2 minute read

De olho no diabetes

Next Article
Emagrecendo Certo

Emagrecendo Certo

Se você tem diabetes, fique de olho!

ESPECIAL CAPA

Advertisement

O olho é um dos principais órgãos afetado pelo diabetes, e diabéticos têm 25 vezes mais chances de ficarem cegos, de acordo com estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Pessoas com diabetes têm grande risco de desenvolver problemas graves de saúde que afetam órgãos importantes como os rins, coração, cérebro e os olhos (especificamente a retina). Uma das principais complicações causadas pelo diabetes é a retinopatia diabética que é a principal causa de cegueira em pessoas entre 20 e 74 anos de idade. No entanto, se descoberta em sua fase inicial e tratada de forma adequada, a perda visual pode ser evitada.

A retinopatia diabética ocorre quando o excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos da retina. Com o tempo esses vasos sanguíneos danificados se tornam frágeis, e extravasam líquidos e sangue causando edema e hemorragias que vão afetar a visão. Casos avançados podem evoluir com perda visual irreversível.

Um dos grandes riscos é que, no início, a retinopatia diabética não costuma apresentar sintomas, e surge sem que o paciente note alterações em sua visão. Com o passar do tempo, porém, a visão piora gradualmente e sintomas como visão borrada, manchas, imagens distorcidas podem surgir, além de perda visual repentina, causada por sangramento severo dentro do olho.

Pessoas diabéticas que também têm pressão alta, colesterol e triglicerídeos altos têm risco aumentado de desenvolver a retinopatia. Portanto, o controle adequado da glicose, hipertensão, colesterol e triglicerídeos são fundamentais para a prevenção e diminuição das complicações relacionadas à doença.

O diagnóstico é feito através do exame do fundo do olho, onde se observam as alterações típicas da retinopatia. Retinografia, angiofluoresceinografia, tomografia de coerência óptica (OCT), angioOCT, e ultrassonografia ocular são exames utilizados para avaliar a gravidade e escolher o melhor tratamento. O diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença, antes que ela provoque sequela visual.

Até alguns anos atrás o tratamento era baseado quase exclusivamente na fotocoagulação a laser. Hoje, com o avanço tecnológico, temos o laser Micropulse, e com o advento dos antiangiogênicos, substâncias administradas através de aplicações intra-vítreas, passou-se não só a estabilizar a doença, mas também melhorar a visão em muitos casos. Atualmente os corticoesteróides de liberação prolongada administrados por via intra-vítrea permitem menor número de aplicações ao longo do tempo. O tratamento cirúrgico é utilizado em casos graves onde há hemorragia vítrea ou descolamento de retina.

Não espere a manifestação dos sintomas para procurar o especialista. Prevenção é o melhor remédio. A melhor forma de evitar a retinopatia é controlar a glicose, manter a pressão arterial e taxas de colesterol nos níveis normais. Além da prática regular de exercícios físicos, pois isso tudo ajuda a proteger os olhos e a saúde como um todo.

DRA. CRISTINA GONÇALVES CRM/PI 3619 - RQE 2584 Oftalmologista • Especialista em Retina Clínica

This article is from: