UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E SOCIAIS APLICADAS – CCEA CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO
CAMILA ROCHA COSTA
SOFTWARE EDUCATIVO: UMA PERSPECTIVA PARA ALFABETIZAÇÃO DE AUTISTAS
PATOS – PB 2014.1
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CAMILA ROCHA COSTA
SOFTWARE EDUCATIVO: UMA PERSPECTIVA PARA ALFABETIZAÇÃO DE AUTISTAS
Projeto de Pesquisa apresentado ao Curso de Bacharelado em Ciências da Computação da Universidade Estadual da Paraíba como requisito parcial para a conclusão da disciplina de Metodologia Científica, sob orientação da Professora Rosângela de Araujo Medeiros.
PATOS – PB 2014.1
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
1.1 SOFTWARE EDUCATIVO: UMA PERSPECTIVA PARA ALFABETIZAÇÃO DE
AUTISTAS 1.2 PROBLEMÁTICA 1.3 JUSTIFICATIVA 1.4 OBJETIVO GERAL 1.5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 SOBRE O AUTISMO 2.2 O PROJETO DO SOFTWARE
2.2.1 FASES DO PROJETO DO SOFTWARE 2.3 O SOFTWARE EDUCACIONAL
3. METODOLOGIA
3.1 TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS
4. RESULTADOS ESPERADOS
5. ORÇAMENTO
6. CRONOGRAMA
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7. REFERÊNCIAS
1 INTRODUÇÃO
Inicialmente, a tecnologia foi evidenciada como auxiliadora para o desenvolvimento e otimização de tarefas para fins bélicos, oferecendo praticidade ao problema proposto com a eficiência da solução sugerida. Passou-se então a inserir a tecnologia em diversas áreas nas quais se destacam a educação. O título ‘Educação e Tecnologia’ dá o pontapé inicial para este novo ritmo da sociedade, que mistura a diversidade para o enfrentamento de problemas e a erradicação dos mesmos de forma conjunta e com rapidez, uma vez que tudo se atualiza de maneira prematura. Com isso, o processo de ensino da rede pública no Brasil sofre constantes mudanças em busca de tornar a aprendizagem mais ágil e
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efetiva dos alunos, que vão do ensino fundamental até o ensino médio, assim como a abordagem e a capacitação de professores ao lidar com estas crianças e jovens. Leva-se também em consideração que com a chegada da tecnologia, os alunos precisam de motivação de forma diferenciada para que o estudo padronizado que existe no âmbito educacional possa ser transmitido com inovação, no qual pareça aos alunos que novidades foram adquiridas para atraí-los. Contudo, houve descobertas também na medicina, nos quais afetam diretamente na educação. Falamos então das necessidades de pessoas especiais com algum tipo de distúrbio, doença ou até mesmo problemas como déficit de aprendizagem. Nestas circunstâncias, procura-se investigar métodos para a diminuição de dificuldades atreladas a alfabetização seguindo o fluxo das outras crianças. O termo ‘Educação Especial’, conceituado e adaptado pela UNESCO em 1994 na Declaração de Salamanca, integra e inclui crianças com necessidades educativas especiais. Evidenciando um dos princípios da Democracia. Esta inclusão “coloca a questão da incorporação dessas crianças pelo ensino regular sob outra ótica, reconhecendo a existência das mais variadas diferenças [...]”. (BUENO, 1999, p.8). Podendo enfatizar o uso da tecnologia para destrinchar possibilidades de métodos de ensino para estas novas necessidades. O projeto procura então expor o planejamento de desenvolvimento de um software voltado para crianças com necessidades educativas especiais focando a alfabetização e, o auxílio a professores e pais de crianças com autismo. 1.1 SOFTWARE EDUCATIVO: UMA PERSPECTIVA PARA ALFABETIZAÇÃO DE AUTISTAS O projeto tem como abordagem uma perspectiva para autista em fase escolar. Versa inicialmente em um planejamento que atenda as necessidades educativas voltadas para esta temática ainda não tão comum na sociedade, ou melhor, ainda não tão bem identificada e assim dando a possibilidade a partir deste, de diagnosticar relevâncias básicas de um suposto detentor desta síndrome. Entretanto, reafirma-se que o produto final do projeto consistirá em um sistema para educandos já diagnosticados, a fim de auxiliar no crescimento intelectual, na alfabetização e na socialização, como também apoiar pais e professores com feedbacks para cernir no ponto onde a criança possui bloqueios de aquisição do conhecimento que lhe foi proposto.
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Estudos apontam que o desenvolvimento de softwares para necessidades específicas de educação especial são relevantes para a diminuição de problemas nas escolas enquanto a alfabetização. Após pesquisa referente ao tema, constatouse que no Brasil ainda não há softwares com a eficiência satisfatória para o mercado, pois “a disseminação do uso do computador nas escolas têm, entre outras barreiras, a falta e/ou a baixa qualidade do software educacional disponível.” (CAMPOS, F.; CAMPOS, G.; ROCHA, A., 1996, p. 8). Segundo as autoras acima citadas, a validação do software é feito através de coletagem de dados e avaliações contínuas no alvo do software, e como existem ainda pessoas com necessidades especiais de educação que não foram identificadas, a validação fica comprometida. Esse é o fator principal dos softwares com este objetivo de não alavancarem no Brasil, pois ainda existe uma dependência que começa com a generalização de necessidades, nas quais somente são efetivas para uma parte dessas pessoas especiais. Evidentemente, o projeto de desenvolvimento do software educacional para autista foca exatamente em um grupo de educandos com estas necessidades já identificadas. Assim, com aprimoramentos eficazes e posteriormente num estudo de caso, é possível avaliar o software de acordo com o objetivo proposto.
1.2 PROBLEMÁTICA
Baseados em levantamentos bibliográficos, os estudos evidenciam que desenvolver um software voltado para necessidades educativas especiais têm uma importante relevância para o estabelecimento de uma nova era da educação. Entretanto, projetos que têm custeios altos não tem efetividade adequada quando afirmam Fernanda Campos, Gilda Campos e Ana Rocha:
Quando falamos de qualidade de software para educação, não podemos esquecer de fatores inerentes ao contexto educacional, como questões culturais, éticas, filosóficas e psico-pedagógicas, que influenciam na educação. Os softwares educacionais, como os demais, exigem testes e
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padrões para atingir níveis altos de qualidade. (1996, p.1 apud CAMPOS, 1994).
Inicialmente, os projetos de softwares educacionais são criados a partir de recursos
humanos
especializados
nas
multidisciplinas,
que
envolvem
as
necessidades especiais, ou seja, é evidente que o projeto tem um embasamento forte e adequado, pois trabalham na utilização de ferramentas que envolvem a psicopedagogia e especialistas voltados para criança especial. Contudo, o que afeta a eficácia de um software educacional é a sua generalidade. Comparativamente a antídotos para certas doenças, existem alguns que são paliativos ou técnicas feitas para a sua diminuição. Da mesma forma, os softwares não se enquadram especificamente a certo grupo de especialidades, mas sim na sua forma geral, dando resultados inadequados quando mal manipulados. Segue então um exemplo claro e bem objetivo da área de computação para refutar teorias ou analisar algoritmos: se uma criança autista é colocada para utilizar softwares que tratam de necessidades educativas especiais gerais, obtém-se um resultado negativo, pois a sua real carência não está especificada. Em outras palavras, a criança com autismo conseguirá se destacar nas fases em que são direcionadas para ela e nas outras não. Como os resultados também são generalizados, as estatísticas vão impor que o software não foi satisfatório. Assim acontece também para outros tipos de doenças que juntamente com fatores de ambiguidade de significados dessas necessidades, como dificuldade de aprendizagem, transtornos e doenças, cuja diferença entre elas afetam no desenvolvimento de um bom sistema. Sabe-se que possuem significações diferentes, mas que na hora de um desenvolvimento não são levados em consideração, principalmente na fase de desenvolvimento do projeto do software, que pela análise de requisitos, passam despercebidas. Ou seja, na maioria das vezes é preciso interpretação do que realmente a sociedade precisa e o que a empresa quer desenvolver, e muitas vezes as informações não são bem manipuladas. Em contrapartida, o mundo mercadológico trabalha com a praticidade e, um software
específico
para
cada
tipo
necessidade
demandaria
gastos
8
mensuravelmente caros e tempos dobrados para criação. Então tem-se como problemática: É possível desenvolver um software educacional para a alfabetização de crianças autistas? Este software, mercadologicamente, seria relevante?
1.3 JUSTIFICATIVA
A
introdução
da
tecnologia
como
mediadora
educacional
para
o
desenvolvimento didático fez surgir a nomenclatura para um conjunto de programas de ensino e aprendizagem como softwares educacionais específicos para aplicabilidade do conteúdo propostos nas escolas. Estes softwares, quando usados adequadamente, influenciam no processo da construção do entendimento das crianças, principalmente no contexto social em que elas vivem. Estimulando a capacidade de produzir soluções para problemas cotidianos agregados ao ensino de alfabetização. Considera-se que estas novas tecnologias se apresentam como intermédio entre professores, pais e crianças com necessidades especiais educacionais voltadas para o autismo, ou seja, a figura do professor na sala de aula e a integração da família participando da vida da criança na escola são fatores essenciais para um bom desenvolvimento da qualidade da educação no Brasil, conforme afirma Jucá (2011) quando diz: [...] a figura do professor, ao contrário, exigem deste, que adicione ao perfil novas exigências bem mais complexas tais como: saber lidar com ritmos individuais dos seus alunos, apropriar-se de técnicas novas de elaboração de material didático produzido por meio eletrônicos, trabalhar em ambientes virtuais diferentes daqueles do ensino [...].
Do ponto de vista teórico, esses sistemas vêm crescendo de forma gradativa, até timidamente, devido às avaliações não eficazes com poucos estímulos ao manuseio nas escolas e generalizações das condições das crianças que efetivam esta descontinuidade do estudo. No entanto, a continuidade do programa seria promissora e de extrema importância se houvesse capacitações pedagógicas para este fim, como também o conhecimento do educador através de sua práxis. Deste ponto de vista, entende-se que só assim a educação poderá dar um salto para o futuro.
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Mediante o exposto acima, justifica-se o projeto pelos estudos de estatísticas que mostram o contraste da tecnologia e da educação quando não usadas em conjunto, reforçando assim, a alienação existente no quadro da educação quando se refere às novas tecnologias como instrumento de ensino e aprendizagem. Afirma-se que poderia haver uma mudança no quadro da educação se está prática fosse aplicada desde as séries iniciais quando o autista apresenta suas primeiras necessidades educativas, criando-se assim, uma base concreta para as séries finais. Não só neste sentido de aplicabilidade e relevância, o projeto também é motivação pessoal por evidenciar que o estudo pode facilitar a vida de uma criança autista e que estas possibilidades podem afetar positivamente numa juventude, e numa vida adulta inclusiva e democrática. Integrando-a assim, a própria sociedade, a família e a escola.
1.4 OBJETIVO GERAL
a) Desenvolver o software educacional para melhoria da qualidade de ensino e
aprendizagem de crianças autistas, aperfeiçoando-o para outras especialidades comuns relevantes.
1.5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
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a) Auxiliar na alfabetização de crianças autistas das séries iniciais;
b) Possibilitar aos professores da educação básica a formação educacional sobre
criança com autismo e maior efetividade do ensino;
c) Discriminar as dificuldades principais da criança autista através de relatórios;
d) Sugerir possibilidades de suspeitas de crianças que podem ser autistas.
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2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 SOBRE O AUTISMO As modalidades dos ensinos de base, diante das suas aplicabilidades, contrapõem-se às condições necessárias para mudanças propostas da inclusão, pois elas não foram criadas para entender e trabalhar com diversidades de comportamentos entre crianças. Criando-se assim uma crise de paradigma que de acordo com Mantoan (2003) afirma: Sendo ou não uma mudança radical, toda crise de paradigma é cercada de muita incerteza, insegurança, mas também de muita liberdade e de ousadia, para buscar alternativas, outras formas de interpretação e de conhecimento que nos sustente e nos norteie para realizar a mudança. (p.11).
As propostas educacionais então apontam para que este paradigma mude e tenha outras percepções dentro do contexto social e cultural que afetam na educação da criança, independente do problema que ela apresenta. Das quais, o planejamento do ensino desatenta-se ao falar do propósito de uma escola, evidenciando apenas uma construção acadêmica formal na vida dela e esquece que “[...] a escola é um ambiente em que as crianças ampliam seus repertórios de convívio social e diversificam suas possibilidades de estabelecer vínculos e relações [...]”. (COLÉGIO GRAPHEIN, 2013). Que a partir deste, podem desenvolver habilidades que seguem em toda sua vida. É importante explicitar que o conceito de inclusão não se caracteriza nas limitações de crianças com necessidades especiais, mas sim nos critérios de acessibilidade, oportunizando a autonomia e a independência do educando especial. Regida pela Política Nacional de Educação Especial criada em 1994, que tem como base na Lei de n°4.024/61 os fundamentos das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, conceitua-se inclusão como “[...] a inserção escolar de forma radical, completa e sistemática. Todos os alunos, sem exceções, devem frequentar as salas de aulas [...]” (MONTOAN, 2003, p.16). Ou seja, ações feitas no ambiente educacional que insere o educando especial dentro da temática da escola, estimulando o aprendizado e o desenvolvimento de suas potencialidades.
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Diferentemente do que se pensavam a inclusão não é sinônimo de integração, pois a finalidade da integração é inserir alunos que previamente foram excluídos. Integrar então leva a criança especial a fazer parte da escola, mas isso não quer dizer que a criança irá ter uma educação igual as das outras. Mediante ao exposto acima citado, a inclusão sugere uma grande mudança no ensino, pois é preciso um conhecimento prévio das condições de crianças com necessidades educativas especiais. Com isto, adentra-se nas conceituações para diferenciar tais necessidades. O autismo é o termo usado para pessoas que apresentam comportamentos que dificultam a aprendizagem na comunicação e no convívio com outras pessoas. (CUNHA, 2012). Classificado como transtorno invasivo do desenvolvimento, caracteriza-se em movimentos estereotipados e repetitivos com um portfólio restrito de tarefas. Estando assim ligado diretamente aos comportamentos, este tipo de transtorno não possui diagnóstico efetivo definido e nem padrões que evidenciam um autista, o que demanda um estudo maior reafirmando que novos padrões de aprendizagem constituem em mudanças significativamente positivas para a identificação do transtorno, que vem se confirmar conforme Assencio – Ferreira: É possível que simplesmente sempre existiram varias crianças com Autismo e não eram diagnosticadas; agora com o maior número de profissionais lidando com a saúde infantil e com melhores informações à respeito, propiciou-se maior possibilidade de diagnósticos. (2005 apud CUNHA, idem, p.13).
Conceituado inicialmente pelo psiquiatra em pediatria que trabalhava nos Estados Unidos e especialista da mesma área, Leo Kanner , em 1943, observou certo grupo de crianças com comportamento diferenciado das demais, incapacitando essencialmente em um bloqueio de contato afetivo e interpessoal. Logo em seguida, mediante estudos, obtiveram-se outros conceitos de outros transtornos comuns do espectro autista, como a síndrome de Arperger, descoberto pelo detentor do nome, Hans Asperger em 1944 que construiu uma tese que discriminava conjuntos sensoriais semelhantes ao de Kanner em crianças de três anos. (CUNHA, ibidem) Com o destaque para definições distorcidas ou generalizadas, o ambiente escolar é o mais afetado, não possuindo capacitação adequada para lidar com crianças que precisam de um ensino especializado. Impulsionando assim, o
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software como mediador educacional, assistenciando os educadores a lidar com estas novas especialidades. Para o autista todo comportamento se deve a algum tipo de razão, ele não o faz sem motivos, por isso a principal ferramenta será interpretar as atitudes dos educandos reagindo a certas ações propostas, que podem ser negativas ou não, devendo assim o educador interferir de maneira correta na situação contrária, encontrando fatores que desencadeou a situação. Considerando que aprendizagem dos autistas ocorre de maneira mais lenta das demais, normalmente, e em outras tarefas eles podem ser espetacularmente melhores do que os outros. Por ser relativa e imprevisível, a atenção é dobrada.
2.2 O PROJETO DO SOFTWARE Basicamente, o significado de “projeto” é planejamento. São os passos a ser seguidos para a finalidade de algo, descrevendo resultados esperados e possíveis dificuldades. Para a área de tecnologia, desenvolver um projeto de software é validar sua relevância perante o mercado, já que sua realização é incerta. Com uma boa especificação e documentação procurando critérios efetivos e válidos, o projeto terá chances maiores de ser realizado, ou seja, um bom desenvolvimento do projeto de um software, maior a possibilidade do software ser criado da forma esperada.
Para isso é necessário enfatizar o clico de vida do
projeto a ser abordado, visando as suas fases para uma efetividade maior do controle gerencial. No software educativo para autistas, que se encaixa em um desenvolvimento de um produto, o ciclo de vida será enfatizado neste caso, na sua documentação de viabilidade, posteriormente o protótipo e o produto final. Como não existe um padrão para o ciclo de vida de um projeto, já que adentra as fases principais de criação do planejamento e isso vai ser de acordo com os requisitos passados para a fabricação do sistema, sua formação terá que ser ideal para o produto. Normalmente é feita nestas seguintes bases: •
Conceitual: oportunidades, metas, objetivos e escopo.
•
Desenvolvimento:
especificação,
qualidade,
estrutura
organizacional,
estratégias, programação, contratação e plano de comunicação.
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•
Realização: plano executivo, materialização, verificação do desempenho, análise e ações corretivas.
•
Finalização: Entrega e/ou implantação e arquivamento da documentação. (MARTINS, 2010).
2.2.1 FASES DO PROJETO DO SOFTWARE As fases do projeto do software abordarão os estágios principais para o desenvolvimento do produto proposto. São estas que definirão quais os procedimentos que o software irá ter e como serão feitas. O software educacional voltado para crianças autistas seguirá as seguintes fases de planejamento: •
Modelagem de Negócio: é necessário realizar atividades de pesquisas para saber quais as relevâncias do software e quais os pontos principais que ele abordará, alem de reuniões para o planejamento de comunicação com as partes interessadas. Se inicialmente houver partes interessadas, as reuniões serão voltadas para a captação de requisitos para construção do projeto e do software.
•
Planejamento e Gerenciamento do Projeto: neste planejamento entra os processos em que as fases serão gerenciadas.
•
Implementação do Projeto: Discriminar como será o software integrando os componentes para o sistema executável.
•
Testes: Discriminar quais os critérios para elaboração de testes e possíveis dificuldades.
•
Implantação: Discriminar como será feito a implantação do software na empresa ou no local do alvo do produto e quais são seus possíveis resultados esperados. (MARTINS, 2010). A partir destes fatores, o planejamento enfatiza e prioriza o desenvolvimento do projeto. Por isso, o seu detalhamento se faz necessário. Segue abaixo os
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processos da fase do gerenciamento do projeto do software também baseado em Martins (2010):
2.3 O SOFTWARE EDUCACIONAL Teoricamente a tecnologia veio para aperfeiçoar a vida das pessoas e facilitar métodos para soluções, das quais pareciam impossíveis. No entanto, ainda é utilizada de maneira inadequada, ou seja, sem um bom estudo diante do que se quer fazer, a tecnologia passa apenas a ser instrumento de alienação. Fica evidenciado então, que é necessário um estudo prévio obtendo-se assim um histórico para evitar problemas e dificuldades que já foram esclarecidos com outros softwares para este mesmo ideal. Estamos falando das novas tendências para o uso da tecnologia, chamadas de Tecnologias Assistivas. Termo ainda recém-utilizado, as Tecnologias Assistivas (TA) são serviços e recursos que proporcionam a inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais e com deficiências, visando simplificar atividades do cotidiano para que estas pessoas possam ter uma vida mais fácil, além de desenvolver o crescimento intelectual para o aprendizado. Neste sentido, “para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.” (BERSCH, 2008 apud RADABAUGH, 1993). Embasado nestas novas tendências, o software educacional para crianças autistas enfatizará fases que possam atrair a pessoa com necessidade educativa especial, motivar e identificar as dificuldades. Estamos falando de um sistema de um jogo educativo que será instalado em computadores das salas de informática básica das escolas das redes de ensino e, se possível, nas casas das crianças com estas necessidades já identificadas. O desenvolvimento do tema do software ainda fica em aberto, devido à necessidade de estudos aprofundados focando no autista, uma vez que ele possui como uma das grandes características positivas, das quais é o recurso principal de aprendizado, a imagem fotográfica. Necessariamente, o cérebro de um autista consegue captar o conteúdo de uma imagem rapidamente, podendo levar isso para vida toda sem entrar no esquecimento.
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A estrutura organizacional do software terá três módulos, com cinco atividades cada um, e trabalhará com bastantes imagens e músicas educacionais. Sua tela principal será constituída pelo login e senha, da qual a professora inicialmente auxiliará o aluno. Logo após, antes de começar com as atividades, o aluno colocará o seu nome e escolherá qual o personagem. Neste contexto, as avaliações começarão neste momento, pois os autistas tendem a fazer coisas repetitivas por um longo período sem desviar a atenção. De um módulo para outro, aumentarão os níveis para verificar a concentração, a coordenação motora, a sociabilidade e o aprendizado. As atividades serão desde as tarefas do cotidiano, que tenha dificuldade de fazer em casa até as atividades de alfabetização que são propostas em sala de aula. No caso de dificuldade de passar a fase, os mecanismos usados serão para que o aluno não se sinta inibido ou intimidado, fazendo-o com que ele tente novamente quantas vezes for preciso até passar, por isso estas atividades contarão com bancos de dados para dinamizar as atividades, podendo o aluno fazer várias vezes. Desta forma, as palavras de incentivo sempre estarão presentes, como “tente novamente, você irá conseguir”, “Vamos fazer de novo?” com imagens ilustrativas também de incentivo. Da mesma maneira quando passar da fase, usando palavras de motivação e parabenizando-o sempre. Mediante a aplicabilidade do software, sua estrutura contará um feedback ou relatório final especificando quais os módulos e/ou atividades que o aluno teve dificuldades, quantas vezes foi necessário para passar a fase, se este parou no meio do caminho e fechou o aplicativo e as possíveis soluções a ser trabalhadas. Assim, podendo ser repassada para o email do professor e do responsável pelo aluno para que possam avaliar de maneira conjunta soluções para estes, tanto nas reuniões pedagógicas com outros professores, como em reunião com os pais.
3 METODOLOGIA
A metodologia usada para este trabalho consiste em um conglomerado de pesquisas, não podendo assim defini-la. É levado em conta que para fazer o desenvolvimento é preciso um levantamento bibliográfico dos softwares já
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desenvolvidos para este objetivo, como também sobre o alvo do software, os autistas. A partir disto, segundo Wainer (2010) a pesquisa aplicada pode ser usada para os métodos a fim de atingir finalidades práticas. Assim, como também é possível evidenciar características da pesquisa de estudo de caso, pois as técnicas a serem usadas se aplicarão no alvo do software para validar seu objetivo e relevância. (WAINER, idem). Tendo como base estes fatores, a metodologia será feita através do estudo da aplicabilidade do software. Será proposto o uso em escolas de ensino fundamental auxiliar a alfabetização das crianças com necessidades educativas especiais, explorando as dificuldades nos relatórios.
3.1 TÉCNICAS DE COLETA DE DADOS
As técnicas a serem desenvolvidas adentrarão na parte do projeto do desenvolvimento do software. Serão de base intensiva e extensiva. (LAKATOS & MARCONI, 2003) Para as técnicas de observação direta intensiva, usam-se a entrevista com os professores do aluno com necessidade especial educativa para saber quais as possíveis reações que um autista pode ter. Além de investigar se houve uma formação para o educador lidar com tipos de crianças assim. Também será feito entrevistas com as mães desses educandos em relação ao âmbito social e quais os procedimentos que elas usam para motivação e incentivo, e dos gostos da criança. Com a observação direta extensiva, serão aplicados questionários dentro das escolas sobre um possível software educacional para auxiliar na sala de aula a professores que lidam com crianças autistas. Além de outros questionários evidenciando o autista em relação a escola e a sociedade. Os pais de outros alunos que não possuem estas necessidades também participarão deste questionário assim como também saber da escola os pontos positivos que eles trabalham e os negativos nos quais não conseguem ter as soluções deste tipo de crianças. 4 RESULTADOS ESPERADOS
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De forma contínua, pode-se efetuar a validação do software enquanto sua finalidade, através de questionamentos para denotar se as crianças tiveram mais facilidade no convívio social e na alfabetização. Se este auxiliou na apresentação das dificuldades e com isso a metodologia de ensino enfatizou as soluções.
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5 ORÇAMENTO
MATERIAL
QUANTIDADE
VALOR UNITÁRIO
VALOR FINAL
Notebook
2
R$ 1000,00
R$ 2000,00
Licença de programas de desenvolvimento de software
1
-
-
Recursos
1
R$ 300,00 (mensal)
R$ 300, 00 (mensal)
2
R$ 2,50
R$ 5,00
Humanos CD/DVD para instalar o executável
20
Resma de Papel A4
1
R$ 13,00
R$ 13,00
Impressões
4
R$ 5,50
R$ 22,00
Encadernações
4
R$ 2,00
R$ 8,00
´ TOTAL
R$ 2048, 00 + R$300, 00 (mensal)
6 CRONOGRAMA
2015
2016
2017 JAN
Delimitação do tema
X
FEV
MAR
ABRIL
MAIO
JUN
21
Elaboração do projeto de
X
Pesquisa
Levantamento Bibliográfico
X
Técnicas de coleta de dados
X
Desenvolviment o do Projeto do Software
X
Desenvolviment o do Sistema
X
Estudo de caso
Desenvolviment o da Monografia
X
X
X
X
X
X
X
22
Conclusão do TCC
X
X
Defesa do TCC
X
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BUENO, José Geraldo Silveira. Crianças com necessidades educativas especiais, política educacional e a formação de professores: generalistas ou especialistas. Revista Brasileira de Educação Especial, São Paulo, v. 3, n. 5, p.7-25, mar. 1999. BERSCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Porto Alegre: CEDI, 2008. COLEGIO GRAPHEN. Conversando sobre Inclusão. São Paulo: Colégio Graphen, 2010. CAMPOS, Fernanda; CAMPOS, Gilda; ROCHA, Ana. Dez etapas para o desenvolvimento de software educacional tipo hipermídia. In: CONGRESSO IBEROAMERICANO DE INFORMÁTICA EDUCATIVA. BARRANQUILLA., 3., 1996, Colômbia. Anais do Evento. Colômbia: ____, 1996. p. 8 - 11. CUNHA, Eugenio. Autismo na Escola: um jeito diferente de aprender, um jeito diferente de ensinar. Rio de Janeiro: Wak, 2013. ______. Autismo e Inclusão: psicopedagogia e praticas educativas na escola e na família. Rio de Janeiro: Wak, 2012. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 176p.
23
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Marina
de Andrade;
LAKATOS,
Eva
Maria. Fundamentos
de
Metodologia Científica. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2003. 310p. WAINER, Jacques. Ciência da Computação é Ciência? Curso de Ciência da Computação. Instituto de Computação, Universidade Estadual de Campinas. São Paulo: 2010.