O raminho de arruda

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O RA M INHO DE ARR UDA BEL ASSUNÇÃO AZEVEDO

Ilustrações de LUIS MATUTO

BEL ASSUNÇÃO AZEVEDO

O RA M INHO DE ARR UDA

Ilustrações de LUIS MATUTO

Copyright © 2024 Bel Assunção Azevedo (texto)

Copyright © 2024 Luis Matuto (ilustrações)

Copyright desta edição © 2024 Editora Yellowfante

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edição geral

Sonia Junqueira

assistente editorial

Julia Sousa

revisão

Julia Sousa

edição de arte

Diogo Droschi

diagramação

Arthur Carrião

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Azevedo, Bel Assunção

O raminho de arruda / Bel Assunção Azevedo ; [ilustração Luis Matuto]. -- 1. ed. -- Belo Horizonte, MG : Yellowfante, 2024.

ISBN 978-65-6065-022-0

1. Literatura infantojuvenil I. Matuto, Luis. II. Título.

23-182608

CDD-028.5

Índices para catálogo sistemático:

1. Literatura infantil 028.5

2. Literatura infantojuvenil 028.5

Tábata Alves da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9253

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com um cheirinho de raminho de arruda!

Era um pezinho de arruda nascido lá no canteiro. Não foi ninguém que plantou... Dona Zi sentiu o cheiro: – Mas olha só, que beleza! Vou usar como tempero!

Justo naquele momento ia passando um rapaz que depressa aproveitou e, provando ser capaz, mal Dona Zi se virou, pegou o pezinho e zás!

Como nós todos sabemos, arruda é uma planta forte. Para quem vive azarado, e até com medo da morte, basta arrumar um raminho. Qualquer azar vira sorte!

Acontece que o tal moço era um pé-frio danado. Sua vida era pacata, mas vivia atrapalhado, e por mais que se esforçasse sempre dava tudo errado...

Lá se foi ele, apressado, contente com o raminho. Nem percebeu, distraído, que o bolso tinha um furinho, e por ele escorregou a planta pelo caminho...

Vinha passando uma moça que parecia ter pressa e levava pela mão uma criança travessa: ia olhando para tudo. Mil ideias na cabeça!

Porque criança é assim, sempre vivendo o momento. Olha pra vida e pro mundo descobrindo, sem tormento, tudo aquilo que um adulto acha que é perda de tempo.

E seus olhinhos libertos deram de cara com a arruda.

– Olha só, mãe! – gritou ela. – Uma plantinha folhuda! – Agachou-se e sem demora pegou a planta sortuda.

– É arruda! – disse a mãe, tirando-a, sem cerimônia, da mão da sua menina. – Que cheirinho sem-vergonha! Dizem que dá boa sorte e que acaba com insônia!

E veio bem a calhar, porque aquela criança, mesmo com boa saúde, de noite tinha uma ânsia: um baita medo do escuro! Sofria os males da infância...

Naquela noite, na cama, debaixo do travesseiro, a mãe pôs o tal raminho que por causa do seu cheiro deixou o ar mais fresquinho, perfumou o quarto inteiro.

A criança, dito e feito, deitou-se logo no leito. Mal encostou a cabeça no travesseiro, com jeito, sentiu os olhos pesarem. Caiu num sono perfeito!

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