Juliana Pimenta Chen
HABITAR E MODOS DE VIVER Juliana Pimenta Chen 2013
HABITAR E MODOS DE VIVER UNIDADE DE HABITAÇÃO COLETIVA. NA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
JULIANA PIMENTA CHEN
HABITAR E MODOS DE VIVER: UNIDADE DE HABITAÇÃO COLETIVA NA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO.
Monografia apresentada ao Centro Universitário Moura Lacerda para cumprimento das exigências para a obtenção do grau de bacharel em Arquitetura e Urbanismo sobre a orientação do professor Onésimo de Carvalho.
RIBEIRÃO PRETO 2013
JULIANA PIMENTA CHEN
HABITAR E MODOS DE VIVER: UNIDADE DE HABITAÇÃO COLETIVA NA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO.
Orientador: _________________________ Nome: Onésimo de Carvalho Examinador 1: _______________________ Nome: Examinador 2: _______________________ Nome:
Ribeirão Preto,
de
de 2013.
AGRADECIMENTOS
Agradeço, em primeiro lugar, ao meu orientador, professor
Onésimo,
pela
dedicação
durante
o
desenvolvimento do projeto. Aos meus pais, pelo apoio e incentivo. Ao meu marido, pelo apoio, compreensão e, principalmente, por nunca me deixar desistir. E, ao meu filho, por saber entender minha ausência durante o desenvolvimento deste trabalho.
“Temos que usar a experiência naquilo que ela garante, mas também libertar-nos dela, naquilo que prende” Álvaro Siza Vieira
RESUMO
Diversos fatores contribuíram, nas últimas décadas, para mudanças ocorridas na sociedade. Fatores estes que tem
gerado
mudanças
na
vida
das
pessoas
e
consequentemente fizeram com que diversos formatos familiares surgissem. Diante disto, este trabalho busca conhecer
os
fatores
que
contribuíram
para
essas
mudanças, os grupos familiares existentes e as habitações oferecidas no mercado imobiliário para essa sociedade em transformação. Assim, este trabalho irá propor um desenho de unidades
domésticas,
que
possam
abrigar
grupos
familiares distintos.
Palavras-chave: habitação, grupo familiar, flexibilidade, edifício, necessidades.
SUMÁRIO 5.2 COLETIVO ................................................................. 44
INTRODUÇÃO....................................................................... 8
5.2.1 Convívio.................................................................. 44
1 ARRANJOS FAMILIARES E ESPAÇO DOMÉSTICO..... 11
5.2.2 Estacionamento..................................................... 45
1.1 FATORES RELEVANTES........................................... 10
5.3 PARTICULAR............................................................. 45
1.2 HABITAÇÃO CONTEMPORÂNEA.............................. 14
6 PRÉ-DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICIDADES........ 54
1.3 FLEXIBILIDADE NA ARQUITETURA.......................... 16
6.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO........................................ 46
2 ESPAÇOS FLEXÍVEIS...................................................... 23
6.2 INTENÇÔES TECNOLÓGICAS................................. 46
2.1 VOID SPACE/ HINGED SPACE HOUSING ...….….... 20
7 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO............................. 56
2.2 HABITAÇÃO COOPERATIVA RICHMOND ............... 23
7.1 FLUXOGRAMA........................................................... 48
2.3 GIFU KITAGATA APARTMENTS................................ 26
7.2 ESTUDOS PRELIMINARES....................................... 49
3 ÁREA DE IMPLANTAÇÃO...................……………….….. 36
7.2.1 Processos de evolução......................................... 49
4 MORFOLOGIA URBANA................................................. 39
7.2.2 Plano de massas.................................................... 50
4.1 O LUGAR..................................................................... 32
7.2.3 Estudo volumétrico .............................................. 51
4.1.1 Uso e ocupação do solo........................................ 35
8 PROJETO......................................................................... 61
4.1.2 Gabarito................................................................... 36
8.1 MODULAÇÃO............................................................. 61
4.1.3 Transporte coletivo................................................ 37
8.2 ÁREAS DE SERVIÇO................................................. 62
4.2 LEVANTAMENTOS..................................................... 37
8.3 TIPOLOGIAS ............................................................. 62
4.2.1 Topografia............................................................... 39
8.4
4.2.2 Ventos e Orientação solar..................................... 39
PARTICULAR .................................................................. 65
4.2.3 Legislação............................................................... 43
PLANTAS, CORTES E ELEVAÇÕES ............................... 66
5 PÚBLICO, COLETIVO E PARTICULAR ......................... 51
AO MODO DE CONCLUSÃO ............................................ 88
5.1 PÚBLICO.................................................................... 44
REFERÊNCIAS .................................................................. 90
PÚBLICO,
COLETIVO,
PARTICULAR
E
SEMI
INTRODUÇÃO
8
Nas últimas décadas, fatores como a queda da
espaço no total das famílias brasileiras.
fecundidade, a queda da mortalidade, a inserção do divórcio,
Baseando-se em pesquisas, observamos que os
a coabitação sem vínculo conjugal ou parentesco e a
diferentes grupos familiares geraram uma grande diversidade
redução
que
no número de moradores por habitação e procuram valorizar
ocorressem mudanças que atingiram e transformaram o
as diferentes necessidades de cada indivíduo presente em
modo
cada grupo doméstico.
do de
tamanho vida
das
da
família,
famílias
e,
fizeram
com
consequentemente,
propiciaram surgimento de diferentes grupos familiares e
Portanto, o conceito da flexibilidade dos espaços será essencialmente discutido, considerando que o morador deve
modos de morar distintos. Os diferentes modos de morar exigem alternativas no
ser capaz de alterar sua habitação, garantindo maior
mercado, ou seja, exigem produção de habitação que
satisfação e aumentando o ciclo de vida do edifício.
atenda às diferentes necessidades de cada grupo familiar.
A segunda parte da pesquisa realizada trata-se de uma
das
análise da cidade de Ribeirão Preto. Tendo em vista que a
transformações ocorridas nas famílias e dos diferentes
cidade atrai pessoas de diversas localidades em busca de
formatos familiares surgidos, tendo em vista que o modelo
estudo e trabalho devido às universidades aqui existentes e ao
da tradicional família nuclear (pai, mãe e filhos) é menos
comércio, ao agronegócio e a grande oferta de empregos em
comum do que costumava ser.
várias áreas, o mercado imobiliário fica atento para este
A
primeira
parte
desta
pesquisa
trata
Hoje em dia as famílias monoparentais, as uniões livres, a coabitação sem vínculo conjugal ou de parentesco, as pessoas que vivem sozinhas, vem ganhando, a cada dia,
público que é atraído para a cidade. Este trabalho tem como objetivo reconhecer a forma com que o mercado imobiliário vem elaborando as habitações
9 para diferentes grupos familiares, para assim, desenvolver uma habitação capaz de abrigar um número variado de indivíduos e que atenda as reais necessidades de diferentes grupos domésticos. Sendo assim, é necessário conhecer os costumes dos indivíduos presentes nos grupos domésticos, as habitações flexíveis e os empreendimentos com a mesma proposta. Para
então,
projetar
um
edifício
com
unidades
habitacionais modulares e flexíveis, com espaços que sejam reconfiguráveis de acordo com as necessidades de cada grupo doméstico.
1 ARRANJOS FAMILIARES E ESPAÇO DOMÉSTICO
11 Mudanças ocorridas durante o final do século XIX e ao longo da primeira metade do século XX tiveram implicações diretas na população e na família brasileira da segunda metade do século XX. (Berquó, 1998) Fatores como a queda da fecundidade, a queda da mortalidade, a inserção do divórcio, a coabitação sem vinculo conjugal ou parentesco e a redução do tamanho da família, promoveram transformações que atingiram o modo de vida das famílias brasileiras e ampliaram as possibilidades de arranjos familiares. A família numerosa, constituída pelo pai como chefe da família, pela mãe que cuida da casa e dos filhos, todos vivendo juntos sob o mesmo teto, aos poucos vai cedendo “espaço” para outras possibilidades de arranjos domésticos. O modelo de família nuclear, desde o século XVI foi imposto como modelo “correto”, de família “com valores, regras e padrões emocionais iguais para todos” (NOMADS, 2007). A partir da década de 60, outros formatos familiares surgiram e continuam a surgir, cada um com seus valores,
Imagem 1: Tradicional família nuclear. Fonte: (surgimentodasnovasfamilias.blogspot.com.br, 2010).
12 regras e ritmos próprios.
Com o número reduzido de filhos, após alguns anos,
Segundo o IBGE (2010), o modelo de casal
os pais ficam sozinhos, e os filhos partem para formar uma
com filhos deixou de ser dominante no Brasil, o censo
nova família ou vão em busca de sua independência. Sendo
demográfico aponta que os outros tipos de arranjos
assim, a família nuclear passa a não existir pela vida toda, e
familiares chegam a 50,1%.
sim, por apenas um momento da vida de cada indivíduo.
De acordo com Tramontano (1993), o título de “chefe
Atualmente os casais sem filhos, as pessoas que
da família” não é mais exclusivo do homem e agora, quem
vivem sozinhas, casais gays, mães ou pais com filhos,
cuida da casa não é somente a mulher, colocando em xeque
amigos morando juntos, netos com avós, irmãos e irmãs,
a estrutura da família nuclear.
entre outros tipos, constituem a maioria dos lares brasileiros.
Imagem 2: Tipos de famílias residentes em domicílios particulares no Brasil – IBGE 2010. Fonte: (http://oglobo.com.br, 2013.)
13 “O conceito de família do nosso tempo é, antes de qualquer coisa, relativo. Não existe mais um modelo ideal de família com valores imutáveis, ou até mesmo, inalteráveis que resistem a qualquer situação.” (FREITAS, 2009)
desde 1970 houve uma queda significativa dos arranjos familiares de casais com filhos, famílias monoparentais com parentes e casal com filhos e parentes. Já os arranjos sem família, das pessoas que vivem sozinhas, dos casais sem filhos e monoparentais tiveram um crescimento. As mudanças ocorridas na família, dentro e fora de
1.1 FATORES RELEVANTES
casa, mudaram as relações de trabalho, o poder aquisito e a legislação devido aos fatores citados a seguir. De acordo com Berquó (1998) as transformações nos arranjos familiares mudanças,
brasileiros se
fatalidades
e
deram
oportunidades
a
partir de
ocorridas
na
sociedade devido a condições econômicas, sociais e culturais. A partir da tabela 1 (abaixo) é possível notar que
Tipos de arranjos Casal com filhos Casal com filhos e parentes Casal sem filhos Casal sem filhos e parentes Monoparental Monoparental e parentes Sem família Pessoa só
1970 57,6% 9,8% 9,2% 2,2% 10,8% 2,5% 1,3% 6,6%
1980 54,8% 8,1% 10,6% 1,8% 13,7% 2,7% 1,4% 6,9%
Tabela 1: Arranjos familiares, Brasil 1970, 1980, 2000, 2010. Fonte: (Autora, 2013, com dados obtidos do SEADE, 2007 e IBGE 2010).
2000 51,3% 7,1% 12,4% 1,5% 15,2% 3,0% 1,7% 7,8%
2010 49,1% 5,5% 13,5% 1,4% 16,7% 3,2% 2,2% 8,4%
14 A queda da taxa de fecundidade é um fator que caracteriza de forma acentuada os dias atuais. Ao verificar o gráfico 1 percebe-se a redução do número de filhos por casal a partir dos anos 60, onde anteriormente a média era de 6,3 filhos por mulher, caindo para 1,9 filhos no ano de 2010. Tramontano
(1993)
afirma
que
a
queda
da
fecundidade se deu a partir da produção e uso em massa de métodos contraceptivos, quando então, homens e mulheres passam a ter liberdade de escolha entre ter ou não ter filhos.
Gráfico 1: Taxa de fecundidade no Brasil – 1940/2010. Fonte: (IBGE, 2010.)
O novo papel social que a mulher assumiu com sua inserção no mercado de trabalho (gráfico 2) proclama o fim da exclusividade masculina como provedor da família. A liberação do sexo permite relações conjugais mais abertas e com pouca duração. Outro fator importante, identificado por Tramontano (1993), como colaborador do processo de formação dos diferentes grupos familiares é a queda da mortalidade. No período de 1950 a 1970 o índice de morte caiu significativamente, de 21% para 9%, desde então vem caindo em pequenas proporções, chegando em 2010 com taxa de 6,7%. Esse fenômeno deve-se, principalmente, aos Gráfico 2: Famílias no Brasil chefiadas por mulheres até 2009. Fonte: (IPEA, 2009.)
15
avanços da tecnologia e da medicina. As novas descobertas cientificas têm demonstrado capacidade de aumentar a expectativa de
vida
das pessoas e, consequentemente,
essas permanecem mais tempo dentro de uma família. Com o aumento da longevidade, as pessoas são filhos ou filhas por muito mais tempo e os pais são pais na medida em que eles e seus filhos sobrevivam. [...] A maior longevidade permite também a convivência de gerações no tempo e traz, com isso, a contingência da superposição de papeis familiares [...] Pais e mães de filhos ainda dependentes acumulam responsabilidades do cuidado da geração mais velha. (BERQUÓ, OLIVEIRA, CAVENAGHI, p. 99).
Gráfico 3: Expectativa de vida – 1970 a 2010. Fonte: (IBGE, 2010).
De acordo com Berquó (1998), no Brasil, a aprovação da lei do divorcio em 1977 também contribuiu para a modificação
nos
arranjos
familiares
promovendo
um
“enxugamento” da família e os divorciados adquiriram o direito de casarem novamente. Sendo assim, as famílias monoparentais, que são aquelas onde só o pai ou a mãe vive com os filhos, tiveram um aumento significativo.
Imagem 3: Proporção de brasileiros casados e divorciados no Brasil Fonte: (Revista Veja – outubro 2012. Censo IBGE 2010)
16
Segundo o Globo (2013), outro fator que influenciou nas mudanças ocorridas na família foi a união civil que, reconheceu a existência de diferentes estruturas familiares e as uniões estáveis, dando assim a possibilidade de duas pessoas do mesmo sexo constituírem uma unidade familiar, formando uma união “homoafetiva”. Como mostra o gráfico 4, o número médio de pessoas por família passou de 4,3 pessoas em 1981, para 3,1 pessoas em 2010. Segundo Tramontano (1993) o menor número de filhos, aprovação da lei do divórcio, o crescimento do número de mães solteiras, pessoas que vão morar sozinhas ou com amigos, etc, fizeram com que houvesse uma redução no tamanho da unidade familiar.
as pessoas que saem de casa, mas para morar na mesma cidade com amigos; pessoas viúvas ou separadas, que se unem, principalmente, devido às afinidades, amizade e problemas econômicos. A informatização e as formas de comunicação à distância permitiram o deslocamento de pessoas constantemente promovendo êxodos entre cidades ou mesmo bairros, fazendo com que apareçam as habitações conjuntas. O surgimento de diferentes grupos familiares nos dias de hoje revela o processo de transformação pela qual passa a família nuclear. Os grupos emergentes se referem a uma grande e crescente variedade de arranjos cada vez mais aceitos socialmente.
O último fator identificado foi a coabitação sem vínculo conjugal ou de parentesco. Esse tipo familiar onde duas ou mais pessoas compartilham os gastos de uma mesma residência, se torna cada vez mais frequente e também influenciou a formação de diferentes arranjos familiares. Esse tipo de arranjo pode abrigar situações como a de pessoas que se mudam sozinhas para uma cidade em busca de estudo ou trabalho;
Gráfico 4: Número médio de pessoas por família no Brasil 1981/2010. Fonte: (IBGE, 2010.)
17 Diante de todos os fatores citados acima, surgiu uma grande diversidade de grupos familiares e, consequentemente, diferentes estilos de vida. É necessário que haja habitações que correspondam às necessidades de cada arranjo familiar.
da população, que, na mesma época, aumentou em média 2,5%. O aumento principalmente,
no número de habitações se deu,
devido
ao
crescimento
do
número
de
separações nas famílias tradicionais e com a formação de diferentes grupos familiares. (TRAMONTANO, 1993) 1.2 HABITAÇÃO CONTEMPORÂNEA
Com a difusão do divórcio o núcleo da família brasileira se divide e o casal que antes ocupava uma única habitação passa a ocupar duas. Os jovens que vivem sozinhos ou com
A
A sociedade brasileira passa por transformações, o número
amigos fora da casa dos pais devido a falta de oportunidades
de membros da família diminui cada vez mais, as pessoas
em sua cidade de origem ou os arranjos de adultos,
estão se agrupando em arranjos familiares diversos o que
aparentados ou não, morando juntos, também contribuem para
consequentemente, tem gerado uma maior demanda por
o crescimento de domicílios.
habitação.
Apesar das mudanças observadas nos modos de vida,
Existem hoje no Brasil cerca de 57,4 milhões de
o espaço doméstico produzido nos dias de hoje pelo mercado
domicílios (IBGE, 2010). Berquó (1998) reconhece que desde
imobiliário continua, na grande maioria, repetindo a mesma
a década de 70 o número de unidades domésticas vem
solução espacial (ZANETI, 2008).
aumentando significativamente. Em 1970 o número de
Segundo Zaneti (2008) é possível notar uma pequena
unidades habitacionais era de 17,6 milhões, passando para
variação e inovação por parte da produção imobiliária
26,3 milhões em 1980, apresentando um aumento médio
brasileira. Porém a maioria das habitações ainda reproduz um
anual de 4,1% ao ano, o que é muito superior ao crescimento
18
modelo resultante da mescla dos princípios da tripartição
única
burguesa oitocentista com o modelo da habitação moderna.
posicionamento das paredes, aberturas e das dimensões
As poucas alterações realizadas, em sua grande maioria, foram feitas por razão “técnico-financeira dos empresários da construção que preferiram apropriar-se apenas de elementos e conceituações economicamente rentáveis” (TRAMONTANO, 1993). Conforme a imagem 4, o esquema da habitação disponível identificado pelo Nomads (2007) e até os dias de hoje, em sua maioria, tem seus espaços divididos em: área social, onde se localizam as salas de jantar e estar, que
possível
para
cada
ambiente,
devido
ao
restritas. ...avaliando-se as edificações de um modo geral, verifica-se que a maioria dos projetos convencionais são incapazes de responder à intensidade e amplitude das mudanças observadas na sociedade moderna. Projetos convencionais frequentemente têm características funcionais, simbólicas e estéticas, sem possibilidades de alterações. (...) o modo tradicional de projetar pressupõe que as edificações não sofrerão alterações substanciais ao longo de sua vida útil, trazendo dificuldades em possíveis adaptações que possam vir a ocorrer em virtude das mudanças de necessidades dos usuários. (STRAPASSON, 2011, p. 22)
configuram um mesmo ambiente e se prolongam por uma varanda; área de serviço, que abriga a cozinha cada vez menor, tornando-se, as vezes, apenas um corredor que liga o hall de entrada à área serviço; e área íntima, onde estão os dormitórios e os banheiros, dimensionados na medida exata dos equipamentos necessários (vaso, pia e chuveiro). As pessoas vivem confinadas em cômodos estanques com espaços cada vez menores, que abrigam mais equipamentos e mobiliário. A disposição do mobiliário previsto nas plantas de venda dos apartamentos é, praticamente, a
Imagem 4: modelo de habitação contemporânea Fonte: (NOMADS, 2007.)
19
Tramontano
(2007)
relata
que
as
habitações
evolução dos modos de vida e os diferentes grupos
diminuíram, em área, cerca de 50% nos últimos 30 anos e,
domésticos passarem a ser importantes para todos os setores
como consequência de alguns comportamentos como o culto
envolvidos no processo de produção da habitação, o conceito
ao corpo, o acesso às mídias, e o trabalho em casa, as casas
de flexibilidade aplicado nos espaços de morar será de
tornaram-se espaços superequipados.
grande importância.
Na produção do início do século XX Tramontano (1997)
A flexibilidade possibilita a um determinado espaço
também considera algumas questões para o estudo da
diversas formas de ocupação, de acordo com diferentes
habitação como o desaparecimento da empregada doméstica
modos
mensalista, o superequipamento eletroeletrônico do espaço de
necessidades especificas de um grupo familiar.
morar, além do surgimento de diferentes grupos domésticos.
de
vida,
Segundo
adequando-se
Galfetti
(1993),
temporariamente quando
aplicada
às na
A diversidade dos grupos domésticos e as suas
concepção e no uso dos espaços domésticos, a flexibilidade
maneiras de habitar criaram uma crise na rigidez do modelo de
pretende oferecer ao usuário a liberdade de ocupação do
habitação existente nos dias de hoje e a necessidade da
espaço de acordo com suas necessidades.
substituição por “espaços reconfiguráveis” e com sobreposição de funções, o qual pode obter através da aplicação do conceito de “flexibilidade”. 1.3 FLEXIBILIDADE NA ARQUITETURA Segundo Tramontano (1993) a partir do momento em que a
Três conceitos são importantes para o entendimento da flexibilidade: mobilidade, evolução ou elasticidade. La movilidad implica uma rápida modificación de los espacios según las horas y las actividades de la jornada; La evolución supone la modificación a largo plazo según las transformaciones de la família; La elasticidad corresponde a lamodificación de la superfície habitable adjuntando una o más estancias. (GALFETTI, 1997, p. 13).
20 A flexibilidade de um edifício depende da sua
de “proporcionar uma utilização mais eficiente do
concepção arquitetônica e os materiais utilizados nos sistemas
espaço, um aumento da longevidade e uma melhoria geral
construtivos, adequados a sua finalidade e proposta inicial.
do desempenho operacional” (STRAPASSON, 2011).
Portanto, a capacidade do edifício em ser flexível é, normalmente,
dada
por
sua
concepção
estrutural,
os
diferentes sistemas construtivos em seu interior, o layout interno, entre outros (STRAPASSON, 2011).
Sendo assim, de acordo com Galfetti (1993), existem dois tipos de flexibilidade, a inicial e a permanente. A flexibilidade inicial, que segundo Tramontano (1993), foi muito discutida na França nos anos 60 e 70 e
De acordo com Strapasson (2011) a flexibilidade é dada
permite diversas configurações na divisão interna das
através de estratégias de adaptabilidade dos edifícios através
habitações de um mesmo edifício vertical, por exemplo, na
da expansibilidade, onde, uma edificação é capaz de sofrer
fase de projeto. Quando da construção, o usuário deve optar
acréscimo
pela planta desejada e essa configuração interna só poderá
de
área
sem
alterações
relacionadas
à
infraestrutura da mesma.
sofrer alterações mediante reforma.
De uma forma geral, os edifícios considerados com características flexíveis são aqueles que possuem capacidade
Imagem 4: Características das edificações flexíveis. Fonte: (STRAPASSON, 2011)
Imagem 5: Exemplo de flexibilidade inicial. Fonte: (http://www.lespacealameda.com.br/apart_112.html, 2007.)
21 Já a flexibilidade permanente possibilita modificar a
A upgradability é a capacidade de modificar ou inserir
habitação ao longo do tempo, de acordo com as necessidades
melhorias nas instalações de uma edificação, ou seja, é
do morador. O uso de estrutura independente, fechamentos de
possível, após a construção, adicionar novas tubulações ou
painéis e armários móveis, e elementos pivotantes, dobráveis,
circuitos elétricos no futuro.
reclináveis, retráteis, etc, permite-se dividir ou unir espaços por
Outro princípio é o da compatibilidade entre os ciclos da vida dos componentes que significa não criar fortes
pouco ou muito tempo. Segundo Tramontanto (1993) a noção de habitação
conexões entre elementos construtivos com ciclo de vida
flexível não é uma idéia nova. O conceito de flexibilidade
longo e os de ciclo de vida curto como, por exemplo, os
começou a ser introduzida na produção habitacional ainda no
elementos estruturais e os revestimentos de um edifício. É cada vez maior a quantidade de pesquisas
século XIX. De acordo com Strapasson (2011) a flexibilidade possui
contemporâneas que incentivam a arquitetura flexível ao
3 princípios (independência, upgradability e a compatibilidade
usuário. Em Ribeirão Preto, é observada a falta de
entre os ciclos da vida dos componentes) que permitem
preocupação na maioria das empreendedoras em oferecer
verificar o quanto um determinado edifício pode ser flexível.
esse tipo de arquitetura ao cliente, diminuindo assim a vida
O princípio da independência é a integração dos espaços através de divisórias leves, que possam ser modificadas estrutural.
ou
removidas
independentes
do
sistema
útil das moradias.
2 ESPAÇOS FLEXÍVEIS
23
A
utilização
de
referências
projetuais é
muito
importante na elaboração de um projeto.
2.1 VOID SPACE/ HINGED SPACE HOUSING (FUKUOKA HOUSING)
Com o intuito de dar suporte e contribuir para o edifício a ser projetado os exemplos escolhidos para serem
Void Space/Hinged Space housing é um projeto de
avaliados foram: Fukuoka Housing realizado pelo arquiteto
1991, realizado pelo arquiteto Steven Holl em Fukuoka,
Steven Holl no Japão, Habitação Cooperativa de Richmond
Japão. O projeto consiste em Edifício de uso misto com 28
dos arquitetos Teeple em Toronto e Gifu Kitagata Apartments
(vinte e oito) apartamentos e 7 (sete) lojas que situam-se no
da arquiteta Kazuyo Sejima no Japão.
pavimento térreo.
As referências escolhidas tratam-se de edifícios de habitações coletivas que utilizam o conceito de flexibilidade. Iremos analisar as estratégias de flexibilidade utilizadas em cada
projeto,
bem
como
seus
elementos
flexíveis
(modulação estrutural, estrutura independente, núcleos de circulação vertical, fachada livre, etc). .
24
O edifício esta inserido em uma super quadra, onde foi projetado o (Complexo Nexus World) por Steven Holl e mais sete arquitetos (Arata Isosaki, Oscar Tusquets, Mack Marcos, Christian de Portzamparc, Osamu Ishiyama e Rem Koolhaas).
7 6 2
2
1
2
3
5 4
Imagem 12 e 13: Implantação e Fukuoka Housing Fonte: (http://http://virtualglobetrotting.com/map, 2013.)
Legenda: 1 – Steven Holl (Fukuoka Housing) 2 – Arata Isosaki 3 – Rem Koolhaas 4 – Mack Marcos 5 – Osamu Ishiyama 6 – Christian de Portzamparc 7 – Oscar Tusquets
25
Os apartamentos são capazes de
serem adaptados de acordo com as necessidades dos moradores. O interior dos mesmos são espaços multi-uso. os quais durante o dia, com a configuração do espaço interno, podem ter mais áreas de convivência livres e, a noite, as divisórias voltam para seus lugares criando um espaço reservado para o descanso.
Imagem 13: Vista do interior do apartamento com divisórias abertas. Fonte: (http://www.stevenholl.com, 2013.)
Os apartamentos também podem serem ocorridas
adaptados nas
às
famílias,
mudanças como
por
exemplo, quando os filhos não moram mais com os pais um dos quartos podem ser subtraído. Essa flexibilidade é obtida através de portas e armários pivotantes e divisórias móveis.
Imagem 14: Vista do interior do apartamento com divisórias fechadas. Fonte: (http://www.stevenholl.com, 2013.)
26
Aberturas assimétricas, fazendo com que, quem vê de fora do edifício, não sabe qual espaço interno esta pré definido.
Os blocos dos edifícios de apartamentos são separados por espelhos d’água para bloquear o barulho e dar privacidade aos moradores.
Imagem 15: Fachada sul de um dos edifícios e espelho d’água. Fonte: (www.stevenholl.com, 2007.)
Material utilizado para fechamento: concreto armado. Painéis pré moldados inloco
Escadaria externa para acesso aos pavimentos superiores. Imagem 16: Acesso aos apartamentos (Fonte: http://www.stevenholl.com, 2007.)
27 2.2 HABITAÇÃO COOPERATIVA RICHMOND (60 Richmond Street East).
Imagem11: Vista do projeto Fukuoka Housing. Fonte: (http://www.stevenholl.com, 2013.)
Este projeto foi realizado pelos arquitetos Teeple em Toronto no ano de 2010. Conta com 11 (onze) andares e 85 (oitenta e cinco) unidades habitacionais. O edifício foi projetado para trabalhadores da indústria e suas famílias e foi um dos maiores projetos de renovação da habitação social na cidade, pois nele criou-se uma comunidade quase auto-sustentável com horta comunitária que fornece alimentos para o restaurante localizado no piso
Imagem 17: Vista do projeto Habitação Coletiva Richmond. Fonte: (http://www.teeplearch.com, 2013.)
térreo; os resíduos orgânicos da cozinha viram adubo e a água da chuva é utilizada para irrigação dos jardins.
Imagem 18:Diagrama de sustentabilidade. Fonte: (http://www.plataformaarquitectura.cl, 2013.)
28
Restaurante e cozinha para proporcionar renda e experiência extra aos moradores.
Planta 1: Planta baixa – pavimento térreo. Fonte: (http://www.plataformaarquitectura.cl, 2013.)
Lavanderia coletiva Terraço jardim – ajuda a resfriar e purificar o ar, além de contribuir para a iluminação natural dos apartamentos e circulação do edifício
Espaço de convívio coletivo
Planta 2: Planta baixa – 2º pavimento. Fonte: (http://www.plataformaarquitectura.cl, 2010.)
Terraço-jardim Coletivo
Alguns apartamentos contam com um terraço- jardim privado, criando uma extensão dos mesmos
Planta 3: Planta baixa – 6º pavimento. Fonte: (http://www.plataformaarquitectura.cl, 2010.)
Observando as plantas baixas do projeto podemos perceber que o layout dos apartamentos se modifica em cada andar, e, num
mesmo
apartamentos tamanhos
andar de
tem-se
diferentes Planta 4: Planta baixa – 9º pavimento. Fonte: (http://www.plataformaarquitectura.cl, 2010.)
29
30
Ocasionalmente há aberturas pintadas de laranja, vermelho ou amarelo e os volumes com revestimento na cor cinza e creme
Imagem 14: Detalhe fachada. Fonte: (http://www.archdaily.com/, 2010.)
Fachada principal dividida em 3 volumes que foram desconstruídos por áreas recuadas e espaços interligados, onde o segundo e o sexto andar se abrem para um pátio de altura completa ocupando o núcleo central de todo o volume.
Janelas de vidro revelam o espaço do restaurante.
Imagem 15: Fachada do edifício. Fonte: (http://www.archdaily.com/, 2010.)
31 2.3 GIFU KITAGATA APARTMENTS Trata-se de um projeto de habitação social que esta situado dentro de um conjunto habitacional na cidade Kitagata, Japão e foi finalizado em 2000. O conjunto habitacional se localiza entre uma área residencial e uma área industrializada e conta com 4 (quatro) edifícios, cada um projetado por uma arquiteta (Elizabeth Diller, Akiko Takahashi, e Kazuyo Sejima). O bloco de apartamentos de Sejima foi construído paralelamente à rua e conta com 107 (cento e sete) apartamentos.
Imagem 21: Fachada Fonte: (http:// www.pref.gifu.lg.jp/, 2013.)
Imagem 22: Implantação do conjunto habitacional. Fonte: (http:// www.pref.gifu.lg.jp/, 2013.)
32
Planta 5: unidade duplex de 2 dormitórios. Fonte: (http://openbuildings.com, 2008.)
Planta 6: unidade de 2 dormitórios. Fonte: (http://openbuildings.com, 2008.)
De acordo com as plantas baixas, podemos observar que o projeto se dá a partir de módulos básicos, que medem 2,5 m de altura por 2,3 m de comprimento. A partir destes módulos foram criados diferentes layouts para as habitações, sendo eles duplex ou não. Cada unidade é composta por um terraço, sala, quarto e cozinha. De acordo com Sejima, “dado que este edifício é composto por apartamentos de aluguel, pode-se supor que vários tipos de famílias viverão nessas unidades. Em outras palavras, nos imaginamos que as formas de coabitação não seriam restritas ao padrão de família existente, mas que diferentes tipos de agrupamentos de pessoas devem ser considerados.” (SEJIMA, 2001)
Planta 7: unidade de 3 dormitórios. Fonte: (http://openbuildings.com, 2008.)
Imagem 28: Tipologias Fonte: (http://openbuildings.com, 2008.)
33
Escadaria coletiva de acesso aos pavimentos, sendo que, no lado oposto da fachada estão situadas as escadarias de circulação interna dos apartamentos duplex
Imagem 23: Fachada Fonte: (http://openbuildings.com, 2008.)
O nível térreo é utilizado para estacionamento de motos. O edifício é elevado por pilotis, dando leveza ao projeto e melhor acesso.
Imagem 24: Escadaria interna Fonte: (http://gifuprefecture.blogspot.com.br/, 2010.)
34
Imagem 25: Corredor de acesso às unidades Fonte: (http://gifuprefecture.blogspot.com.br/, 2010.)
Imagem 26: Corredor interno Fonte: (http://gifuprefecture.blogspot.com.br/, 2007.)
Em cada andar há um corredor (de uso publico) que da acesso às unidades a partir de 3 (três) pontos (cozinha, sala e terraço), por este corredor também é possível circular no terraços semiprivados dos apartamentos. Todos os ambientes dos apartamentos estão igualmente alinhados e voltados para o lado do edifício que recebe mais sol. Estes são ligados por um corredor estreito e privado que constitui um espaço intermediário entre o exterior e o interior do edifício.
Imagem 27: Implantação pavimento – corredor interno (azul) e corredor externo (vermelho) Fonte: (http://ookiimomolasai.blogspot.com.br, 2011, com intervenção da autora.)
3 ÁREA DE IMPLANTAÇÃO
36
Ribeirão Preto é um dos maiores municípios do Estado de São Paulo ocupando uma área de 651 km², sendo 274,08 km² de área urbana e 376,92 km² de área rural. Segundo
o
IBGE
(2010)
a
cidade
abriga
aproximadamente 619 mil habitantes, o que faz de Ribeirão Preto o oitavo município mais populoso do Estado. Sendo assim, o clima, a boa qualidade dos solos e o relevo plano, fazem com que a região exerça grande desempenho na agroindústria. Além disso, é referência regional por constituir um grande polo de atração das atividades comerciais e de prestação de serviços especializados nas áreas da saúde, agronomia e economia, cuja área de influência extrapola os limites da região e às vezes até do estado. De acordo com o Jornal a Cidade (2007), a cidade é reconhecida como um dos principais centros de pesquisa na área de saúde do país e um dos maiores
Mapa 1 : Região Administrativa de Ribeirão Preto Fonte: (www.igc.gov.br, 2007.)
37 centros universitários do interior do Estado. A cidade conta com amplo atendimento educacional na rede municipal, escolas profissionalizantes (Senai, Sesi, Senac e Sesc) e muitas opções em cursos de formação universitária nas 8 faculdades existentes na cidade:
Faculdades
Bandeirantes
(Faban),
Centro
Universitário Barão de Mauá, Ceforp, Centro Universitário Moura
Lacerda,
Universidade
de
Ribeirão
Preto
(UNAERP), Universidade Paulista (Unip), Universidade de São Paulo (Usp) e Faculdades do Curso Osvaldo Cruz (COC). E ainda a cidade conta com opções de cursos superiores de pós-graduação na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Fundação Getúlio Vargas (FGVCOC),
Fundace
(USP),
Centro
Universitário
Moura
Lacerda e na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), o que torna a cidade um importante centro universitário. Em virtude do caráter universitário e da boa qualidade
das
prestações
de
serviço
e
comércio,
conseqüentemente da boa oferta de emprego, que a cidade de Ribeirão Preto possui, há um grande fluxo de pessoas oriundas de outras cidades em busca de estudo ou trabalho.
4 MORFOLOGIA URBANA
39 4.1 O LUGAR
A área escolhida para implantação do projeto esta
avenidas e de importantes
pontos da cidade como: a
localizada na zona sul de Ribeirão Preto, no loteamento
universidade Barão de Mauá, faculdades COC, Ribeirão
Jardim Botânico. A escolha se justifica, pois trata-se de um
Shopping, Fiusa Center, UBS (Unidade Básica de Saúde)
bairro relativamente novo, ainda em crescimento e com uma
Santa Cruz e o Parque Dr. Carlos Raya (mapa a seguir).
localização privilegiada, pois esta próximo de importantes
Mapa 2: Mapa da cidade de Ribeirão Preto. (mapa sem escala) Fonte: (Google Earth, 2013, com intervenção da autora.)
Mapa 3: Localização da área. (mapa sem escala) Fonte: (Google Earth, 2013, com intervenção da autora.)
41 De acordo com a Prefeitura Municipal de Ribeirão
composto por vias locais e por uma via expressa (Avenida
Preto, 2010, os moradores do bairro, em sua grande maioria,
Carlos Eduardo de Gasperini Consoni) que dá acesso à
são trabalhadores, profissionais liberais ou estudantes, de
rodovia e a importantes avenidas da cidade. A rua onde o
classe média e classe média alta.
terreno esta situado é uma via local com pouco fluxo de
O abastecimento de água no bairro é realizado pela
veículos.
rede pública de distribuição (DAERP), além disso, também
Com relação ao mobiliário urbano e vegetação existente,
conta com pavimentação de asfalto em todas as vias, esgoto
como podemos observar no mapa e na foto abaixo, a rua onde
sanitário, iluminação pública, coleta de lixo e transporte
será implantado o projeto conta com apenas uma placa de
urbano.
sinalização de trânsito, postes de iluminação e uma árvore.
O sistema viário próximo ao terreno (mapa abaixo) é
Foto 1: Mobiliário urbano. Fonte: (Google Maps, 2011, com intervenção da autora.)
Imagem 26: Dimensões passeio e leito carroçável. Fonte: Pref. Municipal de Ribeirão Preto, 2004.
Mapa 9: Mapa de situação do terreno. Fonte: (Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, 2009. com intervenção da autora).
42 4.1.1 Uso do solo
O Loteamento Jardim Botânico é um bairro ainda em ocupação, com vários lotes não edificados. Contando com aproximadamente 1.353 lotes, a previsão de ocupação no bairro, segundo a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto (2001) é de 23.687,40 habitantes. Como podemos observar no mapa de uso do solo a seguir, os lotes já edificados tem como uso predominante o residencial, com pontos de comércio nos lotes voltados para
Fonte: (Autora, 2013)
a Avenida Carlos Eduardo de Gasperini Consoni e locais de prestações de serviços no interior do bairro. O bairro é cortado pelo Córrego Retiro Saudoso, conta com um sistema de área verde composto de ilhas (praças) locais no interior de algumas quadras e áreas de preservação permanente, sendo assim, podemos dizer que trata-se de um bairro bem arborizado.
43 4.1.2 Ocupação do solo A ocupação do solo recorrente varia de acordo com a legislação regente no bairro, onde cada grupo de lotes tem um tipo de restrição, podendo variar de 1 ou 2 pavimentos, edifícios baixos (até 10 metros de altura) ou edifícios altos, dependendo da localização do lote. No lado da avenida onde esta inserida a área de implantação do projeto o gabarito encontrado, em sua grande maioria, foi de edifícios com 2 ou mais pavimentos. Já no lado oposto da avenida o gabarito é de edifícios verticais de 2 ou no máximo 3 pavimentos. Como
podemos observar nos cortes
ao
lado,
atualmente não há edificações ao redor do terreno de
Fonte: Autora, 2013.
projeto, porém, futuramente, mesmo quando toda a quadra estiver edificada o terreno escolhido não perderá a vista privilegiada da cidade, pois o gabarito da edificação voltada para a avenida é mais baixo. Imagem 24: situação atual. Fonte: Autora, 2013.
Imagem 25: situação prevista. Fonte: Autora, 2013.
44 4.1.3 Transporte coletivo
De acordo com a Transerp (2012), o transporte urbano da cidade atende o Jardim Botânico através de 4 linhas de ônibus (Jd. Botânico, Colina Verde, Circular 1 e Circular 2), interligando-o a outros bairros da cidade. Essas 4 linhas utilizam veículos adaptados para pessoas portadoras de necessidades especiais. 4.2 LEVANTAMENTOS
Medindo 22,47 metros de frente, 46,76 metros do lado esquerdo, 42,23 metros do lado direito e 21,42 metros de fundos, o terreno perfaz uma área de 944,78 m².
Mapa 8: Linhas de ônibus. Fonte: (http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br, 2012.)
Foram escolhidos dois lotes para a implantação do projeto através de discussões com o orientador e devido às tipologias existentes na área, que em sua maioria se utilizam de 1 ou no máximo 2 lotes.
Mapa 9: Mapa de situação do terreno. Fonte: (Pref. Municipal de Rib. Preto, 2009, com Intervenção da autora)
45
Foto 2: Vista da Av. Carlos Eduardo de G. Consoni para a R Waldomiro Corrêa da Silva. Fonte: Autora, 2013.
Foto 3: Vista de dentro do terreno para a cidade. Fonte: Autora, 2013.
Foto 4: Vista do terreno para a Avenida. Fonte: Autora, 2013.
De acordo com as fotos, podemos observar que o terreno não é utilizado para nenhuma atividade e os terrenos vizinhos também não são edificados e, devido a sua topografia é possível, de dentro do terreno, ver o parque Dr. Luiz Raya, os prédios do alto da Avenida Fiusa e a Avenida Carlos Eduardo de G. Consoni. Foto 5: Vista do lado oposto da Av. Carlos de G. Consoni para o terreno. Fonte: Autora, 2013
46 4.2.1 Topografia
Em relação à topografia, o terreno apresenta um declive aproximadamente 3 metros, o que possibilitará o aproveitamento do mesmo para a implantação do subsolo no edifício a ser projetado.
4.2.2 Ventos e Orientação Solar
A direção dos ventos e a orientação solar foram observadas na elaboração do projeto, de uma forma para
Mapa 10: Terreno com curvas de nível e corte esquemático do declive do terreno (sem escala). Fonte: (Mapa Base, com intervenção da autora 2013).
criar conforto a quem irá usufruir do espaço, não gerar gastos excessivos de energia e até valorização imobiliária. De acordo com Silva (2011), os ventos predominantes são na direção sudeste – noroeste. Os ventos a sudeste são frescos e úmidos e os noroeste quentes e secos, necessitando de barreiras como espelho d’água e/ou vegetação para amenizar os ventos secos e quentes.
Mapa 11: Direção dos ventos em relação ao terreno, com base nas informações de Silva, 2011. Fonte: (Mapa Base com intervenção da autora, 2013.)
47 Encontramos também ventos frescos e úmidos a nordeste e ventos frios e secos a sul, necessitando também de barreira para amenizar este vento. Em relação à insolação, podemos analisar o nascer e o pôr do sol em relação ao terreno e a posição do sol durante as horas do dia e durante os meses do ano. Segue nas páginas a seguir os estudos realizados das cartas solares feitos em relação ao terreno:
Mapa 12: Posição do nascer e pôr do sol. Fonte: (Mapa Base com intervenção da Autora, 2013.)
48
4.2.3 Legislação
49
4.2.3 Legislação Segundo
a
Secretaria
de
Planejamento
e
Infraestrutura de Ribeirão Preto, a quadra onde esta inserida o terreno destinado a implantação do projeto tem como restrições de uso: residencial, comercial ou de prestação de serviços. Sendo assim os edifícios podem ser unifamiliares, aqueles que abrigam apenas uma única família, ou plurifamiliares que abrigam mais de uma família. A ocupação máxima do terreno é de 75% da sua área e o coeficiente máximo de aproveitamento é de 5 vezes a área do terreno. Em relação aos recuos, o terreno deve ter recuo frontal de no mínimo 5,00 metros, lateral de 1,50 metros em um dos lados e 1,50 metros nos fundos, já a altura máxima permitida corresponde ao gabarito básico que é de ate 10,00 metros. A densidade populacional máxima é de 28,8 habitantes/lote,
totalizando
no
terreno
escolhido
densidade máxima de 57,60 habitantes (28,8 x 2 lotes).
a
5 PÚBLICO, COLETIVO E PARTICULAR
51
Este trabalho trata-se de um projeto de edifício plurifamiliar com flexíveis.
Foi
5.2 COLETIVO
unidades habitacionais modulares e
realizado
de
maneira
a
maximizar
o
Já o espaço coletivo do edifício serão as áreas onde
aproveitamento da planta e da circulação do edifício e
os moradores poderão usufruir sem restrições. Este
atender às necessidades de diferentes grupos domésticos e
espaço será composto por hall de entrada, espaços de
consequentemente à diferentes modos de vida.
convívio,
circulação
horizontal
e
vertical,
portaria,
instalações sanitárias e estacionamento. 5.1 PÚBLICO
5.2.1 Convívio
O espaço público do edifício a ser proposto será uma
Segundo Letícia (2013), há aproximadamente 20
pequena no pavimento térreo, qualquer pessoa poderá
anos, as áreas de lazer em edifícios deixaram de ser
utilizar. Este espaço contará com um café bar e uma
espaços de luxo e passaram a ser uma preocupação das
lavanderia, bem como seus locais de apoio.
construtoras, pois não são mais privilégio de uma pequena parcela da população. Como forma de contemplar o projeto conta com espaços destinados ao convívio coletivo, área de lazer e um jardim/horta na cobertura do edifício.
52
5.2.2 Estacionamento
5.3 PARTICULAR
De acordo com o Código de Obras de Ribeirão Preto,
Os espaços privados do edifício, ou seja, as
em edifícios plurifamiliares, é obrigatório espaços destinados
unidades habitacionais, serão em módulos de 25m²
ao estacionamento de veículos, com no mínimo, uma vaga por unidade habitacional, sendo uma delas destinada à pessoas portadoras de necessidades especiais. Outro
fator
importante
quando
se
(5mx5m), os quais poderão ser ampliados de acordo com a necessidade e o número de moradores, desde que este seja múltiplo de 25m², sendo assim, as unidades poderão
trata
de
estacionamento são os diferentes tamanhos de vagas, onde a quantidade de cada tamanho é dada através de uma determinada porcentagem (vide tabela 2).
atender desde uma única pessoa até vários amigos morando junto ou uma família numerosa, por exemplo. Além disso, todos os módulos terão instalações hidráulicas, elétricas e de gás, pois assim será possível ampliar ou diminuir uma unidade habitacional considerando a interferência dessas instalações.
TAMANHO Pequena Média Grande
DIMENSÂO 4,70 x 2,50 m 5,00 x 2,00 m 5,50 x 2,50 m
PORCENTAGEM 50% 45% 5%
Tabela 2: Porcentagem de vagas em função do tamanho – Código de obras. Fonte: Autora, 2013.
ATIVIDADES Comer / receber descansar / trabalhar estocar Estocar / trabalhar receber / descansar descansar / higienizar Estocar / limpar preparar alimentos
EQUIPAMENTOS Sofá / sofá-cama TV / computador mesa / armário cadeira TV / computador cama / mesa
DIMENSÃO MÍNIMA (M²)
Chuveiro / pia vaso sanitário Fogão / geladeira microondas
2,5m²
8m²
8m²
6m²
Tabela 3: atividades, equipamentos e dimensionamentos mínimos (de acordo com o código de obras) de uma unidade habitacional. Fonte: (Autora, 2013)
6 PRÉ-DIMENSIONAMENTO E ESPECIFICIDADES
8 6.1 PRÉ-DIMENSIONAMENTO No pré-dimensionamento foi feito uma estimativa das áreas a serem usadas para cada função.
6.2 INTENÇÕES TECNOLÓGICAS O projeto do edifício proposto pede um sistema construtivo que interfira o mínimo possível no layout das unidades habitacionais. O sistema adotado irá utilizar-se técnicas construtivas tradicionais, ou seja, lajes, vigas e pilares de concreto armado. Os fechamentos externos serão placas de concreto pré-moldado de 1 metro de largura por 3,10 metros de altura. Já os fechamentos internos serão em placas de gesso acartonado (drywall) com estrutura metálica leve (stillframe) revestida internamente com lã de vidro ou lã de rocha, permitindo um sistema construtivo rápido e de fácil remoção no futuro. As instalações elétricas e hidráulicas serão conduzidas por dentro das placas drywall, evitando assim, o sistema tradicional de cortar a parede para embutir essas instalações.
ESPAÇOS Hall de entrada Terraços Piscina, deck, área para churrasco, w.c Fitness center Lavanderia / café Estacionamento, circulação e áreas para manobras Unidades habitacional – por módulo (42,5 módulos) Elevador, escadaria, circulação, WCs,guarita e área de apoio para funcionários Total
M² 175m² 675m² 262,65m² 25m² 90m² 721,90m² 1037m² 300m² 3286,40m²
Tabela 4: Pré-dimensionamento Fonte: (Autora, 2013.)
7 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
56
7.1 FLUXOGRAMA
O fluxograma a seguir irá demonstrar como o edifício e as unidades estarão organizadas, bem como os locais de aos demais espaços no interior do edifício e às unidades habitacionais.
Fluxograma 2: unidades habitacionais. Fonte: Autora, 2013. Fluxograma 1: Edifício. Fonte: Autora, 2013.
57
7.2 ESTUDOS PRELIMINARES 7.2.1 Processos de evolução Neste processo inicial, foram feitas algumas tentativas de desenho da volumetria do projeto.
58
7.2.2 Plano de massas
59
7.2.3 Estudo volumétrico
Imagem 3D 1: Estudo volumétrico - Fachada lateral. Fonte: Autora, 2013.
Imagem 3D 2: Estudo volumétrico – fachada norte. Fonte: Autora, 2013.
8 PROJETO
61 8.1 MODULAÇÃO A modulação das unidades habitacionais nos pavimentos foi feita através de uma grelha regular com módulos de 5x5 metros com uma circulação horizontal de 1,25 metros. A modulação da planta colaborou tanto com a modulação da estrutura quanto na disposição das instalações elétricas e hidráulicas dos apartamentos, que foram compatibilizadas e uma mesma instalação serve até dois apartamentos de tipologias diferentes.
62 8.2 ÁREAS DE SERVIÇO Como podemos observar no esquema a seguir, as unidades habitacionais contam com paredes alinhadas próximas as extremidades em todo o edifício que estruturam as áreas de serviço (banheiro, cozinha, elevador), liberando assim o restante da planta para o morador ocupar o módulo conforme sua necessidade.
8.3 TIPOLOGIAS As tipologias utilizadas nesse projeto foram pensadas de maneira para atender diversos tamanhos familiares e obter melhor aproveitamento da planta e da circulação do prédio, garantindo assim uma vida útil maior da edificação. O projeto conta com 6 tipologias, que vão de 25 a 75 m².
63
64 Disposição das tipologias nos pavimentos:
65 8.4 PÚBLICO, COLETIVO, PARTICULAR E SEMI PARTICULAR O projeto conta com espaços de uso público, onde estão localizados a lavanderia/café; espaços de uso coletivo que conta com circulação vertical, horizontal, piscina, WC, área para churrasco, hall e terraços localizados no lado esquerdo do edifício, que tem como objetivo promover o encontro entre os moradores. Já os terraços localizados no lado direito do edifício são de uso semi particular, pois estes se abrem apenas para algumas unidades habitacionais que são de uso particular.
PLANTAS, CORTES E ELEVAÇÕES
89
Imagem 3D: Fachada Fonte: Autora, 2013.
90
Imagem 3D: Fachada Fonte: Autora, 2013.
91
Imagem 3D: Fachada oeste Fonte: Autora, 2013.
92
Imagem 3D: Ă rea de lazer Fonte: Autora, 2013.
93
Imagem 3D: Cobertura verde/horta Fonte: Autora, 2013.
94
Imagem 3D: Lavanderia/CafĂŠ Fonte: Autora, 2013.
95
Imagem 3D: Apartamento 25m² Fonte: Autora, 2013.
96
Imagem 3D: Apartamento 50m² (1) Fonte: Autora, 2013.
97
Imagem 3D: Apartamento 50m² (2) Fonte: Autora, 2013.
98
Imagem 3D: Apartamento 50m² (3) – repouso Fonte: Autora, 2013.
99
Imagem 3D: Apartamento 37,50m² (1) Fonte: Autora, 2013.
100
Imagem 3D: Apartamento 37,50m² (2) Fonte: Autora, 2013.
AO MODO DE CONCLUSテグ
89 Após o conhecimento das transformações ocorridas na sociedade, os diferentes grupos familiares que surgiram e a análise de edifícios de habitações similares ao edifício proposto,
conclui-se
que,
algumas
construtoras
estão
começando a ter uma preocupação com os diferentes grupos familiares, pois há edifícios que já apontam mudanças em suas unidades habitacionais. Portanto, neste trabalho realizamos um projeto de habitações, capaz de abrigar e atender, ao mesmo tempo, as necessidades de diferentes grupos domésticos.
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