PT na Câmara- 23 de agosto 2017

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Quarta - feira, 23 de agosto de 2017

Ano: XXIV - Nº 6172

PT defende teto de gastos, financiamento misto e rejeição ao Distritão

A

pós três horas de reunião com a presença da presidenta Nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), a Bancada do PT na Câmara fechou questão sobre a posição que adotará em plenário durante a votação da Reforma Política. Entre os pontos que os petistas não abrem mão, estão a redução dos custos das campanhas eleitorais e a adoção do financiamento misto (público e doações de pessoas físicas); e entre os itens que rejeitam estão o retorno do financiamento de empresas e o sistema eleitoral majoritário, o chamado Distritão. A definição foi anunciada em entrevista à imprensa pelo líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP) (SP). Pela proposta petista, nas próximas eleições, os candidatos poderiam gastar, no máximo, 70% da média total dos valores que financiaram os candidatos eleitos no último pleito. Dessa forma, se em uma eleição para deputado federal em um estado a média de gastos foi de um milhão de reais, na próxima eleição o máximo que poderá ser gasto é 700 mil reais. “Não podemos continuar com o nível de gastos que tivemos nas últimas eleições”, disse Zarattini. Sobre o financiamento, o líder revelou ainda que a bancada vai apresentar uma emenda ao relatório da PEC 77, de autoria do deputado Vicente Cândido (PT-SP) (PT-SP), retirando do texto o percentual de 0,5% das receitas correntes

líquidas para financiar as próximas eleições. “Para evitar o retorno do financiamento de empresas, defendemos o financiamento misto, sem vinculação com a receita corrente líquida da União. O PT vai apresentar destaque remetendo essa definição para a Comissão Mista de Orçamento, de acordo com a previsão orçamentária”, defendeu Zarattini. Outro ponto sobre o qual a bancada fechou questão foi acerca da rejeição ao sistema eleitoral denominado Distritão. De acordo Zarattini, a bancada rejeita, inclusive, a proposta do Distritão com legenda – no qual o eleitor poderia escolher votar no candidato ou no partido. “O Distritão é maléfico ao sistema democrático porque não permite a renovação. É um sistema que vai manter aqueles que já são deputados federais, estaduais e vereadores, enquanto o povo quer renovar”, observou. O líder do PT disse ainda que a bancada defende a cláusula de barreira e o fim das coligações, como forma de impedir a proliferação de partidos. Mulheres – A Bancada do PT também decidiu apoiar a proposta de emenda à Constituição (PEC 98/15) que estabelece uma cota crescente para a presença feminina no Parlamento. Segundo a proposta, nas próximas eleições as mulheres teriam direito a ocupar 10% das cadeiras nos legislativos do País, com aumento desse percentual para 12% e 16% nas eleições seguintes. GUSTAVO BEZERRA/PTNACÂMARA

Fechamento: 22/8/2017 às 23h55


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