O Jornalzão, edição 1028

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Diretor: André Nagib Moussa (Mtb 34286) - Santa Rosa de Viterbo, 31/12/2015 - Ano 22 - N.º 1.028 - Semanal - Fone/Fax 3954 3289

Três anos de governo municipal

Sem "marca", sem grupo e com promessas não cumpridas

R$ 3,00

Câmara aprova Projeto de Lei inconstitucional Lei Complementar faz adequação em cargos de confiança do prefeito

Só na banana - Bem-te-vis se acabam nas bananas em uma casa no Centro da cidade.

Santa-rosenses sonham com os R$ 280 milhões da 'MegaSena da Virada'

Começa Sindicância para apurar obra ilegal na Câmara Haja mato - O amto cobre mais de metro o antigo prédio do correio no Centro. Obras de ampliação foram anunciadas há anos, mas até agora, nada de novo no front.

Presidente da Câmara reitera que responsabilidade é da prefeitura

Morre Victor Cervi, ex-editor do Jornalzão YouTuber santa-rosense tem mais de 3 milhões de visualizações Espaço Mogiana receberá o Ano Novo


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CARTA À REDAÇÃO

EDITORIAL Vem aí o ano eleitoral - 2016 será ano de eleições municipais. Prefeito e vereadores serão eleitos, ou reeleitos. O cidadão terá 45 dias para analisar um a um os candidatos para depois não se arrepender por quatro anos. Inconstitucional - Difícil engolir que Câmara e Prefeitura aprovem uma Lei com emenda inconstitucional. Ou muda o artigo 90 ou a Lei não vale de nada. Foi-se o Victor - Apesar dos problemas que tivemos neste último ano, somente boas lembranças ficarão do Victor Cervi. Professor e amigo, os dez anos dele no Jornalzão foram uma aula do bom jornalismo. Nossa solidariedade aos familiares. Viva 2016 - Com a perspectiva de um ano difícil nas áreas financeiras, torcemos que 2016 compense pelo excesso de amor, paz e alegrias. E no futebol - Já cravo: timão bi-campeão da Libertadores.

EXPEDIENTE O JOR NA LZÃ O é um a pub lic açã o da edi to ra And ré Na gib Mo uss a ME Re da çã o: rua José Garcia Duarte, 182 - Ce ntr o - S ant a R osa de Vi te rbo -SP CE P 1 4.2 70- 000 Fo ne/ f a x: (16 ) 395 4 3 289 Us uár io Pa pel I mun e: U P 08 109 /01 4 - Di reto r de Redação: Andr é Mo ussa Free lancer - Gabriel Caldas e Romeu Antunes - Co la bor ado re s: Ana Lígia, Cl éli a Zana rd o, Ser gin ho Go mes e Rog ér io Mos ca rdi ni - Co nta to Co mer cia l: Joa na Dobras Tir age m: 2.500 exempl are s - Ci rcul açã o: Sant a Ro sa d e Vi terb o Pe rio dici dad e: Se ma nal - R$ 3,00 po r e xe mpl ar - E- mai l:o jor nal zao @oj or nal zao .co mImpr es sã o: Gra fi sc, Sã o C ar los . “ A rti gos as si nad os sã o d e i nte ir a r esp ons abi lid ad e d e s eus a uto res , não re pre se nta ndo ne ce ssa ria me nte a opi ni ão do jo rna l.” O Jor na lzã o s e r ese rv a o di rei to de re sumir ca rta s q ue con si der ar i na de qu ad as a o es p aç o di sp on ív el . O J OR NA L ZÃO É AFI LI ADO À AB RA RJ

A prefeitura é a única responsável pela reforma do prédio onde funciona a Câmara de vereadores O prédio onde es tá instalada a Câmara Municipal é de propriedade da Prefeitura de Santa Rosa de Viterbo. A reforma de adequação do prédio é da inteira responsabilidade da Prefeitura. Ela é a única responsável pela realização do processo licitatório, do contrato de prestação de serviços e termo de aditamento contratual. A participação da Câmara restringe-se à economia feita nos anos de 2014 e 2015. Em 2014, sob a presidência do Vereador Luís dos Reis Augusto "Bode" foi devolvido quas e R$ 210. 000, 00 e em 2015, com o Vereador Heitor Bertocco à frente do Legislativo Municipal, foi devolvido quase R$ 130.000, 00 aos

cofres da municipalidade. Res s alte-s e que as obras e os serviços de adequação às normas legais de acessibilidade no prédio é resultado de um TAC - Termo de Ajustamento de Conduta, firmado em 2008 com o Ministério Público Estadual. Eventuais ilegalidades na contratação, pagamento ou execução da obra é de responsabilidade do Executivo Municipal, onde o Prefeito é o único responsável por ordenar e pagar as despesas contraídas pela Administração Municipal. O Prefeito Municipal tinha ciência das despesas e do andamento da reforma, pois publicou em seu Informativo de Pres tação de Contas que: A Câmara dos

Vereadores Recebe Obras de Acessibilidade - "Esse é um passo fundamental para permitir acesso de pessoas com necessidades especiais nas dependências do prédio e nas plenárias. Essa obra de adaptação democratizou ainda mais o acesso dos cidadãos santa-rosenses às dependências da Câmara Municipal". Durante a execução da obra num prédio com quase 100 anos, surgiram problemas no encanamento, tubulação, escoamento da água e esgoto, infiltra-

ções, desnível de piso, cupim no piso de madeira. A necessidade desses reparos e o pagamento de valor adicional ao primeiro contrato, também ultrapass a a competência do Legislativo de Santa Rosa de Viterbo, pois quem licita e contrata é que tem responsabilidade para assinar e pagar um termo aditivo, ou seja, o próprio Prefeito Municipal. Heitor Bertocco Presidente da Câmara Municipal de Santa Rosa de Viterbo

COLUNA GOSPEL por Rogério Moscardini

Fazer o bem

Vá em paz Velho Mestre "Você faz umas construções ao contrário que não consigo entender!.". Pronto! Havia recebido a primeira bronca na redação do Jornalzão. A primeira de muitas que viriam no decorrer do tempo. Ranzinza, chato, mal-humorado... Tão velho quanto o Juvenil de Souza, seu pseudônimo mais famoso quando, em suas crônicas, dizia nunca mais ter feito isso ou aquilo outro. Sim, definitivamente ele era um ranzinza. Que ninguém se enganasse com aqueles seus cabelos brancos e aspecto frágil! Não obstante, por detrás daquela camuflagem de durão, ali estava o professor, o amigo, o pai, o conselheiro, a mente brilhante... o senhor editor, Victor Cervi. Vá em paz Velho Mestre! Por aqui vamos iniciar, a duras penas, um novo capítulo que bem poderia assim começar: -Todos nós sentiremos saudades daquele velho professor ranzinza, chato, mal-humorado, que fazia dos textos uma arte... Serginho Gomes

José era um militar de confiança e chegou à posição de coronel das forças especiais no exército de seu país. Isso lhe trouxe grandes oportunidades, para o bem e para o mal. Quando foi enviado a uma região dominada pelo tráfico de drogas, a intenção de José era trazer justiça àquela área problemática. Ele e suas tropas começaram a enfrentar os criminosos, a fim de proteger as pessoas. Alguns de seus superiores eram corruptos e aceitavam subornos dos traficantes de drogas e, ordenaram que ele fechasse os olhos para alguns crimes. Ele se recusou continuamente, até ser preso, por oito anos - por praticar o bem. Infelizmente vivemos num mundo onde às vezes fazer o bem traz sofrimento. Isso se deu no caso deste militar; o pagamento por servir o seu povo foi uma prisão injusta. O apóstolo Pedro, que também foi preso por fazer o bem, compreendeu esse tipo de desgosto. Ele nos deu esta perspectiva: "porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal" (1 Pedro 3:17). À medida que José compartilhava o que Deus lhe ensinou na prisão, entendi que a justiça de Deus não é obstruída pela maldade dos homens. Fazer o bem ainda é agradável aos Seus olhos - mesmo quando, por isso, somos maltratados pelo mundo que nos cerca. A alegria de fazer o bem talvez seja a nossa única recompensa aqui, mas vale a pena!


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Câmara aprova Projeto de Lei inconstitucional e prefeito sanciona Foi aprovado em sessão extraordinária na última segunda feira (28) o Projeto de Lei complementar 23/15, encaminhado pelo executivo municipal, que rege sobre a nova estrutura adminis trativa do município. Uma emenda ins erida, exigindo curs o superior para o c argo de assessor de comunicação,

tornou a Lei Inc onstitucional. Mesmo assim ela foi aprovada por unanimidade e sancionada ontem pelo prefeito Cass inho. O projeto altera a quantidade e a remuneração dos cargos comissionados (conhecidos popularmente como cargos de confiança). A reestruturação gerará uma

DE OLHO NA CIDADE QUEM VAI PAGAR "O PATO"?

Sindicância começa para apurar obra ilegal na Câmara Foi instaurada a sindicância para apurar quem autorizou o início de uma obra de 30 mil reais na Câmara. A empresa que realizou o serviço acreditava que um aditamento havia sido feito, já que ela fez, anteriormente, obras de acessibilidade no local. Mas o aditamento não foi feito e os reparos foram realizados (problemas no encanamento, tubulação, escoamento de água e esgoto, infiltrações, desnível no piso, cupim no piso de madeira e adequação de uma sala de arquivos). A conta de 30 mil reais está aí e o prefeito afirmou que não pagará porque a obra é ilegal. O presidente da Câmara Heitor Bertocco afirmou que "o engenheiro da Prefeitura constatou a necessidade de reparar os mencionados problemas e se encarregou de providenciar os documentos necessários para a formalização dos serviços. Porém, como o prédio é da Prefeitura e a obra foi realizada e supervisionada por ela, nada foi autorizado ou pago pela Câmara de Vereadores". A Comissão de Sindicância tem 30 dias para terminar o processo, podendo solicitar mais 30 para a sua conclusão. No início da próxima semana os envolvidos serão chamados para das as suas versões. Enquanto isso a empresa aguarda para saber se receberá ou não os serviços executados. O presidente da Câmara, Heitor Bertocco, enviou carta à redação, publicada nesta edição, na página 2, reafirmando que a responsabilidade pela obra é da prefeitura.

economia mensal de quase cem mil reais aos cofres munic ipais. Um ass ess or terá seu salário aumentado para cinco mil e cem reais, mas o número de cargos de confiança será diminuído. A lei anterior previa a contratação de 71 cargos comis sionados, que c om encargos e benefícios custavam R$ 370 mil aos cofres públicos. Com o novo projeto já aprovado pela Câmara, a prefeitura poderá contratar 41 cargos comissionados que custarão aos cofres públicos R$ 270 mil. Uma economia anual de quase um milhão e duzentos mil reais, mesmo com o aumento dos salários dos assessores. Além da inconstitucionalidade do Projeto, ele também fere o que reza a Lei Orgânica do Município, que pede diploma exclusivamente para cargos técnicos, c omo engenheiro e advogado, médico ... "O artigo 90 fere a constituição", disse um advogado local especializado em área pública. "Ou se exige de todos ou de nenhum", completou. "E tem outra, o diploma de jornalista já não se faz mais necessário pelo entender do STF", finalizou. Mes mo com a inc o ns t itu c io nalida de, a Prefeitura Munic ipal já es tá readequando os cargos comis sionados e c omeçará 2016 dentro do novo organograma adminis trativo. Nes te dia 30 diversos servidores s erão exonerados de seus cargos, para s er recontratados na próxima s egundafeira, já dentro da nova Lei inconstituc ional. O único que não deve s er recontratado é o as s es sor de comunicação.

Além de inconstitucional, Lei fere o Código de Ética dos jornalistas brasileiros O art. 90 da Lei Complementar Nº 261/ 15 de 29 de dezembro de 2015, além de inconstitucional, fere o código de ética dos Jornalistas Brasileiros. Assessor de imprensa não exerce função de jornalista. A origem de tal embaralhamento devese à nossa cultura sindical. Historicamente, muitos jornalistas profissionais foram migrando aos poucos para as assessorias de imprensa, quando os sindicados passaram a ter, entre seus associados um contingente cada vez maior de assessores. Para não perderem filiados, esses sindicatos passaram a ter, de uma vez só uns e outros, nascendo assim a teoria corporativa de que jornalistas e assessores de impr ens a /c o mun ic aç ão exercem a mesma função, ou seja, ambos praticam jornalismo. Nada mais falso, e nada mais pernicioso à compreensão do direito de imprensa, exercidas por jornalistas, como a independência editorial como primeiro dever. Se o direito de imprensa deixou de ser requisito fundamental para a função de jornalista, de acordo com a seguinte obrigatoriedade da "nossa lei", uma redação não precisa ser independente para realizar função de imprensa. Essa teoria se expressa escancaradamente no artigo 7º, inciso VI do Código de Ética dos Jornalistas brasileiros, explicita que: O jornalista não pode reali-

zar cobertura jornalística para o meio de comunicação em que trabalha sobre organizações públicas, privadas ou não-governamentais, da qual seja assessor, empregado, pres tador de serviço ou proprietário, nem utilizar o referido veículo para defender os interesses dessas instituições ou de autoridades a elas relacionadas. Ainda, no artigo 12 afirma que "o jornalista deve, ressalvadas as especificidades da ass essoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística". O que não acontece com a assessoria de imprensa/comunicação, que na maioria das vezes não faz o trabalho investigativo, inerente à atividade de jornalismo. O maior dano causado por essa teoria é a diluição do conceito de imprensa independente. Essa lógica não realça a função social de fiscalizar o poder que só o jornalismo independente pode realizar. J ornalistas trabalham para que as perguntas que todo cidadão tem o direito de fazer sejam respondidas, enquanto assessores trabalham para que as mensagens que seus empregadores ou clientes gostariam de difundir sejam divulgadas, convenientemente resguardando a imagem da instituição ou assessorado. A falta de conhecimento e ausência de estudos sobre o exercício de uma função e/ ou outra compromete todo o resto, uma vez que a alteração da lei, aprovado por unanimidade por nosso Po-

der Legis lativo e promulgado pelo Executivo não passa de um grande equívoco, em confronto com o art. 302 da Consolidação das Leis de trabalho, cujo o pressuposto distingue muito bem uma função da outra, e esclarece que o jornalista é o trabalhador intelectual cuja função se estende des de a busca de informações até a redação de notícias e artigos e a organização, orientação e direção desse trabalho. O "assessor de imprensa" não trabalha para empresa jornalística, mas é um profissional que faz a intermediação e os contatos entre o seu empregador e os meios de comunicação social (jornal, revistas, rádio, televisão etc), redige e repassa notícias e informações de interes se do empregador para estes meios de comunicação, tendo a incumbência, ainda, de estreitar as relações da imprensa com a atividade empres arial. Ainda que, se a função de "Assessoria de Comunicação" exercesse atividade jornalística, a obrigatoriedade de diploma de nível superior seria inconstitucional, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Minis tério Públic o Federal (MPF), na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/2009 decidiram facultativo a exigência de diploma para o exercício da atividade de jornalista.


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Três anos de governo municipal: Sem "marca", sem grupo e com promessas não cumpridas O fim do ano marca o término do terceiro ano da administração do prefeito Cassinho. Em 2016 elegeremos o seu sucessor, ou quem sabe, até ele mesmo. Preparamos uma entrevista com o prefeito, e lhe enviamos na manhã de segunda-feira, mas que por conta da "semana curta", de sua "agenda cheia" e pelos "feriados" ele preferiu não responder. E assim, sem a sua "voz", infelizmente, fizemos um pequeno balanço de seus três anos de mandato. E chegamos a conclusão de que Cassinho ainda não tem uma "marca", que hoje ele está sem grupo e tem ainda diversas promessas que não foram cumpridas. E nem são promessas de campanha, pois muitas obras foram prometidas quando ele já estava na prefeitura. Sem marca - Nas redes sociais o prefeito Cassinho demonstra ter gasto mais de 12 milhões de reais na área da saúde nestes três anos. Algumas pessoas ouvidas pelo Jornalzão garantem que a Saúde melhorou, outras dizem que se melhor administrado, es se valor daria para fazer mais. Mas é consenso de que no Pronto Socorro a coisa melhorou. Em contrapartida a reclamação na rede de atendimento e na distribuição de remédios é grande. Médicos que faltam muito, falta de medicamentos e agendamentos de exames e consultas para daqui a seis meses irritam os usuários. Nos outros s etores também não encontramos uma grande marca que será deixada pelo prefeito. Na educ ação, absolutamente nada de novo. Em obras, ti-

vemos a c ons trução da nova c iclovia. Rec apes e as faltamentos feitos c om emendas parlamentares. De resto, apenas o trivial. O prefeito pecou em não elaborar o plano de desenvolvimento econômico, de não fazer uma reforma urbana, de não fazer uma grande reforma administrativa, com plano de carreira. Pecou em não preparar o município para receber, quem s abe um dia, uma grande empresa. Pesa hoje também uma dívida em torno de 5 milhões de reais (os valores reais da dívida nunca foram realmente informados). E o pior: na sua gestão a justiça trabalhista de Cajuru recebeu quase 200 ações de servidores contra a prefeitura. Se m um grupo Cassinho conseguiu o que muitos duvidavam: derrotar Nando Gasperini nas urnas. E sua administração começou a todo vapor, com apoio popular, promessas de muito trabalho e projetos ambiciosos. Mas o ânimo foi diminuindo ao longo do tempo. O apoio popular acabou. O grupo político que o sustentava desmanchou-se, os projetos ambiciosos foram deixados de lado e hoje o prefeito governa sozinho, sem ter ao lado seu vice, sem assessores, sem a Câmara, e, aparentemente, sem apoio popular. Nas ruas é possível observar que a popularidade do prefeito anda baixa. Em qualquer grupo de pess oas onde s e pergunta "como anda a administração do prefeito" é possível ter uma dimens ão de que o povo não está com ele. "Administra para ele", diz o

povo, em alusão a algumas obras perto de terras particulares do prefeito. No meio do caminho o prefeito foi ficando sozinho. Vereadores do seu grupo, como Messias, Bode, Gonini, Renato e Heitor foram aos poucos se afastando. O vice Lê nem na prefeitura entra mais e os partidos de apoio pularam do barco. Hoje o prefeito mudou seu gabinete para o prédio da "empresa", que fica na avenida São Paulo, talvez para fiscalizar mais de perto o local de maior concentração de funcionários municipais, já que não dispõe de um grupo fiel a assessorá-lo. Promessas na cumpridas - Na campanha as promessas foram muitas, como c riação de guarda municipal, empregos, reformas, mudanças nas leis, saúde de primeiro mundo, etc, aqueles coisas que todos sabem que os políticos prometem em época de eleição. Mas alguns projetos foram prometidos e anunciados com ele já eleito, na prefeitura e que simplesmente foram esquecidos, como a mini rodoviária no Nosso Teto, o novo cemitério, posto policial no Nosso Teto, anunciado juntamente com o comandante, instalação de câmeras de vigilância em vários pontos da cidade, fechamento do trevo do Nosso Teto, transformando-o em rotatória, e a prometida e sonhada nova estrada para Amália, com desapropriação das áreas; assim como tivemos a perda da Escola de Mecatrônica, talvez o projeto mais ambicioso do grupo políti-

Ciclovia foi obra que valorizou o local, além de proporcionar qualidade de vida aos usuários, mas teve sua construção contestada pela qualidade dos materiais

co que elegeu Cassinho. Entrevista O pequeno balanço ac ima fic aria muito mais "colorido" e "rico" se o prefeito respondesse as simples perguntas que enviamos a ele no início desta semana. É um direito dele não responder. Mas seria legal aproveitar a oportunidade e dar uma satisfação a toda população, uma vez que as perguntas, que reproduzimos a seguir, eram tranquilas e de interes se popular. Veja do que o prefeito correu: 1-Qual a "marca" do governo Cassinho até aqui? 2-O que podemos esperar neste último ano? 3-Nes tes três anos,

quais as maiores dificuldades? 4-Destaque uma coisa muito boa e uma coisa muito ruim. 5-O senhor acertou a Saúde da cidade? 6-Algumas promessas não s aíram do papel. Em que pé que estão: - Mini rodoviária no Nosso Teto, Novo cemitério, Posto policial no Nosso Teto, Câmeras de vigilância, Fechamento do trevo do Nosso Teto, transformando em rotatória, Nova estrada para Amália, desapropriação das áreas .. ., Escola de Mecatrônica 7-O senhor é candidato à reeleição? 8-O grupo que o elegeu não está mais com o senhor. Qual é seu grupo

agora? 9-Se o senhor não for candidato, em quem votaria, se os candidatos fossem estes: Chiaperini, Nando, Cic olani, Estelinha ou Marcos Ferri? 10-Como será entregue a prefeitura a seu sucessor: arrebentada, meiaboc a ou redondinha? A)Qual a dívida da prefeitura hoje? Dá pra pagar até o fim do mandato? 11-Que nota o senhor dá para a atuação da Câmara Municipal? 12-E esta obra da Câmara, de 30 mil reais, noticiada pelo Jornalzão semana passada. A empresa ficará sem receber? 13-Fale sobre o que o senhor quiser, prefeito


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É Constitucional e legal invadir domicílio para salvar animal sob maus-tratos O que se vê, corriqueiramente, são as ocorrências "caseiras" relativas a maus-tratos a animais (gatos, cachorros, galos, pássaros etc.). Os proprietários dos bens imóveis - geralmente nossos vizinhos - onde acontecem as práticas de maus-tratos, sejam esses bens casas, apartamentos ou até mesmo empresas, valem-se de sua condição de guarnecedores daquelas propriedades para fazerem as perversidades que muito a mídia escrita e televisa noticia dia a dia. Muitas vezes viajam em férias ou mudam-se de endereço e deixam os animais sob o frio, o calor, sem água e sem comida, à mercê da própria sorte! E os tutores, protetores e ativistas ficam a se perguntar diante da evidenciação dos abandonos, espancamentos e envenenamentos que acontecem diuturnamente no interior desses ambientes: o que podemos fazer ante essa situação?; será que podemos invadir essa casa?; ou esse apartamento?; e se invadirmos, poderemos responder a um processo judicial? Essas e outras dúvidas envolvendo esse assunto serão esclarecidas, objetivamente, a partir de agora! Todas as vezes que um animal estiver sendo espancado ou mesmo maltratado de outra maneira (acorrentado e/ou sem comida e/ou sem água, sob o frio ou o calor intenso, sendo envenenado ou na iminência de o ser, por exemplo) dentro de um imóvel privado (casa, apartamento etc.), é constitucional e é, também, legal qualquer pessoa invadir o recinto e salvá-lo, independentemente de autorização judicial ou do respectivo proprietário. Dizendo-se de outro modo, pode-se afirmar que querendo - ou não - o dono do imóvel, qualquer pessoa do povo tem o direito e a polícia tem a obrigação de ingressar no local e resgatar o bicho em sofrimento. É que nessas situações a Constituição (art. 5º, XI) e as Leis (art. 150, § 3º, II doCódigo Penal - CP e, ainda, arts. 301 a 303 do Código de Processo Penal - CPP) determinam que em caso de flagrante delito decorrente da prática de crime (a exemplo do crime de maus-tratos, na forma do art. 32 da Lei nº 9.605/98 - Crimes Ambientais) a casa pode ser invadida a qualquer hora do dia ou da noite para libertar o animal em aflição. O STF entende até que a polícia pode invadir local sem mandado judicial a qualquer hora do dia ou da noite para coletar provas, desde que haja flagrante delito no local (como é o caso do crime de maus-tratos a animais) e estejam presentes razões plausíveis para a tomada dessa medida, devendo ser justificada posteriormente em processo próprio. Resumidamente falando, qualquer pessoa do povo, qualquer entidade (ONGs, OSCIPs etc.) ou autoridade ambiental (policiais, fiscais da vigilância de saúde, sanitária etc.) poderá ingressar, a qualquer hora do dia ou da noite, numa casa/lar/ domicílio onde for constatado o crime de abandono e consequentes atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações a animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, objetivando resgatá-los e/ou salvá-los. E nessas situações o invasor que socorreu o animal não sofrerá nenhuma retaliação policialou judicial, pois agiu em nome da lei para proteger uma vida em perigo de morte! Importantíssimo, ainda, é que a invasão se dê sempre filmada e fotografada - do início ao fim - para resguardar direitos dos invasores e dos animais resgatados e, após sua conclusão, seja imediatamente lavrado o boletim de ocorrência policial, objetivando responsabilizar civil, penal e administrativamente o agente causador do crime contra o bicho acudido! Francisco José Garcia Figueiredo

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Barulho dos fogos de artifício causa estresse em cães Durante a virada do ano é comum a queima de fogos. Esse rito marc a a mudança de ano, com contagem regressiva, muita festa e gente feliz, mas nem todos gostam desses estouros, inclusive os cachorros. De acordo com especialistas, o barulho incomoda e causa pânico aos cães, por poss uírem a audição quatro vezes mais sensível que do ser humano. Esse medo faz com que o animal busque proteção, se esconda, chore, lata, urine, bata as patas no chão e, e em alguns casos, acaba até fugindo de casa. Essa grande sensibilidade foi desenvolvida e aprimorada ao longo da evolução da espécie, com a finalidade de encontrar presas e melhorar a comunicação. Dicas - O grande problema, é que muitos donos não sabem o que fazer para acalmar seu pet. Separamos aqui algumas dicas para você, que assim como seu bichinho, fica de cabelo me pé nessa época do ano: - Procure um adestrador o quanto para tratar o

problema com treinamentos; - O som da televisão ou do ventilador pode ajudar a abafar o barulho das explosões; - Não fique acariciando o cachorro nesse momento, pois pode incentivar o medo que ele está sentindo; - Coloque algodão no ouvido do cac horro para diminuir a intensidade o barulho; - Mantenha a calma e mostre confiança para o seu cão; - Evite deixar o cão sozinho em casa em na virada do ano.

CHICO XAVIER Grupo Espírita “Bezerra de Menezes”

E os fins? "Mas nem todas as coisas edificam." Paulo ( I Coríntios, 10:23.)

Sempre existiram homens indefiníveis que, se não fizeram mal a ninguém, igualmente não beneficiaram a pessoa alguma. Examinadas nesse mesmo prisma, as coisas do caminho precisam interpretação sensata, para que se não percam na inutilidade. É lícito ao homem dedicar-se à literatura ou aos negócios honestos do mundo e ninguém poderá contestar o caráter louvável dos que escolhem conscientemente a linha de ação individual no serviço útil. Entretanto, será justo conhecer os fins daquele que escreve ou os propósitos de quem negocia. De que valerá ao primeiro a produção de longas obras, cheias de lavores verbais e de arroubos teóricos, se as suas palavras permanecem vazias de pensamento construtivo para o plano eterno da alma? Em que aproveitará ao comerciante a fortuna imensa, conquistada através da operosidade e do cálculo, quando vive estagnada nos cofres, aguardando os desvarios dos descendentes? Em ambas as situações, não se poderia dizer que tais homens cogitavam de realizações ilícitas; todavia, perderam tempo precioso, esquecendo que as menores coisas trazem finalidade edificante. O trabalhador, cônscio das responsabilidades que lhe competem, não se desvia dos caminhos retos. Há muita aflição e amargura nas oficinas do aperfeiçoamento terrestre, porque os seus servidores cuidam, antes de tudo, dos ganhos de ordem material, olvidando os fins a que se destinam. Enquanto isso ocorre, intensificam-se projetos e experimentos, mas falta sempre a edificação justa e necessária. Emmanuel Página extraída do livro "Pão Nosso" - Psicografia de Chico Xavier.


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REUNIÕES TODAS AS TERÇAS, QUINTAS E SÁBADOS 19h30 - Rua Alagoas, 370

APOIO DO JORNALZÃO


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YouTuber santa-rosense tem mais de 3 milhões de visualizações Gabriel Carmello Caldas

Sabe aquela história que sua mãe vive repetindo, "Sai um pouco do computador, isso não dá dinheiro nenhum"? Até pode ser verdade, pra quem não sabe us ar a internet, mas pra quem sabe, até rende uma graninha, como é o caso do estudante Felipe Gasparoto, do último ano de engenharia de produção. Ele é DJ e desde 2009; decidiu ser YouTuber, criando seu primeiro c anal, chamado Felipe Gasparoto DJ , fazendo playlists de músicas, com o que há de melhor no Brasil e no mundo, de eletrônica a sertanejo. Mas pegou firme apenas em 2014 quando criou seu segundo canal, Felipe Gasparoto DJ2, que possuí trilhas sonoras de novelas e

carnaval. Somando as visualizações de todos os seus 55 vídeos, já bateu a marca de três milhões. Apenas com o vídeo da trilha sonora da novela 'I Love Paraisópolis' conseguiu mais de 1.200.000. Fazendo amizades O trabalho de Gasparoto está fazendo tanto sucesso que até c onhec eu Victor Kreutz, cantor da abertura de 'I Love Paraisópolis'. Uma amiga dele, de São Paulo, viu o vídeo no seu canal, com a trilha sonora internacional da novela. "Ela entrou em contato comigo pelo facebook dizendo que Victor Kreutz iria ser o cantor da abertura da novela, e me pas s ou o nome e um trecho da música, pois na época não tinha divulgado ainda. Depois dis-

so entrei em contato com ele e fiz um vídeo com a música, e tenho até hoje o contato do facebook dele." Em clima de carnaval - Os três primeiros vídeos que aparecem na barra de pesquisa no YouTube quando digita ' Carnaval 2016's ão do DJ santa-rosense. Gas paroto explic a que a produção de um vídeo é muito demorada, desde a separação das músicas, efeitos e edição. Mas o resultado vale a pena. "Fazer o que se gosta, sempre com amor, tem o sucesso como consequência." Depois de acabar a faculdade e o estágio, no ano que vem, o YouTuber santa-rosense pretende se dedicar totalmente ao YouTube.


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EDITAL DE PROCLAMAS PARA CASAMENTO EDITAL DE PROCLAMAS nº. 2153 Faço saber que pretendem se casar e apresentam os documentos exigidos pelo artigo 1.525, nº. I III e IV do C ódigo C ivil, os pretendentes: // VITOR ROGÉRIO DE SOUZA e LUC IANA ISABEL NOGUEIRA ISIDORO //. Ele, natural de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, nascido aos trinta (30) de maio de um mil novecentos e noventa e quatro (1994), profissão soldado, estado civil solteiro, domiciliado e residente à Rua Antonio Pagim, 397, Nosso Teto, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filho de dona ELIENE PEREIRA DE SOUZA. Ela, natural de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, nascida aos oito (08) de janeiro de um mil novecentos e noventa (1990), profissão do lar, estado civil divorciada, domiciliada e residente à Rua Antonio Pagim, 397, Nosso Teto, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filha de MARC OS ANTONIO ISIDORO e de dona EUGÊNIA DE JESUS NOGUEIRA. (C onversão de União Estável) EDITAL DE PROCLAMAS nº. 2154 Faço saber que pretendem se casar e apresentam os documentos exigidos pelo artigo 1.525, nº. I III e IV do C ódigo C ivil, os pretendentes: // RODRIGO MARTINS SILVA e ELAINE BUENO //. Ele, natural de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, nascido aos quatorze (14) de setembro de um mil novecentos e setenta e sete (1977), profissão pescador, estado civil solteiro, domiciliado e residente à Rua Santa C atarina, 380, Jardim Gurilandia, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filho de PAULO MARTINS SILVA e de dona WILMA APAREC IDA C ORTEZ SILVA. Ela, natural de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, nascida aos vinte e dois (22) de junho de um mil novecentos e setenta (1970), profissão cozinheira, estado civil divorciada, domiciliada e residente à Rua Santa C atarina, 380, Jardim Gurilandia, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, Estado de São Paulo, filha de JOÃO BATISTA BUENO e de dona PAULA FRANC ISC A BUENO. (C onversão de União Estável) Se alguém souber de algum impedimento ao casamento de algum dos contraentes acima, oponha-o na forma da lei. Eu, Gisele C alderari C ossi - Oficial.

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MEMÓRIA POLÍTICA

'Oposição favorece corrupção', acusou boletim nas eleições de 82 Romeu Antunes A história de Santa Rosa é pródiga em boletins eleitorais, assinados ou não, com acusações e críticas aos adversários. Nas eleições municipais de 1982 houve um duelo desse tipo entre partidários dos dois únicos partidos e ntão exis tente s: PDS e PMDB.

Edson, Nagib, Ulisses Guimarães e Ary, na campanha do PMDB, em 1982

"Ser oposição é favorecer a corrupção dentro de prefeitura". Esse é o primeiro dos 'Dez Mandamentos da Oposição' listados em boletim anônimo lançado no dia 02 de novembro de 1982, ano de eleições municipais. O 'segundo mandamento' parece se referir à construção do bairro Nosso Teto.

"Fugir da prefeitura todos esses anos, churrasqueando o dinheiro do povo, ganhando comissões para deixar o povo longe da cidade, na beira da estrada, e agora, num passe de mágica, querer surgir, rir. Livrem-nos da oposição deles - é PMDB essa máscara!". Foram candidatos naquela eleição, Nagib Moussa, Ary Carneiro Barbosa e Edson Fons ec a Duarte pelo PMDB -, Elias Baú Manoel de Barros e J osé Vicente Gentil - pelo PDS. O então prefeito Edson Bonac in (Decão), do PDS, apoiou Ary Carneiro. Apesar de oculto, o autor, claramente, foi alguém do PDS que criticava a oposição (PMDB) e, ao mesmo tempo, a prefeitura comandada por Decão, do PDS.

"Cons truir ' Clube para a elite' e deixar os menos favorecidos a contemplar com os olhos e o desejo... olhai para os pobres, dos quais sempre se afastaram". Esse 'mandamento' era dirigido a Nagib Moussa que acabara de construir o Primavera C. Club. O boletim vai mais longe: "Negar conforto e segurança nas casas de Nosso Teto e aplicar o dinheiro na gang da 'Nossa Teta' (amiguinhos do prefeito), nossas portas , noss os pis os, nossa calçada, noss o c imento, são as mentiras dos discursos da turma do prefeito PMDB". A confusão culminou c om o 9º mandamento: "Prometer, prometer, prometer - Por que o PMDB já não fez? O prefeito PMDB está lá - vamos tirá-lo?"

'Ser oposição é derrubar o PDS, rei da corrupção', devolveu Saracura Argemiro 'Saracura' Zílio, candidato a vereador pelo PMDB reagiu com outro boletim. Começou dizendo que "os dez mandamentos são coisa muito séria e sagrada. Não devia nunca ser usada por covardes que não assinam e não assumem como homem o que escreveram". E foi respondendo aos mandamentos. "Ser oposição é perturbar, é derrubar o PDS de Santa Rosa que é o rei da corrupção, acompanhando os desmandos de Maluf e Cia. E faz 14 anos que o

PDS vem administrando falsamente nossa cidade". Em s eguida lembra que "quem engana o povo é a turma do PDS que s ó acompanha enterro nos tempos de eleição", emendando que a turminha do PDS "só nessas horas aceita carregar o pobre em seus automóveis. Quantas vezes es sa mes ma turminha se negou a arrumar alguma viagem de terra para um coitado encher um aterro de casa!? Quantas vezes se negaram a arrumar ambulância para levar um doente a um hospital qualquer, por-

que o daqui não exis te, como todo mundo sabe. E o hospital também está na mão do PDS". Sobre a distância entre o Nosso Teto e a cidade, o boletim compara: "Promover o isolamento do povo não é do feitio do PMDB. É dos candidatos do PDS que fecharam uma estrada que levava o trabalhador à fazenda Amália por 6 km, e abriram outra estrada com 9 km". Antes de assinar, Saracura dá nome aos bois: "No PDS de Santa Rosa quem manda é o Baú, ini-

migo número 1 do Bolão, o mes mo Baú que já processou Mário Titarelli, e que era para ser cassado pelos vereadores João de Andrade, Paulo Xavier, Mário Titarelli e Bolão. O presidente do PDS é o Baú, amigo do peito de Francisc o Antônio da Silva e José Vicente Gentil".

Nagib acabou sendo eleito, na posse entre Zezé Coelho e Antônio Lerco, mais a esquerda Ary Carneiro e Decão


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Santa-rosenses sonham com os R$ 280 milhões da 'MegaSena da Virada' é de uma em 50,063 milhões. Já a de 15 dezenas é O s orteio número de um em 10,003 mil. 1775 da Mega Sena s erá José dos Santos Freifeito hoje, às 20h35, na ca- tas, 47, aposentado, já perpital paulista. O prêmio está deu as contas de quantas estimado em R$ 280 mi- vezes jogou na Mega, mas lhões. Além de ser o maior ainda tem fé. Dessa vez da história, o que difere a comprou dois bilhetes, na 'Mega da Virada' dos outros, es perança de mudar s ua é o fato da sua premiação vida e de outras pessoas. não ser cumulativa; ou seja, "Se eu ganhar, vou ajudar se ninguém acertar os seis muita gente, a Casa da Crinúmeros, o vencedor será ança, Igreja, investir nas que fizer a quina, assim su- minhas filhas e viajar." ces sivamente, até alguém O aposentado Antônio levar. Carlos Osório, 65, estava As apostas podem ser com vários bilhetes na mão, feitas até hoje às 14 horas. mas ainda não havia decidiO apostador pode marcar do quantos jogos iria fazer. entre seis e 15 números das "Talvez uns quatro, mas 60 dezenas que estão no bi- quem fará será minha mulhete. Quanto mais dígitos, lher, eu não gosto muito da mais cara a aposta, poden- Mega Sena, prefiro a Loto do o valor variar entre Fácil." Se ganhasse, ele diz R$3,50 e R$ 17.517,00. A que iria ficar apenas na beiprobabilidade de acertar a ra do rio, pescando, vendo sena, com a menor aposta, os peixes pulando e nunca Gabriel Carmello Caldas

mais trabalhar. O pedreiro Divino dos Reis Durando, 56, aposta há 30 anos, e a sorte já bateu na sua porta, chegando a ganhar umas seis vezes, sendo que em uma delas foi R$ 5 mil. Sua estratégia é sempre fazer o mesmo bolão, há pelo menos quatro anos. No último sorteio ele fez a quadra. Para o último concurso do ano fez 24 jogos na segunda, 18 na terça e ainda fará mais seis. Se ganhar a 'bolada' já sabe o que vai fazer. "Comprar uma fazenda é meu maior sonho. Vou investir cada hora em uma coisa, comprar trator, fazer plantações e trabalhar apenas para mim, e nunca mais para os outros". E ainda prometeu. "Se eu ganhar vou lá no jornal, vou te dar um pouco também", disse rindo pra o repórter.


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TIRAS POLICIAIS "Ladrão Noel" faz a festa no Natal, mas vai passar o revéillon na cadeia Um grupo de jovens foi abordado por dois elementos, um armado, na noite de Natal na rua Condessa Filomena Matarazzo. Os ladrões levaram mais de mil reais dos jovens além de vários aparelhos de celular, bolsas e carteiras. Um aplicativo localizador de um dos c elulares indic ou que os bandidos fugiram pela estrada da Graciosa com destino a Cajuru, onde abandonaram uma Saveiro, furtada naquela cidade. Os bandidos queriam levar o veículo em que os jovens estavam, mas não tiveram sucesso. Na tarde desta quarta-feira, o grupo reconheceu por foto um dos bandidos, na delegacia de polícia local. Ele foi preso na tarde de ontem em Cajuru, segundo informações do delegado Rodrigo. O elemento conhecido como “Leite” (foto) também é acusado de vários furtos na região.

Homem é preso após roubar R$100 Um homem foi preso após roubar uma carteira com documentos e R$100, domingo (27), às 21h, no 'Nosso Teto'. De acordo com o B.O, a vítima alegou que estava no bairro Jardim Gurilândia, trafegando pela Rua Icaturama. Ao chegar no cruzamento com a Avenida Presidente Vargas, foi surpreendido por um homem armado. Ele abriu a porta do lado do passageiro e anunciou o assalto. Sob ameaça de morte, a vítima levou o indivíduo até no 'Nosso Teto'. Após a ação criminosa o homem que foi roubado ligou para a polícia. Depois de algumas buscas pelo bairro, a PM localizou o suspeito dentro de um bar. Com ele foi encontrado a carteira com os documentos, porém, com apenas R$ 50. O suspeito foi preso em flagrante e dirigido para a cadeia pública local.

Mulher leva facada de marido na noite de Natal Uma mulher foi esfaqueada pelo marido, após um desentendimento na noite de natal, por no Jardim do Sol, volta da meia noite. Segundo o B.O, a mulher afirma que estava tomando bebida alcoólica em sua casa quando teve um desentendimento com o marido que resultou em uma facada em sua mão. O homem confirma que ela estava bebendo, mas tem outra versão. Alega que estava bebendo com alguns amigos e sua esposa teve um ataque de ciúmes se jogando ao chão e na pia dizendo eu iria se matar. A polícia compareceu ao local e teve que usar gás de pimenta para levar o indivíduo à delegacia. A vítima foi levada para o Pronto Socorro para cuidar da ferida. Na casa, ainda foram apreendidas uma faca e um canivete.

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Penicilina chegou a tempo de permitir os vôos de Carlos Marchesi Ele não teria sido o piloto de avião que cortou o Brasil de norte a sul, por 30 anos - e hoje pass a a maioria dos finais de semana em Santa Rosa, à beira de um fogão à lenha, entre bons goles de cerveja - se um 'milagre' não tivesse retirado a morte de seu caminho, quando ainda era uma criança. Depois de aprontar o arroz - s ua especialidade nos almoços na casa de um amigo - Carlos Marchesi, de 74 anos, costuma contar histórias de vôos em tempos de tecnologia ainda na idade da pedra. Mas nenhuma delas se aproxima do risco que correu quando tinha apenas 6 anos de idade. - Eu morava na fazenda São Luiz, município de Jardinópolis, e peguei uma

pneumonia. Fiquei internado por 40 dias; meu quadro, segundo me contaram meus pais, era muito grave - lembra o piloto. No ano em que ele nasceu, 1941, surgiu a penicilina, graças aos estudos do bacteriologista escocês Alexander Fleming na década 1920. A segunda Guerra Mundial acelerou o processo iniciado por ele. Muitos feridos no conflito puderam sobreviver graças ao santo remédio. - Um quadro como o meu, sem penicilina, me levaria à morte com certeza. Entendi que, no primeiro momento, ainda não dispunham dela no hospital de Jardinópolis. Durante minha internação, o remédio chegou. A tempo de salvar minha vida. Ainda me lembro

Piloto é famoso pelo arroz que faz da enfermeira, toda manhã, aplicando a injeção - ressalta Marchesi. Passada a internação,

Carlos teve alta e saiu do hospital completamente curado. (R.A.)

FUNDO DO BAÚ Esse time do Santa Ros a FC, década 1960, mesclava veteranos e jovens sob o c omando de Paulo Persiani, com Arikerner Rodrigues na direção do clube. O uniforme não condiz com a tradição alvinegra do 'Leão da Comarca', apelido dado ao campeão amador regional de 1955, logo depois da elevação à Comarca do munic ípio de Santa Ros a, em 1952. Eis os figurantes do time, a partir da esquerda, em pé: Paulo Persiani, Geraldinho Fernandes, Paciência, Tonim Borges, Dito Uga, Buca, Caetaninho Pica Pau e Arikerner. Agachados: Jadier Nogueira, Zinho, Ige, Zito Falconi e Tiãozinho.


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Superintendente do Poupatempo já viveu em Santa Rosa Romeu Antunes Tânia chegou com a família a Santa Rosa para viver aqui por cerca de 15 anos. Depois de formada, ingre s s ou no Procon, ante-sala do Poupatempo, órgão que dis ponibiliza serviços ágeis à população paulista, do qual ela é a atual superintendente de operações Ela não poderia imaginar que, ao ingressar, em 1986, na assessoria técnica da diretoria do Procon, estaria dando o primeiro passo para assumir, 20 anos depois, a superintendência de operações de 20 postos do Poupatempo, programa do Governo do Estado que

se tornou bastante popular, graças à agilidade dos serviços que presta. A ponto de ser considerado, pelo Datafolha, como 'Melhor Serviço público de 2015'. Formada em Ciências Soc iais pela ' Barão de Mauá', de Ribeirão, Tânia Virgínia de Souza Andrade, ficou no Procon até ingressar no Poupa, logo na implantação do projeto, em 1997. No ano seguinte assumiu como assistente de atendimento no primeiro Poupa do interior, em Campinas, onde chegou a coordenadora. - Aí fui convidada, pela Diretoria do Poupa e pelo Ministério da Indústria de Moçambique, Áfric a,

para fazer uma série de palestras e work shop na capital, Maputo. Lá, durante dez dias, participei de encontros com chefes de províncias - espécie de prefeitos, representantes de várias tribos do país. Além disso, dei palestra, sobre atendimento e tecnologia, para deputados no Parlamento de Maputo - narra a mulher nascida em São Joaquim da Barra que chegou a Santa Rosa com 5 anos para aqui viver até os 21. Desde 2007 no cargo de Superintendente de Operações, ela, hoje, é responsável direta pela parte operacional de 69 Postos implantados em todo o Estado de São Paulo.

Tânia recebendo prêmio de melhor serviço público de 2015

Quase 500 milhões de pessoas já foram atendidas pelo programa Em geral, os Postos coloc am à dis pos ição da população mais de 250 serviços. Diariamente são realizados em torno de 172 mil atendimentos. O Poupatempo, que completou 18 anos no último dia 20 de outubro, já atendeu mais de 460

milhões de pessoas, mais de duas vezes a população do país, hoje estimada em 204 milhões. O órgão conta com 12,9 mil colaboradores, entre funcionários públicos, terceirizados, estagiários, médicos e voluntários de programas como o

'Escreve Cartas' e 'Voz Amiga'. Ele já entregou mais de 43 milhões de Carteiras de Identidade (RG), número equivalente à população da Argentina, além de 22 milhões de Carteiras de Motorista. - O Programa foi con-

cebido para oferecer ao usuário um local com os principais serviços públicos, em um ambiente confortável, com foco no respeito e nos direitos dos cidadãos . De alguma forma temos contribuído para isso - conclui Tânia.


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Espaço Mogiana receberá o Ano Novo Seguindo o conceito de Réveillon itinerante, criado pelo prefeito Cassinho, cada ano a festa da virada em um bairro diferente, o evento chega, agora, ao Espaço Mogiana, ao lado da Praça das Bandeiras. Esse é o quarto ponto diferente: já foi na Praça Guido Maestrello (Matriz), na Praça Zuleika Balbão (Nosso Teto) e, no ano passado, na Praça André Passoni (Cohab III). Segundo o diretor de Cultura Ricardo André Costa, o palco será montado em frente ao Centro Cultural, na Rua 7 de setembro, voltado para os barracões que podem ser aproveitados em caso de chuva. O evento começa às 21h e vai até às 2h. O som ficará por conta do DJ Giovanni Siqueira. De acordo com Ricardo, a prefeitura lançou um edital para convidar as pessoas que tivessem interesse em armar suas barracas de comida e bebida, mas não apareceu ninguém interessado. Como no ano passado, a queima de fogos durará entre sete e dez minutos, explicou o diretor.

DE OLHO NA CIDADE Natal na Igreja Presbiteriana

Somos chatos - Podem nos chamar de chatos e repetitivos, mas de novo diversas vacas pastavam na rotatória de entrada da cidade e por pouco não acontece um acidente com uma que saiu em disparada, na direção do Nova Roma. Até quando? Picharam a Estação - Picharam a fachada do fundo da estação da Cultura, ali onde se guarda os instrumentos da banda.

Dia sim, dia não - O 0800 do DER funciona dia sim, dia não. Depois de reclamações de leitores, ligamos para conferir. Num dia atendeu, no outro não. Alô, DER, tem que atender 24 horas por dia, uai.

Para a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, o Natal é a referência histórica de que um dia nas c eu J es us Cristo, Salvador de todas as pessoas que o aceita como Senhor e que baseia o seu modo de vida na Palavra de Deus. "Natal é a festa do nascimento de Jesus, relatado no livro mais lido no mundo que é a Bíblia. Ele nasceu, viveu, morreu e ressuscitou para salvar o pecador," explica o Pastor Geraldo Aparecido Cardoso dos Santos (foto). "Já o Papai Noel, segundo Geraldo, é fruto de uma cultura não celebrada na Palavra de Deus. Faz bem apenas para o imaginário coletivo, mas nada mais do que isto," completa. Geraldo tem um extenso currículo, é formado em teologia, Psicanalista clínico, Psicopedagogo, Professor de Português e Inglês, MBA em Gestão e chegou a pouco tempo na cidade, mas já conseguiu sentir um pouco do clima cooperativo que existe entre os fieis. "O povo da Igreja tem demonstrado um desejo imenso de que Santa Rosa seja uma cidade que creia em Jesus Cristo e pratique o verdadeiro sentido do Evangelho." Santos afirma que a Igreja Presbiteriana através do Ministério de Ação Social e Diaconia têm desenvolvido anualmente campanhas, ações de assistência social, não apenas no natal só que não são muito divulgadas, mas ele pretende dar maior visibilidade a isto.


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Cinzas de Victor Cervi repousarão à sombra de mangueira 'borbon' As cinzas do jornalista Victor Cervi serão espalhadas debaixo de um pé de manga borbon, no quintal da casa, na rua do Comércio, onde ele nas ceu e passou grande parte dos 74 anos completados no mês passado. Seu falecimento se deu no HC de Ribeirão, na última segunda-feira (28), e o corpo seria cremado ontem em Jaboticabal. A causa da morte foi infecção hospitalar. O jornalista lutava contra um câncer. Victor foi editor do Jornalzão por 10 anos. Trabalhou na revista Bondinho, em jornais e em algumas rádios da capital paulista, na década 1970. Foi editor da EPTV Ribeirão e frequentou redações de jornais como Diário de Notíc ias, Verdade e Domingão, em Ribeirão Preto.

Cronista local, ocultava-s e s ob o pseudônimo 'Juvenil de Souza' para produzir os textos que publicou semanalmente, por anos a fio, primeiro em O Santa Rosa, depois em O Jornalzão. Um livro ('Recuerdos') - de um único exemplar - foi impresso este ano, mas Victor não pode realizar o sonho de ver multiplicada a obra que reúne as crônicas que muito sucesso fizeram em ambos os jornais (leia uma delas à direita nesta página). Era casado com Beth Sanches de Castro - ex-vereadora da Câmara local -, pai de Carolina e avô de Victor Emanuel e Alice.

Fins de anos, réveillon...

Ele tinha 74 anos e foi editor de O Jornalzão por 10 anos

O mais velho foi por último

Antônio, Victor e Renato no réveillon 71-72

Victor Cervi, o mais velho de um grupo que, na juventude, agitou a cultura santa-rosense, foi o que mais tempo viveu. Antônio Carlos Morari, poeta e jornalista, faleceu em 1974, João Garcia Duarte Neto, em 2012 e Renato Alberto Antunes, em junho deste ano. Com Antônio e João, Victor se iniciou na aventura jornalística no 'Bondinho', revista distribuída nos caixas do Supermercado Pão de Açúcar. Com Renato e João, protagonizou uma série de espetáculos teatrais, denominada 'Etapas', na década 1960, que começou no palco do Cine Santa Rosa e, depois, migrou para o Grêmio Recreativo. Na 'Etapas 3' eles contaram a história de Santa Rosa em espetáculo musicado por Ararê Ludivice Garcia. Os quatro participaram da criação do 'Santa Rosa Jornal' - em 1974 -, com assessoria de José Hamilton Ribeiro, que não passou do número 3.

Não haverá amor maior

Recuerdos

Não haverá amor maior de um pai e uma filha. Você hoje virou meu anjo!!! Obrigada por ser esse pai maravilhoso até o fim. Você lutou como o guerreiro que sempre foi, mas essa luta nós não venceríamos. Fica o aprendizado que veio com ela, o saber que cada minuto ao lado de quem se ama é importantíssimo!!! Todos os minutos que passei ao seu lado não foram o suficiente, vai ficar aquela saudade eterna, mas o seu lugar em meu coração nunca estará vazio porque, quando doer demais, eu sei que dentro de mim é onde eu sempre vou te encontrar. Te amo ao infinito e além. Carolina de Castro Cervi

Lembro do Vitão na redação do jornal O Diário, em 1975. Sério e, ao mesmo tempo, bem humorado. Lembro do Vitão nas redações do Diário da Manhã, do jornal alternativo Comtudo, e no jornal Verdade, onde era o editor, no começo dos anos 2000. Lembro do Vitão quando ele, já casado com a Beth, morava na Rua Aurora, em Ribeirão. As festas juninas eram incríveis, com a presença de violeiros de Santa Rosa, cantando de improviso. Lembro do Vitão principalmente pelas crônicas. Numa delas, Recuerdos, ele fala da infância e das brincadeiras no córrego Matadouro. Victor Cervi foi meu colega, amigo e compadre, padrinho do meu filho. Fernando Braga

A gente não sabia que o tempo ia passar tão depressa e que as horas de hoje seriam medidas de minuto em minuto cada dia que passa. E começamos a perceber que a passagem do ano na verdade significa a falta do amigo que morreu sem a gente saber, que a árvore debaixo da qual tivemos tantos encontros de amor não existe mais e nem o amor existe mais. Cadê a rua estreita de terra, de sarjetas de pedra onde corria água da chuva quente do sol? O reflexo da luz filtrada entre as folhas verdes do jatobazeiro? A caneca de cerâmica cheia de leite morno? Pão sovado comprado na padaria? Balas de coco, confeitos e rebuçados guardados dentro do vidro de boca larga bem tampada para não entrar moscas? E as noites compridas que não acabavam nunca, o sapato apertado nos dedos, camisa branca de baile, lenço no bolso detrás da calça, gumex para alisar o cabelo, pente flamengo no outro bolso de trás, desodorante Leite de Rosas, balas de menta para perfumar a boca, o paletó um pouco apertado e o nó malfeito da gravata? Aí vinha o baile, as meninas lindas e distantes despertavam sonhos e desejos de dançar até morrer nos braços delas. Mas nunca dançamos nem morremos nos braços de nenhuma delas. Deixamos o tempo passar e já não somos como antigamente, quando os dias e anos passavam sem a gente ver... Juvenil de Souza sofre crises constantes de lumbago, ciática e enxaqueca.

Rancho anoitecido Victor não gostava de perder, mas nunca se interessou por vitórias retumbantes. Queria, quase no anonimato, reportar as trombadas do ser humano. Passou a vida assim: descrevendo, um tanto cético, os descaminhos e conquistas dos outros. Victor gostava mesmo era dos "causos", do que em nós é risível, patético, curioso. E da linda nostalgia dos tempos das romãs e das goiabas, nos quintais alheios, tão saborosas e proibidas quanto as pernas de penugem dourada da colega de escola (onde ele, Juvenil de Souza, desestudava e aprendia). Há pouco, visitei Victor em sua casa, cercado dos cuidados de Beth e Carolina, mulher e filha, e dos mil pássaros que moram no seu quintal - que dá para um córrego, para o mundo. Para o escuro do além, sabia ele, alquebrado pela doença, mas nada senil. Victor não quis que 2015 acabasse antes de, rompendo as amarras do tempo, ir ao encontro da irmandade Valdir, Cido, Lourdes e Dito, e de seus 'frateli' Moraes, Ararê, João Cirilo e Tato. Ali têm uma eternidade para suas reinações. Sabendo que a jornada estava no fim, fiel ao seu estilo, o repórter do acontecido e do im aginado pediu: "nem choro nem vela". Impossível, senhor editor, bravo jornalista! A você, uma lágrima. E este pavio aceso, chama da luz do afeto no rancho anoitecido. Chico Alencar


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“Futebol dos Amigos” homenageia Rubinho Sandro Abaque - especial para O Jornalzão O Estádio "Rubens Bellizzi" foi palco no último sábado, do "Futebol dos Amigos", uma partida amistos a em homenagem ao Rubinho, que contou com

a participação de ex-jogadores das décadas de 80, 90 e 2000. Assim, como acontece há mais de dez anos, dezenas de amigos compareceram para prestigiar o

evento, que contou também com a presença dos familiares de Rubinho, sendo que sua mãe Dona Helena, deu o pontapé inicial da partida, após uma oração no centro

No jogo, time do Ney “apanha” de 5 Antes da bola rolar, a presença de vários "cobras criadas", já dava para antever de como seria o nível da partida, apesar de faltar pernas e sobrar experiência. No apito, tivemos a presença do folclórico Sac hetão, um dos grandes árbitros que Santa Rosa já teve, com sua irreverência e carisma. E como sempre nas peladas, do lado de fora tinha os chamados "sapos" dando palpites e boas risadas das jogadas. Um deles era o André Tártaro, impedido de jogar por conta de uma contusão no joelho. O ex-técnico Luiz Néri e o ex-jogador Jairinho, também marcaram presenças. É difícil enumerar todos, mas o time Azul, contou com a pres ença de vários ex-jogadores e amigos do Rubinho, entre eles: Marc os Cos ta, Purê (amigo inseparável), Dentinho, Chulé, Paulinho Faísca, Índio (exatleta profissional), Branco Titarelli, Ubaldo, Ivonei, Cílio, Calagu, Renato Abreu, Marquinhos, Delei, Demétrios, entre outros. No time de uniforme Branco: Sacheto, Binguinha, Rominho, Gibi, Nhô, Ney da Vila, Meme, Bé, Rinaldo, Silvinho Buzzi, Assis, Carlinhos Stivaleti,

do gramado em memória de seu filho. Uma bateria de fogos de artifício marcou o inicio da partida, onde o placar era o que menos importava. Outro ponto da homenagem, foi a entrada das duas equipes com as numerações 7 e 11 nas c amisas, números que o Rubinho usava na época em que jogava. As camis as tinham também uma foto de Rubinho, simbolizando a homenagem.

Meme foi o técnico do time vencedor

Dezesseis anos sem Rubinho Marcelo Leal, Marcos Coutinho, Galego e Bério. Com uma equipe mais bem postada em campo, o time Azul acabou goleando por 5 a 0 o time Branco. Destaques para o goleiro Marcos Costa, que defendeu uma falta cobrada por Ney da Vila, de peito. Azaga com Chulé e Calagu, deu conta do recado. Ubaldo no meio de campo foi um dos destaques da partida. No ataque, a dupla Paulinho Faísc a, Demétrius e Índio, deram show. "Foi muito gratificante rever os amigos e jogar ao lado do ídolo Índio. Entrar com meu filho nos braços e saber que era a primeira vez que ele via seu pai jogar naquele campo foi demais", escreveu Paulinho Faísca, através do facebook. No time Branco, Ney da Vila comandava a equipe em campo, onde c obrava tudo, desde faltas e escanteios, mas não conseguiu acertar o alvo. O meio campo com Meme, Binguinha e Rominho, tentaram mais não conseguiram furar a boa marcação do time Azul, apesar de desperdiçarem gran-

des oportunidades. Na preliminar, os garotos sub-16 da Escolinha Donisoccer Primavera empatou em 3x3 contra o Barcelona. O que mais valeu de tudo foi o reencontro dos amigos, onde através do esporte, conseguiram fazer uma grandiosa festa em homenagem ao inesquecível Rubinho, sendo que após a partida fizeram uma festa de confraternização com todos os presentes. Os organizadores prometem que a c ada ano, o evento será aperfeiçoado e organizado. "Realizamos esse encontro há mais de dez anos, sendo que nos dois últimos anos, o evento ganhou uma proporção maior. Es te ano com mais pessoas ajudando, conseguimos organizar melhor, inclusive com uniformes personalizados, com números que o Rubinho usava. Para o próximo ano, iremos homenagear também o Deco Gordo, outra pessoa querida por todos nós do esporte", finalizou Ney da Vila.

Era uma manhã do dia 21 de dezembro de 1999, quando a cidade de Santa Rosa recebia a triste notícia, que deixaria o esporte local de luto. Um acidente, na Rodovia Altino Arantes, entre as cidades de Batatais e Sales Oliveira, tirava a vida de Rubens da Rocha Ribeiro, o "Rubinho". Ele estava numa camionete D20, junto com Márcio dos Reis Balduino, que também faleceu no local. Segundo a Policia Rodoviária na época, a Camionete D-20 rodou na pista e bateu numa F-4000. Nascido no dia 13 de abril de 1963, na ocasião com 36 anos, Rubinho era um apaixonado pelo futebol. Era ele que reunia toda turma para disputa dos campeonatos Amadores da épo-

ca, como o CANAA, torneio tradicional realizado entre as Usinas da região. Muitas vezes fazia o papel de treinador e jogador. Como jogador, vestindo a camisa 7 ou 11, era um bom atacante, tinha velocidade e muita vontade.

Familiares de Rubinho compareceram

Como téc nic o era muito respeitado no meio dos jogadores, pois sabia como nunca administrar as vaidades de cada um. "O Rubinho tem um coração gigante, não cabe dentro dele", dizia o saudoso José Roberto Ferreira, o "Deco Gordo", outro ícone que nos deixou. Completados 16 anos de sua morte, Rubinho teria hoje 52 anos de idade e com certeza estaria jogando suas peladas e ajudando o esporte local de alguma maneira. "Seu nome nunca será esquecido, ele merece toda homenagem", dis se Ney da Vila, amigo e um dos organizadores do evento.


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Craques locais prestigiaram o jogo Eles fizeram sucesso jogando futebol nos anos 80, 90 e 2000

Jairinho era fera. Artilheiro por onde passou, jogou no Comercial, Bragantino, Mogi Mirim entre outros clubes profissionais. Foi no “campão” rever os amigos.

Sílvio Buzzi era o craque do time. O camisa 10 por onde passou. Se destacou no Oeste de Itápolis, onde subiu com o time para a primeira divisão. Não pôde jogar o amistoso por causa de uma ruptura no tendão, causada por um acidente de trabalho

Índio começou sua carreira na Ponte Preta, foi pretendido pelo Santos, mas fez fama no sul, jogando no Juventus, Criciúma, Joinvile e Avaí. Ponta rápido e habilidoso era o terror dos laterais e dos juízes também.

Demétrios jogou em grandes times do Brasil e Europa O atacante passou por diversos clubes, mas é mais conhecido dos tempos de Santos, onde jogou de 94 a 95, onde fez dupla de ataque com Guga e atuou ao lado do meia Ranielli, o goleiro Edinho, filho de Pelé, Mauricio Copertino, Jameli, entre outros. Antes de chegar ao clube praiano, começou a carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, de onde saiu para o Internacional (RS), em 93, ocasião em que foi vice-campeão gaúcho. No Colorado, era companheiro do goleiro paraguaio Gato Fernandes e do zagueiro Célio Silva, ex-Corinthians e dono de uma bomba no pé-direito. O atac ante ainda teve pass agens pelo

Demétrios não é santa-rosense, mas foi bi-campeão do Canaa jogando pelo time da cidade

Madureira, Fluminense, Portuguesa Santis ta, Remo e Bahia. No Tricolor carioca, participou da estréia do então menino Roger, à época com 17 anos e hoje comentarista do Sportv. Na ocasião, marcou um dos gols do empate em 2 a 2 diante do Atlético Mineiro, no estádio das Laranjeiras. Renato Gaúcho, Ricardo Rocha e o lateral Paulo Roberto também faziam parte da equipe. Sucesso luso - Demétrios também obteve reconhecimento profissional na Europa, mais precisamente em Portugal. Viveu em terras lusas de 1997 a 2008. Jogou só em times da primeira divisão, entre eles o Boa Vista, com quem foi campeão nacional em 2000. Ele sagrou-se vice-campeão da Taça de Portugal, torneio semelhante à Copa do Brasil, e recebeu a chuteira de bronze do campeonato português de 98/99, como o terceiro maior goleador. Também é o maior artilheiro do Moureirense na primeira divisão, com 20 gols no total.


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Serginho Gomes

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Missa do Galo

Travessia perigosa

Uma multidão que não coube dentro da Igreja de São Judas Tadeu, assistiu a Missa do Galo iniciada às 0:00h do último dia 25 de dezembro. O presépio vivo emocionou as pessoas. O menino colocado na manjedoura foi o destaque da encenação. Para simbolizar a unidade da Igreja Católica em rezar e trabalhar pelos povos de todos os cantos da terra. Os cinco continentes foram representados por pessoas que se fizeram habitantes de cada um deles.

São apenas 20 passos que se percorre em não mais que poucos segundos, dependendo da pessoa. No entanto, para quem atravessa a pista da Rodovia Conde Francisco Matarazzo Júnior, na rotatória João Gentil, parece uma eternidade. São passos perigosos em direção ao outro lado. A rotatória é o centro de convergência de ruas e avenidas importantes da cidade: Presidente Vargas, São Paulo, Henrique Alonso Martins, Ângelo de Angelis e rua Ângelo Sordi, além da Ciclovia dos Ipês. Todas com grande fluxo de veículos e de pedestres. A rotatória já é conhecida por seus congestionamentos, principalmente em horários de pico. Entre os veículos - e eventualmente gado- circulam, estudantes, idosos, crianças, bicicletas, cavaleiros, etc. Moradores dos bairros próximos e gente que busca a ciclovia para caminhar. Todos se arriscam nos segundos que levam na travessia perigosa da rotatória João Gentil, depois que calculam "no zóio" velocidade e a distância dos autos. Não é exagero afirmar que o risco de atropelamento é constante. A construção de uma passarela sobre a pista é vista pelos pedestres como solução do problema. Elisângela A. Caetano da Silva, cabeleireira, é uma dessas pessoas que apressam os passos na João Gentil para não ser atropelada. Ela frisa: - Adificuldade é muito grande para atravessar. Quando a gente tem que fazer isso ajudando outra pessoa portadora de necessidades especiais ou uma criança, então nem se fala. Tem que esperar a boa vontade de algum motorista parar e a gente poder atravessar. Acho que precisa de uma passarela urgente no local.


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