TERRA só
PROCESSO CRIATIVO
Registros e argumentos sobre a montagem
DESTAQUE
Cenografia de Jair Correia
CONTRAPARTIDA
Ensaio Aberto, Estreia e Oficina em Ribeirão Preto
ATUACIA
Conheça a Atua Companhia
Edição Exclusiva
PLANETA TERRA só
IDEALIZAÇÃO E PRODUÇÃO CULTURAL:
Nesta perspectiva, o público acompanha um lapso temporal de exatos 20 minutos em que a palhaça Piolinha surge do futuro com a missão de encontrar qualquer resquício de água no que se tornou o Planeta Terra, só terra.
Espetáculo:
Idealização:
Direção:
Provocação Cênica:
Atuação:
Cenário:
Costura do Cenário:
Iluminação:
Figurino:
Cenotécnica e Contrarregragem:
Duração:
Classificação:
Assessoria de Imprensa:
Desing Gráfico:
Produção Executiva:
Idealização e Produção Cultural:
Realização:
Planeta Só Terra
ATUACIA
Adriana Scannavez
André Cruz
Cinthia Vendruscolo (Palhaça Piolinha)
Jair Correia
Zezé Cherubini
Adriana Scannavez e Jair Correia
Zezé Cherubini
Hezrom Lazarini
20 minutos
LIVRE
M3 Comunicação e Eventos
Cinthia Vendruscolo
Adriana Scannavez
ATUACIA
Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
F I C H A T É C N I C A
Foto: Jair CorreiaPROCESSO CRIATIVO
A falta d’água manifesta um problema de ordem capital, mas também indica a secura da consciência humana retratada na indiferença e apatia dos nossos pares diante de ações que vão na contramão de um sistema mais sustentável.
Para tanto, o processo de montagem do espetáculo PLANETA SÓ TERRA nasce da curiosidade de discutir este assunto tão delicado sob o prisma da palhaçaria, com intenção de construir uma dramaturgia potente e singular a partir de descobertas criativas que orbitam a comicidade e sensibilidade clownesca.
Foto: Rogener PavinskiDesde o princípio a dramaturgia girou em torno da construção de um cenário em formato de caixa que desse a sensação de clausura e aridez, a fim de pressupor que o Planeta se transformou num lugar inóspito Este cenário seria a moradia da palhaça Piolinha, talvez a última representante da nossa espécie
Outra informação importante que já vislumbrávamos na composição do primeiro roteiro, era que em algum momento essa
personagem viajaria no tempo através de um buraco de minhoca que, de forma ficcional, seria causado por ondas sonoras advindas de um rádio, o qual se destacaria tal como outro personagem
Logo, essas três conjecturas: o cenário, o rádio e o trânsito dessa personagem por espaçostempos diversos descobrindo o quanto a vida é adulterada com a carestia da água, foram os elementos balizadores do resultado final dessa obra artística
Partindo dos primeiros argumentos descritos anteriormente, a viagem no tempo se tornou a ideia central da dramaturgia, traduzida em apenas 1 dos muitos supostos espaços já visitados por Piolinha na busca por alguma amostra de água que tenha restado no Planeta.
Já o rádio, assumiu o papel de uma “encarregada superior” desta missão e, o cenário que antes compreendíamos como sendo uma caixa multifuncional em que o público teria uma perspectiva tradicional do espetáculo, se transformou numa ideia original e arrojada:
Tivemos o insight de produzir uma caixa totalmente vedada para extrair o máximo da sensação de enclausuramento do espaço Neste sentido, concebemos o que pode ser chamado de um teatro lambe-lambe em tamanho real, no qual as paredes do cenário possuem aberturas que permitem que o público encaixe a cabeça para assistir o que acontece lá dentro.
Na parte interior do espaço cênico, as cabeças dos/das expectadoras são emolduradas e, tal como quadros, acompanham a missão da palhaça Piolinha, exprimida num lapso temporal de exatos 20 minutos em contagem regressiva por um cronômetro. Estes rostos curiosos observam, dão vasão ao devaneio da palhaça e presenciam o trágico final dessa dramaturgia pautada na secura dos tempos.
Em suma, esta é uma concepção intimista que no mínimo desperta a atenção e interesse das pessoas que estão do lado de fora para saberem o que se passa nesta instalação que tomou forma pelas mãos do cenógrafo e multiartista Jair Correia
DESTAQUE
CENOGRAFIA DE JAIR CORREIA
Jair não somente assina o cenário, como também o torna coadjuvante dessa montagem.
Ao receber a ideia dessa concepção, Jair eleva o padrão dos argumentos para conseguir unir a criatividade com a funcionalidade do cenário
Assim, a primeira intervenção é transformar essa caixa de 4 lados num octógono para ampliar a perspectiva do público e aumentar a quantidade de expectadoras(es). Para tanto, o espetáculo comporta 24 pessoas por sessão, dentre adultos e crianças, pois possui aberturas de cabeças com distintas alturas.
A iluminação com refletores solares concebidas em parceria com a diretora Adriana Scannavez deixa essa montagem integralmente independente, podendo se estabelecer em locais públicos e espaços alternativos sem quaisquer demandas que restringem a execução do espetáculo.
Outra condição relevante do cenário – também pensada em parceria com a direção – é a engenhosidade da contrarregragem construída de forma totalmente analógica, deixando apenas a operação de som vinculada à recursos tecnológicos.
Por fim, a estrutura é de andaimes com tecidos que vedam as suas faces e, em cada tecido, Jair nos surpreendeu com pinturas famosas em seu interior, que vão de Tarsila do Amaral à Edvard Munch e Johannes Vermeer, e que cada quadro é ocupado por uma cabeça de verdade, dando vida aos mesmos e apresentando o cenário como uma verdadeira obra de arte!
Foto: Rogener PavinskiC O N T R A P A R T I D A
Neste processo de montagem e circulação nos comprometemos a realizar 2 sessões de estreia; um ensaio aberto e a oficina formativa “Dramaturgia de Palhace”.
Todas as ações foram desenvolvidas na cidade sede da Atua Companhia, Ribeirão Preto.
A oficina formativa aconteceu dia 10 12 22 das 09h00 às 13h00 no
Território Cultural DIVINO ATO com a presença de 8 participantes;
Para o ensaio aberto que ocorreu na CASA DA ARTE MULTI MEIOS dia 17.12.22 às 17h00 contamos com a presença de 3 convidades a fim de saber as primeiras impressões do que tínhamos conseguido edificar;
Já as 2 sessões de estreia que estavam previstas para acontecerem dia 20.12.22 na Praça XV de Novembro devido à instabilidade climática com previsões de chuva constante na cidade, a estreia também foi remanejada para a CASA DA ARTE MULTI MEIOS e ocorreu dia 22 12 2022 com sessões às 18h00 e 20h00 respectivamente, onde recebemos um público de 40 pessoas.
ATUACIA
ATUACIA é uma Companhia de Teatro, Palhaçaria e Produção Cultural sediada em Ribeirão Preto-SP, fundada em 2013 pelas atrizes/palhaças Adriana
Scannavez e Cinthia Vendruscolo
Em seu repertório a Companhia traz os espetáculos clownescos "Planeta Só Terra" e "Palhaça Sola” , ambos com direção de Adriana Scannavez; o número circense "Cadê?" com direção de Cinthia Vendruscolo; o projeto de palhaçaria clássica "Cenas velhas e empoeiradas para se tirar da gaveta" (direção colaborativa de Adriana, Cinthia e Hezrom Lazarini) e "Front" –um curta-metragem de palhaçaria dirigido por André Cruz, com provocaçã cênica de Ernani Sanches e direção de vídeo de Alexandre Ocdy
Com um olhar sensível para a formação ATUACIA promove a oficina "Dramaturgi de Palhace" – pesquisa que conduz a identidade artística da Cia – e também desenvolve pelo canal de youtube o Projeto de ativismo "E agora Produção? com objetivo de fortalecer a articulação política-cultural entre trabalhadores e trabalhadoras de cultura
ATUACIA também agrega trabalhos realizados em parceria com outros grupos ou instituições como o espetáculo infantojuvenil "Um Golinho Só" junto a Cia Cornucópia de Teatro; a produção do curta-metragem "Por que Palhaço?" em comunhão com a OCDY Filmes; e os projetos "Colhendo Memórias" e "VERDEAR" realizados pela Associação Engenho Cultural e Museu d Cana.
Com uma década de história, a Cia valoriza a poética da encenação e a formação de público nas artes cênicas circenses através da investigação permanente sobre o universo da palhaçaria, atuando de forma presencial e em formato audiovisual
CINTHIA VENDRUSCOLO ADRIANA SCANNAVEZ Fotos: Rogener Pavinskiclique para acessar
AGRADECIMENTOS
Agradecemos ao Ministério do Turismo, à Secretaria Especial da Cultura e ao Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa pelo incentivo financeiro concedido através do ProACPrograma de Ação Cultural e da Lei Aldir Blanc que beneficiou tantas e tantos artistas no período tangido pela pandemia.
A arte é coletiva, por isso nada do que construímos teria sido possível sem o amparo e a dedicação de tantos envolvidos e envolvidas Nós, Adriana Scannavez e Cinthia Vendruscolo agradecemos por cada detalhe deste processo. Foi um enorme prazer conceber e partilhar essa nova obra da Atua Companhia.
Foto: Rogener Pavinski