Boletim Informativo Online da Paróquia São Roque "Igreja Viva e Peregrina" (maio 2021)

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Edição Especial nº 27

Maio 2021 / Covid-19

O Divino Espírito Santo em tempo de Pandemia Entre as grandiosas festas que caracterizam a Paróquia São Roque, destaca-se a do Divino Espírito Santo. Trata-se de uma Solenidade que este ano acontecerá em 23 de maio. Éramos para celebrar grandiosamente como em outras épocas: Visitação do Divino às Comunidades da Paróquia e Paróquias vizinhas, Visita dos Devotos do Divino ao Santuário Nacional de Aparecida, Novena Diária na Matriz, Alvorada no dia da Festa, Procissão, Bando Precatório com a participação de crianças, Festeiros, Missa Campal, Bênção e Distribuição das Roscas, Nomeação dos Novos Festeiros e Transladação dos Símbolos do Divino até a Casa dos Novos Festeiros. Este ano não podemos celebrar assim. Mais uma vez, a COVID-19 nos privou de nossas festas e isto custa caro para nós, já que elas carregam consigo, por assim dizer, uma “magia” que nos irmana, emociona e prende. Nossas festas são únicas para nós. Elas nos transportam para o mistério e o trazem ao nosso alcance; irmanam-nos a multidões formando parentesco; mexem com nossos sentimentos, tocam nossos corações e nos prendem! Proporcionam-nos a experiência do Divino! É o segredo de nossas festas! São contagiantes, evangelizadoras e missionárias! Este ano, porém, tudo continuará como no ano passado. Nada de Festejos e aglomerações! Certamente, o distanciamento social, o permanecer em casa, o fechamento dos Templos causam um aperto interior, pois tudo isso nos priva de algo que é essencial para nossa vivência. Nosso coração não se satisfaz com qualquer coisa! A mente humana necessita da dimensão religiosa que consola, ilumina e oferece sentido para viver. Reconhece-se que os prejuízos sofridos não são apenas de caráter econômico, social e educacional; nem se restringem ao corpo e ao bolso. A pessoa humana, como um todo - Corpo, Psique e Alma - necessita da dimensão religiosa sadia para não mergulhar no caos existencial. Obviamente, não se trata aqui de estarmos fisicamente juntos todas as horas e dias da semana. Estar junto com o outro faz parte intrínseca do ser humano; fomos criados para a convivência. Somos seres sociais por natureza e, religiosa e teologicamente falando, formamos um rebanho, um povo, uma grande família, uma Igreja! O Senhor nos quer irmanados (Jo 10,14)! Mas, o que fazer quando as circunstâncias nos obrigam a manter o distanciamento social e evitar aglomerações? O que se propõe quando as pesquisas mostram que as Igrejas devem ficar fechadas para ajudar frear a Pandemia? A experiência mostrou que a “Igreja Doméstica” já é uma saída para este momento de crise. Daí o título de nossa reflexão: “O Divino Santo Espírito em tempo de Pandemia”! Ao longo da “Via Dolorosa” vivida pela Paróquia, deparamos que a fé ajuda muito num caminho tão exigente como este. Ela oferece sentido, alivia tensões e dá forças para suportar o peso da cruz. A fé e a pertença nos aproximam apesar do distanciamento imposto. Daí o sentido das Missas, Via-Sacra e Novenas à distância. Elas têm valor já que, em ambas as pontas, há gente ligada por opção, afeto e fé. Foi notório o testemunho de tantas pessoas simples que, nas Novenas Comunitárias, providenciaram seu altar doméstico, enfeitado com toalha branca, símbolos católicos e flores. Confesso, na qualidade de Pároco, vi nessas pessoas um “sacerdócio” batismal celebrando o mistério da fé no “santuário” doméstico! Reparei esse testemunho pela ambientação, pela reza e, principalmente, pela postura dos personagens. Certamente, isso não substitui o grande encontro presencial na Comunidade de Fé. Porém, proporciona uma alternativa para o momento atual. Isso é Graça, é Pentecostes! O Espírito do Senhor soprou sobre essas famílias seu “fogo iluminador” e continua agindo nos discípulos irmanando-os pelas redes sociais! As festas nas Comunidades terão também o acompanhamento do Espírito: Nossa Senhora de Fátima (Cambará), Santa Rita de Cássia (Vila Aguiar), Santa Rita de Cássia (Goianã), Santa Quitéria (Santa Quitéria), Nossa Senhora Auxiliadora (Saboó), Santo Antônio (Santo Antônio), São João Batista (Taboão) e São Pedro (Santa Cruz). O Espírito agirá nos Agentes de Pastoral, iluminando-os a preparar e conduzir essas novenas, fortalecendo, assim, as Igrejas Domésticas que são extensões da própria Comunidade. Desde já, agradeço os Ministros e outros Agentes de Pastoral que não medem esforços para continuar esta obra evangelizadora e missionária. Quando você posta algo na fé, num clima de oração e partilha, tudo isso é obra do Espírito Santo que sopra onde quer! Continue postando! Pe. Daniel Balzan - Pároco


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