Plural-jul17

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Julien Pereira / Secom Poá

João Thiago / Divulgação

EM BRASÍLIA: SAIBA O TRÂMITE DA DENÚNCIA CONTRA TEMER NA CÂMARA. POLÍTICA, PÁGINA 11

FOLIA DE REIS NO SESI MOGI ACONTECE. PÁGINA 8

POÁ, JULHO DE 2017 EDIÇÃO Nº 29

CONHEÇA O VENCEDOR DO FESTIVAL ACONTECE. PÁGINA 9

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

DIA DA PIZZA: CONHEÇA 6 CURIOSIDADES SOBRE ELA Delcimar Ferreira

BOM APETITE. PÁGINA 16

CRISE DO ISS

GIAN ADOTA MEDIDAS PARA CORTAR GASTOS ITAQUÁ

CASSAÇÃO DE MAMORU FICA PARA O 2º SEMESTRE

Divulgação

Prefeito edita decreto que atinge comissionados, suspende benefícios de servidores e pode afetar coleta de lixo e iluminação; governo estuda plano para hospital. P3

Câmara vai analisar denúncia e pedido de afastamento do prefeito e vice após o recesso. P2

Cidadania

CADASTRO DE BIOMETRIA. P5

SALESÓPOLIS: CONHEÇA BONS ROTEIROS PARA AS FÉRIAS. P6

EDITORIAL

A

iminente queda brusca na arrecadação de Poá é realidade. A Lei Complementar 157/2016 promulgada pelo Congresso Nacional promete justiça social ao redistribuir os recursos oriundos do Imposto sobre Serviços (ISS) para todos os municípios brasileiros. E a chance para que a pequena cidade de pouco mais de 110 mil habitantes consiga reverter no Judiciário é mínima, para não falar nenhuma. Então é hora de esquecer a inércia dos políticos que já passaram e nada fizeram para Poá se adequar a nova situação. É preciso pensar como administrar a cidade com menos R$ 140 milhões por ano. E daí não tem jeito. O governo do prefeito Gian Lopes (PR) terá que adotar medidas amargas como aumento de impostos, corte de cargos, inclusive de concursados e até o fechamento de serviços públicos. Mas a redução de despesas deve começar por quem tem que dar o exemplo. Então, que seja cortando regalias no Executivo e Legislativo, com incorporação de secretarias, revisão dos aluguéis de imóveis, revisão de vencimentos acima do teto, entre outros. A administração tem evitado, de todas as formas chegar a esta conclusão, mas o cenário que se apresenta só leva a isso em curto prazo. O problema está justamente aí. O governo poaense tem se esforçado em buscar soluções para o colapso, mas está utilizando o caminho errado. Se o prefeito, secretários e vereadores querem construir alguma situação política que ganhe corpo e que alcance deputados e senadores, incluindo aqueles que deveriam representar a região, eles deveriam se articular em conjunto a outros municípios que também perderão com a queda na arrecadação do ISS, como Barueri e Osasco, por exemplo. Cidades com mais peso político e cujos efeitos não serão sentidos tão bruscamente quanto Poá porque estas se adequaram a nova realidade e tem para onde crescer. E ainda sim, seria um paliativo, na tentativa de adiar o inadiável. Outro fator inaceitável em plena crise fiscal é a vaidade de certos políticos, que se negam a construir soluções só porque um ou outro teve a ideia. O que menos importa neste momento é quem será o pai da criança. Afinal, cada um representa o eleitor e a população. E neste sentido, a Câmara tem papel fundamental em ampliar o debate sobre a crise do ISS, trazendo técnicos, analistas, gente que entende do assunto. Se é para tomar o remédio amargo, que seja, mas de uma vez só. A população não pode ficar em um compasso de espera. O que ela deseja nesta hora tão difícil é transparência e honestidade.


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