AD Oliveirense conquista primeira vitória no campeonato 1-1
Jogo com duas partes distintas teve o vento como fator decisivo para o equilíbrio de forças
Complexo do Real SC Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto)
Real SC FC Famalicão Tom Jorge Bernardo Basso Oulu (Vasco Coelho 81’) Paulinho Fokobo Brash Cazonatti Marcelo Lopes (D. Coelho 79’) Vinícius Marcos Barbeiro (Sabry 45’)
denotar-se. O Real SC estava atado e inofensivo, igualmente prejudicado pela intensidade do vento que se fazia sentir. Disso se aproveitou o FC Famalicão para crescer na partida, pairando no ar a hipótese de o empate se concretizar. Tal veio a acontecer a cinco minutos do final, após um trabalho de excelência de Mendes, que cruzou para Rui Costa cabecear para o fundo das redes de Tom e fazer o quarto golo em três jogos consecutivos. O FC Famalicão galvanizou-se e ainda procurou chegar ao segundo golo. No entanto, o forcing final não resultou e a repartição de pontos confirmou-se, colocando o FC Famalicão, a par do Braga B, como o rei dos empates na II Liga.
Empate ao sabor do vento
Leonardo Daniel Nuno Diogo João Faria Jorge Miguel Fred (Rui Costa 40’) Vítor Lima Deni Hocko (Fernandinho 74’) Feliz Jaime Poulson (M. Thuíque 65’) Mendes
Treinadores
Filipe Martins
Dito
Golo: 1-0 Oulu (5’); 1-1 Rui Costa (85’) Cartões Amarelos: Brash (38’)
FC Famalcão
Cartões Vermelhos: Não houve
Filipe Jesus Terminou com um empate o ciclo intenso de três jogos em menos de uma semana para o Futebol Clube (FC) de Famalicão. A partida teve dois períodos completamente distintos, tendo o conjunto famalicense o mérito de responder no segundo tempo a uma prestação cinzenta ao longo dos primeiros 45 minutos. Disposto a retificar a imagem deixada no encontro da Taça de Portugal ante o Merelinense, o Real Sport Clube (SC) encontrou, logo na etapa inicial, o antídoto desejado para atenuar previsíveis níveis de intranquilidade provocada pela eliminação na prova rainha do futebol português. O guardião Leonardo não teve a melhor abordagem na sequência de um pontapé de canto e o central Oulu abriu o ativo no re-
duto da formação de Queluz. Além do tento madrugador, o FC Famalicão deparou-se ainda com uma forte contrariedade na primeira parte: o vento. Este foi um fator condicionante do futebol famalicense, a que se juntou alguma falta de imaginação em largos períodos da
etapa inicial. A equipa liderada por Dito sentiu dificuldades em elaborar jogadas de ataque, com clara incidência no início do processo de organização ofensiva. A postura pressionante do Real SC também justificou algum défice de rendimento dos forasteiros, pro-
MELHOR Famalicão:
Mendes Foi o mais dinâmico do FC Famalicão. À direita ou à esquerda, foi um dos responsáveis pela subida de produção do coletivo na segunda metade. No lance do golo sobressaiu a sua qualidade técnica e a mestria na arte de cruzar.
porcionando pouco trabalho ao guardião Tom. As oportunidades escassearam no primeiro tempo e ao intervalo prevalecia o golo de Oulu. No segundo tempo e já disposto em 4x4x2, o FC Famalicão foi bem mais acutilante. Notou-se uma equipa mais à imagem do que tem patenteado ao longo do campeonato, ou seja, com maior critério no passe e a procurar ferir o adversário, sobretudo através da exploração de jogadas pelos corredores laterais. Os forasteiros estavam menos previsíveis e mais assertivos e dinâmicos na circulação de bola. Um remate perigoso de Deni Hocko foi o reflexo dessa mudança de atitude e as fragilidades do bloco defensivo da equipa de Queluz começaram a
CLASSIFICAÇÃO
1. Ac. Viseu 2. Santa Clara 3. Porto B 4. Nacional 5. Gil Vicente 6. FC FAMALICÃO 7. Sporting B 8. Leixões 9. Cova da Piedade 10. Benfica B 11. Varzim 12. U. Madeira 13. Académica 14. Arouca 15. UD Oliveirense 16. Sp. Covilhã 17. Penafiel 18. Braga B 19. Vitória B 20. Real Massamá
RESULTADOS
II LIGA
J
8 9 9 8 8 9 9 8 9 9 9 9 8 9 8 9 8 9 9 8
Varzim, 0; UD Oliveirense, 1 U. Madeira, 0; Penafiel, 0 Ac. Viseu, 4; Porto B, 1 Sporting B, 4; Santa Clara, 3 Cova da Piedade, 2; Leixões, 0 Real, 1; FC FAMALICÃO, 1 Braga B, 5; Nacional, 4 Gil Vicente, 3; Vitória B, 0 Sp. Covilhã, 1; Arouca, 0 Académica, 1; Benfica B, 2
V
6 6 5 4 4 3 4 4 4 3 3 2 3 2 2 2 2 1 2 2
E
1 0 1 2 2 5 1 1 0 3 2 4 1 4 3 3 3 5 2 1
D
1 3 3 2 2 1 4 3 5 3 4 3 4 3 3 4 3 3 5 5
F
15 17 14 16 11 10 15 10 11 11 12 10 12 5 7 10 7 11 8 12
C
5 12 12 10 7 8 17 13 9 10 10 9 14 8 9 12 12 15 17 15
PRÓXIMA
P
19 18 16 14 14 14 13 13 12 12 11 10 10 10 9 9 9 8 8 7
Penafiel - Sporting B Porto B - Varzim Leixões - Académica Santa Clara - Vitória B UD Oliveirense - Real Massamá Nacional - Cova da Piedade Benfica B - U. Madeira Braga B - Sp. Covilhã FC FAMALICÃO - Ac. Viseu Arouca - Gil Vicente
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) entregou, na passada sexta-feira, o certificado de Entidade Formadora no Futebol de Formação a vários clubes nacionais, entre os quais o Futebol Clube (FC) de Famalicão. Esta condecoração culminou um processo iniciado em 2016 e que teve o ponto alto em junho deste ano, com a confirmação da obtenção deste estatuto por parte do emblema famalicense. A atribuição desta certificação deveu-se à concretização de um conjunto de desígnios estabelecido pelo órgão federativo relativamente ao futebol de formação. Com a intenção de confirmar as reais capacidades de um clube relativamente ao trabalho efetuado com as crianças e jovens (requisitos ao nível dos procedimentos de organização e planeamento, qualificação dos treinadores e recursos humanos, acompanhamento médico desportivo, de formação social), a FPF entendeu criar esta certificação, com a mesma a permitir aos clubes contemplados a celebração de contratos de formação desportiva. Na entrega do diploma estiveram o vice-presidente para a formação, Mário Almeida (na foto), o diretor des-
FC Famalcão
FC Famalicão oficialmente certificado como Entidade Formadora
portivo, João Tomás, o coordenador do Futebol de Formação, Nuno Moreira, e ainda o coordenador do processo de certificação, Rui Silva. Entre todos prevaleceu um senti-
mento de orgulho, partilhado pelo presidente Jorge Silva: “É um dia muito importante na vida do nosso clube, fundamental para o nosso crescimento e que aumenta a nossa responsabilidade futura”. O dirigente entende que esta certificação resulta de “um conjunto de mudanças comportamentais e de compromisso, na procura de dar melhores condições de trabalho aos nossos jovens jogadores e treinadores”. Jorge Silva considera que a mesma é “um reconhecimento do trabalho desenvolvido por todo o departamento de formação do nosso clube”, sendo que “esta certificação vai ser ainda mais efetiva quando o novo Centro de Formação estiver concluído”. Paralelamente à cerimónia, na Cidade do Futebol, decorreu um seminário, no qual o FC Famalicão apresentou as linhas orientadoras do processo de articulação entre o futebol de formação e a integração dos jogadores nas equipas seniores, com o exemplo do clube satélite e a ligação estabelecida com a Associação Desportiva Ninense na temporada de 2017/2018.