22
G
INTERNET - INFRAESTRUTURA GLOBAL
P RIN CI PA L
Como a internet passa de um continente para o outro?
Q
uando você está se matando em uma partida deathmatch contra um clã russo de Combat Arms e, em um momento decisivo da partida, aquele pequeno lag acaba atrapalhando a sua vitória, você já sabe qual deve ser o próximo passo: xingar, gritar e praguejar loucamente
contra o mundo da internet e essa maldita conexão. Contudo, às vezes também é bom pensarmos em como a união entre os mundos real e virtual é incrível. Sim, pois é graças às enormes estruturas de comunicação criadas mundo afora que você consegue disputar essas partidas, conversar com seus amigos
no Japão ou negociar produtos com aquela empresa norte-americana. E, ao contrário do que muita gente imagina, as informações da internet não são transmitidas somente por satélites que orbitam a Terra, mas por uma gigantesca rede de backbones submarinos que cruza os oceanos de nosso planeta.
As autoestradas da internet
Backbones submarinos distribuídos pelo planeta Terra (Fonte da imagem: Reprodução/Submarine Cable Map)
Antes de entender como funcionam os cabos transoceânicos é preciso saber o que são os backbones. Trocando em miúdos (e utilizando o significado da palavra em inglês), podemos dizer que eles são a espinha dorsal de praticamente todas as trocas de informações dentro do mundo virtual.
Quando você envia uma mensagem para algum amigo seu, por exemplo, esta sai do seu computador, passa pelo modem e é entregue ao seu provedor de internet. Em seguida, essa empresa “despeja” os dados em uma rede de conexões capaz de levar tudo isso até um backbone. Este, por sua vez, funciona como
uma estrada principal, uma grande avenida de fibra óptica, que trabalha levando as informações de forma rápida até uma nova rede de dados – fazendo, assim, com que a sua mensagem chegue ao destino da forma mais veloz possível. Se quiser saber mais, acesse o nosso artigo “O que é backbone?” para encontrar mais detalhes.
Conexão ultrarrápida Hoje em dia os backbones não só cruzam vários países, como também interligam seis dos sete continentes da Terra – somente a Antártica ainda não conta com uma ligação do tipo. Esses cabos atravessam os mares de todo o planeta e fazem com que a troca de informações entre os mais longínquos países seja rápida e (quase sempre) eficiente. São milhares de quilômetros de fibra óptica – que respondem por cerca de 99% das conexões do nosso planeta. Estes cabos submarinos contam com uma capacidade total de troca de dados tão incrível que, se utilizada de uma vez só, já ultrapassaria os 7 terabytes por segundo. Com isso, é possível percebermos que somente 1% da internet é coberta pelos satélites, uma vez que eles apresentam uma conexão bem mais lenta. Dessa forma, eles acabam trabalhando
somente como uma espécie de “plano B”, uma garantia para o caso de algum acidente com os cabos acontecer.
O maior backbone submarino do planeta (Fonte da imagem: Reprodução/Submarine Cable Map)
Graças a essa eficiência, os backbones marinhos crescem cada vez mais. Atualmente, o maior cabo de todos é o SeaMeWe 3. Ele conecta nada menos do que 32 países, saindo da Alemanha e chegando até a cidade de Keoje, na Coreia do Sul. No total, o cabo tem aproximadamente 39 mil quilômetros de comprimento e cerca de 40 pontos diferentes de conexão. Apesar de enorme, este é só mais um dentro do grande universo de backbones submarinos espalhados pelo planeta Terra. Hoje, pode-se dizer que existem cerca de 190 cabos deste tipo em operação (ou sendo construídos) no fundo dos nossos oceanos.
Do que são feitos? Quando falamos que os backbones submarinos trazem uma conexão ultrarrápida graças à fibra óptica, é necessário analisarmos também toda a tecnologia que envolve tais equipamentos. Isso porque eles devem apresentar estabilidade, rapidez e segurança em cada parte dessas gigantescas linhas de conexão. É aí que a construção dos cabos entra em jogo. Os utilizados atualmente apresentam cerca de 7 centímetros de diâmetro e vários tipos de escudos. Assim, se você puder “descascar” um destes cabos, encontrará nada menos do que oito camadas dos mais diferentes materiais. Olhando-os de fora para dentro, você pode encontrar uma primeira camada de polietileno, produto que serve como uma espécie de casca, uma grande proteção para todo o “recheio” que vem a seguir. A camada número dois é feita de um material chamado Mylar, um filme de proteção extremamente resistente e muito utilizado em conexões eletrônicas, como em áudio e vídeo. Já na terceira há fios de aço trançados, algo que permite uma mobilidade firme e segura para os cabos. Partindo para a quarta camada você pode encontrar um tipo de alumínio que protege as fibras ópticas da água. Na camada seguinte, a quinta, há o policarbonato, material que também
trabalha como um isolante para evitar que a água penetre o backbone. Na sexta parte da construção destes cabos existe uma espécie de invólucro, um tubo de cobre (ou alumínio) que dá firmeza e solidez ao backbone. Já na penúltima camada há pasta de petróleo, algo que conserva e dá certo “conforto” à oitava e principal parte do cabeamento: a fibra óptica.
Tudo isso faz com que apenas 1 metro destes backbones chegue a pesar impressionantes 10 quilos. E, como dito acima, apesar de tanta proteção, ainda podem ocorrer acidentes. Recentemente, boa parte do continente africano ficou sem internet após um navio descer a sua âncora bem em cima de um backbone
submarino, por exemplo. Além disso, movimentações imprevisíveis do solo e interferências de animais, como mordidas de tubarões e outros peixes agressivos, podem fazer com que a transmissão sofra problemas, exigindo que as empresas tenham que realizar consertos emergenciais. Por isso, os backbones contam com outras partes essenciais para o seu funcionamento, como sensores de atividade e retransmissores de sinal. Enquanto os primeiros ajudam os técnicos a perceberem se está tudo em ordem, os segundos fazem com que a “força” do envio de dados ganhe um novo embalo até que as enormes distâncias sejam percorridas. Dessa forma, a cada 100 quilômetros de cabos (em média), há um ponto de retransmissão para dar esse empurrãozinho às informações.
3
Como são instalados? A instalação dos backbones submarinos é feita de maneira diferenciada. Obviamente, o contato humano é bastante limitado devido às dificuldades que o ambiente oferece. Por isso, a primeira etapa do trabalho é realizar uma cuidadosa avaliação dos locais que receberão os cabos. O caminho deve ser o mais plano possível, não contando com fendas, oscilações de terreno ou possibilidades de tremores que possam influenciar de maneira negativa na qualidade do sinal. Trajeto estudado, o próximo passo é partir para a instalação dos backbones. Tudo acontece basicamente em duas frentes distintas. Enquanto um navio especializado navega vagarosamente despejando os metros de cabos, um robô-submarino os posiciona no leito dos mares, realizando uma pequena escavação e os instalando em uma espécie de trilha.
mais de 100 anos cruzando os mares da Terra Apesar de toda a tecnologia envolvida nesse tipo de conexão, saiba que os primeiros cabos submarinos foram instalados há mais de 150 anos. Os primeiros surgiram ainda no século XIX e constituíam uma enorme malha de cabos de cobre que ligava os Estados Unidos e vários países europeus, conectandoos para que mensagens de telégrafo fossem enviadas.
Além disso, o Brasil também não ficava para trás e contava com alguns cabos submarinos. Em 1875, por exemplo, já havia uma rede que cobria várias cidades das regiões nordeste e sudeste, além de uma impressionante conexão com mais 8 mil quilômetros que ligava a cidade de Recife até uma estação de transmissão em Portugal. Contudo, apesar dessa já razoável
estrutura, no século XX tudo evoluiu de forma diferente, pois era preciso atender o crescimento do mercado de telefonia. Isso porque esse “novo” ramo não explorava tanto esse tipo de conexão, pois, neste caso, os satélites sempre se mostraram bastante eficientes. Todavia, com a explosão da internet no final dos anos 80, os cabeamentos ligando continentes e lugares distantes
voltaram com tudo — principalmente devido às incríveis velocidades de transmissão da fibra óptica. Hoje em dia, existem planos para aumentar ainda mais a velocidade de transmissão, uma vez que há novos cabos e fibras sendo desenvolvidos, além de serem cada vez maiores as distâncias cobertas pelos backbones e os intervalos entre um repetidor de sinal e outro.
Empresa tem planos audaciosos para o seu o futuro O Google tem planos audaciosos para o Google Fiber. A ideia é que o serviço de internet por fibra da empresa seja até até mil vezes mais rápido que o atual. O primeiro passo para a iniciativa parece ser a contratação de um engenheiro de fotônica. De acordo com o site Business Insider, a empresa abriu recentemente uma vaga para esse especialista, que terá como principal desafio inovar as tecnologias de internet com o intuito de “permitir larguras de banda de redes escaláveis para além de gigabits por segundo (Gbps), de forma rentável”,
indica a posição. Atualmente, o Google Fiber fornece velocidades de até 1 gigabit por segundo, algo aproximadamente 100 vezes mais rápido que o tradicional adotado nos EUA atualmente. A empresa já tem mostrado grandiosidades em seus investimentos no segmento. A gigante das buscas já anunciou a aplicação de US$ 400 milhões para a construção de um cabo de fibra óptica submarino que liga o Brasil aos EUA, bem como o desenvolvimento de um cabo para ligar o País ao Uruguai.
Cabo de 2 km deve ficar pronto no fim de 2017. Estrutura deve aumentar capacidade atual para 90 terabits por segundo. Uruguai e Google assinaram nesta quinta-feira (5) um acordo para instalar um novo cabo submarino de fibra ótica que conectará a cidade uruguaia de Maldonado com Santos e que, junto a outro já em fase de implementação, unirá e melhorará a conectividade de banda larga entre os Estados Unidos e o Cone Sul. Esse cabo, que deve estar pronto no fim de 2017, tem 2 mil quilômetros de extensão e seis pares de fibras, aumentando a capacidade de banda do sistema atual para 90 terabits por segundo, cerca de 15 milhões de vezes mais rápido que um modem normal. “Abre ao Uruguai e à região grandes possibilidades de interconexão regional e com o mundo”, explicou Pedro Less de Andrade, diretor de Políticas Públicas e Assuntos Governamentais do Google na América Latina, em um
ato realizado na sede da empresa estatal de telecomunicações do Uruguai, Antel, em Montevidéu. “A expansão da infraestrutura e da capacidade de banda larga é um esforço que não pode ser realizado por uma só entidade, por isso achamos que é importante juntar forças”, explicou Less, sobre a aliança com a Antel para o desenvolvimento da iniciativa. O projeto, conhecido como Tannat, representa para a Antel um investimento de US$ 30 milhões. Ele complementa outro programa, o Monet, que ligará Santos e Boca Ratón (Flórida, EUA) por cabos submarinos, já em fase de implementação. O Monet, aprovado no ano passado, também foi feito pelo Google com um consórcio de empresas, incluindo a Antel, que investiu quase US$ 50 milhões nessa ocasião.
“É uma grande alegria para todos os uruguaios que esse projeto se concretize, o projeto mais importante que o Uruguai levou adiante em termos de infraestrutura”, disse a ministra de Indústria, Energia e Mineração, Carolina Cosse. Para ela, a ligação facilita o acesso a uma “enorme” capacidade de banda larga internacional, que permite a Antel deixar de ser somente cliente para ser fornecedora no Uruguai e na América Latina. Nesse sentido, lembrou que há cinco cabos que ligam os EUA e a América do Sul, e apenas dois deles vão até o Uruguai. A última instalação de cabos submarinos para ligar Brasil e Uruguai ocorreu em 1994. Já a nova instalação terá vida útil de 25 anos, conforme a ministra. O presidente da Antel, Andrés Tolosa, disse que todos os países
da região tem “necessidade” de ampliar sua capacidade de internet, por isso o novo cabo abre a possibilidade de venda à Argentina, Paraguai, Chile, Brasil e outros países. Atualmente, 333 milhões de pessoas na América Latina têm acesso à internet. A Alcatel-Lucent Submarine Networks foi escolhida para realizar os trabalhos “desde a construção do cabo a sua instalação na praia Brava de Punta del Este”, no Uruguai, explicou o presidente da empresa, Phillipe Dumont. “Sonhamos em conectar todo o mundo à internet e que os usuários possam ter acesso em qualquer lugar com a melhor qualidade de serviço para aproveitar todos os benefícios da rede. E, dessa maneira, integrá-los à sociedade da informação e do conhecimento”, disse o porta-voz do Google.
44
G
TIRE AS CRIANÇAS DA SALA PARA VER FRIDAY THE 13TH!
NOVI DADES
A caçada vai começar
Lembra do jogo inspirado nos filmes da série Sexta-Feira 13 que estava buscando suporte financeiro no Kickstarter? Pois é, ele foi financiado, já está em desenvolvimento e promete ser bem sangrento! Após uma campanha pra lá de bem sucedida no Kickstarter — foram arrecadados mais de 820 mil dólares — a produção de Friday the 13th: The Game segue a
Para quem não lembra, Friday The 13th será um jogo focado em multiplayer assimétrico (gênero que anda bem na moda): 6 jogadores assumem o controle das vítimas de Jason e devem a todo custo tentar se esconder e escapar — podendo até tentar derrubar o serial killer — enquanto o jogador que controla Jason deve basicamente perseguir e eliminar suas vítimas. Um detalhe interessante é que o jogo seria inicialmente uma homenagem não relacionada diretamente à franquia SextaFeira 13, mas depois de conferir o protótipo do então chamado Slasher Vol. 1: Summer Camp,
Sean Cunningham, que é ninguém menos que o criador da série (e do personagem Jason Voorhees) entrou em contato com os produtores e lhes cedeu os direitos para produção de um legítimo jogo de Friday the 13th.
‘Battlefield 1’ leva série de games de tiro para a Primeira Guerra Mundial
Se “Call of Duty” irá viajar ao futuro em “Infinite Warfare”, o rival “Battlefield” vai para o passado. A Electronic Arts revelou nesta sexta-feira “Battlefield 1”, novo game de tiro em 1ª pessoa que irá levar
a série para os combates da Primeira Guerra Mundial. “Battlefield 1” terá batalhas multiplayer entre até 64 jogadores e irá mostrar vários lados do conflito do início do século XX, desde seu fronte mais conhecido na Europa, em países como Itália e França, até o deserto da Arábia. Como já é de se esperar, “Battlefield 1” também terá combates por terra, mar e ar. O game mantém o foco na destruição do cenário, mas agora com uma nova ênfase
nas batalhas de curta distância, com baionetas, maças e outras armas físicas. ‘O primeiro trailer do jogo mostra conflitos entre tanques, navios de guerra, zepelins, cavalos e traz até o piloto alemão Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho. O militar Lawrence da Arábia também será um personagem jogavel. “Battlefield 1” será lançado em 21 de outubro para Xbox One, PlayStation 4 e PCs.
Novo game de ‘Star Wars’ está sendo feito por criadores de ‘Titanfall’ Entertainment, criadora do jogo de tiro entre robôs e humanos “Titanfall”, aproveitou o 4 de maio (também conhecido como o Dia de Star Wars) para anunciar que está trabalhando em um novo game baseado na saga espacial. Não foi passado nenhum detalhe sobre o título, a não ser que ele será um jogo de ação e aventura em terceira pessoa com direção de Stig Asmussen, veterano da série “God of War”. Esse não é o único game de “Star Wars” em desenvolvimento atualmente. Além da Respawn, os estúdios Visceral Games (“Dead Space”), BioWare (“Mass Effect”), Motive e DICE (“Star Wars Battlefront”) estão envolvidos em projetos relacionados à guerra nas estrelas.
todo vapor, agora os primeiros vídeos de gameplay foram mostrados. Sendo bem sincero, eles não parecem mostrar gameplay de fato, mas ilustram bem qual deve ser o tom do jogo: sangrento, obscuro e com modos de jogo que transmitem bem a atmosfera dos slasher movies protagonizados por Jason Voorhees.
O fato é que o jogo parece que está ficando bom, então vamos ficar de olho! Friday The 13th: The Game deve ser lançado em outubro, com versões para PC, PS4 e Xbox One.
Slender Man vai virar filme, diz site Longa será baseado no ícone do terror que se tornou meme na internet. Personagem virou protagonista de games; lançamento seria ainda em 2016.
Slender Man vai virar filme, segundo o site Comic Book. A produção será baseada no ícone do terror que virou meme na internet. O personagem foi criado no fórum Something Awful, por Eric Knudsen. Depois de aparecer em imagens aterrorizantes, ele virou protagonista de games. O longa terá roteiro de David Birke (do terror “Os 13 Pecados”). O lançamento seria ainda neste ano, segundo fontes da produtora Screen Gems.