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BOLETIM DOMINICAL
Ano XLVIi • 14 de maio de 2017 O CONSOLO MATERNO "Como alguém a quem sua mãe consola, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados." (Isaías 66:13) No último capítulo de Isaías, o profeta descreve de forma gráfica e intensa a glória do porvir. É-nos relatado, com riqueza de detalhes, imagens escatológicas que apontam para o gozo e triunfo dos novos céus e nova terra (v. 22) nos quais habitarão aqueles que são humildes e contritos e temem a Palavra do Senhor (v. 2). Vemos, por exemplo, o regozijo e a fartura do povo de Deus (v. 10,11), a paz e a prosperidade da nova Jerusalém (v.12) e o reunir daqueles que serão salvos dentre todas as nações (v. 20). Até mesmo o juízo sobre os ímpios, aqueles que se recusaram a se converter ao Senhor, é intensamente narrado (vv. 4 e 24). É interessante, entretanto, perceber que um dos elementos mais importantes da glória vindoura - o consolo divino - é descrito de maneira bastante sucinta. A palavra hebraica para se referir a "consolo" (nakham) denota "compassivo conforto". Além deste verbete, não temos muito mais informações acerca de como será este consolo, a não ser por um belíssimo detalhe: Deus se compara a uma mãe (v. 13). Isso lança luz sobre o porquê da brevidade de palavras. Ao dizer que receberemos, na eternidade, consolo semelhante ao conforto materno, não são necessárias mais palavras para que compreendamos o supremo júbilo do porvir e ansiemos pela vinda plena do Reino! O amor de mãe é tão puro e inefável que Deus lança mão deste tipo de amor para nos encher de esperança quanto à glória do porvir. Segundo o comentarista bíblico John Oswalt, essa comparação de Isaías é "uma expressão do envolvimento íntimo e pessoal de um Deus amoroso e pessoal com seu povo." Ao celebrarmos o "Dia das Mães", somos relembrados, pelas Escrituras, acerca do amor sacrificial, intenso e infinito que aquelas que nos deram à luz dedicam a nós. Feliz dia das mães! Pr. Eduardo Faria