Jil de Dezembro de 2009

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Projecto EJAF

Tóquio.2011 Clube de Jornalismo

Jornal Irene Lisboa Fundador João Alberto Faria . Director Nuno Faria . Director-Adjunto Orlando Ferreira . www.ejaf.pt . mail: ojcf@iol.pt . Dezembro 2009

Exames Nacionais 2008/2009

EJAF mantém liderança fora da Região Metropolitana de Lisboa 12º ano - 31º lugar nacional (média 12,35) - 14,7 a Matemática A e 14,1 a Matemática B, muito acima da média nacional - 1º lugar fora da Região Metropolitana de Lisboa - 1º lugar entre as escolas vizinhas - 2º lugar entre as escolas da Região Oeste. 9º ano - 95% de classificações positivas no exame de Língua Portuguesa e 91% no exame de Matemática - 6º ano - Provas de Aferição de Língua Portuguesa e Matemática obtêm nível 4. P2

Encontros sobre Educação EJAF

“A Família e a Escola”

José Rodrigues dos Santos a propósito do seu último romance Marçal Grilo, ex-ministro da Educação, veio aos Encontros sobre Educação, promovidos pelo Externato João Alberto Faria, defender um novo modelo de ensino baseado na autonomia das escolas face ao Estado. P3

Abertura do Pólo EJAF em Arranhó P2 Caixa de Arruda dos Vinhos

O Banco do seu concelho 50 anos Sempre a seu lado

O programa Ocupação Científica para Jovens nas Férias, convida estudantes do Ensino Secundário a fazer um estágio de curta duração em laboratórios de todo o país, aproximando-os à realidade da investigação científica e tecnológica. P5

Estudar Arte & Design em Cambridge

flash interview com

flash interview com P3

Programa Ocupação Científica para Jovens

Um momento da animada recepção aos alunos EJAF de Arranhó.

Miriam Silva estudou no EJAF durante dois anos. Fez o 10º e o 11º ano no Curso de Artes e partiu, em Agosto passado, para o Reino Unido, através do programa OkEstudante. Agora, está a estudar Arte & Design no Cambridge Ruskin International College. Descreve a experiência como “enriquecedora” e como “um processo de crescimento intensivo”. P8

A Europa a 27 O JIL inicia aqui uma ronda pelos países menos conhecidos da União Europeia. Neste número, vamos conhecer um pouco mais da Estónia e da Letónia, dois pequenos países bálticos do norte da Europa. P9


2 destaques

Exames Nacionais 2009

Os três primeiros gráficos referem-se ao 12º ano e o último ao 9º ano.

12º ano, 9º ano e 6º ano (Provas de Aferição)

Na continuação de anos anteriores, uma vez mais os resultados dos Exames Nacionais do Ensino Secundário (12º ano) foram superiores à média nacional em grande parte das disciplinas. Os dados publicados referem-se aos resultados da 1ª Fase dos Exames do Ensino Secundário (12º ano) 2009. Apresentam, primeiro, a média EJAF e, em segundo, a média nacional. Matemática A: 147/117; Matemática B: 141/122; Matemática Aplicada às Ciências Sociais: 141/113; Geografia A: 143/113; Economia A: 157/135; História A: 145/119; Alemão: 122/108. Estes resultados são indicadores da qualidade do ensino ministrado e do empenho dos nossos alunos. Exames do 9º ano Os resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico (9º ano) a Língua Portuguesa e a Matemática têm superado, ao longo dos últimos anos, a média nacional. Para este ano lectivo (2008/09), a média nacional dos resultados a Matemática foi 2,99 (nível 3), enquanto a média EJAF foi nível 3,76 (nível 4). Por outro lado, se analisarmos a percentagem de classificações positivas no exame de Matemática, verificamos que o EJAF obteve 90,78% de resultados positivos, enquanto a percentagem de classificações positivas dos exames nacionais foi apenas de 63,80%. Quanto à disciplina de Língua Portuguesa a média nacional foi 2,94, enquanto a média EJAF totalizou 3,44. Se analisarmos a percentagem de classificações positivas no exame de Língua Portuguesa, verificamos que o EJAF obteve 95,07% de resultados positivos, enquanto a percentagem de classificações positivas dos exames nacionais foi apenas de 69,90%. Tudo isto assenta numa avaliação criteriosa do desempenho dos alunos, das suas competências e das práticas pedagógicas dos professores. Provas de Aferição (6º ano) Os alunos do 6º ano obtiveram um desempenho Bom nas Provas de Aferição 2009. Na disciplina de Matemática obtiveram média de 3,66 (nível 4), enquanto a média nacional foi de nível 3. A Língua Portuguesa a média EJAF foi de nível 4, enquanto a média nacional foi apenas de nível 3. Estes resultados devem ser lidos em função do modelo de educação subjacente ao Projecto Educativo do EJAF, que enfatiza a adopção de práticas e instrumentos de avaliação coerentes e a construção de situações de aprendizagem específicas a nível de escola, como o Plano de Acção da Matemática. Este modelo encontra-se operacionalizado no Plano Curricular de Escola, através da permanente actualização de estratégias de aprendizagem e práticas avaliativas focalizadas nas aprendizagens fundamentais de cada ciclo de ensino. Estes resultados devem ser atribuídos ao trabalho e empenho de todos aqueles que se revêem no Projecto Educativo do EJAF, assente no rigor, na exigência e no trabalho.

Nota Editorial pela Direcção Pedagógica O gosto por aprender, o sentido do esforço e da responsabilidade são factores essenciais da prática diária do EJAF. Os resultados obtidos nos Exames Nacionais pelos nossos alunos revelam o trabalho que temos vindo a desenvolver nos últimos anos. Estes resultados fazem da nossa escola uma referência no ensino em Portugal, destacando-se o seu 31º lugar nacional. Desenvolver novos rumos de acção e de abordagens pedagógicas tem sido uma prioridade do EJAF. A Educação de hoje impõe uma escola dinâmica. Assim, toda a Oferta Educativa, bem como o elevado número de Clubes à disposição dos alunos, faz do EJAF uma instituição de Conhecimento, com uma visão empreendedora e expedita, centrada na qualidade do capital humano que forma. A relação de confiança que temos estabelecido em parceria com várias instituições dentro e fora do concelho são reveladoras da capacidade de afirmação dos nossos projectos, dos patamares de sucesso atingidos e da robustez organizacional da nossa escola. A abertura do novo Pólo em Arranhó revela bem o sentido de aproximação do EJAF ao concelho, orgulhando-nos a todos do nosso pioneirismo a nível da Educação, bem como do sentido de elevação do serviço público que temos prestado à região. Todas as iniciativas organizadas pelo EJAF - Encontros de Educação, Conferências e outras actividades de empreendedorismo e solidariedade - surgem como ferramentas nucleares na transmissão de novos valores e saberes para a comunidade educativa, sendo ao mesmo tempo potenciadoras de qualidade, inovação e sucesso no espaço da escola. Os objectivos estratégicos do EJAF, concorrem para um Projecto Educativo assente no desenvolvimento humano criando rumos de pensamento para o século XXI. Aproveitamos para desejar a todos um Santo Natal e um Ano Novo com Esperança.

Abertura do Pólo EJAF em Arranhó O Externato João Alberto Faria abriu, no passado mês de Setembro, um pólo de ensino em Arranhó. Funciona nas instalações do Centro Escolar de Arranhó e recebeu duas turmas do 5º ano: a turma I e a turma J. As fotografias mostram dois momentos da animada recepção aos alunos EJAF de Arranhó, com pinturas faciais e animação com palhaços. Aos alunos do Pólo EJAF de Arranhó desejamos um Feliz Natal e um ano lectivo cheio de sucesso.

Jornal Irene Lisboa Ano XI nº 29 Dezembro 2009. Sede, Editor e Redacção: Externato João Alberto Faria, Casal do Cano 2630-232 Arruda dos Vinhos. Director: Nuno Faria Director‑Adjunto: Orlando Ferreira. Redacção: Bárbara Casteleiro, Carlota Trovão, Carolina Carvalho, Carolina Pereira, Catarina do Canto, Cláudio Alves, Inês Ferreira, Joana Ferreira, Joaquim Cunha, José Reis, Magda Ferreira, Margarida Mangaz, Mariana Guerra, Marília Machado, Marta Avelar, Raquel Calçada, Rúben Rodrigues. Fotografia. Celso Ameixa e Mariana Guerra. Revisão: Jorge da Cunha e Rafaela Pessoa. Arte Final e impressão: SOARTES - artes gráficas, lda. Tiragem: 1200 exemplares.


iniciativas 3

Flash interview

A propósito de Fúria Divina o último romance de José Rodrigues dos Santos Por Carlota Trovão e Marília Machado

Quais foram as principais motivações para abordar este tema? JRS: Pareceu-me que era um assunto desconhecido da maioria das pessoas. Sempre que se fala do Islão a seguir a um atentado islâmico diz-se que esta é uma religião tolerante e pacífica, o que é verdadeiro para os muçulmanos que a praticam assim. Mas os textos islâmicos contêem uma dose grande de violência e intolerância da qual poucos falam e que fundamentam as acções dos terroristas. Foi sobre essa faceta desconhecida, embora verdadeira, que eu quis falar.

uma obra literária? JRS: Gosto de uma boa história bem contada e procuro incorporar esse conceito na minha escrita. Procuro escrever romances em que as palavras desaparecem e em seu lugar aparece a história. Se um leitor se aborrecer a ler um livro, eu acho que a culpa tende a ser do escritor e não do leitor. Por isso procuro fazer livros que entusiasmem os leitores.

Depois da pesquisa realizada, a sua opinião sobre o Islão sofreu alguma mudança? JRS: Sim, alguma. 60 por cento do Alcorão são versículos relacionados com a guerra. Isso é algo Quais os locais onde se documentou e quanto que, embora verdadeiro, nunca nos é dito. tempo demorou a pesquisa? JRS: Fui aos Açores, a Veneza, ao Paquistão, à Ar- Receia que este livro levante reacções adversas ménia e ao Egipto. Toda a pesquisa durou alguns nas comunidades islâmicas? meses. JRS: Não, porque tudo o que está lá escrito é verdadeiro e resulta de citações do Alcorão ou Como descreve o seu método de escrita? Como do profeta Maomé. Como pode um muçulmano escritor, o que valoriza mais na construção de contestar citações dos seus textos sagrados?

Encontros sobre Educação Externato João Alberto Faria - Arruda dos Vinhos

“A Família e a Escola” Conferência pelo prof. Marçal Grilo

Eduardo Marçal Grilo é Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, desde Outubro de 2000, e Vice-Presidente e Administrador Delegado da Partex Oil and Corporation. Trabalhou no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, foi Director-Geral do Ensino Superior e Consultor do Banco Mundial. Exerceu, entre outros cargos, o de Presidente da Conferência Regular para os Problemas Universitários do Conselho da Europa, de Presidente do Conselho Nacional da Educação e foi Ministro da Educação do XIII Governo Constitucional.

O ex-ministro da Educação veio ao EJAF defender um novo modelo de ensino baseado na autonomia das escolas face ao Estado. Para Marçal Grilo, poder escolher a escola para os filhos é a melhor forma de combater o insucesso e abandono escolares que considera ser “um dos maiores flagelos do país”. Defende que os pais e a família devem ser os responsáveis pela educação dos filhos, que devem ser eles a estabelecer os valores e as referências dos seus educandos. Do ponto de vista da expectativa geral em relação à escola, afirmou que os portugueses continuam a confiar mais na sorte do que no trabalho. Impõe-se uma mudança de mentalidade, pois os alunos portugueses decidem muitas vezes não se confrontar com as dificuldades da aprendizagem, as quais exigem trabalho, dedicação e sacrifício do

seu tempo de lazer. O trabalho, o esforço, a dedicação, o rigor e a disciplina são, para Marçal Grilo, as atitudes-base que permitem atingir objectivos. Disse ainda ser necessário apostar numa formação de base de largo espectro que alie os saberes fundamentais às atitudes e comportamentos, valorizando o respeito, a autonomia e a iniciativa. A valorização do livro e da leitura é a medida­-chave para equilibrar os malefícios de uma época muito mediatizada. É necessário voltar a relacionar o gosto da leitura com o gosto de aprender. “Se os miúdos se tornarem leitores, eles terão gosto por aprender e seguir o seu caminho por si próprios”, afirmou. Quanto aos alunos, sublinhou a necessidade de estudarem, de serem responsáveis e de perceberem que as decisões tomadas hoje influenciam o dia de amanhã.

Banco Alimentar contra a Fome Como é do conhecimento público, a iniciativa do Banco Alimentar contra a Fome realizou-se nos dias 28 e 29 de Novembro. Este ano, 191 alunos do Externato João Alberto Faria participaram activamente na recolha de alimentos nos supermercados Intemarché e Pingo Doce. A participação do EJAF na campanha decorreu com bom espírito de entreajuda e elevada consciência cívica. No Intemarché, foram recolhidos 2.520 quilos de alimentos, enquanto no Pingo Doce a campanha de recolha totalizou 2.200 quilos. A todos os que participaram e contribuíram para esta nobre causa, o nosso muito obrigado.


4 iniciativas

Miss Festa da Vinha e do Vinho 2009

Halloween no EJAF

Por Mariana Guerra

Sofia Parente, Miss Festa da Vinha e do Vinho 2009.

Alessandra Scoffi, Vanessa Farinha e Marília Dionísio. O desfile de roupa formal principiou com as roupas da Stress e depois com as do VêtiMarché. Terminado o desfile vieram as perguntas. A cada uma das concorrentes foi colocada uma pergunta de cultura geral. Para finalizar, foram entregues os prémios. Sofia Parente ganhou o título de Miss Festa da Vinha e do Vinho e vai concorrer no concurso Miss Vindimas. Os restantes prémios foram atribuídos a Joana Pereira (1ª Dama de Honor e Escolha do Público), Inês Coelho (2ª Dama de Honor) e Filipa Ferreira (Miss Fotogenia). As misses foram penteadas por Dina Carmo Cabeleireiros, Arte e Beleza e Anáfora Cabeleireiros e maquilhadas por VillaSpa, Dina Carmo Cabeleireiros e Anáfora Cabeleireiros.

Clubes EJAF Por Margarida Mangaz O EJAF sempre procurou inovar e dinamizar os tempos livres dos alunos. Assim, para o ano lectivo 2009/2010, o EJAF aumentou a sua oferta de clubes e de actividades extra-curriculares. Nos anos anteriores, os alunos já tinham acesso ao Clube de Teatro, da Rádio, da Viola, de Espanhol (em funcionamento desde 2008/09) e ao Clube de Jornalismo. Este ano, surgem a Banda Ejaf, o Clube de Judo, o International Club, o Clube de Escrita Criativa e o Clube de Equitação. Cada um destes clubes tem o objectivo de cativar a atenção dos alunos para diferentes áreas, bem como dar a oportunidades de adquirirem conhecimentos variados. Para saber mais informações sobre os respectivos clubes basta consultar os cartazes afixados no Externato, onde constam os nomes dos professores responsáveis e os dias e horários de funcionamento. Agenda Culural de Arruda dos Vinhos Por Marília Machado Dezembro, dia 19, Sábado, festa de Natal no Espaço Cucas, com pinturas faciais e esculturas de balões; Galeria Municipal: inauguração da

exposição de pintura de Rui Pinheiro, patente ao público até dia 13 de Janeiro. Dia 19 de Dezembro: VII Corrida de S. Silvestre e Concerto de Natal. Dia 27, Domingo: projecção do filme “Nanny Mcphee: A Ama Mágica” no Auditório Municipal. Ainda poderá visitar a Mostra de Artesanato, Trabalhos e Doces D’Avó, em exibição de 1 a 31 de Dezembro, no Posto de Turismo de Arruda dos Vinhos; a Feira de Artesanato de 1 a 23, no GAE (Gabinete de Apoio às Empresas); a Exposição “Cinema e Censura em Portugal” cedida pela Câmara Municipal de Lisboa, na Biblioteca Municipal Irene Lisboa de 2 a 31 de Dezembro; dia 4, 11 e 18 de Dezembro, das 18 às 19 horas participe nas Oficinas Criativas no Espaço Cucas, com um máximo de 10 participantes por sessão. Necessária inscrição prévia. Também poderá visitar a Feira do Livro no GAE, de 7 a 23 de Dezembro. Fevereiro: Desfile de Carnaval pelas ruas de Arruda, com a participação das crianças dos estabelecimentos de ensino do concelho. Março: Baile da Chita, organizado pela Associação dos Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos. Ainda em Março, não esqueça o fantástico Baile de Finalistas do EJAF.

Prémio EJAF 2008/09: melhor aluno do 2º Ciclo, João Gaspar, acompanhado pela professora Elizabete Pombeiro.

Prémio EJAF 2008/09: melhor aluna do 3º Ciclo, Maria Frade, acompanhada pela professora Isabel Vinhas.

Prémio EJAF 2008/2009: melhor aluna do Ensino Secundário, Raquel Calçada, acompanhada pelo professor Vitor Manso.

sentantes do 2º Ciclo: Rafael Fernandes, do Pólo EJAF em Arranhó, e Ana Rita Ferreira; do 3º Ciclo: Pedro Miguel Carvalho e Alexandre Catarino Manso. Os representantes eleitos para o Ensino Secundário foram: João Garrinhas, Gonçalo Soares e Alexandre Alves. Estiveram no Quadro de Honra do

EJAF durante os três períodos, 30 alunos do 5º ano; 19 do 6º ano; 4 do 7º ano estiveram 4, 8 alunos do 8º ano e 8 alunos do 9º ano. Quanto ao Secundário, permaneceram durante os três períodos, 13 alunos do 10º ano, 10 do 11º ano e 22 do 12ºano. Finalmente, os alunos premiados do

Jogo do 24 ficaram assim ordenados: 2º Ciclo: 1º lugar, Mariana Silva; 2º lugar, Vadim Duplava; 3º lugar, Marta Avelar; 4º lugar, Bernardo Narciso. Quanto ao 3º Ciclo: 1º lugar, Fábio Ferreira; 2º lugar, Pedro Pereira; 3º lugar, Kethleyn Caldeira e 4º lugar, Margarida Conceição.

Joana Pereira, 1ª Dama de Honor e escolha do público.

As finalistas do EJAF caminharam elegantes pela passerelle da edição 2009 do Concurso Miss Festa da Vinha e do Vinho, realizado a 31 de Outubro, no Pavilhão Multiusos, em Arruda dos Vinhos. Os apresentadores Tiago Pimentel e Maria Dentinho fizeram as apresentações. Depois, desfilaram os rapazes que graciosamente acompanharam as nossas finalistas: Marcelo Soares, Pedro Santos, Fernando Ribeiro e Marco Pereira todos vestidos pelo VêtiMarché. Depois, o desfile. Primeiro, com a roupa casual da Stress vestiu Filipa Ferreira, Ana Mareco, Joana Pereira, Carla Nogueira, Madalena Plácido, Inês Coelho e Ana Rita Pereira. Seguiu-se a roupa casual do VêtiMarché. Sofia Parente foi a primeira a desfilar pela passerelle, seguida por Ana Catarina Silva, Ana Talixa, Patrícia Simões,

Filipa Ferreira, Miss Fotogenia

Tomada de Posse dos Delegados de Turma, Quadro de Honra e Prémios EJAF Por Bárbara Casteleiro

A cerimónia de tomada de posse dos Delegados de Turma para o ano lectivo 2009/2010 e a atribuição do Prémio EJAF decorreu no Externato, no dia14 de Outubro. Para o corrente ano lectivo foram eleitos 20 Delegados de Turma do 5º ano, e 16 do 6º ano. Para o 7º ano há 22 delegados, 18 para o 8º ano e 14 para o 9º ano. No Ensino Secundário foram eleitos 16 delegados no 10º ano, 12 no 11º ano e também 12 delegados para o 12º ano. Para a Comissão Representativa dos Alunos 2009/2010 foram eleitos repre-


iniciativas 5

Programa Ocupação Científica para Jovens nas Férias O programa Ocupação Científica para Jovens nas Férias, convida estudantes do Ensino Secundário a fazer um estágio de curta duração em laboratórios de todo o país, aproximando-os à realidade da investigação científica e tecnológica. Desde 1997, cerca de 6700 estudantes já participaram nesta iniciativa. O Engenheiro David Loureiro, coordenador dos estágios no Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), em Lisboa, concedeu uma entrevista ao JIL. Por Catarina do Canto

Quais os pré-requisitos necessários para participar nos estágios de Ocupação Científica, no Verão? Não mais do que estar inscrito num curso secundário ou profissional (nível III) e preencher a inscrição no sítio electrónico do Ciência Viva. Ajuda pensar, que estes candidatos, estão dispostos a passar duas semanas de (boas) férias, “fechados” num laboratório, a trabalhar em equipa com mais um ou dois alunos (que não conhecem) ao lado de investigadores e técnicos dispostos a acolhê-los (que também não conhecem). Se alguns requisitos são necessários, diria que faz falta uma boa dose de motivação e de conhecimento q.b. A inscrição é electrónica, a escolha dos estágios começa por ser dos alunos e só em seguida é feita a selecção pelos coordenadores. Que áreas científicas podem os alunos escolher e quais as que costumam ter maior afluência? As áreas científicas estão ajustadas às áreas curriculares do secundário, como a Química, a Biologia, a Geologia, a Física, a Matemática, as TIC, embora a grande parte seja transversal e reuna conhecimentos de ciências experimentais de várias disciplinas, como a Biologia Molecular (muito procurada), as Biotecnologias, as Tecnologias Ambientais ou as Energias Renováveis (uma das de maior afluência). Por isso, na hora de escolher é sempre preciso fazer uma certa pesquisa do tema e do local de estágio. Quais vantagens deste programa para os alunos e para as instituições que os recebem? As vantagens para os alunos prendem-se com as oportunidades de contacto com o meio científico e com uma certa ajuda à orientação profissional que cada um deseja seguir. Muitas vezes, aquilo que ouviram na sala de aula ou leram nos manuais escolares, é concretizado à vista deles, com a colaboração deles. Muitos dos procedimentos

Adição de ácido clorídrico a sumo de tupinambo para diminuir o seu pH (LNEG).

Produção de bioetanol a partir de substratos sacarinos (LNEG).

Catarina Canto, aluna do EJAF, turma A, Curso de Ciências e Tecnologias, 11º ano. Estagiária no programa Ocupação Científica para Jovens nas Férias. “O ambiente vivido nos estágios é de grande entreajuda, não só entre os estagiários, mas também com os coordenadores. Aconselho vivamente a participação de todos aqueles que têm oportunidade de o fazer, pois os estágios de Ocupação Científica são uma oportunidade única, permitindo a utilização de técnicas científicas avançadas, muitas vezes impossíveis nos laboratórios escolares, aliadas a um ambiente descontraído, palestras sobre temas actuais, visitas a centros de cultura nacional e ainda um diploma bastante enriquecedor do currículo, tudo isto a custo zero.”

experimentais são trabalhosos ou elaborados e estão limitados a um laboratório escolar. Por isso, esta oportunidade, pode ser agarrada pelos alunos que sentem interesse e motivação pela ciência e a tecnologia, sem necessariamente quererem ser cientistas. Para as instituições é mais uma concretização da responsabilidade que têm para a promoção da cultura científica. É um facto que, durante aquelas semanas de estágio, a rotina do laboratório ficou alterada... Para algumas, os estágios podem servir de abertura a futuras inscrições em cursos universitários. Pensa que, com o passar dos anos, os alunos se têm mostrado mais interessados nestas iniciativas científicas? Terá isso alguma influência no futuro? Estava a ver que não aparecia a pergunta difícil. Do meu ponto de vista esta iniciativa de estágio é extremamente positiva e necessária para manter “na agenda” a questão do ensino experimental das ciências e a promoção da cultura científica como um dos objetivos para os quais o aluno deve estar preparado, na actualidade. Se me perguntarem se os alunos estão menos motivados agora: não me parece. O que acontece é que o programa de Ocupação já é mais conhecido e divulgado. Se me perguntarem se estão mais bem preparados: aqui sim, estão menos preparados para o nível de conhecimentos que são exigidos no laboratório. O que fazemos, é ajustar as exigências que não teríamos tido com alunos que tiveram Tecnologias no princípio desta década. Creio que é uma consequência dos programas curriculares actuais e do pouco tempo que passam em contexto experimental. O futuro? O futuro é já hoje. E a consequência para o aluno do secundário é que precisa de se manter actualizado cientificamente para saber do que se está a falar com notícias do tipo “autómovel circula com óleo de batatas fritas...”. Este programa de Ocupação é uma das oportunidades que podem ter. Estou convencido. Quanto é a propina de frequência destes estágios? Os estágios são gratuitos para os alunos e são abrangidos por um programa nacional do Ciência Viva, que compensa os gastos que as instituições fazem com as refeições, estadias, deslocações e materiais de laboratório.

Estrelas no EJAF

“Os Últimos Calhaus a Contar do Sol”

Os alunos do 10º ano do Curso de Ciências e Tecnologia experimentaram como é observar o céu a partir do interior de um planetário portátil montado no EJAF. A iniciativa do Grupo Disciplinar de Ciências Naturais traduziu-se numa forma experimental de contacto com matérias de Geologia e Físico - Química A, no âmbito do Ano Internacional de Astronomia. A iniciativa contou com o apoio do engenheiro físico e astrónomo Vasco Elói Duarte, que trouxe até nós um pouco mais de conhecimento do Universo. Dentro do planetário, descobrimos o nome e a localização das estrelas, percebemos as diferentes intensidades do seu brilho, e aprofundámos o conhecimento da Teoria do Big Bang e da origem do Universo, despertando o interesse dos alunos para estas temáticas.

O Professor Doutor Nuno Peixinho do Centro de Física Computacional e do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra proferiu, no dia 23 de Novembro, uma conferência no EJAF sob o tema “Os Últimos Calhaus a Contar do Sol” A palestra foi ministrada no Centro de Recursos e teve como público-alvo todos os alunos do Curso de Ciências e Tecnologias. De entre os temas tratados tiveram particular destaque as questões ligadas ao sistema solar. Falou-se sobre transneptunianos, isto é, corpos celestes localizados para além de Neptuno e sobre a diferença entre os planetas principais e os planetas anões. Os cometas e os asteróides foi outro dos temas de-

Por Bárbara Casteleiro

senvolvidos. Neste capítulo, foram dadas informações sobre os que orbitam a cintura de Kuiper, e os que se localizam entre os planetas Marte e Júpiter. Deste modo, os alunos presentes tiveram a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos na área da Astronomia, de forma bastante divertida, tendo em conta o espírito descontraído do orador. A conferência foi agendada no âmbito da Semana da Ciência e Tecnologia e do Ano Internacional da Astronomia, iniciativa que decorre ao longo do ano de 2009. Esta conferência foi organizada e promovida pelo Grupo Disciplinar de Ciências Naturais e os temas tratados fazem parte dos conteúdos programáticos das disciplinas de Biologia e Geologia.


6 pensar/ler

Pensamento Positivo e Auto-­Estima Cerebral Albert Bandura, psicólogo da Universidade de Standford (EUA), criou um conceito de “auto-eficácia” para definir um dos factores mais decisivos no comportamento dos seres humanos. Por Joana Ferreira e Raquel Calçada

Segundo Bandura, as capacidades individuais dependem das avaliações que as pessoas fazem das suas próprias capacidades para alcançar determinados níveis de rendimento. Se uma pessoa acreditar que é muito boa a fazer algo, as probabilidades de executar essa tarefa com eficácia aumentam. O segredo é a lei da atracção: tudo o que entra na sua vida é atraído por si, em virtude das imagens que guarda na mente. Todos os seus pensamentos são uma força real. Estes enviam sinais magnéticos que devolvem algo semelhante, por conseguinte, a atitude mental atrai as características que correspondem à sua natureza. As vibrações das forças mentais são as mais subtis e, por isso, as mais poderosas. A lei da atracção dá-lhe o que está a pensar: “Não quero apanhar gripe A”. Tradução: “Desejo ardentemente apanhar gripe A”. Em paralelo, os pensamentos negativos podem tornar-se determinantes no nosso dia-a-dia. Fruto de medos e inseguranças surge a Lei de Murphy. Pensamento Negativo. Amigo Murphy Enquanto saboreia o pequeno-almoço deixa cair o pão, espera que não fique com o doce virado para baixo. Contudo, a Lei de Murphy, aliada à física, já previra a queda independentemente da sua vontade. De seguida, espera-o uma reunião urgente no trabalho e, atrasado, apercebe-se de que os transportes públicos não funcionam, pois, pela primeira vez em anos, fazem greve. À semelhança do que antecedera a Lei de Murphy. “Se algo pode dar errado, com certeza dará da pior

Ler Conto

forma e momento possíveis”, assim dita a premissa básica de Edward A. Murphy, formulada em 1949. “Se existem duas ou mais maneiras de fazer algo, e uma pode resultar em catástrofe, alguém a seguirá”. Edward Murphy (1918 – 1990), engenheiro aerospacial da “US Air Force”, desenvolveu a sua tese durante experiências sobre a tolerância humana à aceleração. O projecto envolvia o lançamento de foguetes que, após atingirem 630 milhas por hora, paravam em 1,4 segundos. Como atitude defensiva, os passageiros eram ligados a 16 sensores, garantindo a segurança dos voluntários. Murphy, ao assumir sempre o pior dos acontecimentos, criou este “princípio defensivo”, hoje adoptado pela indústria. Apesar dos inúmeros exemplos do quotidiano, nada suporta cientificamente a teoria de Murphy – tudo se baseia na percepção. O despertador que falhou quando mais precisava não trabalhava há vários anos? Na realidade, a nossa memória regista as situações desagradá-

Quem não se afoga no mar?

Por vezes, o destino atraiçoa-nos e a mais intrigante e retorcida história cruza-se com o nosso caminho ao virar da esquina. Numa quente manhã de Verão, após estacionar o carro numa garagem privada, surge uma figura com um ar ameaçador, a negar a sua idade, uns cabelos brancos e uma estatura média-baixa. O porteiro pergunta se dispomos de algum tipo de autorização para invadirmos inesperadamente o seu território. Mostra-se pouco convencido com a resposta afirmativa, olhando de soslaio para o Opel Corsa amarelo com, pelo menos, vinte anos. O Verão passa, bem como a atitude assustadora do Sr. Jorge, o porteiro. Por detrás da máscara revela-se um ser bastante amigável com o qual se estabelece uma conversa fácil. Lembro-me perfeitamente quando lhe perguntei de forma discreta: “O Sr. Jorge sempre foi porteiro?”. Não, ele nunca o fora. O Sr. Jorge, em tempos longínquos, foi um daqueles pescadores a quem o mar se curva e a terra aclama. Um sujeito que vivia para a aventura, que partia sem bilhete de volta, mas acompanhado por uma coragem e determinação que gritam por mais e asseguram um regresso próximo. Ele era o capitão de uma traineira que transportava marisco de Cabo Verde para Sesimbra. Fazia o que gostava, custava-lhe dizer adeus à mulher e aos filhos deixados em terra, contudo, como diz o provérbio, “Só não se afoga no mar o que lá não entrar”. E é verdade, o Sr. Jorge amava a brisa do oceano, o cheiro a amêijoa ou talvez a lagosta. Não se lembra, simplesmente sente, está-lhe gravado na memória, vive afogado em

veis, ignorando a rotina. Ainda que a Lei tenha salvo vidas, matou a do seu fundador. Numa tarde, Murphy, ao constatar a falta de gasolina, preparava-se para atravessar a estrada quando um turista inglês surge inesperadamente do lado oposto. Murphy foi vítima da sua própria lei. Murphy interrogá-lo-ia: “Achou a leitura deste artigo necessária? Se não estiver confuso é porque não prestou atenção”. Bar Bot. Modelo egocêntrico à sua imagem. Os pensamentos positivos e negativos concentram-se maioritariamente em si e nos seus objectivos de vida. Alvo de crítica e estudo científico, o egocentrismo humano parece ilimitado e ilimitável. Em 2003, a Austria’s Humanoid Robotics Laboratory apresentou em público o seu projecto Bar Bot. De acordo com os criadores, o único robot capaz de emular o Homem. Apenas sorria em dois momentos: quando pedia dinheiro e o gastava em cerveja. Por este motivo, os engenheiros diziam ter concebido um autómato idêntico a uma pessoa, isto é, procurava maximizar as suas vantagens num ambiente em que só contava consigo próprio. O Bar Bot, como não pode viver sozinho, pois precisa de se alimentar (o que requer dinheiro), só procura contacto social para ganhar algo em troca. Embora semelhantes afirmações sejam obscenas para os de mentalidade colectiva, existem estudos que nos “obrigam” a reconsiderar a intenção escondida por detrás de comportamentos altruístas. Fim do Altruísmo Os argumentos científicos a favor da preponderância do ego parecem esmagadores. Talvez por isso, autores que devaneiam sobre o futuro creiam que este será apenas uma continuidade do “ego”. A filosofia moral do novo Homem apenas teria como preocupação o bem-estar do Eu. Leva-nos à destruição do altruísmo: quando fazemos algo pelos outros é para ficarmos mais satisfeitos connosco. Egoísmo psicológico. Torna-se óbvia a evolução das sociedades de uma cultura de mentalidade colectiva para uma cuja psicologia é mais individualista. Trata-se, além de uma alteração da nossa natureza, uma mudança comportamental no sentido de deixar de existir uma necessidade de dissimular o nosso constante egoísmo.

Por Raquel Calçada

recordações e saudades. Nas noites frias de Inverno, sonha com pescadores a gritarem com as suas vozes bem grossas que, todavia, não conseguem disfarçar o pânico e a dor, “Barco ao fundo! Abandonar navio!”. Mas ele não estava lá, não o viveu, não o pode saber. Um dia, o Sr. Jorge partiu o braço num jogo de bola com umas crianças cabo-verdianas sedentas de atenção. Foi um acidente inofensivo, uma falta feia com uma mãozinha de Deus no meio, apesar de suficiente para a tripulação o impedir de comandar a sua embarcação. A sua própria casa, como lhe podiam ditar as regras (compreende-se agora o sobre controlo que exerce na garagem). Conseguiram convencê-lo, a muito custo, de ficar em terra. Não sabia ele que seria a sua salvação e, ao mesmo tempo, a sua maldição. Estes são dois conceitos que andam de mãos dadas, ora abraçando-se, ora largando-se na dança infinita da vida. Os dias decorreram lentamente, aguardando, até que uma tempestade tropical aparece sem convite umas horas depois da partida no cais. A chuva caiu com uma força sobrenatural, esmagando a madeira, os relâmpagos rugiram e acertaram no mastro, o que o desfez em dois. Sem o seu capitão, os pescadores depararam-se sozinhos com tamanha tragédia. Todos morreram nesse dia, todos menos a esperança de continuarem a navegar ao sabor do vento em alto mar. Desconhece-se o seu paradeiro, foram esquecidos no fundo do oceano. No entanto, uma pessoa ainda é atormentada à noite, em sonhos, pelo espírito dos homens abandonados, caídos.

O Sr. Jorge quando ouviu os rumores de uma terrível tempestade e, posteriormente o confirmou com os restos da traineira espalhados na areia, nem queria acreditar no que os seus olhos viam. O destino pregara-lhe uma partida, logo agora que a sua vida ia de vento em popa. Dezenas de vidas desperdiçadas, homens bons que acreditaram na sua palavra, que lhe ofereceram a juventude de dois braços fortes e obedeceram às suas ordens sem questões, estavam agora algures no escuro oceano. O chefe não estava presente para, juntos, rezarem a Deus o perdão pelos seus pecados. O capitão é o último a abandonar o navio, o Sr. Jorge não deixou o seu para trás, vive-o no subconsciente cada vez que olha para o horizonte. Não culpa o mar (como costuma dizer “Sem razão se queixa do mar quem outra vez navegar”), mas deixa um aviso: não brinquem com o mar, ele esconde mistérios e rouba vidas. Cantarolando de seguida o provérbio “Só não se afoga no mar quem lá não entrar”, ao qual acrescenta sempre, ressentido, “Eu morri naquele dia com os meus homens”. Pode não se ter afogado pois estava bem seguro com os pés em terra, todavia, afogou-se em si próprio, dada a sua paixão pelo mar. Assim, depois de ouvirmos estupefactos a história de vida de um simples porteiro, seguimos para a praia, contentes por nos podermos bronzear sem pôr um pé na água. Ainda se consegue ouvir uma voz lá bem ao fundo da rua: “Tem a certeza que tem o comando desta garagem? Olhe que é privada...”.


livros e leitura 7

Motivar para a Leitura

Por Carla Frade, Psicóloga

Ler, etimologicamente, deriva do latim “legere” e significa conhecer, interpretar por meio da leitura. Ler não é apenas descodificar mecanicamente as palavras, é dar-lhes significado num contexto que alarga o conhecimento geral de quem lê. Procurar no dicionário uma palavra desconhecida leva ao alargamento do campo semântico do leitor. A leitura de um texto ou de um livro obriga à criação de imagens mentais, que permitem uma interpretação criativa e livre, desenvolvendo a imaginação da criança. O acto de ler deve ser um acto reflexivo de modo a que as estruturas cognitivas se desenvolvam por integração de novos conhecimentos naqueles já existentes, permitindo assim que a mente aceda a outros novos conhecimentos. Reflectir sobre o que se lê é problematizar, pôr hipóteses, procurar respostas para as mesmas, baseadas nos conhecimentos adquiridos anteriormente, isto é, construir conhecimento por estimulação da imaginação. A leitura é uma ferramenta fundamental para o sucesso escolar. O bom leitor explora esta ferramenta e usa-a em função das suas aprendizagens, do seu desenvolvimento pessoal e social. Motivar para a leitura é uma tarefa que deve iniciar-se cedo, no seio familiar; mas, motivar não é o mesmo que incentivar. Motivar para a leitura não é o mesmo que oferecer livros. Muitos pais referem “Ele(a) não gosta de ler, mas tem tantos livros lá em casa!... Nós incentivamos a leitura, oferecemos-lhe livros.” . Incentivam sim, mas não motivam. Motivar para a leitura é interagir com a criança durante o acto de ler. As crianças pequenas gostam de livros porque têm desenhos, são coloridos, contam histórias, porque vivenciam as aventuras das suas personagens preferidas e,

acima de tudo, porque as pessoas que têm significado afectivo (pais, irmãos, familiares, amigos, educadores) interagem com elas e partilham atenção e afecto durante aquele momento que se quer que seja lúdico. Quando ainda são bebés, ou não aprenderam a ler, é muito importante que lhes leiam histórias adequadas à idade, mas também que falem com eles sobre as mesmas, que ampliem campos de conhecimento geral e vocabular, que os ajudem a dramatizá-las e a falar das suas experiências, dando significado às suas emoções, alegrias, tristezas, medos, dúvidas, angústias e conflitos. O carácter lúdico da leitura reforça o gosto pela mesma. A iniciação à leitura faz-se através de um leitor, o pra-

A Arte de Bem Saber Ler (Parte I) Num encontro sobre leitura e escrita, Maria Lúcia Lepecki referiu, em 1995, que a Língua Nacional é o nosso primeiro outro eu, lamentando-se do descaso, ou desatenção de que este património colectivo tem sido alvo e as consequências que essa agressão tem provocado. Quando se fala em Língua Nacional e na sua aprendizagem e aperfeiçoamento, referimo-nos a, pelo menos, três aspectos: oralidade, leitura e escrita. Estas três grandes competências (saber falar, saber ler e saber escrever) são, a par com a percepção, a base de todo o processo comunicativo e o trampolim para quase todas as aprendizagens feitas pelos alunos na escola e na vida. São, no fundo, instrumentos ao serviço de outras aprendizagens e, podemos dizê-lo, ao serviço das vivências individuais e sociais. São, ainda, actividades cognitivas complexas que requerem aprendizagem, treino, estratégia, esforço e outros conhecimentos referenciais. Deixemos a oralidade e a escrita para outras viagens, bem merecem, e debrucemo-nos, ainda que sumariamente, sobre a leitura. A leitura é, pois, um dos talentos mais presentes no nosso quotidiano. Aparece fortemente associada à escrita e oralidade, pois sem estas não há leitura, merecendo da parte de quem ensina e aprende uma atenção especial. Este cuidado deve surgir desde muito cedo, todos os estudos sobre esta matéria o indicam e toda a gente o sabe. Então, por que razão continuamos a verificar uma percentagem enorme de leitores inexperientes? Por que razão continuam os professores a queixar-se de que os seus alunos não sabem ou não gostam de ler? As razões são múltiplas, mas têm, desde já, à cabeça um problema de aprendizagem inicial. Ora, se uma grande parte desta é feita na escola, é à escola (e depois à família) que devemos ir buscar as razões. A leitura é desde muito cedo colocada ao serviço de

outras aprendizagens, perdendo desde então o seu estatuto de objecto de estudo (Contente, 1995). Aprender a ler demora e, para alguns, demora ainda mais um pouco; se suprimirmos tempo a este precioso tempo, não obteremos ganhos; se acrescentarmos a isto a desvalorização que muitas vezes a família devota às questões de leitura, os fracos hábitos de leitura de muitos profissionais do ensino e a transferência de responsabilidades nesta área para uma só disciplina, em vez de leitores proficientes, teremos maus leitores para a vida e estes, a menos que de facto estejamos errados, vêem a leitura como uma actividade enfadonha, difícil e sem sentido. O tão falado e desejado prazer em ler torna-se em desprazer, sendo as leituras só feitas, a custo, por obrigação. A Língua Portuguesa é considerada uma língua bastante irregular, semi-opaca, sendo, por isso, mais difícil a sua aprendizagem do que, por exemplo, o castelhano, que é uma língua transparente, isto é, há no castelhano falado uma maior correspondência com o castelhano escrito, dito de outra maneira, escreve-se quase como se fala. Basta dizer que os nossos vizinhos espanhóis enfrentam na aprendizagem da leitura seis sons básicos (a, e, i, o, u, y), já os iniciantes da leitura em Língua Portuguesa enfrentam cerca de quinze. Descodificar isto quando se inicia a aprendizagem da leitura não é tarefa fácil, contudo se esta aprendizagem inicial se fizer com o método mais adequado ao português europeu (tendo em conta a sua irregularidade), se as bases forem bem consolidadas, levando o tempo necessário para

zer de ler desenvolve-se através de um amante da leitura. A escola tem também um papel preponderante na estimulação do gosto pela leitura. O educador tem de dar continuidade à interacção iniciada na família, ou então tem de iniciar um processo que ainda não aconteceu. A criança tem que sentir, através do professor, que ler é algo prazeroso e dinâmico. É algo que lhe permite entrar num mundo imaginário, relacionar-se com as personagens, sonhar. Se à leitura for dado um papel importante e estimulante na vida de uma escola, então esse gosto pela leitura passa para as famílias, a criança contagia-as com a sua própria motivação. Mas este papel não é só dos professores de Língua Portuguesa, como muitas vezes pensamos, este é um papel da escola e de todos os seus agentes educativos. É indiscutível que a leitura é uma competência essencial no desenvolvimento de outras específicas de cada uma das disciplinas do currículo escolar. Por isso, somos todos responsáveis por essa motivação. Nas escolas, e em casa, as crianças devem ser acompanhadas naquilo que lêem e orientadas para aquilo que devem ler e como devem fazê-lo. Ler um romance não se faz do mesmo modo que ler um livro escolar ou um artigo científico. Os objectivos são diferentes, a informação que se pretende reter é diferente. Isto é necessário ser ensinado e esclarecido com o jovem leitor. Será mais fácil compreender o que se lê se se tem consciência de como se deve ler (metacognição da leitura). Aquele que compreende a sua forma de ler (potencialidades e dificuldades) será seguramente um melhor leitor, porque pode, inclusivamente, auto-regular o seu processo de aprendizagem de leitura. A metacognição do acto de ler será uma fonte de motivação intrínseca para a tarefa prazerosa, quando mediada por um leitor experiente, interactivo e dinâmico.

Por Jorge da Cunha, Professor

isso e se, ao longo da escolaridade, essa competência for bem treinada e incentivada, o difícil torna-se fácil e só nos lembraremos, como dizia Rousseau, das nossas primeiras leituras. A este respeito Morais (1997) refere que “Como todas as artes cognitivas, a leitura, uma vez dominada, é simples, imediata, e não exige um esforço aparente” (p. 11). A outra questão prende-se com os hábitos de leitura. Ora, se não se lê não se desenvolve a leitura, não se desenvolvendo a leitura, menos gosto se tem em ler, é o chamado efeito Matthew, como lhe chamou Stanovich (1986): os ricos tornam-se mais ricos e os pobres mais pobres. Isto traz, obviamente, consequência em toda a vida académica dos nossos alunos e não é com planos nacionais de leitura que lá vamos, mas sim com estratégias de fundo, encarando a leitura como a actividade mais séria que a aprendizagem dos primeiros anos tem. Ler bem é, pois, “mais do que associar letras a sons. Aquele que aspira a ler tem de desenvolver o seu vocabulário de leitura, de forma a, eventualmente, poder ler palavras complexas, longas e não familiares” (Shaywitz, 2003, p. 117), atribuir-lhes um sentido, relacioná-las com o contexto, memorizá-las, socorrer-se delas sempre que necessário… Porém, ainda encontramos jovens nos 2.º e 3.º ciclos que o fazem com alguma dificuldade. O que é pena, pois “A maior parte das crianças deseja aprender a ler (Shaywitz, 2003, p. 13) bem, que é o mesmo que dizer: um bom leitor não é passivo, constrói sentidos fornecidos pelo texto e pelas suas vivências e conhecimentos. Então, por que razão não é aproveitado e desenvolvido este desejo? (Voltaremos ao tema no próximo número, onde serão apresentadas as referências utilizadas.)


8 perfil/música

Estudar Arte & Design em Cambridge Miriam Silva estudou no EJAF durante dois anos. Fez o 10º e o 11º ano no Curso de Artes e partiu, em Agosto passado, para o Reino Unido, através do programa OkEstudante. Agora, está a estudar Arte e Design no Cambridge Ruskin International College. Descreve a experiência como “enriquecedora” e como “um processo de crescimento intensivo”.

Por Carolina Salgueiro e Mariana Guerra

Como surgiu a ideia de ir estudar para o estrangeiro? A ideia de estudar no estrangeiro sempre esteve em mim. Sempre tive curiosidade em conhecer outros povos, fazer parte deles, andar nas suas ruas. A estudar, conhecemos imensa gente, outras culturas. As aulas em Inglês, a vida em Inglês levam-nos inevitavelmente a absorver a cultura inglesa. Achas que estudar no estrangeiro é enriquecedor? Enriquecedor? Claro! Muitas das pessoas que vieram no mesmo projecto do que eu (OkEstudante) nunca moraram sozinhas. Eu mesma nunca tinha passado pelo processo de alugar uma casa! Partindo do princípio de que o estudante vem para ficar, e se manter sozinho, há um processo de intensivo crescimento implícito. E se crescer num ambiente multicultural é importante? Há tanto que ‘me passaria ao lado’ se não tivesse vindo, que nem quero pensar nisso... Estudar no estrangeiro, mais do que enriquecedor é importante, é necessário! O que é preciso para ir estudar para o estrangeiro? Força de vontade, desejo de independência, conhecimento e uma mente aberta a novas experiências. Não viemos com a intenção de impor os nossos costumes aos outros, nem tão pouco com o intuito de defender a honra da nossa nação. Viemos para absorver tudo o que os outros nos possam dar e, também, dar-lhe a conhecer o que somos e de onde viemos. O que estudas? O meu curso é de Arte&Design. Estudo no Cambridge Ruskin International College. Actualmente, tenho cadeiras como Mass Communication, ou Film Studies e Critical Thinking. Mas visto que o sistema inglês continua a ser muito prático, (‘’muita ginástica’’, como refere Eça), complementam a formação cadeiras como Study Skills ou ICT Principles - aulas nas quais temos bastante ajuda dos tutores para a realização de trabalhos e organização pessoal. Para quem nunca escreveu um trabalho em inglês e não sabe o que procuram os professores ingleses

U2

Por José Reis

24 de Outubro. Já os relógios anunciavam as catorze horas, quando milhares de pessoas, espalhadas pelas várias Worten, Fnac, Media Markt e outros locais de venda distribuídos por todo o país, soltavam um suspiro de desilusão.

num trabalho, tais disciplinas são muito úteis. Atenção, tudo isto são especifidades do meu curso, foundation degree - ano para o qual entrei por não ter completado o Secundário em Portugal, para o qual entram alunos sem média ou com menos confiança e preferem ter este ano de preparação para a vida universitária. Como correu a integração? A princípio foi difícil, claro. Cheguei a Inglaterra antes do início das aulas, para poder tratar de problemas que se tornam urgentíssimos, como encontrar casa e trabalho. Ocupam os primeiros dias, semanas, meses. Foi stressante, não há dúvida! Tudo é novo e estamos sozinhos num pais que não é o nosso. Depois de instalada, com trabalho e com as aulas da universidade a começar, as coisas foram correndo melhor, estabilizando. O que mais dói agora são as saudades... Há grandes diferenças culturais? Diferenças culturais?Todas! E não só em relação à cultura inglesa! Vinte por cento da população de Cambridge é ‘’International Student’’ o que significa que se podem atravessar os seus parques sem ouvir inglês, mas sim muitas outras línguas. É interessante como aqui, uma cidade relativamente pequena e pacífica comparada com Liverpoll, Manchester ou Londres, há tanto de diferente para aprender! Não falo só dos factores gastronómicos, linguísticos ou religiosos. Falo de uma junção geográfica de micro-sociedades inteiras! Formas de vida tão diferentes que se tornam incomparáveis... Quais os planos para o futuro? O mais óbvio é ingressar no programa Erasmus. Uma vez começada a “vida de nómada”, não pararei! Estudar em Itália é uma hipótese que está em cima da mesa. São planos vagos, ainda não estão bem delineados, pois tenho tempo. Por agora, fico em Cambridge, cidade que me dá segurança e estabilidade. Como é vista a área de Artes nos dias de hoje?

A Arte, dependendo do local e da sociedade que analisas, é vista de formas diferentes. Se em Portugal o pintor é aquele que não faz mais do que pintar uns rabiscos e com isso ganhar uns trocos, aqui, o Pintor é o deus que pensa e repensa cada traço que põe na tela, atribuindo-lhe um significado, seja ele um registo de experiências pessoais ou uma necessidade racional de expressão. Gosto de acreditar que, em geral, a mente das pessoas está aberta à aceitação de arte em todas as suas formas, (afinal, estamos no sec XXI!) e que existe respeito pela área na qual planeio construir o meu futuro. Vens a Portugal muitas vezes? Infelizmente, ser independente aos 17 anos de idade é sinónimo de sacrifícios. Um desses sacrifícios é trabalhar no período natalício, bem como na passagem de ano. O factor “trabalho” impede-me de visitar a família e amigos com a frequência desejada, mas visto que não me posso despedir (pois é difícil encontrar emprego com a minha idade), troquei as reconfortantes visitas a Portugal pela independência financeira, uma conquista bastante importante para mim. Mas os meus amigos vêm visitar-me e o Natal não é passado na solidão do nevoeiro inglês. Muitos portugueses que aqui estão (e que actualmente já são amigos, quase família), tomaram a mesma atitude que eu. Qual a experiência mais importante que já viveste aí? Essa é uma questão difícil, dado o que já aprendi. Acho que o mais importante é a dimensão da diversidade cultural. Com uma mente aberta, conheci pessoas de todos os lugares, fiz amigos de locais que não conheço e agora quero conhecer. O mundo é grande, cheio de diversidade e essa noção não se obtém pelos mapas estudados em Geografia. Tudo sentido na pele tem mais sabor. Um conselho para os alunos que estão interessados em estudar no estrangeiro. Coragem é o meu melhor advice.

Nenhum dos que aguardavam ansiosamente na fila das bilheteiras dos referidos locais tinha assegurado a sua presença no estádio Cidade de Coimbra, no dia 3 de Outubro de 2010, quando os U2 subirem ao palco pelo segundo dia consecutivo, em Coimbra. Isto porque todos os 39 mil bilhetes para o segundo concerto de 2010 da banda irlandesa em Portugal, foram vendidos em apenas quatro horas, esgotando mais rapidamente do que os ingressos postos à venda para o primeiro espectáculo dos U2 ( cerca de 42 mil, em apenas sete horas). A promotora Ritmos & Blues, responsável pela organização do concerto, garantiu que este facto se deve à existência de mais locais de venda, pois os bilhetes esgotaram ao mesmo tempo em todo o país. Os U2 estão na estrada desde 30 de Junho com a sua nova digressão, a 360º Tour, tendo o primeiro concer-

to sido realizado em Barcelona, sendo bastante aplaudido pela crítica. A 360º Tour tem o intuito de apresentar o novo álbum da banda de Bono e companhia, intitulado No Line on The Horizont, editado ainda este ano, tem a particularidade de todos os espectáculos ocorrerem em estádios, contrariamente à Elevation e Vertigo Tours. O concerto que o grupo organizou para esta digressão vai aproximar os fãs do palco, uma vez que a sua estrutura colocará Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Muller Jr. numa espécie de ilha, rodeada de público por todos os lados. Para os felizardos que chegaram a casa com o bilhete no bolso e um sorriso na cara, começou agora a longa espera para dois concertos que prometem ser memoráveis, encerrando assim a 360º Tour, após mais de um ano na estrada para a lendária banda europeia.


viagens 9

Tóquio#1 de

Shibuya

a

Harajuku

Em Março de 2011, o Clube de Jornalismo visita a cidade de Tóquio, capital do Japão.

Shibuya surgiu no período Edo, em 1885, como caminho de ferro de ligação ao centro de Tokyo. Porém, acabou por se desenvolver e tornar­-se um dos maiores centros comerciais e de entretenimento da cidade. Por Carolina Carvalho De frente para a estação de metro encontramos a estátua do mundialmente famoso Hachikō, o cão de raça Akita, que tinha por hábito esperar o dono à saída da estação e escoltá-lo de volta a casa, seguiu esta mesma rotina durante anos, até à morte do seu dono, um professor na Universidade de Ueno. Hachikō continuou a ir esperar o dono à estação de Shibuya durante dez anos. Os transeuntes, comovidos pela lealdade do cão, alimentavam-no e cuidavam para que nada lhe acontecesse. Hachikō acabou por morrer em 1935, mas não sem antes ter assistido à inauguração da estátua em sua honra, em 1934, que ainda hoje se encontra à entrada da estação. Nos dias de hoje, é um importante ponto de encontro para residentes e turistas: ninguém vai a Shibuya, sem tirar um foto com Hachikō. Um dos principais marcos turísticos da cidade é o estúdio da NHK (Nippon Hōsō Kyōkai) Organização Nacional da Radiodifusão Pública do Japão, que permite aos visitantes um olhar por trás das câmaras, podendo mesmo assistir-se à transmissão de um programa diário, ao vivo. A rua mais famosa deste bairro, Centre Gai, vai desde o Starbucks até ao outdoor da HMV (uma cadeia multinacional, que vende música, filmes e jogos). Mede cerca de 52 metros de comprimento e está la-

Centro do distrito de Shibuya, com os célebres Armazéns 109.

deada por vários estabelecimentos comercias, entre os quais os armazéns 109 (ichi-maru-kyu), principal centro de compras para a juventude de Tokyo. As lojas vão desde a mais extravagante boutique até à mais simples discount shop. Shibuya é um dos principais focos da moda de Tokyo onde se podem observar exemplos das mais diversas tribos urbanas a cruzar as passadeiras, aparentemente alheios à presença uns dos outros. Destacamos as Gyaru (corrupção do inglês, Gal), jovens raparigas obcecadas com as últimas tendências da moda, agarradas aos telemóveis, e que tem por hábito partilhar as suas opiniões com o mundo de forma, no mínimo, ruidosa. Entre Shibuya e o bairro de Shinjuku, fica a estação de Harajuku, um micro-cosmos para os jovens de

Tokyo que se encontram durante os fins de semana na ponte Jingu, para conviver e posar para os turistas. Em Harajuku, temos a Rua Takeshita, ocupada na sua maioria por cadeias de fast food. Esta rua é o local ideal para comprar souvenirs a preços reduzidos, bem como material contrafeito de grandes marcas. Contrastando com a Rua Takeshita, encontramos a Avenida Omotesandō, uma zona de compras para a classe média alta, com lojas da Gucci, Chanel, Dolce&Gabbana, muitas vezes apelidada de Campos Elísios do Japão. Esta avenida dispõem de espaços verdes em todo o seu comprimento, que os locais aproveitam para descontrair, já que as zonas verdes são raras, numa cidade em que a falta de espaço obriga a construir em altura.

A Europa a 27 Estónia e Lituânia O JIL inicia aqui, uma ronda pelos países menos conhecidos da União Europeia. Neste número, vamos conhecer um pouco mais da Estónia e da Letónia, dois pequenos países bálticos do norte da Europa. Por Marta Avelar A Estónia situa-se no Nordeste da Europa, nas margens do mar Báltico e faz parte, com a Lituânia e a Letónia, dos Estados Bálticos. Possui uma superfície de 45 226 Km², incluindo cerca de 1500 ilhas e ilhéus no mar Báltico. Faz fronteira com a Rússia, a leste, com a Letónia, a sul, e é banhada pelo mar Báltico, a norte e a oeste. Tem uma população de cerca de 1 324 333 habitantes, que corresponde a uma densidade populacional de 29,47 hab/Km². As principais religiões são a Ortodoxia Estónia e o Luteranismo. A capital é Tallinn e a língua oficial é o Estónio. O Russo é outra língua falada na Estónia. O clima é temperado continental, com Invernos muito frios e Verões suaves. As indústrias mineira e química encontram-se bastante desenvolvidas, assim como a silvicultura, pois a floresta ocupa uma extensa área de território. Os principais parceiros comerciais são a Finlândia, a Rússia, a Alemanha e a Suécia. A Estónia é uma República Parlamentar e a sua moeda oficial é a coroa estónia, com o símbolo Kr. A Estónia aderiu à União Europeia e à NATO, a 1 de Maio de 2004, numa cerimónia realizada em Dublin.

A Lituânia situa-se no Nordeste da Europa. É um dos Estados Bálticos e faz fronteira com a Letónia, a Norte, a Bielorússia, a leste e a sudeste, a Polónia, a sul e com o enclave de Kaliningrado (Rússia), a sudoeste. A oeste, é banhada pelo mar Báltico. Tem uma área de cerca de 65 200 km² e a capital é Vilnius. Tem uma população de cerca de 3 610 535 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 55,16/Km². A principal religião é o Catolicismo e a língua oficial é o Lituano. No país, também se fala Russo e Polaco. Apesar de se ter industrializado depressa, a economia continua tradicionalmente agrícola. O país depende das importações de matérias-primas e combustíveis. As principais produções industriais são os produtos alimentares os têxteis e as confecções, os produtos químicos e os lanifícios. Os seus principais parceiros comerciais são a Rússia, a Alemanha, a Bielorrússia e a Polónia. A Lituânia é uma Democracia Parlamentar e a moeda oficial é a lita, com o símbolo Lt . A Lituânia aderiu formalmente à União Europeia no dia 1 de Maio de 2004, em Dublin.


10 cultura pop

Tecnologia &

Gadgets por Joaquim Cunha e Rúben Rodrigues

Fallout 3 Fallout 3 é uma mistura entre os géneros FPS (First Person Shooter) e RPG (Role Playing Game). A história decorre numa Washington DC devastada por um conflito nuclear internacional, que a reduziu a escombros e ruínas, sendo por isso alcunhada de Capital Wasteland. Por todo o lado, abundam criaturas mutadas pela radiação que proveio da Guerra. Podemos encontrar ratos, formigas e escorpiões gigantes, salteadores (Raiders), Super Mutants, Slavers e criaturas rápidas e mortíferas, como os Yao Guai, ou os Death Claws. Fallout combina um cenário pós apocalíptico com uma experiência de suspense e medo. É importante mencionar o realismo da capital americana: podemos contemplar o Washington Monument, o Lincoln Memorial e o Museu de História Natural. Estes têm, claro está, o toque especial Fallout, ou seja, estão todos devastados. Acompanhamos a jornada da nossa personagem, que podemos personalizar completamente, no início do jogo, incluindo aspectos físicos, atributos,

pontos de habilidade, e S.P. E.C.I.A.L. (Strenght, Perception, Endurance, Charisma, Intelligence, Agility, Luck), ou seja, Força, Percepção, Resistência, Carisma, Inteligência, Agilidade e Sorte. Os pontos de habilidade, ou Skill Points, são também completamente personalizáveis: podemos escolher os pontos fortes e fracos da nossa personagem numa lista, entre os quais Armas Grandes, Armas Pequenas, Armas de Energia, Ciência, Medicina, Negociar, Discursar, Luta Corpo a Corpo… No jogo inteiro, é-nos dado a escolher se queremos ir pelo caminho do Bem – ajudar mendigos, salvar prisioneiros, ser adorado pela população como um herói – ou pelo caminho do Mal – roubar os pertences ao mendigo, matar inocentes e ser temido pela população. Com Fallout estão garantidas mais de 100 horas de jogo; alternar entre jogar na primeira ou terceira pessoa; construir as nossas próprias armas; dispor de um mapa imenso e ter dezenas de missões secundárias a realizar.

Windows 7 O Windows 7 é o mais recente Sistema Operativo da Microsoft, que traz várias melhorias em relação aos antepassados XP e Vista. O nome de código do Windows 7, enquanto estava em desenvolvimento, foi Blackcomb e Vienna. O 7 está disponível desde 22 de Outubro de 2009 ao público em geral, mas para as empresas, foi lançado a 22 de Julho. O Windows 7 é uma versão compacta e com maior compatibilidade do que o Windows Vista, o que irá agradar aos utilizadores do Windows XP. A Microsoft cortou em várias aplicações que lançou em Windows anteriores, como o Calendário Windows, Windows Mail, Windows Movie Maker e Windows Photo Gallery, que serão substituídos pelo pacote Windows Live.

Mas não são só cortes que fazem o Windows 7. Podemos contar com o Interface gráfico do menu Iniciar e da Barra de Tarefas totalmente renovado! Para os fâs, foi introduzido um novo conceito de Biblioteca, agora integrado no Explorador do Windows, e um Windows XP Mode, opção que permite activar o design do 7 semelhante ao anterior XP. Os antigos jogos no XP, como Espadas na Internet, Gamão na Internet e Internet Damas estão de volta, após terem sido retirados no Windows Vista. O W7 está disponível em três edições: Home Premium (Completo: 199.99€; Upgrade: 119.99€), Professional (Completo: 309€; Upgrade: 285€) e Ultimate (Completo: 319€; Upgrade: 299€).

HTC HD2 O HD2, originalmente conhecido por HTC “Leo”, é o novo Smartphone da HTC. Pela primeira vez num Smartphone, o HD2 combina o Sistema Operativo Windows Mobile 6.5 Professional com o HTC Sense, o sistema de ecrã táctil. Tem uma câmara de 5 megapixéis com flash, Bluetooth, Wi-Fi e porta Micro USB – tudo isto em apenas 157 gramas. Quase sem botões exteriores (apenas cinco) através do ecrã táctil podemos, com gestos sim-

ples como arrastar e clicar, pausar um vídeo, fazer zoom numa página Web, ou mudar o álbum que estamos a ouvir, tudo isto com um simples movimento. O HD2 inclui a Digital Compass, a “Bússola Digital”, que também está presente no iPhone, e uma antena de GPS integrada. Suporta formatos de música como .mp3, .wma e .wav e formatos de vídeo como .mp4, .3gp e .avi. Infelizmente, ainda só está disponível em Inglaterra e não se sabe quando estará à venda em Portugal.

espaçofashion por

Magda

Ferreira

Emos Este ano, uma das novidades do nosso jornal é o Espaço Fashion. Trata-se de uma coluna sobre Moda que pretende chegar aos jovens de forma divertida e descontraída. A Moda sempre existiu, mas foi-se alterando conforme os costumes e os gostos dos povos. Há vários estilos dentro da moda, desde o mais simples, ao mais extravagante. Nesta edição, vamos focar o estilo Emo. O termo Emo deriva de Emocionalhardcore. Os Emos são muitas vezes criticados pela maneira como vestem, só porque usam roupa preta, pintam as unhas, os olhos e usam o cabelo com penteados e cores diferentes do habitual. Normalmente, as pessoas pensam que os Emos são pessoas muito fechadas e deprimidas, mas na verdade não é bem assim. Como é que se pode identificar um Emo na rua? É simples: os Emos usam calças muito justas ao corpo, por vezes, em cores brilhantes, e t-shirts apertadas (normalmente, de manga curta) estampados com nomes de bandas. Cintos com aplicações de metal de formas pontiagudas e pulseiras pretas ou de várias cores do género “arco-íris”, são acessórios comuns dentro da comunidade Emo. É vulgar calçarem ténis Converse, pretos (All Stars) ou sapatos de skate, como os Vans. Alguns rapazes Emo gostam de usar óculos de sol muito coloridos e extravagantes. O estilo Emo também é reconhecido pelos penteados. Os estilos mais populares incluem franjas muito compridas, cobrindo um ou ambos os olhos. Também é bastante comum o cabelo esticado e pintado de preto. As cores extravagantes, como o azul, rosa, vermelho, ou loiro esbranquiçado, são típicos e destacam-se nos penteados Emo.

Andy Sixx, o vocalista dos Black Veil Brides, é muito conhecido na comunidade Emo.


desporto/cinema 11

Torneio de

Badminton O Torneio de Abertura de Badminton (Desporto Escolar) realizou-se no EJAF, a 20 de Novembro. O torneio contou com a participação de 68 alunos (51 rapazes e 17 raparigas), representando 6 escolas: Externato João Alberto Faria; EB 2, 3 Dr. João das Regras, da Lourinhã; EB 2, 3 do Maxial; EB 2, 3 de Ribama; EB e Secundária Fernão do Pó, do Bombarral e EB 2,3 Gaspar Campelos. Houve grande companheirismo e fair-play entre os alunos, como tem sido habitual nos torneios de Badminton anteriores.

Resultados dos alunos EJAF: Infantis A (Femininos), Constança Soares (5ºF), 2º lugar; Infantis B (Femininos), Beatriz Ramos (7ºJ), 1º lugar; Juvenis (Masculinos), Afonso Lourenço, 11º B, 2º lugar; Juvenis (Femininos), Neuza Soares, 10º A, 1º lugar; Juniores (Masculinos), André Oliveira 11º D, 1º lugar e Tiago Dionísio, 11º B, 2º lugar. Gostaria de deixar uma palavra de incentivo aos restantes alunos do EJAF que participaram no Torneio. Boas volantadas! Por Hugo Rodrigues (professor).

Filmes e Fitas Foi a 20 de Setembro que Los Angeles recebeu a 60ª Cerimónia dos Emmy, que premeiam programas de televisão. Os grandes vencedores foram a série Mad Men, que relata a vida numa empresa de publicidade norte-americana no início da década de 60, e que arrecadou o prémio de Melhor Série Dramática (RTP2), e a série de humor 30 Rock, que retrata o dia-a-dia numa estação televisiva novaiorquina, premiado com 5 Emmys. Algumas das surpresas da noite foram a vitória inesperada da actriz Toni Colette na categoria

Por Cláudio Alves

de Melhor Actriz em As Taras de Tara, onde interpreta uma mãe dos subúrbios com múltiplas personalidades, emitida, em Portugal, pela Fox Life e Bryan Cranston, da série Breaking Bad, ter derrotado actores de séries como Dr. House, O Mentalista, Mad Men e Dexter” na categoria de Melhor Actor de série dramática. Outros vencedores da noite foram Glenn Close em Sem Escrúpulos, que ganhou o Emmy de Melhor Actriz em série dramática e Michael Emerson de Perdidos, na categoria de Melhor Actor Secundário em drama. Cherry Jones, de O elenco da série Mad Men.

24, arrecadou o galardão para Melhor Actriz Secundária em drama e Kristin Chenoweth na categoria de Melhor Actriz Secundária pelo seu papel na comédia Bem Me Quer, Mal Me Quer. Um filme que surpreendeu pelo seu inesperado sucesso nas bilheteiras foi Sacanas Sem Lei de Quentin Tarantino. Apresenta um grupo de soldados americanos na França ocupada pelos alemães durante a 2ª Guerra Mundial, cuja missão era assassinar o maior número de nazis possível. O filme conta com a participação de Brad Pitt, Mélanie Laurent, Diane Kruger e Cristoph Waltz, que arrecadou o prémio do festival de cinema de Cannes para Melhor Actor pela interpretação do maquiavélico coronel Landa, o vilão do filme. Com o final do ano a aproximar-se, também se aproxima a cerimónia dos Óscares, a 7 de Março de 2010. Este ano, em vez de cinco, haverá dez nomeados na categoria de Melhor Filme, algo que não acontecia desde 1943, ano em que “Casablanca” arrecadou o desejado prémio. Muitos dos favoritos para os Óscares estrearão em Portugal, já só em 2010, como é o caso de Nine, uma adaptação musical do filme de Felinni 8 ½; o filme Invictus de Clint Eastwood, sobre Nélson Mandela e The Lovely Bones de Peter Jackson. Outros favoritos a serem indicados para os Óscares são Julie & Julia, An Education e Precious na categoria de Melhor Actriz; A Single Man, The Hurt Locker, Up in the Air e Crazy Heart na categoria de Melhor actor.



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