A revista PREMIUM de Formosa e região.
Outono Formosa/GO Abril - 2015 R$ 9,90 19ª Edição
CAMILAPITANGA
ELA TEM BOROGODÓ por candé salles
• ENTREVISTA
siron franco • CULTURA
PARA SEmpre TEU, CAIO F. • TURISMO
BALONISMO NA CHAPADA
Av. BrasĂlia - N. 244 - Centro - Formosa-GO (61) 3631-4003 - officelinemoveis@uol.com.br www.officelinefsa.com.br
Março marcou o lançamento do novo showroom denominado “Meu Espaço Office Line”. O coquetel contou com a presença dos arquitetos, decoradores e parceiros envolvidos no projeto. Com muito charme e sofisticação, cada profissional mostrou um pouco do seu estilo e referências.
Acompanhe nas páginas a seguir.
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A Office Line, em parceria com a Artesano, repaginou sua loja em Formosa e apresenta novos ambientes com cores e linhas inovadoras. A arquiteta Araci Fassbinder dá as boas-vindas a quem entra na loja de planejados com a Cozinha Carvalho, com tudo o que há de mais impressionante na marca. Além da parceria com a Artesano, o espaço conta com ferragens amortecidas e vidros da linha Perlare. Para maior aconchego o ambiente foi trabalhado em limone e laccato branco, cores que remetem à paz e ao aconchego. O painel adega em gesso faz contraponto com a bancada em mármore estelar, possuindo prateleira iluminada de LED e o sistema B’Block, a fim de criar um espaço diferenciado e destacar as bebidas. O ambiente recebe coifa, forno e cooktop Elettromec e papel de parede Mica na cor lilás. Praticidade foi a palavra de ordem. Integrar jantar e bar em um mesmo ambiente.
Parceiros: Mega Mármores: bancada e mesa em Sillestone Stellar Presença Revestimentos: papel de parede Mica na cor lilás
Araci Fassbinder aracifassbinder@hotmail.com
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Cozinhar é como tecer um delicado manto de aromas, cores, sabores, texturas. Um manto divino que se deitará sobre o paladar de alguém sempre especial”.
Cristina Oliveira cristinaoliveira.arquiteta@gmail.com
A cozinha é hoje o lugar preferido da casa. Não convidamos amigos para jantar, e sim para cozinhar. A festa começa cedo com fogo, som e muita alegria. Ter um ambiente pequeno, funcional, bonito e agradável é um grande desafio. No espaço assinado pela Arquiteta e Designer de Interiores Cristina Oliveira, a ideia foi criar um espaço multiuso para cozinhar, assistir e ouvir um DVD; sentar, comer, beber e relaxar. As linhas retas e elegantes dos móveis aliadas aos detalhes formaram um cenário moderno e aconchegante. Sempre focado na inovação, o mobiliário possui portas deslizantes com TV, gavetas e nichos iluminados e o uso intenso do vidro colorido nas básculas superiores e módulos inferiores. Os eletros: cooktop, coifa, forno e microondas trazem a qualidade e design de produtos italianos da Elettromec. A proposta de um banco estofado com armário inferior secreto é indispensável para quem não tem muito espaço em casa. A neutralidade e elegância da cor cinza, o ar alegre e descontraído do amarelo e a cor branca foram os tons escolhidos para um projeto de personalidade. Parceiros: Mega Mármores: bancada e mesa em Silestone Stellar Presença Revestimentos: papel de parede Mica na cor lilás
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Referência em funcionalidade e estilo, o ambiente de atendimento assinado pelo Arquiteto Gustavo Barriviera, da 4D Arquitetura, revela uma perfeita sintonia entre o trabalho e recepção dos clientes. O madeirado Camerino, inserido de forma contemporânea no espaço, está na mesa e nas prateleiras da estante. Contrastando na frente das gavetas, o laccato clay e vidros reflecta bronze da linha Perlare complementam o ambiente. As cadeiras Cavaletti oferecem o máximo em qualidade e ergonomia. A adega refrigerada, a Ice Maker e o frigobar da Elettromec, complementam o ambiente que será utilizado para apresentação dos projetos desenvolvidos pela equipe Office Line.
Gustavo Barriviera gustavobaa@hotmail.com
“ Mariana Fernandes mariana_fernandesarq@yahoo.com.br
O quarto de casal foi desenvolvido a fim de conciliar o clássico e o moderno. Ele conta com cabeceira estofada em veludo cinza e detalhes em Strass Swarovski da linha Metal Design e colchão terapêutico com massageador. Logo acima da cabeceira, o papel de parede belga em medalhões. No criado foi utilizado pintura italiana laccato branco e o tão desejado espelho bronze da linha Perlare. Na tentativa de quebrar a linearidade do espaço e ao mesmo tempo oferecer praticidade, foi colocado o seat garden Nagoya, podendo ser utilizado como peça de decoração, tamborete ou mesa de apoio. Parceiros: A Revolução Tecidos: jogo de cama e tapete Eliane Lopes: papel de parede
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Conhecido também como quarto de vestir, o closet é um espaço destinado para guardar roupas. Grandes ambientes podem comportar poltronas, pufes e outros móveis, fazendo do closet também um local de estar íntimo ideal para “fugir do agito”. Normalmente é isolado dos demais ambientes da casa, sendo acessado a partir do quarto, funcionando como uma extensão. Espaço muito desejado por sua funcionalidade e privacidade. Mesmo sendo uma necessidade para muitos, continua a carregar o estigma de “luxo”. Para criar um closet é importante conhecer sua função. Sinônimo de organização, permite guardar roupas, sapatos e acessórios em um espaço reservado garantindo, assim, mais conforto na hora de escolher cada peça. Com um visual diferente e glamouroso o closet do casal foi pensado em tons terrosos, utilizando o queridinho da decoração, o espelho bronze e o vidro argentato, opaco, sem transparência, da linha de portas deslizantes Perlare. Internamente contamos com cabideiros extensíveis ou iluminados em LED, sapateiras deslizantes e calceiros revestidos em couro.
Parceiros: Eliane Lopes: papel de parede Couro African
Ricardo Pacheco studiopacheco.arquitetura@gmail.com
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A inspiração veio da obra intitulada “Composição”, do pintor holandês Piet Mondrian, que utilizou-se de formas geométricas (quadrados e retângulos), nas cores azul, vermelho e amarelo, delimitando zonas cromáticas num jogo de equilíbrio. O móvel leva o nome do pintor. O Home foi baseado em uma grade, formada de quadrados e retângulos de tamanhos diversos, cobertos com cores elementares, onde há predominância do negro (ausência de luz) e a presença constante do branco (luz). As linhas negras impedem que as cores estabeleçam relações de força, sugerindo relações proporcionais e equilibradas entre os elementos. Para Mondrian, todas as experiências da realidade, por mais diversas que sejam, devem revelar essa estrutura constante, mudando apenas as relações. A pintura é um projeto social, que por meio das sensações e da forma, ajuda a ordenar o pensamento. Com uma área reservada para um sofá capitonê azul e mesas baixas, onde as pessoas possam sentar e curtir um momento em família assistindo TV. O home theater Mondrian possui um design arrojado e ao mesmo tempo alegre e sofisticado”.
Rafaela Pacheco studiopacheco.arquitetura@gmail.com
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O espaço Copa foi criado pela Arquiteta Sônia Padilha que, pensando em um ambiente de uso corporativo, fez valer do MDF, do vidro e do Silestone, a funcionalidade e praticidade em um ambiente de espaço reduzido. Os detalhes ficam por conta do laccato branco no nicho, das frentes de vidro branco da linha Perlare, e dos amortecimentos aplicados nas portas e gavetas do armário. A sofisticação fica por conta dos detalhes presentes nos objetos decorativos, predominando o branco com pinceladas de azul e verde, cores que vão ao encontro das atuais tendências do mercado. Parceiros: Mega Mármores: bancada de Nanoglass Presença Revestimentos: revestimento Retrô Neo Clássico – Eliane Chá Decor: objetos de decoração Malves: objetos de decoração
Sônia Padilha soniapadilhamartins@uol.com.br
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A Madeireira Dias é uma das principais empresas de comércio de madeiras de Formosa, GO e região, conquistando a simpatia de vários seguimentos do mercado, desde produtores rurais aos grandes empreiteiros da construção civil. Atuante no ramo de madeiras, oferece uma enorme variedade de produtos e acessórios relacionados. Desta forma temos sempre, em nosso portfolio, as principais e mais conceituadas marcas existentes no mercado, sejam elas nacionais ou importadas.
EDITORIAL
A VIU? começa o ano navegando em abordagens poéticas e culturais, tudo para brindar os leitores com o que há de melhor. Nesta edição, um especial sobre o filme “Para Sempre Teu, Caio F.”, do diretor Candé Salles, ganhador do Festival Mix Brasil, em São Paulo. O documentário apresenta a vida do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, em um desfile de astros, estrelas e personalidades que traduzem a vida do autor. O renomado artista Siron Franco em uma entrevista exclusiva fala sobre seu trabalho, o desenho, a escultura, as exposições e interferências urbanas pelo Brasil e confidencia planos para uma grande
mostra em comemoração aos seus setenta anos. Outro tema é o ensaio visual e poético da escritora e poeta Iêda Villas Bôas e da artista plástica Hebe Fagundes, que enchem nossas páginas de conteúdo e beleza. No destino, a sugestão é o grandioso Monte Roraima, uma das montanhas mais antigas do planeta, tema da novela Império, da Rede Globo, apresentado pela correspondente Graça Jorge. Entre outros assuntos, em alta está o passeio de balão pela Chapada dos Veadeiros em Goiás, um dos lugares mais impressionantes da Terra. Vale a pena conferir! Cássia de Oliveira - Editora
COLABORADORES
Candé Salles Diretor premiado falou sobre a atriz Camila Pitanga, capa desta edição.
Pedro Albuquerque Modelo, ator, produtor e diretor na Mirante Filmes, colaborou com a matéria de moda.
Graça Jorge
Jean Nunes Calvoso
Correspondente da VIU? colaborou com matéria especial sobre o Monte Roraima.
Auditor, Consultor e Contador do escritório ACC. Escreveu a matéria sobre finanças.
CAPA Camila Pitanga veste Cantão - Foto: Murillo Meirelles Maquiagem: Daniel Hernandes Moda: Rogério S. e Liana Padilha.
EXPEDIENTE DIRETORA EXECUTIVA: Cássia de Oliveira - JORNALISTA: Dida Brasil - DIREÇÃO DE ARTE E DIAGRAMAÇÃO: Thiago Leite DESIGN GRÁFICO: Wellinton Ferreira, Bruno Bernardes e Luis Carlos Aragão - FOTOGRAFIA: acervo Alquimia Comunicação, Maximiliano Müller, Ítalo Vieira, Helvio Araujo, Ion David e Luiz Diogo - REVISÃO E PRODUÇÃO: Maximiliano Müller DEPARTAMENTO COMERCIAL: Cássia de Oliveira (61) 9676-3908 - Nasser Khalil (61) 9812-1525 CTP E IMPRESSÃO: M2 Gráficos - TIRAGEM: 3.000 exemplares Alquimia Comunicação © - Av. Valeriano de Castro, nº 119, Sl. 1/3 (Galeria Santo Estevão) (61) 3631-0497 revistaviu@gmail.com
ÍNDICE 18 | capa 20 | moda 28 | beleza 32 | destino 36 | quem viu? 38 | cultura 40 | entrevista 48 | direito 52 | esporte 54 | turismo 56 | personalidades 60 | finanças 62 | direito 64 | quem viu? 70 | mobilização
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Com um atendimento diferenciado e equipada com mรกquinas de alta performance.
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Esse tal borogodó Candé Salles
cande.salles@gmail.com
Foto: Murillo Meirelles
Foto: Daniel Lima
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ue o Brasil está na moda a gente já sabe. O mundo também descobriu que o país é uma terra abençoada. Todos querem estar aqui. Seja pela praia, pelo sol, pelo calor humano ou pelo nosso borogodó! A primeira vez que eu me deparei com o borogodó de alguém foi há duas décadas, com Camila Pitanga, no esplendor de seus 16 anos, ainda desconhecida do público. Era uma edição do Mix Moda na Torre de Babel, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela estava desfilando para a extinta grife Sucumbe a Cólera, de Liana Padilha e Regis Fadel. Era o seu primeiro trabalho sério. Sei porque somos amigos desde os 12 anos de idade, quando fazíamos o teatro Tablado e performances nas ruas do Jardim Botânico. Eu estava lá para assistir ao desfile, que tinha um casting com modelos lindas. Acontece que quando Camila
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entrou na passarela, cabelos lisos, shorts preto colado ao corpo à mostra, apenas as mãos cobrindo os seios, ninguém acreditou. Imediatamente um silêncio baixou no lugar e era um tal de todo mundo virar o pescoço para acompanhar cada detalhe daquela morena estonteante que cruzara a passarela em menos de 40 segundos. Sim, esse foi o tempo de sua aparição. O suficiente para causar burburinho entre jornalistas. “Quem é?”, Perguntavam. “É a filha do Pitanga”, diziam os mais informados. O que estava em questão ali não era a simples presença de uma modelo lindíssima ou de uma atriz charmosa, mas de uma menina que traduzia com perfeição a palavra borogodó – atrativo pessoal irresistível, sem descrição definida, causa fisiológica ou razão de ser, mas que desperta e atiça o interesse de todos.
Ao fim do desfile, Camila foi cercada por repórteres curiosos para saber quem era aquela deusa, e ela falou com todos parecendo que nascera para isso. Não demorou um dia para ser apontada como a nova musa do verão carioca. E, no mesmo ano de 1992, a modelo desfilou na Marquês de Sapucaí, estreou na Rede Globo e ganhou fama nacional. O resto é história. O trabalho sólido como atriz (no teatro, na TV e no cinema), a beleza ímpar e a postura como mulher e mãe fazem dela uma das grandes estrelas do país. Esse Brasil capaz de ter gente feliz, que levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Gente talentosa, que escreve sua história, cria sua arte e esbanja borogodó.
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Fotógrafo: Bernardo Côrtes Beleza: André Mattos Produção: Pedro Abdalla e Jéssica Fernandes Modelos: Alicia Garcia (Ünique) Beth Emerick (Ünique) Danilo Ferreira (40 Graus) Gabriel Loureiro (40 Graus) Patrick Luvise (40 Graus) Raona Gomes (Ünique)
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empreendedores
QUEM SÃO NOMES: Ana Kênia e João Paulo, ambos 28 anos. EMPRESA: Office Line Móveis | Artesano Planejados
PERFIL:
Casados há sete anos, pais do casal Lívia e Lucas, ele brasiliense e residente na cidade desde 2005, formado em Administração de Empresas, e ela filha de Formosa.
HISTÓRICO PROFISSIONAL: Com o desejo de trazer ao mercado de Formosa uma nova opção e um novo conceito de mobiliário corporativo, fundaram a Office Line Móveis em 2010, uma empresa ética, familiar, construída através do sonho de um casal em ver e fazer parte do crescimento e desenvolvimento da cidade que tanto amam. Com muita dedicação aos seus clientes, estão no mercado há cinco anos. Em 2012 resolveram adentrar no ramo de móveis planejados, quando em julho daquele ano lançaram a Artesano Planejados, uma franquia da Artesano Móveis. Hoje o leque de produtos oferecidos na loja vai do mobiliário de escritório a produtos residenciais e aos tão sonhados ambientes planejados. Eleita por dois anos consecutivos em Formosa como a empresa mais lembrada no segmento de móveis para escritório, a empresa busca constantemente a satisfação do seu cliente, tanto em qualidade de produto, quanto em montagem, garantia e pós-venda. A resposta do trabalho vem se destacando pelos prêmios adquiridos: em 2013 recebeu o prêmio de melhor lojista ARTESANO no estado de Goiás, e em 2014 chegou ao prêmio de segundo lugar em vendas de ARTESANO PLANEJADOS no Brasil.
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Centro Revista VIU? - abril 2015
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MODA NA PELE TATOOS NO FUTEBOL CHAMAM A ATENÇÃO PARA A FOME MUNDIAL Por Dida Brasil
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dida.brasil@gmail.com / Fotos: cdn.wfp.org
atacante sueco Zlatan Ibrahimovic, do Paris SaintGermain, causou furor quando tirou a camisa, após fazer um de seus dois gols no jogo contra o Caen, em fevereiro, pelo Campeonato Francês. Ele surpreendeu a todos por causa da quantidade de tatuagens espalhadas pelo corpo. Na hora, levou cartão amarelo, mas o motivo das tatoos é pra lá de nobre. O ídolo do PSG tatuou 50 nomes no corpo com o objetivo de chamar a atenção para os 805 milhões de pessoas que passam fome em todo o planeta. A campanha faz parte do Programa Alimentar Mundial, filial de auxílio alimentar da Organização das Nações Unidas de combate à fome mundial. O vídeo da campanha foi veiculado após o jogo. Bem produzido, emocionante, com certeza tocará o coração das pessoas: “Meu nome é Zlatan Ibrahimovic. Onde quer que eu vá, as pessoas me reconhecem, chamam meu nome, torcem por mim. Mas há nomes com os quais ninguém Revista VIU? - abril 2015
se importa de lembrar, pelos quais ninguém torce: 805 milhões de pessoas sofrem de fome no mundo hoje. Eu tenho torcedores em todo o mundo. De agora em diante, quero que esse apoio vá para aqueles que sofrem de fome, eles são os verdadeiros campeões. Então, sempre que você ouvir meu nome pensará no nome deles”, diz Ibra durante o vídeo. Com a ação, chamou a atenção também para as tatuagens. Eram temporárias e foram feitas por uma excelente causa. Para quem gosta do adereço, mas não tem certeza se quer uma marca para sempre, essa é uma boa dica. A sugestão para quem deseja experimentar são as feitas com henna, o tipo mais comum das tatuagens temporárias. Os desenhos duram entre uma e duas semanas, com utilização de pigmento vegetal colocado em uma bisnaga ou pincel e aplicado na área do corpo a ser tatuada. O trabalho é feito manualmente. A Air Brush é outra técnica. Utiliza adesivos vazados, como os de stencils do grafite, preenchidos com tinta por
meio de um aerógrafo. O desenho seca muito rápido e todas as cores podem ser usadas. O resultado fica idêntico ao das tatoos definitivas. O tempo de duração é de dois a sete dias. Há ainda técnicas que utilizam canetas de retroprojetor, mas pouco difundidas no Brasil, e as de decalque, como as de figurinhas de chicletes que são fixadas em uma área previamente molhada e coladas até que se soltem. Essas duram até o próximo banho. Contudo, é necessário tomar alguns cuidados na hora de aplicar uma tatoo temporária. É importante verificar o tipo de substância que será usada na pele e é fundamental confirmar se a tinta é realmente própria para evitar, entre outros males, a alergia na pele. Assista ao vídeo da ação Pelo link, ou via QR code youtu.be/wDJjcL9Ya4c
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NÃO É MÁGICA E NEM MILAGRE. É TRATAMENTO COM HCG! Dra. Mariana Domingos Cury
mari-cury@hotmail.com
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HCG é um hormônio bioidêntico usado para um emagrecimento rápido e seguro às custas de massa gordurosa, preservando a massa magra, o que resulta na redefinição e melhoria do contorno corporal, já que o hormônio é capaz de intensificar a lipólise no adipócito branco humano, através do efeito de inibição da lipogênese e assim associado a uma dieta hipocalórica que deve ser seguida a risca. O emagrecimento é sim em virtude da dieta, porém, sem a associação do HCG seria impraticável, além do que, seria um emagrecimento de má qualidade, pois haveria grande perda de massa magra e sem saúde. Outro fator que inviabilizaria a dieta hipocalórica sem o HCG seria a fome incontrolável. O HCG proporciona um bloqueio no receptor de fome através da estimulação hipotalâmica, tornando possível de
ser realizada durante o prazo préestabelecido, com data para começar e acabar e sucedida de mudança no estilo de vida. O HCG não faz mágica e nem milagre, mas funciona como um “trampolim” para uma vida saudável, principalmente para pessoas que já lutam contra a obesidade, pessoas com grande número de tentativas de dieta e remédios para emagrecer, pessoas desmotivadas pelos insucessos frequentes de dietas anteriores e pessoas com grande percentual de gordura corporal que tem dificuldade de mudar de vida, mudar de alimentação, se automotivar. O grande diferencial é que 80% dos pacientes não voltam a engordar. Há uma reorganização hormonal com esse tratamento que é otimizada em combinação com a modulação hormonal já durante o tratamento e após o ciclo do HCG.
Dra. Mariana Domingos Cury: Endocrinologia e Metabologia, Modulação Hormonal, Emagrecimento, Performance, Age-management, Especialização em Modulação Hormonal pela Harvard Medical School. Atende no Centro Clínico Eidi Reis.
Para os que desejam perder até 7 kg •HCG diariamente por 23 dias (exceto nos dias de menstruação); •Após o 3º dia de tratamento com HCG começar a dieta restritiva; •Dieta restritiva de 500 cal/dia por 26 dias (todos os alimentos permitidos, exceto amido, açúcar e pouquíssima fruta); •Depois desse período de 26 dias, ir aumentando gradualmente a alimentação por três semanas. Para os que desejam perder mais de 7 kg •HCG diariamente por 40 dias (exceto nos dias de menstruação); •Após o 3º dia de tratamento com HCG começar a dieta restritiva; •Dieta restritiva 500 cal/dia por 43 dias (todos os alimentos permitidos, exceto amido, açúcar e pouquíssima fruta); •Caso perca 17 kg antes do final dos 40 dias de HCG, é aconselhável parar o tratamento; •Depois desse período de 40 dias, ir aumentando gradualmente a alimentação por três semanas. Para os que desejam perder mais de 17 kg •É aconselhável repetir uma nova série de HCG, mas respeitando um intervalo de seis semanas para recomeçar o tratamento.
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Vallmes teixeira o cabeleireiro das estrelas Por Dida Brasil
dida.brasil@gmail.com - Fotos: divulgação, Ana Stewart.
A atriz Sílvia Pfeifer, no ar em duas novelas da Rede Globo, desfila seu talento como Úrsula na novela das 7 “Alto Astral”, e a inesquecível “Léia Mezenga”, de “Rei do Gado”, em reprise no “Vale a Pena Ver de Novo”, proporcionando raro momento aos telespectadores que podem se deleitar com as nuances da artista. Léia, personagem que marcou definitivamente a carreira da atriz, apresenta um look totalmente diferenciado, criado pelo goiano hair stylist Vallmes Teixeira. Sílvia comenta como foi trabalhar com o cabeleireiro e amigo que marcou tanto a sua carreira:
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Vallmes e eu nos tornamos amigos depois de tanto convívio, com inúmeros trabalhos bem sucedidos. Léia Mezenga foi um deles, um dos maiores e mais incríveis. Luiz Fernando Carvalho, diretor geral da novela, me mostrou a referência de como ele imaginava e queria a personagem. Pedi para fazer a transformação com meu querido amigo e super stylist Vallmes Teixeira (que na época assinava só com um “L”). Vall cortou, descoloriu, propôs maquiagem com três cores de sombras, equilibradas e lindamente escolhidas, montou penteado e redesenhou minhas sobrancelhas. Ufa! 12 horas de trabalho intenso, “vigiado” e aprovado, com louvor, pelo diretor geral. Vall ainda me acompanhou no estúdio do Projac algumas vezes. Orientou alguns dos profissionais da equipe para que tudo ficasse tão bem feito quanto ele tinha criado. Foi um carinho, um cuidado e uma execução que muito me ajudaram na composição da personagem. Léia está eternizada. Amém! E obrigada aos diretores, em especial, ao Luiz Fernando Carvalho, ao autor Benedito Rui Barbosa e Vallmes Teixeira! Eu não teria “chegado lá” sem eles. Vall mora no meu coração e tenho grande orgulho e respeito por nossas trajetórias”.
Além de Hair Stilyst Vallmes é artista plástico. Na foto ele presenteia a atriz e amiga com seu retrato.
Algumas das capas produzidas por Vallmes
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Vallmes Teixeira é de Goiânia, trabalhou na Itália como cabeleireiro e maquiador com importantes fotógrafos da moda, maquiou e penteou em grandes desfiles. Em 1985 fez editoriais e capa com a Regina Guerreiro, editora de moda da VOGUE. Assinou vários trabalhos nas revistas CLAUDIA, NOVA, MANEQUIM E PLAYBOY. Criou looks de grandes celebridades para as revistas BOA FORMA e CORPO A CORPO e participou de eventos como o MORUMBI FASHION. Trabalhou na Globo de 1986 a 1989, como visagista, onde criava personagens com looks marcantes como a Léia Mezenga, da novela “O Rei do Gado”. Vallmes atende em seu Staff no Hotel Mercury: Av. República do Líbano, 1613, Setor Oeste - Goiânia-GO (61) 8134-9613
Manicure - Pedicure - Alongamento de Unha - Revitalização de Unha Reconstrução de Unha - Spa dos Pés e Mãos - Limpeza de pele Massagem corporal (anti-stress) - Design de Sobrancelha Alongamento de Cílios fio-a-fio - Depilação com ceras especiais Vendas de Produtos Nacionais e Importados Manicure Delivery - Reunião com as amigas - Happy Hour Comemorações - Chá de Lingerie e bebê
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MONTE RORAIMA Uma Das Montanhas Mais Antigas DO PLANETA, COM SEUS MISTÉRIOS E LENDAS, UM POUCO MAIS CONHECIDA PELOS BRASILEIROS DEPOIS DA NOVELA IMPÉRIO. Por Graça Jorge
malvesjorge@gmail.com - Fotos: Magno de Sousa – Roraima Adventures
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onte de mistério, lendas e inspiração, o Monte Roraima é uma das elevações mais antigas do planeta. Faz parte de uma cadeia de montanhas chamadas pelos indígenas de tepuys por causa do formato de mesetas que apresentam em seus imensos platôs. O Monte Roraima tem 2.875 metros de altitude, faz parte do Parque Nacional de Canaima, na Venezuela, Patrimônio Mundial da UNESCO. O ambiente é protegido pelo parque no território venezuelano, e pelo Parque Nacional do Monte Roraima, em território brasileiro. Tema de documentários, explorações científicas e escaladas para os mais aventureiros, marca a tríplice fronteira entre Venezuela, Brasil e República Cooperativista da Guiana. O planalto do Monte Roraima é composto por arenito, um tipo de rocha sedimentar formada no período Proterozoico que data de 1,7 a 2 bilhões de anos. O gigante exala poder e mexe com o imaginário popular. O primeiro homem a vislumbrá-lo foi o inglês Sir Walter Raleigh em 1595. Não conseguiu subir, mas o chamou em seus relatos de a “montanha dos cristais”, aguçando a ambição dos europeus que buscavam o Eldorado.
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destino
Em 1884, o botânico Everard im Thurn, conseguiu acessar o topo do Roraima e seus relatos serviram de inspiração para o escritor Arthur Conan Doyle escrever o livro “O Mundo Perdido”, em 1912. Desta época para cá, muitas expedições, pesquisas e aventuras marcaram as trilhas até o alto do Monte e mais recendente o Roraima foi a estrela da novela Império da Rede Globo. Segundo lenda dos índios carybés, o Monte Roraima é a terra do Deus Macunaíma, que encanta pela grandiosidade de suas formações rochosas e diversidade de ecossistemas das savanas. Caminhar e acampar pela região proporciona experiência única, recheada de aventuras, histórias e superstições. Com o desenvolvimento do turismo na região, a partir da década de 1980, o Monte Roraima tornou-se um dos destinos mais populares para os praticantes de trekkink. A subida a pé só é possível pelo lado venezuelano. Para chegar ao topo, além de espírito aventureiro, é preciso preparo físico. Durante o trajeto, muitas surpresas e as mais belas paisagens. O passeio, com duração de sete dias, inclui acampamento às margens do Rio Tek e, no topo, visitas ao Vale dos Cristais e ao El Fosso. É possível ver espécimes da fauna e flora que só existem no local. O Monte é como uma ilha que deu origem a plantas carnívoras, insetos e anfíbios totalmente diferentes dos existentes na floresta e savana que estendem-se aos seus pés. Imprevisível, a montanha pode ser coberta por nuvens em questão de minutos. As
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imensas esculturas rochosas esculpidas pela água e vento dão a impressão de pertencerem a uma cidade perdida com o vento sibilando uma canção misteriosa. A temperatura na base oscila em torno de 20 graus e no topo pode chegar a zero à noite. O Monte pode ser visitado durante o ano inteiro, porém chuva e umidade são constantes e aumentam bastante em alguns meses. A vantagem é que a vegetação fica mais verde e as cachoeiras mais abundantes. Contudo, em qualquer época é aconselhável contratar uma empresa que cuidará da expedição, guias e todo o material necessário à viagem, inclusive o retorno de todo o lixo produzido. MONTE CABURAÍ – O PONTO EXTREMO NORTE DO BRASIL Dentro do Parque Nacional do Monte
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Roraima está o Caburaí, o ponto mais ao norte do Brasil. Contudo, ainda é muito comum ouvir a expressão “do Oiapoque ao Chuí” para definir a distância entre os extremos norte e sul do país. A expressão já deveria ter se tornado obsoleta, pois desde 1998 está confirmado oficialmente que o ponto extremo norte do Brasil é o Monte Caburaí, localizado no município de Uiramutã, em Roraima, alinhado geograficamente 84,5 quilômetros acima do rio Oiapoque. Os dados oficiais resultam da expedição realizada em setembro de 1998, sob a coordenação do então prefeito de Uiramutã, Venceslau Braz, com a participação de pesquisadores, Exército, Aeronáutica, imprensa e especialistas em expedições.
livros didáticos de Geografia, que anteriormente tinham o rio Oiapoque (no Amapá) como o ponto mais setentrional do País. Agora a expressão é: “Do Caburaí ao Chuí.” O Monte Caburaí tem 1.465 m de altitude, faz fronteira com a República Cooperativista da Guiana e abriga a nascente do Rio Ailã, com suas corredeiras e cataratas, onde destacase a majestosa queda de quase 100 metros da cachoeira de Garã-Garã.
DICA DE EXPEDIÇÃO: RORAIMA ADVENTURES www.roraima-brasil.com.br Rua Coronel Pinto, n° 97 - Centro CEP: 69.301-150 Boa Vista - Roraima
Na ocasião, o Ministério da Educação (MEC) determinou a modificação nos
(95) 3624-9611/3624-6972.
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quem viu? A procissão do Fogaréu
A mais importante celebração católica do estado de Goiás completou 270 anos de tradição. O evento acontece durante a semana santa na Cidade de Goiás, a 270 km de Goiânia. E esse ano reuniu mais de 20 mil fiéis.
ECOPONTO Formosa ganha o terceiro Ecoponto. Instalado na Lagoa Feia é resultado da parceria entre a Cooperativa Recicla Formosa, Tetra Pak e Prefeitura. O projeto visa conscientizar a população sobre a importância da reciclagem e oferece espaço para o descarte correto de materiais. Demais Ecopontos estão no Parque Municipal do Itiquira e na Praça Rui Barbosa.
AGROBRASÍLIA Uma das maiores feiras de agronegócio do Brasil, a AgroBrasília se prepara para sua oitava edição. O evento reúne empreendedores rurais de diversos portes, regiões e nacionalidades. Para 2015, Ano Internacional da Conservação da Água no Solo, os preparativos para a AgroBrasília estão a todo vapor. De 12 a 16 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, na BR 251, km 05.
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DENIS OLIVEIRA DIA DE VIVER Faixa que dá nome ao novo álbum de Denis Oliveira, “Dia de Viver”, é a primeira das onze músicas que integram o CD, lançado recentemente no Centro Cultural de Brasília. No palco com o cantor grandes músicos como Dido Mariano, Jessé Silva, Felipe Portilho, Waltinho Pedroza e Edinho Silva. Vale a pena conferir!
VINHO DO CERRADO NA LISTA DOS MELHORES DO MUNDO Vinhedo em Cocalzinho (GO) surpreende pela qualidade da uva que tem produzido excelentes vinhos finos. O tinto Bandeiras foi apontado como um dos cem melhores do mundo em 2012 por uma publicação especializada em gastronomia.
VIVARTE CULTURA ARTÍSTICA E MUSICAL EM FORMOSA
Com o objetivo de difundir a cultura artística e musical formosense, o Coletivo Vivarte, em parceria com a Secretaria de Turismo de Formosa, tem promovido apresentações que acontecem a cada 15 dias. Exposições, shows, peças teatrais e outras manifestações artísticas reúnem a população e disseminam a cultura local.
CURSO NÁUTICA
Em abril, a FAEJ realizará em parceria com a ARRAIS/DF, empresa credenciada pela Marinha do Brasil, o curso de Arrais Amador e Motonáutica. Inscrições: na sede da Revista Viu? ou (61) 3631-0497/9654-5098.
Quem viu?
Respectivamente, Marieta Bolsas e Acessórios e Lojas Malves, ganhadores do prêmio Mérito Lojista 2014, na foto com o ator e modelo Carlos Casagrande.
Julliane Cury, a mamãe do ano, quase nos dias de dar à luz ao primogênito Elias.
Cássia Oliveira, Ravi e a cantora Elba Ramalho, no aeroporto de Porto Seguro Bahia.
A atriz formosense Isabela Mello com a atriz Lília Cabral na Faculdade UNIRIO.
Os nossos parabéns vai para Tatiana Araújo, recém formada em mecatrônica.
A ilustre Márcia Veloso Repezza em visita à amiga Ylna Opa. Doutora em Filosofia e mestre em Educação, na ocasião deixa uma mensagem: “A vida só vale a pena se for vivida com alegria.” Da esquerda pra direita: Márcia Veloso, Fátima e Ylna Opa.
Arlete, Cássia Oliveira, Siron Franco, Dida Brasil e o querido Marcelo Roriz, em visita ao ateliê do artista em Goiânia. Revista VIU? - abril 2015
cultura
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para sempre teu, caio F. Por Dida Brasil
dida.brasil@gmail.com - Fotos: Divulgação - Acervo Candé Salles
Do diretor e produtor Candé Salles, “Para Sempre Teu, Caio F.” é um filme inspirado no livro de mesmo nome da jornalista Paula Dip sobre o escritor gaúcho Caio Fernando Abreu. Assim como o livro, o filme evidencia o amor, o carinho e a admiração dos amigos pelo escritor.
Candé Salles e Paula Dip recebendo o prêmio de melhor longa metragem de 2014, do festival Mix Brasil de SP.
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om estreia no Rio de Janeiro em 2014 e vencedor do Festival Mix Brasil, em São Paulo, o filme, que acaba de chegar a Brasília, mais que um documentário, é uma declaração de amor ao escritor que viveu intensamente para a Literatura e seus amigos. Uma homenagem com tudo que Caio mais apreciava em vida e que só poderia ser feito por aqueles que realmente o conheciam muito bem.
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O longa nasceu a partir do livro da jornalista Paula Dip, que prometeu ao amigo Caio, antes de ele morrer, que quem permanecesse na Terra deveria contar a história do outro. Candé optou por fazer um documentário clássico contando a história da vida de Caio paralelamente à obra do escritor. Com narração da atriz Natália Lage e entrevistas com Caio e seus amigos e parceiros de trabalho, como Maria Adelaide Amaral, Mário
Caio F. e Candé Salles.
Prata, Bruna Lombardi, Regina Duarte, Adriana Calcanhoto, Ângela Ro Ro, entre outros. Para interpretar os textos de Caio, Candé convidou um time de 17 astros e estrelas, como Camila Pitanga, Mariana Ximenes, Cauã Reymond, Alexandre Borges, Caco Ciocler, Fábio Assunção, Du Moscovis, Thiago Lacerda, Paolla Oliveira, Pablo Morais, Mayana Moura, Pedro Neschling, que dão o tom que a história conta. Como não poderia ser
cultura
diferente, a trilha sonora é de Caetano Veloso, Marina, Eric Satie e Thiago Vivas. O diretor conta que conheceu a obra de Caio Fernando Abreu aos 17 anos, por meio de seu mais famoso livro “Morangos Mofados”. “Enquanto meus amigos queriam jogar futebol e ouvir rock eu seguia quieto pelos cantos, lendo Caio e ouvindo Caetano em fita K7”, conta o diretor, revelando ter ficado impressionado pela forma que Caio conseguia definir em palavras seus sentimentos e sensações. Com essa impressão, Candé queria mais. Leu “O Ovo Apunhalado”, seu favorito e não parou mais, leu tudo que Caio escreveu. “Sempre fui um amante da literatura, e apesar de ser um cara animado, que adora sair, gosto também de ficar em casa lendo. E com os livros de Caio comecei a me entender por dentro. Me senti exposto ali. Tenho a impressão que todos que leem Caio se sentem assim. Parece que ele escreve para você”, ressalta. Candé diz que ficou um ano numa espécie de mergulho dentro da obra literária de Caio. Decorava os textos que mais gostava e começou uma busca por tudo que podia encontrar dele: crônicas de jornais, matérias de revistas, fotos, entrevistas. “Me apaixonava a cada descoberta por esse escritor maravilhoso”, lembra. Na época, Candé escolheu cinco contos que mais gostava de livros diferentes, fez um roteiro para o teatro e ligou para Caio solicitando autorização para montar a apresentação. “Do outro lado Caio ria de mim e dizia, ‘18 anos?’ Eu falei a ele, porque você não lê o que eu fiz para ver se ri ou não?”. Caio concordou e passou o endereço de Porto Alegre, onde morava. Um mês depois, quando Caio ligou perguntando se fora mesmo Candé quem havia feito a adaptação e se tinha mesmo 18 anos, foi a vez de Salles rir. “Ele perguntou se eu conhecia o diretor Gilberto Gawronski, gaúcho que mora no Rio e disse que se ele aceitasse dirigir a peça ele autorizaria a montagem”.
Gilberto aceitou, e com Natália Lage, Suzana Pires, Maurício Branco e Henrique Farias o elenco estava formado. Caio foi ao Rio no início de 1994 e ficou uma semana com o elenco. Assistiu aos ensaios dando opiniões a Gilberto. “Eu ficava olhando pro Caio agradecido por estar trabalhando com ele e pensei que se eu fizesse meu trabalho com dedicação a vida me aproximaria de meus ídolos e era isso que tinha acontecido”, confidencia Candé lembrando como foi aquela temporada. “Na estreia da peça em Fortaleza, Caio foi junto. Ficamos perto. Dividimos almoços, jantares, pegamos sol na piscina do hotel e falamos de vida, arte, música e de Caetano. De Fortaleza, Caio voltou para Porto Alegre e seguimos com a peça viajando pelo Brasil”. Candé ressalta que Caio era engraçado e delicado. Tratava a todos sempre com muito carinho. Depois disso, Caio adoeceu e acabou por falecer, vítima da AIDS, em 1996. “Fomos, no dia de sua morte, à praia do Arpoador rezar por ele. Caio partiu me deixando um vazio por dentro. No ano seguinte fui estudar cinema e descobri que era isso que eu queria para a minha vida. Comecei a trabalhar em uma produtora e conhecer as pessoas do meio cinematográfico”. E foi em um evento do diretor Cacá Diegues que Candé conheceu Caetano e se tornaram amigos. “Em 1998 Caetano fez uma festa de aniversário e me convidou, levei pra ele um exemplar de ‘Morangos Mofados’. Acho que Caio gostou disso. Penso que depois que conheci Caetano essa dor, da falta de Caio, amenizou. É da natureza da dor parar de doer, diria Caio”. Emocionado, Candé ressalta o carinho ao lançar o filme sobre o amigo. “É com muito amor que conto a história desse escritor que a vida colocou, e tirou tão rápido de perto de mim. Vou com o filme rodar os festivais de cinema e depois ele passará na TV. Espero que todos o vejam, torço para que gostem e fiquem com vontade de ler um livro dele”.
“Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeuse no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva” Paolla Oliveira Trecho do filme
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SIRON FRANCO GÊNIO CRIA, EDUCA E CONSCIENTIZA A PARTIR DE SUAS OBRAS. Por Dida Brasil
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dida.brasil@gmail.com - Fotos: Maximiliano Müller e acervo Siron Franco
intor, desenhista e escultor, Siron Franco nasceu em Cidade de Goiás (Goiás Velho), GO, passou a infância e adolescência em Goiânia. Reconhecido internacionalmente, com várias exposições e obras espalhadas por museus da Europa e Estados Unidos, figura também em muitas coleções particulares e ocupa lugar de destaque no Brasil com um trabalho genial que vai além da arte, alcançando o despertar do consciente coletivo para importantes causas sociais e ambientais. Com uma criatividade latente, Siron utiliza tudo que está à sua volta como fonte de inspiração. Seus insights para o trabalho surgem a todo instante, e talvez por isso, tenha destruído boa parte de suas obras para, logo em seguida, reinventar tudo de forma absolutamente nova. Organizado, registra quase tudo que produz ainda em processo de criação, por isso tem ideia da quantidade
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de peças produzidas que somam, atualmente, mais de três mil obras, além de instalações e interferências representadas nos mais importantes salões e bienais internacionais. Animado, cria o tempo todo e, na medida em que conversa, novas ideias vão saltando de sua mente, enquanto caminha muito à vontade em seu imenso ateliê em Goiânia, onde recebeu a equipe da VIU?. Num bate-papo descontraído, Siron falou com exclusividade à revista sobre a exposição que prepara em homenagem aos seus setenta anos. Apresentou algumas peças em ouro que terão destaque na mostra que será uma retrospectiva de seu trabalho durante todos esses anos e deverá ficar pronta em 2017, com início no Rio, seguindo para demais estados. Acompanhe nas próximas páginas alguns trechos da conversa.
ENTREVISTA
“Portas” - 111 Portas da extinta Casa de Detenção do Carandiru foram arrancadas do pavilhão cinco por Siron Franco para a mega-instalação. Fixadas de pé e formando uma espécie de grande labirinto, as portas apresentam desenhos de dragões, santos, símbolos de futebol, mitos profanos e sagrados feitos pelos próprios moradores das celas. (2002).
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V? Você é um artista de vários talentos. suas criações vão da pintura, desenho e escultura a grandes instalações que abordam temas polêmicos. Como é desenvolver tudo ao mesmo tempo? Me alimenta essa coisa de mexer com meios diferentes. Muitas vezes estou aqui no ateliê trabalhando em algo e, de repente, vou para outra obra que às vezes já estava pronta. Antes eu queimava, agora eu desmancho e, em cima da matéria branca, fica a oportunidade para tentar outra coisa. Entendo que o novo é algo que ninguém fez. Repetir a técnica não é novo, e nesse desmanchar a gente encontra uma solução nova. Gosto de fazer tudo, e agora estou fotografando também. Na verdade sou um aprendiz. Acho que a pior coisa do mundo é ser mestre porque ele sabe tudo e é muito bom ter o que aprender todos os dias. V? Você chegou a destruir muitas obras. O que o incomodava? Queimei muitas coisas na época da faculdade. Achava que aquilo era apenas um estudo e sempre senti que minha vida seria essa. Ainda tenho isso de vir para o ateliê com liberdade e pensando em destruir tudo que fiz ontem. Naquela época queimei tanto, que das paisagens que fiz sobraram só umas cinco. Outra coisa legal é que mexendo aqui no ateliê percebi que tem quadros que não via há 17 anos, e nesse período eles ficaram prontos. São obras que nasceram antes do tempo e, por isso, ficavam viradas para a parede. V? Tem ideia de quanto já produziu? E como é a correria de expor em tantos lugares? Sim. Tenho fotos e documento tudo. Entre cerâmica, desenho, gravura e pintura, umas três mil obras. Tenho muitas peças em museus do Brasil e do exterior, além dos colecionadores. Também faço muitas doações aos museus. Houve uma época em que vinha fazendo exposição a cada dois anos, mas desde 1995 tenho dado um break, não no trabalho, mas no que mostro. Estou dando mais tempo para mim. Estava correndo muito, e um dia acordei sem saber onde estava, com um branco total. Estava viajando mais do que ficava no ateliê. Ao perceber isso, parei e fiquei onze anos sem expor.
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V? Você foi peça fundamental quando ocorreu o acidente do Césio em Goiânia. Como foi mobilizar artistas para ajudar na causa? Ouvi a notícia e me envolvi muito. Fiz uma série que se tornou uma grande exposição para mostrar que Goiânia estava passando por algo muito grave, e as pessoas da cidade sofreram preconceito. O acidente do Césio-137 foi o maior desastre nuclear ocorrido no mundo fora de usinas nucleares. Trabalhei muito, mas os colecionadores de arte ficaram com medo de que a terra goiana, usada nas telas, emitisse radioatividade. Conseguimos unir a classe artística e surgiram manifestações de solidariedade de todo o país. Exigimos informações e cuidado do governo. V? Em suas exposições há participação de crianças, envolvimento da comunidade. Como você trabalha essas ações que integram suas mostras? Costumo acrescentar ações às minhas exposições. Uma que gostei muito foi em 2006, quando expus no Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Lá trabalhei com meninos do morro do Alemão junto com os do projeto Sociedade Viva Cazuza, portadores do vírus da AIDS e filhos de colecionadores. Entendo que é necessário ter esse intercâmbio para haver interação entre classes sociais diferentes e crianças doentes. Eu não falo nada, só pergunto se já trabalharam com tinta, então introduzo algumas informações e eles criam sozinhos. Percebi que a criança que está doente pinta coisas mais idílicas, a paisagem, o sol, a vida. As crianças ricas e do morro estão preocupadas com a violência, a morte. Foi uma lição. Então acrescento o que eles criam às minhas exposições. Sempre tive a preocupação de fazer ações que envolvam a comunidade. Acredito que sem o envolvimento da criança não teremos um país melhor. V? Você já foi adepto do Santo Daime. Segue alguma religião? Como é a questão da espiritualidade em seu processo de criação? Dá pra misturar fé, criação, trabalho? Que as pessoas nascem com essa loucura de pintar, esculpir, cantar? Eu não consigo ficar sem trabalhar. Acho que consegui não perder o encanto
pela criação, de olhar a mesma coisa e rever conceitos. Isso é muito gostoso, porque a gente acorda e não sabe nada, tem que aprender tudo de novo. Usei o Daime, mas nunca, em momento algum, pensei em espiritualidade. V? Uma de suas características é criar intervenções que chamam a atenção, conscientizam e se dissipam sozinhas.. Esse foi o objetivo da exposição “O Desaparecimento das Abelhas”? Sim. Vi uma matéria sobre o desaparecimento das abelhas e o filme “Mais que Mel”. Fiquei impressionado e preocupado com a situação desse declínio causado por uma síndrome recentemente descoberta. Então a ideia foi cobrir o Instituto Rizzo com 2 mil abelhas que vão permanecer nas paredes enquanto o material resistir. Com o tempo vão desaparecendo da mesma forma que está acontecendo na natureza. O objetivo é fazer a sociedade pensar seriamente, os cientistas também, sobre como se pode plantar sem defensivos agrícolas que afetem esses insetos, porque nossa vida depende deles. V? Muitos artistas enfrentam dificuldades para conseguir viver de sua arte. Às vezes é necessário aliar outra atividade para conseguir fazer o que gosta. Você também passou por isso? Está acontecendo um fenômeno interessante. Hoje essa pintura acadêmica que a classe média comprava já não sai mais, as pessoas estão em evolução, estão mais antenadas. Eu também tive de fazer algumas Madonas para não ter que adocicar meu trabalho. Preferi inventar algo que sabia estar no subconsciente coletivo e que era vendável. Durante um período isso me perturbava, mas pensei “Qual é o problema?”, Piet Mondrian fazia flores para vender e hoje o trabalho dele vale milhões. É claro que também paguei o preço, mas a venda das Madonas me permitia continuar a fazer meu trabalho. E hoje, todas as instalações que exponho, as ações de conscientização, são por minha conta, não têm patrocinadores. Acho que se eu tiver patrocínio para falar do meio ambiente, por exemplo, não seria uma ação de contribuição. Isso é algo que gosto de fazer. Eu ganho dinheiro com pintura e escultura, mas todo o resto é uma contribuição minha
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Algumas peças que vão compor a exposição de aniversário de Siron, em 2017.
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para a sociedade. V? Você está o tempo todo ligado às causas sociais. O que pensa sobre essa onda de protestos em todo o país? Sempre, à minha maneira, protestei. Acho ótimo que a sociedade brasileira tenha descoberto isso. Perigoso é o vandalismo, porque protestar é um direito nosso, mas a depredação é retrocesso. É necessário criar novas formas de protesto. Fiquei de organizar com os Direitos Humanos uma manifestação para reforçar a Lei Maria da Penha. faríamos em todos os estados, na mesma hora, grandes círculos de mulheres com velas acessas. Outra forma de protesto seria, por exemplo, ninguém sair às ruas em São Paulo, por 6 horas, 12 horas.
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Seria ótimo até porque economizaria. Às vezes uma passeata silenciosa tem uma força gigantesca. Estamos passando por uma crise ética. As pessoas entram para suas casas, fecham suas portas, não limpam o quintal da frente porque não é seu. Isso é ruim para todos. O homem só chegou até aqui porque houve cooperação desde a Pré-história.
Salvador, feito com 16 toneladas de latinhas em formato de figuras rupestres em 600 metros de paredão. Outra obra destruída por vândalos foi o “Monumento às Nações Indígenas” que era formada por grandes placas de concreto cujo conjunto formava o mapa do Brasil, instalada em Aparecida de Goiânia.
V? Quanto ao vandalismo, algumas de suas obras instaladas pelo Brasil sofreram depredações. Como se sentiu quando recebeu a notícia de que todas as peças do painel “Rupestre Baiano” foram roubadas?
V? A Chapada dos Veadeiros, em Goiás, enfrenta a ameaça de ser transformada em gerador de energia a partir da implantação de sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ao longo do Rio Tocantinzinho. Qual a sua opinião sobre o assunto?
Fiquei paralisado quando soube. Roubaram tudo em onze anos. Foi um projeto que doei para a cidade de
Acho um absurdo. Antes de qualquer coisa, as autoridades deveriam ouvir um cientista da área, as pessoas que
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“As antas” – Esculturas em gesso e pedra, inicialmente afixadas em frente ao Congresso, tiveram de ser retiradas e instaladas em frente ao Teatro Nacional. A intenção do artista era protestar contra o perigo da extinção dos animais, mas alguns deputados deduziram ser uma crítica à atuação deles e aos governantes. Recebeu milhares de visitantes e as crianças adoraram. (1986).
Dida Brasil conversando com Siron Franco.
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entendem do que se trata. A questão envolve uma série de fatores; as hidrelétricas têm vida curta porque vão assoreando a região. A minha relação com a água vem desde criança, quando ouvia meu pai dizendo que o mais importante não era ouro, e sim a água. Esses projetos não podem
ter apenas a visão de pesquisadores do governo, é necessário ouvir a comunidade, sociedade civil. Tem muitas organizações que trabalham seriamente. Acho que o governo tem que ouvir quem entende do assunto. A velocidade de destruição do planeta é grande.
“Caixões” - Instalação formada por 1020 caixões de bebês pintados de verde, amarelo, azul e branco, que formavam uma vergonhosa bandeira brasileira que motivou a mídia a colocar em destaque os assustadores números da mortalidade infantil. (1990).
“Fezes” - Liteira de 2,5 metros de comprimento, constituída por centenas de fezes produzidas com resina, madeira e serragem. Produzida para vinheta de filme, visava alertar para o nível de coliformes fecais encontrados na água. Na época da violação do painel do Senado, Siron atendeu ao pedido de levar a obra a Brasília. Tamanho foi o constrangimento que o protesto durou só duas horas. Nas entrevistas, Siron apontava os senadores que, na sua opinião, eram os verdadeiros “autores” da obra: “Essa obra escatológica não é minha. É deles”.
“Enxadas” – A instalação apresenta repertório do trabalhador brasileiro, o sentimento religioso expresso com imagens de santos da igreja católica colocadas sob radiografias que ilustram parte do corpo humano. (1999).
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Revista VIU? - abril 2015 Avenida Brasília, 996, Formosinha - (61)3642-2514 / 96251231
Direito
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A Constituição Federal ao tratar “Dos Direitos e Garantias Fundamentais” (Título II), no Capítulo I (Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos), considera especificamente o direito do autor. Por Santiago Ferreira
santiagofribeiro@hotmail.com
O art. 5° - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
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Direito Autoral no Brasil está regulamentado pela Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Ele tem como principal objetivo a proteção da expressão de idéias, reservando para seus autores o direito exclusivo sobre a reprodução de seus trabalhos. Entende-se por Direito Autoral a proteção de trabalhos publicados e não publicados nas áreas de literatura, teatro, pintura, escultura, filme, trabalhos visuais de arte, incluindo fotografias e os softwares, música e coreografias de dança. A Biblioteca Nacional é a instituição responsável pelo registro de obras literárias e artísticas definido na Lei 5.988/73, aceitando o registro de textos dos mais diversos gêneros literários, técnicos e científicos; como também de criações musicais, teatrais, para cinema e televisão, história em quadrinhos e personagens desenhados; e outras produções publicitárias e para publicações periódicas, porém o registro na Biblioteca Nacional é facultativo. A proteção aos direitos do autor independe de registro, diferentemente do que acontece, por exemplo, com a patente ou outros instrumentos de propriedade industrial. A controvérsia sobre a quem pertencem os direitos autorais sobre a obra publicitária? Ao criador, ao cliente anunciante, à agencia de propaganda. A Lei anterior n° . 5.988/73, assim preconizava em seu Art. 15 e Art. 36;
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A Lei anterior n° . 5.988/73, assim preconizava em seu Art. 15 e Art. 36; Art. 15 quando se trata de obra realizada por diferentes pessoas, mas organizada por empresa singular ou coletiva e em seu nome utilizada, a esta caberá sua autoria . Art.36 - se a obra intelectual for produzida em cumprimento a dever funcional ou a contrato de trabalho ou de prestação de serviços, os direitos do autor, salvo convenção em contrário, pertencerão à ambas as partes, conforme for estabelecido pelo Conselho Nacional de Direito de Autor”.
Estes dispositivos da lei anterior criavam certos questionamentos, inclusive com decisões judiciais divergentes entre si, reconhecendo a titularidade exclusiva da agência quanto aos direitos patrimoniais, e outras a cotitularidade também do autor, pessoa física. A Lei Autoral vigente 9.610/98, quem é o titular dos direitos autorais sobre a obra publicitária? A nova lei autoral trouxe significativas alterações em relação à anterior, protegendo substancialmente o criador, pessoa física, em relação à obra publicitária elaborada individualmente, ainda que realizada por funcionário da Agência, a titularidade autoral, tanto moral, quanto patrimonial, é exclusivamente do criador, pessoa física. Salvo melhor entendimento e de acordo com a interpretação legal, os direitos autorais patrimoniais pertencerão sempre à agência de propaganda no caso de obras coletivas (sendo os morais aos criadores) e, em se tratando de obra individual, ao criador (tanto no aspecto moral quanto patrimonial). Essa regra é excetuada quando o criador cede os direitos autorais, de forma total e definitiva, à agência. Além disso, é bastante comum que, junto
com o contrato de trabalho, seja ele através de vinculo trabalhista ou não, o prestador de serviços (criador) ceda os direitos autorais sobre trabalhos futuros (além dos já existentes), desde que tais trabalhos sejam criados em prazo inferior a cinco anos ou durante o vínculo laboral, se inferior a esse prazo. Tal cessão é absolutamente legal e expressamente prevista na Lei de Direito de Autor. Por outro lado, ao cliente anunciante não cabe qualquer direito autoral, a não ser que também a ele sejam cedidos os direitos autorais patrimoniais sobre o trabalho criado, direitos esses de utilização, sem a possibilidade de alteração de seu conteúdo e estrutura, a não ser mediante prévia e expressa autorização da Agência e dos criadores. No caso de obra publicitária organizada pela agência de publicidade e que tomou a iniciativa de criá-la e produzi-la, ainda que por solicitação do cliente, certo é que se houver a coparticipação de terceiros fornecedores e criativos, terão eles, nos limites de suas criações, a titularidade do direito autoral moral e patrimonial. Conforme verificamos uma obra publicitária, pode ter não só um titular de direitos autorais, mas vários, considerando seus diferentes aspectos.
Santiago Ferreira Ribeiro, Advogado inscrito perante a OAB/DF sob n° 16.628, natural de Cruz Alta/RS, atualmente exercendo mandato de vereador em Formosa.
comportamento
A cara das manifestações o brasil vai às ruas
Fotos: Luiz Diogo www.luizdiogo.com
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beleza
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esporte
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GOIÁS INICIA TEMPORADA DE VELOCIDADE Garra, força de vontade e muitos amigos ajudam piloto de motovelocidade a seguir seu sonho. Por Dida Brasil
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Este ano, com a ajuda dos patrocínios, o foco é trabalhar muito para ser campeão do campeonato goiano, visando o campeonato brasileiro de motovelocidade 2016”
dida.brasil@gmail.com
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ecorde de público, a temporada 2015 do Goiás MotoGP, considerado um dos principais campeonatos de motovelocidade do país teve início em Goiânia. Ao todo serão seis etapas divididas em oito categorias que serão disputadas até fim do ano. Na primeira, mais de 90 pilotos entraram na pista do Autódromo Internacional e levaram à loucura as mais de sete mil pessoas presentes a abertura do campeonato. Um dos destaques da competição é o goiano Neuber Júnior, de Morrinhos, que atualmente vive em Brasília. Ele vem se sobressaindo pela garra e força de vontade, contornando barreiras e pilotando em alta velocidade. Neuber relata que começou no esporte em 2012 por conta própria e com muita dificuldade. No decorrer do período passou a contar com a colaboração dos amigos que colaboram com o patrocínio permitindo sua participação nos campeonatos. “Tenho nove amigos que me ajudam. Para
a primeira etapa do campeonato consegui R$ 3,9 mil para inscrição, pneus, combustível, etc. Mas, para permanecer na ponta são necessários cerca de R$ 5 mil”, ressalta o piloto que compete com uma Susuki 1000, ano 2011. Com boa atuação no campeonato, Neuber conquistou na primeira etapa 25 pontos na categoria Super Bike Light. A expectativa é que consiga mais nas etapas seguintes. “Este ano, com a ajuda dos patrocínios, o foco é trabalhar muito para ser campeão do campeonato goiano, visando o campeonato brasileiro de motovelocidade 2016”, garante. Para o piloto, participar do campeonato na capital vizinha, é uma forma de continuar no esporte já que o Autódromo de Brasília não tem data para ficar pronto. “Me sinto triste com a destruição do Autódromo. Se não iam reformar poderiam ter deixado como estava, mas esperança do brasileiro e a última que morre. Estou torcendo para que reiniciem logo as obras”.
Neuber Júnior.
BRASÍLIA – A capital Federal vive a expectativa de retomar as competições, mas com as obras paralisadas, o Autódromo Internacional de Brasília fica impossibilitado de receber eventos. O Campeonato Capital de Motovelocidade promovido pela Capital Racing e supervisionado pela Federação do Motociclismo do DF (FMDF), realizado anualmente esta sem definição de calendário. Outros eventos também de grande porte foram cancelados com base nas análises do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) que apontaram irregularidades nas obras, o que acarretou a paralisação da reforma. Contudo, a FMDF garante que até meados deste ano, as obras estarão concluídas. “Tenho conversado com os técnicos da Novacap. O órgão esta refazendo os orçamentos da licitação para complementar o que falta. A expectativa é que em um mês recomecem as obras com previsão para finalização em julho deste ano”, informou o presidente Carlos Senise.
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A escola se reconstrói e prossegue em seu papel de fazer as pessoas, a comunidade e a sociedade evoluírem constantemente. Projeto Cultural - Luz - Câmera - Ação Entre sentimentos e monumentos.
/Colegiovisaoformosa
/Colegiovisaooficial
Turismo
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VOO DE BALÃO NA CHAPADA Por Dida Brasil
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didabrasil@gmail.com - Foto: Ion David
ma das regiões mais exuberantes do planeta, paraíso ecológico que reúne imensa biodiversidade da fauna e flora do Cerrado brasileiro, a Chapada dos Veadeiros com suas grandes montanhas, canyons, minas de cristal, rios, córregos, piscinas naturais, corredeiras, cachoeiras e extensos jardins agora pode ser observada de cima, em um inesquecível voo de balão. O passeio de balão proporciona emoções diferentes para os amantes da natureza que podem apreciar a vista panorâmica em ângulos privilegiados. O tempo para realização da atividade é de aproximadamente três horas. No alto, o voo dura uma hora, com decolagem em local próximo à cidade, a partir das 6 h
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da manhã e pouso geralmente próximo ao Morro da Baleia. No percurso, um fantástico sobrevoo pelos pontos mais incríveis da Chapada dos Veadeiros, com vista para os limites do Parque Nacional, como a Serra das Cobras e Morro da Baleia. A Travessia, empresa pioneira em ecoturismo na região, é responsável pela empreendedora ideia de trazer o balonismo para a Chapada, como forma de proporcionar novas experiências aos visitantes e tem como piloto o engenheiro florestal Filipe Tostes, que é balonista profissional, amante da natureza e da magia do voo com ar quente. Em 2014, o piloto conquistou o mais importante Festival de Balonismo da
América Latina, em Torres, no Rio Grande do Sul, e já acumula participações em mais de 100 eventos ao redor do mundo. Tricampeão brasileiro como navegador, trabalhou com voos turísticos em empresas espanholas, inglesas, suíças, belgas e holandesas.O balão tem capacidade para quatro pessoas mais o piloto. A atividade fica condicionada às condições climáticas. Para quem deseja participar desta aventura, o valor do passeio custa R$ 500 por pessoa.
Informações: www.travessia.tur.br travessia@travessia.tur.br 62 3446 1595
Foto: Ion David
turismo
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Ensaio poético Por Dida Brasil
didabrasil@gmail.com
P A Perigo
Iêda Vilas Bôas Doutora pela Univerdidad Henrique Guzmán y Valle - Perú, poeta e escritora. Com 31 anos de exercício em Educação Iêda é Mestre em Literatura pela UnB, regente de classe em Goiás e DF, em todos os níveis de ensino em escolas estaduais e particulares; auxiliar de biblioteca, coordenadora pedagógica, instrutora, escritora e revisora de textos. Seu foco na prática pedagógica para que a Língua Portuguesa sirva de instrumento ao exercício pleno da cidadania, mobilidade e inclusão social.
oemas da escritora Iêda Vilas Bôas e telas da artísta plástica Hebe Fagundes em uma releitura da “oficina poética” publicado no jornal Diário da Manhã de Goiânia, em 01/02/2015.
De soslaio Eu te vi Você estava, terrivelmente, lindo. A me lembrar Que o nosso amor Já era findo! De soslaio Estremeci E você estava, terrivelmente, lindo. A me lembrar Seu sorriso de canto O seu olhar de absinto! De soslaio Eu percebi Você estava, terrivelmente, lindo. A me lembrar Que por mais que eu não queira Meu amor, estou a perigo!
hebe fagundes Artista e obra se fundem no jogo intelectual. Sua técnica mista experimental, resulta em cores vibrantes que recordam personagens de seu imaginário infantil. Mais de 20 anos de intimidade com a linguagem cênica apresenta arquétipos que simbolizam a infância, a ludicidade, a originalidade e a beleza pueril de sua terra Formosa. Formada e com especialização em Artes pela Faculdade de Artes Dulcina de Mores, é atriz, bailarina, diretora, sonoplasta, coreógrafa. Essas borboletas... Revista VIU? - abril 2015
personalidades
A marionete
A Rotina Todo dia Essa senhora Soberba e estável Gorda e reluzente Acomoda-se à minha frente. Monstro implacável: Com sutileza Já devorou De minha família Os Vilas Boas, os Oliveira Os Silva, os Pereira... Um a um Engolidos, triturados, macerados feito pó. E ainda agora Bicho de pé Carpinteiro Vem furando, esburacando Os meus sonhos Fincados na lua. Já estragou a alegria O erotismo A magia Até a fé de quem não tinha A Rotina: Monstro implacável Abre sorriso e Debalde Em luta vã Peleja comigo.
Imperfeita vida Punhal Lâmina fria Aço cortante Na carne endurecida Peleja vivida - Ferida! Força mais que devida Dilacera , remexe, sangra, Dolorida - Ferida! Fundo nas profundezas Não se importa com a saída Solitária - Ferida! Do peito e da pretendida Rasga, abre e retira O Coração Desvairada - Ferida! Veste o verbo Palavras doídas Lavras de tempo perfeito Nesta cruzada - Ferida! Envolto Em palavra certeira Complexa missiva. Flecha. Chaga aberta - Ferida! Certeza mais que perfeita Fino fio da teia Cortado. Dilacerado. Rasgado. Ah, Essa imperfeita vida! Bolhas de sabão
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personalidades
Passou
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O amor passou por mim, Quis plantar morada, fincar raízes, Esticar um puxadinho... Ampliar a varanda e a sacada. Amor vadio. Sonhador. Insensato. Não sabe que minha arquitetura Não permite este regalo?
Pierrot
Passou Um (des)conhecido chega e, de repente Sem ser visto, ouvido ou sentido Apregoa poemas de amor... Luxúrias... gentilezas... Deveria ser somente um anônimo que passa, Um simples pensamento, um sonho... fumaça. Mas fica, permanece e me devassa! Deixa com calores, odores... E eu aqui a cismar com as estrelas Fazendo planos, tecendo sonhos... Ah! Um homem assim... Eu quero pra mim!
A Sussa
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finanças
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FIQUE EM DIA COM O LEÃO Por Jean Calvoso
jean.calvoso@hotmail.com
T
odo início de exercício é tomado pela necessidade de prestar contas, ou seja, fazer a declaração do Imposto de Renda à Receita Federal do Brasil. Por isso, reunimos nesta matéria informações objetivas para facilitar o entendimento na hora de ajustar as contas com o leão:
1
Quem está obrigado a declarar: - Pessoa física que recebeu rendimentos tributáveis, cuja soma anual foi superior a R$ 26.816,55; (salários-inclusive férias, aviso prévio, proventos de aposentadoria, gratificações, remunerações de estagiário, prestação de serviços, honorários profissionais entre outros); - Pessoa física que recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00; (ajudas de custo, alimentação, transporte e uniformes fornecidos pelo empregador, auxílio-alimentação e auxílio-transporte, benefícios recebidos por deficientes mentais, prêmios de loterias, títulos de capitalização, cadernetas de poupança e entre outros); - Pessoa física que teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2014, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00; - Pessoa física que exerce atividade rural com receita bruta anual em valor superior a R$ 134.082,75; - Pessoa física que passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição se encontrava em 31 de dezembro de 2014.
2
3
Quem está dispensado de declarar: - Pessoa física que conste como dependente em declaração apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos caso os possua; - Teve a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, quando os bens comuns forem declarados pelo cônjuge, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda R$ 300.000,00, em 31 de dezembro de 2014. Quem poderá figurar na declaração como dependente: - Companheiro com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge; - Filho ou enteado, de até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho, ou até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau; - Irmão, neto ou bisneto, sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, de até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física e/ou mentalmente para o trabalho ou até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola
técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos; - Pais, avós e bisavós que, em 2014, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 21.453,24; - Menor pobre, de até 21 anos, que o contribuinte crie e eduque, desde que detenha sua guarda judicial; - Pessoa absolutamente incapaz da qual o contribuinte seja tutor ou curador.
4
Do prazo: - De 2 de março a 30 de abril de 2015. Da declaração entregue fora do prazo:
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- Existindo imposto devido, multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, incidente sobre o imposto devido, ainda que integralmente pago, observados os valores mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto devido; - Inexistindo imposto devido, multa de R$ 165,74. Caso existam dúvidas em relação à prestação de contas (declaração), procure um contador ou escritório contábil, com profissionais habilitados. Estes profissionais são os mais indicados para responder as dúvidas quanto ao Imposto sobre a Renda.
Erros comuns - Não é declarada uma das rendas da pessoa física quando a mesma exerce atividade em mais de um local, inclusive aposentadorias; - São declarados dependentes sem a inclusão de suas rendas e bens; - Despesas médicas sem comprovação; - Divergência entre o valor declarado pela empresa e pelo contribuinte; - Falta da informação em relação a aluguéis pagos; - Falta da informação de recebimento de pensão alimentícia.
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saúde
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DOENÇAS RARAS Por Dida Brasil
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Stanley Abdão
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Senador Romário e Deputada Mara Gabrilli
DIA MUNDIAL DE DOENÇAS RARAS é comemorado no dia 28 de fevereiro em mais de 60 países. Em Brasília, a data foi lembrada pela Câmara dos Deputados no dia 25, com importante evento, com vários especialistas falando sobre o assunto. Promovido pelo senador Romário, em parceria com a Associação Maria Vitória (AMAVI), foi uma homenagem aos pacientes, familiares e cuidadores afetados por esses males, que no Brasil atinge milhões de pessoas. Na ocasião, Romário ressaltou a falta de informação da população e até dos servidores da saúde como um dos grandes entraves para a melhoria do atendimento a esses pacientes e, mais uma vez, se posicionou com defensor da causa. “Se o problema é a falta de recursos, vamos atrás. Se precisar formar pessoas, vamos formar. Se faltam espaços para tratamento, vamos construir novos prédios. Acumulamos muitos avanços ao longo dos anos, mas precisamos de mais”. As doenças raras somam cerca de oito mil tipos e atingem de 6% a 8% da população mundial. No Brasil, aproximadamente 15 milhões de pessoas sofrem com essas enfermidades, algumas de origem genética, outras causadas por alergias, infecções bacterianas ou virais que, na maioria das vezes, manifestam sintomas crônicos, graves, degenerativos e elevado risco de morte além do fato de terem diagnóstico difícil e tratamento caro. A falta de conhecimento médico e científico causa grande sofrimento aos Revista VIU? - abril 2015
Doenças raras atingem de 6% a 8% da população mundial, somando mais de oito mil tipos e só no Brasil, aproximadamente 15 milhões de pessoas sofrem com essas enfermidades seja pela falta de informação, diagnóstico errado ou preconceito.
Pedroca e sua mãe
pacientes. Famílias ainda se angustiam com a escassez de medicamentos que, devido à baixa demanda, são pouco atrativos para a indústria farmacêutica. A conscientização para reconhecimento precoce dos sintomas é importante e exige atenção da comunidade médica e da família. O Ministério da Saúde definiu a portaria 199 em 2014 normatizando a política nacional de doenças raras com diretrizes para atenção integral e incentivos financeiros para serviços especializados ao tratamento, mas os parlamentares que se debruçam sobre o assunto e dão alento aos que necessitam de atenção garantem que há trechos que precisam ser revistos no texto. Um dos temas do evento foi a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), com a palestra do professor titular do departamento de Neurologia da FMUSP, Gerson Chadi que comemora o desenvolvimento das pesquisas no desenvolvimento com neurônios motores para o tratamento de pacientes com ELA. No entanto, lembra que ainda há muito que avançar nas pesquisas e tratamento. Uma das lutas do médico é pela construção do Centro de Terapia Celular do Hospital das Clínicas de São Paulo. A unidade pode funcionar como referência para todo o Brasil.
A Associação Brasileira Lutando Contra ELA (ABLA) esta otimista com as informações que começam a ser disseminadas sobre a doença. O presidente da entidade, Stanley Abdão, que tem ELA há três anos, explica que a enfermidade acomete os neurônios motores deixando de mandar estímulos aos músculos, acarretando a atrofia. “Entre os sinais da doença, cuja origem ainda não foi descoberta, estão perda da força, atrofia e endurecimento dos membros. ELA evolui rápido levando ao óbito no prazo de dois a cinco anos dependendo do local onde for diagnosticada”, ressalta. Stanley luta para promover mobilização nacional com o objetivo de incentivar pesquisas. Ele tem esperança de que com os estudos a doença, mesmo que não tenha cura, passe a ser crônica, podendo ser tratada. O seminário também trouxe a bela história do Pedroca, paciente de uma síndrome rara conhecida como AIicardi-Goutieres, que o fez perder os movimentos. A mãe de Pedro, Karolina Cordeiro, aproveitou o evento para lançar o projeto “Muda do Afeto”, com cartilhas, livros infantis, vídeos e músicas para ensinar às pessoas a enxergar o outro sem estranhamento, com amor.
CINEMA DIFUNDE INFORMAÇÕES SOBRE ELA – O filme “A Teoria de Tudo” que aborda a Esclerose Lateral Amiotrófica deu ao britânico Eddie Redmayne, de 33 anos, o Oscar de melhor ator. Ele interpreta o físico Stephen Hawking, considerado o cientista mais famoso do mundo e “sucessor” de Albert Einstein, conhecido também por ter ELA.
quem viu?
Argentina Martins assume Secretaria de Educação Graduada em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas e Pedagogia pelo Uniceub e Especialista em Educação Rural, a vice-prefeita Argentina Martins assumiu a Secretaria de Educação de Formosa. Dona de sólida carreira no sistema educacional do Distrito Federal e de Formosa, onde se destaca, desde 1996, como defensora do ensino gratuito e de qualidade, tem como principais metas para a gestão à frente da pasta, a diminuição de gastos a partir de adequação financeira e potencialização das oportunidades.
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FORMOSA É TEMA DE FEIRA EM BERLIM Com o objetivo de atrair novos olhares para aquecer o turismo da região, a Secretaria de Turismo de Formosa participou da 49ª edição da Bolsa Internacional do Turismo (ITB), maior feira mundial do gênero, que movimentou, de 4 a 8 de março, negócios avaliados em 7 bilhões de euros. No pavilhão de exposição, junto a Formosa outros 70 expositores do Brasil. Ao todo, mais de 10 mil expositores de 186 países concentraram-se nos 26 pavilhões da feira, que recebeu 175 mil visitantes, incluindo 115 mil profissionais do setor de turismo. Nesse período, 23 mil profissionais participaram de duzentas palestras, debates e workshops. Também compareceram à ITB 4.127 delegações estrangeiras, três chefes de Estado, 47 ministros do exterior ou responsáveis pela pasta de Turismo, 11 vice-chanceleres e 38 secretários de Estado e milhares de jornalistas de 75 países.
Imposto cidadão Visando incrementar a arrecadação municipal, a Prefeitura de Formosa lançou o programa Imposto Cidadão. Agora, notas fiscais, comprovantes de pagamentos de impostos (IPTU, ISSQN, Alvarás, etc.) poderão ser trocados por cartelas e concorrer a prêmios. A exigência é que elas tenham sido expedidas a partir de 1º de janeiro de 2015. “Esse é um trabalho de educação fiscal que a Prefeitura vem fazendo para que o contribuinte mantenha em dia suas obrigações com o município e em seguida exigir do empresário a Nota Fiscal. É importante porque quando o contribuinte paga o imposto esta taxa é aplicada em benfeitorias na coleta do lixo, compra de remédios, pagamento do gari, enfermeiro, médico, entre muitos outros”, informa o prefeito Itamar. Segundo o prefeito, o programa inédito na Prefeitura é também uma das medidas que visam retirar Formosa da lista do G-100, que são os 100 municípios brasileiros com alta vulnerabilidade socioeconômica.
Premiação
Instituto somar destaque empresarial Mais de 40 empresas formosenses receberam o prêmio do Instituto Somar - Publicidade e Pesquisa. Um reconhecimento profissional aos grandes benefícios prestados a nossa comunidade. O evento aconteceu na Churrascaria La Palma na última semana do mês de março, confira mais fotos dos premiados no facebook: www.facebook.com/somarpesquisa
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NATUREZA EM PERIGO Patrimônio Natural da Humanidade enfrenta ameaça de ser transformado em gerador de energia elétrica Por Dida Brasil
Fotos: Maria Paula
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É uma insanidade quererem aprovar o plano de manejo do jeito que foi escrito. A Chapada dos Veadeiros é o berço das águas do Brasil, lugar muito especial e delicado. Além das hidrelétricas vão fazer mineração de urânio dentro das terras dos Kalunga. A gente tem de se unir para não deixar passar essa história. É claro que um plano de manejo precisa ser implementado porque a região necessita ser viabilizada economicamente, contudo, existem formas mais inteligentes do que essa que só vai beneficiar grandes empresas. Temos de formar uma rede de apoio para fazer com que a região fique viável, mas com apoio aos pequenos fazendeiros, dar gás no turismo e aproveitar a vocação da região para o que tem de melhor. Quando a gente fala em APA tem que prestar atenção para fazer algo que tenha sentido em longo prazo. Com plantação de soja, por exemplo, tem que pulverizar agrotóxicos por via aérea e isso vai contaminar os rios, um perigo enorme para toda a região. Temos de tomar muito cuidado e ter equilíbrio na hora de tomar esse tipo de decisão” MARIA PAULA - Atriz, apresentadora de televisão e psicóloga. É cronista do Correio Braziliense e tem residência na Chapada.”
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erca de 200 quilômetros de Brasília, a Chapada dos Veadeiros, santuário ecológico em Goiás declarado Patrimônio Natural da Humanidade, enfrenta a ameaça de ser transformada em gerador de energia elétrica. Especialistas de várias áreas estão preocupados com as consequências que o projeto poderá causar ao meio ambiente e se mobilizam para tentar evitar a implantação de sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ao longo do Rio Tocantinzinho, um dos
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principais da região. A mobilização da sociedade teve início no ano passado, quando foi apresentado o plano para a construção das PCHs. Algumas atingiriam pontos que afetam diretamente o pato-mergulhão, ave aquática cuja espécie corre risco de extinção. Como o Ministério Público de Goiás foi desfavorável, o plano foi revisto ficando sete unidades que passam por análise da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura, Cidades e Região Metropolitana.
O plano de manejo que apresenta regras de exploração da região tem outros pontos polêmicos, além das hidrelétricas, visa a permissão para pulverização aérea de agrotóxico e regras para delimitação de zonas protegidas. O alvo das novas normas é a Área de Preservação Ambiental (APA) Pouso Alto, com 872 mil hectares, abrangendo os municípios de Colinas do Sul, Nova Roma, Teresina de Goiás, São João da Aliança, Alto Paraíso e Cavalcante.
gastronomia
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