Dissertação de mestrado apresentada por Pedro Veras ao Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2017.
A presente pesquisa propõe lançar um olhar para as imagens de figurantes em filmes ficcionais dos primeiros anos do Cinema Novo (1962-1967). Por meio de uma análise das aparições dessas e desses habitantes locais das cidades onde ocorreram as filmagens, buscou-se examinar potências críticas nas imagens legadas por essa filmografia, capazes de, na hipótese do trabalho, confrontar estereótipos, expor singularidades dos povos ou narrar a sua história a contrapelo. Em termos metodológicos, o trabalho privilegia a plasticidade das imagens, ou seja, as maneiras como são apresentados os rostos, corpos, gestos e vozes de figurantes. Embora acione uma série de obras dos primeiros anos do Cinema Novo, compõem o corpus central do trabalho os filmes "Os fuzis" (1964), de Ruy Guerra, e "O padre e a moça" (1966), de Joaquim Pedro de Andrade.