Este livro corresponde a um estudo sobre as articulações diretas e indiretas vivenciadas por homens negros, livres, letrados e atuantes no cenário político-cultural das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX. Apostando na viabilidade de seus próprios projetos individuais, Ferreira de Menezes, Luiz Gama, Machado de Assis, José do Patrocínio, Ignácio de Araújo Lima, Arthur Carlos, Theophilo Dias de Castro, e mais um grande número de gente livre “de cor”, buscaram de diferentes modos conquistar e manter seus espaços no debate público sobre os rumos do país, bem como atuaram na defesa da cidadania de pessoas negras livres, libertas e escravizadas. Indo de encontro às cotidianas práticas de “preconceito de cor” e “ódio de raça”, fizeram da atuação em jornais diários, abolicionistas, negros, literários um meio estratégico para promover a criação de mecanismos e instrumentos de resistência, confronto e diálogo.