Nº 145, Maio 2005

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Director: José Paulo Serralheiro http://www.apagina.pt redaccao@apagina.pt

ano XIV | n.º 145 | MAIO | 2005 · Mensal | Continente e Ilhas 3 Euros [IVA incluído]

Apesar de indispensável a qualquer política séria para a Saúde

Educação sexual ainda atrapalha ler dossier páginas 35, 36 e 37

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Por uma Escola da Libertação

À semelhança da Teologia da Libertação – muito evocada desde que o Cardeal Ratzinger, seu poderoso e implacável opositor, foi eleito Papa – Manuel Sérgio sugere a construção de uma Escola da Libertação, onde o desporto não se esgote “num naturalismo bio-médico, ou na sobrevivência da lei do mais forte e do mais apto, nem as demais disciplinas num intelectualismo platónico, porque, numa escola democrática e laica, tudo deve ser responsavelmente livre e solidariamente libertador”.

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Uma reconfiguração do sistema educativo

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Crianças especiais: qual o apoio certo?

Steve Stoer e António Magalhães, professores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, lembram, a pretexto do tema da expansão da escolaridade até aos 18 anos que, no futuro, o sistema educativo irá porventura funcionar menos como um sistema de selecção para colocar indivíduos num mercado de trabalho hierarquizado e relativamente estável e mais como um sistema de formação ao longo da vida.

Jorge Humberto Nogueira, professor que integra uma equipa de Coordenação dos Apoios Educativos a crianças portadoras de deficiência, compara a realidade existente em Portugal a partir de dois exemplos concretos: um de um aluno integrado num escola regular, outro de um aluno que frequenta uma instituição especializada.

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Novos reforços para o controlo

Licínio Lima (Universidade do Minho) sublinha, a negro, o facto de, em pouco tempo, 12.663 estabelecimentos de educação e ensino terem sido reduzidos a 765 agrupamentos, dos quais 85,5% de tipo vertical. Os dados são do ministério e, para este universitário, apenas confirmam que o prometido reforço da autonomia da escola parece cada vez mais uma miragem, ao contrário do reforço do controlo central sobre as escolas.

29

Debater a escola pública sem punhos de renda

Ariana Cosme e Rui Trindade, ambos da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, colocam na agenda do debate a questão da escola pública. Sem votos piedosos e reconhecendo que alguns erros responsáveis pela situação em que a escola pública vive merecem um acto de contrição por parte dos próprios professores. Uma proposta para um tema de dabete tão necessário quanto urgente. Um artigo polémico e corajoso.

ler entrevista nas páginas 11, 12 e 13

Entrevistamos Nilda Alves, investigadora brasileira da área do currículo

Sempre se aprendeu fora da Escola mas nunca tanto como agora...


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