Revista Nelore Grendene

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R E V I S T A

GRENDENE L E I L Ã O

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T O U R O S

E D I Ç Ã O 3 . J U L H O / A G O S TO 2 0 1 5

1000 TOUROS NELORE GRENDENE



Nelore Grendene Fazenda Ressaca - Cรกceres / MT


Projeto Gráfico Rica Comunicação

R. Uberlândia 148, Vila Rosa Pires Campo Grande - MS | CEP 79004-500 +55 67 3341.2215 | +55 67 3201.3020 facebook.com/ricacomunica www.ricacomunica.com.br Esta publicação não possui fins comerciais, sua distribuição é dirigida e faz parte da comunicação institucional do Leilão 1000 Touros Nelore Grendene.


Olhar clínico para pecuária moderna editorial

No Brasil, só verificamos, de fato, uma seleção técnica voltada para o melhoramento genético há, aproximadamente, 15 anos. Desde a década de 60, o que se valorizava na seleção zebuína era uma marrafa estreita, o comprimento do chanfro, se o cupim tinha formato de castanha de caju, se o rabo tinha boa inserção, além de uma superficial análise do umbigo e aspectos raciais. Nunca deram importância ao perímetro escrotal, à profundidade de costela e habilidade materna, que influenciam, diretamente, na reprodução e produtividade do rebanho. Com o surgimento de técnicas e com o avanço da ciência, os produtores rurais passaram a submeter os animais à programas de melhoramento genético, baseados em dados concretos, o que trouxe eficiência para a pecuária, nos âmbitos econômicos e de produção. E, apesar de, ainda, termos o que evoluir, podemos considerar que a pecuária nunca esteve tão tecnificada e com o potencial genético tão elevado. Com 33 anos de Nelore Grendene, pude verificar que manejo, nutrição e genética devem estar sempre atrelados e que influenciam diretamente no desenvolvimento genético do animal. E, mesmo com o avanço científico, não dispenso a análise que chamo de ‘olhar clínico‘, quando, de forma criteriosa, observamos a caractecrização da raça nelore, buscando multiplicar um rebanho dentro do padrão racial. Não abrimos mão disso e, por meio destas análises, desenvolvemos um controle de qualidade.

Ilson Corrêa Diretor Geral Nelore Grendene

Independente da metodologia adotada na seleção genética, o que deve ser priorizado, dentro de um plantel, são os animais produtivos, com boa avaliação. O produtor rural brasileiro precisa de animais equilibrados, com excelente ossatura, ligamentos, cascos fortes e bons aprumos, que contribuam com o deslocamento dos animais para que possam acompanhar as vacas com desenvoltura, independente da topografia do pasto em que está trabalhando. Essa genética produtiva e rentável, aliada ao manejo adequado com profissionais capacitados, é garantia de sucesso na criação. Pensando nisso, estamos trabalhando, diuturnamente, para apresentar a vocês lotes de excelência de uma pecuária moderna, com capacidade para ampliar sua produção e rentabilidade. Algumas das novidades do Grupo Nelore Grendene, e da terceira edição do Leilão 1000 Touros, você encontrará nesta revista. Portanto, o que desejo é a continuidade da nossa parceria, bons negócios, bom leilão e, a você, uma excelente leitura!


índice pág.

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OPINIÃO:

Milho de Paiol ou Touro Melhorador? William Koury Filho Diretor da BrasilcomZ

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Mais carne e menos custo Qualificação da equipe aumenta qualidade da produção

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o que o mercado precisa ? A abertura de novos mercados e o papel do pecuarista sob as perspectiva do JBS e do Grupo Nelore Grendene

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capa

A soja que multiplica a carne Primeiro ano de Integração lavoura-pecuária estimula a qualidade e a quantidade da proteína animal na Nelore Grendene

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Leilão 1000 Touros Quantidade com qualidade, a safra Grendene 2015 será ofertada no próximo dia 30 de agosto de 2015.


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04 expediente

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05 editorial

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depoimentos

Clarifide: mais uma ferramenta poderosa

De quem já é cliente Grendene e recomenda essa genética

“Os resultados que estou tendo com estes touros são melhores do que com a inseminação.”

Equipe Zoetis

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Manual do grande criador Orientações para seleção genética de excelência Roberto Soncela Pecuarista - Ji-Paraná/RO

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Referência em

Sustentabilidade Fazenda Ressaca é a 1ª de MT a se inscrever no CAR Nacional

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CRESCIMENTO VERTICAL: estratégias de mt para obtenção de carne de qualidade

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Entrevista com Pedro Grendene Primeiro ano de Integração lavoura-pecuária estimula.


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opinião

Milho de paiol ou touro melhorador? William Koury Filho Diretor da BrasilcomZ william@brasilcomz.com www.brasilcomz.com

Amigos agropecuaristas, este artigo apresenta um título, no mínimo curioso e se trata de um assunto sério e preocupante, com relação ao profissionalismo e eficiência da pecuária bovina nacional. Nascido em uma família que vive da venda de reprodutores, sou zootecnista faz 20 anos, e, há 12, tenho me dedicado a uma empresa de consultoria em melhoramento, que atua na gestão genética e soluções técnico-comerciais em bovinos, chamada BrasilcomZ® - Zootecnia Tropical. Além das janelas da fazenda da família, tenho andado muito pelo Brasil e me deparado com diversos cenários na pecuária, desde exemplos fantásticos, até casos em que a atividade é conduzida de forma lastimável, sem qualquer indicador de resultados, situação em que o fracasso parece ser só uma questão de tempo. Nas andanças pelo País, assistimos à grande revolução da agricultura nas últimas décadas. É impressionante a evolução de técnicas de cultura, equipamentos e melhoramento genético dos cultivares de grãos e cereais, por exemplo. Como a agricultura envolve grande investimento financeiro para o custeio da safra e inúmeros riscos em qualquer falha no trato cultural, a atividade exige gestão. Caso contrário, o produtor pode quebrar, e rápido. Na pecuária, também evoluímos muito, com o maior rebanho comercial do mundo. São cerca de 200 milhões de cabeças, com taxa de lotação atual próxima a 1,13 animais por hectare, superior a média mundial. Com isso, somos o segundo maior produtor de carne do mundo, mesmo diminuindo 10 milhões de hectares de pasto desde 1985, cedidos para agricultura e minimizando a pressão sobre as matas nativas. As perspectivas para o agronegócio são ótimas. A população mundial, em 2015, deverá chegar em 9,5 bilhões de habitantes. Esse povo precisa comer! Nesse cenário, se focarmos na pecuária, o consumo de carne deverá aumentar em 58%, e o Brasil ‘está com a faca e o queijo na mão’, para atender essa demanda com qualidade e baixos custos de produção. Isso tudo com responsabilidade socioambiental.


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A pecuária, no País, realmente, apresenta números impressionantes. São algo em torno de sete milhões de empregos diretos, e, mesmo com um mercado interno fortíssimo, em que cada cidadão consome cerca de 40 Kg de carne bovina/ano, somos os maiores exportadores do mundo. Em 2014, foram gerados, aproximadamente, oito bilhões de dólares em exportações. O País passou a produzir mais, em menos espaço, graças à evolução das pastagens, suplementos, saúde, estratégias reprodutivas, melhoramento genético e por conta da competência de boa parte dos pecuaristas brasileiros. Porém, a pecuária apresenta ciclo de produção mais longo. É mais difícil controlar os custos/receitas, e o próprio pecuarista, em média, ainda tem muito o que melhorar em gestão. É surpreendente como, nesse cenário, com tantas ferramentas disponíveis, muita gente toca o negócio do mesmo jeitão que se tocava antigamente. No melhoramento genético, área em que mais atuo na pecuária, mesmo com um cenário tão próspero, em que encontramos programas estruturados e bancos de dados com números inimagináveis para muitos pesquisadores estrangeiros, em que temos touros jovens com provas fenotípicas, genéticas e genômicas, muita gente utiliza machos, sem nenhuma garantia, como reprodutores, os chamados “bois de boiada”, caracterizados como uma ponta da boiada destinada ao abate, apartada da reprodução. Para se ter uma ideia em números, no rebanho atual temos cerca de 59 milhões de matrizes de corte, sendo cerca de 7% inseminadas. Com isso, estima-se uma demanda anual de aproximadamente 350 mil touros (1 touro para 30 vacas). Se os programas de melhoramento genético produzem menos de 100 mil touros melhoradores/ano, muita semente utilizada não possui garantia alguma. O que muitos se esquecem, é que genética é cumulativa, e que o touro não pode ser considerado como custo, e, sim, investimento, já que promove aumento de produtividade nos machos para abate e nas fêmeas de reposição. Para fechar a prosa, cabe uma analogia pertinente, ao comparar a capacidade da agricultura de precisão, que só usa semente certificada, com garantias de qualidade, com o que ainda se pode evoluir na pecuária brasileira, em que boa parte dos rebanhos ainda usam “semente de milho do paiol”, sem garantia alguma de uma boa colheita de bezerros. Como diz o velho ditado: colhemos aquilo que plantamos!

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A soja que multiplica a carne Primeiro ano de Integração lavoura-pecuária estimula a qualidade e a quantidade da proteína animal na Nelore Grendene Diego Silva - diego@ricacomunica.com.br

“Média de 59 sacas por hectare, quase sete a mais que a média estadual”


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Com um rebanho de aproximadamente 30 mil cabeças, a Fazenda Ressaca viu, na agricultura, a oportunidade de expandir a produção de carne, em Cáceres (MT), e aumentar a renda da propriedade. Cerca de 1.055 hectares de pastagem foram destinados ao cultivo de quatro variedades de soja na primeira safra. A área, que mantinha lotação de uma unidade animal por hectare, após o cultivo do grão, passou a ter capacidade de reunir 3,5 animais. O objetivo do Grupo Nelore Grendene, em cinco safras, é aumentar este número para oito e, assim, multiplicar a produção de carne sem ampliar a área destinada à produção. A taxa de lotação de animais propicia maior produção de carne que, segundo o agrônomo e consultor do Grupo Nelore Grendene, Lycurgo Iran Nora, deve-se ao nitrogênio que aumenta, consideravelmente, no solo, após o cultivo da soja, chegando a somar 45 quilos por hectare. Somado ao fósforo, ao potássio, cálcio e magnésio, a safrinha, que no caso passa a ser de capim, é privilegiada, possibilitando o aumento gradativo de animais por hectare. Agora, dividindo o cenário com a pecuária, a agricultura da Fazenda Ressaca superou a estimativa de produtividade e atingiu média de 59 sacas por hectare, quase sete a mais que a média estadual, que, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) é de aproximadamente 52,4 sacas por hectare. “Tivemos chuvas nos momentos certos de desenvolvimento da planta e escolhemos variedades que tiveram excelente desempenho em um solo produtivo. Todas essas questões, somadas à capacidade profissional dos técnicos responsáveis, influenciaram nesses resultados que surpreendem”, destaca o proprietário da Fazenda, Pedro Grendene.

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Segundo o diretor de pecuária, Ilson Ribeiro Corrêa, a Nelore Grendene, que tem a pecuária como principal atividade, visualiza os grãos como oportunidade de diversificar a matriz econômica, diminuir os custos da criação de gado e multiplicar a proteína vermelha. “Destinamos uma pequena área para a produção de milho, que servirá de silagem para os animais, tornando-se ainda uma reserva estratégica para o inverno. A pastagem que se desenvolve na área em que a soja foi cultivada apresenta maior taxa nutricional, impactando diretamente na qualidade e na quantidade de arroba produzida por hectare”, enfatiza Corrêa. “A intenção é fazer uma conversão dessas 62 mil sacas de soja, da primeira safra, em carne de qualidade, estimulando, assim, um desenvolvimento vertical”, completa. Os criadores da região se preocupam com o período de seca, que no Centro-Oeste se estende entre maio e setembro, e, por isso, investem na integração com a finalidade de aumentar a taxa nutricional do solo e garantir melhor desenvolvimento da pastagem, proporcionando alimentação adequada ao rebanho nestes meses. De acordo com o agrônomo, Lycurgo Iran Nora, o desenvolvimento da pastagem começa 30 dias antes do início da colheita dos grãos e os benefícios do consórcio sobressaem às propriedades do capim. “A destinação dos grãos de milho para silagem, utilizados na alimentação dos animais, além de diminuir os custos com ração importada de outras regiões, favorece o reabastecimento de energia do rebanho por meio do amido. E a soja, em maior escala, contribui, significativamente, para o desenvolvimento sustentável, já que plantamos uma cultura sob a outra, sem aumentar área, apenas reaproveitando e melhorando o que já era considerado bom”, entafiza o consultor. Para a colheita da primeira safra, a área destinada ao cultivo da soja foi dividida em talhões. O que apresentou menor produtividade respondeu por 45 sacas por hectare, enquanto que o talhão mais produtivo acumulou 73 sacas, números equivalentes aos das propriedades do Norte de Mato Grosso, região tradicionalmente fértil. Corrêa afirma que o monitoramento nas lavouras para diagnosticar pragas e doenças foi realizado diariamente em pontos fixos e não houve diagnóstico considerável. Para o próximo ano, o projeto é de acompanhamento ainda mais efetivo, com apoio direto da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e das capacitações do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar/ MT).


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Aumentar a taxa nutricional do solo e garantir melhor desenvolvimento da pastagem

Pedro Grendene aponta a agricultura como um divisor de produtividade e renda. “Cada hectare com soja não é um hectare tirado da pecuária, e, sim, uma área emprestada à agricultura por cinco meses. Esse espaço é devolvido a uma pecuária muito mais produtiva e rentável, passando a responder por um volume de carne bastante superior ao que era antes”, finaliza. A Fazenda Ressaca trabalha sob a meta de atingir cinco mil hectares plantados com soja, aumentando cerca de mil hectares por safra e abrindo a porteira para um rebanho ainda maior e mais produtivo.

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CÁCERES - (65) 3223-0919 | ALTA FLORESTA - (66) 3521-8906 | ARIQUEMES - (69) 3536-4606 CAMPO NOVO - (65) 3382-3734 | JUARA - (66) 3556-1779 | TANGARÁ DA SERRA - (65) 3325-0127 LUCAS R. VERDE - (65) 3548-1909 | MATUPÁ - (66) 3595-2330 | NOVA MUTUM - (65) 3308-3295 PONTES E LACERDA - (65) 3266-3512 | SAPEZAL - (65) 3383-1342 | SINOP - (66) 3511-4600 SORRISO - (66) 3545-4800 | JUÍNA - (66) 3566-3547 | VILHENA - (69) 3321-5300

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Mais carne e menos custo: qualificação da equipe aumenta qualidade da produção Para resultados cada vez mais satisfatórios com a pecuária de corte, a Fazenda Ressaca promove uma série de qualificações em parceria com o Senar/MT Jéssika Corrêa - jessika@ricacomunica.com.br

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associação do melhoramento genético com a qualidade das pastagens e a sustentabilidade é uma das receitas para um rebanho produtivo e rentável. Com o objetivo de elevar o empenho nestes quesitos, em 2015 a Fazenda Ressaca aposta na parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar/MT) e Sindicato Rural de Cáceres, e qualificam cerca de 80 colaboradores do Grupo Nelore Grendene neste ano, que direcionam o conhecimento adquirido para as atividades da propriedade, estimulando a receita e a qualidade do serviço prestado. Para o diretor geral da Nelore Grendene, Ilson Côrrea, a finalidade da parceria entre as entidades é a manutenção da excelência na atuação profissional, satisfação pessoal e produção de qualidade. “Só conseguimos atingir os níveis de produção, valorizando o colaborador com recursos que vão além dos monetários. Consideramos o capital intelectual peça fundamental para o sucesso pessoal e coletivo, com reflexo direto no andamento positivo do mercado da pecuária”, salienta o diretor, que, seguindo a grade de prioridades da Fazenda Ressaca, selecionou, para os colaboradores no de 2015, cursos relacionados ao manejo dos animais, inseminação, defensivos agrícolas e outras cinco capacitações. Ao todo, serão 256 horas aulas práticas e teóricas dentro da Fazenda, neste ano, sendo 40 horas voltadas para a atualização das técnicas de Inseminação Artificial (IA) em Bovinos. A capacitação comprova que o método, além de rentável, contribui para o melhoramento genético, ao multiplicar animais com maiores aptidões ao ganho de peso.

“O produtor, com a reforma de pastagens, consegue aliar produtividade e sustentabilidade.”


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“Com essa técnica aplicada na propriedade, por profissionais qualificados, a valorização de um animal chega, em seis anos de ciclo produtivo, a R$ 33 mil a mais, se comparado a um animal gerado por monta natural, segundo estudo da Terra Assessoria”, destaca o instrutor do Senar/MT, Marcos Coelho de Carvalho, ao justificar o uso da técnica em prol da seleção e lucratividade. A inseminação artificial tem sido aliada no melhoramento genético do rebanho Fazenda Ressaca. O número de inseminações, que em 2014 somou 3,2 mil, aumentou 58,7% e, em 2015, já contabiliza 5,5 mil. Para o médico veterinário da propriedade, Vinícius Garcia, além da antecipação da prenhez, o processo contribui para diminuir a idade entre partos e proporcionar a formação de lotes mais homogêneos. “Os resultados aplicados na Fazenda remetem ao melhoramento da eficiência reprodutiva, pois, a partir dele temos animais com maior potencial de produção e reprodução”, destaca Garcia, que confirma ainda 1,8 prenhezes por meio da IATF na Fazenda.

Vinícius Garcia

Médico Veterinário

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colaboradores da Nelore Grendene serão qualificados em 2015

Ao ressaltar o papel do profissional responsável pela inseminação, Carvalho afirma que a técnica, aliada a outros fatores, estimula inclusive a precocidade sexual, diminuindo o ciclo do rebanho e os custos de produção. “Hoje se paga muito mais por qualidade e a diferença de um bezerro comum para um com melhoramento genético é imensa. Um animal gerado por IA que recebe suplementação e tem como base pasto rotacionado e água de boa qualidade acarreta em imediato ganho de peso, aumento de lotação por hectare e diminuição do tempo de abate”, enfatiza, sem desconsiderar que a utilização de touros provados, tanto para inseminação quanto para monta, podem gerar resultados surpreendentes. Para completar o cenário de produtividade dentro da Fazenda e contrapor as estatísticas que indicam que cerca de 20 milhões de hectares de pastagens em uso deveriam passar por reforma até 2017, como aponta a Agência Agroconsult, a equipe do Senar/MT desenvolve também dentro da Nelore Grendene a capacitação referente ao Manejo e Recuperação de Pastagens, aumentando a qualidade nutricional das pastos a partir da rotação de piquetes. “A qualidade do capim é resultado da composição nutritiva do solo e influencia diretamente na qualidade da carne produzida. Nesse sentido, o manejo é peça chave para que um animal tenha rendimento frigorífico e atributos na proteína desenvolvida”, constata Marco Antônio Malburg, instrutor do curso de manejo. Malburg ressalta ainda que com o aumento da produtividade, não é preciso explorar outras áreas para aumentar a produção. “O produtor, com a reforma de pastagens, consegue aliar produtividade e sustentabilidade, passando a contar com bom pasto, bons animais e, consequentemente, maior volume de carne com qualidade, acompanhado à preservação ambiental”, afirma. Segurança no trabalho – NR 31.8 (Aplicação de Agrotóxicos), Segurança no trabalho - NR 12 (Máquinas e Implementos Agrícolas), Aplicação de Agrotóxicos Utilizando Pulverizador Tratorizado, Inseminação Artificial em Bovinos, Manejo e Recuperação de Pastagens, Instalação de Cerca Elétrica, Operação e Regulagem de Implementos Agrícolas Para Plantio e Controle Fitossanitário e Casqueamento em Bovinos serão os cursos oferecidos neste ano na Fazenda Ressaca. “É essencial que voltemos a atenção para a importância da aplicação dos métodos corretos no dia a dia, atingindo resultados cada vez mais efetivos”, finaliza o responsável pelas qualificações na Fazenda Ressaca, Joabe Aires.


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o que o mercado precisa ? A abertura de novos mercados e o papel do pecuarista sob as perspectivas do JBS e do Grupo Nelore Grendene Diego Silva - diego@ricacomunica.com.br

potencialidade de comércio entre Brasil e China ganhou força com a oficialização da importação da carne brasileira pelos orientais. Nove frigoríficos foram habilitados para encaminhar seus produtos aos asiáticos, no primeiro semestre de 2015, sendo cinco plantas do Grupo JBS, líder mundial em processamento de carne bovina, ovina e de aves, além de uma forte participação na produção de carne suína. Como a indústria frigorífica, a oficialização de novos mercados abre uma ampla janela para criadores brasileiros, que ampliam a responsabilidade de produzir animais, em maior volume e qualidade, na meta de atender mercados cada vez mais criteriosos. Além da abertura de novos mercados, existe o desafio populacional, que aumenta, significativamente, ampliando a demanda por proteína, como apresenta a equipe do JBS. “Nós, e os pecuaristas, temos a responsabilidade de colocar, na mesa do consumidor, uma carne macia e saborosa, que será apreciada diariamente. A população está crescendo e dispondo de mais renda, isso aumenta o nosso desafio, pois, a cada dia, haverá mais pessoas demandando um produto melhor, que vem de animais castrados, novilhas gordas ou animais inteiros, com idade máxima de dois anos e acabamento de gordura superior a três milímetros”, afirma Eduardo Krisztán Pedroso, do setor de originação da multinacional. Segundo Pedroso, há um processo de produtividade com qualidade a ser superado e que atenda aos desafios. “Temos que mudar a fase da nossa produção de proteína, sair da carne ingrediente para alcançar a culinária e a gourmet. A evolução de mercado requer mudança de modelo mental. Há um longo caminho a ser seguido, ainda que tenhamos projetos de ponta em nossa pecuária, não há sincronia do campo”, sinaliza.


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“Temos que sair da carne ingrediente para alcançar a culinária e a gourmet”

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Entre as respostas para a frenética demanda por carne dentro e fora do País, o diretor geral do Grupo Nelore Grendene, Ilson Corrêa, aponta que há estratégias da porteira para dentro, mas concorda quanto à necessidade de sincronia entre os produtores rurais. “Realizamos, anualmente, o maior leilão de touros do mundo, com a finalidade de distribuir genética capaz de desenvolver outros plantéis com a mesma capacidade que a Fazenda Ressaca. Em contrapartida, verificamos que há produtores que não cumprem com o dever de casa e deixam de investir. Isso estimula um decréscimo na qualidade, com impacto para toda classe produtora”, destaca Côrrea. “A busca por qualidade está na base. Cabe ao pecuarista empreendedor optar pela produção de carne de alto padrão e ter valorização do seu produto, ou então se manter em moldes arcaicos, oferecendo ao mercado uma carne sem muitos atributos, ignorando a genética disponível”, completa. Dados que confirmam o cenário desenhado pelo diretor da Nelore Grendene foram levantados, recentemente, pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), no estudo sobre a imagem da carne brasileira no mercado externo. Das classificações possíveis entre carne ingrediente, culinária ou gourmet, a proteína animal produzida no Brasil ainda está no nível ingrediente, sob a ótica dos importadores, com destino prioritário para produtos industrializados, como embutidos, conservas e carne moída, ou seja, produto regular de mercado, sem valor agregado. “Existem oportunidades para melhoria dos resultados da cadeia produtiva da carne bovina, em geral. Para tanto, é necessário expandir a educação comercial do produtor, com foco na produção de carne de qualidade e atendimento das expectativas do consumidor”, garante Eduardo Krisztán Pedroso. Sobre o aumento da rentabilidade do produtor rural, que opta pela qualidade, e confirmando seu papel no potencial da carne consumida no mercado interno e externo, o JBS afirma que, no quesito preço, os protocolos de tipificação estão avançando rapidamente, fazendo com que surjam melhores oportunidades de remuneração ao pecuarista, vinculadas à qualidade das carcaças abatidas. Dentro da porteira, o pecuarista tem ferramentas para capturar tal valor e que estão em suas mãos, como aumento de produtividade, redução da idade de abate (forte impacto na demanda de capital de giro e custo financeiro), carcaças mais pesadas e de maior rendimento (conformação superior e animais precoces com acabamento de três a dez mm de gordura). “Fazendo uma analogia, a carcaça é a embalagem da pecuária e preenchê-la, adequadamente, significa aumento de produtividade e, por consequência, do faturamento por hectare da propriedade rural. Isso é aumentar a renda do produtor economicamente antenado,” enfatiza Pedroso.

É indiscutível a vocação brasileira para ocupar espaço na demanda crescente por carne bovina


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Ao considerar o depoimento do representante do JBS, Ilson Corrêa se utiliza da Nelore Grendene como exemplo e aponta o que valorizou o plantel administrado por ele. “A inserção da propriedade em programas de melhoramento genético, o acompanhamento técnicocientífico, a integração com outras culturas, que aumentam a produção de forma vertical e sustentável, e outras estratégias que podem ser facilmente adotadas por pecuaristas de todas as regiões, elevaram a margem de lucro anual e nos apresenta, atualmente, como referência na produção da raça nelore”, pontua. “Dentro deste mercado internacional, existe a necessidade da união dos pecuaristas brasileiros que prezam por genética de procedência, para que, posteriormente, por meio da indústria frigorífica, possamos apresentar o nelore como uma carne de excelência aos investidores estrangeiros, alcançando mercados ainda maiores, infinitos e valorizados”. Como todo o mercado, independente do ramo, há o que se melhorar na pecuária nacional e não é diferente no Estado que concentra o maior rebanho do País, Mato Grosso. Há uma barreira a ser derrubada pelos criadores, segundo o JBS, que ao analisar os abates de animais no sudoeste de MT com o Brasil, detecta a oportunidade para reduzir a idade de abate e melhorar o acabamento das carcaças. O Farol da Qualidade da JBS, matriz que aponta a qualidade das carcaças, considerando parâmetros de sexo, idade, peso e acabamento, revela que apenas 10% dos animais abatidos no Vale do Guaporé têm carcaças que se enquadram no Farol Verde, ou seja, possuem características desejáveis pelo mercado da carne. No Brasil, essa média é de 14%, percentual também considerado baixo. Carcaças no Farol Amarelo, com características toleráveis, são 54% no sudoeste do Estado, contra 53% de média nacional. Já as carcaças no Farol Vermelho, padrão indesejável pelo mercado, somam 36%, três pontos

além do indicado na média brasileira, de 33%. Segundo a multinacional, os números mostram uma oportunidade de melhoria genética do rebanho da região, criando bezerros com potencial para maior ganho de peso e precocidade de acabamento. Isso se soma à disponibilidade de grãos, o que é necessário para a intensificação da atividade. Uma porta aberta para a região seguir evoluindo no tripé da produção animal: genética, nutrição e manejo. Contudo, apesar das inúmeras barreiras e passos largos a serem dados, o pecuarista brasileiro tem o que se comemorar, pois mercados se abrem e crescem conjuntamente à valorização do seu trabalho e produção. Com o Brasil consumindo 80% da sua produção de carne, o consumo não obedece a proporção natural dos cortes da carcaça, o que faz das exportações um importante regulador de preços de mercado do boi gordo. Nos primeiros meses de 2015, os principais destinos externos da carne brasileira passaram por crise econômica e, consequente, reduziram o poder de compra de suas moedas, como aconteceu com a Rússia, Venezuela e Oriente Médio. Do outro lado, a dificuldade da reposição força a alta dos preços do boi gordo e abate de animais mais pesados, mesmo que tardios. Relacionando estes aspectos, Pedroso desenha um panorama bastante otimista, não só para os produtores, mas também para os consumidores. “Os preços elevados da carne nas gôndolas estão afetando a régua da demanda do mercado doméstico e a estabilidade do mercado no curto prazo. Mas as projeções são otimistas para o segundo semestre, com a recuperação dos volumes e abertura de novos mercados de exportação e seu equilíbrio com o mercado interno. É indiscutível a vocação brasileira para ocupar espaço na demanda crescente por carne bovina, projetada para as próximas décadas”, finaliza.

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CONEXÃOJBS JUNTOS POR UM BOI DE SUCESSO

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caderno especial leil達o

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Leilão 1000 Touros Mais de três décadas de seleção genética resumidas em oito horas de evento Diego Silva - diego@ricacomunica.com.br

terceira edição do leilão que reúne mil touros de uma só marca e, por isso, se consagra como o maior do Brasil, está na agenda dos criadores brasileiros e de países vizinhos. No dia 30 de agosto, a partir das 10 horas, a Fazenda Ressaca, localizada em Cáceres (MT), a 218 quilômetros de Cuiabá, estará com as porteiras abertas para receber investidores de genética com assinatura Nelore Grendene. Com foco na qualidade, a equipe do Grupo Grendene busca aperfeiçoamento nas estratégias e ações que dão qualidade aos animais, conciliando às características raciais do nelore. Segundo o proprietário da Fazenda Ressaca, Pedro Grendene, não existe uma receita para se buscar um padrão na qualidade. “O leilão mil touros se tornou emblemático. E o segredo, que prefiro chamar de desafio, é de que os mil deste ano sejam melhores que os mil animais do ano passado. Nesta última estação de monta trabalhamos com FIV, na finalidade de produzir os touros que serão comercializados daqui três leilões, em 2018. Priorizamos animais de ponta e cabeceira, produzidos aqui, e que são testados em centrais de produção e venda de sêmen, trabalhando com o firme propósito de melhorar sempre”, destaca o proprietário.

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Grendene deixa claro que o trabalho de seleção acontece com bastante antecedência, em plena inspeção e crivo técnico. “Os animais do leilão estão no pasto da Fazenda Ressaca e serão comercializados com idades entre 24 e 30 meses. Sempre ressaltamos que os animais leiloados em 2015, por exemplo, há três anos já estavam na barriga das mães, e o que poderíamos fazer por eles geneticamente, foi feito há mais de três anos por meio de tecnologia”, enfatiza. Com os animais submetidos ao Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) e ao programa da Associção Nacional dos Criadores e Pesquisadores (ANCP), a Fazenda Ressaca disponibiliza ao mercado, no leilão, uma variabilidade genética que desperta interesse de criadores de Norte a Sul do País. “Além da Grendene ofertar uma excelente ferramenta de acasalamento, oferta animais melhoradores, com desempenho provado e comprovado por meio da mensuração de resultados que apontam para uma consistência genética e de plena confiança as compradores”, afirma Fábio Eduardo Ferreira, supervisor do PMGZ, na região Noroeste do País, técnico da Associação Brazileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) há 13 anos.

Fábio Ferreira

Supervisor do PMGZ

De acordo com Ferreira os índices de avaliação do touros leiloados pela Nelore Grendene estão todos bem acima da média estipulada pelo PMGZ. “Ano a ano, os animais apresentam melhorias genéticas com repetibilidade de resultados ou melhoria. A cada edição, o leilão apresenta um padrão ainda mais considerável e lotes mais homogêneos, compostos por animais funcionais com genética diferenciada, agregando ao pedigree e à carcaça”, considera o técnico da ABCZ ao citar as altas taxas de fertilidade, habilidade materna, estrutura forte aprumos corretos e a capacidade de adaptabilidade do rebanho da Fazenda Grendene, devido ao sistema de produção a pasto.


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Com rígido empenho no acompanhamento e trabalho pós venda, o diretor geral da Nelore Grendene, Ilson Corrêa, junto com sua equipe, detectou satisfação em mais de 90% dos compradores nas primeiras edições do leilão. “A união e o comprometimento da equipe Grendene são responsáveis pela colheita de resultados até aqui. A liquidez total do dois mil animais ofertados nas edições de 2013 e 2014 nos demonstra que a busca por tecnologia e aprimoramento dos pecuaristas brasileiros é constante, assim como na Ressaca. E, acima de tudo, acreditamos na importância da genética para mantermos o nível de crescimento na atividade, com taxas de rentabilidade consideráveis”, declara Corrêa, ao apostar em uma edição inovadora no Leilão 1000 Touros de 2015. Entre os touros disponíveis na edição de 2015 a Nelore Grendene aposta na genética de animais do próprio criatório e outros de centrais como o Fucionário, Rambo, Tecelão, Bitelo DS, Backup, Quark, Vindouro, Tapuan do IZ. 1000 Touros, por Adriano Barbosa Administrando os arremates pelo terceiro ano consecutivo do Leilão 1000 Touros, o leiloeiro Adriano Barbosa, com 25 anos na profissão, depõe a favor da marca que chama sua atenção pelo desenvolvimento dos animais, credibilidade e seleção genética. “A pecuária evolui muito, principalmente da porteira para dentro. Nos últimos oito anos, com a integração entre lavoura e pecuária, a tecnologia está permitindo desenvolver a agricultura onde antes eram terras de pastagens degradadas. A integração é uma forma moderna e sustentável para se produzir mais, em uma área menor, e esse é o grande desafio que a Nelore Grendene já adequou, mostrando seu potencial inovador e técnico”, declara o leiloeiro.

“A cada edição do leilão apresenta um padrão ainda mais considerável e lotes mais homogêneos”

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“O volume de 1000 touros, além de desafiador se apresenta como uma oportunidade”

Nesta edição do leilão, Barbosa acredita na valorização dos touros, estimulada pelo déficit de animais para reposição e manutenção das matrizes nos plantéis. “O touro talvez não acompanhe tanto a valorização do bezerro e a arroba do boi, mas já observamos uma correção nos preços”, afirma, ao esclarecer que nos leilões que tem participado, o peso dos touros tem variado de 50 a 80 arrobas. “Nesse intervalo de peso, os touros chegam a custar de R$ 8 mil a R$ 15 mil, variando de acordo com o peso e potencial genético. Sendo assim, considero uma correção nos investimentos dos animais que compõem o Leilão Nelore Grendene, com valorização de 20% a 30%”, aponta Adriano Barbosa ao considerar uma alta na demanda e uma maior concorrência nos lances do leilão. Segundo Barbosa, a comercialização, por meio de leilão, tem uma série de vantagens, ainda mais quando se é no formato adotado pela Grendene, em que se vende uma safra inteira. “Se fosse vendido 500 touros na fazenda, diariamente receberiam visitas de compradores, demandando a equipe operacional da propriedade, que teria de apresentar um grande número de touros aos investidores. E quando se concentram as vendas, há maior organização, divulgação da marca e outras várias vantagens, incluindo o foco nos compradores e a possibilidade de colocamos toda equipe de trabalho focada na comercialização, por meio de cronograma


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comercial da fazenda, de forma dinâmica, que viabiliza a venda em grande escala. Este formato já foi utilizado e comprovado pela Nelore Grendene, única marca que vende mil touros PO em um dia e ainda mostra, para o mercado, os critérios e filosofia de trabalho de uma empresa rural de credibilidade, possibilitando a venda de conceito, que significa muito mais que uma marca”. Como nos anos anteriores, o Leilão contará com lotes individuais, triplos, quíntuplos e os megalotes, compostos por, no máximo, 100 touros, que devem atender a demanda de grandes produtores, com pagamento e prazos diferenciados. A organização estima de oito a dez megalotes, todo separados dentro de rígidos critérios de seleção. Quanto ao volume de 1000 touros, além de desafiador, apresenta-se também como uma oportunidade, de acordo com o leiloeiro. “As vantagens de se comercializar, em grande escala, são inúmeras. Primeiro que atrai grandes compradores. Quando se faz um leilão de 100 touros, quem precisa comprar 50 ou 100 touros não comparece ao evento, porque terá de disputar, animal por animal, com vários concorrentes. Diferente de quando se disponibiliza um volume grande, quando se consegue atrair compradores em potencial do Brasil inteiro, além da possibilidade de colocarmos um foco maior para divulgação da marca em um evento, e, por consequência, com chances de maior faturamento”. Com a experiência adquirida nas duas primeiras edições do leilão 1000 touros, Adriano Barbosa, sinaliza a comercialização em grande escala como positiva, por proporcionar apresentação detalhada dos animais destaques, com a possibilidade de exibir o trabalho direcionado ao melhoramento genético, moderno, com seleção a pasto, por meio de grupos contemporânos, seleção massal, em curta estação de monta, mostrando um rebanho com índices de produtividade mensurados de maneira científica. “O comprador, hoje em dia, quer saber como funciona o sistema em que o touro é produzido e se ele se encaixa em suas necessidades. A Grendene tem base genética da raça nelore. Os animais têm estrutura, padrão racial e desempenho produtivo, com seleção massal, quando são identificados os indivíduos com melhores desempenhos. São animais muito bem avaliados por Diferença Esperada na Progênie (DEP), para peso, fertilidade, habilidade materna, desenvolvimento de carcaça e outros. Um trabalho sério que apresenta, ao mercado, touros de grande aceitação, melhoradores comprovados e atestados pelos mais importantes programas de melhoramento genético”, reitera.

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Barbosa ressalta a importância da chancela da ABCZ na produção Nelore Grendene e confirma que os touros PO possuem aprumos desejáveis por muitos criatórios. Sinaliza também que os realizadores do leilão 1000 touros são assessorados pelas mais importantes empresas do setor. “Quem compra, vai adquirir touros com avaliação genética de Deps, e essa avaliação é importante porque não é apenas feita no plantel da Grendene, mas por programas de melhoramento genético, tanto pela ANCP, quanto PMGZ, através da ABCZ, que proporciona um comparativo de avaliação das Deps entre diversos rebanhos.” A Nelore Grendene tem tido sucesso e se destacado por ser o único plantel no Brasil que aposta na ousadia de fazer um leilão com 1000 touros em um só dia. Em seus 25 anos de leilão Adriano Barbosa conta que não foi por acaso e que os resultados da marca tem origem. “A Grendene cria gado há mais de 20 anos, iniciando suas atividades em São Paulo e, nos últimos 15 anos, dedicouse a um trabalho diferenciado, indo nos principais plantéis de avaliação genética, adquirindo matrizes que foram acasaladas com touros líderes de sumários, com alto desempenho produtivo, ou seja, touros líderes nos programas de melhoramento genético. Considero a Nelore Grendene o criatório que mais investiu em desempenho e multiplicou a cabeceira de matrizes, baseado no alto desempenho produtivo de maneira massal, por meio de FIV, chegando a fazer mil filhos do Rambo com matrizes de excelência. Então, não se chegou nesse estágio de quantidade e qualidade por acaso. Foram feitos investimentos seríssimos, adquirindo um plantel PO inteiro da CFM, já com seleção por desempenho produtivo” enfatiza. “O criatório adquiriu matrizes da Colonial Agropecuária, que desempenha um trabalho exemplar quanto à genética. Depois disso, houve uma otimização por meio de FIV, a ponto de eu arriscar dizer que ninguém no Brasil fez tanta FIV em cima de matrizes melhoradas, no ponto de vista científico, como a Grendene. A partir desse momento que se tinha quantidade, amaparada por programas de avanço genético, a Nelore Grendene teve condição de ofertar ao mercado 1000 touros em um só dia, com a qualidade excepcional”, declara Barbosa. A Grendene está otimizando cada vez mais o seu plantel, com feedbacks dos clientes sempre positivos e ações pós-venda impecáveis, segundo o leiloeiro. “Com vários touros em centrais, oriundos desse trabalho de avaliação, produzidos na própria fazenda, que agora produz sêmen e oferta para outros criatórios, consolidando, cada dia mais, a genética Nelore Grendene no universo nacional. O leilão é composto por touros completos, que traz essa base forte de desempenho e com aceitação extraordinária. Viajo o Brasil todo a trabalho e é nítido no contato com os criadores que, neste ano de 2015, vários clientes já aguardam o sucesso do leilão Grendene para investir”.


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“Touros de grande aceitação, comprovados pelos mais importantes programas de melhoramento genético”

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edição 2014


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Imagens que representam o sucesso da edição 2014 do Leilão 1000 Touros

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Depoimentos Veja depoimentos de quem já é cliente Nelore Grendene e recomenda esta genética.

Roberto Soncela Pecuarista

“Nos bezerros filhos dos touros Grendene eu consigo excelentes preços de venda” Roberto Soncela

Do município de Ji-Paraná, na região central de Rondônia, o pecuarista Roberto Soncela destaca as vantagens de adquirir um animal que passou por um programa de melhoramento de excelência e que prioriza características que são importantes para o rebanho do comprador. “Já crio nelore há 20 anos e a genética da Grendene é superior pela qualidade dos animais, pelos resultados que eles vêm dando. Por isso, sou cliente e recomendo”, argumenta. Os dez primeiros touros ele comprou em 2013 e, satisfeito, adquiriu mais 12, em 2014. “Os benefícios são muitos. Primeiramente, os touros se adaptaram bem ao regime de produção a pasto que temos aqui, sem suplementação. O segundo ponto é a qualidade dos bezerros. Venho fazendo inseminação, desde 1998, e os resultados que tenho com estes touros são melhores do que com a inseminação”, destaca o pecuarista, acrescentando ainda que consegue melhores preços na venda de bezerros, filhos dos touros da Nelore Grendene. “Nos bezerros, filhos dos touros Grendene, consigo excelentes preços de venda. Nas bezerras, por exemplo, consigo, em média, R$ 200,00 (duzentos reais) a mais, por cabeça. A qualidade dos filhos destes touros que estão nascendo é visivelmente superior. Estou muito satisfeito e, no ano que vem, vou comprar mais touros Grendene”, completa.


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Os touros melhoradores da Nelore Grendene estão fazendo sucesso no Norte do País, contribuindo para o desenvolvimento da pecuária da região, com animais que levam qualidade ao rebanho e rentabilidade aos pecuaristas.

“Há dois anos compro touros melhoradores da Grendene em seus leilões. A genética deles é boa demais. Estou muito satisfeito com os touros. Sempre ouvi outros pecuaristas falando muito bem da genética da Grendene. Acreditei e apostei e os benefícios são muitos. Recomendo”, diz, animado com os resultados, o criador Gelson Botelho, da Fazenda Esteio, de Rio Branco, no Acre. O plantel de animais, com genética superior da Grendene, apresentando precocidade sexual e de ganho de peso, acabamento e volume de carcaça e com uma raça que é facilmente identificada, agradou o pecuarista. “O rebanho está diferente, bem melhor. A gente nota só de olhar. O bezerro, quando nasce, já identificamos na hora que é Grendene, um gado mais manso, dócil, de fácil acabamento e a produção de leite também é maior. As fêmeas que nasceram dos touros tem boa produção”, comenta e destaca, ainda, a satisfação com a rentabilidade. “Um gado mais precoce, bom de peso. Os bezerros Grendene são desmamados com média de 20 quilos a mais que os outros. Estou satisfeito e não há como não recomendar, porque está dando certo pra mim e pra muitos aqui. A genética é muito boa”, assegura.

Gelson Botelho Pecuarista

“O bezerro quando nasce já identificamos na hora que é Grendene” Gelson Botelho

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Depoimentos

Ilson Parrão Pecuarista

André Pessin Pecuarista

Comprador assíduo de touros Nelore Grendene, o pecuarista Ilson Parrão, da Fazenda Progresso, de São Migue do Guaporé, em Rondônia, garante que os touros comprados levaram mais qualidade ao rebanho e rentabilidade. “Preocupome com o melhoramento genético do meu rebanho e a precocidade no abate é um diferencial que me atende muito bem. Estou satisfeito e recomendo”, aponta. O pecuarista trabalha com a cria, recria e engorda e está com 32 touros Nelore Grendene. Ele conta que sua história com a Grendene é antiga e será duradoura. “Sou pecuarista em Rondônia, desde 1982. Vim do Paraná, mas me criei em Mato Grosso, na região de Jaciara. Conheci a Grendene quando eles vendiam touros próximo da BR, sentido Cuiabá. Desde lá, já vi que eram animais de qualidade, que havia um trabalho sério de melhoramento e, nos leilões, não perdi a oportunidade. Comprei e vou continuar comprando. O grupo Grendene está de parabéns, faz um trabalho muito bem feito de seleção de animais”.

“Adquiri os animais nos Leilões 1000 touros da Grendene e estou muito satisfeito, mas os resultados, de fato, vou começar a ter agora. E, pelo que já estou vendo, não terei nada a reclamar”.

“Já realizei quatro compras e estou muito satisfeito” André Pessin


Depoimentos

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Cliente satisfeito volta, como conta o pecuarista Carlos Renato, da cidade de Vilhena, em Rondônia. “Conheci os touros da Nelore Grendene nos leilões pela TV, em 2010, e gostei muito. Então, comprei e não parei por aí. Fui a outros leilões do grupo e adquiri mais touros. De lá pra cá, já realizei quatro compras e estou muito satisfeito”, afirma. A certeza de estar comprando um animal de excelente qualidade e que atende às expectativas do pecuarista é um dos motivos que levam o criador a confiar na marca Nelore Grendene. “Recebi muitas recomendações positivas de outros pecuaristas sobre os touros melhoradores e sobre o trabalho de seriedade da Grendene. Isso passa confiança ao pecuarista, em fazer um investimento de retorno certo”, assegura. Carlos Renato Barneiro Pecuarista

Antes de serem colocados no mercado, todos os animais Grendene passam por rigorosa vistoria, garantindo o padrão de qualidade, oferecendo aos pecuaristas touros de alto desempenho e potencial genético. Foram estas características que levaram o criador Sávio Andrade Martins, da Agromaza, de Ji-Paraná, em Rondônia, a comprar os touros melhoradores e já comprovar a qualidade dos animais em seu rebanho. “Utilizo touros da Grendene para repasse de vacas registradas e estou contente com os resultados. Consigo vender os tourinhos de monta no mesmo valor dos feitos por inseminação. A rentabilidade também é alta, 23% superior na desmama e o preço de venda também é maior”, explica. Os touros melhoradores possuem características adequadas para sistemas de produção a pasto, como o que o pecuarista utiliza em Rondônia. São animais de excelente adaptação ao pasto, boa resposta genética e melhores índices de fertilidade”, completa.

Sávio Andrade Martins Pecuarista

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“Tudo isso não seria possível sem parceiros, consultorias, apoio do diretor presidente e principalmente da equipe Nelore Grendene”.

“Para se evoluir, com mais velocidade, um plantel melhorador, não basta multiplicar, é preciso selecionar antes”. Palavras de Ilson Corrêa, diretor da Nelore Grendene, referindo-se ao cuidadoso processo de seleção das doadoras Nelore Grendene, que são submetidas à biotecnologia de Fecundação In Vitro, a FIV, extremamente eficiente para se multiplicar o material genético. Mas o pulo do gato é identificar qual o material genético que merece ser multiplicado.


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Clarifide: mais uma ferramenta poderosa

e acordo com o consultor William Koury Filho, que há nove anos colabora com o projeto da empresa, o processo de seleção eficaz precisa ter os objetivos bem definidos.

A Nelore Grendene participa do programa de melhoramento genético da ANCP (?) e acaba de ingressar no PMGZ (?), ambos interpretados pela consultoria da equipe BrasilcomZ®, que também aplica o SAM - Sistema de Avaliação Morfológica e descreve o rebanho pela metodologia EPMURAS descritivo, o que completa as ferramentas necessárias para se chegar no Boi com Bula. O conceito Boi com Bula serve para classificação das matrizes ao analisar avaliações genéticas e morfológicas, além de informar a qualidade do produto que a matriz entrega todo ano, se for doadora. Todos estes resultados definem a seleção ou saída de uma matriz do time de doadoras Grendene. Há alguns anos o projeto ganhou mais uma ferramenta poderosa, a partir da utilização do CLARIFIDE Nelore 2.0, como mais um critério para eleger as doadoras e os touros jovens para teste de progênie. “Os resultados do CLARIFIDE mostram que a Nelore Grendene está no rumo certo e auxiliam, claramente, a definição da seleção” aponta Adauto Guedes Franco, consultor de genética da Zoetis.

Adauto Franco Consultor Zoetis

A genômica propiciou aumento de acurácia das informações genéticas, o que torna as decisões muito mais seguras, segundo Ilson Corrêa. O titular do Grupo Nelore Grendene, Pedro Grendene, completa que: “se produzimos calçados em série e com tecnologia, não faríamos diferente com nosso gado”. São estas atitudes que permitem que a empresa esteja na terceira edição do maior leilão de uma só marca e raça do planeta, comercializando mil touros em um único dia. Segundo o diretor de pecuária do Grupo, Ilson Corrêa, as estratégias são viáveis devido o trabalho em equipe. “Tudo isso não seria possível sem parceiros, consultorias, apoio do diretor presidente e, principalmente, da equipe Nelore Grendene”.

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NELORE 2.0 decisões mais precisas na seleção de um rebanho mais produtivo.

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manual do grande criador Genética Avaliada: Garantia de Impacto Positivo no seu Rebanho Para acompanhar a crescente demanda mundial por alimentos e ao mesmo tempo atender às exigências por sustentabilidade ambiental e social, é fundamental que o pecuarista busque cada vez mais a melhoria na produtividade do rebanho. Para potencializar os resultados sem necessariamente interferir no ambiente ou aumentar as áreas utilizadas, uma solução eficaz é a utilização dos benefícios da genética aditiva. Cada criador ou pecuarista tem objetivos particulares de seleção, de acordo com o mercado a que pretende atender, com as características do sistema de produção e região em que se encontra sua propriedade, e deve considerar todos estes fatores na hora da escolha da genética que irá utilizar para imprimir em seu rebanho a melhoria das características desejadas. O Nelore Grendene foca seu trabalho de seleção na produção de animais de avaliação genética positiva, com tipo morfológico de costelas profundas e bem arqueadas e com volume de musculatura, colocando no mercado reprodutores que tendem a ser adaptados a sistemas de produção a pasto, condição predominante na pecuária de corte brasileira, e que imprimem estas características nos rebanhos em que forem utilizados. O ganho com genética é cumulativo no rebanho, portanto quando são utilizados touros melhoradores existe evolução produtiva a cada safra – é o que chamamos de genética aditiva, e ao utilizar seus benefícios, o resultado para o produtor é um só: lucro!

O ganho com genética é cumulativo no rebanho, portanto quando são utilizados touros melhoradores existe evolução produtiva a cada safra

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Porque utilizar Touros Melhoradores? Investir em genética não é custo, é investimento! A escolha eficiente de um reprodutor é primordial para o resultado final de seu trabalho de seleção. Com touros avaliados, as garantias de resultado são potencializadas, pois além de considerar a avaliação visual, que normalmente é um dos fatores decisivos na hora de comprar um touro, a utilização correta das DEPs de acordo com os objetivos do plantel aumenta consideravelmente a probabilidade de acerto. Para demonstrar com dados reais a proporção do ganho que a utilização de genética de ponta propicia, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), comparou resultados de propriedades que utilizam genética avaliada com outras que não se utilizam desta tecnologia, aqui consideradas “típicas”. As vantagens das margens líquidas e também de aspectos ambientais e sociais das propriedades “com genética” são significativas, o que se traduz em maior sustentabilidade desses negócios. Entre os cálculos realizados, a equipe Cepea estimou “o valor do touro” na pecuária de corte. O valor atribuído ao reprodutor foi calculado com base na diferença de peso dos bezerros, no caso de propriedades de cria, e do boi gordo, naquelas de recria-engorda e ciclo completo, no momento da venda. A receita obtida a mais ao longo de sete anos (vida útil do touro) representa o ganho proporcionado pelo touro de genética provada, podendo ser entendida como “valor do touro”. Através desta metodologia, no sistema de cria analisado no Mato Grosso, o touro nelore foi avaliado em R$ 39.172 ao ser comparado a uma propriedade com índices zootécnicos semelhantes aos da fazenda “com genética”, e em R$ 43.013 quando a comparação foi com uma propriedade menos tecnificada. De qualquer maneira, fica evidente que o reprodutor de genética comprovada proporciona um retorno muito acima do seu preço de mercado. Para exemplificar, ao analisar as margens líquidas de propriedades de ciclo completo no MT, o resultado foi de R$ 1.926 por hectare na fazenda que investe em genética melhoradora, enquanto que na propriedade típica da mesma região, este resultado caiu para apenas R$ 32,42 por hectare. O valor reduzido possibilita que o negócio pague, basicamente, seus custos operacionais totais, ao passo que a outra, que investe em genética, consegue fôlego para ampliar os investimentos e potencializar o ganho de produtividade. Na análise de propriedades especializadas em cria, realizado em Goiás, o resultado da genética melhorada foi de R$ 1.092/ha, da outra com melhores índices técnicos de R$ 860/ha; já a propriedade típica do estado, relativamente próxima geograficamente da fazenda “com genética”, foi de apenas R$ 88,94/ha.


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Fatores como esses têm impacto não só sobre os resultados econômicos, mas também ambientais. Propriedades mais produtivas apresentam maior eficiência no uso dos recursos naturais e, com o objetivo de comparar quantitativamente a diferença da “eficiência ambiental”, a equipe Cepea criou uma “cesta” considerando os resultados de intervalo entre partos (meses), idade da primeira cria (meses), crias produzidas por vaca, taxa de natalidade (matrizes), taxa de lotação em área de pasto e idade de abate do boi gordo/venda do animal ou produção de leite. A média geral dessas comparações apontou que propriedades da pecuária de corte “com genética” têm “eficiência ambiental” 41% superior às típicas. Baseado nas informações deste artigo, fica claro o quanto é importante considerar a genética como insumo, e quanto o investimento em Touros Melhoradores é baixo em relação ao retorno no resultado financeiro na pecuária de corte. *Fonte dos dados apresentados: Cepea, resumidos e adaptados pela Equipe BrasilcomZ®.

Acerte na escolha de seu Touro Nelore A compra de reprodutores deve ser um processo planejado, para que se possa obter o melhor retorno sobre o investimento. Antes de mais nada, o comprador precisa ter em mente os objetivos de seleção de seu rebanho e ter conhecimento sobre as características que precisa melhorar para atingir estes objetivos. Com isto em mente, ao analisar potenciais reprodutores a serem adquiridos, os itens essenciais a serem considerados são: • Avaliação genética: o ideal é analisar toda a régua de DEPs, direcionando suas escolhas pelas características que deseja melhorar no rebanho; • O MGT (Mérito Genético Total) é um atalho menos preciso mas que proporciona bons resultados, pois equilibra características importantes para quem quer uma melhoria geral no rebanho; • Biotipo Funcional: animais de porte mediano, com amplitude torácica, costelas profundas e volume muscular tendem a apresentar melhores resultados no sistema de produção predominante no Brasil, ou seja, são adaptados à criação a pasto; • Aprumos: posicionamento correto dos membros anteriores e posteriores, boa movimentação e boa ossatura são itens essenciais para um bom reprodutor. Animais com dificuldade ou que sentem dor na hora da monta vão diminuir a eficiência reprodutiva do rebanho; • Características sexuais secundárias: a expressão de masculinidade é importante por ser grande indicadora de que o reprodutor produz bem os hormônios sexuais necessários para uma eficiente capacidade de monta. Observar: chanfro curto, goteira pronunciada, com olhos e testa enrugados,

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pescoço forte e de preferência escuro, cupim bem desenvolvido, em forma de castanha de caju e apoiado sobre o dorso, além de testículos desenvolvidos e bem posicionados na bolsa escrotal; • Exame andrológico positivo - fundamental; • Sistema de produção: conhecer as condições do rebanho onde o reprodutor é selecionado, e comparar com as condições da propriedade para onde será destinado, e seus filhos irão se desenvolver - quanto maior a similaridade, maior será a garantia de adaptação do touro e resultados de seus produtos.

“A compra de reprodutores deve ser um processo planejado, para que se possa obter o melhor retorno sobre o investimento”


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O caminho da genética na Nelore Grendene, Dos acasalamentos ao Touro A trilha percorrida pelo Nelore Grendene para ofertar genética diferenciada começa já na seleção dos reprodutores e avaliação visual das matrizes para direcionamento certeiro dos acasalamentos. Um estudo criterioso dos touros que serão utilizados a cada estação de monta é o marco inicial deste trabalho, que culmina na oferta dos 1000 Touros no Leilão Nelore Grendene. Depois do acasalamento, vêm a estação de monta e de nascimentos, tudo sob o monitoramento constante da equipe Grendene. A segunda fase da produção de touros começa no momento da desmama e vai até a hora da comercialização, passando por diversos filtros de qualidade, que consideram avaliações genéticas, padrão racial e biotipo funcional. A filosofia de trabalho do Nelore Grendene prima por ofertar animais que proporcionem ganho genético aliado à padronização racial aos rebanhos que os adquirem, para que seus clientes obtenham o melhor retorno possível sobre o investimento realizado. As etapas de avaliação e seleção em cada safra são: à desmama, ao sobreano (SAM®) e pré-comercialização (EPMURAS – Retrato Falado®). O SAM® representa um padrão de qualidade na coleta de escores visuais com a finalidade de compor critérios fenotípicos de seleção e, principalmente, para que sejam estimadas DEPs morfológicas. É um modelo desenvolvido pela BrasilcomZ®, e aprovado por parceiros como a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP). No SAM® além de coletar os escores visuais de Estrutura Corporal (E), Precocidade (P), Musculosidade (M) e Umbigo (U), são identificados e quantificados os defeitos morfológicos individuais e no rebanho. Desmama: Além de pesados, os animais são avaliados e ranqueados por índices conforme descrição abaixo. Nesta fase, animais menos desenvolvidos ou com defeitos observados já são automaticamente descartados. Sobreano: Avaliação para seleção e segmentação dos produtos (Potencial Touro de Central, Repassadores, Leilão, Venda na Fazenda ou destinados ao Corte). Descrição dos índices considerados para ranqueamento final pelo sistema SAM® No Relatório Final do SAM® os animais são ranqueados por Peso, IFF (Índice Fenotípico Funcional), MGT e Ranking Final. De acordo com o ranking eles são classificados por quartil em relação a safra, ou seja, 25% dos animais são considerados Elite, 25% Superiores, 25% Regulares e 25% são classificados como Inferiores.


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Determinação do Ranking:

1) Peso: O peso primeiramente é ajustado para Idade do Animal para que possam ser ordenados;

Peso Ajustado=

Peso Medido X Média por lote em dias Idade em Dias

2) IPEP: É o Índice da Prova de Eficiência Produtiva. O IPEP leva em consideração o Peso Ajustado para idade dos animais e o isSAM. Este por sua vez, é basicamente a somatória das notas de EPM obtidas pelo SAM, utilizando o Ef (Estrutura Corporal Funcional). Este Ef penaliza os animais de biotipo tardio (E > P) e bonifica os animais de biotipo precoce (E < P).

3) MGT: De acordo com o Mérito Genético Total (MGT) os animais são ranqueados. 4) Ranking Final: Leva-se em consideração o IPEP mais o MGT (Índice Genético – ANCP).


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Leilão 1000 Touros Nelore Grendene 2015: consolidando o conceito de “Indústria da Genética” São 1000 opções, com variabilidade genética para diferentes gostos e objetivos. Como destaque, neste ano, pela primeira vez, teremos mais de 160 reprodutores, filhos diretos de touros produzidos pela Nelore Grendene, ofertados no Leilão 1000 Touros. Este número é mais que o dobro do ano passado, o que corrobora o trabalho bem feito de seleção e o potencial melhorador da genética Grendene . Provenientes da seleção Naviraí, mais de 130 filhos diretos de Tecelão e mais de 60 filhos de Funcionário, além de Donato, Emergido e Filosófico. Da Camparino, filhos de Teatro JHV e Triunfo JHV. Como representantes importantes do sangue Lemgruber teremos fartura de filhos de Bacana MN, Jamanta e Cachimbo MN, além de filhos e muitos netos de Rambo. Para opção de sangue da linhagem IZ, a oferta será de filhos diretos de Vindouro e netos de Quinado, através dos filhos de Tímido Gren. (Quinado x Jamanta MN). A genética Bonsucesso também estará representada, com vários filhos de Berloque e Galvin Bons. Boas oportunidades também entre os filhos de Backup, Bitelo DS e 1713 da Laçada, Baru da Jandaia, e, para os interessados em Nelore Mocho, teremos filhos de Samaritano JHV. Isso, para resumir a grande variabilidade de linhagens que estará a venda na 3ª edição deste grandioso evento. Além de serem descendentes de touros criteriosamente selecionados, boa parte dos reprodutores à venda são filhos diretos de touros PO, em matrizes PO da CFM, que já possuem netas selecionadas pela Nelore Grendene. Recebem o selo Boi com Bula os reprodutores destaques, vendidos em lotes individuais, que somam quatro ou cinco estrelas para morfologia e avaliação genética, além de serem positivos para habilidade materna e perímetro escrotal (leite e fertilidade), e obtiveram somente escores três (bom) e quatro (muito bom) para Raça, Aprumos e Sexualidade. Os animais com classificação dez estrelas são Repassadores e até potenciais Touros de central de inseminação.

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Estrelas para morfologia e avaliação genética Para Avaliação Genética, as classes de Estrelas são compostas de acordo com o percentil – TOP MGT (Mérito Genético Total) da ANCP.

0,1 até TOP 5% de 6 a 15% de 16 a 30% de 31 a 50% de 51 a 100%

Para Avaliação Morfológica, as estrelas são baseadas nas classes do Índice EPMURAS® – retrato falado, que avalia visualmente o animal para diferentes características. É preciso lembrar que o índice é uma somatória de pontos por característica, não dispensando a interpretação do animal por partes.

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O Certificado Boi com Bula é o selo de qualidade mais completo do mercado: é sinônimo de satisfação e garantia de resultados para quem adquire produtos com este nível de qualificação genética e morfológica.


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Referência em Sustentabilidade

Fazenda Ressaca é a 1ª de MT a se inscrever no CAR Nacional Diego Silva - diego@ricacomunica.com.br

“O objetivo é plantar 10 mil árvores nativas por ano às margens do rio Paraguai”


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ntre 140 mil imóveis rurais mato-grossenses que deverão ser registrados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), a Fazenda Ressaca, em Cáceres/MT, foi a primeira a se inscrever. O CAR se tornou obrigatório com a Lei nº 12.651 de 2012, que instituiu o Novo Código Florestal, e todos os produtores do País deverão se cadastrar até maio de 2016. Pelos cálculos do Ministério do Meio Ambiente, 5,6 milhões de propriedades deverão ser registradas. Mato Grosso está no topo do ranking, com o maior número de cadastros já efetuados, devido ao contínuo e rígido monitoramento ambiental desenvolvido na região. São cerca de 70 milhões de hectares passíveis de cadastramento no Estado, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema/MT), sendo 37 mil referente à Fazenda Ressaca, onde, anualmente, são realizados projetos para o desenvolvimento sustentável da empresa rural. Em 2015, a equipe da Fazenda Ressaca iniciará um novo projeto, voltado às afluentes que passam pela propriedade, e outro, referente ao cultivo de árvores nativas, ganhará força. “Desde a década de 80, quando a propriedade foi adquirida pelo Grupo, a preocupação ambiental fez da área referência em desenvolvimento econômico de forma sustentável. Mais da metade da área da Fazenda é destinada à preservação ambiental, o equivalente a 57%”, enfatiza o diretor geral do Grupo Nelore Grendene, Ilson Corrêa. Em junho deste ano, teve início o projeto que monitora a qualidade da água dos afluentes que passam pela Fazenda Ressaca. Amostras são colhidas desde a entrada da água na propriedade até a saída, e os resultados ajudarão a verificar as possíveis alterações na qualidade da água e desenvolver estratégias para evitar impactos ambientais. Outro projeto ambiental em andamento é o plantio de árvores nativas da região. Nos últimos anos, cerca de 20 mil mudas foram cultivadas na propriedade, às margens do Rio Paraguai e dos afluentes, e, a partir de 2015, objetivo é manter o plantio de 10 mil por ano. Para a analista de meio ambiente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Lucélia Avi, projetos, como os desenvolvidos na Fazenda Ressaca, evitam transtornos e tornam a propriedade exemplo em desenvolvimento sustentável.“Não desenvolvendo projetos de sustentabilidade e deixando de preencher o CAR no prazo, o produtor fica passível de autuação e pode perder benefícios previstos pelo Código Florestal, como acesso à linhas de crédito, por exemplo”, alerta Lucélia. A analista aponta que, apesar de adiantadas em relação aos outros Estados, as inscrições das propriedades de MT no SICAR poderiam estar mais avançadas e responsabiliza a falta de contato com a tecnologia. “Culturalmente, os produtores apresentam resistência com o computador, por não ser uma prática habitual. A esses produtores, repassamos instruções, simulamos o preenchimento do Cadastro e, por meio do Sindicato Rural, sanamos dúvidas sobre como proceder. A escolha da forma que acontecerá o preenchimento das informações fica a critério de cada produtor rural. Para os que tiverem dificuldades, é aconselhável a contratação de um profissional especializado, engenheiro, empresas ou qualquer outro profissional capacitado”, indica Lucélia.

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Crescimento Vertical: estratégias de MT para obtenção de carne com qualidade Nelore Grendene e Governo de MT vão ampliar produção de carne bovina com qualidade por meio da integração de culturas Diego Silva - diego@ricacomunica.com.br

ssim como as estratégias de produção da Fazenda Ressaca, do Grupo Nelore Grendene, que ampliará a lotação de animais por hectare a partir do consórcio da pastagem com o cultivo de soja, a nova gestão do Governo do Estado de Mato Grosso tem como objetivo ampliar a produção de carne com qualidade, por meio da Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), transformando oito milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em áreas de produção agrícola e pecuária, com previsão de início do projeto a partir da safra 2016/17. O plano de fomento do Governo do Estado consiste em treinamento de gestão ao pecuarista, busca de linhas de crédito, ampliação da produção de novilho precoce para abate com 18 meses, aumentando, consequentemente, a utilização de rações à base de soja e milho, produzidos em grande escala em Mato Grosso. Além de expandir, segundo o vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro, a finalidade do projeto é manter o status sanitário e valorizar a proteína de MT. “Nessa gestão, o Governo trabalha em conjunto com a iniciativa privada para que, até o fim do mandato, o Estado obtenha o reconhecimento de zona livre sem vacinação, para que, assim, possa alcançar mercados com maior valor agregado para a carne”, destaca. Mato Grosso se mantém como o maior produtor de gado do País, somando um rebanho de 28,47 milhões de cabeças, e está há 19 anos livre de febre aftosa com vacinação. “Para agregar valor, aumentar a produção de qualidade, em busca de maior reconhecimento nos próximos quatro anos, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), vamos melhorar a estrutura nas barreiras sanitárias para ampliar a fiscalização de fronteira”, enfatiza Fávaro.


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Vice-governador do Estado de MT, Carlos Fávaro, em visita a Nelore Grendene

“Transformando 8 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em áreas de produção agrícola e pecuária”

O diretor geral da Fazenda Ressaca, Ilson Corrêa, compartilha da proposta do Governo de MT e acredita que não basta ampliar, mas incentivar. “É preciso buscar incentivos para os pecuaristas da região e tornar o Estado uma referência não só em volume, mas qualidade e rentabilidade. Dessa forma, daremos dimensão para o nosso status de modelo internacional de produção de carne”, pontua. Para Corrêa o aumento no volume de carne produzida em MT está atrelada ao incentivos e à valorização da proteína. “A proposta de aumentar a produção é fundamental para que consigamos atender às demandas internas e externas do país e só atingiremos as metas se cuidarmos da produção da porteira para dentro. Para isso, temos de contar com ações efetivas do Governo Federal e Estadual, como o monitoramento sanitário e linhas de créditos menos burocráticas”, enfatiza, ao sinalizar que o rebanho de MT já cresce potencialmente, ano a ano, chegando a atingir 28,47 milhões de cabeças em 2014, ante 28,41 milhões em 2013.

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Rígido monitoramento sanitário Segundo o médico veterinário do Indea/MT, José Villanova Torres Neto, a Avaliação de Circulação Viral na Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação, ocorre a cada dois anos em todos os estados brasileiros, exceto Santa Catarina, por ser considerado livre de febre aftosa sem vacinação. “As propriedades são escolhidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, em seguida, o órgão estadual representante faz a coleta de sangue dos animais, também aleatoriamente, e encaminha para análise em laboratório de Minas Gerais”, detalha Neto. “A finalidade da ação é dar aos Estados segurança sanitária, mercadológica e valorização da carne bovina”, destaca.

Capataz Mario Sergio Senna, profissional que contribui com a sanidade animal

“19 anos livre de febre aftosa com vacinação”

A Fazenda Ressaca, que se dedica à criação de gado nelore P.O., foi selecionada e teve seu plantel avaliado positivamente após a análise de 32 amostras de soro coletadas, número máximo recomendado pelo Mapa. Segundo a entidade, o número de amostras varia de acordo com o volume de animais e os bezerros estudados devem ter seis a doze meses de idade, faixa etária de 4.539 rezes da fazenda avaliada. “Esta análise dá credibilidade ao rebanho de todo o Mato Grosso e nos mantém no mercado de forma estável. A seriedade do trabalho traz também segurança ao consumidor final que terá a certeza de adquirir um produto com qualidade e aprovado pelos órgãos públicos”, endossa o diretor, Ilson Corrêa.


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Foto: JM Matos

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Nelore Grendene: projetos de repercussão nacional impulsionam o desenvolvimento local Com metas socioeconômicas, o Grupo gera emprego, renda e estimula o turismo em Cáceres/MT Diego Silva - diego@ricacomunica.com.br

escolha por Cáceres (MT) para sediar a indústria genética da Nelore Grendene trouxe para o Grupo a preocupação com o desenvolvimento local nas esferas social, ambiental e econômica. Estipuladas as metas que privilegiassem a população da região Sudoeste de Mato Grosso, a Fazenda Ressaca iniciou suas atividades no Pantanal e desde então atinge repercussão nacional nos projetos que desenvolvem a região e beneficiam a população cacerense. Com o passar dos anos, os projetos da Fazenda, que atualmente distribui genética para todas as regiões do País, foram ganhando dimensão e exigindo maior número de colaboradores capacitados. Atualmente a Fazenda emprega diretamente 140 profissionais da região, sendo 25 contratados recentemente devido à implantação do consórcio da pecuária com a lavoura de soja. “Todos os colaboradores estão inseridos de alguma forma no maior evento realizado pela Nelore Grendene e responderão pelo sucesso que será a terceira edição do Leilão 1000 Touros”, afirma o diretor geral, Ilson Corrêa, referindose à movimentação turística e econômica no município, viabilizada pelo maior leilão de touros do mundo, que acontece no dia 30 de agosto.


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Considerando os empregos indiretos e as parcerias com entidades representativas, políticas e científicas, a Fazenda Ressaca supera suas metas socioculturais e passa a impactar a região por meio do intercâmbio de informações causado em determinadas ocasiões, como no 2º Encontro Técnico da Soja e do Milho na Região Sudoeste de Mato Grosso. O evento que aconteceu em março deste ano, apresentou a viabilidade econômica e social do cultivo de grãos na região para a população de Mato Grosso e fortaleceu a integração entre acadêmicos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), criadores, alunos e professores do Instituto Federal Mato Grosso (IFMT), representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), além de autoridades do Governo Estadual que debateram o desenvolvimento local provocado pelo campo.

Capa da Revista Dinheiro Rural Edição Maio 2015

Vista aérea da Fazenda Ressaca durante o Dia de Campo 2015

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Cerca de 600 pessoas compareceram à propriedade do Grupo Nelore Grendene para averiguar os resultados do primeiro ano de integração lavoura-pecuária e o evento ganhou notoriedade por meio de divulgação na imprensa nacional, resultando em visibilidade nacional para a cidade de Cáceres. ‘A integração lavoura-pecuária no desenvolvimento regional’ foi o tema do evento, que de acordo com o presidente da comissão organizadora, João Oliveira Gouveia Neto, cumpriu com o objetivo de mostrar a viabilidade agrícola de Cáceres. “Nossa região tem uma potencialidade muito grande tanto para soja quanto para o milho. Esse tipo de ação além de promover um intercâmbio de informações serve para dar ao criador mais alternativas viáveis para o desenvolvimento regional e diversificação da matriz econômica”, afirma Neto.

Fotos do Dia de Campo na Fazenda Ressaca


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Fotos do Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe)

O maior projeto desenvolvido pela Nelore Grendene, o Leilão 1000 Touros, assim como o Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe), maior festival de pesca do mundo, com registro no Guinness Book, tem feito de Cáceres um pólo agropecuário e referência internacional na oferta de genética Nelore e na prática do turismo. Ambos os eventos além de visibilidade e atração turística movimentam significativamente a economia local, geram centenas de empregos e trazem à tona os reais potenciais da região Sudoeste do Estado. “Os números do leilão e do festival de pesca nos fizeram parceiros em prol do desenvolvimento local. Trabalhamos em prol do progresso, com o objetivo de tornar Cáceres referência econômica, com atividades do meio rural”, finaliza o diretor da Nelore Grendene, Ilson Corrêa.

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Pedro Grendene - Diretor Presidente da Nelore Grendene

Genética é um termo muito amplo! Tudo está relacionado a esta palavra: temperamento do animal, se é dócil ou bravo, leve ou pesado, ágil ou não. E com o foco voltado a este termo tão significativo, trabalhamos na Nelore Grendene com a finalidade de desenvolver a precocidade sexual. Acreditamos que todos os sentidos da precocidade se relacionam. Esteja ela ligada ao ganho de peso ou preparo para estação de monta, precocidade tornou-se sinônimo de rentabilidade.

Pedro Grendene


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entrevista: pedro grendene Diego Silva - diego@ricacomunica.com.br

Na entrevista a seguir, o empresário, pecuarista e, agora sojicultor, Pedro Grendene, que começou sua história no agronegócio em Andradina (SP), com a Fazenda Guanabara, faz um panorama da Fazenda Ressaca, em Cáceres (MT), detalhando o primeiro ano de integração lavoura-pecuária e os resultados desse consórcio para o andamento do Leilão 1000 Touros.

Revista Nelore Grendene - Por que a precocidade sexual se tornou uma base de trabalho? Pedro - Na Fazenda Ressaca, trabalhamos sob a expectativa de que as novilhas estejam prenhas com 17 ou 18 meses, caso contrário elas passam a ‘comer de graça’, e um animal que carrega nossa marca não pode ser caracterizado como tardio. A partir dessa idade, essa novilha já deve estar apta para produzir seu primeiro bezerro. Embora a primeira cria de um animal seja mais complexa que a segunda, há que se dizer que a primeira cria de uma novilha tem menor custo para uma propriedade, porque ela emprenha com muita facilidade e exigindo poucos cuidados, além de ser um animal que come pouco, já que ainda está em fase de desenvolvimento, diferentemente de uma vaca adulta, que necessita de mais alimento para gerar energia e ter disposição, capaz de produzir um bom bezerro, mas com aumento de custo. Revista NG – Nesse mesmo sentido, o que deve prevalecer? O animal precocemente apto para a monta ou abate? Pedro - Emprenhando cedo e produzindo um bezerro aos 26 ou 27 meses, rentabilizamos muito a propriedade. O irmão dessa novilha é um animal que fica adulto na mesma proporçao. Não desconsideramos a expectativa de que ele não sirva para monta, mas ele, também, estará apto a nos servir para o abate. Quando um animal está pronto sexualmente, também está pronto para carcaça, pronto de terminação ou, ao menos, próximo. Por esse motivo, a genética voltada para precocidade é uma busca incessante para a Nelore Grendene.

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Revista NG – Levando em conta a produtividade dos animais, podemos considerar quem adquire a genética Grendene como empreendedor?

exemplo tem de ser o objetivo. Revista NG – Existe uma receita para se produzir o maior leilão de touros do mundo?

Pedro - O empreendedorismo e as empresas carregam a responsabilidade de serem rentáveis como pressuposto primeiro da sua existência. Não é preciso ter constrangimento com o lucro. A única coisa que gera progresso e riqueza, que pode distribuir renda e que educa o ser humano, são as empresas bem sucedidas, e, essas, têm o lucro como medidor principal do seu sucesso. A pecuária não pode ser diferente em nada. Se a criação não der lucro, não faz sentido. Para isso, as fêmeas precisam emprenhar cedo e os machos têm que terminar de trabalhar cedo. Portanto, consideramos, sim, grandes empreendedores rurais aqueles que se preocupam com a precocidade de seus animais.

Pedro – O Leilão 1000 Touros é emblemático. O desafio é de que os mil deste ano sejam melhores que os mil do ano passado. E o trabalho começa com muita antecedência. Os animais do próximo leilão já estão no pasto da Fazenda Ressaca, com cerca de 24 a 30 meses de idade. Precisamos saber que os animais leiloados em 2015 há três anos já estavam na barriga da mães. O que poderíamos fazer por eles foi feito há mais de três anos por meio de tecnologia. Nesta última estação de monta, trabalhamos com FIV, com foco nos touros que serão comercializados daqui três anos. Priorizamos animais de ponta e cabeceira, produzidos aqui, e que são testados em centrais de produção e venda de sêmen. Estamos trabalhando com o firme propósito de melhorar sempre. Revista NG – Qual o atual rebanho da Fazenda Ressaca e qual a meta da propriedade?

Revista NG - Na relação lucro versus investimento, como seria o resultado ideal dessa equação para pecuária? Pedro - Um plantel precoce, com filhos precoces, é um plantel com desfrute muito bom, e, esse é o “x” da questão. Você tem na fazenda 50 mil arrobas caminhando e vende para o frigorífico, todo ano, cerca de 15 mil arrobas. Lembrando que essas, enquanto estão no pasto, precisam de sal, comida, exigem mão de obra, cavalo para o manejo, cerca, vacinas, vermífugos, estrutura, insfraestrutura, transporte, dentre outros custos ou investimentos. Se mesmo assim, essas produzirem 15 mil arrobas para o frigorífico, o seu desfrute será de 30%. É dificílimo conseguir isso. É um número ainda a se atingir no Brasil, mas este

Pedro – Chegamos à terceira edição do Leilão 1000 Touros com uma rebanho de aproximadamente 30 mil cabeças, de mamando a caducando, sendo que quatro mil são matrizes que trabalham na reprodução de gado PO e, o restante, gado comercial. Essas quatro mil estão desmamando 2.700 bezerros, que serão comercializados nos próximos leilões. Não pretendemos somar ao número de mil touros, mas a meta atual é ampliar a produtividade e qualidade. Por isso, incluímos, a partir da safra 2014/15, o cultivo de soja.


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Revista NG – Foram quase 1.100 hectares de soja. Já é possível afirmar que, além de melhorar a pecuária, se tem lucro com os grãos?

“Emprenhando cedo e produzindo um bezerro aos 26 ou 27 meses, rentabilizamos muito a propriedade ”

Pedro - Plantamos soja com a expectativa de rentabilizar. Há os riscos com clima e pragas, como qualquer atividade rural, mas o que mais anima são os benefícios para a pecuária. Com a soja, atingimos terras mansas, limpas, bem adubadas, com pastos novos e muito eficientes, gramínias modernas e de grande porte, que permitem pastar uma grande quantidade de cabeças por hectare, mesmo em períodos de estiagem, de março a outubro. Acreditamos que vamos fazer a agricultura e, consequentemente, aumentar a quantidade de gado na fazenda, mas com rentabilidade para ambas as culturas. A expectativa é de que a soja seja um divisor. Precisa de investimentos, mas agricultura deve ser rentável por si só, pagando todo seu custo, sobrando, para a pecuária, uma terra adubada e preparada. Em sete meses de pujança e exploração dos resíduos de adubação, de neutralização com calagem, e tudo mais, queremos que a terra produza pasto, quase que sozinha, sem muitos investimentos.

Revista NG – Por que investir na oleaginosa e nessa região? Pedro - Existem regiões brasileiras com maior vocação agrícola que Cáceres (MT). Entretanto, podemos fazer agricultura aqui, também. A produção deverá crescer com certa parcimônia e cuidados, para que não haja frustrações, usando sementes adequadas, já que contamos com um nível baixo e clima quente, chegando à temperatura de 40 graus no verão, sem esfriar à noite. Mesmo assim, dá para rentabilizar o negócio com um pouco de agricultura, fazer a agricultura para melhorar a pecuária e não trocar o negócio.Se plantarmos soja e tivermos uma boa colheita, ganhamos alguma renda com isso e ainda teremos um substrato de adução considerável, somando ao capim como safrinha, que chega a atingir um metro e meio, mesma altura que as gramínias, ampliando a lotação de animais por hectare. Revista NG – Pretende ampliar a área destinada à soja em prol da produção de carne? Pedro – Vamos complementar a integração com pastos rotacionados e mensuramos que podemos chegar a produzir cerca de 12 arrobas de carne por hectare, aumentando o desfrute dos animais no período. Esperamos, ao longo do tempo, amortizar os investimento com a agricultura e maquinários e atingirmos 5 mil hectares cultivados com grãos até a safra 2017/18. Produzindo muito mais carne, sem ampliar nenhum hectare, apenas utilizando pastagem, com foco no desenvolvimento sustentável. E, ainda, podemos citar o impacto social, com a geração de dezenas vagas de empregos para a região.

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