A "miguelgomização" de Manuel Mozos publico.pt/algo.html Vasco Câmara
Da última vez que experimentámos uma ficção de Manuel Mozos, Quatro Copas (2009), o filme parecia “apenas” um meio de servir as personagens. A coisa bonita nessa história de um homem, da filha dele, da mulher dele e do amante dela é que o cinema parecia “desaparecer” para garantir que as personagens, certamente também com desejos rivais, não se largassem, não se separassem, não se excluíssem. Cada uma delas poderia ser capaz de se colocar no lugar da outra. Era mesmo ali ao lado — os planos de Quatro Copas são territórios tão adjacentes que as divisões tornam-se invisíveis, o filme concretiza-se como encantamento solidário em movimento.
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