PORTFOLIO_português

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2018 Alice Sallustro

PORTFOLIO


conteĂşdos


curriculum vitae

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master thesis Tra città e fiume workshop Porto Academy

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projetos academicos Social Housing em Terni(IT) Sines. Projetar uma linha de ação

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Nasci na Italia com dupla nacionalidade, italiana e brasileira. Cresci e estudei em Roma onde, no mês de julho de 2017, me formei em Arquitetura com nota maxima. Em setembro 2015 mudei-me para o Porto (Portugal) para realizar intercambio, motivador e desafiante, na Faculdade de Arquitetura do Porto - FAUP onde ampliei as minhas perspectivas e meu repertório técnico e teórico.

AliceSallustro email: alicesallustro@gmail.com

Acredito firmemente que uma aprendizagem contínua seja essencial na vida e na carreira de um arquiteto, por isso sempre procuro expandir minhas capacidades e o meu conhecimento em urbanismo e arquitetura.

formação fev. 2018 - hoje

celular: (11) 97306-0602 whatsapp: +39 333 7608422 skype: alicesallustro

Pós-Graduação - Habitação e Cidade Escola da Cidade (São Paulo, Brasil) set. 2014 - jul. 2017

Mestrado em Arquitetura e Projeto Urbano Università degli Studi di Roma Tre (Roma, Itália)

Rua Dr. José de Queiróz Aranha 195 ap. 2411 04106 - 061 São Paulo (SP)

set.2016 - dez.2016

Pesquisa para o trabalho de conclução de curso Porto, Portugal

ano leitivo 2015-2016

idiomas Itáliano, Português: madrelingua Inglês: compreensão fala leitura escrita

competências técnicas

Macintosh Windows MicrosoftOffice AutoCAD Illustrator Photoshop InDesign SketchUp Rhinoceros Realização de maquetes 2

Intercambio - Programa Erasmus

FAUP - Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (Portugal) set.2010 - jul.2014

Licenciatura em Arquitetura

Università degli Studi di Roma Tre (Roma, Itália) set.2005 - jul.2010

Ensino secundário curso cientifico

Liceo Scientifico Statale J. F. Kennedy (Roma, Itália)

publicacões

set.2016

Esposição Anuária - FAUP FAUP - Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (Portugal) julh.2016

Indexnewspaper - Porto Academy special iussue

su Indexnewspaper Nr.6 special edition about Porto Academy’16, pag. ## 2016

Porto Academy Booklet - Graça Correia

sito ufficiale porto academy ( http://portoacademy.info/index.php?page=booklets&idd=11 ) e da indexnewspaper su issue - digital publishing platform ( https://issuu.com/indexnewspaper/docs/pa16_booklet_gra__acorreia ).


workshop jul.2016

Summer School - Porto Academy [Graça Correia] FAUP - Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (Portugal) jan.2015

Workshop - Roma 2025. New Life Cycles for the Metropolis.

Università degli Studi di Roma Tre e School of Architecture della University of Southern California

experiências profissionais maio-jul.2017

Colaboração em projeto Arq. Marco Maranzano (Roma, Itália) nov.2016 mar.2017

Biblioteca das Artes

Università degli Studi di Roma Tre (Roma, Itália) abril-jul.2015

Laboratório de informática Arch. Maria Luisa Russino (Roma, Itália) maio 2013

Colaboração em modelos 3d Università degli Studi di Roma Tre (Roma, Itália)

capacidades pessoais

co-working

organização

design gráfico

aprendizagem rápido

capacidade manual

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tra città e fiume

hipótese de conexãoes verticais ao longo do Rio Douro

master thesis - 2017 Università degli Studi Roma Tre, Roma - Italia orientadores Arq. Valerio Palmieri - Arq. Teresa Calix grupo de trabalho Alice Sallustro - Marlice Imparato A ribeira do Porto é a parte mais famosa do centro histórico da cidade e, desde 2009, reconhecida como património Unesco. Mas o que acontece ao redor da riberia? Este projeto de conclusão de curso pretende analisar e redescobrir esta parte da cidade, levando em consideração e buscando responder às questões de carácter arquitectónico, urbano, histórico e, não menos importante, ao aspeto social e coletivo do uso dos espaços da cidade. A relevância de intervir nesta área deriva também das mais atuais discussões sobre a regeneração que foi recentemente realizada no Porto. A estreita relação com o rio e a importância da paisagem da cidade torna este lugar um ponto de partida ideal para experimentar uma possível e concreta abordagem que pode levar a uma mais aprofundada reflexão sobre como regenerar o rio Douro e o Porto. Através do projeto, o obstáculo torna-se uma oportunidade para repensar a área urbana em uma perspectiva estratégica e sistêmica, reforçando a inter-relação entre diversos espaços urbanos e cotas da cidade. A intervenção segue a morfologia, interpretando seus caracteres típicos: azulejos e granito. O projeto urbano baseia-se no desenho de um caminho narrativo através das preexistências industriais, um sistema longitudinal ao longo do rio, um conector de vários episódios urbanos. Percorrer o rio Douro e a antiga ferrovia significa percorrer a cidade do Porto através do espaço e do tempo.

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Propõe-se a reabilitação de uma antiga ferrovia (ramal da Alfândega) com um sistema de transporte coletivo leve, que permita a coexistência, nos tratos abertos e mais interessantes do ponto de vista paisagístico, com percurso pedestre e cliclovia, como já acontece em outras partes da cidade. Ao longo do percurso a existência de alguns espaços livres permite de projetar novas ligações entre a cota do rio e a cota da cidade alta para tornar-lo mais acessível. Dessa maneira seria possível percorrer facilmente o caminho á beira do Douro e transformar-lo em um recurso desfrutável para residentes e turistas. percurso bonde

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terrazas verdes

paragem bonde


A antiga ponte ferroviaria Maria Pia, contruída por Gustave Eiffel, é reabilitada como travessia do rio Douro para pedestre e como ciclovia, em ambos os terminais da ponte são pensadas ligações da cota alta com a cota baixa da encosta. Na encosta do Porto prevê-se um elevador para dinamizar o movimento dentro da realidade urbana; na outra encosta, onde se encontra Vila Nova de Gaia, a ligação com a cota inferior adquire um carácter mais paisagístico e contemplativo com a realização de um percurso que siga a morfologia da encosta, suavemente, até a beira do rio Douro. O uso estritamente pedestre e clicável permite também uma rápida readaptação em ferrovia.

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Continuando o nosso percurso, à beira do rio Douro, encontram-se ao longo da marginal, dois antigos fornos de cerâmica da fabrica de Massarellos, uma das maiores produtoras de cerâmica portuense no século passado. A fábrica, nos finais do século XX, foi expropriada e parcialmente destruída, para que se procedesse à construção da Ponte de São João. Atualmente, os únicos vestígios existentes desta importante fábrica são os dois fornos e a chaminé, que se encontram sem nenhuma valorização. Acreditamos que estes apresentem um enorme potencial e oportunidade de criar uma identidade arquitetônica e urbana com novos usos e dinâmicas que possam contribuir para a regeneração do ambiente urbano. Nesse sentido nasce a ideia de um pequeno polo museológico.

A proposta não só abrange a regeneração das preexistências industrias, mas também se relaciona com a paisagem ao seu redor. Considera o papel decisivo da vizinhança com a margem do rio Douro e se preocupa novamente da conexão entre a cota baixa e a cota alta da cidade. O museu em si acaba por ser parte integrante do percurso urbano, acessível da escarpa e também da margem do rio. Por meio da exposição, o visitante é acompanhado a descobrir a história da cerâmica e dos azulejos do Porto, em um percurso interno ao museu que começa nos fornos de cerâmica e termina à sombra da chaminé. Considerar a memória e a identidade do lugar, revela-se uma maneira eficaz de implementar novos usos urbanos e nós que assegurem a continuidade dos diferentes espaços urbanos.

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CORPO SCALE DI SERVIZIO

13.00

ATRIO

BIGLIETTERIA

11.00

13.00

11.00

13.00 BOOKSHOP

+ 13.30 + 11.00 + 9.00

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9.00


14.00

ESPOSIZIONE PERMANENTE

ESPOSIZIONE PERMANENTE

14.00 13.00

13.00

13.00

AUDITORIUM

14.00

12.50

12.50

12.50

11.00

11.00

+ 22.20

+ 18.00

+ 14.00 + 24.00

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porto academy

a House as a Site, a Site as a House

summer school - Porto Academy 2016 FAUP - Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto workshop leader Arq. Graça Correia | Correia Ragazzi

O desafio: desenhar uma casa. A Casa foi escolhida como representativa da conexão que intercorre entre projeto e lugar - ao ser construída em um lugar acaba sendo “o lugar”. Nesse caso o lugar de projeto è uma área da Faculdade de Arquitetura que apresenta uma topografia única e uma vista dramática, típica da cidade do Porto. Para um arquiteto, este pequeno objecto arquitectónico representa um laboratório onde estudar soluções arquitetônicas e conceptuais que poderão ser aplicadas na solução de problemáticas universais e nas mais diversificadas escalas de projeto. O desenvolvimento do projeto requer um prévio estudo da forma no seu contesto, da interação com a cidade e, no caso em questão, das possibilidades de se relacionar com a escarpa. O corte, neste contesto, acaba por ser essencial para entender esta relação e, de fato, será o desenho/produto final representativo da ideia central do projeto.

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social housing

Habitar a Comunidade

atelier de projeto arquitetônico e urbano - 2013 Università degli Studi Roma Tre professor Arq. Andrea Vidotto grupo de trabalho Alice Sallustro - Maria Camilla Tartaglione

O ato de habitar não pode ser constringido dentro das quatro paredes de uma casa. A casa não pode prescindir do lugar onde ela é construída. De consequência, habitar a própria casa e viver a própria cidade não acontecem de modo dicotômico, mas complementar e interdependente duma continua dinâmica de contágio. A casa e os seus prolongamento se relacionam com o espaço ao seo redor e, da mesma maneira, com a comunidade; por isso é necessário pensar em diferentes formas de condição e apropriação do que nos chamamos de “casa”.

a definição do

e s p a ç o esterior

determina a

arquitetura

alinhamento com as estradas

percursos e praças

espaços de relações 15


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construir uma linha de ação

Um sistema catalisador da regeneração urbana de Sines

atelier de projeto urbano - 2015 Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto - Faup professora Arq. Teresa Calix grupo de trabalho Alice Sallustro - António Sampaio - Francisco Nicolau - João Canastro

O conjunto industrial de Sines (núcleo urbano, indústria e estrutura portuária) é um mote para debater o valor sócio-político da indústria e a capacidade da Arquitectura para activar esse potencial latente. Partindo do objectivo de desenhar Sines, assim como repensar toda a plataforma produtiva e logística a ela associada, é necessário um exercício de reflexão acerca do valor social e arquitectónico das grandes indústrias e de como estas influenciam o desenvolvimento do núcleo urbano de Sines. A nossa intervenção baseia-se numa análise direcionada, que ao abranger os temas mais pertinentes, condiciona e valida o nosso método. Este sistema, ciente da amplitude do lugar e de escalas, tenta selecionar os temas sobre os quais a Arquitectura pode intervir e mudar, tentando perceber as oportunidades programáticas oferecidas pelas características únicas do território. Estas oportunidades prendem-se sobretudo com a modernização do núcleo urbano de Sines, e com a delimitação de estratégias inovadoras que desenvolvam e exponenciem ao máximo o potencial produtivo do lugar.

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A - PARQUE DA CIDADE Campismo Mata Praia

B - JARDIM URBANO Zona de lazer Equipamentos

C - EXPANÇÃO URBANA Serviços Comércio Habitação

D - PARQUE TECNOLOGICO Industria Investigação Infra-estrutura Espaços verdes

E - CENTRO HISTÓRICO

Pedonalização Requalificação arquitetonica

E A B

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C

D


Sines, pelas suas caraterísticas singulares, encerra um conjunto de oportunidades únicas que abrem espaço para a introdução de estratégias que reinventem a urbanidade. Uma alteração profunda nos esquemas de mobilidade e acessibilidades, modernizados pelo elétrico, trazem para Sines as forças capazes de uma transformação profunda e valorizam espacial e socialmente a cidade, tendo impacto em todas as escalas do território. Estas tranformações precisas traduzem-se na qualificação do espaço génerico, resultado de um planeamento que segue uma linha de pensamento integrada num sistema. Um sistema que aposte no desenvolvimento do território no seu todo, aproveitando o impulso de sectores como a indústria e o turismo para atrair riqueza e pessoas. Um sistema que construa uma rede geradora que acrescente qualidade ao espaço, tanto físico como imaterial. Um sistema que use e una os pontos fracturantes do território como motivos para uma mudança ou requalificação. Intenções que materializam-se, antes de tudo, numa linha de eléctrico, cujo objetivo primordial é o de fazer a ligação entre as Lagoas de Santo André ao norde de Sines e o Parque Natural da Costa Vicentina no sul da cidade. O elo de ligação é o centro urbano de Sines, por onde a linha cruza e descruza aproximando os principais eixos e pontos da cidade. Para além de articular o centro Urbano e ajudar a quebrar a barreira de acessibilidades entre a cota alta e baixa da Baía de Sines, o circuito pretende ser o elemento gerador da requalificação urbana por excelência, mudando o perfil da cidade e das suas ruas. Para além da reestruturação da mobilidade e da rede de transportes de Sines, a linha agarra ainda os principais espaços expectantes e os respectivos programas propostos para essas áreas. Essas aréas se definen em quatro polós de projeto (A - B - C - D) cada um dos quais foi aprofundado por um dos componetes do grupo de trabalho.

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Centro Histórico Ponto. Linha. Imagem. trabalho individual

O projeto apresentado para Sines propõe-se lidar com a complexidade do território, tendo em consideração ocontexto, os seus recursos e as suas características positivas ou negativas que o identificam. No núcleo histórico da cidade, esse propósito traduz-se na tentativa de recuperar as variadas formas de identidade,pretende-se interromper a prática de gestão urbana que dá prioridade ao automóvel e às propriedades privadas. Todas as intervenções desenvolvem-se a partir do percurso do elétrico que, na estratégia global, gera uma nova qualidade física e espacial na sua envolvente. Propoe-se trabalhar em volta de diferentes temáticas que, num sistema de intervenções “ponto-linha-imagem”, concorrem para criar uma nova coerência urbana dentro do centro histórico e uma unidade com as outras áreas da cidade.

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Pontos/Praças A partir de alguns dos pontos de interesse identificados nas análises precedentes, propõe-se restituir à população esses lugares e os espaços envolventes, hoje ocupados por estradas, parques de estacionamento, ruinas. O mercado: propoe-se a criação de uma nova “praça do mercado”, um novo espaço público de qualidade para a cidade onde seja possível, também, garantir os mais variados usos ligados às atividades do mercado. Um novo teatro: é a proposta para allguns edifícios que hoje se encontrão abandonados e que o plano indica como espaço para funções culturais. Aqui propõe-se de reutilizar os edifícios existentes com a introdução de um teatro e de um edifício com pórtico que permita um espaço em continuidade entre o pátio e a praça em frente, enquanto no primeiro andar vai hospedar habitações.

Linhas/Percursos Este sistema de pontos, para dinamizar a vida urbana, necessita de um bom sistema de conexões para facilitar o acesso e o uso dos vários espaços. Pensou-se portanto numa série de percursos que, além de uma mera ligação de pontos, também se propõe como um mecanismo de pedonalização do centro histórico. Uma pedonalização que não deve-se realizar como uma imposição do projecto mas através de uma gradual toma de consciência da população e a oferta de métodos de deslocação diversos e competitivos.

Imagem/Valorização da Paisagem Fundamental é também a valorização da paisagem de Sines que hoje leva consigo o estigma das grandes indústrias e do porto. Inserir essas características do território numa imagem positiva e na criação de uma nova identidade para Sines apresenta um dos principais objectivos do projecto. Através das novas praças, dos miradouros e dos terraços, onde pode-se chegar com um sistema de percursos que acrescenta o que já existe em proximidade do elevador, pretende-se conectar das diferentes cotas cidade-mar e integrar a paisagem natural e industrial no sentido de criar uma nova imagem para Sines.

Teatro Comércio

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