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MEDIA MANIA/DIVULGAÇÃO/JC
Porto Alegre, segunda-feira, 3 de outubro de 2011 - Nº 72
SHOW
Dez anos depois da última visita, Eric Clapton começa por Porto Alegre sua turnê pela América Latina
D
urante os últimos 50 anos, os Beatles se tornaram os garotos de Liverpool. Os Rolling Stones, os piores genros possíveis. Eric Clapton, como previsto pelas pichações feitas em Londres, virou um deus entre os guitarristas. E depois de dez anos longe do País ele inicia sua turnê por Porto Alegre nesta quinta-feira, dia 6. O show acontece no estacionamento da Fiergs (Assis Brasil, 8787), às 22h. A história de Clapton se confunde com a de outros ingleses célebres. Em meados de 1960, a Inglaterra fervilhava musicalmente. Beatles e Rolling Stones começavam a dar os primeiros passos do que terminaria por ser chamada de invasão inglesa aos Estados Unidos. Em meio a isso tudo, um jovem guitarrista também começava a fazer sua música. Inicialmente se apresentando com o Yardbirds, Eric Clapton acabou largando o grupo em apenas dois anos, descontente com o rumo pop que a banda estava seguindo. Ao mesmo tempo, paredes de Londres apareciam pichadas com o sobrenome de Clapton. Um ano após deixar o Yardbirds, em 1966, formou o Cream, um dos primeiros “power trios”, junto com Jack Bruce e Ginger Baker. Foi nessa época em que começou a se desenvolver também como cantor e compositor. Apesar de ter redefinido o rock instrumental nos Estados Unidos, vendido milhões e ser considerado um dos grandes grupos da época, o Cream durou apenas dois anos e meio, tendo a rivalidade entre os membros e o abuso de álcool e drogas como os principais fatores que o levaram ao fim. Irritado com a atenção que recebia e disposto a mostrar que podia ser muito bom sendo apenas um guitarrista, ele formou a Derek and The Dominos. Já durante a época do Cream, a amizade entre Clapton e o beatle George Harrison atingiu o topo (com participações do guitarrista no famoso álbum branco do quarteto, além de executar as sessões de guitarra nos trabalhos solos do amigo). Com a nova banda, lançou a música Layla, uma das mais conhecidas do cantor, e que era uma declaração para a mulher de Harrison,
Uma lenda viva
Pattie Boyd, pela qual o cantor havia se apaixonado. E foi durante o ciclo de Derek que a tragédia atingiu o músico pela primeira vez. Notícias da morte de Jimi Hendrix, das críticas pouco positivas do álbum e do abuso de drogas foram as principais responsáveis por derrubar a confiança de Clapton, e também pela posterior dissolução do quarteto. Apesar do sucesso no âmbito profissional, a vida pessoal do músico estava atingindo o fundo do poço. Isso fez com que Eric se retirasse para o isolamento, podendo, assim, consumir a quantidade que quisesse de heroína. Foi somente em 1974, já morando junto da sua musa e longe das drogas (apesar de cada vez mais perto do álcool) que Clapton atingiu a primeira posição nas listas de mais ouvidas, com uma versão cover de I shot the sheriff, de Bob Marley. A criação musical do cantor durante a década de 1980 foi relativamente calma, enquanto o âmbito de seus relacionamentos entrava em ebulição. Apesar do casamento com Boyd, o compositor enfileirava romances com nomes como Sharon Stone e Carla Bruni, além de se tornar pai pela primeira vez. Os anos 1990 significaram uma retomada da criação musical, assim como um retorno das tragédias, tão presentes na sua trajetória. Stevie Ray Vaughan, um dos grandes nomes do blues, e mais três membros da equipe de apoio morrem em um acidente durante a excursão. Em 1991, sete meses após o acidente, Conor, seu primeiro filho, caiu da janela do 53º andar do prédio onde morava. Foi em homenagem ao filho que nasceu Tears in heaven, a música mais conhecida do repertório do cantor, e que não é apresentada desde 2004. Muito se pode dizer dele, mas o fato é que já foi eleito um dos cinco melhores guitarristas da história, superando músicos como Keith Richards, Chuck Berry e Robert Johnson. É este gigante da música que os gaúchos poderão ver ao vivo nesta quinta-feira na Fiergs. Os ingressos podem ser adquiridos nas bilheterias do Teatro do Bourbon Country, pelo site www. livepass.com.br ou pelo telefone (51) 8401-0555. Os preços vão de R$ 180,00 a R$ 700,00.