PT na Câmara - 31 de agosto de 2017

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Quinta - feira, 31 de agosto de 2017

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Ano: XXIV - Nº 6178

Meta fiscal recessiva não terá digital do PT, afirma Zarattini

líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), anunciou na tribuna ontem (30) que a meta fiscal recessiva e excludente, em debate no Congresso Nacional, não terá a digital do PT. Segundo o petista, uma política econômica que reduz investimentos – incluindo os investimentos em políticas sociais – não logrará sucesso. Até o fechamento desta edição, o projeto que aumenta o déficit fiscal ainda estava em apreciação pelo plenário do Congresso. O líder do PT lembrou que recentemente o Parlamento aprovou a proposta do governo ilegítimo de Michel Temer que aumentou a previsão de déficit de R$ 170,5 bilhões para 2016, quando as projeções da equipe de Dilma Rousseff eram de R$ 96,7 bilhões. “Esse governo fez uma política econômica cruel para os pobres, privilegiou os ricos e prejudicou fortemente aqueles que vivem do

GUSTAVO BEZERRA/PTNACÂMARA

seu trabalho”, denunciou Zarattini. “O governo não vai cumprir essa meta, porque ele não tem condições sequer de manter sua arrecadação, tamanho é o equívoco dessa política econômica. Nós, do PT, somos contrários a essa política adotada por esse governo, que leva o País ao buraco, à miséria e ao desemprego. Essa proposta não vai ter nossa assinatura”, asseverou. Na proposta do governo ilegítimo, o déficit deste ano foi aumentado de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões. Ele também pretende, para o déficit do ano que vem, subir o valor de R$ 129 bilhões para os mesmos R$ 159 bilhões. “O governo quer entregar o País, quer chegar a R$ 159 bilhões de déficit com aumento de privatizações e com aumento de impostos sobre os mais pobres”, criticou o deputado Zarattini. Segundo o líder, a nova proposta do governo de aumento de déficit vai aprofundar ainda mais a crise e a recessão.

Líder critica MP que enfraquece BNDES e prejudica o desenvolvimento do País O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), qualificou ontem (30) como retrocesso a conclusão da votação da medida provisória (MP 777/2017) que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), a nova referência de juros para os empréstimos de longo prazo concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na opinião do líder, a MP do governo Michel Temer praticamente decreta o fim do BNDES como banco de fomento, uma vez que os juros vão ficar mais caros. A TLP, com juros próximos ao dos bancos privados, vai substituir, a partir de 2018, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é mais barata e atraente. “O governo tem uma maioria dócil na Câmara, para atender os poderosos e o sistema financeiro; a MP é um atraso e prejudica os

interesses nacionais ao esvaziar o papel do BNDES e privilegiar os bancos privados”, disse Zarattini. A maior parte dos países desenvolvidos tem bancos de fomento semelhantes ao BNDES, inclusive para a exportação de bens e serviços ao mercado externo. A aprovação da redação final foi feita em votação simbólica pela Câmara dos Deputados após a derrubada de três destaques apresentados pela oposição. O plenário rejeitou o destaque número nove, apresentado pelo PT ao texto da nova TLP. O destaque rejeitado pedia a retirada do artigo 11 da MP 777, o qual proíbe novas operações de crédito com a atual TJLP. A matéria segue agora para análise do Senado, onde precisa ser aprovada antes de 7 de setembro, quando a MP perde a validade.

Fechamento: 30/8/2017 às 23h55


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