Nº 155, Abril 2006

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Director: José Paulo Serralheiro http://www.apagina.pt redaccao@apagina.pt

ano XV | n.º 155 | ABRIL | 2006 · Mensal | Continente e Ilhas 2 Euros [IVA incluído]

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Professores são os únicos maus da fita

Estado-Providência pode sobreviver

Manuel António Silva, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, fala-nos da estratégias da direita para manipular a opinião pública através dos seus legítimos sentimentos e expectativas com vista a caucionar assim as suas políticas. A «nova direita» tem sabido utilizar esta estratégia com elevada mestria, e até os governos «socialistas» não escapam à sua sedução.

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Falência anunciada é expediente para privatizar o social

Que má imagem dá a ministra dos “profes” !?

Muitos dos discursos da senhora Ministra da Educação projectam uma representação dos professores “como preguiçosos, sem formação e até arrogantes” E o pior é que tais posições são “assanhadamente expandidas pela maior parte dos órgãos de comunicação que com tanta facilidade prescindem do seu papel de historiadores do presente, de mediadores justos entre os factos e o público”. Quem o refere é José Rafael Tormenta, da Escola Secundária de Oliveira do Douro, V.N.Gaia para quem o mau ambiente gerado no quotidiano das escolas com o crescente mal-estar dos docentes põe em causa o sucesso, a viabilidade e a qualidade das instituições educativas.

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Teresa Esteban em entrevista à PÁGINA: “ É limitador pensar a avaliação só pelo insucesso das crianças”

Melhor desporto ajuda a criar as novas gerações

Manuel Sérgio, Professor jubilado da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, diz que o desporto só poderá transformar-se em utopia da Educação se assumir uma postura política. “O Desporto cria espaços de liberdade, designadamente no espaço educativo, que permitem ir para além do físico e atingir o que há de mais especificamente antropológico e político. Preparar uma nova geração para um mundo novo precisa de um Desporto que faça da sua prática uma prática democrática radical.

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Ler dossier pág. 35, 36 e 37

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

É preciso “dar” mais ciências exactas e ciências naturais

“Os estudos de um aluno, no mundo de hoje, não se podem reduzir às Humanidades em nenhuma circunstância”. Quem o diz é Jaime Carvalho e Silva, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, em artigo publicado na rubrica “Do Secundário”. Para este professor “não é admissível que, no século XXI, haja alunos que terminem a sua formação de Matemática e Ciências Exactas ou Naturais no 9º ano de escolaridade”.

Não são só aulas também se faz ciência ler reportagem páginas 24 e 25


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