Boletim Dominical - 21 de maio

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BOLETIM DOMINICAL

Ano XLVIi • 21 de maio de 2017 DISCIPLINA = AMOR “Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados.” (Hebreus 12:11) A sabedoria bíblica tem muito a nos ensinar sobre criação de filhos. Dentre as várias orientações escriturísticas a este respeito, podemos destacar principalmente três. Primeiramente, os filhos são descritos como uma bênção de Deus. Bemaventurado aquele que tem filhos, diz o salmista (Sl 127.5). Em segundo lugar, aprendemos que os filhos não “pertencem” aos pais, mas sim ao Senhor. Os pais recebem os filhos como aquele que cuida de uma herança (Sl 127.3). Cabe aos pais criar os filhos para que estes temam a Deus e tornem-se maduros e autônomos (Sl 127.4). Por fim, neste processo, é imprescindível a disciplina. Afirma o sábio: “A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela.” (Pv 22:15). Em flagrante contraste, vemos nas configurações familiares correntes, uma postura diametralmente oposta. Por um lado, o filho é visto simplesmente como um fardo econômico. Por esta razão, o planejamento familiar não passa pela vocação de Deus, antes pela lógica do consumo. Por outro lado, vemos pais se apegando aos filhos de maneira não saudável, a ponto de negligenciar o próprio cônjuge e não capacitar o jovem para a emancipação emocional, profissional, financeira e familiar. Por fim, pais imaturos e inseguros, tornam-se reféns emocionais de seus filhos e não se sentem habilitados a discipliná-los. Por razões doentias, passou-se a crer em nossa sociedade que disciplinar o filho é falta de amor. Ainda mais trágico é quando pais cristãos se rendem a este discurso, ignorando a Bíblia quando esta afirma que “quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo. (Pv 13:24). Naturalmente, nossa esperança para a criação apropriada dos nosso filhos está em retornarmos ao Senhor. Como um Pai, Ele nos ama incondicionalmente. O amor dEle por nós não está baseado em nossa performance, pelo contrário. Para trazer-nos à Sua família, Ele enviou Jesus para morrer por nós. Mas uma vez inseridos na casa de Deus, a disciplina é um elemento gerador de vida. “O Senhor disciplina a quem ama”, aprendemos (Hb 12:6). A paternidade e a maternidade são vocações divinas, logo, devemos exercê-las segundo a orientação divina. “Discipline seu filho, pois nisso há esperança; não queiras a morte dele.” (Pv 19:18). Pr. Eduardo Faria


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