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Encontro Crítico
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A poesia nasce de um desconforto súbito. A poesia nasce de um susto que arrepia a espinha, Pois a descida aos confins do Eu guiada pelo verso Deixa um rasto de assombro e de espanto.
Nas minhas mãos que criam e destroem, Na boca gasta no discurso poético Recolho fragmentos de crenças e desejos, De ideias platónicas de perfeição mística, Indícios da hermética substância Que alquimistas à noite nos cadinhos Dissolvem e coagulam Na busca nunca terminada do encontro crítico.