O Jornalzão, edição 975

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Diretor Administrativo: André Nagib Moussa (Mtb 34286) - Editor: Victor Cervi (Mtb 11226) - Santa Rosa de Viterbo, 27/12/2014 - Ano 21 - N.º 975 - Semanal - Fone/Fax 3954 3289

R$ 2,00 Marcelo Zílio

Pesquisador diz que peixe do rio Pardo vai acabar

Fora do Trilho, mas dentro do orçamento - O Coletivo Biquirim festeja o sucesso do Festival Fora do Trilho que promoveu no último final de semana no Espaço Mogiana, informando que, além de ter sido 'lindo', ele deu até lucro.

Loja da Claro é roubada em plena luz do dia Natal solidário - Grupo “Amigos da Criança” distribuiu brinquedos em vários pontos da cidade. A fila foi grande, mas valeu a pena.

Dois homens armados roubaram a loja da Claro, ao meio-dia de ontem. Eles entraram na loja e anunciaram o roubo. Funcionários e dois clientes foram levados para uma sala e vigiados por um bandido, enquanto o outro recolhia dois notebooks e aparelhos celulares que estavam na vitrine. Dinheiro eles não levaram. A ação durou menos de cinco minutos. Os bandidos fugiram aparentemente em um EcoSport prata e até o fechamento desta edição não haviam sido localizados. Ninguém se feriu.

Chiquinho, o porquinho que pensa que é cachorro

Vândalos - Vejam a falta de educação de alguns cidadãos: na praça matriz a lixeira foi quebrada, e no Bosque a mesa e os bancos de cimento totalmente destruídos. Some a isso a inércia do poder público que vai demorar uma eternidade para arrumar. O resultado é que a nossa cidade vai ficando com ar de abandono.


OPINIÃO

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EDITORIAL Não respondeu - É um direito do prefeito não querer dar entrevis ta. Mas porque não fazer? Perguntas tranquilas, um ou outro assunto mais ácido, mas que ele poderia usar o espaço e esc larecer a população em diversos pontos confus os, uma vez que o diálogo com o povo não é o forte do alcaide. E olha que desta vez nem perguntamos sobre o cemitério novo. Já o seu vice, Lê da Farmácia, disse que na semana que vem responde as perguntas que o Jornalzão enviou. Esperamos que sim e aguardamos ansiosamente. "Dono da cidade" - Uma das perguntas era sobre o seu "time", que a cada dia sofre desfalques que não são repostos. O prefeito administra sozinho, como se fosse 'dono' da prefeitura, tendo unicamente como confidente e guru a sua secretária, que passa 12 horas dentro do gabinete e certamente não tem a mínima noção do que acontece pela cidade. Confraternização da solidão - Vimos isso claramente pelas fotos da confraternização dos servidores municipais, divulgadas no facebook. O prefeito sozinho, com sua secretária ao lado, sem assessores. Natal sem iluminação- Nem parece Natal. Me lembro que aqui havia o "Natal Cor de Rosa", promovido pela ACI, onde carro e motos era sorteados para quem comprava no comércio local. Havia o "Natal iluminado", onde a prefeitura em parceria com o comércio local iluminava as principais ruas da cidade. Essas ações animavam a população que enfeitavam suas casas e o clima de Natal era sentido já no inicio do mês de dezembro. Hoje, a atual administração não teve nem a capacidade de organizar a casinha do Papai Noel com o mínimo de capricho, para manter o sonho do bom velhinho vivo na cabeça da criançada. Natal com Luz - Os ‘anônimos’ mais uma vez demonstraram o espírito do Natal. Ações de cidadania, que buscam levar o bem estar, sem se preocupar com os holofotes. Parabéns a todos, que de uma forma ou de outra procuraram fazer o Natal do próximo mais feliz. Na justiça - Conforme já havíamos anunciado há 2 ou 3 semanas, o Jornalzão foi levado a Justiça e deve pagar indenização. Decisão justa do Juiz em erro que já havíamos admitido anteriormente e inclusive nos desculpado. O valor é aceitável, e se houver parcelamento, nem devemos recorrer.

EXPEDIENTE O JOR NA LZÃ O é um a pub lic açã o da edi to ra And ré Na gib Mo uss a ME Re da çã o: rua C ond ess a F ilo me na Mat ara zz o, 95 - C en tro - San ta Ro sa de Vi ter bo- SP - CEP 14 .27 0- 000 Fo ne/ f a x: (16 ) 395 4 3 289 Us uár io Pap el Im un e: UP - 081 09 /01 4 - Di ret or Ad min ist ra tivo: And ré Mou ssa - Dir eto r d e R ed açã o: Vic to r C erv i - Free lancer - Romeu Antunes - Co la bor ad ore s: Ana Lígia, P a dre A lex, C lél ia Za nar do, S erg inh o G omes, João de Bem e Ro gér io Mos ca rdi ni Ar te f i nal ist a: Gráfica Egidio - Co nta to Co mer cia l: Jo ana Dobras Ti ra ge m: 2.700 exempla res - Ci rc ula çã o: San ta Ros a d e Vit e rb o Pe r i o d ic i d a d e : Se ma n a l - R $ 2,0 0 p o r e xe mp l a r Emai l:o jor nal zao @oj or nal zao .co m Im pre ssã o: Gra fi sc, Sã o C ar los . “ A rt igo s a ssi na dos s ão de in tei ra res pon sa bil ida de de se us aut ore s, nã o r epr ese nta nd o n ece ssa ri ame nte a opi ni ão do jor na l.” O Jor nal zão s e r ese rva o di rei to de res umi r c art as que co nsi dera r i nad equ ada s a o e spa ço dis pon íve l. O JOR NA LZÃO É AFIL IADO À A B RA RJ

CARTAS À REDAÇÃO

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CRÔNICA & CONTEXTO por João de Bem

Agradecimento Biquirim Nós, do Coletivo Biquirim, gostaríamos de agradecer publicamente a todos nossos colaboradores e apoiadores, dentre eles a Prefeitura Municipal de Santa Rosa, e principalmente o apoio, ideias e abraço acolhedor que recebemos do Departamento de Cultura, através do Diretor Ricardo André Costa. Foi com a dedicação e compromisso dos membros do Coletivo Biquirim, pela presença dos artistas que se apresentaram, pelos estudiosos que ofertaram palestras e oficinas, e pelo público que prestigiou, que o Festival Fora do Trilho superou nossas expectativas. Desejamos um ótimo 2015 a todos os cidadãos santar-rosenses!

Dá para entender? Todos os anos praticamente o mesmo ritual. É necessário proceder dessa maneira para nos aproximarmos das pessoas, para confraternizarmos em comunhão de propósitos? É necessário presentear para demonstrar o apreço que temos por amigos e parentes? Acredito que minha velhice está pregando alguma peça ou, meu lado racional começa a fazer perguntas que surpreende pelas respostas do eu subjetivo, aquele do espírito - ou seria da alma? - atrelado ao corpo finito com sinais evidentes do tempo em uso. Gostaria de entender e me surpreender por efeitos produzidos no calor do Natal montado no simbolismo ali cantado com propósito perene, no relacionamento afetivo entre participantes do evento festivo, diferenciando da sazonalidade imposta às cigarras que, por questões naturais do ciclo reprodutivo, coincidentemente, apenas nessa época do ano aparecem, manifestam-se cantando e pouco tempo depois desaparecem. Voltam no ano seguinte e no mesmo período, para outra cantoria e novo ciclo de reprodução. Não temos surpresas maiores entre nós. Passou a data. Some o canto, emudece o humano altruísta - as cigarras hibernam assim também hibernam os propósitos de Feliz Natal, Boas Festas e Feliz Ano Novo, até o ano que vem. A aparente atitude desprendida, intensa em sentimentos nobres, foge com os sorrisos ausentes, na oportunidade do dia seguinte. Os enfeites, o brilho em luz artificial se apaga, apagando também o efeito circunstancial de amor e amizade. Os humanos são semelhantes fisicamente todos têm necessidades fisiológicas - precisam de produtos organicamente assimiláveis, naturalmente ou artificialmente, para manter a vida no corpo. Divergem em subjetividades ancoradas em crenças mantidas culturalmente por muito tempo. Não há convicção naquele que simplesmente vê e não pratica lastreado no saber. Talvez, repetindo minha preocupação, o espírito imortal habitado em mim esteja mesmo me cobrando o benefício, em termos efetivos, no que as festividades fortuitas compreendidas entre a última semana de dezembro e a primeira de janeiro contribuem na evolução do caminhante cósmico! Na semana passada não escrevi por absoluta falta de tempo. Fiquei ocupado integralmente com o trabalho que propositei concluir por partes - a primeira prevista para a 1ª quinzena de janeiro, isto se as pessoas envolvidas não encompridarem os feriados de Natal e Novo. Com respeito a diferentes opiniões, desejo, sinceramente - que a vida seja muito melhor no tempo que nos resta - é muito importante viver bem - em qualquer idade, todos os dias!


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POLÍTICA

Prefeito não quis dar entrevista Esta semana o Jornalzão combinou com a assessoria de imprensa da prefeitura o envio de perguntas que seriam respondidas pelo prefeito, para marcar os dois anos de administração. Enviamos as perguntas, mas na sexta-feira falamos com o assessor de imprens, que está de férias e ele disse que o prefeito não iria nos responder. As perguntas enviadas por e.mail que o prefeito não quis responder foram estas: 1-Como o senhor classifica esses dois primeiros anos de mandato, ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo? 2-Qual a grande virtude de sua administração? 3-E qual o grande defeito? 4-A situação financeira da prefeitura é preocupante, pois tem dívidas de quase dois milhões. Salários estão atrasados. Quando o senhor acha que normaliza? 5-Em setembro o senhor disse que o seu “time” estava ruim. E hoje, ele está bom? 6-O senhor é candidato à reeleição? 7-Como o senhor espera estes dois últimos anos de mandato. De arrocho ou de fartura? 8-O senhor cancelou o carnaval deste ano por falta de dinheiro. Depois fez festas ao longo do ano, mesmo com a crise. Agora, com salários atrasados, o senhor fará o réveillon com fogos e isso custa caro. Não é incoerência? 9-O senhor foi eleito com apoio de nomes como os ex-prefeitos Vicente Cintra, Decão, Omar Nagib e partidos como o PT, DEM, PMDB e hoje eles não estão juntos com o senhor. A “Onda Azul” se desfez. Porque eles não estão mais juntos? Quem apoia o prefeito hoje? 10-Até o seu vice, Lê da Farmácia, não é visto mais com o senhor. Porque? 11-A Saúde é sempre vista como o pior dos problemas. Isso em qualquer lugar do país. Como anda a Saúde aqui, na sua visão? O que tem de bom, o que precisa melhorar, o que é bem ruim? 12-O Promotor abriu inquérito para averiguar um loteamento feito em terras que eram suas. Ouvese que o senhor vai lançar mais loteamentos em terras suas. Quantos e quais os loteamentos que são do senhor e que estão para aprovação? 13-Como é a sua relação com a Câmara. O senhor os ouve sempre? O que o senhor achou da eleição de Heitor Bertocco para presidente? 14-Achamos que a administração precisa de uma reforma administrativa urgente e isso era uma de suas metas. Porque não foi feita? 15-Nestes dois anos qual a sua grande alegria a frente do executivo e qual a grande desilusão? 16-Prefeito, muito obrigado, pode usar este espaço (máximo de 10 linhas) para falar sobre algo que o senhor gostaria e deixamos passar.

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Natal sem luzes, cidade sem animação Este ano, Santa Rosa não teve iluminação natalina como em anos anteriores o que deixou a cidade com ar de abandono à noite, principalmente as praças Santo Antonio e a Guido Maestrello, cuja atração foi durante anos a ornamentação da casa da esquina do casal Gerson Pereira e sua esposa Maria Inês. A casa sempre foi uma atração noturna para os moradores com papai Noel, estrelas e tudo que se pensass e em ornamentação. A TV fez várias matérias sobre a casa. Maria Inês conta que guarda tudo e compra mais de um ano para outro. "Este ano, infelizmente, tive que fazer uma cirurgia no olho e não posso tomar poeira, por isso, não enfeitamos a casa", diz ela acostumada a receber pessoas para ver a casa enfeitada por dentro. "Fica para o ano que vem", diz consternada. É a primeira vez em mais de dez anos que a casa está com as luzes apagadas na esquina da praça. Na praça Santo Antonio, a reclamação fica por conta do antigo morador Zezito Durando. Faz cerca de três anos ele es creveu carta ao Jornalzão reclamando que "tinham esquecido" da praça e não colocaram luzes no final de ano. A carta rendeu polêmicas porque alguns viram sentido políti-

A dona do casarão na esquina da Matriz fez uma cirurgia e não enfeitou a fachada este ano, mas prometeu que ano que vem ela “virá com tudo”

co nela, tanto que nos anos posteriores, até o ano passado, colocaram luzes ali. "Este ano, parece um deserto, será que fica tão caro colocar uns pisca-pisca coloridos, para alegrar a praça?, pergunta Durando, que passa as festas de fim de ano na cidade natal. Na avenida Presidente Vargas, a principal da cidade, apenas alguns estabelecimentos comerciais colocaram luzes , mas nem parec ia que era Natal na noite do dia 24 para 25. "Tudo escuro,custava en-

feitar um pouco?",era a reclamação geral. Na Praça das Bandeiras, a situação era a mesma, tudo escuro. Faltou ince ntivo Os próprios comerciantes não enfeitaram as vitrines das lojas, como sempre fizeram todos os anos. Nas ruas, durante o dia as lojas maiores anunciavam liquidação e preços de arrasar, mas nada de luzinhas nas vitrines. “Em anos anteriores a prefeitura e a ACI organizavam, a gente se juntava e fazia, mas este ano

não fizeram”, conta um comerciante. A Loja Léia, na praça Santo Antonio, a mais tradicional em Natais da cidade, pioneira na entrega de presentes nas casas das crianças pelo próprio Papa Noel, manteve a tradição com sua carrocinha tocando o Jingle Bells, animadamente pelas ruas da cidade. Já o pessoal do Teto não deixou por menos, a Associação dos Moradores colocou luzes na avenida por conta própria, e ali ficou o local mais enfeitado da cidade.


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Boletim mostra que economia regional pode ficar pior no ano que vem O Boletim Conjuntura Regional do Ceper/Fundace de Ribeirão Preto, reúne e analisa dados sobre o desempenho da ec onomia do município de Ribeirão Preto e de sua Região Administrativa, que inclui 37 c idades , inc lusive Santa Rosa. No estudo divulgado esta semana, os economistas concluem que a tendência para 2015 é de um ano de economia regional fraca.

De acordo com o boletim, o cenário poderá mudar ainda no final de 2015 diante da adoção e manutenção de medidas que vis em, por exemplo, ao ajuste das contas públicas, dos preços administrados represados e ao controle da inflação. A comparação de dados de geração de empregos no período entre janeiro e outubro de 2014 com os últimos 5 anos, mostra que a Região Administrati-

DE OLHO NA CIDADE

Abandonado e tomado pelo matagal - O prédio onde ficava a agencia do Correio está tomado pelo mato na sua parte externa. Tem capim de todo tipo: capim membeca, colonião, tiririca, e outro, próprios para a criação de escorpiões e outros bichos. Faz algum tempo, a informação é de que seria usado para depósito, mas até ontem, não aconteceu nada, só o mato continua crescendo.

va e o município de Ribeirão Preto passam por uma situação pior do que nos cenários nacional e estadual. Na região, o saldo de geração de empregos na indústria foi negativo nestes primeiros dez meses do ano enquanto que no comércio e na agropecuária o crescimento foi mínimo e na cons trução praticamente nulo. O saldo de geração de empregos na região segue positivo graças ao desem-

penho do setor de serviços, que também apresenta tendência de queda em comparação com os 10 primeiros meses de 2013. No município de Ribeirão Preto, comércio, indús tria e agropecuária apresentaram saldos negativos enquanto construção civil e serviços mostram resultados positivos embora em queda na comparação com 2013. Na classificação por segmentos, fica ainda mais

clara a crise no setor sucroalcooleiro. A produção de açúcar e álcool demandou apenas 103 vagas em Sertãozinho nos 10 primeiros meses de 2014 enquanto que em 2013 esse saldo foi de 1.484 vagas. A área total de cana disponível na região de Ribeirão Preto também tem mostrado retração desde a safra 2009/10. Ve ículos - Outro importante indicador de ati-

vidade econômica é o licenciamento de veículos. Neste critério, o desempenho do município de Ribeirão Preto e de sua região foi pior que o do estado de São Paulo, que já apresentou dados piores que no cenário nacional. Em Ribeirão Preto a queda no licenciamento de automóveis foi de 31,8% em comparação com os dez primeiros meses de 2013 enquanto que na região essa queda foi de 22,4%.

Queimadas de cana diminuem na região A queima nos canaviais na região de Ribeirão Preto foi reduzida pela terceira safra seguida, de acordo com o relatório do Protoc olo Agroambiental, divulgado pelo Instituto de Ec onomia Agríc ola (IEA).Segundo o documento, que avalia a evolução do protocolo assinado em 2007 entre empresas do s etor sucroalcooleiro e as secretarias estaduais de Agricultura e Abastecimento (SAA) e do Meio Ambiente (SMA), a região Administrativa de Ribeirão Preto queimou 100

mil hectares de cana na safra 2013/2014, ante 140 mil hectares na safra anterior. O documento antecipa os prazos legais paulistas para a eliminação da prática da queima, de 2021 para 2014 nas áreas onde já é possível a colheita mecanizada e de 2031 para 2017 nas áreas em que não existe tecnologia adequada para a mecanização.

Tradição De acordo com o relatório, na região de Ribei-

rão, a colheita de cana crua superou a com queima já na safra 2009/2010. Mas, o avanço da mecanização ainda está em ritmo mais lento em relação a outras regiões do Estado. "Os canaviais da

região são antigos, e sua sistematização para a colheita crua é feita durante a reforma, razão do índice de colheita crua estar aumentando em menor velocidade", diz o IEA.


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COLUNA GOSPEL

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Chiquinho, o "cachorro" diferente

por Rogério Moscardini

Guia Incrível Quando os atores fazem um filme, é o diretor que vê o contexto completo e a direção em geral. Certa atriz admitiu não ter entendido tudo o que o diretor estava fazendo em um de seus filmes recentes, e disse: "Achei muito interessante me permitir estar perdida, porque sabia que tinha esse guia incrível. Você se entrega a uma história e a um diretor que fará tudo funcionar." Acho que Josué pode ter dito algo semelhante com relação ao diretor de sua vida. A Bíblia relata no primeiro capítulo de Josué que o líder de Israel recém comissionado está diante da entrada da Terra Prometida. Mais de dois milhões de israelitas estão confiando nele para guiá-los. Como ele faria isso? Deus não havia lhe dado um roteiro detalhado, mas lhe deu a certeza de que iria com ele. Deus disse, "...serei contigo; não te deixarei...." (Josué 1:5). Ele ordenou que José estudasse e praticasse tudo que estava escrito em Sua Palavra e prometeu estar com Josué onde quer que ele fosse. Josué respondeu com total devoção e entrega a este incrível Guia e "nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara" - Josué 21:45 Nós também podemos nos entregar ao nosso Diretor e descansar em Sua fidelidade. Fé é nunca saber para onde somos guiados; é conhecer e amar Aquele que nos guia.

Gabriel Carmello Caldas

Orelhinhas atentas , pancinha pulando, corrida desesperada para o portão, aquele barulho é conhecido, é o carro do dono que se aproxima. Todo dia quando Ana Angélica Alves Campanini, 54, chega da sua padaria ao sítio do seu sogro, Nenê Campanini, seu bichinho de estimação Chiquinho, já lhe recebe louco para comer pão. Ele come como se fosse uma pessoa, pega os pedaços de pão com a patinha e coloca na boca. Até aí tudo tranquilo, a não ser o fato de ser um porco. Angélica des c obriu que ele era diferente certo dia quando estava indo para a padaria. "Levantei as cinco, e fui para a varanda onde ele puxou o pano que deixo pros cachorros e deitou por cima, com se fosse um cachorro, com as patas da frente cruzadas e não saiu mais do lugar, ficou me olhando, como se tivesse reconhecido a dona." Vida de cão - Chiquinho tem oito meses, é um porquinho rechonchudo e o único pretinho da sua cria de 10 irmãos. Contudo, ao contrário dos outros da sua espéc ie, ele atende pelo nome. "Virou um verdadeiro amigo meu, eu o chamo pra ir à mangueira comigo e ele vai." Aquela bolinha gorda bagunça o coreto no sítio, arteiro demais , perturba

3954 3371 - 3954 6920

Max e Chiquinho brincam com João Campanini, marido de Angélica todo mundo, corre atrás das galinhas, morde os outros porcos, passa por de baixo das pernas dos cachorros, que quando estressam latem para ele sair de perto, mas logo ele volta. Sua vítima preferida é o Max, o maior cachorro do lugar, é o único que aguenta o peralta sem reclamar. Até a dona às vezes pede um tempo, mas depois de quinze minutos de sossego ele já volta com a bateria recarregada. "Com todas essas artes, ele me lembra o Baby, o porquinho do filme," compara Angélica. O cardápio do "Totó" é variado, escolhe entre leite, ração de cachorro, ar-

roz com mortadela desfiada, suco de manga e o querido pão, seu preferido é o francês, mas ele come qualquer tipo de pão, torrada, caseirinho, rosca. Além de só beber água no potinho dos cachorros, que o aceitou no bando, ele é o único que eles não tentam morder. Quando Chiquinho fic a muito sujo, de tanto brincar na lama, Angélica pega uma mangueira e uma caneca de água e dá banho nele, ela garante que ele gosta de tomar banho. "Ele é minha alegria" - Chiquinho fugiu do forno nesse natal, e se depender da dona, vai fugir sempre. "Peguei amor nele, não permitirei que meu marido o mate, vou deixar morrer de velhice." O porquinho é um verdadeiro companheiro de Angélica, todo dia de manhã, faz companhia até a porteira do sítio, onde ela pega o carro para ir trabalhar. Depois que ele parte, abana seu rabicózinho e vai procurar mais uma arte para fazer, menos

no chiqueiro, porque lá ele não gosta de ficar. Angélica ama seu pet nada convencional e conta que sua vida melhorou desde que começou essa amizade. "Ele é minha alegria, posso estar nervosa que for, mas ele me alegra, acho que minha vida começou a melhor depois que comecei a cuidar dele. Dizem que porco focinha nossa vida para frente, e a minha melhorou." Sonho - Angélic a mora há dois anos em Santa Rosa, mas viveu 52 em apartamento. Hoje ela se sente livre. "Me sinto como um passarinho fora da gaiola." Ela ama os animais, não apenas seu porquinho peralta. Devota de São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais, ela acredita que talvez esse seja o motivo por se identificar tanto com os bichinhos. Seu sonho é fazer uma ONG e pegar os animais abandonados e cuidar de todos, ela tem muita dó dos bichinhos que ficam na rua.


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PROSEANDO por Zé Pretinho

Boas Festas!!! Robson, dez anos, como milhões de moleques pobres, não está nem aí com a pobreza que lhe assola! De short, descalço, sem camisa, feliz com um largo sorriso estampado no rosto. Peralta, chega da escola e pumba pra rua brincar; bolinha de gude, salva, empinar pipa e papagaio, pelada, estilingue, balança caixão, passa o anel, esconde-esconde e dar um mergulho no corguinho. Olhar o Robson é resgatar aquela infância maravilhosa que vivemos ali prás bandas da rua do comércio e adjacências... na roda de bolinha de gude a molecada proseava sobre o natal, pedir boas festas no ano novo e o velhinho de longas barbas brancas, roupa vermelha e um saco de brinquedos, Papai Noel! Pedrinho rebelde com a pobreza, diz: - Eu pedi para o Papai Noel uma pistola de brinquedo, quero brincar de as saltante de banco e você vai ser o gerente Robson! Pá, pá, pá! Tô cansado dessa pobreza! Robson dá uma dura no amigo: - Paparapapara! Cê tá pensando em ser bandido só por que é pobre?! Porque não pediu um caminhão de brinquedo prô Papai Noel, ou uma bola de futebol, quando crescer pode ser motorista ou jogador, melhor que passarinho engaiolado vendo o sol nascer quadrado. Tira essa má inclinação da cabeça! Não tenho representante ($), Deus me garante! Charles, mais estruturado economicamente, fala do tédio de ser da classe B+: - Pô Robson que inveja de você, livre como um passarinho brinca se diverte a beça... eu tenho que ir pra aquela porra de aula de inglês, espanhol, musica, quase não posso brincar. - O que você ganhou do Papai Noel Charles? Um Xbox 720? Indaga Robson. - Eu pedi liberdade! Exigi que Papai Noel dê uma dura nos meus pais para que parem de furtar a minha infância, não aguento mais internet, fashbuque, redeguede, zap-zap! Tudo patético! M ário, onze anos, começa a rir sozinho: - Nossa cara, o ano passado meu pai M anoel vestiu-se de Papai Noel, desceu pela chaminé da churrasqueira, ficou entalado! M esmo magrinho deu trabalho pra sair da chaminé. - O seu Papai Noel te deu um celular com internet M ário? - Que nada Charles! Eu pedi para meu Papai M a-Noel aqueles magníficos carrinhos feitos de lata de óleo e madeira que ele guarda como preciosa relíquia, tesouro da infância. Os carrinhos me deixam com os zóios vidrados, de vez em quando deixa eu brincar. M ais que a engenhosidade do meu avô na arte de fabricar os carrinhos, estava o amor pela família! O pai conta que meus avós não tinham grana para tantos presentes, dez filhos. Para os meninos fazia carrinhos. E a vó para as meninas, fazia bonecas de pano! Todo mundo era feliz! Charles se emociona, o pranto escorre dos zóios, fala com a voz meio embargada: - Papai Noel vive trazendo brinquedos para os filhos dos outros, ele mesmo não tem filhos. Será que Papai Noel acha que filhos são caros e dão muito trabalho? Robson responde no pé da letra: - Que nada Charles, Papai Noel não tem filhos por que o seu saco é de brinquedo! Vou te fazer um convite Charles; vai passar a ceia de ano novo na minha casa. Vai ter pãozinho de mel, tubaína e a presença de um ilustre convidado; Deus, pai de nosso irmão, o menino Jesus. - M agnifico Robson! Vou poder conhecer o Criador! Lá em casa o "Deus" deles é o dinheiro. - Não poderá vê-lo Charles, apenas vai sentir a presença maravilhosa do Espirito Santo, iluminando o novo ano que vai nascer... PS - Boas Festas e 2015 mais mió que bão!! Vai na Fé que não falha!! Grande abraço Leitores (as)!!!

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Santa-rosenses investem em prática sustentável no cultivo de alface Gabriel Carmello Caldas

Talvez o nome do sítio, Santa Luzia das Águas Claras, foi a inspiração divina para Rafael Augusto Belém, 23, e seu pai Ronaldo a tentar inves tir num cultivo diferente de hortaliças, a hidroponia. A palavra vem o grego Hydro = água e Ponos = trabalho, numa forma literal, trabalho com água. O grande diferencial dessa prática, é que o cultivo não é feito no solo, as raízes são submersas numa solução de água e nutrientes eficazes para o desenvolvimento da planta dentro de canos adaptados, além de ser ecologicamente correto e sustentável. Rafael c onta que apostaram na técnica depois de pesquisas na internet há uns s eis meses , a idéia inicial era fazer uma plantação de alface convencional, mas optaram por algo diferenciado. O investimento da obra ficou em torno de R$10 mil e foi na cara e coragem, pois não existe mão de obra especializada na cidade. A única alternativa é recorrer a técnicos agrônomos online. Apesar disso, antes de começar, fizeram visitas em duas hortas na região para tentar aprender algo, numa delas nem receberam muita ajuda, o dono não lhes deu muita confiança, na outra, a dona deu várias dicas sobre doenças, umidade, ainda assim o plantio é mesmo na base da tentativa e erro. "Nos dois primeiros meses perdemos um pouco de produção, ainda es távamos aprendendo. No início plantamos 800 mudas, e vendemos bem, mas era muito picado, sem clientes fixos," conta Rafael. Depois a produção cresceu, mas o es-

paço não, então usaram a c riatividade e inovaram, colocaram os canos no alto, como se fosse prateleiras, agora podem chegar até 1900 pés, ainda bem longe de grandes estufas que acolhem 10 mil plantas. Para formar uma clientela fixa e fiel, Rafael disse que esta tentando abrir uma barraquinha na feira. Cuidados - As mudas que eles usam para o cultivo são compradas, mas tiveram alguns problemas e es tão começando a fazer suas próprias. "Compramos as sementes e colocamos em espumas felónicas, que são especiais para a hidroponia. Pode colocar uma ou duas em cada espuma," explica Rafael. Durante três ou quatro dias, essas espumas ficam num quarto úmido, depois são colocadas numa solução com ferro, cálcio, magnésio até atingirem uns 10 cm, para finalmente serem levadas para os canos. Depois de grandinhas, a espuma some e ficam apenas as raízes. Rafael conta que possuem três sistemas fechados, no qual a água com os nutrientes percorre toda a tubulação e volta, com a ajuda de uma bomba. "Is so facilita o cuidado, pois se pegar doença, fica mais fácil erradicar, e se for perder, perde apenas aquelas que estão em um dos canos e não em todas." Outro c uidado importante é o equilíbrio do PH da água, que deve ser feito a cada duas semanas. "Só muda a forma de cultivo" - São muitas as vantagens des sa prátic a, entre elas, o tempo de produção "Uma alface normal demora uma média de 60

Rafael na estufa com suas alfaces

O sistema que bombeia água com os nutrientes vai direto na raiz do alface

dias para ficar boa para consumo, a hidropônica entre 28 e 30 já está no ponto. É mais rápido porque é tudo controlado, e a planta recebe apenas os nutrientes neces sários direto na raiz," explica Rafael. Além de não desgastar o solo, a produção pode s er feita durante todo o ano, independente de chuva ou estiagem. Hoje eles possuem até embalagem própria, com informação nutric ional e vendem o maço por R$ 2,50, o preço comum da cidade, normalmente hidropônic os são mais c aros . Suas alfac es

não tem perda das folhas, pois, os insetos que entram na estufa, s ão pegos por armadilhas com garrafas amarelas, sendo assim não fazem uso de defensivos agrícolas. Contudo, a falta de informação ainda é um empec ilho para poder alavanc ar as vendas . "É difícil pra quem es ta começando, as pess oas ainda tem receio, não tem conhecimento do produto e acreditam que vão comer algo muito aguado, mas o sabor é idêntico, só muda a forma de c ultivo, " garante Rafael.


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REUNIÕES TODAS AS TERÇAS 19h30 - Rua Alagoas, 370 APOIO DO JORNALZÃO


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PORTARIA /2014 O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, por seu Promotor de Justiça que esta subscreve, no uso das atribuições que são lhe conferidas pelo art. 129, III, da Constituição Federal, art. 25, inciso IV, alínea “a”, da Lei nº 8.625/93, pelo art. 8º, parágrafo § 1º, da Lei n. 7.347/85, pelo art. 103, inciso VIII, da Lei Complementar Estadual nº 734/93, e demais legislações pertinentes, ainda: CONSIDERANDO o teor da matéria publicada no “O JornalZÃO” veiculada no último dia 13/12/2014, página 5, noticiando possível irregularidade na execução do projeto do loteamento que está sendo implantado entre a Vila Mendes e o Jardim das Flores, neste município, dando conta de que o loteamento será fechado (cercado por muros) e que, apesar da previsão no projeto, o loteador não executou o “balão de saída” (cul-de-sac), ocasionando diversões problemas aos motoristas que ali entram e se deparam com ruas sem saída, necessitando várias manobras para conseguir fazer o retorno, o que, segundo moradores, vem causando danos nas calçadas;

lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art. 127, “caput”, da CF), sendo sua função instit ucional a promoção de inquérito c ivil e ação civil pública para a proteção e defesa dos direitos difusos, aí incluindo, inquestionamente, a ordem urbanística e o meio ambiente, havendo necessidade de melhor apuração dos fatos para subsidiar a atuação do Parquet; RESOLVE, por tais razões, instaurar o presente INQUÉRITO CIVIL para a completa apuração dos fatos, com o objetivo de apurar irregularidades na aprovação e execução do projeto referente ao loteamento urbano que está sendo implantado entre a Vila Mendes e o Jardim das Flores, neste município, e, se o caso, reunidos elementos suficientes, adotar providências extrajudiciais ou judiciais para a solução das irregularidades detectadas, buscando, ainda, as devidas responsabilidades, tudo nos termos da lei. Para tanto, desde já, determino o seguinte:

CONSIDERANDO, ainda, que a matéria informa que o Chefe de Divisão de Obras e Urbanismo do município, Sr. Luiz Antônio Fernandes, foi comunicado e nenhuma providência adotou para a solução do problema, e que, segundo informações, tal loteamento tem a participação do atual prefeito e será comercializado por um vereador da cidade; CONSIDERANDO que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225, “caput”, da CF) e que, inserindo essa perspectiva ambiental no âmbito urbano, tem-se a denominada garantia do direito à cidade sustentável, cabendo ao Poder Público Municipal ordenar o desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes (art. 182, “caput”, da CF); CONSIDERANDO as disposições contidas na Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade), com normas de ordem pública e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, incluindo o necessário equilíbrio ambiental; CONSIDERANDO que o parcelamento do solo urbano encontra ampla regulamentação na Lei nº 6.766/79, cujas normas devem ser fielmente observadas para assegurar mínimos padrões urbanísticos, sem prejuízo da observância da legislação municipal complementar, e que, segundo esta Lei, compete ao Município aprovar o projeto de loteamento que atenda suas diretrizes urbanísticas, devendo fiscalizar a execução da implantação do empreendimento sob pena de assumir a responsabilidade do loteador; CONSIDERANDO que, infelizmente, o Poder Público Municipal tem histórico de grave negligência no tocante à fiscalização das ocupações do solo urbano, dando ensejo a diversos loteamentos clandestinos e irregulares, e que essa situação de descumprimento da lei pode até tipificar atos de improbidade administrativa previstos na Lei nº 8.429/ 92; CONSIDERANDO, outrossim, que constituiu crime contra a Administração Pública dar início, de qualquer modo, ou efetuar loteamento ou desmembramento do solo para fins urbanos sem autorização ou em desacordo com as determinações constantes da autorização emitida pelo órgão competente (art. 50 da Lei nº 6.766/79); CONSIDERANDO, por fim, que o MINISTÉRIO PÚBLICO é instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-

1. Procedam aos registros necessários no SIS-MP Integrado, observando o objeto acima delimitado, e anotando a coletividade como Representante e o Município de Santa Rosa de Viterbo como Representado. 2. Providenciem o recorte e a juntada da matéria publicada no “O JornalZÃO” veiculada no último dia 13/12/2014, página 5, intitulada “Loteamento não cumpre diretrizes e moradores reclamam falta do cul-de-sac”; 3. Oficie-se à Prefeitura Municipal cientificando-a da instauração deste inquérito civil e solicitando, no prazo de 45 dias, cópia integral do procedimento administrativo de aprovação do aludido loteamento, bem como informações acerca da existência de lei municipal autorizando o fechamento do loteamento ou mesmo a concessão pública de fins urbanísticos de vias e áreas públicas, apresentando os respectivos instrumentos, além de esclarecimentos quanto à participação do atual prefeito no empreendimento, recomendando, ainda, que adote, imediatamente, providências concretas para garantir a execução do projeto dentro das diretrizes estabelecidas, fiscalizando, periodicamente, a implantação do loteamento, sob pena de responsabilidade. 4. Para se garantir maior publicidade, especialmente aos munícipes e interessados na aquisição de lotes, encaminhe-se, via e-mail, cópia da presente portaria ao responsável pelo “O JornalZÃO”, solicitando, gentilmente, que faça publicar matéria acerca da instauração deste procedimento investigatório e fiscalizatório; 5. No mais, façam as comunicações necessárias nos termos do Ato Normativo 484-CPJ-2006, juntando-se aos autos cópia da publicação da instauração do presente inquérito civil assim que ocorrer; 6. Nomeio, sob compromisso, para secretariar os trabalhos a Oficial de Promotoria, Sra. Cristina Andrade Salgueiro Soares. 7. Registre-se. Autue-se. Cumpra-se. Santa Rosa de Viterbo, 16 de dezembro de 2014. DANIEL ARDEVINO FONSECA DO NASCIMENTO Promotor de Justiça


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Ameaçava a mulher com espingarda de caçar passarinho e foi preso

ECR foi preso pelos policiais militares Wiezel e Jefferson na casa dele, onde morava com a mulher, depois que ela lhes mostrou a espingarda calibre 32 com a qual o marido a ameaçava constantemente. Naquele dia, três horas da manhã os PM foram chamados duas vezes por causa das brigas do casal e na segunda vez, a mulher foi buscar a arma que estava escondida. Ele informou que tinha comprado a arma faz tempo de uma pessoa que não mora mais na cidade e nem a usava mais, "era espingarda de caçara passarinho", mas não adiantou, porte ilegal de arma dá cadeia. O delegado arbitrou fiança de 800 reais, ele não pagou e por isso, foi transferido para o CDP de Serra Azul. Ele tinha um frasco de pólvora, outro de espoletas, caixinha de chumbinhos de 5mm, a cartucheira CBC calibre 32, cartuchos não deflagrados e alguns ainda por carregar, tudo apreendido.

Motorista embriagado bate em traseira de carro Submetido ao teste de embriaguês, que deu positivo, o motorista de um Citroen foi detido e solto depois de pagar fiança de 800 reais por ter batido na traseira de um Ford Escort dirigido por uma mulher na rua Angelo Sordi, às dez horas da noite. Os PM que atenderam o caso notaram que o motoristas estava visivelmente embriagado, exalando odor etílico,com fala pastosa e dificuldade de equilíbrio. Restou apurado que o indiciado encontrava-se com capacidade psicomotora alterada em razão da influência do álcool, eis que apresentava concentração de 1,23mg/l. Por isto foi arbitrada fiança de 800 reais e ele foi colocado em liberdade após as formalidade legais".

POLÍCIA / GERAL

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Peixe do Pardo está acabando T rês téc nic o s do CEPTA Centro Nacional de Pesquis a e Conservação de Peixes Continentais (Cepta) de Pirassununga estiveram esta semana na barragem da Itaipava para marcar peixes que sobem na Piracema c omo parte de acompanhamento que é feito todo ano. Ess e ano ficaram alarmados porque quas e não c onseguiram pegar os peixes para c olocar as anilhas devido ao baixo nível de água abaixo da barragem mesmo com as águas quas e no nível normal. "O que nos deixou

preoc upados é o fato de que peixes abundantes no Pardo, como o Corimba, Piapara e até mesmo Lambaris, estão desaparec endo, c orrendo risco de extinção. Na piracema, cerca de 90 espécies viajam vários quilômetros em busca de águas tranquilas para a desova. No loc al já está difícil encontrar peixes. O pesquisador do Cepta Paulo Cecc arelli explica que eles não chegam até as áreas de reprodução. "No nível que es tá o rio, os peixes não migram em direção às lagoas marginais.

Nesse período do ano elas deveriam estar cheias, mas está tudo seco", disse. Por causa disso, apenas 10% dos peixes conseguiram desovar. Além da falta de chuva, as altas temperaturas podem c ausar um desequilíbrio ambiental. "Acima de 30 graus a temperatura vai interferir no sexo de larvas que poderiam estar nascendo. Ou nasce tudo macho, ou nasce tudo fêmea, que também é um agravante", afirmou Ceccarelli. O pesquisador estima uma quebra na produção de

mais de 30 toneladas de peixe. Ess e prejuízo vai s er percebido nos próximos anos. "Vai faltar peixe. Para recuperar o impacto dessa seca não é com a primeira desova. É pelo menos quatro a cinco desovas. Uma seca dessa pode ter reperc us são, no mínimo, até oito anos", disse. Quem depende da pesc a para sobreviver está preocupado. "Assusta. Faz 48 anos que estou aqui, o rio nunca chegou nesse porte",d iz Zé Carlos do Bar do Peixe. " E nunca faltou peixe, a coisa ta feia".


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CHICO XAVIER Grupo Espírita “Bezerra de Menezes”

Ação de Graças "Tomou o cálice e,tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos." (MATEUS, 26:27)

No mundo, as festividades gratulatórias registram invariavelmente os triunfos passageiros da experiência física. Lautos banquetes comemoram reuniões da família consangüínea, músicas alegres assinalam o término de contendas na justiça humana, nas quais, muitas vezes, há vítimas ignoradas, soluçando na sombra. Com Jesus, no entanto, vemos um ato de ação de graças que parece estranho à primeira vista. O Mestre Divino ergue hosanas ao Pai, justamente na hora em que vai partir ao encontro do sacrifício supremo. Conhecerá desoladora solidão no Jardim das Oliveiras ... Padecerá injuriosa prisão... Meditará na incompreensão de Judas... Ver-se-á negado por Simão Pedro... Experimentará o escárnio público... Será preterido por Barrabás, o delinqüente infeliz... Sorverá fel, sob a coroa de espinhos... Recolherá o abandono e o insulto... Sofrerá injustificável condenação... E receberá a morte na cruz entre dois malfeitores... Entretanto, agradece... É que na lógica do Senhor, acima de tudo, brilham os valores eternos do espírito. O Cristo louva o Todo-Misericordioso pela oportunidade de completar com segurança o seu divino apostolado na Terra, rendendo graças pela confiança com que o Pai o transforma em exemplo vivo para a redenção das criaturas humanas, embora essa redenção lhe custe martírio e flagelação, suor e lágrimas. Não te percas, desse modo, em lances festivos sobre pretensas conquistas na carne que a morte confundirá hoje ou amanhã, mas, no turbilhão da luta que santifica e aperfeiçoa, saibamos agradecer os recursos com que Deus nos aprimora para a beleza da Luz e para a glória da Vida. Emmanuel Página extraída do livro "Palavras de Vida Eterna" - Psicografia de Chico Xavier

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“Amigos da Criança” entregam presentes na cidade Ga briel C armel lo Ca ld as

Aos gritos de "vem Papai iel, vem Papai iel", de um menino c om aproximadamente 5 anos, um comboio, do grupo “Amigos da Criança”, c om 12 c arros e um c aminhão entr egou pr es ente s no bosque munic ipal, Luiz Gonzaga, Vila Mendes , J ardim das Flores, Montouro, J ardim Aquarius , "Favelinha", Monte Alto Centro e Teto, domingo pas sado (21). Entre os presentes eles doaram 10 ces tas básicas, 30 peças de roupas, 100 violinhas, 240 bolas, 90 bonecas , 100 c arrinhos e aproximadamente 11 mil balas. "Nós vamos à Assistênc ia Soc ial e pegamos uma lis ta com o nome de c rianças c arentes , es s e ano eram 110. Depois entregamos os outros presentes no caminhão, por ordem de chegada. O limite para receber presentes é de 12 anos" es clarece o c oordenador do grupo, Marc os Cos ta, mais conhecido como Marcão.

Os organizadores posam para foto na Cohab 4

Amigos da Criança - É o grupo formado por aproximadamente 15 pessoas que trabalham no setor de cartonagem na Artivinc o. A empresa fornece um c aminhão para a execução do projeto intitulado Natal Solidário. Marcão explica que a ideia surgiu há cinco anos com Jerfer-

son Aguiar numa conversa em que queriam presentear os vizinhos, e mais tarde a ideia ganhou força e hoje, na quinta edição contam com muitas doações de empres as, c omércio e pess oas físicas. Chegada do Papai Noel - O Bom Velhinho "ofi-

cial" visitou o Centro Cultural na terça-feira (23), por volta das 20h. O local ficou devidamente enfeitado com trem, urso de pelúcia, árvore de natal e claro, os 300 pacotinhos com balas e doces, 100 a mais que no ano passado. Por conta da chuva, foram menos crianças que o esperado.


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'Biagi' e 'Junqueira Franco' devem deixar o setor sucoalcooleiro, diz novaCana Esta semana o s ite 'novaCana.com' public ou matéria (as sinada por Mônica Sc aramuzzo) dando conta de que "as famílias Junqueira Franco e Biagi, que já figuraram entre os grupos s ucroalc ooleiros mais poderosos do Brasil, podem deixar de vez o s etor." Acionistas minoritários da Biosev, braço de açúcar e etanol do grupo francês Louis Dreyfus, ess es Biagi e os Junqueira Franco - reunidos na 'Santelisa

Partic ipações ', que detém 5,85% da empresa - negociam c om os franceses um pac ote de remuneração para deixar a companhia, apurou o jornal O Estado de São Paulo. Até 2007, as famílias Junqueira Franco, dona da Vale do Ros ário (Morro Agudo), e Biagi, da Santa Elisa (de Sertãozinho), atuavam de forma independente no setor. Quando a Cosan fez uma propos ta hostil para a compra

da Vale do Ros ário, no início daquele ano, o patriarca da família, Cícero Junqueira Franc o, um dos responsáveis pela implementação do Proálc ool, rejeitou a oferta de Rubens Ometto e tentou bus car alternativas para se fortalecer no s etor. No mes mo ano, deu iníc io a c onversas para a fusão com os Biagi. Os dois grupos criaram a Santelisa Vale, mas a nova c ompanhia, altamente endividada, foi in-

c o rpor ada, no fim de 2009, pela franc esa Louis Dreyfus , uma das maiores tradings de grãos do mundo. A múlti se tornou a s egunda maior produtora de c ana do Brasil, atrás da Raízen (união entre Cos an e Shell). De tradicionais us ineiros do setor, as famílias Biagi e Junqueira Franco tiveram de se acomodar no bloco 'Santelisa Partic ipações', assumindo papel de coadjuvantes.


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FESTIVAL FORA DO TRILHO

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Agito Cultural "foi lindo" e deu até lucro, dizem Biquirins O trompetista Rubinho Antunes recebeu homenagem depois de se apresentar no 'Festival Fora do Trilho' - promovido pelo Coletivo Biquirim - tendo por base uma lei municipal que criou o 'Dia do Santarosense Ausente'. Esse dia é o 21 de dezembro - data da criação oficial do município, em 1910 - no qual o mús ico se apresentou no Festival com o quarteto Pó de Café, de Ribeirão. - Foi lindo, um pouco trabalhoso, cansativo, mas lindo - define Raquel Fonseca, membro do grupo, falando sobre o resultado final do evento. - Resolvemos homenagear o Rubinho para ressaltar a existência da data. O evento - imaginado para agitar a cena cultural da c idade - c omeçou na sexta-feira pas sada, c om feira de artesanato e grupos musicais. No sábado, aula

de Yoga, palestras, oficinas, feira de artesanato e uma peça de teatro, 'A Saga de João de Galatéa', antes de mais dois shows. O domingo começou com ofic ina, pelo grupo 'Maracatu Navegante', de Ribeirão, prosseguiu com feira de artesanato e exposição fotográfica, fechando com Rubinho e Pó de Café, Trio Vishh Maria e Canavieira. Segundo os organizadores, o evento custou em torno de R$ 10 mil. - Tínhamos um pouco guardado do evento em Nhumirim, e tivemos apoio de patrocinadores e da prefeitura, na figura do diretor de Cultura, Ricardo 'Pio' Costa, que nos cedeu o espaço Mogiana onde tudo acontec eu. Ainda não fechamos as contas, mas temos certeza de que tivemos um pequeno lucro - observa Maria Augusta.

Espaço Mogiana serviu de palco para agito cultural (foto Marcelo Zílio)

Coletivo foi conceito adotado na Estação de Nhumirim O Coletivo Biquirim - que envolve umas 25 pessoas - nasceu este ano, numa tarde de visita ao bairro de Nhumirim. O grupo de jovens estava reunido em frente à estação. - Imaginamos fazer um evento naquele local. Pensamos: como organizar isso? Aí pintou o negócio de Coletivo - salienta Maria Augusta, lembrando a realização do primeiro evento do grupo, denominado 'Ramal Cultural, ligando ideias, história e arte', em setembro deste ano. Em seguida veio o Picnicquirim, no Bosque, para crianças. - Acho que a gente se espelhou nos Coletivos que já conhecemos. O que entendemos de Coletivo é, em princípio, um voluntariado, você está lá porque. É o compromisso pelo compromisso mesmo - ressaltam as duas. O Coletivo Biquirim, por enquanMaria Augusta e Raquel dizem que 'ano que vem tem mais' to, tem uma conta bancária. Todas as decisões são tomadas coletivamente e não há uma diretoria formal. No futuro ele poderá ser alguma outra coisa, como Ong, associação, micro empresa... Sobre os próximos eventos, o grupo prefere fazer suspense. - Depois de janeiro a gente divulga o que planejamos - promete Maria Augusta.

Biquirim é filhote da Susa? Mais de uma pessoa na cidade ligou as realizações do Biquirim à Susa, e isso chegou aos ouvidos do grupo. - Já falaram pra gente montar uma chapa pra pegar a direção da Susa. Pela proporção do nosso evento, poderia ter lotado de gente, mas tivemos um público de qualidade, que é o que nos interessa. De repente v. pega uma Susa, a molecada não vai curtir o tipo de som, o tipo de atividade cultural, e vai falar mal, falar que tava chato. A gente quer público de qualidade. A molecada pode não curtir o tipo de som dos eventos da gente - opina Maria Augusta, e Raquel completa. - Não querendo dizer que nossa ações culturais são melhores ou piores que as ações já existentes na cidade, uma das nossas propostas é mostrar, pra quem nunca viu, uma apresentação de música instrumental, por exemplo, e provocar a pergunta, 'será que isso é bom? É bom, mas eu não gosto!' Diferente do que falar, 'não, eu nem conheço e não quero saber'. É sair do costume, o que pretendemos!


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MEMÓRIA

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Italiano que seqüestrou Eduardo Matarazzo rastreou Marighela Um italiano fino, bem formado e de boa origem, deixou marcado seu nome na história do Brasil de maneira peculiar: teria participado de um assalto às Indústrias Matarazzo, seqüestrado um filho do Conde Jr. e, de quebra, seguido os passos do guerrilheiro Carlos Marighella, a soldo da CIA O s eqües tro de Eduardo Matarazzo - filho do conde Francisco Matarazzo J r. e da c ondess a Mariângela -, ocorrido na capital paulista em junho de 1951, é considerado o primeiro realizado na América Latina. Assim que escapou do cativeiro, ele contou ao repórter Tico Tico, da Rá-

dio Bandeirantes, que foi abordado por dois desconhec idos na porta de sua residência. Vinte e quatro horas depois, percebendose na casa, fugiu. O fato movimentou São Paulo, tanto pelo prestígio da família Matarazzo, quanto pelo ineditismo da ação. Toda a imprensa es-

tava no prédio da Secretaria de Segurança Pública, à es pera de informações , quando, de repente, Eduardo apareceu. A polícia imediatamente o cercou e não permitiu que os repórteres se aproximassem. Naquele momento já estavam presos os dois raptores: Alexandre Malavasi e Mário Comeli.

Malavasi disse que foi 'simulação' O jornal 'A Noite' , do dia 16 de junho daquele ano, deu a notíc ia. "Cada ins tan te que s e pas s a, mais sens ac ional se torna o caso do rapto do jovem milionário Eduardo Andréa Maria Matarazzo, filho do Conde Francisc o Matarazzo. Surgindo à luz da public idade c omo um caso de rapto es petacular, pouco depois aventava-s e a hipótes e de uma simulação, s obret udo após o aparecimento abrupto do raptado" - noticiou o jornal. Malavas i, desc rito como "homem c ulto e de grande talento, filho de um grande c riminalis ta italiano, ele mesmo advogado de c erta projeção em sua pátria", teria dito - s egundo o jornal - que ele, Comeli e Eduardo Matarazzo agiram em combinação. Revelou ter s ido procurado por Eduardo "o qual lhe contara que estava em s ituação aflitiva. Devia a importância de 5 milhões de cruzeiros e já havia falado sobre o assunto ao pai, o conde, por várias vezes, o qual, en-

Eduardo Matarazzo discursando no dia em que recebeu título de Cidadão Santa-rosense, em 1971

Na acareação, Eduardo levou a melhor Por causa disso a polícia promoveu uma acareação entre raptor e raptado, daí a presença, inesperada, de Eduardo naquela Secretaria. E 'A Noite' continua: "Ao que a reportagem conseguiu apurar, essa acareação não deu resultado no sentido de positivar-se a existência do golpe. Eduardo negou tudo quanto Malavasi afirmava, e este confirmou, segura e serenamente, na frente o jovem, tudo quanto antes dissera". Na mesma reportagem, o jornal destacou que "a polícia descobriu o alfaiate que teria confeccionado as três fardas militares com as quais três indivíduos, na manhã de 15 de julho de 1950, na estrada de São Caetano do Sul, assaltaram um carro das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, roubando 3 milhões e 200 mil cruzeiros em dinheiro. E o dito alfaiate, vendo a fotografia da Alexandre Malavasi, teria reconhecido nele um dos homens que pediram a confecção das fardas, parecendo fora de dúvida estar o criminalista italiano envolvido seriamente naquele assalto".

Guerrilheiro da ALN rendeu polpudo salário

Malavasi quando saia da cadeia em 1957 tretanto, es tava irredutível recusando-se, peremptoria mente a ate ndê-lo". Eduardo, então, propôs a Malavas i, e a Mário Comeli a "s imulação do rapto e do s eqüestro, acertando-s e a importânc ia que pediriam ao c onde pelo 'res gate' . De ac ordo

com as combinações levadas a afeito, dos 10 milhões de cruzeiros (atualmente cerca de 7 milhões de reais) que seriam exigidos, sete milhões c aberiam à ' vítima' , isto é, a Eduardo, e os outros três milhões seriam repartidos entre Malavasi e Comeli".

Depois de 'mofar' por 7 anos na cadeia - em razão do 'rapto' -, Alexandre Malavasi viraria sócio de um restaurante na Praia Grande, na baixada santista, na década de 1960. Ali recebeu a visita de três militantes da ALN (Aliança Libertadora Nacional, grupo guerrilheiro comandado por Carlos Marighella) que lhe perguntaram se gostaria de conhecer o 'chefe'. Essa história é contada no livro 'Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo', de Mário Magalhães (Companhia das Letras - 2012). Depois de conhecer pessoalmente Marighella, Malavasi aproximouse um agente da CIA e foi estimulado a continuar se encontrando com o guerrilheiro. Passou a receber um polpudo salário para dar informações sobre os passos do homem que, naquela época, era o mais procurado pela policia brasileira. Marighella, de 58 anos, foi fuzilado em São Paulo, no dia 4 de novembro de 1969. Segundo Mário Magalhães, ele estivera com o guerrilheiro, pela última vez, seis meses antes. "Voltara ao xilindró em setembro, para fingir que a repressão o perseguia. Em novembro de 1969 continuava em cana. Não foi por intermédio dele e da CIA que o Dops chegou ao adversário odiado" - concluiu o escritor.


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CLASSIFICADOS

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Morumbi Novo .................................................................................................... ..... R$ 100 mil Jardim residencial Paloma esquina, 540m2, quitado ....................................................... R$ 80 mil Terreno Luiz Gonzaga 4 terrenos rua Roberto Armbrust, ............................................ R$ consulte-nos 2 Terrenos juntos, Jd Dom Bosco, sendo 1 de esquina e um do lado ............................ R$ consulte-nos Terreno em frente quadra da JAS - 1 na frente, 2 no fundo .................................................. R$ 250 mil Dom Bosco 10x25, face sombra, quitado ......................................................................... R$ 60 mil Dom Bosco 10x25 ....................................................................... R$ 46 mil + prestações de R$ 390 Av. do Bosque murado, 330 m2 ................................................................................... R$ 130 mil

Jd Aquarius 2 dorm, sala, coz, wc social, área serviço e varanda ........................................... R$ 150 mil Casa Morumbi de esquina 3 dorm, suite, sala, copa, coz, garagem ........................................ R$ 480 mil Casa de madeira, Nova Roma, 3 dorm, sala, coz, wc, terreno 11x25, murada e portão ............. R$ 110 mil Nova Roma 240 m2 de construção, com 5 suites, sendo 1 com hidro, sala ampla, copa, coz, wc social, amplo salão de festa com cozinha (terreno com 750m2) .................................................................. R$ 380 mil Nova Roma 3 dorm, sendo 1 suite, sala, copa, coz, wc social, lavand, gar, murada, portão elet. .. R$ 290 mil Nova Roma, semi nova, murada, quintal cimentado, 2 dorm, sala, coz, wc social, ac. financ. ...... R$ 140mil Barracão com mesanino moradia separada, energia trifásica, próx. superm. Real ...................... R$ 250 mil Casa Filtro (2 casas) com 2 dormitórios cada, ótimo para alugar ............................................ R$ 100 mil Jd. das Flores 3 dorm, sala, copa, coz, edícula, portão, toda murada ...................................... R$ 300 mil Nova Roma, sendo 3 drm, sala, copa, coz, edícula, área churrasco, garagem semi nova) ............. R$ 290 mil Casa+Edícula casa 2 dorm., sala, coz, ár. serv. e outra de 1 dorm. sala, coz e ár serv, ót.aluguel . R$ 180 mil Rua Pestalozzi 3 dorm, sala, coz, garagem, + salão comercial ............................................... R$ 150 mil Nova Roma 3 dorm, sala, coz, garagem, terreno 368m2 ....................................................... R$ 215 mil Dom Bosco nova, 3 dorm (1 suite), sala, coz, wc social, a. serv, garagem + edicula e piscina ...... R$ 320 mil Nova Roma 3 dorm, sendo 1 suite, sala, coz, copa, arm emb, lavand, gar, aquec. solar, acab 1ª .. R$ 450 mil Julio Moretti 2 dorm, sala, coz, murada, próx. avenida do Bosque ........................................ R$ 160 mil Jd das Flores (falta acab) .................................................................................................. R$ 75 mil Jd. das Flores .................................................................................................... ............ R$ 90 mil Para construir 4 casas a ser construídas no Jd Aquarius, 2 dorm, sala, coz, wc social, ac financ Consulte-nos Jd. Elite 2 dorm, sala, coz, garagem + edícula ................................................................... R$ 150 mil Jd. do Sol 1 dorm, sala, coz, wc social, garagem, portão eletr. (terreno 5x25) .......................... R$ 100 mil Sobrado, Morumbi velho defronte a praça ........................................................................ R$ 450 mil Jd Primavera 3 dorm, sala, copa, coz ............................................................................... R$ 130 mil Nosso Teto 3 dorm, sala, coz, wc social, garagem, próx. Nota 10 ............................................. R$ 80 mil Luiz Gonzaga 1º rua, 2 dorm, 2 salas, coz, copa, garagem, acab. primeira ............................... R$ 380 mil Luiz Gonzaga 2 edículas no terreno 5 x25 ........................................................................... R$ 85 mil Nova Roma 3 dorm, sala, copa, coz, wc social, area serv, area churrasco .................................. R$ 250 mil Edícula Jd. do Sol 1 dorm., sl, coz, wc social varanda, murada portão eletr. em terreno 10x25m R$ 140 mil

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FELIZ ANO NOVO

CASA JD. AQUARIUS

COMUNICADO

CASA NO CENTRO

AGRADECIMENTO

A Unimóveis deseja a todos clientes e amigos um 2015, cheio de paz, saúde e realizações

Nova (a construir) , 2 dorm, sala, coz, wc social (ac. financiamento) R$ consulte-nos

Comunicamos aos nossos clientes e amigos que fecharemos no dia 22/12 e reabriremos em 05/01/2015

rua 7 de Setembro, 285 m2 de construção, 3 suités, com 2 closets, sala de visita e sala de tv, copa, coz, lavanderia, garagem (falta acabamento) terreno com 663 m2 R$ 550 mil

Agradecemos a nossos clientes e amigos por ter nos concedido a honra de ter sido destaque na área imobiliária por 7 anos consecutivos


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Noemy esteve aqui há 60 anos Noemy Silveira Rudolfer nasceu no dia 08 de agosto de 1902 na vila de Santa Rosa de Viterbo, município de São Simão. Psicóloga, professora da USP entre 1938 e 1954, ela era filha do primeiro presidente da Câmara local, e farmacêutico, Manoel José da Silveira. No dia 11 de dezembro de 1954 veio à terra natal paraninfar os diplomandos do Grupo Escolar que na década seguinte adotaria o nome de 'Teóphilo Siqueira' que, sendo vereador na época, discursou na sessão especial em homenagem à psicóloga. Ele disse (e a ata registrou) "da imensa satisfação que tinha Santa Rosa em receber em seu seio dona Noemy da Silveira que voltava a rever a terra que a viu nascer, desejando que a grande dama levasse de nós a melhor impressão". Noemi, em sua fala, "traçou um perfil da nossa cidade dizendo que Santa Rosa tem em seu município um dos maiores núcleos agrícola industrial do Brasil, situando-se, portanto, numa situação privilegiada, devendo lutar-se para que Santa Rosa absorva a Fazenda Amália, e não seja a cidade absorvida por aquela. (...) Via Santa Rosa com todo seu amor, não sabendo se atualmente ela é paulista ou brasileira, mas, porém, sempre santa-rosense. Olhando Santa Rosa com toda sua saudade e seu carinho, encontrou uma bela cidade, prometendo emprestar toda sua colaboração para o progresso sempre crescente do nosso município". Noemi faleceu no dia 16 de dezembro de 1980.

MEMÓRIA

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FUNDO DO BAÚ

O hospital Santo André, construído na Fazenda Amália no início da década de 1940, foi concebido para servir aos funcionários das empresas Matarazzo que moviam a economia santa-rosense. Com centro cirúrgico e médicos tarimbados, ali eram resolvidos casos complexos que, atualmente, o município encaminha para Ribeirão Preto. Esta foto, de agosto de 1964, mostra um grupo de enfermeiros, atendentes e médicos diante do hospital que foi demolido neste século. Não identificamos a mulher que está entre as religiosas irmã Rosalina e irmã Cesária. Em seguida, Vavá Enfermeiro, Benedita Carvalho, outra não identificada, Judite, Dalson Garcia Duarte, Inácia, Sebastião anestesista, Luiz Costa, Dr. Bernardo Athaides Passos, Pedro Melo e Dr. Francisco Garcia Duarte.

Março 1964 no fundo de onde hoje é o Solar do Bosque, caminhão carregado de goiaba. Em cima do caminhão: Zé Mioto, Armando Sacheto, Orlando Sacheto, João Mioto. Ao lado do caminhão: Bola sete, Antonio Gaspar, Chuchu do bar,Fernando Azevedo, Mané Perigo, Vitão Gaspar, Antonio Martins, César Rocha. Atrás da carroça: Alcides Rocha, Miotão, Du e irmão.


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FALA NOSSO TETO

Serginho Gomes

Anfiteatro foi “estreado” Na noite do último sábado dia 20, o Anfiteatro da praça “Zuleika” foi “estreado” em grande estilo pela Igreja Assembleia de Deus -Ministério de Santos. Pastores da Igreja reuniram fiéis na esplanada do prédio recém-construído (ainda sem nome de batismo) para um culto de evangelização ao ar livre. Ao término da pregação, o coral da Igreja composto de crianças e adolescentes entoaram canções natalinas. A arquibancada ficou repleta de ouvintes atentos. “O local ficou muito bom. É um lugar que Deus está abençoando”, disseram alguns participantes.

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