo que a Bacia de Campos ainda tem a oferecer, seja pelas novas oportunidades que irão se abrir”. Fortalecendo seu argumento, Alfredo Renault lembra a série de empreendimentos importantes que a região está recebendo: o complexo portuário do Açu (São João
da Barra), o porto de Barra do Furado (Campos e Quissamã) e ainda o crescimento da produção do petróleo com a chegada das novas plataformas à Bacia de Campos. “ Os investimentos vão aquecer as contratações”, conclui Renault. A preocupação da estatal brasileira em aumentar o fator de recuperação de seus campos (volume efetivo de petróleo que se extrai de uma jazida) é tão grande quanto a de agregar novas reservas para manter seu grau de reposição (IRR, Índice de Reposição de Reservas). Isso assegura a maior longevidade das suas
operações. No ano passado, por exemplo, para cada barril de óleo equivalente (boe, a soma de óleo e gás) extraído, foram agregados às reservas da Petrobras 2,4 boe, por causa não somente de novas descobertas que tiveram sua comercialidade declarada, como também de apropriações em campos existentes por meio de projetos de aumento de recuperação. De acordo com técnicos do setor, a longevidade dos campos pode variar muito. Pesam nisso vários fatores, como o volume encontrado em uma reserva, o fator de recuperação
(que pode ser bem diferente de campo para campo na mesma bacia), a estrutura instalada (plataformas, sistemas subsea, poços de injeção de água) e a tecnologia disponível para produzir o hidrocarboneto in situ (isto é, o total de óleo e gás que há na rocha). Ou seja, as diversas tecnologias que podem ser utilizadas na recuperação secundária e na avançada, que possibilitem a extração do maior volume possível de petróleo e gás de forma contínua e por mais tempo, elevando as reservas provadas e, consequentemente, expandindo a produção de petróleo e gás.
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Alto índice de produtividade garante futuro da exploração m exemplo perseguido por todas as petroleiras é o campo de Gullfaks, explorado pela estatal norueguesa StatoilHydro no Mar do Norte, que superou os 61% de fator de recuperação. Transportando esse índice para os campos gigantes descobertos na costa brasileira, como o de Lula, com seus cinco a oito bilhões de barris, se esse volume estimado representar, por exemplo, um fator de recuperação de 40%, isso significaria reservas totais de 12,5 a 20 bilhões, ficando mais da metade no reservatório. Com um fator de recuperação de 60%, o volume das reservas
apropriadas somente em Lula ficaria entre 7,5 e 12 bilhões de barris. Pensando de forma mais modesta, elevar em cinco pontos percentuais já agregaria mais de meio bilhão de barris às reservas. Segundo Carlos Eugênio Melro Silva da Resurreição, gerente geral de Reservas e Reservatórios da Engenharia de Produção da Petrobras, na indústria do petróleo até um por cento pode ser altamente significativo. Boa parte da produção nacional é oriunda de campos já considerados maduros, mas que ainda despontam entre os maiores produtores brasileiros, como é o caso dos três campos do comple-
xo Marlim e de Barracuda: eles figuram entre os primeiros seis do ranking da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). É em alguns deles que a Petrobras vem aplicando - e com sucesso tecnologias e processos novos ou aprimorados por suas equipes operacionais e também de pesquisa. Uma prática que hoje faz parte do planejamento de negócios da estatal, a qual possui um grupo multidisciplinar de profissionais da companhia, incluindo especialistas do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), que se dedica a analisar, avaliar e aperfeiçoar conti-
nuamente tecnologias já conhecidas ou testar novas soluções. Para gerenciar melhor essas iniciativas e os investimentos que devem ser direcionados para a desafiadora tarefa de aumentar a produção de hidrocarbonetos, reduzindo custos e aumentando a produtividade dos campos, a estatal vem implementando tais ações com base em dois programas estratégicos: o de Revitalização de Campos com Alto Grau de Exploração (Recage), conduzido corporativamente na área de E&P da Petrobras, e o de Recuperação Avançada de Petróleo (Pravap), que é conduzido pelo Cenpes.
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