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Fratura Exposta
orientação gilberto mariotti
trabalho de conclusão de curso - escola da cidade 2021
sabrina carvalho dias
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Agradecimentos Este trabalho só foi possível graças as trocas e atravessamentos que me permearam durante todo o processo de graduação. Agradeço à alguns nomes imprescindíveis à esse trabalho, sabendo que essa lista poderia se estender muito mais:
À Gilberto Mariotti por topar encarar essa empreitada comigo com muita paciência e parceria. Agradeço imensamente a Carol Tonetti e Yuri Quevedo pelos comentários certeiros na banca de qualificação e pela leitura do trabalho e participação na banca final. À Maria Noujaim pelos ensinamentos e trocas que estão presentes em toda extensão dessa pesquisa e por aceitar a leitura do trabalho e participação na banca final. Ao professor Li, pelas parcerias realizadas na plataforma Arquitetura e Biosfera, pelo dialogo decolonial e por seu incentivo em desenvolver modos não predatórios de criação. Ao povo Kamayurá, pelo acolhimento e pelas trocas potentes que me possibilitaram as reflexões aqui presentes. Agradeço a Jera Guarani pelas parcerias e por seu discurso claro e preciso imprescindíveis para o desenvolvimento dessa pesquisa. Aos meus amigos Annick, Ligia e Antônio pelas conversas sinceras, de mútuo afeto e cuidado. À querida Amanda Klajner pela leitura atenta, por todo seu apoio e incentivo. Um agredecimento especial a meus avós, Ernesto e Augusta que sempre foram um grande exemplo para mim e que de alguma forma são personagens cruciais no trabalho. Gostaria também de agradecer ao meu primo e grande amigo Pedro Lotti C Dias que se dispôs a me aconselhar e direcionar com muito afinco. Agradeço especialmente a minha mãe Elena que sempre me guiou e desguiou por essa vida com muito carinho e influência e ao meu tio Teodoro pela paciência, cuidado e rigor sempre presentes em seus ensinamentos. Por fim gostaria de agradecer Fernanda Galloni por me ensinar,amar e motivar todos os dias.
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Sumário 0/III
preparação do terreno
7-8
I/III
fundação
9-27
IIa/III
estrutura
28-55
IIb/III
além do alumínio
56-143
III/III
reboco
144-153
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bibliografia
154-155
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0/III •
preparação do terreno
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Esse trabalho decorre de um estudo bibliográfico sobre teoria decolonial e conceitos de territorialidade e de meu diário de campo relacionado a extração de bauxita em Poços de Caldas. A pesquisa se pretende de caráter continuado, e não busca chegar a um encerramento conclusivo. O convite feito ao leitor vai no sentido de questionar os meios de produção colonialistas e a propor - seja no campo da arquitetura, no da arte ou em qualquer outro meio de criação - uma pesquisa engajada em modos de romper com o sistema predatório heteropatriarcal capitalista. O ponto de partida deste ensaio se deu com as trocas que tive, no mês de julho do ano de 2019, com o povo Kamayurá no alto Xingu - Mato Grosso, a convite da própria etnia para desenvolvermos juntos o manual da arquitetura Kamayurá dentro do grupo Arquiteturas Tradicionais na plataforma Arquitetura e Biosfera, anteriormente chamada Habita Cidade. Essa experiência me proporcionou o deslocamento geofísico, social e psíquico que tornou evidente para mim o quão limitada e limitante é a vivência do corpo ocidental moderno contemporâneo quando comparada à sociedade indígena do Alto Xingu. Estar imersa em um meio altero às práticas coloniais do sistema capitalista globalizante fez com que de alguma forma houvesse uma transformação em minha cosmovisão no sentido de entender como possíveis outras maneiras de habitar e experienciar o mundo. Desde então, venho realizando parcerias com as etnias Kamayurá, Tupinambá do sul da Bahia, Awaeté (assurini do Xingu), Guarani Mbya e Kuikuro, o que tem me levado a perceber que para existir alguma possibilidade de futuro para os seres habitantes da biosfera é através da escuta aos povos tradicionais. Não falo aqui de transformar toda a sociedade civil em indígena, mas de compreender a existência de realidades múltiplas alheias ao sistema capitalista e em como podemos realizar parcerias com os povos tradicionais e experimentar a criação de um terceiro caminho, diretamente ligado à teoria de igualdade não binária entre os seres humanos e não humanos. Nesse sentido, a pesquisa que aqui disponibilizo é fruto de um exercício contínuo de questionamento ao atual sistema-mundo de acumulação de bens de consumo em comparação a economia das sociedades tradicionais.
I/III • fundação
Fronteira na construção de Brasil
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“Parte que corresponde ao limite extremo de uma terra, área, região etc., a parte limítrofe de um espaço que confina com outro.” O conceito de fronteira, portanto, se difere do sentido de limSegundo o dicionário, fronteira é a
ite, de modo que o limite se restringe à uma conformação geopolítica da divisão do território mundial entre os Estados-Nação, e a fronteira abrange qualquer situação de encontro entre duas realidades distintas, configurando-se tanto como lugar de troca, como lugar de conflito.
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Fronteira agrícola, AGR: limite de uma área de exploração agrícola. Fronteira artificial, TOPOGR:
topografia da região.
fronteira demarcada sem respeitar a
Fronteira de acumulação, HIST, TOPOGR: fronteira viva. Fronteira de tensão, HIST, TOPOGR: fronteira viva. Fronteira esboçada, TOPOGR:
tipo de fronteira delineada sobre um mapa, sem que o seu traçado corresponda a uma gradual adaptação passiva do homem ao meio, nem a uma adaptação ativa do Estado ao qual ela pertence.
Fronteira linguística, LING: a) limites, normalmente bem definidos, que
separam dois sistemas linguísticos; b) espaço intervalar que separa duas unidades linguísticas (fonéticas, fonológicas, morfológicas ou sintáticas).
Fronteira morta, HIST, TOPOGR: fronteira que passou da condição de viva à de limite estável, cessadas as causas que originavam tensão.
Fronteira natural, TOPOGR: aquela que acompanha um acidente topográfico como rio, montanha etc.
Fronteira seca: marco divisório entre dois países, sem a presença de rio ou lago. Fronteira silábica, FON:
junção de duas sílabas, particularmente entre uma vogal e uma consoante implosiva ou explosiva, como, por exemplo, nas palavras ba-ta e cor-te; corte silábico.
Fronteira termodinâmica, METEOR: região da atmosfera que estabelece o limite de início de zona de intensa rarefação.
Fronteira viva, HIST, TOPOGR: tipo de fronteira que é fruto de paulatina evolução histórica e fixada através de choques ou de lutas armadas, bem como sujeita a constantes alterações; fronteira de acumulação, fronteira de tensão.
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“A fronteira de modo algum se reduz e se resume à fronteira geográfica. Ela é fronteira de muitas e diferentes coisas: fronteira da civilização (demarcada pela barbárie que nela se oculta), fronteira espacial, fronteira de culturas e visões de mundo, fronteira de etnias, fronteira da história e da historicidade do homem. E, sobretudo, fronteira do humano.”
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(MARTINS, José de Souza. Fronteira: a degradação do Outro nos confins do humano. 2ª ed. São Paulo. Contexto. 2019. P. 11)
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As fronteiras sociais e simbólicas (fusão de sentido entre fronteira viva, fronteira linguística e fronteira natural) dos povos originários do território sul-americano não são respeitadas e consideradas na divisão geográfica nacional. “(...) no período colonial, designava como “brasileiro” não aquele que nascia por aqui, mas aquele que explorava o paubrasil e voltava rico a Portugal. O adjetivo pátrio “brasileiro” se impôs (...) Sobreveio o “brasileiro”, ou seja, aquele que vive de explorar o Brasil, assim como o madeireiro vive de explorar a madeira e o mineiro, de explorar o minério. Assim, mais que adjetivo pátrio, “brasileiro” é uma caracterização substantiva das nossas oligarquias.” 1 Seguindo a interpretação de Aráoz, o Brasil é essa complexa obra de ficção de um país que já nasce sendo mercadoria, sua narrativa se desenrola às custas do genocídio dos povos, espécies e culturas tradicionais. Brasil, palavra carregada de significado premonitório que nomeia o pau que tinge com a cor rubra e identifica aquele lugar inteiro como produto de interesse dos colonizadores. Foi através de um discurso de oficialização do poder acompanhado de documentos e versões históricas que se legitima a exploração da terra e dos povos. Ao longo do tempo manteve-se com nome de colonialismo ou neocolonialismo o sistema de controle arrogante que ignora o futuro e faz com que o presente pareça eterno. Sendo esse discurso estandardizado, capaz de suprimir qualquer alternativa apontando-as como ingênuas, incoerentes ou surreais a fim de prolongar sua existência sistêmica apagando vorazmente qualquer tentativa de subversão. Por essa e outras razões citadas que, para falar das práticas contemporâneas de extrativismo mineral e do agente colonial-moderno, apresenta-se como necessário retomar as razões históricas-geográficas-sociais que levaram à ascensão desse eixo da sociedade de poder vigente. A epistemologia fundadora do conceito de território brasileiro caracteriza interna e externamente essa região pela dicotomia da produção de commodities e as fronteiras agrícolas extrativistas em contraste com a paisagem da natureza “exuberante”. A idealização da relação entre indígenas e colonizadores, “progresso da sociedade” e preservação da natureza, foi construída primeiramente em obras literárias europeias, principalmente no sentido de relato do desconhecido e extrapolações de futuro para o que chamavam de novo mundo. No século xix brasileiro o pensamento segue como de um colonizador no sentido de que a mentalidade
1 ARÁOZ, Horacio Machado. Mineração, genealogia do desastre: O extrativismo na América como origem da modernidade. 1. ed. São Paulo: Elefante, 2020. 324 p. ISBN 8593115462. P. 9.
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tanto cultural como governamental é de uma elite baseada nos valores europeus e que continuamente se assemelha mais com o outro, o externo, do que si próprio e o ambiente circundante. De acordo com esses processos históricoculturais-geográficos é possível definir o conceito nacional brasileiro no âmago de sua criação como um complexo de “locais de choque”, realidades de fronteira conflituosa em que uma das partes pretende impor uma transformação sobre a outra discriminando sua existência. Seja nos conflitos entre grileiros e populações tradicionais, ou dentro das grandes cidades onde as polícias militares realizam o exercício da violência maquínica sistêmica e constante contra as populações pobres, negras e lgbtqiap+, a lógica descrita acima é presente por todo território nacional. Os povos indígenas têm tido seu povo dizimado e sua cultura ignorada pela conformação sociopolítica nacional desde de que o território foi invadido como muito bem definiu Lilia Schwarcz “Tem sido assim desde a chegada das caravelas de Cabral: para uns, breve paraíso; para outros, inferno sem fim;”2 . Em resumo: sofremos do mal da colonização, doença letal impregnada em nossa sociedade. A colonização dos territórios da América foi um momento de invasão e violências localizadas durante a última década do século XV e se estendeu até a fundação das repúblicas Sul-Americanas no século XIX. O que vivemos hoje, o colonialismo, é fruto dos valores e práticas da colonização. Chamamos de colonialismo, portanto, a extensão histórica da colonização. O corpo do Estado sempre esteve submisso aos interesses estrangeiros em matéria-prima. Em Veias abertas da América Latina (1971) Eduardo Galeano traça uma conexão entre o golpe militar de 1964 no Brasil e a empresa Hanna Mining Co. O golpe de Estado acobertou com discurso nacionalista os interesses de corporações estrangeiras, como o caso da citada empresa norte-Americana, que durante o governo de Jânio Quadros havia perdido a licitação que concedia a ela a exploração de minério de ferro em território brasileiro. Assim, a corporação financiou e foi capaz de inserir alguns de seus representantes dentro do corpo governamental de Castelo Branco e dos que o sequenciaram no horror do AI-5, cujas consequências são sofridas até hoje 3.
2 SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: Uma Biografia. 1. ed. São paulo: Companhia das letras, 2015. 808 p. P.23. 3 “George Humphrey, diretor da Hanna, era então membro proeminente do governo dos Estados Unidos, como secretário do tesouro e como diretor do Eximbank, o banco oficial para operações de comércio exterior (...) O bombardeio se tornou cada vez mais intenso para que fosse reconhecido à Hanna o direito o ferro que, a rigor, pertencia ao estado. Em 21 de agosto de 1961 o presidente Jânio Quadros assinou uma resolução que anulava as ilegais autorizações estendidas a favor da Hanna e restituía as jazidas de ferro de Minas Gerais à reserva nacional. Quatro dias depois, os ministros militares obrigaram Quadros a renunciar. Em 1962 quando um ministro quis por em prática o decreto fatal contra a Hanna (...) O embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, enviou um telegrama a Goulart prestando com viva indignação pela atentado que o governo ia cometer contra os interesses da empresa norte-americana (...) no ultimo dia de março de 1964, prorrompeu um gole de estado “Para a Hanna revolta que derrubou Goulart na primavera passada chegou como um desses resgates de ultimo minuto pelo primeiro da cavalaria” (revista Fortune) (...) Homens da Hanna passaram a ocupar a vice-presidência do Brasil e três
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Nesse período um plano de “ocupação” da Amazônia tomou conta do discurso político com o slogan “integrar para não entregar” no qual, através do mesmo discurso desenvolvimentista nacionalista de “proteger o país da invasão estrangeira”, tinha o proposito de justificar o escandaloso desmatamento e violação das populações tradicionais. Na esteira das companhias estrangeiras empresários do Sul e Sudeste foram levados ao norte estendendo o monopólio do setor privado empresarial dominante para a área Amazônica. Nessa empreitada de preencher os “vazios demográficos” estima-se que 8000 indígenas tenham sido assassinados. (Paulo Tavares, 2018)4 Até aqui é possível notar que a mentalidade colonial se estende a burguesia e ao corpo político nacional. O que permite observar um crescente retrocesso nas estratégias governamentais do país que demonstram o desejo de retomada do caráter simbólico de “Brasil”, aquele que se perpetuou desde os períodos da colonização: um país cujas relações são traçadas por cunho familiar e de apoio às iniciativas de negócios predatórias. Segundo Lilia Schwarcz “O bovarismo nacional faz par com outra característica que tem nos definido enquanto nacionalidade: o “familismo”, ou o costume arraigado de transformar questões públicas em questões privadas (...) o Brasil surgia representado ora por estereótipos que o designavam como uma grande e inesperada “falta” — de lei, de hierarquia, de regras — ora pelo “excesso” — de lascívia, de sexualidade, de ócio ou de festas.”5 O Estado sempre abusa de seu monopólio da violência e no caso brasileiro submete tudo que não é de interesse das famílias e corporações à extinção, ou pelo menos a tentativa de aniquilação. Não é por menos que um mecanismo que surgiu recentemente, o CAR (Cadastro Ambiental Rural) - criado em 2012 pela lei Nº 12.6516 -, tem brechas que permitem o crime da grilagem de terras. Tal ferramenta funciona com base nas
dos ministérios.” GALEANO, Eduardo. Veias Abertas da América Latina. Porto Alegre, RS: L&PM Pocket, 2018. 396 p. P.217 – 222.
4 PAULO TAVARES: Memória da Terra. [S. l.: s. n.], 2014. 1 vídeo (33:37 min). Publicado pelo canal ARTE!Brasileiros. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=T2EmFLqCSDU&t=1812s>. Acesso em: 19 jul. 2021. 5 SCHWARCZ, Lilia M; STARLING, Heloisa M. Brasil: Uma Biografia. 1. ed. São Paulo: Companhia das letras, 2015. 808 p. P.21 e 22. 6 Leia mais em: GOVERNO FEDERAL, Serviço Florestal Brasileiro et al. O que é o Cadastro Ambiental Rural (CAR). [S. l.], 5 jan. 2021. In: Inventário Florestal Nacional - Cadastro Ambiental Rural, CAR II Disponível em: https:// www.florestal.gov.br/inventario-florestal-nacional/?option=com_content&view=article&id=74&Itemid=94#:~:text=Criado%20pela%20Lei%20n%C2%BA%2012.651,os%20im%C3%B3veis%20rurais%2C%20com%20a. Acesso em: 29 abr. 2021.
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premissas do Código Florestal redigido na lei descrita acima. O Código Florestal de 2012, em teoria, reforçaria a premissa de preservação ambiental e fiscalização do cumprimento das normas de respeito ao meio ambiente e à biodiversidade da terra em proteção das comunidades tradicionais. A grande questão, que infelizmente não denota novidade, é que em nenhum momento os povos originários foram consultados para elaboração do novo Código Florestal, o que acarreta em uma série de problemas que serão sentidos justamente por essa população. O documento do CAR requer o pagamento prévio para que o serviço seja realizado, o que gera grandes dificuldades para o cadastramento para alguns grupos individuais como a sobreposição das linhas de demarcação. No início de 2020, junto com o GTP Observatório do médio Xingu (plataforma Arquitetura e Biosfera), tive a oportunidade de conversar por chamada de vídeo com Carlos, guarda florestal que atua na região norte do país, sobre as questões práticas do funcionamento do CAR. Ele relatou que o que acontece na prática é que alguns grileiros, muitos militares de reserva com recursos das “máquinas de violência”, cadastraram lotes de terras em territórios indígenas e utilizaram esse documento como resposta jurídica para litígios e situações de conflito. Dessa forma, uma lei que tinha como premissa a proteção das terras indígenas volta-se contra essa população por ser viabilizada através de investimento privado. Basta capital para realizar o cadastramento e a área passa a ter proprietário, muitas vezes sendo esse um violador das políticas de proteção ambiental. Mostramos com este caso apenas um exemplo da tecnocracia do colonialismo sobre os povos tradicionais, sejam eles indígenas, ribeirinhos e quilombolas. A consequência dessa falta de interesse sistêmica das figuras de poder em compreender a realidade geofísica natural e aprender com os povos nativos desse território gera desfalque no sentido cultural e histórico, e mal compreensão no meio em que vivemos, seja em questão de moradia, transporte, edificação e valores. Ignora-se essa presença ancestral, importando todo tipo de novidade do norte global, que na maioria das vezes não é adaptável à realidade local. Compõe-se assim os fatores vertentes da expansão colonial que implicam na má qualidade de vida da população hoje, como por exemplo a construção e a conformação das cidades, muito bem evidenciada na primeira parte da coletânea Arrabalde, de João Moreira Sales, publicada na revista Piauí em 2020: “Temos visto isso, esse empréstimo disparatado de protocolos criados para outras culturas e outros climas. A incongruência da cena, contudo, não é apenas um verbete a mais no rol das nossas imitações malfeitas. Aquilo é impraticável. O segurança de terno preto debaixo do sol equatorial é viável por muito pouco tempo. Se permanecer ali toda a manhã, desmaia; se não for acudido, morre. O que significa duas coisas: que a paisagem natural já não é capaz de protegê-lo e
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que a paisagem que a substituiu, construída à custa de muito trabalho, não é aliada da vida.”7 E assim como a cidade não é aliada à vida, as práticas que a fazem funcionar, também não são. A origem material geológica das calçadas, arranhacéus, celulares, computadores, automóveis e pontes está no cume da montanha de uma “cidadezinha qualquer”8. E, como não se pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, destruímos a montanha extraindo minério para edificar cidade. A relação de exploração da terra das cidades do sul global colonialista colaboram para o nível de irritação da Terra. Não por acaso, grande parte da produção intelectual no contexto da covid-19 formalizou-se através da reflexão sobre as práticas necropolíticas do capitalismo tecnopatriarcal (Apartamento em Urano, Preciado, Paul. 2020). Compreende-se, portanto, a necessidade planetária de bloquear “a locomotiva do progresso”... ...progresso que é palavra cravada na bandeira nacional e que serve para justificar ações de violação aos direitos humanos e ambientais.
7 SLLES, João Moreira. ARREBALDE: Parte I_A Floresta Difícil. Piauí, São Paulo, v. 1, n. 170, p. pg 4051, 15 nov. 2020. 8 “entre a “cidadizinha qualquer” e a metropole(...) entre as configurações arcaicas do Brasil e os espasmos e anúncios da modernização do país.” Wisnik, José Miguel. Maquinação do Mundo: Drummond e a mineração. 1. ed. São paulo. Companhia das letras, 2018. 304 p. P.44.
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AMEREIDA.. Chile. 1967.p.35.
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“O Sul é uma ficção política construída pela razão colonial. O sul é uma invenção da cartografia colonial moderna: efeito ao mesmo tempo do traite négrière transatlantique [tráfico negreiro transatlântico] e do desenvolvimento do capitalismo industrial em busca de novos espaços para a extração de recursos(...) O Sul não é um lugar, mas antes um efeito de relações entre poder, conhecimento e espaço. A modernidade colonial inventa uma geografia e uma cronologia: O Sul é primitivo e passado. O Norte é progresso e futuro (...) Ao mesmo tempo, o Sul é o lugar onde acontece a extração capitalista: o lugar onde o Norte captura energia, significado, jouissance e valor agregado. O Sul é a pele e o útero. O óleo e o café. A carne e o ouro.” 9 9
Preciado, Paul. Um apartamento em Urano: Crônicas da travessia. Tradução de Eliana Aguiar. 1. ed. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2020. 317 p. p 282.
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Seguindo na mesma direção que aponta a lógica de Preciado (2020), a América Latina traça seu caminho rumo à modernidade admitindo um papel de substrato para uma fértil plantação no Norte global. Está enraizada na mentalidade social a convicção de que o papel no sistema-mundo do Sul global é o extrativismo tendo como principal atividade a mineração colonial moderna. Sendo essa apoiada em “Seus “avanços tecnológicos” que são, na verdade, o aperfeiçoamento da arte da guerra, o uso eficaz da violência; o incremento na intensidade e na capacidade de controle, apropriação, extração e trituração das energias vitais, de montanhas, paisagens, corpos de água, biodiversidade.” 10 A linguagem empresarial das empresas mineradoras em Poços de Caldas que investigamos rebatem as críticas à produção extrativista de exploração para exportação com a promessa de que esse é o caminho para riqueza nacional. As corporações mineradoras defendem em seu lobby de que o caminho para o “progresso” se da através do aprimoramento das técnicas de extrativismo e do superfaturamento das megacorporações. A grande questão limiar do ideal de desenvolvimento da America Latina é que o Sul nunca será o Norte porque sem os países subdesenvolvidos, sem o extrativismo predatório não poderia haver um país “desenvolvido” hiperconsumidor de matérias primas baratas. A Noruega, para que tenha PIB per capita de 75.419,63 USD (2019) - como acionista majoritária da empresa que contém a maior refinaria de alumina fora da China, a Hydro Alunorte, localizada na cidade de Barcarena no Pará – segundo matérias da BBC de 2017 e 2018, contaminou livremente a bacia hidrográfica amazônica como parte do processo de produção de alumínio. Além do vazamento nas barragens, a empresa mantinha um duto clandestino para lançar efluentes não tratados em nascentes amazônicas.11 Um outro exemplo seria o governo finlandês atual, que tem em seu discurso público o país como exemplo em questões de atenção ao meio ambiente e 10 ARÁOZ, Horacio Machado. Mineração, genealogia do desastre: O extrativismo na América como origem da modernidade. 1. ed. São Paulo: Elefante, 2020. 324 p. ISBN 8593115462. P.17. 11 “(...) a empresa até hoje não pagou multas estipuladas pelo Ibama em R$ 17 milhões, após um transbordamento de lama tóxica em rios por uma de suas subsidiárias na região amazônica, em 2009. (…) Dono de 34,3% das ações da megaprodutora mundial de alumínio, o governo da Noruega ganhou manchetes em todo o mundo na última semana, após criticar publicamente o aumento do desmatamento na Amazônia.” SENRA, Ricardo NORUEGA é maior acionista de mineradora denunciada por contaminação na Amazônia. BBC News - Brasil, Washington, 23 jun. 2017. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40423002. Acesso em: 21 jul. 2021. “Além de um vazamento de restos tóxicos de mineração, que contaminou diversas comunidades de Barcarena, no Pará, a gigante norueguesa Hydro usou uma “tubulação clandestina de lançamento de efluentes não tratados” em um conjunto de nascentes do rio Muripi, aponta um laudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde.(…) A multinacional produtora de alumínio, cujo acionista majoritário e controlador é o governo da Noruega, voltou ao noticiário brasileiro após a confirmação do vazamento, no último sábado, de uma barragem que continha soda cáustica e metais tóxicos, após chuvas fortes na região.” SENRA, Ricardo. Mineradora norueguesa tinha ‘duto clandestino’ para lançar rejeitos em nascentes amazônicas. BBC News - Brasil, Washington, 23 fev. 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43162472. Acesso em: 21 jul. 2021.
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cocomitantemente é acionista majoritário na empresa Outokompu, uma das maiores importadoras de liga metálica de Níquel. Vale destacar que o níquel é um metal vorazmente explorado pela companhia Vale do Rio Doce em região Amazônica, contaminando o rio Cateté, que segundo alguns pesquisadores pode levar ao aniquilamento dos indígenas da etnia Xikrin. 12 A civilização ocidental moderna funciona porque coloca modelos de “superdesenvolvimento” e aliena a relação entre matéria prima e produto, exploração e exportação, deixando a sujeira abaixo das linhas do equador. Dentre as populações mais vulneráveis, neste cenário, estão a maioria dos operários das grandes empresas, muitas vezes sendo esses também de origem indígena, ribeirinha e/ou quilombola, obrigados a tornarem-se trabalhadores rurais ou serem sujeitos a terem seus povos dizimados.13 Segundo um relatório da CNV (comissão nacional da verdade)14 de 2014, seis etnias indígenas relataram violação grave de direitos humanos entre os anos de 1946 e 1988 (antes e depois da ditadura). Entre as denúncias constavam “assassinatos, remoção forçada ou sob coação de suas terras tradicionais, perseguições, prisões ilegais, estupros, trabalhos forçados ou em condições de semi-escravidão.” Conforme escutados relatos de cunho similar a esses, é perceptível que o projeto de governo brasileiro exerceu e continua exercendo uma violência colonialista, atrelada aos interesses privados de corporações nacionais e internacionais. Consequentemente, o modus-operandi dessas corporações, sejam elas de atuação urbana e/ou rural, funciona de maneira circular, isto é, com a auxilio do Estado, se retira a terra de seus habitantes originais, nega-lhes a possibilidade de subsistência e em seguida aparece como salvadora, “Robin Hood” que retira e devolve, mas conserva a ideia de herói. “Quando está no auge, a dialética da dependência se reveste de aparências de progresso. (...) apresenta-se como uma onda gigantesca, um furacão imparável de monetização/mercantilização/ modernização.”15 Apresentam o emprego como único meio de sobrevivência e desenvolvem uma 12 “Parte da produção de níquel que afeta a vida dos Xikrin tem a Europa como destino (…) A empresa finlandesa Outokumpu comprou diversas vezes o produto produzido pela Vale desde 2016. A Outokumpu tem como seu maior acionista o governo finlandês, que controla atualmente 20,29 % das ações da empresa.” LOCATELLI, Piero. Empresa europeia compra metal que contamina rio no Pará. Reporter Brasil, Https://reporterbrasil.org.br/, 24 fev. 2021. Disponível em: https://reporterbrasil.org.br/2021/02/empresa-europeia-compra-metal-que-contamina-rio-no-para/. Acesso em: 21 jul. 2021. 13 PAULO TAVARES: Memória da Terra. [S. l.: s. n.], 2014. 1 vídeo (33:37 min). Publicado pelo canal ARTE!Brasileiros. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=T2EmFLqCSDU&t=1812s>. Acesso em: 19 jul. 2021. 14 CNV recebe denúncias de violações de direitos de seis etnias indígenas antes e durante a ditadura. [S. l.], 3 maio 2014. Disponível em: http://cnv.memoriasreveladas.gov.br/outros-destaques/480-cnv-recebe-denuncias-de-violacoes-de-direitos-de-seis-etnias-indigenas-antes-e-durante-a-ditadura.html. Acesso em: 21 jul. 2021. 15 ARÁOZ, Horacio Machado. Mineração, genealogia do desastre: O extrativismo na América como origem da modernidade. 1. ed. São Paulo: Elefante, 2020. 324 p. ISBN 8593115462. P.28-29.
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espécie de imunidade fiscal ao deter a renda de milhares de brasileiros para com o Estado. É amplificada a distância entre capital e trabalho nitidamente refletida nos países não hegemônicos. Explicitando a subalternidade em diversos níveis das relações determinantes para a conformação de uma realidade nacional. As grandes corporações compram e defendem uma posição superior a qualquer outra forma de poder, são por si só um próprio país que atua quase que autonomamente. “Nascemos em Alumínio. Isso inspira tudo o que fazemos” (frase da página inicial do site da CBA)16 . Ao mesmo tempo que se beneficiam desse mesmo tipo de vinculação do Brasil com os países do Norte global – estendendo esse modelo de relação interna e externamente para benefício próprio. Existe um meio de discurso e prática dessas megaempresas que é capaz de aparentar “solucionar” os próprios problemas: o lobby. Um exemplo claro desse tipo de atividade é o do grupo Votorantim que explora minério de bauxita em Poços de Caldas e leva para a refinaria da cidade de Alumínio - SP) pelo antigo ramal ferroviário “Caldas” (que por falta de interesse do Estado em conservar a via deixou de transportar pessoas e passou a servir somente às necessidades da mineradora que a mantém.
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CBA. In: CBA. [S. l.]. Disponível em: https://cba.com.br/. Acesso em: 21 jul. 2021.
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O alumínio para que deixe de ser terra e vire peça demanda uma quantidade colossal de energia, o que levou ao grupo Votorantim a desenvolver usinas hidrelétricas no rio Juquiá (estado de São Paulo) a partir do século XX:
“Sabíamos que além da colaboração como administrador e minerador, Miguel tinha contribuído decisivamente para diversas soluções industriais, inclusive no aproveitamento hidrelétrico do rio Juquiá. Este aproveitamento resolveu o problema de energia própria e é uma das grandes razões do sucesso da Companhia Brasileira de Alumínio.”17
Barragem Alecrim UHE Alecrim UHE Salto do Iporanga
UHE Serraria
17 Dias, Mathilde de Carvalho. Amor e Trabalho: Recordações de uma fazendeira do sul de Minas. 1. ed. Rio de Janeiro. Livraria José Olympo Editora, 1973. 143 p.
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O grupo Votorantim muda sua conduta quando as questões ambientais se tornam questão de viabilidade da empresa. Internamente à corporação funaram o Legado das Águas , ação de proteção ambiental nos arredores da bacia hidrográfica do Juquiá. Essa ação acontece não por demanda real, mas pela necessidade de uma mudança no discurso para que sejam prolongadas as ações predatoriamente produtivas. Projetos corporativos do tipo Legado das Águas criam um mecanismo de dano-reparação como resposta à sociedade em respeito aos danos ambientais e sociais causados pela atividade fim da empresa. Consequência disto é que territórios e populações vulneráveis passam a ser assediados por projetos de tipo “sustentável” pelas mesmas empresas que procuram insistentemente limpar seus nomes dos danos biogeofísico-culturais causados pela própria atividade.
UHE Fumaça UHE Barra UHE Porto Raso
Usinas hidrelétricas do grupo Votorantim Rio Juquiá
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IIa/III • estrutura
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Fronteira da memória
a1
Mapa de Poços de Caldas em relação às cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos em um veículo propagandístico
o do Palace Hotel em 1931
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Nunca cheguei a morar. Vivi aos poucos, pingado nos dias de férias e finais de semana. Mas esse é o cenário que me marca as primeiras memórias. Toda a minha infância paulistana é resumida aos respiros em Poços de Caldas onde a vista alcançava longe e o corpo tinha liberdade para caminhar. Entro agora nesse microcosmos pessoal, íntimo e afetivo, mas que é ao mesmo tempo reflexo do sistema-mundo moderno-colonial (Horácio Machado Aráoz, 2020), 21° 47 ‘19.7 ``S 46° 35’ 12.3”W. Aqui lembrança, relatos, crenças e críticas começam a se misturar. Esse relato, em suma, é uma junção de todos os atravessamentos que me foram proporcionados desde o momento em que tomei o primeiro fôlego. Durante o período de férias escolares, fazia dos meses anos e dava corpo às desejadas aventuras. Muito do meu tempo era preenchido por longas voltas de caminhonete com meu avô pela fazenda enquanto ele contava dos nomes das árvores, suas memórias de quando não havia asfalto e o orgulho das plantações de batata. Os passeios eram demorados. Lembro-me de fazer um esforço danado para absorver o máximo de informações que ele me fornecia para que um dia soubesse identificar qualquer espécie arbórea como ele exibia conhecer sobre a paisagem. No entanto, algo que ele nunca soube muito bem me explicar, ou talvez eu que fosse demasiado jovem para compreender, era a terra vazia, perfurada, sem verde ou coisas de se orgulhar. A recordação é intacta, bandeiras vermelhas ora dançantes com o balançar do vento e ora estáticas exercendo sua função de demarcar, situar, anunciar. A terra exposta contrastava com a paisagem verde e viva Lembro de minha mãe me contar que décadas antes, tinham descoberto minério de bauxita na fazenda. Disse que era algo valioso que tomava forma de pedra rubro-acre amarronzada e que era algo de enriquecer muito à gente. Aquelas palavras me cruzaram na forma de uma missão: deveria achar uma pedra de Bauxita, esse tesouro vermelho que me faria poderosa como os piratas. Procurei durante mais de um dia por uma coisa que eu não sabia definir à aparência: todas as pedras pareciam um pouco avermelhadas e não muito valiosas – como era feito o valor em algo com exterioridade tão trivial? Passava horas envolvida na busca, e nalguns momentos esquecia o nome da pedra vermelha e pensava que por sorte (ou maldição), poderia encontrar um bocado de ouro na empreitada. O esforço serviu apenas para cansar-me os músculos e proporcionar boas noites dormidas - em dado momento alguém achou melhor acabar com a brincadeira e dizer que eu não encontraria nada aos fundos da casa de meus avós.
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Noutro dia os adultos comentavam sobre uns tios de minha mãe que moravam em São Paulo e no Rio de Janeiro e queriam vender parte da fazenda. Tudo que escutava sem entender me deixava nervosa. Era completamente incompreensível para mim que alguém por livre espontânea vontade apagasse a memória daquela terra. Perguntei se eram tão ricos porque faziam aquilo? se não precisavam daquele dinheiro porque escolheram a devastação? A relação dos Carvalho Dias com a CBA sempre foi um pouco enevoada a mim, e foi somente quando comecei a escavar esse trabalho que pude compreender os acontecimentos que geraram o nome da companhia de exploração de minério estar constantemente relacionado a história e territorialidade da minha família. Ao contar à minha mãe que estava investigando o passado da nossa família e da terra donde ela vem, me colocou nas mãos um livro escrito por minha bisavó - mãe de meu avô Ernesto - a matriarca Mathilde de Carvalho Dias. No livro a história da cidade e da família se entrelaçam e abrigam lembrança de pessoas que eu nunca pude conhecer jovens por quando eu nascer já serem avós: “Amor e Trabalho: recordações de uma fazendeira do sul de minas” (1973). E é na voz desse relato que segue a citação ao lado.
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Nessa situação já estava esclarecida a situação dos minérios que tínhamos em nossos campos. Mário Pinto, meu genro, e o Miguel haviam andado por toda a nossa fazenda e verificando o que nela havia. Foi relatado um trabalho de Mário, relatando a pesquisa feita e a quantidade e qualidade da bauxita existente em nossas terras, isto foi em 1936-1937. Lindolpho ficou radiante e julgou que poderia sair uma grande indústria com benefício para toda família. Fizemos diversas tentativas para vender o minério no próprio país, e para exportar. Nesse tempo a guerra arrebentou. As coisas pareciam difíceis quando dois grupos de São Paulo se uniram a nós para construir uma fábrica de alumínio no Brasil, que poderia ser a primeira.1 1 Dias, Mathilde de Carvalho. Amor e trabalho:Recordações de uma fazendeira do sul de Minas. 1. ed. Rio de Janeiro. Livraria José Olympo Editora, 1973. 143 p.
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Miguel Carvalho Dias em uma trincheira cavada par a pesquisa de bauxita na fazenda de seu pai, Lindolpho, em 1936
Lavra de bauxita em 1942 na fazenda Chiqueirão
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Em 1955, em 4 de junho, ia ser inaugurada a fábrica de alumínio. Lindolpho resolveu fazer uma coisa que não costumava; chamou todos os filhos, genros e noras a São Paulo para inauguração e para uma reunião festiva. 2
Lindolpho, meu bisavô, não conseguiu realizar o sonho de tornar-se um industrial. Morreu no dia 04 de junho de 1955, quando seria inaugurada a tão esperada era industrial em sua vida. Ao lado, a estampa da CBA no jornal do mesmo dia que padece o corpo de Lindolpho, 4 de junho de 1955.
2 Dias, Mathilde de Carvalho. Amor e trabalho: Recordações de uma fazendeira do sul de Minas. 1. ed. Rio de Janeiro. Livraria José Olympo Editora, 1973. 143 p.
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A fábrica seguiu firme, e cada um de seus filhos herdou parte da indústria, sendo que muitos logo venderam sua parte (como meu avô) - para comprar terra - enquanto as ações mineradoras nos campos da família se perduraram até poucos anos atrás por essa e outras empresas que decidiram seguir pelo caminho aberto.A CBA não registrou todas as jazidas da região, possibilitando que outras empresas concorrentes explorassem o minério em poços de caldas. O contrato com o grupo Curimbaba e com a ALCOA foram diferentes: compravam por tonelada a terra extraída da fazenda. Neste momento se faz necessário realizar um breve relato sobre a empresa norte americana ALCOA, pois a história de sua relação com a cidade de Poços de Caldas e as personagens nela envolvida, são capazes de explicitar o caráter central dessa trama empregado na atividade extrativista na cidade. Na parte I dessa pesquisa (página 13) é citada a empresa Hanna Minning Co. e sua importante colaboração para o golpe militar de 1964, atente-se esse nome, ele será importante neste momento também. Antes de explorarem o minério de bauxita em Poços de Caldas, outra atividade tomava posse dos morros da região: a extração e comercialização de Zircônio. Tendo esse sido explorado fortemente na região da cascata, no morro do Serrote, cuja concessão para a atividade era da empresa Companhia Geral de Minas (CGM) - coordenada em Poços de Caldas por Winrich Melzer e Miguel Carvalho Dias - que representava uma pequena parte do conglomerado empresarial de Albert Jackson Byington. Quando as atividades da empresa em Minas Gerais passam para a responsabilidade de Byington Jr, é negociada a venda da CGM intermediada por Paulo Egydio de Moraes, para a Alcoa e a Hanna Minning Co. (que já tinha demonstrado interesse na região, realizando em 1955 uma rápida parceria com a Byington para melhor avaliar as reservas de bauxita) por 5 milhões de dólares, pertencendo respectivamente a 75% e 25%. Após a compra, a Alcoa começa a investigar a possibilidade de instalar uma fábrica que deu início à uma nova etapa na cidade, onde imperava a indústria de Alumínio. As jazidas não eram suficiente para justificar o investimento, mas o que favorecia ainda mais a localidade poços caldense era a recente usina de Furnas (que seria inaugurada em 1963) que concordou em construir uma subestação na cidade com estrutura de distribuição da CEMIG. A nova empresa teve o seu anuncio oficial somente em 1965, mesmo já tendo tudo esquematizado em 1962, consideraram estratégico tratar com cautela a situação política brasileira, o que julgaram resolvido em 1965, logo depois do golpe militar ...3
3 WILLIAMS, Don. Memorial da Companhia Geral de Minas: Subsidiária da Alcoa Alumínio S/A – História da Mineração no Planalto de Poços de Caldas. 1ed . Poços de Caldas. Edição da Alcoa Alumínio S/A. Poços . 151p.
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Byington em 1915
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Coquetel de fundação da Alcominas. Da esquerda para a direita: Pedro Junqueira, Saul do Prado Brandão, Agostinho Junqueira - prefeito de poços de caldas na época - Paulo Egydio Martins - presidente da alcominas, José Bueno, Resk Frayha e Moacyr Vargas de Souza.
55 Fabrica da Alcoa em 2002
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Quando minha bisavó morreu a terra degradada pela mineração sobrou para o meu avô que negociou com a CBA que ao explorar aquela terra deveriam devolvê-la reparada para o cultivo agrícola. Assim, fundou-se um novo acordo com ênfase em uma política de reparação: a companhia mineradora, passou a arrumar as deformidades das cicatrizes da mineração e realizar plantio de eucalipto por cima. Nessa situação específica, essa planta muitas vezes predatória às águas, realiza aqui um processo de revitalização da terra, a matéria orgânica provinda da galhada, começa a regenerar aquele campo (aqui percebe-se a mesma lógica de dano-reparação descrita na parte I) Trato de uma perspectiva própria sobre o contexto envolvente de uma cidade interiorana uma vez já considerada a Suíça brasileira na manchete do jornal O Estado de São Paulo. No cume de seu desenvolvimento, durante o século XIX e primeira metade do século XX, os cassinos, hotéis de luxo e maravilhosos banhos termais, atraiam turistas das capitais. Tudo mudou depois do decreto da lei 9215 que proibiu os jogos de azar em território nacional. A proibição da principal fonte de renda de uma grande parte da população que trabalhava na indústria dos cassinos e hotéis e de uma maneira mais abrangente que dependia do turismo, é substituída enquanto organização geradora de empregos na região. O luxo é deixado de lado dando espaço a uma ferrenha industrialização mobilizada pela descoberta de minério de bauxita na região. As conformações geofísicas que deram origem a esses acontecimentos têm razão muitos antes dos seres humanos pensarem em existir. Há oitenta milhões de anos, borbulhavam caldeiras de magma dentro de uma enorme caldeira que futuramente daria origem ao que hoje conhecemos como planalto de Poços de Caldas. Esse corpo vulcânico é metamorfoseado montanha, após um período de intrusão caracterizado pela incorporação de rochas alcalinas ao solo enquanto as bordas se elevavam quinhentos metros acima do nível do mar, seguido por um afundamento do centro-cabeça desse pulso de calor. Essas rochas alcalinas ao se decomporem, fundam a premissa do período industrial-extrativista da região poços caldense, o minério de bauxita. A conformação da cidade segue a lógica da terra. Dentro do vale o solo era muito ácido e dificultava o cultivo, assim essa área interna foi dedicada ao desenvolvimento urbano e à alguns criadores de gado que conseguiam tirar proveito dos campos nativos. Enquanto a área externa da caldeira foi ocupada por fazendas entrou no ciclo da indústria cafeeira. Meu avô, logo após formar-se no curso de agronomia, assumiu a fazenda Chiqueirão – que tem esse nome vindo de uma tentativa falha em criar porcos – e foi capaz de entender as culturas que se adaptavam àquele meio ácido: batata, gado e um pouco de milho. Hoje a terra se modificou e temos mais conhecimento para conseguir ampliar a biodiversidade e a atividade agrônoma, ainda que mui-
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tos insistam na urbanização e edificação da região. Seja pelo turismo gerado pelas milagrosas águas termais, pela conformação urbano-rural, ou pela exploração do minério de bauxita, o antigo vulcão carrega até hoje as particularidades mais significativas dessa região.
a4
Mapa geológico do planalto de Poços de Caldas
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IIb/III
Análise das três maiores
mineradorss em Poços de
CBA, ALCOA E CURIMBABA
Caldas:
a partir dos websites das próprias empresas
1
INDICE
MINERAÇÃO
-Alcoa no Brasil -Operações no Brasil
MINERAÇÃO REFINO FUNDIÇÃO
Carreira
FUNDIÇÃO
Sobre Alcoa
REFINO PRODUÇÃO DE LINGOTES E PÓ DE ALUMÍNIO AUSTRALIA BRASIL CANADA GUINÉ HUNGARIA ISLANDIA HOLANDA NORUEGA ARÁBIA SAUDITA ESPANHA SURINAME EUA
MINERAÇÃO
Sustentabilidade
ESCRITÓRIO
-Sustentabilidade -Projeto de Sucesso
FUNDIÇÃO Notícias
ESCRITÓRIO FUNDIÇÃO + PRODUÇÃO DE ÂNODO
Instituto Alcoa -Sobre o Instituto -Nossa atuação -Programas -Programss de apoio a projetos locais -conhecimento
(TAMBEM FORNECE PARA A ISLANDIA)
MACHADINHO BARRA GRANDE SERRA DO FALCÃO ESTREITO
1962 1996
(SERVIÇOS FINANCEIROS)
ALCOA
1965
4 FUNDIÇÕES USINA HIDRELÉTRICA COQUE CALCINADO
1941
EXPLORAÇÃO DE MINÉRIO DE BAUXITA
HEJOA
RIO JU
USI
PRODUÇÃO DE ALUMÍNIO 1962
?
CURIMBABA
+ Líder no setor em bauxita, alumínio, a Alcoa Brasil atua em toda a cadeia produtiva do metal e, com um portfólio posicionado, oferece soluções inovadoras a diversos mercados.
CBA
POÇOS DE CALDAS
ESCRITÓRIO
imagem 1 - em primeiro plano: três trabalhadores uniformizados e equipados, sorriem e seguram pedras da extração de bauxita em suas mãos. Em segundo plano, a maquina, que de tão grande não cabe inteira na fotografia, uma montanha de terra onde essa terra esta agindo e o céu azul de fundo.
2009 GRUPO VOTORANTIM
MIGUEL C DIAS
67%
SOBRE
MINERGRAL
CGM
ALBERT BYINGTON
VENDA
Contatos
2
1941 - 2009 EMÍRIO DE MORAES
1930 HANNA MINNING CO. 33%
MINERAÇÃO FERROVIA REFINO FUNDIÇÃO
Fornecedores
4 USINAS HIDRELÉTRICAS (PARTICIPAÇÃO MRN)
BRASIL
MINERAÇÃO CURIMBABA LTDA MINERAÇÃO CALDENSE LTDA EFUSA GERAL ELETROFUSÃO LTDA OLGA S.A INDUSTRIA E COMERCIO EMPRESA DE TRANSPORTES ALCACE LTDA TARUMÃ AGROPECUÁRIA E FLORESTAL LTDA BRITA CALDAS LTDA FAZENDA ESPIGÃO E YORIN FERTILIZANTES
EUA
SINTEX MINERALS & SERVICES INC SINTEX MINERALS INTERNATIONAL U.S MINERALS ELECTRO ABRASIVES
AFRI DO S
DESTAQUES
3 01 de abril de 2021
Alcoa encerra programação do mês da mulher com ação voluntária destinada à AMTJU mais 31 de março de 2021 No enfrentamento à pandemia, Alcoa ajuda a fortalecer estrutura de saúde de Juruti mais 29 de março de 2021 As inscrições para o Programa de Apoio a Projetos Locais 2021 foram prorrogadas para 15 de abril mais
VÍDEOS
4
PRODUTO
1
Inovação e tecnologia para aumentar sua produtividade
+ imagem 1 - fotografia com peças de aluminio não reconhecíveis (fabrica? com? para?)
2
PROCESSO
“qualidade em todas as etapas do processo produtivo.”
+ Programas de Estágio e Trainee 2021 Inscreva-se até o dia 24 de janeiro de 2021 no site Cia de Estágios.
+ Instituto Alcoa - 30 anos de encontros que transformam (2020) - Confira o Relatório de atividades 2019 do Instituto Alcoa.
+ Relatório de Sustentabilidade Alcoa 2019 - Saiba mais sobre as ações de sustentabilidade da Alcoa.
imagem 2 - foto de fábrica
3
HISTÓRIA
4
Há mais de 50 anos a Mineração Curimbaba produz bauxitas sinterizadas, bauxitas ativadas, argilas refratárias sinterizadas e propantes de alta qualidade e tecnologia.
PRODUTOS
7
A bauxita é matéria prima para uma série de produtos especiais destinados à indústria petroquímica, fluxo de solda, jateamento, cerâmicas, refratários, clarificação de óleos minerais e fundição.
+
+ imagens 4 e 5 - duas fotografias do processo de mineração. A da direita em preto e branco(+ antiga - infra). A da esquerda é colorida (+ atual e evidencia uma expanção da empresa.
5
QUALIDADE
A Mineração Curimbaba realiza todas as suas operações através de um sistema de gestão da qualidade, garantindo qualidade e precisão aos seus produtos.
+
DIFERENCIAL
10
imagem 7 - cinco circulos dispostos em fileira. Cada um contém uma fotografia ampliada do que parecem ser os processos de trasformação da terra. A primeira um circulo com pedras cinza escuro, a segunda com pedras cinza claro, depois algo que remete ao carvão grosso, segue para algum pó escuro muito fino, terra, e um pó branco muito fino.
Hi Mi Tra Co Co Pu
11
Qu Me Co Fu Esc
+ •Fraturamento de poços de petróleo e gás •Tratamento de superfície •Tratamento de óleo •Microfusão •Cerâmica e Refratários •Fundição •Abrasivos
12
Pro Pe Ap
imagem 1 - repetida “Há mais de 50 anos desenvolvendo produtos premium.”
+ imagem 3 - foto de fábrica? construção, aqui é produto ou fabricação?
6
MEIO AMBIENTE
13
COTAÇÃO - DIA
8
DOLAR - EURO - LIBRA A Mineração Curimbaba, sempre atenta às questões ambientais e sociais, possui projetos de sustentabilidade ambiental a fim de contribuir com a sociedade.
+ imagem 6 - foto com foco em mãos plantando mudas em vazo.
9
fac
LINKS SUGERIDOS
DNPM CREA-SP
SindExtra
IBRAM
IBGE COPAM
CETESB
Industrial Minerals Magazine Refractories Wordforum Magazine
14
1 CBA
ACER BRAG BANCO VOTORANTIM CITROSUCO CBA NEXA PAZ DEL RIO VOTORANTIM CIMENTOS VOTORANTIM ENERGIA
-Vagas disponíveis
+ imagem 1 - Foto de uma mulher com a sobreposição de varios edifícios em uma cidade que paresce ser São Paulo . A imagem serve como plano de fundo para a frase acima.
+ foto de um trabalhador na fábrica utilizando o epi completo + Somos uma empresa certificada pelo Great Place To Work como uma excelente empresa para se trabalhar.
Alumínio
Imprensa
O melhor do alumínio está além do alumínio.
Diálogo aberto com jornalistas e profissionais de comunicação.
-Alumínio Sustentável -Aplicabilidade -Processo Produtivo
+ Transformamos alumínio em possibilidades. Somos sustentáveis, somos responsáveis. E contamos tudo isso para a sociedade.
3
Produtos
INAS HIDRELÉTRICAS FUMAÇA ALECRIM SERRARIA PORTO RASO BARRA SALTO DO IPORANGA
JOSÉ EMÍRIO DE MORAES GALAPAGOS CAPITAL
Conectamos você ao mundo de possibilidades do alumínio
SUBLIME TECHNOLOGIES
-Fale Conosco -Cadastro de Fornecedores -Imprensa -Linha ética
casa ao teto do ônibus. Da embalagem longa vida ao painel solar. O alumínio está em todo lugar.
4
VANTAGENS
Você sabe quais são as vantagens da utilização do alumínio?
Flexível: A flexibilidade do alumínio permite que ele seja adaptado a designs geométricos diversos. Assim, pode ser usado tanto na confecção de embalagens quanto em peças automotivas.
+ SOBRE NÓS
istória issão, visõa, valores abalhe conosco ontato orporativo ublicações
SUSTENTABILIDADE
ualidade eio Ambiente omunidde undação Curimbaba cola de Futebol
2
PRODUTOS
odutos etBall plicações
3
REDES
+ Imagem 2 - colagem de varios produtos feitos de alumino: carro, computador, latinha de bebida, são os que identifiquei. Na parte inferior um botão: saiba mais.
+ foto de uma figura humana idosa sobreposta da foto de um avião. + Da janela da
imagem 3 - rolo de aluminio em pb
0
Seja em casa, no trabalho, em todos os lugares, muitos objetos que facilitam nosso dia a dia têm algo em comum: Alumínio
+ TVocê pode enviar uma dúvida técnica, fazer uma reclamação, solicitar contato comercial.tudo isso para a sociedade.
-Primários -Transformados
5
ICA SUL
+
Contato Estamos prontos para te ouvir.
FAMÍLIA EMÍRIO DE MORAES
imagem 4 - formas reproduzidas de alumínio, parecem vigas ou algum material de construção.
+ imagem 5 - foto também em pb de dois caminhões de carga na estrada. Leve: Automóveis e transportes de cargas que têm alumínio em sua composição emitem menos CO2 (gás causador do efeito estufa) na atmosfera. Outras vantagens são maior eficiência, capacidade de carga e menor desgaste.
+
PROCESSO
6
Como o alumínio é produzido Tudo começa nas minas de onde se extrai a bauxita, a matéria-prima do alumínio. Depois vem o processo de transformação que dá origem a produtos de alumínio. Na CBA, fazemos tudo isso com respeito às pessoas, ao meio ambiente, segurança e excelência.
+ + imagem 7 - Mãos do operário com pedras e terra nas mãos (minério de bauxita)
7 Resistente: O alumínio tem alta resistência, não se deforma, não é combustível e tem vida útil longa. Ideal para a fabricação de automóveis e muito utilizado na construção civil.
DIFERENCIAL
O metal mais abundante da Terra é utilizado em quase todos os setores econômicos. Criamos soluções para os desafios da sociedade, com inovação, desenvolvimento sustentável e parcerias duradouras.
+ Link - Conheça nossos produto
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SUSTENTABILIDADE
Com respeito ao meio ambiente, construímos parcerias valiosas com as comunidades onde estamos presentes.
imagem 6 - imagem do processo de reciclagem do alumínio
+ botão: descubra
Reciclável:75% do alumínio já produzido no mundo ainda está em utilização. Isto porque o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes.
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RODAPÉ
Companhia Brasileira de Alumínio Tel.: +55 (11) 4715-5800 Linha ética Termos de Uso Política de Privacidade
cebook
LOGO
IMPORTÂNCIA
Perceba o mundo à sua volta.Você vê janelas, luminárias, seu celular? Carros e ônibus nas ruas, aviões, prédios? Ou então seu computador, o ar condicionado?
+ foto de algum processo na
fábrica + Saiba como o alumínio se transforma nos produtos que fazem melhor o seu dia a dia.
UQUIÁ
4
Quer construir com a gente um mundo de infinitas possibilidades?
-Quem somos -Nossa trajetória -Onde estamos -Governança e Compliance -Demonstrações Financeiras -Sustentabilidade
ARGENTINA
COLOMBIA
IMAGEM
2 Carreiras
Nascemos em Alumínio. Isso inspira tudo o que fazemos.
ASSU
1
INDICE
PRODUTO
O alumínio nos inspira em nossa transformação. Nos adaptamos aos novos tempos e reinventamos nosso jeito de ser.
1
INDICE
MINERAÇÃO
-Alcoa no Brasil -Operações no Brasil
MINERAÇÃO REFINO FUNDIÇÃO
Carreira
FUNDIÇÃO
Sobre Alcoa
REFINO PRODUÇÃO DE LINGOTES E PÓ DE ALUMÍNIO AUSTRALIA BRASIL CANADA GUINÉ HUNGARIA ISLANDIA HOLANDA NORUEGA ARÁBIA SAUDITA ESPANHA SURINAME EUA
MINERAÇÃO
Sustentabilidade
ESCRITÓRIO
-Sustentabilidade -Projeto de Sucesso
FUNDIÇÃO Notícias
ESCRITÓRIO FUNDIÇÃO + PRODUÇÃO DE ÂNODO
Instituto Alcoa -Sobre o Instituto -Nossa atuação -Programas -Programss de apoio a projetos locais -conhecimento
(TAMBEM FORNECE PARA A ISLANDIA)
MINERAÇÃO FERROVIA REFINO FUNDIÇÃO
Fornecedores
Contatos
ESCRITÓRIO (SERVIÇOS FINANCEIROS)
SOBRE
2
É propagado o orgulho do imagem 1 - em primeiro plaoperário em no: três trabalhadores relação à emuniformizados e eq- presa a qual uipados, sorriem e é submisso se seguram pedras da assemelha à um extração de bauxita orgulho nacioem suas mãos. Em segundo plano, nalista empregado na política Brasileira. +
4 FUNDIÇÕES USINA HIDRELÉTRICA COQUE CALCINADO
4 USINAS HIDRELÉTRICAS (PARTICIPAÇÃO MRN) MACHADINHO BARRA GRANDE SERRA DO FALCÃO ESTREITO 1930 HANNA MINNING CO.
a multinacional no século XXI 33% atua como um latinfundio descentralVENDA izado. Espalha pelo territoório global sua produção aproveitando a matéria pri67% ma,políticas públicas e infra-estrutura especificas de cada país. Aproveitando cada 1965 brecha para monopALCOA olizar e enebular o processo de produção de capital.
MINERGRAL
CGM
2009 GRUPO VOTORANTIM
ALBERT BYINGTON 1962
1996
CBA
MIGUEL C DIAS 1941
POÇOS DE CALDAS
HEJOA
RIO JU
USI
EXPLORAÇÃO DE MINÉRIO DE BAUXITA PRODUÇÃO DE ALUMÍNIO
1962
?
Líder no setor em bauxita, alumínio, a Alcoa Brasil atua em toda a cadeia produtiva do metal e, com um portfólio posicionado, oferece soluções inovadoras a diversos mercados.
1941 - 2009 EMÍRIO DE MORAES
CURIMBABA
BRASIL
MINERAÇÃO CURIMBABA LTDA MINERAÇÃO CALDENSE LTDA EFUSA GERAL ELETROFUSÃO LTDA OLGA S.A INDUSTRIA E COMERCIO EMPRESA DE TRANSPORTES ALCACE LTDA TARUMÃ AGROPECUÁRIA E FLORESTAL LTDA BRITA CALDAS LTDA FAZENDA ESPIGÃO E YORIN FERTILIZANTES
EUA
SINTEX MINERALS & SERVICES INC SINTEX MINERALS INTERNATIONAL U.S MINERALS ELECTRO ABRASIVES
AFRI DO S
DESTAQUES
3 01 de abril de 2021
As notícias relatam ações da empresa no âmbito humanitário e sustemês da mulher com ação volntável, fortalecendo a untária destinada à AMTJU autonomia da empremais sa perante o Estado: 31 de março de 2021 o discurso não apresenta No enfrentamento à pan- necessidade em exaldemia, Alcoa ajuda a fortalecer tar uma parceria com a prefeitura de Juriti, ou estrutura de saúde de Juruti com o movimento femmais 29 de março de 2021 inista. E sim a atuação e controle da empresa As inscrições para o Programa em seus territórios de de Apoio a Projetos Lo- ação extrativista capitalista. Alcoa encerra programação do
VÍDEOS
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PRODUTO
1
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HISTÓRIA
“qualidade em todas as etapas do processo produtivo.”
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QUALIDADE
qualidade que A Mineração Curimbase diz mas não ba realiza todas as suas se explica. operações através de um imagem 2 - foto de fábrica quais relações sistema de gestão compõe esse da qualidade, garansistema e seu DIFERENCIAL funcionamen3 + to? Sejam elas imagem 1 - repetida humanas e/ou territoriais +
Programas de Estágio e TrainIndependente do ee 2021 cenário catástrofico Inscreva-se até o dia 24 de janeiro
mundial, as ofertas de oportunidade capitalista continuam inabaláveis, ou masInstituto Alcoa - 30 anos de encontros caradas inabalaveis, que transformam (2020) - Confira o como se fosse superior a Relatório de atividades 2019 do qualquer crise ou monInstituto Alcoa. struosideade. O quanto + isso somado ao discurso presidencial mobilizou à um genocídio nacional. Relatório de Sustentabilidade +
Alcoa 2019 - Saiba mais sobre as ações de sustentabilidade da Alcoa.
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PRODUTOS
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A falta de conINOVAÇÃO E Há mais de 50 sciencia históri- A bauxita é matéria prima para uma série de produtos especiais destinaTECNOLOGIA anos a Mineração ca, e da prevados à indústria petroquímica, fluxo de Curimbaba produz baux- lencia do setor PARA solda, jateamento, cerâmicas, refratáriitas sinterizadas, bauxitas os, clarificação de óleos minerais e capitalista soAUMENTAR SUA ativadas, argilas refratárias + fundição. bre o humano, sinterizadas e propantes de PRODUTIVIDADE não constrange é exaltada a pro+ + a fundação da imagem 1 - fotografia com em massa. dução empresa em um peças de aluminio não superproduçnao imagens 4 e 5 - duas fotograimagem 7 - cinco circulos dispostos em periodo de ditreconhecíveis (fabrica? fileira. Cada um contém uma fotogra-superexploração fias do processo de mineradura militar. O fia ampliada do que parecem ser os com? para?) e (do meio e do tra- ação. A da direita em preto pode ter processos de trasformação da terra. branco(+ antiga - infra). Aquanto da balhador). alimen-esquerda é colorida (+ atual mudado se o pro- A primeira um circulo com pedras tar “a locomotiva do e evidencia uma expanção PROCESSO 2 cesso permance o cinza escuro, a segunda com pedras progresso” da empresa. cinza claro, depois algo que remete ao mesmo?
“Há mais de 50 anos desenvolvendo produtos premium.”
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MEIO AMBIENTE A Mineração Curimbaba,
+ imagem 3 - foto de fábrica? construção, aqui é produto ou fabricação?
evidencia-se em sua nebulosidade as obviedades de algumas perguntas desconfortáveis, uma esquiva violenta para que não sejam respondidas novamente. Jogo de manipulação quase ingênuo de tão descarado.
sempre atenta às questões ambientais
e sociais, possui projetos de sustentabilidade ambiental a fim de contribuir
com a sociedade. +
imagem 6 - foto com foco em mãos plantando mudas em vazo.
carvão grosso, segue para algum pó escuro muito fino, terra, e um pó branco muito fino.
Hi Mi Tra Co Co Pu
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Qu Me Co Fu Esc
Durante essa semana pude vizualizar esse local de ex•Fraturamento de poços de petróleo e tração de argila. gás Recebo a respos•Tratamento de superfície ta de que aquela •Tratamento de óleo •Microfusão terra pertence à •Cerâmica e Refratários família Junqueira, •Fundição sem nome individ•Abrasivos ual. * Descobrir se a movimentação desse empreenCOTAÇÃO - DIA 8 dimento vem da Curimbaba. E qual DOLAR - EURO - LIBRA a relação da empresa com a família fundadora LINKS SUGERIDOS 9 da cidade. +
DNPM CREA-SP
SindExtra
IBRAM
IBGE COPAM
CETESB
Industrial Minerals Magazine Refractories Wordforum Magazine
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Pro Pe Ap
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obs: quais fazem sur território é mas se cri vas privad ou outra, algumas e continuam áreas de s
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ACER BRAG BANCO VOTORANTIM CITROSUCO CBA NEXA PAZ DEL RIO VOTORANTIM CIMENTOS VOTORANTIM ENERGIA
País Alumínio. Pau Brasil do extrativismo. A definição de um país que vem de um nome de uma mercadoria extraída destinada à exportação. O sul que que se consolida enquanto nação submissa ao Norte. O alumínio é o centro, a partir dele se consolidam as hierarquias de sul e norte na própria empresa, uma grande empresa, ou um pequeno país.
Nascemos em Alumínio.
Isso inspira tudo o que fazemos.
-Quem somos -Nossa trajetória -Onde estamos -Governança e Compliance -Demonstrações Financeiras
Alumínio
O melhor do alumínio está além do alumínio. -Alumínio Sustentável -Aplicabilidade -Processo Produtivo
FAMÍLIA EMÍRIO DE MORAES
UQUIÁ
INAS HIDRELÉTRICAS FUMAÇA ALECRIM SERRARIA PORTO RASO BARRA SALTO DO IPORANGA
JOSÉ EMÍRIO DE MORAES
cabe à empresa a resolução dos problemas sociais e políticos, dentro dessa lógica, o Estado deve fracassar com a população para favorece-la, e Carreiras vice versa. O recém empregaQuer construir com a gente mundo de do,umao seguir a promessa por infinitas possibilidades? uma melhoria de vida rapidamente é inserido na lógica de -Vagas disponíveis mercado, de dependência e + foto de um trabalhador na fábriservidão Quem detém o podca utilizando o epi completo + Somos uma empresa certificadaer pelo Great PlaceA ideia vendida por da vida? To Work como uma excelente empresa para essas empresas é que são imorse trabalhar. tais, inatingíveis, fortes e resistentes. Mas a matéria prima não é eterna. Essa é a ideia vendida pois será eterna até o fim Imprensa da vida de quem às governa. Diálogo aberto com jornalistas e profissionais de comunicação.
+ Transformamos alumínio em
possibilidades. Somos sustentáveis, somos responsáveis. E contam-
Contato
Produtos
Conectamos você ao mundo de possibilidades do alumínio
GALAPAGOS CAPITAL
-Primários -Transformados + foto de uma figura humana idosa sobreposta da foto de um avião. + Da janela da
-Fale Conosco -Cadastro de Fornecedores -Imprensa -Linha ética
tudo isso para a sociedade.
VANTAGENS
imagem 3 - rolo de aluminio em pb
SOBRE NÓS
istória issão, visõa, valores abalhe conosco ontato orporativo ublicações
SUSTENTABILIDADE
ualidade eio Ambiente omunidde undação Curimbaba cola de Futebol
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PRODUTOS
odutos etBall plicações
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REDES
cebook
LOGO
s os elementos que rgir uma “cidade”. O é gerido pelo estado, ia através de iniciatidas, que de maneira sedem o controle, de esferas ao estado, mas m independentes nas seu interesse
Embalagens de produtos e objetos Flexível: A flexibilidade do alumínio permite de design e arte. que ele seja adaptado a designs geométricos diversos. Assim, pode ser usado tanto na Impregna-se aqui confecção de embalagens quanto em peças a contraposição, automotivas. entre os uso do alumínio pelas pes+ soas que poderiam criticar as ações da imagem 4 - formas reproduzidas de alumíempresa nio, parecem vigas ou algum material de construção.
Como o alumínio é produzido Tudo começa nas minas de onde se extrai a bauxita, a matéria-prima do alumínio. Depois vem o processo de transformação que dá origem a produtos de alumínio. Na CBA, fazemos tudo isso com
respeito às pessoas, ao meio ambiente, segurança e excelência.
las esferas da produção industrial
+
imagem 5 - foto também em pb de dois caminhões de carga na estrada.
Leve: Automóveis e transportes de cargas que têm alumínio em sua composição emitem menos CO2 (gás causador do efeito Se a reciclagem do estufa) na atmosfera. Outras vantagens são maior eficiência, capacidade de carga e alumínio é tão efimenor desgaste. ciente, ao invés de
investir no modelo de exploração de minério através das jazidas de bauxita, porque não investigar a quantidade de alumínio descartada e possibilitar uma produção baseada apenas no reuso
?
+ imagem 6 - imagem do processo de reciclagem do alumínio
Reciclável:75% do alumínio já produzido no mundo ainda está em
utilização. Isto porque o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes.
imagem 1 - Foto de uma mulher com a sobreposição de varios edifícios em uma cidade que paresce ser São Paulo . A imagem serve Ao demonstrar os múltiplos objetos n como plano de fundo para a frase acima. presentes na vida
cotidiana, especialmente na cidade, que possuem alumínio em IMPORTÂNCIA 3 sua manufatura, a empresa em seu discurso, cresce uma barreira Perceba o mundo à para critica-la e resua volta.Você vê janelas, força a dependência luminárias, seu celular? Carros efuncional da socieônibus nas ruas, aviões, prédios? Ou dade perante ela. Esse então seu computador, o ar conditipo de controle, que ultrapassa o discurso + empregador, coloSeja em casa, no trabalho, ca a corporação em em todos os lugares, muitos posição de Deus, de objetos que faciliser maior, de entidade tam nosso dia a necessária para a dia têm algo em vida. Ironicamente recomum: Alumínio tirando àquilo que nos + é intrínseco à vida: a Imagem 2 - colagem de varios terra, o ar e a água.
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PRODUTO
A vida em função
reinventa- do produto, as ” mos nosso transofrmações” jeito de ser. discursivas, fazem e
Se existe essa reafirmação constante é porque essa não é a lógica não é intrínseca à lógica empresarial. A alegria em fazer parte
subjetiva a ação predatória, e obvia a ação “benfeitora”.
+
+ imagem 7 - Mãos do operário com pedras e terra nas mãos (minério de bauxita)
7 Resistente: O alumínio tem alta resistência, automoveis enão se deforma, não é combustível e tem construção civíl...vida útil longa. Ideal para a fabricação de automóveis e muito utilizado na construção Atinge múltip-civil.
IMAGEM
“O MELHOR DO ALUMÍNIO VAI ALÉM DO ALUMÍNIO” +
O alumínio nos inspira em nossa transformação. Nos adaptamos aos novos tempos
PROCESSO
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produtos feitos de alumino: carro, computador, latinha de bebida, são os que identifiquei. Na parte inferior um botão: saiba mais.
novamente a empresa é posta enquanto beifeitora social, um discurso que estrapola o produto, e enfatiza a existência de uma rede de pessoas as quais dependem da existencia dessa produção. Ocupa aqui um papel de poder que busca se assemelhar ao da autoridade governamental.
VOCÊ SABE QUAIS SÃO AS VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO ALUMÍNIO?
SUBLIME TECHNOLOGIES
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perguntas sobre responsabilidade social tem alguma constância. A insistência da empresa ao colocar essas questões em seu discurso, demonstra alguma fragilidade no assunto.
Estamos prontos para te ouvir.
Empresa enquanto mediadora diminui sua responsabilidade
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ICA SUL
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COLOMBIA
CBA
+ foto de algum processo na fábrica + Saiba como o alumínio
ASSU
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ARGENTINA
INDICE
DIFERENCIAL
anuncia-se mais uma vez uma relação desigual de dependência! setores econômicos. Criamos Empresa como solução econômisoluções para os de- ca e social. “metal abundante” absolve a culpa do extrativismo. safios da sociedade, Abandona-se a ideia do planeta como ser completo. Assim como o + corpo humano (micro-cosmos), o Link - Conheça nossos produto ser Planeta Terra, possui todos seus elementos por uma razão, precisa de um equilíbrio para sobreviver. SUSTENTABILIDADE Se há abundância de um elemento, 8 é porque necessita-se abundância para que esse organismo perpetue Com respeito ao meio ambiente, construímos parcerias valiosas com seu funcionamento. “Os ignoas comunidades onde estamos pre- rantes sempre pensam que devem fazer coisas grandiosas. Mas não sentes. é assim, porque tudo será poluído. + botão: descubra Dizem que há minas por aqui, mas as minas são como nosso corpo por dentro. E os deuses têm algo RODAPÉ de muito valor por dentro. O ouro é 9 como a vida. A prata é como nossos Companhia Brasileira de Alumínio ossos. A água é como o sangue de nossas veias. E nós também carregaTel.: +55 (11) 4715-5800 mos isso, temos isso dentro de nós, Linha ética assim como a terra e o céu. A terra Termos de Uso Política de Privacitem tudo que nós também tedade mos. O destino dos lugares sagrados não é ser invadidos ou destruídos.” filme echo of the mountain Nicholas Echevarría (2014) O metal mais abundante da Terra é utilizado em quase todos os
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MINERAÇÃO REFINO FUNDIÇÃO
PRO
FUNDIÇÃO AUSTRALIA BRASIL CANADA GUINÉ HUNGARIA ISLANDIA HOLANDA NORUEGA ARÁBIA SAUDITA ESPANHA SURINAME EUA
MINERAÇÃO ESCRITÓRIO FUNDIÇÃO ESCRITÓRIO FUNDIÇÃO + PRODUÇÃO DE ÂNODO (TAMBEM FORNECE PARA A ISLANDIA)
ro-
4U (P
HANNA MINNIN 33%
MINERAÇÃO FERROVIA REFINO FUNDIÇÃO
VENDA 67%
ESCRITÓRIO (SERVIÇOS FINANCEIROS)
SOBRE
ano: três dos e eqm pedras m suas a maquio cabe inontanha sta agindo
alumínio, a a cadeia um portsoluções
ALCOA
4 FUNDIÇÕES USINA HIDRELÉTRICA COQUE CALCINADO ?
1965
1962
CURI
BRASIL
MINERAÇÃO CURIMBABA LTDA MINERAÇÃO CALDENSE LTDA EFUSA GERAL ELETROFUSÃO LTDA OLGA S.A INDUSTRIA E COMERCIO EMPRESA DE TRANSPORTES ALCACE LTDA TARUMÃ AGROPECUÁRIA E FLORESTAL LTDA BRITA CALDAS LTDA
MINERAÇÃO REFINO
ODUÇÃO DE LINGOTES E PÓ DE ALUMÍNIO
USINAS HIDRELÉTRICAS PARTICIPAÇÃO MRN) MACHADINHO BARRA GRANDE SERRA DO FALCÃO ESTREITO
ACER BRAG BANCO VOTORANTIM CITROSUCO CBA NEXA PAZ DEL RIO VOTORANTIM CIMENT VOTORANTIM ENERGI
1941 - 2009 EMÍRIO DE MORAES
1930
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MINERGRAL
2009 GRUPO VOTORANTIM
ALBERT BYINGTON 1962
1996
CBA
MIGUEL C DIAS POÇOS DE CALDAS
1941
EXPLORAÇÃO DE MINÉRIO DE BAUXITA PRODUÇÃO DE ALUMÍNIO
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IMBABA
EUA
SINTEX MINERALS & SERVICES INC SINTEX MINERALS INTERNATIONAL U.S MINERALS ELECTRO ABRASIVES
HEJOASSU
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RIO JUQUIÁ USINAS HIDRELÉTRICAS
FUMAÇA ALECRIM SERRARIA PORTO RASO BARRA SALTO DO IPORANG
AFRICA DO SUL
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C A N A DÁ
C A N A DÁ
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AUSTRALIA
EMIRADOS
A R A B E S
EMIRADOS
A R A B E S
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A L C O A LINHA DO T E M P O
HOLANDA NORUEGA ARÁBIA SAUDITA ESPANHA SURINAME EUA
ESCRITÓRIO FUNDIÇÃO + PRODUÇÃO DE ÂNODO (TAMBEM FORNECE PARA A ISLANDIA)
ESTREITO
193 HANNA MINNING CO. 33%
MINERAÇÃO FERROVIA REFINO FUNDIÇÃO
CGM
ALBERT B
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VENDA
MIGUEL C D
67% ESCRITÓRIO (SERVIÇOS FINANCEIROS)
ALCOA
1965
4 FUNDIÇÕES USINA HIDRELÉTRICA COQUE CALCINADO
EXPLORAÇ
PR 1962
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CURIMBABA
BRASIL
MINERAÇÃO CURIMBABA LTDA MINERAÇÃO CALDENSE LTDA EFUSA GERAL ELETROFUSÃO LTDA OLGA S.A INDUSTRIA E COMERCIO EMPRESA DE TRANSPORTES ALCACE LTDA TARUMÃ AGROPECUÁRIA E FLORESTAL LTDA BRITA CALDAS LTDA FAZENDA ESPIGÃO E YORIN FERTILIZANTES
PRODUTO
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Inovação e tecnologia para aumentar sua produtividade
+ imagem 1 - fotografia com peças de aluminio não
EUA
HISTÓRIA
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Há mais de 50 anos a Mineração Curimbaba produz bauxitas sinterizadas, bauxitas ativadas, argilas refratárias sinterizadas e propantes de alta qualidade e tecnologia.
+ imagens 4 e 5 - duas fotogra-
CITROSUCO CBA NEXA PAZ DEL RIO VOTORANTIM CIMENTOS VOTORANTIM ENERGIA
1941 - 2009 EMÍRIO DE MORAES
30 MINERGRAL
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2009 -
COLOM
GRUPO VOTORANTIM
BYINGTON
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CBA
DIAS POÇOS DE CALDAS
1941
ÇÃO DE MINÉRIO DE BAUXITA
HEJOASSU
RIO JUQUIÁ USINAS HIDRELÉTRICAS FUMAÇA ALECRIM SERRARIA PORTO RASO BARRA SALTO DO IPORANGA
RODUÇÃO DE ALUMÍNIO
SINTEX MINERALS & SERVICES INC SINTEX MINERALS INTERNATIONAL U.S MINERALS ELECTRO ABRASIVES
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PRODUTOS
A bauxita é matéria prima para uma série de produtos especiais destinados à indústria petroquímica, fluxo de solda, jateamento, cerâmicas, refratários, clarificação de óleos minerais e fundição.
+ imagem 7 - cinco circulos dispostos em
FAMÍLIA EMÍRIO DE MOR
AFRICA DO SUL
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JOSÉ EM DE MOR
GALAP CAPITA
SUBLIME TECHNOLOGIES
SOBRE NÓS
História Missão, visõa, valores Trabalhe conosco Contato Corporativo Publicações
C A M P O DO MEIO POÇOSDE CALDAS MG BR
C A M P O DO MEIO POÇOSDE CALDAS MG BR
BAUXITA
POÇOSDE CALDAS MG BR
2005
2007
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2016
2019
2020
2012
2013
2017
2018
CURIMBABA
LINHA DO T E M P O
REFINO PRODUÇÃO DE LINGOTES E PÓ DE ALUMÍNIO AUSTRALIA BRASIL CANADA GUINÉ HUNGARIA ISLANDIA HOLANDA NORUEGA ARÁBIA SAUDITA ESPANHA SURINAME EUA
4 USINAS HIDRELÉTRICAS (PARTICIPAÇÃO MRN) MACHADINHO BARRA GRANDE SERRA DO FALCÃO ESTREITO 1930 HANNA MINNING CO. 33%
CGM
MINERG
ALBERT BYINGTON 1962
VENDA
MIGUEL C DIAS
67%
POÇOS DE CAL ALCOA
TRICA NADO
1965
EXPLORAÇÃO DE MINÉRIO
PRODUÇÃO DE ALU 1962 CURIMBABA
MINERAÇÃO CURIMBABA LTDA MINERAÇÃO CALDENSE LTDA EFUSA GERAL ELETROFUSÃO LTDA OLGA S.A INDUSTRIA E COMERCIO EMPRESA DE TRANSPORTES ALCACE LTDA TARUMÃ AGROPECUÁRIA E FLORESTAL LTDA
EUA
SINTEX MINE SINTEX MINE U.S MINERAL ELECTRO AB
ACER BRAG BANCO VOTORANTIM CITROSUCO CBA NEXA PAZ DEL RIO VOTORANTIM CIMENTOS VOTORANTIM ENERGIA
1941 - 2009 EMÍRIO DE MORAES
GRAL
2009 -
ARGENTINA
COLOMBIA
GRUPO VOTORANTIM
1996
LDAS
CBA 1941
O DE BAUXITA
UMÍNIO
ERALS & SERVICES INC ERALS INTERNATIONAL LS BRASIVES
HEJOASSU
FAMÍLIA EMÍRIO DE MORAES
RIO JUQUIÁ USINAS HIDRELÉTRICAS FUMAÇA ALECRIM SERRARIA PORTO RASO BARRA SALTO DO IPORANGA
AFRICA DO SUL
JOSÉ EMÍRIO DE MORAES GALAPAGOS CAPITAL
SUBLIME TECHNOLOGIES
SAN JUAN DE
L U R I G A N C H O
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UM CEDRO LINDO
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A LU M Í N I O S P - B R
A LU M Í N I O S P - B R
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JUIZ DE FORA M T - B R
TRÊS MARIAS M G - B R
TRÊS MARIAS M G - B R
POÇOS DE C A L D A S MG - BR
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C B A LINHA DO T E M P O
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zoom cba • escala 1:1 • corpo em campo
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Visitas: ensaio fotográfico e coleta de substância para desenvolvimento de dispositivos de subversão da matéria mineirada
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coleta
Acima uma ilustração referente a coleta de uma amostra da terra minerada pela CBA em poços de caldas. Ao longo do processo froam realizadas 4 visitas ao campo da empresa durante domingos a tarde quando não haviam funcionários nem maquinário atuando no local.
pigmento
Com o material furtado da CBA, foi elaborado um pigmento natural com o qual desenvolvi uma serie de pinturas que buscam extrapolar a possibilidade de ativação e comunicação daquela matéria. Propondo uma significancia que não se restringe a linguagem empresarial e capitalista a qual lhe é imposta.. Um processo de buscar as entranhas e deixar falarem os campos fragmentados. Para realização das pinturas foi utilizada uma base de tempera de ovo sendo a maioria com utilização do pigmento descrtio acima e as outras tonalidades presentes na segunda pintura também de pigmentos naturais com materia do solo da região. O marrom bauxita, o marrom escuro quase preto é manganês retirado da fazenda chiqueirão, assim como a outra tonalidade de marrom da qual não sei especificamente a composição química.
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tridimencional
Utilizando a mesma terra de bauxita do pigmento, realizei uma experimentação tridimensional. As esculturas consistem em tripas de carneiro hidratadas preenchidas com a terra minerada, essa experiência contribuiu profundamente na compreenção de alguns aspectos da intimidade dessa paisagem-matéria , tais como forma, peso, cor, textura, rigidez, etc. O território também tem suas tripas, suas entranhas, retirá-las significa assinar o corpo que sustenta o mundo.
deixem as tripas
III/III • reboco
Considerações finais
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A atividade mineradora não diz respeito somente ao universo próprio dessa atividade econômica, mas é estruturante para a fundação do sistema-mundo moderno-capitalista, por isso torna-se tão difícil a tarefa de imaginar seu fim. (Horácio Machado Aáraoz, 2020) Como foi anunciado no início dessa investigação, não será possível chegar à alguma resposta definitiva durante esse trabalho de conclusão de graduação. No entanto existem algumas reflexões que talvez sejam relevantes. Conforme as parcerias e vivências que tive traçadas com os povos tradicionais nos últimos anos, notei um fator comum que converge diferentes etnias. Ao contrário do discurso científico, a narrativa indígena não exerce rigidez em transmitir a verdade dos atos, ações e razões, mas em criar uma história que seja atraente o suficiente para a passagem clara de valores e tradições para as próximas gerações. Algo que é muito perceptível na obra prima de Davi Kopenawa e Bruce Albert “A Queda do Céu”, de onde retirei a citação a seguir em que é apresentado o perigo do extrativismo mineral na cosmogonia do povo Yanomami.
“As coisas que os brancos extraem das profundezas da terra com tanta avidez, os minérios e o petróleo, não são alimentos. São coisas maléficas e perigosas, impregnadas de tosses e febres, que só Omama1 conhecia. Ele porém decidiu, no começo, escondê-los sob o chão da floresta para que não nos deixassem doentes. Quis que ninguém pudesse 1
Omama para o povo Yanomami se assemelha a uma figura de Deus criador.
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tirá-los da terra, para nos proteger. Por isso devem ser mantidas onde ele as deixou enterradas desde sempre. A floresta é a carne e a pele de nossa terra, que é o dorso do antigo céu Hutukara caído no primeiro tempo. O metal que Omama ocultou nela é seu esqueleto, que ela envolve de frescor úmido. São essas as palavras dos nossos espíritos, que os brancos desconhecem. Eles já possuem mercadorias mais que suficientes. Apesar disso, continuam cavando o solo sem trégua, como tatus-canastra. Não acham que, fazendo isso, serão tão contaminados quanto nós somos. Estão enganados.”2 2
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami.
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Essas narrativas, fazem com que a preservação de um pensamento ancestral, se prolongue e mantenha-se firme com os valores tradicionais de uma cultura, algo além das qualidades materiais e físicas, algo que condiz à cosmovisão de um ser, de um povo ou de um lugar. Sem apologia contra os avanços científicos, ou seja, à prática cientifica, mas reitero um questionamento sobre as narrativas familiares e de criação e formação dos seres ocidentais-modernos. Em uma entrevista realizada no ano de 20143 , Dona Haraway relata que é de extrema importância que sejam pensadas críticas ao Capitaloceno, que seja questionado o aparato de produção de um certo tipo de riqueza, sua extração e distribuição. No entanto, ainda segundo o pensamento autora, é necessário que sejam desenvolvidos novos meios de vivenciar a experiência terrestre, o que denomina Chthulucene, uma outra descrição para a era atual, entendendo que não é possível pensar o ser humano como universal. No discurso de Haraway aparecem questões que fazem refletir sobre paradigmas estigmatizados componentes da vida social moderna: “como fazemos parentesco (make kim) fora do aparelho biológico de reprodução?”. Como ressignificar a palavra família, para que ultrapasse questões de sangue e gênero? E, portanto, como repensar as relações humano-afetivas da vida coletiva? De uma perspectiva pessoal, a partir da compreensão da narrativa de meus ancestrais e da cidade onde nasceram e viveram – e onde me encontro hoje – faço-me capaz de ponderar sobre o que me cabe prolongar e o que me faz discordar das práticas empregadas por estes até então. Assim torna-se viável a elaboração de “outras dramaturgias possíveis”. Da mesma forma que busquei compreender e possibilitar uma nova dramaturgia própria para mim, realizo um exercício de entregar essa liberdade para a terra escavada os campos. Através das pinturas realizadas com pigmento da bauxita da Companhia Brasileira de Alumínio, crio um novo futuro não programado para esse corpo-território. Algo entrevias - se não sou capaz de devolver as entranhas dos morros, talvez possa realizar mesmo que mínima - uma subversão para a criação de uma dramaturgia alternativa. Vale pontuar que ao longo dessa escavação, questões metafísicas guiaram a elaboração das ações em relação à matéria. Apresentar ao corpo-território, algo além da fratura exposta. Todas as ações fazem parte de uma tentativa em rituTradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, 729 p. P.357. 3 Dona Haraway: Entrevista com Donna Haraway feita em 21/08/2014 por Juliana Fausto, Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski [S. l.: s. n.], 2014. 1 vídeo (36:24 min). Publicado pelo canal Os Mil Nomes de Gaia. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=1x0oxUHOlA8>. Acesso em: 19 jul. 2021.
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alizar os movimentos. Repensar o momento do luto, saber sentir a dor do tempo que as coisas trazem. Compreendi com os Kamayurá que o tempo de luto e os rituais que acompanham a morte estão sendo desrespeitados no capitalismo colonialista. O trabalho remunerado conseguiu ocupar todas as esferas humanas, causando mal estar quando necessitado o tempo de sentir e assimilar os acontecimentos mundanos. Tornou-se costume o ato de mascarar a morte, a vida e tudo que envolve a deterioração e transformação das corporeidades humanas e não-humanas. As questões econômicas capacitistas de competitividade que envolvem o ser social moderno foram capazes de enevoar algo muito simples: é sobre viver e morrer bem, direito básico impedido de muitas populações pela necrobiopolítica de vigilância. Não encontraremos uma solução para os danos da Megaexploração dos recursos naturais, existem coisas que mesmo nos melhores cenários são irreversíveis. É sobre viver e morrer bem, sobre compreender que passaremos pela maior crise de imigração em 30 anos diante da possibilidade de 1/3 da crosta terrestre tornar-se inabitável.4 É sobre trabalhar com contingências, admitir outras dramaturgias possíveis. Pensamento praticado pelo feminismo multiespécies, que busca compreender a existência uma relação de respeito horizontal, não hierárquica, atemporal e multiespacial entre os seres e, portanto, agir de acordo com essa premissa em todas as esferas da vida cotidiana. O caráter global e central da operação extrativista fez possível uma escavação pessoal, afetiva e localizada na qual pude me relacionar com pessoas que nunca conheci os seus corpos. Mathilde, Miguel, Lindolpho e tantos outros tornaram-se personagens da minha memória-ficção, é a partir dos relatos dessa coletânea familiar, que pude iniciar uma narrativa própria onde eu me insiro. Ao ler sobre o corpo vulcânico que deu origem ao planalto de onde escrevo, encontro um vínculo de estranha afetividade entre mim e as caldeiras de lava fervente. Uma ancestralidade extra-humana capaz de fundar um mito próprio de uma narrativa familiar. Encontrar mais que herança material ou código genético no corpo genealógico.
4 Para saber mais: WALLACE-WELLS, DAVID. DESASTRES EM CASCATA: O sistema climático sob o qual foi criada a civilização está morto. Revista Piauí, São Paulo, n. 153, 1 jun. 2019. questões ambientais. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/desastres-em-cascata/?fbclid=IwAR0z0s7Z9xfjMU5N88Vxe_lTmYM2UYQZQ3LEreq_-j2FXcOAiXKSLYdg6sk. Acesso em: 21 jul. 2021.
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intr usão
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Não digo que careço de emoção quando leio as crônicas da mãe matriarca de meu avô, e de como era esse homem – Ernesto - antes de embranquecer os pelos. A questão central consiste na existência de algo nessa narrativa que me causa falta de identificação. Não por desconfiar do enredo, mas por discordar dos preceitos, de modo que começo a questionar não a verossimilhança das narrativas, mas a maneira como são narradas, na poética de como nomeia as coisas. No entanto ao me deparar com as últimas frases da autobiografia de dona Mathilde: “Meu conselho a meus descendentes seria: aceitem os deveres, que os direitos e as horas felizes surgirão. Espero que meus netos e bisnetos ao lerem esta história de nossa família, encontrem motivos para se estimarem e respeitarem cada vez mais. Não sei como os mais moços julgarão, dentro dos padrões de hoje, o que foi minha vida com Lindolpho. Sei que foi de amor e trabalho, e dela só guardo recordações felizes. Muito obrigada aos que me amam e aos que me amaram.”
Emociono-me ao ler esse relato, com o sentimento de vê-la tomar seu suspiro final. Emociono-me tardiamente com a morte de alguém que nunca conheci. O carinho e afeto nada tem a ver com consanguinidade, mas é através da escuta, que se cria carinho e afeto, e essa é uma maneira muito potente de se fazer família. Acredito que esse é o desafio de emaranhar-se na vida de outra pessoa. Seja com grau de parentesco ou não. Li essa biografia como li tantas outras de pessoas com que não compartilho sangue. As palavras ao mesmo tempo têm esse poder, de traçar um vínculo invisível, de fazer nascer uma história em sobreposição à outra. Cada leitor é um novo livro.
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