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BOLETIM DOMINICAL
Ano XLVIii • 22 de julho de 2018 O CONSELHO E SUA RESPONSABILIDADE ESPIRITUAL Tenho percebido nestes primeiros seis meses do ano no pastoreio desta igreja que grande parte da sua membrezia não tem ideia da missão nobre que o Senhor Jesus concedeu aos presbíteros que formam o Conselho da igreja local. Quero neste e no próximo boletim tecer algumas considerações sobre a importância do Conselho na Igreja Presbiteriana do Brasil. Precisamos parar de enxergar o Conselho da igreja como se fosse uma “delegacia de polícia” e os presbíteros como “detetives” que recebem denúncias, e, em certos casos, até covardemente delatam seus irmãos, quase sempre por faltas perfeitamente corrigíveis pastoralmente. Esta expressão “Vou levar você ao Conselho” é uma ameaça anticristã, além de denegrir a genuína imagem do Conselho. Ainda muitos membros pensam que o Conselho é um grupo de “homens velhos” que se reúne como censores dos crentes. Na verdade, o Conselho é um colegiado de pastores, docente(s) e regentes; os pais espirituais, sociais e morais dos fiéis; os exemplos de vida com Deus que a igreja local pode imitar, que convivem e dialogam, horizontalmente, sem qualquer espírito de superioridade. São os irmãos seguros e convictos na fé em Cristo Jesus, que se prontificam, sem paternalismo, mas com paternidade, a ajudarem os mais fracos a transportarem a cruz de Cristo, muitas vezes pesada em demasia para eles, neófitos e débeis. “Pastores e presbíteros são homens de Deus”, se verdadeiramente vocacionados, e como tais, devem ser vistos assim pela Igreja. Se o presbítero (docente ou regente) tiver que utilizar da sua autoridade eclesiástica, essa será imposta pela autenticidade do testemunho cristão do mesmo, não pela sua prepotência, pelo seu “mandonismo” ou pelo seu “ar de superioridade”. O instrumento de trabalho do Ministro, docente e regente, é o AMOR; amor no pastoreio, na consagração, nas relações interpessoais, na sensibilidade para com a necessidade do outro. Continua...