Living and LifeStyle
ď œ2.50 (Cont.)
ELES & ELAS 268 l Set./Outubro 2011
BĂĄrbara Norton de Matos Uma mulher de desafios
Festas Beleza Arte
&
Casamentos
Enlace aos 87 anos
Alta Costura
Tourada Eles & Elas
Desporto
Cavalos, Barcos e Golfe
Vaidades & Verdades www.eles&elas.com.pt
With English Text
& A CAPA A sempre elegante Barbara Norton de Matos a viver um momento alto da sua vida, revela em conversa com a Eles & Elas como tem defendido a sua vida pessoal e o que deseja para a sua carreira.
Nº268 2011 46 Moda Dior
56 America's Cup
26
40
Fernando Pereira
Isaboo
52 Festa Brava
3. 4. 5. 10.
Carta ao Leitor. Sumário. A Capa – Bárbara Norton de Matos. Casamento Zara Philips – a neta preferida de Isabel II de Inglaterra. 14. Duquesa de Alba – uma das mais ricas mulheres de Espanha. 16. Victoria da Suécia – Anunciou a chegada do seu primeiro filho. 18. Casamento no Mónaco – Charlene Wittstock casou com Alberto II do Mónaco. 22. O Olimpo dos Grimaldi – Principado do Mónaco. 26. Fernando Pereira – O multifacetado artista fala dos 30 anos de carreira. 30. Carlos do Carmo – interpretou Frank Sinatra. 32. Amy Winehouse – o inesperado adeus a uma das mais belas vozes do soul. 34. World Monument’s Fund – visita Portugal para conhecer monumentos portugueses. 36. Finishing Schools – As escolas de luxo 38. Filipa Rebelo de Andrade – o rosto português por trás do sucesso da leiloeira Bonham’s em Portugal. 40. Isabo – uma estilista parisiense de gema, amante do vintage e do burlesco. 46. Moda Dior Outono-Inverno 52. Festa Brava – A Corrida de Verão Eles & Elas. 56. America’s Cup – Primeira Etapa em Cascais. 60. Hipismo – 6º Grande Prémio de Portugal. 66. Taça Portugal Solidário – contou com o patrocínio do Presidente Cavaco Silva. 70. Festa do Ye-Ye – A mais chique e tradicional das festas algarvias. 74. Miss Universo Portugal 76. Gala em Marbella – O requinte das festas de Verão. 78. Crónica de Marta Aragão Pinto 82. Crédito Agrícola. Inaugura exposição "Um século em retrospectiva". 86. Crónica de Batata Cerqueira Gomes 88. Cinema – As Serviçais. 90. Milu Ferreira – Uma das responsáveis pelo negócio das artes em Portugal. 95. Sedas & Chitas. 96. Traduções. 98. Horóscopo.
10 Casamento Zara Philips
14 Duquesa de Alba
16
22
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Casamento no Mónaco
Olimpo dos Grimaldi
Eles & Elas — Desde 1982 Maria da Luz de Bragança
18
Vitoria da Suécia
SELECÇÃO DE COR E MONTAGEM
32
60
Amy Winehouse
Hipismo TIRAGEM MÉDIA 60.000 exemplares ISSN 0870-8932
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Eles & Elas
3
30 Edito
Editor
Para todos, desde os grandes empresários aos mais pequenos, manter-se em cima
é quase tão difícil, ou mais, do que subir a escada. Maria de Bragança
4
Capa
Bárbara Norton de Matos
por Maria Dulce Varela fotos Sérgio Matos
Uma mulher de desafios Enche o ecrã das nossas televisões com aquele ar de menina, serena e delicada. Falamos de Bárbara Norton de Matos, actriz, modelo e escritora. Tem 32 anos, feitos em Julho, e é mãe da pequena Luz, já com 5 anos de idade.
➤
ELES & ELAS
5
Bárbara Norton de Matos
➤
Filha de Luís Norton de Matos, com que tem uma
ligação profunda, recorda a sua infância com carinho, defende a sua privacidade a todo o custo, dá grande importância aos valores que lhe foram incutidos desde criança e que, agora, transmite à filha. Elegante q.b., gere bem a sua ligação com os media, que, curiosamente, não a expõem demasiado. O seu primeiro livro, que contou com a presençasurpresa do pai na apresentação, é uma espécie de catarse, talvez mesmo uma quase autobiografia. Lembro-me de a ouvir declarar que, desde menina, se via a apresentar o telejornal. Não foi bem esse o caminho que seguiu, ainda que a televisão faça parte integrante da sua vida, sem esquecer, naturalmente, o teatro, o cinema, pontualmente a moda e, mais recentemente, a escrita. Tudo isto me leva a perguntar se se sente realizada profissionalmente? Profissionalmente, não me sinto a 100% realizada. Ainda sou muito nova, tenho muito que aprender. Acho, que na minha vida, tudo tem corrido naturalmente, no timing certo. Tenho tido muita sorte nos papéis que me têm sido oferecidos, tanto na televisão como no teatro. No cinema foi muito pontual, mas cada coisa a seu tempo. A escrita foi um desafio, que já estou a continuar... As câmaras continuam a assustá-la, apesar da experiência que tem? Ou o “nervoso miudinho” está sempre presente em cada nova experiência? É sempre igual. Cada trabalho que eu faço, é como se fosse a primeira vez. À medida que o tempo vai passando, maior a responsabilidade que eu sinto, maior o desafio e o desejo de corresponder, da melhor maneira, em quem confia em mim e no meu trabalho Qual é o balanço que faz do seu último trabalho na televisão? “Sedução” não foi o trabalho que eu mais gostei, mas também por isso foi um desafio. A personagem e o seu desenvolvimento não me agradou, mas tentei dar
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o meu melhor. Costumo “apaixonar-me” pelas perso-
que me assusta em relação à minha filha. A mim,
nagens que interpreto e não foi este, sinceramente, o
essa exposição não me incomoda pessoalmente,
caso.
porque estou muito resolvida comigo própria. O meu
Mas, confesse lá, o centro da sua vida é, sem
problema é a minha filha ser exposta a determinados
sombra de dúvida, a sua filha, a pequena Luz,
comentários e situações que não entende e com as
agora já com 5 anos. Se eu disser que ela é a sua
quais dificilmente pode lidar.
prioridade, a”luz da sua vida”, estou errada?
Criar uma filha, de algum modo, sozinha, é dificil
Tem razão, é mesmo a “luz da minha vida” e a quem
para si, ainda que mantenha uma boa relação
quero proteger. A exposição pública é uma coisa
com o pai da sua filha, Gonçalo Pina e Melo? ➤
➤
Agora é mais fácil, mas, de início, foi muito difícil ser
aponte caminhos a seguir...
mãe solteira, com uma criança que tinha apenas 3
O que eu tenho sentido é que a crise, no nosso País,
meses. Criar uma criança é um trabalho de equipa e,
não é só económica. Acho mesmo que há uma crise
neste caso, não foi.
de valores. Honestidade, coerência, generosidade,
Hoje em dia, em que os valores que lhe trans-
foram valores muito firmes que a minha família me
mitiram em pequena estão em crise, a cair em
incutiu, para que eu fosse feliz. Que a minha felicida-
desuso, como encara a educação? É uma mãe
de não passasse por prejudicar os outros. Acredito
absorvente ou deixa crescer a sua filha com algu-
muito que, quando se consegue ajudar alguém, a vida
ma liberdade (sem ser permissiva), ainda que lhe
retribui-nos tudo de bom. Tento muito passar este ➤ ELES & ELAS
7
Bárbara Norton de Matos
➤
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sentimento à minha filha, porque é fundamental.
se de me desafiar a pôr os meus diários em letra de
Esta conversa sobre valores familiares, leva-nos à
forma. A questão dos diários foi, desde logo, posta de
sua relação com o seu pai, Luís Norton de Matos,
parte, mas acabei por aceitar escrever um romance,
há mais de dois anos a trabalhar no Senegal. E
usando, naturalmente, coisas da minha infância. Tive
que lhe fez a surpresa de estar presente no lança-
a colaborar comigo a Raquel Palermo e, agora a con-
mento do seu primeiro livro “Escrito nas Estre-
tinuar a escrever, vou manter a mesma equipa.
las”. Custa-lhe a suportar a sua ausência? Como
O seu livro foi uma espécie de catarse, um ex-
lida com ela?
pressar de emoções, de gostos, de esperanças,
Desde pequena que me custa suportar a ausência do
com um toque autobiográfico?
meu pai. Temos uma relação muito forte, mesmo que
Foi, sem dúvida nenhuma. Depois do livro, não
ele esteja no outro lado do mundo. É um grande pilar
preciso de psicólogo. Foi uma experiência muito mais
na minha vida e sinto-o sempre por perto.
enriquecedora do que eu poderia ter pensado. E cor-
E a sua filha, como é a relação da menina com o
reu muito bem a nível de vendas. Já vai na segunda
avô?
edição, algo que eu não esperava mesmo.
É uma relação muito gira. O meu pai está comple-
Já disse que gostaria de ter mais filhos. E o casa-
tamente babado, como todos os avós. Ela adora-o,
mento, é ainda um sonho por realizar?
puxa imenso por ele. Vejo, às vezes, o meu pai fazer
Eu sinto-me muito realizada como mãe, com a minha
cambalhotas no chão com a Luz e acho a maior das
filha Luz. Mais filhos, só mais pensado e se fizer
graças. Faço questão de cultivar muito essa relação.
sentido. O casamento é ainda mesmo um sonho que
A sua infância marcou-a de que maneira? O que
quero realizar, ao menos uma vez na vida.
guarda no seu coração, no que toca a recorda-
E falemos de Moda. É algo que lhe agrada em
ções?
especial? É uma mulher que dá importância à sua
Tanta coisa! Guardo, na memória, a minha quinta,
aparência? Vemo-la, ora chique, ora descontraída,
em Ponte de Lima (da parte paterna), brincar muito
consoante as ocasiões. Tem preferência por mar-
na rua, ter uma liberdade que as crianças de hoje não
cas ou escolhe, simplesmente, o que acha que lhe
podem ter (por diversas razões, nem sempre as mais
fica bem?
agradáveis), o contacto com a natureza, que é tão
Eu visto-me muito de acordo com o meu estado
importante.
de espírito a cada dia que passa. Não ligo nada a
Podíamos falar aqui da sua ascendência, da li-
marcas e, para mim, é uma dor de cabeça pensar no
nhagem nobre, de política, de amor, etc... Até que
que vou vestir para uma festa ou uma apresentação...
ponto isto é importante para si?
Eu gosto de vestir como me apetece, como me sinta
Há muitas conversas, a nível familiar, da responsabi-
bem. Sei que, às vezes, devia dar mais atenção à mi-
lidade que eu tenho em função do meu nome. É uma
nha aparência, mas francamente não ligo muito. Faz
coisa intrínseca, uma responsabilidade e um respeito
parte da minha essência ser assim. Não gosto, nem
que eu tenho de ter pelo meu nome e pelo que os
quero ser escrava da imagem. Quero ser mulher, o
meus familiares fizeram, por exemplo, a nível políti-
mais real possível, quero ser sempre assim.
co, como foi o caso do general Norton de Matos e o
Se eu lhe pedisse que me descrevesse quem é a
marquês de Tomar. Enfim, mas é algo que faz parte
Bárbara Norton de Matos, como o faria?
da minha natureza, do meu crescimento natural. Pode
Sensível, muito, lutadora, tímida, saudosista, conser-
dizer-se que aceito com naturalidade e orgulho!
vadora (ainda que não tanto quanto minha família
Mudando de tema – fale-nos da sua experiência
gostaria que eu fosse), impaciente, activa e sinto que
como escritora e como lhe surgiu a ideia de escre-
tenho imenso amor para dar.
ver um livro, tarefa árdua durante nove meses, ao
A Bárbara tem o curso de Comunicação Empre-
mesmo tempo que tratava da sua pequena Luz...
sarial do ISCEM mas, tanto quanto sei, nunca
Acredite que nem calculava no que me ia meter. Ao
seguiu essa via profissional. Por alguma razão em
contrário do que se possa pensar, sou extremamente
especial?
tímida e, desde menina, era através da escrita que eu
Nunca segui esta via profissional, mas ao longo da
me expressava. A Catarina Stilwell, uma grande ami-
minha vida (recordo que tive um restaurante), tive
ga, que estava a trabalhar na altura na Leya, lembrou-
oportunidade de aplicar muitas coisas que aprendi ➤
➤
no curso. Eu acabei a Faculdade, a família ficou
Isso é o que me preocupa mais, é que eles sejam
satisfeita... e depois segui aquilo que o meu coração
afectados com a minha exposição pública.
mandava – ser actriz.
Projectos profissionais para o futuro? Pode
Lembro-me que foi apresentada à sociedade, na
desvendar-nos alguns?
festa do 20º aniversário da nossa Revista. Teve,
Vou acabar um novo romance até ao final do ano e,
para si, algum significado especial, para além da
em princípio, devo começar a gravar em Janeiro a
festa em si?
nova novela do Tó Zé Martinho, cujo nome ainda não
Teve, sem dúvida, um significado especial. Senti-me
sei... Mas sendo criada por ele, eu confio que será
uma princesa, passei de menina a mulher nesse dia.
mais sucesso da TVI.
E tenho pena que esses eventos não tenham criado
A terminar, quer deixar aqui uma mensagens aos
raiz no nosso País.
leitores da Revista Eles & Elas?
Apesar do seu ar discreto, algo tímido até, a Bár-
Para já, que a preservem bem, sendo a 1ª revista
bara gosta de se rodear de amigos e familiares.
social que apareceu, há 30 anos, no nosso mercado.
Acha que é difícil para eles estar junto de alguém
Que a acarinhem e apoiem, para que ela possa con-
que está sempre na mira dos media?
tinuar em frente, vencendo dificuldades e desafios.
É verdade, ainda que não tenha muitos amigos, mas
Na verdade, é a única revista verdadeiramente social
os que tenho são bons, e um grande pilar na minha
que temos em Portugal. E, já agora, uma palavra de
vida, que é a minha família. Gosto muito de estar no
carinho para a Maria da Luz de Bragança, que tanto
meu ninho. Mas, sim, é difícil para eles estar junto de
tem lutado pelo sucesso e sobrevivência da revista
alguém que, por vezes, é tão magoado pelos media.
Eles & Elas. ■ ELES & ELAS
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Caras & Coroas
Zara Philips Um casamento real, marcado pela simplicidade
10
Toda a sua vida foi pautada pela simpli-
tipo de eventos, os Windsor estavam
cidade. Ocupando o 13º lugar na linha
francamente felizes com esta união,
de sucessão ao trono britânico, filha da
bem como os cerca de 300 convidados,
princesa Ana e de Mark Philips, talvez
presentes na cerimónia.
mesmo a neta preferida de Isabel II (que
Namorados há cerca de 7 anos, Zara
teve de dar a sua aprovação, para a
Philips e Mike Tindall eram a viva ima-
jovem não perder o seu lugar na linha
gem da felicidade, perante os olhares
de sucessão ao trono), Zara Philips uniu
sorridentes de todos os membros da
o seu destino ao jogador de rugby Mike
família real e dos escoceses, em geral,
Tindall, na Escócia. E até nisso a noiva
que há cerca de 20 anos que não viam
foi original, anunciando que vai manter
um casamento real ocorrer nos seus
o nome de solteira, alegando razões
domínios.
profissionais (ela pratica hipismo profis-
Com um vestido de seda em tons de
sional há já muitos anos). Algo que não
marfim (criado, como dissemos já, por
escandalizou ninguém, pois todos estão
Stewart Parvin), um véu em cascata,
habituados à maneira de ser, descom-
feito de várias camadas de tule de seda,
promissada, da jovem Zara.
preso por uma tiara de diamantes (uma
Por exemplo, a jovem princesa anunciou
peça de joalharia grega que pertenceu
o seu noivado na revista “Country Life”,
à mãe da princesa Alice, mãe do du-
aparecendo com um simples conjunto,
que de Edimburgo), a noiva entrou na
avaliado em 70 euros, composto por
igreja de Canongate pelo braço do pai, o
um polar e umas calças de ganga. Além
capitão Mark Philips. A noiva usou ainda
disso, Zara, que sempre foi considera-
os brincos de diamantes, em forma de
da como uma “lufada de ar fresco” na
lágrimas, que a princesa Ana, sua mãe,
família real, posou ao lado de Storm,
usou numa produção para a revista
o seu labrador de estimação e, mais
Vogue, no ano do seu casamento com
tarde, o casal posou na sua casa de
Mark Philips.
Gloucestershire para a fotografia oficial
No altar, sorridente ainda que nervoso, o
do noivado. Aí, o protocolo foi mantido,
noivo, ladeado pelo padrinho e seu cole-
com a princesa a mostrar o seu anel de
ga de equipa, Ian Balshaw, e pelo irmão
noivado, lindíssimo – um solitário com
da futura mulher, Peter Philips, espera-
diamantes, oferecido pelo agora mari-
va pela noiva. Diga-se, de passagem,
do. Mas não fossem os jornalistas (e a
que o noivo (sobre quem se chegou
casa real) habituarem-se mal, sempre
a especular que iria usar o tradicional
foi adiantando, na altura, que iria ser
escocês, o que não se confirmou, pois
vestida pelo designer Stewart Parvin,
Tindall optou por um elegante fraque
um dos criadores predilectos da noiva
azul-marinho) chegou à igreja (a mesma
e da rainha. O que Zara não conseguiu
em que a princesa Ana casou com o seu
mesmo foi que a casa real a autorizasse
actual marido, Tim Lawrence) uma hora
a vender o exclusivo do casamento a
antes da noiva.
troco de quase 700 mil euros. Também
Os noivos e convidados seguiram de-
não se pode ter tudo...
pois para o Palácio de Holyroodhouse,
Mas, é bom que se diga, ainda que
a residência oficial da rainha Isabel II na
quebrando alguns protocolos estabe-
Escócia, onde decorreu uma animada
lecidos na realeza britânica para este
festa, em que a boa disposição imperou. ➤
ELES & ELAS
11
Zara Philips
➤ Este
12
casamento foi a formalização de
se conhece, teve de ser adiada por
uma união de facto, que já durava há
motivos profissionais dos noivos, que se
vários anos, sempre dentro de uma lou-
conheceram através do príncipe Harry,
vável discrição, que era do agrado de
primo da noiva. Os noivos, sabe-se já,
todos. Agora, Zara Philips, que não tem
vão continuar com as suas profissões
nenhum título, mas é membro da Or-
desportivas, até porque Zara espera
dem do Império (título com que a avó a
que 2012 seja do ano da sua consa-
agraciou), realizou o seu sonho junto a
gração nas Olimpíadas como campeã
Mike Tindall, que declarou, recentemen-
equestre.
te, que “Zara é o amor da minha vida”
Mas o que muitos não sabem é que será
e que não está, “de todo, nervoso”, por
também em 2012 que terminarão as
ter entrado para a família real. O casal
obras de construção do seu refúgio de
já vivia junto num cottage, em Gatcom-
férias em Portugal, mais concretamente,
be Park, propriedade da princesa Ana.
no CampoReal Golf Resort & Spa, na
Quanto à lua-de-mel, cujo destino não
costa oeste.
n
Caras & Coroas
Espanha espanta-se Duquesa de Alba vai casar...
O eleito é Alfonso Diez, um funcionário público que, de há uns anos para cá, tem sido o companheiro constante de Cayetana Fitz-James Stuart, condessa de Alba, uma das mulheres mais ricas de Espanha e a que mais títulos nobiliárquicos tem.
14
➤
➤A
duquesa abdicou já de parte da sua
Salamanca.
imensa fortuna, repartindo a herança pelos
Os outros palácios e as terras serão divi-
seus seis filhos, para fazer este casamento
didas pelos outros filhos e os oito netos da
que, segundo a revista espanhola “Semana”,
duquesa.
se realizará a 5 de Outubro.
Só que, desta vez, a duquesa decidiu, de
Uma vez salvaguardado o património da
novo, romper com a tradição, como está à
Casa de Alba, tudo está encaminhado para
vista. Com aquela força que todos lhe reco-
a concretização do enlace. Os filhos, Carlos,
nhecem, a duquesa afirmou já, publicamen-
Jacobo, Alfonso, Fernando, Cayetano e Eu-
te, que “Alfonso não quer nada. Tudo o que
genia são titulares dos bens da mãe desde o
ele quer sou eu”. Contra factos não há, pelos
passado 4 de Julho, mas a duquesa conti-
vistos, argumentos.
nuará a ter o usufruto desses bens, enquanto
De momento, Cayetana e Alfonso Diez des-
for viva.
frutam do seu último Verão como solteiros.
Desconhecem-se, de momento, quais os
O casal gozou de uma romântica estadia
bens doados pela duquesa e como foram
em San Sebastian, apenas com uma ida
distribuídos. Para os que não acreditam que
aos touros em Santander. Agora, em fins de
esta decisão de Cayetana de Alba tenha
Setembro, princípios de Outubro, tal como
a ver com um casamento, a curto prazo,
anunciou a Semana, o par casará na pe-
com Alfonso Diez, outros asseguram que
quena capela do Palácio de Dueñas, numa
a duquesa “está estupenda” no tocante à
cerimónia muito restrita, salvo se houver
sua saúde. O que se sabe, de fonte segura,
alguma alteração de última hora. Em princí-
é que, para que a doação seja efectiva, os
pio, a cerimónia será celebrada pelo padre
filhos de Cayetana tiveram que aceitá-la. E
Jiménez Sánchez-Dalp, pároco da igreja
aceitaram, ao que parece, não só a doação,
sevilhana de La Asunción e amigo íntimo da
como o próprio casamento, a que tanto se
duquesa. Está já confirmado que os seus
opunham. Em todo o caso, dizem fontes pró-
seis filhos estarão, naturalmente, presentes
ximas do casal, a relação familiar ainda não
na cerimónia.
é totalmente pacífica.
O segredo mais bem guardado é, natural-
A totalidade do património da Casa de Alba
mente, quem vai criar o vestido da noiva,
(de valor incalculável, uma vez que inclui
ainda que haja quem diga que os estilistas
milhares de hectares de terreno, palácios e
andaluzes Victorio e Lucchino, amigos ínti-
valiosíssimas obras de arte) é gerida pela
mos de Cayetana, serão os escolhidos pela
Fundação, criada pela própria duquesa em
duquesa.
1975. Esse património é “intocável” e não
Ainda que não tenha sido possível a confir-
pode ser dividido. Para além disso, Dona
mação oficial, diz-se que Alfonso Diez, ao
Cayetana continuará como presidente do
casar com a duquesa, ficará com o título
patronato da Fundação e chefe da Casa de
de duque de Alba consorte. Diz-se também
Alba, refere uma fonte próxima da família.
que, neste momento, Diez já está a conside-
De acordo com o estabelecido, será o filho
rar a hipótese de abandonar o seu trabalho
mais velho a herdar o título e a fortuna, que
de funcionário público, para se instalar no
ele mesmo deverá distribuir, segundo o seu
Palácio das Dueñas, onde a noiva quer viver
próprio critério, pelos irmãos. De acordo com
depois de casada.
o jornal El Pais, Carlos Fitz-James Stuart, o
E vão ter lua-de-mel, pois então, tudo apon-
filho mais velho, herdará o Palácio de Líria,
tando para as paradisíacas praias da Tailân-
em Madrid, e o Palácio de Monterrey, em
dia. É esperar para ver...
n
ELES & ELAS
15
Caras & Coras
Victoria da Suécia vai ser mãe...
A princesa Victoria da Suécia está grávida. A notícia foi dada, através de um comunicado da Casa Real da Suécia, que revela ainda que o nascimento do primeiro filho da herdeira do trono sueco e do marido, o príncipe Daniel, está previsto para Março do próximo ano. No comunicado real, pode ler-se que Victoria e Daniel estão radiantes com a chegada do seu primeiro filho, adiantando ainda que não haverá, para já, mudanças na agenda da princesa, pelo menos durante o próximo Outono.
16
➤
➤
Recorde-se que a princesa Victoria da Suécia
pendentemente do género. Graças a seu pai, um
e Daniel Westling casaram-se a 19 de junho de
primo de terceiro grau de Isabel II, ela ocupa o
2010, após um conturbado namoro. Em 2002,
205º lugar na linha de sucessão ao trono britâ-
surgiram especulações na imprensa acerca de
nico. Existem alegações de que a reforma não
uma possível ligação amorosa entre Victoria e
teria sido apoiada pelo rei, que pretendia que o
Daniel Westling, seu antigo professor de ginás-
Príncipe Carlos Filipe fosse o herdeiro do tro-
tica e dono de uma academia, na qual se ins-
no, mas nada foi confirmado. Assim, a princesa
creveu. À época, Victoria apenas reconheceu
Victoria foi solenemente investida como herdeira
ser amiga de Westling. Em 2006, a especulação
do trono sueco numa cerimónia no Palácio Real
continuou. Victoria e Daniel foram vistos várias
de Estocolmo, a 14 de Julho de 1995, dia do
vezes juntos, tendo Daniel participado em alguns
seu 18ª aniversário, quando proferiu discurso no
eventos formais em que a princesa esteve pre-
parlamento. De então para cá, Victoria da Suécia
sente. Finalmente, em Fevereiro de 2009, a corte
tem vindo a ser preparada para assumir o trono,
sueca anunciou que Victoria e Daniel estavam
na devida altura, representando os reis em diver-
noivos. O noivado fora, finalmente, aprovado
sas viagens e eventos oficiais.
pela Câmara Baixa do país e o casamento real,
O casamento de Victoria e Daniel Westling foi
marcado para 19 de Junho de 2010, na catedral
descrito como “o maior casamento real da Europa”
de Estocolmo. Depois do casamento, Daniel
desde o casamento de Carlos e Diana de Gales.
Westling passou a usar o título de S.A.R. prin-
A música da cerimónia foi da responsabilidade de
cipe – duque de Västergötland. O anúncio do
Gustaf Sjökvist, organista da corte e da paróquia
casamento provocou, na altura, manifestações
da Catedral de Estocolmo e também responsável
antimonárquicas e grande mobilização, especial-
pela música durante o casamento dos pais de Vic-
mente pela Internet. Muitos suecos consideraram
toria em 1976. Os oficiantes, escolhidos pelo rei,
inaceitável que as despesas com o casamento
foram o arcebispo Anders Wejryd, o bispo emérito
- estimadas em 3 milhões de dólares – fossem
Lars-Göran Lönnermark,o bispo de Lund Antje
custeadas com recursos públicos.
Jackelén e Dom Åke dy Bonnier.
Mas já em 2005, durante uma visita à Expo 2005,
Victoria usou um vestido de casamento branco,
em Aichi, no Japão, durante uma entrevista con-
com vários metros de comprimento, e usou a
cedida ao jornal Yomiuri Shimbun, Victoria ad-
mesma tiara com que a sua mãe se casou. Vic-
mitiu a existência de alguém na sua vida. Ao ser
toria e Daniel passaram por debaixo de espadas
questionada sobre o que pensava a respeito do
cruzadas após sair da catedral. A carruagem dos
casamento de membros da realeza com pessoas
noivos, em procissão, passou por uma grande
não pertencentes à nobreza, respondeu: “Creio
multidão de pessoas em Slottsbacken. Muitos
que, em geral, os suecos acreditam que a forma
membros da nobreza internacional compare-
moderna seja casar-se com quem se ama, não
ceram ao casamento, entre eles os condes de
importando de onde ele ou ela vem”. Recorde-se
Wessex, em representação de Isabel II, a rainha
que também a rainha Sílvia, mãe de Victoria, é
e os príncipes da Dinamarca, os reis da Jordâ-
de origem burguesa.
nia, os príncipes de Orange, a rainha de Espa-
Victoria nasceu dia 14 de julho de 1977 em Es-
nha e os príncipes das Astúrias, entre outros.
tocolmo, Suécia, sendo a filha mais velha do rei
Após o casamento, a popularidade da família
Carlos XVI Gustavo da Suécia e de sua mulher,
real explodiu. Uma pesquisa mostrou que 70%
a rainha Sílvia da Suécia, pertencendo à Casa
dos suecos aprovavam a monarquia e apenas
Real de Bernardotte, como princesa da Suécia,
16% gostariam de abandonar o regime monár-
sendo designada como Princesa Herdeira em
quico.
1979, à frente de seu irmão mais velho, devido
Após seu casamento, a princesa e o marido
à aprovação do Acto Sueco da Sucessão. Esta
mudaram-se para o Palácio de Haga. Agora, é
reforma constitucional tornou possível que o
tempo de preparar a vinda do herdeiro do jovem
descendente mais velho do monarca sueco (no
casal.
caso, Victoria) fosse o herdeiro do trono, inde-
n
M.D.V. ELES & ELAS
17
Rewind
Alberto do Mónaco Afinal houve lua-de-mel...
Casou Alberto II do Mónaco, para grande alegria dos monegascos. Mas não foi fácil, apesar de tudo. A noiva, Charlene Wittstock, correu o risco de se transformar numa “noiva em fuga”, ao saber, dias antes da cerimónia, através do jornal francês L’Express, da existência de mais dois filhos do noivo, o que foi desmentido pelo palácio, através de um comunicado oficial. Charlene não partiu para a África do Sul e o casamento realizou-se finalmente, perante a alegria de milhares de pessoas que aplaudiam e agitavam as bandeirinhas do Mónaco e da Àfrica do Sul. 18
➤
➤
Alberto do Mónaco e Charlene Wittstock
até agora não deram qualquer explicação
casaram, duas vezes, como sempre acon-
para a ausência da representação espanho-
tece nas uniões reais – primeiro, pelo civil,
la. Diz-se que Filipe e Letizia se recusaram
depois, no dia seguinte, pela igreja, numa
a estar presentes, ainda ressentidos com a
cerimónia celebrada pelo arcebispo do Mó-
maneira como Ernst de Hannover se portou
naco, Bernard Barsi.
na catedral de Madrid, durante o casamento
Visivelmente nervosa, até mesmo um pouco
do herdeiro espanhol e que o rei Juan Car-
triste, sem aquele brilho com que a vimos
los justificou a sua ausência, alegando estar
nos últimos tempos, a agora já Primeira-Da-
a recuperar da operação ao joelho. Presen-
ma do Mónaco entrou no Pátio de Honra do
tes, entre os 3500 convidados, estiveram os
Palácio do Mónaco (especialmente prepara-
duques de Bragança.
do para o efeito), pelo braço do pai, Michael
A cerimónia foi marcada por vários mo-
Wittstock, no seu belíssimo vestido Armani
mentos musicais, entre eles, a actuação de
Privé, em seda natural em tons marfim, com
Andrea Bocelli, que interpretou, já no final
discretos bordados em forma de flores, 40
da cerimónia, a Avé Maria de Schubert. Mas
mil cristais Swarovski, 20 mil pérolas em for-
antes, a cerimónia contou com a colabora-
ma de gota e 30 mil contas de ouro incrus-
ção da Orquestra Filarmónica do principado
tadas. Crise é crise, mas no Mónaco já se
e o Coro dos Pequenos do Mónaco.
sabe como é. Belíssima a jóia que a noiva
No centro das atenções estiveram também
usava para segurar o cabelo – uma grinalda
Stéphanie (que surgiu de braço dado com
de flores em diamantes, que lhe foi empres-
o filho, Louis Ducruet, seguida pelas filhas,
tada pela princesa Stéphanie, visivelmente
Pauline Ducruet e Camille Gottlieb) e Caro-
emocionada, ela que foi, desde sempre, a
lina do Mónaco, que percorreu a passadeira
irmã favorita de Alberto. O véu da noiva,
vermelha com a filha mais nova, Alexandre
com 20 metros de seda, tinha, sem dúvida,
(única filha do seu casamento com Ernst de
um aspecto impressionante.
Hannover, que logicamente não foi convi-
Se pusermos de lado a polémica que se
dado) e Charlotte, Andrea e Pierre, os seus
gerou antes do casamento, o nervosismo
filhos mais velhos.
de Charlene justificava-se, de algum modo.
Já casados, Suas Altezas Sereníssimas, os
Afinal de contas, ela conseguiu o que nin-
príncipes Alberto e Charlene saíram para
guém, até agora, conseguira – levar o sobe-
a Praça do Palácio, tendo sido aclamados
rano monegasco, já em muito boa idade de
pela multidão, debaixo de uma chuva de
casar, ao altar.
pétalas brancas. Um momento que teve
Muito emocionante para a noiva, que até
uma impressionante banda sonora, digamos
deu a mão errada para Alberto lhe colocar a
assim, produzida pelas sirenes de nevoeiro
aliança (ainda que Alberto lhe tivesse dado
das embarcações atracadas na baía de
uma piscadela de olho, no preciso momento
Montecarlo.
em colocou na mão da noiva a aliança de
Os noivos, num Lexus híbrido descapotável,
platina de 18 quilates, criada pela Cartier),
seguiram em cortejo pelas ruas do Mónaco,
foi o momento em que Charlene, agora
ovacionados pelos monegascos e por imen-
Alteza Real, depôs o seu bouquet de frésias
sos turistas, regressando depois ao palácio
no altar da Santa Devota, cumprindo assim
para trocar de roupa, uma vez que para o
a tradição.
jantar, nos Terraços do Casino de Monte-
Presentes na cerimónia estiveram pratica-
carlo e baile de gala, que se lhe seguiu na
mente todos os representantes das casas
Ópera Garnier, era exigido o traje de gala.
reais europeias (os condes de Wessex
Jantar esse, em que estiveram apenas 450
substituiram os duques de Cambridge, em
dos 3500 convidados, e foi servido pelo
nome da casa real britânica), excepção feita
famoso Chef francês Alain Ducasse.
aos príncipes das Astúrias que, pelo menos,
Mas não só as cabeças coroadas (Bélgica,
➤
ELES & ELAS
19
Alberto do Mónaco
➤ Suécia,
20
Luxemburgo, Holanda, Dinamar-
como os noivos gozaram a lua-de-mel no
ca, Noruega se fizeram representar pelos
país natal de noiva, a África do Sul (diz-se
príncipes herdeiros, lado a lado com a ex-
que em hotéis diferentes, o que, a confir-
imperatriz Farah Diba) estiveram presentes
mar-se, é uma forma estranha de estar em
no casamento do soberano monegasco com
lua-de-mel), a verdade é que o Palácio fez
Charlene. Nomes ligados à moda, espec-
sair um comunicado, em que rejeita total-
táculo, desporto e alta finança mundial,
mente quaisquer problemas entre o casal,
sem esquecer Nicolas Sarkozy (sem Carla
mostrando, aliás, a sua indignação face
Bruni, que está grávida de seis meses) e
à polémica desencadeada. Enfim, com
Bernardette Chirac, estiveram presentes
os Grimaldi, sabemos nós de experiência
na cerimónia, entre eles, Naomi Campbell
feita, as surpresas nunca faltam. Espere-
e Karolina Kurkova, Roger Moore (grande
mos que, desta vez, Alberto II do Mónaco
amigo dos Grimaldi), Giorgio Armani e Karl
seja um soberano à altura das suas res-
Lagerfeld, Nadia Comaneci e Henri Leconte.
ponsabilidades para com o Principado e os
Apesar dos rumores relativos à forma
monegascos.
n
Destinos
O Olimpo dos Grimaldi
por Maria Dulce Varela
Nos últimos dias, o Mónaco esteve particularmente em foco, na sequência do casamento do casamento do príncipe Alberto II, soberano monegasco, com Charlene Wittstock. Um casamento que, como não podia deixar de acontecer, uma vez que se tratou da família Grimaldi, com alguma polémica à mistura. Mas adiante. Falemos, então, um pouco, do Mónaco. 22
➤
poder absoluto, tem laços privilegiados com a França e continua a ser um paraíso fiscal. Et voilá! Que ninguém diga aos monegascos que habitam “num principado de opereta”, até porque eles são especialmente patriotas e têm uma verdadeira veneração pelos seus príncipes, a quem todas as fraquezas têm sido perdoadas. Mais do que isso, têm argumentos de peso, como por exemplo, lembrar aos “provocadores” que o Mónaco é um Estado soberano, membro da ONU, da UNESCO e da OMS. Para além do mais, ninguém duvida que se trata de um país próspero, facto que muito se deve ao 55 anos de reinado do desaparecido Rainier (antes dele, mais não havia que abrigos de pescadores e oliveiras, diz quem viveu então no principado). Caberá, agora, a Alberto (a quem o pai preparou de forma exaustiva) assegurar que tudo continue nos mesmos termos. À primeira vista (se for de helicóptero, claro está), vindo de Nice, é-se confrontado com uma espécie de Singapura sobre o Mediterrâneo, ponteada com torres, ainda assim dispensáveis, dada a beleza do maravilhoso céu azul e do mar, cheio de calhetas e velas brancas inclinadas sobre as vagas. Mas depois, à medida que nos aproximamos da costa, descobrimos, pouco a pouco, o Casino, o Hotel Paris e o Hermitage, as suas cúpulas, coruchéus, balaustres, fachadas de estilos surpreendentes (desde o barroco ao rococó, passando pelo Segundo Império), o Rochedo e as ameias do castelo principal, o velho bairro de La Condamine, com os seus telhados rosados. À sombra das palmeiras, dos hibiscos e das laranjeiras, podemos continuar a sonhar com contos de fadas. O Mónaco é, realmente, um importante centro financeiro, cultural e turístico, com importantes bancos e o famoso Casino, hotéis magníficos, mansões de sonho, enfim, um país, que se percorre rapidamente, mas que, apesar disso, não perde o encanto. Claro que a sensação de que se está quase numa espécie de paraíso não é fruto de um milagre. Por detrás de todo este charme estão verdadeiros “fazedores de sonhos”, invisíveis para o turista, mas muito reais e eficazes. Se pensarmos que a localização das 700 empresas industriais do Mónaco, das quais são Depois do Vaticano, o principado do Mónaco é o
retiradas 12% das receitas fixas do principado, estão
mais pequeno Estado soberano do mundo. Apesar
localizadas em Fontvieille, sob a forma de prédios de
dos seus 195 hectares, tem o maior recorde de densi-
luxo e indústrias, que chamaríamos de adequadas
dade populacional e, sem dúvida, de milionários. São
(cosmética, química ligeira), é fácil de perceber que
alguns “pequenos pormenores” que distinguem este
o choque normal, que se sente face a um tradicional
Estado: o príncipe reinante, agora Alberto II, detém o
edifício industrial, não se verifica no principado. ➤
➤
ELES & ELAS
23
O Olimpo dos Grimaldi
O Louis XV, restaurante de Alain Ducasse no Hotel de Paris
No porto de HĂŠrcules
O mercado local
Em primeiro plano, o Hotel Loew’s e, em segundo plano, o Casino de Monte Carlo 24
O Bairro de La Condamine
➤ Ruas
estreitas, casas ocres e rosadas, jardins de
cores e aromas extraordinários, folhas verdes das palmeiras espelhando-se num céu azul eléctrico, uma vista profunda sobre o porto e, mais longe, um imenso panorama de montanhas e mar. Pequenos e requintados cafés, sombreados com toldos e caramanchões, fazem a delícia dos turistas. Diante da entrada principal do palácio real, os carabineiros, de uniforme branco, procedem ao render da guarda, observados por mirones, talvez esperançados em ver algum dos membros da família real. Encostado ao porto, aos pés do Rochedo, o encontro inesperado com o tudo o que nos é oferecido por uma verdadeira aldeia provençal: o bairro La Condamine seduz-nos com a traça geométrica de algumas ruas, silenciosas nas horas de maior calor, casas em tons pastel, marcadamente históricas, a dança dos mastros no porto de Hércules. A Praça das Armas anima-se todas as manhãs, com um mercado quase de bonecas, em que o odor do peixe se mistura com o das especiarias e das frutas. À noitinha, os marinheiros, de blazer e gravata, saem dos seus iates de luxo para saborear jantares requintados nos pequenos restaurantes de La Condamine, verdadeiramente chiques. Mas, em Monte Carlo, a vida continua e o sonho também. A par de novos locais de moda, o Casino, o Hotel de Paris e o Hermitage, admiravelmente conservados, são factores indispensáveis à unidade do sonho monegasco. Pelos corredores do Casino, quase podemos imaginar a presença de príncipes e reis sem coro, cortesãs excêntricas, milionários efémeros, estrelas de cinema, estadistas, para quem Monte Carlo continua a ser um “must”. Nas ruas de Monte Carlo, os Bentleys e Jaguares substituíram as caleches e, no terraço do Café Paris, cruzam-se jogadores empedernidos, banhistas bronzeados e velhos senhores aristocratas. Os visitantes param, de montra em montra – Piaget. Hermès, Saint-Laurent, Chanel, Dior e Vuitton são algumas das marcas expostas, verdadeiras tentações, a que é difícil resistir. Os verdadeiros monegascos têm as suas tradições, as suas festas, os seus lugares especiais de encontro, onde se fala o monegasco, uma língua obrigatória nas escolas primárias do principado. Se depois de tudo o que lhe disse, não sentir uma vontade irresistível de visitar o principado, é porque o seu desejo de aventura e sonho se desfez na dura A Catedral neo-romana
realidade do quotidiano. n ELES & ELAS
25
Convidado Especial
Fernando Pereira, por José Leite A “Voz” assume a sua própria identidade e apresenta sugestão para o responsável da Cultura do novo governo: “Tentava acabar com os lobbies e as capelinhas de chupistas”
26
Desculpe-se a falta de isenção
de todo o Mundo.Com classe,
todo o tipo de produções para
do jornalista, mas Fernando
surpreendendo o público.
teatros, empresas, convenções
Pereira é, de facto, a “Voz de
Ao longo da sua carreira, obte-
e eventos sociais, tendo sido
Portugal” em todo o seu esplen-
ve vários discos de ouro e pla-
presença em destaque na festa
dor. Desde 1982, o ano em
tina, assim como interveio em
de aniversário da “Eles &Elas”.
que se iniciou a sua activida-
centenas de programas para
Talvez faltasse assumir a sua
de, que nos habituámos à sua
televisão. Já se apresentou ao
própria identidade, a chama-
versatilidade e extraordinária
vivo em mais de três mil espec-
da “cereja em cima do bolo”,
capacidade vocal, cantando
táculos e esteve, desde sem-
objectivo que poderá ter sido
e e imitando as superestrelas
pre, envolvido na criação de
alcançado no final do ano
➤
➤ passado,
ao editar o projecto
mais popularucho, mas, prova-
dar lugar a novos produtores
musical “A Sério”, um disco em
velmente, mais rentável?
e aos verdadeiros criadores.
que pela primeira vez assume
Diz-nos a esse respeito o
Apoiava a produção e autoria
integralmente o seu próprio
artista: “Vou completar para
nacional em todas as áreas:
estilo, voz e personalidade en-
o ano 30 anos de carreira e
teatro, música, cinema, artes
quanto cantor e intérprete.
já fiz tudo o que era possível
plásticas, literatura… Concre-
“Este novo disco “A Sério” é
alguém ambicionar fazer em
tamente em relação à música,
um projecto que sempre ha-
Portugal: milhares de con-
promovia e apoiava os dis-
bitou o meu imaginário pro-
certos ao vivo, centenas de
cos em língua portuguesa,
fissional e já andava efectiva-
horas em televisão, discos
baixava o IVA nas produções
mente há alguns anos a ser
de ouro e platina, banhos de
de músicos e autores por-
pensado”, sublinha Fernando
multidão, infindáveis voltas
tugueses, subindo, em opo-
Pereira a propósito deste seu
ao mundo e ao país real...
sição, as taxas nos discos
último trabalho, acrescentando:
Experienciei, graças a Deus,
estrangeiros ou em línguas
“Sou um artista da voz, ela é o
todas as formas possíveis de
estrangeiras. Baixava o IVA
alfa e o ómega de tudo o que
sucesso, disso não me pos-
e incentivava os espectácu-
faço musicalmente e consigo
so realmente queixar. Mas é
los de artistas ou músicos
usá-la das formas mais di-
preciso compreender que a
portugueses e criava depois
versas, cantando e imitando
nossa profissão, tal como a
taxas especiais, muito gran-
sempre centenas de cantores,
vida em geral, é um proces-
des mesmo, para os músicos
os registos e timbres mais
so dinâmico, tem fases de
e bandas estrangeiras que
variados. Impunha-se, por isso,
maior e menor exposição,
viessem actuar em Portugal.
apresentar um dia um trabalho
movimenta muitos interes-
Esses fundos seriam de-
em que a personalidade vocal,
ses, engrenagens complexas.
pois aplicados no apoio aos
a alma e o som do verdadeiro
Gera tanto afectos, paixões e
jovens valores, aos autores
cantor que sou, absolutamente
aplausos como também inve-
e à produção nacional. Obri-
despido de máscaras e carica-
jas, maldade e mesquinhez.
gava as rádios portuguesas a
turas, estivesse presente em
Não há nada que se possa
passar essencialmente músi-
toda a sua plenitude. Esse dia
fazer contra isso, é a nature-
ca portuguesa, com pesadas
aconteceu, o projecto finalmen-
za humana. Eu tenho os meus
multas e cassação da licen-
te saiu e tem sido uma expe-
valores éticos e estéticos,
ça a quem não cumprisse a
riência fantástica. Muita gente
uma imagem e postura artís-
lei… Mas é melhor parar por
conhecia bem o “cantor de
tica da qual não abdico e não
aqui antes que me dêem um
vozes” mas nunca tinha ouvido
vou nunca baixar o nível para
tiro…”.
a voz o Fernando Pereira “ A
me tornar um “produto” mais
Espectador atento da vida po-
Sério”. Agora tem também esta
fácil e rentável. São opções”.
lítica actual, o artista sustenta
nova faceta, um artista e um
Em tempo de renovação gover-
que “sair desta maldita crise
cantor ainda mais completos”.
namental e de políticas cultu-
não é apenas uma necessida-
Verdadeiro “animal” de palco,
rais - políticas que não implica-
de, é uma exigência nacional,
é nossa convicção que Fer-
ram a criação de um Ministério
um imperativo de sobrevivên-
nando Pereira ainda não viu
que tutele esta área, talvez uma
cia”.
reconhecido o seu mérito em
lacuna no governo de Passos
E vai mais longe nas criticas,
Portugal, contrariamente ao
Coelho - se Fernando Pereira
propondo que os verdadeiros
que acontece no estrangeiro.
fosse o ministro da Cultura o
responsáveis por toda a ganân-
Questionámo-lo, por isso, se
que faria?
cia e especulação financeira
acha que Portugal cultiva por
“Eu tentava acabar com os
que deram origem a este pro-
baixo os méritos dos seus artis-
lobbies e as capelinhas de
blema “deviam ser responsa-
tas de craveira, em detrimento
chupistas profissionais, que
bilizados e seriamente casti-
do chamado «lixo» musical,
são sempre os mesmos, para
gados e também que a
➤
ELES & ELAS
27
Fernando Pereira
“Sou um artista da voz, ela é o alfa e o ómega de tudo o que faço musicalmente e consigo usá-la das formas mais diversas, cantando e imitando sempre centenas de cantores, os registos e timbres mais variados. Impunha-se, por isso, apresentar um dia um trabalho em que a personalidade vocal, a alma e o som do verdadeiro cantor que sou”
➤ “carga”
28
de austeridade de-
“Há algum tempo entraram
não vivo sozinho, há sempre
veria ser melhor repartida”.
no “elenco” a Lady Gaga e o
alguém na minha vida, no
“Eu não me importo de pa-
Mika, mas os grandes “clás-
meu coração. Desde sempre.
gar mais impostos, se outros
sicos” irão sempre conviver
Na verdade, tudo o que faço é
também pagarem mais em
no espectáculo ao lado dos
público e a minha vida priva-
proporção, aliviando ou mesmo
“novos” valores. Há que estar
da é, de facto, a única coisa
isentando os idosos, os refor-
permanentemente actualiza-
que me resta e posso guardar
mados e as pessoas em geral
do, sem nunca perder o ecle-
só para mim… Mais do que
com menos recursos. Temos
tismo e a universalidade”,.
um direito, é efectivamente o
todos que ser solidários, inte-
refere
meu derradeiro refúgio, um
ligentes, eficientes, produzir
Não se lhe conhecem amores…
exercício de plena e verdadei-
muito mais, trabalhar melhor,
nem desamores. Talvez seja
ra liberdade individual”.
consumir o mais possível em
uma questão estratégica salva-
Para além deste novo disco “A
Portugal e produtos portugue-
guardar a sua vida privada?
Sério, Fernando Pereira apre-
ses!”, sublinha.
“É realmente uma estraté-
senta o espectáculo “Cantor de
Artista das mil vozes, ainda
gia, mas ao contrário do que
Vozes” em permanente digres-
haverá alguma que Fernando
algumas pessoas possam
são.
Pereira gostasse de interpre-
pensar, não sou um eterno
A “voz” está no ar e recomen-
tar?
solteirão. Moro sozinho, mas
da-se…
n
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Recordando "A Voz"
Carlos do Carmo canta Frank Sinatra
➤
30
Convidado pelo programa “Allgarve”, Carlos do Carmo juntou-se a Claus Nymark Big Band, para um espectáculo verdadeiramente imperdível, no Convento das Bernardas, em Tavira, durante o qual interpretou alguns dos temas celebrizados por Frank Sinatra, perante uma plateia absolutamente rendida. Aos 71 anos de idade e com mais de 45 de carreira, Carlos do Carmo ainda surpreende quem assiste aos seus espectáculos. Depois de inovar, abrindo novos caminhos ao Fado, foi agora altura de dar a conhecer ao grande público a sua imensa versatilidade na música. “Fly Me to the Moon”, “Cheek to Cheek” ou “Come Fly with Me”, da autoria de compositores lendários e consagrados, como Cole Porter, George Gershwin ou Irving Berlin, e celebrizados por Sinatra, foram, desta vez, interpretados, de forma impecável, por Carlos do Carmo. Apreciador do cantor norte-americano desde os anos 60, quando ouvia permanentemente os seus álbuns, Carlos do Carmo desenvolveu o gosto pelo repertório americano e pela inconfundível interpretação deste lendário cantor. É curioso lembrar que, em 2008, Carlos de Carmo foi convidado para uma pequena interpretação num concerto da Count Basie Orchestra, em que interpretou “I’ve Got You Under My Skin” e “You Make Me Feel So Young”. Mais tarde, em 2010, foi convidado para repetir a experiência num espectáculo único e, em nome próprio, no Pavilhão Atlântico, onde pode interpretar vários temas originais de Sinatra, celebrizados por este cantor. Carlos de Carmo, recordamos, foi uma das personalidades distinguidas, há alguns anos, pela revista ELES & ELAS, com o prémio Estátua da Verdade.
n
ELES & ELAS
31
Remembering
Amy Winehouse A Alma do Soul
32
“Pessoas loucas como eu, não vivem muito, mas
ultrapassou todos os limites possíveis e se deixou
vivem como querem” – esta frase é da própria Amy
arrastar para o mundo das drogas, que acabariam por
Winehouse, recentemente desaparecida, deixando o
a destruir.
mundo da música mais pobre.
Os seus concertos eram momentos especiais, quer
Sem dúvida que Amy Winhouse não foi uma figura
fossem de qualidade, quer mostrassem uma Amy
consensual – ou se amava, ou se detestava. Mas o
descontrolada, fora de si, pedindo desculpa, em pal-
que ninguém pode questionar é que o seu talento se
co, aos seus fãs.
aproximava muito da genialidade. A sua voz soltava-
Com 13 anos, teve a sua primeira guitarra. Aos 16,
se, límpida, saída de dentro dela, com uma emoção
fez a primeira tatuagem e começou a fumar cannabis.
que se transmitia a todos os que a ouviam. Era,
Simon Fuller, um dos mais importantes agentes musi-
sem dúvida, uma estrela, que viveu como quis, que
cais britânicos, trabalhou, em segredo, um demo das
se atreveu a escrever música para se desafiar a si
músicas de Amy, que lhe foi enviado por um namo-
própria, para entender qual era o seu limite. Ela que,
rado da cantora. Apesar de ter já um contrato com a
durante a sua curta existência (tinha apenas 27 anos),
EMI, Winehouse acabaria por assinar pela ➤
➤ Island/Universal.
A 20 de Outubro de 2003 é
momento musical autobiográfico, catapulta o álbum
editado o primeiro disco de Amy, “”Frank”. No ano
para os top’s, tornando-se no álbum mais vendido no
seguinte é premiada com o Ivor Novello Award por
Reino Unido, em 2007.
“Stronger Than Me”. Mas é, precisamente, nesta
Depois foi a onda dos prémios – Brit Awards e
altura, que surge na vida de Amy, Blake Fielder-
Grammys não paravam de lhe chegar às mãos.
Civil, que ela conhece num pub, em Camden, Um
Nesse mesmo ano, Blake regressa, em má hora, e os
homem rodeado de companhias duvidosas, um
dois casam em Miami, celebrando com uma festa de
marginal que vende e consome droga. Desespera-
estupefacientes, que durou três dias.
damente apaixonados, entram (pelo menos ela) no
Amy começa então a sua fatal caminhada para o fim.
caminho da autodestruição, com a dependência do
À beira da anorexia, foi destruindo os seus próprios
álcool e de cannabis a aumentarem de modo incon-
concertos, sempre intoxicada. Uma verdadeira des-
trolável. Depois de Blake a abandonar, Amy entra
cida aos infernos (que a própria Amy não negava) e
em depressão, mas agarra-se à música, trazendo
que acabaria, sem surpresas para ninguém, com a
a público, em 2006, “Black to Black”. “Rehab”,
sua morte recente. n ELES & ELAS
33
Causas
Delegação do World Monuments Fund visita Portugal 1
2
3
1. Bayão Horta, Jardim Gonçalves, Bertrand du Vignaud, andré Jordan, Christopher Ohrstrom, Rui Machete e Francisco de Barros 2. André Jordan, José Blanco (presidente WMF Portugal), Joan Hardy Clark (WMF USA) e Nancy Brown (WMF Usa) 3. Bonnie Burnham, Christopher Ohrstrom, José Blanco e Isabel Cruz de Almeida
34
Uma delegação de dirigentes e mecenas do
ração dos jardins, lagos, fontes e jogos de
World Monuments Fund realizou, recente-
água deste importante monumento nacional,
mente, uma visita a Portugal para conhecer
incluindo as estátuas em chumbo do escul-
monumentos portugueses e prestar home-
tor setecentista inglês John Cheere. Estes
nagem a Paulo Lowndes Marques, que foi
trabalhos de conservação e restauro foram
presidente do WMF Portugal até ao seu
coordenados pelo WMF Portugal, agora pre-
falecimento, ocorrido no primeiro dia do ano
sidido por José Blanco, com o patrocínio de
de 2011.
várias empresas portuguesas e instituições
No Palácio Nacional de Queluz foi descerra-
internacionais, entre as quais a Fundação
da uma lápide, assinalando a concretização
EDP, a Cimpor e o Grupo André Jordan.
de um projecto de conservação e recupe-
No programa do evento foi incluída uma
➤
4
5
4. Jantar de Gala da Sala do Trono do Palácio de Queluz 5. Os trabalhos de conservação de recuperação do Palácio Nacional de Queluz, incluindo as estátuas de chumbo
➤ exibição
da Escola Portuguesa de Arte
novo sistema hidráulico que lhes devolveu
Equestre, dirigida por Felipe Graciosa. Em
o esplendor dos seus jogos de água. A par
honra do grupo de dirigentes e mecenas do
do programa de reabilitação dos jardins,
WMF foi ainda servido um jantar de gala na
o WMF promoveu a realização de alguns
Sala do Trono do Palácio Nacional de Que-
workshops para formação em técnicas
luz e oferecido um almoço no Belas Clube
de limpeza e conservação dos elemen-
de Campo.
tos pétreos. O sucesso destas acções de
Os trabalhos de conservação e restauro dos
formação ficou assinalado pela numerosa
jardins do Palácio Nacional de Queluz in-
participação de alunos oriundos de várias
tegraram a recuperação dos lagos e fontes
regiões do Continente, das Ilhas, e também
existentes, incluindo a implementação do
de Espanha.
n
ELES & ELAS
35
Educação
“Finishings Schools” um segredo muito bem guardado
36
As “escolas de finalização de luxo” ou “escolas de
volvimento e divulgação. Este facto ficou a dever-
charme”, nome pelo qual também é conhecido este
se em parte à discussão, que se tornou premente
tipo de estabelecimentos de ensino, são escolas
nessa época, sobre a importância da educação no
privadas para raparigas que consideram prioritá-
alcançar de uma sociedade melhor – pese embora
rias as actividades culturais e sociais. São, por
de acordo com os bem definidos estratos sociais
regra, escolas que as alunas começam a frequen-
vigentes.
tar após o término do período regulamentar de
No início, estas escolas para meninas eram quase
escolarização e pretende-se que completem a sua
exclusivamente divididas em função de classes
educação, dando um ênfase especial a tudo que
sociais, algo que continuou a ser normal até ao
se relacione com etiqueta. Este tipo de formação
século XX. As jovens das classes mais baixas,
tanto é proporcionado durante um ou dois meses,
quer fossem provenientes de cidades ou do cam-
a um nível intensivo, quanto em cursos de um ano
po, tinham aulas rudimentares onde também lhes
ou mais. Mais recentemente, prestam também o
eram incutidas as mais básicas regras de boas
ensino regular a jovens entre os 11 e os 18 ou 20
maneiras; já as meninas das classes superiores e
anos, mas proporcionando algo extra em termos
aristocráticas recebiam um tipo de educação que
extra-curriculares.
as preparava para o lugar que ocupariam na socie-
Embora as “finishing schools” sempre tenham exis-
dade. Todavia, tanto no caso das classes sociais
tido na Europa e América do Norte, foi no final do
mais baixas quanto das mais altas, um factor era
século XVIII que conheceram o seu maior desen-
imutável: o proporcionar de um tipo de educação,
➤
➤ que
deixasse bem claro nas educandas a po-
sição secundária das mulheres na sociedade. Contudo, a expansão da escolaridade para raparigas no decorrer dos últimos duzentos anos trouxe consigo inúmeras alterações: em primeiro lugar, o aumento de escolas para raparigas aumentou o nível de alfabetização no feminino e abriu as portas a muitas mulheres para se tornarem professoras. Por sua vez, este acréscimo de mulheres no ensino fez com que o nível da educação feminina se equiparasse mais ao masculino. E foi assim que, quando chegou a década de 80 do século XX, a distinção entre raparigas e rapazes já tinha praticamente desaparecido. No entanto, apesar de estas uniformizações no tocante à educação, existiu sempre por parte dos pais das jovens a vontade de assegurar que às suas filhas eram transmitidos alguns conhecimentos especiais - em parte, uma vez mais, por forma a poderem tornar-se melhores esposas e mães. Precisamente por isso, as famílias com poder económico suficiente optavam, e continuam a optar, por enviar as suas filhas para escolas com sistema de internato, em Inglaterra ou na Suíça, para terminarem a sua educação. No caso inglês, o mais frequente, é importante saber que entre os dez melhores colégios britânicos 8 são colégios só para raparigas e entre os trinta primeiros apenas dois são colégios mistos. Entre estes destaca-se, nos nossos dias, o St. Paul’s Girls School, que começou nos princípios do séc. XX como colégio feminino e apresenta, a nível do Reino Unido, dos melhores resultados a nível académico. Um outro exemplo disso foi a muito famosa Rosslyn House School que, ao longo de anos, foi formando muitas das filhas das melhores famílias inglesas mas também portuguesas e de muitas outras nacionalidades. Outras escolas como a St. Georges-Ascot, em Inglaterra, ou St. Surval Mont-Fleuri, em Montreux, na Suíça, apresentam também as melhores referências e, para além do ensino normal, são excepcionais no âmbito dos desportos, artes plásticas, música, moral, arte de bem receber, etc. Todavia, para todos aquelas que na sua juventude
não tiveram a hipótese de frequentar uma escola deste género, ainda existe solução. Em Inglaterra, na Suíça ou nos Estados Unidos têm surgido, nos últimos anos, escolas de etiqueta e boas maneiras que procuram recuperar o tempo perdido e proporcionar a todos sem excepção a educação primorosa que, desde sempre, as “finishing schools” disponibilizaram. Como referido por uma destas escolas, a Final Touch, no Texas, “ajudamos todos os nossos clientes a desenvolver os quatro pilares de uma imagem requintada: graça, elegância, força e confiança. Qualquer uma destas qualidades está directamente ligada ao ser interior e nada têm a ver com o tamanho da conta bancária de cada um. Antes são qualidades que têm de ser incentivadas e não podem ser compradas!” Se no entanto preferir uma escola em Londres, mas que possibilita aulas no Ritz da capital londrina, no Ritz Carlton de Nova Iorque ou numa praia das Caraíbas, a escolha deve recair sobre a Beatons High Society Secrets, na qual é proporcionada “uma aprendizagem intensa de tópicos como etiqueta, postura, estilo e elegância - contemplando até a possibilidade de ensinar as mais incautas a caminhar sobre saltos altos”…
n
I.P. ELES & ELAS
37
Perfil
Filipa Rebelo de Andrade
por Maria Dulce Varela, fotos Lígia Correia
Arte e profissionalismo de mão dada Filipa Rebelo de Andrade é, desde Fevereiro deste ano, a representante da Bonhams em Portugal, uma das maiores leiloeiras do mundo, líder de mercado em diversos segmentos, nomeadamente vinhos, carros e armas. Filipa Rebelo de Andrade sente-se feliz com este novo desafio, “até porque os responsáveis da Bonhams acreditam que o seu trabalho irá contribuir para o crescimento da firma em Portugal, que continua a ser um dos grandes depósitos de tesouros de Arte e Antiguidades da Europa”. 38
➤
➤
Como foi o seu percurso profissional até
ainda mais vincado pelo facto do meu pai sempre
chegar aqui?
me levar, ainda em criança, a visitar os grandes
Sou licenciada em História de Arte, pela Universi-
museus do mundo. Lembro-me de ficar perplexa
dade Nova de Lisboa; fiz estudos de pós-gradua-
a olhar para os quadros, a reflectir porque razão
ção na Universidade de Manchester, trabalhando,
eles eram tão diferentes uns dos outros...
simultaneamente, na Sotheby’s, especializando-
E mais tarde, quando cresceu, concretizou
me em Arte Oriental. Após uma passagem de 10
esse sonho?
anos pela Fundação Oriente, em Lisboa, com as
Sim, sempre através da História de Arte e com
funções específicas de adquirir arte no mercado
uma especialização específica no Oriente, ao
internacional, sempre na área da arte do Extremo
mesmo tempo que leccionava, como assistente,
Oriente. Daí para a frente, movimentei-me sempre
na Faculdade, obviamente nestas áreas.
no mercado internacional, na óptica do investidor
A Filipa, tanto quanto sabemos, viaja muito...
e do coleccionador. Entretanto, nunca deixei de
Bastante, umas vezes em trabalho, outras vezes
fazer aconselhamento para bancos e companhias
em lazer. Neste momento, mantenho, desde há
de seguros.
muito, uma ligação especial com Londres, cidade
E a Bonhams, como surge na sua vida profis-
que considero como a minha segunda casa.
sional esta empresa, que é uma das maiores e
Sendo casada, como gere o binómio família-
mais antigas leiloeiras de arte e antiguidades
trabalho?
londrinas?
Sim, sou casada, tenho três filhos e faço questão
Foi de uma maneira relativamente simples. De
absoluta em despertar neles uma actividade, a
repente, foi-me formulado um convite, por Colin
que eu chamo “contemplar”, que é diferente de
Sheef, Chairman para a Ásia e a Europa. Este
observar. Dada a minha actividade, confesso que
convite surge na sequência de uma ligação pro-
tenho pena que, no campo da educação do 1º
fissional de longos anos, uma vez que Sheef tem
ciclo, não se contemple, com mais atenção, esta
grandes ligações em Portugal de há 30 anos para
força potenciadora e criativa que são, afinal, as
cá, nomeadamente com a Christie’s.
artes individuais, essenciais para o desenvolvi-
E, agora, como se processa a sua actividade?
mento do ser humano e da própria sociedade.
Pretendemos que os investidores portugueses se
Dada a crise actual, a sua actividade não deve
utilizem de nós para aconselhamento dos seus
estar a ser muito fácil de concretizar, de imple-
investimentos em Arte, sendo que, operando à
mentar, pois não?
escala global, a Bonhams é uma montra do mun-
Sabe, o mercado funciona com dois polos – o
do e para o mundo. Quem pretenda ver as suas
de quem compra e o de quem vende. Se, neste
peças avaliadas, poderá fazê-lo gratuitamente,
momento, no mundo ocidental, assistimos a uma
beneficiando de toda a assessoria desta nova
depressão, não esqueçamos que, no Oriente e no
representação e da “expertise” dos 56 departa-
Médio Oriente, essas condicionantes não se fize-
mentos diferentes. Estamos, neste momento,
ram sentir com tanto impacto. Existem, tanto no
a instalar-nos, pelo que, em caso de interesse,
Oriente como no Médio Oriente, mercados investi-
poderei ser contactada pelo telefone 919214778.
dores fortíssimos. Se eu tiver uma óptima pintura,
Não posso deixar de referir que, periodicamen-
ou uma jóia, muito provavelmente eu conseguirei
te, visitarão Portugal os nossos peritos nas mais
colocá-la num desses mercados emergentes. Re-
diversas áreas, o que será oportunamente divul-
cordo-lhe que, actualmente, a Bonhams é a casa
gado.
que mais artigos coloca para venda, tanto em
Sempre sentiu que queria seguir este caminho
Londres como nos restantes centros espalhados
da História de Arte?
pelo Reino Unido, EUA, Suiça, França, Mónaco,
Acho que sim. Desde os 13 anos, depois de uma
Austrália, Hong Kong e Dubai. Resumindo, o meu
viagem ao Egipto, em que fiquei perfeitamente
papel é, objectivamente, o de acompanhamento
fascinada pelas pirâmides, eu senti crescer, cada
e assessoria dos clientes, que querem avaliar as
vez mais, dentro de mim, um grande apelo pelas
suas colecções, e encaminhá-las para o vasto
artes visuais e pela estética, algo que se tornou
mercado internacional.
n
ELES & ELAS
39
Atelier de costura
Isabo
por Isabel Prates, fotos Lígia Correia
A moda da Dior por terras lusas
A estilista Isabo nasceu em França, mas foi por terras lusas que encontrou a paz de que necessita para criar. Graças ao seu trabalho, o melhor da alta costura parisiense chegou e está para ficar em Lisboa, onde admite que a sua próxima colecção seja inspirada no fado 40
➤
➤ Como
é que chegou ao universo da moda?
damente – tão bem como em Paris e tem uma luz
A moda esteve presente na minha vida desde a
única e milhares de recantos diferentes e espe-
infância, pois os meus avós trabalharam desde
ciais. Confesso que adoro partir à descoberta da
sempre para a casa Cardin. Os meus pais sem-
cidade e poder, ao sair apenas poucos quilómetros
pre professaram a elegância como uma forma de
do centro, poder estar junto ao mar ou encontrar
estar na vida e com a minha mãe aprendi as artes
pequenas vilas pitorescas. Nas minhas viagens por
da costura, do “tricot”, do “crochet”… Foi precisa-
Portugal, em particular pelo Norte do País, bus-
mente por isso que fiz a minha educação na École
co muitas vezes em aldeias típicas artesãos cujo
d’Arts Appliquée LISAA em Paris, onde me espe-
nome fico a conhecer através da net e é simples-
cializei em Design de Moda, Execução de Padrões
mente delicioso parar num café, perguntar aos
e Design Têxtil.
presentes onde mora a “senhora tal”, ser levada
E que é que se seguiu à escola?
até ela e de imediato dar por mim a ver os seus
Logo após terminar a escola, em 1999, tive a sorte
trabalhos e a tomar um café dentro da sua casa.
de ir trabalhar com John Galliano, o que se revelou
É muito refrescante este tipo de coisa ainda existir
uma experiência incrível por todas as razões –
em pleno século XXI!
quer em termos práticos quer no que toca a con-
E de que forma é que estas experiências e es-
tactos e a experiência profissional.
tas viagens influenciam o seu trabalho?
Essa colaboração durou quanto tempo?
São muito importantes para aquilo que faço, pois
Estive no seu atelier até 2005, altura em que con-
são universos que transporto para aquilo que crio.
siderei que necessitava de alargar os meus hori-
Já o fiz com dançarinos de flamenco, com cantores
zontes e parti numa viagem de quase um ano até à
ciganos, etc.
Índia e ao Nepal.
E para quando criações com influência portu-
Esse foi um passo muito arrojado. Uma volta na
guesa?
sua vida de 180 graus. Saiu da sóbria Paris para
Creio que isso poderá muito bem acontecer.
um universo desconhecido e multicolorido…
Talvez mergulhando no fado. Em todo esse ritual
É verdade que sim, foi realmente uma grande
sombrio, vestido de negro, com os xailes… É bem
aventura, mas muito útil sob todos os aspectos:
possível.
gentes diferentes, formas de estar na vida diver-
Como caracterizaria as suas criações?
sas, muitas cores, texturas novas e formas de
Eu adoro, o bem vestir. Fui habituada com os
trabalhar alternativas. Foi, acima de tudo, uma
meus pais e os meus avós a fazerem da escolha
grande lição de vida.
da toilette algo de muito sério. Por isso mesmo
Mas que não chegou a ser suficiente para si,
adoro o vintage, os anos 30, 40, 50, 60, em que
pois acabou por vir viver para Portugal. Como é
era impossível ver sair alguém de sua casa sem
que isso sucedeu?
estar impecável, bem maquilhada, bem penteada.
Tudo sucedeu por mero acaso. Viajava com uma
Essas eram épocas em que se cultivava a elegân-
amiga e um stopover acabou por se ir prolongando
cia e é muito isso que eu procuro transpor para as
quanto mais ia conhecendo a cidade de Lisboa.
minhas criações. Se há algo que adoro é ver mu-
Quando regressei a casa sabia que desejava viver
lheres, e homens bem vestido, com um ar distinto!
nesta cidade tão especial. Aliás, embora tenha
A primeira apresentação em Portugal do seu
parecido uma loucura a muita gente, pois o cora-
trabalho decorreu recentemente em Lisboa…
ção do negócio da moda é, realmente, Paris, quem
Sim, a convite do Lisbonne Accueil apresentei no
me conhece bem, como os meus pais e alguns
Terrazza Martini algumas das minhas criações –
amigos perceberam de imediato o que me levava
um pouco daquilo que tenho feito ao longo dos
a dar este passo. Aqueles a quem ainda restavam
anos por forma a dar a conhecer o meu trabalho
dúvidas quando me começaram a visitar em Lisboa
sob uma perspectiva mais abrangente. Foi uma
acabaram por perceber.
noite fantástica e felizmente correu muito bem.
E porquê esta cidade? O que encontra aqui que
Vale a pena referir que aproveitei para pedir a
faltava noutros locais?
colaboração dos criadores da escola profissional
Lisboa é uma cidade encantadora. Come-se lin-
MAGESTIL, pois é muito importante dar a
➤
ELES & ELAS
41
Fotos: Isabo
Isabo
➤ conhecer
42
o que os jovens estão a fazer.
sabe se não consigo trazer até cá um bom show e
E para quando um desfile de Isabo em Lisboa?
tudo isso muda?
Em Setembro vou passar a minha colecção em Pa-
Uma das suas lutas mais intensas e da qual
ris, como é usual, e depois, no regresso a Lisboa
não abdica é a defesa do “Made in France”. O
tenciono apresentar cá o meu trabalho – ainda não
que faz para defender os artesãos franceses e
sei onde, mas sei que o vou fazer e é algo em que
os seus produtos?
também estou a trabalhar.
Na verdade, faço tudo o que posso para alertar
Uma área que a apaixona, e para a qual já traba-
para a mais-valia que é trabalhar com produtos
lhou, é o teatro burlesco. Porquê esta atracção?
franceses. No meu caso, em todos as minhas
Porque a sensualidade está no ar. Porque existe
criações uso em exclusivo materiais produzidos
uma exigência extrema no que toca ao pormenor,
em França. Dos tecidos aos bordados, das ren-
à elegância, à relação corpo-música-movimento
das às lãs, das peles a tudo o resto de que possa
que é super-interessante. Em Portugal não existe
necessitar. È verdade que muitas vezes o produ-
tradição de espectáculos de burlesco, mas quem
to francês é mais dispendioso que o que
➤
ELES & ELAS
43
Isabo
➤
44
chega do Oriente ou dos países do Leste, mas
com quem se cruza?
a França tem uma indústria de manufactura e de
Sempre! Quando olho para as mulheres com quem
artesanato que é ímpar na perfeição daquilo que
me cruzo é quase impossível não pensar num ou
produz. Como tal, é indispensável que ajudemos
outro pormenor para mudar: um acessório que pode-
os artesãos a não perder as centenas de anos de
ria ser determinante, um penteado ou uma opção de
história e experiência que estão por trás de cada
cor diferente… Quanto a figuras públicas não é um
peça executada. Já que o Governo francês não
tipo de desafio que me interesse particularmente.
apoia tanto os artesãos quanto deveria, temos de
E quanto a outros criadores? Existem alguns
ser nós, cada um de nós, a velar por esta heran-
cujo trabalho admire particularmente?
ça de qualidade!
Claro que sim! John Galliano, o falecido Alexander
Gostaria de mudar a imagem alguma figura
McQueen, Balenciaga, Jean-Paul Gaultier, Azze-
pública em particular? E quando vai na rua
dine Alaia, Yves Saint Laurent, Madeleine Vionnet,
dá por si a “trabalhar” a imagem das pessoas
Madame Grès.
n
Alta Costura
Casa Christian Dior recebe Gaytten
Christian Dior Alta Costura 2011/12 A passagem de Alta Costura assinada por Bill Gaytten era esperada com ansiedade e muita curiosidade. Era a primeira vez, desde há 15 anos, que a casa Christian Dior não estava a ser representada por Galliano. Uma avalanche de magníficas criações, repletas de texturas requintadas, estampados pop-art, bordados, saias estruturadas, vestidos de baile românticos, volumosos, em tons rosa e de efeitos “mille-feuille”. Em tons vibrantes, sem faltarem os tons suaves, a colecção foi um misto de referências, que variaram entre o chique e o boémio, inspirada nos anos 70 e até 80.O luxo e a voluptuosidade foram uma constante. Gaytten revelou que procurou inspiração no trabalho do eterno Marc Bohan, para apresentar uma colecção moderna. Mais uma vez, a casa Dior foi muito aplaudida. Gaytten não desiludiu. 46
➤
Alta Costura Dior Outono/Inverno ELES & ELAS
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Dior
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Alta Costura Dior Outono/Inverno ELES & ELAS
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Alta Costura Dior Outono/Inverno ELES & ELAS
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Festa Brava
Corrida Eles & Elas Nas Caldas da Rainha 2
1
3
52
4
A Praça de Toiros das Caldas da Rainha, agora
à tauromaquia, quer dentro das praças, em Portugal
chamada Manuel dos Santos, acolheu a Corrida de
e no estrangeiro, quer, mais tarde, como empresário
Verão ELES & ELAS.
da Sociedade Campo Pequeno e como ganadeiro.
Uma corrida especial (era a 129ª tradicional Corrida
O seu percurso foi recordado nas Caldas da Rainha
do 15 de Agosto), numa Praça totalmente cheia (em
e, na arena, o seu filho recebeu das mãos da direc-
que ninguém arredou pé, apesar da chuvinha “molha
tora da revista ELES &ELAS, Maria da Luz de Bra-
todos” que teimou em cair), e em que se homena-
gança, um presente simbólico. Em praça estiveram
geou o toureiro Manuel dos Santos, na pessoa do
também Nuno Alves, o empresário Paulo Pessoa de
seu filho, Jorge. Assim, o local passou a chamar-se
Carvalho e Mestre David Ribeiro Telles, que foi dos
Praça Manuel dos Santos, por iniciativa do novo
últimos cavaleiros a lidar, em praça, lado a lado com
proprietário da praça, Nuno Alves. Também a rua
Manuel dos Santos.
junto à praça passou a ter o nome de Manuel dos
O cartel era fantástico. A cavalo, lidaram António Ri-
Santos, um homem que teve toda a sua vida ligada
beiro Telles e Manuel Telles Bastos. A pé, toureou
➤
5
6
1. Manuel Telles Bastos na sua lide 2. Vítor Mendes, na sua primeira lide a pé, não foi muito feliz 3. António Ribeiro Telles agradece ao público, a quem dedicou a sua lide 4. Manuel Telles Bastos na volta à praça 5. Grande pega dos Forcados Amadores das Caldas da Rainha 6. Bancada de honra, onde se encontra o Presidente da C.M. Caldas da Rainha, Fernando Costa
➤
Vítor Mendes. Os três acompanhados pelas
o jovem António Ribeiro Telles Bastos, que tirou a
respectivas quadrilhas de bandarilheiros. O jovem
alternativa de bandarilheiro mas, apesar do entusias-
António Ribeiro Telles Bastos tirou alternativa de
mo do jovem, não chegou para chegar ao sucesso
bandarilheiro, mas as coisas não lhe correram muito
pretendido.
de feição.
Vítor Mendes, no toureio a pé, não foi feliz na
Os toiros, da Ganadaria Coimbra, não facilitaram a
sua primeira intervenção (verdade seja dita que o
vida aos cavaleiros e ao toureiro, nem aos Forcados
toiro não ajudou); já a sua segunda lide foi muito
Amadores de Santarém e Caldas da Rainha.
boa. Como boas foram as pegas dos Forcados Ama-
A corrida foi acompanhada pela Banda Comércio e
dores de Santarém (os primeiros a entrar na arena e
Indústria das Caldas da Rainha.
que fizeram a melhor pega da tarde, tendo à cabeça
As lides a cavalo, tanto de António Ribeiro Telles
o forcado António Brito) e dos Forcados Amadores
como de Manuel Telles Bastos, entusiasmaram os
das Caldas da Rainha, que estiveram muito bem e
aficionados, como aliás é hábito. Menos sorte teve
foram muito ovacionados em pé pela assistência. n
➤
ELES & ELAS
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Corrida Eles & Elas
Estiveram lá...
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8. Maria da Luz de Bragança entrega o prémio Eles & Elas ao filho do toureiro Manuel dos Santos, na presença de Nuno Alves, Paulo Pessoa de Carvalho 9. O presidente da C.M. Caldas da Rainha anunciando a decisão de dar o nome da rua circundante à praça de Manuel dos Santos 10. Nuno Gonçalo Duarte e António de Macedo 11. Filomena Moreira da Silva, António Ponces de Carvalho e Alberto Ornellas e Vasconcelos 12. António Vilela 13. Maria Dulce Varela e Ana de Brito 14. Paulo Pessoa de Carvalho, Vítor Mendes e Nuno Alves 15. António Vasco Lucas e Nuno Alves 16. Alberto Ornellas e Vasconcelos e José Reis 17. Rimpumpinho Neiva Correia, Leonor Baptista Coelho e Rita Sepúlveda 18. Rui Neiva Correia e Ripumpinho de Bragança Neiva Correia
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19. Ana de Brito e António Alvim 20. Vítor Mendes, Nuno Alves e o filho de Manuel dos Santos, Jorge 21. Mestre David Ribeiro Telles com o neto, Manuel Telles Bastos 22. Maria Fernanda Martins Correia e Paulo Costa 23. Teresa Pessoa de Carvalho com Jaime e Ana Bessa com os filhos 24. Maria da Luz de Bragança e António Vieira da Luz Varela 25. Fanny Novo Moura e Nuno Vaz Moura 26. Carlos Empis e Paulo Pessoa de Carvalho 27. Vítor Nobre e Maria Fernanda Martins Correia 28. Infante da Câmara, Manuel Veiga e Manuel Coimbra 29. Maurício do Vale e a mulher 30. Miguel Alarcão Albuquerque e Manuel Vale Domingues 31. Maria da Luz de Bragança, Mariazinha Veiga e Fernanda Canelas 32. José Soares Albergaria
ELES & ELAS
55
Nos mares...
Emirates Team New Zealand vence Primeira Etapa da America’s Cup World Series em Cascais
56
O Emirates Team New Zealand venceu a
constante ao longo dos dias em que decorreu
America’s Cup World Series Cascais, primeira
a regata. O ORACLE Racing Spithill seguiu na
etapa da nova era da America’s Cup rumo a São
frente em grande parte da prova, mas não con-
Francisco 2013. Os neozelandeses alcançaram
seguiu proteger o primeiro lugar, porque Dean
o triunfo, depois de uma recuperação incrível na
Barker, o leme dos kiwis, conseguiu mais vento e
regata decisiva.
ultrapassou-o
Com nove barcos à largada, a regata foi mui-
“Para nós foi fantástico”, afirmou Barker. “Sabia-
to disputada, sob condições muito instáveis de
se que a regata seria muito complicada, porque o
vento. As mudanças de liderança foram uma
vento estava instável. Havia grandes “buracos”
➤
➤
no campo de regatas, por isso a sorte foi estar
Hutchinson, skipper do Artemis Racing, num dia
no sítio certo na hora correcta.”
em que tiveram de recuperar da segunda metade
O Artemis Racing teve a coragem e o saber para
da frota para o segundo lugar: “Foi, provavelmen-
chegar à segunda posição na regata, depois de
te, a nossa melhor prestação da semana. Foi um
ter estado nos últimos lugares. O ORACLE Ra-
bom final para o Artemis.
cing Spithill acabaria por ter de se contentar com
A surpresa chegou com os espanhóis do Green
o 3º posto na classificação final.
Comm Racing. De últimos classificados, Vasilij
“A tripulação fez um trabalho fantástico para
Zbogar e a sua tripulação de velejadores olímpi-
nos trazer de novo para a regata”, referiu Terry
cos conseguiram entrar na prova na última perna
➤
ELES & ELAS
57
Emirates Team New Zealand
1
2
3
1. A equipa vencedora - Team New Zealand 2. Dean Barker - Team New Zealand com Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais 3. Carlos Carreiras com os skippers
➤ do
58
percurso, para alcançarem um fantástico 5º
por isso só estaremos satisfeitos quando ganhar-
lugar. Um feito incrível da equipa de estreantes.
mos”, disse ainda Zbogar.
“Foi um dia fantástico. Fomos os últimos a che-
Além do catamarã AC45, houve outra estreia
gar e últimos nas três primeiras regatas. Depois,
em Cascais, a dos convidados a bordo, em que
melhorámos todos os dias”, disse Vasilij Zbogar,
cada equipa levava um sexto tripulante. A lista
felicíssimo. “Fomos oitavos, depois sétimos,
de VIP’s desta semana incluiu nomes como Yves
sextos e agora quintos. Hoje, o espírito de equipa
Carcelle, Chairman e CEO da Louis Vuitton, a
ficou demonstrado – nunca desistimos. Luta-
cantora Pop Little Boots, Cecilia Meireles, se-
mos até ao fim. Estamos contentes com o nosso
cretária de Estado do Turismo, juntamente com
desempenho, mas ainda não estamos com o
alguns nomes mais familiares do mundo da vela,
resultado. Somos uma tripulação de vencedores,
como John Bertrand, vencedor da America’s Cup
➤
4
5
6
4. Skippers com Patrick Monteiro de Barros, Carlos Carreiras e Richard Worth 5. Richard Worth, CEO America's Cup Event Authority com Paulo Portas, Carlos Carreiras e James Spithill, Skipper Team Oracle 6. Jantar de Gala
➤
em 1983, Paul Cayard, CEO do Artemis Racing
o que esperávamos quando nos decidimos por
Torbjorn Tornqvist, armador do Artemis Racing,
multicascos para a próxima America's Cup…
e Larry Ellison, fundador e armador da ORACLE
É muito competitiva e é isso que as pessoas
Racing, que esteve a bordo do ORACLE Racing
querem ver. Querem regatas disputadas pelos
Spithill na fase final.
melhores velejadores, nos barcos mais rápi-
“Fizemos uma boa largada, mas tanto o Arte-
dos.”
mis como o Team New Zealand conseguiram
A America’s Cup World Series viajou já para
passar-nos. Estes barcos são assim,” explicou
Plymouth, no Reino Unido, onde as mesmas
Larry Ellison depois da regata. “Torna a vela
nove equipas vão competir de 10 a 18 de
muito mais emocionante. Não se trata apenas
Setembro, antes de seguirem para San Diego,
de largar à frente e ganhar a regata. Isto era
Califórnia em Novembro.
n
ELES & ELAS
59
Hipismo
1
2
4
3
1. João Pereira Coutinho 2. Pius Schwizer 3. Álvaro de Miranda 4. Athina Onassis
Hipódromo de Cascais, palco de prestigiado evento hípico
60
O Hipódromo Manuel Possolo,
que contou com a presença dos
CSI 5 ***** estrelas. Desta vez,
em Cascais, foi palco da 6ª edi-
melhores cavaleiros do Mundo
subiu também ao pódio uma
ção do GCT – Grande prémio de
e destacadas figuras do jet-set
portuguesa, Luciana Diniz, que
Portugal, etapa integrada no Glo-
nacional e internacional.
conquistou o segundo lugar. O
bal Champions Tour, prestigiado
Christian Ahlman foi o vencedor
terceiro lugar pertenceu ao ho-
circuito de saltos internacional,
do Grande Prémio, uma prova
landês Ludger Beerbaum,
➤
6
5
7
5. Alexandre Mascarenhas de Lemos 6. Rodrigo Pessoa 7. O pódio com os vencedores, Christian Ahlman (1º lugar), Luciana Diniz (2º lugar) e Ludger Beerbaum (3º lugar)
actualmente primeiro classifica-
neste tipo de competição no
Esta etapa portuguesa, que faz
do no ranking GCT.
nosso País), Cayetano Martinez
parte daquele que é o circuito
Entre os participantes desta
de Irujo, Marta Ortega, Sérgio
internacional de saltos de obs-
importante competição estiveram
Alvarez Moya, Mariana Frutuoso
táculos mais cotado do mundo,
Athina Onassis e o marido, Doda
de Melo e o sheik Bin Nahyan al
que conta com a presença dos
Miranda (já presenças habituais
Nahyan.
30 cavaleiros mais bem
➤
➤
ELES & ELAS
61
Hipódromo de Cascais
8
9
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12
10
13
8. Carlos e Ana Carreiras e filhas 9. Carloto Beirão da Veiga, Sofia e Duarte Nobre Guedes 10. Arlete e Patrick Monteiro de Barros 11. Madalena Bravo e Jose Maria Ribeiro da Cunha 12. Luis e Sofia Nobre Guedes 13. Jose Rufoes e sua Mulher com amigos
14
14. Christian Ahlman (Vencedor)
➤
62
classificados do ranking mun-
marcada por uma novidade:
dial, entre os quais os campeões
o pequeno Grande Prémio. O
olímpicos, mundiais e europeus,
sucesso da estreia, na edição
como Ludger Beerbaum (que se
passada, ditou, este ano, o
classificou nesta etapa), Kevin
regresso da prova CSI Childrens,
Staut, Billy Twomey e Denis
que decorreu em paralelo ao já
Lynch.
consagrado Concurso de Saltos
Esta sexta edição foi ainda
internacional, e permitiu aos
➤
15
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18
17
21
«20
15. Gilberto e Pepa Jordan 16. Ana Paula Piedade e Domingos Piedade 17. Ana e Manuel Castelo Branco 18. Embaixadores Leonardo e Teresa Mathias 19. Francisco e Ana Nobre Guedes com Isabel e Eduardo Perestrello 20. Isabel e Felipe Graciosa 21. Maria do Carmo Asseca e Peter Brito e Cunha 22. Luciana Diniz (2º Lugar)
22
➤
mais jovens cavalaieros parti-
de Portugal de Hipismo, para
lhar o palco do hipódromo com
António Carvalho Martins e João
os mais importantes represen-
Chuva, os grandes vencedores
tantes da modalidade.
das provas de 1,20 metros e 1,40
Uma palavra especial para
metros, respectivamente, vitórias
os portugueses participantes.
que confirmaram o domínio dos
Primeiro, para Luciana Diniz, 2º
portugueses que, ao longo dos
lugar do Grande Prémio Turismo
três dias de competição,
➤
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Hipódromo de Cascais
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23. Marta Ortega e Sergio Alvarez Moya 24. Sergio Alvarez Moya 25. João Pereira Coutinho (pai e filho) 26. Álvaro de Miranda e Athina Onassis 27. Vasco e Vanda Pinto Basto 28. Christine Lucas e Manuel Ferreira Enes 29. Joana Lemos
estiveram sempre no primeiro
xandre Mascarenhas de Lemos.
lugar do pódio das provas CSI 1*.
E finalmente, uma referência ao
No segundo dia de provas, os
jovem João Pereira Coutinho,
cavaleiros Pius Schwiser e Ro-
com o cavalo Theodora 4, que
drigo Pessoa foram os grandes
se sagrou vencedor da primeira
vencedores das duas provas CSI
prova CSI Children, tendo com-
5***** estrelas. Já nas provas
pletado a prova de 1,10 metros,
CSI 1*, no mesmo dia, o vence-
com o tempo de 43,14’, perante
dor do Grande Prémio, foi Ale-
a manifesta satisfação de seu
➤
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➤
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30. Cayetano Martínez de Irujo (filho da Duquesa de Alba) 31. Carlos e Ana Carreiras e Sofia e Duarte Nobre Guedes 32. Jorge e Marina Arnoso 33. Rui e Conceição Carp 34. Rodrigo Pessoa (Campeão Olímpico em Atenas) 35. João Pereira Coutinho, D. Diogo Pereira Coutinho e Diana Pereira Coutinho, Carlos Carreiras e Duarte Nobre Guedes com Carlos Carreiras e Duarte Nobre Guedes
➤
pai, João Pereira Coutinho e de
beiro da Cunha, Marina e Jorge
seu avô, D.Diogo Pereira Coutinho.
Arnoso, Margarida Prieto, Luís
Entre as muitas personalidades
e Sofia Nobre Guedes, Duarte
que, como é habitual, costumam
e Sofia Nobre Guedes, Carloto
estar presentes neste tipo de
Beirão da Veiga, Ana e Manuel
eventos, estiveram para além da
Castel-Branco, Isabel e Eduardo
família Pereira Coutinho, Arlete
Perestrelo, Ana e Carlos Carrei-
e Patrick Monteiro de Barros,
ras com as filhas, Paulo Santana
Madalena Bravo, José Maria Ri-
Lopes, entre muitos outros.
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ELES & ELAS
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Golfe
1
2
Presidente Cavaco Silva na Taça Portugal Solidário Mais uma vez, o Ocean Gof Course de Vale do Lobo foi palco da Taça Portugal Solidário, já na sua 5ª edição, que contou com o alto patrocínio do Presidente da República, tendo os fundos angariados revertido a favor da Associação de Portadores de Trissomia 21. No torneio, cujo vencedor foi a equipa da Unicer, liderada por António Pires de Lima, participaram cerca de 60 jogadores, representando as empresas que contribuiram com verbas para o apoio solidário à APATRIS 21. A Golfecom e a Desafios Criativos, mentores e promotores do evento que, juntamente com Vale do Lobo, organizaram o torneio, conseguiram angariar 45.000 Euros, provenientes dos apoios 66
➤
1. Campo de golfe de Vale do Lobo 2. António Pires de Lima recebe o prémio da equipa vencedora das mãos de Cavaco Silva
3
4
3. Um belo swing de Diogo Gaspar Ferreira 4. Na cerimónia de entrega de prémios, o Presidente Cavaco Silva e Mário Carvalhosa com os vencedores da Taça Portugal Solidário ELES & ELAS
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Presidente Cavaco Silva na Taça Portugal Solidário
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➤
financeiros de empresas ás equipas participan-
tes. O cheque foi entregue por Cavaco Silva, durante a cerimónia de entrega de prémios, a Maria Augusta Pereira, presidente da Associação, a ser utilizado nos diversos projectos da APATRIS. O excelente tempo que se fez sentir, bem como as condições em que o campo de golfe se encontra, fizeram deste evento uma data a assinalar de forma especial. A Unicer voltou a mostrar (tal como no ano passado) como, em união, se vence uma competição. A equipa era constituída por André Roquette, Bernardo Sousa Coutinho, António Pires de Lima e Tomás Mello Gouveia.
e Maria Cavaco Silva à presidente da Associação de Portadores da Trissomia 21, Maria Augusta Pereira, na
O vencedor individual Net foi Jorge Abreu, em
presença de Mário e Sofia Carvalhosa 6. Cavaco Silva,
representação da Golfecom, com um extraordi-
José Pereira de Gouveia, Vasco Rocha Vieira com um
nário resultado de 4 pancadas abaixo do par do campo. 68
5. O cheque de 45.000 euros foi entregue por Aníbal
n
dos participantes 7. Mário Carvalhosa, Aníbal Cavaco Silva e Diogo Gaspar Ferreira 8. Mário Carvalhosa com Maria e Aníbal Cavaco Silva
Verão quente
Yé-Yé no T-Clube homenageia Amy Winehouse É, neste momento, a festa, por excelência, do
1
Verão algarvio. Falamos da festa do Yé-Yé, já na sua 14ª edição, que voltou a reunir, no sempre requintado espaço do T-Clube, na Quinta do Lago, muitas caras conhecidas da nossa melhor sociedade, de Lisboa e Porto. É sabido que esta festa, que teve como anfitriões Luís Ferreira de Almeida (NOW) e José Manuel Trigo, tem sempre o sucesso assegurado, pois os convidados fazem dela um ponto de encontro certo em todos os Verões, nalguns casos, para ver amigos de longa data que, durante o ano, não se vêem. Este ano, a festa teve uma característica diferente: em palco, esteve GYP, numa interpretação-homenagem à recentemente desaparecida Amy Winehouse, naturalmente apreciada pelos presentes. A música, durante toda a noite, foi, como sempre fantástica, tendo a assegurá-la os DJ’s Pedro Fajardo e Pedro Frazão, levando para a pista todos os que ali estavam, dispostos a divertir-se em grande. Muita gente jovem acorreu também à festa, o que se explica pelo facto da Trigonometria estar encerrada. Uma noite divertidíssima, que é já um tradição de Verão e se espera que continue
3
sempre. Luís Ferreira de Almeida voltou a estar de parabéns.
➤
2
1. Festa em homenagem a Amy Winehouse 2. e 3. A nova geração Yé-Yé
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Estiveram lá...
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4. Cristina e Luis Ferreira de Almeida 5. Piedade e Miguel Polignac 6. Antonio e Mariana Cardoso Ribeiro 7. Suzana e Renato Arie 8. Lourenço Ferreira de Almeida e Lourenço Tamagnini 9. Paulina e Antonio Figueredo 10. José Luís Arnauth e Maria Herédia 11. Marina Costa e Francisco Castelo Branco 12. Cartarina Feio e Salvador Guedes 13. Constança Pinto Correia e Cipriano Pinto 14. Carmo Aranha e Carlos Vasconcelos e Cruz 15. Vera Roquette e José Manuel Trigo 16. Ana e António Palha com Micas e Pedro Lima ELES & ELAS
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Yé-Yé no T-Clube
Estiveram lá...
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17. Rita e Gonçalo Rebelo de Almeida 18. Ana e José Mattos e Silva 19. Martim Cabral com sua Mulher e filha 20. Heloisa e João Proença de Carvalho 21. Antonio e Leonor Stock da Cunha 22. Joao Pedro Gomes, Eugenia Melo e Castro e Antonio Castanheira 23. Teresa e Vasco Melo 24. Teresa e Francisco Champalimaud 25. Zé Tó e Joana Reymão Nogueira 26. Maria e Francisco Lacerda 27. Tona e João Corte Real 28. Nuno e Isabel Cid Alvares, Cristina e José Pulido Valente 29. Aida e Joao Mexia de Almeida 30. José e Leonor Melo Ribeiro 72
Beleza
Leila Lopes, Miss Angola, é Miss Universo
Leila Lopes
Foi uma angolana, Leila Lopes, de Benguela, de 25 anos, que venceu, em S. Paulo, Brasil, o concurso de Miss Universo 2011. Uma jovem que admitiu, emocionada, que a sua vida acabava de mudar e que precisava de ter os pés bem assentes na terra. Igualmente emocionada estava a representante de Portugal, Laura Gonçalves, que se classificou num honroso 10º lugar. A portuguesa foi eleita, em Cascais, no Miragem, durante um evento, em que o júri foi constituído por Boanerges Gaeta, Joana Santana e Vanessa Veloso, José Moutinho, Isilda Peixe e Mi e Tó Romano, todos 74
➤
Laura Gonçalves, candidata de Portugal
➤
ligados ao mundo da moda em Portugal.
Entre as 12 candidatas, vestidas em exclusivo pelo estilista João Rolo, foi Laura Gonçalves a eleita, que não escondeu a sua felicidade. Antes da realização de um concurso, foi servido um requintado cocktail aos muitos convidados, entre os quais estiveram Teresa Stürken, António Vilar, Fátima Vilela, Bebé e José Mesquita, Leila Nyrop e Guy Defense, Gilda Paredes Alves, Jorge Correia de Campos, Ana Paula Taborda, Helena Pedro Nunes, Henrique Schiappa, Filipa Vicente Ribeiro e Luís Cardoso Menezes, entre outros.
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ELES & ELAS
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Première
Gala em Marbella
1
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1. Animação de Mariachis durante o jantar 2. Lamia Kashogghi, Debbie Mace e Kristina Szekely e Paula Bobone 3.Fernando Martinez Irujo com Paula e Vasco Bobone
76
A Grande Gala da Concórdia,
veraneio.
von Schonburg. Receberam
festa mais elegante do verão
A Gala da Concórdia, que tem
entre outras personalidades as
de Marbella realizou a sua XVI
como fim obter fundos para a
Princesas Beatriz de Hohenlo-
edição em Puerto Banus, no
luta contra a Sida, tem como
he, descendente do fundador
Marbella Club, com a presen-
presidente a Rainha Sofia que
do Marbella Club, Beatriz de
ça de 350 convidados, figuras
se faz normalmente representar
Orléans, Gunilla von Bismarck
destacadas da melhor sociedade
no evento pela Princesa Maria
Ortiz, Bea von Auersberg e tam-
internacional que escolhe este
Luisa da Prússia acompanhada
bém Fernando Martinez Irujo,
local como residência ou para
pelo seu marido Conde Rudy
Lamia Kashogghi, Sheik Ahmed
➤
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4. Vasco Bobone, Consul do Panamá e Conde Judy von Schonburg 5. José Fortes da Gama, Nivaldo Melo e Durval Mota 6. José Fortes da Gama, Princesa Maria Luisa da Prússia e Carla Antonelli 7. Gunilla von Bismark, Luis Ortiz e princesa Maria Luisa 8. Paula Bobone e princesa Bea von Auersberg 9. Princesa Beatriz de Orléans e Vasco Bobone 10. A vedeta televisiva Carmen Lomana e Paula Bobone
Ashmavi ou Maya Swarovski.
Durval Mota.
e o encontro foi ainda apadri-
Como já vem sendo habitual
Este ano, o tema de animação
nhado pela Princesa Maria Luísa
Paula e Vasco Bobone estão
da festa foi, "Viva México", sen-
da Prússia, que ofereceu uma
entre os convidados, tal como
do que para o próximo ano será
recepção no Marbella Club, para
José Fortes da Gama e altas fi-
o Brasil, já que do encontro dos
as personalidades portuguesas
guras do Brasil, o Presidente da
dois autarcas resultou a gemina-
e brasileiras. O Brasil será a
Câmara de Pirenopolis, Nivaldo
ção das duas cidades. Começou
referência de animação na Gala
Melo e o representante do Insti-
a ser celebrado com o patrocínio
da Concórdia em Marbella no
tuto brasileiro de golf e turismo,
do empresário Fortes da Gama
próximo verão.
➤
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ELES & ELAS
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Marta Aragão Pinto
Crónica Eles & Elas S. Martinho do Porto São Martinho do Porto é uma freguesia portuguesa do concelho de Alcobaça situada na margem da baia de São Martinho frente a Salir do Porto, com 15,01 km² de área e 2 644 habitantes (2001). Densidade: 176,1 hab/km². Foi vila e sede de concelho até 1855. Era constituído inicialmente apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 932 habitantes. Em 1839 foram-lhe anexadas as freguesias de Alfeizerão, Salir do Porto e Serra do Bouro. Tinha, em 1849, 3 596 habitantes. A Baía de São Martinho do Porto é um acidente geográfico que, pela sua forma, em concha perfeita, é único no país e na Europa. Situada a 19 quilómetros de Alcobaça, a Baía de S. Martinho do Porto é o último vestígio do antigo golfo que se estendia até Alfeizerão até ao século XVI. A antiga Lagoa de Alfeizerão seria navegável desde o mar em S. Martinho até Tornada, tendo existido um porto de mar em Alfeizerão. Hoje resta a concha de S. Martinho do Porto, uma bacia marítima de forma elíptica, com águas calmas e arvoredo envolvente, constituindo um porto
1. 2. e 3. Pôr do Sol em S. Martinho
natural de paisagem única. Possui 3 quilómetros de areal e uma barra com 250 metros de abertura, entre os Morros de Santana a sul e do Farol a norte.
Martinho era um soldado romano, valente e valioso, que regressava de Itália para a sua terra, em França.
A povoação de S. Martinho do Porto
Na viagem, cruzou-se com um mendigo que tremia de frio, devido à
desenvolve-se em anfiteatro desde a
chuva que caía com intensidade. Sentindo piedade daquela alma que lhe
Capela de Sto. António até ao Cais e
pedia esmola, Martinho não hesitou em partilhar a sua capa militar.Pegou
à praia, seguindo pela Avenida margi-
na espada e cortou a capa ao meio.
nal até às dunas de Salir. Foi fundada pelos monges do Mosteiro de Alcobaça, no século XIII. Até finais do século passado São 78
A Lenda de S. Martinho
Quando se preparava para seguir viagem, a chuva parou de cair, as nuvens fugiram e o sol começou a brilhar. Assim ficou o tempo durante três dias. Diz-se que foi recompensa divina. A tradição mantém-se e por isso se fala do Verão de São Martinho, para
➤
lembrar que as boas acções não se devem esquecer.
Martinho do Porto foi um dos prin-
Lenda do Lago:
➤
N'aquela tarde calma. Fora a pesca abundante,
cipais portos do País mas, com o
Sant’António do seu nicho, assiste vigilante
aparecimento dos navios a vapor,
À faina. Os pescadores largam já d’amarra E, como o mar manso,lá vão de proa à barra
perdeu gradualmente a sua importân-
Alegremente em fila, o porto demandando.
cia, sendo hoje porto de recreio e de
O leme vai na orça, velozes vão passando
apanha submarina de algas.
Na linha da “ carreira “. Em frente da capela; O Santo vai contando, um por um, vela por vela.
Nesta Baía desagua o rio Tornada, obrigando a cuidados especiais contra
O sol é posto já. Traiçoeiro a refrescar O vento aflige o Santo e atormenta o mar. Toldou-se o céu também, logo a terra escureceu
o assoreamento e a poluição. Do alto dos miradouros do facho e do
E no regaço o Santo Jesus adormeceu.
Cruzeiro ou da Capela de Sto. An-
Já nas ondas envergam os novelos d’espuma
tónio, pode observar-se a beleza da
Mas, na conta das velas, inda falta uma!
paisagem.
Nos lábios d’António, trémulos d’amargura Alguma praga ao mar, entre as preces se mistura.
Acabaram as férias de Verão e eu decidi dedicar esta minha crónica a este
Um ponto branco, ao sul, lá longe entre a procela, Traz rumo aproado, à alvura da capela. O bom do Santo ao ver, esse asa de gaivota
lugar especial na terra.Pelo menos para mim.
Que, tão audaz procura. A linha da derrota,
Às vezes dou por mim a tentar ex-
Empalidece, e treme, temendo-lhe o destino.
plicar às pessoas o porquê de eu
Não se atreve porém a acordar o seu Menino.
sentir esta terra como minha, e penso
E murmura: “Jesus, Senhor! A vaga é tão alta” “E aquela vela é, a mais pequena que me falta”
sempre, qualquer dia escrevo um livro sobre S. Martinho, não vou escrever
Enquanto Dura a luta, entre o mar e a vela António nota já, não ser deserta a capela. Uma pobre mulher, nos degraus ajoelhada
um livro, mas uma crónica, acho que é um bom começo.
Cinge contra o seio, uma cabecita dourada;
“S. Martinho é um lugar que temos no
No seu ardente olhar e nos olhos da criança,
coração, praia , férias e o mar, são os
O ponto branco brilha, como um farol d’esperança
jogos de Verão.”
E o pescador afoito, aproa sempre a vela Ao vulto da mulher, à brancura da capela
Este era o refrão do hino dos Jogos de Verão, cantando pela Nucha e por
O mar redobra a fúria, é um leão rugindo E tranquilo Jesus, no regaço vai dormindo; Mas avistando o pano, roto já p’la rajada
todos nós, Verão após Verão em S. Martinho.
A cabecita d’ouro exclama apavorada:
Há coisas que não se explicam, mas
“Ó mãe? Ó minha mãe?”
o sentimento que me invade cada vez
“É o meu pai, que lá vem?! ”N’isto; o Menino acorda e mui mal humorado,
que chego a S. Martinho é de uma
O aio santo increpa, de sobrolho carregado;
paz sem igual.Sinto-me em casa,
“O que foi isto António?” – “Quem foi que se atreveu?
sinto-me bem, segura.
”O Santo aponta a medo, a vela, o mar, o céu.
Muitas vezes dou por mim a vaguear
Nos olhos da mulher, onde a vela é agravada
por ali, a observar a paisagem, a rua,
Uma lágrima... Uma pérola pendurada.
as pessoas, a sentir o cheiro de S.
Desvairado ao vê-la, implora Sant’António:
Martinho.Muitas vezes durante o ano,
“Senhor... fazei bonança... O mar é um demónio... “ Jesus serenamente, do nicho então desceu,
sinto um espécie de “chamamento”
Com uma mãozita em concha, a pérola colheu,
para ir lá e lá vou eu, convenço a
O seu rosado braço, enérgico balança
família a vir comigo e lá vamos nós
E às ondas infernais, a humilde jóia lança.
dar um passeio, e isso muitas vezes
Depois... sorriu ao Santo com divino afago E no mar, defronte da capela, fez-se um “lago” . Um Pescador (o autor destes versos é desconhecido, sendo atribuído a um pescador da época)
chega para recarregar baterias, para que o mundo pareça cor de rosa outra vez. Sei que imponho ao meu marido e às minhas filhas, todos os anos, que as
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ELES & ELAS
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Crónica Marta Aragão Pinto
4. A minha granny em S. Martinho 5. As 3 Princesas em S. Martinho 6. O meu avô Zé, em S. Martinho
➤
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férias em família sejam lá.Sei que
sempre a chover, que eu iria para lá
as minhas filhas já ganharam o “bichi-
na mesma.
nho”, não porque as obriguem a nada,
O que torna as minhas férias espe-
mas porque já elas próprias ganharam
ciais em primeiro lugar é o tempo que
essa paixão.
tenho para quem gosto, que não tenho
Sei que elas lá se sentem livres, se
ao longo do resto do ano, depois é
sentem donas do mundo.Sentem-se
o tempo para as memórias, o tempo
também em casa, porque toda a gente
para as recordações, o tempo para
as conhece desde que elas nasceram,
me sentir reconfortada, e aquela terra
porque reencontram amigos e família
dá-me isso, a sua gente dá-me isso.
que não veem durante todo o ano.
Viram-me crescer, sabem quem eu
O meu marido, por mais que se queixe
sou genuinamente, sabem quem é a
do tempo, de que não há nada para
minha família, conheciam os meus
fazer, já se rendeu, rendeu-se ao
pais.E agora conhecem as minhas fi-
tempo em família, aos passeios, aos
lhas e o meu marido e receberam-nos
petiscos e rendeu-se principalmente
de braços abertos.
por ver a mulher feliz, por ver a mulher
Sinto que os meus pais estão ali
bem, e isso faz com que ele fique bem
comigo, pois também eles tinham esta
também.
paixão.E sei que os deixa muito con-
Gozam o ano todo comigo por eu
tentes eu ter “herdado” este sentimen-
passar o Verão em S. Martinho e ter
to por S. Martinho.
que levar roupa de Inverno, por não ir
Adoro encontrar pessoas que tam-
à praia por causa do mau tempo.E eu
bém sentem isto, porque é uma forma
já nem digo nada.Porque eu não vou
de reforçar aquilo que eu sinto, uma
para S. Martinho atrás do calor e da
forma de mostrar a quem não percebe
praia, isso graças a Deus temos em
que eu não sou maluca, que não é
muitos sítios na nossa costa, vou para
uma paixão só minha, inexplicável e
lá por causa de coisas muito mais
sem nexo.
importantes, vou para lá por valores
Quando oiço, como ouvi um primo
e sentimentos muito mais nobres.
meu que também padece desta “doen-
Até me podiam garantir que ia estar
ça”, a falar como eu falo, a dizer que
➤
7. O nosso hotel em Marbella
➤
está com o sorriso “estúpido” na
família, sem horas, sem tempo conta-
cara só porque está em S. Martinho,
do, sem pressas.
eu percebo tão bem o que ele quer
Eu e o Filipe Fizemos um ano de
dizer, quando ele diz que se sente
casados!!!!E como as nossas 3 prince-
novamente uma criança feliz e conten-
sas também “casaram” connosco tro-
te, eu percebo tão bem o que ele está
cámos presentes uns com os outros,
a dizer...
passámos o dia juntos e depois fomos
Não sou fundamentalista ao ponto
jantar fora os dois sozinhos.
de dizer que não gosto de mais lado
E Setembro é significado de regresso
nenhum e a seguir fui em semana
ao trabalho e regresso às
romântica com o Filipe até Marbella,
aulas.Já regressei ao ac-
onde já tínhamos estado o ano pas-
tivo com excelentes traba-
sado, mas este ano ele reservou um
lhos e bons projectos para
hotel diferente, digno de Reis e Rai-
o futuro.
nhas, clássico, romântico, lindo. E aí,
Já estive na loucura da
sim, apanhámos Verão à séria,que
compra do material escolar
este ano não apareceu como deve ser
e das fardas.E este ano vai
no nosso pais.
ter uma particularidade, é
40 Graus de dia e de noite, chinelos
o primeiro ano da Joana
no pé 24h por dia, almoçar e jantar na
no colégio.Vou ficar sem
praia.Bom, muito bom.
bebés em casa...acho que
E agora vou falar em aniversários!A
vou sofrer mais eu do que
Mónica fez 9 anos e a Joana 3
ela, acho que vou ser mais
anos!!Mais uma vez festas cá em casa
eu a puxá-la para fora do
com a família!!
colégio para vir comigo, do
O meu Avô Zé fez 80 anos!E fez um
que ela a puxar-me para
grande almoço para toda a família e
ficar com ela.É a lei da
amigos na quinta dos meus tios em
vida, e o tempo passa e
Santarém.Foi maravilhoso ver a feli-
elas vão crescendo.
cidade e alegria do meu Avô, estava
Por falar nisso amanhã
como ele mais gosta de estar, junto da
faço 35 anos.
n
Marta Aragão Pinto ELES & ELAS
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Os Nossos Parabéns
Crédito Agrícola inaugura exposição Um século em retrospectiva
82
A exposição “100 Anos do Crédito Agrícola em
ção financeira e a forma como se adaptou ao
Portugal, 1911-2011” está patente na sede da
desenvolvimento do país ao longo dos anos e o
Caixa Central, em Lisboa até ao final do mês de
contributo relevante que tem dado ao desenvol-
Outubro, passando depois a exposição itineran-
vimento social e económico.
te por diversas Caixas de Crédito Agrícola. Esta
Estiveram presentes na cerimónia, várias figu-
iniciativa dá a conhecer a evolução da institui-
ras ligadas à Instituição, membros dos órgãos
➤
João da Costa Pinto
➤
sociais do Grupo Crédito Agrícola, nomeada-
Silva, Presidente da FENACAM – Federação
mente:
Nacional das Caixas de Crédito Agricola; e tam-
João da Costa Pinto, Presidente do Conselho
bém alguns dos membros da equipa de museo-
de Administração Executivo da Caixa Central;
grafia, responsáveis pelo projecto da exposição,
Carlos Courelas, Presidente do Conselho Geral
tais como, Silvana Bessone, e Luís Pascoal.
e de Supervisão da Caixa Central e Francisco
Esta mostra está aberta ao público e oferece
➤
ELES & ELAS
83
Crédito Agrícola inaugura exposição
1
2
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4
1. Silvana Bessone e João da Costa Pinto 2. Maria de Bragança, Isabel Matos e Carlos Courelas 3. Francisco Silva 4. Membros dos Órgãos Sociais do Grupo Crédito Agrícola
➤
84
aos visitantes, não só a riqueza dos elemen-
conhecer alguns documentos históricos, como o
tos históricos, como também peças únicas que
decreto de constituição do Crédito Agrícola em
possibilitam uma oportunidade para testemu-
Portugal. No final, são apresentadas fotos de
nhar alguns dos períodos mais importantes da
todas as Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, um
história do Crédito Agrícola e do País. Dividi-
balcão antigo com os equipamentos usados na
da em quatro áreas, a exposição começa por
época e uma tábua cronológica.
dar a conhecer a história do CA em 16 painéis
Esta mostra oferece aos visitantes, não só a
ilustrados, com imagens das épocas a que se
riqueza dos elementos históricos, como também
reportam. Seguidamente é feita uma caracteri-
peças únicas que nos permitem conhecer me-
zação da instituição, demonstrando a dimensão
lhor, momentos marcantes da história do Crédi-
e alguns eventos marcantes da mesma.
to Agrícola e o seu contributo para o desenvolvi-
Posteriormente, o visitante é convidado a
mento sócio-económico de Portugal.
■
Etiqueta Social,
por Paula Bobone
8º Fascículo
Noblesse Oblige I A transmissão da tradição de valores familiares caracteriza as famílias aristocráticas. A educação dada aos filhos acontece mais em casa que nas escolas. Muito se passa na família que ainda atribui maior valor à educação que à instrução. Os aristocratas regem-se por valores do seu meio. Desejam transmitir uma imagem como se fosse uma fotografia de grupo. A família é para eles uma fortaleza que determina essa pertença ao grupo, uma identidade colectiva ou melhor, mesmo um espírito de família. A educação neste grupo social assenta na memória, da distinção e na excelência: saber conhecer a história da família, as suas raízes e sociabilidade reforçada entre os seus parentes. Distingue-se pela conduta, pelos gestos e certamente pela linguagem. Existe uma estética e uma continuidade familiar bem como uma exclusividade social. Os aristocratas têm formas próprias de pronunciar as palavras e um tom de voz diferente, resultante da pertença de longa data à sua elite. Os de maior tradição mantêm ligações a valores morais e espirituais. Isso faz parte da sua identidade. O estilo de vida e as práticas sociais nem sempre são marcados pelo dinheiro. Eles têm grande desenvolvimento no saber estar, como também na linguagem que vêm do peso da memória e do desejo de distinção. Unidos pela mesma educação, modo de vida e pela sociabilidade, têm portanto um sistema de valores comum que são a essência da própria aristocratização. Normalmente são um grupo fechado, marcado por preocupações perfeccionistas dando uma imagem exterior de unidade e solidez. A sua identidade é sempre marcada pela presença de antepassados e por uma rede de alianças e parentescos, são todos primos ou tios. Existe uma coesão entre o grupo com obrigações, códigos, respeitabilidade e hierarquia. Algumas curiosidades de referir, têm quando podem, criados ou empregados como hoje se diz, usam papel timbrado com brasão gravado , o título ou alternativamente com a morada e apenas a morada, nunca o nome, em papel de carta , cartões e envelopes. Fazem festas de família, raramente com estranhos. Muitos ainda têm o hábito antigo de ter dias certos para receber em casa os amigos mais próximos, para chás ou jantares. Alguns membros de famílias mais desviantes, casam com pessoas de diferentes meios sociais, os chamados casamentos hexogâmicos. Esses sofrem por vezes represálias e são objecto de exclusão e até corte com a família. O catolicismo é essencial e é veiculado pela educação em casa ou pelos colégios, normalmente de freiras. A memória destas famílias apoia-se no apelido, na nobreza ou títulos e ainda em armas, retratos pintados, casas, objectos pessoais, arquivos e tradição oral. Tudo isto constitui a linhagem. A aristocracia sempre deu importância aos sítios onde se passava a infância, às lembranças que marcavam a memória. A terra , o campo, as boas casas, as quintas constituiam o tempo de lazer em férias e a cidade era o regresso às aulas e à mistura com a burguesia. Pode perguntar-se se nisto tudo não existe vaidade. Claro quem sim, mas fundamentada. Há vários tipos de nobreza: a imemorial, de que se não conhece as origens, a feudal ou cavalheiresca, que remonta à Idade Média, a de cortesia que aqueles que frequentavam a corte e bem assim a nobreza anterior e a posterior ao liberalismo. Aristocracia ou nobreza são coisas do antigamente, mas constituem as raízes de muitas famílias que do seu passado se orgulham. O fenómeno social tem sido copiado pela burguesia e até por populares que têm ou desejam cultivar a notoriedade e desse modo reproduzem todos estes aspectos que ✂
para eles constituem referência. Sempre assim foi. Continuará a ser? Quem sabe. página 15
ELES & ELAS
85
Crónica de Batata Cerqueira Gomes Eles & Elas no Twins
Com a chegada do verão temos, como sempre, grandes festas e eventos! Para nós têm sido uns meses óptimos, sempre com muito trabalho e novos projectos. Ainda assim, tive algum tempo de férias e tenho que vos recomendar a Pousada do Gaio, dos meus grandes amigos Cláudia e Vasco Gallego, também donos do conceituado restaurante XL em Lisboa. O sítio não pode ser mais bonito, tem uma paisagem muito relaxante e a forma como somos recebidos faz-nos sentir em casa.O ambiente é muito acolhedor e a comida fantástica não fosse o Vasco um gourmet de primeira. Passei lá um fim-de-semana inesquecível. Entre todos os eventos que a BCG organizou, tenho que destacar o cocktail de inauguração da Marc by Marc Jacobs no Porto. Esta nova loja enquadra-se no centro da baixa, num modo de vida com um espírito renovado, cheio de público jovem, rodeado de bares de restauran-
86
tes da moda e do núcleo das
a pena visitar, no emblemático
a não perder.
faculdades que tornam o lugar
Largo de S.Domingos o conceitu-
Não faltaram as tradicionais
único.
ado decorador Paulo Lobo abriu
sardinhas, o caldo verde, o vinho
O cocktail de inauguração foi
uma loja de Artesanato Con-
verde, a música do Paulo e muita
um momento muito especial,
temporâneo, a Lobo Taste com
animação.
num fim de tarde fantástico,
peças feitas por artesãos que
Como adoro petiscos, não posso
com muita gente bonita e muita
nos fazem perder a cabeça.
deixar de recomendar que pas-
animação.
Uma das festas mais diverti-
sem pelo restaurante Rogério do
A baixa do Porto tem cada vez
das foi o S.João, no Largo de
Redondo, onde o meu amigo Gero
espaços mais bonitos e que vale
S.Domingos que já uma tradição,
os vai receber com a melhor
➤
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1
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➤
gastronomia do norte de Portugal!
Depois de 5 anos á frente do grupo Twins é altura de novos projectos, na próxima crónica espero ter grandes novidades 1. Aspecto geral da inauguração do novo espaço Marc Jacobs 2. Artur e Jaques Bec com Raquel Cerqueira Gomes 3. Um grupo de elegantes junto à Marc Jacobs 4. Manuel Guedes, Batata Cerqueira Gomes e Pedro Santos 5. Milhares de pessoas encheram as ruas dos porto para celebrar o S. João 6. A musica não faltou para animar a festa de Marc Jacobs
mas para já o segredo é a alma do negócio… e mais não posso dizer para já!
n
Um abraço Batata ELES & ELAS
87
Cinema
As Serviçais
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Baseado no livro de Kathryn Stockett, que alcan-
de boas famílias. Por regra, Skeeter procuraria
çou os tops de venda nos Estados Unidos, As
conforto nos braços de Constantine, a ama negra
Serviçais, The Help, no original, é uma história de
que a criou, mas durante o tempo que passou
amizade, resistência perante as injustiças e um
fora de casa esta parece ter desaparecido sem
fiel retrato da segregação nos Estados do sul da
deixar rasto.
América nos anos 60 do século passado.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sá-
Tudo começa quando três mulheres normais de-
bia e que se encontra a criar a sua 17ª menina
cidem tomar uma atitude extraordinária…
branca. Todavia, a sua forma de estar na vida
Skeeter, uma jovem de 22 anos regressa a casa
mudou depois de ter perdido o seu único filho
depois de se formar na Universidade de Ole
num acidente de trabalho, e Aibileen não conse-
Miss. Embora tenha terminado uma licenciatu-
gue esquecer o facto de que o jovem poderia ter
ra, o Estado do Mississipi no ano de 1962 não
sido salvo caso tivesse sido auxiliado a tempo
é propenso a ver com bons olhos mulheres a
pelos patrões, que se limitaram a ignorar a
trabalhar. A sua mãe é da mesma opinião e não
situação. Devotada de alma e coração à menina
parece descansar enquanto não vê a filha casa-
que está a criar, não deixa, no entanto, de sentir
da – o destino habitual para todas as meninas
no seu íntimo, que esta relação pode vir a ser
➤
➤
complicada para ambas.
cidade de Jackson, Mississipi, todas as mentiras,
Minny é a melhor amiga de Aibileen, é baixa,
todas as perversões e as maldades de que são
gordinha e audaciosa. Cozinha como ninguém e
vítimas, as faz sentir sufocadas e as torna sufi-
não consegue ficar calada perante uma injustiça
cientemente corajosas para enfrentarem tudo e
o que a leva a perder mais de uma vez o empre-
todos, para levantarem a voz a alertar o mundo
go. A solução acaba por passar por uma posição
para esta realidade - ou pelo menos os outros
em casa de uma recém-chegada à cidade que
estados americanos para uma forma de vida que
ainda não teve tempo de ficar a conhecer a sua
já não é suportável.
reputação. Todavia, a sua nova patroa também
Emma Stone, Viola Davis e Octavia Spencer dão
traz consigo os seus próprios segredos…
vida a estas três fantásticas mulheres, sendo
Aparentemente tão diferentes umas das ou-
apoiadas no elenco pelas veteranas, Sissi Spa-
tras quanto possível, estas três mulheres, uma
cek, Cicely Tyson, Allison Janney, Mary Steen-
branca e duas negras, uma menina bem e duas
burgen e secundadas por Bryce Dallas Howard
criadas, unem-se para levar a cabo um projecto
e Jessica Chastain, numa realização de Tate
clandestino que as coloca a todas em sérios ris-
Taylor, também responsável pelo guião.
co de vida. Tudo isto porque o que as rodeia na
n
I.P. ELES & ELAS
89
Arte
Milú Ferreira
por Paula Bobone, fotos Lígia Correia
Triunfar nas artes Uma mulher de cultura, bem conhecida no mundo das artes, fala-nos do seu percurso e dos grandes nomes da pintura contemporânea. Com galerias em Paris e Lisboa Milu Ferreira é a nossa convidada.
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➤
➤
Paula Bobone (PB) – Milú Ferrreira é um nome
antiga, com que tu trabalhas e pelos quais tu és
de referência em Lisboa, Portugal, França e não
procurada?
só porque é do Mundo das artes. Mas Milú Fer-
ML – Há uma chave pela qual nós começámos
reira não é só isso. Vamos indagá-la sob outros
que será a daqueles pintores como Columbano,
pontos de vista: um deles é a mãe, a mulher, a
Malhoa, Souza Pinto, Alberto Pinto, Silva Porto...
dona de casa, a mãe de família, a empresária; e
Todos aqueles que fizeram escola no estrangeiro,
então sim, a mulher das artes. Iríamos começar
que se internacionalizaram. Contudo existe muito
com a pergunta: afinal quem é Milú Ferreira: é a
pouca documentação porque na altura não havia
mulher das artes ou é a mãe de família?
a possibilidade de fazer catálogos como agora há,
Milú Ferreira (MF) – Eu diria que sou as duas. Mas
de forma que tentamos encontrar vestígios destas
há ainda uma outra situação: as artes começaram
obras e encontramos algumas. Tive uma pessoa
por uma oportunidade que as pessoas pouco
fantástica a trabalhar comigo, que foi o Paulo Fer-
conhecem que foi devida à minha vida política
reira, um homem muito ligado às artes que muito
enquanto assessora de Maurice Couve de Murville,
me ajudou.
que foi Ministro de várias pastas antes e depois
PB – E conheceu-o onde?
do General De Gaulle até aos finais dos anos 70.
ML – Foi uma situação muito engraçada porque
Ele era um homem apaixonado pelas artes. Inclu-
acabei por encontrá-lo em Paris. Eu andava à
sivamente uma das suas casas é hoje património
procura dele porque me foi indicado como uma das
municipal e alberga um Museu de Arte Contempo-
pessoas que melhor percebia de pintura portugue-
rânea no Sul da França. Tive a sorte de me inte-
sa, mas não sabia onde encontrá-lo. Eu, nos anos
grar num lugar daqueles e foi um grande privilégio
60, ainda não estava muito integrada na parte por-
ter trabalhado com esse senhor.
tuguesa. Estava mais com os franceses dos quais
PB – Mas tu és uma Portuguesa de gema. És
tenho amigos de longa data como o infelizmente
uma mulher de Cantanhede.
desaparecido Manolo Ruiz-Pipo. O meu marido
ML – De Cantanhede, e como eu costumo dizer,
estava muito ligado aos departamentos do mu-
da Bairrada!
seus que tratava do século XV ao XIX, de todas
PB – A tua família é um núcleo muito forte, mui-
as escolas mundiais e eu fazia-lhe a assessoria.
to afectuoso. O teu marido, Prudêncio Ferreira,
Para ele e para a Galeria Charles et André Bailly
desenvolve as mesmas actividades e sempre
que trabalhavam para todos os Museus. Colabora-
te acompanhou nestes últimos trinta e quatro
va com eles mas aos fins-de-semana e durante a
anos apoiando-te nessa tua actividade, assim
semana dedicava-me ao Ministro.
como as tuas duas filhas.
Nos anos 70, deixou de haver tantos árabes a
ML – As minhas filhas neste momento, e em situa-
comprar e o mercado de arte de Paris entrou em
ções diferentes, querem também envolver-se neste
decadência. E foi aí que comecei a ficar mais liga-
Mundo. A Patty, que é casada, já com um filho e
da a Portugal.
que já está envolvida no Mundo das artes. O bichi-
PB – Regressaste então em força para Portugal
nho das artes infiltrou-se na família.
tendo acabado a tua função junto do Ministro?
PB – É uma empresa familiar. Tens um espaço
MF – Não, isso foi uma situação paralela. Eu ainda
maravilhoso aqui nos Restauradores (Lisboa)
fiquei bastantes anos, mas fiz um acordo que, na
que é o Espaço Arte Livre num edifício antigo
verdade, foi proposto pelo próprio Ministro, de a
perfeitamente preservado.A nós, no Eles &
partir de cada sexta e durante os fins-de-semana
Elas, não nos passa despercebida a figura de
me dedicar às artes. Ele é o homem a quem muito
Milú Ferreira.
devo.
Por uma razão: tem desenvolvido uma activida-
PB – É uma mulher que reconhece quem a
de que nos espanta a todos e em outros pontos
ajuda.
onde tem levado as suas colecções revela o
MF – Sim. E como ele houve outros, como o meu
mais fino gosto e um critério de escolha ex-
padrinho João Pais de Sousa, que me serviu
traordinário. Quais são os grandes nomes da
durante quase catorze anos de pai. Até à morte foi
pintura contemporânea, mas também da mais
um segundo pai. Há uma coisa a realçar: é que o
➤
ELES & ELAS
91
Milú Ferreira
➤meu
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pai era um óptimo desenhador e me deixou
MF – Exactamente. Ele ganhou essa aposta.
o bichinho das artes. Tinha um grande talento,
PB – E tu aí não te sentes vencida?
mas nunca o desenvolveu, uma vez que estava
MF – Nada, antes pelo contrário. Senti-me muito
nos Serviços Geográficos em Angola. Portanto não
realizada. Em vários níveis. Até nos meus estudos,
tinha margem nem tempo para se dedicar às artes.
que continuaram de uma forma diferente, com
PB – É engraçado notar que foram por razões
muita prática.
que te foram alheias que acabaram por te levar
PB – Conheceste os melhores nomes da Pintu-
à situação onde agora estás.
ra portuguesa?
MF – Isso tem sobretudo a ver com o Charles
MF – Sim. Deixando de parte dos pintores do séc.
Bailly, que é o padrinho da minha filha Sara. Um
XVII e XIX, obviamente, tenho uma grande ami-
homem muito inteligente; um dos poucos no Mun-
zade com os pintores com quem trabalho. Como
do que enfrenta e diz aos Museus o que uma obra
com o Júlio Pomar, a Graça Morais, o José de
é ou não é. Um verdadeiro expert, muito respeita-
Guimarães, a Vieira da Silva, o Eduardo Moniz,
do. Existem muitas obras nos Museus que foram
o Manuel Cargaleiro... Conheci toda a gente! Em
escolhidas e pesquisadas por ele. Quando eu tinha
parte graças ao Paulo Ferreira, que teve um papel
21 anos, ele apercebe-se do meu gosto pelas artes
muito importante.
e incentiva-me.
PB – Editou-se um livro sobre ele, designado
PB – Mas como surge esse gosto assim tão
Paulo Ferreira, uma obra de referência
nova?
MF – Esse livro passa-se entre 1989 até aos nos-
MF – Eu comecei por estudar Artes Plásticas mas
sos dias.
não segui. Fiz a preparação para a Universidade
PB – Tens a sensação que estás só num eixo
mas interrompi para ir para Paris.
Paris-Lisboa? Pretendes alargar a outras partes
PB – Foste para Paris já casada?
do Mundo?
MF – Não. Fui para Paris com 16 anos e meio. E
MF – O que acontece é que já fiz mais trajectos:
houve uma grande sorte. As pessoas conhecem-
Luxemburgo, Macau, Brasil, Inglaterra... Portanto
me do mundo das artes mas eu passei também
acontece que, neste momento, continuo a ter os
pelo Mundo da moda e da política.
mesmos apelos internacionais.
PB – Começa a viver em Paris e onde é que
PB – Trabalhas sozinha ou com galeristas inter-
conhece o Prudêncio Ferreira?
nacionais?
MF – Eu já conhecia o Prudêncio, mas não havia
MF – Normalmente as bases de saída são sempre
uma aquela grande convivência. Foi muito engra-
estatais. O que depois permite conhecer outras
çado a forma como começou. Havia um Baile de
pessoas e estabelecer contactos. Sempre pelas
Finalistas e eu, como não tinha ido ao Baile de
vias oficiais.
Finalistas em Portugal, eles insistiram que eu fosse
PB – O que é uma mais-valia. Então depois
a esse Baile. Este baile não era o do Colégio onde
estabeleces relações com os outros artistas.
estive, onde fiz dança, teatro, artes plásticas...
És uma mulher privilegiada, mas isso devido
PB – Sempre ligada às artes!
ao estatuto que já alcançaste nestes trinta e
MF – O Baile de Finalistas foi em Santa Iria, numa
quatro anos de carreira.
associação que ainda hoje apoio. Por graça fez
MF – Sim. E de alguma forma também me ajuda e
uma aposta que tinha que dançar comigo. Apos-
continua a servir as relações que adquiri durante
ta essa que é claro eu não soube. Fez tudo para
a minha actividade política, onde ainda se fala do
dançar comigo e ganhou a aposta.
meu nome.
PB – A aposta e o seu amor...
PB – A tua carreira política marcou-te muito?
MF – Foi uma situação um pouco embaraçante.
MF – Marcou-me e marca. Ainda as minhas filhas
Porque os tempos eram outros e eu não via muito
são bastante respeitadas por essas razões. O
bem aquilo, porque na altura tinha uma pessoa
meu marido foi um protector das artes, um grande
comigo que viera de França. Vinha de sair de um
coleccionador e, para mais, um homem de grandes
namorico...
valores. Esteve muito ligado à aguarela, sobretudo
PB – Mas eis que aparece o homem da sua vida.
à inglesa. Lembras-te com certeza da conversa
➤
➤
que tivemos com o Vasco Bobone, em que ele
Queria ainda falar de um outro grande homem,
dizia que admirava os seus livros. Quero aqui tam-
muito importante na minha vida, o arquitecto
bém falar de um outro grande homem que muito
Sommer Ribeiro que trabalhou na Gulbenkian e
me ajudou, o Robert La Court Gauye, escritor da
acabou a sua carreira na Fundação Arpad Szenes.
Casa Branca, homem muito ligado à Política na
Uma pessoa muito sensível, com grande conheci-
área da Economia, tanto em França como nos
mento da arte contemporânea e amigo lá de casa.
Estados Unidos. Em França, chegou mesmo a ser
Ajudou-me muito e fomos comissários de algumas
Ministro das Finanças. Era casado com a Condes-
exposições em conjunto.
sa e Marquesa de la Falle, que era também uma
PB – A Milú está também muito ligada a inter-
grande senhora das artes, aguarelista de flores e
câmbios, certo?
pássaros. E daí a envolvência com a aguarela.
MF – Exacto. Continuo a ser muito solicitada para
➤
ELES & ELAS
93
Milú Ferreira
➤
94
levar os nossos artistas ao estrangeiro. E se eu
Nós estamos a criar novas saídas. Estive a falar
posso fazer isto pelos nossos artistas, então é um
com o Director do Salon des Grands et Jeunes
trabalho que eu devo fazer!
d’Aujourhui, que é uma Feira Internacional onde se
PB – Para terminar: uma palavra de coragem
apresentam novos talentos, que depois são convi-
para os artistas emergentes.
dados para outras situações. Nós servimos então
MF – Digo-lhes para não baixarem os braços.
de intermediários para uma carreira internacional.
Temos grandes talentos que precisam de ser
PB – Milú Ferreira a Eles e Elas fica muito hon-
divulgados. Digo sempre às pessoas que têm essa
rada com a simpática entrevista que nos conce-
responsabilidade para nunca esquecer os mais
deu. Parabens.
novos.
MF – Eu é que agradeço.
■
95
Sedas & Chitas por Mimi Trancoso
O Verão (se é que se pode chamar assim a esta
Mónaco, ainda estive na grande festa da vela que foi
estação do ano, que andou a “fazer fosquinhas” con-
a America’s Cup, Mas não resisto a dar esta notícia.
nosco durante estes três meses) já se foi. Um Verão
Sabem que o Diogo Quintela, um dos “Gato Fedo-
em que, cá dentro do nosso Portugal, tudo se espa-
rento”, abriu uma padaria? Pois é, mas não é uma
lhou pelo Algarve, pela Comporta, pelo Porto Santo
padaria qualquer. É em Campo de Ourique e está
e, nalguns casos, pela Costa do Estoril (aqueles a
a ter o maior dos sucessos... Crise é crise e é bom
quem a crise afectou muito e resolveram, por isso,
diversificar.
deliciar-se com os banhos na Linha e ficar por casa).
Mas este foi, apesar da chuva e das nuvens, um
Um Verão que, para as Sedas e Chitas foi, agra-
Verão “quente”. Quente de amores e desamores,
davelmente, marcado pela Corrida ELAS & ELAS,
de divórcios inesperados (quem diria que Isabel
na Praça de Toiros das Caldas da Rainha, agora
Angelino se divorciaria?), outros menos inesperados
Manuel dos Santos, o grande toureiro (já desapare-
(o de Sofia Ribeiro e José Maria Tallon), namoros
cido), que foi justamente homenageado, na pessoa
desfeitos novas relações (a Raquel Rocheta anda
do filho, Jorge, pela directora da nossa revista, Maria
de namoro com Fernando Santos.
da Luz de Bragança, e pelas autoridades locais.
E com a crise a agudizar-se, lá segui para o Móna-
Uma praça cheia, os Telles e Vítor Mendes, as-
co... Que bom, chegar ao principado. Ali não chega
sim como os Forcados Amadores das Caldas e de
a crise e respira-se outro ar. Desta vez, estivemos
Santarém, puseram os aficionados ao rubro. Festas,
com Alberto do Mónaco e a princesa Charlene, que
essas foram mais que muitas, mas o que é curioso
tanto no Baile da Cruz Vermelha como, dias mais
é que, sabendo nós das muitas figuras conhecidas
tarde, no jantar do Variety Club, em Leeds (onde
que estiveram no Algarve, em tantos lugares, como
também estive, com a mesma toilette, pois claro,
o Urban Beach, o Bliss (que trouxe Vilamoura, de
que a crise assim o obriga), mostraram uma grande
novo, ao cenário de festas), o Faces, o Manta Bea-
cumplicidade e carinho. Calcule-se que o soberano
ch, o Sport Summer Sessions, em Portimão, etc... as
monegasco até já usa aliança!
revistas cor-de-rosa só nos brindaram, praticamente,
Dei depois um salto a Espanha, onde se aguarda,
com caras novas, algumas estrelas da televisão, e
ansiosamente, o casamento da duquesa de Alba,
pouco mais... Estranhámos. Ou será que os tempos
marcado, em príncípio, para 5 de Outubro. O que
mudaram assim tanto?
não a impediu de uma espécie de despedida de
Claro que os fiéis da Quinta do Lago assim continu-
solteira, em Ibiza, com uma amiga, usando um
aram, fiéis ao T-Clube e ao Gigi (sempre igual a si
moderno biquíni, apanhando sol (nós bem a vimos a
próprio, e sua Leonor), Marcelo Rebelo de Sousa
mergulhar nas quentes águas, sem falsos pudores).
(muito saudoso dos netos, este ano ausentes) e
Valente duquesa e bravos 84 anos! Ainda tive tempo
Rita Cabral, Fernando Seara e Judite de Sousa, os
para dar um pulinho a Maiorca e vi parte da família
Damásios e muitos mais; no Ancão, João de Deus
real (Don Juan Carlos está recuperar de uma opera-
Pinheiro com a família, aproveitou para grandes
ção ao joelho...), os príncipes das Astúrias, muito ca-
banhos, alguns gelados e muito golfe, uma das suas
rinhosos (talvez para fazer esquecer a notícia, dada
paixões. Maria e Aníbal Cavaco Silva ficaram na
pelos mentideros do país vizinho, de um encontro
sua casa de Albufeira; fiel a Vilamoura esteve, como
de Felipe com a ex-noiva, Eva Sannum (lembram-se
sempre, Marques Mendes. Os duques de Bragança
dela?), numa ilha grega. O último rumor que corre é
(que, além de Ferragudo, deram um pulo à Quinta
de que Don Juan Carlos não quer abdicar a favor do
do Lago) e a família Pereira Coutinho, em Ferra-
filho, porque não deseja que Letizia seja rainha tão
gudo, aproveitaram em cheio as férias, dando um
cedo...
pulinho ao Evaristo, onde as ameijoas continuam a
da França... Será que é desta?
ser deliciosas e o peixe óptimo. Mas ao que me con-
Já na nossa “santa terrinha”, vim encontrar tudo na
taram (eu não tive tempo para tudo), o Porto Santo
mesma. A crise some e segue e já nem a pílula es-
esteve em alta este Verão.
capa... Quer fazer amor? Pague a pílula por inteiro,
Cá por Lisboa, e antes de fazer uma viagem ao
que o Governo não paga “vícios”!
■
ELES & ELAS
95
3. Letter from the Director. 4. Summary. 5. Cover. Bárbara Norton de Matos.
English Text
10. The wedding of Zara Philips. Queen Elizabeth II’s favourite granddaughter got married to rugby player Mark Tindall. 14. The Duchess of Alba. One of the wealthiest women in Spainis about to marry Alfonso Diez, a civil servant.
Summary
16. Victoria of Sweden. The heir to the throne of Sweden has announced the arrival of her first child. 18. Wedding in Monaco. Prince Albert II made all Mone-
268
gasques truly happy by marrying Charlene Whitstock. 22. The Grimaldi’s Olympus. Get to know a little better one of the smallest and wealthiest countries in the world, the Principality of Monaco. 26. Fernando Pereira. This fantastic Portuguese artist speaks about a career that will celebrate its thirtieth anniversary in 2012. 30. Carlos do Carmo. the fado singer presented in Tavira the songs from crooner Frank Sinatra. 32. Amy Winehouse. The unexpected goodbye to one of the best singers of soul music. 34. World Monument’s Fund. this organization visited Portugal in order to get to know some portuguese monuments.
Cover:
36. Finishing Schools. The luxurious schools that educate
The elegant actress Bárbara Norton de Matos is
38. Filipa Rebelo de Andrade. the portuguese face behind
young women into becoming proper young ladies.
enjoying a special moment in her life and in a cosy conversation with Eles & Elas she talks about her personal life and her wishes career-wise
the sucess of Bonham’s in Portugal. 40. Isabo. A true Parisian designer, passionate for both vintage and burlesque that chose Lisbon to live and work. 46. Fashion. Maison Dior has presented some fascinating proposals for the next Fall-Winter.
Contents: page 97
52. Tauromachy. The bullfighting ring of Caldas da Rainha, renamed Praça Manuel dos Santos, was the venue for the Eles&Elas Summer Bullfight. 56. America’s Cup. the Emirates Team New Zealand
World Monuments Fund In Portugal
won the First leg of the America’s Cup World Series in Cascais. 60. Equestrianism. The Manuel Possollo Hippodrome was
Filipa Rebelo de Andrade Art and Professionalism
the venue for the 6th Grand Prix of Portugal, part of the Global Champions Tour. 66. Solidary Portugal Cup. took place in the Ocean Golf Course in Vale do Lobo and president Cavaco Silva
Eles & Elas Bullfight in Caldas da Rainha
was in attendance. 70. Ye-Ye Party. the most refined and tradicional of all
Yé-Yé party in Algarve’s T-Clube
Summer parties in the Algarve was a great success. 74. Miss Universe Portugal. this contest took place in Hotel Miragem, in Cascais.
Crédito Agrícola inaugurates exhibition A Century in Review
76. Gala in Marbella. the charm of Summer parties was present in the south of Spain, in Marbella, and Eles&Elas wouldn’t miss it. 78. Chronicle by Marta Aragão Pinto
Milú Ferreira A Triumph in the World of Art
82. Crédito Agrícola. Inaugurates exhibition "A Century in Review." 86. Chronicle by Batata Cerqueira Gomes 88. Cinema. The Help 90. Milu Ferreira – an interview with one of the great ladies of the fine arts in Portugal. 95. Sedas & Chitas 96. English Texts. 98. Horoscope.
96
english text
World Monuments Fund In Portugal A delegation of leaders and patrons of
2011. At Queluz National Palace was
the World Monuments Fund has recently
unveiled a plaque, marking the completion of
undergone a visit to Portugal to learn about
a draft conservation and restoration
Portuguese and monuments and pay
of gardens, lakes, fountains and water in
tribute to Paul Lowndes Marques, who was
this important national monument, including
president of the WMF Portugal until his
the lead statues in the eighteenth century
death, which occurred on the first day of
English sculptor John Cheere.
■
Filipa Rebelo de Andrade – Art and Professionalism She is since February of last year the face of
of segments, mostly wines, car and guns. Filipa
Bonhams in Portugal. The famous auction house,
Rebelo de Andrade is truelly pleased with this new
one of the most important ones in the world, arrived
challenge and is looking forward to good business
in Portugal wanting to do business in different kinds
deals in the area of Art and Antiquities. ■
Eles & Elas Bullfight in Caldas da Rainha Eles & Elas promoted its Summer Bullfight in
made anyone leave their seats. An homage to the
Caldas da Rainha in the newly named Praça
“matador” Manuel dos Santos took place, and his
Manuel dos Santos. This bullfight, that always takes place on the 15th of August, saw this year
son Jorge was there to receive the award from the
saw 129th edition and as usually was completely
bullfight ring got his new name with the blessing of
full – in fact not even the rain that begun to fall
Nuno Alves, the owner of the venue.
hands of Maria da Luz de Bragança. So being, the
■
Yé-Yé party in Algarve’s T-Clube It is every year, par excellence, the party of
hosts, Luís Ferreira de Almeida (NOW) and
Algarve’s Summer. By this we mean
José Manuel Trigo, were as usual presenting
the always expected Ye-Ye party, this year in
yet another big sucess, given that all those
its 14th edition, and taking place, as always,
that are lucky enough to be invited make
in the exquisite space of the T-Club, in
sure to be there in order to enjoy themselves
Quinta do Lago. This Summer, as usual,
but also to make sure that they met up with
many familiar faces of our best society, both
some friends that they only get to see in this
of Lisbon and Oporto were in attendance. The
particular party.
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Crédito Agrícola inaugurates exhibition – A Century in Review Crédito Agrícola Bank inaugurated, on July 12,
they adapted to the country’s development over
the exhibition “100 Years of Crédito Agrícola in
the years but also to the important
Portugal, 1911-2011” which will remain available
contribution it made to its social and economic
to the public at the headquarters of the central
development. Present at the opening ceremony
office, in Lisbon, until the end of the current
were several figures linked to the institution but
year. This initiative provides information on the
also many well-known figures both of politics and
evolution of this financial institution and on how
society.
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Milú Ferreira – A Triumph in the World of Art Milú Ferreira is a household name in Lisbon,
and extraordinary determination. Currently the
Portugal, France and not just around the
responsible for the Espaço Arte Livre gallery, the
art world. A mother, business woman
marchand has had the pride and joy of dealing
and homemaker, a woman connected to politics and
and working with some of the greatest masters
society but above all a woman of high capacities
of contemporary painting and sculpture.
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ELES & ELAS
97
Astrologia
Carneiro
Leão
21/3 a 20/4
23/11 a 20/12
Esta vai ser uma excelente época para
O dinheiro vai estar em alta na sua vida.
O melhor para o nativo deste signo é
si! Aproveite para relaxar, e não se
Mas cuidado, pois pode vir a fazer-lhe
não se preocupar muito com o futuro.
preocupe – tudo vai correr da melhor
falta no início de 2012. Ainda assim, é
Vai ter de encontrar coragem para par-
forma! Fará amizades que lhe serão
importante que se divirta e passe tempo
tir em busca de uma aventura, pois o
muito úteis e chegará à rentrée feliz e
com aqueles que lhe estão mais próxi-
que está para trás vai ficar mesmo para
renovada!
mos.
trás.
n
Touro
21/4 a 20/5
98
Sagitário
23/7 a 22/8
n
Virgem
n
Capricórnio
23/8 a 22/9
21/12 a 19/1
A vida não tem estado fácil mas tudo
Nesta altura o mais importante é passar
Vai aperceber-se de que tem procurado
está prestes a mudar. Encontrará al-
tempo com a sua família, pois ultima-
o amor em locais errados, quando este
guém especial e dará por si mais feliz
mente não lhes tem dado a atenção que
esteve sempre à sua frente. Ainda assim
do que jamais esteve. Cuidado com
requerem. Inclua-os nas suas férias e vai
não deixe de levar as coisas com calma
as poupanças, pois o Verão vai sair
ver que se diverte muito mais que é ha-
pois não vai querer perder um bom ami-
caro!
bitual.
go.
n
n
n
Gémeos
Balança
Aquário
21/5 a 21/6
23/9 a 22/10
20/1 a 18/2
Embora aprecie divertir-se o momen-
Ao contrário do que é habitual, vai ter
Evite compromissos sérios pois pode
to é de trabalho intenso. Seja qual for
tempo à vontade para desfrutar com a
vir a arrepender-se. Tome todas
a sua área, porquanto trabalhe inten-
sua cara-metade. Divirtam-se a dois e
as suas decisões com a maior das
samente o sucesso estará assegura-
aproveite para recuperar, em grande, o
calmas. De momento, lembre-se que
do. Não vai ser fácil, mas vai valer a
tempo que passou longe daqueles que
viver cada dia com paixão será a me-
pena!
ama.
lhor solução.
n
n
n
Caranguejo
Escorpião
Peixes
22/6 a 22/7
23/10 a 22/11
19/2 a 20/3
Não permita que a má disposição dê cabo
Vai estar perante a hipótese de fazer
Está na altura de se libertar um pouco
das suas vitórias tanto a nível emocional
dinheiro como já não lhe acontecia há
das convenções e de não se preocupar
quanto profissional. Aproximam-se dias
algum tempo. Aproveite e saiba que
com pequenas coisas. Divirta-se como
ainda melhores e parte dos seus desejos
os seus lucros vão depender do bom
se fosse de novo adolescente, e pode
serão concretizados desde que faça um
relacionamento profissional com um
ser que a felicidade o apanhe de surpre-
pequeno esforço nesse sentido.n
colega. n
sa. n