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PALAVRAS DA SALVAÇÃO

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yanomamicídio

yanomamicídio

A única coisa boa que o Bozó fez na vida foi não aparecer na posse do Lula.

Enfim, tiramos o bode da sala. Ou do que sobrou da sala.

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Era só o que nos faltava: um golpe à la minuta.

Se os bozolentos presos perderem o visto pros EUA, a Disney vai quebrar.

Foram em cana e reclamam da comida. - Aiin, não tem nem Lagosta à Thermidor!

Eles até podem suportar o cárcere, mas nunca o nosso riso!

No exame da próstata os presos da papuda abrem a palma da mão...

Atenção: Papuda e Colmeia abrem licitação pra fornecimento de osso e pé de galinha.

Jogue-me aos burros e eu voltarei liderando o cardume.

Hoje é dia de comer fígado acebolado. Ainda não sei de quem.

Sonia Guajajara ministra: Agora os bozolentos vão ver o que é programa de índio!

O Cemitério Jardim da Paz tem esse nome justamente porque a vizinhança é tranquila.

"Desmonetizado", em bom gauchês, significa "mais duro do que pau de preso".

Uma prova de que a dieta do lutador de box foi mal é quando ele passa a lutar sumô.

- O senhor já esteve no São Pedro?

- No teatro ou no hospício?

Madrugada

Conversas e risadas

Embaixo da minha cama

Os tênis de lona

Contam aos sapatos

Sobre o final de semana

Varia Es Sobre

O CADERNO

DO ARMAZÉM

Devo

Não nego

Pago quando puder

Nego

Não pago

Devo quando puder

Pago Não devo Nego quando puder

SEM CORDÃO

Frase pintada Acima da janela Da maternidade Voltada para o leste

Até o sol nasce aqui

Bar Do Nereu

Acalabresa vendida no Bar do Nereu era de uma peça apenas. Jazia exposta numa caixa de vidro que ficava na ponta dianteira do balcão. E ali, dentro de uma forma de alumínio, tinha por cama um laguinho de óleo. Dava a impressão de que era sempre a mesma. A gente chegava e lá estava ela, nadando em colesterol ruim. Ninguém pedia. A idade do petisco era uma incógnita que oscilava entre a fossilização e a metafísica. Talvez um teste de Carbono 14 pudesse revelar seu vencimento. De que bicho seria aquela linguiça? Porco? Cão? Gambá? Dinossauro? Na verdade, havia um silêncio tácito sobre a coisa. Todo mundo a via, dava um suspiro e ia pra mesa tratar das amizades líquidas. A calabresa era a única comida servida pela casa – além do gato, que, por razões de logística ou de afeto, continuava cru. E assim foi, até que, num final de tarde chuvoso, entrou no bar um sujeito franzino com cara de índio, trajando macacão de pintor. Pediu um ferrinho e perguntou o preço da calabresa. Quando Nereu serviu a iguaria, desceu no recinto um silêncio reverente de despedida. O cara comeu tudinho com farofa, secou o trago, pagou e saiu. Nunca mais o vimos. Nunca mais.

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