— Doces. Tortas, pastéis, marmeladas, gelatina, pedaços de pão com mel... Já tentou pôr um pouquinho de sonho doce no leite? Só um pouquinho, o suficiente para acalmá-lo e acabar com esses tremores infernais. — Um pouquinho? — O meistre tragou saliva, e o seu pomo se moveu para cima e para baixo na garganta. — Uma pequena pitada... É possível, é possível. Não muito, e nem sempre, mas eu poderia tentar... — Uma pitada — repetiu Lorde Petyr. — Antes que o leve para receber os senhores. — Como ordenar, meu senhor. O meistre saiu apressadamente, com o colar tilintando a cada passo. — Pai — disse Alayne quando ficaram a sós. — Quer uma tigela de aveia para o desjejum? — Não gosto de aveia. — Ele a olhou com os olhos de Mindinho. — Prefiro desjejuar com um beijo. Uma boa filha jamais negaria um beijo a seu pai, assim que Alayne se adiantou e lhe deu um beijo rápido na bochecha, e retrocedeu igualmente rápida. — Que... obediente. — Mindinho sorriu com a boca, não com os olhos. — Enfim, há outras instruções que terá de dar aos serviçais. Diga aos cozinheiros que façam uma infusão de vinho tinto com mel e passas. Nossos hóspedes estão realizando uma longa subida, terão frio e estarão com sede. Quando chegarem, terá que sair para recebê-los e oferecer-lhes as boasvindas. Vinho, queijo e pão. Que queijos ainda nos restam? — O branco forte e o azul que cheira mal. — O branco. E será melhor que troque de roupa. Alayne olhou seu vestido, azul-escuro e vermelho, as cores de Correrrio. — É muito...? — É muito Tully. Os Senhores Rebeldes não gostarão de ver a minha filha bastarda se pavoneando com a roupa de minha esposa falecida. Escolha outra roupa. Tenho de lhe lembrar que não deve escolher azulceleste ou creme? — Não — o azul-celeste e o creme eram as cores da casa Arryn. — O senhor disse que são oito pessoas? Yohn Bronze é um deles?
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