EMPRESÁRIO DE ÊXITO – TADEU MARGARIDA PÁG. 10 AGO/SET 2012 | ANO 9 | EDIÇÃO 51 | R$ 8,00
ATITUDE E OPINIÃO EMPRESARIAL www.revistaexito.com.br
A REALIDADE DA
NEGÓCIOS: OS TECIDOS ANTIPILLING E OUTRAS NOVIDADES DO RAMO TÊXTIL
LEI SECA: A EMBRIAGUEZ AO VOLANTE VOLTA A SER ALVO DE DISCUSSÕES
IMPULSO NAS VENDAS: SUPERMERCADO INOVA COM A PROMOÇÃO PONTO A PONTO
ECONOMIA REGIONAL EMPRESÁRIOS DÃO SUA VISÃO SOBRE A CRISE NA SUINOCULTURA, O COMÉRCIO LOCAL E OS INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS PARA O CRESCIMENTO
Wlademir Paravisi: “o momento é de altos custos, mas podemos nos ver surpresos favoravelmente”
ESPECIAL 95 ANOS DE CHAPECÓ PÁG. 32
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EDITORIAL
A beleza de mudar
P
Por mais que se especule, previsões sobre o futuro serão sempre especulação. O que é real é o presente, que se mostra e se descobre com o tiquetaquear do relógio. Mais do que isso, o real é que não há nada mais certo no homem do que a mudança. Mudar é sempre necessário, pois é na mudança que nos reinventamos a nós mesmos e nos encontramos com nossa verdadeira essência. Por acreditar na necessidade das mudanças, a Revista Êxito ganhou um banho de design e passou por uma revisão completa que culminou na mudança de seu projeto gráfico, fotográfico e editorial, ficando muito mais moderna, atrativa e gostosa de ler. A linha editorial ganhou uma abordagem diferenciada em novas editorias organizadas por assuntos de relevância, além de nova tipografia que facilita a leitura. A fotografia também ganhou uma atenção especial, com uma abordagem mais artística e moderna indo ao encontro do novo posicionamento da Revista Êxito: Atitude e opinião empresarial. Inauguramos também a editoria Empresário de Êxito, onde traremos a cada edição uma entrevista com um empreendedor de sucesso da região para contar a sua trajetória e dar importantes dicas sobre o mercado, iniciando com o empresário Tadeu Margarida. Como tema de capa trazemos a realidade da economia regional e como as cidades da região estão se preparando para enfrentar os desafios que o futuro reserva. Líderes das Associações Comerciais e Industriais, CDL, Sindicato do Comércio e empreendedores individuais deram à Êxito a sua visão sobre o tema e apontaram caminhos para superar o período incerto que enfrenta a economia catarinense. Boa leitura.
- Angela Zatta angela@editoraexito.com.br
EXPEDIENTE
Edição 51 aGoSTo/SETEMBRo 2012 diretores Rosí Scariot Zatta Thiarles Souza Editor Thiarles Souza Redação Angela Zatta Criação/diagramação Amarildo Grotto Jonas Patrício Pinto Vanessa Richetti departamento Comercial Silvia Zatta Gonzatto Alex Klein Tel.: (49) 3566.0001 assessoria Jurídica José Carlos Damo OAB/SC 4625 Projeto Gráfico www.beal.ag
Revista Êxito® é uma publicação da Êxito Editora e Comunicação Rua Veneriano dos Passos, 178 Sala 202 - Centro - Videira - SC CEP 89560-000 Tel.: (49) 3566.7708 / 3566.0001 Todas as matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores. A opinião das pessoas que estão na revista, não reflete necessariamente a opinião da revista. Todas as publicidades são de inteira responsabilidade de seus anunciantes.
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SUMÁRIO 10 EMPRESÁRIO DE ÊXITO NEGÓCIOS 12 Intensifique seu networking 14 A tecnologia da indústria têxtil 16 Negócios devem ultrapassar US$ 160 milhões 18 Crianças empreendedoras 20 O futuro da logística e do transporte 22 Marcos Bedin 23 Financiamento sem crise SAÚDE 24 Cada droga uma sentença 26 Oito jeitos de mudar o mundo 28 O parto virou um parto 30 TECNOLOGIA 32 ESPECIAL 34 ECONOMIA OPINIÃO 36 Adgar Bittencourt 38 Por dentro da nova lei do transporte 40 Embriaguez ao volante na mira da lei 42 Fábio José Dallanora CAPA 44 A realidade da economia regional VARIEDADES 54 Gerson Witte 56 Antonio Carlos “Bolinha” Pereira 60 Fotografe com Êxito 6 > êxito
agosto/setembro 2012
CAPA - Foto: Fabiano Martins
Rua XV de Novembro, 310 Videira - SC - 49 3566.1023 Videira Shopping - 49 3533.3131
Maxicolar com pedras artificiais
Relógio Fossil e pulseiras biju com spike e flores
Maxipulseira de couro e drusas rosê e marrom
JoIas pra que te quero Aposte no dourado e rosê para arrasar com qualquer produção
Anel Folhado com drusas rosê e marrom Maxicolar rosê folhado a ouro 18k
notas INFORMAÇÃO
ADV É CAMPEÃO NO PRIMEIRO TURNO
Jogando fora de casa, com técnica e qualidade, a equipe do ADV/Unoesc/Sicredi bateu o time da Assessoritec, no dia 1 de agosto, conquistando o título inédito de campeão no Primeiro Turno do Campeonato Estadual da Primeira Divisão. Com o título do turno, a equipe de Videira conseguiu novamente a vaga na Divisão Especial em 2013.
IFC LANÇA NOVO PROJETO
Para melhorar a qualidade de vida das famílias carentes sem esquecer a responsabilidade ambiental, o Instituto Federal Catarinense (IFC) promoverá um projeto que levará o isolamento térmico para as casas de pelo menos 15 famílias de baixa renda residentes no bairro Vila Verde, em Videira, reutilizando as embalagens longa vida (tetra pak). O projeto consiste em forrar o teto e as paredes das casas utilizando as embalagens que têm a parte interna de alumínio, podendo impedir a entrada excessiva de calor no verão e de frio no inverno. Os idealizadores do projeto acreditam que cerca de 10 mil caixas de alunínio e plástico, utilizadas no projeto, deixarão de ir para aterros sanitários. A coleta de caixas está acontecendo no Instituto Federal Catarinense e em pontos de coleta na cidade.
CHÁ DE MEMÓRIAS EM VIDEIRA
Para resgatar as lembranças do passado e valorizar as experiências dos moradores mais antigos do bairro Cibrazém, em Videira, os alunos da 7ª série 71 da EEBM Fidélis Antônio Fantin, promoveram o primeiro Chá de Memórias da Escola, em junho. Para aprofundar o tema, alunos e professores montaram a Casa da Memória, onde expuseram objetos de mais de cinco décadas. Os convidados, entre eles alguns dos moradores mais antigos do bairo, também puderam degustar um chá acompanhado de doces típicos dos chás do passado. 8 > êxito agosto/setembro 2012
O Chá de Memórias marcou o início das atividades da escola para a 3ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, na qual os alunos participação com o gênero: memórias e poemas.
Comunidade Camiliana do Brasil, em 1934, e a primeira paróquia brasileira dois anos depois, o coração ficou por dois dias. Durante sua estadia no país, a relíquia foi apreciada por mais de 500 mil pessoas.
O MUNDO MÁGICO DO CIRCO
VÔLEI DE CHAPECÓ BUSCA APOIO
A exposição itinerante da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), “O Mundo Mágico do Circo”, estará em Videira até o dia 28 de agosto. Formada por fotografias de Márcio Henrique Martins, desenhos de Hassis e vídeos de Ronaldo dos Anjos, a mostra escolheu o circo para abordar o tema “A imagem e a relação com a sociedade”. As fotografias retratam cenas de pequenos circos familiares do estado.
ADMINISTRAR 2012 NA UNOESC JOAÇABA
Para comemorar os 40 anos em 2012, o curso de Administração da Unoesc Campus de Joaçaba realizará o “Administrar 2012: no ritmo dos negócios”. O evento ocorrerá entre os dias 4 e 6 de setembro e terá palestras, músicas e uma festa de encerramento. Além do aniversário do curso, o evento também registrará os 72 anos da Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense (ACIOC), proporcionando aos empresários, lideranças e à comunidade em geral, a oportunidade de refletir e ampliar o conhecimento acerca de temas relacionados à gestão, liderança, empreendedorismo e ética. As inscrições podem ser feitas no site da Unoesc.
RELÍQUIA CAMILIANA EM IOMERÊ
Em comemoração aos 90 anos da chegada dos primeiros missionários camilianos ao Brasil, a Província Camiliana Brasileira, com permissão do Governo Geral da Ordem Camiliana, trouxe ao país a Relíquia do Coração de São Camilo de Lellis, que percorreu as principais cidades brasileiras onde atuam os camilianos, oportunizando a apreciação da relíquia por mais de 500 mil pessoas. Em Iomerê, onde foi fundada a segunda
A modalidade que já foi destaque no cenário nacional está no caminho para retornar à elite. O voleibol masculino chapecoense busca parcerias para o projeto, que prevê a Liga Nacional e a Superliga Série B. Com o recente apoio da Casa Imóveis, a equipe Aprov/Unoesc/Chapecó, também é patrocinada pela Prefeitura de Chapecó, Unoesc, BR Foods, Frutas Real e Restaurante Estrela Azul na temporada 2012. Sob o comando do técnico Nilson Rex, precisa de reforços também fora de quadra para reconstruir a história do vôlei de Chapecó.
PRÉ-VESTIBULAR UFSC/SED 2012
O Pré-vestibular da UFSC/SED divulgou a lista dos selecionados no processo seletivo 2012. Foram mais de 10 mil inscritos para as 3.200 vagas distribuídas em 29 cidades do Estado. As matrículas ocorreram entre os dias 8 e 9 de agosto e as aulas iniciaram dia 13, com encerramento previsto para dezembro, na véspera dos vestibulares. Foram disponibilizadas 70 vagas para Joaçaba.
CONCURSO DE REDAÇÃO DA UNIARP
Os alunos das escolas públicas e privadas de Caçador poderão participar do 1º Concurso de Redação do SEAD, promovido pela Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe. O concurso, que terá como tema: Empreendedorismo com Sustentabilidade, premiará os alunos vencedores com bolsas de estudos e outros prêmios e o professor do aluno premiado ganhará uma bolsa para pós-graduação. O resultado será divulgado até o dia 13 de setembro.
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EMPRESÁRIO DE ÊXITO
UM OLHAR INOVADOR Se Manuel Bandeira queria ir embora para Pasárgada, Tadeu Margarida viu seu futuro em Joaçaba e criou as Organizações Limger, uma das primeiras empresas de prestação de serviços de Santa Catarina e que é, atualmente, sinônimo de excelência e credibilidade. Ainda na liderança da empresa, Tadeu Margarida conta um pouco de sua trajetória e dá dicas valiosas aos empreendedores.
O que o motivou a criar a sua empresa?
A necessidade de um novo emprego. Na época eu era líder sindical, era soldador mecânico e fui desligado da empresa onde trabalhava. Com a demissão, eu e minha família nos mudamos para a casa do meu pai, em Florianópolis. Depois de 15 dias morando na capital, meu filho foi mordido por um cão raivoso. Levamos ele para o hospital e enquanto eu aguardava na sala vi uma senhora limpando o chão da sala de espera com uma enceradeira. A princípio aquilo não me chamou atenção, até que vi, estampado no uniforme dela, o nome da empresa:
no dia 14 de abril de 1970, e em três anos já estava distribuída em todo o Sul do país. Aliás, o nome Limger diz muito sobre o início das nossas atividades, pois é a junção das palavras ‘limpezas gerais’. Passados 42 anos, as Organizações Limger são compostas por quatro empresas, que oferecem mais de 40 serviços distribuídos em categorias distintas: limpeza e conservação, serviços diferenciados, agrosserviços e segurança privada.
Como saber qual é o momento ideal para criar a própria empresa?
Todo momento é o momento ideal.
contas e seus funcionários em dia para ter moral. Também é preciso ser parceiro de quem o contrata e acreditar no seu trabalho assumindo suas devidas responsabilidades.
Qual é o momento ideal para expandir os negócios?
A expansão deve acontecer acompanhando as necessidades do cliente. O empreendedor precisa observar o mercado e identificar as necessidades do seu cliente para poder expandir seu negócio oferecendo soluções e crescendo em conjunto. Não cabe aqui o medo de mudar. Mas essas metamorfoses devem vir acompanhadas de um planejamento estratégico cuidadosamente pensado, com projeções a longo prazo.
Como impedir a estagnação?
Com uma boa equipe. Não é preciso muita coisa, basta alguém capaz de estimular e exigir aperfeiçoamento do restante da equipe. Só se impede a estagnação com melhoria contínua da equipe de trabalho. E isso se consegue como? Com bons treinamentos, bons palestrantes. Assim você consegue ter funcionários melhores e dirigentes melhores que irão fazer as exigências necessárias para que a equipe cresça.
O grande desafio que o jovem empreendedor precisa superar são os encargos do governo. Quais são os maiores desafios para o
empreendedor hoje em dia?
“Limpadora Catarinense”. Depois de conversar com ela, entendi que era uma funcionária de uma prestadora de serviços responsável pela limpeza do local. Vi naquilo uma grande oportunidade, pois não existia nenhuma empresa da região que prestasse esse serviço de limpeza às empresas. Quando minha mulher saiu da sala do médico com o nosso filho, falei para ela: “Vamos embora pra Joaçaba, porque nós vamos ficar ricos”. Apesar da estranheza dela, afinal naquela época a política não tornava muito fácil a vida dos líderes sindicais, voltamos e a Limger nasceu 10 > êxito
agosto/setembro 2012
É preciso que a pessoa tenha confiança em si mesma. Veja o meu caso, eu criei a terceira empresa do ramo de prestação de serviços do estado e hoje temos 2.800 funcionários e mais de 600 postos de trabalho distribuídos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. É preciso ter espírito aventureiro, coisa que tem faltado nos jovens de hoje.
O que faz a diferença na gestão de uma empresa?
Muitos fatores podem fazer a diferença, mas o principal é o respeito ao cliente. Sem respeito não há nada. É preciso que a empresa nasça com credibilidade, seja idônea e pague suas
Os encargos do governo. Eles são muito altos. Este é um grande desafio que o jovem empreendedor precisa superar e ele só vai conseguir superar conseguindo mais clientes, ampliando seus serviços. O terceiro setor jamais vai acabar. A prestação de serviços, e de serviços de qualidade, é indispensável hoje em dia.
Quais dicas daria para quem está iniciando a carreira empresarial?
Ser persistente. Quem não for persistente, no mundo dos negócios, não se cria. Mas a persistência não basta se não há perseverança, que é nada mais que dar continuidade aos projetos iniciados. Essas são duas chaves para o ingresso na carreira empresarial.
FABIANO MARTINS
Tadeu Margarida: “quem não for persistente, no mundo dos negócios, não se cria”
Negócios
intensifiQUe seU networking Se por algum motivo, você recebesse hoje, a notícia de seu desligamento da empresa onde trabalha, o que faria? Recebi a ligação de um amigo, que por mudanças organizacionais, foi demitido da empresa onde trabalhou durante 5 anos. Fiquei feliz, pois o objetivo do contato era para eu fazer a ponte, com outro empresário que conheço, para entregar seu currículo. Note que a construção de uma rede de contatos pode ser útil em vários momentos e de vital importância para pessoas que desejam manter-se em constante crescimento. Um relacionamento com a pessoa certa, além de abreviar caminhos, estabelece uma relação de amizade. Se você não gosta de pedir ajuda, supere isto demonstrando cuidado e carinho com aquelas pessoas com quem fala habitualmente.
5 DICAS PARA SEU NETWORKING
1ª dica: participação em feiras, congressos, palestras e eventos relacionados à sua área de atuação. Seu cartão de visitas precisa chegar até a mão de pessoas certas, que tenham atuação no seu segmento. O objetivo maior com esta atividade não é juntar a maior quantidade possível de contatos, e sim conhecer pessoas que você possa auxiliar e possam ajudá-lo futuramente. 2ª dica: aplicabilidade do uso da empatia, percebendo que o tempo é algo valioso, tanto para você, como para seus contatos. 3ª dica: compromisso de realizar o que prometeu, lembrando que o discurso pode ser apenas palavras soltas ao vento, mas sua ação será um importante ingrediente para mostrar e intensificar suas competências. 4ª dica: o respeito e a compreensão de que as pessoas são diferentes na sua maneira de pensar, agir e falar. 5ª dica: a manutenção do seu networking. Não adianta dispor 12 > êxito agosto/setembro 2012
de uma agenda lotada, se os contatos são improdutivos. Faça uma avaliação e responda: há quanto tempo você não faz contato para algumas pessoas que estão presentes na agenda, e que seriam interessantes para melhorar seu networking? Um cuidado a ser observado é com a internet e as redes sociais. Elas podem transmitir a sensação de informalidade, exigindo coerência ao adicionar pessoas na sua rede de contato, prezando pelo bom senso e ética. Ambas, no ambiente profissional, funcionam de maneira positiva para a compreensão da diferença existente entre a liberdade e a libertinagem. Um segredo interessante é lembrar que a qualidade
é o que conta, não a quantidade, por isso o respeito com sua base de contatos é essencial ao enviar mensagens improdutivas, sem fundamentação e principalmente que possa gerar algum desvio da sua conduta. Um bom networking oferece expansão de sua rede de contatos, com o propósito de acreditar, que não se conhece todo mundo, mas é preciso conhecer alguém que nos leve a conhecer todo mundo. Na área comercial, por exemplo, um vendedor pode tentar inúmeras vezes visitar um cliente sem conseguir vender absolutamente nada. Entretanto, se dispor de um bom networking, algum contato pode contribuir nas suas argumentações comerciais. Com relação ao meu amigo? Bingo! Conquistou o emprego e atualmente é gerente de vendas de uma importante concessionária de veículos. Que tal começar agora a revisar seus contatos e intensificar seu networking. Vamos tentar? Dalmir Sant’Anna www.dalmir.com.br
Negócios
A TECNOLOGIA DA INDÚSTRIA TÊXTIL Tecidos com tratamento anti-pilling, que não formam as indesejáveis bolinhas, chegaram ao Meio-Oeste catarinense. Abrindo novas opções de mercado na região, este e outros tecidos estão disponíveis para aquisição em quilo na Malharia Harmonize. O setor investiu cerca de US$ 2,5 bilhões em 2011 e trouxe novidades para a área no Brasil. Uma delas promete pôr fim ao terror das mães com filhos em idade escolar: os tecidos anti-pilling, que garantem maior durabilidade para as peças. Euzenir Cansan, da Malharia Harmonize, explica que é comum que tecidos compostos de fibras artificiais ou sintéticas acabem produzindo um acúmulo de fibras na superfície do fio, formando as populares bolinhas. “O tratamento anti-pilling possibilita a eliminação dessas fibras soltas do tecido, tornando-o mais resistente às lavagens e ao uso diário, garantindo maior qualidade e durabilidade da peça. As malhas são produzidas com fios diferenciados, vindos principalmente da Índia”, explica Euzenir. Com tantos investimentos e tecnologia, as malhas produzidas na região têm alta qualidade e durabilidade, resultando no melhor custo-benefício para o consumidor final. “Com os melhores fios e uma coloração que não solta tinta, nossas malhas e confecções são um exemplo de como aliar qualidade, trabalho e tecnologia de ponta”, destaca Paulo. Para impulsionar o Meio-Oeste catarinense e atravessar o período delicado da economia, a in-
Nossas malhas e confecções são um exemplo de como aliar qualidade, trabalho e tecnologia de ponta
14 > êxito agosto/setembro 2012
Fabiano Martins
A produção de tecidos é uma das mais antigas tecnologias inventadas pelo homem. Os primeiros vestígios datam de 4.000 a.C com o linho da Mesopotâmia e Egito, símbolos de poder e riqueza. Mais tarde, foram eles que impulsionaram a Revolução Industrial na Inglaterra do século XVIII, que mudou as relações de trabalho e abriu as portas para o capitalismo atual. Passados tantos anos, o setor têxtil precisou reinventar-se diversas vezes e investir muito em tecnologia e design para acompanhar o crescimento e a evolução da moda. Segundo Paulo Junior, da Malharia Harmonize, de Videira (SC), a indústria têxtil tem quase 200 anos no país. “Quando eu entrei no ramo, há cerca de 20 anos, em grupos de amigos do setor, brincávamos de adivinhar que tipo de tecido era, qual a sua composição e gramatura somente pelo tato”, lembra o empresário. Atualmente o Brasil é o quinto maior produtor têxtil do mundo e a última cadeia têxtil completa do Ocidente, isto é, só nós ainda temos o processo que vai desde a produção das fibras, como a plantação de algodão, até os desfiles de moda, passando por fiações, tecelagens, tinturarias, confecções e forte varejo.
Paulo e Euzenir (Preta) apostam na tecnologia e no mercado diferenciado para se destacar no ramo.
dústria têxtil está abrindo novas opções de mercado. “A Harmonize também trabalha com a venda de malhas em quilo no atacado e varejo. Temos a tecnologia necessária para produzir diversos tipos de malha de acordo com as necessidades de cada cliente. Nos tecidos anti-pilling, os fios vêm principalmente da terra dos marajás para a produção da malha, que poderá ser tingida de acordo com a necessidade de cada caso”, finaliza. O ramo que é o segundo maior gerador do primeiro emprego do país, promete continuar inovando e abrindo novos mercados na região. Seja na moda ou na produção de tecidos inovadores, as malhas continuarão presentes no dia a dia e protagonizando grandes inovações.
Ramos de atuação: Malharia: Confecção de uniformes escolares, empresariais, camisetas personalizadas (bordado, serigrafia, sublimação), órgãos públicos, etc. Malhas: Venda em quilo para atacado e varejo.
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negócios
NOVO
NEGÓCIOS DEVEM ULTRAPASSAR US$ 160 MILHÕES Programada para ocorrer entre os dias 18 e 21 de setembro, a 9ª Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne – MercoAgro 2012 – movimentará a economia catarinense. O evento reunirá cerca de 650 expositores no Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves, em Chapecó, das 14 às 21 horas.
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Mais de 35 mil profissionais são aguardados para a segunda maior feira da indústria mundial de processamento de carnes, vindos de vários Estados do Brasil e de Países como a Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Os mais de 15 mil metros quadrados de área do parque serão ocupados por empresas dos setores de refrigeração, automação industrial, ingredientes e aditivos, embalagens e tripas, transporte e armazenagem, equipamentos e acessórios, produtos e serviços, para atender a indústria da carne. De acordo com o presidente da entidade promotora, Associação Comercial e Industrial de Chapecó
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(ACIC), Maurício Zolet, a expectativa é de que os negócios ultrapassem os 160 milhões de dólares. “Além das novidades e tendências do setor, os eventos paralelos atrairão muitos profissionais para a feira, tornando mais uma vez a MercoAgro referência em todo o mundo”, enfatiza. Durante os quatro dias do evento acontecerá o 9º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, com nove palestras de especialistas do Brasil e do exterior, e a Clínica Tecnológica, sob a coordenação do Senai Chapecó. O credenciamento para a feira é gratuito e está disponível no site oficial: www.mercoagro.com.br MB Comunicação
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Eles estavam em um avião que viajava de Sydney para Los Angeles antes de cair em uma misteriosa ilha tropical em algum lugar do Oceano Pacífico. Para sair de lá, as crianças que tripulavam a aeronave precisam criar estratégias de sobrevivência e rotas de fuga. Essa não é uma versão infantil de LOST, é um exercício de empreendedorismo. Uma das melhores habilidades para se explorar no ambiente corporativo é a capacidade de encontrar soluções eficientes mesmo sob pressão e em prazos cada vez mais curtos. Muitas empresas que visam formar futuros empreendedores já reconheceram que a criatividade infantil é um grande aliado para a economia de amanhã. A partir de exercícios como o proposto no início desta matéria, as crianças aprendem a desenvolver soluções criativas e compatíveis com cada situação, além de ser uma ótima ferramenta de trabalho interdisciplinar que já é utilizada em muitas escolas do Brasil. Segundo a gerente da Educação da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Videira (SDR), Roberta Martinez, a escola tem um papel fundamental na formação da criança e lança as bases para o que ela será no futuro. “Todas as pessoas que passaram pela vida do aluno influenciaram as suas atitudes, contribuindo para o adulto que ela se tornou. O professor, o diretor, os pais, todos somos responsáveis pelo futuro das crianças e de sua relação com a sociedade”, destaca Roberta. Existem escolas que trabalham o futuro das crianças de forma mais ativa, criando parcerias com empresas que plantam a semente do empreendedorismo. Um bom exemplo é a americana Junior Acheivement, a mais antiga organização de educação prática em negócios, economia e empreendedorismo do mundo. Presente em 120 países e em todos os Estados brasileiros, a associação educati-
va não tem fins lucrativos e tem o objetivo de despertar o espírito empreendedor dos jovens em idade escolar, estimulando o seu desenvolvimento pessoal proporcionando uma visão clara do mundo dos negócios e facilitando o acesso ao mercado de trabalho. Os pais podem optar pela educação financeira. Mais do que dar a famosa mesada, a educação financeira implica em transmitir valores ligados ao capital para tornar a relação da criança com o dinheiro em algo saudável e produtivo. Afinal, aprender a sua importância e cultivar uma relação saudável com o dinheiro que se tem em mãos é mais que educação; é sobrevivência no mercado futuro.
PASSO A PASSO 1
Ensinar a poupar
2
Fazer escolhas de maneira sensata
3
Controlar entradas e saídas
4
Saber falar abertamente sobre dinheiro
5
Valorizar o seu trabalho e o trabalho alheio
6
Como e em que investir de forma consciente
negócios
O FUTURO DA LOGÍSTICA E DO TRANSPORTE Ela tratará de três setores essenciais da economia mundial. A Feira Internacional de Logística, Transporte e Comércio Exterior – Logistique, programada para o período de 23 a 26 de outubro deste ano em Chapecó, tornou-se referência nacional e apresentará as principais inovações e tendências deste século. A Logistique é promovida pela Federação dos Transportadores de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) e pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga da Região de Chapecó (Sitran). São apoiadores a CNT, Cetrancesc, Sest/Senat, Anfir, Abralog, Abti, Acic, Adac, Sebrae, Sicom, Sindipostos e Convention & Visitors Bureau. A organização é da Zoom Feiras & Eventos. Em sua terceira edição, a feira ocupará o Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves e reunirá 180 expositores. As expectativas de visitantes apontam para 15 mil compradores, com previsão de negócios estimada em 120 milhões de reais. Nesta entrevista, o
otimização de processos, na melhoria da qualidade, no aumento da velocidade e na eficiência, fazendo com que a empresa trabalhe de forma integrada e sistêmica, atuando desde a chegada da matéria-prima até a destinação final do produto ao cliente.
Qual é a importância da logística para uma organização?
Leonardo Rinaldi – Tudo está relacionado com a competitividade, desenvolvimento tecnológico, oferta de novos produtos e serviços e atendimento às necessidades e expectativas do cliente. A logística atua na redução de custos, na 20 > êxito agosto/setembro 2012
Rinaldi – O mercado internacional passou a ser visto como fornecedor e cliente da indústria e do comércio, porém, é muito volátil e sensível a oscilações, pois depende de fatores políticos, econômicos, sistemas cambiais, entre outros. A gestão eficiente do fluxo da informação, objetivando atingir a chamada “excelência logística” - isso vai desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final - aliada a uma boa logística internacional, poderá dar sustentabilidade à empresa para manter-se não apenas no mercado doméstico como também possibilitar que se tenha competitividade lá fora.
De que forma a Logistique pode contribuir para o fortalecimento dos negó- Qual é o perfil do expositor? Rinaldi – Os quatro principais cios das empresas expositoras? Rinaldi – O evento é setorizado e seu perfil é apresentar tecnologias e gerar contatos qualificados para que se traduzam em resultados imediatos ou futuros. Para isso, focamos grupos de expositores e segmentos que possuam ligação. Quando reunimos mais que um
Tudo está relacionado com a competitividade, desenvolvimento tecnológico, oferta de novos produtos e serviços e atendimento às necessidades e expectativas do cliente coordenador geral Leonardo Rinaldi destaca os diferenciais da feira.
A logística está presente desde a comunicação até a entrega do produto ao cliente. De que forma uma logística estruturada e eficiente pode contribuir para o comércio exterior?
“motivo”, o visitante é instigado a participar, pois encontrará não apenas soluções isoladas, mas terá a oportunidade de contatar e conhecer novos fornecedores. Estes fornecedores atendem todo o processo e isso se traduz em excelentes oportunidades para os expositores, principalmente nossa região que ainda está “carente de informações e tecnologias” na área de logística.
grupos que estarão expondo são de transporte e logística (caminhões e implementos, pneus, peças e acessórios, combustíveis e derivados, transportadores, operadores multimodais de carga, companhias aéreas e navegação), intralogística, ou seja, transporte interno e sistemas de fluxo de materiais (veículos industriais, equipamentos de elevação, movimentação e armazenagem de carga, pallets e estruturas, embalagens e acessórios), serviços de apoio (software e hardware, controle e automação, bancos e seguradoras) e comércio exterior (agentes de carga, consultoria, câmaras de comércio, despachantes aduaneiros e portos).
Como nasceu e consolidou-se a Logistique?
Rinaldi – A Logistique nasceu em 2008 e a primeira edição do evento ocorreu em junho de 2009. Foram registrados 90 expositores, 9 mil visitantes e um volume superior a 35 milhões de reais em negócios. Devido a um ajuste de calendário e para não confrontar com o maior
evento do setor no País (Fenatran), a feira foi reeditada em outubro de 2010, e contou com 110 expositores, 11 mil visitantes e um volume de negócios que ultrapassou os 75 milhões de reais. Para 2012, as estimativas são de 180 expositores, 15 mil visitantes e negócios da ordem de 120 milhões de reais.
Leonardo Rinaldi, coordenador geral da Logistique: Para 2012, as estimativas são negócios da ordem de 120 milhões de reais.
Rinaldi – Pela característica de nossa região e a exemplo do que ocorre com outras feiras setoriais, a Logistique possui horário diferenciado para visitação. A abertura dos pavilhões será às 15 horas e o encerramento da visitação às 22 horas. A visitação é dirigida a profissionais e empresários do setor. É necessário efetuar credenciamento pelo site www.logistique.com.br MB Comunicação
Divulgação
A feira terá horário de funcionamento diferenciado?
negócios
MARCOS BEDIN
CULTO AOS VELHOS JORNALISTAS Existem aspectos que tornam emblemático o já tradicional Encontro da Imprensa de Santa Catarina em Chapecó, não apenas por ser a maior festa da comunicação barriga-verde, mas pelo culto que presta à essencialidade de todas as profissões e ocupações abrigadas sob o manto da comunicação social. O Encontro é anualmente organizado pela Associação Catarinense de Imprensa (ACI), MB Comunicação e Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó. Profissionais de todas as áreas da comunicação participam da festa – jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas, mídias, docentes, empresários e proprietários de meios de comunicação – representando o caráter multiprofissional da ACI. Evidenciando esse caráter pluralista, todas as entidades de organização e representação da comunicação do Estado engajaram-se formalmente na promoção do evento. Neste ano, a festa reuniu 500 profissionais de comunicação de todas as regiões do Estado e marcou os 80 anos de fundação da ACI. Nessa quinta edição da festa foram homenageados os profissionais com 50 anos de atividade nos meios de comunicação e que perseveram na área, mapeados em todo o Estado: Paulo Raimundo, Roberto Cardoso Azevedo, Névio Santana Fernandes e José de Souza Machado. Meio século dedicado a uma profissão é mais que um critério de concessão de homenagem pública, é um padrão de honra, é um mérito universal e inquestionável. A trajetória desses profissionais serve de 22 > êxito agosto/setembro 2012
paradigma para os neófitos, recém-formados e historiadores, pois suas trajetórias, em razão da natureza da profissão, cruzam-se com importantes episódios da contemporaneidade e da história recente. O evento também festeja o nível de aperfeiçoamento da comunicação barriga-verde e reconhece que o grande oeste catarinense tem a melhor imprensa regional do país. A imprensa do Oeste não atingiu apenas a maturidade empresarial, chegando a provecta idade acima
blico, num exercício responsável da crítica, da opinião e da informação jornalística. Superando o impulso do sensacionalismo, a imprensa chapecoense e oestina deu abrigo aos atos de cooperação e solidariedade, aos serviços à comunidade e todos os exemplos notáveis que o espírito humano protagonizou, com o mesmo empenho com que empunhou a principal arma do jornalismo sério e independente – a denúncia contra tudo o que era atentatório à dignidade humana, à justiça, às liberdades civis e democráticas e aos superiores interesses da coletividade. Neste terreno tão escorregadio e frequentemente maculado por interesses escusos, os meios de comunicação demonstram trilhar um caminho escoimado das infrações éticas e da venalidade promocional, construindo uma reputação de probidade e comprometimento sobre
O Encontro da Imprensa é a celebração do extraordinário papel da imprensa na construção de uma sociedade livre, justa e solidária da qual somente os grandes veículos permanecem circulando ou transmitindo, mas cumpriu um papel essencial no reavivamento e valorização da cultura brasileira e catarinense, na aproximação de agentes econômicos e na estimulação a novos empreendimentos produtivos, na abertura de novas frentes de integração comunitária, na relação interativa que oportunizou entre Governos e governados dando voz aos cidadãos e veiculando ações e omissões do Poder Pú-
a qual se assenta sua credibilidade. Cumpre-me, por dever de gratidão, destacar o apoio do preclaro presidente da Associação Catarinense de Imprensa, Ademir Arnon, que fez da ACI, ao lado do acadêmico, historiador e jornalista Moacir Pereira, a instituição-mater da comunicação barriga-verde. Marcos A. Bedin jornalista, diretor regional oeste da Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e da MB Comunicação
negócios
FINANCIAMENTO SEM CRISE Comprar a casa própria através de um financiamento habitacional está cada vez mais acessível, porém ainda pode trazer muitas dores de cabeça. Cobranças de taxas inadequadas, taxa de abertura de crédito perdida se o crédito não for aprovado, vendas casadas e outros inúmeros problemas podem ser evitados quando se está bem informado. Para auxiliar você nessa etapa, segue algumas dicas para financiar seu imóvel sem passar por esses problemas:
1 2 3 4 5 6
Escolha a modalidade de financiamento mais adequada para o seu perfil: financiamento bancário, consórcio ou financiamento direto com a construtora.
quanto do comprador e do vendedor.
7
Simule e analise o valor das primeiras às últimas prestações do financiamento em diversas instituições. Faça as contas: analise qual é a sua reserva financeira, proveniente de FGTS ou outros investimentos, que possam servir para dar como entrada no imóvel; coloque todas as suas despesas em uma planilha e veja com o quanto você pode se comprometer para pagar as parcelas. Esteja ciente das exigências para obter crédito junto ao banco: a pessoa não pode apresentar restrições cadastrais em seu nome, e o valor da prestação mensal não pode ultrapassar 30% sobre o valor do salário líquido disponível. O ideal é aprovar o crédito antes de assinar o contrato de compra do imóvel.
8 9
Programe-se financeiramente para pagar as taxas extras: as despesas com cartório para escritura e registro, giram em torno de 2% a 3% do valor do imóvel. Além disso, há o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que gira em torno de 2% sob o valor total, dependendo do município. Esteja ciente e seguro de que tem condições financeiras para assumir as prestações no prazo determinado. A inadimplência pode levar à perda do bem e de todo o valor investido nele. Lembre-se: quanto maior é o prazo para quitar o financiamento, maior será a incidência de juros e o valor final pago pelo imóvel, portanto, utilize o FGTS ou outras reservas financeiras para abater a dívida ao longo dos anos.
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Analise com um consultor de confiança os termos que desconhece no contrato.
Prepare-se para imprevistos: pense na estabilidade do emprego e verifique se, em caso da perda da ocupação, terá auxílio desemprego ou outra fonte de renda para quitar as parcelas.
Esteja atento à documentação necessária, tanto do imóvel,
Fonte: Imovelweb
SAÚDE
CADA DROGA UMA SENTENÇA
Seu nome assusta, seu consumo causa euforia e seu efeito nas famílias é destruidor. A droga conhecida como crack tem seu nome derivado do termo inglês “to crack”, que significa quebrar, devido aos estalos produzidos pelas pedras ao serem queimadas. O derivado da cocaína de efeito destruidor no organismo surgiu nos Estados Unidos e chegou ao Brasil na década de 1980. Enquanto o crack ainda era uma sinistra novidade para os brasileiros, em 1985 os EUA já enfrentavam os problemas que vemos em cidades como São Paulo. A situação do crack hoje, no Meio-Oeste catarinense, é a mesma que a capital paulista enfrentou dez anos depois. Embora não haja estatísticas sobre o número de usuários de drogas na região, é possível perceber um aumento significativo no número de usuários de crack, especificamente. Os primeiros casos que chegaram até a Clínica Reviver, em Ibicaré (SC), datam de 2003 com usuários provenientes de cidades do litoral, como Blumenau. Há cerca de 4 anos, porém, a Clínica atende a região de forma crescente e o número de usuários que a procuram passou de 2 para 15 por mês. Para Rossano Zanchi, consultor em dependência química, é importante lançar esses valores dentro da
comunidade, considerando que somente 5 a 10% dos usuários procuram a desintoxicação. No início de 2012, outra droga chamou atenção na mídia: o oxi. Rotulado como uma droga mais potente e devastadora, ela diferenciava do crack somente no preparo. Enquanto o crack leva, em sua composição, substâncias controladas como o éter e o bicarbonato, o oxi os substituía por querosene e cal virgem, que são componentes impossíveis de controlar rigidamente, o que facilitou a produção. Em poucos meses, porém, a produção da nova droga diminuiu até quase a extinção na região, quando os próprios traficantes perceberam que aquilo estava matando muito rápido o dependente já que seu poder destrutivo era muito maior que o do crack. A melhor arma contra qualquer tipo de droga é a prevenção. O Governo Federal vem criando programas de combate às drogas e dedicando atenção ao problema que já é considerado como uma epidemia nas grandes cidades. O Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) é a adaptação brasileira do programa antidrogas americano DARE (Drugs Abuse Resistence Education), adotado em todo território nacional e que conscientiza crianças até
O Brasil não tem IDH o suficiente para arcar com a liberação da maconha.
24 > êxito agosto/setembro 2012
Fabiano Martins
É normal que ao pensar em tráfico e uso de drogas, imaginemos grandes centros urbanos como as capitais. Mas as drogas não discriminam raça, gênero ou localização geográfica. Elas estão aguardando na esquina e agarrarão quem se deixar agarrar.
o 5º ano do ensino fundamental, bem como pais e responsáveis. Em dezembro de 2011, a presidenta Dilma lançou o Plano de Enfrentamento ao Uso do Crack e outras Drogas, com investimentos de 4 bilhões em ações de atendimento ao dependente e seus familiares, combate ao tráfico e prevenção. A Clínica Reviver, por sua vez, realiza trabalhos paralelos voltados à prevenção primária, com um setor específico apto a atuar em escolas e comunidades sempre que são chamados. “A maior dificuldade que encontramos é que somos sós. Nos sentimos sós pois a prevenção deveria ser um trabalho muito maior. Mesmo com os programas do governo é preciso aumentar as políticas de prevenção da parte do governo, o envolvimento da sociedade e a atenção aos nossos queridos nas famílias. Uma prevenção eficaz se faz quando o foco não é o usuário, mas a grande massa que ainda não entrou nas drogas”, destaca Rossano.
Rossano Zanchi explica como organizar uma política preventiva eficaz
ÍNDICE DE DESENVOlVImENtO HUmANO
Com o foco do crack, outra droga perigosíssima está sendo deixada de lado: a maconha. Menos devastadora a curto prazo, ela vem sendo o foco de muitas discussões nos últimos anos. Mais de 40 cidades brasileiras foram palco de diversas marchas reivindicando sua legalização (descriminalização) e liberação. Para Rossano, a liberação da maconha no Brasil traria resultados desastrosos: “se compararmos o IDH de outros países que já liberaram a maconha como a Holanda e a Bélgica, com o brasileiro, veremos que o Brasil não tem condições, em nível de desenvolvimento humano, de arcar com a liberação”, defende. A área das drogas na região ainda caminha a passos lentos. Embora existam várias clínicas, comunidades terapêuticas e órgãos especializados no tratamento, a procura pela cura continua crescendo devagar. “Quando a pessoa precisa da clínica, já é o fim da história e excluem-se
muitas possibilidades de final, mas eu vejo uma juventude diferente hoje. No sentido da prevenção contra as drogas, esses jovens de hoje vão fazer muito daqui a 5, 10 e 15 anos”, finaliza
RECUPERANDO VIDAS
Atuando na região desde 1998, a Clínica Reviver se tornou uma ONG em 2012. A organização do terceiro setor vai continuar atendendo dependentes químicos, sem fins lucrativos, buscando contribuir para uma sociedade mais saudável, ativa e livre dos males que tanto a destroem. “Vamos atuar mais na área de prevenção e nossos projetos sociais vão crescer para melhorar a qualidade de vida da comunidade”, destaca Rossano. Clínica Reviver www.clinicareviver.com.br
agosto/setembro 2012 êxito >
25
SAÚDE
OITO JEITOS DE MUDAR O MUNDO
As ações de responsabilidade social implementadas pela Unimed Chapecó incluem atividades e parcerias com entidades assistenciais, contribuição mensal para Resultado de ações consistentes voltadas às questões a Pastoral da Criança, subsídio no sociais e ambientais e a seus diferentes públicos, a Unimed Plano de Saúde aos funcionários Chapecó recebeu pelo 9o ano consecutivo o Selo de Respon- do Programa Oficina Educativa sabilidade Social. A premiação faz parte da Política Nacional Verde Vida e encaminhamento de Responsabilidade Social Unimed e representa um incenti- mensal dos resíduos recicláveis vo para implementar ações do segmento nas cooperativas, produzidos pelo complexo. Também são gerenciados o Projeto Esreconhecendo as que se destacam pelo avanço da gestão. FISIOTERAPEUTA, OSTEOPATA e PALMIL porte Comunitário para 100 crianO Complexo Unimed Chapecó mento de diagnóstico, aprendiza- ças de nove a 12 anos de idade da desenvolve atividades voltadas gem e monitoramento da atuação região do Grande Efapi, o Projeto à inclusão social e redução das da cooperativa”. Galera Unimed, que atende filhos desigualdades sociais, melhoria Os métodos de avaliação estão de colaboradores e adolescentes da da qualidade de vida do público divididos em sete temas de Res- comunidade, além do Projeto Saúinterno, clientes, fornecedores, ponsabilidade Social Corporativa de na Terceira Idade que atende os idosos do Centro de Convivência comunidade, governo e socieda- (valores, transparência e gover- Exame computadorizado na de, bem como à preservação do nança, público interno, clientes, Aurino Mantovani, entre outros. meio ambiente. “Essas iniciativas comunidade, meio ambiente, for- podoposturologia que é cap PONTUAÇÃO visam atender os oito Objetivos necedores, governo e sociedade). com precisão: A pontuação total indica a perde Desenvolvimento do Milênio Cada assunto possui um peso di– ODM’s, o Código de Conduta ferenciado, totalizando 100 pon- formance da Unimed em ResponProfissional e Política Nacional de tos. “A cooperativa médica atingiu sabilidade Social por meio de quaResponsabilidade Social”, expli- 86,47 pontos, o que significa que tro estágios de amadurecimento, ca a assistente social da Unimed assimilou o conceito de gestão so- e permite que cada cooperativa cialmente responsável, alcançan- analise de forma a perceber seus Chapecó, Juciele Wrublewski. avanços, desafios e debilidades. Os ODM’s foram criados pela do a maturidade”, realça Juciele. Organização das Nações Unidas O presidente da Unimed Cha- No estágio 01 (25 à 50,9 pontos), (ONU) ao analisar os maiores pro- pecó, Geraldo Antunes Córdova, a cooperativa entende o conceito blemas mundiais, que no Brasil observa que a iniciativa é uma de Responsabilidade Social; no essão chamados de Oito Jeitos de importante ferramenta de diag- tágio 02 (51 à 70,9 pontos), começa Mudar o Mundo e devem ser atin- nóstico sobre a gestão respon- a ter clareza em relação ao assunto; gidos por todos os países até 2015. sável e oferece a possibilidade estágio 03 (71 à 90,9 pontos), assiSegundo Juciele, os indicado- da cooperativa preencher e di- milou o conceito de gestão socialres de avaliação do selo auxiliam vulgar o Balanço Social aos seus mente responsável, alcançando a maturidade; e no estágio 04 (91 à na incorporação dos conceitos e públicos de relacionamento. “A Fone: Fone (49) compromissos voltados para o medida proporciona resultados 100 pontos), possui uma política de (49) Responsabilidade Social definida e desenvolvimento sustentável na positivos à sociedade porque es- Cel.: gestão. “Eles foram estruturados tabelecemos metas e implemen- R. é um exemplo a ser seguido.55 Pedro Andreazza, em forma de questionário, e re- tamos os trabalhos de maneira Zilio e sustentável”. 2º andar | Videira|SC MB Comunicação presentam um excelente instru- Natália ética, autêntica
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CORRIJA SUA POSTURA ATRAVÉS DA PISADA!
Imagine sua coluna como um prédio e seus pés como o terreno. A pisada incorreta, uma perna mais curta que a outra ou a distribuição errada de peso pode provocar alterações de postura, sobrecarga e lesões. Para corrigir estes problemas, pode-se reprogramar o tônus muscular com o uso de uma palmilha postural, cujo exame é feito com o auxílio de um Baropodômetro, que garante 100% de exatidão nos resultados. O tratamento é um bom aliado para quem sofre com dores nos pés, tornozelos, dores lombares e nas costas, além de ser indicado para casos de esporão calcâneo, neuroma de mórton, hérnia de disco e nervo ciático, pé chato, dedos em garra, arco alto, dor no tendão calcâneo (tendão de Aquiles), pé diabético, entre outros.
LHAS POSTURAIS
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posturais e
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bre avaliação e palmilhas; ssão, na posição rpo durante
OSTEOPATIA:
A osteopatia é uma ciência terapêutica baseada na biomecânica do corpo. Podemos comparar as articulações com engrenagens que se desgastam e a meta da osteopatia é colocá-las no lugar ao manipulá-las diretamente resultando em maior capacidade de movimento e menos dor. O método é indicado para tratar dores nas costas, lombalgia crônica, hérnia de disco, nas cervicalgias, torcicolos, neuralgia cervicobranquial, nervo ciático, artroses, tendinites, dor nos joelhos e demais casos mediante avaliação fisioterápica ou osteopática.
BIOFOTOGRAMETRIA:
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A precisão do diagnóstico na verificação e mensuração de alterações posturais. O método indica a angulação do paciente e problemas de postura e compensação além de auxiliar na indicação do melhor tratamento e no acompanhamento da evolução do quadro clínico do paciente.
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SAÚDE OS NASCIMENTOS EM SC
O PARTO VIROU UM PARTO De onde vêm os bebês? Não foi criança quem nunca questionou os pais sobre a sua origem. As respostas, por sua vez, variam de histórias da cegonha ou cabeças de repolho à história da sementinha que papai plantou na mamãe. Poucas crianças ouvem que vem da barriga e, no Brasil, menos ainda que são frutos de um parto normal. A decisão entre parto normal e cesariana chegará, cedo ou tarde, a todas as mulheres que decidam se tornar mães. Embora a maternidade de hoje seja diferente daquela do tempo das nossas avós, quando a distância dos hospitais e postos de saúde eram maiores, dar à luz ainda continua como antes; uma questão natural. “É mais fácil parir do que pensar”, diz um provérbio chinês. Da mesma forma que a natureza se encarrega de preparar a criança com o que há de melhor nos genes dos pais, ela prepara o corpo da mulher para o nascimento. Mas como em todo período de mudanças, há o medo e a insegurança.
é diferente da luta de cada um de nós, pois elas querem o direito de escolha. As resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), que ganharam a mídia no último mês, vão na contramão desse direito e ofendem a diversos dispositivos constitucionais que garantem à mulher o direito ao parto domiciliar, assim como ao acompanhamento, em ambiente hospitalar, de pessoa de sua livre escolha. Depois de diversos manifestos que estouraram nas ruas e redes sociais a justiça compreendeu que as decisões do órgão médico carioca inviabilizam, ao mesmo tempo, a ação das par-
Normal Cesariano Total
48.705
57.
47.406
38.718
45.837
36.973
35.191
22.
9.987
10.433
2005 * Até outubro
2006
10.646
2007
No país que detém, há 30 anos, a liderança mundial de partos cesáreos e onde o seu índice atingiu 52% em 2010, a busca pela naturalidade do parto tem exigido que as mulheres enfrentem seus médicos. Elas não abandonaram a tecnologia, como muitos podem pensar, e nem foram atraídas pelo modismo do parto da top Gisele Bündchen; elas tiveram a coragem de ir contra o sistema, disseram não a uma cirurgia desnecessária e não submeteram seus filhos à medicalização da vida optando por dar à luz respeitando o ritmo e ciclo da natureza. A luta delas não 28 > êxito agosto/setembro 2012
teiras e dos médicos em ambientes domiciliares e revogou a decisão.
A ESCOLHA É DELAS
Não cabe ao CREMERJ impedir a ação das parteiras e obstetrizes que, além de contar com milhares de anos de existência, é regulamentada por lei e decretos federais. As imposições ainda ignoram que o parto é um momento no qual a parturiente necessita de suporte emocional, psicológico e físico, os quais podem ser dados pela parteira no parto hospitalar ou domiciliar. Também é preciso considerar que a vedação à participação de
20
OS PARTOS NO BRASIL
Norm
Onde são feitos os partos
SUS
36,8%
65%
63,2% O aumento das cesarianas
As resoluções do CREMERJ foram suspensas, mas escolher a forma de dar à luz ainda é um desafio para muitas mulheres
34.
Cesarianas já são a maior parte dos mais de 3 milhões de partos anuais.
38%
52%
2000 2010
O aumento das cesarianas no SUS 36% A proporção de 24% cesáreas aumenta em menor ritmo na rede pública.
Cesarianas por raça
40%
Negros
65%
Brancos
2000 2010 É mais frequente em mães de cor branca
.549
56.681
56.076 50.375
.801
34.023
32.379
.748
22.658
23.697
008
2009
2010
mal
27.409 20.375
2011*
Fonte: Secretaria da Saúde
Cesariana
20%
Rede privada
80%
35%
médicos em partos domiciliares pode trazer consideráveis repercussões ao direito fundamental à saúde, que é um dever do Estado. Entretanto, é sabido que a falta de hospitais fora dos grandes centros urbanos é suprida por procedimentos domiciliares, nos quais é indispensável a possibilidade de participação do profissional da medicina, sem que recaia sobre ele a alcunha de infrator da ética medica. A decisão entre parto normal ou cesáreo, domiciliar ou hospitalar, deve ser da mulher. A onda de protestos do último mês certamente avançará e continuará sendo debatido enquanto as mulheres tiverem filhos, mas esperamos que, num futuro muito próximo, seja possível mudar a forma de nascer e humanizar as relações humanas dando às mulheres a liberdade de escolher como e onde parir sem que o sonho de dar à luz se torne um pesadelo.
Cesarianas pelo tamanho das cidades
55%
44%
Mais de 500 mil habitantes
Menos de 20 mil habitantes
Cesarianas por regiões
40%
55% Fonte: Ministério da Saúde
RELEmbRE O CASO: 19 de junho: O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) publica as resoluções 265/12 e 266/12, que proíbem a participação de médicos em partos domiciliares e na assistência perinatal que não seja realizada em maternidades e a ação de parteiras ou qualquer pessoa que não seja profissional de saúde no parto em ambientes hospitalares. 30 de junho: As resoluções foram suspensas pela 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro em resposta à ação civil pública ajuizada no dia 27 pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN-RJ). agosto/setembro 2012 êxito >
3
TECNOLOGIA
O MISTÉRIO DA RECEITA DO FACEBOOK De toda a receita obtida pelo Facebook, a maior rede social do mundo, quase 85% provém da publicidade. Os resultados financeiros divulgados pela companhia mostram um crescimento de 32% na receita total do segundo semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. Esses são os primeiros resultados financeiros divulgados pela companhia desde a abertura do capital (IPO), ocorrida no último mês de maio. O Facebook, que ainda enfrenta hesitações do mercado em relação às suas ações, acumulou um prejuízo líquido de US$ 157 milhões no trimestre. De acordo com a companhia, a queda decorre dos custos relacionados às compensações acionárias de sua oferta pública de ações. Em termos de usuários, a curva do Facebook continua ascendente. O Brasil já corresponde a segunda maior “população” da rede, de acordo com dados da consultoria Social Bakers.
O QUE ROLA NA REDE Pesquisa realizada pelo site Domo.com prova que é impossível acompanhar tudo o que surge na rede mundial de computadores. Segundo a página, a cada minuto, surgem na internet: 48 horas de vídeos no YouTube, 204.166.677 mensagens de e-mail, 2 milhões de pesquisas no Google, 517 sites novos, 3.125 fotografias no Flickr, 27.778 publicações no Tumblr e 100 mil atualizações no Twitter. Os usuários do meio de comunicação são estimados em 2,1 bilhões de pessoas, número que cresce constantemente. Fonte: www.tecmundo.com.br
Fonte: www.meioemensagem.com.br
MERCADO MUNDIAL DE TABLETS CRESCE
66%
Impulsionado por um desempenho recorde da Apple, o mercado mundial de tablets superou as expectativas e atingiu a marca de 25 milhões de unidades vendidas no segundo trimestre, segundo dados preliminares da consultoria IDC. O volume representa um crescimento de 34% em relação ao primeiro trimestre e de 66% na comparação com o mesmo intervalo de 2011. A Apple não foi a única empresa a apresentar um forte crescimento no período. Outras empresas fabricantes que viram suas vendas avançarem foram a Samsung (com um salto de 118% nas vendas) e a Amazon (que computou um total de vendas de 1,2 milhão do Kindle Fire, lançado no fim do ano passado). Fonte: www.valor.com.br
MICROSOFT SURFACE CHEGARÁ NO FIM DE OUTUBRO Pouco mais de um mês após sua apresentação, a Microsoft finalmente confirmou o dia de lançamento do Surface, seu tão aguardado tablet. O aparelho chegará às lojas no dia 26 de outubro, na mesma data em que o novo sistema operacional, Windows 8, estreará nas prateleiras. O preço ainda é um mistério. Os produtos da linha Surface serão oferecidos em duas linhas: uma mais econômica, com chips ARM e Windows RT; e a outra com processadores Ivy Bridge e Windows 8 Pro, que deve chegar ao mercado somente em 2013.
Dr. Thalez Perdoncini CREFITO 44400
Dra. Keila Perdoncini CREFITO 25141
Pilates
RPG
Palmilhas Posturais
Tratamento de doenças psicossomáticas através de Microfisioterapia e Hipnose Ericksoniana. A doença psicossomática é aquela verdade que a pessoa esconde de si mesma e não consegue ver de maneira simbólica. Ela acontece quando problemas psicológicos se tornam físicos num processo de transferência da carga emocional existente na
Acupuntura
esfera psicológica para o organismo. Os sintomas são a saída encontrada para expressar o que a pessoa não pode falar ou sentir. Eles podem se manifestar nos diversos sistemas que constituem o corpo, como por exemplo:
Ergonomia
• Gastrointestinal: úlcera, gastrite, reto colite; • Respiratório: asma, bronquite; • Cardiovascular: hipertensão, taquicardia, angina; • Dermatológico: vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária,
Laser para depilação
eczema; • Endócrino e metabólico: diabetes; • Nervoso: enxaqueca, vertigens, ansiedade, agressividade, depressão; • Articulações: artite, artrose, tendinite, reumatismo.
Retirada de tatuagens
Esta é mais uma semente do bem-estar trabalhada com pioneirismo. Terapia manual Fone: (49) 3533 1791 Rua Alberto Zoller, 21 - Sala 02 - Videira - SC
ESPECIAL
» CHAPECÓ HÁ 95 MOVENDO A ECONOMIA CATARINENSE
FOTOS: VITORINO ZOLET
A cidade polo do Oeste catarinense completa seus 95 anos de emancipação em 2012. Chapecó cresce visivelmente - no comércio, na frota, nas indústrias, na população, na construção civil. Quem visita a cidade consegue perceber as sutis ou grandes transformações na população e mesmo na economia do município.
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Ao longo da primeira metade do século XX, quando o município possuía muito mais pinhais do que residências, a madeira movimentou os bolsos e trouxe pessoas para o Oeste catarinense. Depois de muito trabalho para derrubar as árvores, as toras eram levadas ao rio Uruguai, amarradas e transformadas em grandes tramas de madeiras – as balsas. Com as enchentes do rio, a madeira era vendida aos argentinos. O ciclo da madeira atraiu milhares de famílias gaúchas para a região e garantiu a sobrevivência do povo que aqui se estabeleceu. Das famílias que se mantiveram nas áreas rurais, com a criação de animais e a parceria com as agroindústrias crescentes a partir da década de 50, surge o conceito de integração. A criação da Sociedade Anônima Indústria e Comércio Chapecó (SAIC), a Cooperativa Central Oeste Catarinense (Aurora) e a implantação da Sadia, que já existia na vizinha Concórdia, fizeram de Chapecó um destaque na América Latina no abate de suínos e aves. A lógica expansão do município em função das agroindústrias trouxe o panorama atual. Hoje, com uma população de 183.530 pessoas, Chapecó tem o PIB de serviços maior do que o de indústrias, revertendo o gráfico de 1999 (veja comparação no gráfico. O PIB per capita é um dos mais altos de Santa Catarina, com R$ 24.966,83 (em 2009, segundo o IBGE). A frota Foto 1: Balsas no rio Uruguai Foto 2: Frigorífico Chapecó (SAIC) em 1965
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de automóveis aumentou de 39.806 em 2005 para 62.756 em 2010. Chapecó também atrai negócios em feiras e eventos. A Exposição-Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó (Efapi) foi criada em 1967 na comemoração do cinquentenário do município e é realizada a cada dois anos. A Mercoláctea Milk Fair é realizada desde 2008. De porte internacional, a feira é voltada à cadeia produtiva e à tecnologia industrial do setor do leite. A Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (Mercoagro) traz novas tecnologias de produção, tendências de mercado e consumo. A Mercomóveis, em sua oitava edição em 2012, já é considerada a maior feira do estado
no setor. Ainda são realizadas a Logistique, voltada ao transporte e à logística; e a Feira Metalmecânica, Corte e Conformação, do setor eletro-metalmecânico. O projeto Chapecó 2030 aponta que Chapecó ainda apresenta demandas reprimidas, como o transporte rodoviário e ferroviário e as tecnologias e redes de comunicação e dados, entre outros. Mas ter demandas reprimidas também representa potencialidades. E é nessa perspectiva que anda Chapecó. Fontes: www.ibge.gov.br www.chapeco2030.com.br
PRODUTO INTERNO BRUTO DOS MUNICÍPIOS - CHAPECó (1999) 911.977 829.070 745.153 663.256 580.349 497.442 515.535 331.628 248.721 165.814 82.907 0
Valor adicionado bruto da agropecuária
Valor adicionado bruto da indústria
Valor adicionado bruto dos serviços
PRODUTO INTERNO BRUTO DOS MUNICÍPIOS - CHAPECó (2012) 2.374.636 2.158.760 1.942.884 1.727.008 1.511.132 1.295.258 1.079.380 863.504 647.628 431.752 215.876 0
Valor adicionado bruto da agropecuária
Valor adicionado bruto da indústria
Valor adicionado bruto dos serviços
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ECONOMIA
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BRASIL É O TERCEIRO PAÍS COM MAIOR NÚMERO DE EMPRESAS
O SOBE E DESCE DA INADIMPLÊNCIA
O Brasil possui 27 milhões de pessoas envolvidas em um negócio próprio ou na criação de um, ficando atrás apenas da China e Estados Unidos. Em números absolutos, aparece em terceiro lugar no ranking de 54 países analisados pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM), realizada anualmente e fruto de uma parceria entre o Sebrae e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP). A pesquisa constata que no país os negócios são iniciados mais porque os empreendedores detectam uma oportunidade de negócio. Para cada empresa aberta porque o trabalhador teve a necessidade de investir em um negócio próprio, outras 2,24 são iniciadas devido à visão do empreendedor, que enxergou uma oportunidade no mercado.
A inadimplência das empresas recuou 5,7% em junho, na comparação com maio. No primeiro semestre de 2012, a inadimplência das pessoas jurídicas cresceu 16,5%, a maior alta desde 2009, quando houve um crescimento de 35,8%, segundo pesquisa da Serasa Experian.
Fonte: Sebrae
As dívidas não pagas junto aos bancos foram as que mais aumentaram no primeiro semestre de 2012: alta de 23,9% frente ao mesmo período de 2011. Já os protestos e as dívidas não bancárias cresceram em ritmos praticamente idênticos neste primeiro semestre de 2012: altas de 19,0% e de 18,9% frente aos primeiros seis meses de 2011. Por fim, o volume de cheques devolvidos por falta de fundos avançou apenas 3,7% no primeiro semestre de 2012. Fonte: www.economiasc.com.br
JULHO FECHOU COM INFLAÇÃO EM ALTA
VENDA DE GENÉRICOS AUMENTA EM 2012
A inflação medida pelo IGP-DI acelerou no mês de julho fechando com alta de 1,52%, após subir 0,69% em junho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é utilizada como indicadora das dívidas dos Estados com a União. Com o resultado divulgado nesta segunda-feira, o indicador acumula altas de 5,16% no ano e de 7,31% nos últimos 12 meses.
As vendas de medicamentos genéricos cresceram 21,7% em volume no primeiro semestre de 2012 no comparativo com o mesmo período de 2011. O total das vendas somou R$ 5,1 bilhões nos seis primeiros meses do ano contra R$ 3,8 bilhões em igual período do ano passado, apresentando um salto de 33,1%. De acordo com os dados do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo, genéricos atingiram no mês de junho 26,6% de participação de mercado. Estimativas da Associação ProGenéricos indicam que o segmento deve alcançar 30% de participação de mercado ainda em 2012.
CHINA REGISTRA QUEDA NO SUPERÁVIT COMERCIAL O superávit comercial da China registrou uma forte redução em julho, mês em que as exportações aumentaram apenas 1% (totalizando US$ 176,9 bilhões) na comparação com o mesmo mês em 2011. O excedente de julho do principal exportador mundial totalizou 25,1 bilhões de dólares, contra US$ 35,2 bilhões no mês anterior, informou o governo chinês. Com um superávit inferior ao esperado pelos analistas, o resultado provocou um impacto negativo nas bolsas asiáticas, já que parece confirmar os temores de uma desaceleração da economia chinesa. Com as exportações afetadas com a crise da dívida da zona do euro, os dados de julho complicam as perspectivas de recuperação rápida da economia chinesa.
OPINIÃO
ADGAR BITTENCOURT
CARTA DO ZÉ DA ROÇA AO JOÃO URBANO Prezado João Urbano, Saudações! Lembra de mim? Sou o Zé da Roça, teu colega de ginásio, o que chegava sempre atrasado, de sapato sujo, da meia légua andada pra pegá a condução escolar. Pra te refrescar a memória, sou o Zé Cochilo que vivia dormindo na aula e ouvindo bronca do professor. Pudera, eu tirava leite das “vaca” às três da manhã, malhava na roça o dia inteiro; mal tomava banho, engolia umas “mandioca” e corria pra não perder a condução para a aula noturna. Quando a aula acabava, voltava pra casa, chegava perto da meia noite. Dia seguinte começava tudo de novo, às três da manhã... Eu queria ser “dotô”. Pois é! Tô pensando em mudar para a cidade e morar que nem
tenho. Veio os “home” do sindicato e me exigiram cama nova pro Tonho. De tamanho certo. Eu não sei “incumpridá” cama. Tive que compra outra. Exigiram salário, carteira assinada, décimo terceiro; hora extra quando o Tonho me ajuda com as vaca às três da manhã; salário em dobro quando ele tira leite no sábado e no domingo! Pois, olha João, as vaca daqui não sabem quando é sábado e domingo e continuam a “botá” leite pelas tetas. Não sei se mando o Tonho embora ou vendo as “vaca”. O pessoal anda dizendo que nós da agricultura familiar “tamo” acabando com os rios. Sujando a água que chega poluída e escura na cidade e o povo não pode beber. Veja, João, tive que “vende” os porco. O
É só abrir a geladeira que nem vocês aí na cidade! É um milagre! Tem tudo! E o feijão já vem cozido! vocês. Aqui na roça a coisa anda preta! O pai morreu. Parei os “estudo”. Herdei a propriedade. Fiquei sozinho. Não dei conta e contratei o Tonho pra me “ajuda” com as vacas! Aqui é bom. Tem passarinho, ar fresco, sol bastante; até demais. O Tonho você sabe, foi nosso colega de aula. Dormia mais do que eu; vivia doentinho. Família muito pobre. Dei uma mão! Botei ele num quartinho no fundo da casa. Sem luz elétrica, que eu também não 36 > êxito agosto/setembro 2012
meu chiqueiro estava perto do rio, que era bão, porque a merda e os restos de “mio ajudava a criar umas carpa graúda”! Vieram uns “home” da Fatma ou do Ibama e me meteram umas multa. Me deram prazo prá desmanchar o chiqueiro - que eles apelidaram de pocilga, veja só. O meu dinheiro não dava nem “pra pagá” o desmanche. Resultado: vendi os porco ainda magros. Paguei as multa. Perdi as carpa. Enchi o chiqueiro de paia de milho
que com a seca não deu nada e vou ir dando “pras vaca” enquanto dê. Um dia desses derrubei uma árvore, um pé de umbu, que estava podre na raíz e ia cair na casa no primeiro vento. Vieram os “home” de novo! Dessa vez eram da polícia ambiental. Coisa linda. Bem limpinhos. Uniforme novinho! “Caminhonetão” toda pintada de verde com verde! Armados até os dentes! Pensei:- “Tô” fodido! Mas não! Me deram mais uma multa, das braba. É agora que vendo as “vaca”, pago a indenização do Tonho. Mando ele “simbora”. E vou pescá no rio até achar negócio pro sítio. Tem um “dotô” dentista que qué ele! Há! Ia me esquecendo. Os “home” da ambiental me mandaram cercá o rio prás vaca não suja ele, com arame especial. Prantá uma tal de mata ciliar nas duas margens da sanga e deixar de plantar “mio” trinta metros de cada lado, na vargem que é onde o pai mais plantava. Xingaram o pobre do “véio” falecido. Disseram que ele era criminoso e que se eu plantasse ali de novo eu ia acabar na cadeia. Então, João, tô resolvido. Vou vende a terrinha. Vale quase nada. Arrumar as trouxa e vou morar aí na cidade com você. Pelo menos não vou precisar “plantá”, feijão, batata, inhame, milho, melancia ou colher fruta no pé. É só abrir a geladeira que nem vocês aí na cidade! É um milagre! Tem tudo! E o feijão já vem cozido! “Inté”. Adgar Bittencourt Escritor e membro da ACO - Academia Catarinense de Odontologia. adgar.bittencourt@unoesc.edu.br
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OPINIÃO
POR DENTRO DA NOVA LEI DO TRANSPORTE A Lei nº 12.619, de 30 de abril de 2012, que rege a atividade do motorista profissional, e que alterou a Consolidação das Leis Trabalhistas e o Código de Trânsito Brasileiro, vem trazendo inúmeras dificuldades de interpretação aos seus operadores, sejam eles os próprios motoristas, as empresas, embarcadores, polícias, advogados, magistrados e outros. A lei foi criada para o bem da sociedade e deve ser respeitada. Não podemos aceitar que o motorista, seguindo uma jornada absurda, venha a causar perigo nas estradas, como vemos diariamente nos noticiários. É público e notório que há sobrecarga de trabalho para os motoristas e que alguns profissionais do volante estão trabalhando sob influência de drogas ilícitas para suportar a jornada, provocando muitos acidentes com prejuízos suportados não só pelas empresas e trabalhadores, mas por toda a sociedade. Todo o ramo do transporte deve estar ciente de que há a necessidade da mudança, e todos dentro desta cadeia devem se adaptar à nova realidade, inclusive o embarcador. A Lei 12.619 veio para criar uma organização do exercício profissional, com vistas ao cenário jurídico trabalhista e de segurança do trânsito. O objetivo da lei é louvável, pois visa trazer um trânsito seguro a todos os usuários das rodovias, que também é o espírito do Código de Trânsito Brasileiro, legislação agora ligada diretamente aos motoristas autônomos, haja vista as introduções trazidas pela Lei 12.619/12. No entanto, do ponto de vista econômico, há muitos pormenores a serem analisados. Neste sistema e na cadeia que ele envolve estão a agroindústria, o transportador e o consumidor final, entre alguns eventuais intermediários. Com o consequente aumento 38 > êxito agosto/setembro 2012
do custo operacional com esta nova legislação, quem será que pagará a conta? Tenham certeza de que será o consumidor, infelizmente. Porém, o embarcador (produtor da mercadoria) deve ter ciência de que o impacto ao transportador é inevitável, pois em virtude da nova legislação seu veículo deverá trafegar menos, e, portanto, auferir menos ganho. Trafegando por menos tempo, o faturamento do seu veículo cairá drasticamente. Assim, como ficarão suas responsabilidades já assumidas com bancos e demais fornecedores? Quando o
representativo na planilha de custo do transportador, ser reajustado de forma absurda e irresponsável. Precisamos entender que a mudança é necessária, porém é irresponsável pretender mudar uma cultura de sessenta anos em sessenta dias. Tudo isso leva um certo tempo para adaptação e é preciso que a situação seja compreendida pelo Governo Federal e todas as categorias envolvidas. A Lei é necessária, porém, algumas modificações se fazem imprescindíveis para viabilizar a atividade, que frise-se, é especial e diferenciada. Não podemos comparar a atividade de um motorista profissional como a de um vendedor de balcão. Porque então não elaborar uma legislação adequada ao setor? A reclamação não é somente do empresário, mas do motorista principalmente. O que vimos após participar de palestras e debates por todo o Brasil são dúvidas e mais dúvidas, inclusive com posicionamentos jurídicos dos mais diversos, sobre o mesmo tema. Desta forma, a orientação
A mudança é necessária, mas não se pode pretender mudar uma cultura de sessenta anos em sessenta dias. veículo foi financiado, a realidade era uma. E agora, com o caminhão andando menos, como o transportador fará para pagá-lo? O custo com a folha de pagamento aumentará, pois agora deverá ser lançada hora extra que incide tributação e o tempo de espera, figura esta nova, introduzida pela Lei. Destaca-se ainda a alta taxa tributária, depreciação, manutenção e vários outros fatores que agregados a estes novos, exigem imediatamente um repasse financeiro ao transportador para que possa manter-se na atividade. Não bastasse isso, estamos vendo o óleo diesel, fator primordial e o mais
correta ao transportador torna-se fundamental, para que, diante deste novo quadro, possa resguardar-se de suas pretensões e atender aos anseios estabelecidos pela nova legislação, que tomara, seja alterada em alguns aspectos. Cassio Vieceli é advogado especializado no Transporte Rodoviário de Cargas OAB: OAB/SC nº 13.561 cassio@advocaciavieceli.com.br
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OPINIÃO
EMBRIAGUEZ AO VOLANTE NA MIRA DA LEI A conhecida dualidade entre álcool e direção está novamente em discussão na justiça. Mudanças que vão do valor da multa, às possibilidades de se considerar a direção sob o efeito de álcool um crime, podem aparecer nos próximos meses. O Código de Trânsito Brasileiro dispõe em seu art. 165, que constitui infração administrativa gravíssima punida com multa no valor R$ 957,70 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação do condutor, o ato de dirigir sob influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. Prevê como medida administrativa a retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado, além do recolhimento do documento de
fluência de álcool ou outras drogas que causam dependência e permite o uso de imagens, vídeos, provas testemunhais e exame clínico para constatar a infração no âmbito criminal. Pelo Projeto, ao condutor será facultado o direito de requerer ao agente de trânsito no exato momento da fiscalização, utilizar-se do teste de alcoolemia, exame clínico ou perícia como meio de contraprova da infração. A utilização do bafômetro será um direito daquele condutor que qui-
Apenas o teste do bafômetro ou o exame de sangue valem como provas de embriaguez ao volante para desencadear uma ação penal habilitação e pode ainda acarretar a suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses. Esta conduta também pode caracterizar-se como crime capitulado no art. 306, o qual exige a aferição da quantidade de álcool ingerida pelo motorista igual ou superior a 6 decigramas. Da forma em que a lei está codificada, não cabe ao julgador ignorar a exigência de um valor obtido apenas através do teste do bafômetro ou do exame de sangue. Outras provas em direito admitidas poderão ser utilizadas para a comprovação do estado clínico do motorista, desde que isso esteja previsto em lei. Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 3.559/12 ainda em tramitação, prevê um endurecimento da legislação: dobra o valor da multa por dirigir sob in40 > êxito agosto/setembro 2012
ser provar que está sóbrio. No Supremo Tribunal Federal tramita a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI-4103) em que se questionam dispositivos da Lei nº 11.705/08, a “Lei Seca”. Audiências públicas foram realizadas pelo Ministro Luiz Fux e possivelmente, num futuro próximo, pontos controversos como a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais situados à beira de rodovias federais, limite de tolerância, proporcionalidade da penalidade administrativa e individualização das penas tenham um entendimento pacificado pela Suprema Corte do país. A ação proposta no Supremo Tribunal Federal traz outros pontos interessantes, pois a legislação vigente trata da “tolerância zero”, proibindo administrativamente o consumo de qualquer quantia de
álcool antes de dirigir, porém é sabido que “mais de 95% das bebidas são consumidas por frequentadores de bares e restaurantes ou em comemorações, quando as pessoas vão à residência dos outros ou locais onde há eventos e, então, tem que se transportar de carro. A porcentagem das pessoas que bebem em casa sozinhos ou tão próximos que podem ir a pé é mínima”. Questiona-se ainda na ADI4103, a alteração proposta no art. 277 do Código de Trânsito Brasileiro, através da delegação de competência de técnicos para os agentes de trânsito, que estariam aptos a caracterizar a embriaguez daquele que se nega a produzir prova contra si, determinando a aplicação da mesma penalidade que um condutor em embriaguez total, completa e dolosa, pelo simples exercício regular do direito de não incriminar-se. Outorgarem-se poderes aos agentes de trânsito para exercerem atividades técnicas incompatíveis com a sua função e formação, supríveis apenas pelo equipamento ou por conhecimento de médico da polícia judiciária, caracteriza o desvio das atribuições constitucionalmente estabelecidas no art. 144, da Constituição Federal. Entendo que a discussão em torno da mudança da lei deve passar por consultas públicas, estudos especializados e, sobretudo, pela iniciativa individual de alterarem-se comportamentos culturais e costumes populares.
Altamir José Antunes Advogado OAB/SC-24.383 Rua Saul Brandalise, 190 - Sala 104 Videira - SC - Fone: (49) 3566-3292 altamirantunes@yahoo.com.br
OPINIÃO
Fábio José Dallanora
A INDIVIDUALIDADE, O COLETIVO E O INDIVIDUALISMO Como professor, é comum ter que enfrentar uma série de desafios a cada nova proposta. Saber trabalhar a individualidade, o individualismo, o bom senso e a tolerância são exercícios que podem transcender a sala de aula para se aplicar em diversas situações da vida. Dia destes, em sala de aula, sugeri aos alunos a divisão da turma em equipes para a elaboração de três painéis sobre um determinado assunto da disciplina, os quais seriam inscritos na semana acadêmica e eu pontuaria aos alunos com horas de atividade extraclasse e uma avaliação mensal, caso a proposta fosse aceita. Como a atividade foi sugerida no andamento do semestre letivo, este procedimento não estava incluso no plano de ensino do semestre e somente poderia ser levado a termo com a concordância unânime. Após os devidos esclarecimentos, um dos alunos posicionou-se contrário à realização uma vez que já estava com a carga horária de atividades extraclasse completa. Como levar adiante um trabalho avaliativo e usar duas formas de avaliação com esta turma? Entram aqui conceitos de individualidade e de individualismo. O dicionário define a individualidade como “o que constitui o indivíduo, o conjunto das qualidades que caracterizam um indivíduo ou a parte imperecível e imortal do homem”. Por individualismo, encontramos como definições “a posição de 42
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espírito oposta à solidariedade”, ou ainda “a capacidade de poder existir separadamente, existência individual” e a teoria que fez prevalecer o direito individual sobre o coletivo. A individualidade deve ser respeitada, porém o individualismo deve ser trabalhado. Não desejo caracterizar o individualismo como uma característica doentia muito menos falar da incapacidade de aprender com os outros ou pela falta de solidarie-
casos mais intensos convivem com espancamento; alunos são submetidos a assédio moral e físico por colegas ou por seus orientadores; pais ameaçados por seus filhos adolescentes ou não; idosos abandonados em casas de saúde. Qual o caminho tomado por nossa sociedade? Felizmente, no caso do aluno, o bom senso imperou. O aluno revisou seus conceitos e solicitou a possibilidade de integrar uma das equipes de trabalho, o que lhe foi negado. Sugeri que buscasse entre seus colegas novos parceiros para integrarem uma nova equipe. Nem é preciso dizer que o trabalho realizado por este grupo ficou muito bom. É isto que precisamos. Precisamos fomentar a solidariedade, fomentar o trabalho em equipe e o desenvolvimento de nossa sociedade para tornar o convívio mais suave. Uma destas formas é o exercício da tolerância (e como é difí-
A individualidade deve ser respeitada, porém o individualismo deve ser trabalhado. dade, uma vez que trabalhamos com jovens e que estão inseridos - como todos - em uma sociedade competitiva, oriundos de estruturas educacionais escolares e estruturas familiares muitas vezes deficitárias. Sem generalizar, pois não podemos incluir a totalidade dos casos em qualquer afirmação, uma parcela educacional, escola e família, não está cumprindo com sua missão. Professores se veem às voltas com ameaças e até em
cil este exercício), uma palavra tão simples em sua pronúncia, porém de uma abrangência tão complexa que deve tocar o íntimo de quem a exerce para surtir efeito.
Fábio José Dallanora Farmacêutico Bioquímico Professor da ACBS – UNOESC Governador Lions Distrito LD-8 2012/2013
Muito prazer, soMos a Beal.
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CAPA
Lidio Ferronato: “Boa parte dos produtores possuem a infraestrutura necessária para beneficiar as frutas”
A REALIDADE DA ECONOMIA REGIONAL EMPRESÁRIOS DÃO SUA VISÃO SOBRE A CRISE NA SUINOCULTURA, O COMÉRCIO LOCAL E OS INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS PARA O CRESCIMENTO
F
rente a um ambiente externo menos favorável nos próximos anos, teremos que testar nosso sistema de defesa depois de uma década de alto crescimento obtido do contexto internacional favorável, de liquidez abundante e alta demanda. Vivemos num momento de crise, é inegável. A crise que atingiu os Estados Unidos em 2008 não teve tantos efeitos no Brasil como a atual crise do Euro, que destruiu a economia de alguns países mediterrânicos e colocou as exportações brasileiras para baixo em ritmo cada vez maior. Mas o Euro não é o único fator a se considerar no ressentimento da economia no Meio-Oeste catarinense. Segundo Maurício Zolet, presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), é preciso considerar a estiagem que assolou a região no primeiro semestre, o aumento dos custos da produção avícola e a prolongada crise da suinocultura, que afetaram dramaticamente o agronegócio, evitando a geração de mais de R$ 1 bilhão em riquezas econômicas.F
CAPA cido como “modelo de crescimento com inclusão social” e a classe C, correspondente a 30% da população no final dos anos 90, se tornou mais da metade dos brasileiros. Para Gilberto João Badalotti, presidente da CDL Chapecó, o momento é de transição na economia brasileira, pois “a população vinha de um período em que a distribuição de renda e o poder aquisitivo eram muito baixos e agora há uma melhor distribuição de renda com mais oferta de empregos e de crédito. Porém, a inadimplência e o comprometimento da renda contribuíram grandemente para a retração no consumo, afetando o comércio local, que não vem crescendo de maneira desejada”. Os impactos desta ascensão na economia refletiram nas vendas maiores do comércio varejista e, consequentemente, nos resultados das empresas. Mas numa economia que cresceu apenas 2,7% em 2011, o consumo diminui em ritmo crescente. Segundo Tadeu Margarida, diretor presidente das Organizações Limger, apesar das medidas paliativas do governo se voltarem para o incentivo ao consumo, é possível ver reflexos de uma economia sendo reduzida, podendo até ficar estagnada caso não haja novidade nos próximos meses.
dir a desaceleração da economia nos últimos trimestres. Para Ivalberto Tozzo, presidente do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom), o crescimento esperado para 2012 é baixo, tendo em vista a retração do PIB em relação aos últimos anos, de acordo com as estimativas do Banco Central, e o impacto desse desaquecimento no mercado de trabalho foi tênue. “Chapecó já registrou uma ligeira retração de 0,66% na geração de empregos no setor do comércio”, destaca. O Brasil vem de boas fases na economia. No primeiro mandato do ex-presidente Lula, a economia cresceu 3,5% ao ano, em média, o que representou um salto em relação ao governo anterior, no qual o crescimento girava em torno de 2,3% ao ano. Já no segundo mandato, mesmo com a crise financeira internacional em 2009, o PIB cresceu 4,5% ao ano. O modelo econômico ficou conhe-
FABIANO MARTINS
Acomodada, a economia catarinense, especialmente no ramo industrial, não apresenta grandes investimentos capazes de mexer com a dinâmica da própria indústria. Segundo Jorge Tennenberg, presidente da Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense (ACIOC), de Joaçaba (SC), “sem este tipo de investimento, também não podem girar os segmentos do agronegócio, comércio e serviços, o que mantém a economia da região muito próxima da evolução do PIB nacional, que está muito tímido”. No início de julho, o IBGE anunciou o crescimento de 0,2% da indústria brasileira em relação ao mês de maio, mas este crescimento está aliado à queda de 5,5% em comparação com junho de 2011. A situação da indústria piorou consideravelmente desde o ano passado e as medidas tomadas pelo governo no sentido de isolar o país da crise externa ou reduzir seus impactos foram incapazes de impe-
Giancarlo Geremias “Não podemos deixar a política apenas para os políticos” 46 > êxito agosto/setembro 2012
FABIANO MARTINS
Os reflexos da crise na suinocultura Nos últimos 20 anos, os estudos e investimentos na suinocultura posicionaram o Brasil em quarto lugar no ranking de produção e exportação mundial da carne. Atualmente, o Brasil representa 10% do volume exportado de carne suína no mundo chegando a lucrar mais de US$ 1 bilhão por ano. Entretanto, no Meio-Oeste, passamos pela crise mais profunda da suinocultura das últimas décadas causada por fatores como o alto custo dos grãos (milho/soja), que representam 70% da produção de suínos e aves. Para Wlademir Paravisi, diretor de operações da Master Agroindustrial, de Videira (SC), “o alto custo dos grãos pode colocar qualquer produtor no vermelho, mesmo os de alta produtividade. Isto já ocorre há mais de
WlaDemir paravisi “No âmbito do agronegócio, o período é de manutenção de custos altos”
15 meses, reflexo direto das fortes quebras de safras na região Sul e da valorização do dólar, que implica em importações de medicamentos e vitaminas a custos maiores”. Além disso, o preço baixo tanto do suíno vivo quanto dos produtos (carcaças e carnes) tem reflexo direto no excesso de oferta. “Essa overdose se origina de três formas: o ganho genético anual esperado na ordem de 1,5%, pelo menos, o alojamento maior de animais e a descoberta, pelos produtores, das vantagens de se capturar melhor a relação de ganho de peso/kg de ração na fase final de engorda para subir os pesos médios (acima de 110 kg). Este último fator, sozinho, incrementa muita carne na oferta”, destaca Paravisi.
Não são somente os 60 mil suinocultores e avicultores que empregam diretamente 105 mil pessoas e mais 220 mil trabalhadores de forma indireta que estão preocupados, mas todos os envolvidos na economia regional. No âmbito do agronegócio, o período é de manutenção de custos altos. Os preços dos commodities como milho e soja estão mudando de patamares históricos de preços, pois a conta é regida em termos internacionais. “Se esta premissa se confirmar, veremos o reflexo direto disso na valorização das carnes, ou seja, acabaram-se os tempos de carne barata, qualquer uma delas. Em termos econômicos poderemos até nos ver surpresos, favoravelmente”, diz Paravisi. êxito agosto/setembro 2012 > 47
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Os desafios do segundo semestre
WILLIAN MÜLLER VARELLA
O consumidor não apenas ascendeu às classes maiores como também ficou mais exigente. Na busca pelos melhores produtos aumenta também o custo operacional. O engenheiro agrônomo, engenheiro da horticultura e técnico em agropecuária, Lídio Ferronato, de Fraiburgo (SC), afirma que antigamente os compradores pegavam as frutas em vários produtores até fazer a carga, que chegava ao destino da forma que saia do campo. Atualmente, por exigência do mercado, boa parte dos produtores possuem a infraestrutura necessária para beneficiar as frutas, como câmara fria, máquinas de classificação e até mesmo a paletização
das frutas, diminuindo o custo e agilizando o carregamento. “Fazendo isso, agregamos valor aos produtos na propriedade dando condições de alcançar consumidores cada vez mais distantes e exigentes”, diz Ferronato. Muitos dos agricultores que trabalhavam com milho, feijão, aves ou suínos nos anos 90, sentiram-se incentivados pelos bons preços da época e voltaram-se ao plantio de frutas, mas acabaram desistindo devido à grande oferta e baixa qualidade dos produtos. Tal como o consumidor mudou, o produtor rural não é mais o mesmo. Os produtores que trabalham basicamente com frutas investem em novas tecnologias para desenvolver novas variedades e ampliar o período de oferta no mercado que hoje inicia no fim de outubro e vai até o final de fevereiro. Nem mesmo o número de plantas por área continua o mesmo. “Antigamente utilizávamos espaços maiores entre as plantas e demorava
muito tempo para obter o máximo da produção. Hoje temos mais plantas em menores espaços, o que reduziu, também, o tempo para atingir a produção máxima”, aponta Ferronato. Aliado a isto, o aumento da temperatura do planeta está aumentando e as mudanças climáticas são muito grandes. Os investimentos necessários na agricultura vão desde o controle da geada, que exige cada vez mais recursos como irrigação e câmara de armazenagem, até a cobertura dos pomares para garantir a próxima safra. “Atualmente existe uma frequência maior de granizo e o frio está inconstante, vindo em épocas não muito propícias, por isso a busca por tecnologia e infraestrutura para o frio é uma constante e imperiosa necessidade na fruticultura”, diz Ferronato. Mas a maior dificuldade do agricultor é a falta de recursos e estímulo para permanecer na agricultura, já que o investimento deve ser feito em equipamentos, e os programas do governo - como os de moradia -, não se encaixam na área agrícola da região. A esperança é que a diferença entre o preço recebido pelo agricultor e o preço de venda no mercado, onde o valor praticamente dobra, diminua num futuro próximo. O setor de alimentação é um setor permanente e de futuro, que apresenta uma expectativa positiva, principalmente para o comércio. Segundo Renate Hass, proprietária da Hass Distribuidora, de Chapecó (SC), as pesquisas apontam para o crescimento econômico no segundo semestre. “Chapecó é uma cidade pólo na região e, com um parque industrial diversificado, cresce o otimismo que impulsionará as vendas. Os empresários da região estão acreditando no crescimento e, com isso, investem nos seus negócios prevendo um futuro promissor para a região”.
renate Hass “É preciso acreditar no crescimento para um futuro promissor” 48 > êxito agosto/setembro 2012
FABIANO MARTINS
É hora de pensar no futuro Para estimular a economia local e não se deixar abalar pelo pessimismo, a cidade de Fraiburgo e a Associação Comercial e Industrial de Fraiburgo (ACIAF) investiram em cabeças pensantes. Ao criar o Conselho de Desenvolvimento de Fraiburgo, eles lançaram as bases para o crescimento ordenado da cidade liderado por mais de 80 pessoas envolvidas na busca pelo desenvolvimento. Como conta Jorge Pederiva, presidente da ACIAF, o município tem câmaras temáticas, condomínios empresariais, novos investimentos de capacitação de mão de obra, turismo e marketing que estão repensando a forma de atuar para que a cidade cresça em conjunto nos próximos 20 anos. A cidade de Joaçaba, por sua vez, tem uma grande expectativa com a
jorGe peDeriva “O Conselho de Desenvolvimento de Fraiburgo orienta o crescimento da cidade”
reabertura do Frigorífico da Aurora (Coopercentral), prevista para o final de 2013. “Temos buscado movimentar e estimular as empresas para que revisem seus negócios, avaliando e comparando seus dados com os da concorrência no mercado em que atuam e pretendem atuar. Temos promovido encontros com empresários e suas equipes, palestras e cursos para a comunidade, além de cobrar investimentos do poder público. Diante desse novo cenário, o futuro será promissor e a litoralização de pessoas e investimentos reduzirá seu ritmo”, comenta Jorge Tennenberg. Acreditando no aquecimento do comércio no segundo semestre e somando-se as vendas de final de ano e a prorrogação das políticas de incentivos tributários e desoneração
adotadas pelo Governo Federal, os chapecoenses acreditam num futuro conservador. Para Zolet, o agronegócio deve se recuperar, mas a crise internacional na Europa e EUA prosseguirá, afetando as exportações catarinenses. Embora Chapecó tenha um parque industrial diversificado, onde é possível crescer o otimismo que impulsionará o comércio, o presidente da CDL Chapecó, Gilberto Badalotti, acredita que o turismo de eventos, o aeroporto e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) serão determinantes para ampliar o potencial econômico da cidade, somando mais consumidores aos habitantes. Sem esquecer o cenário, Ivalberto Tozzo, do Sicom, prevê cautela. “Não obstante a crise na comunidade europeia, o câmbio elevado, a estiagem, a êxito agosto/setembro 2012 > 49
jorGe tennenberG
car representatividade política”. Fazer projeções futuras em um mundo globalizado é uma tarefa árdua, pois as coisas mudam muito mais rápido do que mudavam há 20 anos. É necessário buscar soluções em conjunto, pois as medidas criativas para o desenvolvimento da região são necessárias para evitar a perda de importância do Oeste nos anos que temos pela frente.
“O futuro será promissor e a litoralização de pessoas e investimentos será menor”
FABIANO MARTINS
crise na suinocultura e a nova legislação que regulamenta o trabalho dos motoristas, a economia está saudável e com as múltiplas matrizes econômicas ainda conseguimos seguir sem grandes impactos, mas a cautela ainda é uma máxima que deve ser observada pelo mercado”, comenta. Nesses momentos delicados da economia e do cenário nacional e internacional, é preciso retornar às premissas básicas da escola: a união e o trabalho em equipe tendo em vista um objetivo maior. Para Giancarlo Geremias, ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Videira (ACIAV), “vale lembrar a saída de algumas indústrias da região e a questão do retorno do ICMS para o município. A única maneira de diminuir o impacto dessas situações é o estímulo às empresas locais e o apoio de todos os setores da nossa sociedade aos empreendedores que pretendem investir em nosso município. Não podemos deixar a política apenas para os políticos. Precisamos colocar nossa cidade acima dos interesses pessoais e partidários e bus-
KLEBERSON BROCARDO
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taDeu marGariDa “O povo do Meio-Oeste catarinense saberá buscar alternativas para vencer” 50 > êxito agosto/setembro 2012
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Você sempre bem na estação do frio Videira e Fraiburgo
variedades
GERSON WITTE
O FUTURO NÃO É MAIS COMO ANTIGAMENTE - Asdrúbal! Preciso te contar uma coisa muito séria sobre o Júnior... - Calma, calma, Arlete – sem tirar os olhos da internet, desloca com a mão o holograma dela para o lado – que estou vendo o resultado da última eleição. Você sabia que esta é a disputa mais acirrada desde que abandonaram as urnas e começaram a usar os números de seguidores no Twitter pra votação? O Tiririca Neto seguiu os passos do avô e quase conseguiu, mas aquele aperto de mão com o clone do Maluf não pegou muito bem na reta final e assim o Trollface levou essa. Nunca antes na história deste país tivemos um Meme como Presidente da República... que momento histórico! - Asdrúbal! Preste atenção que é sobre nosso filho! A coisa está séria, ele está sofrendo Bulliyng. Não sei como vou dizer isso em voz alta, mas alguém espalhou um e-mail dizendo que ele tinha um Orkut! Que vergonha, meu Deus, um Orkut! - Que absurdo! Mas a polícia já vai rastrear os agressores. - A polícia socioeducativa disse que não pode fazer nada por que o e-mail veio em papel! Papel! Assim não conseguem rastrear quem mandou! - O papel não tinha sido proibido? Acho que deviam... - Estou preocupada com o Júnior. Tudo isso é culpa destas manias dele, este jeito esquisito, de 54
> êxito agosto/setembro 2012
querer ser diferentes dos outros jovens! Eu mesma passei a vida inteira sem sair do quarto e veja como isso me deixou uma pessoa normal e saudável. Mas, por mais que eu insista, ele não quer ficar na internet, não gosta de participar de redes sociais nem ver os hologramas dos amigos. Como podemos controlar ele assim? - Todo mundo passa por uma fase de rebeldia, é natural. Eu mesmo saí de casa uma vez na minha juventude e disse pra todos que andei até o outro lado da rua, mas na verdade só fiquei agarrado com o robô da família no lado de fora da porta, morrendo de medo. Eu acho que vi uma formiga... Foi apavorante! - O pior de tudo são as más companhias. Hoje o Júnior foi jogar com eles uma coisa chamada futebol...
- Futebol? Francamente, qual é o problema, Arlete? Eu mesmo joguei muito isso no meu finado Playstation 8. É um daqueles esportes medievais... - Você não está me entendendo, Asdrúbal! Ele saiu para ir se encontrar com eles! E chutavam mesmo uma coisa chamada bola! - O quê??? - Isso!!!! Era uma bola de verdade, sem videogame nenhum. Eles chutavam mesmo, corriam, suavam e... Encostavam-se!!! Realmente! Ai, que vergonha... - O quêêê? Onde esta juventude vai parar??? Ninguém faz nada contra isso? Cadê o governo para educar meu filho?! Vou ter que tomar uma atitude drástica e séria com este menino! - Séria mesmo? - Sim, bem séria! Vou dar um “Não Curti” na página dele. - Isso, Asdrúbal! Seja firme com nosso filho! Gerson Witte Artista Gráfico gerson.witte@gmail.com
dades
Antonio CArlos “BolinhA” PereirA
Uma Cidade Vale Pela CUltUra de SeU PoVo
s palavras do saudoso Maestro Alfredo Sigwalt, utilidas para denominar esta coluna, continuam válidas, pois m a vinda do SESC para nossa região temos a oportunide de conhecer variadas formas de expressão artística.
idades de grande tradição culal, como Joaçaba, Concórdia, çador e Lages recebem espetáos gratuitos de alta qualidade, diversas linguagens: música, tro, literatura, dança, cinema, es visuais. São projetos musis: Circuito SESC de Música e nora Brasil; projetos teatrais: co Giratório e EmCena Cataa; projetos literários: Projeto poesia e Baú de Histórias. uma noite chuvosa de domingo, emos a rara oportunidade de enem contato com a música sacra sileira de concerto, a partir da a do Padre José Maurício Nunes rcia (1767 - 1830). O projeto do viço Social do Comércio trouxe Teatro Alfredo Sigwalt de Joaa o Quarteto Colonial, formapor Doriana Mendes, Geilson ntos, Luiz Kleber Queiroz e a em Carolina. Vozes maravilho, “para se ouvir de joelhos, agraendo a Deus por momento tão lime”. Para conhecer o grupo e ito mais, acesse esta coluna no e www.teatrojoacaba.org.br O Sonora Brasil existe há quinanos e nos contemplou com Os aques do Fole, em 2011, e agora m Os Sagrados Mistérios: Vozes Brasil. A cada edição o projeto
traz ao público um panorama específico, com palestras, encontros e apresentações de nomes que são destaque na área musical abordada. Neste ano já assistimos a Banda de Congo Panela de Barro, do Espírito Santo, com um belo espetáculo de profundas raízes culturais, relembrando o naufrágio em que um grupo de escravos se salvou agarrado a um mastro com a imagem de São Benedito. Para continuar recebendo tal ri-
Caixeiras do Divino, que mostram a cultura popular do Maranhão ao celebrarem a festa do Divino Espírito Santo. É nossa oportunidade para ver e ouvir artistas populares de outras regiões do país, instrumentos como rabeca, banjo, cuíca, fazem uma mistura de ritmos afrobrasileiros e europeus. São manifestações que nos ajudam a entender essa riqueza que torna o Brasil um dos países reconhecidos e invejados mundo afora pelas expressões culturais que só aqui são encontradas. Instalado em Joaçaba em agosto de 2011 com 18 funcionários, liderados por Rosangela Schiudini, gerente da Unidade, e Jaqueline Silveira, coordenadora de Cultura, o SESC promove oficinas culturais gratuitas, com centenas de participantes, além de atividades sistematizadas a preços especiais para comerciários e seus depen-
as manifestações artísticas ajudam a entender a riqueza brasileira. queza cultural, precisamos estimular as pessoas de nosso círculo de amizades a comparecem ao Teatro, ao Centro de Atividades do SESC e a outros locais onde acontecem os espetáculos programados para este ano, como “Dia Desmanchado”, do grupo Teatro Torto; “A Barca”, com o grupo Grial de Dança, criado em 1997 por Ariano Suassuna em Pernambuco; a Comitiva de São Benedito da Marujada de Bragança e as
dentes. Com mais de 20 unidades em nosso Estado, o SESC tem enriquecido culturalmente o Brasil inteiro com espetáculos, como pode ser conferido no site www.sesc-sc.com.br Antonio Carlos “Bolinha” Pereira Vice-presidente da SCAJHO. Comunicador, apresenta desde 1966 “Os Discos do Bolinha”
variedades
FOTOGRAFE COM ÊXITO
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Envie até três fotos pelo e-mail revista@editoraexito.com.br com uma breve descrição e local do registro. Se ela for selecionada e publicada, você ganha uma assinatura anual da Revista Êxito. Não esqueça de enviar junto seu nome completo e endereço.
Foto 1: Trabalho e diversão O pequeno siri trabalhando e curtindo a praia. Local: Balneário Camboriú - SC Fotógrafa: Keila Zanatto Balneário Camboriú - SC 2
Foto 2: A perfeição do ninho O ninho de beija-flor guarda os frágeis ovinhos. Local: Criciúma - SC Fotógrafo: Marckson Kielek Herval d'Oeste - SC
Foto 3: Descobrir o mundo Arthur Felipe provando o funcho pela primeira vez. Local: Videira - SC Fotógrafa: Pamella Beltrame Videira - SC
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Foto 4: O frescor da praia O deleite de um banho de mar. Local: Ilha de Porto Belo - SC Fotógrafa: Deisy Pontes Videira - SC
Foto 5: Recém-nascida A bezerra recebe todo o carinho e afeto da mãe. Local: Iomerê - SC Fotógrafa: Lucimar Buffon Iomerê - SC 6
Foto 6: Botes O merecido descanso na paisagem de outono, na beira do Rio do Peixe. Local: Rio das Antas - SC Fotógrafa: Margot Hede Rio das Antas - SC