Rocha M., Piccione M., Buriti M. O. (2020) Quality of life of the elderly who work, Journal of Aging & Innovation, 9 (3): 63- 77 ARTIGO ORIGINAL: Rocha M., Piccione M., Buriti M. O. (2020) Quality of life of the elderly who work, Journal of Aging & Innovation, 9 (3): 63- 77
ARTIGO ORIGINAL
Qualidade de vida dos idosos que trabalham Calidad de vida de los ancianos que trabajan Quality of life of the elderly who work
Felipe Queiroz Dias Rocha1, Marcelo Arruda Piccione2, Marcelo de Almeida Buriti 3 1 2 3
Universidade São Judas Tadeu, Brazil Universidade São Judas Tadeu, Brazil. Professor Universidade São Judas Tadeu, Brazil
Corresponding Author: felipequeiroz.dr@gmail.com Resumo
O envelhecimento traz consequências físicas, econômicas, espirituais, psíquicas e afetivas: o avanço tecnológico, as mudanças que não cessam, o tempo mais escasso e as condições econômicas difíceis. Todas essas mudanças exigem uma capacidade de adaptação que o sujeito na velhice nem sempre tem. Objetivou-se verificar como é a qualidade de vida dos idosos que continuam trabalhando após o período da aposentadoria e saber como eles se sentem trabalhando mesmo após atingirem a idade oficial que os permite aposentar. Foram coletados dados de 36 idosos que atualmente trabalham em cinco regiões da cidade de São Paulo, com idade média 71,5 e ± 5,4. Do total de participantes, 88,90% eram homens e 11,10% eram mulheres; os dados foram recolhidos fortuitamente, para isso, foram utilizados 36 questionários WHOQOL iguais. Para saber se existe diferença estatisticamente significante o teste não-paramétrico do Qui-quadrado foi aplicado. Entre os resultados, podemos destacar que, com respeito a sua vida espiritual, 86,11% dos sujeitos dizem que Concordam Totalmente com a premissa de que sua relação com Deus contribui para a sua sensação de bem-estar; sobre sua vida econômica, consideram-se Satisfeitos com a sua capacidade de desempenhar seu trabalho 66,66% dos participantes; a propósito de sua vida afetiva e psíquica, há outros 52,77% que se dizem Satisfeitos consigo mesmo; de um modo geral, quanto à classificação de sua própria qualidade de vida, 47,22% consideram-na Boa; e, sobre seu estado físico, referente à capacidade de se locomover, 38,88% a classificam como Boa. Conclui-se que os indivíduos que trabalham na idade da velhice se encontram satisfeitos com a maioria dos aspectos que envolvem sua vida geral: física, econômica, espiritual, psíquica e afetiva e que eles se sentem bem trabalhando mesmo após superarem a idade da aposentadoria. Palavras-chave: envelhecimento; velhice; aposentadoria.
Abstract Aging has physical, economic, spiritual, psychological, and emotional consequences: technological advancement, changes that do not cease, the shortest time and difficult economic conditions. All those changes require a capacity for adaptation that the subject in old age does not always have. The objective was to verify the quality of life of the elderly who continue to work after the retirement period and to know how they feel working even after reaching the official age that allows them to retire. Data were collected from 36 elderly people who currently work in five regions of the city of São Paulo, with an average age of 71.5 and ± 5.4. Of the total participants, 88.90% were men and 11.10% were women; the data were randomly collected, for this, 36 equal WHOQOL questionnaires were used. To find out if there is a statistically significant difference, the non-parametric Chi-square test was applied. Among the results, we can highlight that, with respect to their spiritual life, 86.11% of the subjects say that they Totally Agree with the premise that their relationship with God contributes to their sense of well-being; about their economic life, 66.66% of the participants consider themselves Satisfied with their ability to perform their work; regarding his affective and psychic
JOURNAL OF AGING AND INNOVATION, DEZEMBRO, 2020, 9 (2) ISSN: 2182-696X http://journalofagingandinnovation.org/ DOI: 10.36957/jai.2182-696X.v9i3-3
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