ARQ1111_Projeto de Paisagismo PUC Rio 2023.2 Grupo 06
Catálogo Terraços PUC Rio
Sumário
Conteúdos do Catálogo
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Prefácio
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Por que?
05
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Desafios
12
7
Aplicação em cada situação
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Diretrizes Projetuais
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8
63 Fases de desenvolvimento
4
Acessos
30
9
Conclusão
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O Catálogo
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Módulos
45 59
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Prefácio Cada vez mais vemos a paisagem ao nosso redor evoluindo e mudando. Nossas cidades buscam diferentes soluções para lidar com seus crescimentos naturais e a resposta muitas vezes é a verticalização - que além de receber uma maior densificação também ganha espaços que muitas vezes acabam por ser esquecidos e inutilizados: os terraços. Dessa maneira, esse catálogo busca mostrar como o uso apropriado desses espaços pode ser uma eficiente resposta para as questões atuais dessas cidades e soluções de projeto, como o desafio paisagístico, habitacional e abrigo para programas que necessitam de espaços amplos. Assim, com a PUC possuindo 7.416,59 m² de área livre disponível nos seus terraços, foi proposto que um breve estudo fosse realizado, onde o campus poderia se tornar quase que um ˜laboratório da cidade˜, servindo assim de modelo para o que poderia se expandir para o resto do Rio de Janeiro. Com a vontade de expansão para diversas situações, esse catálogo também mostra como não se trata somente de adicionar uma camada de vegetação nos terraços, mas também de atender todas as necessidades dos seus usuários e do próprio espaço. Esse projeto tem como objetivo não apenas inspirar indivíduos, mas também grandes investidores e incorporadores.
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1 Por que?
Por que terraços? Sabe-se que a maioria dos terraços ainda são territórios inexplorados e desconhecidos, porém são espaços com grande potencial para a diminuição da densificação e ótima solução para impedir a construção nos arredores das cidades.
Por que terraços da PUC-Rio? Terrenos na cidade do Rio de Janeiro estão se tornando cada vez mais escassos, e com os desafios urbanos, foram examinados os benefícios funcionais que os terraços da PUC-RIO podem proporcionar ao ambiente acadêmico e ao bairro como um todo, entendendo os frutos financeiros que podem ser gerados.
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Por que criar um catálogo ? O Catálogo visa mostrar como o uso apropriado dos terraços pode ser uma resposta às questões atuais e soluções de projeto, como o desafio paisagístico, habitacional e abrigo para programas que necessitam de espaços amplos. Este catálogo mostra a proposta de forma dinâmica e técnica, com o comum propósito de servir como um modelo para toda a cidade. Com o objetivo de ser expandida para diversas situações, não se trata somente de adicionar uma camada de vegetação nos terraços, mas também de atender todas as necessidades dos usuários. Com este catálogo, queremos inspirar não apenas indivíduos, mas também grandes investidores e incorporadores.
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mapa terraços puc rio legendas terraços disponíveis puc rio
área de intervenção / terraço leme
edifícios entorno
área metrô gávea
topografia “vale da gávea”
edifícios puc rio
limites físicos campus puc rio
quadras entorno
túnel acústico rafael mascarenhas
rio rainha
bosque puc rio
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Potencialidades e benefícios Os terraços representam áreas subutilizadas que, quando exploradas adequadamente, oferecem inúmeras potencialidades e benefícios para o ambiente urbano. Ao integrar esses espaços à malha urbana, é possível criar soluções inovadoras que respondem aos desafios contemporâneos das cidades. A ocupação estratégica dos terraços na PUC-Rio apresenta uma série de vantagens que transcendem os limites físicos do campus, integrando-se de maneira harmoniosa às necessidades acadêmicas e comunitárias. Considerando a riqueza desses espaços subutilizados, destacamos as potencialidades e benefícios específicos para a PUC-Rio:
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Integração Acadêmica e Comunitária
Ambientes Sustentáveis
Contribuição para Pesquisa e Inovação
Acolhimento e Qualidade de Vida
A criação de espaços acadêmicos nos terraços não apenas otimiza o uso do espaço, mas também promove uma integração dinâmica entre estudantes, professores e pesquisadores. A participação ativa da comunidade local transforma esses terraços em pontos de encontro, fortalecendo os laços entre a PUC-Rio e o bairro circundante.
Ao converter os terraços em laboratórios de pesquisa, inspirados no exemplo do LABSEM, a PUC-Rio reforça sua posição como um centro de inovação e pesquisa tecnológica. Esses espaços tornam-se plataformas ideais para o desenvolvimento de projetos sustentáveis, alinhados à missão da universidade em promover práticas ambientalmente responsáveis.
A implementação de práticas sustentáveis nos terraços, como o uso de materiais ecológicos e a introdução de espaços verdes, não só reforça o compromisso da PUC-Rio com a sustentabilidade, mas também oferece oportunidades educativas tangíveis. Os terraços se transformam em locais de aprendizado prático, envolvendo a comunidade acadêmica em iniciativas ecoeficientes.
Ao criar áreas de lazer e convivência nos terraços, a PUC visa não apenas melhorar a qualidade de vida dos estudantes, mas também valorizar esteticamente o campus como um todo. Esses espaços tornam-se ambientes acolhedores e estimulantes, potencializando a experiência acadêmica.
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Resiliência e Adaptação ao Clima
A criação de espaços verdes nos terraços não apenas contribui para a resiliência urbana, mas também proporciona áreas sombreadas que amenizam o impacto das mudanças climáticas no campus, criando ambientes mais sustentáveis e adaptáveis.
Ambientes Sustentáveis
A implementação de práticas sustentáveis nos terraços, como o uso de materiais ecológicos e a introdução de espaços verdes, não só reforça o compromisso da PUC-Rio com a sustentabilidade, mas também oferece oportunidades educativas tangíveis. Os terraços se transformam em locais de aprendizado prático, envolvendo a comunidade acadêmica em iniciativas ecoeficientes.
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Engajamento com a Comunidade Externa
Os terraços não se limitam apenas à universidade, podendo ser utilizados para eventos abertos à comunidade. Essa abertura fortalece os laços entre o campus e os moradores locais, consolidando a instituição como um agente cultural ativo na região.
Diversificação de Funções e Renda A diversificação de funções nos terraços não é apenas uma estratégia para otimizar o uso desses espaços, mas também uma oportunidade de gerar renda para a PUC-Rio. Essa abordagem promove a auto sustentabilidade econômica dos terraços ocupados. Em conjunto, essas iniciativas transformam os terraços da PUC-Rio em catalisadores de uma experiência acadêmica enriquecedora, conectada com as demandas da sociedade e do ambiente urbano circundante. O potencial desses espaços vai além de sua função original, incorporando-se de maneira dinâmica e integrada ao tecido acadêmico e comunitário.
2 Desafios
Desafios A exploração e ocupação dos terraços na PUC-Rio, embora ofereçam promissores benefícios, estão sujeitas a desafios significativos que permeiam os âmbitos da paisagem, integração e gestão. Cada uma dessas esferas demanda uma abordagem cuidadosa e estratégica para assegurar não apenas o sucesso imediato, mas também a sustentabilidade a longo prazo do projeto.
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Paisagem Leitura do Vale da Gávea: O desafio reside em integrar os terraços de forma que complementem a leitura natural e cultural do Vale da Gávea, respeitando a identidade visual única da região e garantir que as intervenções nos terraços não descaracterizem a beleza natural do vale, mas, ao contrário, aprimorem a experiência estética e visual do ambiente. Captação de Águas Pluviais: A eficiente captação e gestão das águas pluviais são fundamentais para promover a sustentabilidade ambiental. Nosso desafio (e objetivo) é desenvolver sistemas de captação que minimizem o impacto ambiental e contribuam para a conservação dos recursos hídricos.
Leitura do Vale da Gávea
Captação de águas pluviais
Abastecimento por energia solar (renovável)
Adaptação às mudanças climáticas
Relação com a topografia adjacente
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Paisagem Relação com a Topografia Adjacente: Nosso desafio é adaptar os acessos à ocupação dos terraços com a topografia existente, garantindo uma transição suave entre os espaços e evitando intervenções que possam comprometer a estabilidade do terreno. Abastecimento por Energia Solar (Renovável): Implementar sistemas de abastecimento por energia solar demanda desafios técnicos e logísticos. Temos como desafio integrar, de forma eficiente, painéis solares nos terraços, considerando a orientação solar e a capacidade de geração de energia necessária para as atividades planejadas.
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Leitura do Vale da Gávea
Captação de águas pluviais
Abastecimento por energia solar (renovável)
Adaptação às mudanças climáticas
Relação com a topografia adjacente
Paisagem Adaptação às Mudanças Climáticas: Os terraços devem ser projetados levando em consideração as mudanças climáticas, como eventos extremos de chuva e aumento da temperatura. Devemos incorporar medidas de adaptação, como drenagem adequada e áreas de sombreamento, para enfrentar os desafios climáticos futuros.
Leitura do Vale da Gávea
Captação de águas pluviais
Abastecimento por energia solar (renovável)
Adaptação às mudanças climáticas
Relação com a topografia adjacente
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Integração Abertura do Programa para a Comunidade: Precisamos garantir que os terraços sejam acessíveis e acolhedores para a comunidade local, proporcionando espaços de uso público e desenvolver estratégias para envolver os moradores no planejamento e utilização dos terraços, promovendo a apropriação comunitária. Realização de Atividades de Extensão: Integrar atividades de extensão, como eventos culturais e educacionais, demanda coordenação eficiente. Para isso, pretendemos estabelecer parcerias com instituições locais, escolas e organizações culturais para ampliar a diversidade de eventos nos terraços.
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Abertura do pograma para a comunidade
Acesso convidativo aos terraços
Realização de atividades de extensão
Integração Acesso Convidativo aos Terraços: Tornar os terraços acessíveis e atrativos exige a criação de entradas convidativas e sinalização clara. Iremos projetar espaços que incentivem o trânsito livre e convidem a comunidade a explorar e usufruir dos terraços.
Abertura do pograma para a comunidade
Realização de atividades de extensão
Acesso convidativo aos terraços
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Gestão Financiamento: Precisamos garantir fontes de financiamento sustentáveis para a implementação e manutenção dos terraços, através de parcerias público-privadas, captação de recursos e modelos de financiamento por lotes. Viabilidade Técnica: A viabilidade técnica abrange desde a construção inicial até a manutenção contínua dos terraços, por isso é importante realizar estudos de viabilidade técnica que considerem os aspectos estruturais, ambientais e logísticos para garantir a longevidade e funcionalidade dos espaços.
Financiamento
Reprodutibilidade
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Viabilidade técnica
Gestão Reprodutibilidade: Nossa ideia é desenvolver um modelo que permita a replicação bem-sucedida dos terraços em diferentes partes do campus ou até mesmo em outras instituições, como modelo inicial, será importante documentar processos, lições aprendidas e melhores práticas para facilitar a reprodutibilidade do projeto em diferentes contextos.
Financiamento
Viabilidade técnica
Reprodutibilidade
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3 Diretrizes
Nossas diretrizes projetuais foram cuidadosamente delineadas, considerando as especificidades da PUC-Rio e seus terraços. Primeiramente, baseamos nossas propostas nas tipologias dos edifícios existentes na universidade, visando uma integração harmoniosa com a estrutura arquitetônica já presente.
Tipologias PUC Os edifícios da PUC-Rio abrangem uma diversidade de tipologias, refletindo a riqueza e a complexidade das atividades acadêmicas e administrativas da universidade. Cada tipo de edifício foi projetado para atender a necessidades específicas, contribuindo para a infraestrutura diversa da instituição. Cada tipologia de edifício na PUC-Rio desempenha um papel crucial no suporte às atividades acadêmicas e na promoção de um ambiente propício ao desenvolvimento integral dos estudantes e à excelência em pesquisa. A diversidade dessas estruturas contribui para a identidade e a vitalidade da universidade. A seguir, algumas dessas tipologias.
LEME: 3080,90 m² Sediava também a antiga capela e a Residência dos Padres, porém atualmente é onde localizam-se os departamentos de Engenharia Civil, Engenharia de Materiais, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia em Nanotecnologia, Engenharia de Petróleo, o Programa de Pós-Graduação em Metrologia, laboratórios e salas de aula.
IMA: 155 m² Salas de aula do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, inaugurado em 2010.
ED. PADRE PEDRO BELISÁRIO: 507,1843 m² Laboratórios do Departamento de Informática da PUC-Rio.
RDC: 705,03 m² Inaugurado em 1971 para hospedar o centro de de serviços de informática e de comunicação de dados.
Edifício Padre Francisco Leme Lopes (IAG): 718,266 m² Parte das instalações do Instituto de Administração e Gerência (IAG), o edifício é nomeado em homenagem ao padre Francisco Leme Lopes S.J., professor da Faculdade de Filosofia da PUC-Rio, falecido em 1983.
FRINGS: 723,73 m² Salas de aula do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, inaugurado em 2010.
KENNEDY: 1.442,53 m² Nesta Ala estão localizados a Reitoria, a Vice-Reitoria Acadêmica, a Vice-Reitoria de Desenvolvimento, o Centro de Estudos em Telecomunicações (CETUC), o Departamento de Comunicação, salas de aula e o Projeto Comunicar.
Tipos de terraços Na abordagem de tipologias, exploramos uma diversidade de categorias de terraços para atender às variadas necessidades da comunidade acadêmica e local. Incluímos os tipos: Educacional: promovendo espaços acadêmicos e laboratórios de pesquisa; Social: dedicado a áreas de lazer e convivência; Alojamento: oferecendo soluções habitacionais; Comercial: voltado para atividades econômicas; Hortas e Jardins: focado em espaços verdes e sustentáveis; Fazenda Solar: implementando tecnologias e soluções de captação de energia solar através de placas fotovoltaicas com o intuito de fornecer energia de forma rentável e sustentável; Reservatório Pluvial: para a captação eficiente de águas pluviais e a reutilização das mesmas para usos internos dos módulos e também para irrigação dos canteiros e hortas propostas; Serviços: destinado à infraestrutura de suporte, reaproveitando os espaços de máquinas já existentes. Essa variedade reflete uma abordagem adaptável às demandas do ambiente acadêmico e da comunidade.
EDUCACIONAL Laboratórios, salas de estudo, ateliês e studios
SOCIAL Pontos de encontro, mirantes, recreação
ALOJAMENTO Dormitórios, cozinha coletiva
COMERCIAL Lojas, cafés, iniciativa privada
HORTAS E JARDINS Vegetação, geradores de biodiversidade
FAZENDA SOLAR Placas solares para captação de energia
RESERVATÓRIO PLUVIAL Ralos, caixa d’água
SERVIÇOS Caixas d’água, casas de máquinas
Programa A visão abrangente para a ocupação dos terraços na PUC-Rio não se limita apenas à sua estrutura física, mas abarca um programa múltiplo e diversificado, projetado para atender às diversas necessidades da comunidade acadêmica e local. Dividido em quatro categorias principais - Vilarejo, Eventos, Jardins e Infraestrutura - cada elemento desempenha um papel crucial na criação de uma experiência rica e integrada.
VILAREJO
EVENTOS
JARDINS
INFRAESTRUTURA
Vilarejo
Ateliês
Studios
Em conjunto com ateliês e oficinas oferecidos pelo Centro Loyola de Fé e Cultura e pelo departamento de Artes e Design presentes na PUC-RIO, que promove ateliês como de espiritualidade, de ciência e astronomia, oficina de teatro, de leitura e imagem, os alunos terão um espaço dedicados para as atividades nos terraços.
À medida que os studios se tornam hiper valorizados e cada vez com aluguéis mais caros, os studios no terraço oferecem espaços para shooting fotográfico, sala de multimídia, espaço para gravação de música, ensaio do coral da Pastoral, com acesso livre para estudantes e podendo também ser alugado por fora.
Laboratórios
Incubadoras
Para atender, principalmente, o departamento de Química e as Engenharias, os laboratórios no terraço proporcionam uma infraestrutura para pesquisa disponibilizada para os alunos. Conta com laboratórios funcionais e equipamentos modernos de pequeno, médio e grande portes, que garantem a formação dos alunos e a execução dos trabalhos de dissertações e teses nas dependências da PUC-Rio.
Em um levantamento da UBI Index foi divulgado que o Instituto Gênesis da PUC-RIO seria a segunda melhor incubadora na Categoria Regional América do Sul. As empresas da incubadora tecnológica da PUC-Rio são formadas por pessoas que estão cursando ou que cursaram recentemente a universidade, aplicando pesquisas na geração de novos produtos e serviços para a sociedade.
Salas de Estudo
Co-working
Dando assistência às bibliotecas da faculdade, as salas de estudos são dedicadas à concentração e pesquisa, equipados com recursos que dão apoio aos estudos. São essenciais para alunos revisarem conteúdo, fazerem trabalhos acadêmicos e se prepararem para as provas.
Os espaços de co-working nos terraços da PUC-RIO foram pensados como áreas colaborativas onde estudantes podem trabalhar e interagir. Sendo oferecido acesso a recursos compartilhados, como mesas, Wi-Fi e salas de reuniões, promovendo a colaboração e o aprendizado conjunto. Esses espaços ajudam a criar um ambiente propício para projetos acadêmicos e networking entre estudantes de diferentes cursos. Podendo, também, ser alugados para a comunidade local.
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Eventos
Galeria
Cine PUC
Oficina Comunitária
Mural
Em parceria com o Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny, o espaço da Galeria será um espaço para arte nos terraços, apresentará exposições, com acervos que representam um elo especial entre a Universidade, a comunidade, tendo em vista a nova perspectiva sobre a cidade, sendo também, um espaço para realização de atividades culturais e artísticas.
Oferecendo um maior espaços as oficinas comunitárias existentes na PUC-RIO, o terraço do Leme irá abrigar o Projeto AEIOU, que promove a expressão artística de pessoas com divesidade intelectual através de oficinas de Artes Visuais, Dança e Teatro. Integra à universidade interações sociais e acadêmicas, através de programações como oficina de Yoga, Argila e Natureza, Corpo-Meio, a Transformação do Vivo no Tempo e Espaço, Brincar é coisa Sincera, Histórias que Contam Histórias e Coletivo Cria Música.
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O CinePUC ao ar livre é um cineclube universitário organizados pelos estudantes de Cinema da PUC-Rio, que promove sessões semanais gratuitas e abertas para a comunidade. Além das sessões na Estação NET Gávea, no Shopping da Gávea, trouxemos a programação para dentro da PUC, no terraço do edifício Leme, afim de manter o espaço de socialização e exibição de filmes de forma democrática.
Como iniciativa artística, o mural no terraço busca explorar o efeito visual das cores criando uma identidade para o topo dos prédios, que é um lugar normalmente pouco apreciado e desconsiderado, mas que tem destaque em vistas por prédios mais altos e também por satélites, como o Google Earth.
Jardins
Mirante
Apiário
Para aproveitar a área ao ar livre e as vistas panorâmicas, os mirantes dão a oportunidade de apreciar o campus por uma perspectiva pouco explorada, e também como um ponto de observação ideal para desfrutar a paisagem urbana e natural do entorno.
Com espaços dedicados à criação de abelhas nos terraços será possível a produção de mel e polinização de plantas. Contribuindo para a biodiversidade, a produção de mel local e incentivando a consciência ambiental.
Floresta Urbana
Jardim de Borboletas
Como um espaço projetado para árvores, plantas e vegetação nos terraços, cria-se um ambiente urbano elevado. Esses terraços verdes não só contribuem para a estética da cidade, mas também melhoram a qualidade do ar, fornecem sombreamento e podem servir como áreas de lazer. Essa abordagem sustentável ajuda a criar ambientes mais saudáveis e sustentáveis em áreas urbanas não alcançadas.
Um jardim de borboletas é gerado a partir da escolha de plantas nectaríferas coloridas, como lavandas e zínias, sem uso de pesticida, para atrair borboletas. Incluindo plantas hospedeiras específicas para as espécies locais de borboletas, onde elas possam depositar ovos.
Horta Urbana
Áreas destinadas ao cultivo de vegetais, legumes, ervas e frutas nos terraços dos prédios. Essas hortas promovem a produção de alimentos locais, reduzem a pegada de carbono e proporcionam acesso a produtos frescos à comunidade e aos estudantes. Além disso, contribuem para a sustentabilidade e o bem-estar nas cidades.
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Infraestrutura
Passarela
As passarelas oferecem vistas panorâmicas incríveis das paisagens circundantes, permitindo uma apreciação única da natureza e da arquitetura. Elas proporcionam oportunidades para contemplar a beleza do entorno, oferecendo perspectivas elevadas e deslumbrantes. Além disso, essas vistas desempenham um papel crucial na criação de experiências memoráveis para os alunos e visitantes.
Parque Vertical
O parque vertical incorpora áreas verdes, como jardins e vegetação, no edifício. Esses espaços aproveitam estruturas verticais para promover a natureza em ambientes urbanos densos, melhorando a qualidade do ar, oferecendo beleza estética e criando áreas de lazer ou cultivo.
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4 Acessos
Acessos Para proporcionar acesso ao terraço, idealizamos uma torre de escadas em madeira, complementada por um elevador panorâmico central. Essa abordagem não só visa facilitar o acesso independente ao terraço, mas também transforma o trajeto em uma experiência, proporcionando oportunidades panorâmicas ao longo do percurso. Vale destacar que, além dessa torre projetada, os terraços são acessíveis através das escadas e elevadores já existentes, garantindo múltiplas opções de acesso, tanto para os frequentadores da Universidade, quanto para quem vem de fora.
vista mirante
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vista base torre
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vista passarela
corte acessos
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diagrama acessos
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O design treliçado não apenas confere beleza estética, mas também se alinha à nossa abordagem construtiva, predominantemente em madeira nos módulos. Essa torre, mais do que simplesmente uma estrutura funcional, é concebida como um percurso visualmente atrativo, incorporando mirantes em forma de varandas em diferentes alturas ao redor da torre.
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5 O Catálogo
Os Módulos Educacionais, projetados para fomentar a colaboração e a inovação acadêmica, foram ocupados por espaços acadêmicos e laboratórios de pesquisa. Esses locais não só fortalecem o ambiente de aprendizado, mas também promovem a interação entre estudantes, professores e pesquisadores. Os Módulos Sociais, destinados à qualidade de vida dos estudantes e à criação de ambientes acolhedores, foram ocupados por áreas de lazer e convivência. Esses espaços contribuem para a construção de uma comunidade vibrante e estimulante. Os Módulos de Alojamento, planejados para proporcionar soluções de moradia, foram ocupados por residências universitárias, proporcionando uma experiência universitária completa aos estudantes. Os Módulos Comerciais, voltados para atividades econômicas e empreendedorismo, foram ocupados por espaços comerciais que visam diversificar as funções dos terraços e promover a sustentabilidade econômica. Os Módulos de Hortas e Jardins, focados em espaços verdes, foram ocupados por áreas de contemplação, educação ambiental e práticas sustentáveis, contribuindo para a biodiversidade e o bem-estar ambiental.
A Fazenda Solar, implementando tecnologias solares para a geração de energia renovável, foi integrada aos terraços para cumprir o compromisso com a sustentabilidade ambiental. Os Reservatórios Pluviais, concebidos para a captação eficiente de águas pluviais, foram ocupados para contribuir para a gestão sustentável dos recursos hídricos. Os Módulos de Serviços, destinados à infraestrutura de suporte, foram ocupados por áreas funcionais que suportam diversas atividades nos terraços. Além disso, o programa abrangente, incluindo Vilarejo, Eventos, Jardins e Infraestrutura, foi implementado para criar uma experiência integral no campus, promovendo integração, diversidade e sustentabilidade nos diversos usos propostos. A ocupação do terraço não apenas atende às demandas específicas da PUC-Rio, mas também visa enriquecer a vida acadêmica e fortalecer os laços com a comunidade local.
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Opção 01
diagrama de cheios e vazios opção 1
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Opção 02
diagrama de cheios e vazios opção 2
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vista vale da gávea
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vista corcovado
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vista dois irmãos
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vista rocinha
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6 Módulos
Módulos O módulo foi proposto como uma solução que pode ser utilizada em qualquer terraço disponível, seja na PUC ou fora dela. A ideia do uso de um sistema modular é justamente por ter a possibilidade de ser um sistema expansível e que possa ser aproveitado e adaptado para diferentes tipos de ocupação. Pensando nos três eixos da sustentabilidade (Econômica, Social e Ambiental), o nosso módulo foi pensado com o uso do material MLC (Madeira Laminada Colada), que é um material prático, de rápida execução e montagem, é econômico, sustentável - graças ao ‘sequestro de carbono’ - e, ainda assim, oferece a mesma resistência, ou até maior, de materiais de construção convencionais, como o aço e o concreto. Nossos módulos também foram projetados com o uso de painéis fotovoltaicos que são capazes de fornecer a energia necessária para cada módulo e com um sistema de reaproveitamento da água da chuva. Essa água será reutilizada tanto para uso de banheiros e copas, quanto para irrigação dos jardins e hortas propostos. Além disso, para que haja uma auto-sustentabilidade econômica, o financiamento dos módulos será pelo sistema de loteamentos.
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Sistema MLC O Sistema MLC, que significa Madeira Laminada Colada, é um material formado por técnicas de colagem e laminação, onde lâminas de madeira são unidas para criar uma única peça. Geralmente, é fabricado com espécies de reflorestamento, como pinus e eucalipto, embora qualquer tipo de madeira possa ser utilizado. Os princípios fundamentais desse sistema incluem a modularidade, baseada em módulos padronizados e pré-fabricados que se encaixam perfeitamente, permitindo uma montagem rápida e simplificada. Além disso, as vigas e pilares no sistema MLC atuam como elementos estruturais, suportando as cargas verticais e horizontais do edifício e transferindo-as eficientemente para as fundações, garantindo estabilidade e segurança. No que diz respeito à resistência ao fogo, o MLC mantém até 80% de sua capacidade estrutural abaixo da camada carbonizada durante um incêndio, em comparação com o aço, que perde sua capacidade de carga a altas temperaturas. A facilidade de montagem e construção é proporcionada por peças pré-fabricadas de alta especificação, garantindo precisão na montagem e reduzindo o tempo necessário no canteiro de obras. A leveza do MLC também diminui a necessidade de fundações mais robustas e caras. Quanto à sustentabilidade e ao armazenamento de CO2, a produção de MLC é considerada mais sustentável, pois a madeira é extraída de áreas reflorestadas e absorve CO2 durante sua vida. Em comparação com materiais como concreto e aço, o MLC armazena CO2, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
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Construção em madeira Vantagens Durabilidade e Resistência: A madeira, quando tratada e mantida corretamente, pode ser surpreendentemente durável e resistente, capaz de suportar condições climáticas e desgaste ao longo do tempo. Material Renovável: A madeira é uma fonte renovável, podendo ser obtida de maneira sustentável. O uso de madeira na construção contribui para a preservação do meio ambiente, pois é uma alternativa mais eco-friendly em comparação a outros materiais. Execução Rápida: A construção em madeira pode ser mais rápida do que outras formas de construção, devido à capacidade de pré-fabricação de certos componentes em ambientes controlados, agilizando o processo de montagem no local. Sensação de Conforto: A madeira proporciona uma sensação de conforto e aconchego. Sua aparência natural e textura criam um ambiente acolhedor e agradável, contribuindo para um espaço mais aconchegante e convidativo. Isolante Térmico e Acústico: A madeira é um bom isolante térmico e acústico, ajudando a manter a temperatura interna e reduzir a transmissão de ruídos, contribuindo para um ambiente mais confortável e eficiente energeticamente.
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Construção em madeira “Sequestro de Carbono”: A madeira utilizada na construção sequestra carbono ao longo do seu ciclo de vida. Originária do carbono absorvido pelas árvores durante seu crescimento, a madeira retém essa substância quando empregada em construções. O manejo sustentável das florestas também permite a absorção contínua de CO2 pelas novas árvores. Apesar do processo industrial resultar em alguma perda de carbono, a madeira se mantém como uma opção mais ecológica e sustentável em comparação a materiais como concreto e aço, devido à sua capacidade de reter o carbono e, assim, contribuir para equilibrar as emissões de CO2. Essa característica torna a madeira valiosa na busca por reduzir a presença de CO2 na atmosfera.
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Tipologias Na concepção dos módulos para ocupação do terraço escolhido, desenvolvemos diversas tipologias que atendem a diferentes necessidades e promovem uma ocupação diversificada e funcional. Cada tipologia foi projetada levando em consideração a harmonia com o ambiente, a eficiência espacial e a flexibilidade de uso.
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Tipologias Módulo Aberto Essa tipologia visa proporcionar espaços amplos e arejados, criando ambientes propícios para atividades ao ar livre, exposições ou eventos comunitários. O design aberto favorece a interação social e oferece flexibilidade de uso. Módulo Fechado Projetado para oferecer ambientes fechados e protegidos, o módulo fechado é ideal para espaços destinados a atividades que requerem mais privacidade, como salas de reunião, escritórios ou áreas de estudo. Garante conforto e isolamento quando necessário. Módulo Duplex O módulo duplex apresenta uma estrutura em dois níveis, oferecendo espaços distintos para diferentes atividades. Essa tipologia visa otimizar a utilização do espaço vertical, proporcionando áreas separadas para funcionalidades específicas. Módulo com Pilotis Projetado com uma base elevada, o módulo com pilotis cria um espaço coberto na parte inferior, permitindo diversas utilizações. Essa tipologia oferece sombreamento, criando áreas versáteis e adaptáveis, ideais para eventos, encontros ou atividades ao ar livre.
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Captação d’água
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Ocupação A nossa ocupação no terraço do Leme foi meticulosamente planejada, levando em consideração as diversas tipologias e programas delineados anteriormente. Cada tipologia e programa foram estrategicamente integrados ao campus para atender a necessidades específicas da comunidade acadêmica e local.
planta baixa ocupação módulos
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ateliê
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sala de estudos
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estufa
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7 Aplicação em cada situação
Aplicação O terraço do edifício Leme servirá de modelo para mudar a linha do horizonte da Gávea. Com a previsão de aderir ao projeto todos os terraços da PUC-Rio, será possível dar uso aos espaços ‘escondidos’ da universidade, que permanece não utilizado ou subutilizado, até então. Assim, muitas possibilidades se abrem, podendo contribuir para resolver grandes problemas e demandas da cidade, a qual, hoje, possui a maioria dos prédios residenciais sem vegetação suficiente, sem espaço para praticar esportes, relaxar, entre outros. Isso significa que haverão espaços apropriados, podendo fazer de um terraço qualquer, um lugar de descanso que se destaca da agitação da cidade. Tendo em vista que nos próximos anos poderá ser aderido por toda a cidade, é certo que nem todo telhado é adequado para todos os fins. Por isso, este Catálogo inclui uma seleção de tipologias de edifícios comuns da universidade, porém entende-se que é possível adequar o programa aos módulos para diferentes formas e tipos de terraço.
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leme
iag
61
ed. metro
62
ima
ed. padre pedro belisário
rdc
frings
kennedy
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8 Fases de
Desenvolvimento
Próximos Passos Como primeiro passo é preciso mapear os edifícios, predominantemente com terraços planos, e investigar a viabilidade dos possíveis programas a serem abrigados. Esses edifícios diferem em seu tipo de propriedade, localização na cidade, contexto imediato e função. Enquanto um tipo de edifício é às vezes muito adequado para uma função específica, outro tipo de edifício pode ser totalmente inadequado. Após isso, é preciso procurar investidores, é interessante considerar que a densificação dos terraços pode gerar recursos para tornar os edifícios mais sustentáveis e rentáveis. Por exemplo, empresas e incorporadores podem alugar um lote do terraço em um contrato de arrendamento de longo prazo para uma parte comercial que a utilizará para suas próprias funções. Além disso, o valor social agregado de armazenar água ou incluir vegetação, é muitas vezes maior do que qualquer conta, sendo um retorno sobre o investimento. Para viabilizar o projeto, é preciso pensar nos acessos aos terraços e no processo construtivo dos módulos, calculando todo o material necessário para construção dos módulos que abrigarão os programas. Por fim, a etapa de construção dos módulos fará possível com que o terraço tenha diferentes tipos de modalidades e funções, estando pronto para os usuários desfrutarem.
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Fases de Desenvolvimento Como primeiro passo é preciso mapear os edifícios, predominantemente com terraços planos, e investigar a viabilidade dos possíveis programas a serem abrigados. Esses edifícios diferem em seu tipo de propriedade, localização na cidade, contexto imediato e função. Enquanto um tipo de edifício é às vezes muito adequado para uma função específica, outro tipo de edifício pode ser totalmente inadequado. Após isso, é preciso procurar investidores, é interessante considerar que a densificação dos terraços pode gerar recursos para tornar os edifícios mais sustentáveis e rentáveis. Por exemplo, empresas e incorporadores podem alugar a área do terraço em um contrato de arrendamento de longo prazo para uma parte comercial que a utilizará para suas próprias funções. Além disso, o valor social agregado de armazenar água ou incluir vegetação, é muitas vezes maior do que qualquer conta, sendo um retorno sobre o investimento. Para viabilizar o projeto, é preciso pensar nos acessos aos terraços e no processo construtivo dos módulos, calculando todo o material necessário para construção dos módulos que abrigarão os programas. Por fim, a etapa de construção dos módulos fará possível com que o terraço possua diferentes tipos de modalidades e funções, estando pronto para os usuários desfrutarem.
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9 Conclusão
Como desafio paisagístico, imaginar cidades à prova do futuro significa procurar resistir às mudanças que podemos enfrentar referentes ao clima, congestionamento, densidade, entre outros. Para uma nova composição da cidade é preciso buscar mais inclusão, acessibilidade, uma cidade mais saudável e habitável. Adicionar funções e módulos aos terraços tem muitos benefícios. Alguns exemplos incluem adicionar espaços verdes aos bairros densificados, ou funções como espaços acadêmicos, escritórios e coworking em uma área residencial que pode tornar o bairro mais agitado ao longo do dia. Oferecer uma variedade mais diversificada de funções pode ter o efeito positivo de manter as pessoas na vizinhança transitando pela cidade por mais tempo, aumentando até mesmo a sensação de segurança dos moradores. Além disso, o uso dos terraços também pode trazer benefícios financeiros para os edifícios. Como mencionado anteriormente, os terraços têm um grande potencial de habitação, vegetação, armazenamento de água, energia renovável que poderiam ser trazidos para a cidade inteira.
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