O problema de uma ordem ou hierarquia entre Massa, Comunidade e Comunhão surge em razão de que os valores morais são estritamente singularizados. Em maneira rudimentar, os filósofos entendem que o aperfeiçoamento moral de um Nós ou de um grupo tem a ver com a passagem da Massa à Comunidade ou à Comunhão. Cultiva-se desta forma a convicção idealizada de que a intuição direta dos valores é sempre superior à fidelidade aos deveres, ou às imagens simbólicas ideais, e que o fato de experimentar valores seja uma condição indispensável para aceder à moralidade. Por contra, sabe-se em realidade social que a respeito disto nada pode ser afirmado de antemão. O sociólogo constata que a experiência moral é imprevisível e infinitamente variável. Tendo em conta essa imprevisibilidade, devem-se constatar o papel efetivo desempenhado pela Massa, pela Comunidade e pela Comunhão como quadros sociais. Tal o assunto deste artigo.