Boletim da Igreja Adventista do 7º Dia Várzea - Ano XIV - nº 4 - 23 de janeiro de 2016
N
esta semana, a imprensa teve suas atenções voltadas para a decisão do goleiro Carlos Vítor da Costa, 30 anos, de não desenvolver atividades esportivas do pôr do sol de sexta-feira até o de sábado. Na quartafeira, durante uma entrevista, Vitor falou sobre o motivo de seguir o princípio bíblico, conhecido por ele há 12 anos por meio da sogra, Tânia Rocha. Nas redes sociais, torcedores se mostraram surpresos, alguns emocionados e a favor da decisão do atleta, outros mostraram revolta e intolerância como reação à atitude incomum no meio esportivo. A atenção se deve ao fato de que Vitor, vestindo a camisa do Londrina Esporte Clube, fez defesas importantes que resultaram na subida do time da série C para a B do Campeonato Brasileiro, sendo escolhido o melhor goleiro do torneio e até observado por outros clubes de futebol. Junto às conquistas profissionais do goleiro adventista, vieram dificuldades, isto porque boa parte dos jogos que serão realizados, vão acontecer as sextas e aos sábados. Além disso, uma proposta de ter o salário dobrado e jogar contra times mais conhecidos foi recusada pelo jogador, tudo por conta da crença no quarto mandamento da lei divina. Apesar de conhecer a muito tempo, a guarda do sábado só fez sentido após o goleiro passar por uma experiência de fé e estudo da Bíblia. Um ano antes de seu batismo, que foi em 2015, ele se viu em uma situação difícil. Foram quatro meses em casa, sem qualquer contrato assinado com nenhum time. Mesmo assim, Vítor percebeu a mão de Deus em sua vida através de um fato, quando moravam em Salvador. Sua esposa, Gabriela, foi ao cabeleireiro e uma amiga indicou a possibilidade de atuar como revendedora de bolsas. Foi então que criaram
sua própria marca e iniciaram um negócio que expandiu rapidamente. “Em pouco tempo, o lucro se tornou maior do que o meu salário no time. Foi então que entendi que Deus teria diversas maneiras de sustentar a minha família”, contou. Com isto, Vítor deixou o medo e iniciou um processo que ele chama de “intimidade com Deus”. Ele passou a estudar a Bíblia e orar todos os dias. “A minha fé não está fundamentada nas palavras de pastores ou coisa parecida. Eu estudei a Bíblia e cheguei à conclusão de que precisava crescer espiritualmente”. Diante de tantos questionamentos, o jogador se mostrou tranquilo nos últimos dias e também na entrevista ao responder se estava preparado para escolher entre a fé e a profissão. “Com certeza, escolho a fé. Muitos vieram antes de mim, para que eu tivesse a chance de escolher”, reforçou aos jornalistas. Hoje, o goleiro é respeitado no time do Londrina e iniciou um grupo de estudos da Bíblia com os colegas próximos. Nem a notícia que seu contrato não será renovado pelo time em maio o abalou. “Estou tranquilo porque minha vida está nas mãos de Deus. Enquanto tiverem clubes respeitando minha crença, o esporte vai ser uma opção. Caso contrário, o Senhor já me mostrou que cuida mim”. Nesta semana, o jornalista Ayrton Baptista, que escreve para um site ligado ao Globo Esporte, publicou um texto elogiando o jogador. “Não sou religioso, mas me emociono com a escolha de Vitor. […] A fé falou mais alto”, disse o jornalista.. Por Carolina Felix fonte:http://noticias.adventistas.org/pt/ noticia/estilo-de-vida/133465-2/